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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS


ENGENHARIA ELÉTRICA

CALORIMETRIA

JONATHAN MOURA OLIVEIRA (201711891)


KARLA FERNANDA RIBEIRO SILVA (201610802)
WESLEY LIMA DA PAZ (201611667)

ILHÉUS-BAHIA
2018
2

1 INTRODUÇÃO

Calorimetria é a parte da física que estuda as trocas de energia que ocorrem na forma
de calor. Nesta experiência, serão estudados os efeitos do calor sobre os corpos, e a relação
entre quantidade de calor, variação de temperatura e capacidade térmica ou calor específico.

Se tivermos m gramas de uma substância cujo valor específico é c, a quantidade de


calor (Q) necessária para variar sua temperatura em é:

é a capacidade térmica da amostra considerada e é dada em


Imagine que uma amostra A, de massa de uma substância de calor específico ,
aquecida a uma temperatura , seja mergulhada em uma massa de água contida num
calorímetro, de capacidade térmica , cujas paredes sejam adiabáticas. A água e o calorímetro
estão inicialmente à temperatura . Após estabelecer-se o equilíbrio térmico, o sistema
atinge a temperatura . Como as paredes adiabáticas não permitem trocas de calor com o
exterior, a quantidade de calor perdida pela amostra será cedida à água e ao calorímetro, de
modo que:

2 OBJETIVOS

Tivemos como objetivo verificar que as variações de temperatura de duas porções de água
no interior de um calorímetro originalmente a temperaturas diferentes, são devidas a um
mesmo calor que flui entre essas porções no próprio calorímetro.

3 MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 Materiais
 Calorímetro
 Termômetro
 Béquer
 Fonte de calor externo “água quente” ou “gelo”
 Suporte
 Balança
3

3.2 Métodos
Primeiro foi realizado a parte do experimento para o aquecimento, posteriormente para a água
resfriada, seguindo os seguintes passos:

Para o experimento da água aquecida


 Aquecemos a água do balão volumétrico até determinada temperatura (verificando
com termômetro durante o aquecimento;
 Medimos a massa
 Misturamos a água aquecida à água em temperatura ambiente dentro do calorímetro
 Fechamos e verificamos a temperatura até chegar ao equilíbrio térmico
 Repetimos 3 vezes o experimento e anotamos os resultados

Para o experimento da água aquecida


 Resfriamos a água do balão volumétrico adicionando gelo até determinada
temperatura (verificando com termômetro durante o resfriamento)
 Medimos a massa novamente (devido a massa adicional do gelo derretido dentro do
recipiente durante o resfriamento)
 Misturamos a água resfriada à água em temperatura ambiente dentro do calorímetro
 Fechamos e verificamos a temperatura (com termômetro) até chegar ao equilíbrio
térmico
 Repetimos 3 vezes o experimento e anotamos os resultados

4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

Dividiu-se o experimento em dois procedimentos. O primeiro procedimento referente às trocas


7de calor entre água à temperatura ambiente, água aquecida (acima de 70°C) e o calorímetro. Já o
segundo procedimento referente às trocas de calor entre água à temperatura ambiente, água gelada
(abaixo de 10°C) e o calorímetro.

1° Procedimento:
As medidas encontradas para a massa do copo de alumínio com água e sem água
estão dispostas Tabela 1. Já, as medidas encontradas para a massa da vidraria com água e sem
água estão dispostas na Tabela 2. Além disso, ambas as Tabelas 1 e 2 apresentam o valor da
massa da porção d’agua (M) que é obtida através da equação (1) e sua incerteza eq.(2).

Tabela 1- Medidas de massa do copo de alumínio.

N ( )
1
2
3
4

Tabela 2- Medidas de massa do béquer .

N ( )
1
2
3

Para determinar a massa da porção d’agua e sua incerteza usa-se:

Onde é a incerteza da massa da porção d’agua e são as


incertezas tanto da massa do copo de alumínio com água e sem água quanto da massa do
béquer com água e sem água.
A Tabela 3 apresenta os valores obtidos para a capacidade térmica da água à temperatura
ambiente, água aquecida e do copo de alumínio, sendo que a capacidade térmica de uma
substancia é obtida através da equação (3) e sua incerteza eq.(4).

Tabela 3- Valores da capacidade térmica da água à temperatura ambiente ( , água aquecida


( e do copo de alumínio .
N ( ) ( ) ( )
1
2
3

Para determinar a capacidade térmica e sua incerteza usa-se:


Onde é a capacidade térmica, é a incerteza da capacidade térmica e é o calor
especifico, onde foi adotado como sendo o calor
especifico da agua e como sendo o calor especifico do
alumínio.
A Tabela 4 apresenta as medidas encontradas para a temperatura ambiente, a
temperatura da água aquecida e a temperatura de equilíbrio. Na Tabela 5 encontram-se os
valores obtidos para as variações de temperatura eq.(5) e sua incerteza eq.(6).
5

Tabela 4- Medidas para temperatura ambiente , temperatura da água aquecida e


temperatura de equilíbrio .

N ( ) ( )
1 28 86 58
2 28 78 50
3 27 71 32

Tabela 5- Variação da temperatura ambiente com a temperatura equilíbrio e variação da


temperatura da agua aquecida com a equilíbrio .

N
1 30 -28
2 22 -28
3 17 -27

Para determinar a variação de temperatura e sua incerteza usa-se:


Onde é a variação de temperatura, é a temperatura final, é a temperatura
inicial, é a incerteza instrumental do termômetro vale e é a incerteza da variação
de temperatura.
A Tabela 6 apresenta os valores obtidos para a energia térmica da água a temperatura
ambiente, para a água aquecida e para o calorímetro, onde a energia térmica de um corpo é
calculada através da equação (7) e sua incerteza eq.(8).
Tabela 6- energia térmica da água a temperatura ambiente, é a energia térmica da água
aquecida e é a energia térmica do calorímetro.
N ( ) ( ) ( )
1
2
3

Para determinar a energia térmica e sua incerteza usa-se:

Onde é a energia térmica e é a incerteza da energia térmica.

A Tabela 7 apresenta os valores obtidos para a energia térmica total eq.(9) e sua
incerteza eq.(10).
6

Tabela 7- Energia Térmica total.


N ( )
1
2
3

Para determinar a energia térmica total e sua incerteza usa-se:

Onde é a energia térmica total e é a incerteza da energia térmica total.

2° Procedimento:
As medidas encontradas para a massa do copo de alumínio com água e sem água
estão dispostas Tabela 8. Já, as medidas encontradas para a massa da vidraria com água
e sem água estão dispostas na Tabela 9. Além disso, ambas as Tabelas 8 e 9
apresentam o valor da massa da porção d’agua (M) que é obtida através da equação (1) e sua
incerteza eq.(2).

Tabela 8- Medidas de massa.

N ( )
1
2
3

Tabela 9- Medidas de massa.

N ( )
1
2
3

A Tabela 10 apresenta os valores obtidos para a capacidade térmica da água à


temperatura ambiente, água gelada e do copo de alumínio, sendo que a capacidade térmica de
uma substancia é obtida através da equação (3) e sua incerteza eq.(4).
Tabela 10- Valores da capacidade térmica da água à temperatura ambiente ( , água gelada ( e
do copo de alumínio .
N ( ) ( ) ( )
1
2
3
7

A Tabela 11 apresenta as medidas encontradas para a temperatura ambiente, a


temperatura da água gelada e a temperatura de equilíbrio. Na Tabela 12 encontram-se os
valores obtidos para as variações de temperatura eq.(5) e sua incerteza eq.(6).

Tabela 11- Medidas para temperatura ambiente , temperatura da água gelada e


temperatura de equilíbrio .

N ( ) ( )
1 27 9 17
2 27 8 17
3 28 8 17

Tabela 12- Variação da temperatura ambiente com a temperatura de equilíbrio e variação da


temperatura da agua gelada com a temperatura de equilíbrio .

N
1 -10 8
2 -10 9
3 -11 9

A Tabela 13 apresenta os valores obtidos para a energia térmica da água a temperatura


ambiente, para a água gelada e para o calorímetro, onde a energia térmica de um corpo é
calculada através da equação (7) e sua incerteza eq.(8).

Tabela 13- energia térmica da água a temperatura ambiente, é a energia térmica da


água gelada e é a energia térmica do calorímetro.
N ( ) ( ) ( )
1
2
3

A Tabela 14 apresenta os valores obtidos para a energia térmica total eq.(9) e sua
incerteza eq.(10).
Tabela 14- Energia Térmica total.
N ( )
1
2
3

Em um equilíbrio térmico, a soma das energias térmicas é igual à zero, porque a perda
da energia térmica de uma substancia será igual à energia térmica absorvida pela outra
substancia. Isto em um sistema isolado. Partindo desse principio e analisando as Tabelas 7 e
8

14, percebemos que a soma das energias térmicas, ou seja, as energias térmicas totais deram
resultado diferente de zero. Isto se deve ao fato do sistema fornecido pelo calorímetro não ser
termicamente isolado. Em outras palavras, o calorímetro usado no experimento não é um
calorímetro ideal. Um calorímetro ideal não permite qualquer perda de energia térmica para o
ambiente e o seu conteúdo pode ser considerado como um sistema isolado termicamente, já
um calorímetro real, não tem capacidade térmica desprezível e há transferência de energia
térmica entre o sistema (calorímetro) e o ambiente (laboratório). Dessa forma, para o 1°
procedimento onde as energias térmicas totais foram positivas, o sistema cedeu energia para o
meio, já para o 2° procedimento onde as energias térmicas totais foram negativas, o sistema
recebeu energia do meio.

CONCLUSÃO

O experimento nos permitiu compreender que porções de água com temperaturas


diferentes colocadas em um calorímetro tendem a alcançar uma temperatura de equilíbrio
devido a energia que flui entre essas porções e o calorímetro. Entretanto, se o calorímetro não
for ideal, ocorrem trocas de calor com o meio externo. Isto implica que a energia térmica total
não será igual à zero. Desse modo, obtivemos, para ambos os procedimentos, energia térmica
total diferente de zero, porem com um valor muito próximo a ele.

6 BIBLIOGRAFIA

CAMPOS, A. C.; ALVES, E.S.; SPEZIELI, N.L. Física Experimental básica na


universidade. 2. ed. Belo Horizonte. Ed. UFMG, 2008.

Calorimetria. Disponível em:


<http://www.cesadufs.com.br/ORBI/public/uploadCatalago/17052316022012Laboratorio_de
_Fisica_A_Aula_5.pdf> Acesso em 2 de Janeiro de 2018.