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San’Graal

Capítulo Templário Nossa Senhora Mãe de Deus


Porto Alegre – RS – Brasil

Número 07
2017
11 - Jesus disse: "Este céu passará, e o que está acima dele passará. Os mortos não
estão vivos, e os vivos não morrerão. Durante os dias em que comiam o que está
morto, vocês o tornaram vivo. Quando estiverem na luz, o que farão? No dia em
que eram um, vocês se tornaram dois. Mas quando se tornarem dois, o que farão?"

12 - Os seguidores disseram a Jesus: "Sabemos que você nos deixará. Quem será
nosso líder?" Jesus lhos disse: "Não importa onde estiverem, procurarão Tiago, o
Justo, em consideração de quem foram criados o céu e a terra.

Evangelho Segundo Tomé

2
Anfiteatro
da
Eterna
Sabedoria

PRIMEIRO GRAU PROLOGÉTICO


(continuação)

Heinrich Khunrath
1609

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15 de Março

Passagens
citadas da Nova tradução dos Provérbios a
Versão antiga ou Vulgata Sacro partir do hebreu, e da Sabedoria a
Santa partir do grego
Escritura
74. É portanto a vocês, ó Reis, (proclama
aqui outra vez, e não sem propósito o 74. A vocês portanto, se dirigem estes
nosso Sábio), que se endereçam estes discursos, → ó tiranos, afim que vocês
Sb 6, 10.
meus discursos → afim que vocês aprendam a Sabedoria e que vocês não a
aprendam a Sabedoria e que vocês não a ofendam.
percam.

Ó Tiranos - Ele chama Tiranos, aos Reis e aos Príncipes, com boa razão.

Turannos, Senhor ou Rei; como diz Trogus-Pompeius: «Chama-se-lhes Reis em consideração da


grandeza da sua majestade, e eles são colocados entre os bons pela sua moderação provada; chama-
se-lhes Tiranos em consideração da sua força». Turannéô, eu reino.

Como nesta passagem de Euripides: «Os Reis tornam-se sábios pelo convívio com os sábios».

Assim, este nome, nos antigos, não era mais uma fórmula de repreensão ou de inveja que
o de Rei.

Posteriormente, é verdade, a malícia cresceu, quando os Reis soberbos começaram a


reinar, o nome de Tirano apenas foi dado aos que dominavam, não pelo direito e pelas leis
equitativas, mas pela violência e pelas inclinações da sua alma, de modo que a sua
crueldade fez com que este nome tenha adquirido má fama. Versículo 64.

O texto grego chama-lhes Basileis, isto é, Reis. É preciso entender não somente os
Magistrados Políticos mas também (como já foi dito) inclusivamente os Eclesiásticos e os
Escolásticos.

Para que vocês aprendam a Sabedoria - Aprendam, assim como convém a verdadeiros
Filósofos, a Sabedoria Verdadeira, porque (isto é certo) a maior parte de vocês gira nas
vias do labirinto das vossas Ciências e das vossas Artes (que são pequenos riachos dos
Dons e dos Bens da Sabedoria, em vez das próprias Ciências e Artes) e ficam nos
vestíbulos, e como se na casca em vez de entrarem na noz da Sabedoria, ou a Própria
Sabedoria;

Aprendam-na, portanto, com receio que prestem homenagem às servidoras de Sofia e às


suas Virgens concubinas apenas duma forma rudimentar, em vez de beijarem
Teosoficamente os suaves lábios delas com o beijo da teoria e da prática;

E mesmo com receio que vocês as pisem com os pés, que vocês as golpeiem
diabolicamente com o raio de um anátema (com um abuso que as ofenderia) ou que vocês
condenassem anti-Cristianamente as suas fiéis servidoras cristãs. Ver versículo 113.

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Aquilo de que a maior parte dos nossos antepassados se queixaram, e nós próprios nos
queixamos, e muitos se queixarão depois de nós, é de ver derrubado o Sábio modo de
filosofar dos Cabalistas e dos Magos, isto é, dos Sábios; e de ver reinar os sofistas, e de ver
os Sábios deste mundo imundo, todos insensatos, cairem cada vez mais baixo em todos os
crimes, e levarem com eles para a morte (ó Deus!) os que os seguem.

Ver o versículo 112 e alguns dos seguintes. E também, 28 e 187.

16 de Março

Passagens
citadas da Nova tradução dos Provérbios a
Versão antiga ou Vulgata Sacro partir do hebreu, e da Sabedoria a
Santa partir do grego
Escritura
75. Porque aqueles que tiverem 75. Porque aqueles que tiverem
guardado → a Justiça serão julgados conservado santamente os direitos e os
com justiça; e → aqueles que tiverem Sb 6, 11. deveres de Santidade → serão vistos como
aprendido os deveres encontrarão com santos, e aqueles que forem instruídos
que responder. terão com que responder.

A Justiça - Divina; divinamente transmitida e escrita na Sacro Santa Escritura, na Natureza


e nas nossas Consciências.

Aqueles que guardarem esta Justiça serão julgados justamente, porque a própria
Sabedoria prestará testemunho diante do seu pai àqueles que foram e que são os filhos da
Doutrina e da Disciplina, os fieis amados da Sabedoria.

Serão vistos como Santos - Não aqueles que seguiram a sombra da justiça e da santidade,
«morfôsin ekoutes tês eusebeias», «Die nur einen schein heben der Gottseligheit», isto é,
unicamente uma aparência de piedade; mas aqueles que tiverem sido realmente os órgãos
da justiça, da piedade e da santidade, pelos quais a fé viva e o Espírito Santo terão
exercido as verdadeiras obras da justiça e da piedade; serão julgados como Santos, isto é,
terão o vivo testemunho da piedade e da fé salvíficas que responderão por eles.

Aqueles que tiverem aprendido os deveres - que são verdadeiros, retos e justos, em Todas as
Coisas Possíveis.

Onde? No livro de Deus, católico, tri-uno, isto é, da Sacro Santa Escritura, da Natureza, e
da nossa Alma purgada e Divinamente iluminada.

Porque Iahveh é verdadeiramente a alma da Alma.

E de que maneira? Teosoficamente, Fisicamente, Físico-Medicamente, Físico-


Quimicamente, etc., como ensina este Anfiteatro; em Orando e Laborando, versículo 187.

5
17 de Março

Passagens
citadas da Nova tradução dos Provérbios a
Versão antiga ou Vulgata Sacro partir do hebreu, e da Sabedoria a
Santa partir do grego
Escritura
76. Desejem portanto ardentemente os 76. Procurem, portanto, os meus
meus discursos; amem-nos → e vocês Sb 6, 12. discursos e desejem-nos, e obterão a
terão a Disciplina. Erudição.

E vocês terão a Disciplina - E, por conseguinte, todos os frutos e usos da Disciplina,


frequentemente enumerados no nosso Prólogo pelo Sábio.

18 de Março

Passagens
citadas da Nova tradução dos Provérbios a
Versão antiga ou Vulgata Sacro partir do hebreu, e da Sabedoria a
Santa partir do grego
Escritura
77. Se portanto vocês se deleitam com 77. Se portanto vocês se deleitam com
tronos e septos, ó Reis do povo, amem tronos e septos, ó Reis dos povos,
Sb 6, 22.
a Sabedoria, → afim que vocês reinem honrem a Sabedoria, afim que vocês
perpetuamente. reinem perpetuamente.

Para que vocês reinem perpetuamente - Afim que vocês sejam herdeiros da Sabedoria eterna,
porque unicamente a flor da Piedade e da Virtude (isto é, a Sabedoria) é perpétua.

19 de Março

Passagens
citadas da Nova tradução dos Provérbios a
Versão antiga ou Vulgata Sacro partir do hebreu, e da Sabedoria a
Santa partir do grego
Escritura
78. Amem (ó amem) → a Luz da
Sabedoria, vocês todos que comandam Sb 6, 23. 78. Este versículo falta no texto grego.
os povos.

A Luz da Sabedoria - Vocês todos que (quer Politicamente, Eclesiasticamente ou


Escolasticamente) mandam nos povos, amem a Luz da Sabedoria Eterna; a Luz Divina,
digo eu, da Verdade Divina Divinamente nascida, e brilhando na Sacro Santa Escritura,
no livro da Natureza e na Alma ou Espírito purificados do ser humano Teosoficamente
purgado.

O mundo é um pássaro da noite em comparação com esta Luz.

6
Ó Luz Eterna de entre as Luzes Eternas, ilumina (eu peço-te) a minha alma com um raio
da tua Luz Divina; ilumina, eu conjuro-te, no templo Micro-cósmico do meu saber, afim
que eu te conheça em mim e a mim em ti, na Sabedoria Eterna única verdadeira. Amém.
Versículo 170.

Porque eu verei na tua Luz, a Luz tri-una da Sacro Santa Escritura, da Natureza e da
minha Alma, a qual luz está obscurecida (ó vergonha) pelas trevas da minha ignorância e
das minhas superfluidades. Ver versículo 126.

20 de Março

Passagens
citadas da Nova tradução dos Provérbios a
Versão antiga ou Vulgata Sacro partir do hebreu, e da Sabedoria a
Santa partir do grego
Escritura
79. Porque a multidão dos sábios é → a
79. Porque a multidão dos sábios é a
saúde de toda a circunferência
Sb 6, 26. salvação do Mundo, e um Rei prudente a
Terrestre, e → um Rei sábio, a
estabilidade do povo.
estabilidade do seu povo:

A saúde da circunferência Terrestre - Muitos perguntam porque é que o mundo inteiro está
colocado na malignidade?

Eu respondo: a doutrina desta passagem avisa-nos isso: Porque todas as coisas estão
cheias de loucos; de outra forma o mundo não seria imundo.

Porque a multidão dos Sábios é a saúde do Universo.

Porque acontece então que existam tantos insensatos? Porque eles não obedecem às
advertências dos Sábios, versículo 32.

Porque é que eles não obedecem? Por causa da sua própria malícia, que é censurada por
Jeremias 2, 19.

Eles quiseram-na; que eles a tenham.

Um Rei sábio, etc. - Desgraça para o povo cujo Rei (Político, Eclesiástico ou Escolástico) é
uma criança; (quer dizer insensato, versículo 205) e cujos Príncipes comem desde a
manhã.

Feliz a Terra cujo Rei é Nobre (pela virtude) e cujos Príncipes se alimenta no tempo
conveniente, e para se sustentarem e não por luxúria.

Porque o estado forte do povo consiste na Sabedoria e na Prudência do Rei; e o estado


fraco, na luxúria dos seus debochados que estão perdidos pela gula.

A Alma muito prudente é uma alma sóbria.

7
Notem isto, vocês que são uma ânforas de Baco, e corrijam esse sinistro modo de viver e
beber; se não, pela vossa embriaguez excessiva, vocês dirigem-se para a loucura, a doença,
a indigência e finalmente serão assados com o diabo no inferno. Versículo 305.

21 de Março

Passagens
citadas da Nova tradução dos Provérbios a
Versão antiga ou Vulgata Sacro partir do hebreu, e da Sabedoria a
Santa partir do grego
Escritura
80. Recebam portanto a Disciplina → 80. Por isso sejam portanto instruídos
pelos meus discursos, e ela vos será Sb 6, 27. pelas minhas palavras, e que elas vos
proveitosa. sejam úteis.

Pelos meus discursos - Pela minha Lei e a minha Doutrina que eu vos transmito e que estão
destramente expostas, desde a fonte católica tri-una, neste Anfiteatro.

Tu que desejas os frutos da Sabedoria, planta no teu coração a sua árvore, que é o Verbo e
a Palavra de Deus, e então ela te dará os frutos.

Aprendam, portanto, ó mortais


a Sabedoria
e
22 de Março

Passagens
citadas da Nova tradução dos Provérbios a partir
Versão antiga ou Vulgata Sacro do hebreu, e da Sabedoria a partir do
Santa grego
Escritura
81. Amem → a Justiça → vocês que 81. Amem a Justiça vocês que julgam a
Sb 1, 1.
julgam a Terra. Terra.

A Justiça - Aquilo que é justo e equitativo, na Sacro Santa Escritura, no Livro da Natureza
e nas vossas consciências retas.

Vocês que julgam - Eclesiasticamente, Politicamente e Escolasticamente.

FIM DO PRIMEIRO GRAU

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Oração do Cavaleiro de Cristo

Senhor CRISTO que haveis dado este conselho:


“ESTEJAS SEMPRE PREPARADO” e que me haveis
dado a graça de conhecê-lo, ajudai-me desta forma a
ser FIEL.

Que todas as circunstâncias da vida me encontrem


preparado para o dever, amando o que é belo,
fazendo o que é o bem, propagando o que é
VERDADEIRO.

Devotado aos meus semelhantes, protetor dos


animais, sempre preparado para perdoar, sempre
preparado para socorrer, alegre nas provações, com
o pensamento esclarecido, coração puro, corpo
casto, palavra justa.

Eis Senhor os vestígios dos teus passos. Eu quero


segui-los por todo o caminho, sem medo ou
vergonha, com a alma viril e o rosto erguido. Esta é
minha promessa de cristão e de Cavaleiro.

Por minha honra, eu não falharei; confiante, Senhor


CRISTO, em vosso amor e em vossa graça, para ir ao
PAI, na Luz da Divina MÃE, o ESPÍRITO SANTO.
Amén
.

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A Imitação de Cristo - Tomás de Kempis
LIVRO PRIMEIRO

AVISOS ÚTEIS PARA A VIDA ESPIRITUAL

CAPÍTULO 11

Da paz e do zelo em aproveitar

1. Muita paz podíamos gozar, se não nos quiséssemos ocupar com os ditos e
fatos alheios que não pertencem ao nosso cuidado. Como pode ficar em paz
por muito tempo aquele que se intromete em negócios alheios, que busca
relações exteriores, que raras vezes e mal se recolhe interiormente? Bem-
aventurados os simples, porque hão de ter muita paz! Por que muitos
santos foram tão perfeitos e contemplativos? É que eles procuraram
mortificar-se inteiramente em todos os desejos terrenos, e assim puderam,
no íntimo de seu coração, unir-se a Deus e atender livremente a si mesmos.
Nós, porém, nos ocupamos demasiadamente das próprias paixões e
cuidados com excesso das coisas transitórias. Raro é vencermos sequer um
vício perfeitamente; não nos inflamamos no desejo de progredir cada dia;
daí a frieza e tibieza em que ficamos.
2. Se estivéssemos perfeitamente mortos a nós mesmos e interiormente
desimpedidos, poderíamos criar gosto pelas coisas divinas e algo
experimentar das doçuras da celeste contemplação. O que principalmente e
mais nos impede é o não estarmos ainda livres das nossas paixões e
concupiscências, nem nos esforçamos por trilhar o caminho perfeito dos
santos. Basta pequeno contratempo para desalentarmos completamente e
voltarmos a procurar consolações humanas.
3. Se nos esforçássemos por ficar firmes no combate, como soldados valentes,
por certo veríamos descer sobre nós o socorro de Deus. Pois ele está sempre
pronto a auxiliar os combatentes confiados em sua graça: Aquele que nos
proporciona ocasiões de peleja para que logremos a vitória. Se fizermos
consistir nosso aproveitamento espiritual tão somente nas observâncias
exteriores, nossa devoção será de curta duração. Metamos, pois, o machado
à raiz, para que, livre das paixões, goze paz nossa alma.
4. Se cada ano extirpássemos um só vício em breve seríamos perfeitos. Mas
agora, pelo contrário, muitas vezes experimentamos que éramos melhores,
e nossa vida mais pura, no princípio da nossa conversão que depois de
muitos anos de profissão. O nosso fervor e aproveitamento deveriam
crescer, cada dia; mas, agora, considera-se grande coisa poder alguém
conservar parte do primitivo fervor. Se no princípio fizéramos algum
esforço, tudo poderíamos, em seguida, fazer com facilidade e gosto.
5. Custoso é deixar nossos costumes; mais custoso, porém, contrariar a
própria vontade. Mas, se não vences obstáculos pequenos e leves, como
triunfarás dos maiores? Resiste no princípio à tua inclinação e rompe com o

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mau costume, para que te não metas pouco a pouco em maiores
dificuldades. Oh! Se bem considerasses quanta paz gozarias e quanto
prazer darias aos outros, se vivesses bem, de certo cuidarias mais do teu
adiantamento espiritual.

CAPÍTULO 12

Da utilidade das adversidades

1. Bom é passarmos algumas vezes por aflições e contrariedades, porque


freqüentemente fazem o homem refletir, lembrando-lhe que vive no
desterro e, portanto, não deve pôr sua esperança em coisas alguma do
mundo. Bom é encontrarmos às vezes contradições, e que de nós façam
conceito mau ou pouco favorável, ainda quando nossas obras e intenções
sejam boas. Isto ordinariamente nos conduz à humildade e nos preserva da
vanglória. Porque, então, mais depressa recorremos ao testemunho interior
de Deus, quando de fora somos vilipendiados e desacreditados pelos
homens.
2. Por isso, devia o homem firmar-se de tal modo em Deus, que lhe não fosse
mais necessário mendigar consolações às criaturas. Assim que o homem de
boa vontade está atribulado ou tentado, ou molestado por maus
pensamentos, sente logo melhor a necessidade que tem de Deus, sem o qual
não pode fazer bem algum. Então se entristece, geme e chora pelas misérias
que padece. Então causa-lhe tédio viver mais tempo, e deseja que venha a
morte livrá-lo do corpo e uni-lo a Cristo. Então compreende também que
neste mundo não pode haver perfeita segurança nem paz completa.

CAPÍTULO 13

Como se há de resistir às tentações

1. Enquanto vivemos neste mundo, não podemos estar sem trabalhos e


tentações. Por isso lemos no livro de (Jó 7,1): É um combate a vida do
homem sobre a terra. Cada qual, pois, deve estar acautelado contra as
tentações, mediante a vigilância e a oração, para não dar azo às ilusões do
demônio, que nunca dorme, mas anda por toda parte em busca de quem
possa devorar (1Pd 5,8). Ninguém há tão perfeito e santo, que não tenha, às
vezes, tentações, e não podemos ser delas totalmente isentos.
2. São, todavia, utilíssimas ao homem as tentações, posto que sejam molestas e
graves, porque nos humilham, purificam e instruem. Todos os santos
passaram por muitas tribulações e tentações, e com elas aproveitaram;
aqueles, porém, que não as puderam suportar foram reprovados e
pereceram. Não há Ordem tão santa nem lugar tão retirado, em que não
haja tentações e adversidades.
3. Nenhum homem está totalmente livre das tentações, enquanto vive, porque
em nós mesmos está a causa donde procedem: a concupiscência em que

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nascemos. Mal acaba uma tentação ou tribulação, outra sobrevém, e sempre
teremos que sofrer, porque perdemos o dom da primitiva felicidade.
Muitos procuram fugir às tentações, e outras piores encontram. Não basta a
fuga para vencê-las; é pela paciência e verdadeira humildade que nos
tornamos mais fortes que todos os nossos inimigos.
4. Pouco adianta quem somente evita as ocasiões exteriores, sem arrancar as
raízes; antes lhe voltarão mais depressa as tentações, e se achará pior.
Vencê-las-á melhor com o auxílio de Deus, a pouco e pouco com paciência e
resignação, que com importuna violência e esforço próprio. Toma a miúdo
conselho na tentação e não sejas desabrido e áspero para o que é tentado,
trata antes de o consolar, como desejas ser consolado. O princípio de todas
a más tentações é a inconstância do espírito e a pouca confiança em Deus;
pois, assim como as ondas lançam de uma parte a outra o navio sem leme,
assim as tentações combatem o homem descuidado e inconstante em seus
propósitos. O ferro é provado pelo fogo, e o justo pela tentação. Ignoramos
muitas vezes o que podemos, mas a tentação manifesta o que somos.
Todavia, devemos vigiar, principalmente no princípio da tentação; porque
mais fácil nos será vencer o inimigo, quando não o deixarmos entrar na
alma, enfrentando-o logo que bater no limiar. Por isso disse alguém: Resiste
desde o princípio, que vem tarde o remédio, quando cresceu o mal com a
muita demora (Ovídio). Porque primeiro ocorre à mente um simples
pensamento, donde nasce a importuna imaginação, depois o deleite, o
movimento; e assim, pouco a pouco, entra de todo na alma o malvado
inimigo. E quanto mais alguém for indolente em lhe resistir, tanto mais
fraco se tornará cada dia, e mais forte o seu adversário. Uns padecem
maiores tentações no começo de sua conversão, outros, no fim; outros por
quase toda a vida são molestados por elas. Alguns são tentados levemente,
segundo a sabedoria da divina Providência, que pondera as circunstâncias e
o merecimento dos homens, e tudo predispõe para a salvação de seus
eleitos. Por isso não devemos desesperar, quando somos tentados; mas até,
com maior fervor, pedir a Deus que se digne ajudar-nos em toda provação,
pois que, no dizer de S. Paulo, nos dará graça suficiente na tentação para
que a possamos vencer (1Cor 10,13). Humilhemos, portanto, nossas almas,
debaixo da mão de Deus, em qualquer tentação e tribulação porque ele há
de salvar e engrandecer os que são humildes de coração. Nas tentações e
adversidades se vê quanto cada um tem aproveitado; nelas consiste o maior
merecimento e se patenteia melhor a virtude. Não é lá grande coisa ser o
homem devoto e fervoroso quando tudo lhe corre bem; mas, se no tempo
da adversidade conserva a paciência, pode-se esperar grande progresso.
Alguns há que vencem as grandes tentações e, nas pequenas, caem
freqüentemente, para que, humilhados, não presumam de si grandes coisas,
visto que com tão pequenas sucumbem.

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Conteúdo
EVANGELHO SEGUNDO TOMÉ – Logioi 11 e 12
ANFITEATRO DA ETERNA SABEDORIA - Primeiro Grau – Heinrich Khunrath
ORAÇÃO DO CAVALEIRO DE CRISTO
A IMITAÇÃO DE CRISTO – Capítulos 11 a 13 – Tomás de Kempis

http://comendadoriansmd.wixsite.com/mae-de-deus
Ordre Secret du Temple

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