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Aula 04

Português p/ Teste Preparatório ANPAD


Professor: Décio Terror
Português para ANPAD
Teoria e exercícios comentados
Prof. Décio Terror Aula 4

Aula 4: Variedade linguística e figuras de linguagem

SUMÁRIO PÁGINA
1. Variedade linguística 1
2. Figuras de linguagem 14
3. Lista das questões apresentadas 34
4. Gabarito 50

Olá, pessoal!

Lembro que inserirei provas comentadas ao final do curso para sanarmos


quaisquer dúvidas, ok?!

Vamos ao primeiro assunto desta aula.

Variedade linguística (níveis de linguagem)

Os níveis de linguagem têm relação direta com a intenção comunicativa,


isto é, com o objetivo do texto, com o contexto em que a comunicação é
veiculada, com quem é o emissor e para quem é dirigida a comunicação.
Para entendermos melhor isso, pensemos no seguinte exemplo: recorte
a fala de um juiz em um tribunal e a enderece a uma criança ou a um jovem.
Certamente o juiz não seria entendido, concorda?
Para que haja a devida comunicação, ele deve escolher palavras
adequadas ao entendimento daquele público-alvo: a criança ou o adolescente.
Assim, os níveis de linguagem levam em conta esses estratos (camadas
sociais, econômicas, culturais, etárias, situacionais), a cujo contexto a
linguagem deve adaptar-se.
Temos uma norma que rege a língua escrita, que é a gramática. No
entanto, a fala não trata de uma convenção, mas do modo como cada um
utiliza esse acordo. Portanto, a língua falada é mais desprendida de regras, e,
portanto, mais espontânea. Por esse motivo, está suscetível a transformações,
diariamente. A mudança na escrita começa sempre a partir da língua falada,
por isso, esta é tão importante quanto a língua escrita. Contudo, não é toda
alteração na fala que é reconhecida na escrita, mas somente aquelas que têm
significação relevante à sociedade.
O que determinará o nível de linguagem empregado é o meio social no
qual o indivíduo se encontra. Portanto, para cada ambiente sociocultural há
uma medida de vocabulário, um modo de se falar, uma entonação empregada,
uma maneira de se fazer a combinação das palavras, e assim por diante.

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Com base nessas considerações, não se deve pensar a comunicabilidade


pelas noções de certo e errado, mas pelos conceitos de adequado e
inadequado, segundo determinado contexto. Assim, não se obriga que um
adolescente, reunido a outros em uma lanchonete, assim se expresse: “Vamos
ao shopping assistir a um filme” (linguagem culta), mas admite-se: “Vamos no
shopping assistir um filme” (linguagem coloquial).
Com base nisso, vamos aos principais níveis de linguagem:
A linguagem culta ou padrão: É aquela ensinada nas escolas e serve de
veículo às ciências que se apresentam com terminologia especial. É usada
pelas pessoas instruídas das diferentes classes sociais e caracteriza-se pela
obediência às normas gramaticais. Mais comumente usada na linguagem
escrita e literária, reflete prestígio social e cultural. É mais artificial, mais
estável, menos sujeita a variações. Está presente nas aulas, conferências,
sermões, discursos políticos, comunicações científicas, noticiários de TV,
programas culturais etc.
A linguagem culta pode ser formal ou informal. Isso depende da
intenção comunicativa e do meio utilizado para tal. Pode haver comunicação de
acordo com a norma culta como no exemplo:
“Prefeito, como pode uma ciclovia se esfacelar como papel, após uma
onda mais alta. Será que você e sua prefeitura realmente pensaram na
segurança?”
Veja que todas as palavras estão de acordo com a norma culta, mesmo
percebendo que o pronome “você”, relacionando-se a uma personalidade
política, não seria o ideal.
Mas não podemos dizer que esse emprego estaria incorreto
gramaticalmente, pois, fora do contexto político, formal, cabe o
direcionamento a esta pessoa como “você”, como num bate-papo entre amigos
políticos, familiares do prefeito, por exemplo. O contexto não requer o
tratamento cerimonioso.
Muitas vezes essa informalidade é vista nas crônicas, em jornais,
revistas, textos literários, cartas pessoais e comunicações não oficiais. Isso dá
ao texto um desprendimento do rito, da formalidade, o qual a linguagem
jornalística muitas vezes procura implementar.
Claro que um crítico político não usaria o pronome “você” direcionando-
se a um prefeito, pois o contexto não permite; mas cabe numa crônica livre,
humorística, por exemplo.
Assim, a mesma comunicação feita acima de cunho informal, agora é
realizada de maneira formal. Veja:
“Senhor Prefeito, como pode uma ciclovia se esfacelar como papel, após
uma onda mais alta. Será que Vossa Excelência e sua prefeitura realmente
pensaram na segurança?”

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A linguagem popular ou coloquial: É aquela usada espontânea e


fluentemente pelo povo. Mostra-se quase sempre rebelde à norma gramatical
e é carregada de vícios de linguagem (erros de regência e concordância; erros
de pronúncia, grafia e flexão; ambiguidade; cacofonia; pleonasmo),
expressões vulgares, gírias. A linguagem popular está presente nas mais
diversas situações: conversas familiares ou entre amigos, anedotas, irradiação
de esportes, programas de TV (sobretudo os de auditório), novelas, expressão
dos estados emocionais etc.
Gíria: Relaciona-se ao cotidiano de certos grupos sociais “os estudantes,
esportistas, prostitutas, ladrões”. Esses grupos utilizam a gíria como meio de
expressão do cotidiano, para que as mensagens sejam decodificadas apenas
pelo próprio grupo; mas, muitas vezes, o palavreado ganha gosto da
comunidade em geral, é veiculado pela mídia e assim se espalha rapidamente.
Veja alguns exemplos:
“Primeiro, ela pinta como quem não quer nada. Chega na moral, dando uma
de Migué, e acaba caindo na boca do povo. Depois desta ratina, vira lero-lero,
sai de fininho e some. Mas, às vezes, volta arrebentando, sem o menor aviso.
Afinal, qual é a da gíria?” (Cássio Schubsky, Superinteressante)
Além das gírias, podemos notar o jargão (vocabulário típico de uma
dada especialidade profissional: “desaquecimento da demanda” = situação em
que se compra menos); estrangeirismo (termos estrangeiros incorporados à
nossa língua: “spread” = taxa de risco que se paga sobre um empréstimo,
“software” = programas do computador) e o neologismo (palavras
recentemente criadas: televisar = transmitir pela televisão, principismo =
atitude de intransigência na defesa de princípios, informatizar = submeter a
tratamento informático)
Linguaguem vulgar: Existe uma linguagem vulgar “ligada aos grupos
extremamente incultos, aos analfabetos”, aos que têm pouco ou nenhum
contato com centros civilizados. Na linguagem vulgar multiplicam-se estruturas
com “nóis vai, ele fica”, “eu di um beijo nela”, “Vamo i no mercado”.
Linguaguem regional: Regionalismos ou falares locais são variações
geográficas do uso da língua padrão, quanto às construções gramaticais,
empregos de certas palavras e expressões e do ponto de vista fonológico. Há,
no Brasil, por exemplo, falares amazônico, nordestino, baiano, fluminense,
mineiro, sulino. Veja bem, linguagem regional é aquela característica de certa
região e não necessariamente fere os preceitos gramaticais. Há linguagem
regional que emprega os padrões gramaticais; há outras que não obedecem a
esse padrão.

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Vamos praticar um pouco!


Questão 1: TJ PI 2015 Analista Judiciário (banca FGV)

A linguagem verbal empregada na charge mostra:


(A) desvios da norma culta;
(B) traços de regionalismo;
(C) marcas de linguagem coloquial;
(D) sinais de linguagem formal;
(E) aspectos de uma linguagem arcaica;
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois o texto não possui desvios da
norma culta. Note a perfeita combinação do pronome “te” referindo-se à
pessoa com quem se fala e confirmada com o emprego do verbo na segunda
pessoa (“estejas”).
A alternativa (C) está errada, pois a questão indica, pelo plural “traços”,
que haveria mais de uma expressão típica da linguagem falada, coloquial.
Apesar de estarem à mesa, foi utilizada apenas a expressão “Pena que”, típica
da linguagem coloquial.
A alternativa (D) está errada, pois a formalidade é como um rito e não
se espera que ela seja utilizada à mesa, numa conversa entre mãe e filho.
Expressões como “Pena que” e “Querido” fazem com que a linguagem seja
informal.
A alternativa (E) está errada, porque a linguagem arcaica é aquela
ultrapassada, obsoleta, e notadamente a linguagem utilizada pela mãe e pelo
filho não apresenta traços de linguagem remota.
Assim, resta a alternativa (B) como a correta, haja vista que o emprego
da segunda pessoa do singular na região Sul, como em “te”, “estejas”, é uma
característica regional. Note a fonte do quadrinho “G.Passofundo”, o que nos
norteia quanto à região em que essa conversa é veiculada.
Gabarito: B
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Questão 2: Pref Mangaratiba-RJ 2016 Assistente Social (banca BIO RIO)


O seguinte pensamento está totalmente expresso em linguagem formal:

a) “Quem não gosta de estar consigo mesmo, em geral, está certo”. (Coco
Chanel)
b) “A família é como a varíola: a gente tem quando criança e fica marcado
para o resto da vida”. (Sartre)
c) “O Brasil já está à beira do abismo. Mas ainda vai ser preciso um grande
esforço de todo mundo pra colocarmos ele novamente lá em cima”. (Millôr
Fernandes)
d) “O otimista é um cara que acredita que o que está para acontecer será
adiado”. (Kin Hubbard)
e) “Consciência é como a vesícula: a gente só se preocupa com ela quando
dói”. (Stanislaw Ponte Preta)
Comentário: Veja que linguagem formal não é apenas o emprego da norma
culta. Além disso, deve haver adequação das palavras com certo rigor.
A alternativa (A) é a correta, pois se encontra de acordo com a norma
culta e não apresenta palavras com certa liberdade linguística.
A alternativa (B) está errada, pois a palavra “varíola” foi empregada
numa comparação típica de linguagem livre, sem adequação ao rito formal.
Tal palavra seria empregada formalmente numa comparação entre doenças,
cujo campo semântico levaria ao nível mais adequado. Além disso, a
expressão “a gente”, referindo-se ao grupo a que pertence o autor do texto, é
típica de linguagem coloquial/informal.
A alternativa (C) está errada, pois o vocábulo “pra” e o pronome “ele”
(como objeto direto) são típicos da linguagem coloquial. A norma culta
preconiza a preposição “para” e o pronome átono “o” como objeto direto.
Assim, para que a frase esteja de acordo com a norma culta, teremos o
seguinte:
“Mas ainda vai ser preciso um grande esforço de todo mundo para o
colocarmos novamente lá em cima.”
A alternativa (D) está errada, pois a palavra “cara” não está adequada
ao rito formal. Ela se refere a uma pessoa numa linguagem informal. A
formalidade seria respeitada com a palavra “pessoa”.
A alternativa (E) está errada, pois a palavra “vesícula” também foi
empregada numa comparação típica de linguagem livre, sem adequação ao
rito formal. Tal palavra seria empregada formalmente numa comparação entre
órgãos/partes do corpo humano, cujo campo semântico levaria ao nível mais
adequado. Além disso, a expressão “a gente”, referindo-se ao grupo a que
pertence o autor do texto, é típica de linguagem coloquial/informal.
Gabarito: A

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Questão 3: Pref Barbacena 2016 Agente Administrativo (banca FCM)


A “facebookização” do jornalismo
Cleyton Carlos Torres
[1º§] A crise que embala o jornalismo não é de hoje. Críticas a aspectos
conceituais, morais, editoriais e até financeiros já rondam esse importante
pilar da democracia há um bom tempo. O digital, então, acabou surgindo para
dar um empurrãozinho – tanto para o bem como para o mal – nas redações
mundo afora. Prédios esvaziados, startups revolucionárias, crise existencial e
um suposto adversário invisível: o próprio leitor.
(...)
[5º§] O abuso de listas, o uso de “especialistas de Facebook” como fonte,
pautas sendo construídas com base em timelines alheias ou o frenesi
encantador de likes e shares têm feito com que uma das maiores armadilhas
das redes sociais abocanhe o jornalismo. O jornalismo, como instituição e
pilar da democracia, agora se comporta como um usuário de internet, jovem,
antenado, mas que não tem como privilégio o foco ou a profundidade. A
armadilha se revela justamente no momento em que “ser um usuário” passa a
valer como entendimento de “dialogar com o usuário”.
O uso de termos como ‘empurrãozinho’ (1º§) e ‘abocanhe’ (5º §) demonstra
que o registro linguístico, no texto 1, apresenta marcas de
a) modismo.
b) formalidade.
c) popularismo.
d) rebuscamento.
Comentário: Veja que as palavras “empurrãozinho” e “abocanhe” são típicas
da linguagem livre, coloquial, informal. Assim, ela tem ligação com a
linguagem mais popular. Com isso, a alternativa (C) é a correta.
O modismo linguístico é a linguagem que ganha gosto de determinada
geração ou grupo de pessoas, mas por vezes perde a graça e a força e cai no
esquecimento. Algumas expressões coloquiais como “a nível de”, “vamos estar
atendendo (gerundismo)” e outras mais estão na moda e não estão de acordo
com a norma culta. As palavras grifadas no texto não são modismos.
A formalidade tem a preocupação do emprego da norma culta, além da
adequação ao meio formal em que a mensagem é utilizada. Ficou fácil notar
que não há formalidade neste texto.
Rebuscamento é um nível a mais da formalidade, isto é, além da
formalidade, da preocupação com a normal culta, a palavra é empregada de
maneira mais sofisticada, requintada, aprimorada. Também ficou fácil notar
que não há rebuscamento neste texto.
Gabarito: C

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Questão 4: TJ PI 2015 Analista Judiciário (banca FGV)

A fala da funcionária “OK, Senhor. Vou estar anotando o seu problema para
estar agendando a visita de um técnico" mostra uma marca típica desse modo
de falar, que é:
a) a presença marcante de estrangeirismos;
b) o emprego de uma linguagem demasiadamente erudita;
c) o mau uso do gerúndio;
d) a completa falta de objetividade na mensagem;
e) a ausência de tratamento individualizado.
Comentário: Apesar de haver a expressão estrangeira “ok”, ela não é
marcante na frase. Para tal, basta ver a extensão da frase em relação ao
vocábulo. O que chama a atenção é o emprego dos gerundismos “Vou estar
anotando” e “estar agendando”, que são modismos, um registro coloquial.
Com isso também sabemos que não houve linguagem erudita.
Assim, eliminamos as alternativas (A) e (B), observando que a
alternativa (C) é a correta.
A alternativa (D) está errada, porque não há “completa” falta de
objetividade.
A alternativa (E) está errada, pois há tratamento individualizado nesta
mensagem, pois a atendente se refere a uma pessoa e disse que anotará e
agendará a visita de um técnico.
Gabarito: C

Questão 5: COPEL 2016 Contador (banca NC-UFPR)


Considere a seguinte frase:
Os dispositivos implantados em pacientes emitiriam sinais, em tempo real,
que informariam aos sistemas de vigilância dos hospitais se tudo está bem ou
não, _______________ significativamente as situações de emergência.

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Considere as seguintes possibilidades de preenchimento da lacuna acima:


1. atenuando
2. vindo a atenuar
3. onde atenuaria
4. o que atenuaria
São abonadas pela norma padrão da língua portuguesa no Brasil as formas:
a) 2 e 4 apenas.
b) 3 e 4 apenas.
c) 1, 2 e 3 apenas.
d) 1, 2 e 4 apenas.
e) 1, 2, 3 e 4.
Comentário: A questão chamou a atenção quanto ao emprego do pronome
relativo “onde”, o qual só pode retomar lugar, além de ter a função de adjunto
adverbial de lugar. Note que a expressão “bem ou não” transmite valor
adverbial de modo, por isso não é adequado o emprego do referido pronome
relativo.
Como a norma padrão da língua portuguesa não permite esse emprego
vicioso e acolhe o emprego da oração reduzida de gerúndio e o emprego do
pronome demonstrativo “o”, seguido de oração subordinada adjetiva, a
alternativa correta é a (D).
Gabarito: D

Questão 6: ALERJ 2011 Digitador (banca CEPERJ)


Empregou-se expressão própria da língua falada no trecho:
A) “Até o fim de setembro tem muito dia em vermelho no calendário
econômico mundial.”
(O Globo, Panorama Econômico, Miriam Leitão, setembro de 2011)
B) “A avaliação feita no Brasil é que talvez o Fed procure outro caminho,
como o de comprar mais títulos de longo prazo para forçar...”
(O Globo, Panorama Econômico, Miriam Leitão, setembro de 2011)
C) “Na Europa, ontem, os dois maiores líderes, Ângela Merkel e Nicolas
Sarkozy, elevaram o tom das declarações...”
(O Globo, Panorama Econômico, Miriam Leitão, setembro de 2011)
D) “O governo tem instrumentos na mão para usar em caso de algum pânico
que ocorra no mercado por algum agravamento repentino.”
(O Globo, Panorama Econômico, Miriam Leitão, setembro de 2011)
E) “Até o fim do mês a agenda do mundo está lotada vivendo de notícia em
notícia.”
(O Globo, Panorama Econômico, Miriam Leitão, setembro de 2011)
Comentário: A alternativa (A) é a que possui exemplo de expressão típica da
língua falada (“tem muito dia”). O verbo “tem”, de acordo com o rigor formal
e da norma culta, é transitivo direto e tem, dentre vários outros, o sentido de
possuir, constituir-se. Por exemplo:

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José tem três filhos. (possui)


A Amazônia tem vários quilômetros de extensão. (é constituído de)
Assim, este verbo possui sujeito e objeto direto.
Na linguagem descuidada, livre, é também aceita a forma impessoal
deste verbo, assemelhando ao emprego do verbo “haver”. A norma culta
formal admite o verbo “haver” como impessoal, e não o verbo “tem”.
Assim, de acordo com a norma culta escrita, deve-se substituir o verbo
“tem” por “há”. Além disso, a expressão “muito dia” dá noção de plural, por
isso deve ser substituída por “muitos dias”:
“Até o fim de setembro há muitos dias em vermelho no calendário
econômico mundial.”
Note que as demais frases estão de acordo com a norma culta escrita.
Gabarito: A

Questão 7: TRT-RJ 2008 Analista Judiciário (banca CESPE)


O texto, em que foi empregada uma linguagem simples, de fácil compreensão,
apresenta um termo típico da linguagem coloquial no trecho
(A) ‘Esse primeiro trimestre, como dizem meus filhos, bombou’.
(B) “Segundo o ministro, a demanda interna permanece ‘muito aquecida’”.
(C) ‘Pode haver uma diminuição na escalada de compra de bens duráveis’.
(D) “a decisão do COPOM (...) pode impactar um pouco a criação de empregos
formais”.
(E) “a decisão sobre juros tende a trazer mais recursos para o Brasil”.
Comentário: Linguagem coloquial é o enunciado aberto, livre dos rótulos
gramaticais. Muitas vezes fere a norma culta, outras vezes simplesmente não
encontra registro gramatical. Assim, o vocábulo “bombou” faz parte da
linguagem coloquial, linguagem falada dos jovens. Por isso, a alternativa (A) é
a correta. Nas demais alternativas, por exclusão, é fácil perceber que há
registro culto.
Gabarito: A

Questão 8: DMAE-RS 2011 Administrador (banca Consulplan)


“Simples ações individuais, como dirigir um carro, somadas a outros pequenos
atos pessoais, acabam se tornando uma grande ‘bola de neve’, incontrolável e
extremamente poluída.” No excerto anterior, há um exemplo de
A) registro coloquial quanto ao nível de formalismo.
B) linguagem padrão e pejorativa.
C) inadequação na flexão do tempo verbal composto.
D) termos ambíguos que causam dificuldade de entendimento.
E) variação linguística de cunho regional.
Comentário: Veja que a expressão “bola de neve” é típica da fala, da
linguagem coloquial. Assim, percebemos que não houve formalidade nesta
frase e por isso a alternativa (A) é a correta.

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A alternativa (B) está errada, pois não se conservou a linguagem culta,


padrão, tendo em vista a expressão “uma grande ‘bola de neve’”. Veja,
também, que linguagem pejorativa é aquela que usa um tom depreciativo,
ofensivo. Isso não ocorreu nesta frase.
A alternativa (C) está errada, pois a locução verbal “acabam se
tornando” está corretamente empregada.
A alternativa (D) está errada, pois não houve ambiguidade. O texto é
claro.
A alternativa (E) está errada, pois não há expressão de cunho regional.
Gabarito: A

Questão 9: Prefeitura Riachuelo-SE 2010 Farmacêutico (banca Consulplan)


Fragmento do texto: – Chame a polícia. Quero pagar, vocês não querem
receber. Chame.
Foi um bafafá. Um jovem veio correndo da cozinha. Pensei que ia me
soterrar com um prato de sopa de tubarão, tal a fúria. Repeti o pedido, gentil:
queria a polícia. Aceitaram o cheque, com suspiros de nervosismo.
A expressão “Foi um bafafá”:
A) É um exemplo da linguagem culta. D) É coloquial.
B) É pejorativa. E) Denota um erro gramatical.
C) Tem sentido ambíguo.
Comentário: A expressão “Foi um bafafá” é típica da linguagem falada,
coloquial. Por isso, a alternativa correta é a (D).
Alguns candidatos marcaram à época a alternativa (E), pois entenderam
como um erro gramatical. Não se pode dizer que há erro gramatical, pois
dentro dessa expressão há um verbo no singular, porque concorda com termo
singular. Assim, há preservação da correção gramatical.
Apenas a expressão não é adequada ao padrão culto; mas não se quis,
neste texto, expressar formalidade. Assim, a intenção comunicativa é o mais
importante.
Gabarito: D

Questão 10: Prefeitura Ritápolis-MG 2006 Dentista (banca Consulplan)


Fragmento do texto: Tendo herdado a casa do avô na cidade distante, para
lá mudou-se com toda a família, contente de retomar o contato com suas
origens. Em poucos dias, já trocava dedos de prosa com o farmacêutico, o
tabelião, o juiz. E por eles ficou sabendo, entre uma conversa e outra, que as
casas daquela região eram construídas com areia de aluvião, onde não raro se
encontravam pequenos diamantes.
A expressão “... trocava dedos de prosa...”:
A) Pertence ao linguajar culto. D) É um erro que deveria ter sido evitado.
B) Tem valor pejorativo. E) Tem sentido ambíguo.
C) É coloquial.
Comentário: A expressão “trocava dedos de prosa” é típica da linguagem
coloquial, falada, e não tem o formalismo da norma culta.
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Gabarito: C

Figuras de linguagem.
As palavras podem ser empregadas em sentido literal ou figurativo. Por
esse motivo, elas são divididas em dois grupos: denotativo e conotativo.
Denotação é o sentido literal da palavra. Por exemplo, podemos dizer:
A onça é uma fera.
O vocábulo “fera” significa “animal bravio e carnívoro”. Esse é o seu
sentido literal. Mas, por associação, visto que as feras têm muita astúcia,
agilidade, agressividade, esse vocábulo ganha uma dimensão além do literal. É
o que chamamos de conotação. Este sentido normalmente aparece nos
dicionários com a abreviatura “fig.”.
Por associação à ideia de agilidade, podemos dizer:
Ele é uma fera no computador.
Podemos, também, associá-lo à braveza:
O meu chefe está uma fera comigo.
Vamos a mais alguns exemplos de denotação, agora com a palavra
“joia”:
Essa joia em seu pescoço está há várias gerações em nossa família.
O rubi é uma joia que encanta meus olhos.
Aquele vaso, provavelmente chinês, é uma joia de raro acabamento.

Vamos comparar com o sentido conotativo:


Ela é uma joia de menina.
Que joia esse cachorrinho!
Minha irmã se tornou uma joia muito especial.
Assim, podemos perceber que algumas vezes o sentido denotativo de
uma palavra é estendido a um sentido conotativo.
Questão 11: DPE RO 2015 – Analista Contábil (banca FGV)
“Reconheço que a punição não é o único remédio para a violência cometida
pelos jovens. Evidentemente, políticas sociais, educação, prevenção,
assistência social são medidas que, se aplicadas no universo da população
jovem, terão o condão, efetivamente, de reduzir a violência. Mas, em
determinados casos, é preciso uma punição mais eficaz do que aquelas
preconizadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente”.
Nesse segmento do texto, o termo empregado em sentido conotativo (ou
figurado) é:
(A) punição;
(B) remédio;
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(C) violência;
(D) população;
(E) Estatuto.
Comentário: A alternativa (B) é a correta, porque “remédio” é o recurso que
serve para combater uma dor, uma doença, um mal-estar! Tal sentido foi
estendido conotativamente para aquilo que ajuda a resolver ou diminuir as
consequências de uma falta ou erro. Assim, a punição não seria o único
remédio para a violência, isto é, não resolveria sozinho o problema da
violência.
As demais palavras estão em seu sentido pleno, real, denotativo.
Gabarito: B

Questão 12: CTI 2012 Tecnologista Pleno (banca Funrio)


Fragmento do texto: “Depois de liderar uma tocaia contra o inimigo de seu
patrão, o jagunço Natário da Fonseca recebe alguns alqueires próximos ao
palco da matança, onde passa a cultivar cacau. A chegada de comerciantes,
prostitutas e ex-escravos dá vida e contorno ao comércio do arraial.”
(Revista Literatura, nº 43. Junho/2012, p.64)
Listam-se abaixo alternativas que contêm vocábulos retirados do texto.
Assinale aquela em que se indica um termo cujo sentido não está em
consonância com o que foi assumido no texto.
A) alqueire: medida agrária, ainda usada no Brasil.
B) ex-escravos: pessoas que deixaram de ser escravizadas.
C) jagunço: capanga, valentão a serviço de alguém, para defendê-lo ou
vingá-lo.
D) palco: parte do teatro onde os atores representam.
E) tocaia: emboscada; cilada; armadilha.
Comentário: Ao lermos o texto, percebemos que a palavra “palco” está
sendo usada em sentido conotativo, expressando, neste contexto, o lugar
onde a matança ocorreu. Logicamente, tal palavra não se encontra no sentido
denotativo de parte do teatro, onde os atores representam.
Gabarito: D

Questão 13: Analista Técnico de Políticas Sociais – MPOG – 2012 (banca ESAF)
1 Há evidências de um processo de fragilização da indústria nacional que, se
não for detido, poderá em prazos mais longos prejudicar o desenvolvimento
do país.
A preocupação com o setor não é um fetiche antiquado. Apesar de a
5 economia contemporânea propiciar outras fontes de criação de valor —
como é o caso dos serviços, cada vez mais globalizados —, a indústria
permanece como foco da incorporação de tecnologia e do aumento da
produtividade. Ela exerce, além disso, efeito multiplicador sobre outras
áreas.
(Adaptado de Folha de S. Paulo, Editorial, 9/9/2012)
Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E)

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A palavra “fetiche”( .4) está sendo empregada com o sentido figurado de


objeto de obsessão, de aspiração.
Comentário: A afirmativa está correta. Segundo o dicionário Aurélio, “fetiche”
tem o sentido denotativo de: “objeto animado ou inanimado, feito pelo homem
ou produzido pela natureza, ao qual se atribui poder sobrenatural e se presta
culto”. Esse sentido foi ampliado no texto com valor conotativo, figurado, de
objeto de obsessão, de aspiração. Veja:
“A preocupação com o setor não é uma aspiração antiquada.”
“A preocupação com o setor não é uma obsessão antiquada.”
Gabarito: C

Questão 14: Analista de Finanças e Controle - CGU 2008 (banca ESAF)


Fragmento do texto: É preciso que sejam adotadas medidas indispensáveis
para dar continuidade ao crescimento, entre elas os investimentos necessários
à nossa infra-estrutura (energia elétrica, portos, rodovias e ferrovias), a
melhoria no nível da educação, aprovação das reformas tributária, sindical,
previdenciária e trabalhista e a desburocratização dos serviços públicos. Sem
isso, estaremos condenados à costumeira gangorra de sempre, com números
bons num ano e ruins no outro, eternos dependentes dos humores da
economia mundial.
Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E)
A expressão “costumeira gangorra” ( . 6) está sendo empregada em sentido
denotativo.
Comentário: A palavra “gangorra” literalmente (denotativamente) significa
um engenho manual, que permite a movimentação alternada de esteios. Por
isso, é utilizado como diversão infantil (“balanço”), por pequenos produtores
agrícolas etc.
Esse movimento alternado pode ser estendido figurativamente
(conotativamente) como instabilidade, segundo o emprego no texto. Assim, a
expressão “costumeira gangorra” está sendo empregada com valor conotativo,
e não denotativo.
Gabarito: E

Questão 15: MPOG 2009 – EPPGG (banca ESAF)


Fragmento do texto: A pior fase da crise foi superada, a reação começou e a
produção brasileira deve crescer neste ano 0,8%, segundo a nova projeção do
Banco Central (BC), contida no Relatório de Inflação, uma ampla análise
trimestral da economia nacional e do cenário externo. A estimativa é mais
animadora que a dos especialistas do setor privado. A Confederação Nacional
da Indústria (CNI) prevê uma contração de 0,4%. No setor financeiro, a bola
de cristal dos economistas indicava, no começo da semana, um PIB 0,57%
menor que o de 2008.
Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E)
A expressão “bola de cristal” ( .6,7) está sendo empregada no sentido
denotativo de transparência.

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Comentário: O uso da expressão “bola de cristal” não é de sentido literal,


denotativo; mas de sentido figurativo (conotativo). Não há literalmente uma
bola de cristal, esta expressão foi utilizada remetendo à ideia de previsão, e
não de “transparência”.
Gabarito: E
A linguagem figurada é expressa nas chamadas figuras de linguagem, as
quais são definidas abaixo:
1) Comparação ou símile: Consiste, como o próprio nome indica, em
comparar dois seres, fazendo uso de conectivos comparativos¹ ligando o
elemento comum² aos dois.
Esse líquido é azedo² como¹ limão.
A jovem estava branca² qual¹ uma vela.
2) Metáfora: Tipo de comparação em que não aparece o conectivo¹ nem o
elemento comum² aos seres comparados. Acompanhe a numeração na
explicação de cada exemplo, pois é justamente a omissão dos termos
numerados que diferencia metáfora de comparação:
“Minha vida era um palco iluminado...”
(Minha vida era alegre, bonita² como¹ um palco iluminado.)
Tuas mãos são de veludo.
(Entenda-se: mãos macias² como¹ o veludo)
“A vida, manso lago azul...”
(Neste exemplo, nem o verbo aparece, mas é clara a ideia da comparação: a
vida é suave, calma² como¹ um manso lago azul.)
3) Metonímia: Troca de uma palavra por outra, havendo entre elas uma
relação real, concreta, objetiva. Há vários tipos de metonímia.
Sempre li Érico Veríssimo. (o autor pela obra)
A pessoa não leu literalmente o Érico Veríssimo, leu as obras deste escritor.
Ele nunca teve o seu próprio teto. (a parte pelo todo)
Teto representa a moradia, o lar, a casa.
Cuidemos da infância. (o abstrato pelo concreto: infância / crianças)
A palavra “infância” representa “crianças”.
Comerei mais um prato. (o continente pelo conteúdo)
A pessoa não comeu literalmente o prato, mas a comida que ali estava.
Ganho a vida com meu suor. (o efeito pela causa)
O “suor” (consequência) é o resultado do “trabalho” (causa). Assim, “suor”
está no lugar de “trabalho”.

4) Perífrase: O prefixo “peri-” significa “em torno de”. Por isso, perímetro é a
medida em torno da área. Dessa forma, fica mais fácil perceber que a perífrase
não usa a objetividade, nem a concisão; ela “dá voltas” até chegar ao ponto. É
o emprego de várias palavras no lugar de poucas ou de uma só:

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Se lá no assento etéreo onde subiste... (assento etéreo = céu)


Morei na Veneza brasileira. (Veneza brasileira = Recife)
Não provoque o rei dos animais. (rei dos animais = leão)

5) Sinestesia: Consiste numa fusão de sentidos. Para ficar mais fácil guardar
e não ter que decorar, veja a estrutura desta palavra: o prefixo “sin-” significa
reunião, mistura e “estes(ia)” significa sensibilidade, sensação. Assim,
sinestesia é a mistura de sensações, de sentidos. Para você nunca se
esquecer, basta associar à estrutura da palavra “anestesia” (an=sem;
estesia=sentido). Se anestesia significa sem sentido, sem dor; sinestesia é a
mistura de sentidos...
Despertou-me um som colorido. (audição e visão)
Era uma beleza fria. (visão e tato)
6) Catacrese: É um tipo especial de metáfora. É a extensão de sentido que
sofrem determinadas palavras na falta ou desconhecimento do termo
apropriado. Essa extensão ocorre com base na analogia. Por isso, ela é uma
variação da metáfora. Veja um exemplo:
Leito do rio: essa expressão possui como núcleo o substantivo “leito”.
Originariamente ele remete a uma armação em que as pessoas se deitam,
como uma cama. Por extensão, usamos esta palavra para significar o lugar em
que se deita (a criança se deita no leito materno, viajamos em ônibus “leito”, o
fulano está no leito de morte). Assim, também entendemos que o rio está
deitado sobre o leito por onde escoa suas águas. Não há expressão tão
exemplificativa quanto “leito do rio” para imaginarmos o rio deitar-se sobre o
terreno, concorda? Por essa facilidade no entendimento, a catacrese tem um
largo uso na linguagem coloquial e naturalmente passa a ser tão usada pelos
falantes e pelos escritores, que passa a ser admitida na norma culta.
Por processos semelhantes, temos outros exemplos. Para facilitar a
observação da catacrese nesses exemplos, inseri algumas perguntas:
“dente de alho” (alho tem dente?), “barriga da perna” (perna tem barriga?),
“céu da boca” (o céu cabe na boca?), “folhas de livro” (livro é uma árvore?),
“pele de tomate” (tomate é uma pessoa ou animal?), “cabeça de prego” (prego
é uma pessoa ou animal?), “mão de direção” (direção tem braço?), “braço da
poltrona” (poltrona é uma pessoa?), “pé da cama” (cama é uma pessoa?), “asa
da xícara” (xícara é uma ave?), “sacar dinheiro no banco” (dinheiro é uma
arma?), “embarcar num trem” (trem é barco?), “enterrar uma agulha no dedo”
(dedo é terra?) etc.
7) Antonomásia: Quando designamos uma pessoa por uma qualidade,
característica ou fato que a distingue. Na linguagem coloquial, antonomásia é o
mesmo que apelido, alcunha ou cognome, cuja origem é um aposto
(descritivo, especificativo etc.) do nome próprio.
Exemplos:
"E ao rabi simples, que a igualdade prega” (rabi simples = Cristo)
Pelé (= Edson Arantes do Nascimento)
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O poeta dos escravos (= Castro Alves)


O Dante Negro (= Cruz e Souza)
O Corso (= Napoleão)

8) elipse (também conhecida como zeugma): Omissão de um termo,


geralmente verbo, empregado anteriormente.
“A moral legisla para o homem; o direito, para o cidadão.”
“São estas as tradições das nossas linhagens; estes os exemplos de nossos
avós.”
Na primeira frase, está subentendida a forma verbal “legisla”; na segunda está
subentendido o verbo “são”.
9) Pleonasmo: Repetição enfática de um termo ou de uma ideia.
O pátio, ninguém pensou em lavá-lo. (lo = O pátio)
Vi o acidente com olhos bem atentos. (Ver só pode ser com os olhos.)
10) Polissíndeto: Repetições da conjunção, geralmente “e”.
“Trejeita, e canta, e ri nervosamente.” (Padre Antônio Tomás)
“E treme, e cresce, e brilha, e afia o ouvido, e escuta.” (Olavo Bilac)

11) Hipérbato (inversão, quiasmo): É a inversão da ordem dos termos na


oração ou das orações no período.
“Aberta em par estava a porta.” (Almeida Garrett)
“Essas que ao vento vêm

12) Hipálage: quando há inversão da posição do adjetivo: uma qualidade que


pertence a uma objeto é atribuída a outro, na mesma frase. Veja um exemplo:
“O nado branco dos cisnes o fascinou.” (na realidade, os cisnes é que são brancos)
“Acompanhava o voo negro dos urubus.” (na realidade, os urubus é que são negros)

13) Anacoluto: É a quebra da estruturação sintática, de que resulta ficar um


termo sem função sintática no período. É parecido com um dos tipos de
pleonasmo.
Ex.: O jovem, alguém precisa falar com ele.

Observe que o termo O jovem pode ser retirado do texto. Ele não se
encaixa sintaticamente no período. Caso disséssemos Com o jovem, teríamos
um pleonasmo: com o jovem = com ele.
14) Silepse: Concordância anormal feita com a ideia que se faz do termo e
não com o próprio termo. Pode ser:
a) de gênero
Ex.: Vossa Senhoria é bondoso.
A concordância normal seria bondosa, já que Vossa Senhoria é do
gênero feminino. Fez-se a concordância com a ideia que se possui, ou seja,
trata-se de um homem.

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b) de número
Ex.: O grupo chegou apressado e conversavam em voz alta.
O segundo verbo do período deveria concordar com grupo.
Mas a ideia de plural contida no coletivo leva o falante a flexionar o verbo
no plural: conversavam. Tal concordância anormal não deve ser feita com o
primeiro verbo.
c) de pessoa.
Ex.: Os brasileiros somos otimistas.
Em princípio, deveríamos dizer são, pois o sujeito é de terceira pessoa
do plural. Mas, por estar incluído entre os brasileiros, é possível colocar o
verbo na primeira pessoa: somos.
15) Onomatopeia: Palavra que imita sons da natureza.
Ex.: O ribombar dos canhões nos assustava.
Não aguentava mais aquele tique-taque insistente.
“Não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano.” (Machado
de Assis)

16) Antítese: Emprego de palavras ou expressões de sentido oposto.


Ex.: Era cedo para alguns e tarde para outros.
“Não és bom, nem és mau: és triste e humano.” (Olavo Bilac)

Observação: a antítese tem um aprofundamento chamado de paradoxo ou


oxímoro. Enquanto a antítese ocorre por haver a aproximação de opostos,
como nos dois exemplos anteriores, o paradoxo é um mesmo elemento com
características opostas, contraditórias.
Um exemplo emblemático é o seguinte poema de Luiz Vaz de Camões, o
qual caracteriza o “amor” como um sentimento contraditório:
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

17) Apóstrofe: Chamamento, invocação de alguém ou algo, presente ou


ausente. Corresponde ao vocativo da análise sintática.
“Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?!” (Castro Alves)
“Erguei-vos, menestréis, das púrpuras do leito!” (Guerra Junqueiro)

18) Eufemismo: É a suavização de uma ideia desagradável. Chamado de


linguagem diplomática.
Minha avozinha descansou. (morreu)
Ele tem aquela doença. (câncer)
Você não foi feliz com suas palavras. (foi estúpido, grosseiro)

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19) Hipérbole: Consiste em exagerar as coisas, extrapolando a realidade.


Tenho milhares de coisas para fazer.
Estava quase estourando de tanto rir.
Vive inundado de lágrimas.

20) Ironia: Consiste em dizer-se o contrário do que se quer. É figura muito


importante para a interpretação de textos.
“Moça linda bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta,
um amor.” (Mário de Andrade)
Observe que, após chamar a moça de burra, o poeta encerra a estrofe
com um aparente elogio: um amor.

21) Prosopopeia ou personificação: Consiste em se atribuir a um ser


inanimado ou a um animal ações próprias dos seres humanos.
A areia chorava por causa do calor.
As flores sorriam para ela.

22) homeoteleuto: consiste na correspondência fonética das terminações da


última sílaba de uma oração ou verso: Estudando e trabalhando. Cantar e
amar.
Veja a aplicação disso!!!

Questão 16: DPE RO 2015 – Analista Contábil (banca FGV)

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A charge abaixo, publicada no jornal O Dia (PI) em 1 de abril de 2015, produz


humor apoiada numa figura de linguagem expressa graficamente, figura essa
denominada:
(A) metáfora;
(B) metonímia;
(C) hipérbole;
(D) pleonasmo;
(E) catacrese.
Comentário: Certamente, a redução da maioridade não chegaria a tanto,
concorda? Nem nasceu e já teria cometido um delito?! Pois é, neste caso,
notamos um exagero! Isso é a hipérbole!
Gabarito: C

Questão 17: CM Caruaru - PE 2015 – Analista Legislativo (banca FGV)

O humor da charge se estrutura com base em


a) uma metáfora.
b) uma metonímia.
c) um pleonasmo.
d) uma silepse.
e) uma catacrese.
Comentário: Devemos analisar a fala do repórter e associar à imagem. Ele
afirma que o assunto está sendo debatido no Congresso e a imagem nos
mostra duas panelas de pressão bem aquecidas.
Isso nos leva a comparar o debate caloroso com o fervor da água na
panela sob pressão, o que nos faz entender que o debate está agitado, sem
ainda conciliações.
Como há uma comparação ideológica, entendemos que há uma
metáfora.
Gabarito: A

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Questão 18: Prefeitura de Florianópolis 2014 – Fiscal (banca FGV)


Fragmento do texto: Mas uma minoria da humanidade sobreviveu à
evolução aleijada da empatia. São os psicopatas. Eles são algo diferente dos
humanos, embora dotados da mesma racionalidade que nos define como
espécie. São seres mutilados da emoção e, por isso, incapazes de sentir pelos
outros. Isso os levou a assumir o papel representado na ecologia por parasitas
e predadores.
Ao dizer que os psicopatas assumem o papel de parasitas e predadores, o
autor do texto apelou para uma figura de linguagem denominada:
(A) metonímia;
(B) pleonasmo;
(C) anacoluto;
(D) eufemismo;
(E) metáfora.
Comentário: Houve uma comparação ideológica e ela é patente na expressão
“representado na ecologia por”. Assim, podemos inferir a seguinte
informação: os psicopatas são parasitas e predadores. Por isso, a alternativa
correta é a (E).
Gabarito: E

Questão 19: Prefeitura de Florianópolis 2014 – Fiscal (banca FGV)


Fragmento do texto: A um computador não se olha de cima, como se olhava
uma máquina de escrever. Ele nos olha na cara. Tela no olho. A máquina de
escrever fazia o que você queria, mesmo que fosse a tapa. Já o computador
impõe certas regras. Se erramos, ele nos avisa. Não diz “Burro!”, mas está
implícito na sua correção. Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais
coisas, e está subentendido que você jamais aproveitará metade do que ele
sabe. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver sendo
programado por um igual. Isto é, outro computador. A máquina de escrever
podia ter recursos que você também nunca usaria (abandonei a minha sem
saber para o que servia “tabulador”, por exemplo), mas não tinha a mesma
empáfia, o mesmo ar de quem só aguenta os humanos por falta de coisa
melhor, no momento.
O computador é personificado no texto, atribuindo-se-lhe ações humanas.
Assinale o segmento que não comprova essa afirmativa.
a) “Ele nos olha na cara. Tela no olho.”
b) “Já o computador impõe certas regras.”
c) “Se erramos, ele nos avisa.”
d) “Não diz ‘Burro!’.”
e) “Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais coisas, e está
subentendido que você jamais aproveitará metade do que ele sabe.”
Comentário: Na alternativa (A), veja que olhar é uma ação humana. Não se
pode dizer que é uma ação somente do ser humano, pois também os animais
olham, mas se deve notar que este contexto mantém um suposto embate
entre um ser que raciocina e uma máquina. Por isso, entendemos a ação de
olhar especificamente como ação humana.
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Na alternativa (B), a ação de impor algo não é propriamente do ser


humano, pois uma circunstância pode impor algo, um obstáculo pode impor
outra ação. Assim, esta é a alternativa que desvirtua das demais.
Na alternativa (C), a ação de avisar é própria do ser humano.
Na alternativa (D), a ação de afirmar algo, falar, dizer é do ser humano.
Na alternativa (E), a característica de ser inteligente é própria do ser
humano.
Observação: Mesmo a alternativa (E) não apresentando propriamente
uma ação, como pede a questão, em comparação com a alternativa (B),
sabemos que esta não apresenta ação ou característica humana, por isso
realmente a alternativa (B) é a que devemos marcar.
Gabarito: B

Questão 20: DPE-RJ 2014 – Técnico-Superior Administração (banca FGV)


Fragmento do texto: Não foram os americanos que inventaram o shopping
center. Seus antecedentes diretos são as galerias de comércio de Leeds, na
Inglaterra, e as passagens de Paris pelas quais flanava, encantado, o Walter
Benjamin. Ou, se você quiser ir mais longe, os bazares do Oriente. Mas foram
os americanos que aperfeiçoaram a ideia de cidades fechadas e controladas, à
prova de poluição, pedintes, automóveis, variações climáticas e todos os
outros inconvenientes da rua. Cidades só de calçadas, onde nunca chove,
neva ou venta, dedicadas exclusivamente às compras e ao lazer - enfim,
pequenos (ou enormes) templos de consumo e conforto. Os xópis são
civilizações à parte, cuja existência e o sucesso dependem, acima de tudo, de
não serem invadidas pelos males da rua.
Ao dizer que os shoppings são “cidades", o autor do texto faz uso de um
tipo de linguagem figurada denominada .
a) metonímia.
b) eufemismo
c) hipérbole.
d) metáfora.
e) catacrese.
Comentário: No texto, não há a expressão “os shoppings são cidades”, mas
isso fica subentendido, por isso a questão fez esta afirmação. Então, fica fácil
perceber uma comparação ideológica, pois poderíamos inserir a palavra
“como” para torná-la uma comparação propriamente dita: os shoppings são
como cidades.
Como não há elemento coesivo de valor comparativo na expressão do
pedido da questão, certificamo-nos de que há uma comparação ideológica e
temos uma metáfora.
Gabarito: D

Questão 21: CONDER 2013 – Jornalista (banca FGV)


Fragmento do texto: Mas é fascinante. Agora compreendo o entusiasmo de
gente como Millôr Fernandes e Fernando Sabino, que dividem a sua vida

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profissional em antes dele e depois dele. Sinto falta do papel e da fiel Bic,
sempre pronta a inserir entre uma linha e outra a palavra que faltou na hora,
e que nele foi substituída por um botão, que, além de mais rápido, jamais nos
sujará os dedos, mas acho que estou sucumbindo. Sei que nunca seremos
íntimos, mesmo porque ele não ia querer se rebaixar a ser meu amigo, mas
retiro tudo o que pensei sobre ele. Claro que você pode concluir que eu só
estou querendo agradá-lo, precavidamente, mas juro que é sincero.
"Sinto falta do papel e da fiel Bic"
Nesse segmento, o cronista emprega o nome de uma marca em lugar de
"caneta esferográfica", caracterizando uma figura de linguagem
denominada
a) metáfora.
b) hipérbole.
c) eufemismo.
d) metonímia.
e) antítese.
Comentário: Quando empregamos o nome de uma marca no lugar de um
produto, temos a metonímia.
Gabarito: D

Questão 22: CONDER 2013 – Técnico (banca FGV)


"Nossa missão é transmitir os nossos genes, multiplicar a nossa espécie e
dar o fora. Tudo o mais que fazemos, tudo a mais que nos acontece, ou é
decorrência ou é passatempo. O que vem antes e depois dos nossos anos
férteis é só o prólogo e o epílogo".
Todos os termos sublinhados no fragmento acima são exemplos de
linguagem figurada. Assinale a alternativa que apresenta a observação
correta sobre esses exemplos.
a) "passatempo" é exemplo de ironia
b) "dar o fora" é exemplo de hipérbole.
c) "prólogo" e "epílogo" são metonímias.
d) "prólogo" é exemplo de eufemismo
e) "prólogo" e "epílogo" constituem uma antítese.
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois “passatempo” não transmite
uma ideia com intenção de entendimento contrário. Além disso, tal palavra
encontra-se no sentido literal: entendemos que a ideia é fazer o tempo passar
mesmo.
A alternativa (B) está errada, pois hipérbole significa exagero, o que não
ocorreu nesta expressão. Tal expressão é apenas uma variação coloquial que
tem o sentido de ir embora.
A alternativa (C) está errada, pois "prólogo" e "epílogo" transmitem
uma ideia de oposição (início e fim, respectivamente). Assim, não houve
ideia de parte pelo todo, como sugeriria a metonímia.
A alternativa (D) está errada, pois “prólogo” não transmite suavização

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de informação, como sugere o eufemismo.


A alternativa (E) é a correta, pois "prólogo" e "epílogo" transmitem
uma ideia de oposição (início e fim, respectivamente). Assim, a figura de
linguagem compatível é a antítese.
Gabarito: E

Questão 23: TRE-PA 2011 Analista-Judiciário (banca FGV)


Fragmento do texto: Infelizmente, ainda hoje assistimos no Brasil a
fenômenos que há muito deveriam ter sido excluídos da vida política nacional,
como a compra de votos e a atitude de diversos candidatos, durante as
campanhas eleitorais, de “doar” cestas básicas e toda a sorte de brindes em
troca da promessa de voto dos eleitores. O conceito de voto consciente é
justamente o contraponto dessas práticas, visando estabelecer critérios
racionais que façam do voto um instrumento de cidadania. Voto consciente é
aquele em que o cidadão pesquisa o passado dos candidatos, avalia suas
histórias de vida e analisa se as promessas e programas eleitorais são
coerentes com as práticas dos candidatos e de seus partidos.
As aspas em doar confirmam, para o vocábulo, seu aspecto de.
a) polifonia.
b) coloquialismo.
c) antonímia.
d) metáfora.
e) ironia.
Comentário: A ironia consiste em dizer o contrário do que se quer. Assim, ao
inserir aspas no verbo “doar”, fica claro que a intenção do autor foi utilizar tal
palavra com um tom de ironia, pois os políticos doam cestas básicas, não
como uma ajuda social, mas com a intenção de ganhar votos.
Gabarito: E

Questão 24: TRE-PA 2011 Técnico-Judiciário (banca FGV)


Fragmento do texto: O Fundo Partidário será, em 2011, de R$ 301
milhões. Isso porque foi aprovado a nove dias do fim do ano o reforço de
R$ 100 milhões. Desse valor, R$ 265 milhões são oriundos do Orçamento
da União e R$ 36 milhões referentes à arrecadação de multas previstas na
legislação eleitoral. Mas, afinal, qual a razão para se aumentar de forma tão
extraordinária a dotação dos partidos? Muito simples: a necessidade de eles
pagarem as dívidas de campanha.
A respeito do trecho acima, analise as afirmativas a seguir:
I. No segundo período, o pronome Isso tem valor anafórico.
II. No terceiro período, há um caso de zeugma.
III. No último período, os dois-pontos introduzem uma enumeração.
Assinale
a) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
b) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.

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c) se nenhuma afirmativa estiver correta.


d) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
Comentário: A afirmação I está correta. Note que o segundo período é “Isso
porque foi aprovado a nove dias do fim do ano o reforço de R$ 100
milhões.”. O pronome “Isso” retoma a informação do primeiro período, por
isso tem valor anafórico.
Assim, já eliminamos as alternativas (B) e (C).
A afirmação II está correta, pois “zeugma” é a omissão de uma
palavra facilmente subentendida. Veja que o verbo “são” ficou
subentendido:
Desse valor, R$ 265 milhões são oriundos do Orçamento da União e R$ 36
milhões (são) referentes à arrecadação de multas previstas na legislação
eleitoral.
Com isso, também eliminamos a alternativa (A).
A afirmação III está errada, pois enumeração é o acúmulo de dois ou
mais elementos coordenados, o que não ocorreu com o trecho “Muito
simples: a necessidade de eles pagarem as dívidas de campanha.”
Na realidade, os dois pontos sinalizam uma explicitação, isto é, a
razão para se aumentar de forma tão extraordinária a dotação dos partidos
é a necessidade de eles pagarem as dívidas de campanha.
Portanto, a alternativa (D) é a correta.
Gabarito: D

Questão 25: TRE-PA 2011 Técnico-Judiciário (banca FGV)


Fragmento do texto: Convivas de boa memória Há dessas reminiscências
que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. Um antigo
dizia arrenegar de conviva que tem boa memória. A vida é cheia de tais
convivas, e eu sou acaso um deles, conquanto a prova de ter a memória
fraca seja exatamente não me acudir agora o nome de tal antigo; mas era
um antigo, e basta.
Não, não, a minha memória não é boa. Ao contrário, é comparável a
alguém que tivesse vivido por hospedarias, sem guardar delas nem caras
nem nomes, e somente raras circunstâncias. A quem passe a vida na
mesma casa de família, com os seus eternos móveis e costumes, pessoas e
afeições, é que se lhe grava tudo pela continuidade e repetição.
Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças
que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei ontem. Juro só que não
eram amarelas porque execro essa cor; mas isso mesmo pode ser olvido e
confusão.
E antes seja olvido que confusão; explico-me. Nada se emenda bem
nos livros confusos, mas tudo se pode meter nos livros omissos. Eu, quando
leio algum desta outra casta, não me aflijo nunca. O que faço, em chegando
ao fim, é cerrar os olhos e evocar todas as coisas que não achei nele.
Quantas ideias finas me acodem então! Que de reflexões profundas! Os

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rios, as montanhas, as igrejas que não vi nas folhas lidas, todos me


aparecem agora com as suas águas, as suas árvores, os seus altares, e os
generais sacam das espadas que tinham ficado na bainha, e os clarins
soltam as notas que dormiam no metal, e tudo marcha com uma alma
imprevista.
É que tudo se acha fora de um livro falho, leitor amigo. Assim preencho as
lacunas alheias; assim podes também preencher as minhas.
(Assis, de Machado. Dom Casmurro – Editora Scipione – 1994 – pág. 65)
Há um exemplo de prosopopeia em:
a) “Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que
vestiram!”
b) “E antes seja olvido que confusão; explico-me.”
c) “Os rios, as montanhas, as igrejas que não vi nas folhas lidas.”
d) “Não, não, a minha memória não é boa.”
e) “... e os clarins soltam as notas que dormiam no metal, e tudo marcha
com uma alma imprevista.”
Comentário: A prosopopeia é o mesmo que personificação, por isso a
alternativa (E) é a correta, pois damos vida às “notas” ao falarmos que elas
dormiam, damos vida às “coisas” quando falamos que elas marcham. Por fim,
damos vida a “tudo”, quando afirmamos que isso tem uma alma.
Gabarito: E

Questão 26: EBSERH/HU-UFMA 2015 Técnico Enfermagem (banca AOCP)


Fragmento do texto: Antes da neurociência, os pesquisadores acreditavam
que o processo mental acontecia de maneira gradual. “Seu cérebro está
sempre trabalhando e adquirindo informações. Descobrimos que esse
processo não é gradual, mas, repentino. É um conjunto de ações que acontece
do nada, sem que você possa forçar ou evitar”, conta Kounios.
Em “Descobrimos que esse processo não é gradual, mas, repentino.”, ocorre a
figura de estilo denominada
(A) hipérbole. (B) metáfora. (C) eufemismo. (D) elipse. (E) ironia.
Comentário: A vírgula após a conjunção “mas” indica a omissão do verbo
“é”, por estilo de linguagem, para se evitar a repetição desnecessária desse
verbo. Assim, ocorre a figura de linguagem elipse.
Gabarito: D

Questão 27: EBSERH - 2015 Técnico Citopatologia (banca AOCP)


Fragmento do texto: Giovanna tinha 36 anos. Lutava contra um câncer na
cabeça há dois. Era jornalista. Ela nos deixou no domingo, dia 31 de agosto.
Era minha amiga. Sérgio Rodrigues tinha 87 anos.
Em “Lutava contra um câncer na cabeça há dois.”, ocorre a omissão de dois
termos da oração. Essa omissão, que é uma figura de estilo, denomina-se
(A) metáfora. (B) elipse. (C) comparação. (D) hipérbole. (E) eufemismo.
Comentário: A própria questão já informa que há omissão de palavras, por

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isso a figura de linguagem é a elipse.


Gabarito: B

Questão 28: EBSERH 2014 Estatística (banca AOCP)


Em “Estar no interior de uma relação verdadeira é como estar na água do
mar. Às vezes você nada, outras vezes você boia...”, existem duas figuras de
linguagem. São elas:
(A) sinédoque e hipérbole.
(B) onomatopeia e hipérbole.
(C) comparação e metáfora.
(D) anacoluto e silepse.
(E) hipérbole e comparação.
Comentário: Como já há a conjunção comparativa “como”, sabemos que
uma das figuras de linguagem é a comparação. Note que, na expressão “você
boia”, não se quer falar que alguém boia na água(sentido literal), mas num
relacionamento. Assim, ocorre metáfora.
Portanto, a alternativa (C) é a correta.
Gabarito: C

Questão 29: PMMG 2013 Comunicações (banca CRS PMMG)


Marque a alternativa CORRETA que apresenta um exemplo de metonímia:
A. ( ) João se alimenta como um pássaro.
B. ( ) As fêmeas cassam para o rei dos animais.
C. ( ) Gosto de ler Machado à noite.
D. ( ) Antônio foi um burro.
Comentário: A alternativa (A) apresenta a comparação, pois a conjunção
“como” está expressa.
A alternativa (B) apresenta a perífrase, pois “o rei dos animais” é o
mesmo que “leão”. Assim, várias palavras no lugar de apenas uma.
A alternativa (C) é a correta, pois ninguém lê o Machado de Assis, mas a
sua obra. Assim, realmente há metonímia.
A alternativa (D) apresenta uma metonímia por ser uma comparação
ideológica.
Gabarito: C

Questão 30: PMMG 2013 – Assistente Administrativo (banca CRS PMMG)


Marque a alternativa CORRETA. No trecho, “Recostou-se na amurada, usando
a luz do alpendre como uma atriz num palco, e sua voz quente convidou”, o
termo em negrito representa a seguinte figura de linguagem:
A. ( ) Sinestesia.
B. ( ) Anacoluto.
C. ( ) Polissíndeto.
D. ( ) Perífrase.
Comentário: A expressão em negrito “voz quente” junta dois campos
sensitivos: som e tato. Como houve uma mistura de sentidos, a figura de
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linguagem é a sinestesia.
Gabarito: A

Questão 31: PMMG 2013 – Assistente Administrativo (banca CRS PMMG)


Marque a alternativa CORRETA, cuja oração apresenta um paradoxo.
A. ( ) Oh, desafortunado amigo, cuja glória o leva a semear e colher
felicidade.
B. ( ) O vento forte dizia-lhe ao pé do ouvido o quão perigoso seria insistir
na travessia do deserto escaldante.
C. ( ) Na ânsia de chegar, voavam baixo pela estrada sinuosa.
D. ( ) Pacientemente, limava, cortava, limpava e voltava a limar a pequena
obra de arte.
Comentário: A alternativa (A) é a correta, pois o paradoxo é o ajuntamento
de opostos. O adjetivo “desafortunado” é uma característica negativa, que
significa o contrário de “glória” e “felicidade”. Mas o autor juntou esses
opostos, por isso há um paradoxo.
Na alternativa (B), ocorre personificação, pios o vento ganhou
característica de um ser humano: “dizer”.
Na alternativa (C), há uma metáfora, pois “voavam baixo” significa
rapidez.
Na alternativa (D), a expressão “pequena obra de arte” se refere a uma
peça, o que nos indica uma metonímia.
Gabarito: A

Questão 32: PMMG CFO 2010 (banca CRS PMMG)


As figuras de linguagem são recursos especiais de que se vale quem fala ou
escreve, para comunicar à expressão mais força e colorido, intensidade e
beleza. As frases abaixo apresentam, respectivamente, figuras de linguagem
assim classificadas:
1. “Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam e não me dão o
direito de defesa”.
2. “Cada gota do meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência
(...)”.
3. “O minuano dum áspero agosto soprou o Pe. Gerôncio Albuquerque para
o Reino do Céu (...)”.
A. ( ) polissíndeto, metáfora e metonímia.
B. ( ) repetição, comparação e sinestesia.
C. ( ) polissíndeto, metáfora e eufemismo.
D. ( ) repetição, comparação e eufemismo.
Comentário: Na frase 1, temos que escolher entre polissíndeto (repetição de
conjunção) e repetição. Fica fácil perceber que só há uma conjunção (“e”).
Veja que houve a expressão “Não me” três vezes. Assim, repetição é a figura
de linguagem da primeira frase e devemos eliminar as alternativas (A) e (C).
A diferença entre metáfora e comparação é que a metáfora é uma
comparação ideológica, não havendo nenhum conectivo adverbial

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comparativo. Como percebemos que na frase 2 ocorre uma comparação


ideológica, isto é, sem o conectivo comparativo expresso, ocorre metáfora.
Na frase 3, ocorre a informação da morte do padre de uma forma menos
impactante: soprou o Pe. Gerôncio Albuquerque para o Reino do Céu. Assim,
há eufemismo e a alternativa (D) é a correta.
Gabarito: D

Questão 33: PMMG CFO 2009 (banca CRS PMMG)


“Não é difícil especular (verbo que, no fundo, é um dos sinônimos de fofocar)
sobre a origem do hábito.”
Pode-se afirmar que no trecho acima há a presença de:
A. ( ) anacoluto.
B. ( ) metalinguagem.
C. ( ) antonomásia.
D. ( ) homeoteleuto.
Comentário: Como ocorre em um dicionário, enciclopédias, em que a
linguagem explica o significado da própria linguagem, no texto a palavra
“especular” está sendo explicada por várias outras palavras “verbo que, no
fundo, é um dos sinônimos de fofocar”. Isso é a metalinguagem e a
alternativa (B) é a correta.
As demais figuras de linguagem das alternativas estão em nossa parte
conceitual. Na dúvida, basta conferir o que já vimos, ok?!
Gabarito: B

Questão 34: PMMG CHO 2009 (banca CRS PMMG)


Leia a passagem abaixo:
“Mas como criminalizar downloads de música quando milhares de Ipods são
distribuídos em palito de picolé?”
Pode-se afirmar que o período acima foi construído, semanticamente, por
meio de um (a):
A. ( ) antonomásia
B. ( ) hipérbato
C. ( ) pleonasmo
D. ( ) metáfora
Comentário: Na frase, percebe-se uma comparação ideológica do tamanho
do Ipod com o do palito de picolé, para reforçar a capacidade de informações
num pequeno espaço. Assim, ocorre metáfora.
Gabarito: D

Questão 35: PMMG CHO 2009 (banca CRS PMMG)


Leia o trecho abaixo:
“Fenômenos que provam que são possíveis novas formas de produção,
consumo e distribuição das informações e imagens. E que estão deixando a
mídia tradicional desnorteada, pois não sabem como lidar com os novos

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‘prossumidores’ (neologismo para o consumidor ativo, que produz).”


A expressão sublinhada acima demonstra a ocorrência de:
A. ( ) anacoluto, porque há uma alteração das relações normais entre os
termos da oração.
B. ( ) elipse, porque fica óbvio a que termo da oração “não sabem” se refere.
C. ( ) silepse de número, porque “não sabem” se refere a “mídia tradicional”.
D. ( ) solecismo, porque o correto seria “não sabe”, com referência à palavra
“mídia”.
Comentário: A alternativa (A) está errada, porque não houve truncamento
sintático no trecho.
Quanto à expressão “não sabem”, ela se refere ao sujeito “mídia
tradicional”, o que forçaria o autor a flexionar o verbo ao singular. Mas,
estilisticamente, com o uso do verbo no plural, o autor reforça a ideia plural
na expressão “mídia tradicional”: as várias instituições midiáticas. Assim,
houve uma silepse de número, isto é, uma concordância anormal: esperava-
se o número singular (“sabe”), mas o autor inseriu o número plural
(“sabem”).
Sabendo-se que essa mudança de concordância foi intencional,
eliminamos a alternativa (D), pois “solecismo” é o erro de sintaxe, que
engloba o erro de concordância. Também devemos eliminar a alternativa (B).
Um detalhe: se a concordância estivesse no singular, haveria elipse, e não
silepse.
Assim, após eliminarmos as demais alternativas, sobra a alternativa (C)
como a correta.
Observação: solecismo não é uma figura de linguagem, mas apenas o
registro de um vício sintático de linguagem.
Gabarito: C

Questão 36: PMMG 2013 CHO/CSTGSP (banca CRS PMMG)


Tendo em vista as figuras de linguagem, marque a alternativa CORRETA:
A. ( ) A mim resta-me calar. (Elipse)
B. ( ) Com o fim do namoro, chorou rios de lágrimas. (Gradação)
C. ( ) Amor é fogo que queima sem se ver. (Perífrase)
D. ( ) Tomou um copo de cerveja. (Metonímia)
Comentário: Na alternativa (A), houve o pleonasmo, isto é, a repetição do
objeto indireto (“A mim” e “me”).
Na alternativa (B), nota-se o exagero em “rios de lágrimas”. Assim,
houve hipérbato.
Na alternativa (C), há paradoxo, porque a característica de amor é
contraditória: queimar sem se ver, sem se sentir.
A alternativa (D) é a correta, pois não se tomou o copo, mas a cerveja
que estava dentro dele. Assim, usou-se o conteúdo pelo continente: a parte
pelo todo.
Gabarito: D

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Questão 37: PMMG 2014 CHO/CSTGSP (banca CRS PMMG)


Leia as frases abaixo, em seguida, marque a alternativa CORRETA que
corresponda à sequência de figuras de linguagens que se refere às palavras
em destaque:
I. Maria Cândida tem olhos de violeta.
II. A equipe do cruzeiro venceu, mas foi uma amarga vitória.
III. Pedro trazia no rosto a velhice estampada.
IV. Hitler foi cruel como um monstro.
V. O governo acredita que até 2016, o ouro negro irá jorrar no pré-sal.
A. ( ) I – metonímia; II – metáfora; III – comparação; IV - metonímia; V –
perífrase.
B. ( ) I – comparação; II – metáfora; III – metonímia; IV - perífrase; V –
metonímia.
C. ( ) I – metáfora; II – metáfora; III – metonímia; IV - comparação; V –
perífrase.
D. ( ) I – metáfora; II – metáfora; III – metonímia; IV - comparação; V –
metonímia.
Comentário: Na frase I, há uma comparação ideológica, pois se quer
comparar a cor dos olhos de Maria Cândida com a da violeta. Como não há
conectivo comparativo, sabemos que há metáfora. Assim, já eliminamos as
alternativas (A) e (B).
Na frase II, todas as alternativas afirmam ser metáfora a expressão
“amarga”. Então, nem contestemos, partamos para a próxima.
Na frase III, as duas alternativas (C e D) já nos mostram que é uma
metonímia, isto é, não é a velhice que está estampada, mas os indícios dela,
como rugas, movimentos faciais típicos da velhice. Assim, há metonímia, a
parte pelo todo.
Na frase IV, as duas alternativas (C e D) também já nos mostram que é
uma comparação, pois o conectivo de comparação “como” está expresso.
Na frase V, “ouro negro” é o mesmo que “petróleo”. Como usamos duas
palavras no lugar de apenas uma, ocorre a perífrase.
Assim, a alternativa (C) é a correta.
Gabarito: C

Questão 38: PMMG 2010 CFS QPE (banca CRS PMMG)


Em “Diante de tanta tristeza, ela preferiu faltar com a verdade”, encontra-se a
seguinte figura de linguagem:
A. ( ) Hipérbole
B. ( ) Perífrase
C. ( ) Eufemismo
D. ( ) Anacoluto
Comentário: A expressão “faltar com a verdade” está no lugar de mentira.
Você poderia ter ficado na dúvida entre perífrase (várias palavras no lugar de
apenas uma) ou eufemismo (amenização de uma expressão de cunho
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negativo). Como mentira tem cunho negativo e “faltar com a verdade” de


certa forma ameniza esse tom negativo, a alternativa correta é a (C).
Gabarito: C

Questão 39: Prefeitura de Palmas –TO - 2011 – Administrador (banca FDC)


TEXTO 1 – MEIA AMAZÔNIA NÃO.
Existe um projeto de lei que vai acelerar a destruição da Amazônia.
A floresta é responsável pela maioria das chuvas que abastecem o Sul e
o Sudeste, garantindo ao país uma grande vantagem na produção agrícola e
na geração de energia. Inclusive o que chega à sua casa.
Cada vez que uma árvore da Amazônia é derrubada, esse patrimônio
fica ameaçado.
O problema é sério. E você pode ajudar a impedir.
(http://www.meiamazonianao.org.br/)
Nos versos iniciais do Hino Nacional Brasileiro:
“Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante”
Há a presença de dois tipos de linguagem figurada, que são:
A) metáfora e antítese B) antítese e hipérbato
C) metonímia e metáfora D) personificação e metonímia
E) hipérbato e personificação
Comentário: O Hino Nacional Brasileiro se destaca pela inversão dos termos.
Assim, logo percebemos que há hipérbato. Veja a construção linear:
“As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico.”
sujeito VTD objeto direto

O núcleo do sujeito (“margens”) passou a ter característica de ser


humano, tendo em vista o verbo “ouviram”. Assim, há também uma
personificação (ou prosopopeia).
Gabarito: E

Questão 40: DMAE-RS 2011 Administrador (banca Consulplan)


Assinale a alternativa que contenha um exemplo de linguagem denotativa.
A) “Nos seus verdes anos tudo se perdeu sem que ele pudesse aproveitar.”
B) “Ser verde é mais uma questão de postura e ação do que de discurso.”
C) “Sempre jogava verde quando queria obter informações.”
D) “Verde de fome chegou em casa, depois de um dia inteiro de provas.”
E) “A casa verde tinha folhagens tão densas que quase não se via as janelas.”
Comentário: A questão destaca a palavra “verde” e pede em qual das
alternativas há valor denotativo, literal. O sentido concreto desta palavra é
uma cor.
Assim, a alternativa correta é a (E), pois literalmente indica a cor da
casa.
A alternativa (A) possui linguagem figurada, pois “Nos seus verdes anos”
significa infância. Assim, houve um acúmulo de palavras para dizer apenas
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uma. Isso é típico da perífrase.


A alternativa (B) possui linguagem figurada, pois “verde” remete à ação
voltada à natureza. A palavra “verde” originou-se da cor das folhas das
árvores. Assim, representa a natureza e, por conseguinte, toda ação voltada a
ela. Por isso, há uma metonímia (a parte “folha verde” pelo todo “ação voltada
à natureza”).
A alternativa (C) possui linguagem figurada, pois “jogar verde”
obviamente não significa jogar a cor verde, mas um subterfúgio para obter
informação. Essa expressão proveio do dito popular “Jogar verde para colher
maduro”, isto é, fazer uma afirmação hipotética (não madura) para obter de
outra pessoa a verdade correspondente (colher maduro). Como “verde”
representa informação não madura, não concreta, podemos enxergar aí a
metáfora.
A alternativa (D) possui linguagem figurada, pois a pessoa não fica
literalmente “verde” de tanta fome. Há um exagero, uma hipérbole.
Gabarito: E

Questão 41: Prefeitura CV-MT 2010 Fisioterapeuta (banca Consulplan)


Fragmento do texto: Há papéis de visão amarga, que eu deveria ter rasgado
dez anos atrás; mas a mão caprichosa de minha jovem secretária, que o
preservou carinhosamente, não será a própria mão da consciência a me
apontar esse remorso velho, a me dizer que devo lembrar o quanto posso ser
inconsciente e egoísta? Seria melhor talvez esquecer isso; e tento me
defender diante desse papel velho que me acusa do fundo do passado.
“Há papéis de visão amarga.” No trecho anterior temos um exemplo de:
A) Catacrese. B) Ironia. C) Metonímia. D) Perífrase. E) Prosopopeia.
Comentário: Naturalmente, sabemos que os papéis não veem. Assim, houve
característica típica de um ser humano ou animal (“visão”) destinada a objeto
(“papéis”). Assim, houve uma personificação (prosopopeia).
Gabarito: E

Questão 42: Prefeitura Londrina-PR 2011 Professor (banca Consulplan)


“Entra ano sai ano, as tempestades de verão continuam atormentando a vida
de milhares de pessoas nos estados do sul e sudeste do país.” O excerto
anterior constitui um exemplo de figura de linguagem denominada:
A) Paronomásia. B) Antonomásia. C) Perífrase. D) Metonímia. E) Prosopopeia.
Comentário: Na expressão “Entra ano sai ano” há característica típica de
homem ou animal, por haver a ação de movimentar-se (entrar e sair de
algum lugar). Assim, ocorre a personificação (prosopopeia).
Na alternativa (A) ocorre uma palavra nova: “paronomásia”. Ela é uma
figura de harmonia. É a reprodução de palavras que possuem sons
semelhantes e significados diferentes. Exemplo:
"Exportar é o que importa"' (Delfim Netto)
"Com os preços praticados em planos de saúde, uma simples fatura em
decorrência de uma fratura pode acabar com a nossa fartura" (Max Nunes)
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Gabarito: E

Questão 43: Prefeitura P. Redondo-SE 2010 Médico (banca Consulplan)


Há um exemplo de prosopopeia em:
A) “Duas mães deixam num barraco imundo cinco crianças, algumas com
menos de 6 anos.”
B) “Mantive um laço estreito com esse universo, e quando posso durmo de
janelas e cortinas abertas, para sentir a respiração do mundo.”
C) “As crianças, de tão fracas, mal conseguem se alimentar. O homem chora:
tem três filhos (...)”
D) “Criminosos sequestram casais ou famílias inteiras e os submetem aos
maiores vexames e terror.”
E) “Antes de usar um adesivo ‘salve as baleias’, eu quero um adesivo ‘salve
as pessoas, que são parte da natureza’.”
Comentário: Lembre-se de que prosopopeia é o mesmo que personificação,
isto é, característica de pessoa ou animal atribuída a uma coisa.
A alternativa (B) é a correta, pois não é o “mundo”, o universo, que
respira. Algo não animado “mundo” recebeu características do ser humano:
respirar.
Não podemos achar que só cabe esta figura de linguagem, pois também
percebemos um processo metonímico: o todo(mundo) pela parte (pessoas).
As demais alternativas possuem apenas linguagem literal, denotativa.
Gabarito: B

Questão 44: Prefeitura C.M.-MG 2009 Enfermeiro (banca AOCP)


“Talvez Brasília só tenha assistido tamanho servilismo por parte de
estudantes universitários brasileiros quando...”
A expressão destacada no fragmento acima constitui um exemplo de
(A) metáfora. (B) personificação. (C) catacrese.
(D) metonímia. (E) sinestesia.
Comentário: A palavra “Brasília” representa os habitantes (o todo pela
parte), por isso há metonímia.
Gabarito: D

Questão 45: Prefeitura C.M.-MG 2009 Enfermeiro (banca AOCP)


Assinale a alternativa cuja expressão é um exemplo de catacrese.
(A) “...foi organizada a Arena Jovem, braço do partido...”
(B) “Por mais verbas para as universidades públicas?”
(C) “...ficaram alojados em nove escolas públicas de Brasília...”
(D) ”A UNE protestou contra a criação da CPI da Petrobras...”
(E) “Quando isso ocorre é sintoma de alguma moléstia social.”
Comentário: A alternativa (A) é a única que possui linguagem figurada. Note
que a expressão “braço do partido” está sendo usada por associação à divisão
lógica que fazemos do corpo: cabeça, tronco, membros; sendo que

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“membros” dividem-se em outras partes, dentre as quais estão os “braços”.


Assim, entendemos que “braço” é uma das partes do corpo e também é uma
das partes do partido.
Por isso, houve o processo figurativo da catacrese.
Gabarito: A
Abraço.
Terror

Questão 1: TJ PI 2015 Analista Judiciário (banca FGV)

A linguagem verbal empregada na charge mostra:


(A) desvios da norma culta;
(B) traços de regionalismo;
(C) marcas de linguagem coloquial;
(D) sinais de linguagem formal;
(E) aspectos de uma linguagem arcaica;

Questão 2: Pref Mangaratiba-RJ 2016 Assistente Social (banca BIO RIO)


O seguinte pensamento está totalmente expresso em linguagem formal:

a) “Quem não gosta de estar consigo mesmo, em geral, está certo”. (Coco
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Chanel)
b) “A família é como a varíola: a gente tem quando criança e fica marcado
para o resto da vida”. (Sartre)
c) “O Brasil já está à beira do abismo. Mas ainda vai ser preciso um grande
esforço de todo mundo pra colocarmos ele novamente lá em cima”. (Millôr
Fernandes)
d) “O otimista é um cara que acredita que o que está para acontecer será
adiado”. (Kin Hubbard)
e) “Consciência é como a vesícula: a gente só se preocupa com ela quando
dói”. (Stanislaw Ponte Preta)

Questão 3: Pref Barbacena 2016 Agente Administrativo (banca FCM)


A “facebookização” do jornalismo
Cleyton Carlos Torres
[1º§] A crise que embala o jornalismo não é de hoje. Críticas a aspectos
conceituais, morais, editoriais e até financeiros já rondam esse importante
pilar da democracia há um bom tempo. O digital, então, acabou surgindo para
dar um empurrãozinho – tanto para o bem como para o mal – nas redações
mundo afora. Prédios esvaziados, startups revolucionárias, crise existencial e
um suposto adversário invisível: o próprio leitor.
(...)
[5º§] O abuso de listas, o uso de “especialistas de Facebook” como fonte,
pautas sendo construídas com base em timelines alheias ou o frenesi
encantador de likes e shares têm feito com que uma das maiores armadilhas
das redes sociais abocanhe o jornalismo. O jornalismo, como instituição e
pilar da democracia, agora se comporta como um usuário de internet, jovem,
antenado, mas que não tem como privilégio o foco ou a profundidade. A
armadilha se revela justamente no momento em que “ser um usuário” passa a
valer como entendimento de “dialogar com o usuário”.
O uso de termos como ‘empurrãozinho’ (1º§) e ‘abocanhe’ (5º §) demonstra
que o registro linguístico, no texto 1, apresenta marcas de
a) modismo.
b) formalidade.
c) popularismo.
d) rebuscamento.

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Questão 4: TJ PI 2015 Analista Judiciário (banca FGV)

A fala da funcionária “OK, Senhor. Vou estar anotando o seu problema para
estar agendando a visita de um técnico" mostra uma marca típica desse modo
de falar, que é:
a) a presença marcante de estrangeirismos;
b) o emprego de uma linguagem demasiadamente erudita;
c) o mau uso do gerúndio;
d) a completa falta de objetividade na mensagem;
e) a ausência de tratamento individualizado.

Questão 5: COPEL 2016 Contador (banca NC-UFPR)


Considere a seguinte frase:
Os dispositivos implantados em pacientes emitiriam sinais, em tempo real,
que informariam aos sistemas de vigilância dos hospitais se tudo está bem ou
não, _______________ significativamente as situações de emergência.
Considere as seguintes possibilidades de preenchimento da lacuna acima:
1. atenuando
2. vindo a atenuar
3. onde atenuaria
4. o que atenuaria
São abonadas pela norma padrão da língua portuguesa no Brasil as formas:
a) 2 e 4 apenas.
b) 3 e 4 apenas.
c) 1, 2 e 3 apenas.
d) 1, 2 e 4 apenas.
e) 1, 2, 3 e 4.
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Questão 6: ALERJ 2011 Digitador (banca CEPERJ)


Empregou-se expressão própria da língua falada no trecho:
A) “Até o fim de setembro tem muito dia em vermelho no calendário
econômico mundial.”
(O Globo, Panorama Econômico, Miriam Leitão, setembro de 2011)
B) “A avaliação feita no Brasil é que talvez o Fed procure outro caminho,
como o de comprar mais títulos de longo prazo para forçar...”
(O Globo, Panorama Econômico, Miriam Leitão, setembro de 2011)
C) “Na Europa, ontem, os dois maiores líderes, Ângela Merkel e Nicolas
Sarkozy, elevaram o tom das declarações...”
(O Globo, Panorama Econômico, Miriam Leitão, setembro de 2011)
D) “O governo tem instrumentos na mão para usar em caso de algum pânico
que ocorra no mercado por algum agravamento repentino.”
(O Globo, Panorama Econômico, Miriam Leitão, setembro de 2011)
E) “Até o fim do mês a agenda do mundo está lotada vivendo de notícia em
notícia.”
(O Globo, Panorama Econômico, Miriam Leitão, setembro de 2011)

Questão 7: TRT-RJ 2008 Analista Judiciário (banca CESPE)


O texto, em que foi empregada uma linguagem simples, de fácil compreensão,
apresenta um termo típico da linguagem coloquial no trecho
(A) ‘Esse primeiro trimestre, como dizem meus filhos, bombou’.
(B) “Segundo o ministro, a demanda interna permanece ‘muito aquecida’”.
(C) ‘Pode haver uma diminuição na escalada de compra de bens duráveis’.
(D) “a decisão do COPOM (...) pode impactar um pouco a criação de empregos
formais”.
(E) “a decisão sobre juros tende a trazer mais recursos para o Brasil”.

Questão 8: DMAE-RS 2011 Administrador (banca Consulplan)


“Simples ações individuais, como dirigir um carro, somadas a outros pequenos
atos pessoais, acabam se tornando uma grande ‘bola de neve’, incontrolável e
extremamente poluída.” No excerto anterior, há um exemplo de
A) registro coloquial quanto ao nível de formalismo.
B) linguagem padrão e pejorativa.
C) inadequação na flexão do tempo verbal composto.
D) termos ambíguos que causam dificuldade de entendimento.
E) variação linguística de cunho regional.

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Questão 9: Prefeitura Riachuelo-SE 2010 Farmacêutico (banca Consulplan)


Fragmento do texto: – Chame a polícia. Quero pagar, vocês não querem
receber. Chame.
Foi um bafafá. Um jovem veio correndo da cozinha. Pensei que ia me
soterrar com um prato de sopa de tubarão, tal a fúria. Repeti o pedido, gentil:
queria a polícia. Aceitaram o cheque, com suspiros de nervosismo.
A expressão “Foi um bafafá”:
A) É um exemplo da linguagem culta. D) É coloquial.
B) É pejorativa. E) Denota um erro gramatical.
C) Tem sentido ambíguo.

Questão 10: Prefeitura Ritápolis-MG 2006 Dentista (banca Consulplan)


Fragmento do texto: Tendo herdado a casa do avô na cidade distante, para
lá mudou-se com toda a família, contente de retomar o contato com suas
origens. Em poucos dias, já trocava dedos de prosa com o farmacêutico, o
tabelião, o juiz. E por eles ficou sabendo, entre uma conversa e outra, que as
casas daquela região eram construídas com areia de aluvião, onde não raro se
encontravam pequenos diamantes.
A expressão “... trocava dedos de prosa...”:
A) Pertence ao linguajar culto. D) É um erro que deveria ter sido evitado.
B) Tem valor pejorativo. E) Tem sentido ambíguo.
C) É coloquial.

Questão 11: DPE RO 2015 – Analista Contábil (banca FGV)


“Reconheço que a punição não é o único remédio para a violência cometida
pelos jovens. Evidentemente, políticas sociais, educação, prevenção,
assistência social são medidas que, se aplicadas no universo da população
jovem, terão o condão, efetivamente, de reduzir a violência. Mas, em
determinados casos, é preciso uma punição mais eficaz do que aquelas
preconizadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente”.
Nesse segmento do texto, o termo empregado em sentido conotativo (ou
figurado) é:
(A) punição;
(B) remédio;
(C) violência;
(D) população;
(E) Estatuto.

Questão 12: CTI 2012 Tecnologista Pleno (banca Funrio)


Fragmento do texto: “Depois de liderar uma tocaia contra o inimigo de seu
patrão, o jagunço Natário da Fonseca recebe alguns alqueires próximos ao
palco da matança, onde passa a cultivar cacau. A chegada de comerciantes,
prostitutas e ex-escravos dá vida e contorno ao comércio do arraial.”

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(Revista Literatura, nº 43. Junho/2012, p.64)


Listam-se abaixo alternativas que contêm vocábulos retirados do texto.
Assinale aquela em que se indica um termo cujo sentido não está em
consonância com o que foi assumido no texto.
A) alqueire: medida agrária, ainda usada no Brasil.
B) ex-escravos: pessoas que deixaram de ser escravizadas.
C) jagunço: capanga, valentão a serviço de alguém, para defendê-lo ou
vingá-lo.
D) palco: parte do teatro onde os atores representam.
E) tocaia: emboscada; cilada; armadilha.

Questão 13: Analista Técnico de Políticas Sociais – MPOG – 2012 (banca ESAF)
1 Há evidências de um processo de fragilização da indústria nacional que, se
não for detido, poderá em prazos mais longos prejudicar o desenvolvimento
do país.
A preocupação com o setor não é um fetiche antiquado. Apesar de a
5 economia contemporânea propiciar outras fontes de criação de valor —
como é o caso dos serviços, cada vez mais globalizados —, a indústria
permanece como foco da incorporação de tecnologia e do aumento da
produtividade. Ela exerce, além disso, efeito multiplicador sobre outras
áreas.
(Adaptado de Folha de S. Paulo, Editorial, 9/9/2012)
Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E)
A palavra “fetiche”( .4) está sendo empregada com o sentido figurado de
objeto de obsessão, de aspiração.

Questão 14: Analista de Finanças e Controle - CGU 2008 (banca ESAF)


Fragmento do texto: É preciso que sejam adotadas medidas indispensáveis
para dar continuidade ao crescimento, entre elas os investimentos necessários
à nossa infra-estrutura (energia elétrica, portos, rodovias e ferrovias), a
melhoria no nível da educação, aprovação das reformas tributária, sindical,
previdenciária e trabalhista e a desburocratização dos serviços públicos. Sem
isso, estaremos condenados à costumeira gangorra de sempre, com números
bons num ano e ruins no outro, eternos dependentes dos humores da
economia mundial.
Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E)
A expressão “costumeira gangorra” ( . 6) está sendo empregada em sentido
denotativo.

Questão 15: MPOG 2009 – EPPGG (banca ESAF)


Fragmento do texto: A pior fase da crise foi superada, a reação começou e a
produção brasileira deve crescer neste ano 0,8%, segundo a nova projeção do
Banco Central (BC), contida no Relatório de Inflação, uma ampla análise
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trimestral da economia nacional e do cenário externo. A estimativa é mais


animadora que a dos especialistas do setor privado. A Confederação Nacional
da Indústria (CNI) prevê uma contração de 0,4%. No setor financeiro, a bola
de cristal dos economistas indicava, no começo da semana, um PIB 0,57%
menor que o de 2008.
Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E)
A expressão “bola de cristal” ( .6,7) está sendo empregada no sentido
denotativo de transparência.

Questão 16: DPE RO 2015 – Analista Contábil (banca FGV)

A charge abaixo, publicada no jornal O Dia (PI) em 1 de abril de 2015, produz


humor apoiada numa figura de linguagem expressa graficamente, figura essa
denominada:
(A) metáfora;
(B) metonímia;
(C) hipérbole;
(D) pleonasmo;
(E) catacrese.

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Questão 17: CM Caruaru - PE 2015 – Analista Legislativo (banca FGV)

O humor da charge se estrutura com base em


a) uma metáfora.
b) uma metonímia.
c) um pleonasmo.
d) uma silepse.
e) uma catacrese.

Questão 18: Prefeitura de Florianópolis 2014 – Fiscal (banca FGV)


Fragmento do texto: Mas uma minoria da humanidade sobreviveu à
evolução aleijada da empatia. São os psicopatas. Eles são algo diferente dos
humanos, embora dotados da mesma racionalidade que nos define como
espécie. São seres mutilados da emoção e, por isso, incapazes de sentir pelos
outros. Isso os levou a assumir o papel representado na ecologia por parasitas
e predadores.
Ao dizer que os psicopatas assumem o papel de parasitas e predadores, o
autor do texto apelou para uma figura de linguagem denominada:
(A) metonímia;
(B) pleonasmo;
(C) anacoluto;
(D) eufemismo;
(E) metáfora.

Questão 19: Prefeitura de Florianópolis 2014 – Fiscal (banca FGV)


Fragmento do texto: A um computador não se olha de cima, como se olhava
uma máquina de escrever. Ele nos olha na cara. Tela no olho. A máquina de
escrever fazia o que você queria, mesmo que fosse a tapa. Já o computador
impõe certas regras. Se erramos, ele nos avisa. Não diz “Burro!”, mas está
implícito na sua correção. Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais
coisas, e está subentendido que você jamais aproveitará metade do que ele
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sabe. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando estiver sendo
programado por um igual. Isto é, outro computador. A máquina de escrever
podia ter recursos que você também nunca usaria (abandonei a minha sem
saber para o que servia “tabulador”, por exemplo), mas não tinha a mesma
empáfia, o mesmo ar de quem só aguenta os humanos por falta de coisa
melhor, no momento.
O computador é personificado no texto, atribuindo-se-lhe ações humanas.
Assinale o segmento que não comprova essa afirmativa.
a) “Ele nos olha na cara. Tela no olho.”
b) “Já o computador impõe certas regras.”
c) “Se erramos, ele nos avisa.”
d) “Não diz ‘Burro!’.”
e) “Ele é mais inteligente do que você. Sabe mais coisas, e está
subentendido que você jamais aproveitará metade do que ele sabe.”

Questão 20: DPE-RJ 2014 – Técnico-Superior Administração (banca FGV)


Fragmento do texto: Não foram os americanos que inventaram o shopping
center. Seus antecedentes diretos são as galerias de comércio de Leeds, na
Inglaterra, e as passagens de Paris pelas quais flanava, encantado, o Walter
Benjamin. Ou, se você quiser ir mais longe, os bazares do Oriente. Mas foram
os americanos que aperfeiçoaram a ideia de cidades fechadas e controladas, à
prova de poluição, pedintes, automóveis, variações climáticas e todos os
outros inconvenientes da rua. Cidades só de calçadas, onde nunca chove,
neva ou venta, dedicadas exclusivamente às compras e ao lazer - enfim,
pequenos (ou enormes) templos de consumo e conforto. Os xópis são
civilizações à parte, cuja existência e o sucesso dependem, acima de tudo, de
não serem invadidas pelos males da rua.
Ao dizer que os shoppings são “cidades", o autor do texto faz uso de um
tipo de linguagem figurada denominada .
a) metonímia.
b) eufemismo
c) hipérbole.
d) metáfora.
e) catacrese.

Questão 21: CONDER 2013 – Jornalista (banca FGV)


Fragmento do texto: Mas é fascinante. Agora compreendo o entusiasmo de
gente como Millôr Fernandes e Fernando Sabino, que dividem a sua vida
profissional em antes dele e depois dele. Sinto falta do papel e da fiel Bic,
sempre pronta a inserir entre uma linha e outra a palavra que faltou na hora,
e que nele foi substituída por um botão, que, além de mais rápido, jamais nos
sujará os dedos, mas acho que estou sucumbindo. Sei que nunca seremos
íntimos, mesmo porque ele não ia querer se rebaixar a ser meu amigo, mas
retiro tudo o que pensei sobre ele. Claro que você pode concluir que eu só
estou querendo agradá-lo, precavidamente, mas juro que é sincero.

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"Sinto falta do papel e da fiel Bic"


Nesse segmento, o cronista emprega o nome de uma marca em lugar de
"caneta esferográfica", caracterizando uma figura de linguagem
denominada
a) metáfora.
b) hipérbole.
c) eufemismo.
d) metonímia.
e) antítese.

Questão 22: CONDER 2013 – Técnico (banca FGV)


"Nossa missão é transmitir os nossos genes, multiplicar a nossa espécie e
dar o fora. Tudo o mais que fazemos, tudo a mais que nos acontece, ou é
decorrência ou é passatempo. O que vem antes e depois dos nossos anos
férteis é só o prólogo e o epílogo".
Todos os termos sublinhados no fragmento acima são exemplos de
linguagem figurada. Assinale a alternativa que apresenta a observação
correta sobre esses exemplos.
a) "passatempo" é exemplo de ironia
b) "dar o fora" é exemplo de hipérbole.
c) "prólogo" e "epílogo" são metonímias.
d) "prólogo" é exemplo de eufemismo
e) "prólogo" e "epílogo" constituem uma antítese.

Questão 23: TRE-PA 2011 Analista-Judiciário (banca FGV)


Fragmento do texto: Infelizmente, ainda hoje assistimos no Brasil a
fenômenos que há muito deveriam ter sido excluídos da vida política nacional,
como a compra de votos e a atitude de diversos candidatos, durante as
campanhas eleitorais, de “doar” cestas básicas e toda a sorte de brindes em
troca da promessa de voto dos eleitores. O conceito de voto consciente é
justamente o contraponto dessas práticas, visando estabelecer critérios
racionais que façam do voto um instrumento de cidadania. Voto consciente é
aquele em que o cidadão pesquisa o passado dos candidatos, avalia suas
histórias de vida e analisa se as promessas e programas eleitorais são
coerentes com as práticas dos candidatos e de seus partidos.
As aspas em doar confirmam, para o vocábulo, seu aspecto de.
a) polifonia.
b) coloquialismo.
c) antonímia.
d) metáfora.
e) ironia.

Questão 24: TRE-PA 2011 Técnico-Judiciário (banca FGV)


Fragmento do texto: O Fundo Partidário será, em 2011, de R$ 301
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milhões. Isso porque foi aprovado a nove dias do fim do ano o reforço de
R$ 100 milhões. Desse valor, R$ 265 milhões são oriundos do Orçamento
da União e R$ 36 milhões referentes à arrecadação de multas previstas na
legislação eleitoral. Mas, afinal, qual a razão para se aumentar de forma tão
extraordinária a dotação dos partidos? Muito simples: a necessidade de eles
pagarem as dívidas de campanha.
A respeito do trecho acima, analise as afirmativas a seguir:
I. No segundo período, o pronome Isso tem valor anafórico.
II. No terceiro período, há um caso de zeugma.
III. No último período, os dois-pontos introduzem uma enumeração.
Assinale
a) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
b) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
c) se nenhuma afirmativa estiver correta.
d) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

Questão 25: TRE-PA 2011 Técnico-Judiciário (banca FGV)


Fragmento do texto: Convivas de boa memória Há dessas reminiscências
que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. Um antigo
dizia arrenegar de conviva que tem boa memória. A vida é cheia de tais
convivas, e eu sou acaso um deles, conquanto a prova de ter a memória
fraca seja exatamente não me acudir agora o nome de tal antigo; mas era
um antigo, e basta.
Não, não, a minha memória não é boa. Ao contrário, é comparável a
alguém que tivesse vivido por hospedarias, sem guardar delas nem caras
nem nomes, e somente raras circunstâncias. A quem passe a vida na
mesma casa de família, com os seus eternos móveis e costumes, pessoas e
afeições, é que se lhe grava tudo pela continuidade e repetição.
Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças
que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei ontem. Juro só que não
eram amarelas porque execro essa cor; mas isso mesmo pode ser olvido e
confusão.
E antes seja olvido que confusão; explico-me. Nada se emenda bem
nos livros confusos, mas tudo se pode meter nos livros omissos. Eu, quando
leio algum desta outra casta, não me aflijo nunca. O que faço, em chegando
ao fim, é cerrar os olhos e evocar todas as coisas que não achei nele.
Quantas ideias finas me acodem então! Que de reflexões profundas! Os
rios, as montanhas, as igrejas que não vi nas folhas lidas, todos me
aparecem agora com as suas águas, as suas árvores, os seus altares, e os
generais sacam das espadas que tinham ficado na bainha, e os clarins
soltam as notas que dormiam no metal, e tudo marcha com uma alma
imprevista.
É que tudo se acha fora de um livro falho, leitor amigo. Assim preencho as
lacunas alheias; assim podes também preencher as minhas.
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(Assis, de Machado. Dom Casmurro – Editora Scipione – 1994 – pág. 65)


Há um exemplo de prosopopeia em:
a) “Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que
vestiram!”
b) “E antes seja olvido que confusão; explico-me.”
c) “Os rios, as montanhas, as igrejas que não vi nas folhas lidas.”
d) “Não, não, a minha memória não é boa.”
e) “... e os clarins soltam as notas que dormiam no metal, e tudo marcha
com uma alma imprevista.”

Questão 26: EBSERH/HU-UFMA 2015 Técnico Enfermagem (banca AOCP)


Fragmento do texto: Antes da neurociência, os pesquisadores acreditavam
que o processo mental acontecia de maneira gradual. “Seu cérebro está
sempre trabalhando e adquirindo informações. Descobrimos que esse
processo não é gradual, mas, repentino. É um conjunto de ações que acontece
do nada, sem que você possa forçar ou evitar”, conta Kounios.
Em “Descobrimos que esse processo não é gradual, mas, repentino.”, ocorre a
figura de estilo denominada
(A) hipérbole. (B) metáfora. (C) eufemismo. (D) elipse. (E) ironia.

Questão 27: EBSERH - 2015 Técnico Citopatologia (banca AOCP)


Fragmento do texto: Giovanna tinha 36 anos. Lutava contra um câncer na
cabeça há dois. Era jornalista. Ela nos deixou no domingo, dia 31 de agosto.
Era minha amiga. Sérgio Rodrigues tinha 87 anos.
Em “Lutava contra um câncer na cabeça há dois.”, ocorre a omissão de dois
termos da oração. Essa omissão, que é uma figura de estilo, denomina-se
(A) metáfora. (B) elipse. (C) comparação. (D) hipérbole. (E) eufemismo.

Questão 28: EBSERH 2014 Estatística (banca AOCP)


Em “Estar no interior de uma relação verdadeira é como estar na água do
mar. Às vezes você nada, outras vezes você boia...”, existem duas figuras de
linguagem. São elas:
(A) sinédoque e hipérbole.
(B) onomatopeia e hipérbole.
(C) comparação e metáfora.
(D) anacoluto e silepse.
(E) hipérbole e comparação.

Questão 29: PMMG 2013 Comunicações (banca CRS PMMG)


Marque a alternativa CORRETA que apresenta um exemplo de metonímia:
A. ( ) João se alimenta como um pássaro.
B. ( ) As fêmeas cassam para o rei dos animais.
C. ( ) Gosto de ler Machado à noite.
D. ( ) Antônio foi um burro.
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Questão 30: PMMG 2013 – Assistente Administrativo (banca CRS PMMG)


Marque a alternativa CORRETA. No trecho, “Recostou-se na amurada, usando
a luz do alpendre como uma atriz num palco, e sua voz quente convidou”, o
termo em negrito representa a seguinte figura de linguagem:
A. ( ) Sinestesia.
B. ( ) Anacoluto.
C. ( ) Polissíndeto.
D. ( ) Perífrase.

Questão 31: PMMG 2013 – Assistente Administrativo (banca CRS PMMG)


Marque a alternativa CORRETA, cuja oração apresenta um paradoxo.
A. ( ) Oh, desafortunado amigo, cuja glória o leva a semear e colher
felicidade.
B. ( ) O vento forte dizia-lhe ao pé do ouvido o quão perigoso seria insistir
na travessia do deserto escaldante.
C. ( ) Na ânsia de chegar, voavam baixo pela estrada sinuosa.
D. ( ) Pacientemente, limava, cortava, limpava e voltava a limar a pequena
obra de arte.

Questão 32: PMMG CFO 2010 (banca CRS PMMG)


As figuras de linguagem são recursos especiais de que se vale quem fala ou
escreve, para comunicar à expressão mais força e colorido, intensidade e
beleza. As frases abaixo apresentam, respectivamente, figuras de linguagem
assim classificadas:
1. “Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam e não me dão o
direito de defesa”.
2. “Cada gota do meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência
(...)”.
3. “O minuano dum áspero agosto soprou o Pe. Gerôncio Albuquerque para
o Reino do Céu (...)”.
A. ( ) polissíndeto, metáfora e metonímia.
B. ( ) repetição, comparação e sinestesia.
C. ( ) polissíndeto, metáfora e eufemismo.
D. ( ) repetição, comparação e eufemismo.

Questão 33: PMMG CFO 2009 (banca CRS PMMG)


“Não é difícil especular (verbo que, no fundo, é um dos sinônimos de fofocar)
sobre a origem do hábito.”
Pode-se afirmar que no trecho acima há a presença de:
A. ( ) anacoluto.
B. ( ) metalinguagem.
C. ( ) antonomásia.
D. ( ) homeoteleuto.

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Questão 34: PMMG CHO 2009 (banca CRS PMMG)


Leia a passagem abaixo:
“Mas como criminalizar downloads de música quando milhares de Ipods são
distribuídos em palito de picolé?”
Pode-se afirmar que o período acima foi construído, semanticamente, por
meio de um (a):
A. ( ) antonomásia
B. ( ) hipérbato
C. ( ) pleonasmo
D. ( ) metáfora

Questão 35: PMMG CHO 2009 (banca CRS PMMG)


Leia o trecho abaixo:
“Fenômenos que provam que são possíveis novas formas de produção,
consumo e distribuição das informações e imagens. E que estão deixando a
mídia tradicional desnorteada, pois não sabem como lidar com os novos
‘prossumidores’ (neologismo para o consumidor ativo, que produz).”
A expressão sublinhada acima demonstra a ocorrência de:
A. ( ) anacoluto, porque há uma alteração das relações normais entre os
termos da oração.
B. ( ) elipse, porque fica óbvio a que termo da oração “não sabem” se refere.
C. ( ) silepse de número, porque “não sabem” se refere a “mídia tradicional”.
D. ( ) solecismo, porque o correto seria “não sabe”, com referência à palavra
“mídia”.

Questão 36: PMMG 2013 CHO/CSTGSP (banca CRS PMMG)


Tendo em vista as figuras de linguagem, marque a alternativa CORRETA:
A. ( ) A mim resta-me calar. (Elipse)
B. ( ) Com o fim do namoro, chorou rios de lágrimas. (Gradação)
C. ( ) Amor é fogo que queima sem se ver. (Perífrase)
D. ( ) Tomou um copo de cerveja. (Metonímia)

Questão 37: PMMG 2014 CHO/CSTGSP (banca CRS PMMG)


Leia as frases abaixo, em seguida, marque a alternativa CORRETA que
corresponda à sequência de figuras de linguagens que se refere às palavras
em destaque:
I. Maria Cândida tem olhos de violeta.
II. A equipe do cruzeiro venceu, mas foi uma amarga vitória.
III. Pedro trazia no rosto a velhice estampada.
IV. Hitler foi cruel como um monstro.
V. O governo acredita que até 2016, o ouro negro irá jorrar no pré-sal.
A. ( ) I – metonímia; II – metáfora; III – comparação; IV - metonímia; V –

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perífrase.
B. ( ) I – comparação; II – metáfora; III – metonímia; IV - perífrase; V –
metonímia.
C. ( ) I – metáfora; II – metáfora; III – metonímia; IV - comparação; V –
perífrase.
D. ( ) I – metáfora; II – metáfora; III – metonímia; IV - comparação; V –
metonímia.

Questão 38: PMMG 2010 CFS QPE (banca CRS PMMG)


Em “Diante de tanta tristeza, ela preferiu faltar com a verdade”, encontra-se a
seguinte figura de linguagem:
A. ( ) Hipérbole
B. ( ) Perífrase
C. ( ) Eufemismo
D. ( ) Anacoluto

Questão 39: Prefeitura de Palmas –TO - 2011 – Administrador (banca FDC)


TEXTO 1 – MEIA AMAZÔNIA NÃO.
Existe um projeto de lei que vai acelerar a destruição da Amazônia.
A floresta é responsável pela maioria das chuvas que abastecem o Sul e
o Sudeste, garantindo ao país uma grande vantagem na produção agrícola e
na geração de energia. Inclusive o que chega à sua casa.
Cada vez que uma árvore da Amazônia é derrubada, esse patrimônio
fica ameaçado.
O problema é sério. E você pode ajudar a impedir.
(http://www.meiamazonianao.org.br/)
Nos versos iniciais do Hino Nacional Brasileiro:
“Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante”
Há a presença de dois tipos de linguagem figurada, que são:
A) metáfora e antítese B) antítese e hipérbato
C) metonímia e metáfora D) personificação e metonímia
E) hipérbato e personificação

Questão 40: DMAE-RS 2011 Administrador (banca Consulplan)


Assinale a alternativa que contenha um exemplo de linguagem denotativa.
A) “Nos seus verdes anos tudo se perdeu sem que ele pudesse aproveitar.”
B) “Ser verde é mais uma questão de postura e ação do que de discurso.”
C) “Sempre jogava verde quando queria obter informações.”
D) “Verde de fome chegou em casa, depois de um dia inteiro de provas.”
E) “A casa verde tinha folhagens tão densas que quase não se via as janelas.”

Questão 41: Prefeitura CV-MT 2010 Fisioterapeuta (banca Consulplan)


Fragmento do texto: Há papéis de visão amarga, que eu deveria ter rasgado
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dez anos atrás; mas a mão caprichosa de minha jovem secretária, que o
preservou carinhosamente, não será a própria mão da consciência a me
apontar esse remorso velho, a me dizer que devo lembrar o quanto posso ser
inconsciente e egoísta? Seria melhor talvez esquecer isso; e tento me
defender diante desse papel velho que me acusa do fundo do passado.
“Há papéis de visão amarga.” No trecho anterior temos um exemplo de:
A) Catacrese. B) Ironia. C) Metonímia. D) Perífrase. E) Prosopopeia.

Questão 42: Prefeitura Londrina-PR 2011 Professor (banca Consulplan)


“Entra ano sai ano, as tempestades de verão continuam atormentando a vida
de milhares de pessoas nos estados do sul e sudeste do país.” O excerto
anterior constitui um exemplo de figura de linguagem denominada:
A) Paronomásia. B) Antonomásia. C) Perífrase. D) Metonímia. E) Prosopopeia.

Questão 43: Prefeitura P. Redondo-SE 2010 Médico (banca Consulplan)


Há um exemplo de prosopopeia em:
A) “Duas mães deixam num barraco imundo cinco crianças, algumas com
menos de 6 anos.”
B) “Mantive um laço estreito com esse universo, e quando posso durmo de
janelas e cortinas abertas, para sentir a respiração do mundo.”
C) “As crianças, de tão fracas, mal conseguem se alimentar. O homem chora:
tem três filhos (...)”
D) “Criminosos sequestram casais ou famílias inteiras e os submetem aos
maiores vexames e terror.”
E) “Antes de usar um adesivo ‘salve as baleias’, eu quero um adesivo ‘salve
as pessoas, que são parte da natureza’.”

Questão 44: Prefeitura C.M.-MG 2009 Enfermeiro (banca AOCP)


“Talvez Brasília só tenha assistido tamanho servilismo por parte de
estudantes universitários brasileiros quando...”
A expressão destacada no fragmento acima constitui um exemplo de
(A) metáfora. (B) personificação. (C) catacrese.
(D) metonímia. (E) sinestesia.

Questão 45: Prefeitura C.M.-MG 2009 Enfermeiro (banca AOCP)


Assinale a alternativa cuja expressão é um exemplo de catacrese.
(A) “...foi organizada a Arena Jovem, braço do partido...”
(B) “Por mais verbas para as universidades públicas?”
(C) “...ficaram alojados em nove escolas públicas de Brasília...”
(D) ”A UNE protestou contra a criação da CPI da Petrobras...”
(E) “Quando isso ocorre é sintoma de alguma moléstia social.”

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Português para ANPAD
Teoria e exercícios comentados
Prof. Décio Terror Aula 4

1. B 2. A 3. C 4. C 5. D 6. A 7. A 8. A 9. D 10. C
11. B 12. D 13. C 14. E 15. E 16. C 17. A 18. E 19. B 20. D
21. D 22. E 23. E 24. D 25. E 26. D 27. B 28. C 29. C 30. A
31. A 32. D 33. B 34. D 35. C 36. D 37. C 38. C 39. E 40. E
41. E 42. E 43. B 44. D 45. A

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