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ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO

ANO DE VIDA
Primeiros anos de vida da criança são críticos - alta velocidade de
crescimento e intensa maturação- nutrição exerce um papel
fundamental para assegurar a sobrevivência e o crescimento.
PRÁTICAS ADEQUADAS DA ALIMENTAÇÃO
INFANTIL- OMS

• Fornecer quantidade de alimentos adequada para suprir os


requerimentos nutricionais;

• Proteger as vias aéreas da criança contra a aspiração de


substâncias estranhas;

• Não exceder a capacidade funcional e metabólica do trato


gastrointestinal e dos rins da criança.
• Calcula-se que nos primeiros meses o ganho de peso corporal seja
em média de 1 g/hora (15 a 30 g/dia),

• cérebro em 2 g/dia (PIACENTINI et al., 1995),

• Em geral, no primeiro ano de vida, a criança triplica seu peso e


dobra sua superfície corpórea - aspectos não observados em outra
fase da vida .
Definição de Alimentação Complementar

É a alimentação fornecida no período em que outros alimentos


ou líquidos são oferecidos em adição ao leite materno.

• Qualquer alimento ou líquido oferecido à criança, nesse


período, além do leite materno, é chamado “alimento
complementar”.

Objetivo – fornecer energia, proteína, vitaminas e sais minerais,


quando a amamentação já não atende as necessidades
nutricionais do lactente.
Desmame – processo pelo qual se introduz gradativamente outros
alimentos à dieta do lactente, a princípio para complementar o leite
materno e progressivamente para adaptar a criança à dieta habitual da
família e interromper o aleitamento materno.

Introdução de um novo Retirada do leite


alimento (4-6 meses) materno (1-2 anos)

Desmame deve ser iniciado o mais precocemente possível para prevenir


a desnutrição e o mais tardiamente possível para favorecer o
aleitamento natural.
Características dos alimentos
• Ricos em energia e
micronutrientes

(Fe, Zn, Ca, Vit. A, Vit. C e folato)

• Isento de germes patogênicos,


toxinas ou produtos químicos
prejudiciais
• Sem muito sal ou condimentos

• Fácil consumo e boa aceitação pela


criança

• Quantidades apropriadas
Esquema para introdução dos alimentos complementares

Soc. Bras. Pediatria, 2006


Esquema alimentar para criança amamentada com
leite materno
Escolha de alimentos

• Preparações que não atinjam a densidade mínima recomendada de


energia, tais como sopas, mingaus e leites muito diluídos devem ser
evitados.

• As frutas devem ser oferecidas, preferencialmente sob a forma de


papas e sucos, sempre em colheradas.

* Os sucos naturais devem ser usados após as refeições principais, e


não em substituição a estas, numa dose máxima de 240 mL/dia (copo
americano).
Escolha de alimentos
SUPLEMENTAÇÃO DE FERRO

• Indicação:

• Crianças com BPN e PT a partir de


30 dias - 2mg/Kg dia por 2 meses
(até 60 dias)

• 6 aos 24m – 1-2mg/Kg dia ou dose


semanal de 45 mg

• Crianças não amamentadas com


leite materno - 1-2mg/Kg dia a
partir dos 4 meses
VITAMINA A

* Essencial para o crescimento e desenvolvimento das crianças;


* Problema em áreas endêmicas – média de ingesta no Brasil em menores
de 2 anos é adequada.

Região Nordeste e Vale do Jequitinhonha


• 6 a 11m - 100.000 UI
• 12 a 59m - 200.000UI
Intervalo de 4 a 6 meses

Alimentos ricos em vit. A:


- fígado
- gema de ovo
- produtos lácteos
- vegetais e frutas cor de laranja
- folhas verde escuras
VITAMINA D

• Deficiência causa o raquitismo

• Crianças com exposição à luz


solar inadequada

• Dose: 200 a 400 UI

• Exposição à luz solar (5 a 7


min/dia)
*Equação para calcular o GEB segundo gênero, faixa etária e peso:
FAO/OMS – 1985.

Idade Gênero Gasto energético basal


masculino 60,9 x P - 54
0-2 anos Feminino 61,0 x P - 51

*Equações para estimativa da necessidade energética total (EER) –


DRI/IOM – 2001.

Idade Gasto energético basal


0-3 meses (89 x P) – 100 +175
4-6 meses (89 x P) – 100 +56
7-12 meses (89 x P) – 100 +22
13-35 meses (89 x P) – 100 +20
*RDA – 1989.

Idade Kcal/kg
Até 5 meses 108
5 a 12 meses 98
MS, 2009
Método BLW: introdução alimentar sem papinha

Baby-ledWeaning (Desmame Guiado pelo Bebê) - consiste em oferecer a


comida em pedaços e permite que o bebê se sirva sozinho (criado pela
agente de saúde britânica Gill Rapley, autora do livro Baby-led Weaning:
Helping Your Baby to Love Good Food ).

A ideia principal é não oferecer um prato


diferente aos bebês, mas, sim, deixar que
eles se sentem à mesa e participem das
refeições familiares já a partir dos 6 meses
de vida - os alimentos cortados são
colocados ao alcance e eles escolhem
quando e como levar os pedaços à boca.
Associação Brasileira de Nutrologia - a transição do aleitamento exclusivo
para a introdução alimentar guiada pelo próprio bebê é um caminho
natural.

A ingestão de sólidos deve acompanhar as necessidades orgânicas e


habilidades motoras da criança, que pode e deve ter o controle total desse
processo