Você está na página 1de 21

Química 10ºAno

Atividades Laboratoriais

Rui Pinhel
Atividades Laboratoriais abordadas:

 A.L. 1.2. – Teste de chama;


 A.L. 1.3. – Densidade relativa de metais
(Picnometria de sólidos);
 A.L. 2.2. – Soluções a partir de solutos
sólidos;
 A.L. 2.3. – Diluição de soluções.
A.L.1.2.- Teste da chama:

Introdução:

O homem sempre procorou explicações para entender o mundo que o rodeia,


procurando cada vez mais explicações no mundo físico-químico. Um químico
quando observa um objeto ou um fenômeno ele procura perceber para lá do
que está a ser observado, ele procura descobrir determinar as suas
estruturas internas, relacionando-as às propriedades químicas dos
elementos conhecidos. A estrutura eletrónica de cada átomo (a organização
dos eletrões em torno do núcleo) pode dizer muito sobre ele. E para investigar
a estrutura interna de objetos tão pequenos como os átomos é necessário
observá-los indiretamente, por meio das características das radiações
eletromagnéticas que eles emitem.
Um feixe eletromagnético é o produto de oscilações perpendiculares de
campos elétricos e magnéticos. Todas as radiações viajam à mesma
velocidade de 3,00x108m/s no vácuo, e essa velocidade é representada pela
constante “c”, chamada de velocidade da luz. Devido a essas oscilações
periódicas as radiações eletromagnéticas possuem características
ondulatórias:

o comprimento de onda ( ) e a frequência (f). Essas duas propriedades da


onda eletromagnética estão relacionadas, pois a velocidade de onda é
sempre a mesma (velocidade da luz). Assim sendo, pode-se concluir que a
frequência de uma onda eletromagnética é inversamente proporcional ao seu
comprimento de onda e diretamente proporcional à velocidade. Então quanto
maior for o comprimento de onda menor será a sua frequência ou vice-versa.
Os olhos humanos detetam as diferentes cores devido às diferentes
frequências da luz, eles respondem de maneira diferente a cada frequência.
Na realidade apenas uma porção de frequências de onda são detetadas pela
retina humana e as ondas com essas frequências possuem comprimentos de
onda entre 400 e 700 nanômetros.
Quando um objeto é aquecido ele emite radiação, que pode ser analisada
pela sua cor. Esta é uma análise qualitativa do objeto, pode-se descobrir a
faixa de frequência da luz que está a ser emitida pela identificação da cor. E
pela equação de Max Planck é possível definir a energia de uma radiação
descobrindo a sua frequência e posteriormente o comprimento de onda. A
equação está representada abaixo:

1. “E” é a energia
2. “h” é a constante de Max Planck que tem o valor de 6,63×10-34 J.s.

3. é o comprimento de onda, como já foi mencionado.


4. “c”é a velocidade da luz (3,00x108 m/s).
Niels Bohr, um cientista dinamarquês aprimorou o modelo atómico de
Rutherford e elaborou a teoria atómica mais completa e aceite até hoje. Ele
acabou por explicar a teoria atómica de Rutherford que era um desafio para
a sociedade científica da época, pois não poderia ser explicada pela Física
Clássica. Bohr baseou-se nas teorias de Max Planck da energia quantizada
e determinou os seus postulados:
1- A energia libertada não é emitida ou absorvida de maneira
contínua, apenas quando um eletrão passa de uma órbita
estacionária para outra diferente (salto quântico).
2- Os eletrões giram em torno do núcleo em órbitas circulares e bem
definidas (fixas) que são órbitas estacionárias. Mais tarde, seriam
as chamadas "camadas eletrônicas" (K, L, M, N, O, P e Q).
3- O equilíbrio dinâmico dos sistemas nos estados estacionários dá-
se pelas leis da mecânica clássica, o que não é verificado quando
um eletrão passa para um estado estacionário diferente. Ao passar
de um estado estacionário para outro, um eletrão absorve uma
radiação bem definida, que é o quantum, dado pela relação: E =
h.v (“v” representa a frequência).
De forma simplificada, observa-se que quando um eletrão recebe energia ele
salta para uma órbita mais externa. E a quantidade, pacote de energia
absorvido é bem definida (quantum) que é equivalente á diferença energética
entre as camadas. E quando um eletrão está no estado excitado ele volta
para a sua órbita estacionária ele emite energia na forma de ondas
eletromagnéticas (luz) de frequência característica do elemento desse átomo.
Bohr então propõe que o átomo só pode perder energia em certas
quantidades discretas e definidas, e isso sugere que os átomos possuem
níveis com energia definida.
O teste da chama é um procedimento usado na química para identificar a
presença de alguns iões metálicos, baseado no espectro de emissão
característico de cada elemento. O teste é baseado no facto de que quando
certa quantidade de energia (no caso da chama, energia em forma de calor)
é fornecida a determinado elemento químico, os eletrões da ultima camada
dos seus átomos saltam para um nível de energia mais elevado e quando
estão no estado excitado eles retornam para o estado fundamental emitindo
energia na forma de luz com um comprimento de onda característico, pois a
quantidade de energia necessária para excitar um eletrão é única para cada
elemento. Apenas alguns elementos emitem radiação com comprimento de
onda na faixa da luz visível, e o olho humano é capaz de identificar as cores
emitidas por esses elementos.
Resumo:

Pretende-se efetuar uma atividade laboratorial que dê resposta à questão:

Que catiões estão presentes em diversas amostras de sais


desconhecidos?
Os sais podem ser de sódio, cálcio, potássio, bário, lítio ou cobre.
O teste da chama é usado para detetar a presença de elementos químicos. Uma
amostra é sujeita ao aquecimento de uma chama e a coloração desta deve-se à
radiação visível emitida quando ocorrem transições eletrónicas nos elementos
químicos presentes na amostra em estudo. A cor observada depende assim dos
elementos presentes.
Esta técnica é particularmente útil para identificar alguns catiões presentes em
sais. Os iões negativos, em geral, não interferem neste teste.
Algumas limitações do teste da chama:
- Só permite identificar alguns elementos químicos.
- A presença de vários elementos dificulta a identificação, já que ocorre a
sobreposição de cores.
- A qualidade do teste depende da temperatura da chama: uma chama mais
quente permite obter melhores resultados.

Assim:
O Teste da Chama é um método importante de identificação, principalmente de
catiões metálicos, utilizado na análise química. Neste ensaio, ocorrem as
interações atómicas através dos níveis e subníveis de energia quantizada.
“Quando um objeto é aquecido, ele emite radiação, que pode ser observada
através da sua cor. Um exemplo é o aquecimento de metais nas indústrias
metalúrgicas, quando eles emitem uma cor vermelha intensa”.

Considerando o átomo de potássio, onde 19K = 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s1, o eletrão
4s1 é o mais externo, sendo que este pode ser facilmente elevado para o 4p,
ocorrendo a excitação eletrónica. O eletrão excitado apresenta tendência a voltar
a seu estado normal, 4s1, emitindo um quantum de energia (fotão), que é uma
quantidade de energia bem definida e uniforme. Neste caso obtemos uma
coloração violeta da chama.
Observações:

 Podem-se usar outros sais que apresentem estes mesmos catiões, desde
que não sejam tóxicos ou possam causar algum tipo de dano à integridade
física dos operadores.
 O cloreto de sódio normalmente contamina as demais amostras,
modificando.
 Quando os fabricantes desejam produzir fogos-de-artifício coloridos, eles
misturam à pólvora compostos de certos elementos químicos
apropriados. A cor que um elemento confere aos fogos-de-artifício é a
mesma que ele possui no teste da chama.
 Se usássemos o sulfato de bário em vez do cloreto de bário, por exemplo,
o resultado do teste da chama seria o mesmo, pois no teste da chama
identificamos catiões, de modo que o anião se torna irrelevante.
 Os vulcões emitem predominantemente luzes amarelo-alaranjadas e
vermelho-alaranjadas devido a composição das rochas fundidas, que se
originam em profundidades abaixo da crosta terrestre, as quais dão
origem ao magma, sendo sua composição química de ferro e níquel
derretidos.
 O ensaio de chama pode ser utilizado na identificação de minerais. Sabe-
se que esse simples teste teve importância histórica como sendo um dos
testes empregados na deteção de certos elementos em amostras
minerais. Atualmente há técnicas bem mais modernas, mas algumas
delas ainda se baseiam em princípios científicos relacionados ao teste da
chama, como a alteração na camada de valência dos eletrões em átomos
quando em estado excitado.
Procedimento:
1- Cada grupo de alunos tem a sua própria ansa que lava e limpa
rigorosamente antes de testar cada amostra.
2- Molhar uma ansa de Cr/Ni em água destilada e tocar no sal para que ele
adira à ansa. Levar a ansa à zona mais quente da chama (a zona mais
quente é logo acima do cone iluminado da chama, já na zona branca).
3- Testar cada um dos sais, observando a cor da chama. Confrontar com a
informação de uma tabela de cores de chama dos diferentes elementos
químicos para detetar o elemento em cada amostra.

 Para aquecer com chama num laboratório, utiliza-se o bico de


Bunsen ou uma lamparina. Com a lamparina obtém-se uma
pequena chama por combustão do álcool etílico de temperatura
próxima de 800ºC. O bico de Bunsen é um queimador de gás. O
gás entra na base de um tubo (chaminé), misturando-se com o ar
que entra por perfurações laterais. Essa mistura sobe pelo tubo e
é queimada na parte superior, produzindo uma chama azulada,
quase transparente. A zona mais quenta da chama é logo acima
da parte azul, na zona branca da chama, e pode atingir os 1600ºC.
Se os orifícios de entrada do ar estiverem fechados, então a
mistura será pobre em oxigénio, originando uma chama amarela,
com temperatura mais baixa.
Resultados:

AMOSTRA
PROCEDIMENTO
TEORIA
EXPERIMENTAL
(Ião Metálico)
Potássio Violeta-pálido Lilás
Cobre Verde azulado Verde-piscina
Bário Verde-amarelado Verde-amarelado
Estrôncio Vermelho-sangue Vermelho-sangue
Cálcio Vermelho-alaranjado Vermelho-alaranjado
Sódio Amarelo-alaranjado Amarelo-alaranjado

Questões laboratoriais:
1- Por que motivo os sais em estudo devem ser tão puros quanto possível?
R: Cada catião apresenta, quando aquecido, uma emissão de uma
determinada radiação, com uma frequência própria e bem definida. Assim,
cada catião irá produzir uma cor da chama própria e diferente dos outros
catiões, permitindo desta forma a associação da cor da chama àquele sal.
Assim, quando os sais contêm impurezas, dá-se a emissão de radiação que
confere uma cor à chama diferente da cor caraterística do catião, não sendo,
portanto, uma associação da cor da chama produzida pelo catião impuro
fiável, visto que esta é influenciada pelas impurezas presentes no sal. Logo,
quanto mais puro for o sal, maior serão as probabilidades de obtermos um
resultado fiável, que nos permita associar aquela cor da chama àquele sal.
2- Num teste da chama é preferível usar uma lamparina ou um bico de
Bunsen?
R: No teste da chama é preferível utilizar-se um bico de Bunsen, já que este
produz uma chama azulada, com uma parte branca na parte superior da
chama que pode atingir os 1600ºC, isto quando ocorre a mistura, na base do
tubo, do ar e do gás. A temperatura atingida pela chama num bico de Bunsen
é bastante superior à temperatura atingida na chama da lamparina. Sendo
assim, é preferível utilizar-se um bico de Bunsen que promove uma
transferência de calor maior para o sal em estudo, permitindo que os eletrões
do catião recebam uma quantidade de energia maior, promovendo o salto
energético (excitação) dos eletrões para níveis energéticos superiores, num
curto período de tempo. Quando estes regressam, espontaneamente, a
níveis energéticos inferiores libertam radiação eletromagnética. O facto da
chama ser mais quente, permite a excitação de um número maior de eletrões
num Delta tempo menor, promovendo, assim, uma cor mais forte à chama.
3- Explique com base na estrutura atómica:
a) A que se deve a cor emitida pela amostra de um sal quando é aquecido
à chama?
R: A chama emite energia sob a forma de calor. Esta energia é transferida
para o sal, ou seja, os eletrões do catião presente no sal absorvem
pacotes de energia quantizada (Quantum) que lhes permite realizar um
salto energético para níveis superiores, ou seja, ocorre a sua excitação.
Espontaneamente, estes eletrões regressam para níveis energéticos
inferiores, havendo emissão de radiação eletromagnética na região do
visível, conferindo uma cor à chama que depende da transição eletrónica
sofrida pela desexcitação dos eletrões, já que a cor emitida é uma
radiação com frequência bem definida.
b) Por que motivo a cor emitida por cada uma das amostras é diferente?
R: Cada elemento químico possui diferentes propriedades e por isso,
cada átomo possui eletrões que se encontram em níveis energéticos
estacionários com uma energia bem definida. Essa energia do nível
energético é diferente para cada elemento químico. Assim, quando o
catião absorve energia, os eletrões excitam, saltando para níveis de
energia superiores. Este salto energético é quantizado, pelo que, cada
elemento químico irá ter uma excitação diferente, ou seja, uns com a
absorção de determinada energia iram saltar para n=4, por exemplo, e
outros com os mesmos valores de energia iriam saltar para n=6, por
exemplo. Quando ocorre desexcitação do eletrão, a transição eletrónica
de um nível energético superior para um inferior irá ter influência na
radiação emitida, produzindo, assim, diferentes cores, com diferentes
frequências.
c) Por que razão a chama deve estar o mais quente possível?
R: A chama deve estar o mais quente possível para que haja um número
maior de eletrões a excitarem, que posteriormente, irão desexcitar e
produzir assim a emissão de radiação mais forte, promovendo uma cor à
chama também ela mais forte.
4- A que é devida a cor do fogo-de-artifício?
R: A pólvora quando explode, transfere energia para os sais de metais. Neste
momento, os eletrões destes sais saltam para níveis de energia superiores.
Imediatamente depois, os eletrões voltam para o estado fundamental e
emitem luminosidade.

Nota: A cor do sal não está relacionada com a cor da chama.


A.L. 1.3. – Densidade relativa de metais
(Picnometria de sólidos):
Introdução:
No dia-a-dia e com uma certa frequência, a densidade de um material utiliza-
se como meio de avaliar a quantidade de matéria presente.
Quando se pretende por exemplo, efetuar a determinação da densidade de
um dado material utilizando os métodos habituais, surge a necessidade de se
ser muito preciso na preparação do material.
Porque a necessidade de tal rigor?
A razão explica-se por haver situações em que ocorre por exemplo a entrada
de bolhas de ar na preparação o que vai induzir a erros experimentais (erros
acidentais) alterando a densidade dessa mesma preparação.
Propriedades físicas:
O ponto de fusão, o ponto de ebulição e a densidade são constantes físicas
que podem ser determinadas através de ensaios químicos específicos,
permitindo-nos identificar a substância em causa assim como o seu grau de
pureza, comparando os valores obtidos com valores tabelados, já obtidos pela
comunidade científica para vários materiais, pois estas são grandezas físicas
características de cada substância. A densidade ou massa volúmica é uma
grandeza física que se define como sendo a propriedade da matéria que nos
permite conhecer a quantidade de massa existente num dado volume, sendo,
portanto, determinada através do quociente entre a massa, m, e o volume, v, do
objeto considerado. Tendo esta definição em conta, pode-se inferir que um corpo
é mais denso do que outro se ocupar menor volume e tiver igual massa e, de
uma forma análoga, um corpo é mais denso se ocupar o mesmo volume e tiver
maior massa. A unidade em que é expressa a massa volúmica segundo o
Sistema Internacional de Unidades (SI) é o kg/m3, apesar de se utilizar também
o g/cm3 para sólidos e líquidos e o g/dm3 para gases.
Densidade relativa:
A densidade relativa, d, é uma constante física que estabelece uma
comparação entre a densidade de um determinado elemento com a densidade
de outro. O resultado é apresentado sem qualquer unidade, já que a densidade
relativa é uma grandeza adimensional.

Nos sólidos e nos líquidos, é comum utilizar-se a água destilada a 4ºC como
padrão para determinar a densidade relativa destes, uma vez que a densidade
da água a esta temperatura é 1g/cm3, logo a densidade relativa e a massa
volúmica são expressas pelo mesmo valor numérico. No entanto, para
determinar a densidade relativa de gases, toma-se como padrão a densidade do
ar atmosférico ou do hidrogénio, quando estes se encontram à temperatura de
0ºC e à pressão de 1 atm.

Aquando das determinações laboratoriais da massa volúmica e da densidade


relativa há que ter em consideração as condições ambientais, nomeadamente a
pressão atmosférica e a temperatura, pois se essas não forem iguais àquelas
em que foram determinados os valores que hoje se encontram tabelados, vão
existir diferenças.

Para determinar a densidade de substâncias


sólidas pode recorrer-se à técnica
do picnómetro.
Os picnómetros de sólidos são recipientes de
vidro de pequena capacidade, que permitem
determinar, de forma rigorosa, a densidade
relativa dos sólidos de pequenas dimensões.
As medições efetuadas pelos picnómetros e
pelas balanças são depois utilizadas para
calcular a densidade relativa através do
quociente entre a massa, m, de um dado objeto
e a massa da água que tenha o mesmo volume
desse objeto (massa de água deslocada pelas
esferas do material em estudo).
Procedimento:
 Registar a precisão da balança.

 Medir a massa da amostra, m, e registar o respetivo valor.


 Encher o picnómetro com água destilada até ao traço de referência,
evitando a formação de bolhas de ar.
 Medir a massa do picnómetro até ao traço de referência com a amostra
ao lado, e registar esse valor.
 Introduzir a amostra dentro do picnómetro.
 Limpar o picnómetro com papel absorvente por fora e garantir que o nível
de água fica pelo traço de referência do picnómetro.
 Registar a massa do picnómetro com a água e a amostra no seu interior.
 Repetir duas vezes a mesma sequência de passos do procedimento.
Registo de dados e observações:

msólido+mpicnómetro mpicnómetro com


Ensaio msólido/g
cheio de água/g sólido mais água/g

1 3,37 86,08 85,92


2 3,36 86,32 85,89
3 3,37 86,06 85,96

Temperatura da água destilada: Ensaio 1: 16ºC/Ensaio 2: 16ºC/Ensaio


3: 16ºC
Menor divisão da escala da balança: 0,1g

Tratamento de dados:
Análise crítica:
A determinação da densidade relativa de um sólido foi determinada pelo
método do picnómetro.
Depois de realizarmos os métodos necessários para determinar a densidade
relativa da substância determina-mos a sua massa e a da água, e
determinamos a sua densidade através da expressão:

Com esta atividade experimental conseguimos aprender mais sobre a


densidade de substâncias, como determina-la e o seu significado (ou seja o
quociente de duas massas volúmicas, nas mesmas condições de pressão e
temperatura).

Nota: Ver vídeos no youtube sobre as atividades


laboratoriais.
A.L. 2.2. – Soluções a partir de solutos
sólidos:

Introdução:
Nesta experiência tratamos soluções. Uma solução verdadeira (solução
simplesmente), é uma mistura homogénea, de duas ou mais substâncias
(solvente e soluto), que constituem uma só fase, o meio dispersante, designado
por solvente, é o componente que satisfaz uma das condições: ter o mesmo
estado físico da solução; ou estar em maior quantidade. O soluto (meio disperso)
ou não ter inicialmente o mesmo estado físico da solução ou esta em menor
quantidade. Uma solução poderá ter mais do que um soluto, mas tem, apenas,
um único solvente. Existem soluções nos três estados físicos: sólido, líquido e
gasoso. Neste trabalho interessa-nos apenas as soluções líquidas e, dentro
destas, aquelas em que o solvente é água - soluções aquosas. As soluções mais
vulgarmente utilizadas num laboratório são preparadas a partir de solutos
sólidos, ou a partir de uma solução de concentração relativamente elevada e
conhecido o reagente que nos utilizamos para realizar esta experiência foi o
sulfato de cobre (II) penta-hidratado- CuSO4.5H2O.
As quantidades de soluto e de solvente existente numa dada solução podem
relacionar-se entre si através da grandeza concentração.
Uma das grandezas mais vulgarmente utilizadas em química é a concentração
molar, ou molaridade, que é a quantidade (número de moles) de soluto existente
numa unidade de volume de solução.

Para a preparação de uma solução a partir de um soluto sólido, com


concentração previamente estabelecida (C= 0,050 mol/dm3), que é o caso
baseia - se em duas operações fundamentais: a determinação de massas e a
medição de volumes. As soluções preparam-se em balões volumétricos.
Inicialmente o sólido é pesado, conforme a concentração desejada, e dissolvido
num gobelet. Essa solução é transferida para o balão volumétrico onde
perfazendo o volume se obtém a solução final.
Procedimento:
A. Tomar conhecimento dos perigos potenciais das substâncias utilizadas
de modo a reduzir a possibilidade de contaminações ou acidentes.
B. Decidir qual o volume de solução a preparar.
C. Efetuar os cálculos necessários.
Pesagem do sal:
 Colocou-se o gobelet (vazio) em cima da balança e efetuou-se a tara da
balança.
 Calcular a massa de sulfato de cobre (II) penta-hidratado necessária.
 Em seguida com a ajuda de uma espátula colocou-se o sal dentro do
gobelet pouco a pouco e tentou-se obter o valor próximo do pretendido
(124,86g).
Dissolução do sal:
 Adicionou-se cerca de 25 mL de água destilada ao gobelet que continha
o sal e agitou-se com a ajuda de uma vareta de vidro até que a dissolução
ficasse completa.
 Com a ajuda de uma vareta de vidro e de um funil, transferiu-se a solução
para o balão volumétrico, lavou-se a vareta, o gobelet e o funil com
pequenas porções de água destilada e transferiu-se essas águas de
lavagem para o balão.
 Adicionou-se aos poucos água destilada até o traço de referência
(V=500ml), rolhou-se o balão volumétrico e agitou-se até homogeneizar.

Nota: se pretendesse - mos guardar as nossas soluções deveríamos ter o


cuidado de as meter num frasco e de as rotular corretamente (nome da solução,
concentração, data de preparação e identidade de quem a preparou).
Cálculos necessários:
 Determinação da massa molar correspondente ao sulfato de cobre (II)
penta-hidratado: M (CuSO4.5H2O)=
63,55+32,07+16,00∙4+5∙(1,01∙2+16,00)= 249,72g/mol.

 Determinação da quantidade de soluto (n) na solução a preparar a partir


da definição de concentração c = nsoluto/vsolução:

 Sabendo que a concentração pretendida é de 1,00mol/dm3 e que o


volume de solução é 500ml=500cm3=0,500dm3, então: n
(CuSO4.5H20)= 1,00 x 0,500= 0,500 mol.

 Calcular a massa de soluto a partir da relação:

 Sabendo que M(CuSO4.5H20)= 249,72 g/mol, então:

249,72 g de CuSO4.5H20 -------------------- 1 mol de CuSO4.5H20


X --------------------------------------------- 0,500 mol de CuSO4.5H20

X= 124,86g de CuSO4.5H20
A.L. 2.3. – Diluição de soluções:
Introdução:
Solução
Uma solução é uma mistura homogénea, de duas ou mais substâncias.
Numa solução, a substância que se dissolve é chamada soluto e a
substância em que se dissolve o soluto é o solvente. O solvente da
solução é o componente que se encontrava, antes de ser realizada a
mistura, no mesmo estado físico que a solução final, ou, no caso de haver
mais do que um componente nesta situação, aquele que estiver em maior
quantidade química (número de moles). As soluções em que o solvente é
a água são chamadas soluções aquosas.
Podem existir vários tipos de solução:
Sólidas: Neste caso o solvente é sólido, e o soluto pode ser sólido, líquido
ou gasoso. Ex: bronze (cobre e estanho); liga de cobre e mercúrio; ouro
utilizado em jóias; paládio e hidrogénio;
Líquidas: O solvente é líquido, e o soluto pode estar em qualquer um dos
estados físicos: sólido, líquido ou gasoso. Ex: água açucarada; água
salgada; água da torneira; vinho;
Gasosas: Tanto o solvente como o soluto são gasosos. Ex: ar; qualquer
mistura de gases.
A composição qualitativa de uma solução indica quais os constituintes
dessa solução, enquanto a composição quantitativa indica a quantidade
de cada componente na solução.
A concentração de um soluto numa solução indica a quantidade de soluto
por unidade de volume da solução.
No caso de várias soluções do mesmo soluto, a solução mais diluída é a
que tiver um menor valor de concentração, sendo a mais concentrada
aquela que apresentar um maior valor de concentração.
Os valores de concentração das diversas soluções só podem ser
comparados se estiverem expressos nas mesmas unidades.
Solução insaturada:
Dizer que uma solução é insaturada relativamente a um determinado
soluto quer dizer que, a essa temperatura, ainda é possível dissolver uma
maior quantidade desse soluto nessa solução.
Solução saturada:
Uma solução está saturada quando não é possível dissolver nela, a essa
temperatura, uma maior quantidade de soluto. Se a uma solução saturada
for adicionado mais soluto, este ficará por dissolver.
Solução sobressaturada:
Em determinadas condições é possível dissolver uma maior quantidade
de soluto numa solução, excedendo o valor da solubilidade a essa
temperatura. Estas soluções são instáveis.
Ao diluir uma solução, a massa do soluto não se altera, sendo a mesma
na solução inicial e na final. A concentração, por sua vez, diminuirá. Logo,
pode-se concluir, pela fórmula: C=n/V que o volume e a concentração são
grandezas inversamente proporcionais, ou seja, o primeiro aumenta à
mesma proporção que o outro diminui.
Uma solução pode ser diluída, por adição de solvente. A concentração do
soluto (s) irá ser reduzida.
Apesar de haver variação da concentração do(s) soluto(s) nesta solução,
a quantidade química, de cada soluto é mantida:
n Inicial= n final
A relação de diminuição da concentração da solução é expressa pelo fator
de diluição.
Exemplo: Um fator de diluição igual a 4 indica que a solução final
apresenta uma concentração 4 vezes menor que a solução inicial.

Material:
Para preparar, uma solução de concentração 0,100 mol/dm3, por diluição
da solução anterior com concentração=1,00 mol/dm3 e 250mL de volume,
é necessário:
 Pipeta volumétrica de 25 mL;
 Pompete;
 Balão volumétrico de 250 mL;
 Esguicho com água destilada.
Procedimento:
 Calcular o volume necessário da solução;
 Mediu-se então com a pipeta volumétrica 25 mL da solução anterior e
transferiu-se para um balão volumétrico de 250 mL;
 Adicionou-se água destilada até ao traço de referência, agitou-se para
homogeneizar e rolhou-se.

Cálculos necessários:

nf 𝑛𝑓
Cf= Vf (=) 0,1= 0,250 (=) nf= 0,025 mol

Numa diluição ocorre a adição de solvente a um determinado volume de solução,


previamente preparada, pelo que não se altera a quantidade de soluto, logo:
ni=nf (=) ni= 0,025 mol
𝑛𝑖 0,025
Ci=𝑉𝑖 (=) 1,00= (=) Vi= 0,025dm3= 25 cm3 =25mL
𝑉𝑖

Isto significa que a solução final é 10


𝐶𝑖 1,00
F= 𝐶𝑓 = 0,100 = 10 vezes mais diluída que a inicial.