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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS


BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

Acadêmicos:
Bruno Pereira Conte
Carlos Rafael Röhrig da Costa
Cécer Dutra Júnior
Ramon Caramalak
Rodner Oliveira
Rui Ledur
Vinícius de Gasperi Meireles

Santa Maria, 05 de dezembro de 2011.


ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 4

2. ANÁLISE VERTICAL DO BALANÇO PATRIMONIAL E DO DEMONSTRATIVO


DE RESULTADOS ...................................................................................................... 6

2.1. Análise Vertical do Ativo ...................................................................................7

2.2. Análise Vertical do Passivo ...............................................................................8

2.3. Análise Vertical do Demonstrativo de Resultados .......................................... 10

3. ANÁLISE HORIZONTAL DO BALANÇO PATRIMONIAL E DO


DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS ................................................................... 12

3.1. Análise Horizontal do Ativo ............................................................................ 13

3.2. Análise Horizontal do Passivo ....................................................................... 16

3.3. Análise Horizontal do Demonstrativo de Resultados ..................................... 20

4. ANÁLISE FINANCEIRA........................................................................................22

4.1. Análise Financeira de Longo Prazo ................................................................23

4.2. Análise Financeira de Curto Prazo ................................................................. 23

4.2.1. Capital Circulante Líquido ........................................................................ 23

4.2.2. Liquidez Corrente .....................................................................................24

4.2.3. Liquidez Seca ...........................................................................................25

4.2.4. Liquidez Imediata .....................................................................................26

4.2.5. Conclusão da Análise Financeira de Curto Prazo .................................... 27

5. ANÁLISE ECONÔMICA ....................................................................................... 27

5.1. Margem de Lucro ............................................................................................28

5.1.1 Margem de Lucro Bruto............................................................................. 28

5.1.2 Margem de Lucro Operacional .................................................................. 29

5.1.3 Margem de Lucro Líquido ......................................................................... 29

5.1.4. Conclusão sobre Margem de Lucro .........................................................30

5.2. Rentabilidade .................................................................................................. 31

6. CONCLUSÃO ...................................................................................................... 31
2
Bibliografia............................................................................................................... 33

ANEXO A – BALANÇO PATRIMONIAL ORIGINAL ................................................ 34

ANEXO B – DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS ORIGINAL .............................36

ANEXO C – BALANÇO PATRIMONIAL PADRONIZADO ....................................... 37

ANEXO D – DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS PADRONIZADO ................... 38

3
1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem por objetivo efetuar o estudo do desempenho


econômico-financeiro de uma empresa que atua no ramo do comércio, no período
de 2006 até 2010. É uma empresa que tem um leque de produtos bem variado, com
produtos de alto e baixo valor agregado. A empresa realiza vendas pela internet e
possui filial em todo o país.

As demonstrações financeiras são uma representação estruturada da posição


financeira e do desempenho financeiro de uma determinada entidade. O objetivo das
demonstrações financeiras é fornecer informações sobre a posição patrimonial e
financeira, o resultado e o fluxo financeiro de uma entidade, que são uteis para uma
ampla variedade de usuários na tomada de decisões.

De acordo com Matarazzo (1997), a análise de balanços começa onde


termina a contabilidade, pois enquanto o contador se preocupa em registrar as
operações, o analista de balanços preocupa-se com as demonstrações financeiras,
que serão transformadas em informações que permitam concluir se a empresa
merece ou não crédito, se vem sendo bem ou mal administrada, se tem condições
de pagar suas contas, dentre outros.

A Análise Econômica tem por finalidade medir o rendimento obtido pela


empresa, em dado período. Para efetuar o estudo, vamos analisar verticalmente e
horizontalmente os dados da empresa nos 5 últimos anos, após simplificar e
inflacionar os dados obtidos.

Os Balanços Patrimoniais e os Demonstrativos de Resultados do Exercício


originais serão apresentados nos anexos A e B, respectivamente, deste trabalho.
Essas mesmas contas simplificadas e padronizadas serão apresentadas nos anexos
C e D, respectivamente.

O objetivo da reclassificação das demonstrações financeiras é facilitar o


trabalho do analista. “é necessário um reagrupamento de algumas contas, com o
objetivo de tornar mais homogêneo e menos complexo para a análise.” (ASSAF
NETO, 2009). “As demonstrações financeiras devem ser preparadas para a análise,

4
da mesma forma que um paciente que vai submeter-se a exames médicos”
(MATARAZZO, 1997). Assim sendo, efetuamos os procedimentos necessários para
a execução do mesmo, descritos a seguir.

Antes da simplificação e reclassificação, tínhamos 24 contas no Ativo, 31


contas no Passivo e 24 contas no DRE. Após simplificar, obtivemos 10 contas no
Ativo, 15 contas no Passivo e 19 contas no DRE.

No Ativo, as contas que foram eliminadas foram as seguintes: Contas a


Receber, Ativos Biológicos, Tributos a Recuperar, Despesas Antecipadas,
Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo, Aplicações Financeiras Avaliadas
ao Custo Amortizado, Estoques, Ativos Biológicos, Tributos Diferidos, Despesas
Antecipadas, Créditos com Partes Relacionadas, Outros Ativos Não Circulantes,
Investimentos.

No passivo as contas que foram eliminadas foram as seguintes: Obrigações


Fiscais, Passivos com Partes Relacionadas (curto prazo), Dividendos e JCP a pagar,
Passivos sobre Ativos Não-Correntes a Venda e Descontinuados, Passivos com
Partes Relacionadas (longo prazo), Tributos Diferidos, Adiantamento para Futuro
Aumento Capital, Passivos sobre Ativos Não Correntes a Venda e Descontinuados,
Lucros e Receitas a Apropriar, Reservas de Reavaliação, Reservas de Lucros,
Lucros/Prejuízos Acumulados, Ajustes de Avaliação Patrimonial, Ajustes
Acumulados de Conversão, Outros Resultados Abrangentes, Adiantamento Para
Futuro Aumento de Capital.

No DRE, as contas que foram eliminadas foram as seguintes: Perdas pela


Não Recuperabilidade de Ativos, Resultado de Equivalência Patrimonial, Receitas,
Despesas e Reversão dos Juros sobre Capital Próprio.

Estas contas citadas acima sofreram dois tipos de alterações. A primeira foi a
eliminação das contas que tinham valor igual a zero em todos os anos. A segunda
foi a inclusão dessas contas em outras, para facilitar os estudos e por ter contas que
possuíam valores muito baixos em relação ao total, o que não influencia em grande
parte na análise.

5
A Análise Vertical tem como objetivo mostrar a importância de cada conta em
relação à demonstração financeira a que pertence e, através da comparação com
padrões o ramo ou com percentuais da própria empresa em anos anteriores, permitir
inferir se há itens fora das proporções normais. Para a Análise Vertical, temos como
valores máximos as seguintes contas: Ativo Total, Passivo Total e Receita Bruta de
Vendas e/ou Serviços, representando 100%. Os outros dados serão obtidos através
da comparação com o valor total.

A Análise Horizontal tem como objetivo mostrar a evolução de cada conta das
demonstrações financeiras e, pela comparação entre si, permitir tirar conclusões
sobre a evolução da empresa. Para a Análise Horizontal, a fim de deixar os valores
mais reais, inflacionamos os anos de 2006, 2007, 2008 e 2009. O ano base é o de
2006, representando 100%.

2. ANÁLISE VERTICAL DO BALANÇO PATRIMONIAL E DO DEMONSTRATIVO Commented [c1]: Início da parte de correção do Bruno

DE RESULTADOS

A análise vertical baseia-se nos valores relativos das contas das


demonstrações financeiras. Para isso, é calculado o percentual por cada conta em
relação a um valor base, que são o Ativo e Passivo total.

Conforme ASSAF NETO (2009), a análise vertical permite mais efetivamente


que se conheçam todas as alterações ocorridas na estrutura do balanço,
complementando-se com a análise de tendências do balanço, ou seja, a análise
horizontal de balanço patrimonial. Ainda, "é a análise da estrutura da demonstração
de resultados e do balanço patrimonial, buscando evidenciar as participações dos
elementos patrimoniais e de resultados dentro do total" (PADOVEZE, 1996).

Ainda, a idéia desta análise consiste no seguinte: estabelecer um item como


base e a partir daí verificar quanto cada um dos demais itens representa em relação
àquele escolhido como base. De outra forma: "É a análise da estrutura da
demonstração de resultados e do balanço patrimonial, buscando evidenciar
as participações dos elementos patrimoniais e de resultados dentro do total"
(PADOVEZE, 1996).

6
2.1. Análise Vertical do Ativo

A análise vertical do ativo visa levantar informações dos investimentos feitos


pela empresa em, neste caso, últimos cinco anos, de 2006 a 2010. Na tabela abaixo,
estão dispostos os valores originais do ativo da empresa, bem como os valores em
porcentagem divididos do ativo total:

Tabela 1. Valores do Ativo

31/12/06 % 31/12/07 % 31/12/08 % 31/12/09 % 31/12/10 %


Ativo Total 4.309.006 100 5.052.404 100 6.577.898 100 6.747.984 100 7.996.619 100
Ativo 3.320.014 77 3.617.246 72 4.815.626 73 4.927.916 73 5.851.663 73
Circulante
Caixa e 1.228.655 29 1.203.385 24 2.284.885 35 2.208.863 33 162.428 2
Equivalentes de
Caixa
Estoques 748.244 17 963.982 19 1.000.246 15 1.263.404 19 1.429.537 18
Outros Ativos 169.459 4 275.953 5 641.590 10 455.915 7 254.464 3
Circulantes
Direitos 1.173.656 27 1.173.926 23 888.905 14 999.734 15 4.005.234 50
Realizáveis a
Curto Prazo
Ativo Realizável 264.277 6 232.623 5 256.946 4 272.063 4 471.689 6
a Longo Prazo
Imobilizado 257.273 6 379.302 8 498.451 8 494.536 7 638.406 8
Intangível 281.114 7 636.310 13 825.525 13 917.923 14 1.034.861 13
Diferido 186.328 4 186.923 4 181.350 3 135.546 2 0 0
No ativo circulante, nota-se um aumento das contas a receber, cerca de 50%
de todo o valor do ativo total, o que é muito comum numa empresa varejista, logo
indicando que há o investimento em vendas a prazo.

Identifica-se um decréscimo relevante na conta “Caixa”, ficando em 2% no


último ano analisado. Isto significa que a empresa está gradativamente tendo que
financiar obrigações de curto prazo, acarretando em uma incapacidade de haver
financiamento de capital de giro com a própria geração de caixa, que impossibilita a
empresa fazer investimentos de curto prazo com capital próprio.

Já no ativo permanente, existe um salto no valor do intangível, de 7% a 13%


entre os anos de 2006 e 2007 e seguindo uma regularidade até 2010, o que indica
investimentos em novas marcas e patentes com objetivo de aumentar a diversidade
de produtos e potencializar as vendas.
7
Portanto, a análise vertical do ativo nos mostra o crescente investimento em
vendas a prazo, em linha com o setor. Conseqüentemente os direitos realizáveis a
curto prazo também aumentaram significativamente e a conta caixa reduziu. Essa
exposição ás vendas a prazo mostra a dedicação da empresa em aumentar suas
vendas. Porém a redução exagerada da conta caixa gera receio quanto a
capacidade de cumprir seus compromissos imediatos.

Conclusão:

A análise vertical do ativo nos mostra o crescente investimento em vendas a


prazo, em linha com o setor. Conseqüentemente os direitos realizáveis a curto prazo
também aumentaram significativamente e a conta caixa reduziu. Essa exposição ás
vendas a prazo mostra a dedicação da empresa em aumentar suas vendas. Porém
a redução exagerada da conta caixa gera receio quanto a capacidade de cumprir
seus compromissos imediatos.

2.2. Análise Vertical do Passivo

A análise vertical do passivo gera a informação das fontes de capitais gerados


pela empresa entre 2006 e 2010. Abaixo, a tabela 2 ilustra os valores totais do
passivo, englobando passivo circulante, não circulante e patrimônio líquido:

Tabela 2. Valores do Passivo

31/12/06 % 31/12/07 % 31/12/08 % 31/12/09 % 31/12/10 %


Passivo Total 4.309.006 100 5.052.404 100 6.577.898 100 6.747.984 100 7.996.619 100
Passivo 2.639.017 61 3.379.097 67 3.931.096 60 3.115.660 46 4.444.963 56
Circulante
Fornecedores 1.056.261 25 1.447.900 29 1.617.966 25 1.701.718 25 2.355.521 29
Empréstimos e 782.510 18 1.462.856 29 1.903.526 29 899.189 13 1.363.508 17
Financiamentos
Obrigações 134.192 3 200.401 4 155.517 2 161.936 2 267.354 3
Fiscais, Sociais
e Trabalhistas
Outros 179.431 4 188.252 4 192.127 3 302.760 4 87.679 1
Provisões 486.623 11 79.688 2 61.960 1 50.057 1 370.901 5
Passivo Não 1.164.080 31 1.236.648 28 2.228.367 35 3.145.069 49 3.000.978 38
Circulante
Empréstimos e 956.367 22 1.094.993 22 2.060.105 31 2.954.700 44 2.779.793 35
Financiamentos
Outros 3.687 1 7.166 1 38.322 1 37.028 1 109.231 1

8
Provisões 204.026 4 134.489 2 129.940 2 153.341 2 111.954 1
Participação 174.993 4 147.124 3 96.952 1 107.139 2 98.006 1
dos Acionistas
Não
Controladores
Patrimônio 330.916 8 289.535 5 321.483 5 380.116 5 452.672 6
Líquido
Capital Social 153.931 4 109.586 1 118.476 2 85.052 2 285.054 4
Realizado
Reservas de 176.985 4 179.949 4 203.007 3 295.063 3 449.082 6
Lucros e de
Capital
A empresa tem um nível de endividamento que chama atenção. Pois o
patrimônio líquido da empresa representa apenas de 6 a 8% do passivo total. Isto
significa um alto nível de capital de terceiros e conseqüentemente maior despesas
financeiras.

No que tange o passivo circulante, a conta de maior valor é a dos


fornecedores, e que para uma empresa de ramo varejista é bastante comum.
Também no passivo circulante, notamos uma grande oscilação nos empréstimos e
financiamentos de curto prazo, mas no último exercício um aumento.

A conta empréstimos e financiamentos de longo prazo é a de valor maior e


absoluto no passivo não circulante, o que explica o crescimento do intangível no
Ativo Permanente.

No Patrimônio Líquido da empresa, é preocupante não haver uma conta


sequer que exceda a média dos 8%, configurando uma restrição da empresa investir
com capital próprio.

Conclusão:

A análise vertical do passivo demonstrou que a empresa está com seu


endividamento crescendo de maneira gradativa demonstrado pelo alto teor de
capitais de terceiros.

Também, nota-se uma constante oscilação nos valores de curto e longo prazo
identificado, principalmente entre os anos de 2009 e 2010. Logo, a empresa deve
ter cuidado com suas dívidas, e elaborar uma plano para que se tenha um aumento
significativo no nível de capital próprio ou um bom planejamento para que o
endividamento da empresa esteja sempre sob controle e não gere danos a saúde

9
econômica e financeira da empresa posteriormente, gerenciando, sempre, os prazos
e os montantes das dívidas. Commented [c2]: Fim parte correção do Bruno

2.3. Análise Vertical do Demonstrativo de Resultados

A análise vertical do Demonstrativo de resultados do exercício tem como


finalidade comparar as contas e seus valores entre os anos de 2006 a 2010. Neste
demonstrativo, tomamos como base de cálculo as receitas brutas (representando
100%), para identificar a representatividade de cada uma das demais contas.

Na tabela 3, estão os valores juntamente com suas porcentagens em relação


às receitas brutas.

Tabela 3. Valores do Demonstrativo de Resultados

31/12/06 % 31/12/07 % 31/12/08 % 31/12/09 % 31/12/10 %

Receita Bruta de 1.821.280 100 2.579.296 100 2.676.229 100 3.298.107 100 3.546.532 100
Vendas e/ou
Serviços
Deduções da (461.602) 25 (687.750) 27 (680.707) 25 (655.917) 20 (623.951) 18
Receita Bruta
Receita Líquida 1.359.678 75 1.891.546 73 1.995.522 75 2.642.190 80 2.922.581 82
de Vendas e/ou
Serviços
Custo de Bens (916.327) 50 (1.272.722) 49 (1.304.034) 49 (1.780.606) 54 (1.926.356) 54
e/ou Serviços
Vendidos
Resultado Bruto 443.351 24 618.824 24 691.488 26 861.584 26 996.225 28

Despesas Com (214.331) 12 (268.627)10 (339.056) 13 (349.497) 11 (370.216) 10


Vendas
Despesas (23.064) 1 (34.032) 1 (24.237) 1 (27.435) 1 (33.489) 1
Gerais e
Administrativas
Outras Receitas (991) 0 667 0 (1.542) 0 21.880 1 0 0
Operacionais
Outras (23.516) 1 (42.971) 2 (124.953) 5 (147.575) 4 (121.584) 3
Despesas
Operacionais
Financeiras (68.549) 4 (126.108) 5 (31.788) 1 (145.227) 4 (217.472) 6

Receitas 9.948 1 4.796 0 289.826 11 67.474 2 44.123 1


Financeiras
Despesas (78.497) 4 (130.904) 5 (321.614) 12 (212.701) 6 (261.595) 7
Financeiras
Resultado Não (30.304) 2 (10.375) 0 10.537 0 0 0 0 0

10
Operacional

Resultado Antes 82.596 5 137.378 5 180.449 7 213.730 6 253.464 7


Tributação/Parti
cipações
Provisão para IR (33.223) 2 (38.124) 1 (46.942) 2 (49.867) 2 (76.061) 2
e Contribuição
Social
IR Diferido 10.433 1 (1.143) 0 (8.194) 0 (11.517) 0 (2.743) 0

Participações/C (7.109) 0 (5.280) 0 (7.137) 0 (7.436) 0 0 0


ontribuições
Estatutárias
Part. de (5.390) 0 (917.704) 1 (7.529) 0 (7.573) 0 1.918 0
Acionistas Não
Controladores
Lucro/Prejuízo 47.307 3 75.127 3 110.647 4 137.337 4 176.690 5
do Período

Com os dados do Demonstrativo de Resultados do exercício da empresa,


podemos fazer as seguintes considerações:

Aumento a cada ano nas receitas líquidas e nos valores de custo de bens
e/ou serviços vendidos. A diferença dessas duas variáveis terá então o resultado
bruto. Vale ressaltar que quanto maior o custo de bens e/ou serviços, menor será o
resultado bruto.

Em se tratando de despesas operacionais, elas mantiveram certo equilíbrio ao


longo dos anos.

Já nas despesas não operacionais, como as financeiras, mostra o reflexo do


endividamento da empresa. Em relação ao primeiro ano, o ano de 2010 está com
um valor muito alto. E quanto maior essas despesas não operacionais, menor será o
resultado líquido.

Podemos concluir que se tratando de operacional, a empresa teve um


aumento ano após ano nos seus índices. Já em relação ao não operacional, se ela
não tiver um sério cuidado em relação as despesas financeiras seu resultado líquido
antes do imposto de renda poderá vir a diminuir, e assim conseqüentemente refletirá
no resultado líquido final.

11
3. ANÁLISE HORIZONTAL DO BALANÇO PATRIMONIAL E DO Commented [c3]: Início da parte correção do Carlos

DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS

A análise horizontal, também conhecida como análise de evolução


corresponde ao estudo das variações ocorridas, em períodos de tempos
consecutivos, nos itens que compõem esses demonstrativos.

Fernandes (1997) afirma que esse tipo de análise tem por objetivo a
apreciação da evolução dos componentes patrimoniais ou de resultado em
determinada série de exercícios. Presta-se, também, à análise prospectiva do
patrimônio ou de resultado no horizonte temporal, permitindo a avaliação das
perspectivas econômicas e financeiras da entidade.

A razão principal da utilização de números-índices, nesse tipo de análise, é a


facilidade que esse sistema proporciona para a observação do crescimento dos
saldos das contas componentes dos demonstrativos.

Segundo Matarazzo (1997), há casos em que se deve levar em conta a


Inflação para que a análise horizontal e análise vertical não sejam afetadas. Essas
situações ocorrem porque na análise horizontal são comparados os valores de uma
mesma conta (ou índice) de um ano para outro, portanto, em moeda de diferente
poder aquisitivo. Na análise vertical são relacionados dois valores (índices) de uma
mesma demonstração financeira (BP ou DRE), portanto, encontram-se em moeda
de uma mesma data.

Este trabalho utilizou como índice de inflação o Índice Nacional de Preços ao


Consumidor - INPC, que é a média do custo de vida nas onze principais regiões
metropolitanas do país para famílias com renda de 1 até 8 salários mínimos, medido
pelo IBGE, com a finalidade de apresentar valores para todos os exercícios
referentes a moeda de mesmo poder aquisitivo, inflacionando os exercícios
anteriores em relação ao exercício de 2010.

Os índices inflatores apresentados na tabela 4 foram encontrados pela divisão


do INPC acumulado do ano de 2010 pelo INPC acumulado de cada um dos anos

12
anteriores. Assim, todos os montantes da análise horizontal estarão representados
em moeda de mesma data, ou seja, que possua mesmo valor aquisitivo.

Tabela 4. Valores acumulados do INPC e Índices Inflatores

Anos Analisados Índices Inflatores - INPC


2010 --
2009 1,0646521
2008 1,1084498
2007 1,2103648
2006 1,2598122

3.1. Análise Horizontal do Ativo

A análise horizontal do ativo tem por objetivo apresentar aspectos evolutivos


das contas de investimento da empresa. Através desta análise, busca-se demonstrar
o comportamento dos investimentos realizados pela empresa.

Utilizando os valores dos Índices Inflacionários apresentados na tabela 4 e


multiplicando os montantes das contas pelos índices de seus respectivos anos tem-
se a tabela 5, que apresenta os valores das contas com o mesmo valor aquisitivo.

31/12/06 31/12/07 31/12/08 31/12/09 31/12/10


Ativo Total 5.428.538 6.115.252 7.291.270 7.184.255 7.996.619
Ativo Circulante 4.182.594 4.378.187 5.337.880 5.246.516 5.851.663
Caixa e Equivalentes 1.547.875 1.456.535 2.532.680 2.351.671 162.428
de Caixa
Estoques 942.647 1.166.770 1.108.722 1.345.086 1.429.537
Outros Ativos 213.487 334.004 711.170 485.391 254.464
Circulantes
Direitos Realizáveis a 1.478.586 1.420.879 985.307 1.064.369 4.005.234
Curto Prazo
Ativo Realizável a 332.939 281.559 284.812 289.652 471.689
Longo Prazo
Imobilizado 342.116 459.094 552.508 526.509 638.406
Intangível 354.151 770.167 915.053 977.269 1.034.861
Diferido 234.738 226.245 201.017 144.309 0

13
Tabela 5. Valores das contas do Ativo após calculo de inflação

Através da tabela 5, onde temos todos os dados com valores relacionados a


moeda de mesmo valor aquisitivo, podemos analisar a evolução das contas da
empresa. Para facilitar o processo de análise e a visualização dos dados, utilizamos
um ano como base de referência de evolução para os outros anos e, a partir dele,
inferimos o percentual de variação das contas, apresentado na tabela 6.

Tabela 6. Percentual evolutivo das contas com base em 2006

2006 2007 2008 2009 2010

BASE % var % var % Var % Var

Ativo Total 100% 113 13 134 34 132 32 147 47

Ativo Circulante 100% 105 5 128 28 125 25 140 40

Caixa e 100% 94 -6 164 64 152 52 10 -90


Equivalentes de
Caixa
Estoques 100% 124 24 118 18 143 43 152 52

Outros Ativos 100% 156 56 333 233 227 127 119 19


Circulantes
Direitos 100% 96 -4 67 -33 72 -28 271 171
Realizáveis a Curto
Prazo
Ativo Realizável a 100% 85 -15 86 -14 87 -13 142 42
Longo Prazo
Imobilizado 100% 142 42 170 70 162 62 197 97

Intangível 100% 217 117 258 158 276 176 292 192

Diferido 100% 96 -4 86 -14 61 -39 0 -100

Através dos dados da tabela 6 podemos verificar um crescimento de 13% no


Ativo total entre 2006 e 2007. No ano seguinte o aumento continua e cresce mais
21%. Entre 2008 e 2009, nota-se uma pequena queda de 2%. Já no último ano de
análise, entre 2009 e 2010, pode-se perceber um crescimento de 15%. No período
analisado o aumento acumulou 47%.

Através de análise do Ativo, podemos perceber que houve uma redução no


crescimento entre os anos de 2008 e 2009. Este período pode ser entendido, entre

14
outros fatores, como um ano em que os investimentos foram menores devido ao
pagamento de dívidas para este ano ou ainda pela queda

A conta de Ativo Circulante teve um crescimento de 5% no primeiro ano de


análise. No ano seguinte, o aumento alcançado foi 23%. Entre 2008 e 2009, assim
como o Ativo Total, o Circulante também apresentou uma queda, de 3%. E no último
ano o crescimento registrado foi de 15%. No período analisado, o aumento total foi
de 40%.

A conta de Ativo Realizável a Longo Prazo apresentou no primeiro anos


redução de 15% no seu valor. Nos dois anos seguintes, se manteve praticamente
constante, com variação de 1% para baixo. No último ano, no entanto, apresentou
um aumento de 55% em relação ao ano anterior. Durante todo o período analisado o
crescimento acumulado foi de 42%.

Esta diminuição nos primeiros anos pode ser vista como uma retração nas
vendas a longo prazo ou pelo resgate de títulos mobiliários que a empresa possuía.
Porém, no último ano esta conta começou a crescer. Sinal de que a empresa pode
ter investido em títulos mobiliários.

A conta de Ativo Imobilizado apresentou crescimento no primeiro ano de 42%.


No segundo ano seu crescimento foi de 28%. No terceiro ano, houve uma queda de
8%. E no último ano registrou um crescimento de 35%. Durante o período, o
crescimento acumulado foi de 97%.

Esta conta cresceu mais que o Ativo Total, possivelmente, a empresa investe
em estruturas de suas lojas e, também, na estrutura de novas lojas que venham a
ser inauguradas. No terceiro período, pode-se perceber uma queda, que acompanha
a queda do Ativo Total. Esta queda pode ser representada pela diminuição de
investimentos neste ano, possivelmente para saldar as dívidas apresentadas neste
ano.

A conta de Ativo Intangível apresentou crescimento durante os quatro


intervalos analisados. No primeiro este aumento foi de 117%, no segundo 41%. No

15
terceiro ano, o aumento foi de 18% e no último, 16%. No período, o aumento
acumulado foi de 192%.

O aumento considerável desta conta se deve, possivelmente, a valorização


da marca da empresa. Tendo em vista sua utilização de vendas pela internet, o site
e softwares adquiridos são inseridos nesta conta.

A conta de Ativo Diferido, que representa investimentos que afetam o


resultado de mais de um exercício, apresentou valores que foram diluídos ao longo
do período analisado e chegou a zero no último ano.

Esta conta pode ser representada por algum investimento feito inicialmente,
que, aos poucos, foi sendo diluída nos exercícios seguintes. Como, por exemplo,
investimento com o site de vendas ou algum outro fator que gerou resultados nos
anos subseqüentes.

Conclusão:

Através da análise horizontal do ativo, podemos notar que a empresa teve um


crescimento progressivo, com pequenas oscilações, do seu ativo, porém, o ativo de
curto prazo (circulante) cresceu menos que o ativo de longo prazo. Assim, pode-se
notar que a empresa demonstrou um crescimento muito expressivo nas suas
estruturas e no seu ativo intangível, e um crescimento menor no ativo circulante.

No ativo circulante, podemos perceber que o crescimento se deve, em grande


parte, devido aos estoques, que foi a conta que mais cresceu, enquanto a conta
‘Caixa’ apresentou um decréscimo progressivo, sendo que no último ano, o
montante desta conta representava apenas 10% do montante no ano inicial. Pode-
se constatar que a empresa tem uma política de vendas que favoreça vendas a
prazo.

3.2. Análise Horizontal do Passivo

A análise horizontal do Passivo tem por objetivo verificar o comportamento


das fontes de recursos da empresa. Através deste instrumento de análise podemos

16
detectar aumento ou diminuição de endividamento, e quais as contas apresentaram
maior variação no período.

Usando o mesmo critério utilizado anteriormente, multiplicando os montantes


das contas do Passivo pelos Índices Inflatores, inflacionamos os valores presentes
no Passivo do Balanço Patrimonial a fim de termos os valores das contas de todos
os exercícios em valores de moeda de mesmo poder aquisitivo. Na tabela 7 temos
os valores das contas já inflacionados.

Através da tabela 7, onde temos todos os dados com valores relacionados a


moeda de mesmo valor aquisitivo, podemos analisar a evolução das fontes de
recursos da empresa.

Tabela 7. Valores das contas do Passivo após cálculo de inflação

31/12/06 31/12/07 31/12/08 31/12/09 31/12/10


Passivo Total 5.428.538 6.115.252 7.291.270 7.184.255 7.996.619
Passivo Circulante 3.324.666 4.089.940 4.357.423 3.317.094 4.444.963
Fornecedores 1.330.690 1.752.487 1.793.434 1.811.738 2.355.521
Empréstimos e Financiamentos 985.816 1.770.589 2.109.963 957.323 1.363.508
Obrigações Fiscais, Sociais e 169.057 242.558 172.383 172.406 267.354
Trabalhistas
Outros 226.049 227.854 212.963 322.334 87.679
Provisões 613.054 96.452 68.680 53.293 370.901
Passivo Não Circulante 1.466.522 1.496.795 2.470.033 3.348.404 3.000.978
Empréstimos e Financiamentos 1.204.843 1.325.341 2.283.523 3.145.728 2.779.793
Outros 4.645 8.673 42.478 39.422 109.231
Provisões 257.034 162.781 144.032 163.255 111.954
Participação dos Acionistas Não 220.458 178.074 107.466 114.066 98.006
Controladores
Patrimônio Líquido 416.892 350.443 356.348 404.691 452.672
Capital Social Realizado 193.924 132.639 131.325 90.551 285.054
Reservas de Lucros e Capital 222.968 217.804 225.023 314.139 449.082

Tabela 8. Percentual evolutivo das contas com base em 2006

2006 2007 2008 2009 2010


BASE % Var % Var % Var % Var
Passivo Total 100% 113 13 134 34 132 32 147 47
Passivo Circulante 100% 123 23 131 31 100 0 134 34

17
Fornecedores 100% 132 32 135 35 136 36 177 77
Empréstimos e Financiamentos 100% 180 80 214 114 97 -3 138 38
Obrigações Fiscais, Sociais e 100% 143 43 102 2 102 2 158 58
Trabalhistas
Outros 100% 101 1 94 -6 143 43 39 -61
Provisões 100% 16 -84 11 -89 9 -91 61 -39
Passivo Não Circulante 100% 102 2 168 68 228 128 205 105
Empréstimos e Financiamentos 100% 110 10 190 90 261 161 231 131
Outros 100% 187 87 915 815 849 749 2352 2.252
Provisões 100% 63 -37 56 -44 64 -36 44 -56
Participação dos Acionistas Não 100% 81 -19 49 -51 52 -48 44 -56
Controladores
Patrimônio Líquido 100% 84 -16 85 -15 97 -3 109 9
Capital Social Realizado 100% 68 -32 68 -32 47 -53 147 47
Reservas de Lucros e Capital 100% 98 -2 101 1 141 41 201 101

Para facilitar o processo de análise e a visualização dos dados, utilizamos o


mesmo processo que o feito no Ativo, tomamos um ano como base de referência de
evolução para os outros anos e, a partir dele, inferimos o percentual de variação das
contas, apresentado na tabela 8 acima.

Através da análise vertical, pode-se verificar que o Passivo Circulante tem um


crescimento que acompanha o Passivo Total. O crescimento é interrompido no
terceiro período, onde há uma queda de 31%. No entanto, no último ano volta a
crescer. No final do período, o crescimento acumulado é de 34%.

Dentro do Passivo Circulante, podemos notar que a conta Fornecedores tem


um aumento no primeiro ano de 32%, depois nos dois próximos anos, mantém-se
praticamente constante e no último ano tem novamente um crescimento, de 31%.
No período, o crescimento acumulado foi de 77%.

Mesmo com o elevado crescimento da conta Fornecedores, o Passivo


Circulante teve um crescimento maior pois outras contas apresentaram um
comportamento de decrescimento ou mantiveram o mesmo crescimento do Passivo
Circulante.

A conta Provisões diminuiu acentuadamente e voltou a crescer somente no


último ano. Já a conta de Financiamentos a curto prazo teve um crescimento

18
elevado no primeiro ano, de 80%. No segundo ano, continuou crescendo, mais 34%.
No entanto, em 2009, houve uma diminuição bastante representativa nesta conta,
sendo que esta diminuiu mais que 50%. No último ano, houve novamente
crescimento. No período, o montante foi de 34%.

Esta diminuição abrupta pode ser avaliada como o pagamento da dívida, ou,
ao menos, uma renegociação da mesma para aumentar os prazos. Esta
renegociação pode ser considerada se, correlacionarmos com a conta do Passivo
Não Circulante, onde houve um aumento mais acentuado no mesmo ano em que
houve diminuição na conta anterior.

Há a possibilidade de que as dívidas com Financiamentos a curto prazo


tenham sido renegociadas para longo prazo, ou as primeiras quitadas para aquisição
das de longo prazo. Assim representado pelo aumento de Financiamentos de longo
prazo concomitante com a diminuição dos Financiamentos de curto prazo.

Conclusão:

Através da análise horizontal do passivo, pode-se constatar que o passivo


circulante da empresa aumentou em um ritmo menor que o passivo total,
representando uma diminuição de dívida de curto prazo em relação as dívidas de
longo prazo.

Em contra-partida, as dívidas de longo prazo aumentaram notoriamente e no


último ano, estas representam mais que o dobro do montante de dívidas de longo
prazo do primeiro ano. Esta elevação é sinal que a empresa aumentou sua dívida
com financiamentos de longo prazo, que pode ser explicado pelo aumento de ativo
imobilizado, visto na seção anterior, pois, geralmente, estes investimentos são
financiados a longo prazo.

Outro aspecto que merece destaque é a diminuição do capital social nos dois
primeiros períodos e a recuperação no último ano. Esta recuperação pode ser
resultado de subscrição de mais ações da empresa, com o propósito de aumentar o
capital social. Já as diminuições podem ser resultados de eventuais perdas ou de

19
uma reengenharia societária que fez com que fosse realizada a redução de capital
social. Commented [c4]: Fim parte correção do Carlos

3.3. Análise Horizontal do Demonstrativo de Resultados

Usando o critério de inflação, multiplicando os montantes do DRE pelos


Índices Inflatores, inflacionamos os valores presentes no Demonstrativo a fim de
termos os valores de todos os exercícios em relação à moeda de mesmo poder
aquisitivo. Na tabela 9 temos os valores das contas já inflacionados.

Tabela 9. Valores do DRE inflacionados

31/12/06 31/12/07 31/12/08 31/12/09 31/12/10


Receita Bruta de 2.294.471 3.121.889 2.966.466 3.511.337 3.546.532
Vendas e/ou Serviços
Deduções da Receita (581.532) (832.428) (754.529) (698.323) (623.951)
Bruta
Receita Líquida de 1.712.939 2.289.460 2.211.936 2.813.014 2.922.581
Vendas e/ou Serviços
Custo de Bens e/ou (1.154.400) (1.540.458) (1.445.456) (1.895.726) (1.926.356)
Serviços Vendidos
Resultado Bruto 558.539 749.003 766.480 917.287 996.225
Despesas Com Vendas (270.017) (325.137) (375.827) (372.093) (370.216)
Despesas Gerais e (29.056) (41.191) (26.865) (29.209) (33.489)
Administrativas
Outras Receitas (1.248) 807 (1.709) 23.295 0
Operacionais
Outras Despesas (29.626) (52.011) (138.504) (157.116) (121.584)
Operacionais
Financeiras (86.359) (152.637) (35.235) (154.616) (217.472)
Receitas Financeiras 12.533 5.805 321.258 71.836 44.123
Despesas Financeiras (98.891) (158.442) (356.493) (226.453) (261.595)
Resultado Não (38.177) (12.558) 11.680 0 0
Operacional
Resultado Antes 104.055 166.277 200.019 227.548 253.464
Tributação/Participaçõe
s
Provisão para IR e (41.855) (46.144) (52.033) (53.091) (76.061)
Contribuição Social
IR Diferido 13.144 (1.383) (9.083) (12.262) (2.743)
Participações/Contribui (8.956) (6.391) (7.911) (7.917) 0
ções Estatutárias
Part. de Acionistas Não (6.790) (21.428) (8.346) (8.063) 1.918
Controladores
Lucro/Prejuízo do 59.598 90.931 122.647 146.216 176.690

20
Período

Para facilitar o processo de análise e a visualização dos dados, utilizamos o


mesmo processo que o feito anteriormente, tomamos um ano como base de
referência de evolução para os outros anos e, a partir dele, inferimos o percentual de
variação das contas, apresentado na tabela 10.

Tabela 10. Percentual evolutivo das contas com base em 2006

2006 2007 2008 2009 2010


BASE % Var % Var % Var % Var
Receita Bruta de Vendas e/ou 100 136 36 129 29 153 53 155 55
Serviços
Deduções da Receita Bruta 100 143 43 130 30 120 20 107 7
Receita Líquida de Vendas e/ou 100 134 34 129 29 164 64 171 71
Serviços
Custo de Bens e/ou Serviços 100 133 33 125 25 164 64 167 67
Vendidos
Resultado Bruto 100 134 34 137 37 164 64 178 78
Despesas Com Vendas 100 120 20 139 39 138 38 137 37
Despesas Gerais e 100 142 42 92 -8 101 1 115 15
Administrativas
Outras Receitas Operacionais 100 -65 -165 137 37 -1866 -1.966 0 -100
Outras Despesas Operacionais 100 176 76 468 368 530 430 410 310
Financeiras 100 177 77 41 -59 179 79 252 152
Receitas Financeiras 100 46 -54 2563 2.463 573 473 352 252
Despesas Financeiras 100 160 60 360 260 229 129 265 165
Resultado Não Operacional 100 33 -67 -31 -131 0 -100 0 -100
Resultado Antes 100 160 60 192 92 219 119 244 144
Tributação/Participações
Provisão para IR e Contribuição 100 110 10 124 24 127 27 182 82
Social
IR Diferido 100 -11 -111 -69 -169 -93 -193 -21 -121
Participações/Contribuições 100 71 -29 88 -12 88 -12 0 -100
Estatutárias
Part. de Acionistas Não 100 316 216 123 23 119 19 -28 -128
Controladores
Lucro/Prejuízo do Período 100 153 53 206 106 245 145 296 196

Analisando o demonstrativo de resultados atualizado pelo índice INPC, pode-


se observar um aumento progressivo da Receita Líquida ao longo dos anos, porém
em 2008 teve uma redução deste crescimento, possivelmente motivado por fatores
econômicos do país.
21
O Custo de Bens Vendidos também caiu em 2008, tal sinal, complementa a
informação da diminuição do crescimento da Receita liquida neste período como
uma época de menor quantidade de vendas.

As despesas com vendas tiveram uma progressão gradual durante os 3


primeiros anos e posteriormente estabilizou-se em 2009/2010 demonstrado
desaceleração de investimentos na atividade operacional da empresa.

As despesas financeiras aumentaram bastante durante o período analisado e


com destaque para o ano de 2008 onde as despesas financeiras aumentaram
significativamente enquanto a Receita Liquida desacelerou, este quadro certamente
implicaria negativamente no resultado liquido da empresa não fosse a receita
financeira obtida que chegou a um aumento de mais de 2400%, equilibrando o
resultado final .

Com a queda no crescimento em 2008 a empresa teve um resultado atípico


neste período, porém posteriormente retomou o crescimento.

4. ANÁLISE FINANCEIRA Commented [c5]: Início parte de complementação do


Carlos

A análise financeira refere-se à avaliação ou estudo da viabilidade,


estabilidade e lucratividade de um negócio ou projeto. Engloba um conjunto de
instrumentos e métodos que permitem realizar diagnósticos sobre a situação
financeira de uma empresa, assim como prognósticos sobre o seu desempenho
futuro (NEVES, 2002).

A análise financeira é fundamental para a empresa conhecer sua situação,


promovendo o seu crescimento. Existe uma quantidade muito grande de índices,
mas para a análise da empresa nem todos necessitam ser calculados. Basta um
número reduzido para determinar a situação da empresa, de acordo com a
necessidade da empresa em conhecer a real situação financeira a qual se encontra.

A situação financeira da empresa refere-se à sua capacidade de liquidar os


compromissos já assumidos e ao seu potencial de crédito junto aos fornecedores,
22
instituições financeiras e demais credores. Em outras palavras, a situação financeira
correspondente à liquidez da empresa vista de forma bastante ampla.

Os índices utilizados nesta análise são: índice de participação de capitais de


terceiros, índice de composição do endividamento, índice do imobilizado do
patrimônio líquido, solvência geral, índice de liquidez geral, liquidez corrente, capital
circulante líquido, liquidez seca e liquidez imediata. Os cinco primeiros referem-se à
análise de longo prazo, enquanto os quatro restantes referem-se à análise de curto
prazo. Commented [c6]: Aqui pára minha parte e começa a parte
de longo prazo

4.1. Análise Financeira de Longo Prazo

4.2. Análise Financeira de Curto Prazo Commented [c7]: Minha parte tecnicamente começa aqui

A análise financeira de curto prazo aborda os seguintes indicadores: Liquidez


Corrente, Liquidez Seca e Liquidez Imediata; e avalia a capacidade que as
empresas possuem de satisfazer compromissos de pagamento de dívidas com
terceiros, ou seja, em que medida a empresa está em condições de cumprir as
obrigações de natureza financeira.

Dessa forma através dos indicadores de liquidez, pode-se avaliar o equilíbrio


ou desequilíbrio financeiro da empresa. Através destes indicadores, pode-se
também levantar informações como a ‘folga’ obtida pela empresa para os próximos
exercícios, através do Capital Circulante Líquido (CCL), que é definido pela
diferença entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante.

4.2.1. Capital Circulante Líquido

𝐴𝐶 − 𝑃𝐶

O Capital Circulante Líquido é a diferença entre o ativo circulante, ou seja, a


soma das contas a receber, estoques e despesas pagas e o passivo circulante que
são os fornecedores, contas a pagar e outros, em determinada data.

Se o Ativo Circulante for maior que o Passivo Circulante, tem-se o Capital


Circulante Líquido. De outro modo, se ele for menor que o Passivo Circulante, tem-

23
se um Capital Circulante Líquido negativo ou emprestado. É de extremamente
importante a empresa possuir CCL e também analisar a composição desse Capital
Circulante Liquido.

Cálculos:

2006: 3.320.014,00 – 2.639.017,00 = 680.997,00


2007: 3.617.246,00 – 3.379.097,00 = 238.149,00
2008: 4.815.626,00 – 3.931.096,00 = 884.530,00
2009: 4.927.917,00 – 3.115.660,00 = 1.812.257,00
2010: 5.851.663,00 – 4.444.963,00 = 1.406.700,00

Através da análise do Capital Circulante Líquido, pode-se perceber que a


empresa possui CCL positivo em todos os anos. Deste modo, a empresa possui
parte do ativo de curto prazo financiado pelo capital próprio e por dívidas de longo
prazo, o que permite que a empresa tenha retorno antes de ter que efetuar o
pagamento a seus credores.

A evolução do CCL é crescente, com uma queda notável entre 2006 e 2007
(ano, este, em que a empresa teve seu menor CCL). Apresentar um CCL positivo faz
com que a empresa trabalhe com menor pressão de prazos e, mesmo com os
valores das contas bastante elevados, um CCL superior a R$ 1.000.000,00 é
bastante significativo e muito importante, tendo em vista que este valor tem bastante
representatividade se comparando com o ativo circulante.

4.2.2. Liquidez Corrente

𝐴𝐶/𝑃𝐶

O índice de liquidez corrente tem como objetivo indica quanto a empresa


possui no ativo circulante para cara real de passivo circulante. Na análise financeira
esse índice nos proporciona uma visão da capacidade da empresa de fazer frente às
suas obrigações.

Cálculos:

24
2006: 3.320.014,00 / 2.639.017,00 = 1,25805
2007: 3.617.246,00 / 3.379.097,00 = 1,07048
2008: 4.815.626,00 / 3.931.096,00 = 1,22501
2009: 4.927.917,00 / 3.115.660,00 = 1,58166
2010: 5.851.663,00 / 4.444.963,00 = 1,31647

Através da análise da liquidez corrente pode-se constatar que a empresa está


com uma saúde econômica muito boa, pois tem liquidez para saldar suas obrigações
em todos os anos analisados. O ano em que a empresa apresenta pior desempenho
é 2007, no qual, o seu ativo circulante foi quase igual ao seu passivo circulante.

Esta empresa apresenta uma situação bastante tranqüila quanto a aspectos


de curto prazo, o seu ativo circulante é suficiente para pagar as dívidas de curto
prazo, e ainda apresenta uma boa folga, que apresenta oscilações mas com
tendência de crescimento.

4.2.3. Liquidez Seca

(𝐴𝐶 − 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒𝑠)/𝑃𝐶

Liquidez seca identifica a folga financeira da empresa, calculada diminuindo o


ativo dos estoques, representando o dinheiro mesmo não vendendo nada. Pode ser
chamado de Grau de Excelência da saúde financeira da empresa.

Cálculos:

2006: (3.320.014,00 – 748.244) / 2.639.017,00 = 0,97452


2007: (3.617.246,00 – 963.982) / 3.379.097,00 = 0,78520
2008: (4.815.626,00 – 1.000.246) / 3.931.096,00 = 0,97056
2009: (4.927.917,00 – 1.263.404) / 3.115.660,00 = 1,17616
2010: (5.851.663,00 – 1.429.537) / 4.444.963,00 = 0,99486

Através da análise da liquidez seca, pode-se afirmar que a empresa tem uma
boa independência financeira em questão as vendas, excetuando o ano de 2007
que, pelo decorrer da análise, pode-se considerar como o ano com maior retração
da empresa no período analisado e apresentou um índice de 0,78, ou seja, a
25
empresa ainda dependerá de uma quantia significativa de vendas para manter sua
liquidez, porém, não é um aspecto que seja efetivamente preocupante.

Nos anos de 2006, 2008 e 2010, a liquidez seca ficou muito próxima de 1.
Isso representa que a empresa continua com liquidez mesmo com um volume muito
pequeno de vendas. E no ano de 2009, o índice de liquidez seca foi de,
aproximadamente, 1,18, o que representa que a empresa esteve independente do
seu volume de vendas para garantir sua liquidez.

4.2.4. Liquidez Imediata

𝐷𝑖𝑠𝑝𝑜𝑛í𝑣𝑒𝑙/𝑃𝐶

Esse índice representa o quanto do total das obrigações de curto prazo pode
ser liquidado imediatamente. Quando é muito alto, identifica ociosidade de recursos,
pois o dinheiro no caixa não está investido deixando, assim, de proporcionar
rendimento relacionado a prováveis investimentos.

Cálculos:

2006: 1.228.655,00 / 2.639.017,00 = 0,46557


2007: 1.203.385,00 / 3.379.097,00 = 0,35613
2008: 2.284.885,00 / 3.931.096,00 = 0,58123
2009: 2.208.863,00 / 3.115.660,00 = 0,70895
2010: 162.428,00 / 4.444.963,00 = 0,03654

Através da análise da liquidez imediata é possível perceber que a empresa


apresentou, durante os quatro primeiros anos analisados uma quantia significativa
no seu disponível, que pode ser entendida como utilização mais conservadora do
seu ativo, passando de 46% do ativo total no primeiro ano pra 71% no quarto ano.
Esta utilização conservadora fez com que este dinheiro ficasse em caixa e deixasse
de ser investido, o que ao mesmo tempo que garante segurança a empresa, reduz
seu rendimento, pois este dinheiro não gera renda parado em caixa.

26
No último ano, no entanto, a empresa passou a investir mais seu ativo e
reservar uma quantia menor em caixa (cerca de 3% do ativo total), o que demonstra
que a empresa aplicou seu ativo em busca de retorno.

4.2.5. Conclusão da Análise Financeira de Curto Prazo

A análise financeira de curto prazo desta empresa apresenta um quadro


bastante positivo quanto a sua liquidez. A empresa está com boa saúde financeira
no curto prazo. Seu ativo circulante é suficiente para pagar as dívidas de curto prazo
e ainda garante uma sobra para o próximo exercício.

Um aspecto negativo verificado na liquidez desta empresa se refere a liquidez


imediata, onde a empresa apresenta uma situação conservadora em excesso e
mantém, durante os quatro primeiros anos, muito dinheiro em caixa, deixando,
assim, de investir este montante. Essa situação concede segurança à empresa,
porém afeta no retorno de um dinheiro que não está sendo utilizado. No último ano,
a empresa apresenta uma liquidez seca mais coerente, reservando apenas uma
pequena parcela em caixa e investindo o restante.

Apesar do endividamento apresentado pela empresa, o capital captado está


sendo bem alocado e está gerando receita suficiente para pagar as dívidas e o
capital próprio, gerando lucro e ampliando os resultados da empresa.

Commented [c8]: E finda-se aqui

5. ANÁLISE ECONÔMICA

A análise econômica de uma empresa visa indicar o quanto de rendimento


esta pode ter, ou seja, o quanto de retorno esta obteve num período determinado de
tempo. O rendimento que é obtido pela empresa pode ser comparado com o volume
de vendas líquidas do período ou os capitais aplicados na atividade geral da
empresa.

A análise econômica decorre através da utilização de índices que medem a


lucratividade, o retorno sobre investimentos totais e operacionais e a rentabilidade
do patrimônio líquido. Na empresa em que está sendo feito o estudo, é feita a

27
análise dos anos de 2007 até 2010, mostrando ao teor de rendimento econômico
que esta obteve.

5.1. Margem de Lucro

5.1.1 Margem de Lucro Bruto

𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐵𝑟𝑢𝑡𝑜
𝑀𝑎𝑟𝑔𝑒𝑚 𝑑𝑒 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐵𝑟𝑢𝑡𝑜 =
𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎 𝑂𝑝𝑒𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎

A margem de lucro bruto é a indicação que, de forma mais direta, informa a


capacidade de rendimento imediato que a atividade principal da empresa gera.

Cálculos:

2007: 618.824,00 / 1.891.546,00 = 0,327


2008: 691.488,00 / 1.995.522,00 = 0,346
2009: 861.384,00 / 2.642.190,00 = 0,326
2010: 996.225,00 / 2.922.581,00 = 0,340

Na empresa analisada, nota-se que os valores deste índice variam na casa


dos 2% a cada ano, mantendo sempre a regularidade e nunca saindo dos 30%. Em
2007, a margem de lucro bruto alcançou 32,7% das receitas líquidas do exercício. Já
em 2008, a margem chegou a casa dos 34,6%. Em 2009, a margem de lucro bruto
recuou para cerca de 32,6% da receita líquida. Em 2010, a porcentagem de lucro
bruto contra as receitas líquidas aumentou para cerca de 34%.

Esta oscilação de valores é devido a também oscilação de valores do Custo


de Mercadoria Vendida. Enquanto entre 2007 e 2008 o valor das receitas líquidas
variaram na casa dos 5%, os custos variaram na casa dos 2% o que aumentou
sensivelmente a margem de lucro bruto entre os anos citados.

Já entre 2008 e 2009, o valor diminui pois, enquanto a receita aumenta em


28%, os custos aumentam em cerca de 30%, acarretando o recuo da margem de
lucro bruto. Já em 2010, a margem volta a subir de valor, pois enquanto a receita
cresce cerca de 10%, os custos crescem apenas cerca de 7%.

28
5.1.2 Margem de Lucro Operacional

𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑂𝑝𝑒𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙
𝑀𝑎𝑟𝑔𝑒𝑚 𝑑𝑒 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑂𝑝𝑒𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙 =
𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎 𝑂𝑝𝑒𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎

A margem de lucro operacional visa indicar a porcentagem de lucro gerado


sobre as receitas líquidas, deduzidas dos custos e despesas operacionais.

Cálculos:

2007: 273.861,00 / 1.891.546,00 = 0,144


2008: 201.700,00 / 1.995.522,00 = 0,101
2009: 358.957,00 / 2.642.190,00 = 0,135
2010: 470.936,00 / 2.922.581,00 = 0,161

Na empresa analisada, nota-se um decréscimo de valores até o ano de 2008


e depois um salto. Em 2007, a margem de lucro operacional chegou a 14,4% da
receita operacional, decrescendo para 10,1% em 2008, tendo o crescimento de
13,5% em 2009 e chegando a 16,1% em 2010.

O decréscimo de valores da margem de lucro operacional entre os anos de


2007 e 2008 se deve ao fraco desempenho das atividades operacionais da empresa,
que decresceram cerca de 35% entre esses anos e também devido ao acréscimo de
mais de 100% da conta “Outras Despesas Operacionais”.

Já entre 2008 e 2009, houve um acréscimo bastante significativo na margem


de lucro operacional, pois o resultado operacional cresceu cerca de 43% em
conjunto com o aumento de mais de 100% da conta “Outras Receitas Operacionais”.
E em entre 2009 e 2010, houve de novo um acréscimo no resultado operacional da
empresa, que cresceu em 23%.

5.1.3 Margem de Lucro Líquido

𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜
𝑀𝑎𝑟𝑔𝑒𝑚 𝑑𝑒 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 =
𝑅𝑒𝑐𝑒𝑖𝑡𝑎 𝑂𝑝𝑒𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎

A margem de lucro líquido visa indicar o quanto por cento se há de lucro


sobre a receita total, deduzida dos custos e todas as despesas.
29
Cálculos:

2007: 137.378,00 / 1.891.546,00 = 0,072


2008: 180.449,00 / 1.995.522,00 = 0,090
2009: 213.730,00 / 2.642.190,00 = 0,080
2010: 253.464,00 / 2.922.581,00 = 0,086

Na empresa analisada, nota-se no primeiro momento, um acréscimo nas


margens de lucro líquido, havendo uma diminuição no ano seguinte e voltando a
crescer no último ano da análise. Entre 2007 e 2008, houve um aumento da margem
de lucro líquido que passou de 7,2% para 9%. Entre 2008 e 2009, o valor do índice
recuou de 9% para 8%. Já entre 2009 e 2010, o valor do índice de lucro líquido
aumentou sensivelmente e passou de 8% para 8,6%.

O aumento do valor do índice de lucro líquido entre 2007 e 2008 aumentou


porque o nível de receitas financeiras, da parte não operacional cresceu brutalmente
( de R$ 4.796,00 para R$ 289.826,00). Já entre os anos de 2008 e 2009, o valor do
índice diminuiu porque o resultado não operacional da empresa passou de R$
10.537,00 para zero.

O que certamente manteve ainda o nível da margem de lucro líquido em


cerca de 8% foi o grande resultado das receitas líquidas do ano. Entre 2009 e 2010,
a margem de lucro líquido cresceu um pouco, mesmo com o resultado não
operacional da empresa continuando em zero, devido ao acréscimo de 10% no nível
de receitas líquidas do exercício.

5.1.4. Conclusão sobre Margem de Lucro

Com a análise dos valores da margem de lucro bruto, podemos afirmar que a
empresa mantém uma regularidade de valores deste índice, o que indica que
consegue-se manter custos a altura das receitas, o que é sempre ideal para que se
possa maximizar a lucratividade.

Com a análise da margem de lucro operacional podemos constatar que a


empresa começou tendo um baixo rendimento operacional devido suas altas
despesas com a própria atividade operacional. Mas, nos anos subseqüentes, houve
30
uma diminuição das despesas operacionais em conjunto com o acréscimo das
receitas operacionais da empresa, o que gerou uma maior margem de lucro
operacional. Contudo, nota-se que o valor de outras despesas operacionais no ano
de 2010 chegou a zero, o que não pode passar desapercebido pelo empresa.

Com a análise da margem de lucro líquido da empresa, nota-se que os


valores se encontram em um nível bastante satisfatório devido principalmente as
receitas líquidas. No entanto, a empresa deve ter atenção com a inoperância
operacional que se instaurou a partir do ano de 2010 e, principalmente com seu
fraquíssimo desempenho no âmbito não operacional, que começou no ano de 2009.

5.2. Rentabilidade

6. CONCLUSÃO

Após observarmos o desempenho da empresa em cinco anos através dos


Balanços e Demonstrativos de Resultado devidamente padronizados com o auxílio
de instrumentos analíticos (analise vertical e análise horizontal), é possível notar
aspectos que, somente avaliando os números, poderiam passar despercebidos.

Através desta percepção, adquire-se um conhecimento maior sobre a


organização analisada e, por conseqüência, tem-se uma segurança um pouco maior
para tomar as decisões.

Podemos concluir que se tratando de operacional, a empresa teve um


aumento ano após ano nos seus índices. Já em relação ao não operacional, se ela
não tiver cuidado em relação às despesas financeiras seu resultado líquido antes do
imposto de renda poderá vir a diminuir, e assim conseqüentemente o reflexo se dará
no resultado líquido final.

O grau de endividamento é alto, porém o Ativo Circulante da empresa se


mantém sempre maior que o Passivo Circulante, obtendo assim um Capital
Circulante Líquido positivo, o que pode garantir certa folga no planejamento

31
financeiro. Caso a empresa tenha uma gerência dos prazos de vencimentos das
dívidas e das entradas de direitos, é possível que mantenha sua liquidez.

Este endividamento pode se dar por alguma estratégia que vise obter
recursos menos onerosos, caso os juros sejam mais interessantes que os
dividendos. Esta estratégia pode estar focada em arriscar mais para obtenção de
maiores resultados, afetando um pouco a segurança e liquidez, mas não
comprometendo severamente a saúde financeira.

O Ativo Permanente desta empresa é relativamente baixo, em torno de 20%.


Seu Patrimônio Líquido que também é baixo, em torno de 7%, não financia todo o
AP. Esta carência é suprida com obrigações de longo prazo que gira entre 30% e
50% durante o período.

Estas obrigações, se bem administradas em questão de prazos, podem


manter a folga no compasso do caixa, pois faz com que parte do AC seja financiada
com fontes de longo prazo, o que é bom para a empresa.

32
Bibliografia

Anexo - Conjuntura Estatística. Conjuntura Econômica, Rio de Janeiro, v. 65, n. 4,


abr. 2011.

ASSAF NETO, Alexandre; LIMA, Fabiano G. Curso de Administração financeira.


São Paulo: Atlas, 2009.

FERNANDES, Pedro Onofre. Análise de balanços no setor público: em que consiste


a análise de balanços e qual a sua importância para o setor público? Revista
Brasileira de Contabilidade, Brasília, DF, ano 26, n 108, p.60-68, nov / dez 1997.
MARION, José Carlos. O método de demonstração de fluxo de caixa. Rio de
Janeiro: Atlas, 1999.

MATARAZZO, Dante Carmine. Análise financeira de balanços: abordagem básica


e gerencial. 4ª edição, São Paulo: Atlas, 1997.

NEVES, João Carvalho das. Análise Financeira, Lisboa: Texto Editora, 2002.

PADOVEZE, Clóvis Luis. Contabilidade Gerencial – Um Enfoque em Sistema de


Informação Contábil. São Paulo. Atlas. 1996.

TOBIAS, Celso Afonso. Como elaborar e interpretar análise vertical de


demonstrações financeiras. Revista de Administração da Universidade de
Mackenzie, São Paulo, p.26-50, jan/mar 2007.

33
ANEXO A – BALANÇO PATRIMONIAL ORIGINAL

31/12/06 31/12/07 31/12/08 31/12/09 31/12/10


Ativo Total 4.309.006 5.052.404 6.577.898 6.747.984 7.996.619
Ativo Circulante 3.320.014 3.617.246 4.815.626 4.927.916 5.851.663
Caixa e Equivalentes de Caixa 1.228.655 1.203.385 2.284.885 2.208.863 162.428
Aplicações Financeiras 0 0 0 0 1.847.890
Contas a Receber 1.173.656 1.173.926 888.905 999.734 1.860.251
Estoques 748.244 963.982 1.000.246 1.263.404 1.429.537
Ativos Biológicos 0 0 0 0 0
Tributos a Recuperar 0 0 0 0 275.216
Despesas Antecipadas 0 0 0 0 21.877
Outros Ativos Circulantes 169.459 275.953 641.590 455.915 254.464
Ativo Realizável a Longo Prazo 264.277 232.623 256.946 272.063 471.689
Aplicações Financeiras Avaliadas a 0 0 0 0 5.596
Valor Justo
Aplicações Financeiras Avaliadas 0 0 0 0 0
ao Custo Amortizado
Contas a Receber 0 0 0 0 0
Estoques 0 0 0 0 0
Ativos Biológicos 0 0 0 0 0
Tributos Diferidos 0 0 0 0 332.889
Despesas Antecipadas 0 0 0 0 0
Créditos com Partes Relacionadas 58.745 48.564 81.256 35.735 58.282
Outros Ativos Não Circulantes 205.532 184.059 175.690 236.328 74.922
Investimentos 0 0 0 0 0
Imobilizado 257.273 379.302 498.451 494.536 638.406
Intangível 281.114 636.310 825.525 917.923 1.034.861
Diferido 186.328 186.923 181.350 135.546 0

34
31/12/06 31/12/07 31/12/08 31/12/09 31/12/10
Passivo Total 4.309.006 5.052.404 6.577.898 6.747.984 7.996.619
Passivo Circulante 2.639.017 3.379.097 3.931.096 3.115.660 4.444.963
Obrigações Sociais e Trabalhistas 0 0 0 0 42.709
Fornecedores 1.056.261 1.447.900 1.617.966 1.701.718 2.355.521
Obrigações Fiscais 134.192 200.401 155.517 161.936 224.645
Empréstimos e Financiamentos 782.510 1.462.856 1.903.526 899.189 1.363.508
Passivos com Partes Relacionadas 0 0 0 0 0
Dividendos e JCP a Pagar 0 31.812 38.147 51.121 87.679
Outros 179.431 156.440 153.980 251.639 0
Provisões 486.623 79.688 61.960 50.057 370.901
Passivos sobre Ativos Não- 0 0 0 0 0
Correntes a Venda e
Descontinuados
Passivo Não Circulante 1.164.080 1.236.648 2.228.367 3.145.069 3.000.978
Empréstimos e Financiamentos 956.367 1.094.993 2.060.105 2.954.700 2.779.793
Passivos com Partes Relacionadas 0 0 0 0 0
Outros 3.687 7.166 38.322 37.028 109.231
Tributos Diferidos 0 0 0 0 0
Adiantamento para Futuro Aumento 0 0 0 0 0
Capital
Provisões 204.026 134.489 129.940 153.341 111.954
Passivos sobre Ativos Não- 0 0 0 0 0
Correntes a Venda e
Descontinuados
Lucros e Receitas a Apropriar 0 0 0 0 0
Participação dos Acionistas Não 174.993 147.124 96.952 107.139 98.006
Controladores
Patrimônio Líquido 330.916 289.535 321.483 380.116 452.672
Capital Social Realizado 153.931 109.586 118.476 85.052 285.054
Reservas de Capital 0 0 3.381 5.303 -143.133
Reservas de Reavaliação 0 0 0 0 0
Reservas de Lucros 176.985 179.949 201.930 288.465 308.350
Lucros/Prejuízos Acumulados 0 0 0 0 0
Ajustes de Avaliação Patrimonial 0 0 -2.304 1.296 707
Ajustes Acumulados de Conversão 0 0 0 0 0
Outros Resultados Abrangentes 0 0 0 0 1.694
Adiantamento para Futuro Aumento 0 0 0 0 0
Capital

35
ANEXO B – DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS ORIGINAL

31/12/06 31/12/07 31/12/08 31/12/09 31/12/10


Receita Bruta de Vendas e/ou 1.821.280 2.579.296 2.676.229 3.298.107 3.546.532
Serviços
Deduções da Receita Bruta (461.602) (687.750) (680.707) (655.917) (623.951)
Receita Líquida de Vendas 1.359.678 1.891.546 1.995.522 2.642.190 2.922.581
e/ou Serviços
Custo de Bens e/ou Serviços (916.327) (1.272.722) (1.304.034) (1.780.606) (1.926.356)
Vendidos
Resultado Bruto 443.351 618.824 691.488 861.584 996.225
Despesas Com Vendas (214.331) (268.627) (339.056) (349.497) (370.216)
Despesas Gerais e (23.064) (34.032) (24.237) (27.435) (33.489)
Administrativas
Perdas pela Não 0 0 0 0 0
Recuperabilidade de Ativos
Outras Receitas Operacionais (991) 667 (1.542) 21.880 0
Outras Despesas Operacionais (23.516) (42.971) (124.953) (147.575) (121.584)
Resultado da Equivalência 0 0 0 0 0
Patrimonial
Financeiras (68.549) (126.108) (31.788) (145.227) (217.472)
Receitas Financeiras 9.948 4.796 289.826 67.474 44.123
Despesas Financeiras (78.497) (130.904) (321.614) (212.701) (261.595)
Resultado Não Operacional (30.304) (10.375) 10.537 0 0
Receitas 2.093 1.713 (3.852) 0 0
Despesas (32.397) (12.088) 14.389 0 0
Resultado Antes 82.596 137.378 180.449 213.730 253.464
Tributação/Participações
Provisão para IR e (33.223) (38.124) (46.942) (49.867) (76.061)
Contribuição Social
IR Diferido 10.433 (1.143) (8.194) (11.517) (2.743)
Participações/Contribuições (7.109) (5.280) (7.137) (7.436) 0
Estatutárias
Reversão dos Juros sobre 0 0 0 0 0
Capital Próprio
Part. de Acionistas Não (5.390) (17.704) (7.529) (7.573) 1.918
Controladores
Lucro/Prejuízo do Período 47.307 75.127 110.647 137.337 176.690

36
ANEXO C – BALANÇO PATRIMONIAL PADRONIZADO

31/12/06 31/12/07 31/12/08 31/12/09 31/12/10


Ativo Total 4.309.006 5.052.404 6.577.898 6.747.984 7.996.619
Ativo Circulante 3.320.014 3.617.246 4.815.626 4.927.916 5.851.663
Caixa e Equivalentes de Caixa 1.228.655 1.203.385 2.284.885 2.208.863 162.428
Estoques 748.244 963.982 1.000.246 1.263.404 1.429.537
Outros Ativos Circulantes 169.459 275.953 641.590 455.915 254.464
Contas a Receber 1.173.656 1.173.926 888.905 999.734 4.005.234
Ativo Realizável a Longo Prazo 264.277 232.623 256.946 272.063 471.689
Imobilizado 257.273 379.302 498.451 494.536 638.406
Intangível 281.114 636.310 825.525 917.923 1.034.861
Diferido 186.328 186.923 181.350 135.546 0

31/12/06 31/12/07 31/12/08 31/12/09 31/12/10


Passivo Total 4.309.006 5.052.404 6.577.898 6.747.984 7.996.619
Passivo Circulante 2.639.017 3.379.097 3.931.096 3.115.660 4.444.963
Fornecedores 1.056.261 1.447.900 1.617.966 1.701.718 2.355.521
Empréstimos e Financiamentos 782.510 1.462.856 1.903.526 899.189 1.363.508
Obrigações Fiscais, Sociais e 134.192 200.401 155.517 161.936 267.354
Trabalhistas
Outros 179.431 188.252 192.127 302.760 87.679
Provisões 486.623 79.688 61.960 50.057 370.901
Passivo Não Circulante 1.164.080 1.236.648 2.228.367 3.145.069 3.000.978
Empréstimos e Financiamentos 956.367 1.094.993 2.060.105 2.954.700 2.779.793
Outros 3.687 7.166 38.322 37.028 109.231
Provisões 204.026 134.489 129.940 153.341 111.954
Participação dos Acionistas Não 174.993 147.124 96.952 107.139 98.006
Controladores
Patrimônio Líquido 330.916 289.535 321.483 380.116 452.672
Capital Social Realizado 153.931 109.586 118.476 85.052 285.054
Reservas de Lucros e de Capital 176.985 179.949 203.007 295.063 449.082

37
ANEXO D – DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS PADRONIZADO

31/12/06 31/12/07 31/12/08 31/12/09 31/12/10


Receita Bruta de Vendas e/ou 1.821.280 2.579.296 2.676.229 3.298.107 3.546.532
Serviços
Deduções da Receita Bruta (461.602) (687.750) (680.707) (655.917) (623.951)
Receita Líquida de Vendas e/ou 1.359.678 1.891.546 1.995.522 2.642.190 2.922.581
Serviços
Custo de Bens e/ou Serviços (916.327) (1.272.722) (1.304.034) (1.780.606) (1.926.356)
Vendidos
Resultado Bruto 443.351 618.824 691.488 861.584 996.225
Despesas Com Vendas (214.331) (268.627) (339.056) (349.497) (370.216)
Despesas Gerais e (23.064) (34.032) (24.237) (27.435) (33.489)
Administrativas
Outras Receitas Operacionais (991) 667 (1.542) 21.880 0
Outras Despesas Operacionais (23.516) (42.971) (124.953) (147.575) (121.584)
Financeiras (68.549) (126.108) (31.788) (145.227) (217.472)
Receitas Financeiras 9.948 4.796 289.826 67.474 44.123
Despesas Financeiras (78.497) (130.904) (321.614) (212.701) (261.595)
Resultado Não Operacional (30.304) (10.375) 10.537 0 0
Resultado Antes 82.596 137.378 180.449 213.730 253.464
Tributação/Participações
Provisão para IR e (33.223) (38.124) (46.942) (49.867) (76.061)
Contribuição Social
IR Diferido 10.433 (1.143) (8.194) (11.517) (2.743)
Participações/Contribuições (7.109) (5.280) (7.137) (7.436) 0
Estatutárias
Part. de Acionistas Não (5.390) (17.704) (7.529) (7.573) 1.918
Controladores
Lucro/Prejuízo do Período 47.307 75.127 110.647 137.337 176.690

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