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21/01/2018 Divisão Azul – Wikipédia, a enciclopédia livre

Divisão Azul
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A 250. Einheit spanischer Freiwilliger da
Wehrmacht, mais conhecida como a Divisão Azul (Blaue 250. Einheit spanischer Freiwilliger
Division, para o exército alemão), foi uma unidade de
voluntários espanhóis e portugueses que serviu a partir de
1941 (e oficialmente até 1943) no lado alemão durante a
Segunda Guerra Mundial, principalmente na frente oriental
contra a União Soviética.[1]

Apesar de manter-se oficialmente neutral em relação ao


conflito, o governo de Salazar permitiu a integração de uma
cota de voluntários portugueses na Divisão Azul.[2][3][4]

Índice
Origem
Entrada em combate
Os últimos espanhóis nas filas do III Reich
Estandarte da Divisão Azul.
Balanço de baixas
Condecorações País Espanha
Portugal
Referências
Corporação Wehrmacht
Bibliografía
Subordinação Alemanha Nazi
Filmografia
Ligações externas
Missão Infantaria
Criação 1941-1943
História

Origem Guerras/batalhas Cerco a Leninegrado


Batalha de Krasny Bor
Ainda que a Espanha não tenha aderido oficialmente à II Comando
Guerra Mundial do lado da Alemanha nazi, o general Comandantes Agustín Muñoz Grandes
Francisco Franco permitiu que voluntários se notáveis Emilio Esteban Infantes
incorporassem ao exército alemão. Deste modo, podia
manter a neutralidade espanhola enquanto, simultaneamente, recompensava Hitler por sua ajuda durante a Guerra
Civil Espanhola . O Ministro de Assuntos Exteriores da época, Ramón Serrano Súñer, sugeriu a criação de um corpo
voluntário, no princípio da Operação Barbarossa, e Franco enviou uma oferta oficial da ajuda a Berlim. Hitler aprovou
o uso de voluntários espanhóis em 24 de junho de 1941.[1] Os voluntários se apresentaram nos locais de alistamento de
todas as áreas metropolitanas da Espanha. Os cadetes da Escola de Oficiais de Zaragoza se ofereceram
voluntariamente em grande número.[1]

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Inicialmente, o governo espanhol se preparou para enviar cerca de 4.000 homens, mas mudou de idéia ao descobrir
que havia voluntários suficientes para formar uma divisão completa (18.104 homens, dos quais 2.200 eram oficiais e o
resto soldados). Segundo estimativas do embaixador alemão, era possível formar 40 divisões nesta convocação.
Cinquenta por cento dos oficiais e soldados eram militares de carreira, muitos deles falangistas veteranos da Guerra
Civil e estudantes das distintas universidades. O general Agustín Muñoz Grandes foi o designado para conduzir os
voluntários, contudo, posteriormente foi Emilio Esteban Infantes quem o substituiu.[1]

Como os soldados não podiam utilizar o uniforme do exército espanhol, adotaram um uniforme simbólico que
abrangia as boinas vermelhas dos carlistas, as calças de cor caqui usadas na Legião e as camisas azuis dos falangistas,
por causa disso começou-se a chamar Divisão Azul. Este uniforme peculiar era utilizado unicamente durante o
trabalho na Espanha; no campo de batalha, os soldados usaram o uniforme cinza da Wehrmacht, ligeiramente
modificado para mostrar na parte superior da manga direita a palavra «España» e as cores nacionais espanholas.

Em 13 de julho de 1941 saiu de Madrid para Grafenwöhr (Baviera) o primeiro trem de voluntários para passar cinco
semanas de instrução. O corpo formado por estes voluntários ganhou a denominação de "250. Einheit spanischer
Freiwilliger" Divisão de Infantaria do exército alemão, e foi dividido inicialmente em quatro regimentos de
infantaria.[1] Para se adequar à organização padrão do exército alemão, um dos regimentos foi eliminado, e seus
efetivos se reintegraram nos três restantes.[1] Os regimentos tomaram o nome das três cidades espanholas de onde
procedia a maioria dos voluntários: Barcelona, Valência e Sevilha. Cada regimento tinha três batalhões, formados por
quatro companhias cada um, assim como um regimento de artilharia dotado de três baterias de 150 mm e de uma
bateria pesada de reforço.

Os aviadores voluntários formaram a Esquadrilha Azul, a qual, a bordo de aviões Bf 109s e FW 190s, foi creditada com
156 derrubadas de aviões soviéticos.

Em 20 de agosto, após fazer o juramento (que foi modificado especialmente para mencionar a luta contra o
comunismo), a Divisão Azul foi enviada à frente russa. Foi transportada por trem a Suwalki, Polônia, de onde tiveram
de continuar a pé. Depois de avançar até Smolensk, se dispersou no assédio de Leninegrado, onde passou a formar
parte do XVI Exército alemão.[1]

Entrada em combate
A Divisão Azul sofreu fortes perdas na batalha em Leninegrado, devido tanto ao combate quanto à ação do frio. A
partir de maio de 1942 começaram a chegar da Espanha mais efetivos para cobrir as baixas e substituir os combatentes
feridos. Até 46.000 voluntários serviram na frente do Leste, dos quais cerca de 24.000 eram recrutas. Muitos deles
foram condecorados pela ação e valor tanto pelo exército espanhol quanto pelo alemão.

Depois da queda da frente em Stalingrado, a situação mudou e mais tropas alemãs foram deslocadas em substituição
das espanholas. Isto coincidiu com a mudança no comando da divisão, que foi designada ao general Emilio Esteban
Infantes. Eventualmente os aliados começaram a exercer pressão sobre Franco para que retirasse as tropas
voluntárias. As negociações iniciadas por ele, no fim de 1943, foram concluídas com uma ordem de repatriação
gradual em 10 de outubro.

O número de perdas da Divisão Azul se elevou a 4.954 mortos e 8.700 feridos. Além disso, as forças russas fizeram 372
prisioneiros dessa divisão, da Legião Azul ou dos voluntários da SS 101, conhecidos como a Spanische Freiwilligen
Kompanie. Desses, 286 foram mantidos em cativeiro até 1954, quando voltaram para a Espanha no navio Semíramis,
fretada pela Cruz Vermelha (em 2 de abril de 1954).

Os últimos espanhóis nas filas do III Reich

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Alguns soldados espanhóis rejeitaram regressar (entre 1.500 e 3.000 homens). Houve também voluntários espanhóis
em outras unidades alemãs, principalmente nas Waffen-SS, e outros voluntários atravessaram a fronteira espanhola
furtivamente por Lourdes, no sul da França. As novas unidades foram chamadas coletivamente para a Legião Azul. Os
espanhóis continuavam sendo inicialmente parte da 121 Divisão de Infantaria, mas ainda assim se ordenou a
repatriação desta unidade em março de 1944, sendo transportada de novo para a Espanha no dia 21.

O restante dos voluntários foram reagrupados em outras unidades alemãs, como a 3ª Divisão de Montanha e a 357
Divisão de Infantaria. Outra unidade foi enviada à Letônia. Duas companhias se unificaram com o regimento dos
Brandemburgueses e a 121 Divisão alemã na Iugoslávia para lutar contra os partisanos de Tito. Ciquenta espanhóis
entraram nos Pirenéus para combater a resistência francesa. A 101 companhia Spanische Freiwilligen Kompanie der
SS 101, de 140 homens, composta por quatro pelotões de fuzileiros e um pelotão de oficiais, foi unida à 28ª Divisão de
Voluntários Granadeiros Valões da SS, lutando em Pomerânia contra o exército soviético.

Mais adiante, como parte da 11 Divisão voluntária Nordland dos SS Panzergrenadier e sob o comando do SS-
Haupsturmführer Miguel Ezquerra, lutaram os últimos dias da guerra contra tropas soviéticas na batalha de Berlim. A
contribuição militar da Divisão Azul foi extraordinária em comparação com sua força, como pode testemunhar a
quantidade de medalhas e condecorações recebidas.

Balanço de baixas
No total, cerca de 47.000 soldados serviram na Divisão Azul na Rússia. Entre 4.500 e 5.000 deles foram mortos, e
mais de 8.000 ficaram feridos. 321 foram feitos prisioneiros de guerra pelo exército soviético. Somente alguns poucos
conseguiram sobreviver aos longos anos de privações e trabalhos forçados durante o cativeiro. Enquanto a maior parte
dos soldados alemães, italianos, romenos e de outras nacionalidades foram postos em liberdade após cinco anos nos
campos de internação; os prisioneiros espanhóis da Divisão Azul tiveram de esperar até 12 anos. Os poucos que
sobreviveram ao tratamento sub-humano que lhes era dispensado, foram repatriados em 1954, chegando ao porto de
Barcelona em 2 de abril de 1954 no agora célebre barco Semíramis.

Condecorações
Concedidas aos soldados e aos oficiais da Divisão Azul:

2 Cruzes de Cavaleiro (uma com Folhas de Carvalho)


2 Cruzes de ouro
138 Cruzes de Ferro de Primeira Classe
2.359 Cruzes de Ferro de Segunda Classe

Referências
1. Scurr, John (2000). "Germany’s Spanish Volunteers 1941-1945" (http://www.amazon.co.uk/Germanys-Spanish-Vo
lunteers-1941-45-Men-at-arms/dp/0850453593/ref=pd_sim_b_1?ie=UTF8&refRID=1C1E6S4AWQYZ933TC3Q7)
(em inglês). Oxford: Osprey Publishing. p. 4 – 5. ISBN 0 84045 359 3 Verifique |isbn= (ajuda). Consultado em 1
de maio de 2014
2. «Divisão Azul - Portugueses que combateram ao lado de Hitler» (http://letrasdespidas.blogspot.co.uk/2014/01/divi
sao-azul-portugueses-que-combateram.html). 11 de Janeiro de 2014. Consultado em 1 de maio de 2014
3. Silva, Ricardo (2013). «Centena e meia de portugueses combateram no Exército de Hitler» (http://visao.sapo.pt/c
entena-e-meia-de-portugueses-combateram-no-exercito-de-hitler=f748589). Visão História. 21 -Setembro de
2013. Consultado em 1 de maio de 2014
4. «Vencedores do Prémio Mário Soares - EDP 2013» (http://www.fmsoares.pt/iniciativas/iniciativa?id=001051). 9 de
Outubro de 2013. Consultado em 2 de maio de 2014Portugueses na Wehrmacht. Menção Honrosa para Os
voluntários da Divisão Azul (1941 - 1944) - Ricardo Daniel Carvalho da Silva

Bibliografía
https://pt.wikipedia.org/wiki/Divis%C3%A3o_Azul 3/4
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Embajador en el infierno. Memorias del Capitán Palacios: (Once años de cautiverio en Rusia) Torcuato Luca de
Tena. Ed. Homo legens. 2006 ISBN 84 934595-7-7

Filmografia
Embajadores en el infierno de José María Forqué, Espanha (1956).

Ligações externas
Fundação Divisão Azul (http://www.fundaciondivisionazul.org/) (em espanhol)
Textos sobre a Divisão Azul (http://www.artehistoria.com/batallas/contextos/4259.htm) (em espanhol)
História da Divisão Azul (http://www.geocities.com/divazul/historiadivazul.html) (em espanhol)

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