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UNIVERSIDADE EVANGÉLICA DE ANÁPOLIS - UNIEVANGÉLICA Superior Tecnológico em Radiologia

Tomografia Computadorizada

Carcinoma espinocelular

Prof: Abelardo Raimundo de Souza

Anápolis/Go Setembro de 2017

UNIVERSIDADE EVANGÉLICA DE ANÁPOLIS - UNIEVANGÉLICA Superior Tecnológico em Radiologia

Tomografia Computadorizada

Carcinoma espinocelular

Acadêmico

Marcos Paulo Camargo

Anápolis/GO Setembro de 2017

1.

INTRODUÇÃO

A Tomografia Computadorizada, que se baseia em raios-X, foi utilizada para aplicações clínicas ainda no início da década de 70, uma vez que torna possível examinar partes moles e ósseas com maior clareza e precisão de detalhes para o estudo aprofundado da patologia em que se suspeita. O aparelho consiste em uma fonte de raios-X que é acionada ao mesmo tempo em que realiza um movimento circular ao redor do paciente, emitindo um feixe de raios-X em forma de leque. No lado oposto a essa fonte, está localizada uma série de detectores que transformam a radiação em um sinal elétrico que é convertido em imagem digital. Dessa forma, as imagens correspondem a secções ("fatias"). A intensidade (brilho) reflete a absorção dos raios-X e pode ser medida em uma escala (unidades Hounsfield).

Neste trabalho será explicado como é feito o exame de Tomografia Computadorizada da coluna cervical (pescoço) para o estudo do carcinoma espinocelular, quais são suas indicações, contraindicações e qual é o preparo necessário para a realização do mesmo.

2.

OBJETIVOS DO ESTUDO

A Tomografia Computadorizada Helicoidal é um avanço técnico que permite imagens mais rápidas e precisas do que a Tomografia Computadorizada padrão. A Tomografia Computadorizada Helicoidal permite realização da imagem e injeção do meio de contraste simultaneamente, de modo que as imagens possam ser adquiridas durante fases específicas do realce pelo meio de contraste. É de extrema contribuição, já que demonstra imagens bem definidas, enquanto na ultrassonografia há artefatos e pouca definição. O objetivo do estudo foi destacar as vantagens e desvantagens do método através de revisão bibliográfica e estudo do carcinoma espinocelular através de imagens e casos encontrados na literatura.

  • 3. DEFINIÇÕES E SINONÍMIA

Os exames de TC possuem diversas sinonímias, geralmente oriundas de médicos diferentes, de diferentes formações e descrições literárias. À seguir algumas das sinonímias mais utilizadas nos pedidos médicos:

  • - Tomografia Computadorizada de Coluna Cervical;

  • - TC de coluna Cervical;

  • - TC de pescoço;

  • - TC de Laringe.

  • 4. INDICAÇÃO E CONTRA INDICAÇÃO

É um exame que utiliza altas radiação ionizante. Por este motivo há contraindicações.

Relativas: ou seja, poderão realizar o exame Absolutas: não poderão realizar o exame de forma alguma. (Exceto, prescrita e autorização pelo médico radiologista e acompanhada pela equipe médica do setor)

Neste caso específico, a TC é indicada como complemento a alguma suspeita não esclarecida encontrada através da laringoscopia e ultrassom do pescoço de pacientes que sentem desconfortos na região cervical. Não existem contra-indicações formais à realização de

exames de tomografia computadorizada, devendo ser evitados em pacientes grávidas ou com suspeita de gravidez.

  • 5. EFEITOS COLATERAIS E RISCOS DO EXAME

Não há registros na literatura sobre efeitos colaterais quanto a realização do exame sem contraste, sabe se que a TC contrastada apresenta maior risco ao paciente, podendo leva-lo até a óbito em caso severo de reação alérgica. Os meios de contrastes são as substâncias utilizadas para visualizar estruturas anatômicas e funções fisiológicas. A maioria dos efeitos adversos relacionados ao uso dos meios de contraste são leves ou moderados, que não expõem os pacientes a risco de vida e não requerem tratamento. A maioria das reações graves apresentam sinais imediatamente após a injeção que permitem o diagnóstico precoce, possibilitando o início imediato de medidas terapêutica eficientes. Por outro lado, quase todas as reações graves apresentam, imediatamente após a injeção, sinais que permitem o diagnóstico precoce, possibilitando assim o início imediato de medidas terapêuticas.

Não é possível identificar os pacientes que terão reação alérgica aos meios de contraste. Então, é fundamental existir uma equipe preparada para acompanhar as reações.

  • 6. EQUIPE MULTIPROFISSIONAL

Corretamente uma equipe multiprofissional inclui desde o primeiro contato do paciente com a clínica/hospital até a entrega do exame, portanto, faz parte da mesma:

Recepcionista

Técnico em enfermagem

Tecnólogo em radiologia

Medico radiologista

Digitador

Conferencista de exames/ entrega de exames

Para que se obtenha a melhor qualidade possível, antes da realização do exame é explicado a paciente o procedimento a que ele irá ser submetido, sendo a sua compreensão e colaboração muito importantes. O exame é realizado com a paciente em posição estática, instruído para que prenda a respiração, quando necessário, e não execute, por menor que for, nenhum movimento durante as aquisições das imagens.

O paciente deve seguir todas as orientações à seguir orientadas pelo tecnólogo realizador do exame.

A paciente não deve se mexer durante todo o exame, mas pode se comunicar com o

tecnólogo para pedir ou receber instruções ou relatar o que estiver sentindo. Alguns pacientes com perfil fóbico podem se sentir incomodados no interior do tubo

de Tomografia Computadorizada ou mesmo se recusarem a entrar nele. Em casos mais intensos, o paciente poderá ser sedado por um médico anestesiologista. O limite de peso para o exame é de 220 quilos.

  • 8. DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

Após ser submetido à anamnese, o paciente e direcionado a sala de enfermagem para que possa ser feita a punção venosa para aplicação do meio de contraste. Após a punção, e ser dada todas as informações necessárias, o paciente é encaminhado a sala de exame para a realização do mesmo.

  • 9. POSIÇÃO DO PACIENTE

O exame é realizado com o paciente em decúbito dorsal, em posição estática, realizando apneia em alguns momentos durante a realização com os pés entrando primeiro no tubo.

  • 10. PROTOCOLO DO EXAME (Rotina com contraste)

Deve ser realizado uma única aquisição;

Delay: 40s

Fluxo de contraste: 2 ml/s;

Volume: 60-70 ml (1 a 1,3 ml por KG) Início: Incluir toda a órbita; Término: início do manúbrio; Filtros: Partes moles, e osso. Orientação ao paciente: inspiração com apnéia. Não engolir. Posição do paciente: Decúbito dorsal, cabeça primeiro, aquisição caudocranial. Indicação: Carcinoma espinocelular.

  • 11. CARCINOMA ESPINOCELULAR DE CORDA VOCAL

O carcinoma espino-celular é o tumor que mais freqüentemente acomete a laringe (cerca de 90% dos casos), e restringiremos nossa discussão a ele. A laringe pode e deve ser dividida em andares quando nos referimos a tumores, pois não só suas manifestações são distintas, como também seu comportamento. Assim, subdividimos a laringe em andar supraglótico, glótico e subglótico. Embora exista alguma controvérsia na literatura, normalmente o andar glótico é o mais acometido, seguido pelo supraglótico. O subglótico é raramente acometido primariamente. O diagnóstico preciso da extensão do tumor é fundamental para um tratamento radical e com máxima preservação funcional. Desta forma, utilizamos em nosso Serviço um protocolo de investigação baseado no exame físico, laringoscopia e tomografia computadorizada para um adequado estadiamento e caracterização do mesmo.

  • 11.1 SINTOMAS

Rouquidão Dor de garganta persistente Dificuldade para engolir Pode provocar dificuldades respiratórias Tosse com sangue Inchaço no pescoço Tosse inexplicável

Sons respiratórios anormais (agudos).

O diagnóstico do câncer de laringe considera os sintomas, o histórico do paciente, se é ou foi fumante e usuário habitual de álcool. Exames de imagem como a laringoscopia direta e indireta para visualizar a região afetada são importantes para o diagnóstico, mas não dispensam a realização da biópsia, que pressupõe a retirada de fragmento do tumor para análise, a fim de determinar se é maligno ou não. Se for maligno (nem todos são), é fundamental saber o grau de estadiamento da doença para orientar o tratamento.

11.2 TRATAMENTO

O tratamento do câncer de laringe leva em consideração o estágio da doença e conta com os seguintes recursos: quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Quanto antes for feito o diagnóstico, maiores serão as chances de cura que podem atingir índices superiores a 90% nos quadros iniciais. A retirada cirúrgica da laringe (laringectomia total) só é indicada nos casos avançados que não responderam a outras formas de tratamento, pois implica a perda da voz e a colocação de traqueostomia definitiva. Mesmo nessas situações, porém, é possível restaurar a fala dos pacientes utilizando próteses fonatórias tráqueo-esofageanas, que desviam parte do ar da traqueia para o esôfago, ou a laringe eletrônica, conhecida como voz robotizada monotonal.

  • Estágio 0 Estes cânceres são quase sempre de glote (cordas vocais) e são diagnosticados mais cedo devido a alterações na voz. Eles são quase sempre curáveis com a retirada das cordas vocais, por cirurgia a laser ou radioterapia.

  • Estágios I e II A maioria das pessoas com estágio I e II pode ser tratada com sucesso, sem retirar totalmente a laringe. Na maioria dos pacientes pode ser administrada apenas a radioterapia ou a laringectomia parcial.

  • Estágios III e IV

Os estágios III e IV, muitas vezes necessitam de um tratamento combinando a cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia.

As principais opções para o tratamento inicial são a cirurgia ou quimioterapia com radioterapia. A cirurgia para estes tumores é quase sempre a remoção completa da laringe (laringectomia total), mas uma pequena porcentagem destes cânceres são tratados com laringectomia parcial.

12. CONCLUSÃO

Podese registrar o quanto foi enriquecedor e extremamente desafiador a realização desse trabalho. Foi possível conhecer os procedimentos para realização do exame, suas indicações e suas contraindicações também. Observou-se a dedicação dos profissionais dessa área para esse tipo de exame especifico. O conhecimento dos artefatos e das limitações do método é de extrema importância na avaliação do exame, já que estes podem se tornar armadilhas diagnósticas. Com os avanços da medicina, nessa área, é possível o diagnóstico das patologias, de forma rápida, prática e eficaz, pode se observar também o cuidado com que se tem com os pacientes na realização dos procedimentos e o pronto diagnóstico.

13. REFERÊNCIAS

  • 1. Tomografia

Computadorizada

Helicoidal

(Noções).

Disponível

em:

<http://portaldaradiologia.com/?p=1028>. Acesso em: 10 set. 2017

  • 2. Aspectos básicos de tomografia computadorizada e ressonância magnética.

  • 3. Câncer

de

Laringe:

Diagnóstico

e

Tratamento.

Disponível

em:<

  • 4. Reações

Adversas

ao

Meio

de

Contraste

Iodado.

Disponível

em:

<http://radiologia.blog.br/diagnostico-por-imagem/reacoes-adversas-ao-meio-de-contraste iodado> Acesso em: 16 set. 2017.

  • 5. Câncer

de

Laringe.

 

Disponível

em:

14. ANEXOS
14.
ANEXOS
14. ANEXOS Figura 6.
14. ANEXOS Figura 6.
14. ANEXOS Figura 6.
14. ANEXOS Figura 6.
Figura 6.
Figura 6.
Figura 7.
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