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JERICO, A CIDADE DA MURALHA INVENCÍVEL

Jericó ou a Cidade das Palmeiras (Jz 3:13), era (e ainda é) o nome de uma cidade importante que situava-se no vale do Jordão, no
lado ocidental, perto do Mar Morto, como dava acesso à planície de Judá, a sua conquista era vital para os israelitas liderados
então por Josué filho de Num.
Sua primeira menção nas Escrituras é quando os israelitas estão acampados na planícies de Moabe (Nm. 22:1).
Mas o que fazia esta cidade famosa era a sua fortificação e o seu domínio sobre o vale do Jordão.
A sua conquista tornava-se um obstáculo difícil por um outro lado era fácil pois o animo dos moradores e dos povos das regiões
vizinhas já estavam desfalecidos pois Deus fizera grande sinal para com os filhos de Jacó e por isso temiam e já não tinham
ânimo.

As muralhas eram o desafio físico:


"A cidade de Jericó tinha uma área de cerca de 32 km quadrados. Era uma cidade-fortaleza, não somente para seus habitantes,
como também para os da região agrícola em derredor.
Os muros tinham cerca de nove metros de altura e seis de espessura. Jericó era considerada invencível, por ter a proteção dos
deuses cananeus.
A captura bélica de Jericó era a chave de toda a estratégia bélica de Josué, pois demonstraria que o Deus de Israel era superior
aos deuses cananeus, logo, a derrota dos cananeus era inevitável."
Bíblia de Estudo Pentecostal - pág. 353

Por ordem divina os homens de guerra rodearam a cidade uma vez por dia, durante seis dias consecutivos, levando consigo a
arca do concerto. Sete sacerdotes tocavam as trombetas adiante da arca.
Ao sétimo dia, deram sete voltas em torno dos muros, quando a um som mais agudo das trombetas, o povo gritou e os muros
ruíram, dando entrada a todo o povo que destruíram a cidade a "fogo e ferro", todos seus cidadãos foram mortos exceto Raabe e
a família de seu pai, pois esta protegera os espias israelitas.

Jericó, situada a 272 m abaixo do nível do mar (Mediterrâneo), além de ser considerada a cidade habitável mais antiga,
beneficiava do clima tropical e tinha também a fama de produzir palmeiras, árvore balsámicas (daí Jericó = Lugar de suave odor),
sicômoros (Ficus sycomorus, conhecida pelos nomes comuns de sicómoro, sicômoro ou figueira-doida, é uma espécie de figueira
de raízes profundas e ramos fortes que produz figos de qualidade inferior, cultivada no Médio Oriente e em partes da África há
milénio) e hena odorífera. As suas rosas eram famosas pela sua beleza (Ecles. 22:14). Também tinha fonte de águas, Ain es-
Sultan, que parece ser a mesma cujo Eliseu saneou.

AS MURALHAS DE JERICÓ
E a muralha ruiu por terra… (J s 6.20).

O dr. John Garstang, diretor da Escola Britânica de Arqueologia de Jerusalém e do Departamento de Antiguidades do governo da
Palestina (1930-36), descobriu em suas escavações que o muro realmente “foi abaixo”; caiu, e que era duplo. Os dois muros
ficavam separados um do outro por uma distância de cinco metros. O muro externo tinha dois metros de espessura e o interno,
quatro metros. Os dois tinham cerca de dez metros de altura. Eram construídos não muito solidamente, sobre alicerces
defeituosos e desnivelados, com tijolos de dez centímetros de espessura, por trinta a sessenta centímetros de comprimento,
assentados em argamassa de lama. Eram ligados entre si por casas construídas de través na parte superior, como a de Raabe, por
exemplo, erguida “sobre o muro”.

Garstang verificou também que o muro externo ruiu para fora, pela encosta da colina, arrastando consigo o muro interno e as
casas, ficando as camadas de tijolos cada vez mais finas à proporção que rolavam ladeira abaixo. O dr. Garstang pensa haver
indícios de que o muro foi derribado por um terremoto, o que pode ser, perfeitamente unia conseqüência da ação divina.

0s cristãos não possuem nenhuma dúvida quanto à existência das cidades mencionadas no Antigo e no Novo Testamento. Por
isso, dificilmente julgamos necessário conhecer alguma documentação que comprove esse fato. Não obstante, sabemos que
muitas obras religiosas não resistem à menor verificação arqueológica, o que contrasta imensamente com a Bíblia que, através
dos séculos, tem seus apontamentos históricos e geográficos cada vez mais ratificados pela verdadeira ciência. Evidentemente,
nossa fé não está baseada nas descobertas da ciência. Entretanto, não podemos ignorar os benefícios provindos dela quando
seus estudos servem para solidificar a nossa crença.

O objetivo desta matéria é apresentar uma lista parcial de algumas cidades mencionadas na Bíblia e encontradas atualmente
pelas escavações arqueológicas. Elaboraremos a lista apresentando suas respectivas evidências. Esclarecemos também essa
seletividade porque há centenas de outras cidades que também foram evidenciadas pela arqueologia. O que faremos aqui, no
entanto, é apenas uma breve introdução ao assunto.
Este artigo se propõe tão somente a lançar mais evidências ao fato de que a Bíblia não é um livro de ficção, de histórias
inventadas por homens falíveis, mas, sim, inspirada por Deus, portanto, suas citações geográficas resistem à verificação
arqueológica.

De fato, a Bíblia não só descreve esses lugares em suas páginas como também o faz com extrema precisão. Vejamos:

1. Siquém
Referência bíblica: “E chegou Jacó salvo a Salém, cidade de Siquém, que está na terra de Cariàã, quando vinha de Padã-Arã; e
armou a sua tenda diante da cidade” (Gn 33.18;12.6; grifo do autor).

Evidência arqueológica:
“Escavações foram empenhadas em Siquém, primeiramente pelas expedições austríaco-alemãs em 1913 e 1914; posteriormente
no período de 1926 a 1934, sob a responsabilidade de vários arqueólogos; e, por fim, por uma expedição americana no período
de 1956 a 1972 […] A escavação na área sagrada revelou uma fortaleza na qual havia um santuário e um templo dedicado a El-
berith, `o deus do concerto’. Este templo foi destruído por Abimeleque, filho do juiz Gideão (Veja Jz 9) e nos proporcionou uma
data confiável acerca do `período teocrático’. Recentemente, nas proximidades do monte Ebal (Veja Dt 27.13), foi encontrada
uma estrutura que sugere identificar um altar israelita. Datado do 13° ou 12° século a.C., o altar pode ser considerado como
contemporâneo de Josué, indicando a possibilidade de ter sido construído pelo próprio líder hebreu, conforme é descrito em
Deuteronômio 27 e 28”. (Horn, Siegfried H, Biblical archaeology: a generation of discovery, Andrews University, Berrien Springs,
Michigan,1985, p.40).

2. Jericó
Referência bíblica: “Depois partiram os filhos de Israel, e acamparam-se nas campinas de Moabe, além do Jordão na altura de
Jericó” (Nm 22.1; grifo do autor).

Evidência arqueológica:
“Jericó foi a mais velha fortaleza escavada”. (Horn, Siegfried H. Biblical archaeology: a generation of discovery, Andrews
University, Berrien Springs, Michigan, 1985, p. 37)

“A cidade de Jericó é representada hoje por um pequeno montículo de área […1 A cidade antiga foi escavada por C. Warren
(1867), E. Sellin e C. Watzinger (1907-09), J. Garstang (1930-36), e K. Kenyon (1952-58)”. (Achtemeier, Paul J., Th.D. Harper’s
Bible Dictionary San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc., 1985).

“A primeira escavação científica em Jericó (1907-9) foi feita por Sellin e Watzinger em 1913”. (The New Bible Dictionàry
Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, Inc., 1962).

3. Arade
Referência bíblica: “Ouvindo o cananeu, rei de Arade, que habitava para o lado sul, que Israel vinha pelo caminho dos espias,
pelejou contra Israel, e dele levou alguns prisioneiros” (Nm 21.1; 33.40; grifo do autor).

Evidência arqueológica:
“Escavações realizadas por Y. Aharoni e R. B. K. Amiran no período de 1962 a 1974 comprovaram a existên cia de Arade – 30 km
ao nordeste de Berseba” (The New Bible Dictionary Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, Inc.,1962).

“O local consiste em um pequeno monte superior ou acrópole onde as escavações revelaram ser a cidade da Idade do Ferro”.
(Achtemeier, Paul J., Th.D., Harper k Bible Dictionary, San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc.,1985).

4. Dã
Referência bíblica: “E chamaram-lhe Dá, conforme ao nome de Dá, seu pai, que nascera a Israel; era, porém, antes o nome desta
cidade Laís” (Jz 18.29; grifo do autor).

Evidência arqueológica:
“A escavação de Dá começou em 1966 sob a direção de Avraham Biran”. (Horn, Siegfried H., Biblical archaeology: a generation of
discovery, Andrews University, Berrien Springs, Michigan, 1985, p.42).

“Primeiramente chamada Laís, esta cidade é mencionada nos textos das tábuas de Mari e nos registros do faraó Thutmose III, no
século XVIII a.C. É identificada como Tel Dá (moderna Tell el-Qadi) e localiza-se no centro de um vale fértil, próximo de uma das
principais fontes de alimentação, o Rio Jordão […] Tel Dá tem sido escavada por A. Biran desde 1966. A primeira ocupação no
local remonta ao terceiro milênio antes de Cristo”. (Achtemeier, Paul J., ThU, Harper’s Bible Dictionary, San Francisco: Harper and
Row, Publishers, Inc.,1985).
5. Susã
Referência bíblica: “As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu em
Susã, a fortaleza” (Ne 1.1; Et 1.1; grifo do autor).

Evidência arqueológica:
“Escavações conduzidas por Marcel Dieulafoy no período de 1884 a 1886 comprovaram a existência da cidade de Susã”.
(Douglas, J. D., Comfort, Philip W & Mitchell, Donald, Editors. Whos Who in Christian History Wheaton, Illinois: Tyndale House
Publishers, Inc., 1992.)

6. Nínive
Referência bíblica: “E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levantate, vai à grande cidade de Nínive, e
clama contra ela, porque a sua malícia subiu até a minha presença” (Jn 1.1,2; 2Rs 19.36; grifo do autor).

Evidência arqueológica:
“Nínive foi encontrada nas escavações de Austen H. Layard no período de 1845 a 1857”. (Douglas, J. D., Comfort, Philip W &
Mitchell, Donald, Editors. Who’s Who in Christian History, Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, Inc., 1992).

7. Betel
Referência bíblica: “Depois Amazias disse a Amós: Vaite, ó vidente, e foge para a terra de Judá, e ali come o pão, e ali profetiza,
mas em Betel daqui por diante não profetizarás mais, porque é o santuário do rei e casa real” (Am 7.12,13; grifo do autor).

Evidência arqueológica:
“W. F Albright fez uma escavação de ensaio em Betel em 1927 e posteriormente empenhou uma escavação oficial em 1934. Seu
assistente, J. L. Kelso, continuou as escavações em 1954, 1957 e 1960” (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harper’sBible Dictionary San
Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc.,1985).

8. Cafarnaum
Referência bíblica: “E, chegando eles a Cafarnaum, aproximaram-se de Pedro os que cobravam as dracmas, e disseram: O vosso
mestre não paga as dracmas?” (Mt 17.24; grifo do autor).

Evidência arqueológica:
“Cafarnaum foi identificada desde 1856 e, a partir de então, tem sido alvo de escavações nos últimos 130 anos” (Achtemeier,
Paul J., Th.D., Harpers Bible Dictionary San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc., 1985).

9. Corazim
Referência bíblica: “Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! peque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se
fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza” (Mt 11.21; grifo do autor).

Evidência arqueológica:
“Escavações na atual cidade deserta indicam que ela abrangeu uma área de doze acres e foi construída com uma série de
terraços com o basalto da região montanhosa local” (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harper’s Bible Dictionary San Francisco: Harper
ando 10.

10. Éfeso
Referência bíblica: “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, aos santos que estão em Efeso, e fiéis em Cristo Jesus”
(Ef 1.1; grifo do autor).

“E encheu-se de confusão toda a cidade e, unânimes, correram ao teatro, arrebatando a Gaio e a Aristarco, macedônios,
companheiros de Paulo na viagem” (At 19.29) . A cidade em referência é Éfeso.

Evidência arqueológica:
“Arqueólogos austríacos encontraram em escavações, no século passado, um teatro de 24.000 assentos, bem como muitos
outros edifícios públicos e ruas do primeiro e segundo séculos depois de Cristo, de forma que a pessoa que visita o local pode ter
uma boa impressão da cidade como foi conhecida pelo apóstolo Paulo” (Achtemeier, Paul J., Th.D., Harpers Bible Dictionary San
Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc.,1985).

11. Jope
Referência bíblica: “E, como Lida era perto de Jope, ouvindo os discípulos que Pedro estava ali, lhe mandaram dois varões,
rogando-lhe que não se demorasse em vir ter com eles.” (At 9.38; grifo do autor).

Evidência arqueológica:
“Durante escavações no local da antiga cidade de Jope (XIII a.C.) o portão da fortaleza foi descoberto…” (Achtemeier, Paul J.,
Th.D., Harper’s Bible Dictionary, San Francisco: Harper and Row, Publishers, Inc., 1985).

Diante desta simples exposição, podemos afirmar como Sir Frederic Kenyon, que disse: “Portanto, é legitimo afirmar que, em
relação à Bíblia, contra a qual diretamente se voltou a crítica destruidora dá segunda metade do século dezenove, as provas
arqueológicas têm restabelecido a sua autoridade. E mais: têm aumentado o seu valor ao torná-la mais inteligível por meio de
um conhecimento mais completo de seu contexto e ambiente. A arqueologia ainda não se pronunciou definitivamente a
respeito, mas os resultados já alcançados confirmam aquilo que a fé sugere, que a Bíblia só tem a ganhar com o aprofundar do
conhecimento”.1

História de Josué e as muralhas de Jericó segundo a Bíblia

O nome de Josué
O nome inicial de Josué era Oséias (Nm 13:8) que significa salvação. A bíblia registra que Moisés trocou o seu nome para Josué
que quer dizer “Iavé é a salvação” (Nm 13:16).

Josué um homem de guerra


Josué é sobretudo um homem de guerra. Ele é citado pela primeira vez no livro de Êxodo como comandante de uma batalha:

Moisés ordenou que Josué fosse o chefe de uma batalha, ele deveria escolher homens para lutar contra Amaleque. Enquanto
acontecia a batalha, Moisés, Arão e Hur estavam no pico do monte e intercediam pelos israelitas. Enquanto Moisés estendia as
mãos os israelitas venciam e quando abaixava o povo de Ameleque vencia. E aconteceu de tal forma que Arão e Hur apoiavam as
mãos de Moisés para que elas ficassem sempre estendidas.

Josué servo de Moisés


Quando Moisés esteve no monte com Deus por 40 dias ele levou Josué junto consigo e lá recebeu as orientações sobre a
construção do templo. (Êx 24:13)

Os espias
Josué, juntamente com outros 12 homens foi enviado por Moisés para espiar a terra de Canaã que era habitada por diversos
povos.

Os espias voltaram extremamente desanimados dizendo que o povo era muito poderoso e a cidade, fortificada demais. Eles
ficaram tão frustrados que chegaram a dizer:

Por que o Senhor nos traz a esta terra, para cairmos à espada, e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa?
Não nos seria melhor voltarmos ao Egito? Números 14:3

Porém Josué e Calebe (um dos espias) não concordaram com a reação dos demais e falaram:

– A terra é boa demais! Nosso Deus é forte, e se ele se agradar de nós vai nos dar essa terra!

Todo o povo ficou muito zangado com as palavras de Josué e Calebe e rogaram para que fossem apedrejados. Contudo a glória
de Deus apareceu e Ele falou primeiro com Moisés e depois a todo o povo:

O cadáveres de vocês cairão neste deserto. Os filhos de vocês serão pastores aqui durante quarenta anos, sofrendo pela
infidelidade de vocês, até que o último cadáver de vocês seja destruído no deserto. Durante quarenta anos vocês sofrerão a
conseqüência dos seus pecados e experimentarão a minha rejeição; cada ano corresponderá a cada um dos quarenta dias em
que vocês observaram a terra’. Eu, o Senhor, falei, e certamente farei essas coisas a toda esta comunidade ímpia, que conspirou
contra mim. Encontrarão o seu fim neste deserto; aqui morrerão. Salvo Calebe e Josué Números 14:32-35

O livro de Josué

O livro chamado Josué na Bíblia contém os seguintes acontecimentos:


Depois da morte de Moisés, Deus constitui Josué como líder do povo hebreu. As primeiras parte do livro são uma conversa onde
Deus anima Josué a conquistar as terras:

Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde
quer que andares.Josué 1:9
Josué avisou o povo para que se preparassem para entrar na terra que Deus iria lhes dar. E todo o povo obedecia e respeitava a
liderança de Josué, como tinha sido com Moisés.

Raabe e os espiões
raabeJosué enviou dois espiões para observar a terra de Jericó, a cidade que ficava mais próxima a eles na terra de Canaã. Os
homens entraram na cidade e ficaram na casa de uma prostituta chamada Raabe. O rei de Jericó ficou sabendo desse
acontecimento e mandou Raaabe entregar os homens, porque sabia que eram espiões.

Raabe, ao invés disso, escondeu os dois e quando vieram os soldados do rei não conseguiram os encontrar. Raabe disse:

– Eles já foram embora!

Quando os soldados se retiraram, Raabe rogou aos espiões israelitas:

– Eu e o meu povo sabemos que o Deus de vocês irá dar essa terra para vocês, por isso estamos muito abatidos! Eu peço apenas
que como eu usei de misericórdia para com vocês, vocês também usem de misericórdia para comigo e minha família. Vamos
estabelecer um sinal, para que vocês não nos destruam com a cidade.

Os espiões concordaram e pediram que a mulher amarrasse um pedaço de fio vermelho na sua janela. Desse modo eles
poupariam ela e sua família no dia da invasão.

Os dois homens voltaram para contar as novas para Josué e este quando recebeu as noticias disse:

“Sem dúvida o Senhor entregou a terra toda em nossas mãos; todos estão apavorados por nossa causa”. Josué 2:24

A travessia pelo Jordão


Josué conduziu todo o povo até as margens do rio Jordão. Os seus guardas deram orientação para que todo o povo seguisse a
arca da aliança que era levada pelos sacerdotes e levitas a frente do povo.

Josué também ordenou que todos se santificassem porque um grande milagre estava para vir da parte de Deus.

No outro dia, o Senhor falou com Josué:

Hoje começarei a exaltá-lo à vista de todo o Israel, para que saibam que estarei com você como estive com Moisés. Quando os
sacerdotes chegarem às margens das águas do Jordão, ordena que parem junto ao ri. Josué 3:7

Josué fez tudo conforme Deus lhe dissera.

Os sacerdotes que carregavam a arca pararam em frente ao rio Jordão e todo o povo atrás deles. Assim que eles tocaram os pés
na água a correnteza cessou e formou-se uma grande muralha de água e o rio se dividiu em dois.

Todo o povo atravessou em terra seca para Jericó. Os sacerdotes ficaram parados no meio do rio com a arca, enquanto todo o
povo passava.

Depois que eles passaram pelo Jordão, Deus mandou que Josué escolhesse 12 homens, um representante de cada tribo. Para
buscar uma pedra do local por onde passaram a seco. Os homens deveriam levar as pedras a outra margem do rio, no lugar em
que fossem passar a noite.

Isso serviria como um sinal do milagre que tinha acontecido. Josué fez o que Deus disse e ainda levantou outras pedras no lugar
em que os sacerdotes pisaram a seco.

Josué ao erigir esse monumento declarou ao povo:


Quando no futuro os filhos perguntarem aos pais o que estas pedras querem dizer, 22vocês explicarão que o povo de Israel
atravessou o rio Jordão em terra seca. 23O Senhor, o Deus de vocês, secou o Jordão para vocês atravessarem, assim como secou
o mar Vermelho para nós passarmos. Josué 4:22-23

Todos os povos vizinhos quando ficaram sabendo que Deus havia aberto o rio Jordão para os israelitas temeram muito e ficaram
angustiados.

A circuncisão é retomada
Nesse tempo Deus pediu para que Josué fizesse uma faca e circuncidasse todo o povo. Porque ninguém era circuncidado, apenas
a primeira geração (os pais) que haviam saído do Egito há 40 anos atrás. Todo o povo foi circuncidado e depois descansaram até
sarar.

Nessa época todos as pessoas de Israel celebravam a Páscoa, e no dia dessa celebração o Maná, a comida que Deus enviava do
céu desde a saída do Egito, parou de cair.

Naquele mesmo ano os Israelitas iriam se alimentar dos frutos da terra prometida, Canaaã.

Um anjo aparece a Josué

Josué estava perto das terras de Jericó, até que chegou perto dele um homem com uma espada na mão. Ele perguntou:

– Você é um dos nossos? Ou é inimigo?

O homem respondeu:

Nem uma coisa nem outra, venho na qualidade de comandante do exército do -Senhor. Josué se prostrou e tirou as sandálias dos
pés e perguntou qual era a mensagem que ele trazia.

A queda de Jericó
Quando os líderes de Jericó ficaram sabendo que o povo israelita estava em volta de sua cidade, ordenaram que ninguém mais
saísse ou entrasse, o povo ficou trancado dentro de seus muros. Deus falou a Josué nesse tempo dando orientações sobre o que
ele deveria fazer para conquistar Jericó:

– Vocês devem rodear a cidade por 6 dias. E no sétimo dia vocês rodearam a cidade mais uma vez. Os sacerdotes levaram as
trombetas a frente do povo e nesse dia, ao soar das trombetas, todo o povo gritará e o muro da cidade irá cair.

Josué ainda os advertiu:


Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até ao dia em que eu vos diga: gritai! Então,
gritareis. Josué 6:10

O povo cumpriu tudo que Deus havia pedido por meio de Josué, e marcharam em torno de Jericó durante 6 dias. E sucedeu que,
na sétima vez, quando os sacerdotes tocavam as trombetas, disse Josué ao povo:

Gritai, porque o SENHOR vos entregou a cidade! Porém a cidade será condenada, ela e tudo quanto nela houver; somente viverá
Raabe, a prostituta, e todos os que estiverem com ela em casa, porquanto escondeu os mensageiros que enviamos. ( Josué 6:16)

Os israelitas invadiram a cidade e mataram a todos os homens, mulheres e crianças. Josué os orientou que não tocassem em
nada que fora oferecidos aos deuses do povo de Jericó. E o povo fez isso, e a família de Raabe foi poupada.

No final da conquista Josué declarou:


Maldito diante do SENHOR seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; com a perda do seu primogênito lhe
porá os fundamentos e, à custa do mais novo, às portas.

A maldição e a derrota
Aconteceu que um dos israelitas não obedeceu a Josué e a ordem de Deus de não pegar as coisas sacrificadas aos ídolos. A ira de
Deus se ascendeu contra os filhos de Israel.

E os homens de Josué foram espiar a terra de Ai que ficava próximo a eles. E quando voltaram disseram a Josué:
– É uma cidade muito pequena, não precisamos enviar todos os nossos homens. Só vamos nos cansar… Envie apenas alguns
homens, com certeza iremos vencer a batalha.

Josué seguiu seu conselho e enviou 3 mil homens.


Os habitantes de Ai atacaram o exercício de Israel com fúria e os fizeram fugir. Foi uma grande derrota. Todo o povo de Israel
ficou arrasado e Josué rasgou suas vestes (tradição da época que significava profunda tristeza) e clamou a Deus:

Ah! Senhor Deus! Por que, com efeito, fizeste passar a este povo o Jordão, para nos entregares nas mãos dos amorreus para nos
fazerem perecer? Antes nos tivéssemos contentado em ficar além do Jordão! Ah, Senhor! Que direi? Pois Israel virou as costas
diante dos inimigos!
Josué 7:7,8
Então Deus revelou a Josué que alguém dentro do povo tinha pego das coisas proibidas e tinha violado sua aliança. Também
instruiu Josué a reunir cada família e a queimar aquele que havia feito essas coisas.

José seguiu a orientação de Deus e todas as famílias do povo foram reunidas, e uma a uma revistada. Quando um homem
chamado Acã foi questionado, ele confessou:

quando vi entre os despojos uma bela capa feita na Babilônia, dois quilos e quatrocentos gramas de prata e uma barra de ouro
de seiscentos gramas, eu os cobicei e me apossei deles. Estão escondidos no chão da minha tenda, com a prata por baixo. Josué
7:21

Assim que foi confirmado que Acã havia de fato roubado essas coisas todo o povo o levou até um vale, juntamente com sua
família e com tudo o que possuía e os apedrejaram e queimaram tudo o que possuíam. Então a ira de Deus se aplacou. Sobre os
restos de Acã e sua família ergueram um monte de pedras que está lá até hoje.

Josué invade Ai
Deus falou novamente com Josué lhe fortalecendo e dando ordens para que ele invadisse a cidade de Ai. Josué chamou 30 mil
homens para ir a guerra e conquistar Ai. Depois de colocarem emboscadas os israelitas atacaram a cidade e por fim colocaram
fogo em tudo.

O senhor disse a Josué:


Estende a lança que tens na tua mão, para Ai, porque a darei na tua mão. E Josué estendeu a lança, que estava na sua mão, para
a cidade.
Josué 8:18

Enquanto Josué estava com a mão estendida os israelitas tiveram vitória. O rei foi capturado e enforcado e todos os 12 mil
moradores de Ai mortos. No final dessas coisas, os israelitas fizeram oferendas e sacrifícios a Deus. Josué nesse dia leu toda a lei
de Moisés para o povo.

Os habitantes de Gibeon e o acordo de paz

Confira os detalhes sobre Josué e os gibeonitas nesse artigo.

A velhice

Josué já era velho, e a terra de Canaã ainda não tinha sido completamente conquistada. Ainda faltavam as terras dos filisteus e
Gesur. Das terras que haviam conquistado os israelitas dividiram entre si (nas doze tribos).

A petição de Calebe

Calebe, o único que havia sobrevivido da geração de Moisés (junto com Josué). Fez um pedido a Josué, quando já estava velho.
Ele disse:
– Lembra como eu tive fé naquele dia em que espionei a terra. Por causa disso Moisés me prometeu um território para mim e
para os meus filhos. Eu ainda tenho o mesmo vigor daquela época.

Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou aquele dia; pois naquele dia tu ouviste que estavam ali os anaquins, e
grandes e fortes cidades. Porventura o Senhor será comigo, para os expulsar, como o Senhor disse. Josué 14:12

E Josué deu o monte a Calebe e o abençoou, o monte passou a se chamar Hebrom.

Divisão das terras


As terras conquistadas foram divididas entre as 12 tribos de Israel. Com exceção da tribo de Levi que era consagrada para servir
ao santuário.

Cidade refúgio
Deus também pediu a Josué que separasse algumas cidades refúgio. Elas serviriam para acolher o homicida contra o vingador do
sangue, no caso onde o homicídio era causado por um acidente e não por intenção. Os anciões dessas cidades deveriam acolher
o homicida e protege-lo caso o vingador o seguisse.

O altar que gerou polêmica


A tribo de Rubem, Gade e a meia tribo de Manassés foi dada as terra que ficavam no ocidente, longe das outras tribos (Israel).
Eles foram morar nessas terras e ficaram com receio de que as gerações vindouras, por não conviverem com Israel, dissessem
“Que temos nós com esse Deus de Israel? Então resolveram construir um altar perto do Jordão, para lembrarem a seus filhos das
maravilhas que Deus havia feito por eles.

Mas quando o restante de Israel ficou sabendo que essas tribos construíram um altar pensaram que eles estavam adorando a
outros deuses e subiram para tomar satisfações:

– O que você estão fazendo? Querem atrair a maldição de Deus sobre nós?

As tribos responderam:
– Esse altar é para o Senhor nosso Deus. Fizemos esse altar para que que, entre nós e vós, e entre as nossas gerações depois de
nós, nos seja em testemunho, para podermos fazer o serviço do Senhor diante dele com os nossos holocaustos, e com os nossos
sacrifícios, e com as nossas ofertas pacíficas; para que vossos filhos não digam amanhã a nossos filhos: Não tendes parte no
Senhor. Josué 22:26,27

Essas palavras convenceram os israelitas e estes não falaram mais sobre guerrear contra eles.

A Despedida de Josué
Sendo Josué já velho chamou todo o povo de Israel e disse para todos que se esforçassem por amar e obedecer a Deus. Disse
também que Deus lhes daria o restante das terras, se eles se mantivessem fiéis. Nesse mesmo dia todo o povo fez uma aliança
de servir somente a Deus. E Josué colocou uma grande pedra no lugar em que eles fizeram a aliança para servir de lembrança:

E disse Josué a todo o povo: Eis que esta pedra nos será por testemunho, pois ela ouviu todas as palavras, que o Senhor nos tem
falado; e também será testemunho contra vós, para que não mintais a vosso Deus.
Josué 24:27

A morte de Josué
Depois destas coisas, Josué faleceu com 110 anos e o sepultaram em suas terras. Durante o período em que Josué esteve vivo
Israel serviu ao Senhor.
Jericó está situada cerca de 27km de Jerusalém, ao lado ocidental do rio Jordão, próximo a uma região montanhosa que conduz à
serra de Judá. Também conhecida como cidade das palmeiras, é uma região de solo fértil, propício à agricultura.

As aguas do rio Jordão atraíam animais, que o fazíam de bebedouro. Um ótimo local para fixar habitação, o que fez com que seus
primeiros habitantes buscassem proteção contra invasão de outros povos. Uma das soluções aplicadas foi a construção das
antigas muralhas de Jericó.

As muralhas de Jericó mediam cerca de 10m de altura e tinham cerca de 4m de largura. Eram dois grandes muros com um
espaçamento de cerca de 3m entre ambos. Eram tão grandes e imponentes que sustentavam casas transversas entre os dois
muros, como a da prostituta Raabe.

As Estratégias Para Derrubar Muralhas


Js 6:1-5

Introdução:
Todos nos somos conhecedores da historia deste homem chamado Josué durante 40 anos Josué foi um fiel servidor de Moises

Auxiliou Moises pelo deserto na condução dos israelitas da terra do Egito ate Canaã

Agora Moises morre, e Deus escolhe Josué para ser o seu substituto

A tarefa não era fácil, atravessar o Jordão e liderar o povo na conquista da terra prometida

Eles passam o Jordão e a primeira cidade a ser conquistada era Jerico

Agora havia um detalhe jerico era uma cidade fortificada, de acordo com os estudiosos os muros de jerico tinha 9 metros de
altura e 3,5 de largura

Prova disto e que havia ate casas construídas sobre os muros, a bíblia diz que a prostituta Raabe morava sobre os muros Js 2:15
Entre Josué e a conquista da promessa que Deus havia feito há ele e ao povo de Israel, havia um grande obstáculo, um grande
desafio, uma grande muralha.

Agora se foi Deus que prometeu a posse daquela terra para aquele povo Deus com toda certeza iria dar condições para o povo
conquistá-la.

Deus deu estratégias e instruções para Josué vencer aquele primeiro desafio sobre sua liderança, e é sobre estas estratégias que
eu quero falar com ajuda de Deus nesta noite.

1ª estratégia - A da Confiança em Deus v.v 2


A primeira coisa que Deus fez foi encorajar Josué a confiar na vitoria: - olha entreguei na tua mão a Jerico, seu rei e seus valentes.

Em outras palavras – o inimigo já esta derrotado! Josué foi para batalha confiante na vitoria.

Ei! E isto que Deus esta nos falando hoje, nos estamos lutando contra um inimigo derrotado.

Embora possa haver grandes muralhas pra tentar impedir nossa bênção, nossa vitoria.

Embora nossa luta seja constante e diária, embora que pareça que o pecado a maldade no mundo cresça a cada dia mais.

Nosso inimigo, o diabo já foi derrotado por Cristo Jesus Rm 8: 37-38 1 Jo 3:8

Nos temos certeza que a batalha já esta ganha!

Nos não temos porque ficar paralisados pelo poder de um inimigo vencido.

Não tema as muralhas que surgem na sua vida, Deus já nos garante a vitoria antecipadamente. Is 43-2

2ª estratégia - Dependência de Deus v.v 4


Na 2 estratégia de Deus para Josué ele não mandou que eles levassem armas nem espadas, nem lanças.

Os homens de guerra rodearem a cidade, mas na frente iriam os sacerdotes com buzinas de chifre de carneiro e junto deles a
arca do Senhor.

A arca todos sabemos que era o símbolo da presença de Deus no meio do povo.

Deus estava dizendo a Josué que a vitória não dependeria de armas, de estratégias, mais da dependência da sua presença com o
seu povo.

Ei! Sua vitória não depende de você, da sua inteligência, da sua capacidade, da sua esperteza.

Sua vitória depende da sua dependência de Deus!

Se ele estiver presente com você as muralhas vão cair por terra! Olha só o que declarou o salmista: Sl 20:7, 2 Sm 22- 30-31

3ª estratégia - Aumentar o Pavor Que Já Havia em Jericó


E disse aos homens: bem sei que o Senhor vos deu esta terra, e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que os moradores da terra
estão desmaiados diante de vos Js 2:9 ler também os versos 10,11

Quando os moradores de Jerico ouviram dos feitos e livramentos de Deus na vida do povo de Israel eles perderam todo animo e
se encheram de temor
Quando eles começaram a rodear o muro este pavor aumentou ainda mais.

Não isto que acontece conosco hoje? O diabo, os demônios, nossos adversários, colocam obstáculos, muralhas entre nos e
nossas conquistas.

O objetivo e nos amedrontar, e nos fazer recuar, desistir.

Mas quando nos continuamos rodeando as muralhas, ou seja, orando, jejuando, vindo na igreja, lendo a bíblia, buscando a
presença de Deus, ai e eles que se enchem de pavor e fogem.
Não foi isto que Tiago falou: resisti ao diabo e ele fugira de vós Tg 4:7

4ª estratégia - Experimentar a Fé dos Israelitas


Rodear a cidade 6 dias em silêncio não era uma tarefa fácil, ate porque Josué não falou para o povo o que iria acontecer v.v 10

Eu penso que de cima do muro o povo de Jericó começava a zombar deles.

- esse povo e doido! Que maluquice e esta? Ficar rodeando os muros da cidade.

Ei! Quem sabe estão zombando de você também: por que você fica indo nesta igreja? Sua vida parece que não muda? Seu
casamento ta do mesmo jeito! Sua vida financeira não melhora! Sua situação não muda! Você passou pra ser crente mais sua
vida ta cercada de muralhas

De que adianta isso? Desista? Pare de ofertar! Pare de dizimar! Pare de ir à igreja!

Ei! Deixar eu te dizer algo aqui hoje, não de ouvidos para fracassados! Não de ouvido para desanimadores! Incrédulos.

Continue rodeando as muralhas, orando,buscando, esperando em Deus.

Eles não entendem as estratégias de Deus! Pode ate parecer que Deus não esta te ouvindo ou não esta agindo.

Mas enquanto você esta rodeando as muralhas ele esta trabalhando a seu favor Is 64:4

Você pode ate não estar percebendo, mas os alicerces das muralhas estão sendo abalados, já estão comprometidos, já esta
começando haver rachaduras.

Ei! Continue confiando às muralhas vão cair

5ª estratégia - Tocar as Trombetas e Dar o Brado da Vitória


No 7º dia foram 7 voltas e na ultima volta os sacerdotes tocaram as trombetas e todo povo gritou e as muralhas de jerico caíram.

O soar das trombetas tinham um significado especial.

Israel foi instruído a tocar estas trombetas nas suas festas religiosas e nas suas batalhas, para se lembrarem que sua vitoria
sempre vem do Senhor.

Nunca se esqueça de estar adorando a Deus e glorificando a ele pelas suas vitórias. Nm 10-9

Conclusão:
Quais são suas muralhas? Quais são os obstáculos que tem surgido entre você e o que Deus tem te prometido?

Use as estratégias que Deus deu para Josué:


- Confie em DEUS
- Dependa de Deus
- Coloque pavor no seu inimigo
- Deus vai experimentar sua Fé.
- De o brado da vitória glorifique a Deus
- Creia nisto, pois as muralhas vão cair!

Um Exemplo de Graça e Fé
A Conquista de Jericó (pdf)

A conteceu quase 3.500 anos atrás. A lei que governava os judeus era outra, que não está em vigor hoje. Mas a conquista de
Jericó serve como um exemplo importante para nos instruir. Paulo disse que os exemplos do Antigo Testamento servem para nos
instruir (1 Coríntios 10:6) e para demonstrar a fidelidade de Deus em cumprir as suas promessas (Romanos 15:4). O autor de
Hebreus usou exemplos de fé da antigüidade para nos incentivar na nossa caminhada da fé (Hebreus 11:4-38; 12:1). Entre estes
exemplos aparece esta simples afirmação: “Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias” (Hebreus
11:30). Vamos analisar a vitória dos israelitas sobre Jericó como exemplo para nossa instrução.

O Contexto Histórico
Uma geração – a geração incrédula que recuou quando Deus mandou tomar a terra prometida 39 anos antes – passou. Dos
603.550 homens contados depois da saída do Egito, apenas dois sobreviveram para guiar a nova geração de israelitas à terra de
Canaã. Antes de morrer na planície transjordânica, Moisés dedicou suas últimas semanas à instrução do povo numa série de
discursos registrados para nós no livro de Deuteronômio (leia, especialmente, 31:1-6).

Josué foi escolhido por Deus como sucessor de Moisés. Deus prometeu estar com ele e o animou para cumprir a sua tarefa, e
Josué aceitou esta grande responsabilidade (Josué 1:6-11).

Quando aproximaram à terra, o novo líder dos israelitas mandou espiões para a cidade fortificada de Jericó, e eles voltaram com
um relatório positivo (2:1,23-24). O povo atravessou o rio Jordão e colocou pedras como memorial do milagre que Deus fez para
conduzi-lo à terra (capítulos 3 e 4).

Logo depois de chegar à terra, os israelitas do sexo masculino que nasceram no caminho do Egito foram circuncidados. Desta
maneira, Deus tirou sua imundícia (5:1-9). Celebraram a Páscoa no dia designado (5:10). Agora que receberam uma terra boa
que ia sustentar a nação, cessou o maná, o pão que Deus havia mandado do céu durante a peregrinação (5:12).

A Conquista de Jericó

O príncipe do exército do Senhor apareceu a Josué e lhe deu orientação sobre a primeira batalha da conquista (5:13-15; 6:1-5).
Quase 250 versículos na Bíblia falam do Senhor dos Exércitos, uma declaração da força de Deus como refúgio do seu povo, capaz
de responder às orações e proteger os fiéis – “Ó Senhor dos Exércitos, feliz o homem que em ti confia” (Salmo 84:12; cf. 24:10).
O príncipe mandou Josué tirar suas sandálias, porque estava num lugar santo (5:15; cf. Êxodo 3:5).

Nas instruções que Deus deu a Josué, vemos a importância da graça de Deus e da obediência fiel dos homens (6:1-5). Deus disse:
“Entreguei na tua mão Jericó” (6:2). Ao mesmo tempo, ele deu instruções aos homens de Israel e disse: “...assim fareis” (6:3-5).
Ele falou para: ➊ Os israelitas rodearem a cidade uma vez por dia durante seis dias; ➋ Eles rodearem a cidade sete vezes no
sétimo dia; ➌ Os sacerdotes tocarem suas trombetas; ➍ O povo gritar; e ➎ Subir e tomar a cidade quando o muro caísse.

Os israelitas obedeceram. Começaram imediatamente (Josué 6:6-7) e continuaram durante seis dias (6:8-14). No sétimo dia,
rodearam a cidade sete vezes e seguiram as instruções especiais (6:15-21). Entre outras coisas, Deus falou para evitar certas
coisas condenadas (6:18-19). Os sacerdotes tocaram, e o povo gritou, subiu, tomou a cidade (6:20) e queimou as coisas nela
(6:24).

Graça e Fé na Conquista da Terra

Quando fala da conquista de Jericó, o texto diz que eles fizeram várias coisas e tomaram a cidade (6:3-5,20-21). Também diz que
Deus lhes entregou a cidade (6:2,16). A mesma linguagem aparece em outras conquistas: a cidade de Ai (8:1,7-8); a guerra contra
cinco reis (10:8,12,19); a guerra contra Jabim e seus aliados (11:7-8); a terra toda (21:43-45; 24:8,11).

Pela graça, Deus lhes entregou as cidades e a terra. Pela fé, eles pelejaram, tomaram e possuíram a terra. Qualquer falha na
conquista foi culpa do povo por não obedecer – conseqüência de uma falta de fé – e não culpa de Deus, pois a graça não falhou
(21:45; Juízes 2:2-3).

Graça e Fé na Nossa Salvação

E fésios 2:8-10 pode ser visto como o resumo mais completo no Novo Testamento do processo da nossa salvação: “Porque pela
graça sois salvos mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos
feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.”

Somos salvos pela graça. Seria errado limitar a graça de uma maneira que nega todas as obras de Deus na nossa salvação. A
graça inclui tudo que Deus fez e faz para nos salvar. A graça que nos salva inclui: a promessa eterna de Deus (Tito 1:2); a lei que
conduzia homens a Cristo (Gálatas 3:24); o envio do Filho amado (João 3:16); a morte de Jesus na cruz (2 Coríntios 5:15); o
sangue de Jesus (Apocalipse 1:5); a ressurreição de Jesus (Rm 4:25); a obra renovadora do Espírito Santo (Tito 3:5); etc.

Seria absurdo alguém argumentar que a graça nos salva independente de todas estas coisas que Deus tem feito. Quando falamos
da graça de Deus, obviamente falamos de tudo que ele faz, e entendemos que a graça dele é a parte maior da nossa salvação.
Nada que o homem faz se compara à graça de Deus. A graça dele, porém, não anula a necessidade da nossa resposta de fé, o
aspecto da salvação que veremos agora.

Somos salvos mediante a fé. Seria igualmente errado limitar a fé do homem de uma maneira que nega todas as obras que Deus
pede na nossa salvação. A fé inclui tudo que o homem faz para receber a salvação que Deus estende a ele. A fé necessária para a
nossa salvação inclui: o arrependimento dos pecados (Lucas 13:3); a confissão da fé (Romanos 10:9), mesmo se a confissão for
difícil devido às atitudes das pessoas ao nosso redor (Marcos 8:38); o batismo para remissão dos pecados (Atos 2:38; 22:16); a
perseverança (Hebreus 10:36,39).

Da mesma maneira que seria absurdo tentar separar a graça das obras de Deus, seria errado tentar separar a fé das obras de
obediência do homem. Pessoas que ensinam a salvação sem a obediência negam a palavra da Nova Aliança (Tiago
2:14,17,24,26).

A graça e a fé não negam as obras salvadoras da Nova Aliança. Obras da lei anulariam a graça de Deus, mas nem as obras divinas
(a morte de Jesus, etc.) nem a vida de fé ativa anula a graça (Gálatas 2:15-21).

A Circuncisão da Nova Aliança: Quem Opera?

A história da entrada na terra de Canaã apresenta mais uma comparação importante. Deus mandou que Josué circuncidasse os
filhos de Israel (5:2). Josué o fez (5:3,7). Quando a obra foi feita, Deus disse: “Hoje, removi de vós o opróbrio do Egito” (5:9). Os
homens se submetiam à circuncisão que Josué fez, mas foi Deus que operou. Foi uma obra de Deus, não uma obra de mérito dos
homens.

Em Colossenses 2:10-13, Paulo compara a circuncisão ao batismo. Estamos aperfeiçoados em Cristo. Os cristãos receberam a
circuncisão espiritual no sepultamento do batismo. Desta maneira, Deus nos dá a vida, perdoando os pecados. Considere a
comparação:

Mesmo assim, algumas pessoas recusam a “cirurgia” oferecida pelo grande Médico, dizendo que acreditam tanto no Senhor que
não precisam da cirurgia! Que loucura!

O Desequilíbrio Doutrinário nos Dias Atuais

Há tendências doutrinárias que levam as pessoas a desviarem da palavra, tanto para a direita como para a esquerda. A igreja
católica enfatiza obras sem fé, até praticando o batismo de recém-nascidos. Muitas igrejas evangélicas vão a outro extremo,
ensinando a fé sem obras e defendendo a salvação sem o batismo. Mas Deus inclui o batismo como condição para ser salvo
(Marcos 16:16), para receber a remissão dos pecados (Atos 2:38; 22:16), para entrar em Cristo (Gálatas 3:27), e para ressuscitar
para uma nova vida (Romanos 6:4).

Precisamos nos livrar de doutrinas humanas para fazer o que Jesus mandou. Assim, deixaremos o Senhor operar em nossas
vidas, removendo o opróbrio do pecado!

- por Dennis Allan