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MATEMÁTICA PARA CONCURSOS PÚBLICOS – SANEAGO 2017

NÚMEROS COMPLEXOS

1. Conceitos Iniciais

Os números complexos são úteis para resolver equações do tipo x²+1=0 uma vez que não existe qualquer número real com a
propriedade que o seu quadrado seja igual a −1. Todo número complexo tem a forma a+bi, onde a e b são números reais e a
unidade imaginária i tem a propriedade i²=−1.

Dado o número complexo z=a+bi, então a é a parte real de z, denotada por Re(z) e b é a parte imaginária de z, denotada por
Im(z).

O conjunto dos números reais pode ser considerado como um subconjunto dos números complexos com b=0. Se a=0 o número
complexo 0+bi=bi recebe o nome de número imaginário puro.

Exemplos:

1. z=3+0i é um número real, pois Re(z)=3 e Im(z)=0.

2. z=7+4i é um número complexo, pois Re(z)=7 e Im(z)=4.

3. z=0+5i é um número imaginário puro, pois Re(z)=0 e Im(z)=−5.

4. z=−2+0i é um número real, pois Re(z)=−2 e Im(z)=0.

5. z=0+0i é um número real, pois Re(z)=0 e Im(z)=0.

1.1. Igualdade de números complexos

Se :
z1  a  bi e z2  c  di
Então :
z1  z2  a  c e bd

Exercício: Determinar números reais x e y tal que 3x+2iy−ix+5y=7+5i.

2. Operações Aritméticas

2.1. Adição e Subtração de Números Complexos

Adição :
Se z1  a  bi e z2  c  di, então z  z1  z2  z   a  b   b  d i

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Subtração :
Se z1  a  bi e z2  c  di, então z  z1  z2  z   a  c   b  d i

Exercício: Efetuar as seguintes operações:

1. A=(8+7i)+(5−3i)

2. B=(2+3i)−(8−6i)

2.2. Multiplicação e Divisão de Números Complexos

Multiplicação :
Se z1  a  bi e z2  c  di, então z  z1  z2  z   a  bi   c  di 
Aplicando a propriedade distributiva :
z   a  bi   c  di  a  c  a  di  b  ci  b  d  i2 , mas i2  1
Assim :
z   a  bi   c  di  a  c  a  di  b  ci  b  d   1
Assim :
z   a  c  b  d   a  d  b  c  i
Logo :
Se z1  a  bi e z2  c  di, então z  z1  z2  z   a  c  b  d   a  d  b  c  i

Exercício: Efetuar as seguintes operações:

1. A=(5−4i).(7−3i)

2. B=(7−2i)²−2i(5−i)

3. C=(1+i/5).(−8/3+6i)

4. D=(1+3i)³

2.2.1. Conjugado de um número complexo

O conjugado de um número complexo z  a  bi é definido como o número complexo z  a  bi

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As propriedades gerais do conjugado de um número complexo são:

1ª) O conjugado do conjugado de z é igual a z, isto é, z  z .

2ª) O conjugado da soma de dois números complexos é igual à soma dos conjugados desses números, isto é,

 z1  z2   z1  z2 .
3ª) O conjugado do produto de dois números complexos é igual ao produto dos conjugados desses números, isto é,

z1  z2   z1  z2 .
4ª) Dados z1  a  bi e z2  a  bi temos que:

i z2  z1
ii z1  z2  2b  z  z  2b
:
iii z1  z2  2a  z  z  2a
iv  z1  z2  a2  b2  z  z  a2  b2
Exercícios: Obter o conjugado de cada um dos números complexos:

1. z=2i²−(5−i)

2. w=(3−2i)−(1+i)(1−i)i

2.2.2. Divisão de Números Complexos

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Divisão :
z1 a  bi
Se z1  a  bi e z2  c  di, então z  z
z2 c  di
Multiplicando o numerador e o deno min ador pelo conjugadodo deno min ador :

z
 a  bi   c  di
 c  di  c  di
Mas :
 a  bi   c  di  a  c  a  di  b  ci  b  d  i2, mas i2  1
 a  bi   c  di  a  c  a  di  b  ci  b  d   1
 a  bi   c  di   a  c  b  d  b  c  a  d i
e
 c  di   c  di  c2  d2
Assim :

z
 a  bi   c  di   a  c  b  d  b  c  a  d i  z  a  c  b  d  b  c  a  d i
 c  di  c  di c2  d2 c2  d2 c2  d2

Exercício: Escrever na forma z=a+bi, cada uma das expressões abaixo:

1. z=1/i

2. z=(9−7i)/(1−5i)

3. z=(1+i)/(1−i)

4. z=1/(5+2i)

5. z=[i/(i+1)]5

6. z=(−2+3i)/(1+2i)

3. Valor Absoluto de um Número Complexo

O módulo ou valor absoluto de um número complexo z  a  bi é definido como sendo o número real não negativo

z  a  bi  z  a2  b2

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Propriedades do Valor absoluto: Se z  a  bi e w  c  di são números complexos, então:

1ª) z  a  bi  z  z  z

2ª) z  a  bi  z  0

3ª) z  a  bi  z  0  z  0

4ª) z  a  bi e w  c  di  z  w  z  w

z z
5ª) z  a  bi e w  c  di   ,w0
w w

2
6ª) z  a  bi e z  a  bi  z  z  z

7ª) z  a  bi e w  c  di  z  w  z  w Desigualdade Triangular 


8ª) z  a  bi e w  c  di  z  w  z  w Desigualdade Triangular 
9ª) z  a  bi e w  c  di  z  w  z  w Desigualdade Triangular 
10ª) Re  z   z e Im  z   z

Exercício: Se u=2+i e v=3−2i, determinar o valor da expressão z=|3u−4v|

4. Representação Gráfica de um Número Complexo (Plano Complexo)

Podemos interpretar os números complexos como sendo pontos do plano cartesiano. Um número complexo z  a  bi
pode ser representado pelo par ordenado z  a  bi   a,b   z   a,b  de números reais que corresponde a um
2
ponto P do plano cartesiano com coordenadas a e b.

Exemplos

1. z=2+2i pode ser representado pelo ponto (2,2).

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2. z=−2+2i pode ser representado pelo ponto (−2,2).

3. z=3−2i pode ser representado pelo ponto (3,−2).

4. z=−2−3i pode ser representado pelo ponto (−2,−3).

Estes números estão representados no gráfico:

4.1. Interpretação Vetorial dos Números Complexos

Um número complexo z  a  bi pode ser considerado como um vetor OP onde a origem deste vetor é a origem do plano

cartesiano O 0,0 e a extremidade é o ponto P  a,b  . Desse modo, o vetor tem coordenadas a e b.

As regras do paralelogramo para a soma e subtração de vetores também se aplicam para soma e subtração de números
complexos.

Exercícios:

1. Efetuar as operações indicadas analítica e graficamente os números complexos z=(2+4i)+(3+2i) e w=(3−2i)−(3+4i).

2. Se u e v são números complexos, construir graficamente os números complexos z=3u−3v e w=v/2+u/3.

5. Forma polar dos números complexos

Dado um número complexo não nulo z  a  bi , considere a sua representação geométrica

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O argumento de z é o ângulo  formado entre o vetor OP e o eixo das abscissas e o módulo de z, isto é,  z éa

distância entre o número P e a origem do sistema cartesiano. Logo:

a b
cos    a   cos  e sen   b  sen
 
onde :
  z    a2  b2
Assim :
z  a  bi    cos   isen  Forma Polar ou Trigonomérica
Observação 01:

Notações Usuais :
z  a  bi    cos   isen   cis    e z  ei Forma Exponencial
r cis(t) = r [cos(t)+i sen(t)] = r eit

Exercício: Para cada número complexo apresentado, escrever a sua forma polar e representar este número geometricamente.

1. z=2+2i³

2. z=−6−i²

3. z=1+i

4. z=−1−R[3]i, onde R[3] é a raiz quadrada de 3.

5. z=(−i/(1−i))5

6. z=(−5/3−i)

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6. Fórmulas de De Moivre

Multiplicação na Forma Trigonométrica ou Polar :


z1  1  cos 1  isen1  e z2  2  cos 2  isen2 
Assim :
z1  z2  1  2 cos  1  2   isen  1  2  

Concluímos que, para multiplicar dois números complexos em suas formas trigonométricas, basta multiplicar os seus módulos e
somar os seus argumentos, isto é,

z1  z2  1  2 cos  1  2   isen  1  2 

Divisão na Forma Trigonométrica ou Polar :


z1  1  cos 1  isen1  e z2  2  cos 2  isen2 
Assim :
z1 1
 cos  1  2   isen  1  2  
z2 2 

Para dividir dois números complexos na forma trigonométrica, devemos realizar o quociente de seus módulos e a diferença dos
seus argumentos, ou seja,

z1 1
 cos  1  2   isen  1  2 
z2 2 

Exercício: Demonstrar as seguintes identidades trigonométricas:

1. sen(3t) = 3 sen(t) − 4 sen³(t)

2. cos(3t) = 4 cos³(t) − 3 cos(t)

Exercício: Efetuar cada uma das operações indicadas:

1. z1=[4(cos(40º)+i sen(40º)].[5(cos(80º)+i sen(80º)]

2. z2=[5 cis(20º)][3 cis(40º)]

3. z3=[2 cis(50º)]6

4. z4=[8 cis(40º)]³÷[2.cis(60º)]4

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6.1. Potenciação de um Número Complexo na Forma Trigonométrica ou Polar

Considere um número complexo qualquer escrito na forma trigonométrica:

z    cos   isen 

Queremos obter uma expressão para o cálculo de zn , onde n é um número natural. Segue que:

z    cos   isen   zn  z  z  z 
ou
zn          cos   isen    cos   isen    cos   isen  

Podemos reescrever essa expressão da seguinte forma:

zn          cos   isen    cos   isen    cos   isen  


zn         cos          isen        
Assim :
zn  n cos n   isen n   1ª Fórmula De Moivre 
6.1.1. Exemplos Resolvidos

    
Exemplo 1: Dado o número complexo z  3 cos    isen    , encontre z6 .
 4  4 

Solução:

Temos que :
zn  n cos n   isen n    z6  ?
Onde :
     
z  3 cos    isen    3  n6
 4  4  4

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Substituindo :
     
zn  n cos n   isen n    z6  36 cos  6    isen  6   
  4  4 
Assim :
  3   3     3   3  
z6  36 cos    isen     z6  729  cos    isen  
  2   2    2   2 

  3   3  
Re sp : z6  729  cos    isen  
  2   2 

  4   4   4
Exemplo 1: Dado o número complexo z  9 cos    isen    , encontre z .
  3   3 

Solução:

Temos que :
zn  n cos n   isen n    z4  ?
Onde :
  4   4   4
z  9 cos    isen   9  n4
  3   3  3
Substituindo :
  4   4  
zn  n cos n   isen n    z4  94 cos  4   isen 4 
  3  
 3  
Assim :
  16   16     16   16  
z4  94 cos    isen     z4  6561  cos    isen  
  3   3    3   3 

  16   16  
Re sp : z4  6561  cos    isen  
  3   3 

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Exemplo 3: Dado o número complexo z  1  3i , encontre z10 .


Solução:

Primeiro devemos escrever o número complexo na forma trigonométrica, uma vez que ele foi fornecido na forma algébrica.

z  1  3i
Onde :
a1 e b 3
Mas :

 3
2
 z  a2  b2  12   13  4  2  2
e
 a 1
cos   
 cos  
2
 
    60  rad
sen  b 3 3
 sen 
  2
Mas :
    
z    cos   isen   z  2 cos    isen   
 3
   3 

Temos que :
zn  n cos n   isen n    z10  ?
Onde :
     
z  2 cos    isen    2  n  10
 3  3  3
Substituindo :
     
zn  n cos n   isen n    z10  210 cos 10    isen 10   
  3  3 
Assim :
  10   10     10   10  
z10  210 cos    isen     z10  1024  cos    isen  
  3   3    3   3 

  10   10  
Re sp : z10  1024  cos    isen  
  3   3 

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6.2. Raízes Enésimas de Números Complexos

Dado um número complexo z e um número natural n, n > 1, definimos em C: “A raiz enésima de z é um número complexo  tal
que n  z ”

Exemplos:

24   2  2i   2i  16 . Existem,


4 4 4
1º) 2, -2, 2i e -2i são as raízes quartas do número complexo z = 16 PORQUE

portanto, em quatro raízes quartas de 16.

i2   i  1 . Existem, portanto, em


2
2º) i e -i são as raízes quadradas do número complexo z = -1 PORQUE duas

raízes quadradas de -1.

32   3  9 . Existem, portanto, em


2
3º) 3 e -3 são as raízes quadradas do número complexo z = 9 PORQUE duas

raízes quadradas de 9.

14   1  i   i  1. Existem, portanto,


4 4 4
4º) 1, -1, i e -i são as raízes quartas do número complexo z = 1 PORQUE

em quatro raízes quartas de 1.

5º) A raiz enésima do número complexo 0 é 0, pois 0n  0, n  1 .

Assim, quantas são as raízes enésimas de um número complexo Z ≠ 0 e como podemos determina-las? Considere o número

complexo z  z  cos   isen  . Encontrar as raízes enésimas de Z significa determinar todos os números

complexos distintos do tipo:     cos   isen , de modo que n  z , para n > 1. Assim, temos:

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n
n  z     cos   isen    z  cos   isen 
Assim :
 cos n   isen n    z  cos   isen 
n

Comparando :
n
  z  n z
e
cos n   cos    e sen n   sen   
Assim :
  2k
n    2k    ,k
n
Assim :
0    2  0  k  n  1
Podemos escrever :
    2k     2k  
k  n z cos    isen   2ª Fórmula De Moivre 
  n   n 

Após k = n – 1, os valores começam a se repetir. Então, de 0 a n – 1, temos n raízes distintas.

Observemos que essa formula também pode ser escrita dessa forma:

    2k     2k      2    2  
k  n z cos    isen     k 
n z cos    k   isen    k 
  n   n   n n  n n 

Assim, qualquer número complexo Z, não-nulo, admite n raízes enésimas distintas. Todas elas têm módulo igual a n z e seus

 2
argumentos formam uma progressão aritmética de primeiro termo e razão .
n n

Geometricamente, as n raízes são vértices de um polígono regular de n lados. Logo, sabendo uma delas e sabendo quantas são
no total, é possível obter as n – 1 raízes desconhecidas.

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Exemplo: Determine as raízes cúbicas de –i e interprete-as geometricamente.

Solução:

z  i
Onde :
a0 e b  1

z  a2  b2  z  02   1  1  1  z  1
2

Mas :
 a 0
cos   z
 cos    0  cos   0
1
 3
    270  rad
sen  b 1 2
 sen   1  sen  1
 z 1
Mas :
  3   3  
z  z  cos   isen   z  1  cos    isen   
  2   2 
Aplicando a 2ª Fórmula de Moivre :
    2k     2k  
k  z cos 
n
  isen  n  , 0  k  n  1
  n   
Substituindo :
  3   3 
   2k    2k  
k  3 1 cos  2   isen 
2

  n   n 
     
 3  4k   3  4k 
k  cos    isen  , 0  k  2
 2  3   2  3 
Assim :
  4    4 
k  cos    k   isen   k, 0  k  2
2 6  2 6 

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 3  4k   3  4k 
k  cos    isen  , 0  k  2
 2n   2n 
Assim :
k  0:
 3  4  0   3  4  0   3   3 
0  cos    isen    cos    isen  
 23   23   6   6 
 
 0  cos    isen  
2 2
Escrevendo na forma alg ébrica :
 
0  cos    isen    0  i  1  i  0  i
2 2

k  1:
 3  4  1   3  4  1   3  4   3  4 
1  cos    isen    cos    isen  
 23   23   6   6 
 7   7 
 1  cos    isen  
 6   6 
Escrevendo na forma alg ébrica :
 7   7 
1  cos    isen  
 6   6 
Mas :
 7     3
cos    cos       cos    
 6   6 6 2
e
 7     1
sen    sen      sen    
 6   6 6 2
Substituindo :
 7   7  3 1 3 1
1  cos    isen     i   1    i
 6   6  2 2 2 2

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 3  4k   3  4k 
k  cos    isen  , 0  k  2
 2n   2n 
k  2:
 3  4  2   3  4  2   3  8   3  8 
2  cos    isen    cos    isen  
 23   23   6   6 
 11   11 
 2  cos    isen  
 6   6 
Escrevendo na forma alg ébrica :
 11   11 
2  cos    isen  
 6   6 
Mas :
 11   5   5  3
cos    cos       cos   
 6   6   6  2
e
 11   5   5  1
sen    sen      sen    
 6   6   6  2
Substituindo :
 11   11  3 1 3 1
2  cos    isen     i   2   i
 6   6  2 2 2 2

3 1 3 1
Re sp : 0  i, 1     i e 2   i
2 2 2 2

Interpretação Geométrica

Interpretando geometricamente, as três raízes cúbicas estão sobre uma circunferência de raio   1e dividem a

4
circunferência em três arcos congruentes de , formando um triangulo equilátero de vértices P0, P1 e P2 . A
6
representação gráfica é mostrada a seguir:

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Exercício: Obter as raízes das equações abaixo no conjunto dos números complexos e construir os gráficos correspondentes.

1. z 1/4 = 1

2. z 1/4 = −1

3. z³=−1

4. z³=3

5. z²+z+1=0

6. z³−i=0

7. z³+27i=0

8. z²+(2i−3)z+5−i=0

9. (1+3i)z²+4=0

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7. Fórmula de Euler

ei  cos   isen


Mas :
z    cos   isen   z  ei Forma Exponencial Complexa
Propriedades da exponencial complexa: Quaisquer que sejam os números complexos z  a  bi e w  c  di , valem
as seguintes propriedades:

1ª) z  a  bi e w  c  di  ez w  ez  ew

1
2ª) z  a  bi  ez 
ez

 
n
3ª) z  a  bi  ez  enz , n 

4ª) z  a  bi  ez  0

z  a  bi  ez  e  
Re z
5ª)

6ª) z  a  bi  ez  1  z  2ki, k 

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Notação compacta de um número complexo: A partir da definição de exponencial de um número complexo z, podemos

escrevê-lo na forma polar com a notação compacta z  ei , onde   z e  é o argumento de z.

Exemplo: Dado o número complexo z=−4+3i, escreva-o na forma exponencial.

Solução:

z  4  3i
a  4 b  3

 4 
2
 a2  b2   32  16  9  25    5
  z  5  5
Mas :
z  a  bi    cos   isen 
Assim :
a 4 b 3
a   cos   cos    cos   e b  sen  sen   sen 
 5  5
Assim :
3  4
  arccos    arcsen       36,9
5  5
Assim :
z  ei  z  5e 
i 36,9 

Re sp : z  5e 
i 36,9 

Observação: Existe uma conexão entre a exponencial, o cosseno e seno.

Temos que :
z    cos   isen  z  ei  1
Assim :
z  ei  cos   isen  ei  cos   isen e z  ei  cos   isen  ei  cos   isen
Somando :
ei  ei
ei  ei  2 cos   cos  
2
Subtraindo :
ei  ei
ei  ei  2isen  sen 
2i

Exercícios: Escrever cada número complexo na forma z  ei .

z1 = 2−2i, z2 = 22+22i, z3 = −i, z4 = −1−3i, z5 = −5 e z6 = −3−4i

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