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Educação Física Escolar: Empreendedorismo X Tecnologia da

Informação

Abraão Levi
Emanuel Neponuceno de Castro
José Onésimo Gomes Júnior
Stoichkov Tavares de Souza

Resumo
Diante das transformações da sociedade, da revolução tecnológica, das novas dificuldades e
necessidades que emergem no cenário atual da Educação Física escolar, cabe aos professores
acompanhar as mudanças e atualizar suas práticas pedagógicas com a integração das tecnologias e
suas possibilidades de forma natural, assim como ela é vivenciada fora da escola. E também o
presente texto objetiva tratar criticamente a noção de empreendedorismo e sua
apreensão/implementação, feita de forma apressada e acrítica, nas ações pedagógicas da educação
física. Essa noção caminha juntamente com as de competência e empregabilidade; impostas na
escola para atender ao projeto dominante de sociedade, pautada nas mudanças ocorridas no
capitalismo a desde o último quartel do século passado. Compreendemos a importância de discussão
para a área, pois começam a serem produzidas obras apontando para a assunção do referencial do
empreendedorismo como norte a ser perseguido pelos professores de educação física, para inclusive
justificarem a disciplina no interior da escola.

Palavras-chave: Educação Física – Empreendedorismo – Tecnologia da Informação

Introdução

A educação, de modo geral, modifica-se, transforma-se, desenvolve-se junto


à sociedade, lugar onde nascem novos hábitos, costumes e necessidades de
aprendizado. A educação pode se manifestar em diferentes modalidades de ensino,
ter diferentes objetivos, metodologias e abordagens, dependendo do curso, do nível
de ensino e do público-alvo. Divide-se em informal/assistemática, que são os
conhecimentos e aprendizados adquiridos fora da instituição escolar, e
formal/sistemática, com aprendizados transmitidos pelas instituições de ensino.
Ambas as formas de educação fazem usos de tecnologias, que facilitam o processo
de ensino e aprendizagem. Seja qual for a forma educacional utilizada, as
tecnologias da informação e comunicação e as mídias eletrônicas deveriam integrar-
se ao ensino, promovendo a informatização e a democratização da cibercultura junto
à internet, que possibilita a navegação no ciberespaço, que já é uma realidade no
cotidiano de muitos cidadãos e que a escola pode e deve utilizar como forma de
inclusão social.
O Brasil sofreu várias revoluções que marcaram e de alguma forma
contribuíram para o desenvolvimento do país. Hoje, no século XXI, o país é marcado
pela revolução tecnológica, com aparelhos digitais, mídias eletrônicas e tecnologias
de informação e comunicação que alavancam os processos educacionais tanto na
prática pedagógica quanto no planejamento, organização e estruturação dos cursos
e seus conteúdos.
Segundo Araújo e Pilloto (2013, p. 23) “a revolução
tecnológica e a globalização atingiram todos os países e mercados,
levando os países do chamado Terceiro Mundo a um intenso
processo de transformação, tanto nos aspectos econômicos quanto
nos culturais”.

As tecnologias podem receber alguns adjetivos e classificações, como


tecnologias da informação e comunicação (TIC), da inteligência, midiática, novas
tecnologias da informação e comunicação (NTIC), eletrônicas, conforme suas
características. Alguns pensam em tecnologias apenas como algo novo; porém,
como explica Kenski (2012), a tecnologia está nos diferentes lugares de nossa vida
cotidiana e acaba se passando por natural. A autora entende como tecnologia o
“conjunto de conhecimentos e princípios científicos que se aplicam ao planejamento,
à construção e à utilização de um equipamento em um determinado tipo de
atividade” (Kenski, 2012, p. 18); e ainda diz que:
Tudo o que utilizamos em nossa vida diária, pessoal e
profissional – utensílios, livros, giz e apagador, papel, canetas, lápis,
sabonetes, talheres… – são formas diferenciadas de ferramentas
tecnológicas. Quando falamos da maneira como utilizamos cada
ferramenta para realizar determinada ação, referimo-nos à técnica.
A tecnologia é o conjunto de tudo isso: as ferramentas e as técnicas
que correspondem aos usos que lhes destinamos, em cada época
(Kenski, 2012, p. 19, grifos do autor).

As TIC, por exemplo, enriqueceram as formas didáticas pedagógicas em


todas as modalidades de ensino, nas variadas dimensões dos conteúdos, além de
proporcionar o grande crescimento da modalidade da Educação a Distância (EAD).
O grande avanço da revolução tecnológica foi a rede informatizada, possibilitando a
comunicação rápida entre pessoas em localizações diferentes e a expansão das
diferentes modalidades de ensino. Cursos na modalidade EaD expandiram-se e
crescem a todo o momento com base nesta revolução, que consegue levar
educação formal aos pontos mais pobres e distantes das capitais do país, onde
antes não era possível, contribuindo para uma sociedade mais justa, ética e
igualitária.
As tecnologias usadas na educação podem transformar o ensino na
sociedade contemporânea e as formas estagnadas de educação tradicional. Em
algumas modalidades de ensino, como a Educação Especial, as tecnologias
facilitam a aprendizagem e a inclusão social dos deficientes, possibilitando uma
educação integral e muitas vezes sanando sua necessidade física por meio de
aparelhos tecnológicos e programas adequados.
A área de Educação Física tem sofrido uma considerável expansão em todos
os seus campos de atuação - seja no âmbito formal ou não-formal. Tal fato pode ser
ratificado observando-se, por exemplo, o maior destaque oferecido na mídia, em
geral, a temas que permeiam este universo. A maior valorização e divulgação
conferidas à Educação Física acaba por influenciar de forma positiva a ampliação, o
investimento e o desenvolvimento de novos empreendimentos nesta área, bem
como contribuir para que os campos já existentes se consolidem ainda mais a cada
dia, diversificando as opções de atuação neste mercado.
Portanto, percebemos que existe um vasto campo de atuação para esse
profissional. A expectativa de crescimento da área é cada vez maior, e o profissional
de educação física precisa acompanhar este ritmo. É preciso ainda, que as
Universidades reformulem seus currículos acadêmicos e percebam a necessidade
de formar grandes gestores, líderes e empreendedores, dentro da nossa área. É
preciso formar uma nova consciência no ramo. A verdade é que “temos a faca e o
queijo na mão” só precisamos saber a manusear a faca. O empreendedorismo é
esse saber que nos falta na formação. Com certeza, no futuro próximo haverá
ótimos empreendimentos.

Metodologia
O trabalho trata-se de uma pesquisa Bibliográfica, onde foi retirada de dois
artigos científicos a relação entre a educação física, o empreendedorismo e a
tecnologia da informação.
Um artigo retratava da educação física com a tecnologia da informação e Foi
realizada uma pesquisa de campo descritiva, o estudo guardou aspectos das
abordagens qualitativa e quantitativa, a pesquisa se concentrou em um município de
fortaleza. Participaram do estudo os professores de Educação Física da rede
municipal de ensino. Foram escolhidos, aleatoriamente, 10% dos professores
efetivos de cada SER, totalizando 32 professores. Esse número foi estipulado com
base nos dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação (SME) em julho
de 2013. Os dados foram coletados por meio de um questionário semiestruturado,
composto de questões objetivas e subjetivas a respeito do uso das TICs, com foco
na utilização dos computadores nas aulas de Educação Física, e foram analisados
por meio da estatística descritiva e expressos em gráficos e tabelas. A pesquisa foi
realizada na cidade de Fortaleza, no período de agosto a dezembro de 2013.
No segundo artigo refere-se sobre o empreendedorismo implementado nas
ações pedagógicas na formação do profissional de educação física, entende-se que
esta noção caminha e se relaciona juntamente com as outras noções: competência
e empregabilidade; que têm sido impostas, pelo projeto burguês, no seio escolar
para atender ao projeto dominante de sociedade, em face às mudanças que vêm
acontecendo no capitalismo desde o último quartel do século passado (XX).
Enquanto uma noção relativamente atual, o empreendedorismo tem se constituído
em um discurso ideológico dirigido à classe trabalhadora, com o intuito de dar nova
vigor ao capitalismo que havia adentrado em crise em 1970, com repercussões
hodiernas, principalmente, por conta da crise do emprego formal (ANTUNES, 1999).
A expectativa é relacionar essa discussão com a especificidade da educação física
no seu trabalho pedagógico; pois numa perspectiva de totalidade, essa última não
está separada da realidade maior, perpassada pela reestruturação produtiva que
impõe novas mediações na relação trabalho e educação física (NOZAKI, 2004).

Análise de Dados
Inicialmente, foi investigado se nas escolas em que os participantes
lecionavam existia laboratório de informática. Pelo fato de alguns dos professores
trabalharem em mais de uma escola, foi solicitado o relato de todas as realidades.
Das 39 instituições relatadas, verificou-se que cinco não possuem laboratório de
informática. Considerando que a implantação do Proinfo em Fortaleza data de 1994
com as primeiras instalações (OLIVEIRA, 2011), é compreensível que, até o
momento da pesquisa (2013), boa parte das escolas estivesse equipada com
laboratórios específicos.
Em relação à frequência de utilização do computador pelos professores de
Educação Física juntamente com alunos durante o ano letivo, evidenciou-se a baixa
frequência dessa ferramenta nas aulas, o que pode ser verificado no Gráfico 1.

Apesar de o computador estar presente em muitas das esferas da vida social,


nas escolas brasileiras o que se tem percebido é a não integração dessa ferramenta
tecnológica de forma efetiva. Como aponta o estudo de Brito (2010) em escolas de
ensino médio da cidade de Goiânia, o qual evidencia uma pequena parcela de 24
professores do total de 161 propondo-se a utilizarem o laboratório de informática em
suas aulas.
Procurou-se saber também dos participantes sobre os tipos de aplicações
informáticas que utilizavam em suas aulas. Observa-se, pelo Gráfico 2 exposto a
seguir, a constatação da baixa utilização dos computadores entre os respondentes,
já que metade deles (16) afirmou não utilizar nenhuma aplicação informática. Dentre
os que fazem uso, ganham destaque a internet e os recursos multimídia/CD-ROM
como as aplicações mais utilizadas. Tais resultados podem transparecer que os
poucos que ainda fazem uso dos computadores nos LIEs restrinjam as intervenções
com as TICs para pesquisas na internet e apreciação de imagens ou vídeos nos
equipamentos multimídia/CD-ROM.

É preciso que se compreenda também se houve êxito ou não na aplicação


das TICs com os alunos, assim como os motivos que podem ter levado à não
utilização desses recursos para o ensino e aprendizagem nas aulas de Educação
Física. Por isso, procurou-se averiguar dos participantes que fazem uso das TICs em
suas aulas (16) os efeitos positivos e/ou negativos que possam ter surgido diante
das intervenções realizadas conforme Tabela 1. Buscou-se compreender também os
motivos que levaram os demais professores a não fazerem uso desses recursos em
suas aulas como é apresentado na Tabela 2.

Diante das respostas, percebe-se que os participantes que fazem uso das
TICs em suas aulas destacam como maior ponto positivo dessa intervenção uma
melhora na aprendizagem e um maior interesse por parte dos alunos. Tal
consideração pode ser justificada quando se compreende que essas ferramentas
tecnológicas, por fazerem parte da realidade da maioria dos alunos, podem
colaborar diretamente com o aprendizado, como representado na fala a seguir:

“A partir de quando comecei a trabalhar com filmes e slides os


alunos mostraram-se mais interessados no assunto trabalhado, pois além
das explicações, as imagens possibilitam uma compreensão mais
significativa do conteúdo. É importante ressaltar a necessidade de preparar
um material compatível com a faixa etária para o êxito na utilização destes
recursos”. (p.15).
Tais resultados corroboram com os resultados da pesquisa de
Champangnatte e Nunes (2011). Para os professores entrevistados, a mídia
aproxima a escola da realidade dos alunos e também não deixa a escola fora deste
mundo tecnológico, até mesmo por ser uma nova forma de linguagem. O vídeo nas
aulas foi utilizado como uma ilustração, sensibilização e para motivação de
discussão sobre um conteúdo; quanto à internet, os professores a consideraram
uma ferramenta que instiga, prende a atenção e favorece a autonomia dos alunos
durante a navegação na rede. Quando se trata de aspectos negativos na utilização
desse aparato tecnológico, os professores apontaram igualmente duas realidades: o
desinteresse dos alunos pela aula teórica de Educação Física e o não alcance dos
objetivos por causa do número reduzido de computadores.
Na discussão do segundo artigo, compreendemos que tal discussão se torna
importante para a educação física, na medida em que começam a serem produzidas
obras na área, que apontam para a assunção do referencial da noção de
empreendedorismo como norte a ser perseguido pelos professores de educação
física. Seja na sua atuação na escola (para inclusive justificarem a disciplina no seu
interior) seja em termos de formação profissional para atuar fora do contexto escolar.
Inicialmente podemos destacar as seguintes produções, na área da educação física,
que apontam, respectivamente, para a atuação pedagógica na escola e para a
formação em educação física no nível superior: na perspectiva pedagógica temos o
capítulo 04 do livro O Empreendedorismo na Escola (2005) da Rede Pitágoras com
o título Educação Física Escolar: Uma Perspectiva Ética e Empreendedora
(BOTELHO e SOUZA, 2005), e a dissertação de mestrado de Nascimento (2001)
com o título Aprender a Empreender. Como o professor de educação física pode
contribuir nesse processo de aprendizagem? Na perspectiva de formação
profissional em educação física temos o livro de Juarez Vieira do Nascimento
intitulado “Formação Profissional em Educação Física: contextos de
desenvolvimento curricular” (2002).
No tocante a especificidade educação física, o discurso do
empreendedorismo tem adentrado na área de duas formas: pela formação para
atuação pedagógica na escola e na formação para a atuação fora do espaço não
formal, visando a criação do próprio negócio como as academias de ginástica,
musculação entre outros. Para a organização didática do presente texto,
nomearemos a primeira forma de inserção como sendo a “perspectiva pedagógica” e
a segunda como sendo a “perspectiva profissional”. Cabe destacarmos que essa
forma de organização não quer dizer que são estanques as ideias, em ambas as
perspectivas. Em outras palavras, entendemos que na perspectiva profissional há
uma ação pedagógica que compreendemos, na visão proporcionada por Gramsci,
quando diz que:
[...] a relação pedagógica não pode ser limitada às relações
especificamente “escolásticas”,

[...]. Esta relação existe em toda a sociedade no seu conjunto e em


todo o indivíduo com relação aos outros indivíduos, bem como entre
camadas intelectuais e não intelectuais, entre governantes e governados,
entre elites e seguidores, entre dirigentes e dirigidos, entre vanguardas e
corpos de exército. Toda relação de “hegemonia” é necessariamente uma
relação pedagógica, que se verifica não apenas no interior de uma nação,
entre as diversas forças que a compõem, mas em todo campo internacional
e mundial, entre conjuntos de civilizações nacionais e continentais.
(GRAMSCI, 1995, p. 37).

Como forma de destacarmos as relações existentes entre a educação física e


empreendedorismo, nestas obras, iremos nos deter na análise de como este
discurso tem se manifestado, bem como a perspectiva de formação humana que
apontam.
Começaremos, pois, por tratar das obras da perspectiva pedagógica que
pretendem a educação física como difusora do empreendedorismo na escola. No
texto de Botelho e Souza (2005) intitulado “Educação Física Escolar: uma
perspectiva ética e empreendedora”, os autores procuram destacar a necessidade
da educação física se valer de novas abordagens para o ensino desta disciplina na
escola, respeitando, como afirmam eles, a cultura instalada no local. Não obstante,
são bem enfáticos ao dizerem que:
“O momento é de refletirmos sobre a legitimação da educação
física na escola e de, principalmente, apresentar propostas que avancem
além do discurso e que promovam a revisão do papel da disciplina”
(BOTELHO e SOUZA, 2005, p. 143).

Aqui observa-se a perspectiva de legitimar a educação física escolar, a partir


de “novos referenciais” como o empreendedorismo, de modo a essa disciplina
adquirir nova importância na educação. E, nessa via, os autores destacam que o
envolvimento na produção de eventos ajudaria em muito o processo de
inclusão/participação dos alunos. Neste sentido, propõem o trabalho chamado
“Festivais Esportivos”, que são jogos ou torneios esportivos desenvolvidos junto com
os alunos. Isso mostra o esforço que tem sido realizado para estabelecer relações
da educação física com a noção de empreendedorismo, espelhando o pensamento
dessa noção, materializada em propostas concretas que disputam espaço no
pensamento contemporâneo da educação física. Entendemos que o fazem,
acriticamente, sob a perspectiva do mercado, pois não se leva em consideração o
contexto dominante em que se formula essa noção, nem os resultados perversos
que a mesma aponta no cenário social de crise do emprego.
A seguir analisaremos outra obra, que procura sistematizar o
empreendedorismo com a educação física escolar. Na obra de Nascimento (2001)7
intitulada “Aprender a empreender. Como o professor de Educação Física pode
Contribuir nesse Processo de Aprendizagem?”, o autor realizou uma pesquisa com
os professores de educação física do Centro Federal de Educação Tecnológica do
Paraná (CEFET-PR) e a partir dos resultados encontrados, ele elaborou
considerações a serem levadas, a efeito, pelo professor para desenvolver o
empreendedorismo em seus alunos, nas aulas de educação física.

Segundo Nascimento (2001) as aulas devem se pautar numa


metodologia do “aprender a aprender” na qual as aulas deveriam reduzir-se,
gradativamente, procurando [...] utilizar o maior tempo possível para a
pesquisa a busca de informações, o acesso a banco de dados, para
instrumentalizar a construção de atividades e textos próprios. Uma das
metodologias utilizadas nesta área diz que não se deve dar respostas. O
empreendedor é alguém que aprende sozinho (p. 87).

Aqui, destaca-se a perspectiva subjetiva de busca pelo conhecimento, na


qual o aluno deveria agir enquanto protagonista, para resolver situações complexas.
O professor, neste sentido, deveria ser um facilitador da aprendizagem. “Um traço
forte no empreendedor é a sua característica de desenvolver métodos próprios de
aprendizagem” (NASCIMENTO, 2001 p. 89). Ou seja, importa mais o método de
apreensão do conhecimento do que o próprio conhecimento. E isto implica em todo
um rol de características e habilidades tais como: inovação, negociação, criatividade,
assunção de riscos, relações interpessoais, solução de problemas, motivação, entre
outros (NASCIMENTO, 2001, p. 89).
Considerações Finais

As tecnologias surgem possibilitando novas formas de aprendizado e


construção de conhecimentos. Em princípio, quando bem utilizadas e orientadas, as
vantagens são identificadas com as novas possibilidades, que enriquecem o
aprendizado e a prática pedagógica.
As vantagens são facilmente identificadas, como o fácil acesso à informação,
variadas formas de comunicação, construção coletiva e virtual do conhecimento etc.,
porém as mesmas ferramentas que facilitam, quando mal utilizadas e orientadas,
podem burlar a construção do conhecimento e distorcer todo o processo de
aprendizagem, como quando os alunos copiam e colam textos da internet e
entregam ao professor como pesquisa realizada.
A tecnologia é apenas mais um instrumento de trabalho do professor, um
material didático, que pode facilitar a aprendizagem do aluno. O ser pensante
continua sendo o professor, com seu poder de análise e tomada de decisão. Logo, a
tecnologia por si só não modifica o processo de ensino e aprendizagem, pois é
necessária uma postura ativa, de atualização e capacitação do professor para que
saiba o momento certo de utilizar e como utilizar as ferramentas tecnológicas. Não
só o corpo docente, mas todos os profissionais da educação envolvidos no processo
de aprendizagem do aluno devem se capacitar.
As transformações socioculturais da sociedade vêm provocando profundas
mudanças e alterando as necessidades da população brasileira. Esse fenômeno
provocou uma rápida expansão e diversificação dos campos de atuação profissional
relacionados à tradição da educação física nas perspectivas da educação, da prática
esportiva, do exercício corporal para a saúde/qualidade de vida e do lazer. O campo
de atuação do profissional será delimitado por sua competência e comprometimento
ético. Hoje, a atividade física, a prática esportiva formal e informal são direitos dos
cidadãos definidos na Constituição e constituem-se num meio efetivo para a
conquista de um estilo de vida ativo dos seres humanos, reconhecido como
importante fator para a qualidade de vida de toda a população.
Referências Bibliográficas
BELLONI, Maria Luiza. O que é mídia-educação. 2. ed. Campinas: Autores Associados, 2005.
97 p.
BOTELHO, Ivan Mauad e SOUZA, Rui César Rezende de. Educação Física Escolar: Uma
Perspectiva Ética e Empreendedora. In: ANDRADE, Rosamaria Calaes de. O Empreendedorismo na
Escola. Porto Alegre/Belo Horizonte: Artmed/Rede Pitágoras, 2005, p.143-184.
DIAS, Graziany Penna, artigo - EMPREENDEDORISMO E EDUCAÇÃO FÍSICA: reflexões à
sua apreensão/ implementação na formação humana. Motrivivência Ano XXII, Nº 35, P. 147-165
Dez./2010
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
GRAMSCI, Antonio. Americanismo e Fordismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
Concepção Dialética da História. 10 ª ed., Rio de Janeiro: Civil. Brasileira, 1995.
NASCIMENTO, Dalton Arnoldo. Aprender a Empreender. Como o Professor de Educação
Física pode Contribuir nesse Processo de Aprendizagem? Dissertação de Mestrado, Florianópolis,
UFSC, 2001.
TORRES, A. L; MOTA, M. M; FERREIRA, H. S; FERREIRA, A. F; DARIDO, S. C. Artigo - AS
TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO E A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: A
REALIDADE DE PROFESSORES DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE FORTALEZA. Retirado de <
http://dx.doi.org/10.20396/etd.v18i1.8640601> Acessado em 15/11/2017.