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N�o sei ao certo se o nosso melhor � intensidade ou qualidade.

Quantidade nunca
foi. Os meus melhores s�o as pessoas mais puras que eu conhe�o. Nunca essa pureza
pequena, de covardia e bondade. Mas pureza de atitude, de maldade e verdade. Nem
santos, nem deuses. Livres. De amor enorme atravessado, de amor enorme
atravessando. As crian�as nuas. A Floresta Selvagem. Os lobos famintos. Esse todo �
mais beleza. Fome. Muito. A enormidade que n�o soubemos dar nome. N�o � s� vontade,
� coisa grande. Aquilo que atravessa. Aquilo que apavora. O papo tem que ser esse e
nunca foi f�cil. O paralelep�dedo e o t�o simplesmente. O um s� e o a gente. Somos
nozes.

N�o sei se certo, e n�o sei se � puro. Sei que � reto. Atravessado, atravessando. �
s� Amor no meio dessa Floresta. � s� palavra, � s� carinho. Toda palavra � um
enorme carinho, inclusive aquelas que s�o apenas pedrada. N�o sei se tanto, n�o sei
se quase. Sei que esse agora � nosso. E quero muito, demais. E n�o quase.

Comecei no sonho, acabei no muito. N�o � e nem nunca o demasiado quem atrapalha,
carinho aquilo que soma.N�o sei se � certo, n�o sei se � curto. Sei que eu posso. �
vida inteira pra fazer poema. Nunca foi quase. N�o sei se tanto, n�o sei se posso.
S� sei do que fa�o. E s� fa�o o que quero. Assim, me fa�o. Assim, momento. E todo o
resto ainda � encontro, desencontro e a arte de dobrar esquinas.