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NOVO PLURAL 12 – LIVRO DO PROFESSOR

Português • 12.º Ano • Ensino Secundário


SOLUÇÕES

TESTE 3
GRUPO II
GRUPO I
1. (C)
A 2. (C)
1. Do ponto de vista histórico, a «última nau» é aquela que levou D. 3. (B)
Sebastião e o seu exército para o norte de África onde seriam 4. (A)
derrotados, na batalha de Alcácer Quibir. 5. (B)
A nau partiu numa atmosfera de otimismo e orgulho imperialista, 6. (C)
«Levando a bordo El-Rei Dom Sebastião, / E erguendo, como um nome,
7. Software – empréstimo (não adaptado), EDP – sigla, líder –
alto, o pendão / Do Império». Mas a partida foi também marcada pelo
empréstimo (adaptado), recordes − empréstimo (adaptado).
sentimento de desolação, tristeza, ânsia e presságios de desgraça.
Repare-se na expressão «sol aziago» e considere-se que o sol remete 8.1 Seja bem-vindo a este país.
para energia, força, ação, ideias contrariadas pelo adjetivo «aziago», 8.2 Oração subordinada adjetiva relativa restritiva.
anunciador de morte, de «pressago mistério». Os adjetivos usados na 9. Modalidade epistémica com valor de probabilidade. O recurso que lhe
primeira estrofe – última, aziago, erma, pressago – são determinantes confere este valor modal é o advérbio «possivelmente».
na criação dessa atmosfera de desgraça pressentida e confirmada na
expressão «Não voltou mais», que inicia a 2.ª estrofe. GRUPO III
Ao nível simbólico, «a última nau» representa o fim do Império. No
entanto, as interrogações colocadas na 2.ª estrofe abrem um rasgo de 1. O texto de opinião deve ser organizado, segundo um plano prévio, em
esperança, conferindo a Deus o papel de guardião e inspiração do sonho três partes: introdução, desenvolvimento, conclusão.
restaurador do futuro («Deus guarda o corpo e a forma do futuro, / Sua 2. O texto deve:
luz projeta-o, sonho escuro / E breve»). – respeitar o tema;
2. A «última nau» partiu e não voltou ainda. Então, o sujeito poético, – mobilizar informação adequada;
consciente da hora apagada que a pátria vive no presente, deseja ser o – explicitar um ponto de vista sustentado em argumentos e respetivos
impulsionador de uma nova energia que a faça renascer das cinzas. Por exemplos;
isso, «quanto mais ao povo a alma falta», quanto menos energia a pátria – usar um discurso valorativo (juízo de valor implícito ou explícito);
tem, mais o sujeito poético sente a exaltação da sua missão inspiradora
– apresentar coerência, coesão, clareza e concisão.
do sonho que quer transmitir à pátria: o sonho utópico de uma nova era.
É assim que o sujeito poético conjuga a epopeia da memória dos heróis 3. Ao nível da correção linguística e da organização lógico-conceptual,
e dos mitos com o lirismo da sua própria ânsia e do seu próprio sonho deve apresentar:
inspirador, de onde decorre o carácter épico-lírico da obra. – correta marcação e proporcionalidade dos parágrafos (introdução e
3. Imbuído, como anteriormente se afirmou, do desígnio de construção conclusão muito breves, desenvolvimento mais extenso);
de uma nova era, o sujeito poético afirma não saber o momento, mas ter – encadeamento lógico das ideias, com uso dos conectores;
a certeza da chegada do momento misterioso e desejado. Configurado – adequação do vocabulário;
como a chegada do sol (a luz) que afasta o nevoeiro, é a era do – correção ortográfica e sintática;
renascimento do império, agora espiritual, logo, mais duradouro do que – pontuação adequada.
o império terreno que acabou. É a desejada luz – D. Sebastião – que
regressa do nevoeiro, afastando as sombras e fazendo reerguer o
pendão – o símbolo – o sonho do Quinto Império. Assim se expressa,
neste poema e, particularmente, nesta estrofe, a temática do
Sebastianismo presente na Mensagem.
B
4. No final do Canto IX, o poeta dirige-se aos seus contemporâneos que
desejam ser famosos, aconselhando-os sobre o caminho a seguir para
atingirem o objetivo.
Para merecerem a Fama, terão de despertar do adormecimento e do
ócio, e pôr de lado a cobiça, a ambição dos bens materiais e a tirania.
Deverão ser justos para com os mais fracos e não beneficiar os
poderosos. Finalmente, deverão lutar pela pátria e pelo rei.
Em suma, mais uma vez, o Poeta adverte no sentido de os Portugueses
seus contemporâneos pautarem a sua atuação por valores de desapego,
justiça, esforço, coragem, amor à Pátria e lealdade ao Rei.
5. Se seguirem o caminho apontado pelo poeta, os heróis receberão,
durante a vida, «riquezas merecidas» e «honras» e, além disso, ser-
-lhes-á concedida a imortalidade semelhante à dos heróis do passado

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