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Regulação de Tensão

1
Regulação de tensão
• Dentre os diversos aspectos que são regulados e
fiscalizados pela ANEEL está o nível de tensão em Sistemas
de Distribuição de Energia Elétrica (SDEE);

• Este quesito, entre outros que envolvem aspectos de


qualidade de energia, é regulado pela Resolução ANEEL 345
de dezembro de 2008 revisada pela Resolução 728 em
janeiro de 2017 (PRODIST (Procedimentos de Distribuição
de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional)- módulo
8), a qual “estabelece os procedimentos relativos à
qualidade de energia elétrica – QEE, abordando a qualidade
do produto e a qualidade do serviço prestado ”. 2
PRODIST – Módulo 8
Qualidade do produto em RP ou transitório:
a) Permanente:
i. Tensão em regime permanente;
ii. Fator de potência;
iii. Harmônicos;
iv. Desequilíbrio de tensão;
v. Flutuação de tensão;
vi. Variação de frequência;
b) Transitório:
i. Variações de tensão de curta duração (VTCD).

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Tensão em RP
Definições:

• Tensão de Atendimento (TA): valor eficaz de tensão no ponto de entrega


ou de conexão, obtido por meio de medição, classificada em adequada,
precária ou crítica, de acordo com a leitura efetuada, (V ou kV);

• Tensão Contratada (TCo): valor eficaz de tensão que deverá ser informado
ao consumidor por escrito, ou estabelecido em contrato, (V ou kV);

• Tensão de Leitura (TL): valor eficaz de tensão, integralizado a cada 10


(dez) minutos, obtido de medição por meio de equipamentos
apropriados, (V ou kV);

• Tensão Nominal (TN): valor eficaz de tensão para qual o sistema é


projetado, (V ou kV);
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Tensão em RP
• São estabelecidos os limites adequados, precários e críticos
para os níveis de tensão em regime permanente, os
indicadores individuais e coletivos de conformidade de
tensão elétrica, os critérios de medição e de registro e os
prazos para compensação ao consumidor, caso as medições
de tensão excedam os limites dos indicadores.

• A conformidade dos níveis de tensão deve ser avaliada, nos


pontos de conexão à Rede de Distribuição, nos pontos de
conexão entre distribuidoras e nos pontos de conexão com as
unidades consumidoras, por meio dos indicadores
estabelecidos neste Módulo.
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Tensão em RP
2.3.2 – Regulação das Tensões Contratadas (Tco):
• 2.3.2.2 – Tensões contratadas entre distribuidoras
• Vn > 230 kV – A tensão contratada no P.C deverá ser a tensão
nominal de operação do sistema.
• Vn < 230 kV - A tensão contratada no P.C deverá situar-se entre 95%
e 105% da tensão nominal de operação do sistema.

• 2.3.2.3 – Tensões contratadas junto à distribuidora


• Vn > 1 kV – A tensão contratada no P.C deverá situar-se entre 95% e
105% da tensão nominal de operação do sistema no P.C e, ainda,
coincidir com a Vn de um dos terminais de derivação previamente
exigido ou recomendado para o trafo da unid. consumidora.
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• Vn < 1 kV - A tensão contratada no P.C deverá ser a tensão nominal
de operação do sistema.
Tensão em RP
2.3.3 – Regulação das Tensões de Atendimento (TA):

7
Tensão em RP
2.3.3 – Regulação das Tensões de Atendimento (TA): Vn < 1 kV.

8
Tensão em RP
2.3.3 – Regulação das Tensões de Atendimento (TA): Vn < 1 kV.

9
Tensão em RP
2.4 – Classificação das leituras:

10
Tensão em RP
2.5 Indicadores individuais e coletivos
2.5.1 Indicadores individuais

• O conjunto de leituras para gerar os indicadores individuais deverá


compreender o registro de 1008 (mil e oito) leituras válidas obtidas
em intervalos consecutivos (período de integralização) de 10
minutos cada, salvo as que eventualmente sejam expurgadas
conforme item 9.1.10.2. No intuito de se obter 1008 (mil e oito)
leituras válidas, intervalos adicionais devem ser agregados, sempre
consecutivamente.

• Dados armazenados – mínimo de 5 anos (fiscalização);

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Tensão em RP
9. Instrumentação e Metodologia de Medição
9.1 Obtenção das leituras
• Equipamentos - amostragem digital;
• Único equipamento poderá medir todos os fenômenos da QP;
• Instrumentos de medição devem atender IEC-61000-4-30;

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Tensão em RP
9. Instrumentação e Metodologia de Medição
9.1 Obtenção das leituras
• Ainda, até 2030, poderão ser utilizados instrumentos para a
medição da tensão em RP com precisão de até 1%, e os valores
eficazes podem ser obtidos por amostras coletadas em janelas
sucessivas de 12 a 15 ciclos (0,2 a 0,25 s);
• Na ocorrência de variações temporárias de tensão ou de
interrupções de longa duração, o intervalo de medição de 10 (dez)
minutos deve ser expurgado e substituído por igual número de
leituras válidas, sendo opcional o expurgo de intervalos com
variações momentâneas de tensão;
• O equipamento de medição deve permitir, no mínimo, a apuração:
valores dos indicadores individuais e histograma; 13
Tensão em RP
9. Instrumentação e Metodologia de Medição
9.2 Modalidades de medição
• Eventual: por reclamação do consumidor ou por determinação da
ANEEL;
• Amostral: por determinação da ANEEL, de acordo com sorteio
realizado para cada trimestre;
• Permanente: por meio do sistema de medição de que trata a
Resolução Normativa n°502/2012 ou para os casos em que o
acessante conectado ao SDMT ou ao SDAT optar por medidor de
qualidade da energia elétrica, conforme critérios e procedimentos
estabelecidos nesta Seção.

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Tensão em RP
2.5.1 Indicadores individuais
• Cálculo do índice de duração relativa da transgressão para
tensão precária (DRP) e o para tensão crítica (DRC) de acordo
com as seguintes expressões:

• nlp – o maior valor entre as fases do número de leituras


situadas na faixa precária;
• nlc – o maior valor entre as fases do número de leituras
situadas na faixa crítica;

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Tensão em RP
2.5.2 Indicadores Coletivos
• Com base nas medições amostrais efetuadas, será calculado o
Índice de Unidades Consumidoras com Tensão Crítica (ICC),
utilizando a seguinte fórmula:

• NC – total de unidades consumidoras com DRC não nulo;


• NL – total de unidades consumidoras objeto de medição;

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Tensão em RP
2.5.2 Indicadores Coletivos
• Índices Equivalentes por Consumidor (DRPe e DRCe);
• DRPe - índice de duração relativa da transgressão para tensão
precária equivalente:

• DRCe - índice de duração relativa da transgressão para tensão


crítica equivalente:

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Tensão em RP
2.6 Limites para os indicadores
• O valor da Duração Relativa da Transgressão Máxima de
Tensão Precária - DRPM fica estabelecido em 3% (três por
cento);
• O valor da Duração Relativa da Transgressão Máxima de
Tensão Crítica - DRCM fica estabelecido em 0,5% (cinco
décimos por cento);

18
Tensão em RP
2.7 Compensação aos consumidores

19
Tensão em RP
10 Procedimentos de gestão da qualidade de tensão:

20
Tensão em RP
Um determinado consumidor conectado à rede de distribuição na BT (baixa tensão), com tensão nominal de
380/220V, percebeu que em determinado horário do dia alguns de seus equipamentos não operavam
adequadamente, pois aparentavam operar com potência menor. Após proceder reclamação a concessionária de
energia local, pede-se:
a) Segundo o PRODIST-módulo 8, explique, apresentando um fluxograma, qual o procedimento de gestão da
qualidade de tensão que a concessionária deve realizar.
b) Considerando o procedimento de gestão descrito no item a), a concessionária realizou medição de 7 dias,
com período de integralização de 10min para cada medição para o consumidor descrito. O perfil de tensão
diário de segunda a quinta (considerou-se o mesmo perfil de tensão de segunda a quinta) é ilustrado na Fig.1.
Nos perfis de tensão diário de sexta a domingo todas as leituras de tensão estiveram dentro dos limites
considerados adequados pelo PRODIST. Calcule os índices DRP(%) e DRC(%).
Perfil de Tensão Diário (Seg. a Qui)
250

240

230
Tensão de leitura por fase [V]

220

210

200

190

180

170
21
160

150
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23

Tempo [hr]
PRODIST – Módulo 8
Qualidade do produto em RP ou transitório:
a) Permanente:
i. Tensão em regime permanente;
ii. Fator de potência;
iii. Harmônicos;
iv. Desequilíbrio de tensão;
v. Flutuação de tensão;
vi. Variação de frequência;
b) Transitório:
i. Variações de tensão de curta duração (VTCD).

22
Variação de Tensão de Curta
Duração (VTCD)
8.1 Termos e definições

23
Variação de Tensão de Curta
Duração (VTCD)
8.2.1 Terminologia

24
Variação de Tensão de Curta
Duração (VTCD)
8.2.2 Cálculo dos indicadores

25
Variação de Tensão de Curta
Duração (VTCD)
Contabilização dos eventos de VTCD - Estratificação

26
Variação de Tensão de Curta
Duração (VTCD)
Regiões de Sensibilidade - Carga

27
Variação de Tensão de Curta
Duração (VTCD)
Fator de Impacto – indica Severidade do evento

28
Variação de Tensão de Curta
Duração (VTCD)
Fator de Impacto – indica Severidade do evento

29
Variação de Tensão de Curta
Duração (VTCD)
Fator de Impacto – indica Severidade do evento

30
Variação de Tensão de Curta
Duração (VTCD)
Medição da VTCD
Medição por tensão média deslizante:

31
Tensão em RP
10 Procedimentos de gestão:

32
Regulação de tensão
Cálculo da Queda de Tensão:

Redução do sistema
Agrupamento de cargas

33
Regulação de tensão
Método simplificado para o cálculo da Queda de Tensão:

(r . cos   x .sen ).I .. 3


V (%)  l
.100
Vesp

( r . cos   x .sen ).100


V (%)  l
.S 3 .
(Vesp )2
V  Rl .I . cos   X l .I .sen

VS  VR ( r . cos   x .sen ).100


V(%)  .100 k
VS l
(Vesp )2

( Rl . cos   X l .sen ).I


V (%)  .100
Vesp 3 V (%)  k .S3 .
34
Regulação de tensão
Método simplificado para o cálculo da Queda de Tensão:

V21  k1.S1. 1

V3 2  k 2 . 2 .( S1  S 2 )
( ri . cos  i  xi .sen i ).100
V43  k3 . 3 .( S1  S 2  S 3 ) ki  l
(Vesp )2
VSE  4  k 4 . 4 .(S1  S 2  S 3  S 4 )

VSE 1  V21  V3 2  V43  VSE  4

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Regulação de tensão
Método simplificado para o cálculo da Queda de Tensão:
TRECHO COMP. CARGA ACUMULADA K TRECHO (%) ACUMULADA (%) CORRENTE
(km) (MVA) (A)

SE-4 4 ST 4  S1  S 2  S3  S 4 k4 k 4 .ST 4 . 4 k 4 .ST 4 . 4 ST 4 3 .Vesp

4-3 3 ST 3  S1  S 2  S 3 k3 k3 .ST 3 . 3 k 4 .ST 4 . 4  k3 .ST 3 . 3 ST 3 3 .Vesp

3-2 2 ST 2  S1  S 2 k2 k 2 .ST 2 . 2

2-1 1 ST 1  S1 k1 k1.ST 1. 1

PONTO
SE 4 3 2 1

TENSÃO (KV) Vesp V4  Vesp  VSE  4 V3  V4  V43 V2  V3  V3 2 V1  V2  V21

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Regulação de tensão
Exemplo:
2 CAA K1 = 0.803 %/MVA.km
4 CAA K2 = 0.860 %/MVA.km
Tensão na Subestação: 13.8 kV
Fator de demanda : 0.95

TRECHO COMP. CARGA ACUMULADA K TRECHO (%) ACUMULADA (%) CORRENTE


(km) (MVA) (A)

PONTO
SE 4 3 2 1
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TENSÃO (KV)
Regulação de tensão
Exemplo: Utilize o método simplificado para o cálculo de queda
de tensão ao longo alimentador. Plote o perfil de tensão para
demanda máxima e mínima e classifique as tensões nas barras
de carga em adequadas, precárias e críticas [Prodist].
Tensão na Subestação: 13.8 kV
Fator de demanda máximo p/ todas as cargas: 0,80
Fator de demanda mínimo p/ todas as cargas : 0,35
Fator de Potência Médio das cargas: [0,98; 0,96; 0,93; 0,89]

3 km 8 km 3,2 km 6 km

500 kVA 420 kVA 4000 kVA 3000 kVA

Carga Instalada

Trabalho: Rodar fluxo de potência e obter o perfil de tensão


ao longo do alimentador para demanda máxima e mínima. 38
Comparar os resultados obtidos com o método simplificado.
Entregar resultado discutido e programação (02/11) . (Dupla)
Regulação de tensão
Medidas corretivas para adequar nível de tensão em
Redes Primárias de Distribuição:
• Recursos operativos : transferência de carga;
• Manutenção : eliminar fatores que possam causar quedas de
tensão;
• Instalação de bancos de capacitores em derivação : suprir
necessidade de reativo e elevação da tensão.
• Instalação de bancos de capacitores série : diminuir reatância
série equivalente da linha.
• Instalação de reguladores de Tensão: auto transformadores
elevadores em alimentadores longos.
• Troca de bitola : reduzir quedas de tensão pela diminuição da 39
impedância série.
Curvas PV
Circuito Equivalente em pu: Diagrama Fasorial: vr  vl   r  j.x  .i

vl
vl=vl.ejδ
zL=r+jx vr=vr.ej0 z.i l

x.i
δ
p+jq φ vr r.i
l
i

Fluxo de Potência:
s  p  j.q  vr .  i 
*

vl 2 vl 4
vr1   r. p  x.q   vl 2 .(r. p  x.q )  ( x. p  r.q ) 2
2 4
40
vl 2 vl 4 2
vr 2   r. p  x.q   vl .(r. p  x.q )  ( x. p  r.q ) 2
2 4
Curvas PV
Exemplo: Encontre a tensão na barra remota (barra de carga) e
esboce o diagrama fasorial em valores reais considerando o
seguinte ponto de operação (PO) em valores por unidade (pu).
vl  1 pu
vl=vl.ejδ j0 
 s  1 pu
zL=r+jx vr=vr.e
Vb 3  13,8kV
p+jq PO   fp  0,95 Bases  
i r  0,04386  Sb 3  17 MVA

 x  0,13094
Curva PXV: 1

0.9
Ponto de Operação
0.8
(PO)
Tensão na barra remota [pu]

0.7

0.6

0.5

0.4

0.3

0.2
41
0.1

00 0.5 1 1.5 2 2.5


Potência Ativa [pu]
Compensação em derivação de Reativo
(correção do fp)

42
Compensação em derivação de Reativo
(correção do fp)
Efeito da compensação em derivação de Reativo na
regulação de tensão (Banco de Capacitores):
Circuito Equivalente em pu: Triângulo de Potências:
s qc
vl vr
i)* q
s'=v r.(
zL=r+jx
p+jq q'
i -jqc C fp' fp
p
Curvas PxV: fp=0.8
fp=0.85
1
fp=0.9
0.9 fp=0.95
vl 2 vl 4 2
0.8 fp=1 vr1   r. p  x.q   vl .(r. p  x.q)  ( x. p  r.q)2
Pontos de Operação 2 4
Tensão na barra remota [pu]

0.7
(PO)
0.6

0.5

0.4
vl 2 vl 4 2
vr 2   r. p  x.q   vl .(r. p  x.q)  ( x. p  r.q)2
0.3
43
0.2 2 4
0.1

0 0.5 2.5 3
0 1 1.5 2
Potência Ativa [pu]
Compensação em derivação de Reativo
(correção do fp)
Consequências da correção do fp:
• O BC supri parte da energia reativa necessária à carga;
• A demanda (potência aparente ou total) do conjunto
(BC+carga) é menor;
• Alivia o alimentador e possibilita conexão de mais cargas;
• Corrente menor na linha;
• Menor queda de tensão;
• Regulação da tensão na barra de carga;
• Atuação em regime permanente;
• Pouco efeito em transitórios;
• Possibilidade de ressonância na presença de cargas não-
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lineares (Harmônicas).
Compensação em derivação de Reativo
(correção do fp)
Exercício: Calcule a potência reativa do banco de capacitor (Var), a
corrente capacitiva drenada pelo BC, a capacitância do banco instalado
em derivação fechado em triângulo e a tensão na barra de carga para
que o sistema opere com fp unitário.
Compare com a curva PxV e com a resposta obtida via software
matlab/simulink.
Antes da compensação
vl  1 pu

 fp  0,95 pu
vl vr
zL=r+jx Vb 3  13,8kV
p+jq PO   s  1 pu Bases  
-jqc C r  0,04386  Sb 3  17 MVA
i

 x  0,13094

45
Compensação em derivação de Reativo
(correção do fp)
Exercício: Assuma que uma subestação tem um banco de três
transformadores de 2000 kVA que atendem uma carga com pico
de demanda de 7800 kVA com um fator de potência em atraso
de 0,89. Todos os transformadores tem uma capacidade térmica
de 120 por cento. A empresa tem planejado instalar 1000 kVar
de capacitores shunt no alimentador para melhorar a regulação
de tensão.
Determine:
a) Se a instalação adicional dos capacitores diminui a carga
até o limite de capacidade térmica do transformador.
b) Caso sim, é possível reduzir os kVar dos capacitores?
Caso não, qual a quantidade de KVar adicional necessária? 46
Compensação em derivação de Reativo
(correção do fp)
Instalação de BC ao longo de um alimentador

Carregamento Pesado Carregamento Leve

47
Compensação em derivação de Reativo
(correção do fp)
Cuidados para a instalação de BC em alimentador:
• Para diferentes perfis de carregamento, o alimentador
comporta-se de maneira diferente quanto ao perfil de
tensão;
• A instalação de BC fixos considerando perfis de carga
pesada, pode provocar sobretensões em períodos de carga
leve;
• Uma solução seria a instalação de capacitores chaveados,
com estágios discretos de compensação reativa controlados
conforme o carregamento do alimentador;
• De maneira geral, os bancos fixos são dimensionados para a
correção do fator de potência com a condição de carga leve
e os bancos automáticos adicionados nos períodos de carga 48
média e pesada;
Compensação em derivação de Reativo
(correção do fp)
Cuidados para a instalação de BC em alimentador:
• Segundo o IEEE, para melhores resultados, os BCs devem ser
instalados próximos das cargas, onde produzem maior
redução de perdas e melhor perfil de tensão. Quando não é
possível a instalação de BC individuais próximos às cargas,
considera-se:
• Para cargas uniformemente distribuídas, os BC podem ser localizados
a 2/3 da distância da SE;
• Para cargas com diminuição e distribuição uniformes, os BC podem
ser localizados a ½ distância da SE;
• A conexão dos BC podem ser de 3 maneiras: Delta, estrela
aterrada, e estrela com neutro isolado. 49
Regulação de tensão
Trabalho : Estudar a instalação de banco de capacitores no
alimentador em questão. Tensão na Subestação: 13.8 kV
Fator de demanda máximo p/ todas as cargas: 0,80
Fator de demanda mínimo p/ todas as cargas : 0,35
Fator de Potência Médio das cargas: [0,93; 0,95; 0,8; 0,82; 0,98; 0,96; 0,93; 0,89]

3000 kVA 2700 kVA 2400 kVA 2100 kVA 1800 kVA 1500 kVA 1200 kVA 900 kVA
Carga Instalada
 Rodar o fluxo de potência para a demanda máxima e demanda mínima,
considerando a alocação do banco de capacitor em posições distintas para
compensação de reativo: d = 2*51,4/3 e d=0,5*51,4.
 Para cada posição, projete o banco de capacitor, considerando o carregamento
leve, para dois níveis de compensação distintos: 80% de QL e 100% de QL. Onde
QL é a demanda total de potência reativa a jusante do banco de capacitor.
Apresentar o perfil de tensão para os 8 casos estudados.
 Implementar no fluxo o cálculo da capacidade liberada em kVA na SE e da 50
“economia” em KW relacionada às perdas na linha. Apresentar este resultado
para o melhor cenário de perfil de tensão obtido. (dupla – data : 09/11/2017).
Compensação série da reatância de linha
Efeito da compensação série de Reativo na regulação de
tensão (Banco de Capacitores):
Circuito Equivalente em pu: Diagrama Fasorial: v l

vl zeq=r+j(x-xc) vr z.i l
zL=r+jx -j.XC

x.i
δ
p+jq φ vr r.i
l

Curvas PxV: Nível de compensação:


1 Kc=0 Kc=0.2 xc
kC (%) 
Kc=0.4
0.9
Pontos de Kc=0.6 .100
0.8 x
Tensão na barra remota [pu]

Operação (PO) Kc=0.8


0.7
vl 2 vl 4 2
vr1   r. p  x.q   vl .(r. p  x.q)  ( x. p  r.q)2
0.6

0.5 2 4
0.4

0.3 51
vl 2 vl 4 2
0.2
vr 2   r. p  x.q   vl .(r. p  x.q)  ( x. p  r.q)2
0.1 2 4
0
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5 5
Potência Ativa [pu]
Compensação série da reatância de linha
Consequências da correção da reatância série da linha:
• Diminuição da reatância série equivalente de linha;
• Menor queda de tensão;
• Regulação da tensão na barra de carga;
• Atuação em regime transitório (ex: suporte de tensão em
partidas de motores);
• Aumento da capacidade de máxima transferência de
potência ativa;
• No entanto, a compensação série fixa aumenta muito a
possibilidade de ocorrências de ressonâncias de natureza
eletromecânica – oscilações- instabilidade.
52
Compensação série da reatância de linha
Exercício: Calcule a tensão na barra de carga e a corrente de linha
considerando uma compensação série de 40% da reatância série
linha. Compare com a curva PxV e com a resposta obtida via
software matlab/simulink.
PO antes da compensação:
vl zeq=r+j(x-xc) vr
zL=r+jx -j.XC vl  1 pu

 fp  0,95 pu
p+jq
Vb 3  13,8kV
i PO   s  1 pu Bases  
r  0,04386  Sb 3  17 MVA

 x  0,13094

53
Regulador de Tensão (RT)
Definição: RTs são auto-transformadores com ajuste
automático de tap sob carga.
Características usuais:
• 32 taps de 0,625% com variação total de +-10%;

• 1 RT monofásico possui 3 terminais : Fonte (F), Carga (C) e


Fonte-Carga (FC);

• De acordo com a NBR 11809/92 são classificados em 2


tipos: tipo A ou tipo B;

54
Regulador de Tensão (RT)
Tipo A: Fonte conectada ao enrolamento paralelo
(enrolamento de excitação) e carga conectada ao
enrolamento série (enrolamento regulado -tap)

55
Regulador de Tensão (RT)
Características RT Tipo A:
• Regulador com excitação variável – enrol. de excitação
sente variações da fonte;
• Regulação do RT de +9,1% até -11,1%;
• 2 TPs – um para o relé e outro para o motor do comutador;

56
Regulador de Tensão (RT)
Tipo B: Fonte conectada ao enrolamento série ou de
regulação (taps) e carga conectada ao enrolamento paralelo
ou de excitação.

57
Regulador de Tensão (RT)
Características RT Tipo B:
• Regulador com excitação constante – enrol. de excitação
não sente variações da fonte – saída é regulada;
• Regulação do RT de +-10,0%;
• 1 TP –para o relé e para o motor do comutador;

58
Regulador de Tensão (RT)
Circuito detalhado do RT do tipo B:
• Chave inversora (Polaridade) –
abaixador/elevador
• Reator do comutador de tap:
Evita a interrupção do circuito
durante a comutação de tap.
Enquanto uma das extremidades
do reator segue para o outro tap , a
alimentação da carga se faz através
da outra extremidade do reator.

59

https://www.youtube.com/watch?v=J-mjWwi-8DE
Regulador de Tensão (RT)
Sistema de Controle (Relé Regulador):

• Tensão de Referência: Normalmente o secundário do TP, instalado do lado


de carga, tem V=120V. Variações na tensão do secundário indicarão
variações na tensão do lado de carga. Neste caso, o relé será responsável
por comparar a tensão do TP com uma referência interna ajustável.
Havendo diferença (erro), o relé deverá comandar o comutador de tap
para ajustar a tensão do sec do TP em 120 V, o que representará que a
tensão de carga estará dentro dos limites da referência. O valor de 60
referência deve ser ajustado quando a tensão nominal do RT não é
compatível com a tensão de referência desejada.
Regulador de Tensão (RT)
Sistema de Controle (Relé Regulador):

• Tensão de Referência.
Exemplo: Supondo que um banco de RTs com tensão nominal de 14,4kV
precisa ser ligado em Y com tensão de linha de 23,1 kV.

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Regulador de Tensão (RT)
• Insensibilidade: Faixa de precisão. Normalmente de 1,5V a 6,0V, ou -
+0,6% a 6% da tensão de referência.

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Regulador de Tensão (RT)
• Temporização: Tempo de atraso no relé regulador de tensão:
• Evitar comutação provocadas por transitórios;
• Evitar desgaste mecânico do comutador;
• Portanto, comutações ocorrem quando a tensão do TP extrapola a faixa de
insensibilidade E quando a duração do evento é maior que a temporização
ajustada no relé;
• A faixa de temporização normalmente fornecida pelos fabricantes é de 10s a
20s com passo de 10s. Ajustes típicos estão entre 30s e 60s;
• Coordenação RTs em cascata: RTs mais próximos da fonte devem ter
temporizações mais rápidas. (30s:15s:30+N.15s)

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Regulador de Tensão (RT)
• Compensador de Queda de Tensão na Linha (CQL):
• CQL simula impedância de linha do RT ao ponto de regulação;
• Durante o período de carga pesada, o regulador aumenta ao máximo a tensão,
e durante o período de carga leve, diminui ao mínimo;
• O CQL utiliza um modelo interno da impedância de uma linha de distribuição
para simular a queda de tensão na mesma:

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Regulador de Tensão (RT)
• Operação com e sem o CQL:

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Regulador de Tensão (RT)
• CQL – Método do Centro de Carga – Carga no final de linha
A metodologia usada para ajustar o CQL é a chamada de centro de carga, onde se
considera que a QL tenha os parâmetros de R e X e uma carga instalada no final
dessa QD. Os parâmetros R e X podem ser encontrados através da seguinte
expressão:

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Regulador de Tensão (RT)
• Ex. de cálculo de CQL para cargas no final de linha.

Os valores de tensão para os ciclos de carga são calculados através das seguintes
equações:
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Regulador de Tensão (RT)
• Capacidade de condução de corrente (Load Bonus)
Como toda a energia dissipada em um RT está concentrada na bobina série, é com
base nesse enrolamento que será dimensionado todo o sistema de refrigeração do
regulador para uso a plena carga e a plena regulação. É por isso que, se for reduzida a
faixa de regulação, é possível aumentar a corrente de linha (aumento de carga):

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Regulador de Tensão (RT)
• Conexão trifásica de Banco de RTs

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Regulador de Tensão (RT)
• Conexão trifásica de Banco de RTs

Estrela Delta Delta Aberto

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Regulador de Tensão (RT)
• Conexão trifásica de Banco de RTs – Conexão V
• Painéis de controle
• Instalações
Regulador de Tensão (RT)
Modelagem do RT:
A impedância série e a admitância shunt de um regulador de tensão
podem ser desprezadas nos circuitos equivalentes por serem muito
pequenas. A seguir será descrita a modelagem do regulador de tensão
Tipo B, por ser mais comum do que o Tipo A.

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Regulador de Tensão (RT)
Modelagem do CQL:

Considerando o circuito equivalente apresentado na Figura 8 e que os


ajustes de Rset e Xset são dados em volts, pode-se obter os valores em Ω
através da equação:

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