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INSTITUTO MACAPAENSE DE MELHOR ENSINO SUPERIOR

CURSO DE BACHARELADO EM FISIOTERAPIA

ELIANE BARBOSA DOS SANTOS


ELOILDES BARBOSA SANTOS

ANÁLISE DO USO DA PODOPOSTUROLOGIA NO REAJUSTE POSTURAL DE


INDIVÍDUOS NÃO ATLETAS

MACAPÁ-AP
2018
ELIANE BARBOSA DOS SANTOS
ELOILDES BARBOSA SANTOS

ANÁLISE DO USO DA PODOPOSTUROLOGIA NO REAJUSTE POSTURAL DE


INDIVÍDUOS NÃO ATLETAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


ao Instituto Macapaense de Melhor Ensino
Superior-IMMES, como requisito básico para
a conclusão do Curso de Bacharelado em
Fisioterapia, sob a orientação da Profª Msc.
Andressa Marques Lamarão Rodrigues.

MACAPÁ-AP
2018
ANÁLISE DO USO DA PODOPOSTUROLOGIA NO REAJUSTE POSTURAL DE
INDIVÍDUOS NÃO ATLETAS

Eliane Barbosa Dos Santos*


Eloildes Barbosa Santos*
Andressa Marques Lamarão Rodrigues**

Resumo

Introdução: Atualmente cerca de 90% dos indivíduos apresentam desequilíbrios posturais ao


longo da vida. Dentre as estruturas que auxiliam na adequação postural, o pé destaca-se por
assegurar a posição bípede, receber e distribuir a carga corporal, satisfazendo demandas de
estabilidade para as diversas variações posturais. Neste contexto, a podoposturologia
demonstra-se como aliada a tratar transtornos da postura e do equilíbrio por intermédio dos
receptores. Objetivo: Aplicar a podoposturologia e analisar o seu uso no reajuste postural de
indivíduos não atletas. Metodologia: Foram convidados a participar do estudo 20 indivíduos
não atletas de ambos os sexos, com a idade entre 20 a 35 anos. Os 20 sujeitos que aceitaram
participar do estudo foram avaliados, receberam palmilhas proprioceptivas para reajuste
postural, mantiveram o uso por 45 dias, e foram reavaliados. Resultados: Observou-se uma
melhora significativa durante a reavaliação dos indivíduos após o uso das palmilhas.
Verificou-se uma diminuição da dor (85%) citada como queixa principal anteriormente;
obteve se um alinhamento da cabeça (70%), constatou-se diminuição no encurtamento
muscular no movimento de flexão de cabeça (80%), houve ainda alinhamento das cristas
ilíacas (75%). Conclusão: conclui-se que a utilização da palmilha proprioceptiva provoca
realinhamento postural e diminuição de quadros álgicos dos indivíduos de ambos os sexos.
Ressalta-se a necessidade e continuidade do estudo visando evidenciar as adequações à médio
e longo prazo.

Palavras – chave: reajuste postural, podoposturologia, fisioterapia.

*Acadêmica do Curso de Fisioterapia do Instituto Macapaense de Melhor Ensino Superior


**Fisioterapeuta, Mestre em Fisioterapia pela Universidade Cidade de São Paulo-UNICID, Professora no
Instituto Macapaense de Melhor Ensino Superior-IMMES.
ANALYSIS OF THE USE OF PODOPOSTUROLOGY NO POSTURAL RESET OF
INDIVIDUALS NOT ATHLETES
Eliane Barbosa Dos Santos*
Eloildes Barbosa Santos*
Andressa Marques Lamarão Rodrigues**

Abstract

Introduction: Currently about 90% of individuals present postural imbalances throughout


their lives. Amongst the structures that aid in postural adequacy, the foot stands out for
securing the biped position, receiving and distributing the body load, satisfying demands for
stability for the various postural variations. In this context, podoposturology demonstrates
itself as an ally to treat disorders of posture and balance through the receptors. Objective: To
apply the podoposturology and analyze its use in postural readjustment of non-athletes.
Methodology: Twenty non-athletes of both sexes, aged 20-35 years, were invited to
participate in the study. The 20 subjects who accepted to participate in the study were
evaluated, received proprioceptive insoles for postural readjustment, maintained the use for 45
days, and were reevaluated. Results: A significant improvement was observed during the re-
evaluation of the individuals after the use of the insoles. There was a decrease in pain (85%),
cited as the main complaint above, obtained an alignment of the head (70%), there was a
decrease in muscle shortening in the movement of head flexion (80%). The iliac crest was
also aligned in (75%). Conclusion: it was concluded that the use of the proprioceptive insole
causes postural realignment and a decrease in pain in individuals of both sexes. The need and
continuity of the study is emphasized, evidencing the adequacy to the medium and long term.

Keywords: postural readjustment, podoposturology, physiotherapy.

*Acadêmica do Curso de Fisioterapia do Instituto Macapaense de Melhor Ensino Superior


**Fisioterapeuta, Mestre em Fisioterapia pela Universidade Cidade de São Paulo-UNICID, Professora no
Instituto Macapaense de Melhor Ensino Superior-IMMES.
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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO......................................................................................................... 5

2. OBJETIVOS............................................................................................................. 6

2.1 Objetivo Geral........................................................................................................... 6

2.2 Objetivo Especifico................................................................................................... 6

3. REFERENCIAL TEÓRICO.................................................................................... 7
3.1 Postura....................................................................................................................... 7
3.2 Pé............................................................................................................................... 8
3.3 Podoposturologia....................................................................................................... 10
4. MATERIAIS E MÉTODOS..................................................................................... 11
4.1 Amostra..................................................................................................................... 11
4.2 Local e Período da Pesquisa...................................................................................... 11
4.3 Critérios de Inclusão.................................................................................................. 11
4.4 Critérios de Exclusão................................................................................................. 11
4.5 Instrumentos.............................................................................................................. 11
4.6 Etapas da Pesquisa..................................................................................................... 12
4.7 Análise de dados........................................................................................................ 13
5. RESULTADOS.......................................................................................................... 14
6. DISCUSSÃO.............................................................................................................. 19
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................... 22
REFERÊNCIAS........................................................................................................ 23
ANEXO...................................................................................................................... 26
APÊNDICES............................................................................................................. 27
5

1. INTRODUÇÃO

No desenvolvimento do ortostatismo humano, o corpo passa por diversas mudanças


relacionadas às condições ambientais e posturais (BRICOT, 2004). Atualmente, observa-se
que cerca de 90% dos indivíduos apresentam desequilíbrios posturais ao longo da vida e em
grande parte da população isso é proveniente dos confortos proporcionados pela modernidade
e tecnologia, prejudicando assim a saúde (LEVANGIE, 2001).
A postura corporal é representada como a base da funcionalidade do corpo e pode
sugerir uma posição estática, mas que se altera freqüentemente com leves estímulos
(BRICOT, 2004). Para um funcionamento corporal adequado é essencial uma postura correta,
a fim de que a musculatura trabalhe conjuntamente com o esqueleto. Dentre as estruturas que
auxiliam na adequação postural, o pé destaca-se por assegurar a posição bípede, receber e
distribuir a carga corporal, satisfazendo demandas de estabilidade para as diversas variações
posturais. (LEVANGIE, 2001).
Neste contexto, surge a podoposturologia, que visa tratar transtornos da postura e do
equilíbrio por intermédio dos receptores podais. A podoposturologia faz uma abordagem
através de palmilhas proprioceptivas termomoldáveis, com peças podais fixadas como: barras,
elementos, cunhas e calços (OLIVEIRA, 2004). Ao utilizá-las na região plantar, ocorre uma
deformação mínima que fornece informações ao sistema postural, através dos
mecanorreceptores, gerando respostas fisiológicas às estimulações, refletindo em alterações
no esqueleto axial e apendicular (SALGADO, 2006).
A escolha das peças podais é realizada em função da avaliação clínica do
fisioterapeuta, que atuará diagnosticando e recomendando medidas corretivas quando
necessário (OLIVEIRA, 2004). Tais palmilhas objetivam estimular a adequação postural
através de reflexos de correção provocando um renivelamento das cinturas escapular e pélvica
(BRICOT, 2004).
Diante disto, poucos são os estudos científicos disponíveis na literatura ou indexados
em bases de dados, que verifiquem a atuação das palmilhas proprioceptivas termomoldáveis
em indivíduos não atletas. Com a identificação desta grande lacuna literária, este estudo traz
como principal propósito a análise da efetividade do uso das palmilhas proprioceptivas
termomoldáveis da podoposturologia em indivíduos não atletas com desalinhamento postural,
por meio de uma avaliação pré uso da palmilha e pós uso da palmilha.
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2. OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral


- Aplicar a podoposturologia em indivíduos não atletas.

2.2 Objetivo Específico


- Analisar o efeito do uso de palmilhas proprioceptivas por indivíduos não atletas;
- Reorganizar a postura de indivíduos não atletas através da palmilha proprioceptiva;
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3. REFERENCIAL TEÓRICO

3.1 Postura
A postura é descrita como a base da funcionalidade corporal, que pode simbolizar o
alinhamento do corpo com máxima eficiência biomecânica e fisiológica, a qual minimiza os
estresses e tensões impostos ao sistema de sustentação pela ação da gravidade (KENDALL et
al, 2007). Para uma postura equilibrada são necessários fenômenos biomecânicos e
neurofisiológicos, através da interação de neurossensores e estruturas musculares, ósseas e
ligamentares (BRICOT, 2004).
No alinhamento postural sagital, observa-se que o eixo vertical do corpo passa pela
vértebra atlas e terceira vértebra lombar, projetando-se ao solo. Enquanto no alinhamento
frontal, apresentam-se diferentes linhas entre pupilas, mamilos, cintura escapular e pélvica
(BRICOT, 2004). No plano horizontal não existe recuo, nem avanço de uma nádega em
relação à outra (GAGEY; WEBER, 2000). Já os indivíduos com postura incorreta, apresentam
forças anormais provocadas pela assimetria das cadeias musculares, alterando o controle
postural normal, representando risco para diferentes patologias (WILLEM, 2004).
O controle postural está presente em cada movimento realizado, onde contrações
musculares ocorrem baseadas em informações sensoriais garantindo a posição corporal
desejada (HORACK, 2002). Estas informações são provenientes dos sistemas visuais,
vestibulares, auditivos e somatossensoriais. Cada sistema fornece informações com
características únicas para a realização do equilíbrio postural (BRICOT, 2004). Além disso,
três modalidades sensoriais participam da orientação postural: a Propriocepção que é
responsável pelo senso de posição e movimento de uma parte do corpo em relação à outra; a
Expropriocepção, responsável pela sensação de posição e movimento de uma parte do corpo
em relação ao ambiente; e a Exterocepção, que é responsável por localizar um objeto no
ambiente em relação a outro (EKMAN, L.L, 2000).
Dentre os sistemas que atuam na orientação postural, o sistema somatossensorial é o
que apresenta receptores espalhados pelo corpo, que são responsáveis por carrear informações
para o sistema nervoso central interpretar e gerar percepções coerentes com a realidade
(HORACK, 2002). Estes receptores respondem a diferentes tipos de estímulos como dor,
temperatura e toque (KAUFFNAN, C, 2001).
Os receptores localizados nos pés intervêm diretamente no ajuste postural estático e
dinâmico, por possuir a capacidade de situar e detectar pequenas mudanças na pressão plantar
identificando a superfície de contato (WILLEM, 2004). Isto ocorre devido às características
8

dos tecidos moles e volumes musculares nas diferentes regiões dos pés, que contribuem para
que a sensibilidade plantar não seja uniforme nas partes da face plantar, propiciando assim a
facilitação do ajuste postural, caso ocorram alterações nesses sistemas de ajustes, a postura
corporal correta pode ser comprometida (WRIGHT et al 2012).
As causas das alterações posturais são variadas, mas deve-se levar em consideração
características pessoais e a realização das Atividades de Vida Diária – AVD’s. Essas
alterações podem afetar o bom funcionamento da biomecânica da coluna vertebral, pelve,
membros inferiores e pés, devido sua sobrecarga articular (BRACCIALLI, 2000).

3.2 Pé
O pé é uma estrutura do aparelho locomotor que assegura a posição bípede, recebe e
distribui a carga corporal, proporcionando uma base estável para diversas variações posturais
(LEVANGIE, 2001). Esta estrutura de sustentação é composta por 26 ossos, dividido
anatomicamente em três seguimentos: retropé, mediopé e antepé (SOUZA; RODRIGUES,
2001).
De acordo com a disposição dos ossos formam-se três arcos denominados de: arco
plantar longitudinal medial, arco plantar lateral e arco plantar transversal. O arco plantar
longitudinal medial é composto por calcâneo, tálus, navicular, cuneiformes e os três primeiros
metatarsos, enquanto o arco plantar lateral é composto por calcâneo, cubóide, quarto e quinto
metatarsos. Já o arco plantar transversal é constituído pelo cubóide, navicular, cuneiformes e
base dos metatarsos (DÂNGELO; FATTINI, 2002). Estes arcos funcionam como
amortecedores, que tornam o pé flexível ou rígido de acordo com a necessidade, absorvendo
impactos dinâmicos e estáticos, diminuindo a sobrecarga das articulações adjacentes. Com
essa apresentação podálica, é possível a distribuição de peso corporal e pressão, onde
aproximadamente 60% do peso é direcionado ao calcanhar, 5,2% no mediopé, 31% em
metatarsos e 2% nas falanges (MANFIO, 2001).
Para a sustentação adequada dos arcos podais, é necessária a ação dos músculos
extrínsecos e intrínsecos do pé. Os extrínsecos são tibial anterior, tibial posterior, flexor longo
dos dedos e fíbular longo que auxiliam na elevação do arco plantar (SOUZA; RODRIGUES,
2001). A musculatura intrínseca é ampla e composta por diversos músculos como o abdutor
do hálux, flexor curto plantar dos dedos, lumbricais, interósseos dentre outros, que possuem a
função básica de estabilizar os artelhos e manter a convexidade juntamente com ligamentos e
a fáscia plantar que proporciona estrutura e função aos arcos plantares (MANFIO, 2001). Essa
9

atividade muscular permite a realização dos movimentos de dorsiflexão, flexão plantar,


inversão, eversão, adução e abdução (DÂNGELO; FATTINI, 2002).
Quando a atividade muscular apresenta-se alterada, é possível observar modificações
principalmente no arco plantar longitudinal medial que pode apresentar aumento ou
diminuição, caracterizando o pé cavo e o pé plano (MANFIO, 2001). O pé plano é
proveniente do abaixamento do arco longitudinal medial, devido à uma insuficiência muscular
do tibial posterior ou do fibular longo (CARGNIN; MAZZITELLI, 2003).
Neste tipo de pé, quando o peso do corpo é distribuído sobre
a abóbada, o arco interno afunda e o pé gira em valgo. Este
valgo é visível e mensurável pelo ângulo que forma o eixo
do calcanhar com o tendão calcâneo, e ultrapassam os 5
graus de variação fisiológica e passa a alcançar 20 graus, o
que desloca o centro de pressão para a margem medial do pé
(KAPANDJI, 2000).
Para a confirmação do diagnóstico do pé plano existem muitos artifícios, como a
análise da impressão plantar, que classifica em graus de acordo com a apresentação
(CARGNIN; MAZZITELLI, 2003).
O grau 1 é dado a partir da largura do mediopé superior a 1/3
da largura do antepé; o grau 2 quando a medida do médio pé
é superior a 1/2 da largura do antepé e Grau 3 quando o pé
apresenta a medida da região do mediopé superior à largura
do antepé (VILADOT, 2003).
Outra modificação do arco longitudinal plantar é caracterizada como pé cavo, que
ocorre devido ao arco apresentar-se anormalmente alto, trazendo uma projeção no bordo
lateral do pé, com um aprofundamento da concavidade medial (KAPANDJI, 2000).
Normalmente esta alteração ocorre devido à contração da fáscia plantar, formando um
aumento na curvatura plantar do pé (PALASTANGA; FIELD; SOAMES, 2000).
Em uma análise plantar, o pé cavo é definido quando o indivíduo tem a largura da
impressão plantar do médiopé menor que 1/3 da medida do antepé (PALASTANGA; FIELD;
SOAMES, 2000). A curvatura e a orientação da abóbada plantar dependem de um equilíbrio
das ações musculares. O desequilíbrio muscular associado com o pé cavo pode também
resultar em um desequilíbrio secundário comprometendo o arco anterior (KAPANDJI, 2000).
Modificações tônus musculares podem levar à assimetrias nos pés, causando
modificações em articulações mais altas e nas cadeias musculares, ocasionando as alterações
posturais. Deste modo, a principal premissa da estática adequada relaciona-se com o apoio
correto dos pés ao chão (GAGEY, 2000), onde mudanças na cinemática têm sido relacionadas
ao surgimento de várias lesões musculoesqueléticas, como a síndrome do estresse tibial
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medial, lombalgia, fasciíte plantar e doenças degenerativas do quadril (GROSS M,


FOXWORT J, 2003).

3.3 Podoposturologia
A podoposturologia é um método de intervenção postural criado na década de 80, pelo
médico francês René Bourdiol. Apresenta seu conceito terapêutico baseado nas estimulações
ao nível dos neurossensores, através de órteses plantares com estímulos mecânicos e
proprioceptivos em peças podais dispostas nas palmilhas (SALGADO, 2006). Esta técnica
tem como objetivo tratar os transtornos da postura e do equilíbrio por intermédio de
receptores podais, sendo considerado um método preventivo e terapêutico (PRYSIEZNY,
2009).
A palmilha proprioceptiva possui como principal função melhorar a postura do
indivíduo através de estímulos em pele e músculos. Sua indicação está relacionada à qualquer
sintomatologia que envolva membros inferiores e coluna vertebral, como desalinhamentos,
lombalgias, dores no quadril e síndromes osteomusculares (GAGEY; WEBER, 2000). A
escolha da palmilha é feita após a avaliação do fisioterapeuta podoposturologista que define a
disposição de cada elemento colocado na palmilha (SALGADO, 2006).
Estas palmilhas são confeccionadas em etil-vinil-acetato - EVA, e podem ser do tipo
termocoladas ou termomoldadas, com ação mecânica e postural que favorecem a distribuição
do peso corporal sobre os pés diminuindo a pressão em áreas isoladas (BIENFAIT, 1995). Os
elementos confeccionados e distribuídos no interior das palmilhas são colocados em pontos
específicos e apresentam diferentes funções. Estes podem ser denominados como elementos,
barras, cunhas e calços (SALGADO, 2006).
Quando as peças selecionadas são posicionadas no ventre
dos músculos plantares elas comprimem os fusos
neuromusculares e favorecem a contração muscular. Se
posicionadas em contato com os órgãos tendinosos de golgi,
desencadeiam ação inibitória que inibirá o reflexo miotático
e a contração muscular, produzindo assim o relaxamento
muscular. Ao posicioná-las sob estruturas ósseas haverá uma
ação mecânica e modificará a posição do pé para obter uma
melhor congruência articular e uma resposta de adaptação
postural tanto no plano sagital como frontal
(VILLENEUVE, 2008).
A palmilha proprioceptiva favorece a terapêutica da postura bípede, distribuindo de
forma correta o pico de pressão e força de reação do solo por toda região do pé,
proporcionando a eficiência dos mecanismos do pé durante a marcha e corrida (SALGADO,
2006).
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4. MATERIAIS E MÉTODOS

Esta pesquisa possui caráter quanti-qualitativo, do tipo experimental não cego e foi
submetida à plataforma Brasil para apreciação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, pelo
seguinte número de envio: 132195/2017 (Anexo I)

4.1 Amostra
Para compor a amostra foram convidados 20 indivíduos na faixa etária de 20 à 35 anos
indivíduos de ambos os sexos, utilizando a técnica aleatória simples. Estes indivíduos se
enquadraram nos critérios de inclusão e assinaram o Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido-TCLE (Apêndice I).

4.2 Local e Período da pesquisa


Esta pesquisa foi realizada na Clínica de Fisioterapia e Reabilitação PodoSport,
situada na Avenida Mendonça Furtado, nº 2125, no Bairro Santa Rita, na cidade de Macapá,
Estado do Amapá no período de setembro à novembro de 2017.

4.3 Critérios de inclusão


Foram inclusos indivíduos de ambos os sexos, de 20 à 35 anos de idade, independente
de raça, estado civil ou condição sócio econômica e religião; indivíduos com Índice de Massa
Corpórea-IMC considerado dentro dos limites de normalidade; indivíduos sem diagnóstico de
fratura recente; sem doenças posturais congênitas;

4.4 Critérios de exclusão


Foram exclusos indivíduos com idade inferior à 20 anos e superior à 35 anos;
indivíduos com IMC considerado como obesidade; indivíduos diagnosticados com fratura
recente ou com doenças posturais congênitas.

4.5 Instrumentos
Para a realização desta pesquisa foram utilizados:

 Ficha de Avaliação e Reavaliação (Apêndice II);


 Podoscópio;
 Plantígrafo;
 Palmilha proprioceptiva;
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4.6 Etapas da pesquisa


Foram realizadas visitas à Clínica de Fisioterapia e Reabilitação PodoSport onde
foram convidados indivíduos que se enquadraram nos critérios de inclusão e assinaram o
TCLE.

Primeiramente foi realizada a avaliação fisioterapêutica de cada indivíduo, pelas


pesquisadoras sob supervisão do Fisioterapeuta podoposturologista responsável da Clínica. A
avaliação teve duração de 60 minutos, contendo a anamnese, exame físico geral, teste do
movimento ativo da cabeça, teste dos polegares ascendentes em pé e avaliação da pisada
através do podoscópio e plantígrafo.
O teste do movimento ativo da cabeça foi realizado com o paciente na posição bípede
com os seguintes movimentos, flexão, extensão e inclinação pra direita e esquerda onde
verificou-se a limitação de algum movimento, o que seria indicativo de encurtamento
muscular (DAVI, J.M,2012).
O exame físico foi realizado através da inspeção convencional em vista anterior e
posterior analisando o alinhamento da cabeça, cintura escapular, cicatriz umbilical, cintura
pélvica, joelho e calcanhar.
O teste dos polegares ascendentes foi realizado com o indivíduo em pé, com seu peso
corporal distribuído igualmente em ambos os membros inferiores. Realizou-se a palpação das
espinhas ilíacas póstero-superiores, e solicitou-se uma flexão do tronco para frente
(BIENFAIT M,1995). Onde verificou-se a discrepância de membros inferiores. Estas
discrepâncias resultam de posições anormais da pélvis, e não de encurtamento real de um
membro (KONIN, 2007).
O podoscópio eletrônico foi utilizado para avaliar a distribuição de descargas de peso
em ortostatismo e os picos de pressão, onde o sujeito da pesquisa deveria subir e permanecer
em pé para verificar a distribuição (HERDMAN, 2002). Já o Plantígrafo foi utilizado para
diagnóstico dos diferentes tipos de pé, onde o sujeito foi instruído a ficar em pé sobre a
superfície do equipamento e descarregar o peso corporal sobre o mesmo, retirando-o
posteriormente, onde impressão podal gerada no papel auxiliou a fabricação das palmilhas
proprioceptivas (KANATLI et al. 2001)
Após a avaliação, o fisioterapeuta podoposturologista juntamente com as
pesquisadoras, confeccionou as palmilhas individualmente, fazendo uso de cada elemento
necessário. Estes elementos serão descritos no quadro 1, de acordo com Salgado, 2006.
13

Quadro 1. Elementos podálicos


Nome da peça Função da peça
Elemento Infracuboideano Solicita a inclinação lateral do tronco para o lado oposto
Elemento Anti-rotação Interna Colocado ao nível dos primeiros cuneiformes, aumenta o tônus dos músculos rotadores
externos do quadril homolateral estimulando a rotação externa.
Elemento Anti-rotação Externa Colocado no bordo lateral do pé, estimula a rotação interna;

Elemento Preenchimento Colocado no arco longitudinal medial, promove o apoio do pé e facilita o contato com o
Parcial - Pé Cavo solo
Elemento Infra Primeiro Colocado quando é referido dor no segundo metatarso
Metatarso
Barra Infracapital Colocada debaixo dos metatarsos, corrige assimetrias de rotação de tronco.
Barra Retrocalcânea Promove a antepulsão do hemicorpo quando colocada posteriormente ao calcâneo do
hemicorpo que apresentar maior retropulsão
Barra Anterocalcaneâna Colocada debaixo do ventre dos músculos flexores dos artelhos estimula o fuso muscular
e aumenta o tônus
Barra Retrocapital Colocada debaixo dos tendões dos músculos flexores dos artelhos, estimula os órgãos
tendinosos de golgi;
Cunha Anticalcâneo Varo Colocada sob o bordo lateral do calcâneo, atua como peça valgizante do calcâneo
Cunha Anticalcâneo Valgo Colocada sob o bordo medial do calcâneo e auxilia como peça varizante do calcâneo
Calço infra-calcâneo Promove a elevação da pelve e a correção da perna curta
Fonte: Arquivo pessoal, 2018.

As palmilhas foram entregues aos sujeitos da pesquisa, os quais foram orientados a


utilizá-las por 8 horas diárias, durante 45 dias. Após esse período os participantes retornaram
à Clínica para a reavaliação fisioterapêutica, para a obtenção dos dados pós uso da palmilha
proprioceptiva.

4.7 Análises de dados


Os dados coletados foram tabulados utilizando o software Microsoft Excel 2010 e
analisados estatisticamente. A Estatística descritiva fornecerá resumos sobre a amostra (n) e
sobre as observações que foram realizadas. Foram calculados a média (X) e o desvio padrão
(DP) como forma de aferir a dispersão estatística existente em relação à média, além da
porcentagem e frequência.
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5. RESULTADOS

Foram avaliados e reavaliados 20 indivíduos de ambos os sexos, não atletas, sendo 6


do gênero masculino e 14 do gênero feminino, com a faixa etária compreendida em um
intervalo de 20 a 35 anos (Tabela 1).

Tabela 1- Dados demográficos do estudo.

Variável Frequência % Média DP Total


Sexo
Feminino 14 70 0,7 ± 0,5
20
Masculino 6 30 0,3 ± 0,5

Faixa etária
20 à 28 anos 13 65 0,7 ± 0,5
20
29 à 35 anos 7 35 0,4 ± 0,5

IMC
18 à 24 14 70 0,7 ± 0,5
20
25 à 30 6 30 0,3 ± 0,5
DP: desvio padrão; %: porcentagem; IMC: índice de massa corporal.
Fonte: Dados da pesquisa, 2018.

Na ficha de avaliação foi possível identificar a queixa principal, onde 100% dos
indivíduos referiram dor. Identificou-se desalinhamento postural na amostra, onde 60% estava
com a cabeça desalinhado, 95% ombro não simétrico, 65% cicatriz umbilical não alinhado,
todos com a crista ilíaca desalinhada e no teste de discrepância em membros inferiores 100%
(Tabela 2).
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Tabela 2. Ficha de Avaliação e podoscopia dos indivíduos não atletas.

Variável Fr % Média DP

Com 20 100 1,0 ± 0,0


Queixa principal Dor
Sem 0 0 0,0 ± 0,0

Sim 8 40 0,4 ± 0,5


Alinhada
Não 12 60 0,6 ± 0,5
D 2 17 0,1 ± 0,3
Cabeça Inclinada
E 9 75 0,5 ± 0,5
D 1 8 0,1 ± 0,2
Rodada
E 9 75 0,5 ± 0,5

Sim 10 50 0,5 ± 0,5


Flexão
Não 10 50 0,5 ± 0,5
Teste do
Sim 8 40 0,4 ± 0,5
movimento da Extensão
Não 12 60 0,6 ± 0,5
cabeça
Sim 6 30 0,3 ± 0,5
Inclinação
Não 4 20 0,2 ± 0,4

Sim 1 5 0,1 ± 0,2


Simétrico
Não 19 95 1,0 ± 0,2
Ombro
D 7 37 0,4 ± 0,5
Elevado
E 12 63 0,6 ± 0,5

Sim 7 35 0,4 ± 0,5


Alinhada
Não 13 65 0,7 ± 0,5
Cicatriz umbilical
D 8 62 0,4 ± 0,5
Desvio
E 5 38 0,3 ± 0,4

Normal 0 0 0,0 ± 0,0


Varo 4 20 0,2 ± 0,4
Joelho
Valgo 16 80 0,8 ± 0,4

Sim 0 0 0,0 ± 0,0


Simétricas
Não 20 100 1,0 ± 0,0
D 4 20 0,2 ± 0,4
Cristas ilíacas Elevadas
E 16 80 0,8 ± 0,4
D 12 60 0,6 ± 0,5
Rodadas
E 8 40 0,4 ± 0,5

Sim 0 0 0,0 ± 0,0


Normal
Não 20 100 1,0 ± 0,0
D 1 5 0,1 ± 0,2
Calcanhar Valgismo E 3 15 0,2 ± 0,4
Ambos 12 60 0,6 ± 0,5
D 3 15 0,2 ± 0,4
Varismo E 0 0 0,0 ± 0,0
Ambos 1 5 0,1 ± 0,2

Sim 0 0 0,0 ± 0,0


Normal
Não 20 100 1,0 ± 0,0
Pé Plano 10 50 0,5 ± 0,5
Podoscopia
Cavo 10 50 0,5 ± 0,5
Pronada 19 95 1,0 ± 0,2
Pisada
Supinada 1 5 0,1 ± 0,2

Discrepância de Sim 20 100 1,0 ± 0,0


MMII Não 0 0 0,0 ± 0,0
Local de D 12 60 0,6 ± 0,5
discrepância E 8 40 0,4 ± 0,5
Teste dos
2cm 1 5 0,1 ± 0,2
polegares
3cm 7 35 0,4 ± 0,5
Valor da
4cm 6 30 0,3 ± 0,5
discrepância
5cm 3 15 0,2 ± 0,4
6cm 3 15 0,2 ± 0,4
D: direita; E: esquerda; %: porcentagem; Fr:Frequência; DP: desvio padrão; MMII: Membros inferiores.
Fonte: Dados da pesquisa, 2018.
16

De acordo com a avaliação dos indivíduos necessitou-se da barra retrocapital em


100% das palmilhas, calço infracalcânio (65%) do lado esquerdo, cunha anticalcâneo valgo
(60%) lado esquerdo, barra infra- capital (55%) em ambos os lados, infra- 1º metatarso (45%)
e infracuboideano (45%) (Tabela 3).

Tabela 3. Teste dos elementos podálicos na avaliação dos indivíduos não atletas.
Elemento Pos ição Fr % Média DP

D 8 40 0,4 ± 0,5
Infracuboideano E 9 45 0,5 ± 0,5
Ambos 2 10 0,1 ± 0,3

D 0 0 0,0 ± 0,0
Anti- rotação interna E 4 20 0,2 ± 0,4
Ambos 1 5 0,1 ± 0,2

D 0 0 0,0 ± 0,0
Anti-rotação externa E 0 0 0,0 ± 0,0
Ambos 0 0 0,0 ± 0,0

D 0 0 0,0 ± 0,0
Parcial pé cavo E 0 0 0,0 ± 0,0
Ambos 0 0 0,0 ± 0,0

D 8 40 0,4 ± 0,5
Infra- 1º metatars o E 9 45 0,5 ± 0,5
Ambos 1 5 0,1 ± 0,2

D 0 0 0,0 ± 0,0
Barra infra-capital E 1 5 0,1 ± 0,2
Ambos 11 55 0,6 ± 0,5

D 1 5 0,1 ± 0,2
Barra retrocalcânea E 0 0 0,0 ± 0,0
Ambos 2 10 0,1 ± 0,3

D 0 0 0,0 ± 0,0
Barra anterocalcânea E 0 0 0,0 ± 0,0
Ambos 0 0 0,0 ± 0,0

D 0 0 0,0 ± 0,0
Barra retrocapital E 0 0 0,0 ± 0,0
Ambos 20 100 1,0 ± 0,0

D 2 10 0,1 ± 0,3
Cunha anticalcâneo
E 1 5 0,1 ± 0,2
varo
Ambos 0 0 0,0 ± 0,0

Cunha anticalcâneo D 5 25 0,3 ± 0,4


valgo E 12 60 0,6 ± 0,5
Ambos 0 0 0,0 ± 0,0

D 13 65 0,7 ± 0,5
Calço infracalcâneo E 6 30 0,3 ± 0,5
Ambos 0 0 0,0 ± 0,0
D: direita; E: es querda; Fr: Frequência;DP: Des vio padrão; %: Porcentagem.
Fonte: Dados da pes quis a, 2018.

Após o uso das palmilhas proprioceptivas por 45 dias, pode-se verificar modificação
da queixa principal, onde apenas 15% referiu dor, alinhamento da cabeça e ombro em 70%
dos indivíduos e cristas ilíacas alinhadas em 75% dos indivíduos (Tabela 4).
17

Tabela 4. Ficha de Reavaliação e podoscopia dos indivíduos não atletas.

Variável Fr % Média DP

Com 3 15 0,2 ± 0,4


Queixa principal Dor
Sem 17 85 0,9 ± 0,4

Sim 14 70 0,7 ± 0,5


Alinhada
Não 6 30 0,3 ± 0,5
D 1 17 0,1 ± 0,2
Cabeça Inclinada
E 2 33 0,1 ± 0,3
D 1 17 0,1 ± 0,2
Rodada
E 3 50 0,2 ± 0,4

Sim 4 20 0,2 ± 0,4


Flexão
Não 16 80 0,8 ± 0,4
Teste do movimento da Sim 2 10 0,1 ± 0,3
Extensão
cabeça Não 18 90 0,9 ± 0,3
Sim 1 5 0,1 ± 0,2
Inclinação
Não 3 15 0,2 ± 0,4

Sim 14 70 0,7 ± 0,5


Simétrico
Não 6 30 0,3 ± 0,5
Ombro
D 3 50 0,2 ± 0,4
Elevado
E 3 50 0,2 ± 0,4

Sim 15 75 0,8 ± 0,4


Alinhada
Não 5 25 0,3 ± 0,4
Cicatriz umbilical
D 4 80 0,2 ± 0,4
Desvio
E 1 20 0,1 ± 0,2

Normal 9 45 0,0 ± 0,0


Varo 1 9 0,1 ± 0,2
Joelho
Valgo 10 91 0,5 ± 0,5
Sim 15 75 0,8 ± 0,4
Simétricas
Não 5 25 0,3 ± 0,4
D 0 0 0,0 ± 0,0
Cristas ilíacas Elevadas
E 4 80 0,2 ± 0,4
D 3 60 0,2 ± 0,4
Rodadas
E 1 20 0,1 ± 0,2

Sim 10 50 0,5 ± 0,5


Normal
Não 10 50 0,5 ± 0,5
D 1 10 0,1 ± 0,2
Valgismo
Calcanhar E 3 30 0,2 ± 0,4
Ambos 5 50 0,3 ± 0,4
D 0 0 0,0 ± 0,0
Varismo
E 0 0 0,0 ± 0,0
Ambos 1 10 0,1 ± 0,2
Sim 1 5 0,1 ± 0,2
Normal
Não 19 95 1,0 ± 0,2
Pé Plano 10 53 0,5 ± 0,5
Podoscopia
Cavo 9 47 0,5 ± 0,5
Pronada 19 100 1,0 ± 0,2
Pisada
Supinada 0 0 0,0 ± 0,0

Discrepância de Sim 5 25 0,3 ± 0,4


MMII Não 15 75 0,8 ± 0,4
Local de D 3 60 0,2 ± 0,4
discrepância E 2 40 0,1 ± 0,3
Teste dos polegares 2cm 1 20 0,1 ± 0,2
3cm 3 60 0,2 ± 0,4
Valor da
4cm 0 0 0,0 ± 0,0
discrepância
5cm 0 0 0,0 ± 0,0
6cm 1 20 0,1 ± 0,2
D: direita; E: esquerda; %: porcentagem; Fr: Frequência; DP: desvio padrão; MMII: Membros inferiores.
Fonte: Dados da pesquisa, 2018.
18

Observou-se uma diminuição dos elementos utilizados por participantes. As peças


podálicas que permaneceram sendo utilizadas foram: barra infracapital em 50% dos
indivíduos, barra retrocapital em 100% e cunha anticalcâneo valgo em 60% (Tabela 5).

Tabela 5. Teste dos elementos podálicos na reavaliação dos indivíduos não atletas.

Elemento Pos ição Fr % Média DP

D 7 35 0,4 ± 0,5
Infracuboideano E 4 20 0,2 ± 0,4
Ambos 0 0 0,0 ± 0,0

D 0 0 0,0 ± 0,0
Anti- rotação interna E 4 20 0,2 ± 0,4
Ambos 0 0 0,0 ± 0,0

D 0 0 0,0 ± 0,0
Anti-rotação externa E 0 0 0,0 ± 0,0
Ambos 0 0 0,0 ± 0,0

D 0 0 0,0 ± 0,0
Parcial pé cavo E 0 0 0,0 ± 0,0
Ambos 0 0 0,0 ± 0,0

D 5 25 0,3 ± 0,4
Infra- 1º metatars o E 7 35 0,4 ± 0,5
Ambos 0 0 0,0 ± 0,0

D 0 0 0,0 ± 0,0
Barra infra-capital E 1 5 0,1 ± 0,2
Ambos 10 50 0,5 ± 0,5

D 1 5 0,1 ± 0,2
Barra retrocalcânea E 0 0 0,0 ± 0,0
Ambos 2 10 0,1 ± 0,3

D 1 5 0,1 ± 0,2
Barra anterocalcânea E 0 0 0,0 ± 0,0
Ambos 0 0 0,0 ± 0,0

D 0 0 0,0 ± 0,0
Barra retrocapital E 0 0 0,0 ± 0,0
Ambos 20 100 1,0 ± 0,0

D 2 10 0,1 ± 0,3
Cunha anticalcâneo varo E 1 5 0,1 ± 0,2
Ambos 0 0 0,0 ± 0,0

D 5 25 0,3 ± 0,4
Cunha anticalcâneo valgo
E 12 60 0,6 ± 0,5
Ambos 1 5 0,1 ± 0,2

D 13 65 0,7 ± 0,5
Calço infracalcâneo E 6 30 0,3 ± 0,5
Ambos 0 0 0,0 ± 0,0
D: direita; E:es querda; Fr: Frequência DP: Des vio padrão; %: porcentagem.
Fonte: Dados da pes quis a, 2018.
19

6. DISCUSSÃO

A literatura refere que cerca de 90% dos indivíduos apresentam alterações posturais ao
decorrer da vida, cuja modificação implica em exigências de adaptações dos sistemas
somatossensoriais e musculoesquelético (BELTRÁN, 2008). Neste contexto, este estudo
objetivou identificar os efeitos do uso de palmilhas proprioceptivas em 20 participantes de
ambos os sexos por um período de 45 dias.

Ao observarmos os resultados, verificamos as seguintes características demográficas:


20 sujeitos não atletas, dos quais 14 eram do sexo feminino e 6 do sexo masculino com a
faixa etária predominando de 20 a 35 anos, com índice de massa corpórea de 18 à 24, o que
estava conforme os critérios de inclusão. Estes dados estão de acordo com os achados de
Spaepen & Weerdt (2001) que em seu estudo com 15 indivíduos do ambos os sexos, verificou
prevalência do sexo feminino, com idade média de 19 e IMC médio de 24.

Na avaliação destes sujeitos, identificamos alterações de alinhamentos em diversas


regiões corporais como desnivelamento: de ombro (95%), de cicatriz umbilical (35%), de
cristas ilíacas (100%); bem como joelho valgo (91%), calcanhar assimétrico (100%). Tal
achado é visto também no estudo de Barros (2004) que em seu estudo de uso de palmilhas
proprioceptivas em 10 sujeitos de ambos os sexos de 16 a 65 anos, identificou assimetria em
ombro e desnivelamento das cristas ilíacas.

Os dados deste estudo na avaliação demonstraram que 100% dos participantes


apresentavam discrepância dos membros, onde 35% dos indivíduos apresentaram uma
discrepância de 3 centímetros. Cyriax, (2001) descreve que cerca de (7%) da população tem
discrepância de membro inferior de 1 a 2 centímetros, no entanto de acordo com Bricot
(2004), discrepâncias acima de 3 centímetros constituem uma agressão aos exteroceptores e
proprioceptores do pé que são sensíveis à leve deformações.

Durante a análise pelo podoscópio, identificamos uma prevalência maior de pé plano


(53%) em relação ao pé cavo (47%) e o tipo de pisada sendo (95%) pronada. Para Staheli e
colaboradores (1987) o significado da forma do arco longitudinal dos pés é discutível e citam
o quanto esse assunto é controverso na literatura. O arco baixo ou pé plano tem sido visto
tradicionalmente como indesejável, embora Hammer (1991), em seu estudo realizado com
3500 recrutas, tenha descrito os arcos plantares baixos como contorno normal, de um pé forte
20

e estável, mais precisamente do que o resultado da fraqueza na estrutura do pé ou fraqueza


dos músculos que o movimentam. No entanto, a significância clínica do pé plano é uma
grande preocupação, pois nunca deve ser subestimado. Além disso, o pé plano não deve ser
visto somente como um problema estático do tornozelo de um pé complexo, mas também,
como uma anormalidade da dinâmica funcional dos membros inferiores (LIN, 2006).

Após o uso da palmilha, durante a reavaliação notou-se uma melhora no alinhamento


de ombro (70%), cicatriz umbilical (75%), crista ilíacas (75%), diminuição do valgismo em
joelhos (80%) e simetria em calcanhar (50%). O mesmo foi referido por Marcel & Cordeiro
(2005) em seu estudo com 15 indivíduos do sexo masculino na faixa etária entre 18 a 40 anos,
verificou que houve uma melhora de 60% no desnivelamento das cristas ilíacas, uma melhora
de 80% nas assimetrias em ombro. Barros (2004) também constatou em seu estudo de uso de
palmilhas proprioceptivas em 10 sujeitos de ambos os sexos de 16 a 65 anos, que as palmilhas
proprioceptivas interferem na postura corporal e se mostraram eficazes na sua ação de
correção de assimetrias analisadas. Conforme Spaepen & Weerdt (2001) em seu estudo com
15 indivíduos do ambos os sexos, verificou que as palmilhas promovem um adequado
realinhamento postural, devido, possivelmente, a uma melhor adequação do tônus muscular e
postural por meio da estimulação dos mecanorreceptores podais atuantes no sistema postural
fino (BELTRÁN, 2008).

Além disso, este estudo observou na reavaliação como principal modificação após o
uso da palmilha com os elementos podálicos, a diminuição expressiva na sintomatologia da
dor referida inicialmente por todos os sujeitos. Após o uso da palmilha, 85% dos participantes
relataram o desaparecimento desta queixa. O mesmo achado foi verificado no estudo
realizado por Beltrán (2008) realizado no Instituto de Podoposturologia de Barcelona com
105 sujeitos, onde percebeu que 91,57% dos pacientes diminuíram seus sintomas de dor e
mostraram mais conforto na postura ereta. Kavlak (2003) corrobora os achados deste estudo,
ao avaliar o efeito do uso de palmilhas posturais em um grupo de 18 sujeitos durante 2 meses,
onde observou a redução da dor e do gasto energético.

Observamos também que após o uso das palmilhas 95% dos sujeitos da pesquisa
apresentaram diminuição da discrepância dos membros inferiores, através do nivelamento
proporcionado pelo calço infracuboideano, onde nota-se que o estímulo realizado nesta região
plantar favorece o reajuste e conforto postural. O mesmo foi relatado por Cyriax, (2001) que
21

ressalta que os elementos podálicos promovem o nivelamento da pelve, e que a palmilha


proprioceptiva serve para dar apoio e corrigir deformidade e melhorar a função do pé.

A avaliação postural pré uso da palmilha e pós uso da palmilha utilizada por 45 dias,
evidenciou que boa parte das alterações posturais identificadas foram aprimoradas,
proporcionando um maior conforto postural e menor sobrecarga podal. Bricot (2004) relata
que o objetivo das palmilhas é modificar as informações transmitidas pelos exteroceptores e
proprioceptores, reorganizando a arquitetura que envolve o sistema músculo esquelético do
corpo humano, havendo assim, um maior equilibro entre todas estas estruturas (BIENFAIT,
1995). Além disso, ficou evidente que a palmilha proporcionou uma melhor redistribuição das
cargas sobre o solo. Esses achados são de grande valia, pois foi possível comprovar que em
pouco tempo de uso da palmilha, já foi possível observar ganhos significativos aos sujeitos,
demonstrando que as palmilhas proprioceptivas são apropriadas para tratar desequilíbrios de
causa podal e para adaptar a postura global que se reflete no pé.
22

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo demonstrou que o processo de utilização das palmilhas


proprioceptivas está tornando-se um método inovador, eficaz e de grande auxílio para a
população. Sabe-se que os estímulos proporcionados pelas palmilhas em áreas específicas da
planta do pé possibilitam uma modificação dos tônus postural, desencadeando um
alinhamento do ombro, cintura pélvica, joelho e calcanhar, além de diminuir o quadro álgico.
Isso é possível através da ativação dos mecanorreceptores da região plantar, proporcionados
pelos micros relevos descritos como peças podais que são fixas nas palmilhas.
Em nosso estudo nós pudemos observar que a utilização das palmilhas posturais
provoca mudanças na postura corporal dos indivíduos de ambos os sexo, e que a pressão
plantar também apresenta mudança com as palmilhas proprioceptivas, já que permitem o
reconhecimento da posição e a orientação corporal. Dessa forma, ocasionam a distribuição
correta da carga por toda a planta do pé, o que permite a melhora e normalização dos
estímulos do sistema nervoso central capazes de controlar a dor, o equilíbrio e a postura.
Enfim, verifica-se a necessidade da continuidade deste estudo em busca de uma
observação do uso em médio e longo prazo com diversas populações.
23

REFERÊNCIAS

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26

ANEXO I
27

APÊNDICE I

Instituto Macapaense do Ensino Superior-IMMES


Trabalho de Conclusão do Curso de Fisioterapia

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO-TCLE

Você está sendo convidado para participar, como voluntário em um estudo de Trabalho de
Conclusão de Curso, intitulado: Análise do Uso da Podoposturologia no Reajuste Postural de
Indivíduos não Atletas. Após ser esclarecido sobre as informações a seguir, se aceitar fazer parte do
estudo, assine ao final deste documento, que está em duas vias. Uma delas é sua e a outra do
pesquisador responsável. Caso não aceite, você não será penalizado.
INFORMAÇÕES SOBRE O ESTUDO
Acadêmicas responsáveis: Eliane Barbosa dos Santos e Eloildes Barbosa Santos.
Contato: (96) 99131-8560 / 99131-3780
Orientador Técnico: Profª MSc. Andressa Marques Lamarão Rodrigues.
Contato: (96) 98126-1606
O objetivo deste estudo é:
- Aplicar a Podopostorologia e Análisar a eficácia do seu uso no reajuste postural de indivíduos não
atletas;
- Analisar a distribuição de pressão podal pelo podoscópio;
- Reorganizar a postura do indivíduo não atleta.
Além da avaliação fisioterapêutica utilizando o podoscópio e utilização da palmilha
proprioceptiva, nenhum outro procedimento será realizado, por isso você não será exposto a riscos.
Para tal intervenção, você não receberá remuneração, bem como não pagará qualquer quantia.
Também será garantido o sigilo total dos seus dados de identificação e suas imagens registradas.
Participando deste estudo haverá possibilidade de melhora da sua postura, bem como estará
colaborando para os avanços de intervenções fisioterapêuticas.
Seu consentimento de participação nesse estudo: Eu _________________________
_________________/CPF nº____________, concordo em participar da pesquisa em questão, como
sujeito. Fui devidamente esclarecido sobre a pesquisa e os procedimentos nela envolvidos, assim como
os riscos e benefícios decorrentes da participação. Foi-me garantido que posso retirar meu
consentimento a qualquer momento, sem que isso leve a qualquer penalidade.
Macapá, ___/___/_____
Assinatura do participante: __________________________________
Assinaturas dos profissionais responsáveis:_______________________________
28

APÊNDICE II

AVALIAÇÃO PODOPOSTURAL ADAPTADA

IDENTIFICAÇÃO
Nome:________________________________________________________________ Idade: _________
Sexo: F ( ) M ( ) Altura:___________ Peso:_________ IMC:_________ ___ Nº do calçado:__________
Profissão:________________________ Queixa principal:_______________________________________

1.EXAME FÍSICO
1.1 INSPEÇÃO VISTA ANTERIOR TIPOS DE PISADA
Supinada ( ) Pronada ( )
CABEÇA
Alinhada Sim ( ) Não ( ) • TESTE DOS POLEGARES
Inclinada à Direta ( ) à Esquerda( )
Rodada à Direita ( ) à Esquerda( ) Discrepância de Membros Inferiores
Sim ( ) Não ( )
• TESTE DO MOVIMENTO ATIVO À Direita ( ) à Esquerda ( )
Valor da discrepância:______mm
Flexionada Sim ( ) Não ( )
Extensionada Sim ( ) Não( ) • TESTE DOS ELEMENTOS
Inclinada Sim( ) Não ( ) 1. Elemento abdutor do 5º: D ( ) E ( )
2. Elemento arco medial: D ( ) E ( )
OMBRO 3. Elemento ante-rotação externa: D ( ) E ( )
Simétricos Sim ( ) Não ( ) 4. Elemento parcial para pé cavo: D ( ) E ( )
Elevado à Direita ( ) à Esquerda ( ) 5. Elemento abdutor do halux: D ( ) E ( )
6. Barra infracapital: D ( ) E ( )
CICATRIZ UMBILICAL 7. Barra retrocalcâniana: D ( ) E ( )
Alinhada Sim ( ) Não ( ) 8. Barra anterocalcaneâna: D ( ) E ( )
Desvio à Direita ( ) à Esquerda ( ) 9. botão: D ( ) E ( )
10. Cunha anticalcâneo varo: D ( ) E ( )
JOELHOS 11. Cunha ante calcâneo valgo: D ( ) E ( )
Geno Varo ( ) Valgo( ) 12. Calço infra calcâneo: D ( ) E ( )

CRISTAS ILÍACAS 3. PLANTIGRAFIA/ CONFECÇÃO DE


Simétricas Sim ( ) Não ( ) PALMILHA
Elevadas à Direita ( ) à Esquerda ( )
Rodada à Direita ( ) à Esquerda ( ) Impressão do tipo de pé direito e esquerdo:
Neutro ( ) Plano ( ) Cavo ( )
1.2 INSPEÇÃO EM VISTA POSTERIOR Alinhamento do pé:
Neutro ( ) Pronado ( ) Supinado ( )
CALCANHAR
Simétrico Sim ( ) Não ( )
Valgismo à Direita( ) à Esquerda ( )
Varismo à Direita ( ) à Esquerda ( )

PARTICIPANTE
2. PODOSCOPIA


Simétricos sim ( ) não ( )
Plano ( ) Cavo ( ) ACADÊMICAS
29

APÊNDICE III

SOLICITAÇÃO DE AUTORIZAÇÃO PARA PESQUISA

Nós, Eliane Barbosa dos Santos e Eloildes Barbosa Santos, acadêmicas de fisioterapia
do Instituto Macapaense de Ensino Superior – IMMES, orientadas pela Profª Msc. Andressa
Marques Lamarão Rodrigues, responsáveis pelo pré-projeto de Trabalho de Conclusão de
Curso –TCC denominado ANÁLISE DO USO DA PODOPOSTUROLOGIA NO
REAJUSTE POSTURAL EM INDIVÍDUOS NÃO ATLETAS, vimos pelo presente,
solicitar a autorização da ClÍnica de Reabilitação Podosports, para realização da coleta de
dados na mesma. Será realizada a avaliação postural, confecção e entrega das palmilhas neste
ambiente, visando a realização do TCC para obtenção do título de Bacharéis em Fisioterapia.
O trabalho objetiva:
- Aplicar a Podopostorologia e Análisar os efeitos do seu uso no reajuste postural de
indivíduos não atletas;
- Analisar a distribuição de pressão podal pelo podoscópio;
- Reorganizar a postura do indivíduo não atleta através de palmilha proprioceptiva.
Contando com a autorização desta instituição, nos colocamos à disposição para
qualquer esclarecimento.
Macapá, 08 de Agosto de 2017.
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Assinatura da acadêmica pesquisadora
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Assinatura da acadêmica pesquisadora
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Assinatura da Professora Orientadora
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Assinatura do Diretor da Clínica Podosports