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MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA


1ª CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO
DIREITOS SOCIAIS E ATOS ADMINISTRATIVOS EM GERAL

ATA DA DUCENTÉSIMA SEPTUAGÉSIMA SEGUNDA SESSÃO ORDINÁRIA


4 DE AGOSTO DE 2016

Ao quarto dias do mês de agosto do ano de dois mil e dezesseis, às dez horas, iniciou-se,
na sala de reunião da Primeira Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal,
a Ducentésima Septuagésima Segunda Sessão Ordinária, com a presença da Dra. Ela Wiecko
Volkmer de Castilho, Coordenadora, Dra. Denise Vinci Tulio e Dr. Eitel Santiago de Brito
Pereira, Membros titulares; Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega, Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
e Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim, Membros suplentes. Foram objeto de deliberações:

001. Processo: 1.16.000.001498/2016-88 Voto: 2141/2016 Origem: PR - DF


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPDFT. UNIDADE DE
INTERNAÇÃO. GREVE DE AGENTES SOCIOEDUCATIVOS.
IMPOSSIBILIDADE DE ENTRADA DE ALIMENTOS PARA OS
REEDUCANDOS. 1. Alegação de que os adolescentes internados na Unidade
de Internação do Recanto das Emas/DF estariam sendo prejudicados por uma
greve realizada por agentes socioeducativos. Segundo a representante, em
decorrência da greve, os internos ficam impedidos de receber alimentos de
seus parentes nos dias destinados a visitas. 2. Apuração diretamente orientada
para assegurar a efetividade do direito constitucional de crianças e
adolescentes, cidadãos destinatários de especial proteção constitucional (art.
227, CF/88). 3. A defesa dos direitos constitucionais dos cidadãos destinada a
garantir seu efetivo respeito pelos Poderes Públicos e pelos serviços de
relevância pública é matéria atribuída pela LC 75 aos Procuradores dos
Direitos do Cidadão (art. 11 e 12), que atuam sob coordenação do Procurador
Federal dos Direitos do Cidadão (41, parágrafo único). 4. Interpretação da
Res. 148/14, que ressalva expressamente a atribuição da PFDC (art. 1º), em
conformidade com a LC 75. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM
REMESSA À PFDC.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Participaram da votação
Dra. Denise Vinci e Dr. Wellington Bonfim.
002. Processo: 1.14.000.000578/2016-91 Voto: 1993/2016 Origem: PR - BA
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/BA. NOTÍCIA ANÔNIMA DE
POSSÍVEIS MAUS TRATOS PRATICADOS CONTRA UMA CRIANÇA
PELA SUA GENITORA. INFRAÇÃO PENAL. REMESSA À 2ª CCR. 1.
Alegação, por meio de manifestação anônima dirigida à Sala do Cidadão do
MPF, em que se denunciam maus tratos praticados contra uma criança pela
própria genitora, fato que seria recorrente. 2. Conduta configuradora, em tese,
de infração penal. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 2ª
CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

003. Processo: 1.22.000.000710/2016-92 Voto: 1863/2016 Origem: PR - MG


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/MG. SUPOSTO GOLPE DE
VENDA DE ANIMAIS PELA INTERNET. POSSÍVEL INFRAÇÃO PENAL.
REMESSA À 2ª CCR. 1. Representação versando sobre a venda de um
cachorro pelo site de compras OLX. De acordo com a representante, a suposta
vendedora, após anunciar o animal na internet, solicitava o depósito bancário
de 60% (sessenta por cento) do valor da compra, a título de adiantamento,
porém não entregava o animal nem devolvia o dinheiro depositado. 2. Conduta
configuradora, em tese, de infração penal. PELO NÃO CONHECIMENTO,
COM REMESSA À 2ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

004. Processo: 1.24.000.000457/2016-01 Voto: 1994/2016 Origem: PR - PB


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PB. GUARDA MUNICIPAL.
EVENTUAL DESCUMPRIMENTO DA LEI N. 13.022/2014. ESTATUTO
GERAL DAS GUARDAS MUNICIPAIS. CONTROLE EXTERNO DA
ATIVIDADE POLICIAL E ESTABELECIMETOS PENAIS. RES. CSMPF
Nº 148/2014 C/C RES. CSMPF Nº 20/2007. REMESSA À 7ª CCR. 1.
Alegação de que a Guarda Municipal de João Pessoa/PB, ao deixar de
promover a capacitação dos guardas para o uso de armamento de fogo,
instituir regimento disciplinar para a categoria nos moldes daqueles adotados
pelas polícias militares, bem como ao adotar carga horária superior a quarenta
horas semanais para os seus servidores, estaria descumprindo a Lei Federal n.
13.022/2014, que dispõe sobre o Estatuto Geral das Guardas Municipais. 2.
Nos termos do art. 1º da Res. CNMP nº 20/2007: "Estão sujeitos ao controle
externo do Ministério Público, na forma do art. 129, inciso VII, da
Constituição Federal, da legislação em vigor e da presente Resolução, os
organismos policiais relacionados no art. 144 da Constituição Federal, bem
como as polícias legislativas ou qualquer outro órgão ou instituição, civil ou

2
militar, a qual seja atribuída parcela de poder de polícia, relacionada com a
segurança pública e persecução criminal". 3. Pela regra da especialidade, a
matéria sujeita-se à revisão da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão, órgão
superior incumbido de atuar na revisão dos feitos cíveis e criminais relativos
ao controle externo da atividade policial e aos estabelecimentos penais, nos
termos da Res. CSMPF n. 148, e que tem afirmado sua competência revisional
nos feitos envolvendo guarda municipal, cuja previsão constitucional
encontra-se no capítulo da Segurança Pública (art. 144, §8º, da CF). PELO
NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 7ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 7ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

005. Processo: 1.24.000.001120/2015-21 Voto: 2093/2016 Origem: PR - PB


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PB. HEMOCENTRO DO
ESTADO DA PARAÍBA. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE PAGA
AOS SERVIDORES. REPASSE DE RECURSOS DO MINISTÉRIO DA
SAÚDE. 1. Representação dos servidores do Centro de Hemoterapia e
Receptação de Sangue de Doadores da Paraíba (HEMOCENTRO - PB)
versando suposta falta de transparência quanto aos recursos repassados pelo
Ministério da Saúde, referente à gratificação de produtividade, paga aos
servidores proporcionalmente ao número de pessoas aptas a doarem sangue
atendidas na instituição. De acordo com os representantes, apesar do aumento
considerável do número de doadores, o valor da gratificação não tem sofrido
acréscimo. 2. O Procurador oficiante declinou da atribuição em favor do
Ministério Público do Estado da Paraíba, por entender que, mesmo nos casos
de repasse de recursos federais, não se pode inferir que o MPF seja o
responsável por apurar todas as irregularidades atinentes à prestação de
serviços públicos de assistência à saúde. 3. O declínio de atribuição é
prematuro, haja vista a necessidade de se apurar eventual desvio ou
malversação dos recursos federais repassados. PELA NÃO
HOMOLOGAÇÃO DO DECLÍNIO, com o retorno dos autos à origem para
prosseguimento, observado o princípio da independência funcional (CF - art.
127, § 1º).
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
não homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

006. Processo: 1.25.009.000096/2016-77 Voto: 2004/2016 Origem: PRM Umuarama-PR


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PR. MUNICÍPIO DE
CRUZEIRO DO OESTE. COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA.
FALTA DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. ATUAÇÃO DE
EMPRESA PÚBLICA QUANTO A SERVIÇOS OFERECIDOS MEDIANTE
REMUNERAÇÃO ESPECÍFICA. REMESSA À 3ª CCR. 1. Alegada falta de
fornecimento de energia elétrica pela Companhia Paranaense de Energia
(COPEL) em loteamento localizado no Município de Cruzeiro do Oeste/PR.
De acordo com o representante, foram adquiridos os padrões de energia
3
solicitados, porém a ligação da luz ainda não ocorreu. 2. A fiscalização de atos
de empresa pública que presta serviços remunerados de modo específico,
circunstância que faz aplicável a disciplina do CDC (art. 3º, §2º, c/c art. 22 do
CDC), naquilo que respeita a esses serviços, é incumbência da 3ª Câmara e
não deste colegiado 3. Pela regra da especialidade, a matéria sujeita-se à
revisão da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão, órgão superior incumbido de
atuar na revisão dos feitos cíveis relativos à defesa do consumidor e da ordem
econômica, nos termos da Res. CSMPF n. 148/2014. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À 3ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 3ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

007. Processo: 1.26.000.000888/2016-94 Voto: 2467/2016 Origem: PR - PE


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PE. AUTOS PROVENIENTES
DO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL. INEXISTÊNCIA DE
INTERESSE DA UNIÃO CAPAZ DE ATRAIR A ATRIBUIÇÃO FEDERAL.
CONFLITO NEGATIVO DE ATRIBUIÇÃO CONFIGURADO. REMESSA
AO PGR. 1. Procedimento Preparatório instaurado a partir de notícia
encaminhada pelo Ministério Público de Pernambuco dando conta de possível
falta de critério objetivo em uma das etapas do processo seletivo para
mestrado da Faculdade de Odontologia de Pernambuco (UPE), em 2016.
Nesse sentido, o representante afirmou que na etapa em que foi realizada
entrevista com o candidato, ele foi eliminado e, ao interpor recurso, não
obteve justificativa para tal. 2. Como registrou o Procurador Oficiante, no caso
em análise, não há interesse específico da União, de entidade autárquica ou de
empresa pública federal, razão pela qual afastou-se a competência do
Ministério Público Federal para apurar os fatos em epígrafe. 3. Tal como
descritos os fatos e evidenciados nos autos, é possível afirmar que inexiste
interesse da União capaz de atrair a atribuição do Ministério Público Federal.
Na realidade, tais fatos indicam a legitimidade do Ministério Público Estadual
para atuar no feito. 4. Como o procedimento já veio do Ministério Público do
Estado de Pernambuco, está configurado, no caso, o conflito negativo de
atribuição entre ambos. PELO NÃO CONHECIMENTO DO DECLÍNIO,
COM REMESSA DOS AUTOS AO PROCURADOR-GERAL DA
REPÚBLICA, que detém a legitimidade para a adoção de providências
voltadas à solução do conflito.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio Com remessa dos autos ao Procurador Geral da
República, que detém a legitimidade para a adoção de providências voltadas à
solução do conflito. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e Dr.
Wellington Bonfim.

008. Processo: 1.28.000.000229/2016-83 Voto: 2129/2016 Origem: PR - RN


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RN. IRREGULARIDADES NA
ATUAÇÃO DE GUIAS DE TURISMO E DE AGÊNCIAS TURÍSTICAS. 1.
Representação anônima versando sobre suposta omissão do Ministério do
4
Turismo, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Polícia
Rodoviária Federal (PRF) na fiscalização de atividades turísticas. De acordo
com o representante, guias de turismo regional, que detém especialização para
realizar apenas o acompanhamento e assistência de grupos, em itinerários ou
roteiros locais ou intermunicipais de uma determinada unidade da federação,
estão realizando a função de guia de excursão nacional. 1.1. Narra, ainda, o
representante que algumas agências de turismo, que fazem "city tour" entre
Natal e João Pessoa, não são credenciadas no Ministério do Turismo e utilizam
veículos sem autorização da ANTT. 2. O Procurador oficiante declinou da
atribuição em favor do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte,
argumentando que o Ministério do Turismo, a ANTT e a PRF não têm entre
suas atribuições a fiscalização sobre limites ou regularidade de
credenciamento de guias de turismo. 3. De acordo com a Portaria n. 27, de 30
de janeiro de 2014 (juntada aos autos pelo próprio Representante), o exercício
regular da atividade de guia de turismo depende de prévia realização de curso
técnico de formação profissional e de cadastro perante o Ministério do
Turismo, sendo que poderá exercer suas atividades por meio de contrato de
prestação de serviço na qualidade de funcionário de agência de turismo ou
transportadora turística, que também deve ser cadastrada junto ao referido
Ministério. 4. Compete ao Ministério do Turismo a fiscalização dos guias de
turismo quanto ao fiel cumprimento de suas obrigações, estando os infratores
sujeitos a penalidades em caso de desempenho irregular de suas atribuições. 5.
Nos termos da Portaria nº 162, de 22 de setembro de 2015, foi instituído
Grupo de Trabalho, a fim de identificar, discutir e avaliar a viabilidade de
integração das competências do Ministério do Turismo, da Agência Nacional
de Transportes Terrestres e da Polícia Rodoviária Federal para efetivar, em
suas respectivas esferas de atuação, a fiscalização dos serviços turísticos. 6. O
declínio de atribuição é prematuro, haja vista a necessidade de se oficiar aos
órgãos citados para que se manifestem acerca das irregularidades apontadas e
esclareçam suas respectivas atribuições em relação ao caso. PELA NÃO
HOMOLOGAÇÃO DO DECLÍNIO, com o retorno dos autos à origem para
prosseguimento, observado o princípio da independência funcional.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
não homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

009. Processo: 1.29.000.000266/2016-54 Voto: 1854/2016 Origem: PR - RS


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RS. SENTENÇAS JUDICIAIS.
POSSÍVEL FAVORECIMENTO POR JUÍZES A ADVOGADOS
CONHECIDOS. COMBATE À CORRUPÇÃO E IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA. REMESSA À 5ª CCR. 1. Representação sigilosa
versando sobre suposto favorecimento em sentenças judiciais a advogados
conhecidos dos juízes. De acordo com o representante, magistrados e
promotores, após a aposentadoria, ingressam no mercado de trabalho como
advogados, tendo acesso facilitado aos antigos colegas, o que pode
comprometer a imparcialidade no julgamento dos processos. 1.1. Narra o
representante que, no curso de processo de pensão alimentícia em que era
parte, em tramitação na 1ª Vara de Família da Comarca de Porto Alegre, juíza
e advogada mantiveram conversa íntima, durante o intervalo da audiência, e
sugere que a redação da sentença tenha sido realizada pela própria advogada,
sendo que a magistrada apenas teria assinado a decisão. 2. Conduta
5
supostamente passível de caracterização como ato de improbidade
administrativa (art. 11, caput, da Lei n. 8.429/92). PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

010. Processo: 1.29.020.000105/2015-41 Voto: 1847/2016 Origem: PRM C. do Sul - RS


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RS. MUNICÍPIO DE
CACHOEIRA DO SUL. GESTANTE. ALEGADAS IRREGULARIDADES
NO PROCEDIMENTO DO PARTO. DEFESA DOS DIREITOS
CONSTITUCIONAIS DOS CIDADÃOS. REMESSA À PFDC. 1. Alegada
irregularidade nos procedimentos adotados pelos profissionais de saúde do
Hospital de Caridade e Beneficiência de Cachoeira do Sul/RS durante a
realização de parto. De acordo com a representante, teve que permanecer, sem
qualquer acompanhamento, por mais de duas horas em posição de parto,
aguardando ter dilatação suficiente, o que ocasionou perda de sangue e que
resultou em uma anemia. 2. Apuração diretamente orientada para assegurar
efetividade do direito constitucional à saúde em defesa dos cidadãos. 3. A
defesa dos direitos constitucionais dos cidadãos destinada a garantir seu
efetivo respeito pelos Poderes Públicos e pelos serviços de relevância pública
é matéria atribuída pela LC 75 aos Procuradores dos Direitos do Cidadão (art.
11 e 12), que atuam sob coordenação do Procurador Federal dos Direitos do
Cidadão (41, parágrafo único). 4. Interpretação da Res. 148/14, que ressalva
expressamente a atribuição da PFDC (art. 1º), em conformidade com a LC 75.
PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À PFDC.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Participaram da votação
Dra. Denise Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

011. Processo: 1.34.012.000213/2016-34 Voto: 2147/2016 Origem: PRM Santos-SP


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. CONSELHO TUTELAR.
MENOR RETIRADA DOS CUIDADOS DA MÃE. 1. Alegação de que o
Conselho Tutelar de Santos/SP retirou a filha da representante de sua casa,
sem documentos legais necessários, notificação prévia nem mandado judicial,
em razão de uma suposta denúncia infundada de omissão de socorro à menor.
Segundo a representante, a menor teria sido entregue ao pai, que seria usuário
de drogas. 2. Apuração diretamente orientada para assegurar a efetividade do
direito constitucional de crianças e adolescentes, cidadãos destinatários de
especial proteção constitucional (art. 227, CF/88). 3. A defesa dos direitos
constitucionais dos cidadãos destinada a garantir seu efetivo respeito pelos
Poderes Públicos e pelos serviços de relevância pública é matéria atribuída
pela LC 75 aos Procuradores dos Direitos do Cidadão (art. 11 e 12), que atuam
sob coordenação do Procurador Federal dos Direitos do Cidadão (41,
parágrafo único). 4. Interpretação da Res. 148/14, que ressalva expressamente
a atribuição da PFDC (art. 1º), em conformidade com a LC 75. PELO NÃO
6
CONHECIMENTO, COM REMESSA À PFDC.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Participaram da votação
Dra. Denise Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

012. Processo: 1.34.016.000045/2016-47 Voto: 1992/2016 Origem: PRM Sorocaba-SP


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. PÁGINA DE INTERNET.
INCITAÇÃO AO ÓDIO, À VIOLÊNCIA, À INTOLERÂNCIA E CONTRA
O REGIME DEMOCRÁTICO. INFRAÇÃO PENAL. REMESSA À 2ª CCR.
1. Alegação, por meio de manifestação sigilosa dirigida à Sala do Cidadão do
MPF, de que um determinado cidadão estaria promovendo, por meio da
internet, incitação ao ódio, à violência, fazendo comentários homofóbicos,
contra o regime democrático, ameaças contra a vida, publicando calúnias,
injúria, sexismo, dentre outros. 2. Conduta configuradora, em tese, de infração
penal. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 2ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

013. Processo: 1.22.013.000299/2013-63 Voto: 1895/2016 Origem: PRM P. Alegre-MG


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. MAGISTÉRIO. UNIVERSIDADE
FEDERAL DE ALFENAS/MG (UNIFAL). DESOBEDIÊNCIA AO REGIME
DE DEDICAÇÃO EXCLUSIVA. 1. Inquérito Civil instaurado para apurar
suposta irregularidade consistente na desobediência ao regime de dedicação
exclusiva por professora do curso de Direito da UNIFAL. 2. Conduta
supostamente passível de caracterização como ato de improbidade
administrativa, como apurado nos autos. PELO NÃO CONHECIMENTO,
COM REMESSA À 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

014. Processo: 1.13.000.000844/2016-12 Voto: 2125/2016 Origem: PR - AM


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/AM. PROGRESSÃO
SALARIAL INDEVIDA A DIRETORES DA AMAZONAS ENERGIA S/A.
SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. 1. Trata-se de notícia de fato autuada
a partir de recebimento de cópia de sentença prolatada pela Vara do Trabalho
de Presidente Figueiredo/AM, a qual indica supostas irregularidades na
concessão de progressão salarial a alguns empregados da Amazonas
Distribuidora de Energia S/A, sociedade anônima de economia mista federal.
2. O Ministério Público Federal atua perante a Justiça Federal (art. 37, I, LC n.
75/93). 3. A jurisprudência do STJ e do STF consolidou o entendimento de

7
que, quando a causa envolver sociedade de economia mista que integre a
administração federal indireta, a competência da Justiça Federal fica a
depender da presença de interesse da União. 4. Pela descrição dos fatos, não se
infere interesse da União a demandar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC n. 75/93). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

015. Processo: 1.14.007.000341/2016-40 Voto: 2005/2016 Origem: PRM V. Conquista-BA


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/BA. PREFEITURA DE
VITÓRIA DA CONQUISTA/BA. DOAÇÃO DE TERRENO PÚBLICO.
IMÓVEL NÃO PERTENCENTE À UNIÃO. 1. Trata-se de notícia de fato
autuada para apurar suposta irregularidade em doação de terreno público, pela
prefeitura do município de Vitória da Conquista, para a construção de sede de
loja maçônica. 2. O imóvel em questão não pertence à União. 3. Ausência de
interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109,
I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO..
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

016. Processo: 1.14.012.000057/2016-02 Voto: 2103/2016 Origem: PRM Irecê-BA


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. SINDICATO DOS
EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE IRECÊ/BA. RESCISÃO DE
CONTRATOS DE TRABALHO. NEGATIVA DE HOMOLOGAÇÃO. 1. O
representante alega que o Sindicato dos Empregados no Comércio de Irecê/BA
se nega a fazer algumas homologações de rescisão de contratos de trabalho. 2.
Inexistência de interesse a justificar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 3. Matéria que se insere na esfera de
atribuição do Ministério Público do Trabalho (art. 114, I, II e III, CF c/c art. 83
LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

017. Processo: 1.22.000.003695/2015-53 Voto: 2092/2016 Origem: PR - MG


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. CEASAMINAS.
MOVIMENTO GREVISTA. EDIÇÃO DE PORTARIA. SUSPENSÃO DE
SERVIÇOS. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA FEDERAL. 1. Alegação
de que a direção da Centrais de Abastecimento de Minas Gerais S/A -
CeasaMinas editou portaria determinando a suspensão dos serviços prestados
pelos profissionais conhecidos como "orientadores de mercado" durante greve
então instalada na empresa. Segundo o Representante, tal suspensão estaria
acarretando prejuízos para a população e retirando a legitimidade do

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movimento grevista. 2. A CeasaMinas S/A é sociedade de economia mista
federal, inexistindo, pois, interesse a justificar a atuação do Ministério Público
Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 3. Matéria que se insere na esfera
de atribuição do Ministério Público do Trabalho (art. 114, I, II e III, CF c/c art.
83 LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

018. Processo: 1.23.000.001219/2016-41 Voto: 2121/2016 Origem: PR - PA


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PA. MUNICÍPIO DE
CAPANEMA/PA. DEMORA DO GOVERNO ESTADUAL EM
PROVIDENCIAR A CONSTRUÇÃO DE HOSPITAL NO MUNICÍPIO. 1.
Alegação de que a população do Município de Capanema/PA aguarda a
construção do Hospital Regional de Capanema pelo Governo do Estado, sem
que haja previsão para o início das obras. Em sessão da Câmara Municipal,
um determinado vereador se manifestou no sentido de que fosse oficiado ao
Governador do Estado para que esclarecesse quanto à situação atual dos
recursos a serem empregados e sobre a autorização para o início da obra,
assim como fosse enviada cópia do requerimento ao MPF. 2. Ausência de
interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109,
I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

019. Processo: 1.24.002.000368/2015-55 Voto: 2144/2016 Origem: PRM Sousa-PB


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PB. TENTATIVA DE
MARCAÇÃO DE CIRURGIA PELO SUS. 1. Alega a representante que, de
posse de diagnóstico médico de glaucoma, dirigiu-se à Central de Marcação da
Secretaria de Saúde do Município de João Pessoa/PB para tentar agendar data
para a realização de procedimento cirúrgico, conforme prescrição médica,
contudo não obteve êxito. 2. A Secretária de Saúde do Município informou,
por meio de ofício, que a situação da paciente/representante estaria em vias de
regularização, com intervenção cirúrgica já agendada por clínica credenciada
pelo SUS. 3. O Procurador oficiante declinou de sua atribuição em favor do
Ministério Público do Estado de Pernambuco por entender que os órgãos
envolvidos com a realização da cirurgia são de natureza municipal, tendo em
vista que ela "teve seu pedido de marcação de cirurgia cadastrado pela
Secretaria de Saúde de Sousa e se encontra esperando providências do
Município de Recife, cidade de referência para esses tratamentos - indicando
até a Fundação Altino Ventura como a unidade de saúde destinatária". PELA
HOMOLOGAÇÃO DO DECLÍNIO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

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020. Processo: 1.25.000.001099/2016-16 Voto: 2143/2016 Origem: PR - PR
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PR. UNIVERSIDADE
TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ. FUNDAÇÃO. CARGO
DIRETIVO. 1. Representação sigilosa versando sobre supostas irregularidades
na Fundação de Apoio à Educação, Pesquisa e Desenvolvimento Científico e
Tecnológico da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - FUNTEF/PR
relativas à ocupação de cargos diretivos, eleição de conselho diretivo e
realização de assembleia geral. 2. A FUNTEF/PR é uma pessoa jurídica de
direito privado, sem fins lucrativos, com sede e foro na Comarca de
Curitiba/PR. 3. Nos termos do art. 66 do Código Civil, cabe aos ministério
públicos estaduais velar pelas fundações onde estiverem situadas. 4. Ausência
de interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal (art.
109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

021. Processo: 1.29.000.000804/2016-19 Voto: 2002/2016 Origem: PR - RS


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RS. FUNDO DE
DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA E DE VALORIZAÇÃO
DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO (FUNDEB). MUNICÍPIO DE
MONTENEGRO. ALEGADO DESVIO DE VERBAS. 1. Alegado desvio de
verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de
Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) pelo Município de
Montenegro/RS, a partir do ano de 2012. 2. Ausência de repasse de recursos
da União, a título de complementação, para o Município de Montenegro/RS.
3. Inexistência de interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público
Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

022. Processo: 1.29.000.001074/2016-65 Voto: 1860/2016 Origem: PR - RS


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RS. CONSELHO REGIONAL
DOS DESPACHANTES DOCUMENTALISTAS DO RIO GRANDE DO
SUL. EXIGÊNCIA DE CURSO, PAGAMENTO DE TAXA E DE
ANUIDADE. ALEGADA FALTA DE RESPALDO LEGAL. 1. Alegada
exigência de curso, pagamento de taxa e de anuidade para credenciamento e
renovação de despachantes junto ao DETRAN/RS, efetuada pelo Conselho
Regional dos Despachantes Documentalistas do Rio Grande do Sul
(CRRD/RS), sem respaldo legal. 2. O CRRD/RS, assim como o Conselho
Federal dos Despachantes Documentalistas do Brasil e demais Conselhos
Regionais, são órgãos normativos e de fiscalização profissional, dotados de
autonomia administrativa e patrimonial, com personalidade jurídica de direito
privado, nos termos da Lei nº 10.602/2002. 3. Ausência de interesse federal a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I,

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LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

023. Processo: 1.29.003.001099/2015-58 Voto: 1849/2016 Origem: PRM N. Hamburgo-RS


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RS. MUNICÍPIO DE NOVO
HAMBURGO. CRIAÇÃO DE CARGOS EM COMISSÃO POR LEI
MUNICIPAL. ALEGADA BURLA À EXIGÊNCIA DE CONCURSO
PÚBLICO. SUPOSTA INCONSTITUCIONALIDADE. 1. Representação
sigilosa versando sobre suposta inconstitucionalidade da Lei Municipal nº
2.401/2011, de Novo Hamburgo/RS, que criou na Prefeitura cargos em
comissão, de livre nomeação e exoneração, com requisitos e atribuições
equivalentes ao cargo efetivo de Procurador do Município, em alegada burla à
exigência da realização de concurso público. 2. Compete aos Estados a
instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos
normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual (CF, art.
125, §2º). 3. Por outro lado, o ajuizamento de ADPF para o controle da
constitucionalidade de norma municipal, a fim de atender ao requisito da
subsidiariedade, deve pressupor a comprovação, pelo requerente, da
inviabilidade de propositura de representação de inconstitucionalidade para
controle da compatibilidade da mesma norma com a Constituição Estadual
( Precedentes: ADPF 100 MC, rel. Min. Celso de Mello; ADPF 212, rel. Min.
Ayres Britto). 4. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

024. Processo: 1.29.017.000192/2015-96 Voto: 1794/2016 Origem: PRM Canoas-RS


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RS. MUNICÍPIO DE CANOAS.
FALTA DE MEDICAMENTOS. ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL. 1.
Alegada dificuldade de pessoa acometida de acidente vascular cerebral em
receber medicamentos na rede pública de saúde do Município de Canoas - RS.
2. Inexistência de indícios de irregularidades na aplicação de recursos federais.
3. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público
Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

025. Processo: 1.30.008.000052/2016-97 Voto: 2124/2016 Origem: PR - RJ


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RJ. INDÚSTRIAS
NUCLEARES DO BRASIL S/A - INB. SUPOSTA CONCESSÃO

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IRREGULAR DE BENEFÍCIOS A DIRETORES DA EMPRESA.
SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. 1. Trata-se de notícia de fato autuada
a partir de manifestação sigilosa versando sobre possíveis irregularidades
decorrentes de alteração em norma da Indústrias Nucleares do Brasil S/A -
INB, sociedade de economia mista federal. Referida alteração teria reduzido o
lapso temporal necessário para a percepção de benefício vinculado à
exoneração de empregado com cargo na Diretoria Executiva da empresa. 2. O
Ministério Público Federal atua perante a Justiça Federal (art. 37, I, LC n.
75/93). 3. A jurisprudência do STJ e do STF consolidou o entendimento de
que, quando a causa envolver sociedade de economia mista que integre a
administração federal indireta, a competência da Justiça Federal fica a
depender da presença de interesse da União. 4. Pela descrição dos fatos, não se
infere interesse da União a demandar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC n. 75/93). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

026. Processo: 1.30.019.000007/2016-11 Voto: 2003/2016 Origem: PRM Teresópolis-RJ


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RJ. MUNICÍPIO DE
TERESÓPOLIS. AUXÍLIO-TRANSPORTE PARA UNIVERSITÁRIOS.
ALEGADA FALTA DE REPASSE. VERBAS MUNICIPAIS. 1. Alegada falta
de repasse de verbas de auxílio-transporte para universitários residentes em
Teresópolis e que são estudantes de instituições de ensino superior, localizadas
em outros municípios. 2. O pagamento do referido benefício foi previsto no
artigo 176 da Lei Orgânica do Município de Teresópolis e regulamentado pelo
Decreto Municipal nº 4.467/2014, sendo que os recursos orçamentários advêm
da Secretaria Municipal de Educação. 3. Ausência de interesse federal a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I,
LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

027. Processo: 1.33.000.003113/2013-93 Voto: 2006/2016 Origem: PR - SC


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SC. SUPOSTA FRAUDE
VISANDO À TOMADA DE POSSE DE TERRA. MUNICÍPIO DE
FLORIANÓPOLIS. IMÓVEL NÃO PERTENCENTE À UNIÃO. 1. Trata-se
de inquérito civil instaurado para apurar suposta tentativa de fraude por parte
de pessoas que estariam tentando tomar posse de terras alegadamente
devolutas no bairro Campeche, Município de Florianópolis/SC. 2. A Secretaria
de Patrimônio da União prestou informações segundo as quais referidas terras
não pertencem à União. 3. Ausência de interesse federal a justificar a atuação
do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.
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028. Processo: 1.33.003.000004/2016-37 Voto: 1852/2016 Origem: PRM Criciúma-SC
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SC. MUNICÍPIO DE
CRICIÚMA. LEI COMPLEMENTAR. CONCURSO PÚBLICO.
CRITÉRIOS DIFERENCIADORES DE PONTUAÇÃO PARA OCUPANTES
DE OUTRO CARGO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. SUPOSTA
INCONSTITUCIONALIDADE. 1. Representação sigilosa versando sobre
suposta inconstitucionalidade do art. 15 da Lei Complementar nº 12/1999, de
Criciúma/SC, que estabeleceu critérios diferenciadores de pontuação a
candidatos em concurso público para provimento de cargos, desde que já
tenham ocupado outro cargo na administração pública. 2. Compete aos
Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos
normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual (CF, art.
125, §2º). 3. A Constituição do Estado de Santa Catarina permite a propositura
de ADI, em face do seu texto, contra lei ou ato normativo municipal (art. 83,
XI, f e art. 85), tendo como um dos legitimados para propositura da ação o
Procurador Geral da Justiça, e prevê o concurso público como critério de
ingresso nos cargos públicos (art. 21, I). 4. Por outro lado, o ajuizamento de
ADPF para o controle da constitucionalidade de norma municipal, a fim de
atender ao requisito da subsidiariedade, deve pressupor a comprovação, pelo
requerente, da inviabilidade de propositura de representação de
inconstitucionalidade para controle da compatibilidade da mesma norma com
a Constituição Estadual ( Precedentes: ADPF 100 MC, rel. Min. Celso de
Mello; ADPF 212, rel. Min. Ayres Britto). 5. Ausência de interesse federal a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I,
LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

029. Processo: 1.33.005.000581/2015-28 Voto: 1850/2016 Origem: PRM Joinville-SC


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. 1. Alegada cobrança indevida
pelo Sindicato Trabalhista da Categoria Rural de Joinville pela emissão de
Declaração de Exercício de Atividade Rural para fins de aposentadoria. 2.
Inexistência de interesse a justificar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 3. Matéria que se insere na esfera de
atribuição do Ministério Público do Trabalho (art. 114, I, II e III, CF c/c art. 83
LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

030. Processo: 1.34.001.003991/2016-12 Voto: 2447/2016 Origem: PR - SP


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. CEAGESP-SP.
SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. SUPOSTA FALTA DE
MANUTENÇÃO. 1. O representante alega que na área interna e nos arredores

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da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo - CEAGESP-
SP, na capital do estado, há muita sujeira, buracos e defeitos no asfalto e nas
calçadas. 2. A CEAGESP-SP é uma sociedade de economia mista federal
ligada ao Ministério da Agricultura. 3. O Ministério Público Federal atua
perante a Justiça Federal (art. 37, I, LC n. 75/93). 4. A jurisprudência do STJ e
do STF consolidou o entendimento de que, quando a causa envolver sociedade
de economia mista que integre a administração federal indireta, a competência
da Justiça Federal fica a depender da presença de interesse da União. 5. Pela
descrição dos fatos, não se infere interesse da União a demandar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC n. 75/93). PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

031. Processo: 1.34.011.000131/2016-08 Voto: 72/2016 Origem: PRM SBCampos-SP


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. MUNICÍPIO DE SÃO
BERNARDO DO CAMPO. ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL.
CONSTRUÇÃO DE QUADRA ESPORTIVA. 1. Alegação de que as quadras
esportivas externas da Escola Técnica Lauro Gomes, no Município de São
Bernardo do Campo/SP, estariam sendo reformadas, sem que fossem
providenciados para os alunos banheiro, água e vestiário. 2. Ausência de
repasse de recursos federais, a título de complementação, para a composição
do FUNDEB no Município. 3. Inexistência de interesse a justificar a atuação
do Ministério Público Federal. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

032. Processo: 1.20.004.000047/2015-80 Voto: 2145/2016 Origem: PRM B. do Garças-MT


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/MT. ASSENTAMENTO
MATRINXÃ. MUNICÍPIO DE SANTO ANTÔNIO DO LESTE. SUPOSTA
SOBREPOSIÇÃO COM ÁREAS DO MUNICÍPIO DE ÁGUA BOA.
AUSÊNCIA DE JURISDIÇÃO DO INCRA. CONFLITO NEGATIVO
CONFIGURADO ENTRE MPF E MPE. 1. Inquérito civil instaurado para
apurar informações de que o Assentamento Matrinxã, localizado em Santo
Antônio do Leste/MT, teria registro imobiliário referente à área sobreposta ao
Município de Água Boa/MT, conforme Termo de Declarações encaminhado
pela Promotoria de Justiça da Comarca de Primavera do Leste. 2. O Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) informou que o referido
assentamento não está sob sua jurisdição. 3. A Presidente da Associação de
Produtores Rurais de Santo Antônio do Leste esclareceu que os lotes foram
adquiridos por meio de financiamento pelo Banco da Terra. 4. O Procurador da
República oficiante declinou da atribuição em favor do Ministério Público do
Estado de Mato Grosso por entender que não se trata de projeto de
assentamento, mas de propriedades particulares, sendo que eventual
sobreposição de matrículas não ofenderia diretamente bem, serviço ou
interesse da União. 5. A constatação de que as propriedades foram adquiridas,
14
por financiamento com recursos da União, no presente caso, não é suficiente
para atrair a competência do Ministério Público Federal, haja vista que não há
nos autos notícia de desvio ou malversação de verbas ou de inadimplemento
dos valores financiados, cabendo ao Ministério Público Estadual a
investigação dos fatos. 6. Como os autos se originaram de informações
remetidas pelo próprio Ministério Público Estadual, resta configurado conflito
negativo de atribuição. PELA REMESSA DOS AUTOS AO PROCURADOR-
GERAL DA REPÚBLICA, que detém a legitimidade para a adoção de
providências voltadas à solução do conflito.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
remessa dos autos ao Procurador- Geral da República. Participaram da votação
Dra. Denise Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

033. Processo: 1.22.000.000544/2016-24 Voto: 1859/2016 Origem: PR - MG


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/MG. TRIBUNAL DE JUSTIÇA
DE MINAS GERAIS. IRRESIGNAÇÃO DO REPRESENTANTE QUANTO
A INDEFERIMENTO DE SUSTENTAÇÃO ORAL. 1. Alegada irregularidade
no fato de o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais ter indeferido
pedido de realização de sustentação oral sob o argumento de que o
representante não era advogado. 2. Eventual irresignação quanto a decisões
judiciais devem ser manejadas, por meio de recurso próprio, no bojo do
processo, não cabendo ao Ministério Público intervir, salvo na condição de
parte ou como fiscal da lei. PELO ARQUIVAMENTO, devendo ser
cientificado o Representante, em atenção ao disposto no art. 4º, VI, da
Resolução n. 87/2010 do Conselho Superior do Ministério Público Federal.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou por
outras deliberações. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e Dr.
Wellington Bonfim.

034. Processo: 1.22.013.000002/2016-11 Voto: 2219/2016 Origem: PRM P. Alegre-MG


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA A DEFENSORIA PÚBLICA DA
UNIÃO EM MINAS GERAIS. FINANCIAMENTO ESTUDANTIL. FIES.
INSUCESSO EM TENTATIVA DE INSCRIÇÃO. 1. Alega o representante
que buscou obter financiamento junto ao FIES - Fundo de Financiamento
Estudantil, contudo foi informado que teria ocorrido erro de sua parte quando
do preenchimento do formulário de inscrição. 2. Dispõe o art. 15 da LC 75/93:
"Art. 15. É vedado aos órgãos de defesa dos direitos constitucionais do
cidadão promover em juízo a defesa de direitos individuais lesados. (...) § 2º -
Sempre que o titular do direito lesado não puder constituir advogado e a ação
cabível não incumbir ao Ministério Público, o caso, com os elementos
colhidos, será encaminhado à Defensoria Pública competente." 3. Não é
cabível o declínio de atribuição para órgão externo ao Ministério Público,
razão pela qual recebo o procedimento como arquivamento, nos termos do art.
5º-A, da Resolução CSMPF nº 87/2006. PELO RECEBIMENTO DO
DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO COMO ARQUIVAMENTO, COM A
CONSEQUENTE HOMOLOGAÇÃO E REMESSA À DEFENSORIA
PÚBLICA DA UNIÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
15
recebimento do declínio de atribuição como arquivamento, com a consequente
homologação e remessa à Defensoria Pública da União. Participaram da
votação Dra. Denise Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

035. Processo: 1.26.000.000725/2016-10 Voto: 1862/2016 Origem: PR - PE


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. SINDICATO. PRESIDÊNCIA.
FALTA DE APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO CONTÁBIL.
CONTRATAÇÃO DE PARENTES. IRREGULARIDADE
ADMINISTRATIVA. MATÉRIA ESTADUAL. 1. Representação do Conselho
Fiscal e da Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivos
Intermunicipais e Interestaduais Rodoviários de Turismo, Fretamento,
Escolares, Alternativos e Similares no Recife Metropolitano e regiões da Mata
Sul e Norte de Pernambuco (SINTRASTUR) versando sobre supostas
irregularidades perpetradas pela Presidência do referido Sindicato como falta
de apresentação de documentos contábeis/fiscais e excessiva contratação de
parentes do Presidente. 2. Inexistência de interesse a justificar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 3. Matéria
que também não se insere na esfera de atribuição do Ministério Público do
Trabalho (art. 114, I, II e III, CF c/c art. 83 LC 75), visto que se trata de
irregularidade administrativa do sindicato, e não trabalhista. 4. Atribuição do
Ministério Público Estadual. PELO DECLÍNIO DOS AUTOS AO
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
declínio dos autos ao Ministério Público do Estado de Pernambuco.
Participaram da votação Dra. Denise Vinci e Dr. Wellington Bonfim.

036. Processo: 1.10.000.000608/2014-46 Voto: 2513/2016 Origem: PR - AC


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INSTITUTO NACIONAL DO
SEGURO SOCIAL (INSS). UTILIZAÇÃO DE BANHEIRO PÚBLICO.
IRREGULARIDADE. CASO ISOLADO. 1. Procedimento Preparatório
instaurado com o fim de apurar as supostas más condições do prédio do
Instituto Nacional do Seguro Social no Estado do Acre (INSS), localizado na
Avenida Getúlio Vargas, Rio Branco. O representante narra que compareceu
ao referido edifício, na companhia de um membro do Conselho Nacional de
Saúde, para realizar uma perícia. Na ocasião, perguntou no balcão de
informações onde haveria um banheiro disponível e, ao utilizá-lo, teria caído
uma "lama preta" do forro, que lhe sujou o corpo e as roupas. 2. Arquivamento
promovido haja vista a singularidade da situação. Restou comprovado que o
ocorrido com o representante foi um caso isolado ocasionado por erro de
procedimento de um servente terceirizado ao limpar um basculante, não se
tendo informações ou notícia de algo semelhante ter ocorrido com outras
pessoas. 3. Arquivamento que deve ser mantido pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO DO ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

037 Processo: 1.11.000.000081/2012-51 Voto: 2451/2016 Origem: PR - AL


16
.
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONSELHO REGIONAL DOS
REPRESENTANTES COMERCIAIS NO ESTADO DE ALAGOAS
(CORE/AL). DEMISSÃO INDEVIDA DE SERVIDOR. CONTRATAÇÃO
SOB O REGIME CELETISTA. 1. Alegação de que o CORE/AL teria
demitido um servidor indevidamente, além de ter contratado pessoal sob o
regime celetista, quando deveria fazê-lo pelo regime jurídico único
(estatutário). 2. Por ocasião do julgamento da ADI 1.717/DF, o STF declarou a
inconstitucionalidade do art. 58 e seus parágrafos 1º, 2º, 4º, 5º, 6º, 7º e 8º, da
Lei n. 9.649/98, afirmando que os conselhos de fiscalização possuem natureza
de autarquia de regime especial. Entretanto, o art. 58, § 3º, que submete os
empregados desses conselhos à legislação trabalhista, permaneceu em vigor,
porquanto, nesse ponto, o STF considerou prejudicada a ADI, por impugnar o
art. 39 da CF, em sua redação originária, que já não estava mais em vigor, pois
havia sido alterado pela Emenda Constitucional 19/98. 3. Ocorre que o STF,
ao apreciar a ADIn 2.135/DF, deferiu medida cautelar para suspender a
eficácia do art. 39, "caput", da Constituição, com redação dada pela EC 19/98,
em razão de inconstitucionalidade formal, por ofensa ao art. 60, § 2º, da
CF/88, que exige votação em dois turnos em cada casa do Congresso
Nacional, para aprovação de proposta de emenda à Constituição. Com isso,
voltou a viger a exigência de regime jurídico único, prevista na redação
original do art. 39 da Constituição da República, ressalvando-se o período
compreendido entre a data da publicação da EC 19/98 (DOU de 5/6/98) e a da
declaração de inconstitucionalidade, ocorrida na ADI 2.135/DF, na sessão de
2/8/07. 4. Desse modo, o art. 58, § 3º, da Lei nº 9.649/98 voltou a conflitar
com o art. 39 da Constituição Federal (redação originária atualmente em
vigor). Em razão disso, o Procurador-Geral da República resolveu questionar a
constitucionalidade desse dispositivo legal e também do art. 31 da Lei nº
8.042/90 e do art. 41 da Lei nº 12.378/10, por incompatibilidade material com
a Constituição Federal, na ADI 5.367/DF, que foi apensada à ADC 36/DF,
proposta pelo Partido da República - PR (decisão publicada no Dje de
23/9/2015). 5. O PGR também ajuizou a ADPF 367/DF, na qual sustenta que
não foram recepcionadas pela Constituição da República, por
incompatibilidade com o art. 39, os seguintes dispositivos legais: a) art. 35 da
Lei nº 5.766/71; b) art. 19 da Lei nº 5.905/73; c) art. 20 da Lei nº 6.316/75; d)
art. 22 da Lei nº 6.530/78; e) art. 22 da Lei nº 6.583/78; f) art. 28 da Lei nº
6.684/79. 6. Na ADPF 367/DF e na ADI 5.367/DF, o PGR formulou os
seguintes pleitos: a) aprovação de lei de criação de cargos públicos para os
conselhos de fiscalização de atividades profissionais, a fim de que se adote o
regime jurídico estatutário; b) O(s) diploma(s) legal(is) a ser(em) elaborado(s)
deverá(ão) regular não só a estrutura de cargos dos conselhos profissionais,
mas também, entre outros aspectos, a situação dos agentes públicos admitidos
nos quadros autárquicos em descompasso com o art. 39 da CR; c) suspensão
de concursos públicos e de contratação de pessoal por conselhos de
fiscalização profissional, até que seja(m) aprovada(s) e sancionada(s) a(s)
lei(s) de estruturação de cargos dessas entidades, a fim de não perpetuar a
situação atual de inconstitucionalidade; d) declaração de inconstitucionalidade
sem pronúncia de nulidade das normas impugnadas na ADI 5.367/DF,
mantendo sua vigência por 24 meses, tempo razoável para que a Presidente da
República tome providências necessárias a instaurar processo legislativo sobre
a matéria, consoante o art. 61, § 1º , II, a, da CR, e para que o Congresso

17
Nacional aprove as leis necessárias; e e) declaração de não recepção, pela
Constituição da República, dos dispositivos legais indicados na ADPF 367/DF.
e na ADI 5.367/DF, o PGR formulou os seguintes pleitos: a) aprovação de lei
de criação de cargos públicos para os conselhos de fiscalização de atividades
profissionais, a fim de que se adote o regime jurídico estatutário; b) O(s)
diploma(s) legal(is) a ser(em) elaborado(s) deverá(ão) regular não só a
estrutura de cargos dos conselhos profissionais, mas também, entre outros
aspectos, a situação dos agentes públicos admitidos nos quadros autárquicos
em descompasso com o art. 39 da CR; c) suspensão de concursos públicos e de
contratação de pessoal por conselhos de fiscalização profissional, até que
seja(m) aprovada(s) e sancionada(s) a(s) lei(s) de estruturação de cargos
dessas entidades, a fim de não perpetuar a situação atual de
inconstitucionalidade; d) declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia
de nulidade das normas impugnadas na ADI 5.367/DF, mantendo sua vigência
por 24 meses, tempo razoável para que a Presidente da República tome
providências necessárias a instaurar processo legislativo sobre a matéria,
consoante o art. 61, § 1º , II, a, da CR, e para que o Congresso Nacional
aprove as leis necessárias; e e) declaração de não recepção, pela Constituição
da República, dos dispositivos legais indicados na ADPF 367/DF. 7. É certo
que a jurisprudência tem se firmado no sentido de que os conselhos de
fiscalização profissional, por possuírem natureza especial, devem se submeter
ao regime jurídico administrativo, razão pela qual, além de ter que realizar
concurso público para contratação de pessoal sob o regime estatutário e
promover licitação para contração de obras, serviços, compras e alienações
(art. 37, incisos II e XXI, da CF), devem respeitar os princípios constitucionais
da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. 8. Ocorre
que tais autarquias não possuem cargos ou quadro de pessoal criados por lei,
que, nos termos do art. 61, § 1º, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, é
de iniciativa privativa do Presidente da República. Isso dificulta, ou mesmo
impede, a observância do regime jurídico único por essas entidades
autárquicas. 9. Assim, não se pode exigir, neste momento, que os conselhos de
fiscalização profissional adotem o regime estatutário, porque a edição de leis
criando os cargos e estabelecendo as remunerações é o pressuposto necessário
para tal exigência, providência que não depende de uma atuação, pura e
simples, de tais autarquias ou do Ministério Público, por meio de outros
instrumentos de atuação, sejam judiciais (como a ação civil pública) ou
extrajudiciais (como o termo de ajustamento de conduta, a recomendação, etc).
10. Diante desse quadro de atuação institucional e da complexidade que
envolve a matéria, não há outra providência a ser adotada, neste momento, a
não ser aguardar o pronunciamento do STF nos autos da ADC nº 36/DF, da
ADPF nº 367/DF e da ADI 5367/DF, do qual, certamente, virá uma solução
definitiva para a questão. 11. A questão da demissão do servidor é de interesse
individual, a qual não enseja intervenção do Ministério Público Federal. PELA
HOMOLOGAÇÃO DO ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

038. Processo: 1.11.000.000797/2012-58 Voto: 2078/2016 Origem: PR - AL


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CARGA HORÁRIA. INSTITUTO
FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALAGOAS
18
(IFAL). PROFESSORES. DESOBEDIÊNCIA AO ART. 57 DA LEI DE
DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LDB). 1. Inquérito
Civil instaurado para apurar suposta desobediência ao art. 57, da LDB, pelo
IFAL. Segundo o representante, a carga horária mínima é de 8 horas semanais.
Entretanto, o IFAL, sem qualquer justificativa, teria reduzido a carga horária
para menos de 8 horas semanais e estaria contratando professores substitutos
sem a real necessidade e sem existência de sobrecarga dos professores
efetivos. Alega-se, ainda, que determinado professor estaria cumprindo
jornada abaixo do que deveria realizar. 2. O IFAL comprovou que as
irregularidades apontadas não existem, relatando a variedade de atividades
exercidas pelos professores, que se estendem desde a sala de aula a atividades
de pesquisa e extensão, bem como que as contratações de professores
substitutos são precedidas de estudo de demandas. Informou que o professor
citado possui uma jornada de trabalho muito superior à que deveria cumprir,
comparecendo à Instituição inclusive nos finais de semana, realizando ainda
projetos de pesquisa e aulas para monitores. 3. Ausência de irregularidades.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

039. Processo: 1.12.000.000385/2013-61 Voto: 2055/2016 Origem: PR - AP


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCESSO SELETIVO
SIMPLIFICADO (PSS). PROGRAMA NACIONAL DE ACESSO AO
ENSINO TÉCNICO E EMPREGO (PRONATEC). EDITAL Nº 4/2013-SEED.
FAVORECIMENTO DE SERVIDORES DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
DE MACAPÁ/AP. 1. Inquérito Civil instaurado para apurar supostas
irregularidades no processo seletivo simplificado para seleção de profissionais
para o PRONATEC. Narra o representante que os critérios de avaliação foram
definidos para favorecer pessoas que já prestavam serviços para a Secretaria
de Educação de Macapá. 2. O representante relatou que o PSS anterior fora
anulado, com a explicação de que o Edital N° 2/2013-SEED, que
originalmente regia o certame, previa que o prazo de recurso em face do
resultado da seleção seria o dia imediatamente posterior à publicação dos
resultados, bem como que os recursos deveriam ser interpostos de forma
pessoal, na cidade de Macapá, o que resultou no fato de que, após a publicação
dos resultados, todos os 259 recursos apresentados foram de candidatos de
Macapá e Santana, presumindo-se, assim, que os candidatos oriundos de
Laranjal do Jari e do Oiapoque não teriam tido a oportunidade de recorrer. O
representante demonstra sua irresignação com o fato de que o edital no novo
PSS inovou não apenas em relação à possibilidade de interposição de recursos
nos municípios de Laranjal do Jari e do Oiapoque, mas, também, nos critérios
de avaliação dos candidatos. 3. Segundo o representante, as alterações foram
tendentes a favorecer as pessoas que já prestavam serviços para a Secretaria de
Educação, pois, no primeiro edital, atribuía-se um ponto por ano de atuação na
área de educação profissional, e, no novo edital, passou-se a atribuir dois
pontos. Além disso, na área "apoio às atividades acadêmicas e
administrativas", passou-se a exigir experiência mínima de um ano em
atividades de apoio administrativo na educação profissional (2 pontos por ano
de atuação) ou básica ou superior (1 ponto por ano de atuação). 4.
Arquivamento promovido sob o fundamento de que a mudança de pontuação
19
se deu pela reanálise do perfil do profissional de apoio às atividades
acadêmicas e administrativas que estava sendo exigida no edital. Ainda,
quanto à exigência de tempo de serviço, esta se faz necessária porque o
Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego remunera por
bolsa temporária, não cria vínculo de emprego, não prevê recursos e nem
tempo para a formação em serviço. Assim sendo, o edital que seleciona
pessoas para nele atuar precisa requerer que o candidato ao buscar uma vaga
de bolsista do PRONATEC já venha com conhecimentos prévios de como
lidar com essa modalidade de ensino. De fato, da análise das alterações
promovidas pela SEED, não se verifica qualquer desproporcionalidade. Ainda,
não é ilegal a exigência de experiência prévia, quando da realização de
Processos Seletivos Simplificados para contratação de pessoal temporário.
PELA HOMOLOGAÇÃO COM BASE NOS FUNDAMENTOS
INVOCADOS NA PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

040. Processo: 1.12.000.000521/2013-13 Voto: 2404/2016 Origem: PR - AP


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. EXAME DE ORDEM. ORDEM DOS
ADVOGADOS DO BRASIL (OAB). CRITÉRIOS DE CORREÇÃO. 1.
Inquérito Civil instaurado para acompanhar pedido protocolado pelos
representantes na Seccional da OAB do Amapá, os quais requerem a anulação
dos critérios de cobrança de duas preliminares exigidas na peça prático-
profissional de Direito Administrativo da 2ª fase do X Exame da Ordem dos
Advogados do Brasil, realizado no dia 16 de junho de 2013. 2. As alegações
relativas a erros da banca examinadora, pela anulação ou incorreção de
questões, são inapreciáveis, por ser mérito do ato administrativo não passível
de ataque na esfera judicial. Por isso, não cabe ao Ministério Público adentrar
ao mérito administrativo para rever critérios de correção de questões de
concurso público, sob pena de substituir a função executiva do órgão que
realiza o concurso. 3. Compete à banca examinadora o reexame dos critérios
de formulação de questões, de correção de provas e de atribuição de notas aos
candidatos. Precedentes do STF e do STJ. 4. O controle judicial do mérito do
ato administrativo somente é admissível em situações excepcionais, nas quais
se verifique a ocorrência de erro material ou vício grave e insanável, como a
incompatibilidade do conteúdo das questões do concurso com o previsto no
edital do certame. Precedente da 1ª CCR (PP 1.25.000.002082/2013-25 -
Relator: Eitel Santiago de Brito Pereira - voto aprovado, à unanimidade - 26ª
Sessão Extraordinária de 14/9/2015). PELA HOMOLOGAÇÃO DO
ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

041. Processo: 1.13.000.000997/2010-74 Voto: 1955/2016 Origem: PR - AM


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA 5ª CCR. RELATÓRIO
DE FISCALIZAÇÃO. DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS.
20
ALEGADAS IRREGULARIDADES. 1. Trata-se de Inquérito Civil instaurado
para apurar supostas irregularidades detectadas no Relatório de Fiscalização nº
01243, da Controladoria Geral da União, quanto à distribuição de materiais e
livros didáticos para o ensino fundamental, no município de Maués/AM.
Foram elencadas as seguintes irregularidades: não utilização do sistema
SISCORT pela Secretaria Municipal de Educação e Desporto; mal
acondicionamento dos livros; atraso no recebimento dos livros. 2. Foi
expedida a Recomendação nº 002/2013 à municipalidade para o saneamento
dos problemas apontados. O município de Maués, por meio de Procuradoria
Geral, encaminhou o ofício da Secretaria da Educação onde apresenta suas
informações sobre o correto atendimento à Recomendação. 3. Os autos foram
enviados inicialmente para a 5ª CCR, que, por sua vez, encaminhou o
Inquérito Civil para a 1ª CCR, por entender se tratar de matéria afeta a ato
administrativo. 4. Recomendação atendida. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

042. Processo: 1.14.000.000295/2014-87 Voto: 1891/2016 Origem: PR - BA


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA PFDC. CONCURSO
PÚBLICO. CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA
OCUPACIONAL DA 7ª REGIÃO (CREFITO 7). EDITAL Nº 1/2012.
AUSÊNCIA DE NOMEAÇÕES. CARGO DE ASSESSOR TÉCNICO
FISIOTERAPEUTA. 1. Trata-se de Procedimento Preparatório instaurado para
apurar suposta irregularidade no concurso do CREFITO 7, Edital nº 1/2012. A
representante afirma que não foram convocados os candidatos aprovados para
o cargo de Assessor Técnico Fisioterapeuta. Solicitou que fosse averiguado se
há funcionários terceirizados ou contratados trabalhando no referido Conselho.
2. Arquivamento promovido diante da ausência de irregularidades, uma vez
que restou comprovado que as vagas constantes do Edital do concurso público
nº 1/2012 estão sendo preenchidas regularmente, não havendo funcionários
terceirizados ou contratados sem concurso público exercendo tais funções. 3.
Os autos foram inicialmente enviados à PFDC, que, por entender se tratar de
matéria afeta a ato administrativo, remeteu o procedimento para a 1ª CCR. 4.
Arquivamento que deve ser mantido pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

043. Processo: 1.14.000.002628/2012-41 Voto: 2089/2016 Origem: PR - BA


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PLANO DE SAÚDE DOS
FERROVIÁRIOS (PLANSFER). SERVIÇO SOCIAL DAS ESTRADAS DE
FERRO (SESEF). SITUAÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS. QUESTÃO
JUDICIALIZADA. 1. Inquérito Civil instaurado a partir de representação que
noticia o não atendimento em Salvador do plano Plansfer do Serviço Social
das Estradas de Ferro. 2. Ação ajuizada pelo SESEF abrangendo o objeto da
investigação. 3. Desnecessária a manutenção de inquérito civil cujo objeto está
21
abrangido em ação em trâmite na Justiça Federal (autos nº 0490403-
29.2010.4.02.5121). 4. Aplicação do Enunciado n. 6 da 1ª Câmara de
Coordenação e Revisão. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

044. Processo: 1.14.004.000136/2011-08 Voto: 2108/2016 Origem: PRM F. de Santana-BA


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA 5ª CCR. REMESSA
DA PFDC. CONCURSO PÚBLICO. EMPRESA BRASILEIRA DE
CORREIOS E TELÉGRAFOS (EBCT). CENTRO DE SELEÇÃO E DE
PROMOÇÃO DE EVENTOS (CESPE/UnB). EDITAL Nº 11/2011.
MUDANÇA DO LOCAL DE APLICAÇÃO DAS PROVAS. 1. Inquérito Civil
instaurado para apurar supostas irregularidades no concurso público dos
Correios regido pelo Edital nº 11/2011. Narra a representante que, no dia da
aplicação das provas, dirigiu-se ao local indicado no site do CESPE, todavia,
foi informada que deveria realizar prova em outro local. Em virtude do
fechamento dos portões, a representada ficou impossibilitada de prestar o
concurso em questão. 2. O CESPE informou que, de fato, houve alteração do
local de prova de 13 candidatos em virtude de intervenção técnica no site da
banca organizadora. Informou ainda que tentou entrar em contato com todos
os 13 candidatos para informar a mudança, todavia não conseguiu falar com a
representante, porque os dados dela não estavam atualizados junto ao CESPE.
3. Não se vislumbra irregularidade no concurso. O que ocorreu foi somente
uma falha administrativa no procedimento de comunicação do local da prova a
alguns poucos candidatos. 4. O caso em deslinde não traz nenhum direito que
deva ser tutelado pelo Ministério Público, pois se trata de pretensão
eminentemente individual não homogênea, porque permeada de
peculiaridades, e de conteúdo disponível, porque de cunho patrimonial. 5.
Ausência de legitimidade do Ministério Público Federal. 6. O Inquérito Civil
foi enviado inicialmente para a 5ª CCR e, em seguida, para a PFDC, para só
depois aportar na 1ª CCR, por se tratar de matéria afeta a ato administrativo.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

045. Processo: 1.14.007.000137/2012-03 Voto: 1826/2016 Origem: PRM V. Conquista-BA


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONSTRUÇÃO DE VIADUTOS.
VIABAHIA CONCESSIONÁRIA DE RODOVIAS S/A. SEGURANÇA DA
BR 116. 1. Inquérito Civil instaurado a partir de representação que solicita a
adoção de providências junto à Viabahia Concessionária de Rodovias S/A para
a construção de 4 viadutos no anel viário que circula a cidade de Vitória da
Conquista/BA, com o fito de melhorar as condições de segurança nos trechos
urbanos da BR 116. 2. Promovido o arquivamento sob o argumento de que a
Viabahia Concessionária de Rodovias S/A comprovou a realização, em 2013,
das seguintes obras relativas à manutenção e segurança da BR 116: a)
adequação geométrica dos trevos de acesso aos municípios de Barra do Choça
22
e Brumado, ocasião em que foram realizadas obras de limpeza, drenagem,
execução de bueiro, terraplanagem, aplicação de pavimento asfáltico e CBUQ,
execução de meio-fio, emenda entre pavimento novo e antigo e sinalização; b)
implantação de iluminação nos trevos de Brumado, Campinhos, Ilhéus/Urbis e
Barra do Choça; c) implantação de dispositivos de segurança, tais como
defensas metálicas, limpeza e pintura de guias, colocação de balizadores e d)
implantação de sinalização vertical e horizontal. 3. Vê-se, portanto, que o
Poder Público tem feito melhorias na rodovia BR 116, notadamente nos
trechos de cruzamento referidos pelo representante. 4. De outro lado, a
intervenção do Judiciário em questões como a presente, as quais demandam a
formulação e execução de políticas públicas, somente se admite quando há
uma injustificável omissão estatal ou um abusivo comportamento
governamental que possa comprometer a eficácia de direitos em discussão, os
quais, em regra, demandam uma prestação do Estado. E assim é porque
determinadas ações governamentais (como, por exemplo, a construção de um
viaduto, hospital ou escola) demandam escolhas políticas que normalmente
devem ocorrer no âmbito do Executivo e Legislativo. Esse, como visto, não é
o caso dos autos, uma vez que a concessionária responsável tem adotado
medidas materiais para prevenir acidentes de trânsito, não restando
configurada a omissão estatal. Ressalve-se que, caso evidenciada a
insuficiência das medidas adotadas pela concessionária, aí sim poderia o MPF
intervir para promover a instalação de outros equipamentos de segurança, pois
nessa hipótese não haveria mais campo para escolha discricionária da
Administração. 5. A fundamentação da promoção de arquivamento não
confronta entendimento consolidado desta Câmara e não foi contestada pelo
interessado que, devidamente cientificado, não recorreu. 6. Nessas
circunstâncias, em atenção à eficiência da atuação institucional, a promoção
merece ser homologada pelos próprios fundamentos, adotados como razão de
decidir pelo órgão superior. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

046. Processo: 1.15.000.000394/2014-21 Voto: 2464/2016 Origem: PR - CE


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA 5ª CCR. SELEÇÃO
UNIFICADA. RESIDÊNCIA MÉDICA. UNIVERSIDADE FEDERAL DO
CEARÁ (UFC). EDITAL Nº 1/2013. PROVA DE TÍTULOS. CRITÉRIOS DE
CORREÇÃO. 1. Narra o representante que houve irregularidade na avaliação
da sua prova de títulos do concurso para residência médica coordenado pela
UFC. Mostra-se inconformado com a obtenção de nota zero em virtude de não
ter grampeado e listado os documentos do formulário de análise curricular
conforme o disposto no edital. No entanto, afirma que colocou clipes
metálicos e ordenou os títulos rigorosamente em sequência. Além disso
informa que havia tomado este mesmo procedimento no exame anterior, tendo
obtido um total de 46 pontos, razão pela qual se sente injustiçado pela
avaliação realizada na atual seleção. 2. A cláusula 8.1 do Edital nº 1/2013, que
trata sobre a correção das provas de título, determina que o formulário da
análise curricular deve ser preenchido e enviado pelo candidato conforme as
orientações dispostas no sítio eletrônico PORTAL SURCE 2014, podendo não
ser conferido caso esteja em desacordo com as referidas instruções. 3. O
PORTAL SURCE-2014, por sua vez, disponibiliza anexo contendo as normas
23
para o preenchimento e envio do formulário padronizado e documentos
comprobatórios. Dentre as normas, encontram-se as quais dispõem sobre a
identificação dos documentos e a necessidade do grampeamento. 4. O Edital é
a lei do concurso e o candidato, ao se inscrever no certame, deve estar ciente
de todas as normas editalícias, visto que o descumprimento do edital
efetivamente gera a desclassificação no concurso. 5. O representante, ao que
se verifica, apresentou seus documentos em divergência com as regras
previstas, uma vez que não listou nem grampeou os títulos conforme as
normas do concurso. Seu formulário de análise curricular foi corretamente
desconsiderado pela banca examinadora, razão pela qual foi atribuída a nota
zero. 6. Ausência de irregularidades. 7. Procedimento inicialmente enviado
para a 5ª CCR que, por entender se tratar de matéria afeta a ato administrativo,
remeteu os autos para a 1ª CCR. PELA HOMOLOGAÇÃO DO
ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

047. Processo: 1.15.000.000975/2014-63 Voto: 1868/2016 Origem: PRM J. Norte-CE


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. CENTRO
DE SELEÇÕES E PESQUISA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
(CESPE/UNB). IRREGULARIDADES NO LOCAL DE PROVA. 1.
Procedimento Preparatório instaurado a partir de representação que informa
que o CESPE/UNB, quando da realização de concurso público para a
formação de cadastro de reservas para o cargo de Técnico Bancário Novo -
Carreira Administrativa - CEF 2014 - NM, no dia 30/3/14, teria
disponibilizado local inapropriado para a resolução da referida prova, o que
teria implicado prejuízo à igualdade de condições de acesso ao emprego
público. A representante alega que escolheu o polo de Juazeiro do Norte/CE e
que foi sorteada para resolver a prova na EEF Maria de Lourdes Ribeiro
Jereissati, sala 22706, afirmando que tal local não tinha estrutura adequada,
estando a sala quente a abafada, com carteiras pequenas e impróprias, não
havendo, inclusive, água no banheiro para higiene. Informa, por fim, que
houve queda de energia por cerca de uma hora durante a realização da prova.
2. O CESPE informou que, em atendimento aos princípios constitucionais da
igualdade e do amplo acesso ao concurso público, busca aplicar as avaliações
no maior número de localidades possíveis dentro do território nacional,
principalmente por se tratar de concurso público de natureza federal.
Entretanto, devido à falta de estrutura de algumas cidades indicadas para a
aplicação das avaliações, e apesar de buscar escolher as melhores instalações,
torna-se inviável disponibilizar a mesma estrutura para todos os candidatos
que realizam as avaliações. Acrescentou, ainda, que a manutenção das
instalações é de estrita responsabilidade dos gestores do colégio e que as
críticas em relação ao local foram registradas e levadas a conhecimento do
setor competente para que sejam tomadas as medidas cabíveis. 3. Quanto à
interrupção de fornecimento de energia, o fato ocorreu das 18h25 às 19h20, e
fora devidamente registrado na ata de coordenação do certame. O tempo que
os candidatos permaneceram sem luz foi acrescido no final, ou seja, a prova
teve duração acrescida de uma hora. 4. Arquivamento promovido sob o
fundamento de que se tratou de um caso fortuito, não se vislumbrando motivos
razoáveis para a anulação do certame de caráter nacional, nem o desrespeito à
24
isonomia dos candidatos, tendo em vista que o tempo de falta de energia fora
acrescentado ao final da prova. 5. Acolhimento da promoção de arquivamento
pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

048. Processo: 1.15.000.001354/2014-05 Voto: 1395/2016 Origem: PR - CE


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO
CEARÁ (IFCE). EDITAL Nº 3/GR-IFCE/2014. MODIFICAÇÃO DE
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO. 1. Procedimento preparatório instaurado
para apurar suposta irregularidade consistente na modificação de conteúdo
programático exigido em concurso realizado pelo IFCE a 4 dias da realização
da prova. 2. Foi apensada aos presentes autos a Notícia de Fato nº
1.34.001.003333/2014-51, oriunda da Procuradoria da República em São
Paulo. Neste caso, o representante também reclama da modificação do
conteúdo previsto no Edital nº 3/GR-IFCE/2014. 3. Promovido o
arquivamento do feito por não se vislumbrar indícios de irregularidades no
certame, haja vista que a modificação referida não é vedada legalmente e afeta
igualmente todos os candidatos, situação essa que mantém a igualdade de
oportunidades. Se retificação houve, resta evidenciado que a versão anterior
do edital não é a que melhor atendia ao interesse público, no entender do
administrador competente. 4. Arquivamento mantido nos termos da promoção
ministerial, ora adotada como razão de decidir. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

049. Processo: 1.15.000.001384/2014-11 Voto: 2009/2016 Origem: PR - CE


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO
CEARÁ (IFCE). EDITAL Nº 3/GR-IFCE/2014. MODIFICAÇÃO DE
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO. 1. Procedimento preparatório instaurado
para apurar suposta irregularidade consistente na modificação de conteúdo
programático exigido em concurso realizado pelo IFCE a 4 dias da realização
da prova. 2. Promovido o arquivamento do feito por não se vislumbrar indícios
de irregularidades no certame, haja vista que a modificação referida não é
vedada legalmente e afeta igualmente todos os candidatos, situação essa que
mantém a igualdade de oportunidades. Se retificação houve, resta evidenciado
que a versão anterior do edital não é a que melhor atendia ao interesse público,
no entender do administrador competente. 3. Arquivamento mantido nos
termos da promoção ministerial, ora adotada como razão de decidir. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

25
050. Processo: 1.15.000.001403/2014-00 Voto: 2069/2016 Origem: PR - CE
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. LOTAÇÃO DE SERVIDORES.
MODIFICAÇÃO. HOSPITAL GERAL DE FORTALEZA. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADES. 1. Procedimento Preparatório instaurado em virtude
de representação do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho
e Previdência Social no Estado do Ceará - INPRECE narrando que a direção
do Hospital Geral de Fortaleza vem fazendo diversas modificações de lotação
interna de servidores sem motivo que o justifique, bem como vem devolvendo
ao SUS servidores que estavam cedidos àquele hospital. 2. Cabe ao
administrador público gerir conforme seu juízo de conveniência, limitado
sempre às fronteiras da legalidade. 3. Arquivamento promovido diante da não
comprovação de irregularidades na mudança de lotação dos servidores, visto
que tudo ocorreu dentro da estrita necessidade da administração do hospital.
PELA HOMOLOGAÇÃO COM BASE NOS FUNDAMENTOS
INVOCADOS NA PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

051. Processo: 1.15.000.001440/2014-18 Voto: 1864/2016 Origem: PR - CE


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
MATERNIDADE ESCOLA ASSIS CHATEAUBRIAND (MEAC-UFC)
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO WALTER CANTÍDIO (UWC-UFC).
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ (UFC). IRREGULARIDADES
NA PROVA DE TÍTULOS. 1. Procedimento Preparatório decorrente de
representação em que o noticiante se insurge contra cláusula de edital de
concurso para provimento de cargos na Maternidade Escola Assis
Chateaubriand e no Hospital Universitário Walter Cantídio, ambos sob a
administração da Universidade Federal do Ceará. 2. O representante reclama
dos itens do edital referentes à prova de títulos, os quais exigem declarações
prestadas pelos antigos empregadores do candidato. Alega que esta exigência
pode causar problemas, visto que algumas empresas poderiam se negar a tanto
e outras podem nem mais existir. 3. Arquivamento promovido sob o
fundamento de que o resultado da prova de títulos já foi divulgado. Em que
pese o questionamento do candidato, verifica-se, no caso, a partir da
ponderação dos valores em exame, a impossibilidade de alteração da situação
fática já estabilizada ante o transcurso temporal. 4. O certame já foi concluído.
Assim sendo, os princípios da razoabilidade, da boa-fé, da confiança e da
segurança jurídica conduzem à aplicação, em favor do candidato aprovado, da
teoria do fato consumado, segundo a qual o decurso do tempo consolida fatos
jurídicos que devem ser respeitados, sob pena de causar à parte desnecessário
prejuízo, visto que, tendo sido aprovado dentro das vagas previstas no edital,
nasce o direito subjetivo à nomeação no período de validade do certame. 5.
Ressalte-se também que a segurança jurídica é necessária para a estabilidade
social, deste modo, é preciso evitar que situações jurídicas permaneçam por
todo o tempo em nível de instabilidade, o que, evidentemente, provoca
incertezas e receios entre os indivíduos, não podendo os jurisdicionados
ficarem à mercê de eventuais medidas judiciais que lhes acarretem
modificações substanciais inesperadas e lesivas à situação fática já
26
consolidada pelo decurso do tempo. 6. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

052. Processo: 1.15.000.001945/2014-74 Voto: 2071/2016 Origem: PR - CE


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. EDITAL Nº
3/2014. EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES
(EBSERH). CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO. MÉRITO ADMINISTRATIVO.
1. Procedimento Preparatório instaurado em razão de representação de
candidatos ao concurso da EBSERH regido pelo Edital nº 3/2014, os quais
narram as seguintes irregularidades: a) a contagem de exigência profissional
estaria sendo feita pela organizadora do certame levando em conta o período
posterior à graduação em nível superior na profissão exigida no concurso,
quando o certo deveria ser o efetivo exercício de funções atinentes ao cargo
disputado; b) a forma de contagem de pontos em provas de experiência
profissional. 2. As alegações relativas a erros da banca examinadora, pela
anulação ou incorreção de questões, ou pelas regras definidas no edital, são
inapreciáveis, por ser mérito do ato administrativo não passível de ataque na
esfera judicial. Por isso, não cabe ao Ministério Público adentrar ao mérito
administrativo para rever critérios de correção de questões de concurso
público, sob pena de substituir a função executiva do órgão que realiza o
concurso. 3. Compete à banca examinadora o reexame dos critérios de
formulação de questões, de correção de provas e de atribuição de notas aos
candidatos. Precedentes do STF e do STJ. 4. O controle judicial do mérito do
ato administrativo somente é admissível em situações excepcionais, nas quais
se verifique a ocorrência de erro material ou vício grave e insanável, como a
incompatibilidade do conteúdo das questões do concurso com o previsto no
edital do certame. Precedente da 1ª CCR (PP 1.25.000.002082/2013-25 -
Relator: Eitel Santiago de Brito Pereira - voto aprovado, à unanimidade - 26ª
Sessão Extraordinária de 14/9/2015). 5. Ausência de irregularidade. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

053. Processo: 1.15.003.000003/2014-49 Voto: 1798/2016 Origem: PRM Sobral-CE


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
(SUS). HOSPITAL DR. ESTEVAM PONTES LTDA. DEFASAGEM DE
PREÇOS. TABELA DO SUS. 1. Procedimento Preparatório instaurado a partir
de representação do titular do Hospital Dr. Estevam Pontes Ltda., localizado
em Sobral/CE, relatando as dificuldades de manutenção da referida unidade de
saúde em razão da defasagem de preços praticados pela tabela do SUS. 2.
Arquivamento promovido sob o fundamento de que a Secretaria de Saúde
apresentou documentação que comprova o repasse regular das verbas do SUS
referentes aos procedimentos realizados no dito Hospital. 3. Segundo o art.
167, da CF, são vedados: o início de programas ou projetos não incluídos na
27
lei orçamentária anual; a realização de despesas ou a assunção de obrigações
diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais; a abertura de
crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem
indicação dos recursos correspondentes; a transposição, o remanejamento ou a
transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de
um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa; a concessão ou
utilização de créditos ilimitados e a permissão de abertura de crédito
extraordinário para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as
decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o
art. 62 da CF/88. Destas vedações, exsurge o princípio da reserva do possível,
segundo o qual os direitos sociais e a ação governamental vivem sob a reserva
do possível, isto é, da arrecadação do ingressos previstos nos planos anuais e
plurianuais. 4. O pleito do representante encontra-se na esfera de
disponibilidade da Administração Pública, não podendo o Ministério Público
compelir o Executivo a ajustar os valores orçamentários, sem que haja
previsão orçamentária para tal fim. 5. A fundamentação da promoção de
arquivamento não confronta entendimento consolidado desta Câmara e não foi
contestada pelo interessado que, devidamente cientificado, não recorreu. 6.
Nessas circunstâncias, em atenção à eficiência da atuação institucional, a
promoção merece ser homologada pelos próprios fundamentos, adotados
como razão de decidir pelo órgão superior. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

054. Processo: 1.16.000.000023/2013-21 Voto: 1810/2016 Origem: PR - DF


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
AERONÁUTICA. FAVORECIMENTO DE CANDIDATOS. 1. Inquérito
Civil instaurado para apurar supostas irregularidades na fase de inspeção de
saúde do concurso de admissão para Oficial Engenheiro da Aeronáutica do
ano de 2013. O representante alega favorecimento a determinados candidatos,
em diversos Hospitais da Aeronáutica envolvidos no certame. Aponta que
foram adotados diferentes critérios de avaliação. 2. O Comando da
Aeronáutica informou que apenas o Centro de Medicina Aeroespacial -
CEMAL e o hospital de Aeronáutica de Manaus - HAMN não observaram
corretamente os critérios de avaliação. 3. Em face dessa informação, o MPF
expediu a Recomendação nº 27/2013, a qual sugeria a anulação da fase de
inspeção de saúde do concurso, bem como das fases subsequentes, e a
consequente repetição de todas essas etapas, desta vez em consonância com as
regras editalícias. 4. O Comando da Aeronáutica informou a impossibilidade
do cumprimento da Recomendação, haja vista o encerramento do certame e a
nomeação dos aprovados. 5. Os princípios da razoabilidade, da boa-fé, da
confiança e da segurança jurídica conduzem à aplicação, em favor do
candidato aprovado, da teoria do fato consumado, segundo a qual o decurso do
tempo consolida fatos jurídicos que devem ser respeitados, sob pena de causar
à parte desnecessário prejuízo, visto que, tendo sido aprovado dentro das
vagas previstas no edital, nasce o direito subjetivo à nomeação no período de
validade do certame. 6. Ressalte-se também que a segurança jurídica é
necessária para a estabilidade social, deste modo, é preciso evitar que
situações jurídicas permaneçam por todo o tempo em nível de instabilidade, o
que, evidentemente, provoca incertezas e receios entre os indivíduos, não
28
podendo os jurisdicionados ficarem à mercê de eventuais medidas judiciais
que lhes acarretem modificações substanciais inesperadas e lesivas à situação
fática já consolidada pelo decurso do tempo. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

055. Processo: 1.16.000.001440/2014-72 Voto: 1809/2016 Origem: PR - DF


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Decisão: Retirado de pauta.

056. Processo: 1.16.000.002978/2012-32 Voto: 1841/2016 Origem: PR - DF


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. ESCOLA
DE ADMINISTRAÇÃO FAZENDÁRIA (ESAF). EDITAL Nº 24/2012.
ACESSO AO CARTÃO DE RESPOSTA. 1. Inquérito Civil instaurado para
apurar supostas irregularidades cometidas pela ESAF no concurso da Receita
Federal do Brasil regido pelo Edital nº 24/2012. Narra o representante que a
ESAF negou-lhe acesso ao cartão de respostas, o que inviabilizaria verificar a
ocorrência de eventuais erros de marcação das respostas no referido
documento. O representante alega que gostaria de conferir suas marcações
físicas no gabarito original, de modo a confirmar, ou não, o acerto de sua nota.
2. Promovido o arquivamento ao argumento de que inexiste qualquer
irregularidade no caso concreto. O candidato, ao realizar sua inscrição em
concurso público, vincula-se às regras a ele atinentes. O representante deveria
estar ciente de que o Edital nº 24/12 não facultou aos candidatos acesso ao
cartão de respostas original entregue ao fiscal da sala. 3. Embora não fosse
permitido aos candidatos levar consigo os cadernos de questões, o Edital
previu que a eles era facultado, nos últimos 30 minutos de prova, copiar o
gabarito para posterior conferência. 4. Ademais, trata-se de direito individual
disponível, para o qual é defesa a atuação do Ministério Público, conforme
disposto no art. 129, da Cf e nos arts. 11 a 16 e 39 da LC nº 73/93. 5.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

057. Processo: 1.18.000.000968/2014-50 Voto: 1923/2016 Origem: PR - GO


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
(MAPA). EDITAL Nº 1/2014. PROVA SUBJETIVA. POSSIBILIDADE DE
IDENTIFICAÇÃO DOS CANDIDATOS. 1. Procedimento Preparatório
instaurado para apurar supostas irregularidades no concurso público do MAPA
regido pelo Edital nº 1, de 21 de janeiro de 2014. Alegam os representantes
que haveria identificação dos candidatos na prova discursiva, uma vez que a
resposta se deu no verso da folha da prova objetiva, onde constavam os dados
do candidato. 2. Arquivamento promovido diante da inexistência de
29
irregularidades, haja vista que a banca examinadora esclareceu que as provas
subjetivas foram digitalizadas e enviadas para correção online pelos
professores. Ou seja, não há como identificar o aluno, uma vez que o lado da
prova no qual estão consignados os dados dos candidatos não é enviado para
correção. 3. Ademais, são 412.118 candidatos em todo o país, o que torna
mínima a probabilidade da prova discursiva de um candidato ser corrigida por
uma pessoa específica. 4. A fundamentação da promoção de arquivamento não
confronta entendimento consolidado desta Câmara e não foi contestada pelos
interessados que, devidamente cientificado, não recorreu. 5. Nessas
circunstâncias, em atenção à eficiência da atuação institucional, a promoção
merece ser homologada pelos próprios fundamentos, adotados como razão de
decidir pelo órgão superior. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

058. Processo: 1.18.003.000007/2014-15 Voto: 2029/2016 Origem: PRM R. Verde-GO


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA 3ª CCR. REMESSA
DA PFDC. CONCURSO PÚBLICO. UNIVERSIDADE FEDERAL DE
GOIÁS - CAMPUS JATAÍ. EDITAL Nº 84/2013. CARGO DE PROFESSOR
DE PSICOLOGIA MÉDICA. POSSIBILIDADE DE INSCRIÇÃO DE
GRADUADOS EM PSICOLOGIA. ALEGADA VIOLAÇÃO ÀS NORMAS
QUE PROÍBEM O EXERCÍCIO DO MAGISTÉRIO POR PROFISSIONAIS
NÃO MÉDICOS EM DISCIPLINAS ESPECIFICAMENTE MÉDICAS. 1.
Procedimento Preparatório instaurado com o objetivo de apurar supostas
irregularidades no concurso público para provimento de cargo de Professor de
Psicologia Médica da Universidade Federal de Goiás - Campus Jataí (Edital
n.º 84/2013). Alega-se violação às normas que proíbem o exercício do
magistério por profissionais não médicos em disciplinas especificamente
médicas, tendo em conta a possibilidade de inscrição de graduados em
psicologia. 2. Promovido o arquivamento sob a alegação de que o edital do
concurso público em questão atendeu rigorosamente a Resolução Conjunta
CONSUNI/CEPEC nº. 1/2013, que regulamenta o ingresso para a carreira de
Magistério Superior na Universidade Federal de Goiás. 3. O artigo 5º, inciso
III, da Lei 12.842/2013, prevê como ato privativo do médico o ensino de
disciplinas especificamente médicas, o que não é o caso da disciplina
Psicologia Médica. 4. O tema "saúde mental e psicologia médica" possui
intersecção tanto na área de psicologia como médica, daí a exigência de
graduação em medicina ou psicologia, para ministrar aulas neste módulo,
tendo em vista que o objetivo é a formação do estudante de medicina e não o
exercício da medicina. Ressalve-se que esta disciplina não engloba o ensino de
Psiquiatria, o qual será ministrado por um médico especialista na área. 5. O
procedimento foi inicialmente enviado para a 3ª CCR e, logo após, para a
PFDC, as quais não consideraram a matéria como de sua atribuição, razão pela
qual os autos aportaram na 1ª CCR. PELA HOMOLOGAÇÃO COM BASE
NOS FUNDAMENTOS INVOCADOS NA PROMOÇÃO DE
ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

30
059. Processo: 1.18.003.000051/2014-25 Voto: 2401/2016 Origem: PRM R. Verde-GO
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA PFDC. CONCURSO
PÚBLICO. INSTITUTO FEDERAL GOIANO (IFG). EDITAL Nº 1/2014.
PROVA DIDÁTICA. 1. Alegadas irregularidades no concurso do IFG para
professor na área de Engenharia Civil. Narra a representante que o certame
desrespeitou a Resolução nº 45/2013, visto que a banca examinadora não
possuía, na prova didática, profissional com formação pedagógica. 2.
Arquivamento promovido diante da ausência de irregularidades, uma vez que
restou comprovado que todos os componentes da banca efetivamente tinham
formação pedagógica, possuindo inclusive doutorado na área de engenharia. 3.
Arquivamento que deve ser mantido pelos próprios fundamentos. 4.
Procedimento enviado primeiramente para a PFDC que, por entender se tratar
de matéria afeta a ato administrativo, remeteu os autos para a 1ª CCR. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

060. Processo: 1.19.000.000615/2014-12 Voto: 2114/2016 Origem: PR - MA


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA 5ª CCR. REMESSA
DA PFDC. CONCURSO PÚBLICO. INSTITUTO FEDERAL DO
MARANHÃO (IFMA). EDITAL Nº 1/2014. CARREIRA DE TÉCNICO-
ADMINISTRATIVO. 1. Alegada necessidade de retificação do Edital nº
1/2014, do concurso público do IFMA, no que tange ao provimento de cargos
efetivos da carreira de Técnico-Administrativo da referida IES. Argumenta o
declarante que o aludido instrumento convocatório deve ser alterado de modo
a permitir que graduados em Administração possam concorrer às vagas
ofertadas para Tecnólogo/Áreas Gestão Pública/Recursos Humanos e Gestão
pública/Gestão Financeira, visto que, dentre as atribuições dos
supramencionados cargos, encontram-se aquelas exercidas por
administradores. 2. Arquivamento promovido sob o fundamento da ausência
de irregularidades, haja vista que o edital observou os ditames da Lei nº
11.091/2005, a qual, ao disciplinar a estrutura da carreira dos cargos em
questão, não exigiu curso superior em Administração como requisito para
investidura. 3. O procedimento foi enviado inicialmente para a 5ª CCR e, em
seguida, para a PFDC, para só depois aportar na 1ª CCR, por se tratar de
matéria afeta a ato administrativo. PELA HOMOLOGAÇÃO COM BASE
NOS FUNDAMENTOS INVOCADOS NA PROMOÇÃO DE
ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

061. Processo: 1.19.001.000087/2014-91 Voto: 2128/2016 Origem: PRM Imperatriz-MA


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROGRAMA MINHA CASA MINHA

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VIDA. PREFEITURA DE IMPERATRIZ. CRITÉRIOS PARA ENTREGA
DOS IMÓVEIS. 1. Procedimento Preparatório instaurado para apurar suposta
irregularidade na negativa, por parte da Prefeitura de Imperatriz/MA, em
entregar imóveis do Programa Minha Casa Minha Vida para os quais as
noticiantes foram selecionadas. 2. A Secretaria de Desenvolvimento Social da
Prefeitura informou que, além dos critérios nacionais estabelecidos pelo
Ministério das Cidades, os municípios, na gestão do Programa, poderiam
estabelecer até outros três requisitos para a seleção dos beneficiários e que
estes foram estipulados por meio da resolução nº 15, de 07/10/13. 3. A Caixa
Econômica Federal, no mesmo sentido, informou caber aos municípios
instituir critérios adicionais àqueles estipulados pelo Ministério das Cidades na
Portaria nº 595, de 18/12/13. 4. Depreende-se dos autos que as declarantes
vêm ao MPF questionar os critérios estipulados pela prefeitura de Imperatriz,
que exigem, para o recebimento de uma unidade habitacional do Programa
Minha Casa Minha Vida, a comprovação da residência no município de
Imperatriz por no mínimo três anos. 5. Ocorre, entretanto, que as declarantes
alegam que, apesar de residirem no município de Imperatriz, recebem o
benefício Bolsa Família em outros municípios, constando, portanto, no
Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal que elas não
residem naquela cidade. 6. Promovido o arquivamento ao argumento de que os
critérios adicionais estabelecidos pelo ente municipal, além de terem sido
estipulados anteriormente ao sorteio por meio do qual as declarantes foram
selecionadas, não se mostram ilegais ou mesmo irrazoáveis, pois coadunam-se
ao disposto no item 4.2.3 da Portaria nº 595 do Ministério das Cidades. 7.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

062. Processo: 1.20.000.001391/2013-64 Voto: 2411/2016 Origem: PR - MT


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA 5ª CCR. PROGRAMA
NACIONAL DE ACESSO AO ENSINO TÉCNICO E EMPREGO
(PRONATEC). PAGAMENTO DOS PROFESSORES. 1. Procedimento
Preparatório instaurado a partir de representação noticiando irregularidades no
repasse de verbas para os professores integrantes do PRONATEC. Segundo o
representante, nos termos do artigo 15, inciso IV, da Resolução CD/FNDE nº
4/2012, os professores devem receber o montante de R$ 50,00, contudo, o
SENAI/MT repassa apenas 40% do valor (R$ 26,60). 2. Arquivamento
promovido diante da ausência de irregularidades. A legislação pertinente
determina que os professores bolsistas (aqueles que devem receber o valor de
R$ 50,00) são somente aqueles que mantêm vínculo com as instituições de
educação profissional e tecnológica das redes públicas. Assim, não é a
totalidade de professores envolvidos no PRONATEC que faz jus ao
recebimento da bolsa em questão, já que há professores que são apenas
funcionários do SENAI Mato Grosso e, portanto, não são profissionais com
vínculo com instituições de educação profissional e tecnológica das redes
públicas. 3. Arquivamento que deve ser mantido pelos próprios fundamentos.
4. Procedimento enviado primeiramente para a 5ª CCR que, por entender se
tratar de matéria afeta a ato administrativo, remeteu os autos para a 1ª CCR.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
32
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

063. Processo: 1.22.000.000073/2014-92 Voto: 1873/2016 Origem: PR - MG


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA 5ª CCR. REMESSA
DA PFDC. CONCURSO PÚBLICO. POLÍCIA FEDERAL. EDITAL Nº
1/2013 DGP/DPF. EXAMES MÉDICOS. 1. Procedimento Preparatório
versando sobre supostas irregularidades em concurso público realizado pelo
CESPE/UNB para provimento de cargos de delegado, perito e escrivão da
Polícia Federal. Aponta-se que o CESPE, no resultado final dos exames
médicos, teria aprovado candidatos considerados inaptos no resultado
provisório, em afronta ao edital do certame. Em função disso, no mínimo 134
candidatos aos cargos de perito e escrivão teriam sido prejudicados. 2. Há
notícia, nos autos, da realização de uma reunião em 19/12/13, na Procuradoria
da República no Distrito Federal, entre representante do Departamento de
Polícia Federal, o Diretor-Geral do CESPE/UnB e representante do MPF. 3. A
reunião mencionada ocorreu antes do resultado final dos exames médicos e,
portanto, anteriormente à instauração do presente procedimento. 4. Na
mencionada ocasião, teria sido acordada a flexibilização da disposição do
Edital quanto à não aceitação extemporânea de exames médicos, com
fundamento em decisões judiciais relativas a um concurso anterior (para
provimento de cargos da Polícia Rodoviária Federal) também organizado pelo
CESPE. 5. Assim, verifica-se que a aceitação dos exames médicos faltantes na
fase de recurso foi feita com base em diretriz estabelecida na reunião. 6. O
procedimento foi inicialmente enviado para a 5ª CCR, e posteriormente para a
PFDC, para finalmente aportar na 1ª CCR, por se tratar de matéria afeta a ato
administrativo. 7. O arquivamento é medida que se impõe, uma vez que os
fatos alegados pelo representante são legítimos diante do acordado na reunião
de 19/12/13. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

064. Processo: 1.22.000.001124/2014-01 Voto: 1790/2016 Origem: PR - MG


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTOS LICITATÓRIOS.
4ª SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE POLÍCIA RODOVIÁRIA
FEDERAL EM MINAS GERAIS. PARECER DA AGU. 1. Procedimento
Preparatório instaurado a partir da representação anônima que reputa ser
inconstitucional o parecer AGU/CGU/NAJ/MG-1237/2009-ISC, o qual tem
orientado os procedimentos licitatórios realizados pela 4ª Superintendência
Regional de Polícia Rodoviária Federal em Minas Gerais. O representante
afirma que esse órgão policial, adotando o supracitado parecer, exige dos
licitantes, como requisito de habilitação, a apresentação de três cópias de notas
fiscais de produtos ou serviços, semelhantes ao objeto da licitação, fornecidos
ou prestados em favor de pessoas públicas ou privadas. Segundo ele, tal
exigência afronta o art. 5º, incisos X e XII, da Constituição da República. 2.
Arquivamento promovido sob o fundamento de que a exigência, nos casos de

33
inexigibilidade de licitação, de apresentação de três cópias de notas fiscais de
produtos ou serviços, semelhantes ao objeto da licitação, fornecidos ou
prestados em favor de pessoas públicas ou privadas, justifica-se pela
necessidade de que os preços estabelecidos pela empresa contratada pela
Administração Pública sejam razoáveis e compatíveis com aqueles praticados
pela licitante no mercado. Observa-se, assim, que a medida visa à preservação
da lisura nas contratações públicas. 3. Ademais, segundo se extrai da cópia da
aprovação do parecer objeto da representação anônima (AGU/CGU/NAJ/MG-
1.237/2009-ISC), a recomendação feita pelo Núcleo de Assessoramento
Jurídico em Belo Horizonte segue os parâmetros da Orientação Normativa n.
17, de 1º de abril de 2009, de caráter vinculante: É obrigatória a justificativa
de preço na inexigibilidade de licitação, que deverá ser realizada mediante a
comparação da proposta apresentada com preços praticados pela futura
contratada junto a outros órgãos públicos ou pessoas privadas. 4. Nessas
circunstâncias, em atenção à eficiência da atuação institucional, a promoção
merece ser homologada pelos próprios fundamentos, adotados como razão de
decidir pelo órgão superior. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

065. Processo: 1.22.001.000103/2014-51 Voto: 1978/2016 Origem: PRM J. Fora-MG


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CURSO DE GRADUAÇÃO A
DISTÂNCIA. UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA (UFJF).
PROCESSO SELETIVO. EDITAL Nº 1/2014. DIVULGAÇÃO DAS NOTAS
DOS CANDIDATOS. 1. Procedimento Preparatório instaurado para apurar
supostas irregularidades em processo seletivo para curso de graduação a
distância da UFJF. Narra a representante que, na classificação final, não foram
divulgadas as notas dos candidatos, não sendo possível verificar o ponto de
corte. 2. A Universidade Federal de Juiz de Fora informou que as notas dos
candidatos foram devidamente publicadas no link
http://www.cead.ufjf.br/media/editais/2014/adm_pub_det.pdf, estando
disponíveis para consulta pública. 3. Ausência de irregularidade. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

066. Processo: 1.22.003.000324/2014-17 Voto: 1929/2016 Origem: PRM Uberlândia-MG


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CANCELAMENTO DE COLAÇÃO
DE GRAU. ESTUDANTE DE DIREITO. IRREGULARIDADES NA
INSCRIÇÃO JUNTO AO EXAME NACIONAL DE DEDESEMPENHO
DOS ESTUDANTES (ENADE). 1. Procedimento Preparatório instaurado
para apurar supostas irregularidades consistentes no cancelamento de colação
de grau de aluno do curso de Direito da Universidade Federal de Uberlândia
(UFU). O cancelamento teria ocorrido em virtude de irregularidade na
inscrição do representante no ENADE, quando era aluno da Universidade de
Uberaba (UNIUBE). 2. Arquivamento promovido diante do saneamento da
34
irregularidade, haja vista que a UFU promoveu a regularização da inscrição no
ENADE, tanto que a representada informou que não mais seria cancelada a
colação de grau, e que o processo de registro de Diploma na UFU já estava
seguindo o trâmite normal. 3. Arquivamento que deve ser mantido pelos
próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

067. Processo: 1.22.003.000518/2013-23 Voto: 1838/2016 Origem: PRM Uberlândia-MG


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA PFDC. CONCURSO
PÚBLICO. UNIVERSIDADE FEDERAL UBERLÂNDIA (UFU). EDITAL
Nº 133/2013. IRREGULARIDADES NAS NOMEAÇÕES. 1. Procedimento
Preparatório instaurado para apurar supostas irregularidades no concurso
público regido pelo Edital nº 133/2013, no que concerne ao cargo de técnico
de enfermagem da UFU. Narra a representante que a Universidade Federal de
Uberlândia divulgou o Edital nº 75/2010 antes de se encerrar o prazo de
validade do certame nº 14/2009. Por essa razão, os candidatos aprovados no
concurso nº 14/2009 ingressaram com ação em juízo para que lhes fosse
garantida a nomeação, o que acarretou a posse de 60 candidatos aprovados.
Após o vencimento de referido certame, houve a convocação de candidatos
aprovados e classificados no concurso regido pelo Edital nº 75/2010, até a
classificação nº 28. A UFU, mesmo sabendo da necessidade de empossar mais
7 candidatos, não o fez e abriu novo concurso, o 133/2013, com divulgação de
tais vagas. 2. Promovido o arquivamento ao argumento de que inexistiu
qualquer irregularidade. A UFU aclarou que as 28 vagas ofertadas por meio do
Edital nº 75/2010 foram ocupadas pelos candidatos aprovados no concurso
regido pelo certame 14/2009, em decorrência de acordo entabulado nos autos
da ação civil pública n.º 2009.38.03.006006-1. Em sendo assim, não há que se
esperar conduta diversa da referida IES, uma vez que tal ato poderia
configurar desrespeito ao comando judicial. 3. Em 11/8/11, com o término do
prazo de validade do concurso regido pelo Edital nº 14/2009, passou-se às
nomeações dos candidatos da lista de aprovados no concurso regido pelo
Edital nº 75/2010, para o cargo de técnico de enfermagem. Deste concurso,
foram chamados até o candidato ocupante da classificação de nº 28. No
entanto, somente 22 foram empossados, considerando que houve seis 6
desistências e que um candidato pertencia à lista de pessoas com deficiência.
As 23 vagas foram geradas por aposentadorias, exonerações, falecimentos e
vacâncias. A validade do citado concurso expirou em 6/1/13 e os demais
classificados não foram convocados considerando a inexistência de vagas. 4.
Ficou devidamente comprovado que as vagas divulgadas no Edital nº
133/2010 surgiram após ter expirado o prazo de validade do concurso regido
pelo Edital nº 75/2010. 5. Além disso, a questão já está judicializada,
conforme asseverou a representante. Trata-se da ação n.º 11665-
02.2011.4.01.3803, que tramita perante a 3ª Vara Federal da Subseção
Judiciária de Uberlândia. 6. Os autos foram remetidos, primeiramente, à PFDC
que, por considerar se tratar de matéria afeta a ato administrativo, enviou os
autos para a 1ª CCR. 7. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos
próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela

35
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

068. Processo: 1.22.009.000091/2014-94 Voto: 1861/2016 Origem: PRM G. Valadares-MG


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA PFDC. CONCURSO
PÚBLICO. INSTITUTO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DE SURDOS.
IRREGULARIDADES NO EDITAL. 1. Procedimento Preparatório instaurado
para apurar supostas irregularidades no concurso público do Instituto Nacional
de Educação de Surdos para o cargo de professor de carreira do magistério
superior. O representante alega que não pôde participar do certame em virtude
de falhas na divulgação de informações referentes à data da aplicação da
prova. Afirma que, no dia 7/3/14, verificou no sítio eletrônico da Magnus
Concursos, responsável pela realização do certame, que as provas seriam
aplicadas no dia 16/3/14. Aduz que, chegando ao local de prova, surpreendeu-
se com a informação de que as provas somente ocorreriam no dia 17/3/14. 2.
Arquivamento promovido sob o fundamento da ausência de irregularidades. O
Edital nº 2/2014, de 5/3/14, e o comprovante definitivo de inscrição,
devidamente juntados aos autos, corroboram o dia 17/3/14 como data de
realização do certame. Ademais, recai sobre os candidatos a responsabilidade
de acompanhar a publicação de todos os atos, editais e comunicados referentes
ao concurso com razoável regularidade, a fim de estar a par de eventuais
modificações. 3. Os autos foram inicialmente enviados à PFDC, que, por
entender se tratar de matéria afeta a ato administrativo, remeteu o
procedimento para a 1ª CCR. 4. Acolhimento da promoção de arquivamento
pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

069. Processo: 1.22.013.000085/2013-97 Voto: 2429/2016 Origem: PRM Piracicaba-SP


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA 5ª CCR. EXCESSO
DE PESO. EMPRESA TRANSPORTADORA. EXPEDIÇÃO DE
RECOMENDAÇÃO. CUMPRIMENTO. 1. Inquérito Civil instaurado para
apurar suposto transporte de carga com excesso de peso na BR 381, em Três
Corações, Minas Gerais. No caso dos autos, como a carga era proveniente de
mais de um embarcador, constatou-se que a responsabilidade seria da empresa
transportadora, nos termos do art. 257, do CTB. 2. Foram apensados ao
presente três procedimentos que também noticiam transporte com excesso de
peso em rodovia federal, de responsabilidade da mesma transportadora. Por
outro lado, a Polícia Rodoviária Federal informou que não há registro de
outras autuações em face da representada. 3. Expediu-se recomendação para
que a empresa a) adotasse as providências necessárias de modo a adequar seus
procedimentos com o fito de impedir o perigoso trânsito com excesso de peso,
que danifica bem de uso comum do povo; b) não promovesse a saída de
mercadoria e de veículos de carga de seus estabelecimentos comerciais, ou de
estabelecimentos de terceiros contratados a qualquer título, com excesso de
peso, em desacordo com a legislação de trânsito. 4. A transportadora apontou o
acatamento da recomendação e se comprometeu a abraçar as medidas de

36
controle necessárias, em ordem a evitar excessos de peso em seus veículos. 5.
Ademais, a empresa foi punida administrativamente pela infração cometida,
mediante multa aplicada pelo órgão competente. 6. Arquivamento promovido
diante do esgotamento do objeto dos autos. 7. Os autos foram inicialmente
enviados para a 5ª CCR que, por entender se tratar de matéria afeta a ato
administrativo, remeteu o procedimento para a 1ª CCR. 8. Arquivamento que
deve ser mantido pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

070. Processo: 1.23.000.000955/2014-11 Voto: 2427/2016 Origem: PR - PA


Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONSELHOS PROFISSIONAIS.
CONSELHO PROFISSIONAL DE CORRETORES DE IMÓVEIS DA 12ª
REGIÃO (CRECI). DEMISSÃO INJUSTIFICADA DE FUNCIONÁRIOS. 1.
Procedimento Preparatório instaurado para apurar suposta demissão
injustificada e sem prévio procedimento administrativo de funcionários do
CRECI/PA admitidos em razão da aprovação em concurso público. 2. Os três
denunciantes foram admitidos através de processo de seleção pública de
pessoal para a contratação sob regime celetista. Além disso firmaram com o
CRECI/PA, contrato de experiência, com prazo de 45 dias, prorrogável por
igual período. Logo, não são servidores públicos com vínculos estatutários e
não podem ser assim caracterizados sob pena de violação à regra do concurso
público e ao princípio da legalidade, ambos expressos no artigo 37, da CF. 3. A
demissão do empregado em regime de contrato de experiência não se sujeita a
prévio procedimento administrativo, Razão pela qual não se vislumbra
ilegalidade no presente caso. 4. Por outro lado, o que se constata é que o
CRECI/PA , em que pese sua natureza autárquica, não adotou o regime
jurídico único para seus funcionários. A contratação de pessoal em regime
celetista, através de contrato de experiência, viola o artigo 37, CF e desrespeita
a decisão do Supremo Tribunal Federal na ADInº2.135. 5. A não adoção do
regime jurídico previsto na Lei 8.112/90 pelos Conselhos de Fiscalização
Profissional no estado do Pará, incluindo o CRECI/PA, já é objeto do
Procedimento Preparatório n° 1.23.000.000007/2014-11. 6. Arquivamento
promovido diante da ausência de irregularidade quanto às demissões e em
razão de a questão envolvendo o regime único já ser objeto de outro
procedimento preparatório. 7. Arquivamento que deve ser mantido pelos
próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Wellington Bonfim.

071. Processo: 1.34.001.002866/2015-04 Voto: 1785/2016 Origem: PRM Bauru-SP


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: CONFLITO DE ATRIBUIÇÕES. REMESSA DA 5ª CCR. SUSCITANTE:
PRM/BAURU-SP. SUSCITADO: PR/SÃO PAULO-SP. TRANSPORTE DE
CARGA. EXCESSO DE PESO. RODOVIA FEDERAL. 1. Conflito suscitado
em razão do entendimento de que é o critério da prevenção, e não o local da
sede da empresa infratora, que determina a atribuição do órgão ministerial
37
responsável pela condução da investigação. 2. Quando não for possível
determinar o local do trajeto no qual se deu o prejuízo ao patrimônio público,
aplica-se o art. 2º, parágrafo único, da Lei n. 7.347/85, para atribuir a
condução do feito ao membro do Ministério Público Federal que primeiro teve
conhecimento dos fatos, desde que existam elementos indicando ter o dano
também ocorrido em território da subseção perante a qual ele oficia. 3.
Aplicação do Enunciado n. 5 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão. PELA
DECLARAÇÃO DA ATRIBUIÇÃO DA PRM/UBERABA-MG, a primeira a
conhecer dos fatos ocorridos em município abrangido por sua atribuição
territorial.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
declaração da atribuição da PRM/Uberaba-MG, a primeira a conhecer dos
fatos ocorridos em município abrangido por sua atribuição territorial.
Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington
Bonfim.

072. Processo: 1.34.004.000075/2014-21 Voto: 2674/2016 Origem: PRM Campinas-SP


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: CONFLITO DE ATRIBUIÇÕES. SUSCITANTE: PRM/CAMPINAS-SP.
SUSCITADO: PR/JUNDIAÍ-SP. OCUPAÇÃO IRREGULAR DE ÁREA
FEDERAL COM RISCO DE DESLIZAMENTO OU INUNDAÇÕES.
MUNICÍPIO DE LOUVEIRA/SP. 1. Cuida-se de Inquérito Civil instaurado
para averiguar ocupação irregular de área federal com risco de deslizamento
ou inundações, por algumas famílias, no Bairro do Leitão, localizado no
Município de Louveira/SP. 2. A Procuradoria da República no Município de
Jundiaí/SP declinou de sua atribuição para a Procuradoria da República no
Município de Campinas/SP tendo em vista que a área em questão é objeto de
ação de reintegração de posse que tramita na 4ª Vara Federal de Campinas
(Processo nº 0014722-18.2012.4.03.6105) e que eventual ação judicial visando
impelir o Município de Louveira/SP a realocar as pessoas que ocupam o local
teria conexão com a ação judicial mencionada. 3. Conflito suscitado pela PRM
Campinas/SP sob a alegação de que o Município de Louveira/SP pertencia, até
o ano de 2012, à Subseção Judiciária de Campinas/SP. Contudo,
posteriormente, com a criação da Subseção de Jundiaí/SP, foi a ela transferido.
Nesse sentido, pela regra da perpetuatio jurisdicionis, foram mantidos os
processos judiciais já em andamento na Justiça Federal de Campinas - a
exemplo do processo nº 0014722-18.2012.4.03.6105. 4. Quanto à suposta
conexão entre a ação mencionada já em andamento perante a Justiça Federal
de Campinas/SP, e a aqui analisada, tem-se que a atuação do MPF naquela
demanda como fiscal da ordem jurídica não tem o condão de implicar conexão
em relação a procedimentos extrajudiciais cujo objeto seja parcialmente
similar, pois a demanda judicial é de reintegração de posse e pretende apenas a
retirada das famílias do local, enquanto este IC preocupa-se tanto com o
patrimônio público, quanto com as condições das pessoas que estão na
localidade. 5. Assim, conforme o Procurador Suscitante: "a manutenção da
conclusão esposada pelo ilustre colega da PRM Jundiaí importaria, em todas
as ocasiões em que houvesse desmembramento de Subseções Judiciárias, a
manutenção de diversos processos na Subseção original, acarretando dupla
atuação de órgão ministerial sobre o mesmo município, o que certamente não é
recomendável". PELA DECLARAÇÃO DA ATRIBUIÇÃO DA
PRM/JUNDIAÍ-SP.

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Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
atribuição do suscitado. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de Castilho
e Dr. Wellington Bonfim.

073. Processo: 1.15.000.000675/2016-46 Voto: 1751/2016 Origem: PR - CE


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/CE. SISTEMA DE
TRANSPORTE PÚBLICO DE PASSAGEIROS E SISTEMA DE
TRANSPORTE COMPLEMENTAR DE FORTALEZA/CE. MEIA
PASSAGEM. CARTEIRA ESTUDANTIL. MORA EXCESSIVA PARA
EMISSÃO. IMPOSSIBILIDADE DE USUFRUIR DO DIREITO. DEFESA
DOS DIREITOS CONSTITUCIONAIS DOS CIDADÃOS. REMESSA À
PFDC. 1. Alegada mora excessiva na emissão das carteirinhas de estudante, no
Município de Fortaleza/CE e, assim, impossibilidade de usufruir da meia
passagem. Narra o Representante que quando as carteiras estudantis perdem
sua validade, os estudantes passam períodos superiores a um mês sem poder
usufruir da meia passagem, ainda que solicitem o recadastramento com
bastante antecedência. 2. Apuração diretamente orientada para assegurar
efetividade do direito constitucional à educação em defesa dos cidadãos. 3. A
defesa dos direitos constitucionais dos cidadãos destinada a garantir seu
efetivo respeito pelos Poderes Públicos e pelos serviços de relevância pública
é matéria atribuída pela LC 75 aos Procuradores dos Direitos do Cidadão (art.
11 e 12), que atuam sob coordenação do Procurador Federal dos Direitos do
Cidadão (41, parágrafo único). 4. Interpretação da Res. 148/14, que ressalva
expressamente a atribuição da PFDC (art. 1º), em conformidade com a LC 75.
PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À PFDC.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Participaram da votação
Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

074. Processo: 1.16.000.000229/2016-02 Voto: 2723/2016 Origem: PR - DF


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. MUNICÍPIO DE FORMOSO-
MG. PROGRAMA MINHA CASA MINHA MINHA VIDA. 1. Notícia
autuada a partir de denúncia para apurar supostas irregularidades envolvendo o
Programa Minha Casa Minha Vida no Município de Formoso/MG. Alega a
representante que as empreiteiras Projeto Morar e Alfa Associação de
Integração Social, as quais receberiam repasses do Governo Federal através do
Ministério das Cidades estariam investindo em imóveis no Pará ao invés de
pagar os direitos trabalhistas dos funcionários e sem concluir as respectivas
obras. 2. O declínio de atribuições para o MPT/DF fundamentou-se na
inexistência de competência da Justiça Federal para atuar no caso em tela. 3. O
Programa Minha Casa Minha Vida é um importante projeto federal para
assegurar o direito a moradia, cujos recursos investidos são, em regra, verbas
federais. PELA NÃO HOMOLOGAÇÃO DO DECLÍNIO, COM RETORNO
DOS AUTOS À ORIGEM PARA PROSSEGUIMENTO DO FEITO, TENDO
EM VISTA POSSÍVEL MALVERSAÇÃO DE RECURSOS FEDERAIS.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
não homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
39
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

075. Processo: 1.18.003.000071/2016-68 Voto: 1757/2016 Origem: PRM R. Verde-GO


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/GO. PRESTAÇÃO DE
SERVIÇO PÚBLICO. POLÍCIA MILITAR DE GOIÁS. EFETIVO
POLICIAL SUPOSTAMENTE INSUFICIENTE. FESTA COM SOM ACIMA
DO LIMITE PERMITIDO. ÁREA RESIDENCIAL. OCORRÊNCIA NÃO
ATENDIDA. CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE POLICIAL E
ESTABELECIMENTOS PENAIS. RES. CSMPF Nº 148/2014 C/C RES.
CSMPF Nº 20/2007. REMESSA À 7ª CCR. 1. Trata-se de Notícia de Fato
autuada a partir de representação anônima informando a respeito do baixo
efetivo da Polícia Militar de Goiás/GO, tendo em vista o não atendimento de
ocorrência referente a festa com som alto, em área residencial. Narra a
Representante que tentou contato com a polícia pelo telefone disponibilizado
nas viaturas e pelo 190, não conseguindo atendimento. 2. Nos termos do art. 1º
da Res. CNMP nº 20/2007: Estão sujeitos ao controle externo do Ministério
Público, na forma do art. 129, inciso VII, da Constituição Federal, da
legislação em vigor e da presente Resolução, os organismos policiais
relacionados no art. 144 da Constituição Federal, bem como as polícias
legislativas ou qualquer outro órgão ou instituição, civil ou militar, a qual seja
atribuída parcela de poder de polícia, relacionada com a segurança pública e
persecução criminal. 3. Pela regra da especialidade, a matéria sujeita-se à
revisão da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão, órgão superior incumbido de
atuar na revisão dos feitos cíveis e criminais relativos ao controle externo da
atividade policial e aos estabelecimentos penais, nos termos da Res. CSMPF n.
148/14. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 7ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 7ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

076. Processo: 1.20.000.000551/2016-09 Voto: 2509/2016 Origem: PR - MT


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/MT. ATUALIZAÇÃO
CADASTRAL DE CONSELHO DELIBERATIVO DA COMUNIDADE
ESCOLAR. 1. Alegada demora pelos cartórios de registro na formalização dos
conselhos deliberativos das comunidades escolares, e pelo Banco do Brasil na
liberação de recursos, o que, segundo a representação, deixa as escolas em
situação precária e coloca em risco o fornecimento da merenda escolar. 2. A
defesa dos direitos constitucionais dos cidadãos destinada a garantir seu
efetivo respeito pelos Poderes Públicos e pelos serviços de relevância pública
é matéria atribuída pela LC 75 aos Procuradores dos Direitos do Cidadão (art.
11 e 12), que atuam sob coordenação do Procurador Federal dos Direitos do
Cidadão (41, parágrafo único). 3. Interpretação da Res. 148/14, que ressalva
expressamente a atribuição da PFDC (art. 1º), em conformidade com a LC 75.
PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À PFDC.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Participaram da votação
40
Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

077. Processo: 1.21.000.000069/2016-23 Voto: 1756/2016 Origem: PR - MS


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/MS. UNIÃO DOS
ESCOTEIROS DO BRASIL (UEB). ASSÉDIO SEXUAL. RACISMO.
MENOR DE IDADE. INFRAÇÃO PENAL. REMESSA À 2ª CCR. 1.
Alegação de que sua filha, com 12 anos à época do fato, teria sido vítima de
assédio sexual e racismo por membro da União dos Escoteiros do Brasil
(UEB). 2. Conduta configuradora, em tese, de infração penal. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À 2ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

078. Processo: 1.22.001.000122/2016-49 Voto: 2453/2016 Origem: PRM J. de Fora-MG


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/MG. PREFEITURA DO
MUNICÍPIO DE GUARARÁ/MG. NEPOTISMO. 1. Alegação de suposta
prática de nepotismo e contratação com cunho político de servidores públicos
pela Prefeitura do Município de Guarará/MG. 2. A prática de nepotismo no
serviço público representa violação ao princípio da moralidade, o que, por
consequência, configura ato de improbidade (CF/88, art. 37 e Lei Nº
8.429/1992, art. 11). 3. Matéria afeta às atribuições da 5ª CCR. PELO NÃO
CONHECIMENTO, com REMESSA dos autos à 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

079. Processo: 1.22.003.001117/2015-52 Voto: 1748/2016 Origem: PRM Uberlândia-MG


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/MG. INSS. BENEFÍCIO DE
PRESTAÇÃO CONTINUADA. INCAPACIDADE NÃO COMPROVADA.
MENOR ENVOLVIDO. DESENVOLVIMENTO COGNITIVO
INCOMPLETO. AÇÃO AJUIZADA. DEFESA DOS DIREITOS
CONSTITUCIONAIS DOS CIDADÃOS. REMESSA À PFDC. 1. Alegada
dificuldade para receber benefício de prestação continuada, tendo sido
ajuizada ação contra o INSS. Na sentença, o pedido foi negado em razão de o
laudo médico informar que os problemas de saúde da parte autora não a
tornavam incapaz para as atividades laborais. 2. O MPF foi intimado em
virtude de possível interesse de incapaz envolvido, tendo em vista que a filha
da autora, à época com 13 anos, sofria com crises convulsivas, além de possuir
o desenvolvimento cognitivo incompleto. 3. Apuração diretamente orientada
para assegurar efetividade do direito constitucional à seguridade social em
defesa dos cidadãos. 4. A defesa dos direitos constitucionais dos cidadãos
destinada a garantir seu efetivo respeito pelos Poderes Públicos e pelos
serviços de relevância pública é matéria atribuída pela LC 75 aos Procuradores
41
dos Direitos do Cidadão (art. 11 e 12), que atuam sob coordenação do
Procurador Federal dos Direitos do Cidadão (41, parágrafo único). 4.
Interpretação da Res. 148/14, que ressalva expressamente a atribuição da
PFDC (art. 1º), em conformidade com a LC 75. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À PFDC.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Participaram da votação
Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

080. Processo: 1.22.013.000090/2014-81 Voto: 2496/2016 Origem: PRM P. Alegre-MG


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/MG. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES NO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA. CONCESSÃO
INDEVIDA DE BENEFÍCIOS. 1. Procedimento instaurado para apurar
supostas irregularidades no Programa Bolsa Família, consubstanciada em
concessões indevidas do benefício a pessoas que, em tese, não se
enquadrariam nas faixas de rendimento financeiro estipuladas pelo programa
assistencial. 2. A Prefeitura Municipal de Munhoz prestou informações, dentre
outras, que o processo de concessão se daria pelo Ministério de
Desenvolvimento Social (MDS), e que a Secretaria Municipal de Saúde seria
responsável apenas pela realização das entrevistas e inserção de dados no
sistema. 3. O Procurador oficiante declinou da atribuição em favor do
Ministério Público Estadual sob o argumento de que compete ao ente público
municipal a fase de cadastramento/seleção dos beneficiários. 4. Os fatos
envolvem recursos derivados dos cofres da União, o que, por si só, já resulta
no imediato e direto interesse federal na correta aplicação das verbas públicas
federais. PELA NÃO HOMOLOGAÇÃO DO DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO,
COM RETORNO DOS AUTOS À ORIGEM PARA ADOÇÃO DAS
PROVIDÊNCIAS NECESSÁRIAS À GARANTIA DA TRANSPARÊNCIA
DOS GASTOS DAS VERBAS PÚBLICAS FEDERAIS, OBSERVADO O
PRINCÍPIO DA INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
não homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

081. Processo: 1.22.014.000055/2016-13 Voto: 2365/2016 Origem: PRM S. J. Del Rei-MG


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/MG. ACESSIBILIDADE DE
PESSOAS COM DEFICIÊNCIA. REMESSA À PFDC. 1. Notícia de Fato
autuada com base em representação sigilosa realizada na Sala de Atendimento
ao Cidadão do MPF informando que a Subseção da OAB/MG encontra-se
localizada no 2º pavimento de edifício, não havendo elevador nem mesmo
rampa de acesso para pessoas com deficiência. 2. Apuração diretamente
orientada para assegurar efetividade do direito constitucional dos portadores
de necessidades especiais, cidadãos destinatários de especial proteção
constitucional (art. 227, §1º, II, da Constituição Federal). 3. A defesa dos
direitos constitucionais dos cidadãos destinada a garantir seu efetivo respeito
pelos Poderes Públicos e pelos serviços de relevância pública é matéria
atribuída pela LC 75 aos Procuradores dos Direitos do Cidadão (art. 11 e 12),
42
que atuam sob coordenação do Procurador Federal dos Direitos do Cidadão
(41, parágrafo único). 4. Interpretação da Res. 148/14, que ressalva
expressamente a atribuição da PFDC (art. 1º), em conformidade com a LC 75.
PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À PFDC.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Participaram da votação
Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

082. Processo: 1.23.000.002002/2015-78 Voto: 1669/2016 Origem: PRM Redenção -PA


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO. REPRESENTAÇÃO DA ANVISA. NOTÍCIA
DE POSSÍVEL ILÍCITO PENAL PRATICADO POR SOCIEDADE
EMPRESÁRIA. REMESSA À 2ª CCR. 1. Representação oriunda da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA narrando suposto crime contra a
saúde pública perpetrado pela empresa Farmácia Nacional Ltda., vez que
procedeu a fracionamento irregular de medicamentos sujeitos à prescrição
médica, bem como comercializou medicamentos listados na Portaria nº
344/1998 da ANVISA, sem a autorização da agência reguladora competente.
2. O declínio de atribuições para o MP/PA fundamentou-se na ausência de
lesão a bens ou interesses federais. 3. Ocorre que a Conduta é supostamente
configuradora de ilícito penal. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM
REMESSA À 2ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

083. Processo: 1.24.000.000447/2016-67 Voto: 1758/2016 Origem: PR - PB


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PB. SECRETARIA DE
SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DA PARAÍBA. MANDADOS DE
PRISÃO. NÃO CUMPRIMENTO. SUPOSTA OMISSÃO. CONTROLE
EXTERNO DA ATIVIDADE POLICIAL E ESTABELECIMENTOS
PENAIS. RES. CSMPF Nº 148/2014 C/C RES. CSMPF Nº 20/2007.
REMESSA À 7ª CCR. 1. Alegada omissão da Secretaria de Segurança Pública
do Estado da Paraíba/PB em razão do suposto não cumprimento de mandados
de prisão expedidos pela Justiça. Narra o Representante o não cumprimento de
mandado de prisão específico contra indivíduo condenado pela morte de
policial civil. 2. Nos termos do art. 1º da Res. CNMP nº 20/2007: Estão
sujeitos ao controle externo do Ministério Público, na forma do art. 129, inciso
VII, da Constituição Federal, da legislação em vigor e da presente Resolução,
os organismos policiais relacionados no art. 144 da Constituição Federal, bem
como as polícias legislativas ou qualquer outro órgão ou instituição, civil ou
militar, a qual seja atribuída parcela de poder de polícia, relacionada com a
segurança pública e persecução criminal. 3. Pela regra da especialidade, a
matéria sujeita-se à revisão da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão, órgão
superior incumbido de atuar na revisão dos feitos cíveis e criminais relativos
ao controle externo da atividade policial e aos estabelecimentos penais, nos
termos da Res. CSMPF n. 148/14. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM
43
REMESSA À 7ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 7ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

084. Processo: 1.24.000.001021/2015-40 Voto: 2216/2016 Origem: PR - PB


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Decisão: Retirado de pauta.

085. Processo: 1.24.003.000246/2015-59 Voto: 2768/2016 Origem: PRM Patos-PB


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PB. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES CONCERNENTES AO GINÁSIO MUNICIPAL
RIVALDÃO. REMESSA À PFDC/MPeduc. 1. Procedimento instaurado, a
partir de representação por meio da Sala de Atendimento ao Cidadão, em que
o representante relatou que estava ocorrendo, no mês de outubro, jogos
escolares das escolas municipais de Patos-PB, envolvendo mais de 500
crianças. Informou, ainda, que no ginásio de esportes Rivaldão do referido
Município não tinha fornecimento de água potável, os ônibus escolares não
estavam sendo utilizados para o transporte das crianças e havia tráfico de
drogas no evento. 2. Apuração diretamente orientada para assegurar
efetividade do direito constitucional à educação em defesa dos cidadãos. 3. A
defesa dos direitos constitucionais dos cidadãos destinada a garantir seu
efetivo respeito pelos Poderes Públicos e pelos serviços de relevância pública
é matéria atribuída pela LC 75 aos Procuradores dos Direitos do Cidadão (art.
11 e 12), que atuam sob coordenação do Procurador Federal dos Direitos do
Cidadão (art. 41, parágrafo único). 4. Interpretação da Res. 148/14, que
ressalva expressamente a atribuição da PFDC (art. 1º), em conformidade com
a LC 75. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À
PFDC/MPeduc.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Participaram da votação
Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

086. Processo: 1.25.008.000060/2016-01 Voto: 1727/2016 Origem: PRM P. Grossa-PR


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPE/PR. SUPOSTA
PRECARIEDADE NAS CONDIÇÕES DA 3ª COMPANHIA
INDEPENDENTE DE POLÍCIA MILITAR DE TELÊMACO BORBA/PR.
REMESSA À 7ª CCR. 1. Trata-se de Notícia Fato autuada como sigilosa, feita
ao sistema SAC, dando conta de suposta precariedade nas condições de
trabalho a que estão submetidos os policiais que atuam na 3a Companhia
Independente de Polícia Militar de Telêmaco Borba, com jornadas de trabalho
estafantes, não concessão de férias, além de existência de viaturas sucateadas,
as quais colocariam em risco os policiais, bem como a população em geral. 2.
Nos termos do art. 1º da Res. CNMP nº 20/2007: Estão sujeitos ao controle
externo do Ministério Público, na forma do art. 129, inciso VII, da
44
Constituição Federal, da legislação em vigor e da presente Resolução, os
organismos policiais relacionados no art. 144 da Constituição Federal, bem
como as polícias legislativas ou qualquer outro órgão ou instituição, civil ou
militar, a qual seja atribuída parcela de poder de polícia, relacionada com a
segurança pública e persecução criminal. 3. Pela regra da especialidade, a
matéria sujeita-se à revisão da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão, órgão
superior incumbido de atuar na revisão dos feitos cíveis e criminais relativos
ao controle externo da atividade policial e aos estabelecimentos penais, nos
termos da Res. CSMPF n. 148/14. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM
REMESSA À 7ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 7ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

087. Processo: 1.28.300.000154/2013-11 Voto: 2406/2016 Origem: PRM P. dos Ferros-RN


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RN. REMESSA DA 5ª CCR.
REALIZAÇÃO DE ESTUDOS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE
RECUPERAÇÃO DE 19 RESERVATÓRIOS HÍDRICOS QUE SE
ENCONTRAM EM SITUAÇÃO PRECÁRIA. MEIO AMBIENTE.
REMESSA À 4ª CCR. 1. Trata-se de Procedimento Administrativo instaurado
a partir de ofício da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos
hídricos (SEMARH) informando realização de estudos para a elaboração de
projeto de recuperação de 19 reservatórios hídricos que se encontram em
situação precária do ponto de vista físico e estrutural. 2. Pela regra da
especialidade, a matéria sujeita-se à revisão da 4ª Câmara de Coordenação e
Revisão, órgão superior incumbido de atuar na revisão dos feitos cíveis
relativos à responsabilidade civil por dano ao meio ambiente e nos
relacionados ao meio ambiente e ao patrimônio cultural, nos termos da Res.
CSMPF n. 148/14. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 4ª
CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 4ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

088. Processo: 1.30.004.000136/2015-80 Voto: 2414/2016 Origem: PRM Itaperuna-RJ


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RJ. SUPOSTO ABANDONO
DE IDOSO DEPOIS DE TER SOFRIDO DERRAME. DEFESA DOS
DIREITOS CONSTITUCIONAIS DOS CIDADÃOS. REMESSA À PFDC. 1.
Trata-se de Notícia de Fato autuada a partir de informação obtida na Sala de
Atendimento ao Cidadão do MPF, sob a alegação de que a vizinha da
representante colocou sua mãe idosa, que havia sofrido um derrame, em um
asilo, localizado em Varre Sai/RJ. Nesse sentido, a tal vizinha estaria
recebendo uma das pensões da idosa, enquanto a senhora reside no tal asilo. 2.
Apuração diretamente orientada para assegurar efetividade do direito
constitucional de amparo e assistência ao idoso, como cidadão merecedor de
especial proteção (art. 230, CF/88). 3. A defesa dos direitos constitucionais dos
45
cidadãos destinada a garantir seu efetivo respeito pelos Poderes Públicos e
pelos serviços de relevância pública é matéria atribuída pela LC 75 aos
Procuradores dos Direitos do Cidadão (art. 11 e 12), que atuam sob
coordenação do Procurador Federal dos Direitos do Cidadão (41, parágrafo
único). 4. Interpretação da Res. 148/14, que ressalva expressamente a
atribuição da PFDC (art. 1º), em conformidade com a LC 75. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À PFDC.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Participaram da votação
Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

089. Processo: 1.30.017.001378/2015-41 Voto: 2603/2016 Origem: PRM S. J. Meriti-RJ


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. REMESSA DA PFDC.
SUPOSTAS IRREGULARIDADES PRATICADAS PELO SINDICATO
SITICOMMM, EM TESE, TIPIFICADAS NO ART. 197, I DO CÓDIGO
PENAL. INFRAÇÃO PENAL. REMESSA À 2ª CCR. 1. Relatam os
representantes, que o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústria da Construção
Civil, Montagem Industrial, Mobiliário, Mármore e Granito e do Vime de
Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Magé e Guapimirim
(SITICOMMM), liderado pelos seus dirigentes, obstruíram a rua Marumbi,
retendo a frota de ônibus dos empregados da empresa Brasken e da empresa
Nitreflex, impedindo o fluxo de entrada e saída dos trabalhadores, bem como
ameaçaram promover uma nova paralisação. Relatam, ainda, que dentre outras
irregu1aridades, adotam postura agressiva, parando veículos e solicitando a
identificação dos respectivos condutores, a fim de impedir o acesso dos
funcionários da empresa SGS, além de atribuírem tal conduta a outrem. 2.
Conduta configuradora, em tese, de infração penal (art. 197, I, do CP). PELO
NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 2ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

090. Processo: 1.33.001.000032/2015-93 Voto: 1570/2016 Origem: PRM Blumenau-SC


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SC. RELAÇÃO DE
CONSUMO.FINANCIAMENTO. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL.
VÍCIOS EM OBRA DE CONDOMÍNIO EM BLUMENAU/SC. BENS
ADQUIRIDOS EM CONTRATOS DE COMPRA E VENDA. REMESSA À
3ª CCR. 1. Trata-se de Inquérito Civil instaurado para apurar supostas
irregularidades na construção de condomínio residencial localizado na cidade
de Blumenau/SC. A representação destaca possíveis vícios e falhas na
estrutura da obra, bem como que a construção se deu fora dos padrões
estabelecidos em contrato, os bens foram adquiridos em contratos de compra e
venda, se tratando de típica relação de consumo. Instada a se manifestar, a
Caixa Econômica informou que no empreendimento citado não houve aporte
de verba para a obra e que apenas realizou o financiamento, como agente
financeira, de clientes interessados em adquirir os imóveis 2. Pela regra da
46
especialidade, a matéria sujeita-se à revisão da 3ª Câmara de Coordenação e
Revisão, órgão superior incumbido de atuar na revisão dos feitos cíveis
relativos à defesa do consumidor e da ordem econômica, nos termos da Res.
CSMPF n. 148. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 3ª
CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 3ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

091. Processo: 1.33.001.000209/2016-32 Voto: 2415/2016 Origem: PRM Blumenau-SC


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SC. RELAÇÃO DE
CONSUMO. PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA. PREFEITURA
MUNICIPAL DE BLUMENAU/SC INFORMA INADEQUAÇÃO NO
MÉTODO DE LEITURA PARA COBRANÇA DE ÁGUA E DE ENERGIA
ELÉTRICA. REMESSA À 3ª CCR. 1. A Prefeitura Municipal de
Blumenau/SC alega irregularidades no método de leitura para cobrança de
água e de energia elétrica em unidades habitacionais referentes ao Programa
Minha Casa Minha Vida, localizadas em Blumenau/SC, tratando-se de típica
relação de consumo. 2. Pela regra da especialidade, a matéria sujeita-se à
revisão da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão, órgão superior incumbido de
atuar na revisão dos feitos cíveis relativos à defesa do consumidor e da ordem
econômica, nos termos da Res. CSMPF n. 148. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À 3ª CCR. VOTO Nos termos da Res.
CSMPF n. 148/14, a 1ª Câmara foi incumbida da coordenação e revisão dos
feitos relacionados à fiscalização dos atos administrativos e a 3ª Câmara
daqueles relativos à defesa do consumidor e da ordem econômica. A
coordenação e revisão da atuação ministerial em face de empresa privada que
presta serviços no mercado de consumo mediante remuneração, naquilo que
respeita à respectiva prestação, é incumbência da 3ª Câmara e não deste
colegiado, mesmo quando esses serviços sejam públicos. Os fatos descritos
nos autos - alegadas irregularidades no método de leitura para cobrança de
água e de energia elétrica em unidades habitacionais referentes ao Programa
Minha Casa Minha Vida, localizadas em Blumenau/SC - inserem-se no âmbito
de atuação da 3ª Câmara, descabendo a esta Câmara revisar a atuação de
primeira instância, sob pena de usurpação de atribuições daquele outro órgão
superior e de prejuízo à atuação estratégica do Ministério Público Federal em
defesa dos consumidores e da ordem econômica. Pelo exposto, VOTO PELO
NÃO CONHECIMENTO, com REMESSA À 3ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 3ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

092. Processo: 1.33.005.000493/2015-26 Voto: 2293/2016 Origem: PR - SC


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SC. POSSÍVEL ILEGALIDADE
PRATICADA PELO PRESIDENTE DA COMISSÃO DE LICITAÇÕES DO
SENAC/SC. CANCELAMENTO DE ATO LICITATÓRIO (EDITAL Nº
47
14/2014). REMESSA À 5ª CCR. 1. Notícia de Fato autuada para apurar
denúncia de possível ilegalidade praticada pelo Presidente da Comissão de
Licitações do Serviço Nacional de Aprendizagem de Santa Catarina
(SENAC/SC) ao cancelar o Edital licitatório nº 14/2014, vez que, no ano
seguinte, deu-se início a outro processo licitatório com o mesmo objeto. De
acordo com a representação, o objetivo do cancelamento do certame seria
beneficiar determinada empresa, configurando, assim, desvio de finalidade. 2.
Conduta supostamente passível de caracterização como improbidade
administrativa, como constante da descrição do objeto da apuração. PELO
NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

093. Processo: 1.33.008.000413/2015-11 Voto: 1791/2016 Origem: PRM Itajaí-SC


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SC. SINDICATO DOS
ARTISTAS E TÉCNICOS EM ESPETÁCULO DE DIVERSÃO DA COSTA
VERDE MAR (SATED). SUPOSTA COBRANÇA INDEVIDA DE TAXA.
AUSÊNCIA DE REGISTRO JUNTO AO MTE. INFRAÇÃO PENAL.
REMESSA À 2ª CCR. 1. Alegação de cobrança indevida de taxa pelo
Sindicato Dos Artistas e Técnicos em Espetáculo de Diversão da Costa Verde
Mar (SATED) para obtenção de registro profissional. O sindicato citado
parece não ter registro junto ao Ministério do Trabalho e a conduta poderia
configurar o crime previsto no art. 171 do Código Penal. 2. Conduta
configuradora, em tese, de infração penal. PELO NÃO CONHECIMENTO,
COM REMESSA À 2ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

094. Processo: 1.34.002.000259/2015-91 Voto: 2652/2016 Origem: PRM Araçatuba-SP


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. ATRASO NO REPASSE DE
BOLSA. CNPq. 1. Trata-se de notícia de fato autuada para apurar suposto
atraso no repasse das bolsas fornecidas pelo Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) aos alunos de pós-
graduação, tendo como agente financeiro intermediário o Banco do Brasil S.A.
2. O Procurador oficiante declinou de sua atribuição ao Ministério Público
Estadual, tendo em vista tratar-se de apuração de fato em relação à sociedade
de economia mista, bem como por não ter verificado prejuízo a bens, serviços
ou interesses da União. 3. Havendo repasse de verbas públicas federais, como
na espécie, há interesse federal, e, consequentemente, atribuição do Ministério
Público Federal. PELA NÃO HOMOLOGAÇÃO, com retorno dos autos à
origem para prosseguimento do feito.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
não homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.
48
095. Processo: 1.34.008.000658/2015-01 Voto: 2511/2016 Origem: PRM Piracicaba-SP
Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. MUNICÍPIO DE SÃO
PEDRO-SP. ÁREA DE SAÚDE. ALEGADA PRÁTICA DE NEPOTISMO.
FUNCIONÁRIOS "FANTASMA". DESVIO DE MATERIAL. COMBATE À
CORRUPÇÃO E IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. REMESSA À 5ª
CCR. 1. Procedimento autuado a partir de representação por meio da Sala de
Atendimento ao Cidadão do MPF, noticiando supostas irregularidades na área
da saúde no Município de São Pedro-SP. 2. O representante que se apresentou
como funcionário do hospital local há mais de quinze anos, relatou que a filha
da Secretária de Saúde está registrada e trabalhando no local, atuando como
interventora. Informou, ainda, que há dois coordenadores, e com registros no
mesmo hospital, e que não comparecem ao trabalho, bem como a realização de
compras de material para as unidades de saúde, que estão sem distribuição,
sendo estocados em almoxarifado e desvio de móveis para outros setores. 3.
Conduta supostamente passível de caracterização como ato de improbidade
administrativa (art. 11, da Lei n. 8.429/92). PELO NÃO CONHECIMENTO,
COM REMESSA À 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

096. Processo: 1.34.015.000481/2014-64 Voto: 1761/2016 Origem: PRM S.J.R.Preto-SP


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA MP/SP. AUTOS PROVENIENTES DO
MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL. INEXISTÊNCIA DE INTERESSE
DA UNIÃO CAPAZ DE ATRAIR A ATRIBUIÇÃO FEDERAL. CONFLITO
NEGATIVO DE ATRIBUIÇÃO CONFIGURADO. REMESSA AO PGR. 1.
Inquérito Civil instaurado a partir de inquérito civil promovido pelo Ministério
Público Estadual de Cardoso/SP para investigar eventuais irregularidades no
parcelamento do solo em propriedade rural. O MPE entendeu que, pelo fato de
o INCRA ser o responsável pela fiscalização de empreendimento em imóvel
rural, a atribuição para analisar o presente caso seria do MPF. 2. Como bem
registrou o Procurador da República oficiante, a simples existência de imóvel
rural com parcelamento irregular não traduz, imediatamente, qualquer
interesse federal. Além disso, cumpre destacar que a responsabilidade pela
cogitada regularização do loteamento é da Prefeitura Municipal, cabendo ao
Incra participação meramente acessória no processo. 3. Tal como descritos os
fatos na representação e evidenciados nas diligências iniciais, é possível
afirmar que inexiste interesse da União capaz de atrair a atribuição do
Ministério Público Federal. Na realidade, tais fatos indicam a legitimidade do
Ministério Público Estadual para atuar no feito. 4. Como os autos já vieram do
Ministério Público do Estado do Estado de São Paulo, está configurado, no
caso, o conflito negativo de atribuição entre ambos. PELO NÃO
CONHECIMENTO DO DECLÍNIO, COM REMESSA DOS AUTOS AO
PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA, que detém a legitimidade para a
adoção de providências voltadas à solução do conflito.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo

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não conhecimento do declínio, com remessa dos autos ao Procurador-Geral da
República, que detém a legitimidade para a adoção de providências voltadas à
solução do conflito. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e
Dr. Wellington Bonfim.

097. Processo: 1.30.001.000772/2016-12 Voto: 2775/2016 Origem: PR - RJ


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: RECURSO DO REPRESENTANTE. PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO.
BANCO DO BRASIL. TRANSFERÊNCIA DE AGÊNCIA. SUPOSTA
NEGATIVA. PEDIDO FEITO COM O OBJETIVO DE DAR ASSISTÊNCIA
À MÃE DA REPRESENTANTE. DEFESA DOS DIREITOS
CONSTITUCIONAIS DOS CIDADÃOS. REMESSA À PFDC. 1. Suposta
negativa de transferência pleiteada por funcionária do Banco do Brasil. Alega
a representante que solicitou transferência para a agência do Banco do Brasil,
localizada em Teresópolis/RJ, a fim de cuidar de sua mãe, que teve um
acidente vascular cerebral e ficou com sequelas, porém seu pedido foi negado,
sob a justificativa de que não havia vaga na referida agência. Argumenta que,
pouco tempo depois, houve nomeação de funcionário para o local, que foi
transferido para outra agência, surgindo vaga, no entanto, seu pleito foi
novamente negado. 2. O Procurador oficiante promoveu o arquivamento do
feito sob o entendimento de que a questão versa sobre direito individual, que
escapa à atribuição do MPF. 3. Irresignada, a representante apresentou recurso
contra a decisão de arquivamento, ao argumento de que não se trata de direito
individual e, sim de garantir o direito de uma pessoa idosa ao
acompanhamento da família, conforme preconiza o Estatuto do Idoso. 4.
Apuração diretamente orientada para assegurar efetividade à proteção
constitucional às pessoas idosas (CF, art. 230). 5. A defesa dos direitos
constitucionais dos cidadãos destinada a garantir seu efetivo respeito pelos
Poderes Públicos e pelos serviços de relevância pública é matéria atribuída
pela LC 75 aos Procuradores dos Direitos do Cidadão (art. 11 e 12), que atuam
sob coordenação do Procurador Federal dos Direitos do Cidadão (41,
parágrafo único). 6. Interpretação da Res. 148/14, que ressalva expressamente
a atribuição da PFDC (art. 1º), em conformidade com a LC 75. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À PFDC.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Participaram da
votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

098. Processo: 1.12.000.001352/2015-09 Voto: 2771/2016 Origem: PR - AP


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO AMAPÁ.
SUPOSTA MALVERSAÇÃO DE RECURSOS FEDERAIS. CONFLITOS
FUNDIÁRIOS. TERRAS DA UNIÃO. FEITO REMETIDO À 1ª CCR POR
NÃO CONSTAR A HOMOLOGAÇÃO DO CONSELHO SUPERIOR DO
MP/AP ACERCA DO DECLÍNIO PROMOVIDO. DESNECESSIDADE
PARA O PROSSEGUIMENTO DO FEITO. 1. Representação da Comissão
Pastoral da Terra noticiando possíveis irregularidades na legitimidade e
legalidade de matrículas rurais. De acordo com a representante, haveria mau
uso de dinheiro público pelas organizações de assentados no Estado do

50
Amapá, bem como conflitos agrários entre pequenos agricultores e uma
empresa de agronegócio do Paraná sobre área que teria licenciada, mesmo
estando em disputa judicial. 2. O Ministério Público do Estado do Amapá
declinou da atribuição ao Ministério Público Federal, tendo em vista que os
fatos recaíam sobre terras que estavam em nome da União. Segundo a
Superintendência do Patrimônio da União (SPU), as glebas arrecadadas pelo
INCRA permaneciam sob o domínio da União, não tendo havido transferência
pra outro ente federado. 3. A Procuradora oficiante assim se manifestou: "Da
análise detida do feito, verifico que o Inquérito Civil nº 0001063-
13.2013.8.03.0001 foi objeto de declínio de atribuição por parte do Promotor
de justiça oficiante em 29/10/2015 (fls. 426/427, constando nos autos apenas a
determinação de comunicação do declínio ao Conselho Superior do Ministério
Público do Amapá (fls. 427/429). Ocorre que, à época do declínio, já estava
em vigor a Resolução nº 126, de 29 de julho de 2015, do Conselho Nacional
do Ministério Público, que alterou a Resolução CNMP nº 23/2007. Dentre as
alterações, foi incluído na Resolução nº 23/2009 o art. 9º, com a seguinte
alteração: 'após a instauração do inquérito civil ou do procedimento
preparatório, quando o membro que o preside concluir ser atribuição de outro
Ministério Público, este deverá submeter sua decisão ao referendo do órgão de
revisão competente, no prazo de 3 (três) dias. Diante do exposto, não
constando nos autos qualquer posicionamento por parte do Conselho Superior
do Ministério Público do Amapá acerca do declínio de atribuição dos autos do
Inquérito Civil nº 0001063-13.2013.8.03.0001, entendo que a melhor
alternativa é a devolução dos autos ao Parquet estadual para que instrua o feito
com a deliberação daquele Conselho Superior, visando o cumprimento desta
formalidade procedimental". Em seguida, concluindo que a remessa da Notícia
de Fato poderia constituir uma espécie de declínio de atribuições por parte do
MPF, determinou a remessa dos autos à 1ª CCR. 4. A falta de manifestação
pelo Conselho Superior do MP/AP acerca do declínio de atribuições
promovido ao MPF constitui mera formalidade que não obstaculiza a atuação
do Parquet federal. 5. Na espécie, vislumbra-se a possível malversação de
recursos federais e a existência de supostos conflitos agrários envolvendo
terras arrecadadas para fins de reforma agrária e pertencentes à União, fatos
que, por si só, autorizam a atuação do MPF, até mesmo ex-officio, se fosse o
caso. PELO RETORNO DOS AUTOS À ORIGEM PARA
PROSSEGUIMENTO DO FEITO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
retorno dos autos à origem para prosseguimento do feito. Participaram da
votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

99. Processo: 1.15.000.000155/2016-33 Voto: 2696/2016 Origem: PR - CE


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA A DEFENSORIA PÚBLICA DA
UNIÃO. PEDIDO DE INFORMAÇÕES PARA POSSÍVEL
NATURALIZAÇÃO. DIREITO INDIVIDUAL. RECEBIMENTO COMO
INDEFERIMENTO DE INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO CIVIL. 1.
Procedimento instaurado, a partir de solicitação de cidadão de Guiné Bissau,
com objetivo de obter informações sobre como iniciar processo de
naturalização na República Federativa do Brasil. 2. O Procurador oficiante
declinou da atribuição em favor da Defensoria Pública da União sob o
argumento de que o procedimento se trata de direito meramente individual,
não dotado de relevância social apta a ensejar a atuação do Parquet federal. 3.
51
Não é cabível o declínio de atribuição para órgão externo ao Ministério
Público, razão pela qual recebido o procedimento como indeferimento de
instauração de inquérito civil, nos termos do art. 5º-A, da Resolução CSMPF
nº 87/2006. PELO RECEBIMENTO DO DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO
COMO INDEFERIMENTO DE INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO CIVIL,
COM A CONSEQUENTE HOMOLOGAÇÃO E REMESSA À
DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
recebimento do declínio de atribuição como indeferimento de instauração de
inquérito civil, com a consequente homologação e remessa à Defensoria
Pública. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dr.
Wellington Bonfim.

100. Processo: 1.36.000.000526/2015-76 Voto: 2553/2016 Origem: PR - TO


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/TO. CONSELHO REGIONAL
DE MEDICINA/TO. AUSÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO. NÃO
COMPROVAÇÃO. ARQUIVAMENTO. EXERCÍCIO ILEGAL DA
PROFISSÃO. REMESSA À 2ª CCR. 1. Alegação de suposta atuação de
médico como cirurgião plástico, sem especialização na área, e omissão do
Conselho Regional de Medicina de Tocantins - CRM/TO na fiscalização dos
profissionais médicos do estado. 2. O procurador oficiante declinou de sua
atribuição ao MPE por não verificar nos autos elemento que justificasse a
atuação da Justiça Federal para processar e julgar eventual ação penal em face
do citado médico por suposto exercício ilegal da medicina, o que enseja a
apreciação da 2ª CCR. 3. Tendo em vista que no despacho de declínio
apontou-se a desnecessidade do prosseguimento do feito em relação à suposta
falta de fiscalização dos profissionais médicos do estado, ante a comprovação
de que o CRM/TO instaurou duas sindicâncias para averiguação dos fatos aqui
narrados, deve nesta parte a promoção ser recebida como arquivamento. PELA
HOMOLOGAÇÃO DO ARQUIVAMENTO QUANTO À ATUAÇÃO DO
CRM/TO NA FISCALIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS MÉDICOS, COM
REMESSA DOS AUTOS À 2ª CCR PARA APRECIAÇÃO DO DECLÍNIO
DE ATRIBUIÇÃO NO TOCANTE ÀS SUPOSTAS INFRAÇÕES PENAIS.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento quanto à atuação do CRM/TO na fiscalização
dos profissionais médicos, com remessa dos autos à 2ª CCR para apreciação
do declínio de atribuição no tocante às supostas infrações penais. Participaram
da votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

101. Processo: 1.12.000.001474/2015-97 Voto: 1711/2016 Origem: PR - AP


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPE/AP. NECESSIDADE DE
INSTAURAÇÃO DE PROCESSO DE INTERDIÇÃO. 1. Notícia de Fato
autuada a partir da comunicação de prisão em flagrante do representado, em
virtude de furto a uma Agência da Caixa Econômica Federal (CEF),em
Buritizal/AP. 2. Em interrogatório, o representado alegou que sofreu um
Acidente Vascular Cerebral (AVC), em 2006 e, desde então, vem sendo
submetido a tratamentos neurológicos. Informou, ainda, que resolveu pegar
uma das câmeras da CEF, sob a alegação de que esta apropriou-se
52
indevidamente de seu dinheiro. Ressalte-se que as informações quanto ao
acidente vascular cerebral foram confirmadas pelo condutor do preso, o qual
afirmou conhecê-lo, pois mora próximo a sua residência - afirmando, ainda,
que ele possivelmente sofre de transtornos mentais. 3. Verificou-se a
necessidade de promover-se a interdição do autuado, nos termos do art. 1.177
e seguintes do CPC, cabendo ao MPE tal tarefa. 4. Ausência de interesse
federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c
art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

102. Processo: 1.14.000.003134/2015-26 Voto: 2285/2016 Origem: PR - BA


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/BA. PROCESSO DE
PRIVATIZAÇÃO DA EMPRESA BAIANA DE ALIMENTOS (EBAL). 1.
Notícia de Fato autuada com objetivo de acompanhar o processo de
privatização da sociedade empresária Empresa Baiana de Alimentos (EBAL).
2. A EBAL é uma empresa ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico
do Governo do Estado da Bahia, que tem por finalidade executar projetos e
atividades relativas ao abastecimento, armazenagem, processamento e
comercialização de alimentos, produtos essenciais e medicamentos e prestação
de serviços de intermediação e congêneres, no âmbito do ente estatal. 3.
Ausência de interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público
Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

103. Processo: 1.14.009.000268/2015-13 Voto: 2409/2016 Origem: PRM Guanambi-BA


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/BA. TRANSPARÊNCIA.
DESCUMPRIMENTO DA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE
BOTUPORÃ/BA. LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO. SUPOSTA
SONEGAÇÃO DE INFORMAÇÕES. 1. Notícia de Fato autuada
comunicando o descumprimento da lei orgânica daquele município por parte
da Diretoria Geral da Creche Municipal Lizandra, da Diretoria Geral da Escola
Municipal Monte Belo e da Diretoria Geral da Escola Municipal Castro Alves,
todos localizados no Município de Botuporã/BA, tendo em vista não
fornecerem informações solicitadas. 2. O representante solicitou informações
relativas à qualificação profissional, carga horária, atividade laboral, turno de
atividade dos professores e à quantidade de alunos daquelas instituições. 3.
Ausência de interesse federal a amparar a atuação do Ministério Público
Federal (art. 190, I, CF e 37, I, LC 75/93). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

104. Processo: 1.15.000.003096/2014-93 Voto: 3001/2016 Origem: PR - CE

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Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/CE. FUNDO MUNICIPAL DE
PREVIDÊNCIA SOCIAL DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE
ITAITINGA/CE. SUPOSTO SAQUE PELO PREFEITO MUNICIPAL. 1.
Procedimento Preparatório instaurado para averiguar suposto saque de vultosa
quantia do Fundo Municipal de Previdência Social dos Servidores Municipais
de Itaitinga/CE pelo Prefeito Municipal, Presidente e Gestor do Fundo. 2. A
instituição do Regime de Previdência Municipal decorre de previsão
constitucional (art. 40 c/c. art. 149, § 1º, CF/88) visando garantir as regras
previdenciárias dos servidores municipais. 3. A formação de recursos para
atender ao regime previdenciário municipal, de acordo com o art. 249 CF/88,
exige uma normatividade legal, sendo atualmente a Lei nº 9.717/98 que dispõe
sobre as regras gerais para a organização e o funcionamento dos regimes
próprios de previdência social. 4. A referida lei preconiza, em seu art. 2º,§ 1º,
que a cobertura de eventuais insuficiências financeiras ocorrerá pelo Ente
Federativo responsável na criação do regime próprio. 5. Ainda, o
descumprimento da Lei nº 9.717/98 gera as consequências previstas no art. 7º
daquela legislação, dentre as quais não se encontra a responsabilidade da
União em repor eventuais insuficiências decorrentes de desvios financeiros no
fundo previdenciário municipal. 6. Ausência de interesse federal a justificar a
atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75).
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

105. Processo: 1.16.000.002005/2016-27 Voto: 2688/2016 Origem: PR - DF


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. FUNDAÇÃO CENTRO DE
FORMAÇÃO DO SERVIDOR PÚBLICO/ESCOLA NACIONAL DE
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (FUNCEP/ENAP). SUPOSTA DEMISSÃO
SEM JUSTA CAUSA. AUSÊNCIA DE EXAME DEMISSIONAL.
ASSINATURA DE AVISO PRÉVIO E DE HOMOLOGAÇÃO PELO
SINDICATO. 1. Alegada demissão de servidor celetista, sem justa causa e sem
observar os trâmites legais (realização de exame demissional, assinatura de
aviso prévio e homologação pelo sindicato), por parte da FUNCEP/ENAP. 2.
Inexistência de interesse a justificar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 3. Matéria que se insere na esfera de
atribuição do Ministério Público do Trabalho (art. 114, I, II e III, CF c/c art. 83
LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

106. Processo: 1.17.001.000003/2016-56 Voto: 1733/2016 Origem: PRM C.Itapemirim-ES


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPE/ES. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES EM RELAÇÃO À ASSOCIAÇÃO DE CATADORES
DE IÚNA/ES. 1. Notícia de Fato autuada com base em representação sigilosa
encaminhada via internet, através da sala de atendimento ao cidadão do MPF,
54
dando conta de supostas irregularidades em relação à Associação de Catadores
de Iúna/ES. A representação aponta diversas irregularidades quanto ao
funcionamento interno da associação. 2. Inexistência de indícios de
irregularidades a ensejar a atuação do MPF. 3. Ausência de interesse federal a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I,
LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

107. Processo: 1.17.001.000045/2016-97 Voto: 2498/2016 Origem: PRM C.Itapemirim-ES


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/ES. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES NO ENVIO DE RELATÓRIO ANUAL DE
INFORMAÇÕES SOCIAIS - RAIS PELA PREFEITURA MUNICIPAL DE
CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-ES. 1. Representação formulada por meio
da Sala de Atendimento ao Cidadão, noticiando supostas irregularidades no
envio de Relação Anual de Informações Sociais - RAIS pela Prefeitura
Municipal de Cachoeiro de Itapemirim/ES. O representante alega que não
recebeu seu benefício do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor
Público - PASEP, em razão de a referida Prefeitura não ter apresentado a RAIS
no tempo devido. 2. O PASEP é um abono salarial, destinado aos servidores
públicos regidos pelo regime jurídico estatutário, sendo administrado pelo
Banco do Brasil, conforme dispõe a Lei nº 7.998/90, sendo um dos requisitos
para seu recebimento a correta informação dos dados pelo empregador por
meio da RAIS. 3. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

108. Processo: 1.18.000.000028/2016-22 Voto: 2722/2016 Origem: PR - GO


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/GO. REMESSA DA PFDC.
PROCESSO SELETIVO PARA O PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MÉDICA
. SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE GOIÁS. DIMINUIÇÃO DO
NÚMERO DE VAGAS DISPONIBILIZADAS. EDITAL Nº 03/2015-
GAB/SES-GO. 1. Representação narrando supostas irregularidades em razão
da diminuição do número de vagas disponibilizadas no processo seletivo para
ingresso no Programa de Residência Médica da Secretaria de Estado da Saúde
de Goiás Hospital Alberto Rassi, por meio do Edital nº 03/2015-GAB/SES-
GO. 2. A Procuradora oficiante declinou da atribuição ao Ministério Público
Estadual tendo em vista que a decisão quanto à quantidade de vagas ofertadas
no certame compete à Secretaria de Saúde de Goiás, cabendo ao Centro de
Seleção da Universidade Federal de Goiás apenas a execução do processo
seletivo. 3. No presente caso, não se verifica a competência da Justiça Federal,
já que a situação não se subsume às hipóteses do art. 109, inciso I, da
Constituição Federal, razão pela qual falece atribuição ao MPF para atuar no
caso. PELA HOMOLOGAÇÃO.
55
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

109. Processo: 1.18.000.001332/2015-14 Voto: 2494/2016 Origem: PR - GO


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÕES PARA O MP/GO. REMESSA DA 5ª CCR.
SUPOSTAS IMPROPRIEDADES NO MODELO/PROCESSO DE
PRIVATIZAÇÃO DA CELG DISTRIBUIÇÃO S/A. 1. Procedimento autuado
a partir de representação, encaminhada via Sala de Atendimento ao Cidadão,
noticiando supostas impropriedades no modelo/processo de privatização da
CELG Distribuição S/A. 2. O representante relata que a privatização da CELG
vem "pulando" várias etapas e que a população do Estado de Goiás não foi
consultada sobre o assunto; além disso, a privatização importar prejuízos ao
patrimônio público. Aduz que a representação ao MPF/GO foi motivada pelo
fato de o controle acionário da CELG ter passado à ELETROBRÁS S/A. 3. O
Procurador Oficiante promoveu o declínio de atribuições ao MPE/GO, sob os
seguintes fundamentos: a) ocorreu a assunção de 50,93% das ações da CELG
(sociedade de economia mista estadual) pela ELETROBRÁS (sociedade de
economia mista federal); b) o procedimento de "federalização" em questão não
alterou o status de sociedade de economia mista da CELG, conferindo-lhe tão
somente a condição de uma S.A. que tem o seu controle acionário nas mãos de
uma sociedade de economia mista federal e não de uma empresa pública
federal. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

110. Processo: 1.22.003.001161/2015-62 Voto: 1713/2016 Origem: PRM Uberlândia-MG


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPE/MG. SUPOSTA
VEICULAÇÃO ILEGAL DE BEBIDA ALCOÓLICA NA ESCOLA
ESTADUAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL DE ITUIUTABA-MG. 1.
Denúncia autuada a partir de notícia apresentada por meio da sala de
atendimento ao cidadão, em que se relata a suposta veiculação ilegal de bebida
alcoólica na Escola Estadual de Educação Especial de Ituiutaba-MG, em uma
comemoração dos professores. 2. Inexistência de indícios de irregularidades
federais a ensejar à atribuição do MPF. 3. Ausência de interesse federal a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I,
LC 75). 4. Aplicação do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de Coordenação e
Revisão. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

111. Processo: 1.22.010.000226/2015-63 Voto: 1714/2016 Origem: PRM Ipatinga-MG


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES PRATICADAS PELO SINDICATO DOS
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EMPREGADOS EM INSTITUIÇÕES BENEFICENTES, RELIGIOSAS E
FILANTRÓPICAS DE MINAS GERAIS (SINTIBREF). 1. Notícia de Fato
autuada a partir de representação por meio da Sala de Atendimento ao Cidadão
do MPF, informando a respeito de supostas irregularidades praticadas pelo
Sindicato dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e
Filantrópicas de Minas Gerais (SINTIBREF). O representante afirma que o
referido Sindicato firmou, em convenção coletiva, a previsão de benefício de
Plano de Assistência Familiar em favor dos empregados, a cargo dos
empregadores. Aduz ele que cabe exclusivamente ao sindicato a escolha da
prestadora do referido serviço. Alega, ainda, que o Sindicato em comento
indicou empresa que presta serviços de péssima qualidade, não podendo os
empregados e empregadores optar por outros prestadores de serviços com
preço mais competitivo e de melhor qualidade. 2. Inexistência de interesse a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I,
LC 75). 3. Matéria que se insere na esfera de atribuição do Ministério Público
do Trabalho (art. 114, I, II e III, CF c/c art. 83 LC 75). PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

112. Processo: 1.22.020.000035/2016-63 Voto: 1803/2016 Origem: PRM Manhuaçu-MG


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPE/MG. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS FUNERÁRIOS.
DECRETO MUNICIPAL. 1. Procedimento autuado objetivando averiguação
do Decreto Municipal nº 673, de 26 de novembro de 2014, o qual determina o
cumprimento das Leis Municipais de nº 1933, de 13/02/95 e nº 1509, de
23/10/86. 2. O tema tratado na presente representação diz respeito à prestação
do serviço funerário, no Município de Manhuaçu-MG. 3. Declínio de
atribuição ao MP/MG sob o fundamento de que os fatos já estão sendo
tratados pelo "Parquet" estadual. 4. Ausência de interesse federal a justificar a
atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 5.
Aplicação do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

113. Processo: 1.23.001.000123/2015-75 Voto: 2739/2016 Origem: PRM Maraba-PA


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PA. REMESSA DA 5a CCR.
SERVIDOR DA SECRETARIA ESPECIAL DE SAÚDE INDÍGENA -
REMOÇÃO PARA SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO PARÁ.
REGIME ESTATUTÁRIO. SUPOSTO NÃO PAGAMENTO DE
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. 1. Procedimento instaurado, a partir de
representação dirigida ao Ministério Público do Trabalho, em que o
representante alega ser servidor da SESAI (Secretaria Especial de Saúde
Indígena) removido para SESPA (Secretaria de Estado da Saúde do Pará), e
que, em virtude de sua remoção, não fora mantido seu adicional de
57
insalubridade, mesmo mantendo-se as mesmas condições insalubres. Noticia,
ainda, que os mesmos fatos ocorrem com outros servidores lotados no
respectivo órgão estadual. 2. O Procurador oficiante promoveu o declínio de
atribuição ao MP Estadual, tendo em vista que as irregularidades noticiadas
pelo representante dizem respeito à alçada estadual. 3. Ausência de interesse
federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c
art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

114. Processo: 1.24.000.001435/2015-79 Voto: 2502/2016 Origem: PR - PB


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PB. SUPOSTA DEFICIÊNCIA
NA ILUMINAÇÃO EM TRECHO DA RODOVIA BR 101, ENTRE O
ACESSO À RODOVIA PB-034 E A ENTRADA DE JOÃO PESSOA. 1.
Procedimento instaurado a partir de representação, a qual noticiou deficiência
na iluminação em trecho da rodovia BR 101, entre o acesso à rodovia PB-034
e a entrada de João Pessoa, envolvendo os municípios de Alhandra, Conde e
João Pessoa. 2. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte
(DNIT) esclareceu que a iluminação pública é serviço público que tem por
objetivo exclusivo prover de claridade os logradouros públicos, de forma
periódica, contínua ou eventual, conforme (Resolução Normativa nº 414/2010
da ANEEL). Informou,, ainda, que a iluminação pública é um serviço de
caráter eminentemente local, nos termos do art. 30,V, da CF. 3. O Procurador
oficiante declinou da atribuição em favor do Ministério Público Estadual, sob
a alegação de que o art. 149, A da CF faculta aos Municípios a instituição de
contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública, são revertidos
aos cofres municipais, o correto é que os Municípios cuidem da prestação do
serviço. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

115. Processo: 1.24.000.002473/2015-49 Voto: 2766/2016 Origem: PR - PB


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PB. CÂMARA MUNICIPAL DE
GUARABIRA. ALEGADA NEGATIVA DE FORNECIMENTO DE CÓPIA
DE DANFEs. 1. Representante alega que a Câmara Municipal de
Guarabira/PB teria se negado a lhe fornecer cópias xerográficas de alguns
Documentos Auxiliares de Notas Fiscais Eletrônicas (DANFEs) referentes aos
anos de 2013 a 2015. 2. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I C/C art. 37, I, LC 75). PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

116. Processo: 1.26.000.001119/2016-11 Voto: 2388/2016 Origem: PR - PE

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Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PE. PETROBRÁS.
SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. AUSÊNCIA DE ATRIBUIÇÃO DO
MPF. 1. Trata-se de notícia de fato autuada a partir de manifestação sigilosa
versando sobre vazamento de gasolina em um posto de bandeira Petrobras, o
que acarretou contaminação de vários poços artesianos de casas e edifícios
residenciais, em Recife/PE. Nesse sentido, a Petrobras passou a fornecer água
em carros-pipa para as residências atingidas pelo vazamento, até que a
qualidade da água fosse restabelecida. Ocorre que, pelas amostras colhidas,
tem-se que a água dos poços foi considerada boa. Nesse sentido, o
representante alega que vem tentando contato com a Petrobras para obter
informações sobre se o atual abastecimento de água é legal, ou não, mas não
obteve sucesso. 2. O Ministério Público Federal atua perante a Justiça Federal
(art. 37, I, LC n. 75/93). 3. A jurisprudência do STJ e do STF consolidou o
entendimento de que, quando a causa envolver sociedade de economia mista
que integre a administração federal indireta, a competência da Justiça Federal
fica a depender da presença de interesse da União. 4. Pela descrição dos fatos,
não se infere interesse da União a demandar a atuação do Ministério Público
Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC n. 75/93). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

117. Processo: 1.27.000.000796/2015-96 Voto: 2389/2016 Origem: PR - PI


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PI. REMESSA DA 5ª CCR.
MUNICÍPIO DE BARRA D'ALCÂNTARA. ALEGADA AUSÊNCIA DE
REAJUSTE DO 13º SALÁRIO DE ACORDO COM O PISO NACIONAL
DO MAGISTÉRIO. 1. Notícia de Fato autuada na Sala de Atendimento ao
Cidadão do MPF em que se alega que os professores do Município de Barra
D'Alcântara deixaram de receber o reajuste do 13º salário, de acordo com o
piso salarial do magistério. 2. O Procurador oficiante declinou da atribuição
em favor do MP/PI sob o fundamento de que a denúncia não informa a
existência concreta de desvio de recursos do FUNDEB, mas sim o não
pagamento do piso salarial dos professores, sendo a Justiça Estadual o foro
competente para julgamento de eventual ação contra o ente público municipal.
3. Diante da ausência de notícia de malversação de recursos federais e tendo
em conta que a questão é pontual e se reveste de caráter eminentemente local,
cabível o declínio de atribuição ao Parquet Estadual. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

118. Processo: 1.27.000.001425/2015-21 Voto: 3002/2016 Origem: PR - PI


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PI. FUNDAÇÃO MUNICIPAL
DE SAÚDE DE TERESINA. SUPOSTO PAGAMENTO ILEGAL DE
ADICIONAL DE PRODUTIVIDADE A DETERMINADOS SERVIDORES,
EMPREGADOS E/OU PRESTADORES DE SERVIÇOS. RESOLUÇÃO Nº
59
11/2007 DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE TERESINA.
SUPOSTA INCONSTITUCIONALIDADE. 1. Representação originada de
sentença trabalhista proferida pelo Juízo da 2ª Vara do Trabalho de Teresina-
PI, da qual consta determinação para encaminhamento de cópias ao MPT e ao
MPF. 1.1. O encaminhamento de cópia ao MPF ocorreu porque entendeu o
Juízo que poderia haver pagamento ilegal de adicional de produtividade a
determinados servidores, empregados e/ou prestadores de serviços contratados
pela Fundação Municipal de Saúde de Teresina. 2. O Procurador oficiante
entendeu que o objeto da presente notícia de fato não trata de interesse a ser
tutelado pelo MPF, pois para averiguar suposta conduta ilícita apontada seria
essencial análise primária acerca da constitucionalidade da Resolução nº
11/2007 do Conselho Municipal de Saúde de Teresina - PI (questão prejudicial
aventada na Reclamação Trabalhista nº 00062-2008-002-22-00-0). 3. Compete
aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou
atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual
(CF, art. 125, § 2º). 4. O ajuizamento de ADPF para o controle da
constitucionalidade de norma municipal, a fim de atender ao requisito da
subsidiariedade, dever pressupor a comprovação pelo requerente da
inviabilidade de propositura de representação de inconstitucionalidade para
controle da compatibilidade da mesma norma com a Constituição Estadual
(Precedentes: ADPF 100 MC, rel. Min. Celso de Mello; ADPF 212, rel. Min.
Ayres Britto). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

119. Processo: 1.30.001.005955/2015-43 Voto: 1735/2016 Origem: PR - RJ


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPE/RJ. SUPOSTO PAGAMENTO
DE CONTAS DE LUZ DA EMPRESA SUPERVIA PELO GOVERNO DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RJ. 1. Notícia autuada com objetivo de
impugnar pagamentos de contas de luz em atraso da empresa de trens
Supervia, pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. A representação
questiona que o pagamento das contas de energia de uma empresa que não é
de natureza pública ocorre em detrimento do pagamento do décimo terceiro
dos funcionários públicos do Estado do RJ. 2. Inexistência de indícios de
irregularidades federais. 3. Ausência de interesse federal a justificar a atuação
do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 4.
Aplicação do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

120. Processo: 1.30.002.000092/2016-99 Voto: 2679/2016 Origem: PRM Campos-RJ


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES TRABALHISTAS NO ÂMBITO DO HOSPITAL
GERAL DR. BEDA, EM CAMPOS DOS GOYTACAZES-RJ. 1.
Procedimento autuado a partir de notícia em que se narra supostas
60
irregularidades trabalhistas no âmbito do Hospital Geral Dr. Beda, em Campos
dos Goytacazes/RJ: 1) atraso no pagamento dos salários dos seus funcionários;
2) demissões injustificadas; 3) suspensão do pagamento das horas extras; 4)
ausência de realização dos exames periódicos; 5) ausência de folhas de ponto;
6) ausência de descanso noturno, dentre outras. 2. Verifica-se portanto, que as
irregularidades apontadas estão vinculadas aos contratos trabalhistas
celebrados entre o Hospital supramencionado e seus funcionários. 3.
Inexistência de interesse a justificar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 4. Matéria que se insere na esfera de
atribuição do Ministério Público do Trabalho (art. 114, I, II e III, CF c/c art. 83
LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

121. Processo: 1.30.002.000111/2015-04 Voto: 2703/2016 Origem: PRM Campos-RJ


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RJ. ATENDIMENTO
DOMICILIAR. SUPOSTA FALTA DE ACOMPANHAMENTO DE
PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM. NÃO HOMOLOGAÇÃO PELA 1ª
CCR. CUMPRIMENTO DE DILIGÊNCIAS PELA PRM. FISCALIZAÇÃO
PELO CONSELHO DE ENFERMAGEM. COMPROVAÇÃO. RETORNO
DOS AUTOS. 1. Trata-se de procedimento preparatório instaurado a partir de
representação versando sobre supostas irregularidades no Programa de
Assistência Domiciliar desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde de
Campos dos Goytacazes/RJ. Segundo a representante, o atendimento
domiciliar vinha sendo feito sem o devido acompanhamento do profissional de
enfermagem responsável, com os técnicos em enfermagem realizando
atividades que extrapolam os limites de suas atribuições. 2. O procurador
oficiante declinou de sua atribuição por entender que a questão não envolvia
bem, serviço ou interesse da União, restringindo-se sua temática a âmbito
estritamente municipal. Esta 1ª CCR, por sua vez, deixou de homologar o
declínio para que se verificasse eventual omissão do Conselho Federal de
Enfermagem, autarquia federal, em investigar casos como tais e atuar no
sentido de impedir que irregularidades e abusos aconteçam. 3. Oficiado pela
PRM-Campos dos Goytacazes/RJ, o COREN-RJ apresentou extensa
documentação onde demonstra a realização de fiscalização no referido
programa, e conclui, em seu parecer técnico, pela existência de déficit de
pessoal, com a seguinte explanação: "(...) a Instituição conta com 9
enfermeiros, quando deveria dispor de 28, ou seja, contempla menos de um
terço do número necessário, e conta também com 104 Técnicos de
Enfermagem, quando deveria dispor de 295, ou seja, menos da metade do
necessário. Isso torna evidente que o atendimento da clientela fica prejudicado
e que a equipe trabalha com sobrecarga de serviço ou se de serviço ou se faz
necessária utilização de escalas de hora extra/substituições, assim como os
Técnicos de Enfermagem acabam desamparados do acompanhamento
constante do Enfermeiro, extrapolando os limites de suas atribuições." Vieram
então os autos, com nova promoção de declínio. 4. Tendo em vista o
cumprimento das diligências determinadas por esta Câmara, e que
remanescem as questões relacionadas à atuação da Secretaria Municipal de
Saúde, acolho a promoção de declínio pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
61
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

122. Processo: 1.30.002.000410/2014-50 Voto: 2209/2016 Origem: PRM Campos-RJ


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPE/RJ. SUPOSTO DESCARTE
DE LIXO EM TERRENO ABANDONADO. 1. Inquérito Civil instaurado
com objetivo de apurar notícia de descarte de lixo em terreno abandonado,
situado na rua Dr. João Maria, em frente ao número 154, Campos dos
Goytacazes/RJ. 2. Promovido declínio de atribuição, a 1a CCR deliberou pela
não homologação, determinando remessa dos autos para a origem, tendo em
vista a necessidade de verificação sobre se o terreno abandonado era, de fato,
bem pertencente à União, bem como se o referido imóvel constituía ponto de
venda e de utilização de drogas ilícitas (fl. 10). 3. Com o objetivo de
identificar o dono do referido imóvel, foi oficiada a Secretaria de Fazenda do
Município de Campos dos Goytacazes, tendo sido apontando um proprietário
particular. 4. Nova promoção de declínio de atribuição, agora sob o
fundamento de que o bem em questão não pertence à União. Portanto, inexiste
interesse federal na apuração dos fatos em tela. 5. Ausência de interesse
federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c
art. 37, I, LC 75). 6. Aplicação do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de
Coordenação e Revisão. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

123. Processo: 1.30.017.001877/2014-58 Voto: 2211/2016 Origem: PRM SJMeriti-RJ


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RJ. CARTÓRIO DE NOTAS.
SUPOSTA RECUSA IRREGULAR DE REGISTRO DE ATA DE
ASSEMBLÉIA. COOPERATIVA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
E SOCIAL. 1. Procedimento Preparatório instaurado para apurar suposta
irregularidade na recusa de registro da ata da 3ª Assembleia Geral da
Cooperativa de Desenvolvimento Econômico e Social - Área Triângulo São
Bento - pelo Cartório do 2º Ofício de Duque de Caxias/RJ. 2. De acordo com a
representação, o referido Cartório teria informado que tal registro deveria ser
realizado perante a Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro - JUCERJA.
3. A notícia está relacionada a atos praticados pelo Cartório do 2º Ofício de
Duque de Caxias/RJ. Portanto, a apuração de possíveis conflitos cabe ao
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. 4. Inexiste interesse federal a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I,
LC 75). 5. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

124. Processo: 1.33.001.000364/2016-59 Voto: 2631/2016 Origem: PRM Blumenau-SC


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio

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Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SC. MUNICÍPIO DE
BLUMENAU/SC. INUNDAÇÃO DE RESIDÊNCIA CAUSADA POR
RETENÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA EM TERRENO VIZINHO. IMÓVEIS
PARTICULARES. 1. Trata-se de notícia de fato autuada a partir de
representação formulada por um cidadão, segundo o qual a residência de sua
mãe faz divisa lateral com o loteamento Ilha do Arvoredo, no Município de
Blumenau/SC. Alega o representante que, com as chuvas de fevereiro de 2016,
a água do loteamento derrubou a parede da residência, inundando-a
completamente, destruindo os móveis nela localizados. 2. O procurador
oficiante declinou de sua atribuição por ausência de qualquer indicativo de
emprego de recursos federais na construção do loteamento. Segundo observou,
"a construção, apesar de aparentar irregularidades, não produziu situação que
acarretasse dano a algum bem de domínio da União, razão por que hão de ser
remetidos os presentes autos ao Ministério Público Estadual da Comarca de
Blumenau". 3. Acolhimento da promoção de declínio pelos próprios
fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

125. Processo: 1.33.005.000321/2014-71 Voto: 1858/2016 Origem: PRM Joinville-SC


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPE/SC. SUPOSTA NÃO
DISPONIBILIZAÇÃO PELA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE
SANTA CATARINA PARA EXAME DE ANGIORRESSONÂNCIA
CERVICAL PARA DIAGNÓSTICO E AVALIAÇÃO DE NECESSIDADE
DE CIRURGIA. ARQUIVAMENTO DO FEITO NA DEFENSORIA
PÚBLICA ESTADUAL. 1. Procedimento instaurado com objetivo inicial de
averiguação se a Lei 12.732, de 22 de novembro de 2012, que estabelece o
prazo máximo de sessenta dias para o início do tratamento de câncer de bexiga
vinha sendo cumprida em relação aos pacientes diagnosticados com câncer de
bexiga e em tratamento na rede pública de saúde no Município de Joinville,
bem como se o tratamento, após iniciado, era prestado de forma adequada,
considerando os protocolos clínicos para o tratamento da doença. 2. O
procedimento foi instaurado a partir de Termo de Comparecimento e
Declarações. Aduz o representante que sua mãe necessitava de exame de
angiorressonância cervical para que fosse avaliado seu quadro e a realização
de cirurgia. 3. Com resposta da Secretaria Municipal de Saúde às fls. 28-36
verificou-se que o prazo estipulado pela supracitada Lei vinha sendo cumprido
pelo Município. Ademais, houve informação por parte do representante que
não teria mais interesse no feito, tendo em vista a demora e custo no
deslocamento, bem como da melhora de sua mãe no ano de 2014. 4. Consta
dos autos a remessa do procedimento à NAOP, e deliberação desta pela
homologação do declínio de atribuição, nos termos do voto do relator. Isto
posto, não se verifica no caso em apreço responsabilidade direta de órgão
público federal, nem questão que justifique o prosseguimento do feito no
âmbito do MPF. 5. Registre-se que há ação civil pública no âmbito estadual
em relação à demanda reprimida para realização do exame. 6. Quanto a
questão individual, a mãe do representante já realizou o procedimento
cirúrgico em 26/2/2015. 7. Ausência de interesse federal a justificar a atuação
do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA
HOMOLOGAÇÃO.
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Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

126. Processo: 1.33.010.000118/2015-15 Voto: 1666/2016 Origem: PRM Concórdia-


SC
Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPE/SC. POSSÍVEIS
IRREGULARIDADES EM PONTE DE MADEIRA, LOCALIZADA NA
DIVISA ENTRE OS MUNICÍPIOS IRANI/SC E VARGEM BONITA/SC.
ÁREA RURAL E DISTANTE DE RODOVIAS FEDERAIS. 1. Pretendida
conservação de ponte situada na Estrada Geral, que liga as comunidades de
Pingador e Vista Alegre, na divisa entre os Municípios de Irani/SC e Vargem
Bonita/sc. Depreende-se do relato do representante anônimo que a referida
construção de madeira localiza-se em estrada rural. A visualização do mapa da
região revela que a localidade conhecida como Pingador encontra-se em área
de baixa densidade demográfica, distante das rodovias federais que circundam
a região BR-282 e a BR-153. O tráfego nestas rodovias federais é pesado e
intenso, de modo que inviável a utilização de uma ponte de madeira em uma
dessas rodovias. Ressalte-se que o Técnico de Transporte com lotação na
Procuradoria da República em Concórdia informou que transitou por ambas as
rodovias e não tem conhecimento de qualquer ponte de madeira no trecho em
referência. 2. Inexistência de indícios de irregularidades em rodovias federais.
3. Ausência de interesse federal que justifique a atuação do Ministério Público
Federal (art. 109, I, CF/88 c/c art. 37, I, LC nº 75/93). 4. Aplicação do
Enunciado nº 2 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

127. Processo: 1.33.015.000042/2014-99 Voto: 2212/2016 Origem: PRM Mafra-SC


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO PARCIAL E DECLÍNIO DE
ATRIBUIÇÃO RESIDUAL. QUESTÃO JUDICIALIZADA NA JUSTIÇA
FEDERAL. ATRIBUIÇÃO ESTADUAL RESIDUAL. 1. Procedimento
preparatório instaurado por representante que alegou que seu terreno
(localizado no Km 10 da BR-116, Município de Rio Branco/SC) ficou
encravado depois que a Autopista Planalto Sul fechou o único acesso que tinha
à BR 116. 2. A Auto Pista Planalto Sul, quando oficiada pelo MPF, alegou que
o acesso que a representante tinha à BR era irregular, pois não atendia ao
preconizado no Manual de Acesso de Propriedades Marginais a Rodovias
Federais do DNIT. 3. O Membro Oficiante determinou o arquivamento do
feito em relação ao fechamento de acesso à BR-116, pois o acesso que existia
estava em desconformidade com as normas vigentes e poderia vir a causar
acidentes àqueles que utilizavam a rodovia (fls. 28/30). 3.1. No mesmo
expediente, foi promovido o declínio de atribuição para o MP/SC, quanto a
possíveis irregularidades quanto a dever de viabilizar o acesso à propriedade
da representante e de outras propriedades lindeiras. 3.2. Também foi
promovido o declínio de atribuição para averiguação de possível ato praticado

64
por engenheiro florestal da Prefeitura de Mafra/SC, que, pelos relatos da
representante, exigiu pagamento de taxas e quantia em dinheiro para realizar
os trâmites necessários juntos a Fundação do Meio Ambiente (FATMA). 4.
Promovido o declínio de atribuição, a 1ª CCR deliberou pela não
homologação, determinando a remessa dos autos à origem, tendo em vista ato
de concessionária de bem federal (rodovia federal) que lesou direito de
lindeiro e violou a liberdade de ir e vir - sendo passível de investigação pelo
Ministério Público Federal. 5. Nova manifestação do Membro Oficiante
renovando a promoção de arquivamento parcial, concluindo-se pela
inexistência de fundamento para a atuação do MPF por entender que foi
correto o procedimento adotado pela concessionária Autopista Planalto Sul
S/A, ao determinar o fechamento em virtude de critérios técnicos de
engenharia e visando garantir a segurança da rodovia. E, no mesmo
expediente, manifestação de declinação de atribuição residual referente a) à
questão de se o Município de Mafra (diante da possibilidade alternativa de
que, no exercício de um direito individual disponível, os interessados
buscassem abrir um acesso à rodovia por meio de uma servidão de passagem
por dentro de uma das propriedades lindeiras) teria ou não o dever de
disponibilizar acesso viário ao imóvel; b) de possível ato de improbidade
administrativa e crime de concussão praticado pelo servidor público municipal
- fls. 38/39. 6. Ao contatar a representante, tomou-se conhecimento de que se
encontra em trâmite ação judicial (Ação Ordinária nº 5000477-
50.2015.4.04.7214), proposta por ela, que abrange o objeto deste
Procedimento Preparatório, no que diz respeito ao "Ato de concessionária de
bem federal (rodovia federal) que lese direito de lindeiro e viole a liberdade de
ir e vir", e também quanto a crime de concussão supostamente praticado pelo
servidor público municipal. 7. Ausência de interesse federal a justificar a
atuação do Ministério Público Federal quanto ao fato de o Município de Mafra
ter o dever de disponibilizar, ou não, acesso viário ao imóvel em referência e
às supostas irregularidades praticadas por servidor público municipal (art. 109,
I, CF c/c art. 37, I, LC 75). Nesse caso, aplica-se o Enunciado n. 2 da 1ª
Câmara de Coordenação e Revisão. 8. E com relação aos atos da
concessionária Autopista Planalto Sul S/A, houve ajuizamento de ação - Ação
Ordinária nº 5000477-50.2015.4.04.7214), incidindo o Enunciado n. 6 da 1ª
CCR. PELA HOMOLOGAÇÃO da promoção de arquivamento parcial e
declinação de atribuição residual.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

128. Processo: 1.34.001.002156/2016-57 Voto: 2213/2016 Origem: PR - SP


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPE/SP. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES PRATICADAS PELOS DIRIGENTES DA
ASSOCIAÇÃO DA IGREJA EVANGÉLICA BRASILEIRA. 1. Procedimento
instaurado a partir de manifestação apresentada na Seção de Atendimento ao
Cidadão objetivando apuração de supostas irregularidades praticadas pelos
dirigentes da Associação da Igreja Evangélica Brasileira. 2. Consta dos autos
que a diretoria da Associação da Igreja Evangélica Brasileira tem praticado
atos graves na administração da entidade, dentre outras irregularidades, a
dilapidação do patrimônio imobiliário da igreja, implicando no abandono de
imóveis, ausência de regularização no Cartório de Registro de Imóveis
65
competente e usucapião, bem como o não atendimento dos pedidos realizados
pelos associados. 3. Entretanto, não consta dos autos indicação pelo
representante de nenhum elemento apto a demonstrar que as possíveis
irregularidades que recaem sobre a Associação da Igreja Evangélica Brasileira
atinjam de alguma forma interesse da União. 4. Ausência de interesse federal a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I,
LC 75). 5. Aplicação do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de Coordenação e
Revisão. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

129. Processo: 1.34.004.000009/2016-12 Voto: 2719/2016 Origem: PRM Campinas-SP


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. COMISSÃO DE DIREITOS
HUMANOS DA OAB/SP. MUNICÍPIO DE CAMPINAS. ALEGADO
DESCUMPRIMENTO DA LAI. POLÍTICA HABITACIONAL.
INFORMAÇÕES PRESTADAS CONSIDERADAS INSATISFATÓRIAS. 1.
Representação da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP versando sobre
suposto descumprimento da Lei de Acesso a Informação pelo Município de
Campinas. Segundo o representante, as informações prestadas pelo Prefeito
acerca da política habitacional, sobretudo quanto a reintegrações de posse não
foram satisfatórias. 2. O Procurador oficiante declinou da atribuição em favor
do Ministério Público Estadual em Campinas-SP, por se tratar de conduta
imputada a órgão municipal. 3. Ausência de interesse federal a justificar a
atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75).
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

130. Processo: 1.34.007.000263/2015-18 Voto: 1856/2016 Origem: PRM Marília-SP


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPE/SP. PRIVATIZAÇÃO DA
PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E
ESGOTO DE MARÍLIA/SP. 1. Procedimento instaurado com objetivo de
apurar suposta violação da legislação vigente em razão da falta de
transparência no procedimento para privatização da prestação dos serviços de
abastecimento de água e esgoto de Marília/SP. A representante colacionou
cópia de Pedido de Realização de Audiência Pública a respeito do tema em
referência. 2. O Município de Marília juntou documentação, inclusive
noticiando existência da Concorrência Pública nº 035/2015 para prestação de
serviços públicos de abastecimento de água, esgoto sanitário e outros serviços
públicos complementares. Consta dos autos também informação extraída do
site do referido Município, referente à suspensão do citado procedimento
licitatório pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, nos termos da TC -
000373.989.16-9, fls. 24/25. 3. Assim, constata-se que o objetivo é alcançar
correção do agir administrativo municipal no procedimento desencadeado para
delegar prestação dos serviços públicos de abastecimento de água e esgoto do
fato em tela. 5. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do
66
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 6. Aplicação
do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

131. Processo: 1.34.011.000170/2016-05 Voto: 1772/2016 Origem: PRM SBCampos-SP


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT/SP. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES NO PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO EMPREGO
(PPE). EMPRESA FORD-BRASIL. 1. Trata-se de Notícia de Fato autuada
dando conta de suposto descumprimento das regras estipuladas no Programa
de Proteção ao Emprego - PPE, firmado entre representantes legais da empresa
FORD-Brasil e trabalhadores da planta de São Bernardo do Campo. Informa o
representante que os executivos da empresa citada impõem aos trabalhadores
jornadas de trabalho em desconformidade com os termos avençados. 2.
Inexistência de interesse a justificar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 3. Matéria que se insere na esfera de
atribuição do Ministério Público do Trabalho (art. 114, I, II e III, CF c/c art. 83
LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

132. Processo: 1.34.016.000120/2016-70 Voto: 2609/2016 Origem: PRM Sorocaba-SP


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES NA COBRANÇA DE IPTU. IMPOSTO
MUNICIPAL. 1. Alega o representante inconformismo quanto ao valor do
IPTU, cobrado pela Prefeitura de Votorantim/SP, em relação ao seu imóvel,
adquirido pelo Programa Minha Casa Minha vida. 2. O IPTU é imposto de
competência municipal, cujas alíquotas e base de cálculo são definidas através
de lei própria. 3. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

133. Processo: 1.34.017.000047/2016-26 Voto: 2660/2016 Origem: PRM Araraquara-SP


Relatora: Dra. Denise Vinci Tulio
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. SOCIEDADE
BENEFICENTE UNIÃO OPERÁRIA. SOCIEDADE CIVIL SEM FINS
LUCRATIVOS. PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO.
DIRIGENTES. POSSÍVEIS IRREGULARIDADES. 1. Trata-se de notícia de
fato autuada para apurar possíveis irregularidades cometidas por dirigentes da
Sociedade Beneficente União Operária, sociedade civil sem fins lucrativos

67
cuja finalidade é proporcionar à classe operária ferroviária a prática da
filantropia, beneficência, assistência médica, odontológica e ajuda mútua. 2.
Alega o representante que administração da referida Sociedade Beneficente
pretende "vender" sua carteira de clientes, também já tendo colocado à venda
um patrimônio da instituição, localizado no centro de Araraquara/SP. Assim,
afirma que, caso isso ocorra, a União Operária vai ser extinta. 3. O
representante ainda aduz que o ente constituiu seu patrimônio com a
colaboração dos associados e do poder público. Por fim, informa que a
Sociedade Beneficente em referência está vendendo seu imóvel, o que
desvirtuaria a destinação a que deveria ser dada. 4. A Sociedade Beneficente
União Operária é pessoa jurídica de direito privado, não se tratando de ente
vinculado à União. Portanto, não possui foro na justiça federal, conforme
preconiza o art. 109, I, da Constituição Federal. 5. Ausência de interesse
federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c
art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Wellington Bonfim.

134. Processo: 1.26.000.000361/2016-60 Voto: 45/2016 Origem: PR - PE


Relator: Eitel Santiago de Brito Pereira
Redatora
Ela Wiecko Volkmer de Castilho
da
decisão:
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PE. PREFEITURA DO CABO
DE SANTO AGOSTINHO. SELEÇÃO SIMPLIFICADA. CONTRATAÇÃO
TEMPORÁRIA DE PROFESSORES. AUSÊNCIA DE PREVISÃO DE
VAGAS PARA DEFICIENTES E NEGROS. 1. Alega o representante que a
Seleção Simplificada para contratação de professores temporários realizada
pela Prefeitura Municipal de Cabo de Santo Agostinho/PE não contemplou
vagas para candidatos portadores de deficiência e negros. 2. Apuração
diretamente orientada para assegurar efetividade do direito constitucional à
igualdade em defesa dos cidadãos. 3. A defesa dos direitos constitucionais dos
cidadãos destinada a garantir seu efetivo respeito pelos Poderes Públicos e
pelos serviços de relevância pública é matéria atribuída pela LC 75 aos
Procuradores dos Direitos do Cidadão (art. 11 e 12), que atuam sob
coordenação do Procurador Federal dos Direitos do Cidadão (41, parágrafo
único). 4. Interpretação da Res. 148/14, que ressalva expressamente a
atribuição da PFDC (art. 1º), em conformidade com a LC 75. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À PFDC.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, por maioria, deliberou pelo não
conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os autos à
Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Vencido o Relator.
Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

135. Processo: 1.11.000.000258/2016-42 Voto: 1948/2016 Origem: PR - AL


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/AL. TRANSPARÊNCIA.
PREFEITURA MUNICIPAL DE MARECHAL DEODORO/AL. LEI DE

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ACESSO À INFORMAÇÃO. FUNDO MUNICIPAL DE ILUMINAÇÃO
PÚBLICA. APLICAÇÃO DE VERBAS MUNICIPAIS. FALTA DE
DIVULGAÇÃO. 1. Alegada falta de divulgação, com base na Lei de Acesso à
Informação (Lei nº 12.527/2011), de dados referentes ao Fundo Municipal de
Iluminação Pública e seus respectivos extratos bancários e balancetes
referentes à aplicação de verbas. 2. Matéria afeta à 5ª Câmara de Coordenação
e Revisão do MPF, conforme deliberado, na reunião realizada em 9/3/2016,
entre os Coordenadores da 1ª CCR e da 5ª CCR, em que ficou definido que o
tema referente à transparência nos gastos públicos permanecerá sob a revisão
da 5ª CCR. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

136. Processo: 1.14.000.000627/2016-95 Voto: 1995/2016 Origem: PR - BA


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/BA. CONTRATOS DOS
AGENTES PENITENCIÁRIOS TEMPORÁRIOS. AUSÊNCIA DE
NOMEAÇÃO DE APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO. ALEGAÇÃO
DE MOROSIDADE NO TRÂMITE DE AÇÕES AJUIZADAS PERANTE A
JUSTIÇA ESTADUAL. CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE
POLICIAL E ESTABELECIMENTOS PENAIS. RES. CSMPF Nº 148/2014
C/C RES. CSMPF Nº 20/2007. REMESSA À 7ª CCR. 1. Alegada morosidade
da justiça estadual da Bahia no trâmite de ação civil pública proposta pelo MP
estadual e ação popular com mesmo objeto, cuja pretensão é a proibição de
novas celebrações ou renovações dos contratos dos agentes penitenciários
temporários, bem como a nomeação dos aprovados em concurso público de
âmbito local. 2. Nos termos do art. 1º da Res. CNMP nº 20/2007: Estão
sujeitos ao controle externo do Ministério Público, na forma do art. 129, inciso
VII, da Constituição Federal, da legislação em vigor e da presente Resolução,
os organismos policiais relacionados no art. 144 da Constituição Federal, bem
como as polícias legislativas ou qualquer outro órgão ou instituição, civil ou
militar, a qual seja atribuída parcela de poder de polícia, relacionada com a
segurança pública e persecução criminal. 3. Pela regra da especialidade, a
matéria sujeita-se à revisão da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão, órgão
superior incumbido de atuar na revisão dos feitos cíveis e criminais relativos
ao controle externo da atividade policial e aos estabelecimentos penais, nos
termos da Res. CSMPF n. 148/14. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM
REMESSA À 7ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 7ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

137. Processo: 1.15.000.000677/2016-35 Voto: 2297/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/CE. PROCESSO DE
INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE. AÇÃO DE ALIMENTOS CONTRA
ESTRANGEIRO. ALIMENTANTE RESIDENTE NO EXTERIOR.
69
CONVENÇÃO DE NOVA IORQUE SOBRE PRESTAÇÃO DE
ALIMENTOS NO ESTRANGEIRO (CELEBRADA NO ANO DE 1956).
ATUAÇÃO DO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA.
TRAMITAÇÃO NA SECRETARIA DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
- SCI. ART. 90 E SEGUINTES DA PORTARIA PGR Nº 556/2014. 1.
Representação versando sobre possível demora na tramitação de processo de
investigação de paternidade, cumulado com um processo de execução de
alimentos contra estrangeiro, na 2ª Vara da Família da Comarca de
Fortaleza/CE. Consta dos autos que o genitor (alimentante) encontra-se
residindo em Portugal. 2. O Procurador oficiante declinou do feito por
entender que a pretensão de reconhecimento da paternidade, a qual tem
relação de prejudicialidade com o pedido de pensão alimentícia em face de
estrangeiro, não encontra previsão em nenhum tratado ou convenção
internacional e nem afeta quaisquer interesses, bens ou serviços da União ou
de quaisquer das suas entidades elencadas no art. 109, I, da Constituição. 3.
Acolhimento da manifestação de declínio pelos próprios fundamentos. 4.
Entretanto, consta da Cartilha "Convenção de Nova York", produzida pela
Secretaria de Cooperação Internacional - SCI, que os pedidos de cooperação
iniciados no Brasil tramitam da seguinte forma: "a parte interessada deve se
dirigir a uma unidade da Procuradoria da República (PR) mais próxima de sua
residência. A PR realiza as orientações necessárias para a instrução
documental e providencia sua autuação. O procedimento original será
remetido fisicamente à Procuradoria-Geral da República (PGR) em seus
originais". 5. Nos termos do art. 90 e seguintes da Portaria PGR nº 556/2014, o
procedimento de Cooperação Internacional tramitará na Secretaria de
Cooperação Internacional. Em razão disso, faz-se necessária a remessa de
cópia àquela Unidade. PELA HOMOLOGAÇÃO, COM CÓPIA DOS AUTOS
À SECRETARIA DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio, com remessa dos autos à Secretaria de
Cooperação Internacional. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

138. Processo: 1.15.000.001032/2015-39 Voto: 2038/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/CE. MUNICÍPIO DE
FORTALEZA. CONSELHEIRO TUTELAR. ADMINISTRAÇÃO DE
ASSOCIAÇÃO. UTILIZAÇÃO DE DOCUMENTOS DO CONSELHO
PARA AUFERIR VANTAGENS PESSOAIS. COMBATE À CORRUPÇÃO E
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. REMESSA À 5ª CCR. 1. Alega o
representante que determinado Conselheiro Tutelar do Município de Fortaleza,
à frente da Associação dos Amigos no Combate à Exclusão, estaria se
utilizando de documentos do Conselho para auferir vantagens pessoais e para
conseguir apoio da comunidade. 2. Conduta supostamente passível de
caracterização como ato de improbidade administrativa (art. 11, caput, da Lei
n. 8.429/92). PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

70
139. Processo: 1.17.001.000275/2015-75 Voto: 1951/2016 Origem: PRM C.Itapemirim-ES
Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/ES. INSTITUIÇÃO DE
ENSINO SUPERIOR PARTICULAR. COBRANÇA DE TAXA POR
EXPEDIÇÃO DE HISTÓRICO ESCOLAR. ATUAÇÃO DE EMPRESA
PRIVADA PRESTADORA DE SERVIÇO PÚBLICO. REMESSA À 3ª CCR.
1. Alegada ilegalidade na cobrança de taxa por expedição de histórico escolar
pelo Centro Universitário São Camilo, instituição de ensino superior
particular. 2. A coordenação e revisão da atuação ministerial em face de
empresa privada que presta serviços no mercado de consumo mediante
remuneração, naquilo que respeita à respectiva prestação, é incumbência da 3ª
Câmara e não deste colegiado, mesmo quando esses serviços sejam públicos.
3. Pela regra da especialidade, a matéria sujeita-se à revisão da 3ª Câmara de
Coordenação e Revisão, órgão superior incumbido de atuar na revisão dos
feitos cíveis relativos à defesa do consumidor e da ordem econômica, nos
termos da Res. CSMPF n. 148. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM
REMESSA À 3ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 3ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

140. Processo: 1.23.000.000603/2016-27 Voto: 2359/2016 Origem: PR - PA


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. CONTRATO SAMF/PA Nº
17/2014 ENTRE A SUPERINTENDÊNCIA DE ADMINISTRAÇÃO NO
PARÁ E A EMPRESA DE TERCEIRIZAÇÃO PRESTACOM. MINISTÉRIO
DA FAZENDA. CONTRATAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE
SECRETÁRIA - NÍVEL MÉDIO. 1. Procedimento Preparatório instaurado
para apurar Contrato SAMF/PA nº 17/2014, firmado entre a Superintendência
de Administração no Pará e a empresa Prestadora de Serviços Diversos e
Comércio de Higiene Ltda. (PRESTACOM). O objeto do referido contrato é a
prestação de serviços por 14 Secretárias de nível médio II. 2. Alega o
representante que a Administração Pública não exigiu no referido contrato o
que preceitua a Lei nº 7.377/85 - que dispõe sobre o exercício da profissão de
Secretário: o Técnico em Secretariado deve portar certificado de conclusão de
curso de Secretariado em nível de 2º grau e ser registrado na Delegacia
Regional do Trabalho. 3. O objetivo da representação é assegurar que os
trabalhadores contratados pela PRESTACOM cumpram os requisitos
estabelecidos pela Lei nº 7.377/85 para o exercício regular da profissão de
Secretário. 4. Necessidade de solicitar informações ao Ministério da Fazenda.
PELA NÃO HOMOLOGAÇÃO DO DECLÍNIO, PELO RETORNO DOS
AUTOS À ORIGEM, OBSERVADA A INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL,
PARA ADOÇÃO DE PROVIDÊNCIAS CABÍVEIS.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
não homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

141. Processo: 1.33.005.000199/2014-33 Voto: 926/2016 Origem: PRM Joinville-SC


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
71
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SC. SAÚDE. SUS. DEMORA.
IDOSO. FILA DE ESPERA. CIRURGIA PARA RETIRADA DE BOLSA DE
COLOSTOMIA. EXISTÊNCIA DE DEMANDA REPRIMIDA. 1. Suposta
demora no agendamento de procedimento cirúrgico no Sistema Único de
Saúde - SUS, para retirada de bolsa de colostomia de paciente acometido de
neoplasia no intestino. 2. Antes da realização de qualquer diligência, houve
promoção de arquivamento fundamentada no argumento de que a questão
envolvia interesse individual, razão pela qual decidiu o Procurador oficiante
arquivar o feito e remeter os autos à Defensoria Pública da União, depois de
referendado pela 1ª CCR. 3. A 1ª CCR deliberou pela remessa do feito à
PFDC. O Núcleo de Apoio Operacional da PRR 4ª Região deliberou pela não
homologação do arquivamento para análise da questão coletiva referente à
demora excessiva na fila de espera para cirurgias análogas pelo Sistema Único
de Saúde. 4. Realizadas algumas diligências, verificou-se que ainda havia
demanda reprimida para a realização de cirurgia de retirada de bolsa de
colostomia. Entretanto, o Procurador oficiante, com base em precedente da
PFDC, declinou da atribuição ao Ministério Público Estadual, por entender
que a responsabilidade para corrigir o problema é dos gestores locais e
estaduais. 5. Em decisão recente, o STF manifestou o entendimento de que a
possibilidade de responsabilização de agentes públicos pela malversação de
recursos federais destinados ao SUS justifica a atribuição do Ministério
Público Federal (ACO 2.370/MA, Dje 29/02/2016, Rel. Roberto Barroso). 6.
O Superior Tribunal de Justiça, em reiterados precedentes, tem decidido que o
funcionamento do Sistema Único de Saúde é de responsabilidade solidária dos
entes federados, sendo de qualquer um deles a responsabilidade quanto ao
acesso a medicamentos e a tratamento de saúde (AgRg no Resp 1104353/RS,
T1, Dje 03/02/2016, Rel. Ministro Sérgio Kukina). 7. Existem precedentes
desta 1ª Câmara nesse sentido: PA 1.34.043.000064/2015-65, 26ª sessão
extraordinária, Rel. Eitel Santiago de Brito Pereira. 8. Há, portanto,
concorrência de atribuições entre o Ministério Público Federal e o Ministério
Público Estadual para atuação na matéria. PELA NÃO HOMOLOGAÇÃO
DO DECLÍNIO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
não homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

142. Processo: 1.15.000.002075/2015-31 Voto: 1922/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. HAPVIDA. SOLICITAÇÃO PARA
REALIZAÇÃO DE EXAME. DEMORA INJUSTIFICADA NA
AUTORIZAÇÃO. ATUAÇÃO DE EMPRESA PRIVADA PRESTADORA DE
SERVIÇO PÚBLICO. REMESSA À 3ª CCR. 1. Procedimento preparatório
instaurado com o objetivo de apurar o motivo da demora na autorização do
exame de PET-CT em paciente diagnosticado com melanoma metastático. 2.
Pela regra da especialidade, a matéria sujeita-se à revisão da 3ª Câmara de
Coordenação e Revisão, órgão superior incumbido de atuar na revisão dos
feitos cíveis relativos à defesa do consumidor e da ordem econômica, nos
termos da Res. CSMPF n. 148. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM
REMESSA À 3ª CCR. VOTO Nos termos da Res. CSMPF n. 148/14, a 1ª
Câmara foi incumbida da coordenação e revisão dos feitos relacionados à
fiscalização dos atos administrativos e a 3ª Câmara daqueles relativos à defesa
do consumidor e da ordem econômica. A coordenação e revisão da atuação
72
ministerial em face de empresa privada que presta serviços no mercado de
consumo mediante remuneração, naquilo que respeita à respectiva prestação, é
incumbência da 3ª Câmara e não deste colegiado, mesmo quando esses
serviços sejam públicos. Os fatos descritos nos autos - apurar o motivo da
demora na autorização do exame de PET-CT em paciente diagnosticado com
melanoma metastático - inserem-se no âmbito de atuação da 3ª Câmara,
descabendo a esta Câmara revisar a atuação de primeira instância, sob pena de
usurpação de atribuições daquele outro órgão superior e de prejuízo à atuação
estratégica do Ministério Público Federal em defesa dos consumidores e da
ordem econômica. Pelo exposto, VOTO PELO NÃO CONHECIMENTO,
com REMESSA À 3ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à 3ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

143. Processo: 1.15.000.002697/2015-60 Voto: 1914/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. UNIMED. PLANO DE SAÚDE.
NEGATIVA DE COBERTURA. ATUAÇÃO DE EMPRESA PRIVADA
PRESTADORA DE SERVIÇO PÚBLICO. REMESSA À 3ª CCR. 1. Suposta
negativa de plano de saúde em autorizar a realização de cirurgia ocular em
filha da representante, embora se alegue decurso de todos os prazos de
carência. 2. Pela regra da especialidade, a matéria sujeita-se à revisão da 3ª
Câmara de Coordenação e Revisão, órgão superior incumbido de atuar na
revisão dos feitos cíveis relativos à defesa do consumidor e da ordem
econômica, nos termos da Res. CSMPF n. 148. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À 3ª CCR. PROMOÇÃO DE
ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à 3ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

144. Processo: 1.22.003.001100/2015-03 Voto: 1889/2016 Origem: PRM Uberlândia-MG


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. DUPLICAÇÃO DA RODOVIA 365.
EROSÃO NO SOLO. DANOS À RODOVIA. 1. Notícia de fato autuada, na
qual o noticiante alega que, com a duplicação da rodovia 365, o imenso
volume de água escoado para sua propriedade ocasionou uma imensa erosão
do solo. 2. O Procurador oficiante determinou o arquivamento do feito por
entender que a solicitação do autor é meramente individual e patrimonial,
devendo tal pretensão ser patrocinada por advogado privado. 3. Apesar das
razões acima expostas, percebe-se que a questão pode transcender à esfera
individual, pois a rodovia 365 também pode vir a sofrer deterioração, em
consequência do excessivo escoamento de água relatado. Sendo assim, deve
ser verificado se a questão apenas afeta a propriedade do noticiante ou se, de
alguma forma, interfere na estrutura rodovia em comento. PELA NÃO
HOMOLOGAÇÃO DO ARQUIVAMENTO, COM RETORNO DOS AUTOS
À ORIGEM PARA ADOÇÃO DE PROVIDÊNCIAS.
73
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
não homologação de arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko
de Castilho e Dra. Denise Vinci.

145. Processo: 1.22.013.000192/2015-87 Voto: 1920/2016 Origem: PRM P. Alegre-MG


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL.
RODOVIA FERNÃO DIAS. AUSÊNCIA DE FISCALIZAÇÃO.
CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE POLICIAL E
ESTABELECIMENTOS PENAIS. RES. CSMPF Nº 148/2014 C/C RES.
CSMPF Nº 20/2007. REMESSA À 7ª CCR. 1. Alegada ausência de autuação e
fiscalização da Polícia Rodoviária Federal na Rodovia Fernão Dias no trecho
São Paulo ao Sul de Minas Gerais. Relata que, em decorrência desta ausência
de fiscalização, há constantes infrações de trânsito por parte de caminhoneiros
e pedestres no local. 2. Nos termos do art. 1º da Res. CNMP nº 20/2007: Estão
sujeitos ao controle externo do Ministério Público, na forma do art. 129, inciso
VII, da Constituição Federal, da legislação em vigor e da presente Resolução,
os organismos policiais relacionados no art. 144 da Constituição Federal, bem
como as polícias legislativas ou qualquer outro órgão ou instituição, civil ou
militar, a qual seja atribuída parcela de poder de polícia, relacionada com a
segurança pública e persecução criminal. 3. Pela regra da especialidade, a
matéria sujeita-se à revisão da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão, órgão
superior incumbido de atuar na revisão dos feitos cíveis e criminais relativos
ao controle externo da atividade policial e aos estabelecimentos penais, nos
termos da Res. CSMPF n. 148/14. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM
REMESSA À 7ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à 7ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

146. Processo: 1.15.002.000180/2016-05 Voto: 2267/2016 Origem: PRM J. Norte-CE


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT/CE. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES NO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO
TRABALHADOR (PAT). CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (CEF). 1. Trata-
se de Notícia de Fato autuada, a partir de comunicação da 1ª Vara do Trabalho
da Região do Cariri/CE, dando conta de supostas irregularidades na execução
do Programa de Alimentação (PAT), pela Caixa Econômica Federal (CEF),
referente a negociações coletivas de trabalho disciplinando o pagamento da
parcela do referido Programa sob a forma de créditos eletrônicos ou mesmo de
cheques de papel, quando a Lei nº 6.321/76 exige o pagamento "in natura". 2.
Inexistência de interesse a justificar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 3. Matéria que se insere na esfera de
atribuição do Ministério Público do Trabalho (art. 114, I, II e III, CF c/c art. 83
LC 75). 4. Destaque-se que cópia da sentença (Processo nº 0010237-
41.2013.5.07.0027) já foi remetida ao MPT pela 1ª Vara do Trabalho da
Região do Cariri/CE. PELA HOMOLOGAÇÃO DO DECLÍNIO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
74
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

147. Processo: 1.17.003.000012/2015-46 Voto: 2066/2016 Origem: PRM S. Mateus-ES


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/ES. MUNICÍPIO DE SÃO
MATEUS. BAIRRO DO GURIRI. PROBLEMAS DE ABASTECIMENTO
DE ÁGUA. AUSÊNCIA DE REDE DE ESGOTO. INEXISTÊNCIA DE
DESTINAÇÃO DE VERBAS FEDERAIS. 1. Inquérito Civil instaurado para
apurar a escassez e problemas no abastecimento de água nas residências do
bairro de Guriri, no Município de São Mateus/ES, o que, segundo a
representação, tem levado muitos moradores a fazerem poços artesianos,
sendo que a água pode estar contaminada, já que o bairro não conta com rede
de esgoto. 2. A Prefeitura Municipal de São Mateus esclareceu que o Balneário
do Guriri possui diversos loteamentos irregulares, embargados pelo órgão
ambiental, e que os loteadores resolveram unir-se em consórcio para a
construção de uma rede coletora de esgoto, custeada com recursos próprios,
sem a utilização de recurso público, seja municipal, estadual ou federal.
3.Ainda de acordo com a municipalidade, o Serviço Autônomo de Água e
Esgoto (SAAE) está realizando um Procedimento de Manifestação de
Interesse, em que se vislumbra a concessão de serviço público de água e
esgoto para o bairro, mas não seria utilizado recurso oriundo do Governo
Federal, tendo em vista que a futura concessionária seria responsável pela
elaboração e execução do projeto. 4. Esclarecido que, em 2014, foi celebrado
um Termo de Compromisso de Recursos do Orçamento Geral da União, para a
elaboração de projeto para abastecimento de água e esgoto em todo o
Município, porém, como o Estado e o Município não têm condições de arcar
com a execução, os recursos seriam reprogramados para outro serviço ou obra.
5. Diante da ausência da destinação de recursos federais para a solução da
demanda, inexiste interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público
Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

148. Processo: 1.19.000.001961/2015-07 Voto: 1949/2016 Origem: PR - MA


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/MA. SECRETARIA DE
ESTADO DA EDUCAÇÃO DO MARANHÃO. CONCURSO PÚBLICO.
RECEBIMENTO DE RECURSOS PESSOALMENTE OU VIA FAX.
ALEGADO CERCEAMENTO AO DIREITO DE RECORRER. BANCA
ORGANIZADORA. FUNDAÇÃO VINCULADA À UNIVERSIDADE
FEDERAL DO MARANHÃO. AUSÊNCIA DE INGERÊNCIA DIRETA DA
AUTARQUIA. INOCORRÊNCIA DE INTERESSE FEDERAL. 1. Notícia de
Fato autuada para apurar suposta irregularidade em concurso público para
provimento de cargos de Professor da Educação Básica da Secretaria de
Estado da Educação do Maranhão, organizado pela Fundação Sousândrade,
vinculada à Universidade Federal do Maranhão. De acordo com o
Representante, os recursos só seriam recebidos, pessoalmente ou via fax, o que
dificultaria o direito de recorrer pelos candidatos que residem em outra
localidade, visto que a linha telefônica esteve diversas vezes indisponível. 2. A

75
Fundação Sousândrade esclareceu que é instituição de direito privado, sem
fins lucrativos, não havendo ingerência direta da Universidade Federal do
Maranhão em sua gestão, tampouco subordinação ou obrigatoriedade de
vinculação entre a atuação das referidas entidades. 3. Concurso público de
âmbito estadual. 4. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

149. Processo: 1.20.001.000014/2016-41 Voto: 1950/2016 Origem: PRM Cáceres-MT


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/MT. MUNICÍPIO DE
CÁCERES/MT. PRAÇA BARÃO DO RIO BRANCO. CÓRREGO
SANGRADOURO. FALTA DE MANUTENÇÃO ADEQUADA.
PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL. 1. Notícia de Fato
autuada para apurar a suposta falta de limpeza da Praça Barão do Rio Branco e
do Córrego do Sangradouro, localizados no Município de Cáceres/MT. De
acordo com o representante, tais locais transformaram-se em grandes
criadouros de mosquitos aedes aegypti devido à ausência de manutenção
adequada. 2. O Procurador oficiante declinou da atribuição em favor do
Ministério Público do Estado de Mato Grosso por entender que se trata de
irregularidade na prestação de serviços públicos municipais de limpeza. 3.
Aplicação do Enunciado nº 2 da 1ª CCR. PELA HOMOLOGAÇÃO DO
DECLÍNIO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

150. Processo: 1.23.000.001067/2016-87 Voto: 2035/2016 Origem: PR - PA


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. TRABALHADORES
RURAIS. FALTA DE PAGAMENTO DE VERBAS TRABALHISTAS.
CONDIÇÕES PRECÁRIAS DE TRABALHO. 1. Representação de
trabalhadores rurais que atuam na colheita do dendê, em diversos Municípios
do Estado do Pará, em que relatam a falta de pagamento de verbas trabalhistas
e alegam condições desumanas de trabalho, como acomodação em
alojamentos precários; exposição a raios solares, sem equipamentos de
proteção e ausência de banheiros. 2. Inexistência de interesse a justificar a
atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 3.
Matéria que se insere na esfera de atribuição do Ministério Público do
Trabalho (art. 114, I, II e III, CF c/c art. 83 LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

151. Processo: 1.23.005.000063/2016-31 Voto: 2036/2016 Origem: PRM Redenção -PA


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
76
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PA. PLANO DE SAÚDE.
POLICIAIS MILITARES DO PARÁ. FALTA DE PRESTAÇÃO DE
SERVIÇOS. 1. Representação sigilosa versando sobre alegada falta de
prestação de serviços, desde dezembro de 2015, pelo plano de saúde IASEP,
que mantém convênio para atendimento aos policiais militares do Estado do
Pará. 2. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do Ministério
Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

152. Processo: 1.25.000.003982/2015-51 Voto: 1930/2016 Origem: PR - PR


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PR. PREFEITURA
MUNICIPAL DE CURITIBA. CONCURSO PÚBLICO. AVALIAÇÃO
PSICOLÓGICA DE CARÁTER ELIMINATÓRIO. UNIVERSIDADE
FEDERAL DO PARANÁ. BANCA ORGANIZADORA. AUSÊNCIA DE
INTERESSE FEDERAL. 1. Notícia de Fato autuada para apurar suposta
irregularidade na exigência de avaliação psicológica de caráter eliminatório
em concurso público para cargos da Prefeitura Municipal de Curitiba/PR -
Edital nº 06/2011 -, organizado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
1.1. O Representante obteve decisão judicial favorável, declarando a nulidade
da avaliação psicológica, que teria resultado em sua eliminação do certame, e
requer a atuação do Ministério Público Federal para que a nulidade da prova
psicológica beneficie os demais concorrentes. 2. O Núcleo de Concursos da
UFPR esclareceu que é responsável tão somente pela realização do certame e
que a definição das fases e dos requisitos para investidura no cargo são de
responsabilidade do contratante. 3. Apesar de a organizadora se tratar de
autarquia federal, trata-se de concurso público para investidura em cargo
público municipal. 4. A suposta irregularidade apontada envolve apenas as
etapas do certame e não a atuação da banca organizadora, que apenas executa
o que foi estipulado em contrato. 5. Ausência de interesse federal a justificar a
atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75).
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

153. Processo: 1.27.000.000336/2016-49 Voto: 1921/2016 Origem: PR - PI


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PI. CONCURSO PÚBLICO.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ. PORTADOR DE
NECESSIDADES ESPECIAIS. NEGATIVA DE INTÉRPRETE E DE SALA
ESPECIAL. 1. Representação versando sobre supostas irregularidades em
Concurso Público promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí -
Edital nº 01/2015. De acordo com o representante, não lhe foi concedido o
suporte de um intérprete e a realização da prova em sala especial, conforme
solicitado no ato da inscrição. 2. Concurso público de âmbito estadual. 3.
Ausência de interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público
77
Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO, COM
REMESSA DE CÓPIA À PFDC PARA CIÊNCIA.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição, com remessa de cópia à PFDC para
ciência. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise
Vinci.

154. Processo: 1.29.003.000492/2014-43 Voto: 2064/2016 Origem: PRM N. Hamburgo-RS


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RS. MUNICÍPIO DE
TAQUARA. LOTEAMENTO OLARIA. NOTICIADA DEFICIÊNCIA DA
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL NA FISCALIZAÇÃO DE VERBAS
FEDERAIS. COMPROVADA A REGULARIDADE DE ATUAÇÃO DA
EMPRESA PÚBLICA. 1. Representação versando sobre supostas
irregularidades na construção do empreendimento Loteamento Olaria, no
Município de Taquara/RS, financiado com verbas federais. De acordo com o
representante, a autorização para construção do loteamento não contou com
um documento necessário, denominado mapa hidrográfico do Exército
Brasileiro,havendo deficiência na fiscalização das obras. 2. A Caixa
Econômica Federal (CEF) esclareceu que o empreendimento fora financiado,
no âmbito do Programa Crédito Solidário, nos termos da Instrução Normativa
nº 14/2008, do Ministério das Cidades, destinado à melhoria da qualidade de
vida por meio do atendimento às necessidades habitacionais da população de
baixa renda, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social. 3. A CEF
comprovou a regularidade de sua atuação, na medida em que todos os
licenciamentos legalmente exigidos foram observados antes da liberação da
primeira parcela dos recursos contratados. 4. Remanesce pendente, apenas, a
construção de dique de proteção para resguardar a comunidade do risco de
cheias, que é objeto de inquérito civil que tramita no Ministério Público
Estadual, tendo sido celebrado Termo de Ajustamento de Conduta com a
loteadora responsável. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

155. Processo: 1.30.001.005519/2015-74 Voto: 2068/2016 Origem: PR - RJ


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RJ. REMESSA DA PFDC.
FUNDAÇÃO DE APOIO À ESCOLA TÉCNICA (FAETEC).
SUBSTITUIÇÃO DE GESTORES CONCURSADOS POR
COMISSIONADOS. TERCEIRIZAÇÃO. ACÚMULO DE CARGOS. 1.
Alega o representante, que solicitou sigilo de sua identidade, que a Fundação
de Apoio à Escola Técnica (FAETEC) estaria substituindo todos os gestores
concursados por comissionados e que pessoas terceirizadas estariam
acumulando cargos não permitidos em lei. 2. A FAETEC é uma entidade sem
fins lucrativos, com personalidade jurídica de direito público, vinculada à
Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro. 3.
Ausência de interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público
Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
78
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

156. Processo: 1.34.001.007151/2015-30 Voto: 315/2016 Origem: PR - SP


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. UNIVERSIDADE DE SÃO
PAULO (USP). PORTAL DA TRANSPARÊNCIA. ATUALIZAÇÃO
INADEQUADA. 1. Possíveis irregularidades no portal da transparência da
Universidade de São Paulo. Alega o denunciante que as informações
imprescindíveis a respeito de receitas e de despesas da Instituição estão
incompletas e não aparecem em tempo real, além de não oferecerem
detalhamentos acerca de processos e licitações. A última atualização teria
ocorrido em 31/7/2015. 2. O caso não se reporta a uma questão de educação
universitária, situação em que justificaria a intervenção do Ministério Público
Federal, mas de informações incompletas prestadas pela Universidade
administrada pelo Estado de São Paulo. 3. Ausência de interesse federal a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I,
LC 75). 4. Aplicação do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de Coordenação e
Revisão. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

157. Processo: 1.34.010.000150/2016-36 Voto: 2040/2016 Origem: PRM R.Preto-SP


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. MUNICÍPIO DE RIBEIRÃO
PRETO. CONTRATAÇÃO DE APRENDIZES E PORTADORES DE
NECESSIDADES ESPECIAIS PELA INDÚSTRIA E PELO COMÉRCIO.
ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS. 1. Alega o
representante que os comerciantes e industriais do Município de Ribeirão
Preto/SP estariam descumprindo a Lei nº 10.097/2000 (que obriga a
contratação e a matrícula em cursos dos serviços nacionais de aprendizagem
de determinado percentual de empregados) e a Lei nº 7.853/1999 (que dispõe
sobre a obrigatoriedade de contratação de pessoas portadoras de necessidades
especiais). 2. Inexistência de interesse a justificar a atuação do Ministério
Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 3. Matéria que se insere
na esfera de atribuição do Ministério Público do Trabalho (art. 114, I, II e III,
CF c/c art. 83 LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

158. Processo: 1.11.000.000745/2014-43 Voto: 2030/2016 Origem: PR - AL


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
EM CONCURSO PÚBLICO. INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS
(IFAL). EDITAL Nº PROEN/DGP, DE 25 DE MARÇO DE 2014..
AUSÊNCIA DE IRREGULARIDADES. INÉRCIA DO REPRESENTANTE.
1. Procedimento Preparatório instaurado a partir de representação de cidadão
79
para apurar supostas irregularidades no concurso público para o cargo de
professor efetivo na área de Química, realizado pelo Instituto Federal de
Alagoas (IFAL). 2. De acordo com o representante (fls. 05/06), várias questões
da prova do referido concurso foram plagiadas de outros concursos, conforme
documentação acostada aos autos. Ademais, alegou que a elaboração da prova
foi feita pela Comissão Permanente de Magistério (COPEMA), a qual é
vinculada à IFAL - e isso, segundo o representante, acarreta suspeitas e
dúvidas a respeito da lisura do certame. Por fim, ainda destacou que nos
últimos concursos realizados pela organizadora em comento foram
modificados itens do edital - como a remoção das questões subjetivas. 3. A
IFAL refutou o alegado pelo representante (fls. 22 e seguintes). 4. Instado a
manifestar-se a respeito daquilo que foi informado pelo IFAL, o representante
mostrou-se inerte - conforme fls. 32/33. 5. Arquivamento promovido após
informações prestadas pelo Instituto Federal de Alagoas, sob o fundamento de
que não se vislumbraram irregularidades, tendo em vista que as alterações
levadas a efeito nos últimos editais dos concursos do IFAL, contra as quais o
representante insurgiu-se, deram-se por motivos justificáveis - não acarretando
qualquer prejuízo aos candidatos inscritos no certame em referência. 6.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

159. Processo: 1.11.001.000194/2010-84 Voto: 1998/2016 Origem: PRM Arapiraca-AL


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA 5ªCCR. INQUÉRITO
CIVIL. SUPOSTO FORNECIMENTO DE CARNE ESTRAGADA PARA
CRIANÇAS. PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO
INFANTIL (PETI). MUNICÍPIO DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS/AL. 1.
Inquérito Civil instaurado para apurar suposto fornecimento de carnes em
avançado estado de decomposição, para crianças, em uma unidade do
Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, localizada em Palmeira dos
Índios/AL. 2. Representação às fls. 05/09 informando que o ocorrido causou
espanto aos funcionários daquela unidade do PETI, tendo eles se recusado a
cozinhar o alimento, visando o bem-estar das crianças daquele local. 3. O
Município de Palmeira dos Índios informou que a aquisição de carne bovina e
de aves não é por via licitatória, mas por meio de doações recebidas do
Programa Compra Direta Local da Agricultura Familiar (CDLAF) e do
Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), sob responsabilidade da
Secretaria Municipal de Agricultura. 4. Nesse contexto, a 1ª Promotoria de
Justiça daquele município enviou cópias de atas, relatórios, pareceres e
resoluções do Conselho Municipal de Assistência Social concernentes às
contas da Secretaria Municipal de Assistência Social, relativas aos exercícios
de 2008 e 2009 (fls. 34/103). 5. Em relatório de fls. 31/32, a Secretaria
Municipal de Assistência Social de Plameira dos Índios alegou que o caso em
referência não se deu em virtude de má-fé; o fornecimento das carnes
estragadas às unidades do PETI foi um fato totalmente isolado e os
responsáveis estão cientes das providências a serem adotadas para evitar a
repetição dos acontecimentos. 6. Foi promovido o arquivamento e os autos
foram enviados para a 5ª CCR, que, por sua vez, remeteu o procedimento para
a 1ª CCR, por não vislumbrar ato de improbidade administrativa. PELA
80
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

160. Processo: 1.13.000.000933/2014-05 Voto: 2053/2016 Origem: PR - AM


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO (CAU/AM). EDITAL
1/2013. SERVIDORES CONTRATADOS EM DETRIMENTO DE
CANDIDATOS APROVADOS. NÃO OCORRÊNCIA. 1. Procedimento
preparatório instaurado para apurar suposta irregularidade em concurso
público promovido pelo CAU/AM. De acordo com a representação, o CAU
estaria negando-se a apresentar o resultado do concurso público, a fim de
manter servidores contratados em detrimento de candidatos aprovados. 2.
Instado a se manifestar, o CAU informou que "o cronograma do concurso foi
obedecido e que os candidatos aprovados no certame foram convocados e
empossados, inexistindo em seu quadro de servidores, em julho de 2014,
trabalhadores temporários." Comprovou o alegado anexando os links de
acesso ao quadro de convocação, quadro de contratados e resultado final geral
do concurso público 1/2013. 3. Promovido o arquivamento do feito, em razão
da inexistência de irregularidades. 4. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

161. Processo: 1.14.000.002757/2013-10 Voto: 1828/2016 Origem: PR - BA


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCESSO SELETIVO CFAQ-
I/C/M-PREPOM-2013. CAPITANIA DOS PORTOS. SUPOSTA
PREFERÊNCIA A MORADORES LOCAIS. NEGATIVA DE ACESSO ÀS
PROVAS E APRESENTAÇÃO DE RECURSOS. 1. Procedimento
preparatório instaurado para apurar irregularidades na seleção realizada pela
Capitania dos Portos, no âmbito do Processo Seletivo CFAQ-I C/M -
PREPOM/2013. Relata o noticiante suposta preferência a moradores do
município de Madre de Deus/BA e apadrinhados políticos, bem como negativa
de acesso às provas e apresentação de recursos. 2. Instada a se manifestar, a
Capitania dos Portos argumentou que a alegação de preferência aos moradores
locais é inverídica, pois dos 60 (sessenta) alunos matriculados, apenas 20
(vinte) são moradores da referida localidade. No que tange à previsão
editalícia de interposição de recursos em face da prova objetiva, a Capitania
dos Portos admitiu o fato, aduzindo que não haveria irregularidade haja a vista
a seleção não possuir caráter de concurso público. 3. Diante da flagrante
ilegalidade foi expedida a Recomendação nº 07/2014, na qual se recomendou
que "nos próximos processos seletivos realizados por esse órgão, ainda que
visem apenas à definição de classificação de candidatos previamente
aprovados, por meio de previsão editalícia pública, a possibilidade de
obtenção de vista dos autos, por parte dos candidatos, bem assim de
interposição de recurso em face de gabaritos e correções, consignados os
81
prazos necessários ao cumprimento das exigências constitucionais" 4.
Promovido o arquivamento do feito, diante da adoção das providências
cabíveis no que tange às irregularidades apontadas pelo noticiante. 5.
Arquivamento mantido nos termos da promoção ministerial, ora adotada como
razão de decidir. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

162. Processo: 1.15.000.001023/2016-29 Voto: 2070/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. MULTAS DE TRÂNSITO.
AUSÊNCIA DE INTERESSE FEDERAL. DIREITO INDIVIDUAL
DISPONÍVEL. 1. Procedimento preparatório instaurado a partir de
representação, noticiando o recebimento de quatro multas de trânsito aplicadas
pela Polícia Rodoviária Federal, porém nega conhecer a origem dessas multas.
2. A partir das informações contidas na representação, percebe-se que o
representante busca a intervenção do MPF para anulação das multas e retirada
de pontos em sua CNH. Não se vislumbra, entretanto, hipótese de atuação
ministerial, tendo em vista tratar-se de direito individual disponível. Não
foram identificados elementos que demonstrem lesão concreta a uma
coletividade, aptas a justificar a atuação deste Parquet. 3. Promovido o
arquivamento do feito, diante da ausência de atribuição do MPF na defesa de
direitos individuais disponíveis. 4. Acolhimento da promoção de arquivamento
pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

163. Processo: 1.15.000.001328/2014-79 Voto: 2027/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. MINISTÉRIO DA AGRICULTURA,
PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. CONSULPLAN. CONCURSO
PÚBLICO. EDITAL Nº 21 DE JANEIRO DE 2014. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADE. 1. Procedimento Preparatório instaurado para apurar
suposta irregularidade no concurso público para os cargos do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA, realizado pela Consulplan
(Edital nº 1, de 21 de janeiro de 2014). A representante alega que era possível
a identificação das provas subjetivas dos candidatos, tendo em vista que a
prova objetiva e subjetivas encontravam-se na mesma folha - em frente e
verso. Nesse contexto, a Consulplan não estaria cumprindo as regras do edital,
segundo o qual as respostas da prova discursiva deveriam ser entregues em
"folha de textos definitivos", que teria de ser entregue junto com a resposta da
prova objetiva, e que deveria ser devolvida ao final sem qualquer identificação
do candidato. 2. Arquivamento promovido mencionando manifestação do
MPF em Goiás, alegando que "a coleta da assinatura do candidato na folha da
prova objetiva é necessária para comprovação de que foi realmente respondida
por ele. O vesso da folha, que contém a prova discursiva, por sua vez, não
conta com nenhuma identificação. Dessa forma, os corretores não têm como
identificar o candidato, autor da prova discursiva, haja vista que, no processo
82
de digitalização das imagens para correção da redação, a identificação do
estudante é retirada". (fl. 09). 3. Ausência de irregularidades apontadas nos
autos. 4. Precedentes da 1ª CCR: PP - 1.33.007.000134/2014-78 e PP -
1.14.007.000388/2014-41. PELA HOMOLOGAÇÃO DO
ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

164. Processo: 1.15.000.001397/2014-82 Voto: 2031/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA 5ª CCR. CONCURSO
PÚBLICO. UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. EDITAL Nº 77/2014.
PROVAS. APLICAÇÃO. SEGURANÇA. FALHA. FACILITAÇÃO A
FRAUDES. NÃO COMPROVAÇÃO. 1. Trata-se de Procedimento
Preparatório instaurado sob a alegação de supostas falhas de segurança na
aplicação da prova para provimento de cargo de Técnico Administrativo em
Educação, da Universidades Federal do Ceará (EFC). 2. As representações
trouxeram notícias a respeito de ausência de detectores de metal cal de provas,
de entrega de sacos plásticos sem lacres para os candidatos guardarem seus
pertences, além de divulgação de alteração do edital durante o certame - no
qual a organizadora comunicou que os candidatos não poderiam mais levar
gabarito anotado. Nesse sentido foi solicitada a anulação das provas e sua
posterior reaplicação, além da possibilidade de visualização das marcações do
gabarito (fls. 03/07. 3. A Universidade Federal do Ceará trouxe aos autos
informação da Coordenadoria de (CCV) Concursos informando que não houve
registros de ocorrência que aponte fraude no certame. Ademais, alegou que os
candidatos podem ter cópia de suas folhas de respostas, caso solicitem. Em
relação às supostas falhas na segurança, a CCV usa mecanismos de segurança
de várias ordens, sempre tentando evitar fraudes. Já quanto a suspensão de
cópia do gabarito, tal orientação deu-se em caráter preventivo e não como uma
ameaça à segurança do certame (fls. 18/19). 4. Promoção de Arquivamento
(fls. 23/24) aos fundamentos de que não se constatou "fato ou ação da
requerida reputado ilegal ou irregular na instrução do feito, incabível, pois,
qualquer medida administrativa ou judicial por parte deste Parquet". 5.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

165. Processo: 1.15.000.001852/2014-40 Voto: 1834/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. TÉCNICO
ADMINISTRATIVO. INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E
TECNOLOGIA DO ESTADO DO CEARÁ - IFCE. EDITAL
05/GR"IFCE/2014. IRREGULARIDADES NA APLICAÇÃO DA PROVA. 1.
Representação de candidatos relatando irregularidades no concurso público
realizado pelo IFCE. Tais irregularidades consistiriam em diferença de
horários de aplicação de provas, envelopes de provas com exame faltantes,
83
entre outras. 2. Anteriormente, o MPF já havia ingressado com ação civil
pública em face do referido edital, por dificultar indevidamente a participação
de pessoas de menor poder aquisitivo, ao dispor que o pedido de inscrição só
poderia ser protocolizado no campus do IFCE. Essa ACP teve o pedido de
tutela antecipada deferido para determinar que o IFCE previsse a possibilidade
de inscrição independente de comparecimento físico ao campus. 3. Em
decorrência dos fatos contidos na representação, o IFCE anulou o certame para
os oito cargos em que ocorreram as irregularidades relatadas. 4. Promovido o
arquivamento do feito, pois foram anuladas as provas que sofreram
intercorrências indevidas. 5.Arquivamento mantido nos termos da promoção
ministerial, ora adotada como razão de decidir. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

166. Processo: 1.15.002.000057/2013-33 Voto: 1818/2016 Origem: PRM J. Norte-CE


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. RODOVIAS FEDERAIS. BR-112 E
BR-226. DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE
TRANSPORTES (DNIT). CONSERVAÇÃO. OBRAS EM EXECUÇÃO. 1.
Notícia de fato autuada narrando supostas irregularidades na conservação das
rodovias federais BR-226 e BR-122, mantidas pelo DNIT. 2. Instado a se
manifestar, o DNIT noticiou que, no que concerne à BR-112, foi
desaconselhado a pavimentação de alguns dos seus trechos, a fim de que não
agravasse a situação. Por sua vez, no tocante à BR-226/CE, foi informado de
que a entidade mantém dois contratos que, conforme documentação em anexo,
vêm cumprindo o cronograma de execução previsto. Argumenta também que
os serviços de manutenção e de conservação estão sendo regularmente
executados. 3. Promovido o arquivamento do feito, pois as medidas cabíveis
foram adotadas pelo DNIT, sanando as irregularidades apontadas.
4.Arquivamento mantido nos termos da promoção ministerial, ora adotada
como razão de decidir. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

167. Processo: 1.16.000.001555/2014-67 Voto: 1878/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. EDITAL
Nº1/2014. AGENTE ADMINISTRATIVO DA POLÍCIA RODOVIÁRIA
FEDERAL. FUNCAB IRREGULARIDADE. VIOLAÇÃO DE MALOTE
DAS PROVAS. 1. Procedimento preparatório instaurado a partir de
representação de candidata a concurso de agente administrativo da polícia
rodoviária federal. Relata que os cadernos de questões chegaram em algumas
salas em malotes violados. 2. A Coordenação de Recursos Humanos do
Departamento de Polícia Rodoviária encaminhou os esclarecimentos prestados
pela FUNCAB, banca examinadora do certame. A referida organizadora
informou que, quanto ao local onde a representante realizou as provas, consta
a assinatura de dois candidatos em todas as atas, atestando a inviolabilidade
dos envelopes. Além disso, em nenhuma das salas do bloco onde a
84
representante realizou a avaliação houve registro de violação dos malotes de
segurança. 3. Promovido o arquivamento do feito com base na ausência de
registro que comprovasse a existência de irregularidades. 4.Arquivamento
mantido nos termos da promoção ministerial, ora adotada como razão de
decidir. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

168. Processo: 1.16.000.002069/2013-85 Voto: 1997/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
(UNB). CRITÉRIOS DE ESCOLHA. SISTEMA DE VESTIBULAR.
PROGRAMA DE AVALIAÇÃO SERIADA (PAS). VIOLAÇÃO AO
PRINCÍPIO DA ISONOMIA E IMPESSOALIDADE. NÃO
CONFIGURAÇÃO. 1. Inquérito Civil instaurado para apurar suposta falta de
organização, por parte da UNB, a respeito do critério de escolha entre a
realização de matrícula pelo sistema de vestibular ou pelo PAS. Alega o
representante que, a possibilidade de escolha entre o PAS e o sistema de
vestibular tradicional, apenas por critérios pessoais, violaria à isonomia e à
impessoalidade na Administração Pública. Argumenta que, tal possibilidade de
escolha, causa insegurança aos candidatos não aprovados, que aguardam a
segunda chamada de ambas as listas. 2. Instado a se manifestar, o Diretor
Geral do CESPE/UNB esclareceu os procedimentos adotados pela
universidade em caso de dupla aprovação. Asseverou que: "caso seja aprovado
simultaneamente no PAS e no Vestibular, o estudante terá de fazer o registro
na vaga obtida pelo PAS e não fazer o registro na vaga obtida pelo Vestibular,
ou fazer o registro na vaga obtida pelo PAS e, quando da ocasião do registro
na vaga obtida pelo Vestibular, abrir mão da vaga obtida pelo PAS. Na
primeira situação, o estudante ocupará a vaga obtida pelo PAS, enquanto que,
na segunda, ocupará a vaga obtida pelo Vestibular." 3. A conduta da UNB não
fere à isonomia, nem à impessoalidade na Administração Pública. Se o
candidato concorrer às vagas por ambos os sistemas e logra êxito nos dois,
simultaneamente, nada mais justo que a opção de escolha a ele caiba, de
acordo com as suas conveniências pessoais. O candidato aprovado, apenas está
exercitando seu direito, o qual não pode ser condicionado pela existência de
suposto prejuízo a candidatos aprovados em posições classificatórias mais
distantes. 4. Promovido o arquivamento do feito, em razão da inexistência de
mácula na possibilidade de escolha entre o PAS e o Vestibular ofertada pela
UNB. 5. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios
fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

169. Processo: 1.16.000.003156/2013-50 Voto: 1801/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. ANALISTA
JUDICIÁRIO COM ESPECIALIZAÇÃO EM COMUNICAÇÃO. EDITAL
Nº 1/STF. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IRREGULARIDADES.
85
SERVIÇO DE TERCEIRIZAÇÃO. PRODUÇÃO DE RÁDIO E
TELEVISÃO. ATIVIDADE - MEIO. 1. Procedimento preparatório instaurado
a partir de representação de candidatas aprovadas no concurso de Analista
Judiciário com Especialização em Comunicação Social do Supremo Tribunal
Federal. Narram as representantes que o gerenciamento da Rádio/TV Justiça
por empresa contratada prejudicaria a convocação dos candidatos aprovados.
Argumentam também que o custo da contratação terceirizada seria superior à
nomeação dos concursados. 2. Instado a se manifestar, o STF justificou que a
atividade de Rádio/TV constitui atividade-meio do Tribunal podendo ser
abrangida pela possibilidade de terceirização, conforme previsto no art. 37,
XXI , da CF/1988. Tais atividades permitem que a Administração Pública
possa contratar serviços de terceiros para a execução de atividades materiais
acessórias. 3. O STF comprovou que as atividades de terceirização na área de
comunicação se diferem do plexo de atribuições do cargo público em
comento, já que os contratos não se destinam ao fornecimento exclusivo de
mão de obra, o que poderia indicar ilegalidade na contratação. 4. A
Administração Pública possui margem de discricionariedade para escolher a
melhor forma de consecução do interesse público. No presente caso, a
execução indireta de determinada atividade-meio restou em consonância com
a economicidade e melhor aproveitamento dos recursos humanos, materiais ou
financeiros disponíveis. 5. Promovido o arquivamento do feito por não se
vislumbrar irregularidades a justificar a atuação do MPF. PELA
HOMOLOGAÇÃO COM BASE NOS FUNDAMENTOS INVOCADOS NA
PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

170. Processo: 1.16.000.003510/2014-27 Voto: 1899/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. EDITAL
01/2013. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
(ANVISA). CADASTRO DE RESERVA. LEI 12.857/2013. 1. Procedimento
preparatório instaurado para apurar supostas irregularidades no concurso de
técnico administrativo da ANVISA. Relata o denunciante que, foram
aprovados 94 candidatos de ampla concorrência mais 27 portadores de
necessidades especiais, porém, por disposição do decreto 6.944/90, 61
aprovados foram automaticamente eliminados. Argumenta também que, não
foram aproveitados os candidatos aprovados, mesmo após a criação pela Lei
12.857/2013 de 93 cargos de técnico administrativo para o referido órgão. 2.
Instada a se manifestar, a ANVISA esclareceu que, o Edital do Concurso n°
1/2013 fora destinado ao provimento 314 vagas, sendo apenas 28 para o cargo
efetivo de Técnico Administrativo. Informou que, a Lei nº 12.857/2013, que
criou 93 cargos de Técnico Administrativo para a ANVISA, foi publicada em
2 de setembro de 2013, quando o concurso já estava em andamento, razão pela
qual não foi possível adequar o Edital às novas vagas criadas. 3. Promovido o
arquivamento do feito, pois plausível o argumento da Agência acerca da
impossibilidade de adequação do Edital à referida Lei, uma vez que sua
vigência se iniciou no decorrer do concurso. 4. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela

86
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

171. Processo: 1.17.000.000072/2014-16 Voto: 2150/2016 Origem: PR - ES


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. EDITAL Nº
170/2013. CENTRO DE EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO
ESPÍRITO SANTOS - UFES. AUSÊNCIA DE DIVULGAÇÃO DE
LISTAGEM DE APROVADOS. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE. 1.
Representação questionando a legalidade da publicação dos resultados do
concurso para preenchimento do quadro permanente do Magistério do Ensino
Superior do Centro de Educação da Universidade Federal do Espírito Santo,
tendo em vista a ausência de divulgação de listagem nominal dos candidatos,
sendo estes identificados apenas pelos respectivos números de inscrição. 2.
Este Parquet entende que "a exigência de divulgação da listagem nominal se
faz necessária independente de haver previsão específica em edital ou em ato
administrativo de caráter normativo, uma vez que materializa a princípio da
publicidade numa perspectiva não meramente formal". 3. Recomendou-se à
Reitoria da UFES e aos Departamentos ligados ao Centro de Educação que em
todos os processos seletivos seja feita a divulgação do resultado final com a
indicação nominal dos candidatos, tendo sido tal recomendação prontamente
acatada pela Universidade, conforme documentação em anexo. 4. Promovido
o arquivamento, uma vez que as irregularidades detectadas foram sanadas. 5.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

172. Processo: 1.17.000.000432/2014-71 Voto: 1932/2016 Origem: PR - ES


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PLANO DE MOBILIDADE
URBANA. MUNICÍPIO DE ANCHIETA. 1. Procedimento preparatório
instaurado com o objetivo de acompanhar a elaboração do Plano de
Mobilidade Urbana pelo município de Anchieta, conforme disciplina a Lei nº
12.587/2012. 2. Apurou-se que a Prefeitura vem adequando o Plano Diretor
Urbano às disposições do art. 24 da Lei n° 12.587/2012. Consta nos autos
ofício da Secretaria de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano do
Governo do Estado que encaminhou o relatório de Andamento do Projeto, com
detalhado cronograma de ações. 3. O referido município, em conjunto com o
Governo do Estado, vem adotando medidas, desde o segundo semestre de
2013, para cumprimento do prazo estabelecido pela Lei. 4. Promovido o
arquivamento do feito, diante da ausência de irregularidades, visto que a
medida desejada pela Política Nacional de Mobilidade está sendo adotada. 5.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

87
173. Processo: 1.17.000.001367/2013-11 Voto: 1807/2016 Origem: PR - ES
Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
(CEF). EMISSÃO DO CERTIFICADO DE REGULARIDADE DO FGTS
(CRF). LEI Nº 8.036/90 1. Procedimento preparatório instaurado para apurar
possíveis irregularidades nas rotinas de emissão do Certificado de
Regularidade do FGTS pela Caixa Econômica Federal, agente operador
responsável pela emissão do CRF, conforme Lei nº 8.036/90, tendo em vista a
sua emissão para determinada empresa no ano de 2013, embora estivesse em
débito com o FGTS desde 2010. 2. Instada a se manifestar, a CEF informou
que somente tem ciência dos débitos com o FGTS após ser comunicada pelo
Ministério do Trabalho, o que ocorre após determinado procedimento
administrativo junto ao MTE. A tramitação de tal procedimento, com a
subsequente comunicação à CEF, pode durar até 8 meses e meio, conforme
apontado em Nota Técnica elaborada pela Controladoria Geral da União. 3. A
CEF e o MET informaram atuação em parceria visando aumentar a qualidade
e a celeridade na comunicação das empresas em débito com o FGTS. Por fim,
quanto à emissão de certificado para determinada empresa em 2013 com
débito com o FGTS desde 2010, apurou-se que a CEF somente foi notificada
do referido débito em 15/07/2013 e que o CRF datado de 01/03/2013 estava
amparado por decisão judicial. 4. Promovido o arquivamento do feito, por não
existir indícios de irregularidades que justifiquem a atuação deste Parquet. 5.
Arquivamento mantido nos termos da promoção ministerial, ora adotada como
razão de decidir. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

174. Processo: 1.18.000.001232/2012-37 Voto: 1990/2016 Origem: PR - GO


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. AÇÕES E OMISSÕES ILÍCITAS.
SUPERINTENDÊNCIA DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO
AMBIENTE EM GOIÁS - IBAMA/GO. LEI Nº 12.527/2011. DECRETO
FEDERAL Nº 7.724/2012. 1. Inquérito civil instaurado de ofício para apurar
eventuais ações e omissões ilícitas, quanto ao cumprimento da Lei nº
12.527/2011 e Decreto nº 7.724/2012, pelo IBAMA/GO. 2. Este órgão
ministerial detectou medidas ainda não implementadas pelo sítio do IBAMA,
tendo sido requisitada à Superintendência da autarquia em Goiás a
regularização especificamente quanto às publicações na internet e a instituição
do SIC e do e-SIC. 3. Em resposta, a Superintendência da autarquia em Goiás
asseverou que todas as informações requisitadas constavam do sítio eletrônico,
juntando o print screen da página a fim de comprovar o alegado. 4. Promovido
o arquivamento do feito, pois as medidas solicitadas foram adotadas, não se
verificando ilicitude que justifique a continuidade da atuação do MPF. 5.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

88
175. Processo: 1.18.000.002140/2013-55 Voto: 2116/2016 Origem: PR - GO
Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONSELHO FEDERAL DE
CONTABILIDADE (CFC). CONSELHO REGIONAL DE CONTA DE
GOIÁS (CRC/GO). LEI Nº 12.249/2010. RESOLUÇÃO CFC Nº 1373/2011.
1. Procedimento preparatório instaurado visando apurar a
inconstitucionalidade e a ilegalidade das condutas do CFC e CRC/GO, os
quais, fundamentados na Resolução CFC nº 1.373/2011, exigiam a realização
do exame de suficiência, instituído pela Lei Federal nº 12.249/2010, aos
bacharéis em ciências contábeis e aos técnicos em contabilidade, inclusive,
para os profissionais já habilitados antes da edição do referido diploma
normativo. 2. Foi ajuizada ação civil pública com o fim de afastar a exigência
do exame de proficiência aos profissionais que já reuniam condições materiais
para o registro profissional antes da vigência da Lei. Porém, o CFC alterou a
Resolução 1.373/2011, mais precisamente seus artigos 2º e 5º, de modo que o
exame de suficiência agora somente passa a ser obrigatório para os bacharéis
em ciências contábeis e os técnicos em contabilidade que concluíram o curso
após 14/6/2010, data da publicação da Lei nº 12.249/2010. Desta forma, foram
exonerados desse ônus os profissionais que reuniam as condições materiais
para registro profissional antes da vigência da Lei. 3. Promovido o
arquivamento do feito, em razão da perda do objeto. 4. Acolhimento da
promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

176. Processo: 1.18.000.003128/2013-68 Voto: 1988/2016 Origem: PR - GO


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. UNIVERSIDADE FEDERAL DO
GOIÁS (UFG). CURSO DE MESTRADO. INDEFERIMENTO INDEVIDO
DE INSCRIÇÃO. NÃO CONFIGURAÇÃO. 1. Procedimento preparatório
instaurado para averiguar suposto indeferimento indevido de inscrição ao
processo seletivo do Curso de Mestrado em Ensino em Educação Básica da
Universidade Federal de Goiás - UFG. Alega o representante que sua inscrição
foi indeferida ao argumento de que não preencheria o item 2.4, alínea "g" do
edital CEPAU-UFG nº 002/2013. 2. Instada a se manifestar, a UFG informou
que: "1) para a inscrição no Curso de Mestrado em Ensino na Educação
Básica, além da titulação mínima de graduado em curso superior, necessária a
comprovação de vínculo institucional com o ensino na Educação Básica, por
meio de documento comprobatório de sua inserção em escolas da educação
básica; 2) a inscrição do representante foi indeferida pela falta de apresentação
de qualquer documento que possa comprovar esse vínculo, consoante exige o
item 2, subitem 2.4, alínea g, do Edital nº 002/2013." 3. Notificado a se
manifestar sobre a resposta da UFG, o representante quedou-se inerte. 4.
Promovido o arquivamento do feito, pois não se verifica nenhuma ação ou
omissão ilícita da UFG em face do representante. 5. Acolhimento da promoção
de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de

89
Castilho e Dra. Denise Vinci.

177. Processo: 1.18.000.003323/2013-98 Voto: 2034/2016 Origem: PR - GO


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA PFDC. PROCESSO
SELETIVO. PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM
SAÚDE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS (UFG). EDITAL Nº
1/2013. NÃO OBSERVÂNCIA ÀS REGRAS DO EDITAL. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADES. 1. Procedimento preparatório instaurado a partir de
representação de candidato ao processo seletivo para residência médica da
Universidade Federal de Goiás (UFG) alegando que, muito embora o edital
tenha publicado que haveria 15 questões de conhecimentos em Saúde Pública,
a prova destinou apenas 10 para essa matéria. Assim, entendeu que houve
prejuízo aos candidatos (fls. 02/03). 2. Instada a se manifestar, a Universidade
Federal de Goiás aduziu que, devido a um erro na capa da prova, foi
informado que teriam 10 questões relativas a conhecimentos em saúde, mas,
no corpo da prova, tinham as 15 relativas a essa matéria, conforme publicado
no edital. Nesse sentido, também alegou que tais questões não vieram em
ordem sequencial crescente, sendo as 5 restantes distribuídas entre as questões
de conhecimentos específicos. Sendo assim, não há que se falar em
descumprimento das disposições do edital. Por fim, afirmou que a distribuição
das questões não trouxe qualquer prejuízo material aos candidatos, uma vez
que o processo seletivo cumpriu o edital, quando trouxe as 15 questões do
tema Saúde Pública. 2.1. No que diz respeito ao programa de Jataí, a UFG
informou que, além do erro mencionado, houve equívoco na distribuição das
provas, pois os candidatos de Medicina Veterinária/Jataí que realizaram a
prova na capital, resolveram as questões de Goiânia - e tais provas traziam
questões diferentes, devido a necessidade específica da área de conhecimento
do Campus Jataí. Nesse sentido, tais questões foram anuladas (fls. 78 e
seguintes). 3. Instado a manifestar-se, o representante não se pronunciou. 4.
Promovido o arquivamento do feito, tendo em vista que o processo seletivo
em referência cumpriu as disposições do Edital nº 01/2013 quanto ao número
de questões atinentes à Saúde Pública, ainda que não tenha adotado uma
ordem sequencial. E, quanto à anulação de cinco questões referentes ao item
2.1., o Membro Oficiante entendeu como medida correta, em respeito ao
princípio da isonomia. Logo, não foram encontradas provas substanciais que
demonstrem irregularidades no certame, conforme alegou o representante. 5.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

178. Processo: 1.18.002.000179/2012-37 Voto: 1963/2016 Origem:PRM Luziânia-GO


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROJETO DE ASSENTAMENTO
VILA ALEGRE. CONSTRUÇÃO DAS HIDRELÉTRICAS BATALHA E
SERRA DO FAÇÃO. DESATENDIMENTO DAS NORMATIVAS DA
REFORMA AGRÁRIA DO INCRA E CONDICIONANTES DO IBAMA.
NÃO CONFIGURAÇÃO. 1. Procedimento preparatório instaurado para

90
apurar a existência de irregularidades na execução do Projeto de Assentamento
Vista Alegre, no município de Cristalina/GO, diante da construção das
Hidrelétricas Batalha e Serra do Facão. Alegou o representante, de forma
genérica, que as terras adquiridas para reassentar os inundados de Furnas não
atenderiam as normativas da Reforma Agrária do Incra e nem as
Condicionantes do IBAMA nº 449/228. 2. Instado a se manifestar, o INCRA
esclareceu que: a) as terras adquiridas por FURNAS para remanejamento dos
assentados são de boa qualidade, atendendo as normativas da reforma agrária e
as condicionantes do IBAMA; b) o representante fez um acordo com a
autarquia e ficará aguardando que um lote desocupe para ser novamente
assentado; c) nenhum dos lotes utilizados para os reassentamento encontram-
se em área de preservação permanente. 3. Promovido o arquivamento do feito,
por não terem sido comprovadas as irregularidades apontadas na
representação. 4. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios
fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

179. Processo: 1.18.003.000046/2014-12 Voto: 2025/2016 Origem: PRM R. Verde-GO


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO GOIÁS. EDITAL Nº 53/2013.
RESOLUÇÃO CONSUNI/CEPEC Nº 01/2013. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES. NÃO OCORRÊNCIA. 1. Procedimento preparatório
instaurado para apurar supostas irregularidades no concurso público,
promovido pela Universidade Federal do Goiás, para área de concentração:
clínica de equinos e reprodução animal. Relata, em síntese, o representante
que: a) houve o preenchimento, durante a realização da prova escrita, da tabela
de pontuação referente à prova de títulos, a qual deveria ser preenchida em
momento posterior ; b) não penalização do primeiro colocado ao ultrapassar o
tempo para apresentação na prova didática e na defesa do memorial; c)
avaliação incorreta do memorial elaborado pelo representante, dentre outras. 2.
Instada a se manifestar, a UFG afastou pontualmente todas as supostas
irregularidades apresentadas pelo representante. Esclareceu que: a) - a banca
apenas digitou a ata referente ao sorteio do ponto da prova didática, que havia
sido realizado minutos antes do início da prova escrita, conforme normativa o
parágrafo 2º do art. 22 da RESOLUÇÃO CONJUNTA - CONSUNI/CEPEC
Nº 01/2013" b) "em virtude de não haver expresso no edital de abertura do
concurso público nº 53/2013 nenhuma forma de punição aos candidatos que
extrapolassem o tempo previsto para apresentação da aula, nem tampouco
qualquer normatização expressa na Resolução Conjunta - CONSUNI/CEPEC
nº 01/2013 ou nas Normas Complementares do referido concurso, fez-se uso
do princípio da razoabilidade (adotando a prática acadêmica comum de
conceder uma margem +/- 10 minutos em apresentações) e decidiu-se por não
penalizar nenhum dos candidatos que respeitassem esta margem." d) a banca
rebateu todos os itens incorretos respondidos pelo candidato (doc. anexo fls.
37-39). 3. Promovido o arquivamento do feito, pois a banca agiu dentro da
estrita legalidade, tendo seguido rigorosamente os critérios estabelecidos no
edital e na Resolução em comento, acostando aos autos uma série de
documentos aptos a refutar as irregularidades suscitadas pelo reclamante. 4.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
91
PELA HOMOLOGAÇÃO
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

180. Processo: 1.21.002.000048/2014-26 Voto: 1851/2016 Origem: PRM T.Lagoas-MS


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DO ARQUIVAMENTO. RECEITA FEDERAL DO BRASIL.
PUBLICIDADE E INFORMAÇÃO ACERCA DO HORÁRIO DE
ATENDIMENTO AO PÚBLICO. 1. Procedimento preparatório instaurado
para apurar possível irregularidade no cumprimento do horário de atendimento
na Agência da Receita Federal do Brasil em Três Lagoas/MS. Alega a
representante que chegou à agência às 10 h 55 min, portanto dentro do horário
de atendimento, compreendido entre 07h 30 min às 11h30 min, mas não fora
atendida, sob o argumento de o procedimento a ser realizado naquela ocasião,
ou seja, retirada de guia para o INSS, ser demasiadamente demorado. 2.
Instada a se manifestar, a Agência da Receita Federal do Brasil em Três
Lagoas e a Delegacia da RFB em Três Lagoas prestaram informações sobre a
publicidade e transparência do horário de atendimento e das especificidades
em relação a determinados procedimentos. Esclareceram que o horário de
atendimento ao público está estabelecido das 07:30 às 11:30 horas, com o
encerramento da distribuição das senhas às 11:00 horas. Relatou que o
serviços de alta complexidade são agendados ou possuem senhas limitadas,
tendo em vista a necessidade de longo tempo de análise e de
comprometimento do atendente. 3. O caso da representante não se trata de
uma simples emissão de guia, e sim de procedimento de alta complexidade
que envolve análise pormenorizada da documentação. 4. Promovido o
arquivamento do feito com base nas explicações dadas pelos investigados. 5.
Arquivamento mantido nos termos da promoção ministerial, ora adotada como
razão de decidir.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

181. Processo: 1.22.001.000047/2012-92 Voto: 1845/2016 Origem: PRM J.Fora-MG


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. VIABILIDADE DA DUPLICAÇÃO
DA BR-040. ALTO NÚMERO DE ACIDENTES. CONCESSÃO À
INICIATIVA PRIVADA. PROGRAMA DE CONCESSÃO DE RODOVIAS
FEDERAIS. 1. Procedimento preparatório instaurado de ofício, com vistas a
verificar a viabilidade de duplicação da BR-040, trecho Santos Dumont- Juiz
de Fora, em razão da quantidade de acidentes registrados. 2. No curso da
instrução do feito, o trecho de 936,8 Km da Rodovia BR-040 compreendido
entre Juiz de Fora/MG e Brasília/DF veio a ter a sua exploração concedida à
iniciativa privada, no âmbito da 3ª Etapa do Programa de Concessão de
Rodovias Federais - Fase I. Conforme consta no programa de exploração das
rodovias (anexo aos autos) uma das obrigações da concessionária será
promover correções de traçado em Santos Dumont, bem como implantar
contornos em pista dupla em trechos urbanos. 3. Promovido o arquivamento
do feito, uma vez que a concessão da exploração da rodovia à iniciativa
92
privada, com a previsão de obras, inclusive, no trecho abrangido por esta
representação, atende aos objetivos perseguidos neste procedimento
preparatório. 4. Arquivamento mantido nos termos da promoção ministerial,
ora adotada como razão de decidir. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

182. Processo: 1.22.007.000012/2014-65 Voto: 2044/2016 Origem: PRM Varginha-MG


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL. CONCURSO
PÚBLICO. EDITAL N° 01/2013. INSS. ANALISTA DE SEGURO SOCIAL.
POSSÍVEIS IRREGULARIDADES DAS QUESTÕES E DURANTE A
APLICAÇÃO DAS PROVAS. AUSÊNCIA DE INDÍCIOS MÍNIMOS. 1.
Cuida-se de Inquérito Civil instaurado a partir de representações de candidatos
com o intuito de apurar supostas irregularidades em algumas questões das
provas do concurso do Instituto Nacional do Seguro Social, realizado por meio
da Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência (FUNRIO) e na
aplicação das respectivas provas, tais como: a) questão com resposta errada; b)
questões cobradas com conteúdo não previsto no edital; c) envelope com as
provas não foi lacrado na frente dos últimos três candidatos da sala; d)
inobservância da regra que dispõe que os últimos três candidatos devem sair
da sala no mesmo momento e e) ausência de fiscalização ou de detectores de
metal na aplicação das provas. 2. A FUNRIO rechaçou as supostas
irregularidades apontadas pelos representantes (fls. 115/132). 3. Promovido o
arquivamento sob o fundamento de que "ausente indício de vício no certame,
não é viável promover qualquer tipo de ação objetivando sua anulação, pois se
assim o fizesse estaria o Ministério Público agindo contra o interesse público
cuja defesa a Constituição lhe atribui". 4. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

183. Processo: 1.22.023.000228/2013-41 Voto: 1866/2016 Origem: PRM G. Valadares-MG


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. EDITAL
Nº1/2012. INSTITUTO BIOATLÂNTICA - IBIO. PONTUAÇÃO
ATRIBUÍDA A TÍTULOS. 1. Procedimento preparatório instaurado para
apurar eventuais irregularidades ocorridos no Concurso Público n.01/2012,
realizado pelo Instituto IBIO. Os representantes alegaram que a banca
examinadora do concurso, na fase de títulos, atribuiu pontuação por
especialização em áreas como Direito Processual Civil, Direito Público,
Ciências Criminais, Direito e Instituições Políticas, Direito Ambiental e
Agrário para o cargo de coordenador administrativo-financeiro. 2. Instado a se
manifestar, o IBIO argumentou que o preenchimento dos cargos no certame
observou os princípios constitucionais aplicáveis. 3. Em que pese o argumento
dos representantes, deve-se ponderar os valores em exame. O resultado do
certame já foi homologado, o certame só previu a existência de uma vaga para
o cargo em comento, inclusive, o primeiro lugar já foi nomeado. Assim sendo,
93
os princípios da razoabilidade, da boa-fé, da confiança e da segurança jurídica
conduzem à aplicação, em favor do candidato aprovado, da teoria do fato
consumado. O decurso do tempo consolida fatos jurídicos que devem ser
respeitados, sob pena de causar à parte desnecessário prejuízo, visto que, tendo
sido aprovado dentro do número de vagas previsto no edital, nasce o direito
subjetivo à nomeação. 4. Promovido o arquivamento do feito, com base no
princípio da segurança jurídica. 5. Arquivamento mantido nos termos da
promoção ministerial, ora adotada como razão de decidir. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

184. Processo: 1.23.000.000782/2014-31 Voto: 2074/2016 Origem: PR - PA


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. EDITAL Nº
180/2013. UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ. APROVAÇÃO DE
CANDIDATO COM AUSÊNCIA DA TITULAÇÃO EXIGIDA. 1.
Procedimento preparatório instaurado a partir de representação de candidata
que se insurge contra o resultado final do processo seletivo para professor
adjunto da disciplina Morfologia, com ênfase em Histologia e Embriologia, da
Universidade Federal do Pará - UFPA. Relata a representante que a Banca
Examinadora homologou a inscrição e aprovou determinada candidata, mesmo
sem possuir requisito para o cargo, ou seja, "doutorado em "Ciências
Biológicas ou Ciências Morfológicas ou Ciências Morfofuncionais ou
Ciências Médicas ; Ciências ou Biologia Geral ou Biologia Humana e
Experimental e Biologia Celular", conforme exigido pelo Edital. 2. Instada a
se manifestar, a UFPA informou que houve alteração do resultado final do
referido concurso público com a desclassificação da candidata aprovada sem a
titulação referida. Verificou-se que o nome da candidata não consta no
resultado final do certame. 3. Promovido o arquivamento do feito, pois a
irregularidade denunciada não subsiste, tendo sido corrigida
administrativamente. 4.Acolhimento da promoção de arquivamento pelos
próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

185. Processo: 1.24.000.000086/2014-97 Voto: 1814/2016 Origem: PR - PB


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. POLÍCIA
RODOVIÁRIA FEDERAL. EDITAL Nº 1-PRF. TESTE DE MEMÓRIA
VISUAL (TMV). DIREITO INDIVIDUAL DISPONÍVEL. AUSÊNCIA DE
INTERESSE FEDERAL. 1. Procedimento preparatório instaurado a partir de
representação formulada por candidato inscrito no concurso da Polícia
Rodoviária Federal, na qual relata ter havido irregularidades no teste de
memória visual, consistentes em erro de impressão de um dos itens, que não
conteria todas as alternativas. 2. Em sua manifestação, o CESPE afirmou que a
psicóloga que aplicou o teste informou a todos os candidatos a forma como
deveria proceder em razão do erro de impressão constatado, não havendo
94
nenhum registro em ata de sala ou de coordenação de prejuízos advindos dessa
ocorrência. Por sua vez, o representante da PRF informou que o candidato
teria proposto ação judicial obtendo liminar para permanecer no certame até
que seja refeito o teste de TMV. 3. A questão trazida nos autos refere-se a
interesses individuais disponíveis, sendo inviável eventual lide do Ministério
Público Federal para assistir o candidato inconformado. 4. Promovido o
arquivamento do feito por não se vislumbrar interesse público a justificar a
atuação deste Parquet. 5.Arquivamento mantido nos termos da promoção
ministerial, ora adotada como razão de decidir. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

186. Processo: 1.24.000.000904/2014-51 Voto: 1954/2016 Origem: PR - PB


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
CONSELHO REGIONAL DE ODONTOLOGIA DA PARAÍBA. EDITAL Nº
001/2014. AGENTE ADMINISTRATIVO. PONTUAÇÃO ATRIBUÍDA À
PROVA DE TÍTULOS. 1. Procedimento preparatório instaurado com o
objetivo de apurar suposta irregularidade na prova de títulos do concurso do
Conselho Regional de Odontologia da Paraíba para o cargo de agente
administrativo. Relata o representante que o referido Conselho estaria ferindo
o princípio da isonomia ao possibilitar, na prova de títulos, pontuação para os
candidatos que possuam experiência profissional na área do emprego a que
esteja concorrendo. 2. Instado a se manifestar o Conselho argumentou que se
tratando de um cargo de agente administrativo, o candidato aprovado irá atuar
com procedimentos complexos inerentes à atividade realizada. Além disso,
esclareceu que os custos de treinamento completo para candidatos
inexperientes são altíssimos. 3. Como sabido, existe a possibilidade de
utilização de experiência profissional para concessão de pontuação na prova
de títulos dos concursos públicos, em razão da natureza e complexidade do
cargo ou emprego a ser preenchido. Ademais, importante ressaltar que a
necessidade de experiência anterior não é requisito excludente, mas apenas
critério de desempate, não se configurando como etapa eliminatória. 4.
Promovido o arquivamento do feito, uma vez que o Conselho Regional de
Odontologia da Paraíba agiu dentro da legalidade, utilizando-se da sua
discricionariedade para ofertar pontos na prova de títulos aos candidatos com
experiência profissional prévia. 5. Acolhimento da promoção de arquivamento
pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

187. Processo: 1.25.000.001791/2012-11 Voto: 2018/2016 Origem: PR - PR


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
MAGISTÉRIO SUPERIOR. UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA DO
PARANÁ (UTFPR). EDITAL Nº 130/12. UNIVERSIDADE FEDERAL DO
PARANÁ (UFPR). EDITAL Nº 037/2012. 1. Inquérito civil versando sobre
supostas ilegalidades em processos seletivos para o provimento de cargos da
95
carreira do magistério superior para o campus Curitiba da UTFPR e UFPR. 2.
Relata o representante que possui Doutorado em Engenharia de Produção,
com Graduação e Mestrado em Contabilidade, porém se viu impossibilitado
de prestar o concurso público da UFPR para o provimento de cargos de
professor da carreira, regido pelo Edital nº 130/12. Isso porque, de acordo com
o item 1.4.1 do edital em comento, as vagas seriam compreendidas por
candidatos com titulação mínima de Doutorado em Contabilidade,
Administração ou Economia. Por sua vez, o Edital nº 037/2012 da UTFPR
excluiu a área de contabilidade e não permite áreas afins, impossibilitando
novamente a participação do representante. 3. Instada a se manifestar, a
UTFPR alegou que observa a tabela de áreas do conhecimento adotada pelo
CNPq, Capes e FINEP. Além disso, argumentou que as disciplinas que serão
ministradas pelo candidato selecionado, a necessidade institucional é a
formação em Administração e Economia. Por sua vez, a UFPR alegou que "a
titulação exigida, respeitada a classe, é definida pelo Departamento solicitante,
cuja abertura do concurso e suas especificações são aprovadas pela Plenária
Departamental e Conselho Setorial, os quais conhecem as especificidades de
cada área e definem o que melhor atende às necessidades do departamento..."
4. Promovido o arquivamento do feito, pois não se vislumbra qualquer
ilegalidade quanto à escolaridade exigida no edital como requisito necessário à
ocupação do cargo. Podem as bancas de concursos, dentro de critérios de
razoabilidade e conveniência, fixar critérios para o preenchimento de suas
vagas. 5.Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios
fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

188. Processo: 1.25.000.002633/2010-16 Voto: 2012/2016 Origem: PR - PR


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. EDITAL
01/2007. DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO. ALTERAÇÃO UNILATERAL
DE PONTUAÇÃO DE CANDIDATO. NÃO OCORRÊNCIA. 1.
Procedimento preparatório instaurado para apurar supostas irregularidades no
3º concurso da DPU para ingresso na 2ª Categoria da carreira de Defensor
Público da União, ocorrido no ano de 2007. Relata o candidato supostamente
prejudicado que, posteriormente à realização da prova oral, a banca alterou
unilateralmente a sua pontuação gerando, assim, a sua reprovação. 2. Instado a
se manifestar, o Cespe UNB esclareceu que: "quando da impressão das
planilhas que foram manuseadas pela banca examinadora, foi cometido um
equívoco na faixa de valores atribuída aos quesitos 1.1 e 1.2 do Grupo IV. (")
os referidos quesitos correspondem aos valores máximos de 14,50 e 8,00
pontos, respectivamente, e não os valores máximos de 10,0 e 12,50 pontos
como está na planilha de avaliação. Tal equívoco foi percebido no decorrer do
processo de correção e resolvido a tempo, para correta divulgação do edital de
resultado." 3. Deve-se ressaltar que não houve adulteração nas referidas
planilhas e que a alteração promovida, não ocasionou uma alteração na
proporção das notas. Conforme consta na promoção de arquivamento "quando
do exame oral, a banca atribuía ao candidato uma nota de zero a 4, que deveria
ser preenchida em uma planinha de leitura óptica, e não uma nota fixa de zero
a 10 que continha o erro material é a mesma. Se um examinador queria
atribuir ao candidato a nota máxima assinalava 4, se achava que o candidato
96
acertou 50% das questões assinalava 2, por exemplo." 4. Promovido o
arquivamento do feito, em razão da inexistência de irregularidades. 5.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

189. Processo: 1.25.000.003372/2013-96 Voto: 2160/2016 Origem: PR - PR


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ. EDITAL Nº 134/2012. DIREITO À
NOMEAÇÃO. ILEGALIDADE. NÃO CONFIGURAÇÃO. 1. Procedimento
preparatório instaurado para apurar possível ilegalidade no concurso público
do Instituto Federal do Paraná, para o cargo de professor do ensino básico,
técnico e tecnológico; Ciências Humanas/Pedagogia, no campus de Palmas-
PR, previsto no Edital nº 134/2012. 2. A noticiante relata que a candidata
aprovada em primeiro lugar no aludido concurso público assumiu a função e,
pouco tempo depois, pediu exoneração. Diante do fato, a requerente, segunda
colocada, alega que solicitou oficialmente à sua nomeação à Diretoria, mas
não obteve resposta. 3. Instado a se manifestar, o Instituto Federal do Paraná
alegou que a vaga proveniente da exoneração foi utilizada para a nomeação de
servidor docente na área de Gestão e Negócios/Venda e Cooperativismo, cujo
curso apresentava déficit de força de trabalho docente. 4. O STF já se
manifestou no sentido de que, o candidato aprovado fora do número de vagas,
não possui direito subjetivo à nomeação. Além disso, o IFP possui
discricionariedade para limitar e especificar os cargos e vagas de acordo com
as suas necessidades. 5. Promovido o arquivamento do feito, diante da
inexistência de ilegalidades que justifique a atuação do MPF. 6. Acolhimento
da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

190. Processo: 1.25.014.000134/2013-70 Voto: 1986/2016 Origem: PRM P.Branco-PR


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. EMPREGADAS HAITIANAS
GESTANTES. INCOMPATIBILIDADE DE LÍNGUAS. DIFICULDADES
NO ATENDIMENTOS DE SAÚDE VIA SUS. 1. Procedimento preparatório
instaurado noticiando que as empregadas haitianas gestantes, contratadas por
determinada empresa, estavam enfrentando dificuldades nos atendimentos de
saúde via SUS, em virtude da incompatibilidade de línguas faladas. 2. Instada
a se manifestar, a empresa representada argumentou que observa a legislação
de regência nas contratações de empregados haitianos e encaminha intérprete
para acompanhar as gestantes nas consultas e demais atendimentos médicos
via SUS. Além disso, expôs que, desde o fim do ano de 2012, os empregados
haitianos contratados estão tendo aulas de língua portuguesa com o intuito de
facilitar a comunicação. 3. O Poder público municipal foi oficiado para que
informasse acerca de eventuais falhas de comunicação entre profissionais de
97
saúde municipais e os empregados haitianos contratados por aquela empresa,
não tendo remetido nenhuma registro a respeito da situação. 4. Promovido o
arquivamento do feito, em razão da inexistência de irregularidades
comprovadas. 5. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios
fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

191. Processo: 1.28.000.000750/2013-78 Voto: 2016/2016 Origem: PR - RN


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES NA DESIGNAÇÃO DE BOLSA DO PROGRAMA
PIBID DE LÍNGUA INGLESA. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
GRANDE DO NORTE (UFRN). AUSÊNCIA DE INDÍCIOS DE
IRREGULARIDADES. 1. Inquérito Civil instaurado com base em notícia
dando conta de supostas irregularidades ligadas ao Programa PIBID-Língua
Inglesa, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 2. Segundo a
representação, alguns participantes do Programa estariam ganhando os valores
relativos às bolsas de estudos, sem, contudo, realizarem suas atividades para
justificarem os ganhos. Ademais, a representante alegou que foi retirada do
Programa sem fundamento convincente (fl. 04). 3. Em manifestação, a reitoria
da UFRN justificou que a representante deixou de cumprir de modo
satisfatório suas obrigações na função de supervisora do PIBID-Inglês, além
do fato de não possuir a carga horária mínima necessária para desempenhar a
função que ocupava. Nesse sentido, ela mesma retirou-se do Programa.
Outrossim, quantos ás outras irregularidades, a Universidade informou que as
acusações são inverídicas, anexando projeto e relatório de atividades, entregue
em dezembro/2012 (fls. 11 e seguintes). 4. Promovido o arquivamento do feito
aduzindo-se que o Programa teve implantação regular, tendo todas as suas
contas aprovadas. Além disso, a representante, "além de não fornecer qualquer
provas das suas alegações, não foi totalmente fiel à realidade em seus termos".
5. Não se vislumbrou qualquer irregularidade no âmbito do Programa PIBID-
Língua Inglesa, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. PELA
HOMOLOGAÇÃO DO ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

192. Processo: 1.28.000.000909/2014-35 Voto: 1857/2016 Origem: PR - RN


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROGRAMA MINHA CASA,
MINHA VIDA - PMCMV. SECRETARIA MUNICIPAL DE HABITAÇÃO -
SEHARPE. NEGATIVA DE RECEBIMENTO DE IMÓVEL. LEI Nº
11.977/2009. PORTARIA 595/2013. 1. Procedimento preparatório instaurado a
partir de representação noticiando a inviabilidade de exclusão do nome da
representante de imóvel situado no Conjunto Bela Vista, como parte do
PMCMV, em detrimento de novo sorteio no mesmo programa em novo
imóvel, situado no Bairro Planalto, Natal/RN. Argumenta a representante que
teria sido contemplada pelo PMCMV, mas em razão problemas com seu ex
98
companheiro, havia deixado o imóvel e ido morar com familiares. Relata que
o ex companheiro, hoje falecido, teria alienado o imóvel para um terceiro. Ao
ser contemplada em novo sorteio, foi informada que não poderia receber o
imóvel, pois constava uma pendência na SEHARPE. 2. Instada a se
manifestar, a SEHARPE esclareceu os motivos pelos quais a representante não
teve o direito de receber o novo imóvel. Explicou que ela foi excluída do
processo de seleção por já ter sido contemplada anteriormente (art. 6º-A, § 8º,
da Lei 11.977/2009), bem como por ter omitido informações sobre a situação
anterior dela, o que gera, nos termos Portaria 595/2013, exclusão do processo
de seleção. 3. Promovido o arquivamento do feito, em virtude da constatação
de que a representante incidiu em proibições legais aptas a justificar a conduta
negativa da SEHARPE. PELA HOMOLOGAÇÃO COM BASE NOS
FUNDAMENTOS INVOCADOS NA PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

193. Processo: 1.28.000.000966/2014-14 Voto: 1779/2016 Origem: PR - RN


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. TÉCNICO
ADMINITRATIVO EM EDUCAÇÃO DO INSTITUTO FEDERAL DE
EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E TECNOLOGIA - IRFN. EDITAL Nº 06-2014.
FUNCERN. INFORMAÇÕES CONFUSAS. PREJUÍZO AOS
CANDIDATOS. NÃO DEMONSTRAÇÃO. 1. Notícia de fato autuada a partir
de representação relatando suposto prejuízo nas inscrições de candidatos ao
concurso público promovido pela IFRN. Relata o noticiante que a existência
de dois links com nomenclaturas distintas - - EDITAIS EM ABERTO" e "EM
ANDAMENTO", causa estranheza, confusão e prejuízo aos candidatos no
tocante ao acesso às inscrições. 2. Instada a se manifestar, a FUNCERN e a
Reitoria do IFRN relataram que o cronograma previsto em edital foi
devidamente cumprido, além disso o número de inscrições efetuadas
demonstram que os candidatos tiveram pleno acesso ao formulário de
inscrição. Informou também que no próprio edital consta e-mail institucional
criado exclusivamente para dirimir dúvidas e fornecer informações acerca do
certame, praticamente em tempo real. Quanto às nomenclaturas "EDITAL EM
ABERTO" e - EDITAL EM ANDAMENTO" esclareceu que possuem
significados distintos. Este é destinado aos concursos finalizados, mas que são
mantidos em áreas específicas para consulta posteriores dos candidatos,
enquanto aquele diz respeito aos concursos que efetivamente ainda estão em
curso. Ressalta ainda que as nomenclaturas em nada interferem, visto que na
página "CONCURSOS" há uma área específica para cada certame. 3.
Promovido o arquivamento do feito por inexistência de ilegalidades a serem
sanadas. 4. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios
fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

194. Processo: 1.28.000.001163/2014-87 Voto: 1981/2016 Origem: PR - RN


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira

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Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO
RIO GRANDE DO NORTE (IFRN). EDITAL Nº 06/2014-REITORIA/IFRN.
VÍCIO NO PROCEDIMENTO DE APLICAÇÃO DA PROVA.
IRREGULARIDADE SANADA. 1. Procedimento Preparatório instaurado
para apurar suposta irregularidade no concurso para provimento de cargos do
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte
(IFRN), quanto a supostos vícios no procedimento de aplicação de provas do
referido certame - especificamente no tocante à distribuição de tabelas
periódicas para alguns candidatos. 2. De acordo com a representação (fl. 09),
algumas provas não apresentaram o anexo que deveria estar fixado na última
página da prova. E, em virtude disso, alguns candidatos foram prejudicados. 3.
A reitoria do IFRN encaminhou esclarecimentos prestados pela Fundação de
Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte
(FUNCERN). Nesse sentido, a referida Fundação admitiu que, por equívoco
de uma equipe de fiscais, de fato, não houve distribuição de tabelas periódicas
aos candidatos, em um determinado local em que o certame ocorreu. Contudo,
quando candidatos prejudicados interpuseram recursos contra tal equívoco, a
banca examinadora decidiu pela anulação da questão que carecia do manuseio
da tabela periódica ausente no caderno de provas. Sendo assim, a
irregularidade apontada foi sanada sem qualquer prejuízo aos candidatos que,
em princípio, haviam sido lesados. 4. Promoção de Arquivamento às fls. 34/36
aos fundamentos de que "a FUNCERN, após verificação do equívoco ocorrido
na distribuição das provas, adotou as providências necessárias de modo que
não houve nenhum prejuízo aos candidatos que concorriam ao cargo de
Assistente de Laboratório/Área: Ciências". 5. Irregularidade sanada pela
Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio
Grande do Norte, que procedeu à anulação da questão a qual necessitava do
manuseio da tabela periódica faltante. PELA HOMOLOGAÇÃO DO
ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

195. Processo: 1.28.000.001202/2014-46 Voto: 2048/2016 Origem: PR - RN


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO
RIO GRANDE DO NORTE - IFRN. EDITAL 06/2014. VÍCIOS NA
CORREÇÃO. IDENTIFICAÇÃO DE CANDIDATOS. NÃO
CONFIGURAÇÃO. 1. Procedimento preparatório instaurado para apurar
supostas irregularidades referentes à aplicação da prova objetiva do concurso
público do IFRN. Relata o representante que um aluno teria detectado que as
folhas de respostas estavam com uma numeração de caneta em uma das
bordas, o que poderia identificar os candidatos maculando, assim, a lisura da
correção. 2. Instado a se manifestar, o IFRN afirmou não constar nenhuma
ocorrência na ata da sala onde o representante realizou o certame. Afirmou
também que a existência de registro em caneta nas folhas de respostas
consistia na numeração da ordem de cada um dos candidatos dentro da sala,
realizada apenas para facilitar a organização na hora da entrega das folhas aos
candidatos. 3. Tendo em vista tratar-se de fase objetiva, na qual as folhas de
respostas são suficientemente identificadas com o nome completo do
100
candidato, número de inscrição, CPF, RG, entre outras, não se verifica
prejuízo pela escrita a caneta da ordem de disposição dos candidatos na sala,
até porque a regra de não identificação aplica-se a provas discursivas. 4.
Promovido o arquivamento do feito por não existir indícios de irregularidades
aptos a justificar a atuação do MPF. 5. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

196. Processo: 1.29.000.001466/2014-62 Voto: 2149/2016 Origem: PR - RS


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. DESCONTOS INDEVIDOS.
ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS E AUXÍLIO-MÚTUO -
ASPAM. MINISTÉRIO DA SAÚDE. 1. Procedimento preparatório instaurado
para apurar descontos indevidos ocorridos na folha de pagamento de servidora
pública federal aposentada, promovidos pela Associação dos Servidores
Públicos e Auxílio-Mútuo - ASPAM. Em julho de 2009, a referida servidora
comunicou ao Ministério da Saúde que não autorizou a consignação que
estava sendo descontada em sua folha de pagamento pela ASPAM. 2. A
Diretoria da ASPAM alegou que os descontos realizados nos proventos dos
servidores do Ministério da Saúde ocorreram por fraudes e ilegalidades
praticadas por funcionários da Associação, sem o conhecimento da Direção. 3.
Em razão da ASPAM não ter comprovado a legitimidade das consignações
efetivadas no SIAPE, o Ministério da Saúde efetuou o bloqueio do repasse à
ASPAM, no sentido de resguardar os valores descontados de seus servidores.
4. Consta nos autos que o Ministério do Planejamento inabilitou
permanentemente a ASPAM, junto ao sistema SIAPE. Além disso, a partir de
2010, o MPOG objetivando aumentar a segurança e evitar fraudes,
implementou uma nova sistemática para operações de consignações em folha
de pagamento de servidores públicos ativos, aposentados e pensionistas no
SIAPE. 5. Promovido o arquivamento do feito, uma vez que a fraude não
trouxe prejuízo ao erário, mas apenas à servidora aposentada. 6. Acolhimento
da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

197. Processo: 1.29.002.000292/2011-58 Voto: 2008/2016 Origem: PRM C. do Sul-RS


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REDE FERROVIÁRIA FEDERAL
S/A (RFFSA). IMÓVEIS VINCULADOS AO SERVIÇO DE TRANSPORTE
FERROVIÁRIO DE CARGAS. SUPOSTA OCUPAÇÃO IRREGULAR. 1.
Inquérito Civil instaurado para acompanhar a situação dos bens não
operacionais da extinta Rede Ferroviária Federal S/A, localizados no
Município de Farroupilha/RS. 2. A Superintendência do Patrimônio da União
no Rio Grande do Sul (RPU/RS) afirmou que o município em comento
adquiriu, mediante pagamento, a posse dos bens, sendo tal transferência
ratificada pelo - Termo de Ratificação de Transferência de Posse lavrado entre
101
a União e o Município de Farroupilha, em abril de 2010. 3. Em resposta, após
ratificar à aquisição dos imóveis da extinta RFSA, o Município esclareceu que
"como havia sido celebrada uma cessão de direitos de posse, e não um
contrato de compra e venda, promoveu ação de usucapião para viabilizar o
registro desses imóveis, a qual tramita na justiça federal sob o nº
2009.71.07.003716-0/RS. Em relação à destinação desses bens, esclareceu que
parte da área adquirida foi destinada, com amparo em Lei, a algumas entidades
do Município. Em relação ao restante da área, informou que vem sendo
utilizada pelo próprio Município em atividades específicas, como, por
exemplo, para eventos culturais. Encaminhou cópia das Leis Municipais que
autorizaram a doação das áreas." 4. Promovido o arquivamento do feito, pois o
Município está dando uma destinação adequada à posse dos bens adquiridos
da extinta RFSA, inexistindo indícios de mau uso dos imóveis. 5. Acolhimento
da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

198. Processo: 1.29.006.000180/2010-86 Voto: 1983/2016 Origem: PRM R.Grande-RS


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL. SERVIÇOS DE
SAÚDE. TERCEIRIZAÇÃO. CONVÊNIO ENTRE O MUNICÍPIO DE SÃO
JOSÉ DO NORTE/RS E A ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS
EXCEPCIONAIS (APAE). AUSÊNCIA DE IRREGULARIDADES. 1.
Inquérito Civil instaurado a partir de desmembramento do Inquérito Civil nº
1.29.006.000239/2009-01 (fls. 01/03), para averiguar suposta irregularidade
em convênio firmado entre o Município de São José do Norte e a Associação
de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), relativamente à prestação de
serviços à saúde pública - notadamente à ausência de processo licitatório para
embasar o referido convênio e à aparente permanência de agentes
comunitários terceirizados, não obstante a realização de concurso público para
promover a substituição destes. 2. Conforme apurado, foi possível observar
que a relação entre o Município de Rio grande e a APAE teve forma de
convênio, formalizado por meio de dispensa de licitação, pelos Procedimentos
Administrativos nº 021/2001-SMA/SJN e nº 01/2005-SMA/SJN. Nesse
sentido, os serviços em referência foram terceirizados até o ano de 2009,
quando se seguiram nomeações de servidores públicos municipais, por meio
de processo seletivo. Ademais, o convênio firmado entre o Município de Rio
Grande e A APAE foi encerrado no fim do mês de fevereiro/2010, quando os
serviços foram prestados por agentes comunitários de saúde aprovados em
certame público. 3. Promoção de Arquivamento às fls. 116/118 sob o
argumento de que se encontra esgotado o objeto por entender-se consistentes
as justificativas apresentadas. 4. Constatada a ausência de irregularidades, não
há razão para prosseguimento do feito. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

199. Processo: 1.30.001.005648/2015-62 Voto: 1876/2016 Origem: PR - RJ

102
Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTOS ERROS NO TRÂMITE
DE AÇÃO JUDICIAL. REAJUSTE DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO.
AUSÊNCIA DE INTERESSE FEDERAL. 1. Notícia de fato autuada, na qual
a noticiante relata prejuízos causados por supostos erros no trâmite de ação
previdenciária que, ajuizou em 2007, visando reajuste de seu benefício
previdenciário. 2. O cidadão que se sentir lesado por atos processuais deve
buscar orientação jurídica de advogado particular ou da Defensoria Pública.
Não cabe ao Ministério Público Federal a defesa de interesses individuais
disponíveis. 3. Promovido o arquivamento do feito em razão da inexistência
de interesse federal a justificar a atuação do Parquet. 4. Arquivamento mantido
nos termos da promoção ministerial, ora adotados como razão de decidir.
PELA HOMOLOGAÇÃO
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

200. Processo: 1.30.002.000025/2009-45 Voto: 1337/2016 Origem: PRM Campos-RJ


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA 5ª CCR.
MALVERSAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS. CONVÊNIOS FIRMADOS.
MUNICÍPIO DE SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA/RJ. INCRA. 1.
Procedimento instaurado com o objetivo de apurar possível malversação de
recursos públicos federais decorrentes de convênios firmados pelo município
de São Francisco de Itabapoana/RJ com o Ministério da Saúde e o Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária - Incra. 2. O citado convênio com
o Ministério da Saúde, destinado à "Ampliação de Unidade de Saúde", no
valor de R$ 148.500,00, não chegou a ser concretizado, tendo em vista o não
atendimento, pela Prefeitura de São Francisco, das pendências/diligências
detectadas, o que ocasionou a não liberação da verba. Sendo assim, o
procedimento investigatório prosseguiu apenas em relação à eventual
irregularidade na aplicação da verba federal, proveniente do convênio com o
INCRA, no valor de R$ 87.301,01, para a construção de um ponte de concreto
armado no Projeto Assentamento Zumbi, em razão da obra não ter sido
efetuada mesmo com a prorrogação de seu prazo de conclusão. 3. Em relação
à improbidade administrativa a 5ª CCR observou que, o convênio foi firmado
em 08/11/2007, sendo assim, constata-se que a pretensão punitiva pela
improbidade administrativa foi alcançada pelos efeitos da prescrição, de modo
que, restaria apenas o ressarcimento de dano ao erário que é imprescritível. 4.
Em processo administrativo instaurado pelo INCRA, referente à Tomada de
Contas Especial, consta a informação de que houve o recolhimento aos cofres
públicos da quantia apurada pela Comissão Permanente de Tomada de Contas
Especial, pelo município de São Francisco de Itabapoana (GRU em anexo,
págs. 127 e 128) 5. Promovido o arquivamento do feito, por não subsistirem
irregularidades a serem apuradas. 6. Arquivamento mantido nos termos da
promoção ministerial, ora adotada como razão de decidir. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

103
201. Processo: 1.30.002.000030/2011-72 Voto: 2049/2016 Origem: PRM Campos-RJ
Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL.
IRREGULARIDADES NA IMPLANTAÇÃO DO CENTRO
UNIVERSITÁRIO FLUMINENSE (UNIFLU). RECOMENDAÇÃO Nº
10/2011 ACATADA PELA UNIFLU. 1. Inquérito Civil instaurado para apurar
possíveis irregularidades na implantação do Centro Universitário Fluminense
(UNIFLU). 2. O Centro Universitário Fluminense manifestou-se às fls. 14/16.
3. A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério
da Educação (SESU), por sua vez, informou às fls. 69/70 que a UNIFLU
protocolou pedido de recredenciamento, o qual, àquela oportunidade, estava
em trâmite sob o nº MEC 200803738. 4. Recomendação nº 10/2011 expedida
à reitoria da UNIFLU - visando a adequação da situação acadêmica do Centro
Universitário em referência, desde a sua criação (fls. 78/87) - devidamente
acatada, conforme fls. 88/89. 5. Nova manifestação da SESU à fl. 129
informando que não há qualquer irregularidade na atual situação da UNIFLU
junto ao MEC. E, no que concerne à colação de grau, comunicou que aquela
Secretaria não interfere no assunto o qual é de regulação interna da Instituição
de Ensino. 6. Cópia do Estatuto da UNIFLU, aprovado pelo Conselho
Universitário (136/152). 7. Promovido o arquivamento sob o fundamento de
que, "conforme se afere da análise dos documentos e informações prestadas
nos autos deste inquérito civil público, não há qualquer irregularidade na
implantação do Centro Universitário Fluminense - UNIFLU, estando exaurido,
portanto o objeto de apuração do presente ICP" (fls. 155/156). 8. Acolhimento
da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

202. Processo: 1.31.001.000084/2012-91 Voto: 2118/2016 Origem: PRM Ji-Paraná-RO


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE.
PORTARIA 459/2012. MINISTÉRIO DA SAÚDE. AGENTE DE SAÚDE. 1.
Representação anônima relatando que desde janeiro/2012, conforme Portaria
459/2012 do Ministério da Saúde, deveria ser repassado o valor de R$ 871,00
a cada Agente de Saúde da Prefeitura de Ji-Paraná-RO, acrescentando mais
20% desse valor, correspondente ao adicional de insalubridade. 2. A Prefeitura
Municipal de Ji-Paraná informou os valores gastos com a folha de pagamento
dos agentes nos meses de janeiro a abril de 2012. Por sua vez, o Fundo
Nacional de Saúde esclareceu que não foram localizados registros de
convênios celebrados entre o Ministério da Saúde e a referida Prefeitura, a
título de incentivo financeiro referentes aos agentes comunitários de saúde. 3.
Consta na promoção de arquivamento que "verifica-se que o valor cujo
repasse é determinado pela Portaria 459/2012 se refere ao incentivo de custeio
referente à implantação de Agentes Comunitários de Saúde. Logo, destina-se a
todos os custos de implantação do ACS, inclusive - mas não exclusivamente- o
custeio de sua remuneração." 4. Promovido o arquivamento do feito, pois o
valor mencionado na aludida portaria não possui, necessariamente,
correspondência com o valor que deve ser recebido por cada agente
comunitário de saúde. 5. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos
104
próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

203. Processo: 1.33.000.001283/2012-52 Voto: 1982/2016 Origem: PR - SC


Relator: Dr. Eitel Santiago de Brito Pereira
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA 5ª CCR.
CONSELHOS PROFISSIONAIS. SUPOSTA ILEGALIDADE NA
COBRANÇA DE ANUIDADE PELO CONSELHO REGIONAL DE
FARMÁCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (CRF/SC).
IMPOSSIBILIDADE. 1. Inquérito Civil instaurado a partir de sentença em
Mandado de Segurança nº 500765-45.2012.404.7200 em que se pretendia que
o Conselho Regional de Farmácia do Estado de Santa Catarina (CRF/SC) não
mais exigisse valores referentes a anuidades, para o exercício de 2012, em
montantes superiores àqueles estabelecidos pela Lei nº 6.994/82. 2. Segundo o
impetrante do mandado de segurança, o processo legislativo que culminou
com a edição da Lei nº 12.514/2011, legislação que serviu de base para a
cobrança da referida anuidade, tramitou de forma contrária às normas
constitucionais que regem a matéria. 3. A sentença de fls. 04/08 concedeu
parcialmente a segurança para reconhecer a inconstitucionalidade dos arts. 3º
ao 11 da Lei nº 12.514/11, e determinou que o Conselho em referência se
abstivesse de exigir o pagamento de valor superior a 35,73 UFIR'S, a título de
anuidade do ano de 2012. 4. Segundo notícia extraída do sítio do Supremo
Tribunal Federal (fl. 17), a ADI 762 solicita liminarmente a suspensão dos
efeitos de dispositivos da Lei nº 12.514/2011, a qual dispõe sobre as atividades
do médico-residente e que também trata das contribuições devidas aos
conselhos profissionais em geral, sob a alegação de vícios de natureza formal
no ato normativo em referência, pois caberia à lei complementar o
estabelecimento de normas gerais relativas à matéria tributária (conforme
estabelece o art. 146, inciso II, CF). Ademais, o art. 149, CF estabelece a
competência exclusiva da União para instituir contribuições das categorias
econômicas e profissionais. 5. O Procurador da República oficiante promoveu
o arquivamento, às fls. 23/25, aduzindo que a referida ADI não foi julgada até
aquela data. Sendo assim, estando a matéria sob análise do Judiciário perante o
STF, não há necessidade de novas medidas a serem adotadas no feito, pois o
mais conveniente é "aguardar eventual modulação a ser proferida de modo
uniforme e isonômico por parte do STF, dados os efeitos financeiros perante as
diversas entidades deses sistemas". 6. Diante desse quadro e da complexidade
que envolve a matéria, não há outra providência a ser adotada, neste momento,
que não aguardar o pronunciamento do STF nos autos da ADI 4762, de onde,
certamente, virá uma solução definitiva para a questão.PELA
HOMOLOGAÇÃO DO ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

204. Processo: 1.34.001.001486/2016-25 Voto: 2675/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: CONFLITO DE ATRIBUIÇÕES. SUSCITANTE: PR/DF. SUSCITADO:
105
PR/SP. POSSÍVEIS IRREGULARIDADES NA ATUAÇÃO DO
DEPARTAMENTO NACIONAL DE TRÂNSITO (DENATRAN) PARA
RENOVAÇÃO DE LICENÇA DE EMPRESAS ATUANTES EM
ATIVIDADE DE INSPEÇÃO VEICULAR. 1. Cuida-se de procedimento
preparatório instaurado na Procuradoria da República em São Paulo (PR/SP)
para apurar possíveis irregularidades na atuação do Departamento Nacional de
Trânsito (DENATRAN) para a renovação de licença de empresas atuantes em
atividade de inspeção veicular. 2. Houve declínio de atribuição à PR/DF, sob o
fundamento de que, apesar de lá não ser foro universal para investigação de
toda irregularidade que envolva órgãos públicos federais que possuam
abrangência nacional, somente foram encontradas decisões a respeito do
objeto dos autos no âmbito da Justiça Federal do Distrito Federal. 3. Conflito
suscitado em razão do entendimento de que é o critério da prevenção que
determina a atribuição do órgão ministerial responsável pela condução da
investigação. No caso, a PR/SP. Nesse sentido, já houve voto da 1ª CCR
determinando: "8. Como a primeira representação sobre os fatos foi feita à
PRM/Campinas/SP, essa tornou-se preventa para apurar a questão" - 1ª CCR,
NF nº 1.30.001.000447/2014-98, Voto nº 1041/2014 , Sessão nº 16, de
9/6/2014. Relator: Francisco Xavier Pinheiro Filho)". Ademais, quanto ao fato
de se encontrarem decisões sobre o objeto aqui analisado na Justiça Federal do
DF não tem, por si só, o condão de atrair a demanda à PD/DF. PELO
CONHECIMENTO DO CONFLITO PARA DECLARAR QUE CABE À
PR/SP (SUSCITADO) DAR PROSSEGUIMENTO AO FEITO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
atribuição do suscitado. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e Dr. Eitel
Santiago.

205. Processo: 1.14.000.001567/2016-28 Voto: 2449/2016 Origem: PR - BA


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/BA. GUARDAS MUNICIPAIS.
CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE POLICIAL E
ESTABELECIMETOS PENAIS. RES. CSMPF Nº 148/2014 C/C RES.
CSMPF Nº 20/2007. REMESSA À 7ª CCR. 1. Trata-se de notícia de fato
autuada a partir de representação da Federação Baiana de Guardas Municipais,
em que se solicita ao MPF um pronunciamento a respeito de requisitos para
ingresso na carreira, critérios para preenchimento de cargos em comissão,
aquisição e porte de armas de fogo, uso de instrumento de menor potencial
ofensivo, dentre outros temas relacionados à atuação das guardas municipais.
2. Nos termos do art. 1º da Res. CNMP nº 20/2007: "Estão sujeitos ao controle
externo do Ministério Público, na forma do art. 129, inciso VII, da
Constituição Federal, da legislação em vigor e da presente Resolução, os
organismos policiais relacionados no art. 144 da Constituição Federal, bem
como as polícias legislativas ou qualquer outro órgão ou instituição, civil ou
militar, a qual seja atribuída parcela de poder de polícia, relacionada com a
segurança pública e persecução criminal". 3. Pela regra da especialidade, a
matéria sujeita-se à revisão da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão, órgão
superior incumbido de atuar na revisão dos feitos cíveis e criminais relativos
ao controle externo da atividade policial e aos estabelecimentos penais, nos
termos da Res. CSMPF n. 148, e que tem afirmado sua competência revisional
nos feitos envolvendo guarda municipal, cuja previsão constitucional
encontra-se no capítulo da Segurança Pública (art. 144, §8º, da CF). PELO
NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 7ª CCR.
106
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 7ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Eitel Santiago.

206. Processo: 1.15.000.000460/2016-25 Voto: 2062/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/CE. MUNICÍPIO DE
FORTALEZA. PRAÇA LOCALIZADA EM FRENTE AO INSTITUTO
FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ.
AUSÊNCIA DE POLICIAMENTO. SEGURANÇA PÚBLICA
DEFICITÁRIA. CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE POLICIAL E
ESTABELECIMENTOS PENAIS. RES. CSMPF Nº 148/2014 C/C RES.
CSMPF Nº 20/2007. REMESSA À 7ª CCR. 1. Representação do Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará em que se alega falta de
policiamento na Praça Dr. Carlos Alberto Studart, localizada em frente ao
Instituto. Relata a instituição representante que o local conta com condições
precárias de segurança pública, causando medo e pavor aos alunos e aos
moradores da redondeza. 2. Nos termos do art. 1º da Res. CNMP nº 20/2007:
Estão sujeitos ao controle externo do Ministério Público, na forma do art. 129,
inciso VII, da Constituição Federal, da legislação em vigor e da presente
Resolução, os organismos policiais relacionados no art. 144 da Constituição
Federal, bem como as polícias legislativas ou qualquer outro órgão ou
instituição, civil ou militar, a qual seja atribuída parcela de poder de polícia,
relacionada com a segurança pública e persecução criminal. 3. Pela regra da
especialidade, a matéria sujeita-se à revisão da 7ª Câmara de Coordenação e
Revisão, órgão superior incumbido de atuar na revisão dos feitos cíveis e
criminais relativos ao controle externo da atividade policial e aos
estabelecimentos penais, nos termos da Res. CSMPF n. 148/14. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À 7ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 7ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Eitel Santiago.

207. Processo: 1.16.000.000942/2016-48 Voto: 2180/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. CONTRATAÇÃO DE
ESTAGIÁRIOS. EMPRESAS PÚBLICAS E AUTARQUIA FEDERAL. 1. O
Representante questiona quem teria autorizado a contratação de estagiários
pela Caixa Econômica Federal e Correios, empresas públicas federais, e pela
FUNAI, fundação pública federal, equiparada a autarquia para efeito de
competência dos órgãos jurisdicionais. 2. Nos termos da CF/88 e da
jurisprudência pacífica dos tribunais pátrios, cabe à Justiça Federal processar e
julgar causas que envolvam empresas, autarquias e fundações públicas
federais. 3. Não configurada nos autos qualquer das hipóteses previstas no art.
114 da CF/88, que trata da competência da Justiça do Trabalho. VOTO PELA
NÃO HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
não homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra.
107
Denise Vinci e Dr. Eitel Santiago.

208. Processo: 1.17.003.000088/2016-52 Voto: 2682/2016 Origem: PRM S. Mateus-ES


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/ES. SUPOSTO ASSÉDIO
MORAL EM LOCAL DE TRABALHO. PROFESSORA EFETIVA
MUNICIPAL DE SÃO MATEUS-ES. COMBATE À CORRUPÇÃO E
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. REMESSA À 5ª CCR. 1. Alega a
representante, professora do Município de São Mateus/ES, que vem sofrendo
assédio moral praticado pela diretora da escola. 2. O STJ, no voto proferido no
RESP 1.286.466/RS (DJE 18/9/13, Rel. Min. Eliana Calmon) decidiu que: "a
prática de assédio moral enquadra-se na conduta prevista no art. 11, caput, da
Lei de Improbidade Administrativa, em razão do evidente abuso de poder,
desvio de finalidade e malferimento à impessoalidade, ao agir deliberadamente
em prejuízo de alguém". 3. Matéria afeta às atribuições da 5a CCR. PELO
NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Eitel Santiago.

209. Processo: 1.23.008.000190/2016-19 Voto: 2234/2016 Origem: PRM Itaituba-PA


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PA. AUTOS PROVENIENTES
DO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL. INEXISTÊNCIA DE
INTERESSE DA UNIÃO CAPAZ DE ATRAIR A ATRIBUIÇÃO DO MPF.
CONFLITO NEGATIVO DE ATRIBUIÇÃO CONFIGURADO. REMESSA
AO PGR. 1. Notícia de fato instaurada a partir de documentação remetida pelo
Ministério Público Estadual do Pará relativa a conflitos existentes entre a
Cooperativa de Táxis do Distrito de Miritituba e a do Distrito de Campo
Verde, ambos no Município de Itaituba/PA, relacionados à utilização de pontos
de táxi na saída do Porto da Balsa e da Rodoviária do Distrito de Miritituba. 2.
Oficiada pelo Ministério Público local, a prefeitura municipal informou que a
Coordenadoria Municipal de Trânsito editou a Instrução n. 01.2014
regulamentando a questão e que tem tentado, sem sucesso, promover acordo
entre as cooperativas em conflito. 3. A titular da 1ª Promotoria de Justiça de
Itaituba declinou da atribuição para atuar nos autos, sob o argumento de que o
ponto de táxi objeto da controvérsia está localizado em rodovia federal, cuja
fiscalização é de responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal. 4. O
Procurador oficiante, por sua vez, entende que o simples fato de o conflito em
questão estar ocorrendo em área federal não é suficiente para atrair a
competência atribuída pelo art. 109 da CF/1988 à Justiça Federal, pois o que
se está a discutir é a prestação do serviço de táxi, matéria de interesse
eminentemente local. 5. Tal como descritos os fatos na representação e por
ausência de qualquer das hipóteses previstas no art. 109 da Constituição
Federal, é possível afirmar que inexiste interesse da União capaz de atrair a
atribuição do Ministério Público Federal. Na realidade, tais fatos indicam a
legitimidade do Ministério Público Estadual para atuar no feito. 6. Como os
autos já vieram do Ministério Público do Estado do Pará, está configurado, no
caso, o conflito negativo de atribuição. Conflito que, conforme decidido pelo

108
Supremo Tribunal Federal, cabe ao Procurador-Geral da República resolver
(ACO 924, PET 4706 e PET 4863). PELA REMESSA DOS AUTOS AO
PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
remessa dos autos ao Procurador-Geral da República. Participaram da votação
Dra. Denise Vinci e Dr. Eitel Santiago.

210. Processo: 1.25.002.000399/2016-50 Voto: 2033/2016 Origem: PRM Cascavel-PR


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PR. APREENSÃO DE
VEÍCULO PELA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO PARANÁ.
CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE POLICIAL E
ESTABELECIMETOS PENAIS. RES. CSMPF Nº 148/2014 C/C RES.
CSMPF Nº 20/2007. REMESSA À 7ª CCR. 1. Alegação de suposta
irregularidade cometida pela Polícia Militar do Estado do Paraná quando da
apreensão de uma motocicleta e aplicação de multa ao seu condutor no
Município de Toledo/PR. 2. Nos termos do art. 1º da Res. CNMP nº 20/2007:
"Estão sujeitos ao controle externo do Ministério Público, na forma do art.
129, inciso VII, da Constituição Federal, da legislação em vigor e da presente
Resolução, os organismos policiais relacionados no art. 144 da Constituição
Federal, bem como as polícias legislativas ou qualquer outro órgão ou
instituição, civil ou militar, a qual seja atribuída parcela de poder de polícia,
relacionada com a segurança pública e persecução criminal". 3. Pela regra da
especialidade, a matéria sujeita-se à revisão da 7ª Câmara de Coordenação e
Revisão, órgão superior incumbido de atuar na revisão dos feitos cíveis e
criminais relativos ao controle externo da atividade policial e aos
estabelecimentos penais, nos termos da Res. CSMPF n. 148. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À 7ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 7ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Eitel Santiago.

211. Processo: 1.30.002.000260/2015-65 Voto: 2119/2016 Origem: PR - ES


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Decisão: Retirado de pauta.

212. Processo: 1.30.009.000318/2015-19 Voto: 2063/2016 Origem: PRM S.P.Aldeia-RJ


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RJ. SERVIDORA DO
MINISTÉRIO DA SAÚDE CEDIDA AO MUNICÍPIO DE SÃO PEDRO DA
ALDEIA/RJ. ALEGADO ASSÉDIO MORAL E ABUSO DE PODER. 1.
Alegada prática de assédio moral sofrido por servidora do Ministério da
Saúde, cedida ao Município de São Pedro da Aldeia/RJ. De acordo com a
representante, no atual governo, vem sofrendo retaliações, abuso de poder e
assédio moral por membros do setor de endemias da Secretaria de Saúde,
sendo que seus superiores hierárquicos vêm impedindo, com uso de má-fé, sua
presença no local de trabalho. 2. O STJ, no voto proferido no RESp
1.286.466/RS (DJe18/9/13, Rel. Min. Eliana Calmon) decidiu que: "a prática
109
de assédio moral enquadra-se na conduta prevista no art. 11, caput, da Lei de
Improbidade Administrativa, em razão do evidente abuso de poder, desvio de
finalidade e malferimento à impessoalidade, ao agir deliberadamente em
prejuízo de alguém". 3. Matéria afeta às atribuições da 5ª CCR. PELO NÃO
CONHECIMENTO, com REMESSA dos autos à 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Eitel Santiago.

213. Processo: 1.34.003.000138/2016-11 Voto: 2043/2016 Origem: PRM Bauru-SP


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. ALEGADA PRÁTICA DE
"PIRÂMIDE FINANCEIRA". POSSÍVEL INFRAÇÃO PENAL. REMESSA
À 2ª CCR. 1. Alegada prática de "pirâmide financeira" ou "marketing
multinível" por empresa localizada no Município de Pardinho/SP, a configurar
possível ilícito previsto contra a economia popular (artigo 2, IX, da Lei nº
1.521/51). 2. Conduta configuradora, em tese, de infração penal. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À 2ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Eitel Santiago.

214. Processo: 1.34.004.000933/2015-18 Voto: 1989/2016 Origem: PRM Campinas-SP


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. ATENDIMENTO
PRECÁRIO POR HOSPITAL ADMINISTRADO PELA PONTIFÍCIA
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS. DEFESA DOS DIREITOS
CONSTITUCIONAIS DOS CIDADÃOS. REMESSA À PFDC. 1. Alegação
de atendimento precário no Hospital Celso Pierro, no município de Campinas-
SP, no qual o genitor da denunciante, idoso com quase noventa anos de idade,
teria ficado mais de trinta horas acomodado em uma cadeira, sem refeição. 2.
Apuração diretamente orientada para assegurar efetividade do direito
constitucional à saúde em defesa dos cidadãos. 3. A defesa dos direitos
constitucionais dos cidadãos destinada a garantir seu efetivo respeito pelos
Poderes Públicos e pelos serviços de relevância pública é matéria atribuída
pela LC 75 aos Procuradores dos Direitos do Cidadão (art. 11 e 12), que atuam
sob coordenação do Procurador Federal dos Direitos do Cidadão (41,
parágrafo único). 4. Interpretação da Res. 148/14, que ressalva expressamente
a atribuição da PFDC (art. 1º), em conformidade com a LC 75. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À PFDC.
Decisão: Após debates promovidos na Sessão, o colegiado deliberou, por maioria, pela
remessa dos autos à PFDC. Vencido o Dr. Eitel, que fez questão de ressalvar o
posicionamento por ele adotado no voto proferido nos autos do Procedimento
Preparatório n. 1.11.000.000638/2013-34, cópia em anexo, em que sustentou,
resumidamente, nos itens 12 e seguintes, que: a) entre as competências
imputadas às CCRs, está a prerrogativa de manifestar-se com exclusividade
"sobre o arquivamento de inquérito policial, inquérito parlamentar ou peças de
informação, exceto nos casos de competência originária do Procurador-Geral"
110
(inciso IV, do artigo 62, da LC nº 75/93); b) nas hipóteses de procedimentos
civis, ou criminais, e de peças de informação referentes à atuação de membros
do Parquet no ofício da defesa dos direitos constitucionais do cidadão, a
competência revisional é sempre de alguma das CCRs, nunca da PFDC; e c) o
Conselho Superior do Ministério Público Federal, ao julgar o Processo nº
1.00.001.000144/2012-42, deliberou, por unanimidade, "pela revogação
parcial das Resoluções CSMPF nºs 87/2006 e 120/2011, excluindo referência à
Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão", acolhendo, em parte, a
pretensão exposta no Ofício nº 342/2012/1ªCCR, reformulando os preceitos
daquelas Resoluções que davam poder revisional à PFDC e, por conseguinte, a
integravam ao Conselho Institucional como se fosse uma Câmara de
Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e Dr. Eitel
Santiago.

215. Processo: 1.34.007.000073/2016-73 Voto: 2060/2016 Origem: PRM Marília-SP


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. ALEGADA PRÁTICA DE
"CYBERSTALKER". CRIAÇÃO DE PERFIL FALSO EM REDE SOCIAL.
POSSÍVEL INFRAÇÃO PENAL. REMESSA À 2ª CCR. 1. Alegada prática
de "cyberstalker" por meio da criação de perfil falso na rede social Facebook ,
com a foto da representante, oferecendo-a como prostituta. 2. Conduta
configuradora, em tese, de infração penal. PELO NÃO CONHECIMENTO,
COM REMESSA À 2ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Eitel Santiago.

216. Processo: 1.34.010.000084/2016-02 Voto: 2142/2016 Origem: PRM R.Preto-SP


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. SUPOSTO ABUSO DE
AUTORIDADE PRATICADO CONTRA POLICIAL MILITAR DO ESTADO
DE SÃO PAULO POR SEUS SUPERIORES. 1. Notícia de fato autuada a
partir de manifestação dirigida à Sala de Atendimento do Cidadão por um
policial militar lotado no Município de Ribeirão Preto/SP, que alega ter sido
vítima de abuso de autoridade por parte de seus superiores, com exposição
indevida de sua intimidade e de seus familiares. Esclarece o representante que
tal atitude de seus superiores foi uma represália pelo fato de ter ele publicado,
em páginas privadas de redes sociais, que estaria na iminência de ser
transferido pela corporação, indevidamente, para outro município. 2. Nos
termos do art. 1º da Res. CNMP nº 20/2007: "Estão sujeitos ao controle
externo do Ministério Público, na forma do art. 129, inciso VII, da
Constituição Federal, da legislação em vigor e da presente Resolução, os
organismos policiais relacionados no art. 144 da Constituição Federal, bem
como as polícias legislativas ou qualquer outro órgão ou instituição, civil ou
militar, a qual seja atribuída parcela de poder de polícia, relacionada com a
segurança pública e persecução criminal". 3. Pela regra da especialidade, a
matéria sujeita-se à revisão da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão, órgão
superior incumbido de atuar na revisão dos feitos cíveis e criminais relativos
ao controle externo da atividade policial e aos estabelecimentos penais, nos

111
termos da Res. CSMPF n. 148. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM
REMESSA À 7ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 7ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Eitel Santiago.

217. Processo: 1.34.014.000038/2016-65 Voto: 2042/2016 Origem: PRM S.J.Campos-SP


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. SAÚDE. SANTA CASA DE
MISERICÓRDIA DE JACAREÍ. FALTA DE MEDICAMENTOS E
MATERIAIS. ATRASO NO PAGAMENTO DE SALÁRIOS. REPASSE DE
VERBAS FEDERAIS. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ENTRE OS
ENTES FEDERATIVOS. 1. Alega o representante que a Santa Casa de
Misericórdia de Jacareí/SP está em completo abandono, pois faltam remédios,
gases e seringas, além dos constantes atrasos nos pagamentos dos médicos e
funcionários. 2. O Procurador oficiante declinou de sua atribuição em favor do
Ministério Público do Estado de São Paulo por entender que a representação
versa sobre falha na prestação de serviço de saúde, sendo que as verbas
utilizadas seriam recursos próprios do município, não sujeitos à prestação de
contas ao governo federal. 3. A Santa Casa de Misericórdia e a Prefeitura
Municipal de Jacareí esclareceram que o hospital recebe repasses do SUS
(Bloco de Atenção de Média e Alta Complexidade). 4. O adequado
funcionamento do Sistema Único de Saúde é de responsabilidade solidária da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, razão pela qual
qualquer deles, ou mesmo todos, possui legitimidade passiva "ad causam",
podendo ser demandados para que venham a assegurar o acesso a tratamento
de saúde. Precedente da 1ª CCR. 5. A decorrência natural disso é a
concorrência de atribuições entre o Ministério Público Federal e o Ministério
Público Estadual, principalmente na fase investigatória. Precedente do
Supremo Tribunal Federal. PELA NÃO HOMOLOGAÇÃO DO DECLÍNIO,
com o retorno dos autos à origem para prosseguimento, observado o princípio
da independência funcional (CF - art. 127, § 1º).
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
não homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra.
Denise Vinci e Dr. Eitel Santiago.

218. Processo: 1.10.000.000265/2016-81 Voto: 2452/2016 Origem: PR - AC


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. ASSOCIAÇÃO NOSSA
SENHORA DA SAÚDE. ADMINISTRAÇÃO DO HOSPITAL REGIONAL
DO JURUÁ NO MUNICÍPIO DE CRUZEIRO DO SUL/AC. ALEGADA
DEMISSÃO DE TRABALHADORES. REGIME CELETISTA. 1. Supostas
demissões irregulares de trabalhadores da área de saúde, contratados sob o
regime celetista, promovidas pela entidade que administra o Hospital Regional
do Município de Juruá/AC. Segundo o representante, as demissões seriam uma
represália à atuação sindical e adesão a movimento grevista por parte dos
trabalhadores, e à orientação sexual de um deles. 2. Inexistência de interesse a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I,
LC 75). 3. Matéria que se insere na esfera de atribuição do Ministério Público
112
do Trabalho (art. 114, I, II e III, CF c/c art. 83 LC 75). PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Eitel Santiago.

219. Processo: 1.10.001.000004/2016-51 Voto: 2086/2016 Origem: PRM C. do Sul-AC


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/AC. MUNICÍPIO DE
CRUZEIRO DO SUL. EDUCAÇÃO. SUPOSTA NEGATIVA DE
MATRÍCULA. ALEGAÇÃO DE QUE DEVERIA OCORRER EM ESCOLA
PRÓXIMA À RESIDÊNCIA DO ESTUDANTE. 1. Alega a representante que,
ao tentar matricular sua filha em determinada escola do Município de Cruzeiro
do Sul, recebeu informação da diretora de que as crianças só podem ser
matriculadas em escola localizada nas proximidades de sua residência.
Argumentou, ainda, que sua filha sofreria prejuízo em seu desenvolvimento
escolar, já que, conforme orientação do Conselho Estadual de Educação,
somente poderia ingressar no primeiro ano do ensino fundamental quando
completasse seis anos. 2. O Conselho Nacional de Educação editou a
Resolução nº 1/2010, a qual prevê que para ingresso no primeiro ano do
ensino fundamental, a criança deverá ter seis anos de idade completos até o dia
31 de março do ano em que ocorrer a matrícula. 3. A referida norma tem sua
constitucionalidade questionada, nos autos da ADPF 292/DF, em trâmite
perante o Supremo Tribunal Federal, tendo o Procurador-Geral da República
se manifestado pela improcedência do pedido. Portanto, a questão encontra-se
judicializada. 4. Quanto à suposta negativa de matrícula, sob a alegação de que
deveria ocorrer em escola próxima à residência do aluno, a questão se insere
nas atribuições do Ministério Público Estadual. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Eitel Santiago.

220. Processo: 1.17.003.000171/2015-41 Voto: 2181/2016 Origem: PRM S. Mateus-ES


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/ES. MUNICÍPIO DE NOVA
VENÉCIA/ES. EQUIPE DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. PROFISSIONAL
FARMACÊUTICO. 1. Procedimento preparatório instaurado para apurar
suposta ausência de profissional farmacêutico na equipe de fiscalização
sanitária do Município de Nova Venécia/ES. 2. Serviço público de natureza
eminentemente local. 3. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Eitel Santiago.

221. Processo: 1.19.000.000444/2011-89 Voto: 2087/2016 Origem: PRM Caxias-MA


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega

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Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/MA. MUNICÍPIO DE
SENADOR ALEXANDRE COSTA. DEPARTAMENTO NACIONAL DE
AUDITORIA (DENASUS). IRREGULARIDADES NA GESTÃO DE
SAÚDE APONTADAS EM AUDITORIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE
FEDERAL. 1. Cuida-se de Inquérito Civil instaurado para apurar
irregularidades, referentes à gestão da saúde no Município de Senador
Alexandre Costa/MA, apontadas em auditoria realizada pelo Departamento
Nacional de Auditoria do SUS-DENASUS, no ano de 2011, tendo em vista as
falhas nos Relatórios de Gestão dos Exercícios de 2007 a 2009 e ainda a
existência de irregularidades no Conselho Municipal de Saúde. 2. O
procurador oficiante promoveu o declínio de atribuição, enfatizando que "no
caso dos autos, são noticiadas irregularidades atinentes à gestão de saúde
pública no âmbito do município de Senador Alexandre Costa/MA, sem que
haja notícia da má aplicação de recursos federais oriundos de convênios ou de
repasse fundo a fundo. Nesse cenário, a ofensa ao interesse da União é
meramente reflexa, razão pela qual a apuração dos fatos representados e
eventual propositura de Ação Civil Pública são atribuições do Ministério
Público do Estado do Maranhão". 3. Ausência de interesse federal a justificar a
atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75).
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Eitel Santiago.

222. Processo: 1.23.000.002729/2015-55 Voto: 2015/2016 Origem: PR - PA


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PA. REMESSA DA 3ª CCR.
UNIVERSIDADE ANHANGUERA. DEMORA NA EXPEDIÇÃO DE
CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DE CURSO. 1. Alegada demora na
expedição de certificado de conclusão do curso de Serviço Social pela
Universidade Anhanguera - Belém/PA. 2. A 3ª CCR entendeu que, apesar de
ter traços de relação de consumo, no caso em questão prepondera o aspecto
educacional. 3. Suposta irregularidade praticada por instituição de ensino
superior particular. 4. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Eitel Santiago.

223. Processo: 1.24.000.000472/2016-41 Voto: 2019/2016 Origem: PR - PB


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PB. INSTITUIÇÃO DE
ENSINO SUPERIOR PRIVADA. ALEGADA SUPERLOTAÇÃO NAS
SALAS DE AULA. 1. Alegada superlotação nas salas de aula da faculdade
particular Maurício de Nassau, em especial, em relação ao curso de
bacharelado em Educação Física. 2. Suposta irregularidade praticada por
instituição de ensino superior privada. 3. Ausência de interesse federal a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I,
LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
114
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Eitel Santiago.

224. Processo: 1.26.000.000682/2016-64 Voto: 2099/2016 Origem: PR - PE


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PE. HOSPITAL DO CÂNCER
DE PERNAMBUCO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES. TRANSPORTE
DE PESSOAS E ITENS HOSPITALARES. 1. Notícia de fato autuada para
apurar supostas irregularidades no Hospital do Câncer de Pernambuco,
localizado no município de Recife/PE, relacionadas ao transporte de pessoas,
itens hospitalares e lixo em um mesmo elevador. 2. O Hospital do Câncer de
Pernambuco é uma entidade de direito privado, sujeito a fiscalização por
órgãos municipais e estaduais. 3. Ausência de interesse federal a justificar a
atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75).
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Eitel Santiago.

225. Processo: 1.27.003.000008/2016-12 Voto: 1952/2016 Origem: PRM Parnaíba-PI


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PI. MUNICÍPIO DE
PARNAÍBA/PI. ESCOLAS MUNICIPAIS. DESAFETAÇÃO. 1. Alegam os
representantes, vereadores do Município de Parnaíba/PI, suposta
irregularidade na cessão, por meio de lei genérica, de praticamente todas as
escolas municipais ao Instituto de Previdência do Município. 2. A desafetação
foi autorizada pela Lei Municipal nº 3.057, de 30 de novembro de 2015, que
criou a Carteira Imobiliária do Plano Financeiro do Instituto de Previdência
Municipal de Parnaíba (IPMP). 3. Bens públicos municipais. 4. Ausência de
interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109,
I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Eitel Santiago.

226. Processo: 1.29.009.000096/2016-28 Voto: 2013/2016 Origem: PRM S.Livramento-RS


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RS. MUNICÍPIO DE QUARAÍ.
LEI MUNICIPAL. PERMISSÃO ESPECIAL DE USO DO SOLO. ÁREAS
MUNICIPAIS. 1. Alegada ilegalidade na sanção da Lei nº 3.249/2014, do
Município de Quaraí/RS, que delimita a faixa de domínio das estradas e
corredores municipais, autorizando o Poder Executivo local a conceder
permissão especial de uso do solo. 2. A referida lei dispõe exclusivamente
sobre estradas e áreas pertencentes ao município, não havendo qualquer
disposição acerca de estradas federais. 3. Ausência de interesse federal a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I,
LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.

115
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Eitel Santiago.

227. Processo: 1.30.001.000916/2016-31 Voto: 1957/2016 Origem: PR - RJ


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RJ. PREFEITURA MUNICIPAL
DO RIO DE JANEIRO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DE OBRA
IRREGULAR. ALEGADO ATRASO NA ANÁLISE. EMISSÃO DE LAUDO
PERICIAL. FALTA DE RESPALDO EM NORMAS TÉCNICAS. 1. Alegado
atraso na análise de processo administrativo de obra irregular, com eventual
risco de desabamento, em trâmite na Prefeitura do Município do Rio de
Janeiro e suposta emissão de laudo pericial, sem respaldo em normas técnicas,
pela autoridade judicial competente. 2. Inexistência de indícios de
irregularidades na aplicação de recursos federais. 3. Ausência de interesse
federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c
art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Eitel Santiago.

228. Processo: 1.30.002.000301/2015-13 Voto: 2123/2016 Origem: PRM Campos-RJ


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RJ. HOSPITAL ESCOLA
ÁLVARO ALVIM. MUNICÍPIO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES/RJ.
SUSPENSÃO DE PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS. ALEGADA FALTA
DE PAGAMENTO POR PARTE DA PREFEITURA DO MUNICÍPIO. 1.
Procedimento preparatório instaurado para apurar suposta suspensão na
realização de cirurgias bariátricas pelo Hospital Escola Álvaro Alvim,
localizado no Município de Campos dos Goytacazes/RJ. 2. A diretoria do
hospital informou que os procedimentos estariam suspensos até que a
Prefeitura do Município regularizasse os pagamentos relativos à especialidade
em questão. 3. Segundo a prefeitura do município, as cirurgias bariátricas são
oferecidas aos pacientes do SUS através da contratualização, com repasses
exclusivamente de recursos de fonte municipal, por não ter sido possível o
repasse com recursos de fonte federal, haja vista ainda estar em tramitação o
processo de credenciamento e habilitação junto à Secretaria de Estado de
Saúde e ao Ministério da Saúde. 4. Ausência de interesse federal a justificar a
atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75).
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Eitel Santiago.

229. Processo: 1.33.005.000157/2016-64 Voto: 2311/2016 Origem: PRM Joinville-SC


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT/SC. TRABALHADORES
PORTUÁRIOS EM SÃO FRANCISCO DO SUL. ÓRGÃO GESTOR DE
MÃO DE OBRA. SELEÇÃO PARA CURSOS. 1. Representação dirigida à
116
Sala de Atendimento ao Cidadão do MPF sob a alegação de que o órgão gestor
de mão de obra do trabalho portuário (OGMO), em São Francisco do Sul/SC,
estaria privilegiando os trabalhadores mais antigos na seleção para realização
de cursos em detrimento dos demais. 2. Inexistência de interesse a justificar a
atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 3.
Matéria que se insere na esfera de atribuição do Ministério Público do
Trabalho (art. 114, I, II e III, CF c/c art. 83 LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Eitel Santiago.

230. Processo: 1.34.003.000151/2014-16 Voto: 2126/2016 Origem: PRM Bauru-SP


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. RETORNO DE AUTOS.
MUNICÍPIO DE AVARÉ. IRREGULARIDADES NA CONSTRUÇÃO DE
CALÇADAS. INSTAURADO PROCESSO ÉTICO PELO CREA/SP PARA
APURAÇÃO DE RESPONSABILIDADES. MATÉRIA REMANESCENTE
DE ATRIBUIÇÃO DO MP ESTADUAL. 1. Inquérito civil instaurado para
apurar supostas irregularidades praticadas pela Prefeitura Municipal de
Avaré/SP, consistentes na realização de obras e serviços de engenharia,
relativos à construção de calçadas por engenheiros sem inscrição no Conselho
Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) e sem a respectiva anotação de
responsabilidade técnica e com inobservância das normas de acessibilidade
das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. 2. O
Procurador da República oficiante declinou de sua atribuição em favor do
Ministério Público do Estado de São Paulo, sob o argumento de que eventual
irregularidade na construção de calçadas por município é questão de cunho
eminentemente municipal de interesse local. 3. A 1ª CCR converteu o
julgamento do declínio em diligência, para que fosse ouvido o CREA/SP
acerca das providências adotadas quanto à correção de eventuais infrações
praticadas por profissionais a ele vinculados. 4. Oficiado, o CREA/SP
esclareceu que, de acordo com decisão da Câmara Especializada de
Engenharia Civil, deliberou-se pela abertura de um processo, para apurar
suposta falta ética na execução das obras por parte do engenheiro civil
responsável. 5. Quanto à construção de calçadas no Município de Avaré,
eventuais irregularidades se referem a serviço público municipal, cuja
fiscalização é de atribuição do Ministério Público Estadual, em conformidade
com o Enunciado nº 2 deste Colegiado. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Eitel Santiago.

231. Processo: 1.34.012.000207/2016-87 Voto: 2061/2016 Origem: PRM Santos-SP


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE. RECOLHIMENTO DE DETRITOS E ANIMAIS
MORTOS EM RODOVIAS. 1. Representação sigilosa em que se questiona se
não deveria ser pago pela empresa Concessionária Ecovias dos Imigrantes
adicional de insalubridade, tendo em vista que os funcionários são obrigados a
recolher todo detrito e animais mortos, muitas vezes em avançado estado de
117
decomposição, nas rodovias Imigrantes e Anchieta. 2. Inexistência de interesse
a justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37,
I, LC 75). 3. Matéria que se insere na esfera de atribuição do Ministério
Público do Trabalho (art. 114, I, II e III, CF c/c art. 83 LC 75). PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Eitel Santiago.

232. Processo: 1.34.028.000043/2015-38 Voto: 2684/2016 Origem: PRM B.Paulista-SP


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. VIABILIDADE TÉCNICA E
ECONÔMICA DE CONCESSÃO DO AEROPORTO ESTADUAL ARTHUR
SIQUEIRA À INICIATIVA PRIVADA. AEROPORTO ADMINISTRADO
PELO ESTADO DE SÃO PAULO. 1. Inquérito Civil instaurado a partir do
Requerimento nº 637/2015, da Câmara Municipal de Bragança Paulista/SP,
solicitando que todos os estudos de viabilidade técnica e econômica sejam
realizados no Aeroporto Estadual Arthur Siqueira antes da sua concessão à
iniciativa privada. 2. Nesse sentido, foram solicitadas informações ao
Departamento de Outorga (DEOUT) a respeito das condições de exploração
do referido aeroporto. Em resposta, informou-se que o Aeroporto Estadual
Arthur Siqueira é administrado pelo Estado de São Paulo mediante delegação
da União, por intermédio da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da
República - SAC-PR, nos termos do Convênio de Delegação nº 020/2013 (fl.
15). 3. O Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (DAESP)
comunicou que o aeroporto em referência integra o Projeto de Concessão de
Aeródromos Públicos Delegados do Estado de São Paulo. Assim, o referido
aeroporto não está contemplado no Programa de Investimento em Logística -
PIL, conduzido pelo Governo Federal. 4. Há ainda informações vindas da
CETESB sobre a regularização ambiental do aeródromo, verificando-se que a
questão está judicializada na esfera estadual (Processo nº 0004117-
14.2012.8.26.0099 - 586/2012), que se encontra em trâmite na 1ª Vara Cível da
Comarca de Bragança Paulista. 5. O Procurador Oficiante declinou de suas
atribuições ao argumento de que o Aeroporto Estadual Arthur Siqueira está sob
a administração do Estado de São Paulo, a demonstrar falta de atribuição do
Ministério Público Federal para acompanhar o caso. Por fim, ressalta que o
mesmo aeroporto não foi contemplado com verba federal advinda do
Programa de Investimento em Logística do Governo Federal a justificar
eventual atuação do MPF. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Denise
Vinci e Dr. Eitel Santiago.

233. Processo: 1.14.002.000076/2016-40 Voto: 2184/2016 Origem: PRM C.Formoso-BA


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/BA. TRANSPORTE PÚBLICO
ESCOLAR. SUPERFATURAMENTO. CONDIÇÕES INADEQUADAS DOS
VEÍCULOS. 1. Notícia de fato autuada para apurar suposto superfaturamento
na celebração de contrato de locação de veículos para o transporte escolar pela
Prefeitura do Município de Caém/BA, além da falta de condições adequadas
118
dos veículos. 2. Serviço público municipal. 3. Ausência de interesse federal a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I,
LC 75) em relação à qualidade dos serviços de transporte escolar. 4. A matéria
relativa à suposta ilicitude na celebração do contrato entre a prefeitura do
município e a empresa de transporte escolar deve ser apreciada pela 5ª CCR, a
quem incumbe, nos termos da Resolução 148/CSMPF, atuar nos feitos
relativos aos atos de improbidade e aos crimes contra a administração pública.
PELA HOMOLOGAÇÃO PARCIAL. REMESSA À 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação parcial do declínio de atribuição no âmbito deste Colegiado,
remetendo-se os autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram
da votação Dra. Denise Vinci e Dr. Eitel Santiago.

234. Processo: 1.16.000.000534/2016-96 Voto: 2072/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Decisão: Retirado de pauta.

235. Processo: 08190.041980/16-16 Voto: 2582/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INDÚSTRIA DE MATERIAL
BÉLICO DO BRASIL. CONCURSO PÚBLICO. EDITAL N° 01/2012.
ABERTURA DE CONCURSO DURANTE A VIGÊNCIA DO ANTERIOR.
AUSÊNCIA DE IRREGULARIDADES. 1. Cuida-se de Notícia de Fato
autuada para apurar a abertura de novo concurso público para preenchimento
de vagas no âmbito da Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL),
durante a vigência do primeiro, em detrimento dos candidatos aprovados no
certame anterior. 2. Promovido o arquivamento sob o fundamento de que "a
mera abertura de novo certame para seleção de vagas, sem preterição aos
candidatos aprovados em concurso anterior, não viola dispositivo da
Constituição, de acordo com o entendimento pacificado pelo STJ. Conclui-se,
por fim, para garantir o direito subjetivo à nomeação dos candidatos fora das
vagas previstas, deve-se demonstrar a abertura de novo concurso durante a
validade do certame anterior, e, adicionalmente a esse fato, ocorrer a
preterição de candidatos de forma arbitrária". 3. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

236. Processo: 1.11.000.000805/2014-28 Voto: 1968/2016 Origem: PR - AL


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NA DEMORA INJUSTIFICADA EM RESPONDER A PEDIDO DE
REVISÃO DE TRIBUTO. RECEITA FEDERAL. AUSÊNCIA DE
INTERESSE SOCIAL OU INDIVIDUAL INDISPONÍVEL. 1. Trata-se de
Notícia de Fato autuada a partir de representação de cidadão para apurar
supostas irregularidades na demora injustificada da Receita Federal em
responder a pedido de revisão de tributo incidente sobre produto importado da
Suécia e despachado via Correios. 2. Arquivamento promovido sob o
119
fundamento de que não se vislumbra interesse social ou individual
indisponível aptos a ensejar a atuação do Ministério Público Federal no caso.
Verifica-se que a representação se circunscreve ao interesse do representante,
não alcançando os valores mais relevantes da sociedade. 3. Acolhimento da
promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

237. Processo: 1.11.000.001343/2015-47 Voto: 2370/2016 Origem: PR - AL


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. PRF.
EDITAL N° 01/2013. POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL. NÃO
REALIZAÇÃO DO CURSO DE FORMAÇÃO PARA TODOS OS
CANDIDATOS HABILITADOS. AUSÊNCIA DE IRREGULARIDADES. 1.
Cuida-se de Procedimento Preparatório instaurado para apurar possível
irregularidade no concurso lançado pela Polícia Rodoviária Federal, regido
pelo Edital n° 01/2013, tendo em vista a não realização de curso de formação
para todos os candidatos aprovados e habilitados na primeira etapa do certame.
2. Promovido o arquivamento sob o fundamento de que "os argumentos
trazidos pelo representante estão inseridos no âmbito da discricionariedade da
Administração Pública, tendo em vista não existir obrigação, seja legal ou
editalícia, da convocação de todos os candidatos aprovados e habilitados na
primeira etapa para a segunda etapa do concurso, ou seja, não há obrigação na
convocação de todos os candidatos para o Curso de Formação Profissional". 3.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

238. Processo: 1.11.000.001500/2013-52 Voto: 2017/2016 Origem: PR - AL


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NA APLICAÇÃO DO EXAME DE CAPACIDADE FÍSICA DO
CONCURSO PÚBLICO DA POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL.
CESPE/UNB. 1. Trata-se de Procedimento Preparatório instaurado a partir de
representação de candidato para apurar suposta irregularidade na aplicação do
exame de capacidade física do concurso público da Polícia Rodoviária Federal
(Edital nº 01/2013). 2. De acordo com a representação, o candidato foi
prejudicado em razão das precárias condições de conservação da pista do
IFAL, no município de Maceió, onde foi realizada a prova. Alega, ainda, que a
pista era extremamente estreita e os fiscais da prova determinaram que os
candidatos realizassem o percurso em grupos de 12 pessoas, sendo que ela
comportaria apenas 3 pessoas por vez. Por fim, sustenta que a banca
examinadora alegou que a pista teria 300 metros de comprimento, quando na
realidade ela mediria 311,8 metros, o que prejudicaria os candidatos que ali
fizeram a prova, já que teriam que, a cada volta, percorrer 11,8 metros a mais
que o devido. 3. Instado a se manifestar, o CESPE/UnB, organizador do
120
referido concurso, informou que os procedimentos adotados na avaliação
estavam previstos no edital, bem como que a pista possuía largura suficiente
para a realização do teste de corrida e não estava fora dos padrões editalícios.
Além disso, comunicou que o local de prova foi vistoriado pela equipe técnica
da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, que atestaram que a pista
de fato media 300 metros de comprimento e que a aferição seguiu as
recomendações da Confederação Brasileira de Atletismo. 4. Arquivamento
promovido sob o fundamento de que o representante já obteve, em ação
individual por ele proposta, decisão judicial favorável em relação ao pleito
trazido aos autos, acarretando perda do objeto deste procedimento. Ademais, o
concurso em questão já se encontra em fase avançada, tornando-se não
razoável sua anulação ou repetição. 5. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

239. Processo: 1.11.000.001531/2012-22 Voto: 1967/2016 Origem: PR - AL


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NA ORIENTAÇÃO PARA QUE OS FUNCIONÁRIOS DOS CORREIOS
NÃO SEGUISSEM PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA QUANTO À
GUARDA DE NUMERÁRIOS E NÃO PRESTASSEM INFORMAÇÕES AO
CONTROLE INTERNO DA EMPRESA PÚBLICA. SINDICATO DOS
TRABALHADORES DA EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E
TELÉGRAFOS - SINTEC/AL. RECOMENDAÇÃO ACATADA. 1. Trata-se
de Inquérito Civil instaurado a partir de notícias encaminhas pela Polícia
Federal relatando que o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e
Telégrafos estaria orientando os seus associados a não seguirem
procedimentos de segurança quanto à guarda de numerários e a não prestar
informações ao controle interno da referida empresa pública. 2. Em resposta
ao ofício ministerial requisitando informações, o sindicato informou que o
objetivo era resguardar os trabalhadores quanto aos constantes assaltos, que
culminam por arriscar suas vidas. Dessa forma, a orientação era para que os
funcionários dos Correios não prestassem informações referentes à apuração
dos fatos sem a presença ou orientação de advogado do sindicato. 3. O MPF
expediu a Recomendação nº 02/2013 para que o sindicato se abstivesse de
orientar aos seus filiados empregados dos Correios a não acionarem os
procedimentos de segurança estabelecidos e a não prestarem as declarações
necessárias à elucidação dos fatos e à persecução penal. 4. Arquivamento
promovido após informações prestadas pela Polícia Federal e pelo
SINTEC/AL, sob o fundamento de que a recomendação atingiu seu intento,
tendo em vista que ficou demonstrado que não há embaraço no curso da
instrução dos inquéritos policias. Além disso, a orientação concernente à
assistência de advogado quando da oitiva em procedimentos administrativos
tem amparo constitucional e em nada dificulta o trabalho da polícia e dos
setores de controle interno dos Correios. 5. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

121
240. Processo: 1.12.000.000245/2008-26 Voto: 2368/2016 Origem: PR - AP
Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA 5ª CCR. INCRA
DECRETO N° 6.291/2007. ACOMPANHAR TRANSFERÊNCIAS DE
TERRAS DA UNIÃO PARA O ESTADO DO AMAPÁ. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADES. 1. Cuida-se de Inquérito Civil instaurado para
acompanhar a transferência das terras pertencentes à União para o domínio do
Estado do Amapá nos termos do Decreto n° 6291/2007. 2. Remessa da 5ª CCR
em razão do disposto no art. 2º, §1° da Resolução n° 148/CSMPF/2014. 3.
Promovido o arquivamento sob o fundamento de que "analisando os
procedimentos encaminhados pelo INCRA, não se constatou, a princípio,
nenhuma irregularidade, que salte aos olhos, referente à transferência das
terras pertencentes à União para o domínio do Estado do Amapá". 4.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

241. Processo: 1.12.000.000788/2011-49 Voto: 2138/2016 Origem: PR - AP


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA 5ª CCR. INSTITUTO
NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA (INCRA).
ASSENTAMENTO NOVA COLINA. AMAPÁ. OCUPAÇÃO DE LOTE.
EMISSÃO DE CONTRATO DE CONCESSÃO DE USO. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES. 1. Trata-se de Inquérito Civil instaurado com o intuito
de apurar supostas irregularidades quanto a emissão de Contrato de Concessão
de Uso (CCU) pelo INCRA no Assentamento Nova Colina no estado do
Amapá, no âmbito do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). Narra
a representante que teria sido beneficiada com um lote no referido
assentamento e que o INCRA teria se recusado a expedir o referido CCU. 2.
Instado a se manifestar, o INCRA informou que alguns assentados noticiaram
que supostos filhos de madeireiros haviam invadido alguns lotes do
assentamento para serem utilizados na extração madeireira, e o Instituto
passou a suspeitar que a representante não preenchia os requisitos necessários
à concessão do lote. A Superintendência do INCRA/AP informou, ainda, que
os irmãos da representante também teriam sido indevidamente beneficiados
com a concessão de lotes no referido assentamento. 3. Promovido o
arquivamento sob o fundamento de que o objeto do presente expediente restou
prejudicado em razão da representante, bem como seus irmãos, não
preencherem os requisitos para participar do PNRA, à época de sua admissão.
Alegando, todavia, que a manutenção do feito se justificou para acompanhar o
procedimento administrativo instaurado no INCRA/AP, com vistas à retomada
definitiva dos lotes distribuídos aos beneficiários citados anteriormente. 4. A
procuradora oficiante informou, ainda, que quanto à possível ocorrência de
crimes, em atenção ao Enunciado nº 4 da 5ª CCR, o Inquérito Policial n.
0357/2012 tem por escopo apurar as condutas elencadas no feito e determinou
a expedição de oficio à Procuradoria Federal no Estado do Amapá para
providências no sentido de ressarcimento ao erário federal quanto aos valores
recebidos de forma indevida pela representante e seus irmãos. 4. Acolhimento
122
da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO DO ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

242. Processo: 1.15.000.000750/2016-79 Voto: 1939/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NO INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE ISENÇÃO DO PAGAMENTO DE
TAXA DE INSCRIÇÃO EM CONCURSO PÚBLICO. CESPE. RECURSO
DO REPRESENTANTE. AUSÊNCIA DE IRREGULARIDADES APTAS A
ATRAIR A ATUAÇÃO DO MPF. 1. Trata-se de Procedimento Preparatório
instaurado a partir da representação de cidadão para apurar supostas
irregularidades no indeferimento de pedido de isenção do pagamento da taxa
de inscrição de concurso público do INSS, organizado pelo CESPE. 2. De
acordo com o representante, o seu pedido foi indeferido pela banca
organizadora nos seguintes termos: - Não entregou a declaração conforme
subitem 7.4.8.3 do edital de abertura do evento". Alega o representante que
estranha os motivos do indeferimento, pois alega ter apresentado toda
documentação exigida. 3. Arquivamento promovido sob o fundamento de que
os fatos aduzidos pelo representante envolvem exclusivamente interesse
individual, o que afasta a possibilidade de atuação do Ministério Público
Federal no caso, embora seja possível ao noticiante pleitear seus direitos de
forma direta, valendo-se de advogado ou da Defensoria Pública. 4. Ofício
datado de 21/03/2016, comunicando a promoção de arquivamento, foi
encaminhado ao representante por e-mail. No dia 01/04/16, o representante
compareceu à Sala de Atendimento ao Cidadão da Procuradoria oficiante onde
apresentou pedido de reconsideração do despacho, alegando, em síntese, que o
MPF deve atuar no caso, pois há o interesse de todos os candidatos que
estavam na mesma situação jurídica que o representante. 5. A fundamentação
da promoção de arquivamento não confronta entendimento consolidado desta
Câmara. Nessas circunstâncias, em atenção à eficiência da atuação
institucional, a promoção merece ser homologada pelos próprios fundamentos,
adotados como razão de decidir pelo órgão superior. PELA
HOMOLOGAÇÃO DO ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

243. Processo: 1.15.000.000753/2014-41 Voto: 2244/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA 5ª CCR.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. PROGRAMA DE VALORIZAÇÃO DO
PROFISSIONAL DA ATENÇÃO BÁSICA. DIFICULDADES DE
REGISTRAR INSCRIÇÃO EM SÍTIO ELETRÔNICO.
IRREGULARIDADES SANADAS. 1. Cuida-se de Procedimento Preparatório
instaurado para apurar a suposta ocorrência de irregularidades em relação à
inscrição, pela Internet, no Programa de valorização da Atenção Básica-
PROVAB, destinado a selecionar médicos recém-formados para atuarem em
123
postos de saúde. 2. Remessa da 5ª CCR sob o argumento de que "a matéria em
comento passou a integrar o rol de atribuições da 1ª CCR, conforme disposto
no art. 2°, §1º da Resolução do CSMPF". 3. Promovido o arquivamento sob o
fundamento de que "embora a Secretaria de Gestão de Trabalho e da Educação
na Saúde tenha registrado eventual congestionamento no sistema pelo elevado
número de usuários a uma só vez, é certo que a exclusão da candidata da
seleção PROVAB 2014 ocorreu pelo fato de ela não ter juntado a
documentação devida quando de registro pela internet". 4. Acolhimento da
promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

244. Processo: 1.15.000.001950/2014-87 Voto: 2227/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
INSTITUTO FEDERAL DO CEARÁ. EDITAL N° 05/2014. CARREIRA
DOCENTE. SUPOSTAS IRREGULARIDADES NA FASE DE PROVA DE
TÍTULOS. IRREGULARIDADES SANADAS. 1. Cuida-se de Inquérito Civil
instaurado a partir de representação anônima com o intuito de apurar
irregularidades nos procedimentos da fase de prova de títulos do concurso
público da carreira docente do Instituto Federal do Ceará. 2. Promovido o
arquivamento sob o fundamento de que "não subsiste a problemática apontada
no termo de representação propulsor das investigações em tela, uma vez que as
notas atribuídas às candidatas de forma errônea foram retificadas e as demais
restaram inalteradas devido ao atendimento dos requisitos estabelecidos no
Edital". 3. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios
fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

245. Processo: 1.15.000.001996/2009-39 Voto: 1973/2016 Origem: PRM Limoeiro-CE


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NA APLICAÇÃO DOS RECURSO FEDERAIS REPASSADOS POR
INTERMÉDIO DO MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL.
MUNICÍPIO DE QUIXERAMOBIM/CE. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADES. 1. Trata-se de Inquérito Civil instaurado para apurar
supostas irregularidades na aplicação dos recursos federais repassados ao
município de Quixeramobim/CE por intermédio do Ministério da Integração
Nacional, no âmbito dos convênios SIAFI nº613638/2007 (nº 0240197-29),
652502/2008 (nº 926/2008), 652585/2008, que tiveram como objetivo a
concessão de apoio financeiro para ajuda aos municípios vítimas de desastres
naturais. 2. Arquivamento promovido sob o fundamento de que os convênios
nº 0240147-29 (SIAFI 613638) e nº 926/2008 (SIAFI 652502/2008) já foram
devidamente executados, sendo que a prestação final de contas do primeiro já
está aprovada pela CEF desde 2011 e a do segundo está com a prestação de
contas em vias de ser concluída, não havendo mais que se falar em apuração
124
de supostas irregularidades na aplicação verbas federais repassadas ao
município. Com relação ao Convênio SIAFI nº 652585, também não se
vislumbram irregularidades, tendo em vista que ele teve efetivado o
cancelamento da Nota de Empenho 2008NE90009, no valor de R$ 505.000,00
(quinhentos e cinco mil reais. 3. Acolhimento da promoção de arquivamento
pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

246. Processo: 1.15.000.002191/2014-70 Voto: 1718/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. GOVERNO DO ESTADO DO
CEARÁ. ELEIÇÕES 2014. POSSÍVEL IRREGULARIDADE RELATIVA À
REALIZAÇÃO DE OBRAS PÚBLICAS. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO
DOS PODERES. AUSÊNCIA DE IRREGULARIDADES. 1. Cuida-se de
Procedimento Preparatório, autuado a partir de representação de cidadão, com
o intuito de apurar irregularidades relacionadas ao fato de o Governo do
Estado do Ceará ter realizado obras públicas em decorrência da proximidade
das eleições de 2014 sem que o referido ente tenha a capacidade de gerir tantas
obras simultaneamente. 2. Promovido o arquivamento sob o fundamento de
que "a liberdade de atuação do gestor público não é absoluta, encontra limites
no próprio direito, como nos princípios que regem toda a administração,
entretanto, no caso aqui em apreço, não se vislumbra qualquer ilegalidade
capaz de exigir a atuação ministerial, pelo contrário, qualquer ato neste sentido
ensejaria violação ao princípio constitucional da separação de poderes". 3.
Arquivamento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

247. Processo: 1.15.000.003207/2014-61 Voto: 2057/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NA DEMOLIÇÃO DE BARRACA DE COMERCIANTE SITUADA EM
TERRENO DE MARINHA. PREFEITURA MUNICPAL DE FORTALEZA.
QUESTÃO JUDICIALIZADA. 1. Trata-se de Procedimento Preparatório
instaurado a partir de representação de cidadão para apurar suposta
abusividade e arbitrariedade por parte da Prefeitura Municipal de Fortaleza
praticada contra permissionário de espaço público. 2. De acordo com o
representante, ele possui uma barraca onde exerce atividade comercial de
lanchonete na Avenida Beira Mar, 3405 - Arapuca V, em Fortaleza/CE. Ocorre
que, diante da notificação da Prefeitura para que os ocupantes de barracas
comerciais situadas na beira mar desocupassem as instalações, o representante
impetrou mandado de segurança pleiteando a não demolição de seu
equipamento de trabalho. Inicialmente, o representante obteve decisão liminar
favorável pela sua não remoção do local. Entretanto, após provimento de
recurso interposto pela Procuradoria do Município de Fortaleza, determinou-se
a demolição da sua barraca, conforme notificação nº 66162 referente ao
125
processo 325612/2014. Sustenta, ainda, que, mesmo tendo pago em 2010 a
taxa de solicitação de alvará sanitário e providenciado toda a documentação
exigida por lei, a Prefeitura alega que a barraca não possuía alvará de
funcionamento, sendo que o órgão municipal não está emitindo os alvarás de
funcionamento, sanitário e permissão de uso aos permissionários de barracas
da Avenida Beira-Mar há mais de 12 (doze) anos. 3. O Procurador oficiante,
registrou, inicialmente, que o MPF tem atribuição para atuar no caso em
questão, tendo em vista que envolve terreno de marinha, patrimônio da União.
Após análise da documentação acostada aos autos, promoveu o arquivamento
do feito sob o fundamento de que não há necessidade de atuação do MPF,
tendo em vista que já tramita processo judicial envolvendo os fatos narrados
pelo representante, inclusive com decisão proferida em segunda instância.
Dessa forma, uma vez que a questão objeto do presente procedimento já está
sub judice, em ação na qual se engloba o pleito da representação, torna-se não
só desnecessário, mas também impróprio o ajuizamento de ação civil pública.
4. Diante da promoção de arquivamento, o representante interpôs recurso
intempestivo, pois o prazo para sua apresentação se encerrou no dia 20 de
dezembro de 2014, tendo o recurso sido protocolado no dia 23 de dezembro de
2014. Não obstante, analisando o mérito, sustenta o representante que a
questão não está judicializada, pois o mandado de segurança impetrado foi
extinto sem resolução do mérito devido à necessidade de dilação probatória.
Porém, acompanhando as razões do recurso, o interessado juntou cópia de
decisão proferida no dia 11 de novembro de 2014, em novo mandado de
segurança impetrado, concedendo medida favorável, o que configura
judicialização de sua causa (fls. 95/97). 5. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

248. Processo: 1.15.001.000066/2014-15 Voto: 2140/2016 Origem: PRM Limoeiro-CE


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NA APLICAÇÃO DA PROVA DO CONCURSO DA CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL (EDITAL Nº 1/2014). CESPE/UNB. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADES 1. Trata-se de Procedimento Preparatório instaurado a
partir de representação de cidadão para apurar supostas irregularidades na
aplicação da prova do concurso da Caixa Econômica Federal - Pólo
Aracati/CE (Edital nº 1/2014). 2. De acordo com o representante, durante a
aplicação da prova em questão, ele foi retirado de sala e questionado a respeito
de sua caneta, alegando a chefe de fiscalização que ela não seria de material
transparente, conforme determinação do edital do concurso público. Em
seguida, foi eliminado do certame e coagido pela chefe de fiscalização, que ao
ser questionada pelo candidato, ameaçou chamar os policiais federais que se
encontravam no local da prova. 3. Arquivamento promovido após informações
prestadas pelo CESPE/UnB, sob o fundamento de que não há irregularidades
na aplicação da referida prova, tendo em vista que a organizadora do certame
dispensou tratamento igualitário aos candidatos, na medida em que eliminou
quem não seguiu as regras dispostas de forma clara e precisa no edital. 4.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.

126
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

249. Processo: 1.15.002.001133/2014-17 Voto: 1964/2016 Origem: PRM J. Norte-CE


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NO CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE VAGAS PARA
PROFESSOR EFETIVO DE LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS - LIBRAS
(EDITAL Nº 07/2014). UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI.
RECOMENDAÇÃO ACATADA. 1. Trata-se de Notícia de Fato autuada a
partir da representação de cidadã para apurar supostas irregularidades no
concurso público para provimento de vagas para professor efetivo de Língua
Brasileira de Sinais - LIBRAS - da Universidade Federal do Cariri (Edital nº
07/2014). 2. De acordo com o representante, várias irregularidades ocorreram
no trâmite do concurso: a) o Edital deixou de prever vagas para portadores de
deficiência; b) não houve identificação dos candidatos no comparecimento
para fins de realização da prova; c) inexiste previsão da leitura da prova escrita
em Língua Brasileira de Sinais, já que o anexo prevê unicamente a leitura da
prova, sendo a prova didática o momento oportuno para avaliação pela Língua
de Sinais; d) ausência de imparcialidade na avaliação, pois os candidatos
informavam seu respectivo número de inscrição para a banca examinadora; e)
a ordem de leitura da prova não seguiu a ordem de sorteio, como previsto no
edital, mas sim a ordem alfabética. 3. Arquivamento promovido após
informações prestadas pela UFCA, sob o fundamento de que os
esclarecimentos foram suficientes para concluir pela ausência de
irregularidades. O referido concurso contemplava unicamente duas vagas,
portanto, conforme jurisprudência do STF, não caberia reserva de vagas para
portadores de deficiência. O edital previa a leitura de prova escrita, sem
indicação de como ela iria ocorrer, de modo que não é desarrazoada a
exigência de que os candidatos à vaga de professores de LIBRAS efetivassem
a leitura por meio desse sistema de linguagem. Com relação às demais
irregularidades apontadas, a UFCA acatou a recomendação do MPF para que
fosse anulado o referido concurso público e posteriormente fosse aberto novo
certame. 4. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios
fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

250. Processo: 1.15.002.001205/2014-18 Voto: 2105/2016 Origem: PRM J. Norte-CE


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NA INSCRIÇÃO NO CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE
VAGAS DO CARGO DE ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI (EDITAL Nº 023/2014).
COORDENADORIA DE CONCURSOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL
DO CARIRI. AUSÊNCIA DE IRREGULARIDADES. 1. Trata-se de Inquérito
Civil instaurado a partir de representação de cidadão para apurar supostas
irregularidades na inscrição no concurso público para provimento de vagas do

127
cargo de Assistente em Administração da Universidade Federal do Cariri
(Edital nº 023/2014), organizado pela Coordenadoria de Concursos da
Universidade Federal do Cariri (CCV-UFC). 2. De acordo com o
representante, ele realizou pedido de isenção da taxa de inscrição no referido
concurso, tendo seu pleito sido deferido, conforme lista de isentos publicadas
no site do concurso no dia 15/05/14. Ocorre que no dia 04/06/2014, o
informante alega que não conseguia acessar o local que deveria realizar a
prova, pois quando preenchia o campo para inserção de seu CPF, recebia a
informação de que o CPF estava invalido. Ao procurar a organizadora para
esclarecer o que estava ocorrendo, foi informado que o candidato, após o
deferimento do pedido de isenção, deveria ter realizado nova solicitação de
inscrição. 3. Arquivamento promovido sob o fundamento de que não houve
irregularidades, mas sim um equívoco por parte do representante ao entender
que o mero deferimento do pedido de isenção da taxa de inscrição
automaticamente o tornaria inscrito no concurso. Além disso, o requerimento
de isenção da taxa de inscrição não estava relacionado diretamente à opção
pelo cargo/vaga que se desejava concorrer, pois seriam, na realidade, dois
procedimentos distintos, sendo dever do candidato acompanhar o status de sua
inscrição. 4. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios
fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

251. Processo: 1.15.002.001265/2014-31 Voto: 2373/2016 Origem: PRM J. Norte-CE


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI/CE. EDITAL N° 24/2014.
POSSÍVEL NÃO DIVULGAÇÃO DA PONTUAÇÃO DOS CANDIDATOS
E FALTA DE DISPONIBILIZAÇÃO DO ESPELHO DE PROVA.
IRREGULARIDADES SANADAS. 1. Cuida-se de Procedimento Preparatório
instaurado para apurar possível irregularidade no concurso lançado pela
Universidade Federal do Cariri/CE, regido pelo Edital n° 24/2014, tendo em
vista que: 1) suposta não divulgação da pontuação dos candidatos classificados
e 2) a ausência de disponibilização do espelho de prova após a realização do
certame. 2. Promovido o arquivamento sob o fundamento de que "analisando a
resposta e a respectiva documentação encaminhada pela Reitoria da
Universidade Federal do Cariri (fls. 15/27), verificou-se a insubsistência da
irregularidade descrita no item 2 e, em relação ao item 1, observou-se que a
irregularidade foi sanada". 3. Acolhimento da promoção de arquivamento
pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

252. Processo: 1.16.000.000275/2014-31 Voto: 2020/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
(UNB). CESPE. CERTIFICAÇÃO DE HABILIDADE ESPECÍFICA.
VALIDADE RESTRITA À SELEÇÃO PARA VAGAS REMANESCENTES.
128
POSSÍVEL IRREGULARIDADE. 1. Possível irregularidade quanto à
validade da certificação de habilidade específica, requisito para ingresso nos
cursos de Artes Cênicas, Artes Plásticas e Música, lançada no Edital 1 -
1ªHE/2014. Narra a representante que sua filha desejava realizar o exame de
certificação específica, que geralmente tem validade de dois anos, mas o
referido edital era restrito aos candidatos que desejassem concorrer às vagas
remanescentes do primeiro semestre de 2014. 2. Instado a se manifestar, o
CESPE informou que "a UnB oferece 2 (dois) exames de certificação de
habilidades específicas por ano, sempre antecedendo os exames vestibulares.
Contudo, em caráter excepcional, por existirem vagas remanescentes do
primeiro semestre de 2014 para alguns dos cursos que exigem habilidade
específica, no presente ano, a Universidade decidiu realizar uma certificação
extra, de modo simplificado, especificamente para os interessados no
preenchimento dessas vagas. Ressalta-se que os outros 2 (dois) exames de
habilidade específica que precedem os exames vestibulares que ocorrerão no
presente anos serão normalmente realizados, de modo que não existe nenhum
tipo de prejuízo a qualquer interessado em se habilitar para determinados
cursos que exigem a certificação". 3. Promovido o arquivamento sob o
fundamento de que os argumentos expostos pelo CESPE foram suficientes a
demonstrar que não houve qualquer prejuízo à filha da representante pela não
aceitação naquele certame específico, tendo em vista que ela não pretendia
pleitear uma das vagas remanescentes e que as seleções usuais ocorreram
normalmente. Não se vislumbrando outras medidas a serem adotadas por este
MPF. 4. A fundamentação da promoção de arquivamento não confronta
entendimento consolidado desta Câmara e não foi contestada pelo interessado
que, devidamente cientificado, não recorreu. 5. Nessas circunstâncias, em
atenção à eficiência da atuação institucional, a promoção merece ser
homologada pelos próprios fundamentos, adotados como razão de decidir pelo
órgão superior. PELA HOMOLOGAÇÃO DO ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

253. Processo: 1.16.000.000499/2014-43 Voto: 2111/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NA RECUSA DE PATROCÍNIO DO PROJETO DE PESQUISA OU
ESTÁGIO DE ESTUDANTES-BOLSISTAS INSCRITOS NO PROGRAMA
CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS. COORDENAÇÃO DE
APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR (CAPES).
AUSÊNCIA DE IRREGULARIDADES. 1. Trata-se de Procedimento
Preparatório instaurado a partir de representação de cidadão para apurar
suposto descumprimento, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior (CAPES), do "Manual para Bolsistas - Graduação
Sanduíche", ao recusar-se a patrocinar o Projeto de Pesquisa ou Estágio de
estudantes-bolsistas inscritos no Programa Ciência sem Fronteiras, em
particular na Universidade de Manitoba, da cidade de Winnipeg - Canadá. 2.
De acordo com a representante, a CAPES estaria cometendo as seguintes
irregularidades: a) o Programa Ciência sem Fronteiras estaria desperdiçando
dinheiro público; b) os Projetos de Pesquisa e Estágios em empresas ou
indústrias não estariam sendo executados, pois a CAPES se recusou a custear
estas atividades, em especial a parceria com a CBIE - Canadian Bureau for
129
International Education e a Universidade de Manitoba; c) tal falta de
patrocínio geraria impossibilidade de validação/aproveitamento, no Brasil, das
disciplinas cursadas fora do país; d) haveria exigência de realização de exames
e consultas médicas disponíveis em apenas algumas cidades, como condição
para o embarque para o exterior, procedimentos estes custeados pelos
bolsistas; e) por fim, a atitude da CAPES e do Programa CsF tem causado
constrangimento aos estudantes e gerado descrédito do Brasil no exterior. 3.
Arquivamento promovido sob o fundamento de que as informações prestadas
pela CAPES demonstram que não existem as irregularidades apontadas na
representação. Com relação à informação de que estaria havendo desperdício
de dinheiro público, a CAPES demonstrou que executa os objetivos do
Programa Ciência sem Fronteiras em consonância com o art. 2º do Decreto nº
7.642/11, bem como que seu propósito maior é garantir a realização do
intercâmbio acadêmico e, de forma acessória e facultativa, a realização dos
estágios. Quanto à alegação de que o Manual do Bolsista não estaria sendo
cumprido ao não promover o exercício de estágios pelos bolsistas, ficou
esclarecido, por meio de trechos da chamada pública que regeu o certame de
ingresso no CsF, que a promoção da realização desse estágio é ato
discricionário do CAPES, isto é, trata-se de possibilidade de complementação
das atividades acadêmicas e é oferecida quando disponibilizada pelas
instituições estrangeiras, sem ônus ao governo brasileiro. No que diz respeito à
notícia de que as disciplinas cursadas em universidades estrangeiras não
estariam sendo aproveitadas/ aceitas nas instituições brasileiras, a CAPES
esclareceu que, em respeito à autonomia universitária, é atribuição dos
coordenadores dos cursos das universidades brasileiras analisarem a
equiparação das matérias cursadas no estrangeiro com a grade curricular da
IES de origem do bolsista, sendo que as autoridades máximas das instituições
de ensino brasileiras participantes do programa assinaram termo de
compromisso comprometendo-se a reconhecer os créditos das matérias
realizadas no exterior. Por fim, no que tange ao ônus que os bolsistas têm com
exames e consultas médicas para embarcarem ao estrangeiro, trata-se de
exigência específica do governo canadense, sendo que a chamada pública que
regeu o processo seletivo do programa esclareceu a responsabilidade exclusiva
dos candidatos em custear quaisquer despesas com exames médicos, retirada
de passaportes e tradução de documentos, por exemplo. 4. Acolhimento da
promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

254. Processo: 1.16.000.000525/2014-33 Voto: 1966/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NO CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE VAGAS DE
FISIOTERAPEUTA (EDITAL Nº 03, DE 25/06/2013). EMPRESA
BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES - EBSERH. AUSÊNCIA
DE IRREGULARIDADES. 1. Trata-se de Procedimento Preparatório
instaurado a partir da representação de cidadão para apurar supostas
irregularidades no concurso público para provimento de vagas de
Fisioterapeuta na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - EBSERH
(Edital nº 3, de 25/06/2013). 2. De acordo com o representante, o edital exigia
130
dos candidatos diploma de graduação em Fisioterapia, residência em
Fisioterapia Intensiva Geral ou Título de especialista em Fisioterapia em
Terapia Intensiva. Entretanto, ele tomou conhecimento de que o primeiro e
terceiro colocados no concurso foram contratados sem que deles fosse exigida
a apresentação de título de especialista ou a comprovação da residência 3.
Arquivamento promovido após a EBSERH prestar informações e apresentar
documentos, sob o fundamento de que ficou demonstrado nos autos que o
primeiro e segundo colocados no referido concurso preencheram os requisitos
estipulados no edital, apresentando diploma de graduação em Fisioterapia e a
Titulação de especialista em Terapia Intensiva, não tendo sido comprovada as
irregularidades mencionadas na representação. 4. Acolhimento da promoção
de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

255. Processo: 1.16.000.000611/2014-46 Voto: 2344/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. MINISTÉRIO DA SAÚDE.
PORTARIA N° 1253/2013. POSSÍVEL RESTRIÇÃO INDEVIDA DO
EXAME DE MAMOGRAFIA. QUESTÃO JUDICIALIZADA. 1. Cuida-se de
Procedimento Preparatório instaurado para apurar possível ilegalidade da
Portaria n° 1253/2013 do Ministério da Saúde, no que se refere à restrição
indevida realização do exame de mamografia, em violação direta ao disposto
na Lei n° 11.664/08. 2. Promovido o arquivamento sob o fundamento de que
"não há outras medidas a adotar quanto à sugestão do GT Saúde da 1ª
CCR/MPF, pois, judicializada a questão, as duas ACPs sobre o tema tiveram,
infelizmente, desfecho desfavorável à tese de ilegalidade da Portaria n°
1253/2013, o que se espera seja revertido em segundo grau de jurisdição". 3.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

256. Processo: 1.16.000.001097/2015-47 Voto: 2115/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO NACIONAL (DEPEN). CEBRASPE.
EDITAL 1/2015. CARGO DE AGENTE PENITENCIÁRIO. DIVISÃO EM
ÁREAS TEMÁTICAS. SUPOSTA IRREGULARIDADE. 1. Trata-se de
Notícia de Fato autuada a partir de representação com o intuito de averiguar
supostas irregularidades no concurso do Departamento Nacional de Trânsito
(Depen) realizado pela Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e
de Promoção de Eventos (Cebraspe) para o cargo de Agente Penitenciário.
Narra o representante que o edital apresenta irregularidades ao dividir em
áreas temáticas as vagas/provas do cargo em questão. 2. O referido edital
prevê a divisão do cargo de Agente Penitenciário em sete áreas de atuação,
entre elas as atividades de custódia, políticas de execução penal entre outras
que envolvem conhecimentos administrativos, financeiros, estatísticos e de
131
informática, sendo todas relacionadas às atribuições do Depen 3. Promovido o
arquivamento sob o fundamento de que não se vislumbram indícios de
irregularidade quanto ao ponto reclamado, tendo em vista que a divisão em
áreas e seus respectivos conteúdos programáticos "farão parte da rotina dos
servidores quando do exercício de suas funções. Relevante destacar que para
habilitação no concurso, o edital não exigiu nenhuma qualificação específica,
mas apenas o certificado de conclusão do curso de ensino médio (antigo
segundo grau) e carteira de habilitação. Neste sentido, a Administração, ao
invés de cobrar um programa único, ou se, sem a divisão por áreas, de todos os
candidatos que concorrem ao cargo de Agente Penitenciário Federal optou por
conferir ao candidato a oportunidade de escolha da área que mais lhe convém
e que mais tem afinidade. Por outro lado, a Administração reunirá em seus
quadros servidores mais aptos e mais especializados para o desempenho de
suas funções". 4. A fundamentação da promoção de arquivamento não
confronta entendimento consolidado desta Câmara e não foi contestada pelo
interessado que, devidamente cientificado, não recorreu. 5. Nessas
circunstâncias, em atenção à eficiência da atuação institucional, a promoção
merece ser homologada pelos próprios fundamentos, adotados como razão de
decidir pelo órgão superior. PELA HOMOLOGAÇÃO DO
ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

257. Processo: 1.16.000.001536/2013-50 Voto: 2321/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA 3ª CCR. CONCURSO
PÚBLICO. ANTT. EDITAL Nº 01/2013. CARGO DE ESPECIALISTA EM
REGULAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTES TERRESTRES.
EXIGÊNCIA DE DIPLOMA EM ENGENHARIA CIVIL. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADES. 1. Cuida-se de Procedimento Administrativo
instaurado para apurar suposta ilegalidade no requisito de diploma de curso
superior de Engenharia Civil ou Engenharia de Produção para o cargo de
Especialista em Regulação de Serviços de Transportes Terrestres. 2. Remessa
da 3ª CCR considerando a "ausência de lesão imediata a relação de consumo
ou à ordem econômica". 3. Promovido o arquivamento sob o fundamento de
que "a exigência de diploma de graduação de Engenharia Civil ou Engenharia
de Produção é razoável e legal, sobretudo, por se exigir do futuro profissional
um cabedal de sólidos conhecimentos na área de atuação". 4. Acolhimento da
promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

258. Processo: 1.16.000.001632/2014-89 Voto: 2058/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NOS CONCURSOS PÚBLICOS PARA
PROVIMENTO DE CARGOS DA POLÍCIA FEDERAL. TEORIA DO FATO
132
CONSUMADO E QUESTÃO JUDICIALIZADA. 1. Trata-se de
Procedimento Preparatório instaurado a partir de representação de cidadão
para apurar supostas irregularidades nas avaliações psicológicas realizadas nos
âmbitos dos concursos públicos regulamentados pelos Editais nº 24/2004-
DGP/DPF-Nacional e nº 25/2004-DGP/DPF-Regional, ambos de 15/07/2004,
destinados ao provimento de vagas nos cargos de Delegado, Perito Criminal,
Agente e Escrivão do Departamento de Polícia Federal. 2. De acordo com a
representação, os testes utilizados pela banca examinadora não se adequaram
ao perfil profissiográfico fornecido pelo Departamento de Polícia Federal, não
sendo hábeis, portanto, para correlacionar todas as características
imprescindíveis, importantes, desejáveis, não relevantes, prejudiciais e
restritivas aos cargos, tornando nula a eliminação de candidato contraindicado
ao exercício do cargo de policial. Dessa forma, pleiteia atuação ministerial
para anulação dos referidos concursos. 3. Arquivamento promovido sob o
fundamento de que, por força da aplicação da "teoria do fato consumado",
deve prevalecer o necessário prestígio aos postulados da segurança jurídica, da
boa-fé e da proteção do direito adquirido em relação à permanência nos cargos
dos candidatos aprovados em tais certames, mesmo enfrentando as mesmas
irregularidades apontadas pelo representante, e que se encontram em pleno
exercício por um longo período de tempo. Além disso, as irregularidades nas
avaliações psicológicas dos concursos públicos destinados ao provimento de
cargos no âmbito do Departamento de Polícia Federal já foram objeto de
profícuas e intensas intervenções do MPF, inclusive mediante o manejo de
Ação Civil Pública para coibir eventuais irregularidades. 4. Acolhimento da
promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

259. Processo: 1.16.000.002016/2014-45 Voto: 2299/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. IBAMA.
EDITAL Nº 01/2013. ANALISTA ADMINISTRATIVO. POSSÍVEL
IRREGULARIDADE NA DEVOLUÇÃO DE TAXAS DE INSCRIÇÃO.
PERDA DO OBJETO COM A RESTITUIÇÃO DO VALOR.
IRREGULARIDADES SANADAS. 1. Cuida-se de Procedimento Preparatório
instaurado com o intuito de apurar possíveis irregularidades na devolução de
taxa de inscrição praticada pelo Centro de Seleção e Promoção de Eventos
(CESPE/UnB), tendo em vista que o denunciante se inscreveu normalmente
no certame, entretanto, foi feita a retificação do edital de abertura do concurso
com a alteração da data da prova e a consequente previsão de devolução do
valor pago na inscrição. Contudo, apesar do requerimento do valor da taxa,
ainda não havia sido feito o pagamento. 2. Promovido o arquivamento sob o
fundamento de que - não há medidas a serem adotadas pelo Ministério Público
Federal. Com efeito, já houve a devolução da taxa de inscrição ao
representante, bem como o Cespe já recomendou ao setor responsável pela
devolução das taxas de inscrição a não exigir extratos bancários na situação
em tela". 3. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios
fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela

133
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

260. Processo: 1.16.000.002455/2014-58 Voto: 2342/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CGU. SECRETARIA DE
CIDADANIA CULTURAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS RELATIVA AO
ANO DE 2012. IRREGULARIDADES SANADAS.1. Cuida-se de Notícia de
Fato autuada para apurar eventual irregularidade apresentada pelo Relatório n°
201216918, que expõe os resultados dos exames realizados sobre a prestação
de contas extraordinária da Secretaria de Cidadania Cultural/Ministério da
Cultura relativa ao ano de 2012. 2. Promovido o arquivamento sob o
fundamento de que "não se visualiza qualquer irregularidade a ensejar a
atuação do MPF. Com efeito, a auditoria limita-se ao exame das contas da
SCC relativas ao exercício de 2012, e, consoante os resultados expostos, as
impropriedades constatadas foram devidamente sanadas". 3. Acolhimento da
promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

261. Processo: 1.16.000.002519/2014-11 Voto: 2079/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REPRODUÇÃO DE
REPRESENTAÇÕES APRESENTADAS ANTERIORMENTE,
FUNDAMENTADA EM REFERÊNCIAS GENÉRICAS, VAGAS
DESCONEXAS, DE DIFÍCIL COMPREENSÃO E DESPROVIDA DE
ELEMENTOS CONCRETOS QUE PERMITAM A ATUAÇÃO DO MPF. 1.
Trata-se de Notícia de Fato autuada a partir de representação de cidadão
narrando situação vaga, de difícil compreensão e desprovida de elementos
concretos que permitam a atuação do MPF. 2. Registrou-se que o representante
já peticionou junto ao MPF sobre 744 ocorrências, distribuídas nas mais
variadas áreas de atuação das unidades orgânicas do MPF no Distrito Federal.
De acordo com dados extraídos do Sistema Aptus, o representante deu ensejo
à instauração de 197 (cento e noventa e sete) autos administrativos, sendo que
a quase totalidade dos feitos foi arquivada por ausência de elementos mínimos
de amparo. Além disso, trabalhos desenvolvidos pelo MPF em sede de
procedimentos administrativos e processos judiciais revelaram a existência de
documentos e de elementos indicativos de que o representante possui
transtorno mental. Por fim, foi apontado que tramita na 12ª Vara Federal da
Seção Judiciária do DF ação penal proposta pelo MPF em face do
representante pela suposta prática do crime de uso de documento falso (art.
304 CP). 3. Arquivamento promovido sob o fundamento da reiterada
provocação descabida do MPF pelo representante com alegações genéricas,
vagas, desconexas, de difícil compreensão e desprovidas de elementos
concretos que permitam a atuação do Parquet Federal. 4. Acolhimento da
promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
134
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

262. Processo: 1.16.000.002537/2013-11 Voto: 1991/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NA TRANSFERÊNCIA DE FUNCIONÁRIO DENTRO DA ESTRUTURA
DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO - MTE. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADES. 1. Trata-se de Procedimento Preparatório instaurado a
partir de comunicação encaminhada pela Procuradoria Regional do Trabalho
da 10ª Região, acompanhada do relatório de arquivamento do procedimento
preparatório instaurado no MPT, para apurar supostas irregularidades na
transferência de funcionário dentro da estrutura do Ministério do Trabalho e
Emprego - MTE. 2. De acordo com a representação anônima ofertada no MPT,
após denunciar a manutenção de contratos de trabalho terceirizados no MTE, o
representante foi transferido de setor, por meio da Portaria SPPE nº 06, de
14/08/12, e vem sofrendo outras retaliações no órgão, como não ter sido
convidado para participar de treinamento funcional. 3. O Ministério Público
do Trabalho registrou nos autos que o representante não respondeu à
solicitação de maiores esclarecimentos, o que culminou com a promoção de
arquivamento do feito em razão de ausência de informações mínimas para
início das investigações. 4. Arquivamento promovido pelo MPF após
informações prestadas pela Secretaria Executiva do MTE, sob o fundamento
de que a revogação da Portaria SPPE nº 06, de 14/08/2012, pela Portaria SPPE
nº 05, de 08/03/2013, ocasionou a perda do objeto deste procedimento
preparatório. Além disso, oficiado para se manifestar acerca da revogação da
portaria questionada, o representante não se pronunciou, dificultando a
obtenção de maiores esclarecimentos sobre os fatos. 5. Acolhimento da
promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

263. Processo: 1.16.000.002614/2013-33 Voto: 1999/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NO CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DO CARGO DE
ESPECIALISTA EM POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO
GOVERNAMENTAL DO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO. ESCOLA
DE ADMINISTRAÇÃO FAZENDÁRIA - ESAF. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADES. 1. Trata-se de Inquérito Civil instaurado a partir de
representações de candidatos para apurar supostas irregularidades no concurso
público para provimento do cargo de Especialista em Políticas Públicas e
Gestão Governamental do Ministério do Planejamento, organizado pela Escola
de Administração Fazendária - ESAF. 2. De acordo com as representações, em
razão de alteração do cronograma do concurso, as provas relativas à segunda
fase passaram a coincidir com a data da prova objetiva do concurso do Banco
Central, organizado pelo CESPE/UnB, o que prejudicaria a ampla
concorrência e feriria o princípio da boa-fé, uma vez que o cronograma

135
anterior permitia aos candidatos inscritos nos dois concursos a realização de
ambas as provas. Apontam, ainda, omissão da ESAF em alterar o gabarito da
questão 59 da prova objetiva tipo 2, mesmo adotando posicionamento, em
resposta aos recursos interpostos, que sugeriria a alteração do gabarito. 3.
Arquivamento promovido após informações prestadas pela ESAF e pelo
MPOG, sob o fundamento de que, de acordo com o edital e com o cronograma
divulgado, a banca examinadora baseou-se em datas prováveis para a
realização e publicação de seus atos, que poderiam sofrer alterações a
depender de alguma circunstância superveniente que se figurasse como
empecilho aos direitos individuais dos candidatos. No caso, a banca justificou,
com razoabilidade e proporcionalidade, a alteração do cronograma com base
em questões orçamentárias, no cronograma do concurso público para
provimento de cargos do Plano de Especial de Cargos do Ministério da
Fazenda, cujas provas poderiam coincidir com o certame sob análise, e na
realização das festividades do Círio de Nazaré, atividade religiosa de
repercussão nacional. Quanto à questão referente à omissão da banca na
alteração de gabarito, também não se vislumbra irregularidade, pois o parecer
apresentando em resposta aos recursos interpostos está devidamente
fundamentado no sentido de manter o gabarito original da questão. 4.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

264. Processo: 1.16.000.003066/2013-69 Voto: 2226/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. FUNDO
NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL. SUPOSTA
IRREGULARIDADE ENVOLVENDO A CONCESSÃO DE
GRATIFICAÇÃO DE QUALIFICAÇÃO. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADES. 1. Cuida-se de Inquérito Civil instaurado a partir de
representação de candidata com o intuito de apurar suposta irregularidade da
Portaria n° 142/2013 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
(FNDE) por supostamente impedir a concessão de gratificação de qualificação
para servidores concluintes de cursos à distância. 2. Promovido o
arquivamento sob o fundamento de que "não se verifica qualquer ilegalidade
na estipulação pelo FNDE de limite máximo de horas por dia em cursos
realizados na modalidade à distância. Impede ressaltar, ainda, que conforme
memorando encaminhado pelo FNDE o representante ainda teve oportunidade
de comprovar a efetiva realização dos cursos cujo somatório diário de estudos
totalizavam 13,5 h, porém não apresentou qualquer justificativa ou documento
que poderia comprovar a efetiva realização das horas". 3. Acolhimento da
promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

265. Processo: 1.16.000.003515/2009-92 Voto: 2400/2016 Origem: PR - RS

136
Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCESSO SELETIVO
SIMPLIFICADO. CEITEC. MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
EDITAL Nº 08/2009. ALEGAÇÃO DE REMUNERAÇÃO EXCESSIVA.
AUSÊNCIA DE IRREGULARIDADES. 1. Cuida-se de Inquérito Civil
instaurado para apurar supostas irregularidades em processo seletivo
simplificado realizado pelo Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica
Avançada S.A.- CEITEC, empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência
e Tecnologia, tendo em vista que a seleção seria aplicada sem a aplicação de
provas escritas e a suposta previsão de remuneração excessiva. 2. Conforme a
decisão de promoção de arquivamento, o objeto deste Inquérito é apenas sobre
"possíveis irregularidades na fixação de remuneração dos empregados
temporários da CEITEC", tendo em vista que houve a remessa de cópia
integral dos autos à PRDC para análise das questões envolvendo o processo
seletivo. 3. Promovido o arquivamento sob o fundamento de que "o Ministério
do Planejamento e o CEITEC esclareceram que a fixação das remunerações se
baseou em pesquisa salarial realizada pela Fundação Instituto Administração e
que levou-se em conta o impacto financeiro decorrente das contratações". 4.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

266. Processo: 1.16.000.003522/2015-32 Voto: 2500/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. APURAÇÃO DE PROVIDÊNCIAS
TOMADAS PELO CONFEA NO QUE DIZ RESPEITO AO
RESSARCIMENTO DOS COFRES DA AUTARQUIA. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADES. 1. Procedimento instaurado a partir de ofício remetido
pela 21ª Vara Federal de Brasília que visa à apuração das providências
tomadas pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia para
ressarcimento dos cofres daquela autarquia, mediante ação regressiva contra a
autoridade que deu causa ao ajuizamento de ação decorrente do prejuízo
decorrente do pagamento de honorários sucumbenciais no processo n° 51765-
44.2011.4.01.3400/ACP. 2. Expedida Recomendação n° 06/2016 ao presidente
do CONFEA que adote as medidas necessárias para promover o ressarcimento
dos cofres da entidade no que toca aos valores objeto da referida ACP . 3.
Promoção de arquivamento fundamentada no fato que "foram justificadas as
razões delineadas pelo Procurador Jurídico do CONFEA que, no interesse da
administração da Autarquia, guiado pelas orientações administrativas e
judiciais em âmbito federal, afasta a exigibilidade de atuação jurídica
destinada à cobrança de pequenos valores por diversos razões, dentre as quais
porque geraria despesas superiores ao valor do ressarcimento pretendido". 4.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

137
267. Processo: 1.17.000.000361/2015-98 Voto: 2080/2016 Origem: PR - ES
Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NA INDICAÇÃO DO USO DE PRÓTESES ORTOPÉDICAS, MESMO
QUANDO NÃO HÁ NECESSIDADE, POR PARTE DE MÉDICOS, OS
QUAIS RECEBERIAM, EM TROCA DA INDICAÇÃO, PATROCÍNIO DAS
EMPRESAS DO SETOR PROTÉTICO PARA REALIZAÇÃO DE VIAGENS
E CURSOS NO EXTERIOR. EFETIVO ENCAMINHAMENTO DA
MATÉRIA AO ÓRGÃO ENCARREGADO DA FISCALIZAÇÃO DO
EXERCÍCIO DA ATIVIDADE MÉDICA. 1. Trata-se de Procedimento
Preparatório instaurado a partir de representação sigilosa para apurar suposta
existência de máfia de próteses no estado do Espírito Santo, a qual operaria
mediante patrocínio, por empresas do setor de próteses, de viagens e cursos no
exterior para determinados médicos, os quais, em troca, indicariam o uso de
próteses a seus pacientes, ainda que tal implantação não se fizesse necessária.
2. O despacho de arquivamento formulado pelo Procurador da República
Carlos Vinícius Soares Cabeleira (fls. 13/14) parece-me muito bem
fundamentado. Anote-se que, no caso, não houve um simples arquivamento,
mas um arquivamento, aliado a um encaminhamento da matéria ao órgão
encarregado da fiscalização do exercício da atividade médica. Destaco da
deliberação do Dr. Carlos Vinícius de f. 13: "Pois bem. Das informações
prestadas pelo noticiante, não há elementos mínimos que permitam inferir a
existência da ilicitude, seja na recomendação do uso de próteses, seja na
própria escolha da marca de próteses mais adequada para o paciente. Dessa
forma, resta, no caso dos autos, apurar eventual configuração de infração ética,
consistente no financiamento de benefícios indiretos pelo laboratório aos
médicos, o que competiria ao Conselho Profissional respectivo. Encaminha-se,
pois, ao CRM-ES a presente representação, mantendo-se o sigilo dos dados do
noticiante, para adoção das providências cabíveis". PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Pedido de vista realizado por Dra. Denise Vinci Tulio.

268. Processo: 1.17.000.000440/2014-18 Voto: 1737/2016 Origem: PR - ES


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. MUNICÍPIO DE ITARANA/ES. LEI
N° 12.587/2012. ACOMPANHAMENTO DO PLANO DE MOBILIDADE
URBANA MUNICIPAL. MUNICÍPIO NÃO ABRANGIDO PELO
PROGRAMA. AUSÊNCIA DE IRREGULARIDADES. 1. Cuida-se de
Procedimento Preparatório instaurado a partir do desmembramento do
Procedimento n° 1.17.000.001780/2013-85, com o intuito de acompanhar a
elaboração do Plano de Mobilidade Urbana pelo município de Itarana/ES,
conforme disciplina a Lei n° 12.587, de 3 de janeiro de 2012. 2. Promovido o
arquivamento sob o fundamento de que em relação ao acompanhamento do
Plano em Itarana/ES, "percebe-se que a sua continuidade resta prejudicada por
não estar o Município abrangido pela obrigatoriedade disposta pela Lei, tendo
em vista o número de habitantes inferior a 20.000". 3. Acolhimento da
promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

138
269. Processo: 1.17.000.000442/2014-15 Voto: 1741/2016 Origem: PR - ES
Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. MUNICÍPIO DE VENDA NOVA/ES.
LEI N° 12.587/2012. ACOMPANHAMENTO DO PLANO DE
MOBILIDADE URBANA MUNICIPAL. PLANO DEVIDAMENTE
CONCLUÍDO. AUSÊNCIA DE IRREGULARIDADES. 1. Cuida-se de
Procedimento Preparatório instaurado a partir do desmembramento do
Procedimento n° 1.17.000.001780/2013-85, com o intuito de acompanhar a
elaboração do Plano de Mobilidade Urbana pelo município de Venda
Nova/ES, conforme disciplina a Lei n° 12.587, de 3 de janeiro de 2012. 2.
Promovido o arquivamento sob o fundamento de que "as informações contidas
apontam para a conclusão do Plano de Mobilidade Urbana até o final de 2014.
Ou seja, ainda que se considerasse conveniente a atuação preventiva neste
caso, os elementos contidos no Procedimento comprovam a ausência de
irregularidade que indicasse a necessidade de continuidade do trâmite do
procedimento, visto que a medida desejada pela Política Nacional de
Mobilidade está sendo adotada". 3. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

270. Processo: 1.17.000.000443/2014-51 Voto: 1732/2016 Origem: PR - ES


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. MUNICÍPIO DE AFONSO
CLÁUDIO/ES. LEI N° 12.587/2012. ACOMPANHAMENTO DO PLANO
DE MOBILIDADE URBANA MUNICIPAL. ADOÇÃO DE
PROVIDÊNCIAS PELO MUNICÍPIO. 1. Cuida-se de Procedimento
Preparatório instaurado a partir do desmembramento do Procedimento n°
1.17.000.001780/2013-85, com o intuito de acompanhar a elaboração do Plano
de Mobilidade Urbana pelo município de Afonso Cláudio/ES, conforme
disciplina a Lei n° 12.587, de 3 de janeiro de 2012. 2. Promovido o
arquivamento sob o fundamento de que "o município de Afonso Cláudio tem
adotado medidas de desenvolvimento urbano, investindo constantemente em
mobilidade. No Ofício enviado, ainda informou que o Plano de Mobilidade
Urbana previsto na lei será elaborado após a revisão do Plano de Diretor
Municipal". 3. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios
fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

271. Processo: 1.17.003.000093/2014-01 Voto: 2396/2016 Origem: PRM S. Mateus-ES


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INSS. AGÊNCIA DA PREVIDÊNCIA
SOCIAL DE MONTANHA/ES. POSSÍVEL TRATAMENTO DESCORTÊS
DURANTE ATENDIMENTO. PROVIDÊNCIAS TOMADAS. 1. Cuida-se de
Procedimento Preparatório instaurado para apurar possível ausência de

139
urbanidade no atendimento realizado na Agência da Previdência Social de
Montanha/ES. 2. Promovido o arquivamento sob o fundamento de que "a
Gerência Executiva do INSS em Vitória/ES informou que, em 2013, foram
disponibilizadas 4 mil vagas para o curso Ética e Serviço Público pela Escola
da Previdência, na modalidade à distância, ficando as inscrições a critério dos
servidores. Informou, ainda, que o servidor em questão, desde a data em que
entrou em exercício no cargo, tem buscado ampliar os conhecimentos
necessários para as atividades típicas que exerce". 3. Acolhimento da
promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

272. Processo: 1.18.000.000271/2014-89 Voto: 2208/2016 Origem: PR - GO


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA PFDC. FNDE. FIES.
POSSÍVEL DEMORA NA APRECIAÇÃO DE SUSPENSÃO DO
FINANCIAMENTO. PLEITO APRECIADO. IRREGULARIDADES
SANADAS. 1. Cuida-se de Procedimento Preparatório instaurado para apurar
suposta falta de apreciação de pedido de suspensão de financiamento
estudantil pelo FIES feito pela representante. 2. Remessa da PFDC sob o
argumento de que "a causa versa sobre educação e fiscalização de ato
administrativo". 3. Promovido o arquivamento sob o fundamento de que "os
óbices sistêmicos que impediam a regular tramitação do pedido de suspensão
do financiamento FIES da representante, para efeito de aditamento de
transferência, renovação semestral e matrícula no curso de Direito, foram
devidamente equacionados". 4. Acolhimento da promoção de arquivamento
pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

273. Processo: 1.18.000.000632/2014-97 Voto: 2326/2016 Origem: PR - GO


Relator: Dr. Haroldo Ferraz da Nóbrega
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. REMESSA DA PFDC. TESOURO
NACIONAL. ALEGAÇÃO DE IRREGULARIDADES NO CALENDÁRIO
DE PRECATÓRIOS ALIMENTARES. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADES. 1. Cuida-se de Inquérito Civil instaurado para apurar
supostas ações ou omissões ilícitas da União, notadamente sobre o calendário
de pagamento dos precatórios alimentares do ano de 2014. 2. Remessa da
PFDC sob o argumento de que "se trata de questão relacionada à fiscalização
dos atos administrativos em geral". 3. Promovido o arquivamento sob o
fundamento de que "o Tesouro Nacional informou que o calendário foi
definido de acordo com a programação orçamentária e financeira da União,
observando a data limite para pagamentos. Relatou, ainda, que o atual
cronograma cumpre os ditames legais e o equilíbrio financeiro". 4.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
140
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Denise Vinci e
Dr. Eitel Santiago.

274. Processo: 1.22.000.004010/2015-96 Voto: 2670/2016 Origem: PR - MG


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/MG. SUPOSTOS DEFEITOS
DE FABRICAÇÃO NOS VEÍCULOS DA FORD. MATÉRIA
CONSUMERISTA. REMESSA À 3ª CCR. 1. Procedimento autuado
noticiando supostos defeitos de fabricação em veículos da Ford. O
representante alega que os vícios estão relacionados ao novo sistema de
câmbio, ocasionando falha na troca de marcha, trepidação, além de acarretar
aumento de consumo e diminuição na potência do motor. 2. Pela regra da
especialidade, a matéria sujeita-se à revisão da 3ª Câmara de Coordenação e
Revisão, órgão superior incumbido de atuar na revisão dos feitos cíveis
relativos à defesa do consumidor e da ordem econômica, nos termos da Res.
CSMPF n. 148. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 3ª
CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 3ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

275. Processo: 1.24.000.000190/2016-43 Voto: 2748/2016 Origem: PR - PB


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PB. SAÚDE. MUNICÍPIO DE
JOÃO PESSOA - PB. UNIDADE DE SAÚDE. DEFICIÊNCIA NOS
SERVIÇOS PRESTADOS. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. 1. Trata-se
de notícia de fato autuada para apurar alegada deficiência nos serviços
oferecidos pela Unidade de Saúde, situada no bairro Geisel, no município de
João Pessoa, notadamente negativa de atendimento médico. 2. O Procurador
oficiante declinou de sua atribuição ao Ministério Público Estadual,
"considerando que os fatos narrados envolvem questões de interesse local
(funcionamento de unidade de saúde vinculada à gestão municipal)". 3.
Havendo repasse de verbas federais ao referido ente federativo, está o
Ministério Público Federal legitimado a apurar as irregularidades que
envolvam a sua correta aplicação. 4. Ademais, o adequado funcionamento do
Sistema Único de Saúde é de responsabilidade solidária da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, razão pela qual qualquer deles,
ou mesmo todos, possui legitimidade passiva "ad causam", podendo ser
demandados para que venham a assegurar o acesso a tratamento de saúde. 5. A
decorrência natural disso é a concorrência de atribuições entre o Ministério
Público Federal e o Ministério Público Estadual, principalmente na fase
investigatória. Precedente do STF. PELA NÃO HOMOLOGAÇÃO DO
DECLÍNIO, com o retorno dos autos à origem para prosseguimento,
observado o princípio da independência funcional (CF - art. 127, § 1º).
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, por maioria, deliberou pela não
homologação do declínio de atribuição. Vencida Dra. Ela Wiecko de Castilho.
Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

276. Processo: 1.25.000.000391/2016-11 Voto: 2657/2016 Origem: PR - PR


141
Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR.
SUPOSTAS IRREGULARIDADES NA DESTINAÇÃO DE
APARTAMENTOS DO PNR (PRÓPRIO NACIONAL RESIDENCIAL) DE
SUBTENENTES E SARGENTOS A OFICIAIS. EXÉRCITO BRASILEIRO.
AUSÊNCIA DE NOTÍCIA DE ILÍCITO PENAL. ATRIBUIÇÃO DO MPF. 1.
Trata-se de Notícia de Fato autuada a partir de representação de cidadão para
apurar supostas irregularidades na destinação de apartamentos do PNR
(Programa Nacional Residencial). 2. De acordo com a representação, no
quartel do Exército (5º RCC) em Rio Negro/PR foram construídos 3 (três)
blocos de apartamentos que seriam destinados a subtenentes e sargentos.
Ocorre que o novo comando destinou, irregularmente, um bloco aos oficiais
do quartel, violando, em tese, as normas de distribuição do Próprio Nacional
Residencial. 3. A Procuradoria oficiante declinou de atribuição para o
Ministério Público Militar. 4. Compete à Justiça Militar tão somente o
julgamento de crimes militares (art. 9º do Código Penal Militar). 5. Incumbe
ao Ministério Público Militar requisitar diligências investigatórias e a
instauração de inquérito policial militar, podendo acompanhá-los e apresentar
provas, e exercer o controle externo da atividade da polícia judiciária militar
(art. 117, I e II da Lei Complementar nº 75/93). 6. Inexistindo notícia de ilícito
penal, a atribuição para conduzir o feito é do Ministério Público Federal
(Precedente: PA nº 1.27.001.000045/2014-89, Rel. Francisco Rodrigues dos
Santos Sobrinho, 13ª Sessão Extraordinária, de 31/03/2014). PELA NÃO
HOMOLOGAÇÃO, com remessa dos autos à origem para prosseguimento do
feito, observando-se o princípio da independência funcional (art. 127, § 1º
CF/88).
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
não homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

277. Processo: 1.26.000.000814/2016-58 Voto: 2551/2016 Origem: PR - PE


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA A AGU. MILITAR DO EXÉRCITO.
PRISÃO EM FLAGRANTE. INFRAÇÃO PENAL. POSSIBILIDADE DE
EXCLUSÃO DOS QUADROS DAS FORÇAS ARMADAS. REMESSA À 2ª
CCR. 1. Trata-se de notícia de fato autuada a partir de recebimento de ofício
da Procuradoria Regional da União - 5ª Região, versando sobre a possibilidade
de exclusão de soldado do Exército em decorrência de sua prisão em flagrante.
2. O procurador oficiante declinou de sua atribuição à Advocacia-Geral da
União para adoção das medidas cabíveis quanto a requerimentos ao juízo da
ação penal relacionados ao citado militar. 3. Matéria penal, que refoge à
atribuição da 1ª CCR. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À
2ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

278. Processo: 1.34.016.000072/2016-10 Voto: 2666/2016 Origem: PRM Sorocaba-SP


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
142
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. SUPOSTA PRÁTICA DE
CRIME DE FALSIDADE IDEOLÓGICA. INFRAÇÃO PENAL. REMESSA
À 2ª CCR. 1. Procedimento autuado a partir de representação destinado a
apurar supostas práticas de crime de falsidade ideológica. 2. Representante
alega a utilização de seu perfil na internet para a prática de bullying virtual. 3.
Conduta configuradora, em tese, de infração penal. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À 2ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

279. Processo: 1.12.000.001268/2015-87 Voto: 2200/2016 Origem: PR - AP


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
EM ESCOLA PÚBLICA MUNICIPAL. PREFEITURA DE ITAUBAL/AP.
DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO AO MP/AP. ENUNCIADO Nº 2 DA 1ª CCR.
1. Notícia de Fato autuada a partir de representação de cidadão, o qual relatou
que não recebeu as gratificações relativas aos meses (abril, maio, junho e
agosto) de 2015 em que trabalhou como professor substituto com acúmulo de
turma na Escola Municipal de Pixuna Grande, localizada no município de
Itaubal/AP. Além disso, informou o representante que a referida escola sofre
com a falta de materiais escolares, de alimentação e insuficiência de limpeza.
2. Promovido o arquivamento sob o fundamento de que o representante
pleiteia a tutela de direito individual, o que afasta a atuação do MPF. No que
diz respeito à carência de materiais, alimentos e limpeza da escola, entendeu-
se que a representação não trouxe em seu bojo elementos mínimos que
permitissem identificar a veracidade dos fatos ou mesmo propiciar o início da
investigação para evidenciar sua procedência. 3. A representação aponta
possíveis irregularidades na gestão de serviço público municipal. 4.
Inexistência de indícios de irregularidades na aplicação de recursos federais
destinados à educação. 5. Ausência de interesse federal a justificar a atuação
do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 6.
Aplicação do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão. PELA
NÃO HOMOLOGAÇÃO DO ARQUIVAMENTO, cabendo, entretanto, ao
MP/AP dar PROSSEGUIMENTO AO FEITO, em razão da matéria estar afeta
a sua atribuição.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
não homologação de arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko
de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

280. Processo: 1.15.000.002850/2015-59 Voto: 2189/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PRÁTICA DE INFRAÇÃO
AMBIENTAL POR TRANSPORTE MARÍTIMO DE PRODUTOS
PERIGOSOS SEM A DEVIDA AUTORIZAÇÃO. MEIO AMBIENTE E
PATRIMÔNIO CULTURAL. REMESSA À 4ª CCR. 1. Procedimento
Preparatório instaurado em razão de prática infração ambiental consistente no
transporte marítimo de produtos perigosos sem a devida autorização. 2. Pela
regra da especialidade, a matéria sujeita-se à revisão da 4ª Câmara de
143
Coordenação e Revisão, órgão superior incumbido de atuar na revisão dos
feitos cíveis relativos à responsabilidade civil por dano ao meio ambiente e
nos relacionados ao meio ambiente e ao patrimônio cultural, nos termos da
Res. CSMPF n. 148/14. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À
4ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à 4ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

281. Processo: 1.22.003.000993/2015-61 Voto: 2191/2016 Origem: PRM Uberlândia-MG


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTA PRÁTICA DE
TENTATIVA DE ESTUPRO NO CAMPUS SANTA MÔNICA DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA. INFRAÇÃO PENAL.
REMESSA À 2ª CCR. 1. Procedimento Preparatório instaurado para apurar a
tentativa de estupro de aluna nas dependências do campus Santa Mônica da
Universidade Federal de Uberlândia (UFU), bem como para que sejam
tomadas medidas para ampliação dos recursos de segurança dentro dos campi
da universidade. 2. Conduta configuradora, em tese, de infração penal. PELO
NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 2ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à 2ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

282. Processo: 1.26.001.000158/2015-01 Voto: 2258/2016 Origem: PRM Petrolina-CE


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NO CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 01/2013, PROMOVIDO COM O FIM
DE CELEBRAR CONVÊNIO PARA GESTÃO, OPERACIONALIZAÇÃO E
EXECUÇÃO DAS AÇÕES E SERVIÇOS DE SAÚDE NO HOSPITAL DE
ENSINO DO VALE DO SÃO FRANCISCO. FUNDAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO SÃO FRANCISCO. COMBATE À
CORRUPÇÃO E IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. REMESSA À 5ª
CCR. 1. Inquérito Civil instaurado para apurar supostas irregularidades
perpetradas pela Fundação Universidade do Vale do São Francisco -
UNIVASF - no âmbito do certame de chamamento público nº 01/2013,
conforme noticiado pela Secretaria de Controle Externo do Tribunal de Contas
da União - TCU, nos autos da Tomada de Contas 0.18.450/2013-0. 2.
Promovido o arquivamento (fls. 93/95) sob o fundamento de que "Em se
tratando de irregularidade administrativa, não vislumbramos ademais a
ocorrência de prática de delito penal nem de ato de improbidade que mereçam
a apuração das respectivas responsabilidades na conduta dos investigados". 3.
Arquivamento promovido sob a perspectiva de inocorrência da prática de
improbidade administrativa e de crime. PELO NÃO CONHECIMENTO,
COM REMESSA À 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
144
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

283. Processo: 1.27.001.000122/2014-09 Voto: 2193/2016 Origem: PRM Picos-PI


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: INDEFERIMENTO DE INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO CIVIL.
SUPOSTO DESCUMPRIMENTO DO PERCENTUAL MÁXIMO DE
RECEITAS COM FUNDEB NÃO APLICADAS NO EXERCÍCIO DE 2010.
PREFEITURA DE DOM INOCÊNCIO/PI. COMBATE À CORRUPÇÃO E
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. REMESSA À 5ª CCR. 1. Notícia de
Fato autuada para apurar suposto descumprimento do percentual máximo de
receitas com FUNDEB não aplicadas no exercício referente ao ano de 2010
pela Prefeitura de Dom Inocêncio/PI. 2. Conduta supostamente passível de
caracterização como ato de improbidade administrativa, como constante da
descrição do objeto da apuração. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM
REMESSA À 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

284. Processo: 1.29.000.001464/2014-73 Voto: 2283/2016 Origem: PR - RS


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NO ARQUIVAMENTO DE SINDICÂNCIA INVESTIGATIVA QUE
APUROU POSSÍVEIS DESCUMPRIMENTOS DE DEVERES
FUNCIONAIS E PRÁTICA DE CONDUTA CRIMINOSA POR PARTE DE
DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL. CONTROLE EXTERNO DA
ATIVIDADE POLICIAL E ESTABELECIMENTOS PENAIS. RES. CSMPF
Nº 148/2014 C/C RES. CSMPF Nº 20/2007. REMESSA À 7ª CCR. 1. Trata-se
de Procedimento Preparatório instaurado a partir de representação anônima
para apurar supostas irregularidades no arquivamento da Sindicância
Investigativa nº 07/2013 (Portaria nº 1162/2013-SR/DPF/RS), que apurou
possíveis descumprimentos de deveres funcionais e a prática de conduta
criminosa por Delegado da Polícia Federal. 2. De acordo com a representação,
a referida sindicância comprovou a prática das condutas infracionais, mas as
medidas correcionais não foram aplicadas. 3. Nos termos do art. 1º da Res.
CNMP nº 20/2007: Estão sujeitos ao controle externo do Ministério Público,
na forma do art. 129, inciso VII, da Constituição Federal, da legislação em
vigor e da presente Resolução, os organismos policiais relacionados no art.
144 da Constituição Federal, bem como as polícias legislativas ou qualquer
outro órgão ou instituição, civil ou militar, a qual seja atribuída parcela de
poder de polícia, relacionada com a segurança pública e persecução criminal.
4. Pela regra da especialidade, a matéria sujeita-se à revisão da 7ª Câmara de
Coordenação e Revisão, órgão superior incumbido de atuar na revisão dos
feitos cíveis e criminais relativos ao controle externo da atividade policial e
aos estabelecimentos penais, nos termos da Res. CSMPF n. 148/14. PELO
NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 7ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à 7ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
145
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

285. Processo: 1.30.012.001031/2010-34 Voto: 2186/2016 Origem: PR - RJ


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NO USO DE VERBAS DO PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO
ESCOLAR POR DIVERSAS ENTIDADES ATRAVÉS DE CONVÊNIOS.
COMBATE À CORRUPÇÃO E IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
REMESSA À 5ª CCR. 1. Inquérito Civil instaurado com o objetivo de apurar
supostas irregularidades no uso de verbas oriundas do Programa Nacional de
Alimentação Escolar por diversas entidades através de convênios. 2. Conduta
supostamente passível de caracterização como ato de improbidade
administrativa, como constante da descrição do objeto da apuração. PELO
NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

286. Processo: 1.34.004.001333/2013-13 Voto: 2260/2016 Origem: PRM Campinas-SP


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
EM PREGÃO PARA CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA
PARA EXECUÇÃO DE SERVIÇOS DE LIMPEZA E DEDETIZAÇÃO DE
TERMINAL DE CARGAS DE AEROPORTO. DESCONSIDERAÇÃO DOS
CUSTOS REAIS COM O TRABALHO, SOBRE O QUAL INCIDIRIA
ADICIONAL DE PERICULOSIDADE. INFRAERO. DECLÍNIO DE
ATRIBUIÇÃO AO MPT. 1. Inquérito Civil instaurado a partir de
representação da 8ª Vara do Trabalho de Campinas para apurar supostas
irregularidades perpetradas pela INFRAERO no âmbito do Pregão nº
015/KPAD-3/SBKP/2005, promovido visando a contratação de empresa
especializada para execução dos serviços de limpeza e dedetização do terminal
de cargas (TECA) do Aeroporto de Viracopos. 2. De acordo com sentença da
referida Vara do Trabalho, que deu origem a este Inquérito Civil, na
contratação da empresa de serviços de limpeza e dedetização, a INFRAERO
ignorou os gastos que decorreriam do pagamento de adicional de
periculosidade aos trabalhadores do terminal de cargas (TECA) do aeroporto.
3. A 5ª CCR, em sessão realizada no dia 06/04/2016, deliberou pelo não
conhecimento do arquivamento, com remessa dos autos à 1ª CCR. 4.
Inexistência de interesse a justificar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 5. Matéria que se insere na esfera de
atribuição do Ministério Público do Trabalho (art. 114, I, II e III, CF c/c art. 83
LC 75). PELA NÃO HOMOLOGAÇÃO DO ARQUIVAMENTO, cabendo,
entretanto, ao MPT dar PROSSEGUIMENTO AO FEITO, em razão da
matéria estar afeta a sua atribuição.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
não homologação de arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko
de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

287. Processo: 1.16.000.001128/2016-41 Voto: 2662/2016 Origem: PR - DF


146
Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPDFT. POSSÍVEIS FRAUDES
NO PROGRAMA MORAR BEM DA COMPANHIA DE
DESENVOLVIMENTO HABITACIONAL DO DISTRITO FEDERAL
(CODHAB/DF). 1. Notícia de Fato autuada a partir de representações
registradas na Sala de Atendimento ao Cidadão do MPF as quais comunicam
possíveis fraudes no sistema de contemplação dos imóveis do Programa
Habitacional Morar bem, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do
Distrito Federal (CODHAB/DF). Há alegação, inclusive, de pagamentos de
propina, no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), para conseguir obter
imóvel antes do tempo natural. 2. A Companhia de Desenvolvimento
Habitacional do Distrito Federal é uma empresa pública integrante da
Administração Indireta do Governo do Distrito Federal, vinculada à Secretaria
de Estado de Gestão do Território e Habitação (SEGETH). 3. Tendo em conta
que os fatos narrados não se enquadram nas atribuições do Ministério Público
Federal, o Procurador Oficiante declinou de suas atribuições para o MPDFT.
4. Inexistência de interesse a justificar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

288. Processo: 1.21.002.000078/2016-02 Voto: 2264/2016 Origem: PRM T.Lagoas-MS


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/GO. CONDIÇÕES DA
RODOVIA ESTADUAL GO-302. 1. Notícia de fato autuada a partir de
manifestação dirigida à Sala de Atendimento do Cidadão/MPF versando sobre
as supostas más condições da Rodovia GO-302, no Estado de Goiás,
decorrentes de falta de manutenção. 2. Trata-se de fatos relacionados à
conservação de rodovia estadual, sob a responsabilidade do DER/GO. 3.
Ausência de interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público
Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

289. Processo: 1.21.002.000081/2016-18 Voto: 2263/2016 Origem: PRM T.Lagoas-MS


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/GO. CONDIÇÕES DA
RODOVIA ESTADUAL GO-184. 1. Notícia de fato autuada a partir de
manifestação dirigida à Sala de Atendimento do Cidadão/MPF versando sobre
as supostas más condições da Rodovia GO-184, no Estado de Goiás,
decorrentes de falta de manutenção. 2. Trata-se de fatos relacionados à
conservação de rodovia estadual, sob a responsabilidade do DER/GO. 3.
Ausência de interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público
Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

147
290. Processo: 1.25.015.000023/2016-04 Voto: 2667/2016 Origem: PRM U.Vitória-PR
Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. SUPOSTO ATRASO NO
PAGAMENTO DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO DOS
FUNCIONÁRIOS DA ASSOCIAÇÃO HOSPITALAR BENEFICENTE DR.
RÉGIS MARIGLIANI DE GENERAL CARNEIRO - PR. 1. Procedimento
instaurado por meio da SAC do MPF, alegando suposto atraso no pagamento
do décimo terceiro salário dos funcionários da Associação Hospitalar
Beneficente Dr. Régis Marigliani, de General Carneiro-PR, o qual deveria ter
sido realizado em dezembro do ano 2015. Aduz a representante que tal demora
é atribuída ao atraso no repasse à associação do numerário respectivo que a
prefeitura do citado Município deveria ter realizado. 2. Inexistência de
interesse a justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF
c/c art. 37, I, LC 75). 3. Matéria que se insere na esfera de atribuição do
Ministério Público do Trabalho (art. 114, I, II e III, CF c/c art. 83 LC 75).
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

291. Processo: 1.26.000.003839/2013-61 Voto: 2220/2016 Origem: PR - PE


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PE. COBRANÇA DE
PEDÁGIO. RODOVIA ESTADUAL. 1. Notícia de fato autuada a partir de
manifestação dirigida à Sala de Atendimento do Cidadão/MPF, na qual o
representante questiona os valores cobrados na praça de pedágio localizada na
entrada do Porto de Suape, no Estado de Pernambuco. 2. A cobrança da tarifa
de pedágio, em trecho da rodovia estadual PE-060, decorre de contrato de
concessão de serviço público celebrado entre o Estado de Pernambuco e o
Complexo Industrial e Portuário de SUAPE. 3. Ausência de interesse federal a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I,
LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

292. Processo: 1.30.015.000058/2016-75 Voto: 2547/2016 Origem: PRM Macaé-RJ


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RJ. MUNICÍPIO DE MACAÉ.
MANUTENÇÃO DE PARQUE PÚBLICO. 1. Alega o representante que o
Parque da Cidade de Macaé encontra-se em situação de abandono, sem
manutenção, com mato alto, instalações da Guarda Municipal fechadas,
brinquedo com mais de dois metros de altura sem guarda corpo, construções
inacabadas, dentre outras irregularidades. 2. Tratando-se de bem público
municipal, sem notícias de irregularidades na aplicação de verbas da União,
inexiste interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
148
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

293. Processo: 1.31.001.000134/2016-64 Voto: 2548/2016 Origem: PRM Ji-Paraná-RO


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RO. PROJETO DE LEI
MUNICIPAL. SUPOSTA OFENSA À CF/88. CONTROLE PELA VIA
JUDICIAL. INVIABILIDADE. APURAÇÃO DE POSSÍVEIS
IRREGULARIDADES NA TRAMITAÇÃO. ATRIBUIÇÃO DO MP
ESTADUAL. 1. Trata-se de notícia de fato autuada a partir de recebimento de
ofício subscrito por dois vereadores do Município de Ji-Paraná, para quem o
Projeto de Lei nº 2606/16, de autoria do Poder Executivo Municipal, que trata
da regulação da prestação de serviços funerários, ofende a Constituição
Federal ao atentar contra os princípios da livre iniciativa e da concorrência,
concentrando a atividade comercial de serviços funerários do município e
levando à criação de um verdadeiro monopólio. 2. O procurador oficiante, ao
tempo em que reconhece a inviabilidade de controle por parte do Poder
Judiciário para apreciar projeto de lei, ainda em discussão e tramitação na
Câmara de Vereadores, entendeu por declinar de sua atribuição para que o
Ministério Público local apure se há alguma tentativa do Executivo Municipal
de beneficiar as empresas já constituídas no município ou se há negociação de
algum tipo de vantagem para aprovação do referido projeto de lei como forma
de proteção de mercado. 3. Ausência de interesse federal a justificar a atuação
do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

294. Processo: 1.33.005.000248/2016-08 Voto: 2607/2016 Origem: PRM Joinville-SC


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SC. MUNICÍPIO DE
JOINVILLE/SC. ASSOSSIAÇÃO DESTINADA A PRESTAR
ASSISTÊNCIA ESCOLAR A CRIANÇAS E A MINISTRAR AULAS DE
PORTUGUÊS PARA HAITIANOS. SUPOSTO FUNCIONAMENTO
IRREGULAR. 1. Trata-se de notícia de fato autuada para apurar supostas
irregularidades no funcionamento da Associação "Projetando Felicidades",
localizada no município de Joinville-SC, destinada a prestar assistência escolar
a crianças entre 5 e 12 anos e a ministrar aulas de Português a haitianos. De
acordo com a representação, o estabelecimento está em funcionamento há seis
meses sem CNPJ, sem alvará, sem vistoria da vigilância sanitária ou do Corpo
de Bombeiros. 2. O Procurador oficiante declinou de sua atribuição ao
Ministério Público Estadual, tendo em vista a ausência de recebimento de
recursos públicos federais por parte da referida associação, não havendo,
assim, qualquer ofensa a bens, serviços ou interesse da União. 3. Ausência de
interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109,
I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.
149
295. Processo: 1.34.001.006075/2015-45 Voto: 2669/2016 Origem: PR - SP
Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPT. HOSPITAL MUNICIPAL DE
BARUERI. MÉDICOS CONTRATADOS PELA CLT. AUSÊNCIA DE
PAGAMENTO DE SALÁRIOS PELA EMPRESA GESTORA. 1.
Representação sigilosa versando sobre suposta falta de pagamento dos salários
de médicos contratados pelo regime celetista pela empresa gestora do Hospital
Municipal de Barueri. 2. Inexistência de interesse a justificar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 3. Matéria
que se insere na esfera de atribuição do Ministério Público do Trabalho (art.
114, I, II e III, CF c/c art. 83 LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

296. Processo: 1.34.007.000096/2016-88 Voto: 2241/2016 Origem: PRM Marília-SP


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. POSSÍVEIS
IRREGULARIDADES EM LICITAÇÃO (PREGÃO PRESENCIAL Nº
254/2015). MUNICÍPIO DE MARÍLIA/SP. GERENCIAMENTO DA
CICLOFAIXA MUNICIPAL DE LAZER. ATRIBUIÇÃO DO MINISTÉRIO
PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO. 1. Notícia de Fato autuada para
averiguar suposta irregularidade em Pregão Presencial nº 254/2015, do
Município de Marília/SP, referente ao "Gerenciamento da Ciclofaixa
Municipal de Lazer". Segundo a representação, o edital de licitação contém
uma exigência referente à capacidade técnica operacional que a empresa
habilitada não possui. 2. O Projeto "Ciclofaixa" de lazer é patrocinado pelo
Governo do Estado de São Paulo, em diversos municípios do interior do
Estado, sem qualquer interveniência da União. 3. Percebe-se que a atuação
neste feito abrange atribuição do Ministério Público Estadual, já que não
houve lesão a bens, serviços ou interesses da União ou de suas entidades
autárquicas ou empresas públicas, nos termos do art. 109, I, da Constituição
Federal. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dr. Eitel Santiago.

297. Processo: 1.11.000.001094/2013-28 Voto: 2165/2016 Origem: PRM Limoeiro-CE


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NO DESCUMPRIMENTO DA PRORROGAÇÃO DAS DÍVIDAS DE
AGRICULTORES, EM VIRTUDE DAS SECAS NA REGIÃO DE
CANINDÉ/CE. BANCO DO NORDESTE DE CANINDÉ. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADES. 1. Notícia de Fato autuada a partir de representação
de cidadão que informou o descumprimento da legislação que trata da
prorrogação das dívidas dos agricultores, em virtude das secas na região de
Canindé/CE, conduta atribuída à Agência do Banco do Nordeste de Canindé.
2. De acordo com a representação, o referido banco estaria aplicando no caso a

150
Lei 12.716/12, que financia o saldo devedor do empréstimo por 10 (dez) anos
com 3 (três) de carência, quando, na realidade, deveria estar sendo aplicada a
Lei 12.844/13, que aplica bônus de 85%, 75%, 65% ou 50% para liquidação
da dívida. Relata, ainda, que os agricultores estariam sendo cobrados e
ameaçados de execução por parte dos administradores da agência bancária,
constrangendo-os a assinarem um documento em branco para formalização de
um novo financiamento. 3. Promovido o arquivamento sob o fundamento de
que as informações prestadas pelos gerentes da Agência Canindé, do Banco do
Nordeste, demonstram que o banco está aplicando corretamente a Lei nº
12.844/13, a qual substituiu a Lei nº 12.716/12, e instituiu os arts. 8º e 9º para
liquidação e renegociação das dívidas dos produtores rurais atingidos pela
seca. 4. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios
fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dr. Eitel Santiago.

298. Processo: 1.15.002.000042/2014-56 Voto: 2183/2016 Origem: PRM J. Norte-CE


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NA APLICAÇÃO DE RECURSOS ORIUNDOS DO FUNDEB.
PREFEITURA MUNICIPAL DE ABAIARA/CE. REMESSA DOS AUTOS
DA 5ª CCR À 1ª CCR. IRREGULARIDADES SANADAS. 1. Inquérito Civil
instaurado a partir de representação da Controladoria Geral da União, por
meio do encaminhamento do Relatório nº 38009, para apurar supostas
irregularidades na aplicação de recursos oriundos do FUNDEB pela Prefeitura
de Abaiara/CE. 2. De acordo com o Relatório da CGU, foram identificadas as
seguintes imperfeições: a) realização de despesas inelegíveis pelas normas do
FUNDEB; b) execução de despesas de exercícios anteriores com recursos do
exercício 2012, em afronta às normas regentes do Fundo, no montante de R$
99.829,33 (noventa e nove mil, oitocentos e vinte e nove reais e trinta e três
centavos); c) desempenho das funções de controle realizado de forma
deficiente por parte do Conselho de Acompanhamento e Controle Social. 3.
Promovido o arquivamento após informações prestadas pela Prefeitura de
Abaiara, sob o fundamento de que as irregularidades foram ou estão sendo
sanadas pelo município, conforme demonstrativo da devolução das quantias ao
FUNDEB realizada pela ordenadora de despesas do Fundo Municipal de
Educação, tendo sido restituídos ao Fundo educacional federal os recursos
aplicados em despesas inelegíveis pelo programa. Foi informado, ainda, que as
irregularidades no funcionamento do Conselho de Acompanhamento e
Controle Social do FUNDEB estão sendo corrigidas pelo próprio município. 4.
A 5ª CCR deliberou, em sessão realizada no dia 13/08/2014, pela
homologação do arquivamento no seu âmbito de atribuição, diante da ausência
de indícios de improbidade administrativa e de dano ao erário, com remessa
dos autos à 1ª CCR para analisar a questão referente à gestão dos recursos da
saúde. 5. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios
fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dr. Eitel Santiago.

151
299. Processo: 1.18.000.000994/2014-88 Voto: 2169/2016 Origem: PR - GO
Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NO CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE VAGAS DO
CARGO DE TÉCNICO BANCÁRIO NOVO - CARREIRA
ADMINISTRATIVA (EDITAL Nº 2/2012/NM). CAIXA ECONÔMICA
FEDERAL. AUSÊNCIA DE IRREGULARIDADES. 1. Procedimento
Preparatório instaurado a partir de representação de cidadã para apurar
supostas irregularidades no concurso público para provimento de vagas do
cargo de Técnico Bancário Novo - Carreira Administrativa da Caixa
Econômica Federal (Edital nº 1/2012/NM) 2. De acordo com a representação,
durante o período de validade do referido concurso, a CEF vinha preterindo a
admissão dos candidatos aprovados, constantes da lista de classificação do
"polo" de Goiânia-GO, pela remoção de candidatos de outras cidades do
"Macropolo" de Goiás (Anápolis, Itumbiara, Rio Verde e Uruaçu), que já
haviam tomado posse e entrado em exercício há poucos meses. Sustenta a
representante, ainda, que lhe foi negado direito à informação relativa à lista de
todos os candidatos admitidos até 05/07/2014 no "Macropolo" de Goiás, bem
como as respectivas lotações e que a CEF vem contratando estagiários em
número acima do previsto em lei. 3. Promovido o arquivamento após
informações prestadas pela CEF, sob o fundamento de que inexistem
irregularidades no caso em apreço, tendo em vista que apenas 3 (três)
candidatos empossados e em exercício regular foram removidos para outras
"cidades-polo" diferentes daquelas nas quais haviam sido aprovados, com as
devidas justificativas, sendo que todos os demais somente receberam
autorização de remoção após o prazo de 1 (um) ano de contratação, conforme
exigência do edital que regulou o certame. Além disso, é cediço que em
concursos sem previsão de vagas para provimento imediato, o candidato
classificado constante do cadastro de reserva não possui direito subjetivo à
nomeação, mas sim mera expectativa de direito, não configurando, na hipótese
dos autos, qualquer irregularidade ou preterição na ordem dos classificados. 4.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dr. Eitel Santiago.

300. Processo: 1.18.000.001135/2014-14 Voto: 2174/2016 Origem: PR - GO


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NO CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE VAGAS DOS
CARGOS DE ENGENHEIRO E MÉDICO DO TRABALHO (EDITAL Nº
1/2014). CAIXA ECONÔMICA FEDERAL E CESPE/UNB. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADES 1. Procedimento Preparatório instaurado a partir de
representação de cidadão para apurar supostas irregularidades no concurso
público para provimento de vagas dos cargos de Engenheiro e Médico do
Trabalho da Caixa Econômica Federal (Edital nº 1/2014), organizado pelo
CESPE/UnB. 2. De acordo com a representação, houve irregularidade na
aprovação de candidatos que teriam sido eliminados na prova discursiva do
referido concurso público. Alega o representante que, de acordo com o
disposto no subitem 9.7.6 do edital de abertura, quem obteve nota inferior a
152
3,0 (três) pontos em qualquer das questões ou seja, em ao menos uma delas,
deveria ser eliminado do certame. 3. Promovido o arquivamento após
informações prestadas pela CEF e pelo CESPe/Unb, sob o fundamento de que
inexiste irregularidade editalícia, erro material manifesto ou outra
impropriedade que determine a atuação do MPF no caso em questão, tendo em
vista que houve interpretação equivocada por parte do representante, na
medida em que, da leitura escorreita do subitem 9.7.6, extrai-se que foi
empregada a expressão "em cada uma das duas 02 questões", no sentido de -
em todas as duas questões". Assim sendo, na verdade, para que o candidato
restasse eliminado do referido concurso público, deveria lograr notas
inferiores a 3,0 (três) pontos nas duas questões ou ter a nota da prova
discursiva (NPD) aquém de 10,0 (dez) pontos. Da lista de candidatos
colacionados pelo representante à sua manifestação, não se mostra qualquer
eliminado na prova discursiva, tendo em vista que obtiveram nota inferior a
3,00 (três) pontos em uma das questões, não nas duas, e a todos foi atribuída
NPD superior a 10,0 (dez) pontos. 4. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos próprios fundamentos.PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dr. Eitel Santiago.

301. Processo: 1.18.003.000016/2013-25 Voto: 2166/2016 Origem: PRM R. Verde-GO


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NA APLICAÇÃO DE VERBAS PÚBLICAS FEDERAIS DESTINADAS À
SAÚDE. PREFEITURA DE SANTA RITA DO ARAGUAIA.
IRREGULARIDADES SANADAS. 1. Inquérito Civil instaurado a partir de
representação do Departamento Nacional de Auditoria do SUS/Ministério da
Saúde (DENASUS), por meio do encaminhamento da Auditoria nº 12781,
para apurar supostas irregularidades no fornecimento de medicamentos pela
Secretaria Municipal de Saúde de Santa Rita do Araguaia/GO. 2. As
irregularidades verificadas pelo DENASUS consistem, basicamente, na falta
de estrutura de armazenamento, controle de estoque e deficiência no
abastecimento de medicamentos por parte da Secretaria Municipal de Saúde
de Santa Rita do Araguaia. Além disso, agregou-se ao feito o relatório de
verificação in loco referente ao Convênio nº 1620/2006, firmado entre a União
(Ministério da Saúde) e o referido município, para estruturação da rede de
serviços de atenção básica. 3. Promovido o arquivamento após informações
prestadas pela Prefeitura de Santa Rita do Araguaia/GO, sob o fundamento de
que as falhas apontadas na representação foram corrigidas. Ademais, registrou-
se que o Inquérito Civil nº 1.18.003000023/2013-27, instaurado para
acompanhar a execução do citado Convênio nº 1620/2006, firmado entre o
Município de Santa Rita do Araguaia/GO e a União (Ministério da Saúde), foi
arquivado diante da ausência de irregularidades. 4. A 5ª CCR deliberou, em
sessão realizada dia 03/10/2014, pelo não conhecimento do arquivamento,
com remessa dos autos à 1ª CCR. 5. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dr. Eitel Santiago.

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302. Processo: 1.20.000.002080/2013-12 Voto: 2282/2016 Origem: PR - MT
Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NO CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DO
CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO DE MATO GROSSO
(CAU-MT). INSTITUTO AMERICANO DE DESENVOLVIMENTO
(IADES). AUSÊNCIA DE IRREGULARIDADES. 1. Trata-se de
Procedimento Preparatório instaurado a partir de representação de cidadã para
apurar supostas irregularidades no concurso público para provimento de
cargos do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso (CAU-MT) -
Edital 1/2013/CAU/BR-NORMATIVO, organizado pelo Instituto Americano
de Desenvolvimento (IADES). 2. De acordo com a representação, a marcação
do tempo da prova seria realizada na lousa das salas nas quais seriam aplicadas
as provas, inicialmente de hora em hora e depois a cada meia hora. Alega a
declarante, entretanto, que, na sala em que realizou a prova, os fiscais teriam
deixado de marcar o horário na lousa por duas vezes. Aduz, ainda, que nas
folhas onde deveriam ser escritas as redações havia a identificação dos
candidatos, contrariando orientação adotada em outros concursos dos quais
tem conhecimento. 3. Promovido o arquivamento após informações prestadas
pelo IADES, sob o fundamento de que não se vislumbra irregularidade
cometida no referido certame, tendo em vista que o chefe de sala comunicou
aos candidatos o tempo de realização de prova, inclusive com a notificação de
que faltavam 30 minutos para o término do exame, conferindo ao candidato
conhecimento do tempo para se organizar a fim de terminar sua avaliação.
Além disso, verificou-se que não há registros de ocorrências na ata de
presença quanto à possível falta de comunicação do tempo de prova
transcorrido, ou seja, a própria representante não solicitou ao chefe de sala que
consignasse em ata a sua irresignação pela possível falta de comunicação.
Quanto à identificação do nome de candidatos na folha de redação, também
não houve irregularidade, pois restou esclarecido que apenas não poderia
haver a identificação do candidato no campo destinado à dissertação,
conforme dispõe o item 10.6 do edital do concurso público. 4. Acolhimento da
promoção de arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dr. Eitel Santiago.

303. Processo: 1.26.000.001624/2014-96 Voto: 2255/2016 Origem: PR - PE


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTA IRREGULARIDADE NA
INDEVIDA INSCRIÇÃO DE CANDIDATA COMO DEFICIENTE FÍSICA
NO CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DO
HOSPITAL DAS CLÍNICAS EM PERNAMBUCO. EMPRESA
BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADES. 1. Procedimento Preparatório instaurado a partir de
representação anônima para apurar suposta irregularidade consistente na
inscrição de candidato na condição de deficiente físico, porém sem apresentar
deficiência, no concurso público para provimento de cargos do Hospital das
Clínicas em Pernambuco, organizado pela Empresa Brasileira de Serviços
Hospitalares - EBSERH - (Edital nº 2/2014). 2. De acordo com a
154
representação, das 14 (quatorze) vagas disponibilizadas para médicos
oftalmologistas, 1 (uma) seria destinada a deficientes, sendo que a única
candidata inscrita como deficiente não apresenta qualquer debilidade grave
que justifique a opção por essa vaga. Alega, ainda, que a deficiência da
candidata foi constatada apenas com laudo fornecido por colega médico, e não
através de perícia médica. 3. Promovido o arquivamento sob o fundamento de
que não foi observada irregularidade no certame em questão, tendo em vista
que, para a inscrição nas vagas reservadas a pessoas com deficiência, de fato
foi suficiente marcar a opção no link de inscrição e enviar o laudo médico
estipulado pela banca organizadora. Entretanto, para que o candidato que
concorreu às vagas reservadas tomasse posse no cargo, seria necessário que,
após a aprovação e respectiva classificação, ele comparecesse à perícia médica
para que fosse realizada avaliação do grau de deficiência e sua
compatibilidade com o exercício do cargo. 4. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dr. Eitel Santiago.

304. Processo: 1.27.000.000657/2014-81 Voto: 2171/2016 Origem: PR - PI


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NO CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE VAGAS DO
CARGO DE TÉCNICO QUÍMICO E FISCAL FEDERAL
AGROPECUÁRIO/QUÍMICO (EDITAL Nº 01/2014). MINISTÉRIO DA
AGRICULTURA E ABASTECIMENTO. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADES. 1. Procedimento Preparatório instaurado a partir de
representação de cidadão para apurar supostas irregularidades no concurso
público para provimento de vagas do cargo de Técnico Químico e Fiscal
Federal Agropecuário/Químico do Ministério da Agricultura e Abastecimento -
MAPA - (Edital nº 01/2014). 2. De acordo com a representação, o direito de
nomeação dos candidatos aprovados dentro do número de vagas poderia estar
sendo ameaçado pela realização de concurso de remoção para as mesmas
vagas. 3. Promovido o arquivamento após informações prestadas pelo MAPA,
sob o fundamento de que inexiste irregularidade que justifique a atuação
judicial ou extrajudicial do MPF, tendo em vista que a realização de concurso
de remoção para as mesmas vagas do referido concurso público não prejudica
o direito dos candidatos aprovados dentro do número de vagas. Logo, caso o
representante seja aprovado dentro do número de vagas, terá o direito líquido e
certo de ser nomeado para a localidade desejada, independente da realização
do concurso de remoção. 4. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos
próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dr. Eitel Santiago.

305. Processo: 1.28.000.000644/2014-75 Voto: 2176/2016 Origem: PR - RN


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NO CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DA
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EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES - EBSERH.
INSTITUTO AMERICANO DE DESENVOLVIMENTO - IAES. AUSÊNCIA
DE IRREGULARIDADES. 1. Notícia de Fato autuada a partir de
representação de cidadã para apurar supostas irregularidades no concurso
público para provimento de diversos cargos da Empresa Brasileira de Serviços
Hospitalares - EBSERH, organizado pelo Instituto Americano de
Desenvolvimento - IAES. 2. A representante solicita providências para que
sejam anuladas diversas questões do certame e aponta irregularidades no lacre
do envelope de provas. 3. Promovido o arquivamento após informações
prestadas pelo IAES, sob o fundamento de que inexistem irregularidades no
caso em apreço, tendo em vista a empresa responsável pela organização do
certame apresentou resposta aos recursos interpostos, comprovou que os lacres
estavam vedados e esclareceu que uma das questões impugnadas foi
devidamente anulada, informando os motivos da permanência do gabarito das
demais. Consignou-se, ainda, que a Procuradora oficiante acompanhou
atentamente, sob a ótica coletiva, todas as impropriedades verificadas no
concurso sob exame - as quais originaram dezenas de notícias de fato - sendo
adotadas todas as medidas cabíveis para regularizar eventuais irregularidades
que surgiam, como anulação de provas e recorreção de todas as provas de
títulos. 4. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos próprios
fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dr. Eitel Santiago.

306. Processo: 1.28.000.001107/2014-42 Voto: 2279/2016 Origem: PR - RN


Relator: Dr. Moacir Guimarães Morais Filho
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUPOSTAS IRREGULARIDADES
NA QUEBRA DE CONTRATO COM OS CONCESSIONÁRIOS DOS
ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS LOCALIZADOS NO AEROPORTO
INTERNACIONAL AUGUSTO SEVERO, EM RAZÃO DO
ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES DO REFERIDO AEROPORTO.
INFRAERO. AUSÊNCIA DE IRREGULARIDADES. 1. Trata-se de Notícia
de Fato autuada a partir de representação da Associação dos Concessionários
do Aeroporto Internacional Augusto Severo para apurar supostas
irregularidades praticadas pela INFRAERO quando do encerramento das
atividades do Aeroporto Internacional Augusto Severo, consistente em quebra
de contrato com os concessionários dos estabelecimentos comerciais
localizados nas suas dependências. 2. De acordo com a representação, a
INFRAERO não teria adotado as medidas necessárias a proporcionar
planejamento aos concessionários para o encerramento das suas atividades,
causando sérios prejuízos às empresas. 3. Promovido o arquivamento sob o
fundamento de que não restaram comprovadas irregularidades no atuar da
INFRAERO aptas a justificar a atuação do MPF, tendo em vista que foram
adotadas as medidas adequadas para manter o Aeroporto Internacional
Augusto Severo em pleno funcionamento até que o Aeroporto de São Gonçalo
do Amarante fosse inaugurado e começasse a funcionar a contento. O novo
aeroporto foi o primeiro do país totalmente privatizado, de forma que o início
do seu funcionamento não estava sob o controle da INFRAERO. Dessa forma,
a empresa pública de infraestrutura aeroportuária ficou à mercê da
inauguração do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, cuja data por várias
vezes foi adiada, sendo de certa forma imprevisível o encerramento das
156
atividades do Aeroporto Augusto Severo. Além disso, registrou-se que a
antecipação do funcionamento do novo aeroporto se deu por decisão política
em virtude da iminência da Copa do Mundo, pois Natal/RN seria umas das
cidades-sede do evento, sendo que a INFRAERO não teve participação nessa
decisão. Por fim, consignou-se que a promoção de arquivamento não discute
direito dos concessionários a eventuais indenizações por quebra de contrato a
serem discutidas em ações próprias,sem que haja legitimidade do MPF para
atuar nessa relação contratual. 4. Acolhimento da promoção de arquivamento
pelos próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dr. Eitel Santiago.

307. Processo: 1.15.000.000932/2016-40 Voto: 2393/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/CE. POSSÍVEIS
IRREGULARIDADES NA GESTÃO DA SEGURANÇA PÚBLICA, NO
ESTADO DO CEARÁ. REMESSA À 7ª CCR. 1. Procedimento preparatório
instaurado a partir de manifestação dirigida à Sala de Atendimento ao Cidadão
do MPF em que o representante alega irregularidades na gestão da segurança
pública, no Estado do Ceará. 2. Nos termos do art. 1º da Res. CNMP nº
20/2007: "Estão sujeitos ao controle externo do Ministério Público, na forma
do art. 129, inciso VII, da Constituição Federal, da legislação em vigor e da
presente Resolução, os organismos policiais relacionados no art. 144 da
Constituição Federal, bem como as polícias legislativas ou qualquer outro
órgão ou instituição, civil ou militar, a qual seja atribuída parcela de poder de
polícia, relacionada com a segurança pública e persecução criminal". 3. Pela
regra da especialidade, a matéria sujeita-se à revisão da 7ª Câmara de
Coordenação e Revisão, órgão superior incumbido de atuar na revisão dos
feitos cíveis e criminais relativos ao controle externo da atividade policial e
aos estabelecimentos penais, nos termos da Res. CSMPF n. 148. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À 7ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 7ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

308. Processo: 1.15.000.002310/2015-75 Voto: 2403/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/CE. REPRESENTAÇÃO
SIGILOSA NOTICIANDO SUPOSTO COMETIMENTO DE CORRUPÇÃO
PELA DIRETORIA DO DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO
DO CEARÁ (DETRAN/CE). COMBATE À CORRUPÇÃO E
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. REMESSA À 5ª CCR. 1. Trata-se de
Procedimento Preparatório instaurado com base em representação sigilosa
realizada na Sala de Atendimento ao Cidadão do MPF, a qual indaga o porquê
de não terem sido investigadas denúncias do SINDETRAN/CE referentes a
corrupção por parte da Diretoria do Departamento Estadual de Trânsito do
Ceará (DETRAN/CE). 2. Conduta supostamente passível de caracterização
como ato de improbidade administrativa (art. 9º, da Lei n. 8.429/92). PELO
157
NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

309. Processo: 1.24.000.000491/2016-77 Voto: 2592/2016 Origem: PR - PB


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PB. MOVIMENTO
DEMOCRÁTICO UNIVERSIDADE PARA TODOS (MDU). DEMORA DO
INSTITUTO NACIONAL DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (ITI) EM
OFICIALIZAR PADRÃO NACIONAL DA CARTEIRA DE IDENTIDADE
ESTUDANTIL. PROGRAMAS DE PROTEÇÃO E DEFESA DO
CONSUMIDOR (PROCONS) DE JOÃO PESSOA E CAMPINA GRANDE
DIVULGARAM MATÉRIA LIBERANDO EMISSÃO DE CARTEIRAS
ESTUDANTIS/2016. PROTEÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS DO
CONSUMIDOR. REMESSA À 3ª CCR. 1. Procedimento Preparatório em que
se apura a demora, por parte do Instituto Nacional de Tecnologia da
Informação (ITI), em oficializar um padrão nacional da Carteira de Identidade
Estudantil (CIE). Em consequência, Programas de Proteção e Defesa do
Consumidor (PROCONS) de João Pessoa e de Campina Grande, na Paraíba,
divulgaram matéria liberando a emissão das carteiras/2016, que se encontrava
suspensa. 2. O Instituto Nacional de Tecnologia informou que a Portaria ITI nº
01/2016 fixou o padrão nacional geral da Carteira de Identificação Estudantil,
em março/2016, e também alegou que não tem competência para manifestar-se
a respeito de decisões administrativas tomadas pelos PROCONS municipal e
estadual da Paraíba. 3. Pela regra da especialidade, a matéria sujeita-se à
revisão da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão, órgão superior incumbido de
atuar na revisão dos feitos cíveis relativos à defesa do consumidor e da ordem
econômica, nos termos da Res. CSMPF n. 148. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À 3ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 3ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

310. Processo: 1.26.000.000006/2016-91 Voto: 2408/2016 Origem: PR - PE


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PE. EMPRESA BRASILEIRA
DE CORREIOS E TELÉGRAFOS. MUNICÍPIO DE GLÓRIA DO
GOITÁ/PE. IRREGULARIDADES NA ENTREGA DOMICILIAR DE
CORRESPONDÊNCIAS. ATUAÇÃO DE EMPRESA PÚBLICA QUANTO A
SERVIÇOS OFERECIDOS MEDIANTE REMUNERAÇÃO ESPECÍFICA.
REMESSA À 3ª CCR. 1. Procedimento Preparatório instaurado para verificar
suposta falha no serviço de entrega de correspondência pelos Correios no
Município de Glória do Goitá/PE, consistente NA falta de entrega domiciliar.
2. Pela regra da especialidade, a matéria sujeita-se à revisão da 3ª Câmara de
Coordenação e Revisão, órgão superior incumbido de atuar na revisão dos
feitos cíveis relativos à defesa do consumidor e da ordem econômica, nos
termos da Res. CSMPF n. 148/14. VOTO PELO NÃO CONHECIMENTO,
158
COM REMESSA À 3ª CCR
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 3ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

311. Processo: 1.33.001.000244/2016-51 Voto: 2552/2016 Origem: PRM Blumenau-SC


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SC. MUNICÍPIO DE
BLUMENAU. PORTAL DA TRANSPARÊNCIA. AUSÊNCIA DO NOME
DE UM SERVIDOR. 1. Alega o representante que o nome de um determinado
agente de trânsito do Município de Blumenau não consta no portal da
transparência do município na área relativa ao pagamento dos servidores
públicos. 2. Matéria afeta à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF,
conforme deliberado na reunião realizada em 9/3/2016 entre os Coordenadores
da 1ª CCR e da 5ª CCR, em que ficou definido que o tema referente à
transparência nos gastos públicos permanecerá sob a revisão da 5ª CCR.
PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

312. Processo: 1.34.010.000189/2016-53 Voto: 2392/2016 Origem: PRM R.Preto-SP


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À PFDC. 1. Trata-se de Notícia de Fato
autuada a partir de relato de cidadão, de difícil compreensão, que reporta, entre
várias outras ocorrências familiares, possíveis maus tratos e abandono afetivo
de sua mãe, aparentemente idosa, por seus parentes. 2. O procurador da
República oficiante no feito declinou da atribuição em favor da Promotoria de
Justiça em Ribeirão Preto/SP, ao entendimento de não estarem verificadas
quaisquer das condições que atraem a competência da Justiça Federal. É, nesse
sentido, situação individual com várias peculiaridades. 3. A despeito de a
representação narrar fatos que denotam supostas violações a direito individual,
o caso parece dizer respeito à efetividade do direito de amparo e assistência ao
idoso, como cidadão merecedor de especial proteção constitucional (art. 230
da CF), matéria afeta à PFDC, órgão superior com atribuição para deliberar
sobre a atuação do Ministério Público Federal na questão. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À PFDC.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Participaram da
votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

313. Processo: 1.34.016.000133/2016-49 Voto: 2569/2016 Origem: PRM Sorocaba-SP


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO. SUPOSTA NEGATIVA DE

159
AGENDAMENTO DE CIRURGIA PARA RETIRADA DE PEDRA NA
VESÍCULA, RIM E BEXIGA. DEFESA DOS DIREITOS
CONSTITUCIONAIS DOS CIDADÃOS. REMESSA À PFDC. 1. Alegada
negativa de agendamento de cirurgia para retirada de pedra na vesícula, rim e
bexiga já prescrita por médico, sob alegação de haver fila de espera com mais
de 1000 (mil) pessoas, conforme informação obtida no Posto de Saúde Escola
(Centro de Sorocaba). 2. Apuração diretamente orientada para assegurar
efetividade do direito constitucional à saúde em defesa dos cidadãos. 3. A
defesa dos direitos constitucionais dos cidadãos destinada a garantir seu
efetivo respeito pelos Poderes Públicos e pelos serviços de relevância pública
é matéria atribuída pela LC 75 aos Procuradores dos Direitos do Cidadão (art.
11 e 12), que atuam sob coordenação do Procurador Federal dos Direitos do
Cidadão (art. 41, parágrafo único). 4. Interpretação da Res. 148/14, que
ressalva expressamente a atribuição da PFDC (art. 1º), em conformidade com
a LC 75. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À PFDC.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Participaram da
votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

314. Processo: 1.34.017.000050/2016-40 Voto: 2568/2016 Origem: PRM Araraquara-SP


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO. SUPOSTOS ILÍCITOS ELEITORAIS. PELO
NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À PROCURADORIA-GERAL
ELEITORAL. 1. Trata-se de Notícia de Fato em que o representante alega a
realização de duas enquetes sobre candidato a prefeito, em uma rádio da
cidade e em um portal na internet, nos meses de fevereiro e março de 2016. 2.
O procurador da República oficiante no feito entendeu que os fatos narrados
podem, em tese, configurar ilícitos eleitorais, porém, declinou da atribuição
em favor do promotor eleitoral atuante perante a 170ª Zona Eleitoral, no
município de Matão/SP, ad referendum da 1ª CCR, em razão de a atribuição
para atuar no procedimento caber ao respectivo promotor de Justiça com
atribuição eleitoral sobre a circunscrição do fatos, por força da delegação das
atribuições eleitorais operada pelos artigos 78 e 79 da LC 75/93. 3. Matéria
atribuída à Procuradoria-Geral Eleitoral pelo art. 75 da Lei Complementar nº
75/1993 e pelo art. 23, V, do Anexo à Portaria PGR n. 556/2014 (Regimento
Interno da PGR). VOTO PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA
À PROCURADORIA-GERAL ELEITORAL.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do declínio, com remessa à Procuradoria-Geral Eleitoral.
Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

315. Processo: 1.15.000.001092/2014-71 Voto: 2316/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTO
PREPARATÓRIO. AGÊNCIAS BANCÁRIAS, LOTÉRICAS, CAIXAS
ELETRÔNICOS E CORREIOS (EBCT). INEXISTÊNCIA NO DISTRITO
DE CROATÁ/CE, INTEGRANTE DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO
DO AMARANTE/CE. REMESSA À 3ª CCR. 1. Alegação de que a
inexistência de agências bancárias, dos correios, casas lotéricas e caixas
160
eletrônicos no Distrito de Croatá/CE prejudica o cotidiano da população, em
claro desrespeito à Constituição Federal e à Lei nº 8.078/90 (Código de Defesa
do Consumidor). 2. Pela regra da especialidade, a matéria sujeita-se à revisão
da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão, órgão superior incumbido de atuar
na revisão dos feitos cíveis relativos à defesa do consumidor e da ordem
econômica, nos termos da Res. CSMPF n. 148/14. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À 3ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à 3ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

316. Processo: 1.15.000.002506/2015-60 Voto: 2466/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTO
PREPARATÓRIO. LEILÕES DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (CEF).
EDITAL Nº 1.364/2015. ALEGADAS IRREGULARIDADES. LEILOEIROS
VENCEDORES INTEGRANTES DE UMA MESMA FAMÍLIA.
IRREGULARIDADE NARRADA QUE, EM TESE, PODE CONFIGURAR A
CONDUTA TIPIFICADA NO ART. 90 DA LEI Nº 8.666/93 (FRAUDE EM
LICITAÇÃO). REMESSA À 5ª CCR. 1. Procedimento preparatório instaurado
para apurar supostas irregularidades na tomada de preço relativa ao
credenciamento no Edital nº 1.364/2015, de Leiloeiros da CEF. Informa o
denunciante que, dentre os vencedores do certame, restaram 03 membros de
uma mesma família, o que, de acordo com seu entendimento, poderia
caracterizar o crime de favorecimento, tratando-se, ademais, de causa de
impedimento. Pondera, ainda, que um dos membros da referida família seria
proprietária de uma empresa de serviços, o que seria proibido nos termos do
Dec. Nº 21.981/1932. 2. Suposta irregularidade que, todavia, poderia
configurar a conduta tipificada no art. 90 da Lei nº 8.666/93 (fraude em
licitação). PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

317. Processo: 1.15.002.001211/2014-75 Voto: 750/2016 Origem: PR - CE


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO
CEARÁ. TECNÓLOGA EM GESTÃO FINANCEIRA. INDEFERIMENTO
DE ISENÇÃO DE TAXA. IMPOSSIBILIDADE DE RECURSO. 1. Notícia
de Fato autuada para verificar suposta irregularidade no concurso público para
o cargo de Tecnóloga em Gestão Financeira do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), consistente na ausência de
possibilidade de interposição de recurso contra a decisão de indeferimento da
solicitação de isenção de taxa de inscrição. 2. Promovido o arquivamento sob
o fundamento de que não é necessária a previsão de prazo de recurso para
indeferimento de isenção de taxa de inscrição quando entender a comissão
processante que o candidato não apresenta os requisitos para a isenção. Ainda
161
nos termos da promoção de arquivamento, o que se deve oportunizar ao
interessado que teve seu pedido indeferido é a possibilidade de se inscrever
sem se beneficiar da isenção, o que ocorreu no caso em tela. 3. O argumento
apresentado pelo Procurador da República oficiante não merece prosperar,
tendo em vista que a Constituição Federal de 1988, em seu art.5º, inciso LV,
assegura o direito ao contraditório e à ampla defesa nos processos
administrativos. 4. Desse modo, nos processos administrativos, devem ser
observados os critérios de garantia do direito à interposição de recurso (art.2º,
parágrafo único, inciso IX, da Lei 9784/99). 5. A Lei 9784/99 dispõe que, das
decisões administrativas, cabe recurso (art.56), devendo os atos
administrativos ser motivados, com indicação dos fatos e fundamentos
jurídicos, quando neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses. (art. 50,
inciso I). 6. Logo, não é razoável entender que o concurso público, justamente
por sua importância e necessária transparência, fuja a essas regras. 7. No caso
concreto, o mais provável é que o concurso já tenha sido encerrado, sendo
inviável, neste momento, propor a sua anulação, o que traria prejuízos aos
candidatos aprovados e, eventualmente, já nomeados e empossados. 8.
Todavia, é necessária a adoção de providências para garantir, nos próximos
concursos, o direito à interposição de recursos nos casos de indeferimento do
pedido de isenção de taxa de inscrição. 9. Portanto, o caso é de não
homologação, devendo o procurador da República oficiante tomar as
providências cabíveis para a regularização da questão, especialmente com a
expedição de recomendação ao IFCE, para que, nos próximos concursos,
preveja a possibilidade de recurso da decisão que indefere a solicitação de
isenção de taxa de inscrição. PELA NÃO HOMOLOGAÇÃO, com retorno
dos autos à origem para a expedição de recomendação ao IFCE.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
não homologação de arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko
de Castilho e Dra. Denise Vinci.

318. Processo: 1.22.003.000473/2014-78 Voto: 2555/2016 Origem: PRM Uberlândia-MG


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. NOTÍCIA DE FATO. PROGRAMA
HABITACIONAL MINHA CASA MINHA VIDA (PMCMV). SUPOSTAS
IRREGULARIDADES ENVOLVENDO A DESTINAÇÃO DE IMÓVEIS
PARA PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA, SEM
OBSERVÂNCIA DOS CRITÉRIOS DE SORTEIO E NO ÂMBITO DO
REFERIDO PROGRAMA. DIREITO CONSTITUCIONAL À MORADIA.
REMESSA À PFDC. 1. Trata-se de notícia de fato autuada em que se alegam
possíveis irregularidades envolvendo a destinação de imóveis para pessoas
portadoras de necessidades especiais, sem observância dos critérios de sorteio
e no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV). 2. Apuração
diretamente orientada para assegurar a efetividade do direito constitucional à
moradia. 3. A defesa dos direitos constitucionais dos cidadãos destinada a
garantir seu efetivo respeito pelos Poderes Públicos e pelos serviços de
relevância pública é matéria atribuída pela LC nº 75 aos Procuradores dos
Direitos do Cidadão (art. 11 e 12), que atuam sob coordenação do Procurador
Federal dos Direitos do Cidadão (art. 41, parágrafo único). 4. Interpretação da
Res. nº 148/14, que ressalva expressamente a atribuição da PFDC (art. 1º), em
conformidade com a nº LC 75. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM
REMESSA DOS AUTOS À PFDC.

162
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Participaram da
votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

319. Processo: 1.22.013.000069/2015-66 Voto: 503/2016 Origem: PRM P. Alegre-MG


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. SUBSIDIARIAMENTE, CONFLITO
DE ATRIBUIÇÃO EM FACE DA PRM DE PATOS DE MINAS/MG.
EXCESSO DE CARGA. DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL.
1. Notícia de Fato comunicando a ocorrência de tráfego com excesso de peso
pela empresa Cerâmica Formigres LTDA. 2. Arquivamento promovido sob o
fundamento de que o presente procedimento configuraria litispendência, uma
vez que tem o mesmo pedido, contra a mesma empresa e pela mesma causa de
pedir de Ação Civil Pública já ajuizada pelo MPF. O Procurador oficiante
requereu que, caso houvesse discordância sobre o arquivamento, que o
presente feito fosse conhecido como conflito de atribuição. 3. Não é possível
homologar o arquivamento, uma vez que o objeto dos autos não é o mesmo do
da Ação Civil Pública ajuizada. A ACP mencionada nos autos teve como
objeto infração cometida pela empresa em 18/08/2010, na altura do km 389 da
BR 365, no Município de Patos de Minas /MG. O objeto dos presentes autos é
o envolvimento da citada empresa em ilícito ocorrido no dia 22/05/2015, na
altura do Km 802 da rodovia BR 381, município de São Gonçalo do
Sapucaí/MG. 4. Porém, não há como negar que os procedimentos são conexos,
tendo em vista que a infração foi cometida após determinação, na Apelação
Cível na Ação Civil nº 0000500-12.2012.4.01.3806/MG, de que a empresa
deveria se abster de trafegar em rodovias federais com carga excessiva, sob
pena de multa pecuniária. Logo, a nova infração deve ser tida como
descumprimento de decisão judicial. Embora o processo esteja na pendência
de recurso especial e extraordinário, tais recursos não possuem, em regra,
efeito suspensivo (Art. 1.029, § 5º do CPC). 5. Desse modo, houve
descumprimento da decisão judicial por parte da empresa representada,
devendo os autos ser remetidos ao ofício de primeira instância ao qual está
vinculada a ação civil pública, para que adote as medidas cabíveis em
decorrência desse descumprimento. VOTO PELA NÃO HOMOLOGAÇÃO
DO ARQUIVAMENTO e PELA DECLARAÇÃO DE ATRIBUIÇÃO da PRM
de Patos de Minas/MG, para a adoção de medidas cabíveis.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
não homologação de arquivamento e pela declaração de atribuição da PRM
Patos de Minas/MG. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e
Dra. Denise Vinci.

320. Processo: 1.23.000.001018/2015-63 Voto: 2477/2016 Origem: PR - PA


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTO
PREPARATÓRIO. INTOLERÂNCIA RELIGIOSA. IGREJA UNIVERSAL
DO REINO DE DEUS (IURD). "GLADIADORES DO ALTAR". 1. Alegada
prática, pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), de intolerância
religiosa. Narram os autos que a reclamada, por meio dos "Gladiadores do
Altar", estaria promovendo uma espécie de massacre cultural e religioso

163
contra as religiões tradicionais da África. 2. Apuração diretamente orientada
para assegurar a efetividade do direito constitucional à liberdade de
consciência e de crença em defesa dos cidadãos. 3. A defesa dos direitos
constitucionais dos cidadãos destinada a garantir seu efetivo respeito pelos
Poderes Públicos e pelos serviços de relevância pública é matéria atribuída
pela LC nº 75 aos Procuradores dos Direitos do Cidadão (arts. 11 e 12), que
atuam sob coordenação do Procurador Federal dos Direitos do Cidadão (art.
41, parágrafo único). 4. Interpretação da Res. Nº 148/14, que ressalva
expressamente a atribuição da PFDC (art. 1º), em conformidade com a LC nº
75. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À PFDC.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Participaram da
votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

321. Processo: 1.25.002.000517/2015-49 Voto: 2472/2016 Origem: PRM Cascavel-PR


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. AGENTE
DE POLÍCIA FEDERAL. EDITAL Nº 55/2014-DGP/DPF. PROCESSO
SELETIVO. COTAS PARA NEGROS E PARDOS. ALEGAÇÃO DE
IRREGULARIDADES. PRESTAÇÃO DE FALSAS DECLARAÇÕES.
DEFESA DOS DIREITOS CONSTITUCIONAIS DOS CIDADÃOS.
REMESSA À PFDC. 1. Cuida-se de notícia de fato informando, em essência,
a existência de falsas declarações por parte de candidatos inscritos para o
concurso público para o provimento de vagas no cargo de Agente de Polícia
Federal (Edital nº 55/2014-DGP/DPF), a respeito de serem negros ou pardos
com o intuito de concorrerem indevidamente às vagas reservadas com base na
Lei nº 12.990/14. 2. Apuração diretamente orientada para assegurar a
efetividade do direito constitucional à igualdade em defesa dos cidadãos. 3. A
defesa dos direitos constitucionais dos cidadãos destinada a garantir seu
efetivo respeito pelos Poderes Públicos e pelos serviços de relevância pública
é matéria atribuída pela LC 75 aos Procuradores dos Direitos do Cidadão (art.
11 e 12), que atuam sob coordenação do Procurador Federal dos Direitos do
Cidadão (41, parágrafo único). 4. Interpretação da Res. 148/14, que ressalva
expressamente a atribuição da PFDC (art. 1º), em conformidade com a LC 75.
PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À PFDC.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Participaram da
votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

322. Processo: 1.27.000.000638/2014-55 Voto: 2164/2016 Origem: PR - PI


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. BANCO DE PREÇOS EM SAÚDE.
INEXISTÊNCIA DE PROVA DO CUMPRIMENTO DA
RECOMENDAÇÃO. 1. Feito instaurado para apurar se a Secretaria de Estado
da Saúde do Piauí faz a alimentação obrigatória do Sistema Banco de Preços
em Saúde, disponível no portal eletrônico do Ministério da Saúde. 2. Expedida
recomendação à Secretaria de Estado da Saúde do Piauí para que fizesse a
inserção, no referido Sistema, dos dados de todas as aquisições de insumos de
164
saúde feitas pelos diversos centros de compras e unidades gestoras, devendo
mantê-los atualizados pelo menos bimestralmente. 3. Encaminhamento de
ofícios ao Conselho Estadual de Saúde e ao Ministério Público do Estado do
Piauí para acompanhamento e fiscalização da recomendação expedida. 4.
Informação da Secretaria Estadual de Saúde de determinação dada aos
superintendentes do órgão e seus respectivos diretores vinculados, para
adotarem as providências cabíveis ao cumprimento da recomendação. 5.
Posteriormente ao arquivamento, quando os autos já se encontravam nesta 1ª
CCR, o procurador da República que oficiou no feito encaminhou
documentação que lhe fora remetida pelo então secretário de Estado da Saúde
do Piauí, em que se destaca informação remetida pelo diretor de Planejamento
da SESAPI ao diretor administrativo do mencionado órgão, na qual consta que
a SESAPI já utiliza a ferramenta, embora precariamente, vez que apenas uma
servidora da Coordenação de Licitação estava cadastrada e eventualmente
alimentava o Banco de Preços em Saúde, não tendo havido indicação formal
para que a servidora assumisse essa tarefa, para a qual ela própria teria
declarado possuir limitações, pois, tratando-se de medicamentos, seria
necessário conhecer as especificidades da droga, como princípio ativo,
laboratório fabricante e distribuidor (folha 17). 6. No mesmo documento, é
destacado que a Secretaria de Saúde do Piauí ainda não dispunha de elementos
para informar à Procuradoria da República no Piauí, sendo sugerida a
retomada da discussão internamente, ampliando-se os setores que dela
deveriam participar. 7. Portanto, não está claro que a recomendação tenha sido
efetivamente cumprida. 8. Necessidade de apurar o efetivo uso do Banco de
Preços em Saúde pela Secretaria de Estado da Saúde do Piauí, sem o que é
precipitado concluir pelo atendimento da recomendação. Pela NÃO
HOMOLOGAÇÃO do arquivamento, com o retorno dos autos à origem, a fim
de apurar o efetivo atendimento da recomendação expedida pelo MPF.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
não homologação de arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko
de Castilho e Dra. Denise Vinci.

323. Processo: 1.30.009.000127/2016-20 Voto: 2633/2016 Origem: PRM S.P.Aldeia-RJ


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. NOTÍCIA DE FATO. GUARDA DE
FILHA MENOR DE IDADE. REPRESENTANTE, MÃE DA MENOR,
PREOCUPADA COM A POSSIBILIDADE DE PERDER A GUARDA DA
SUA FILHA EM RAZÃO DE PEDIDO DE COOPERAÇÃO JURÍDICA
INTERNACIONAL FORMULADO PELO PAI DA MENOR, EX-ESPOSO
DA REPRESENTANTE E QUE RESIDE EM PORTUGAL. SITUAÇÃO DE
VULNERABILIDADE DE MENOR. DEFESA DOS DIREITOS
CONSTITUCIONAIS DOS CIDADÃOS. REMESSA À PFDC. 1. Cuida-se
de representação informando a preocupação de uma mãe com a possibilidade
de perder a guarda da sua filha menor de idade, visto que há pedido de
cooperação jurídica internacional formulado pelo pai da menor, ex-esposo da
representante e que se encontra residindo em Portugal. 2. Apuração
diretamente orientada para assegurar a efetividade do direito constitucional
dos cidadãos e da criança (v. arts. 6º e 227 da CF/88). 3. A defesa dos direitos
constitucionais dos cidadãos destinada a garantir seu efetivo respeito pelos
Poderes Públicos e pelos serviços de relevância pública é matéria atribuída
pela LC nº 75 aos Procuradores dos Direitos do Cidadão (art. 11 e 12), que
atuam sob coordenação do Procurador Federal dos Direitos do Cidadão (art.
165
41, parágrafo único). 4. Interpretação da Res. nº 148/14, que ressalva
expressamente a atribuição da PFDC (art. 1º), em conformidade com a LC 75.
5. Contudo, nos termos do art. 90 e seguintes da Portaria PGR nº 556/2014,
tratando-se de questão relacionada diretamente a Procedimento de Cooperação
Internacional, caso dos autos, mostra-se necessária a remessa de cópia dos
autos à Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) para ciência e
providências que entender cabíveis. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM
REMESSA DOS À PFDC E DE CÓPIA À SECRETARIA DE
COOPERAÇÃO INTERNACIONAL.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento, remetendo-se os autos à Procuradoria
Federal dos Direitos do Cidadão e cópia à Secretária de Cooperação
Internacional. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dra.
Denise Vinci.

324. Processo: 1.30.012.000256/2010-73 Voto: 2495/2016 Origem: PRM V.Redonda-RJ


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL. SISTEMA
ÚNICO DE SAÚDE (SUS) HOSPITAL EVANGÉLICO DE
PARACAMBI/RJ. ALEGADA APLICAÇÃO IRREGULAR DE VERBAS
FEDERAIS PROVENIENTES DO SUS. CONDUTA QUE, EM TESE, PODE
CONFIGURAR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. REMESSA
À 5ª CCR. 1. Cuida-se de inquérito civil instaurado a partir de denúncia
anônima sobre a existência de possíveis fraudes praticadas contra o Sistema
Único de Saúde (SUS) por diretores, administradores, médicos e prepostos de
hospitais, clínicas, casas de saúde e laboratórios sediados no Estado do Rio de
Janeiro. 2. Promovido o arquivamento do feito, a 5ª CCR, às fls. 242/242-v,
entendendo existirem indícios concretos de irregularidades passíveis de serem
investigadas, determinou o retorno dos autos à origem para cumprimento de
diligências. 3. Nova promoção de arquivamento (fls. 291/293), desta vez ao
argumento de que "há uma grande dificuldade em apurar-se os fatos narrados
na denúncia, que data de setembro de 2006, diante do lapso temporal
decorrido", além do que "verifica-se uma dificuldade sobremaneira não só de
obtenção de outras provas da materialidade de supostos delitos, mas também
de descoberta da autoria delitiva" (fls. 293). 4. Conduta supostamente passível
de caracterização como ato de improbidade administrativa. PELO NÃO
CONHECIMENTO, COM REMESSA À 5ª CCR, que, aliás, já havia se
manifestado em anterior promoção de arquivamento.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

325. Processo: 1.33.003.000049/2016-10 Voto: 2272/2016 Origem: PRM Criciúma-SC


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. NOTÍCIA DE FATO. PAGAMENTO
IRREGULAR DE BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA (LOAS).
MENOR DE IDADE E EPILÉTICA. PRETENSÃO DO PAI À SUSPENSÃO
DO RECEBIMENTO DO BENEFÍCIO POR PARTE DA EX-ESPOSA, JÁ
QUE A MENOR NÃO MAIS RESIDE COM ELA. DEFESA DOS
166
DIREITOS CONSTITUCIONAIS DOS CIDADÃOS. REMESSA À PFDC.
PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO, TAMBÉM, QUANTO À POSSÍVEL
PRÁTICA, POR PARTE DA MÃE DA MENOR, DO CRIME DE
ESTELIONATO. 1. Alegada percepção irregular de benefício de prestação
continuada (LOAS) por parte da ex-esposa do sr. Maicon de Souza Guiomar e
devido à filha menor de idade e epilética, já que esta não mais reside com a
mãe e não se faz mais necessário referido benefício. 2. Apuração diretamente
orientada para averiguar suposta irregularidade no recebimento de benefício de
prestação continuada envolvendo menor de idade e epilética, objetivando-se,
em última análise, assegurar os direitos constitucionais dos cidadãos. 3. A
defesa dos direitos constitucionais dos cidadãos destinada a garantir seu
efetivo respeito pelos Poderes Públicos e pelos serviços de relevância pública
é matéria atribuída pela LC 75 aos Procuradores dos Direitos do Cidadão (art.
11 e 12), que atuam sob coordenação do Procurador Federal dos Direitos do
Cidadão (41, parágrafo único). 4. Interpretação da Res. 148/14, que ressalva
expressamente a atribuição da PFDC (art. 1º), em conformidade com a LC 75.
5. Promoção de arquivamento, também, no que se refere à prática, em tese, do
crime de estelionato pela mãe da menor, Sra. Rozinéia de Oliveira, por
atipicidade da conduta. Necessidade de remessa de cópia dos autos à 2ª CCR.
PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA DOS AUTOS À PFDC E,
RELATIVAMENTE À PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO QUANTO À
ESFERA CRIMINAL, PELA REMESSA DE CÓPIA DOS AUTOS À 2ª
CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento, remetendo-se os autos à Procuradoria
Federal dos Direitos do Cidadão e, relativamente à promoção de arquivamento
quanto à esfera criminal, pela remessa de cópia dos autos à 2ª CCR.
Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

326. Processo: 1.34.008.000676/2015-84 Voto: 2287/2016 Origem: PRM Piracicaba-SP


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. GUARDA MUNICIPAL.
ALEGAÇÃO DE IRREGULARIDADES ENVOLVENDO O PORTE DE
ARMA DE FOGO PELOS INTEGRANTES DA GUARDA MUNICIPAL DO
MUNICÍPIO DE IRACEMÁPOLIS/SP, OS QUAIS, EM SUA MAIORIA,
NÃO TERIAM PARTICIPADO DO CURSO DE FORMAÇÃO EXIGIDO
PELA SENASP. DESOBEDIÊNCIA, AINDA, ÀS RESTRIÇÕES AO PORTE
DE ARMA DE FOGO CONFORME PREVISÃO DO ESTATUTO DO
DESARMAMENTO, JÁ QUE A CIDADE POSSUI APENAS 22 MIL
HABITANTES. CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE POLICIAL E
ESTABELECIMENTOS PENAIS. RES. CSMPF Nº 148/2014 C/C RES.
CSMPF Nº 20/2007. REMESSA À 7ª CCR. 1. Alegação de irregularidades
envolvendo o porte de arma de fogo pelos integrantes da Guarda Municipal do
Município de Iracemápolis/SP, os quais, em sua maioria, não teriam
participado do curso de formação, além do fato de que a cidade possui 22 mil
habitantes, o que inviabilizaria o porte de arma pela referida Guarda Municipal
conforme restrições constantes do Estatuto do Desarmamento (Lei nº
10.826/2003). 2. Nos termos do art. 1º da Res. CNMP nº 20/2007: "Estão
sujeitos ao controle externo do Ministério Público, na forma do art. 129, inciso
VII, da Constituição Federal, da legislação em vigor e da presente Resolução,
os organismos policiais relacionados no art. 144 da Constituição Federal, bem
como as polícias legislativas ou qualquer outro órgão ou instituição, civil ou
167
militar, a qual seja atribuída parcela de poder de polícia, relacionada com a
segurança pública e persecução criminal". 3. Pela regra da especialidade, a
matéria sujeita-se à revisão da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão, órgão
superior incumbido de atuar na revisão dos feitos cíveis e criminais relativos
ao controle externo da atividade policial e aos estabelecimentos penais, nos
termos da Res. CSMPF n. 148, e que tem afirmado sua competência revisional
nos feitos envolvendo guarda municipal, cuja previsão constitucional
encontra-se no capítulo da Segurança Pública (art. 144, § 8º, da CF). PELO
NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 7ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à 7ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

327. Processo: 1.34.010.000760/2015-59 Voto: 2286/2016 Origem: PRM R.Preto-SP


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. ALEGADA AUSÊNCIA DE
REPASSE AO INSS DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS
DESCONTADAS DOS SERVIDORES MUNICIPAIS RELATIVAS AO
EXERCÍCIO DE 2014. OCORRÊNCIA DE DÉBITO DO MUNICÍPIO DE
NUPORANGA/SP PERANTE A REFERIDA AUTARQUIA
PREVIDENCIÁRIA. PARCELAMENTO DO DÉBITO, INOBSTANTE A
EXISTÊNCIA DE EXCESSO DE ARRECADAÇÃO EM TORNO DE 20%
NO EXERCÍCIO DE 2014 E PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA. CONDUTA
DO PREFEITO MUNICIPAL QUE, EM TESE, PODE CONFIGURAR ATO
DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. REMESSA À 5ª CCR. 1. Notícia
de que o Prefeito de Nuporanga/SP teria deixado de repassar ao INSS as
contribuições previdenciárias descontadas dos servidores municipais, assim
como de que o parcelamento do débito respectivo teria ocorrido mesmo diante
de excesso de arrecadação no exercício de 2014 e previsão orçamentária para
tal. 2. Conduta supostamente passível de caracterização como ato de
improbidade administrativa, como referido na notícia de fato e objeto da
apuração. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

328. Processo: 1.34.014.000289/2005-97 Voto: 2518/2016 Origem: PRM S.J.Campos-SP


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL. CONVÊNIO Nº
10.665/2003 FIRMADO ENTRE A PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS
CAMPOS E A SANTA CASA DE MISERICÓRDIA. IRREGULARIDADES
RELACIONADAS AO DESCUMPRIMENTO DE ANTERIORIDADE
ESTIPULADA PARA A RESCISÃO, PROPOSTA DE REAJUSTE FORA DE
PADRÕES ACEITÁVEIS, SUSPENSÃO DO ATENDIMENTO DE
PACIENTES DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) ENTRE OUTROS.
CONDUTAS QUE, EM TESE, PODEM CONFIGURAR ATOS DE
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. REMESSA À 5ª CCR. 1. Cuida-se de
inquérito civil instaurado com o objetivo de apurar notícias do Conselho
168
Municipal de Saúde de São José dos Campos acerca de irregularidades em
relação ao Convênio nº 10.665/2003, firmado entre a Prefeitura de São José
dos Campos e a Santa Casa de Misericórdia e envolvendo o descumprimento
de anterioridade estipulada para rescisão, proposta de reajuste fora de padrões
aceitáveis, suspensão do atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde
(SUS), entre outros. 2. Promovido o arquivamento do feito às fls. 695/705-v,
ao argumento essencial de que "os Convênios firmados entre a Santa Casa de
Misericórdia e o Poder Público, objetos do presente procedimento, foram
integralmente executados e suas contas devidamente aprovadas, sendo
apontadas apenas meras irregularidades administrativas, isentas de causar
prejuízo financeiro à Administração Pública", e de que, "no tocante à eventual
ação de improbidade administrativa verifica-se incabível, seja pela ausência de
prejuízo ao erário, seja pela inexistência do elemento subjetivo na conduta, e
ainda, pela morte da pessoa que seria a principal responsável" (fls. 705). 3.
Condutas apuradas supostamente passíveis de caracterização como atos de
improbidade administrativa, como referido nos autos e objeto da promoção de
arquivamento. PELO NÃO CONHECIMENTO, COM REMESSA À 5ª CCR.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se
os autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

329. Processo: 1.13.000.000839/2016-18 Voto: 2240/2016 Origem: PR - AM


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO
ESTADUAL. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES NA CONCESSÃO DE PROGRESSÃO SALARIAL E
VIOLAÇÃO DO PLANO DE CARREIRAS E REMUNERAÇÃO. 1. Alegada
irregularidade na concessão de progressão salarial a alguns empregados, em
suposta violação ao Plano de Carreiras e Remuneração da Amazonas
Distribuidora de Energia S/A, sociedade de economia mista ligada à
Eletrobras. 2. Promovida a declinação para o Ministério Público Estadual, ao
argumento de que, via de regra, "os feitos em que sociedade de economia
mista figurem como parte são processados na justiça comum estadual". 2.
Inexistência de interesse a justificar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). Declínio de atribuição que deve ser
mantido pelos seus próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

330. Processo: 1.16.000.002043/2016-80 Voto: 2621/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPDFT. FACULDADE MANTIDA
POR FUNDAÇÃO DE DIREITO PRIVADO. INTERVENTOR NOMEADO
PELA JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL. 1. Trata-se de notícia de fato
autuada a partir de Manifestação encaminhada à Sala de Atendimento ao
Cidadão/MPF, dirigida ao promotor de Justiça do Ministério Público do
Distrito Federal e dos Territórios Márcio Wagner Vieira Albuquerque. Alega o
representante ser professor da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, entidade
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de ensino superior sediada em Brasília, mantida pela Fundação Brasileira de
Teatro (fundação de direito privado), e discorre longamente sobre questões
administrativas e pedagógicas, demonstrando sua insatisfação com os rumos
da instituição de ensino. 2. Como constatado pela procuradora da República
oficiante, em diligência promovida junto ao MPDFT, a Faculdade Dulcina de
Moraes está sob intervenção judicial desde julho de 2013. O processo de
intervenção judicial nº 2013.01.1.039266-9 (7ª Vara Cível de Brasília), por sua
vez, tem como responsável o promotor de Justiça Márcio Wagner
Albuquerque, a quem foi originalmente dirigida a representação em comento.
3. Como bem anotado pela procuradora da República oficiante, "não bastasse
a inexistência de interesse federal, diante das informações colhidas é sabido
que já existe medida judicial em trâmite para averiguação das notícias trazidas
na presente representação (a correr na justiça distrital, ou seja, no TJDFT),
devendo os itens suscitados pelo Representante ser averiguados e discutidos
dentro daquela ação judicial preexistente, que trata justamente da
administração da IES por interventor judicial - não restando a este Parquet, por
conseguinte, qualquer outra situação que lhe desafie a continuar as
investigações nesta Procuradoria da República. Desta feita, os fatos trazidos
devem ser apurado pelo Ministério Público do Distrito Federal e dos
Territórios". 3. Acolhimento da promoção de declínio pelos próprios
fundamentos. VOTO PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

331. Processo: 1.21.002.000080/2016-73 Voto: 2262/2016 Origem: PRM T.Lagoas-MS


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/GO. CONDIÇÕES DA
RODOVIA ESTADUAL GO-206. 1. Notícia de fato autuada a partir de
manifestação dirigida à Sala de Atendimento do Cidadão/MPF versando sobre
as supostas más condições da Rodovia GO-206, no Estado de Goiás,
decorrentes de falta de manutenção. 2. Trata-se de fatos relacionados à
conservação de rodovia estadual, sob a responsabilidade do DER/GO. 3.
Ausência de interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público
Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

332. Processo: 1.22.000.004476/2014-19 Voto: 2340/2016 Origem: PR - MG


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/MG. PORTAL DO
EMPREENDEDOR. SUPOSTO USO DE DADOS CADASTRAIS.
COBRANÇA INDEVIDA. INEXISTÊNCIA DE QUALQUER CONDUTA
PERPETRADA POR ENTIDADE OU ÓRGÃO FEDERAL. FRAUDE
REALIZADA MEDIANTE UTILIZAÇÃO DE INFORMAÇÕES QUE NÃO
FORAM OBTIDAS POR MEIO DA BASE DE DADOS DO GOVERNO
FEDERAL. AUSÊNCIA DE INTERESSE FEDERAL. 1. Alegada utilização
indevida de dados que haviam sido fornecidos no cadastramento como
Microempreendedor Individual (MEI) no sítio eletrônico Portal do
170
Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br). Narra o representante
que, após o cadastro, teria recebido boleto de cobrança emitido por entidade
denominada "Associação Comercial Empresarial do Brasil". 2. Contudo,
apesar de a notícia afirmar que houve suposta vulnerabilidade de portal
mantido por órgão federal, o certo é que não constam nos autos quaisquer
indícios de disponibilização indevida de dados cadastrais contidos em base de
dados do Portal, tendo a Secretaria de Micro e Pequena Empresa informado
que "o nível de segurança do Portal do Empreendedor é o mesmo que protege
as bases do CNPJ e CPF na Receita Federal" e que "o envio de boletos de
cobrança consiste em fraude, a qual é alertada no sítio eletrônico do Portal do
Empreendedor" (fls. 21). 3. Dessa forma, correta a conclusão do Procurador
oficiante pelo declínio de atribuição ao MP/MG, tendo em vista que inexiste
qualquer conduta perpetrada por entidade ou órgão federal tendente a
disponibilizar indevidamente dados cadastrais de microempreendedores
individuais, restando apenas a possível ocorrência de fraude mediante o
recebimento indevido de boleto bancário de cobrança. 4. Ausência, portanto,
de interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal (art.
109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

333. Processo: 1.30.001.002216/2016-81 Voto: 2391/2016 Origem: PR - RJ


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RJ. COMPANHIA DAS DOCAS
DO RIO DE JANEIRO. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. 1. Notícia
de Fato autuada com base na informação de supostas irregularidades na
ocupação do Armazém 6 da Companhia Docas do Rio de Janeiro, pela Cia.
"Armazém Utopia". 2. O Ministério Público Federal atua perante a Justiça
Federal (art. 37, I, LC n. 75/93). 3. A jurisprudência do STJ e do STF
consolidou o entendimento de que, quando a causa envolver sociedade de
economia mista que integre a administração federal indireta, a competência da
Justiça Federal fica a depender da presença de interesse da União. 4. A simples
instauração de procedimento administrativo para apurar denúncia de eventual
irregularidade contra sociedade de economia mista não importa, por si só, a
presunção de violação de interesse, econômico ou jurídico, da União nem
justifica a automática atribuição do Ministério Público Federal. 5. Pela
descrição dos fatos, não se infere interesse da União a demandar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC n. 75/93). VOTO
PELA HOMOLOGAÇÃO DO DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do declínio de atribuição. Participaram da votação Dra. Ela
Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

334. Processo: 1.11.000.000538/2014-99 Voto: 719/2016 Origem: PR - AL


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO.
INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS (IFAL). QUÍMICA. EDITAL Nº
31/2014. PLÁGIO DE QUESTÕES. ANULAÇÃO DAS QUESTÕES.
IRREGULARIDADE SANADA. 1. Procedimento Preparatório instaurado
171
para apurar suposta irregularidade na realização do concurso público
promovido pelo Instituto Federal de Alagoas (IFAL), regido pelo Edital nº
31/2014, consistente no plágio de quatorze questões da prova para a área de
química. 2. Promovido o arquivamento sob o fundamento de que o IFAL
adotou as medidas aptas a sanar as irregularidades, uma vez que anulou nove
questões da prova para a área de química. A Procuradora da República
oficiante entendeu que a anulação do certame não seria razoável, pois poderia
causar prejuízos maiores para os candidatos. Constatou, ainda, que, como os
pontos das questões anuladas foram atribuídos a todos os candidatos, não se
vislumbra qualquer prejuízo restrito à esfera individual dos representantes,
nem benefício indevido a qualquer candidato específico. 3. Irregularidade
sanada. Não há notícias de novas irregularidades. Arquivamento que deve ser
mantido pelos seus próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

335. Processo: 1.11.000.000622/2014-11 Voto: 529/2016 Origem: PR - AL


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. NOTÍCIA DE FATO. VERBAS
REFERENTES À CORREÇÃO DO FGTS (PERÍODO DE 1999 A 2013).
QUESTÃO JUDICIALIZADA. 1. Notícia de Fato na qual o representante
pleiteia "o recebimento de verbas referentes à correção do FGTS no período de
1999 a 2013, verbas não repassadas para os trabalhadores" (fls. 03). 2.
Promoção de arquivamento sob o argumento essencial de se tratar de
pretensão eminentemente individual não homogênea e de conteúdo disponível.
3. No entanto, conforme pesquisa realizada no sítio eletrônico da Justiça
Federal - Seção Judiciária do Rio Grande do Sul, verificou-se a existência de
processo judicial (ação civil pública nº 5008379-42.2014.404.7100) tratando
da mesma matéria afeta a estes autos, tendo o Juiz Federal Bruno Brum Ribas
recebido a petição inicial com abrangência nacional, conforme requerido pela
DPU. Aliás, consta decisão, agora do Juiz Federal Roger Raupp Rios, datada
de 05.03.2014, no sentido de que, "conforme decisão proferida pelo STJ
(Resp. nº 1.381.683- PE), com vistas à garantia de uma prestação jurisdicional
homogênea nas ações de FGTS que discutem o afastamento da TR como
índice de correção monetária, determino a SUSPENSÃO, até manifestação de
mérito pelo STJ, do trâmite desta Ação Civil Pública". 4. Dessa forma, é o
caso de aplicação do Enunciado nº 6 da 1ª CCR, o qual preconiza ser "cabível
a homologação do arquivamento quando o objeto do procedimento ou do
inquérito civil, inclusive sob a perspectiva territorial, esteja sob apreciação do
Poder Judiciário e, nas ações em trâmite na Justiça Federal, atue o Ministério
Público federal como (co)autor ou interveniente". Nesse caso, cuidando-se de
ação civil pública, a intervenção do Ministério Público é obrigatória (Lei nº
7.3437/1985, art. 5º, § 1º). 5. Portanto, deve ser promovido o arquivamento do
presente feito, pois a questão nele tratada encontra-se judicializada. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

336. Processo: 1.11.000.000844/2014-25 Voto: 2378/2016 Origem: PR - AL


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Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. NOTÍCIA DE FATO. CONCURSO
PÚBLICO. AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES
(ANATEL). EDITAL Nº 01/2014. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE
RELAÇÃO ENTRE O CONTEÚDO PROGRAMÁTICO EXIGIDO PARA O
CARGO DE "ESPECIALISTA EM REGULAÇÃO DE SERVIÇOS
PÚBLICOS DE TELECOMUNICAÇÕES (ESPECIALIDADE: MÍDIA
DIGITAL)" COM AS ATIVIDADES INERENTES AO REFERIDO CARGO.
FATOS NARRADOS QUE NÃO CONSTITUEM NENHUMA HIPÓTESE
DE ATUAÇÃO DO MPF. PELA HOMOLOGAÇÃO. 1. Trata-se de Notícia de
Fato autuada para apurar suposta irregularidade envolvendo o Edital nº
01/2014 (referente ao concurso público para a ANATEL) e a divergência
existente entre o conteúdo programático exigido para o cargo de Especialista
de Regulação de Serviços Públicos de Telecomunicações (especialidade:
Mídia Digital) com as atividades inerentes ao referido cargo. 2. A procuradora
da República oficiante promoveu o arquivamento do feito ao argumento de
que os fatos noticiados não constituem nenhuma hipótese de atuação do
Ministério Público Federal, já que a escolha do conteúdo programático de
determinado cargo é uma decisão discricionária da Administração Pública,
inclusive ressaltando que existem formas de impugnação ao edital que podem
ser utilizadas pela representante perante a própria ANATEL, mediante as
mesmas alegações constantes da representação. 3. Acolhimento da promoção
de arquivamento pelos seus próprios fundamentos. VOTO PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

337. Processo: 1.13.000.001677/2012-01 Voto: 2629/2016 Origem: PR - AM


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTO
INVESTIGATÓRIO CRIMINAL. ALEGAÇÃO DE SUPOSTAS
IRREGULARIDADES VERIFICADAS NO BOJO DO PREGÃO
ELETRÔNICO Nº 18/2012, REALIZADO PELA 4ª DIVISÃO DE
LEVANTAMENTO DO EXÉRCITO. AUSÊNCIA DE ELEMENTOS
MÍNIMOS DE MATERIALIDADE E AUTORIA DO DELITO. APARENTE
LEGALIDADE DO ATO IMPUGNADO. PELA HOMOLOGAÇÃO. 1.
Cuida-se de procedimento investigatório criminal instaurado para apurar
supostas irregularidades verificadas no bojo do Pregão Eletrônico nº 18/2012,
realizado pela 4ª Divisão de Levantamento do Exército, noticiando o
representante que o referido edital seria responsável por induzir os licitantes a
erro, já que algumas propostas cadastradas, apesar de se encontrarem em
consonância com o edital, foram simplesmente desclassificadas. 2. Em sua
promoção de arquivamento, ressaltou o Procurador oficiante que, "diante
dessa aparência de legalidade do ato impugnado, seria de fundamental
importância para a investigação o esclarecimento por parte do sr.
FRANCISCO ODALK, o qual poderia especificar quais irregularidades
vislumbrara naquela licitação", e que, "porém, mesmo tendo sido oficiado por
duas vezes, quedou-se inerte, não colaborando com a investigação por ele
mesmo iniciada" (fls. 30-v). 3. Acrescentou, ainda, que "é possível concluir
que não há na notitia criminis elementos de informação suficientes para se

173
auferir materialidade e autoria, sendo impossível, por ora, a continuidade do
procedimento inquisitorial por falta de elementos mínimos para
prosseguimento desta investigação", e que "verifica-se que a Administração do
Exército apreciou os recursos ofertados pelos concorrentes, justificando as
razões que levaram ao seu indeferimento" (fls. 30-v/31). 4. Dessa forma, foi
promovido o arquivamento dos autos em razão da "absoluta ausência de uma
linha investigativa minimamente sustentável, bem como pela não
comprovação da materialidade do delito" (fls. 31). 5. Encaminhados os autos à
2ª CCR, houve determinação pela sua remessa à 5ª CCR (fls. 34), a qual, por
sua vez, às fls. 36, determinou a remessa deste feito à 1ª CCR. 6. Portanto,
após análise detida do procedimento investigatório criminal e dentro das
estritas atribuições da 1ª CCR, é de rigor o acolhimento da promoção de
arquivamento pelos seus próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

338. Processo: 1.14.000.002658/2014-19 Voto: 2271/2016 Origem: PR - BA


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO DO
CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DA BAHIA.
PUBLICIDADE NAS CONVOCAÇÕES DO CONCURSO REGIDO PELO
EDITAL Nº 01/2012. 1. Representação solicitando que o Ministério Público
Federal recomende a publicação das convocações do concurso realizado pelo
Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (CREMEB), regido pelo
Edital nº 01/2012. 2. Esclarecimentos prestados pelo CREMEB no sentido de
que o edital do referido concurso não previa a publicação das convocações no
Diário Oficial da União, embora a homologação do resultado final tenha sido
publicada no DOU de 15.03.2013, constando ainda informações para que os
candidatos mantivessem seus dados atualizados para o fim de viabilizar o
devido contato com o Conselho. 3. Dessa forma, consideradas as informações
prestadas e constatada a ausência de publicidade relativa às convocações,
objeto da representação, expediu-se recomendação ao Presidente do Conselho
Regional de Medicina do Estado da Bahia para que, no prazo de 30 (trinta)
dias, procedesse às publicações das convocações realizadas sob a égide do
Edital nº 01/2012, facultando-se, dentre os meios disponíveis, o sítio
eletrônico do CREMEB, da instituição que operacionalizou o concurso ou
DOU e/ou fixação de lista de aprovados em mural situado em local visível ao
público na sede do Conselho. 4. Por meio do Ofício nº 8.288/2015, o
Presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia informou
que a empresa responsável pela realização do concurso já teria sido notificada
para publicar a lista dos aprovados e convocados do concurso, bem como que
essas informações teriam sido disponibilizadas no próprio site do CREMEB e
no mural regional em local visível ao público. 5. Recomendação atendida,
conforme, aliás, se verificou em pesquisa realizada no sítio eletrônico do
Conselho Regional de Medicina/BA
(http://www.cremeb.org.br/index.php/concursos/teste-de-concurso/). PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

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339. Processo: 1.15.000.002335/2014-98 Voto: 2632/2016 Origem: PR - CE
Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTO
PREPARATÓRIO. REPRESENTAÇÃO FORMULADA PELA UNIÃO
BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO E CULTURA (UNBEC), MANTENEDORA
DA FACULDADE CATÓLICA DO CEARÁ (FCC), DANDO CONTA DE
QUE A UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ (UFC) VINHA
ATRASANDO O REGISTRO DE DIPLOMAS DOS ALUNOS
GRADUADOS NAQUELA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR.
SUPERVENIENTE SOLUÇÃO DO PROBLEMA NA ESFERA
ADMINISTRATIVA. PELA HOMOLOGAÇÃO. 1. Cuida-se de representação
em que a União Brasileira de Educação e Cultura (UNBEC), mantenedora da
Faculdade Católica do Ceará (FCC), informa que a Universidade Federal do
Ceará (UFC) vinha atrasando o registro de diplomas dos alunos graduados
naquela instituição de ensino superior. 2. Em sua promoção de arquivamento,
o Procurador oficiante esclareceu que, "a despeito das incompatibilidades
apontadas acima, verifica-se que a UFC não estava realizando o registro de
diplomas da FCC porque esta instituição não universitária de ensino superior
ainda não estava credenciada para tanto". Porém, em setembro de 2014, "esse
credenciamento foi realizado, de modo que, conforme declaração da UFC, a
FCC está apta a requerer o registro de diplomas dos cursos de graduação em
Comunicação Social, Educação Física - Licenciatura e Tecnologia em Design
de Moda, embora não dos cursos de graduação em Educação Física -
Bacharelado e Tecnologia em Marketing de Varejo, devido a pendências
documentais" (fls. 93-v/94). 3. Dessa forma, foi promovido o arquivamento
dos autos "tendo em vista a solução do problema apontado pela representação
na esfera administrativa" (fls. 94). 4. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos seus próprios fundamentos. VOTO PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

340. Processo: 1.16.000.000370/2014-35 Voto: 2605/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTO
PREPARATÓRIO. REPRESENTAÇÃO DA UNIÃO METROPOLITANA
DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS DE BRASÍLIA (UMESB) E DA
FEDERAÇÃO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DE BRASÍLIA E
ENTORNO (FEUBE) ALEGANDO A INCONSTITUCIONALIDADE DE
DISPOSITIVOS DA LEI Nº 12.933/2013. QUESTÃO JUDICIALIZADA. 1.
Cuida-se de procedimento preparatório instaurado a partir de representação da
UMESB e da FEUBE, com o objetivo de apurar alegada inconstitucionalidade
de artigos da Lei nº 12.933/2013, que determina a obrigatória filiação de
entidades estudantis estaduais e municipais à Associação Nacional de Pós-
Graduandos (ANPG), à União Nacional dos Estudantes (UNE) e à União
Brasileira dos Estudantes Secundaristas de Brasília (UBES) para que possam
emitir a Carteira de Identificação Estudantil, o que, de acordo com o
entendimento das representantes, significaria monopólio comercial. 2. Em sua
promoção de arquivamento, a Procuradora oficiante reconheceu que "o objeto
175
deste procedimento já está em discussão no foro próprio, o Supremo Tribunal
Federal, através da ADIn 5108, que questiona a impossibilidade da emissão da
carteira de identidade estudantil por qualquer entidade estudantil municipal ou
estadual, sem que esteja previamente filiada às entidades de caráter nacional"
(fls. 77), e que, "ainda que não tenha havido decisão do STF sobre a medida
cautelar requerida, há presunção - reforçada pela manifestação do Procurador-
Geral da República, de legitimidade e constitucionalidade da norma, que deve
prevalecer, até segunda ordem, sobre as normas estaduais ou municipais que
com ela conflitem" (fls. 78). 3. Dessa forma, foi promovido o arquivamento
sob o argumento essencial de que não restou evidenciada "irregularidade
passível de atuação deste órgão do MPF sobre os fatos narrados" (fls. 78). 4.
No entanto, conforme noticiado na própria promoção de arquivamento,
verifica-se a existência de processo judicial (ADIn nº 5.108/DF) tratando da
mesma matéria afeta a estes autos. 5. Logo, é o caso de aplicação do
Enunciado nº 6 da 1ª CCR, o qual preconiza ser "cabível a homologação do
arquivamento quando o objeto do procedimento ou do inquérito civil,
inclusive sob a perspectiva territorial, esteja sob apreciação do Poder
Judiciário e, nas ações em trâmite na Justiça Federal, atue o Ministério Público
federal como (co)autor ou interveniente". 6. Portanto, deve ser promovido o
arquivamento do presente feito, pois a questão nele tratada encontra-se
judicializada. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

341. Processo: 1.16.000.001630/2014-90 Voto: 2579/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. NOTÍCIA DE FATO. GREVE.
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA (UNB). SERVIDORES TÉCNICOS
ADMINISTRATIVOS. ALEGAÇÃO DE QUE GREVES PERIÓDICAS DOS
REFERIDOS SERVIDORES TÊM PROVOCADO PREJUÍZOS AOS
ALUNOS DA UNB QUE PRECISAM UTILIZAR OS SERVIÇOS DA
BIBLIOTECA CENTRAL (BCE). SUPERVENIENTE TÉRMINO DA
GREVE NA UNB, SEM PREVISÃO DE NOVO MOVIMENTO
PAREDISTA. IRREGULARIDADE SANADA. PELA HOMOLOGAÇÃO. 1.
Alegada irregularidade envolvendo repetidas greves dos servidores técnicos
administrativos da UnB, promovidas pelo SINTFUB, as quais vêm
provocando sério prejuízos aos alunos da referida instituição, em especial no
que se refere à utilização dos serviços da Biblioteca Central (BCE). 2.
Promovido o arquivamento levando-se em conta que "é fato notório que não
há mais movimento grevista na UnB que prejudique o funcionamento da
BCE", e que, "ao contatar a biblioteca pelo telefone (61) 3107-2676, no dia 18
de novembro de 2014, servidora do órgão informou que o horário de
funcionamento foi integralmente restabelecido em meados de junho e que não
há previsão, ao menos para este ano, de nova deflagração de movimento
paredista" (fls. 20). 3. Irregularidade sanada. 4. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos seus próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

176
342. Processo: 1.16.000.003013/2013-48 Voto: 89/2016 Origem: PR - DF
Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. EXÉRCITO BRASILEIRO.
CONTRATAÇÃO POR PROCESSO SIMPLIFICADO. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADE. 1. Inquérito Civil instaurado para apurar supostas
irregularidades no processo seletivo simplificado, regido pelo Aviso de
Seleção nº 02 - SSMR/11, para o Serviço Militar Temporário de Oficial e
Sargento Técnico do Comando da 11ª Região Militar, consistentes em: a)
realização de processo simplificado em prejuízo do concurso público, b)
processo seletivo consistente na mera apresentação de documentos dos
candidatos, c) inscrições realizadas somente pela internet, restringindo o
amplo acesso ao concurso, d) falta de clareza do edital ao especificar os cargos
e áreas que exigiriam a comprovação de especialista, e) presença na etapa de
apresentação de documento de candidato não pré-selecionado, que fora
selecionado em fase posterior f) "informações internas" de que os candidatos
que impetraram mandado de segurança não seriam convocados para o
desempenho do cargo, g) convocação de professores de áreas de magistério
não solicitadas pelo Colégio Militar de Brasília, o que implicaria a falta de
professores em diversas outras áreas na referida instituição. 2. Arquivamento
promovido sob o entendimento de que os fatos narrados não configuram
irregularidades, tendo em vista que: a) tratando-se de serviço militar
temporário, não há óbice legal ou constitucional para a realização de processo
seletivo simplificado, regido pela Lei 6.880/80, b) o TCU entende que a
seleção restrita à análise curricular é aceitável, quando há parâmetros objetivos
que permitam correlacionar o produto desejado com a formação especializada
dos candidatos, parâmetros esses existentes no caso concreto, c) a inscrição via
internet é o meio mais amplo a possibilitar a participação isonômica dos
candidatos em todo o país, d) está ausente a obscuridade apontada no edital,
pois, tanto o candidato que concorresse ao posto de aspirante a Oficial Técnico
Temporário quanto o que concorresse ao posto de Terceiro Sargento Técnico
Temporário, poderiam apresentar títulos de especialista, e) o edital traz a
previsão de convocação de mais candidatos para avaliação curricular f) o
representante não trouxe nenhum indício mínimo do fato que alega, g) é de
responsabilidade do Colégio Militar de Brasília realizar estudo em seu quadro
para identificar áreas de interesse em cargos desocupados ou com previsão de
desocupar, cabendo assim, à administração militar definir suas prioridades,
quantitativos de professores e áreas de magistério a serem providas. 3.
Ausência das irregularidades apontadas nos autos. Arquivamento que deve ser
mantido pelos seus próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

343. Processo: 1.16.000.003240/2014-54 Voto: 2576/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTO
PREPARATÓRIO. CONCURSO PÚBLICO. MINISTÉRIO DA
AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO (MAPA). CARGO DE
FISCAL FEDERAL AGROPECUÁRIO FARMACÊUTICO. ALEGADAS
IRREGULARIDADES NA CORREÇÃO DA PROVA DISCURSIVA.
DESCABIMENTO. PELA HOMOLOGAÇÃO. 1. Cuida-se de representação
177
em que são alegadas irregularidades praticadas pela empresa CONSULPLAN
na realização do concurso público para o cargo de Fiscal Federal Agropecuário
Farmacêutico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(MAPA), quanto à correção da prova discursiva, uma vez que não teriam sido
feitas marcações ou quaisquer indicações dos erros cometidos pelos
candidatos, o que inviabilizaria a elaboração adequada de recursos. 2. Em sua
promoção de arquivamento, argumentou o procurador da República oficiante
que "a representação resume-se a declarações incertas e imprecisas do
representante o qual refere-se a supostas irregularidades com a juntada de
cópias que não corroboram suas afirmações", e que "notáveis a generalidade e
a imprecisão da presente representação, dificultando sobremaneira a
identificação de como o modo de correção da prova discursiva representaria
irregularidade" (fls. 19/19-v). 3. Acrescentou, ainda, que "o Edital previa em
seu item 8.3.1 a possibilidade de entrar com recurso 'até 2 dias úteis após o dia
da divulgação/publicação oficial das respectivas etapas'", razão por que não se
sustentaria "o argumento da impossibilidade de recorrer, considerando que os
recursos recebidos foram individualmente analisados, sendo alguns inclusive
julgados procedentes" (fls. 19-v). 4. Dessa forma, foi promovido o
arquivamento dos autos ao fundamento de que "não se justifica a instauração
de inquérito civil ou a adoção de quaisquer das demais medidas referidas nos
incisos do art. 4º da Res. 87 do CSMPF, pois, pelos mesmos motivos já
expendidos, é descabida e inviável a adoção de qualquer diligência
ministerial" (fls. 19-v). 5. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos
seus próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

344. Processo: 1.16.000.003244/2014-32 Voto: 2637/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Decisão: Retirado de pauta.

345. Processo: 1.17.000.001095/2015-11 Voto: 2292/2016 Origem: PR - E


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL
(PRF). NOTÍCIA DE SUPOSTAS IRREGULARIDADES NA
INVESTIDURA DO CARGO DE AGENTE ADMINISTRATIVO.
CONCURSO PÚBLICO Nº 01/2014. ALEGAÇÃO DE QUE EXISTEM
VAGAS OCUPADAS POR SERVIDORES CEDIDOS DE OUTROS
ÓRGÃOS. CONFIRMAÇÃO DE QUE HOUVE REDISTRIBUIÇÃO DE
ALGUNS SERVIDORES DO EXTINTO DEPARTAMENTO NACIONAL
DE ESTRADAS E RODAGEM (DNER) À 12ª SRPRF/ES. INEXISTÊNCIA
DE IRREGULARIDADE. VOTO PELA HOMOLOGAÇÃO DO
ARQUIVAMENTO. 1. Procedimento preparatório instaurado para apurar
notícia de suposta irregularidade na ocupação do cargo de agente
administrativo da Polícia Rodoviária do Espírito Santo (PRF/ES), com
implicações diretas no concurso público regido pelo Edital nº 01/2014, pois os
candidatos aprovados para o mencionado cargo não estariam sendo nomeados
devido ao fato de as vagas estarem sendo ocupadas por servidores cedidos por
outros órgãos, como o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte
178
(DNIT). 2. Oficiado à Superintendência Regional da Polícia Rodoviária
Federal no Espírito Santo (SRPRF/ES), o superintendente informou a
inexistência de servidores lotados na 12ª SRPRF/ES cedidos por outro órgão
ou ocupantes de cargo em comissão que integrem o quadro de pessoal,
esclarecendo que alguns servidores lotados na SRPRF/ES pertenciam
anteriormente ao Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER),
tendo sido redistribuídos à PRF após a extinção do mencionado órgão, tendo
passado a compor o Plano Especial de Cargos do Departamento de Polícia
Rodoviária Federal, previsto no art. 10 da Lei nº 11.095/2005. 3. Ainda de
acordo com os esclarecimentos do superintendente da SRPRF/ES, existiam
servidores provenientes de outros órgãos redistribuídos ao Departamento de
Polícia Rodoviária Federal do Ministério da Justiça (DPRF/MJ), tendo sido
observado o teor da Portaria nº 57/2000, do MPOG, do Ofício-Circular nº
07/SRH-MP, de 17/04/2000, e da Portaria nº 83, de 17/04/2001, do MPOG.
Quanto ao concurso público regido pelo Edital nº 01/2014, foi informado que
houve a nomeação de três aprovados no mencionado certame para o cargo de
agente administrativo, sendo esse o número de vagas previsto no citado edital,
ficando os demais candidatos incluídos em cadastro de reserva. 4. Proferida
decisão de arquivamento, após, reconsiderada em razão de novos argumentos
expostos pelo denunciante, que apontou a seguinte incongruência: o art. 113
da Lei nº 10.233/2001 dispôs que os servidores do DNER seriam absorvidos
pelos novos órgãos criados pela mencionada lei (Agência Nacional de
Transportes Terrestres - ANTT - ; Agência Nacional de Transporte Aquaviário
- ANTAQ -; e Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes - DNIT),
não havendo, portanto, no texto legal referido, menção à PRF. 5. Expedido
novo ofício à SRPRF/ES, o órgão informou a inexistência de servidores
cedidos pelo DNIT em exercício naquela superintendência, mas, de servidores
administrativos redistribuídos, que compõem o Plano Especial de Cargos do
DPRF, no termos do art. 10 da Lei nº 11.095/2005, sendo que a redistribuição
de servidores do DNER para a PRF ocorreu em 2002, muito antes da
publicação do Edital nº 01/2014. 6. Procedimento arquivado sob o seguinte
argumento: "tendo em vista que o instituto da redistribuição é instrumento
legalmente previsto no artigo 37, da Lei nº 8.112/90 para permitir o
deslocamento de cargos públicos, conforme ocorrido no presente caso,
conclui-se pela inexistência de irregularidades aptas a manter o
prosseguimento dos presentes autos". 7. Interposição de novo recurso,
requerendo a reconsideração da decisão de arquivamento do procedimento,
“uma vez que, em seu curso, foi apurada e documentada a existência de
catorze servidores exercendo ilegalmente o cargo de agente administrativo na
12ª SRPRF/ES, eis que sua requisição se deu por portarias que contrariam
expressa disposição de lei, causando, atualmente, preterição dos concursados
para esse cargo da PRF”. No entendimento do recorrente, ante o disposto no
art. 113 da Lei nº 10.233/2001, servidores do extinto DNER não poderiam ser
redistribuídos para a PRF, mas, apenas, à ANTT, à ANTAQ e ao DNIT, sendo
a mencionada lei posterior e especial em relação à Lei nº 8.112/1990, devendo
prevalecer sobre esta. 8. A decisão de arquivamento foi mantida, por seus
próprios fundamentos. 9. A Lei nº 10.233/2001, que, entre outras disposições,
criou a ANTT, a ANTAQ e o DNIT, dispôs, em seu art. 113, do seguinte modo:
“Art. 113. Ficam criados os quadros de Pessoal Específico na ANTT, na
ANTAQ e no DNIT, com a finalidade de absorver servidores do Regime
Jurídico Único, dos quadros de pessoal do Departamento Nacional de Estradas
de Rodagem – DNER e do Ministério dos Transportes”. 10. Portanto, a
mencionada lei não determinou que servidores dos quadros de pessoal do

179
DNER somente pudessem ser redistribuídos para os quadros de Pessoal
Específico da ANTT, da ANTAQ e do DNIT, mas, que tais quadros somente
poderiam absorver servidores do departamento extinto, do Regime Jurídico
Único e do Ministério dos Transportes. 11. Tal significa que os quadros de
Pessoal Específico das mencionadas agências e do DNIT não poderiam
absorver, por exemplo, empregados públicos não submetidos à Lei nº
8.112/1990. 12. De outra parte, interpretar o mencionado texto legal como
quer o recorrente significaria dizer que servidores do Regime Jurídico Único
somente poderiam ser redistribuídos para a ANTT, a ANTAQ ou o DNIT, o
que não corresponde ao comando expresso no dispositivo legal em questão.
13. Além do mais, a situação dos servidores ocupantes de cargos redistribuídos
para o DPRF, até 30 de abril de 2004, ficou definitivamente regularizada pelo
disposto no art. 10, caput, da Lei nº 11.095/2005 que, dentre outras
disposições, instituiu o Plano Especial de Cargos do Departamento de Polícia
Rodoviária Federal: “Art. 10. Fica estruturado o Plano Especial de Cargos do
Departamento de Polícia Rodoviária Federal, composto pelos cargos de
provimento efetivo, regidos pela Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, que
não estejam organizados em carreiras, pertencentes ao Quadro de Pessoal do
Departamento de Polícia Rodoviária Federal em 30 de junho de 2004, ou que
venham a ser redistribuídos para este Departamento, desde que as respectivas
redistribuições tenham sido requeridas até 30 de abril de 2004, mediante
enquadramento dos servidores, de acordo com as respectivas atribuições,
requisitos de formação profissional e posição relativa na tabela, conforme o
constante do Anexo III desta Lei”. 14. Portanto, é legal a situação dos
servidores do antigo DNER cujos cargos foram redistribuídos ao DPRF/MJ e
estão lotados na SRPRF/ES, não havendo qualquer relação entre aqueles e o
fato de não terem sido chamados outros candidatos classificados no concurso
público regido pelo Edital nº 01/2014 além dos que foram aprovados para as 3
vagas ali previstas. 15. Arquivamento que deve ser mantido, pelos seus
próprios fundamentos e pelos que foram aqui expostos. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

346. Processo: 1.17.000.001288/2014-91 Voto: 2524/2016 Origem: PR - ES


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL.
REPRESENTAÇÃO DO CENTRO BRASILEIRO DOS EXPORTADORES
DE ROCHAS ORNAMENTAIS (CENTROROCHAS) ACERCA DA
MOROSIDADE DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO
MINERAL (DNPM) NA APRECIAÇÃO DOS PROCESSOS
MINERATÓRIOS. IRREGULARIDADE APONTADA QUE ESTÁ SENDO
ENFRENTADA PELO DNPM, INCLUSIVE COM ADOÇÃO DE MEDIDAS
EFETIVAS TENDENTES A DIMINUIR O TEMPO DE TRAMITAÇÃO
DOS PROCESSOS INTERNOS. QUESTÃO ATINENTE À POSSÍVEL
EXISTÊNCIA DE FALHA NO CONTROLE DAS EXPORTAÇÕES DE
ROCHAS ORNAMENTAIS. ATRIBUIÇÃO DA 4ª CCR. 1. Inquérito civil
instaurado a partir de representação do Centrorochas e tendente a apurar
demora do DNPM nas análises de processos administrativos, tendo em vista a
exigência contida no art. 118 do Dec. Nº 62.934/68 que estipula ao DNPM
prazo interno para a tramitação de processos, assim como sobre a possível
180
existência de falha no controle das exportações de rochas ornamentais, uma
vez que não estaria sendo exigida qualquer comprovação da regularidade da
extração. 2. Em sua promoção de arquivamento, argumentou o procurador da
República oficiante, entre outros pontos, que, "sabendo da importância da
regulamentação do artigo, o órgão indicou que constituiu um Grupo de
Trabalho que realizará uma proposta fundamentada visando a regulamentação
do mesmo", assim como, relativamente às "iniciativas para melhorar a
situação atual do órgão, o mesmo apresentou inúmeras medidas, tais como:
pedido de concurso público, já que a atividade do órgão aumentou bastante
nos últimos 20 anos e a quantidade de servidores não comporta a demanda;
modernização dos sistemas de informática, com suporte à gestão de negócios
referente ao setor; desburocratização dos procedimentos como a renovação
automática de títulos nos casos de registro de licença; emissão de guia de
utilização e permissão de lavra garimpeira"(fls. 285). 3. Dessa forma, foi
promovido o arquivamento do presente inquérito civil sob a alegação de que
"as irregularidades apuradas pelo presente procedimento já estão sendo
enfrentadas pelo DNPM, inclusive com adoção de medidas efetivas que visam
diminuir o tempo de tramitação dos processos internos do órgão" (fls. 286),
agindo o referido órgão de acordo com o Princípio da Eficiência. 4.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos seus próprios fundamentos.
5. Contudo, pela regra da especialidade, a matéria atinente à possível
existência de falha no controle das exportações de rochas ornamentais, uma
vez que não estaria sendo exigida qualquer comprovação da regularidade da
extração, embora não analisada na promoção de arquivamento (apesar de ser
objeto do presente inquérito civil), sujeita-se à revisão da 4ª Câmara de
Coordenação e Revisão, órgão superior incumbido de atuar na revisão dos
feitos cíveis relativos à responsabilidade civil por dano ao meio ambiente e
nos relacionados ao meio ambiente e ao patrimônio cultural, nos termos da
Res. CSMPF nº 148/14. VOTO PELA HOMOLOGAÇÃO, NO ÂMBITO DA
1ª CCR, COM REMESSA À 4ª CCR QUANTO À QUESTÃO
REMANESCENTE.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-se os
autos à 4ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação Dra.
Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

347. Processo: 1.21.001.000230/2014-97 Voto: 2520/2016 Origem: PRM Dourados-MS


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTO
PREPARATÓRIO. ALEGAÇÃO DE PREJUÍZOS PROVOCADOS AOS
DISCENTES DO CURSO DE ENGENHARIA DE ENERGIA DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS (UFGD), EM
RAZÃO DA TRANSIÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO
(PPC) APROVADO EM 2014. 1. Alegada irregularidade consubstanciada no
fato de que todos os alunos que não preenchessem os pré-requisitos do novo
Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de Engenharia de Energia da UFGD,
aprovado no ano de 2014, seriam desmatriculados em relação ao segundo
semestre desse mesmo ano. 2. Promovido o arquivamento sob o argumento
essencial de que, "com a resposta da UFGD, esclarecendo que irá conceder
período de vacância antes da entrada em vigor do novo PPC, verifica-se que
não há prejuízos aos alunos do Curso de Engenharia, de maneira que não
remanesce a necessidade de ser tomada qualquer providência pelo Ministério
181
Público Federal" (fls. 74-v). 3. Acolhimento da promoção de arquivamento
pelos seus próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

348. Processo: 1.22.000.002370/2006-62 Voto: 2343/2016 Origem: PRM P. Alegre-MG


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL.
IRREGULARIDADES NO LOTEAMENTO "ISAMAR". UTILIZAÇÃO DE
FAIXA DE DOMÍNIO DA BR-459, NO MUNICÍPIO DE SANTA RITA DO
SAPUCAÍ/MG. INEXISTÊNCIA DE INFRAESTRUTURA BÁSICA. 1.
Inquérito Civil Público instaurado com o escopo de apurar irregularidades no
loteamento "Isamar", que, em tese, estaria utilizando faixa de domínio da BR-
459, no município de Santa Rita do Sapucaí/MG. 2. Promovido o
arquivamento sob os argumentos de que, "em relação à ocupação das faixas de
domínio da BR-459, a Procuradoria Seccional da União em Poços de
Cladas/MG já tomou as medidas cabíveis (quais sejam, que ela teria assumido
a responsabilidade pelas ações judiciais do DNIT na localidade, e que já foi
ajuizada ação de reintegração de posse c/c ação demolitória, estando o feito
em fase de citação dos réus - fls. 768)", e que, "no que toca à ocupação da
antiga linha férrea pertencente a extinta RFFSA por uma via pública, já
existem nesta Procuradoria dois procedimentos internos que visam apurar o
descaso com bens da extinta RFFSA em Santa Rita do Sapucaí/MG, quais
sejam, os de nº 1.22.013.000435/2013-15 e nº 1.22.013.000176/2010-80" (fls.
769). 3. Ponderou-se, ainda, que não foram tomadas quaisquer medidas no
âmbito criminal "uma vez que os fatos objeto do presente inquérito não se
enquadram a nenhum tipo de ilícito criminal" (fls. 769). 4. Acolhimento da
promoção de arquivamento pelos seus próprios fundamentos. VOTO PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

349. Processo: 1.22.003.000440/2013-47 Voto: 2313/2016 Origem: PRM Uberlândia-MG


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL. TRANSPORTE
DE CARGA COM EXCESSO DE PESO EM RODOVIA FEDERAL.
TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA FIRMADO COM PRAZO
INDETERMINADO. COMPROMETIMENTO DA EMPRESA, AINDA, A
ADQUIRIR BENS MÓVEIS, SERVIÇOS OU EQUIPAMENTOS AO
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR EM UBERLÂNDIA/MG, NO VALOR
DE R$ 30.000,00 (TRINTA MIL REAIS). COMPROVADO O
CUMPRIMENTO DA DOAÇÃO ACORDADA NO TAC. 1. Autuação por
transporte de carga com excesso de peso em rodovia federal. 2. Constatada a
recorrência da conduta, foi tomado da empresa infratora compromisso de
ajustamento de conduta com obrigação de não fazer por tempo indeterminado.
3. Entendimento do Conselho Institucional do Ministério Público Federal no
sentido de que, concluído o inquérito civil com a celebração de Termo de
Ajustamento de Conduta, não se faz necessária a abertura de procedimento de
182
acompanhamento porque a atuação fiscalizatória da Polícia Rodoviária
Federal tem se mostrado suficiente para identificar eventual recorrência da
conduta (v., entre outros, o P.A. nº 1.28.000.000681/2013-01, 10ª Sessão
Ordinária do Conselho Institucional do MPF, de 09.12.2015, relatora a
Subprocuradora-Geral da República Sandra Cureau). 4. Existência, ainda, do
Acordo de Cooperação Técnica nº 09/2014 entre o Ministério Público Federal
e o Ministério da Justiça, com a interveniência da Polícia Rodoviária Federal,
objetivando, dentre outros, o intercâmbio de informações destinadas à
formação de bancos de dados para possibilitar a adoção de providências nas
esferas cível, administrativa e criminal. 5. Além disso, comprovou-se nos
autos o cumprimento, por parte da empresa, das doações acordadas no TAC,
fixadas no importe de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) e destinadas ao Corpo de
Bombeiros Militar em Uberlândia/MG. PELA HOMOLOGAÇÃO DO
ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

350. Processo: 1.23.000.001577/2014-92 Voto: 2519/2016 Origem: PR - PA


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTO
PREPARATÓRIO. PENSIONISTA DO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES.
DESCONTOS NO SEU CONTRACHEQUE ENVOLVENDO A
COBRANÇA DE VALORES SUPOSTAMENTE INDEVIDOS. NÃO
CONFIGURAÇÃO DE INTERESSE DIFUSO, COLETIVO OU
INDIVIDUAL HOMOGÊNEO. SITUAÇÃO QUE NÃO TRANSCENDE A
ÓRBITA JURÍDICA DA REPRESENTANTE. ILEGITIMIDADE DE
ATUAÇÃO DO MPF. 1. Alegada irregularidade envolvendo o desconto
indevido de valores desconhecidos no contracheque da representante,
pensionista do Ministério dos Transportes. 2. Promovido o arquivamento sob o
argumento de que "a pretensão deduzida na representação tem nítida
conotação individual, porque tem peculiaridades que demandariam a instrução
voltada exclusivamente para o caso concreto (circunstâncias relativas aos
descontos indevidos no contracheque da pensão da representante) e
terminariam por ensejar ação para proteção do direito disponível específico do
titular, dado que de conteúdo patrimonial, para o qual pode o próprio
interessado diligenciar, por meio de advogado particular ou quando não puder
custear um, por defensor público" (fls. 08/08-v). 3. Acolhimento da promoção
de arquivamento pelos seus próprios fundamentos. VOTO PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

351. Processo: 1.23.000.001848/2012-48 Voto: 2347/2016 Origem: PR - PA


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL. MUTIRÃO DE
AUDIÊNCIAS DA 10ª VARA DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL CÍVEL
DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARÁ. SUPOSTA CAPTAÇÃO ILÍCITA DE
CLIENTELA POR ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA. NÃO
183
CARACTERIZAÇÃO. 1. Inquérito Civil instaurado a partir de comunicação
de captação ilícita de clientela efetuada por escritório de advocacia, durante o
II Mutirão da 10ª Vara do Juizado Especial Federal Cível da Seção Judiciária
do Estado do Pará. 2. Promovido o arquivamento sob o argumento de que a
conduta praticada limitava-se ao âmbito administrativo e que já havia sido
enviada representação ao presidente da OAB/PA para adotar as providências
administrativas que entendesse cabíveis, a 1ª CCR, aos 03.10.2013, deixou de
homologar referida promoção de arquivamento, determinando a remessa dos
autos à origem para prosseguimento do feito (fls. 15/18). 3. Prorrogado o
inquérito civil por mais 01 ano e requisitados esclarecimentos ao escritório de
advocacia composto pelos advogados JOÃO AUGUSTO NERY, MÁRCIO
ROBERTO NERY DE ALMEIDA, MARIA JOANA NERY DE ALMEIDA e
MICHELE ELIAS DIAS, este informou, em essência, que "a representação
processual do autor nos autos se deu através de instrumento público
(Procuração Pública) feito perante o Tabelião do Cartório Condurú, haja vista
que o mesmo era analfabeto", salientando que "a procuração pública foi
passada em 02.03.2012, ou seja, 6 (seis) meses antes da aludida audiência e
juntada no JEF em 19.03.2012". Além disso, ponderou que "os advogados
representados possuem escritório de advocacia em frente a Justiça Federal
(Rua Domingos Marreiros, nº 585), trabalhando especificamente em causas
previdenciárias, e, portanto, podem ser procurados por qualquer pessoa para
patrocínio principalmente no JEF" (fls. 25). 4. Nova promoção de
arquivamento (fls. 31), desta feita sob a alegação de que os representados
"demonstraram que possuem escritório de advocacia em frente ao prédio da
Justiça Federal", que se especializaram em Direito Previdenciário e que,
"sobre o processo em si, que deu causa ao ofício do Juiz, demonstraram que o
cliente era analfabeto e foi lavrada procuração pública, o que retira a indicação
de captação de clientela". 5. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos
seus próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

352. Processo: 1.23.000.001878/2014-16 Voto: 2554/2016 Origem: PR - PA


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTO
PREPARATÓRIO. CONCURSO PARA A SUPERINTENDÊNCIA DO
DESENVOLVIMENTO DA AMAZÔNIA (SUDAM). ALEGADA DEMORA
DO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO
(MPOG) EM AUTORIZAR O PROVIMENTO DE CARGOS.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS DO PRÓPRIO REPRESENTANTE
DANDO CONTA DE QUE O MPOG AUTORIZOU O PROVIMENTO DOS
CARGOS (FOI AUTORIZADO O PROVIMENTO DE 71 CARGOS DO
QUADRO DE PESSOAL EFETIVO DA SUDAM). PERDA DO OBJETO. 1.
Cuida-se de representação noticiando possível postergação, por parte do
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), na autorização de
provimento dos cargos aprovados no último concurso público para a
Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM). 2. Promovido
o arquivamento sob o argumento de que "o próprio representante da demanda,
através de um e-mail às fls. 16, informou a este Parquet que o problema já
havia sido resolvido", já que "o Ministério autorizou o provimento dos cargos
- (fls. 17). In casu, foi autorizado o provimento de 71 cargos do quadro de
184
pessoal efetivo da SUDAM pela Portaria nº 327/2014-MPOG, DOU de
15.09.2014. 3. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos seus próprios
fundamentos. VOTO PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

353. Processo: 1.23.002.000182/2014-52 Voto: 2153/2016 Origem: PRM Santarém-PA


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. RECURSO DO REPRESENTANTE.
RECEITA FEDERAL. INSCRIÇÃO EM DÍVIDA ATIVA. PEDIDO DE
INFORMAÇÕES. NÃO ATENDIMENTO. 1. Notícia de fato autuada a fim de
apurar supostas irregularidades em inscrição de contribuinte em Dívida Ativa
pela Receita Federal do Brasil. Narra a representação que foram feitos
diversos pedidos junto à Delegacia da Receita Federal de Santarém para que
fossem prestadas informações possibilitando aos representantes utilizarem as
medidas administrativas para se defenderem da dívida alegada, entretanto, não
obtiveram qualquer resposta do referido órgão. 2. Promovido o arquivamento
pelo Procurador oficiante, ao fundamento de que não se vislumbra a tutela de
direito social ou direito individual indisponível, de modo a atrair a
legitimidade do MPF para interceder pelo representante. 3. No recurso, as
interessadas não inovaram nos fatos e argumentos que já haviam sido
analisados pelo Procurador que promoveu o arquivamento, tendo, pelo
contrário, incorrido na mesma alegação. 4. Na apreciação do recurso, foi
mantida a decisão de arquivamento, ao argumento de que o requerimento
apresentado perante a Delegacia da Receita Federal visa obter informações de
cunho patrimonial atinentes unicamente ao interesse fiscal da representante,
sendo possível a interposição do recurso administrativo cabível, bem assim, a
impetração de mandado de segurança ou habeas data. 5. Acolhimento da
promoção de arquivamento, pelos seus próprios fundamentos. PELO
DESPROVIMENTO DO RECURSO E PELA HOMOLOGAÇÃO DO
ARQUIVAMENTO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
desprovimento do recurso e pela homologação do arquivamento. Participaram
da votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

354. Processo: 1.23.007.000130/2013-55 Voto: 2229/2016 Origem: PR - AL


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONCURSO PÚBLICO. TRIBUNAL
REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO. CARGO DE TÉCNICO
JUDICIÁRIO. FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS (FCC). INSCRIÇÃO.
PEDIDO DE ISENÇÃO INDEFERIDO. POSSÍVEL IRREGULARIDADE. 1.
Trata-se de recusa supostamente injustificada de pedido de isenção para
inscrição em concurso para o cargo de Técnico Judiciário do Tribunal
Regional do Trabalho da 19ª Região. Narra o representante que teve seu
pedido de isenção de inscrição indeferido de forma indevida. 2. Pretensão
eminentemente individual não homogênea, porque permeada de
peculiaridades, e de conteúdo disponível. 3. Ausência de atribuição do
Ministério Público para atuar, ante a previsão do art. 127, caput, da CF/88, c/c
o art. 15, § 2º, da Lei Complementar nº 75/1993. PELA HOMOLOGAÇÃO.
185
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

355. Processo: 1.25.000.002410/2007-45 Voto: 2651/2016 Origem: PR - PR


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL. ALEGAÇÃO
DE OCORRÊNCIA DE VÁRIOS ACIDENTES NA RODOVIA BR-116
(TRECHO DO KM 114 AO 125 ENTRE OS MUNICÍPIOS DE CURITIBA E
FAZENDA RIO GRANDE). MÁ CONSERVAÇÃO DA VIA E
SINALIZAÇÃO PRECÁRIA. SUPERVENIENTE CONTRATO DE
CONCESSÃO COM A AUTOPISTA PLANALTO SUL S/A. DUPLICAÇÃO
DO REFERIDO TRECHO. ADOTADAS PROVIDÊNCIAS PARA A
CONSERVAÇÃO DA VIA, SENDO ESTA FISCALIZADA A CONTENTO
PELA ANTT. PELA HOMOLOGAÇÃO. 1. Cuida-se de inquérito civil
instaurado a partir de denúncia informando a ocorrência de inúmeros acidentes
na BR-116, trecho do km 114 ao 125, acidentes esses que estariam se dando
em razão de sinalização precária e das más condições da via. 2. Em sua
promoção de arquivamento, o procurador da República oficiante informou
que, "em fevereiro de 2008, a ANTT firmou contrato de concessão com a
Autopista Planalto Sul S/A para exploração da BR-116, trecho Curitiba-Divisa
SC/RS (fls. 67-122)" (fls. 274), sendo um dos encargos dessa concessionária a
duplicação do trecho problemático. Esclareceu, ainda, que, "na última
informação prestada, a ANTT relatou que a 1ª Etapa da Duplicação da BR-
116/PR/SC, do km 177+700 a km 124+600, está com 98,04% executada e a
pista encontra-se liberada em pista dupla; (...)" (fls. 274). 3. Dessa forma, foi
promovido o arquivamento dos autos sob os argumentos de que "são tomadas
as devidas providências para conservar o patrimônio público", de que "a
União, mediante concessão, transferiu atribuição de conservação, manutenção
e duplicação da rodovia à concessionária Autopista Planalto Sul S/A", de que a
"ANTT, por sua vez, tem realizado normalmente sua competência, como órgão
fiscalizador desse contrato de concessão, realizando vistorias e autuando
eventual irregularidade" e de que, por fim, "a conservação dessa rodovia,
inicialmente denunciada, tem sido regularmente realizada" (fls. 275). 4.
Encaminhados os autos à 5ª CCR, houve determinação pela sua remessa a esta
Câmara "por se tratar de questão relacionada à fiscalização dos atos
administrativos em geral e à proteção do patrimônio público, sem indícios de
atos de improbidade administrativa" (fls. 279). 5. Portanto, dentro das estritas
atribuições dessa 1ª CCR, é de ser acolhida a promoção de arquivamento pelos
seus próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

356. Processo: 1.25.002.000260/2014-44 Voto: 686/2016 Origem: PRM Cascavel-PR


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. EXÉRCITO BRASILEIRO.
PROBLEMA DE SAÚDE. RESTRIÇÕES IMPOSTAS. PARECERES
MÉDICOS. AUSÊNCIA DE IRREGULARIDADE. SOLICITAÇÃO DE
APRESENTAÇÃO À JUNTA MÉDICA. DIREITO INDIVIDUAL. 1.

186
Procedimento Preparatório instaurado para verificar suposta irregularidade
praticada pelo Exército Brasileiro. O representante alega que, embora tenha
problema de saúde desde 2007, não é designada junta médica para avaliar sua
situação, decidindo pela reforma ou por sua volta às atividades normais,
ficando, assim, impedido de realizar trabalho armado, candidatar-se a missão
no exterior ou participar de cursos de especialização. Afirma, ainda, que foi
furtado um gravador, no seu local de trabalho, que continha diversos arquivos
que comprovam a coação que vinha sofrendo no interior da Organização
Militar. Por fim, aduz que foi o único militar que teve a solicitação de porte e
registro de arma de fogo negada, porém, sem fornecimento, por escrito, do
motivo de tal negativa. 2. O Procurador oficiante encaminhou cópia dos autos
ao Ministério Público Militar para análise da matéria criminal noticiada. 3.
Arquivamento promovido sob o fundamento de que as medidas
administrativas tomadas pelo Comando do Batalhão foram baseadas em
pareceres médicos que restringiram as atividades do militar e que as medidas
tendentes à verificação da situação de saúde deste, para fins de reforma, são
direitos individuais disponíveis, que devem ser pleiteados em juízo pelo
interessado. 4. Em relação às restrições impostas, não há irregularidade.
Quanto às medidas tendentes à verificação da saúde do representante, cuida-se
de direito individual não homogêneo, para cuja defesa o MPF não é
legitimado. Arquivamento que deve ser mantido pelos seus próprios
fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

357. Processo: 1.25.002.001100/2013-31 Voto: 2367/2016 Origem: PRM Cascavel-PR


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL. MUNICÍPIOS
DE CASCAVEL E SANTA TEREZA DO OESTE/PR. SUPOSTO NÃO
ATENDIMENTO DE ENCARGOS PREVISTOS NOS TERMOS DE
DOAÇÕES DE AMBULÂNCIAS DO SAMU (NºS 0158/2011, 0222/2011 E
0276/2011), EM ESPECIAL QUANTO À REMESSA DE
DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA PARA O PROCESSO DE
HABILITAÇÃO. INFORMAÇÕES PRESTADAS PELA COORDENAÇÃO
GERAL DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE
DANDO CONTA, EM ESSÊNCIA, DE QUE NÃO HÁ DOCUMENTOS
PENDENTES RELATIVOS AOS TERMOS DE DOAÇÃO INDICADOS. 1.
Inquérito Civil instaurado a partir de informação remetida pela Procuradoria
da República em Paranavaí/PR, a qual encaminhou informações da AGU
envolvendo irregularidades acerca da doação de ambulâncias do Serviço
Móvel de Urgência e Emergência (SAMU), já que não foram atendidos os
encargos previstos nos Termos de Doação nºs 0158/2011, 0222/2011 e
0276/2011, em especial a remessa de documentação necessária para o
processo de habilitação. 2. Em resposta aos ofícios encaminhados à
Coordenação Geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, esta
informou que não existem documentos pendentes a serem enviados pelos
Municípios de Cascavel e Santa Tereza do Oeste (Termos de Doação nºs
0158/2011, 0222/2011 e 0276/2011), tendo sido enviadas as documentações
relativas aos Termos nºs 222 e 276/2011 nos meses de dezembro/2013 e
janeiro/2014, respectivamente. Quanto ao Termo de Doação nº 158/2011,
informa que as ambulâncias doadas com a finalidade de reserva técnica e de
187
renovação de frota não recebem custeio e, por isso, não passam pelo processo
de habilitação ou de qualificação, não havendo necessidade de envio dos
respectivos documentos, conforme arts. 27 e 28 da Portaria GM/MS nº
1.010/2012 (v. fls 235). 3. Promovido o arquivamento sob o argumento de que
"as informações repassadas pela Coordenação Geral de Urgência e
Emergência elidem possíveis irregularidades" (fls. 238), não se fazendo
necessárias, ademais, novas diligências. 4. Encaminhados os autos à 5ª CCR,
houve determinação pela sua remessa a esta Câmara ao argumento de que a
presente matéria está "afeta às atribuições da 1ª CCR por se tratar de questão
relacionada à fiscalização dos atos administrativos em geral (documentação
necessária para doação de ambulância), sem indícios de atos de improbidade
administrativa e de crimes a ela relacionados" (fls. 243). 5. Acolhimento da
promoção de arquivamento pelos seus próprios fundamentos. VOTO PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

358. Processo: 1.25.009.000015/2014-77 Voto: 2460/2016 Origem: PRM Umuarama-PR


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTO
PREPARATÓRIO. INCRA. MUNICÍPIO DE ALTO PARAÍSO/PR.
ALEGAÇÃO DE SUPOSTA OCUPAÇÃO IRREGULAR DE TERRAS DA
UNIÃO. LOTES RURAIS. INFORMAÇÕES PRESTADAS PELO INCRA
DANDO CONTA DE QUE OS LOTES EM QUESTÃO PERTENCEM A
JONAS RODRIGUES, O QUAL RECEBERA ALIENAÇÃO/CONCESSÃO
PELO ESTADO DO PARANÁ, INCLUSIVE CONSTANDO PEDIDO DE
RATIFICAÇÃO DO TÍTULO AO REFERIDO INSTITUTO. NÃO
CONFIGURAÇÃO DE USO INDEVIDO DE TERRAS DA UNIÃO. 1.
Cuida-se de procedimento preparatório instaurado para apurar suposta
ocupação irregular de terras da União Federal, uma vez que os lotes rurais nºs
84 e 85 da Gleba nº 8, 1ª seção do Núcleo Rio do Veado, estariam sendo
explorados de forma indevida por terceiros. 2. Em resposta a ofício
encaminhado ao INCRA, este informou que "o Serviço de Regularização
Fundiária do INCRA, sediado em Cascavel, promoveu estudo e concluiu que
as terras localizadas e abrangidas pelas matrículas 6.223 e 6.224, ambas do
CRI de Icaraíma, referentes aos lotes 85 e 86, da gleba nº 8, 1ª Seção, do
Núcleo Rio do Veado, não são terras devolutas da União" (fls. 29/30), mas
pertencentes a Jonas Rodrigues, o qual já fez pedido de ratificação do título. 3.
Promovido o arquivamento pelo Procurador oficiante ao argumento essencial
de que não se confirmou "a informação de uso indevido de terras devolutas da
União" (fls. 60). 4. Encaminhados os autos à 5ª CCR, houve determinação de
sua remessa a esta Câmara, ao argumento de que, "com as recentes alterações
promovidas pela Resolução CSMPF nº 148/2014, a matéria em comento
passou a integrar o rol de competência da 1ª CCR, conforme disposto no art.
2º, § 1º, verbis: (...)" (fls. 68). 5. Acolhimento da promoção de arquivamento
pelos seus próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

188
359. Processo: 1.27.000.001410/2014-82 Voto: 870/2016 Origem: PR - PI
Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. UNIVERSIDADE FEDERAL.
ENVOLVIMENTO AMOROSO. DIRETORES. 1. Notícia de Fato autuada a
partir de representação anônima que narra suposto envolvimento amoroso
entre Diretor e Vice-Diretora que teriam, por várias vezes, mantido relações
sexuais na Sala da Direção. 2. Promovido o arquivamento sob o fundamento
de que os fatos narrados não configuram nenhuma espécie de ilícito a ser
apurado pelo Ministério Público Federal, pois se inserem no contexto da
intimidade e da vida privada dos referidos servidores públicos federais. O
procurador da República oficiante no feito também ressaltou que "o
representante se arvora no anonimado para formular a aventada representação,
consumindo tempo e, notadamente, recursos públicos deste órgão em questões
que não devem ser submetidas à apreciação do Parquet", e, ainda, que, no que
diz respeito "às demais conjecturas ventiladas pelo representante anônimo, não
possuem qualquer embasamento empírico ou fundamento que justifiquem a
continuidade desta apuração". 3. Arquivamento que deve ser mantido pelos
seus próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento.

360. Processo: 1.27.000.001897/2013-12 Voto: 2323/2016 Origem: PR - PI


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTO
PREPARATÓRIO. CONCURSO PÚBLICO. ANALISTA DO SEGURO
SOCIAL. INSS. 1. Alegadas irregularidades no concurso de analista do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), organizado pela Fundação de
Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência (FUNRIO), consistentes, dentre outras,
em questões erradas, sumiços de provas e violação ao princípio da isonomia,
com a anulação da prova só em algumas regiões, requerendo o noticiante a
anulação de toda a prova do concurso do INSS/2013 para o cargo de analista,
em todas as áreas. 2. Promovido o arquivamento sob o argumento de que as
irregularidades foram sanadas, já que "a FUNRIO informou que haverá
reaplicação das provas do referido certame para todos os cargos" (fls. 17). 3.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos seus próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

361. Processo: 1.29.000.000205/2010-00 Voto: 2650/2016 Origem: PR - RS


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES ENVOLVENDO O VESTIBULAR DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS).
IMPOSSIBILIDADE DE VISTA E PEDIDO DE REVISÃO DAS PROVAS
DE REDAÇÃO PELOS CANDIDATOS APROVADOS NAS PROVAS
OBJETIVAS. ASSINATURA DE TERMO DE AJUSTAMENTO DE
CONDUTA ENTRE A DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO (DPU) E A

189
UFRGS. POSTERIOR CUMPRIMENTO DOS TERMOS DO REFERIDO
ACORDO NO VESTIBULAR DE 2014. IRREGULARIDADE SANADA.
PELA HOMOLOGAÇÃO. 1. Cuida-se de inquérito civil instaurado a partir de
denúncia envolvendo o vestibular da UFRGS, dando conta que a referida
instituição de ensino impossibilitava a vista e o pedido de revisão das provas
de redação do seu vestibular por parte dos candidatos aprovados nas provas
objetivas. 2. Em sua promoção de arquivamento, o procurador da República
oficiante informou que "a Universidade firmara com a Defensoria Pública da
União (DPU) um Termo de Ajustamento de Conduta, por meio do qual se
compromete a adotar como procedimento padrão a viabilização da vista, por
meio digital, das folhas de respostas das provas objetivas e da prova de
redação do Concurso Vestibular a partir de 2015", e que, "quanto a edição de
2014 assumiu a obrigação de conceder vista das folhas de respostas aos
candidatos que requererem, representados pela DPU" (fls. 68). 3. Dessa forma,
foi promovido o arquivamento dos autos sob o argumento de que "a assinatura
do Termo de Ajustamento de Conduta entre a Defensoria Pública da União e a
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (fls. 46/51) e posterior
cumprimento dos termos do acordo a que se refere o Vestibular 2014 (fls.
64/66), faz desaparecer o interesse de agir (retira-se o fundamento) para a
propositura de ação civil pública sobre o objeto deste inquérito civil" (fls. 69).
4. Não conhecida a promoção de arquivamento com remessa à 1ª CCR pelo
Núcleo de Apoio Operacional da PRR/4ª Região - NAOP4 (fls. 75/79), houve
a posterior ratificação da referida decisão pela PFDC (Despacho nº
483/2014/PFDC - fls. 81). 5. Assim, dentro das estritas atribuições desta 1ª
CCR, é de ser acolhida a promoção de arquivamento pelos seus próprios
fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

362. Processo: 1.29.000.001582/2010-58 Voto: 386/2016 Origem: PR - RS


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: RECURSO. PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. LICITAÇÃO.
REVITALIZAÇÃO. CAIS MAUÁ. ANTAQ. FISCALIZAÇÃO
PORTUÁRIA. 1. Inquérito Civil instaurado com a finalidade de acompanhar,
junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), o andamento da Ação Civil
Originária nº 1689, movida pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários
(ANTAQ) contra o Estado do Rio Grande do Sul e a Superintendência de
Portos e Hidrovias (SPH), com pedido principal de declaração da nulidade do
edital de concorrência nº 001/2010, referente ao Programa de Revitalização do
Cais Mauá. 2. Procedimento arquivado sob três aspectos: extinção da ação que
tramitava no STF cujo andamento o IC visava acompanhar; cumprimento do
acordo formalizado entre a ANTAQ e o Estado do Rigo Grande do Sul, o qual
levara à extinção daquela ação; e, quanto a supostas irregularidades referentes
ao arrendamento do Cais Mauá, noticiadas pelo Sindicato dos Conferentes de
Carga e Descarga nos Portos Fluviais do Estado do Rio Grande do Sul e por
Eduardo Antônio Rech, pelo fato de que houve arrendamento de uma área
pertencente ao Estado do Rio Grande do Sul, sendo que qualquer ilicitude no
mencionado contrato afetaria apenas o patrimônio desse ente federado. 3.
Arquivamento homologado pela 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do
Ministério Público Federal (5ª CCR), o qual foi tornado sem efeito em razão
da interposição, anteriormente à homologação, de recurso pelo Sindicato dos
190
Conferentes de Carga e Descarga nos Portos Fluviais do Estado do Rio Grande
do Sul e por Eduardo Antônio Rech, afirmando que a promoção de
arquivamento não abordou as questões centrais apresentadas, que são os
termos de acordo firmados. Afirma que o STF apenas homologou a desistência
do feito em razão do acordo firmado entre as partes, mas que, em nenhum
momento, houve a análise do teor do acordo. Alegam que diversas cláusulas
do acordo são contrárias, expressamente, à legislação vigente. E aduzem,
ainda, que o acordo foi realizado entre a ANTAQ e a AGU, que foram parte na
operação Porto Seguro deflagrada pela Polícia Federal de São Paulo, em que o
objeto era a venda de pareceres e acordos. 4. Apreciando os termos do recurso,
a procuradora oficiante entendeu que possíveis irregularidades ocorridas no
contrato de arrendamento devem ser resolvidas na Justiça Estadual, uma vez
que não há interesse da União na questão suscitada pelos recorrentes, devido
ao fato de a área em que está localizado o Cais Mauá integrar o patrimônio do
Estado do Rio Grande do Sul, pelo que determinou a extração de cópias dos
autos, com remessa ao Ministério Público Estadual. 5. Especificamente quanto
à alegação do Sindicato de ilegalidades no Termo de Acordo, foi determinada
autuação e livre distribuição, pelo que remanesce investigação do Ministério
Público Federal sobre o assunto. 6. Nessas condições, é cabível a
homologação, dado que a ação cujo acompanhamento servia de objeto a este
inquérito civil foi extinta e que as demais supostas irregularidades apontadas
pelo Sindicato permanecem sob investigação, seja do Ministério Público
Estadual (arrendamento da área portuária) seja do MPF (ilicitudes no acordo
firmado entre a União/ANTAQ e o Estado do Rio Grande do Sul), neste
último caso, em inquérito civil próprio (1.29.000.003132/2015-12). VOTO
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

363. Processo: 1.29.000.003994/2014-56 Voto: 2470/2016 Origem: PR - RS


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. NOTÍCIA DE FATO.
PROCEDIMENTO PREPARATÓRIO. IRREGULARIDADES NO
PAGAMENTO DOS COLABORADORES DENOMINADOS "LEDORES",
QUE ATUARAM NA EXECUÇÃO DO EXAME NACIONAL DO ENSINO
MÉDIO (ENEM) DE 2014. NÃO PAGAMENTO PELOS SERVIÇOS
PRESTADOS. SUPERVENIENTE PAGAMENTO DOS REFERIDOS
"LEDORES". PERDA DE OBJETO. PELA HOMOLOGAÇÃO. 1. Alegada
irregularidade consubstanciada no atraso do pagamento dos valores devidos ao
representante, colaborador que teria prestado atendimento especial no ENEM
de 2014 (integraria os chamados "ledores"). 2. Foi apensada aos presentes
autos a Notícia de Fato nº 1.29.000.004002/2014-16, oriunda de Porto
Alegre/RS, a qual possui objeto correlato a este Procedimento Preparatório e
representante diverso. 3. Em sua promoção de arquivamento, ponderou a
procurador da República oficiante que se verifica, "a partir dos
esclarecimentos prestados pelo INEP e, em especial, pelas informações
acostadas pela empresa CESPE (CD-ROM à fl. 08), que o objeto de
investigação do procedimento em tela resta exaurido", uma vez que "a banca
examinadora, mediante a relação nominal dos ledores atuantes neste estado,
confirmou o pagamento de 609 colaboradores entre os dias 02/12/2014 e
02/01/2015", e que, "para os outros 24 colaboradores, o valor devido
191
encontrava-se, à data das informações prestadas ao INEP, 05/02/2015, à
disposição para saque junto às agências dos Correios" (fls. 10). 4.
Acrescentou, ainda, que "o nome de ambos os representantes encontra-se
relacionado na lista disponibilizada pelo CESPE" (fls. 10). 5. Dessa forma, foi
promovido o arquivamento dos autos já que "as supostas irregularidades
aventadas em ambas as representações que ensejaram a instauração do
presente Procedimento Preparatório, a priori, mostram-se sanadas" (fls. 11). 6.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos seus próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

364. Processo: 1.29.005.000118/2008-80 Voto: 2614/2016 Origem: PRM Pelotas-RS


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL.
IRREGULARIDADES NA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DE SEGURO
DESEMPREGO DEVIDO DURANTE O PERÍODO DA ATIVIDADE
PESQUEIRA A PESCADORES PROFISSIONAIS QUE EXERCEM SUAS
ATIVIDADES DE FORMA ARTESANAL (SDPA - SEGURO DEFESO).
NORMATIZAÇÃO DEFINITIVA PELOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS.
ACATAMENTO DAS RECOMENDAÇÕES DO MPF. PELA
HOMOLOGAÇÃO. 1. Cuida-se de inquérito civil instaurado para averiguar
supostas irregularidades na concessão do Seguro Defeso. 2. Em sua promoção
de arquivamento, esclareceu o Procurador oficiante que, "inicialmente, cabe
referir, conforme já mencionado no despacho da fl. 86, pelo Procurador da
República Cláudio Amaral, que não é objeto deste Inquérito Civil a
investigação criminal pela fraude no recebimento do SDPA, porquanto essa
questão é afeta à 2ª CCR" (fls. 99). 3. Ponderou, ainda, que "é de se destacar a
importância da iniciativa da PRM Rio Grande, pois ante a constatação de
inúmeros pescadores recebendo benefício sem possuírem a correspondente
licença ambiental, instauraram o procedimento n. 1.29.005.000120/2006-87,
que traz como resultado, agora, a definitiva normatização pelos órgãos
responsáveis da inclusão da licença de pescador como elemento essencial para
a concessão do seguro defeso, o que, ao mesmo tempo que valoriza o aspecto
ambiental envolvido na atividade, permite reduzir a possibilidade de
ocorrências de fraude no recebimento do seguro defeso" (fls. 99/100). 4. Dessa
forma, levando em conta ainda o acatamento das recomendações do MPF
expedidas, consubstanciadas na edição de instruções normativas e no
cruzamento de dados em colaboração com a CGU (o que ocasionou o
cancelamento de centenas de benefícios), foi promovido o arquivamento do
presente inquérito civil em razão de já ter sido cumprido o seu objeto. 5.
Portanto, deve ser acolhida a promoção de arquivamento pelos seus próprios
fundamentos. VOTO PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

365. Processo: 1.29.011.000211/2013-72 Voto: 2572/2016 Origem: PRM Uruguaiana-RS


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim

192
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES ENVOLVENDO A UTILIZAÇÃO DE "TACHÕES"
TRANSVERSALMENTE À VIA PÚBLICA NA ÁREA URBANA DA BR-
472, EM URUGUAIANA. SUPERVENIENTE IMPLANTAÇÃO DE
CONTROLADORES ELETRÔNICOS DE VELOCIDADE E RETIRADA
DAS CALOTAS ESFÉRICAS E TACHÕES. PERDA DO OBJETO. 1.
Inquérito Civil instaurado para averiguar supostas irregularidades envolvendo
a utilização de "tachões" transversalmente à via pública na área urbana da BR-
472, em Uruguaiana/RS, dispositivos esses que, a princípio, além de não
atingirem seu objetivo de reduzir a velocidade dos veículos, ainda acabariam
por acarretar danos aos automóveis de menor porte, inclusive estando em
desacordo com a Resolução CONTRAN nº 336/2009. 2. Determinação, no
curso do IC, de prazo de 60 dias para a implantação de equipamento de
controle eletrônico de velocidade no trecho objeto do inquérito civil. 2.
Promovido o arquivamento sob o argumento de que, "implantados os
controladores eletrônicos de velocidade e retiradas as calotas esféricas da
rodovia BR-472, Km 514, que atravessa o perímetro urbano de
Uruguaiana/RS, dá-se como alcançado o objeto deste inquérito civil" (fls. 95),
não havendo, ademais, necessidade de adoção de outras medidas adicionais. 3.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos seus próprios fundamentos.
VOTO PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

366. Processo: 1.29.017.000106/2014-64 Voto: 2649/2016 Origem: PRM Canoas-RS


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTO
PREPARATÓRIO. ALEGAÇÃO DE QUE O MARIDO DA
REPRESENTANTE, PACIENTE RENAL, PARA CONSEGUIR REALIZAR
UMA TOMOGRAFIA NO HOSPITAL SANTA CASA DE MISERICÓRDIA
(HSCM), PRECISARIA DE UM DOCUMENTO (OU NÚMERO DE
PROTOCOLO) FORNECIDO PELO POSTO DE SAÚDE DE CANOAS,
DOCUMENTO ESSE QUE A REPRESENTANTE NÃO CONSEGUIRIA
OBTER EM RAZÃO DE AUSÊNCIA DE MÉDICOS NO REFERIDO
POSTO. IRREGULARIDADES SANADAS. PELA HOMOLOGAÇÃO. 1.
Cuida-se de representação em que se alega que o marido da representante,
paciente renal, para realizar uma tomografia no HSCM, precisaria de um
documento a ser fornecido pelo Posto de Saúde de Canoas, local onde o casal
reside, documento esse que a representante não conseguiria obter em razão da
ausência de médicos atendendo no referido posto. Relata, ainda, demora no
agendamento de uma consulta para tratar um nódulo no seio. 2. Em sua
promoção de arquivamento, o procurador da República oficiante reportou que,
"posteriormente, em novo contato com a Representante fomos informados que
a Sra. Isaura obteve o documento necessário para a realização do exame de
tomografia para seu marido e que já realizou a consulta que necessitava, para
acompanhamento médico do nódulo mamário (fl. 05)", e que, "no decorrer da
instrução, a Secretaria Municipal de Saúde de Canoas informou não faltar
médico na UBS Rio Branco, desconhecer a questão referente ao n. de
protocolo relatado pela Sra. Isaura e, ainda, que não encontrou o nome do Sr.
João no Sistema, necessitando de mais informações para dar maiores
esclarecimentos" (fls. 14). 3. Por fim, esclareceu que "a SMS de Canoas
193
informa a lista de médicos que trabalham na UBS Rio Branco, juntamente
com a carga horária realizada pelos profissionais (fl. 12)" (fls. 14). 4. Dessa
forma, foi promovido o arquivamento dos autos pois "o objeto foi exaurido
conforme as informações prestadas pela Representante e pela Secretaria
Municipal de Saúde de Canoas" (fls. 14-v). 5. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos seus próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

367. Processo: 1.29.017.000107/2014-17 Voto: 2312/2016 Origem: PRM Canoas-RS


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL. INCRA.
DESAPROPRIAÇÃO POR INTERESSE SOCIAL. MUNICÍPIOS SOB
ATRIBUIÇÃO DA PRM/CANOAS. IMÓVEL "GRANJA NENÊ".
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS DÃO CONTA DE QUE O REFERIDO
IMÓVEL NÃO MAIS SE ENCONTRA EM VIAS DE DESAPROPRIAÇÃO,
UMA VEZ QUE HOUVE DESISTÊNCIA POR PARTE DA REFERIDA
AUTARQUIA. PERDA DO OBJETO. 1. Inquérito Civil instaurado para
averiguar desapropriação por interesse social em trâmite perante o Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), em municípios sob
atribuição da PRM/Canoas e, em especial, sobre o imóvel denominado
"Granja Nenê". 2. Promovido o arquivamento sob o argumento de que "o
imóvel não está mais em vias de desapropriação, pois houve desistência por
parte daquela Autarquia em 11 de novembro de 2008, conforme despacho que
foi anexado ao procedimento", e que, portanto, "havendo perda de objeto, não
há razão para o prosseguimento do presente procedimento" (fls. 216). 3.
Acolhimento da promoção de arquivamento pelos seus próprios fundamentos.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

368. Processo: 1.29.023.000057/2014-81 Voto: 2594/2016 Origem: PRM C.Canoa-RS


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTO
PREPARATÓRIO. ALEGADA DESCONFORMIDADE DAS QUESTÕES
NºS 3 E 4 (DE DIREITO CIVIL) DA 2ª FASE DO X EXAME DA ORDEM
UNIFICADO, APLICADO PELA OAB EM CAPÃO DA CANOA/RS, COM
AS DISPOSIÇÕES CONSTANTES DO EDITAL. SUPERVENIENTE
ANULAÇÃO DAS REFERIDAS QUESTÕES PELA PRÓPRIA BANCA
EXAMINADORA. PERDA DO OBJETO. 1. Cuida-se de procedimento
preparatório instaurado com o objetivo de apurar suposta desconformidade das
questões nºs 3 e 4, da 2ª fase do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil na
área de Direito Civil, em Capão da Canoa/RS, com as disposições expressas
no edital, visto que exigiam do candidato conhecimento sobre jurisprudência
dos Tribunais Superiores mesmo não sendo permitida a utilização de materiais
com jurisprudência para consulta. 2. Promovido o arquivamento sob os
argumentos de que, "não obstante os fatos noticiados, infere-se dos elementos
constantes nos autos que a matéria objeto da representação limita-se a direito
194
individual a ser enfrentado nas vias ordinárias próprias" (fls. 09), e de ser
"possível observar que as questões objeto de insurgência por parte dos
representantes foram anuladas pela própria banca examinadora, sendo a
pontuação correspondente atribuída integralmente a todos os examinandos que
realizaram a prova na área de Direito Civil" (fls. 10). 3. Acolhimento da
promoção de arquivamento, já que, de fato, houve superveniente perda de
objeto deste procedimento preparatório. VOTO PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

369. Processo: 1.30.001.001312/2014-40 Voto: 2366/2016 Origem: PR - RJ


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTO
PREPARATÓRIO. POSSÍVEIS IRREGULARIDADES ACERCA DO
PROVIMENTO DE CARGO ENVOLVENDO O CONCURSO PÚBLICO
REALIZADO PELO INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS (IBRAM)
EM JUNHO DE 2010. ÁREA DE MUSEOLOGIA. AUSÊNCIA DE
LEGITIMIDADE DO MPF PARA A IMPETRAÇÃO DE MANDADO DE
SEGURANÇA VISANDO GARANTIR VAGA PARA A REPRESENTANTE.
DISCRICIONARIEDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM PROVER
CARGOS VAGOS COM BASE EM SUA OPORTUNIDADE E
CONVENIÊNCIA. PRAZO DE VALIDADE DO REFERIDO CONCURSO,
ADEMAIS, ENCERRADO EM MAIO DE 2014. 1. Alegadas irregularidades
acerca do provimento de cargo envolvendo o concurso público realizado pelo
Instituto Brasileiro de Museus para a área de Museologia. Insurge-se a
representante, em essência, contra a decisão do IBRAM de não a prover ao
cargo de Técnico de Assuntos Culturais quando da vacância do referido cargo
em PARATY/RJ, requerendo ao MPF que impetre mandado de segurança para
garantir-lhe a mencionada vaga. 2. Promovido o arquivamento sob os
argumentos de que "o MPF não possui legitimidade para a impetração do
referido mandamus, atribuição esta que seria da própria representante por meio
de advogado ou, em caso de hipossuficiência, da Defensoria Pública da
União", e de que "a Administração Pública tem a discricionariedade de prover
os cargos com base em sua oportunidade e conveniência, não existindo a
obrigação de necessariamente prover cargos vagos" (fls. 33). 3. Acolhimento
da promoção de arquivamento pelos seus próprios fundamentos, não
parecendo ocioso ressaltar, ademais, conforme noticiado pela própria
representante, que o prazo de validade do mencionado certame encerrou-se em
maio de 2014. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

370. Processo: 1.30.001.002167/2014-14 Voto: 2597/2016 Origem: PR - RJ


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. PROCEDIMENTO
PREPARATÓRIO. CONCURSO PÚBLICO. MINISTÉRIO DO TRABALHO
E EMPREGO (MTE). ALEGAÇÃO DE QUE O CONCURSO PROMOVIDO
PELO MTE LISTOU, ENTRE OS CANDIDATOS APROVADOS,
195
AQUELES COM NOTA DE REDAÇÃO INFERIOR A 10 (DEZ), EM
DESRESPEITO AO EDITAL DO CONCURSO. CRÍTICAS, AINDA, AO
CRITÉRIO DE CORREÇÃO DA PROVA OBJETIVA. AUSÊNCIA DE
IRREGULARIDADES. PELA HOMOLOGAÇÃO. 1. Cuida-se de
representação em que são alegadas possíveis irregularidades na realização do
concurso público promovido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE),
visto que o concurso listou, entre os candidatos aprovados, aqueles com nota
de redação inferior a 10, o que contrariaria o item 9.7.6 do Edital nº
1/MTE/2014, constando, ainda, críticas envolvendo o critério de correção da
prova objetiva. 2. Em sua promoção de arquivamento, argumentou o
procurador da República oficiante que "não houve impugnação ao edital que
regia a prova em questão, portanto não há que se falar em injustiça no critério
de correção da prova objetiva", e que, "como a listagem divulgada pelo MTE
não continha o nome apenas dos aprovados, mas sim de todos os que tiveram a
sua prova discursiva corrigida, não houve desrespeito ao edital" (fls. 42). 3.
Dessa forma, foi promovido o arquivamento dos autos em razão da
"inexistência de fundamentos para eventual propositura de ação civil pública"
e por não se vislumbrar, "sequer, necessidade de ajustamento de conduta ou
expedição de nova recomendação" (fls. 42). 4. Acolhimento da promoção de
arquivamento pelos seus próprios fundamentos. VOTO PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

371. Processo: 1.30.001.006258/2012-67 Voto: 2600/2016 Origem: PR - RJ


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL. SUPOSTAS
IRREGULARIDADES NA CONTRATAÇÃO DE TERCEIRIZADOS PELA
FIOCRUZ EM SUA UNIDADE "FAR-MANGUINHOS OU CTM-CENTRO
TECNOLÓGICO DE MEDICAMENTOS". QUESTÃO JUDICIALIZADA.
1. Cuida-se de inquérito civil instaurado com a finalidade de apurar supostas
irregularidades na contratação de terceirizados, pela FIOCRUZ, em sua
unidade FAR-MANGUINHOS ou CTM-CENTRO TECNOLÓGICO DE
MEDICAMENTOS. 2. Em sua promoção de arquivamento, o Procurador
oficiante reconheceu que "foram juntados aos autos cópia da apelação (fls.
171/194) nos autos da Ação Civil Pública nº 0008557-21.2011.4.02.5101", e
que, "com efeito, tem-se que os fatos aqui noticiados restam abarcados pela
Ação nº 0008557-21.2011.4.02.5101, em tramitação na 27ª Vara Federal da
Seção Judiciária do Rio de Janeiro, proposta pelo parquet Federal em face da
Fundação Oswaldo Cruz" (fls. 196) 3. Portanto, foi promovido o arquivamento
dos autos sob o argumento de que "a propositura da Ação Civil Pública
fundamentou-se nos fatos que deflagraram a presente investigação, tendo-se
por esgotado o objeto deste Inquérito Civil, não existindo mais atos ou
medidas a serem efetivadas" (197). 4. A 5ª CCR, às fls. 201, deliberou pelo
não conhecimento do arquivamento, com remessa dos autos à 1ª CCR (840ª
Sessão Ordinária, de 22.10.2014). 5. O caso é de aplicação do Enunciado nº 6
da 1ª CCR, o qual preconiza ser "cabível a homologação do arquivamento
quando o objeto do procedimento ou do inquérito civil, inclusive sob a
perspectiva territorial, esteja sob apreciação do Poder Judiciário e, nas ações
em trâmite na Justiça Federal, atue o Ministério Público federal como
(co)autor ou interveniente". VOTO PELA HOMOLOGAÇÃO.
196
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

372. Processo: 1.30.001.006433/2013-05 Voto: 658/2016 Origem: PR - RJ


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. CONSELHO REGIONAL DE
ENFERMAGEM DO RIO DE JANEIRO. NEPOTISMO. NOMEAÇÃO
PARA CARGO COMISSIONADO. CONTRATAÇÃO PROJETO
CAPACITA. AUSÊNCIA DE IRREGULARIDADE. 1. Procedimento
Preparatório instaurado para apurar suposto nepotismo no Conselho Regional
de Enfermagem/RJ, em razão de nomeação para o cargo de Assessor Técnico
Nível IV e de contratação para o projeto CAPACITA COREN-RJ. O
representante traz a informação de que a pessoa nomeada e o contratado são
parentes. Além disso, alega nepotismo na contratação da nova secretária de
saúde de Ponta Grossa/PR. 2. Promovido o arquivamento, sob o fundamento
de que a contratação para o projeto Capacita COREN/RJ é temporária,
realizada para atender demanda eventual e extraordinária, derivada da
implementação do projeto de educação continuada da categoria profissional
submetida à fiscalização e regularização do COREN/RJ. Assim, foi firmado
contrato de prestação de serviço, sem vínculo empregatício de qualquer
natureza, mediante a aprovação dos candidatos em processo seletivo. Em
relação à contratação para o cargo de assessor, a Constituição Federal permite
a livre nomeação e a livre exoneração nesses casos. Por fim, quanto à
nomeação da secretária de saúde da prefeitura municipal de Ponta Grossa, o
Procurador da República oficiante encaminhou ofício para a Procuradoria da
República no Município de Ponta Grossa/PR, para que fossem adotadas as
providências cabíveis. 3. Ausência de irregularidade. Arquivamento que deve
ser mantido pelos seus próprios fundamentos. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação do arquivamento. Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de
Castilho e Dra. Denise Vinci.

373. Processo: 1.16.000.000108/2015-71 Voto: 2154/2016 Origem: PR - DF


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: RECURSO DO REPRESENTANTE. PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO.
NOTÍCIA DE FATO. INSTITUTO FEDERAL DE BRASÍLIA (IFB).
SERVIDORES EM EXERCÍCIO FORA DO LOCAL DE LOTAÇÃO. PELO
CONHECIMENTO E PROVIMENTO DO RECURSO. 1. Trata-se de Notícia
de Fato instaurada a partir de denúncia sigilosa em desfavor do Reitor do
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB). Informa
a peça inicial que o referido órgão tem mantido servidores com exercício fora
dos seus locais de lotação sem que os mesmos sejam redistribuídos, removidos
ou cedidos, criando uma nova forma de mudança de local do exercício dos
servidores para além do regramento previsto na Lei nº 8.112/90. 2. Após
pedido de informações à reitoria do IFB, a procuradora da República oficiante
no feito concluiu, com fundamento na análise dos dados fornecidos pelo
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília, que estão
ausentes as irregularidades apontadas nos autos, pois entendeu que, por
possuir o IFB estrutura multicampi, demanda maior flexibilidade na alocação

197
de serviços e, consequentemente, na alteração do ponto de trabalho dos
servidores. Também entendeu não haver ilegalidade em conferir parcela do
poder decisório ao Colégio de Dirigentes, pois "as atribuições conferidas a este
órgão colegiado pelo artigo 36 do Estatuto do IFB pressupõem atividades
consultivas que deságuam necessariamente em coordenação e gestão
administrativa" (fls. 29). 3. Oferecido recurso pelo representante, alegando, em
essência, não ser razoável dar ao Colégio de Dirigentes a função de decidir,
pois a autarquia possui várias instâncias deliberativas e consultivas e estas
instâncias foram pensadas para garantir a democracia interna e as liberdades
de ensino, pesquisa e de extensão. Ponderou, ainda, que o fato de ser
multicampi não significa que o IFB seja uma instituição diferente das demais
que compõem a Administração Pública Federal, e que isso não dá ao gestor o
poder de retirar um servidor de determinada unidade ou setor e realocá-lo em
outro setor sem observar o determinado na Lei nº 8.112/90. 4. A decisão de
arquivamento de fls. 27/29-v foi mantida pelos seus próprios fundamentos (v.
fls. 44). 6. A portaria questionada atribui ao Colégio de Dirigentes do IFB
competência deliberativa, o que vai de encontro à norma do art. 10, § 2º, da
Lei nº 11.842/2008, segundo a qual, o Colégio de Dirigentes possui caráter
consultivo, cabendo ao Conselho Superior atribuições de caráter consultivo e
deliberativo. 5. No âmbito da administração pública federal, o deslocamento
de servidor, dentro do mesmo quadro, dá-se sob a forma de remoção,
disciplinada na Lei nº 8.112/1990. 6. A Lei nº 11.892/2013 não autoriza que os
Institutos Federais, no âmbito de sua autonomia administrativa, adotem uma
modalidade de deslocamento de servidores, dentro do próprio quadro, que não
se enquadre naquelas disciplinadas na Lei nº 8.112/1990. 7. Os acatamento das
razões postas do despacho de arquivamento permitiria que todos os institutos
federais adotassem normativos semelhantes àquele combatido na
representação, gerando situações que poderiam suprimir direitos dos
servidores, como os relativos aos prazos para entrada em exercício noutro
município e à percepção de ajuda de custo (Lei nº 8.112/1990, arts. 18 e 53), e,
ainda, propiciar favorecimentos indevidos a determinados servidores e
perseguições a outros. 8. No caso concreto, caberia averiguar quantos e quais
os servidores foram deslocados nos termos da Portaria nº 4/2013, quais as
atribuições que passaram a exercer, se houve prejuízo às unidades
organizacionais nas quais estavam originalmente lotados. Importante, também,
a própria oitiva do representante, que, no seu recurso, solicitou uma audiência
para que pudesse expressar-se pessoalmente sobre a situação, pela
possibilidade de não conseguir descrevê-la textualmente, na sua totalidade.
PELO CONHECIMENTO E PROVIMENTO DO RECURSO, com o retorno
dos autos à origem, para a instrução do procedimento.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
conhecimento e provimento do recurso, com retorno dos autos à origem.
Participaram da votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

374. Processo: 1.30.011.001534/2011-09 Voto: 1996/2016 Origem: PR - RJ


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: RECURSO DO REPRESENTANTE. PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO.
INQUÉRITO CIVIL. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
(UFRJ). DEPARTAMENTO DE ECOLOGIA. CORPORATIVISMO.
FRAUDE EM CONCURSOS. SELEÇÃO PARA DOUTORADO E
MESTRADO. POSSÍVEL FAVORECIMENTO. PRAZOS INFERIORES A
48 HORAS PARA RECORRER. AUSÊNCIA DE RAZOABILIDADE. PELO
198
DESPROVIMENTO DO RECURSO, MAS PELA REMESSA DOS AUTOS
À ORIGEM PARA EXPEDIÇÃO DE NOVA RECOMENDAÇÃO. 1. Cuida-
se de Inquérito Civil instaurado para verificar supostas irregularidades no
âmbito do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio de
Janeiro. Narra o representante que teria havido, no período de 2005-2007,
favorecimento de alguns professores para ocuparem vagas direcionadas dentro
do Departamento de Ecologia, além da realização de concurso, tanto para
docentes quanto para mestrado e doutorado, sem qualquer transparência.
Alega, ainda, irregularidade de projetos científicos frente ao IBAMA e a não
divulgação de descobertas científicas. 2. Com relação à apuração dos alegados
danos ambientais, foi enviada cópia da representação à Procuradoria da
República no Estado do Pará. 3. Instada a se manifestar, a Universidade
Federal do Rio de Janeiro informou que, quanto aos concursos para docentes,
todas as informações são divulgadas no Boletim da UFRJ, no sítio eletrônico
do Instituto de Biologia e no Diário Oficial da União. Quanto à seleção para os
cursos de mestrado e doutorado, a UFRJ também informou que realiza ampla
divulgação das informações e dos resultados. Encaminhou, também, as atas
dos processos seletivos dos candidatos citados na representação, bem como a
relação de suas notas, verificando-se que em todos os casos os aprovados
apresentaram maior pontuação dentre seus respectivos concorrentes. 4. Foi
encaminhada Recomendação nº 2/2014 à Universidade no sentido de
modificar os próximos editais para ingresso nos cursos de pós-graduação, para
que os resultados fossem divulgados de forma ampla e que o período para
recurso não fugisse à razoabilidade. A UFRJ informou que, atendendo à
Recomendação do MPF, a divulgação dos resultados seria feita por meio de
uma portaria publicada no DOU informando que o resultado estaria disponível
na página eletrônica do programa de pós-graduação e que os prazos para
interposição de recurso variavam de 01 a 05 dias. 4. Foi promovido o
arquivamento (fls. 194/196) sob o fundamento de que não haveria qualquer
irregularidade a ser sanada, não cabendo qualquer providência do Ministério
Público Federal. 5. Irresignado, o representante recorreu (fls. 199/201),
afirmando, em essência, que o procedimento adotado pela UFRJ quanto à
publicidade dos certames internos e da pós-graduação é recente, e que
deveriam ser analisadas as irregularidades cometidas no período citado (2005-
2007). 6. No entanto, diante do fato de as supostas irregularidades
relacionadas a concursos públicos terem sido verificadas há mais de 7 anos
(entre 2007-2009), a Procuradora oficiante, acertadamente, adotou
providências para correção futura da postura da Universidade no sentido de
prevenir novas ocorrências. A atuação do MPF após tanto tempo, causaria
grande insegurança jurídica e não teria chance real de êxito. 7. Por outro lado,
após a expedição da referida Recomendação nº 2/2014 à UFRJ (fls. 172/173)
que, dentre outros, recomendou que "o período para a interposição de recursos
não fuja à razoabilidade", foi possível verificar que o prazo fixado em um dos
editais encaminhados como comprovação do cumprimento da recomendação
era inferior a 24 horas, pois iniciava-se às 17:00hs de um dia e era encerrado
às 15:00hs do dia seguinte (Edital nº 291/2014 - v. fls. 191). Também foi
verificado que, em relação ao prazo para recurso do resultado final, não havia
previsão do horário em que este resultado seria divulgado, apenas que o seria a
partir do dia 08.12.2014, sendo que o encerramento para a interposição do
respectivo recurso se daria às 15:00hs do dia seguinte (novamente em prazo
inferior a 48 horas). 8. Dessa forma, por considerar que o prazo razoável não
pode ser inferior a 48 horas, devem os presentes autos retornar à origem para
que nova recomendação seja expedida, no sentido de que o prazo para a

199
interposição de recursos, em qualquer situação, não seja inferior a 48 horas.
PELO DESPROVIMENTO DO RECURSO, MAS PELO RETORNO DOS
AUTOS À ORIGEM PARA EXPEDIÇÃO DE NOVA RECOMENDAÇÃO
NOS TERMOS ACIMA PROPOSTOS.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pelo
desprovimento do recurso, mas pelo retorno dos autos à origem. Participaram
da votação Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

375. Processo: 1.29.005.000158/2003-17 Voto: 2573/2016 Origem: PRM Pelotas-RS


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL.
ACOMPANHAMENTO DA EXECUÇÃO DO PROGRAMA BOLSA
FAMÍLIA (PBF) NO MUNICÍPIO DE PELOTAS. ACOMPANHAMENTO
QUE SE DEU POR MAIS DE 11 ANOS, DESDE 2003, SEM QUE FOSSEM
CONSTATADAS IRREGULARIDADES RELEVANTES. DE IGUAL
MODO, INFORMAÇÕES DÃO CONTA DE QUE O TRIBUNAL DE
CONTAS DA UNIÃO (TCU) E A CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO
(CGU) TAMPOUCO IDENTIFICARAM IRREGULARIDADES NA
APLICAÇÃO DE VERBAS PÚBLICAS FEDERAIS DESTINADAS AO
PBF, SENDO QUE ALGUMAS POUCAS IRREGULARIDADES
DETECTADAS JÁ HAVIAM SIDO SANADAS. 1. Inquérito civil instaurado
basicamente para acompanhar a execução do Programa Bolsa Família (PBF)
no Município de Pelotas/RS, sendo utilizada, inicialmente, a sugestão de
questionário elaborado pelo GT - Alimentação Adequada da PFDC. 2. Em sua
promoção de arquivamento, argumentou o procurador da República oficiante,
entre outros, que, "da análise das informações prestadas por representantes do
Município de Pelotas, assim como, de modo geral, da documentação acostada
aos autos, não foi possível vislumbrar, ao menos numa apreciação superficial,
irregularidades na execução do PBF no município de Pelotas, que ensejassem
a atuação do Ministério Público Federal", e que "o Tribunal de Contas da
União e a Controladoria Geral da União informaram que não identificaram
irregularidades na aplicação das verbas públicas federais destinadas à
implementação do PBF no município de Pelotas, ou que as irregularidades
evidenciadas haviam sido sanadas, motivando o arquivamento dos
procedimentos administrativos" (fls. 437). 3. Dessa forma, foi promovido o
arquivamento do presente inquérito civil sob a alegação de que "as diligências
possíveis para se apurar a correta aplicação do PBF já foram realizadas, não
sendo produtivo, nem viável, o acompanhamento, por tempo indefinido, da
execução do PBF, ou de quaisquer outros programas sociais do Governo
Federal, no município de Pelotas", inclusive tendo sido ressaltado que referido
programa já foi acompanhado por mais de 11 anos "sem que fossem
constatadas irregularidades relevantes" (fls. 438). 4. Acolhimento da promoção
de arquivamento pelos seus próprios fundamentos. 5. Contudo, pela regra da
especialidade, a questão atinente à notícia de que vários funcionários ou
parentes de funcionários do Município de Pelotas teriam recebido
indevidamente benefícios assistenciais do PBF, sem comprovação do devido
ressarcimento desses valores (v. fls. 437), sujeita-se à revisão da 5ª Câmara de
Coordenação e Revisão, órgão superior incumbido de atuar na revisão dos
feitos relativos aos atos de improbidade administrativa e conexos, bem como
aos crimes contra a Administração Pública, de responsabilidade de prefeitos e
vereadores e previstos na Lei de Licitações, nos termos da Res. CSMPF nº
148/14. PELA HOMOLOGAÇÃO PARCIAL, NO ÂMBITO DA 1ª CCR,
200
COM REMESSA À 5ª CCR QUANTO À QUESTÃO ENVOLVENDO A
POSSÍVEL OCORRÊNCIA DE ATOS DE IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação parcial do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-
se os autos à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação
Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

376. Processo: 1.34.007.000171/2012-87 Voto: 2501/2016 Origem: PRM Marília-SP


Relator: Dr. Wellington Luis de Sousa Bonfim
Ementa: PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO. INQUÉRITO CIVIL. EXISTÊNCIA
DE DENÚNCIAS SOBRE INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES NO
EMPREENDIMENTO DENOMINADO "MORADAS MARÍLIA", NA
CIDADE DE MARÍLIA/SP, JUNTO AO PROGRAMA MINHA CASA
MINHA VIDA (PMCMV). 1. Inquérito civil instaurado a partir de
representação do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de
São Paulo informando possíveis irregularidades na operacionalização do
PMCMV, relativos ao empreendimento "Moradas Marília", na cidade de
Marília/SP, comercializado pela empresa denominada "Sistema Fácil,
Incorporadora Imobiliária - Marília SPE Ltda." 2. Em sua promoção de
arquivamento, argumentou o procurador da República oficiante que
"sobressai-se dos documentos carreados aos autos que a incorporadora
responsável pela comercialização do empreendimento não possuía inscrição
no CRECI, bem como deixou de apresentar documentos objeto de notificação
pelo órgão de classe, fatos que, nos termos da Lei nº 6.530/78 e do Decreto nº
81.871/78, podem configurar infração administrativa, cujo exame é da alçada
exclusiva do órgão fiscalizador do exercício da profissão (fs. 11/15)" (fls.
241). 3. Por outro lado, teceu considerações a respeito do Programa "Minha
Casa Minha Vida", instituído pela Lei nº 11.977/09, assim como do papel da
Caixa Econômica Federal (CEF) como gestora operacional dos recursos que
são dirigidos para esses referidos empreendimentos, inclusive enumerando as
várias medidas de incentivo para a execução de tal programa. 4. No mais,
quanto à exigência de encargos financeiros relativos aos serviços de
corretagem, afirmou que "decorre de previsão contratual e vincula os
interessados, mediante expressa anuência do adquirente do imóvel, que aceitou
pactuar livremente a contratação dos serviços, inclusive não há notícias nos
autos de que a exigência estaria a inviabilizar a aquisição do imóvel ou impor
ônus excessivo ao consumidor, até porque o empreendimento em questão está
enquadrado nas faixas de renda 'II e III' do citado Programa" (fls. 241/242). 5.
Dessa forma, foi promovido o arquivamento do presente inquérito civil sob a
alegação de que, "após instrução do feito, não restou comprovada qualquer
irregularidade na execução do Programa 'Minha Casa Minha Vida', inexistindo
medidas a serem tomadas por parte do Ministério Público Federal" (fls. 242).
6. Acolhimento da promoção de arquivamento pelos seus próprios
fundamentos. 7. Contudo, pela regra da especialidade, a matéria atinente à taxa
de corretagem e à conclusão de que não foi comprovado ônus excessivo ao
consumidor sujeita-se à revisão da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão,
órgão superior incumbido de atuar na revisão dos feitos cíveis relativos à
defesa do consumidor e da ordem econômica, nos termos da Res. CSMPF n.
148/14. PELA HOMOLOGAÇÃO PARCIAL, NO ÂMBITO DA 1ª CCR,
COM REMESSA À 3ª CCR QUANTO À QUESTÃO ENVOLVENDO A
TAXA DE CORRETAGEM E A SUPOSTA NÃO COMPROVAÇÃO DE
201
ÔNUS EXCESSIVO AO CONSUMIDOR, PARA DECIDIR COMO
ENTENDER DE DIREITO.
Decisão: Em sessão realizada nesta data, o colegiado, à unanimidade, deliberou pela
homologação parcial do arquivamento no âmbito deste Colegiado, remetendo-
se os autos à 3ª Câmara de Coordenação e Revisão. Participaram da votação
Dra. Ela Wiecko de Castilho e Dra. Denise Vinci.

II– DECISÕES MONOCRÁTICAS

001. Procedimento: 1.14.000.000577/2016-46 Decisão: 151/2016


Origem: PR/BAHIA
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/BA. 1. Alega o
representante que determinado restaurante, localizado no Município de
Mata de São João/BA, não tem plano de prevenção e proteção contra
incêndios e que houve, pela terceira vez, princípio de incêndio no local.
2. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do Ministério
Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 3. Aplicação do
Enunciado n. 3 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

002. Procedimento: 1.14.014.000148/2014-58 Decisão: 147/2016


Origem: PRM/ALAGOINHAS-BA
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/BA. 1. Representação
sigilosa versando sobre possível acúmulo indevido de cargos públicos
por servidores da Prefeitura Municipal de Aporá/BA. 2. Serviço e agente
público municipais. 3. Inexistência de indícios de irregularidades na
aplicação de recursos federais. 4. Ausência de interesse federal a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art.
37, I, LC 75). 5. Aplicação do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de
Coordenação e Revisão. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

003. Procedimento: 1.15.001.000050/2016-74 Decisão: 139/2016


Origem: PRM/ LIMOEIRO/QUIXADÁ-CE
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/CE. 1. Representação
sigilosa versando sobre supostas irregularidades em concurso público
para o cargo de agente de endemias da Prefeitura Municipal de
Quixeré/CE. Alega o representante que não teve oportunidade de ficar
com a prova, após o certame; não conseguiu acessar a versão
digitalizada e que o gabarito só foi divulgado quase setenta e oito horas

202
após a prova. 2. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 3.
Aplicação do Enunciado n. 4 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

004. Procedimento: 1.16.000.001103/2016-47 Decisão: 144/2016


Origem: PR/DISTRITO FEDERAL
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MPDFT. 1. Representante
questiona qual o motivo pelo qual a sede do Governo do Distrito
Federal, localizada em Taguatinga/DF, ainda não estar sendo ocupada
pelo governo local. 2. Serviço e agente público distritais. 3. Inexistência
de indícios de irregularidades na aplicação de recursos federais. 4.
Ausência de interesse federal a justificar a atuação do Ministério
Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 5. Aplicação do
Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

005. Procedimento: 1.21.000.000405/2016-38 Decisão: 140/2016


Origem: PR/MATO GROSSO DO SUL
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/MS. 1. Representação
sigilosa versando sobre suposta preterição aos candidatos aprovados em
concurso público da Prefeitura Municipal de Campo Grande/MS, em
virtude da contratação direta de equipe técnica de profissionais
nutricionistas. 2. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 3.
Aplicação do Enunciado n. 4 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

006. Procedimento: 1.22.010.000038/2016-16 Decisão: 146/2016


Origem: PRM/IPATINGA - MG
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/MG. 1. Alegada
irregularidade na cobrança de exame de vista e obrigatoriamente em
dinheiro para renovação da Carteira Nacional de Habilitação no
Município de Ipatinga/MG. 2. Serviço e agente público estaduais. 3.
Inexistência de indícios de irregularidades na aplicação de recursos
federais. 4. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 5.
Aplicação do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão.

203
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

007. Procedimento: 1.23.000.000723/2016-24 Decisão: 143/2016


Origem: PR/PARA/CASTANHAL
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PA. 1. Alega o
representante que é servidor público municipal, desde o ano de 2007,
mas somente em 2011 foi inscrito pela Prefeitura Municipal de
Anajás/PA no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor
Público (PASEP). 2. Serviço e agente público municipais. 3.
Inexistência de indícios de irregularidades na aplicação de recursos
federais. 4. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 5.
Aplicação do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

008. Procedimento: 1.23.000.000725/2016-13 Decisão: 138/2016


Origem: PR/PARA/CASTANHAL
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PA. 1. Representação
sigilosa versando sobre suposta falta de pagamento de adicionais de
insalubridade, periculosidade e de gratificação pela Prefeitura Municipal
de Inhangapi/PA . 2. Serviço e agente público municipais. 3.
Inexistência de indícios de irregularidades na aplicação de recursos
federais. 4. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 5.
Aplicação do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

009. Procedimento: 1.23.000.000849/2016-07 Decisão: 141/2016


Origem: PR/PARA/CASTANHAL
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PA. 1. Representante alega
que a Prefeitura Municipal de Belém/PA anunciou que os servidores
municipais somente obterão a diferença referente ao reajuste do salário
mínimo incorporada aos seus vencimentos, no mês de maio de 2016,
data-base da categoria. 2. Serviço e agente público municipais. 3.
Inexistência de indícios de irregularidades na aplicação de recursos
federais. 4. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 5.
Aplicação do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão.

204
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

010. Procedimento: 1.24.000.000236/2016-24 Decisão: 142/2016


Origem: PR/PARAIBA
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PB. 1. Representação
sigilosa versando sobre suposta cobrança de taxa para reposição de
lâmpadas dos postes públicos da cidade pela Prefeitura Municipal de
Salgado de São Félix/PB. 2. Serviço e agente público municipais. 3.
Inexistência de indícios de irregularidades na aplicação de recursos
federais. 4. Ausência de interesse federal a justificar a atuação do
Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 5.
Aplicação do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão.
PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

011. Procedimento: 1.26.000.000868/2016-13 Decisão: 153/2016


Origem: PR/PERNAMBUCO/GOIANA
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PE. 1. Representante se
insurge contra a edição da Lei nº 2.390/2013, do Município de São
Lourenço da Mata/PE, que fixou a verba de representação do Presidente
do Poder Legislativo local para a legislatura 2013/2016. 2. Serviço e
agente público municipais. 3. Inexistência de indícios de irregularidades
na aplicação de recursos federais. 4. Ausência de interesse federal a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art.
37, I, LC 75). 5. Aplicação do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de
Coordenação e Revisão. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

012. Procedimento: 1.26.000.000701/2016-52 Decisão: 135/2016


Origem: PR/PERNAMBUCO/GOIANA
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/PE. 1. Representante,
servidor comissionário aposentado da Polícia Civil do Estado de
Pernambuco, alega irregularidades na tramitação de processo
administrativo disciplinar instaurado em seu desfavor. De acordo com a
representação, haveria certo envolvimento entre o advogado constituído
e a comissão disciplinar, o que poderia comprometer sua defesa. 2.
Serviço e agente público estaduais. 3. Inexistência de indícios de
irregularidades na aplicação de recursos federais. 4. Ausência de
interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 5. Aplicação do Enunciado n. 2 da

205
1ª Câmara de Coordenação e Revisão. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

013. Procedimento: 1.30.007.000066/2016-11 Decisão: 152/2016


Origem: PRM/PETROPOLIS/TRES RJ
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RJ. 1. Alega o
representante que o Município de Três Rios/RJ editou lei estabelecendo
critérios pelos quais os agentes comunitários de saúde e de combate às
endemias não fariam jus ao pagamento do respectivo piso salarial. 2.
Serviço e agente público municipais. 3. Inexistência de indícios de
irregularidades na aplicação de recursos federais. 4. Ausência de
interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 5. Aplicação do Enunciado n. 2 da
1ª Câmara de Coordenação e Revisão. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

014. Procedimento: 1.30.007.000072/2016-78 Decisão: 149/2016


Origem: PRM/PETROPOLIS/TRES RJ
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/RJ. 1. Representação
versando sobre possível queda de poste de energia elétrica na Estrada da
Prata, no Vale das Videiras, localizada no Município de Petrópolis/RJ.
2. Serviço e agente público municipais. 3. Inexistência de indícios de
irregularidades na aplicação de recursos federais. 4. Ausência de
interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 5. Aplicação do Enunciado n. 2 da
1ª Câmara de Coordenação e Revisão. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

015. Procedimento: 1.34.023.000036/2016-67 Decisão: 136/2016


Origem: PRM/SAO CARLOS-SP
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. 1. Alegada omissão da
Prefeitura Municipal de Pirassununga/SP quanto à emissão de alvará de
licença para vendedores ambulantes. 2. Serviço e agente público
municipais. 3. Inexistência de indícios de irregularidades na aplicação
de recursos federais. 4. Ausência de interesse federal a justificar a
atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC
75). 5. Aplicação do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de Coordenação e
Revisão. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

206
016. Procedimento: 1.34.038.000017/2016-71 Decisão: 145/2016
Origem: PRM/ITAPEVA-SP
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/SP. 1. Alegada existência
de terreno baldio, localizado no Município de Itapeva/SP, que estaria
sem conservação, gerando risco à saúde e segurança públicas. 2. Serviço
e agente público municipais. 3. Inexistência de indícios de
irregularidades na aplicação de recursos federais. 4. Ausência de
interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 5. Aplicação do Enunciado n. 2 da
1ª Câmara de Coordenação e Revisão. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

017. Procedimento: 1.36.001.000055/2016-77 Decisão: 137/2016


Origem: PRM/ARAGUAINA-TO
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/TO. 1. Alega o
representante que a vistoria veicular obrigatória, determinada pelo
Departamento Estadual de Trânsito de Tocantins, seria arbitrária e de
má-fé, utilizada como meios irregulares de arrecadação. 2. Serviço e
agente público estaduais. 3. Inexistência de indícios de irregularidades
na aplicação de recursos federais. 4. Ausência de interesse federal a
justificar a atuação do Ministério Público Federal (art. 109, I, CF c/c art.
37, I, LC 75). 5. Aplicação do Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de
Coordenação e Revisão. PELA HOMOLOGAÇÃO. Observação
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

018. Procedimento: 1.11.000.000154/2016-38 Decisão: 169/2016


Origem: PR/ALAGOAS
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/AL. 1. Supostos atrasos no
pagamento de salários aos servidores públicos do Município de
Campestre/AL. 2. Serviço e agente públicos municipais. 3. Inexistência
de indícios de irregularidades na aplicação de recursos federais. 4.
Ausência de interesse federal a justificar a atuação do Ministério
Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 5. Aplicação do
Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão. PELA
HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

019. Procedimento: 1.11.000.000671/2015-26 Decisão: 167/2016


Origem: PR/ALAGOAS/UNIÃO DOS PALMARES
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho

207
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/AL. 1. Alega o
representante que um terreno localizado próximo a residências no
Município de Maceió, que teria sido utilizado para extração de petróleo,
encontra-se em total estado de abandono, com risco para a comunidade
local. 2. Conforme informação prestada pela Secretaria de Patrimônio
da União - SPU, referido terreno não pertence à União. 3. Ausência de
interesse federal a justificar a atuação do Ministério Público Federal
(art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 4. Aplicação do Enunciado n. 3 da
1ª Câmara de Coordenação e Revisão. PELA HOMOLOGAÇÃO.
Decisão: Diante do exposto, com base no art. 8º, inc. XIII, do Regimento Interno
da 1ª CCR, homologo o declínio de atribuição.

020. Procedimento: 1.11.000.000816/2015-99 Decisão: 165/2016


Origem: PR/ALAGOAS
Relatora: Dra. Ela Wiecko Volkmer de Castilho
Assunto: DECLÍNIO DE ATRIBUIÇÃO PARA O MP/AL. 1. Supostas
irregularidades consistentes na precariedade no abastecimento de água e
falta de saneamento básico no Conjunto Habitacional Governador
Geraldo Bulhões, em Maceió/AL. 2. Conjunto habitacional que não está
inserido em programas financiados pela União, como o Programa de
Arrendamento Residencial ou o Minha Casa Minha Vida. 3. Inexistência
de indícios de irregularidades na aplicação de recursos federais. 4.
Ausência de interesse federal a justificar a atuação do Ministério
Público Federal (art. 109, I, CF c/c art. 37, I, LC 75). 5. Aplicação do
Enunciado n. 2 da 1ª Câmara de Coordenação e Revisão