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REVISÃO DOS CONTRATOS (contrato permanece em vigor)

Estava em unidade que trata de revisão dos contratos, em sentido


amplo, ou seja, no sentido de modificação do contrato. Modificação em
virtude de fatos contemporâneos a formação. Lesão. E revisão em sentido
amplo, causas contemporâneas à formação.

Teoria da base - Larenz - base objetiva do negócio jurídico.

Após retração do direito canônico. Com a Revolução francesa com


ideia de pacta sunt servanda, de cumprimento do contrato. No sentido de que
se partes acordaram tem que cumprir o contrato, mesmo com situações
supervenientes não previstas pelas partes.

* Eventos que abalaram a ideia contratual - a queda de um paradigma


de revolução francesa de não mudar os contratos se dá com o
amadurecimento de princípios mais sociais. Tolera-se mais mudanças de
circunstâncias. O código de 2002, o qual propicia maiores operações dos
contratos. A partir das diretrizes éticas, valorativas: eticidade, operabilidade
e socialidade. Tem a consagração de momento que propicia maiores
alterações do contrato. Possibilidade de mudança e afastamento da força
obrigatória, seguintes institutos: lesão, estado de perigo... estão em
consonância com a ideia de possibilidade de mudança.

Hoje tem ferramentas jurídicas para alterar o contrato. Mas não é fácil
na prática alterar o contrato por conta de causas supervenientes. Na prática
tem pouca aplicação.

O contrato já nasce com cláusula abusiva, muito dsicutida em contratos


desiguais tem no CDC.

As causas supervenientes permite que judiciário conheça e autoriza


alteração do contrato. São raros os casos.

Anulação dos negócios jurídicos: circuntâncias supervenientes e


concomitantes são difíceis de anular o contrato.
Art. 6º, V CDC:

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

V - a modificação das cláusulas contratuais que


estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão
em razão de fatos supervenientes que as tornem
excessivamente onerosas;

A primeira parte - Altera para reequilibrar as cláusulas. Entra pelas


cláusulas abusivas do art. 51. Lá é nulidade (extingue) o anula só a cláusula,
se puder separar ela do todo, princípio da preservação do negócio jurídico.

A segunda parte do artigo -pode ter a revisão

Esse artigo diz que a revisão se dá por fato superveniente, que torne a
prestação excessivamente onerosa.

Ao lado dessa regra tem o Art. 317 CC - que fala da revisão judicial, ela
está no direito das obrigações (parte do pagamento).

Art. 317. Quando, por motivos imprevisíveis, sobrevier


desproporção manifesta entre o valor da prestação devida
e o do momento de sua execução, poderá o juiz corrigi-lo,
a pedido da parte, de modo que assegure, quanto possível,
o valor real da prestação.

Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou


diferida, se a prestação de uma das partes se tornar
excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a
outra, em virtude de acontecimentos extraordinários e
imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do
contrato. Os efeitos da sentença que a decretar
retroagirão à data da citação.
O CC diferente do CDC exige motivos imprevisíveis, previsto nos
artigos 317 e 478.

478 (onerosidade excessiva) (que exige motivo extraordinário que


dificulta mais). A onerosidade excessiva se aplica nos contratos de execução
continuada (cumprimento do contrato ocorre reiteradamente ao longo do
tempo) ou diferida . Para haver resolução (hipótese de extinção dos
contratos). Nesse caso o contrato permanece em vigor, porque é revisão.
Cumpre salientar que existe revisão de contratos extintos.

No art. 479 tem complementação do art. 478 - a resolução poderá


serevitada oferecendo-se o réu a modificar eqüitativamente as condições do
contrato. Tem entendimento jurisprudencial que pela conservação do
contrato não necessariamente resolve (desfaz) o contrato, pode revisar com
base nos requisitos da onerosidade excessiva. Os efeitos podem ser
imprevisíveis, mesmo que o fato não seja. Difícil a onerosidade excessiva.

O CDC basta os motivos supervenientes. A maior proteção do CDC se


verifica nos requisitos.

O 317 fala de uma mesma prestação que uma das partes deve cumprir.
Prejudica uma ou outra parte, é de um lado só, pois é uma prestação. Ou
qem vai pagar se prejudica ou quem recebe (defasado). O valor da prestação
devida é excessivamente. Tem a comparação da prestação com ela própria.
Não necessarimente a outra parte tem qe ganhar. Caso da areia. Pode ter o
ganho do outro, mas não é requisito da regra. Só um mais onerado.

Diferentemente, no art. 478 a outra pessoa tem que ganhar muito


necessariamente. Onerosidade excessiva. Leva a resolução do contrato se
possível com efeitos ex tunc (retroativos). Os efeitos da resolução retroagem
a citação, para reequilibrar ou desfazer o contrato. O objetivo é a extinção.

- Enunciado 366: “O fato extraordinário e imprevisível causador de


onerosidade excessiva é aquele que não está coberto objetivamente e
pelos riscos próprios da contratação.”
Tem alea contratual própria do negócio.

- Enunciado 439: “A revisão do contrato por onerosidade excessiva


fundada no Código Civil deve levar em conta a natureza do objeto do
contrato. Nas relações empresariais, observar-se-á a sofisticação dos
contratantes e a alocação de riscos por eles assumidas com o contrato.”

EXTINÇÃO DOS CONTRATOS

Contrato deixa de operar, encerra.

1. Adimplemento

A regra geral é que contrato se extinga pelo adimplemento.

O vínculo obrigacional (contrato) é transitório. "O adimplemento atrai e


polariza a obrigação". Os contratantes sempre vão em busca do
cumprimento, se quer extinguir o contrato. Passando agora pelos contratos
de duração se quer que o contrato continue. Está desatualizado. Tem também
adimplementos parciais. A maneira mais comum é adimplemento. Pode ter
efeitos pós negociais, obrigações após que impõe deveres de sigilo,
manutenção de produto. Existem deveres pós contratuais. Mesmo extinto
em suas obrigações principais, tem devers que podem persistir.

2. Extinção por Fatos anteriores ou simultâneos à celebração

Fatos que levam a rescisão. São eventos de nulidade, anulabilidade e


vícios redibitórios. Exemplo: incapacidade absoluta, objeto ilícito, forma
não prescrita na lei.

Contrato de doação universal - não reserva bens que o mantenham -


548. É nula e é extinta com efeitos retroativos, desfaz doação e voltam os
bens para o doador.

As cláusulas abusivas quando não forem separadas do negócio o


contrato é extinto. Se pode afastar a cláusula nula então mantém o contrato
sem anular. Nulidade. Não se convalidam. O juiz pode conhecer de ofício.

Anulabilidade - motivo de anulação do contrato. Tem razões de anular


negócio. è espécie de invalidade no plano da validade do negócio jurídico. É
invalidade de menor gravidade. Pode afastar e seguir negócio. Pode afastar e
seguir com o negócio. O juiz não pode conhecer de ofício.

Art. 496 CC

- O contrato será invalidado por defeitos em sua origem à causas


genéticas

- Nulidade e Anulabilidade são espécies da Invalidade dos negócios


jurídicos (Plano da Validade)

- Há diversas hipóteses de nulidade do contrato, que são mais graves


(art. 166, 548, cláusulas abusivas)

- Casos de anulabilidade são menos graves, como os previstos no art.


171 e 496

- Vícios Redibitórios (art. 441 – 446) também extinguem o contrato.


Voltam as partes ao estado anterior quando possível.

3. Extinção por Causas Supervenientes

a) Distrato

Distrato (resilição bilateral) - partes em conjunto acordam em fazer


contrato para desfazer contrato. É negócio jurídico que tem por objeto
desfazer o negócio em vigor.

Lei de locações tem hipótese de distrato:

- Art. 9º/Lei 8245 “A locação também poderá ser desfeita: I - por mútuo
acordo (...)”

O distrato é o mútuo acordo para desfazer um negócio. Ambos


concordam e extinguem o negócio.

Tem o art. 472 CC - Art 472/CC: “O distrato faz-se pela mesma forma
exigida para o contrato” Trata da simetria das formas. Se não for exigido
nenhuma forma não precisa de simetria.

- O distrato segue a forma prevista para o contrato, embora haja uma


tendência de flexibilização quando da extinção contratual.

O distrato também é chamado de resilição bilateral. A resilição é


maneira de extinguir o contrato por execução da vontade das partes ou de
uma delas. Na bilateral é ambas as partes na unilateral é uma das partes qe
toma a iniciativa.

- Os contratantes têm liberdade de convencionar sobre os efeitos, que


podem ser ex tunc ou ex nunc, observando-se sempre os direitos adquiridos
por terceiros (ex.: corretor de imóveis tem direito à comissão pela
intermediação, mesmo que as partes celebrarem posterior distrato – REsp
186.818). O corretor ele deu resultado útil.

b) Resilição unilateral

- Art. 473: “A resilição unilateral, nos casos em que a lei


expressa ou implicitamente o permita, opera mediante
denúncia notificada à outra parte.

Parágrafo único. Se, porém, dada a natureza do contrato, uma


das partes houver feito investimentos consideráveis para a
sua execução, a denúncia unilateral só produzirá efeito depois
de transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto
dos investimentos.”

- Negócio unilateral que se expressa pela manifestação de vontade de


um dos contratantes apenas, no sentido de encerrar o vínculo contratual à
não há consenso

São todos atos unilaterais para extinguir contratos, ou seja, um quer e o


outro não sabe. Parte da iniciativa de um dos contratantes.
- Revogação (art. 538 e 686):

Segundo Pontes "retirar a voz", isso ocorre quando a lei permite que
alguém o faça.

Usa-se no mandato (Revoga os poderes) e na doação. Faz-se a


revogação da doação, por exemplo, por ingratidão do donatário. Revogar é
tirar a voz. Extinção unilateral tira a eficácia do negócio unilateralmente.

Significa “tirar a voz”, ou seja, extinção unilateral da eficácia do


negócio a partir do exercício da vontade da parte, satisfeitos os requisitos
legais. Normalmente ocorre nos contratos gratuitos (Mandato gratuito e
Doação)

Tira a voz dos poderes que dei. Na ótica de quem concedeu os poderes
é que pode revogar, porque o que recebeu os poderes pode renunciar
unilateralmente.

Art. 686. A revogação do mandato, notificada somente ao


mandatário, não se pode opor aos terceiros que,
ignorando-a, de boa-fé com ele trataram; mas ficam
salvas ao constituinte as ações que no caso lhe possam
caber contra o procurador.

Parágrafo único. É irrevogável o mandato que contenha


poderes de cumprimento ou confirmação de negócios
encetados, aos quais se ache vinculado.

- Renúncia (art. 688): Ato pelo qual o mandatário (o que recebe os


poderes pode renunciar) extingue o contrato por ato unilateral. Do contrato
de mandato. O mandatário pode renunciar, mas fatos de urgência tem que
praticar.

Extinção por ato de vontade por um dos contratantes.

- Denúncia (art. 473 e art. 6º/Lei 8245): extinguir unilateralmente por


ato de vontade de uma das partes.Opera-se em contratos duradouros.
Exemplo: locações. O locatário pode denunciar o contrato ao locador.

Exercício do direito de desfazer vínculos contratuais duradouros,


independentemente de inadimplemento, com efeitos ex nunc. Denunciar é
extinguir o contrato de forma unilateral, tendo o denunciante o dever de
notificar a outra parte à ocorre independentemente da outra parte ter
cumprido ou não o contrato

O 473 fala da resilição unilateral nos casos que a lei expressamente


permita, opera mediante denúncia notificada a outra parte. Denunciar é
extinguir o contrato. Denuncia notificando a outra parte dizendo que não tem
mais interesse naquela relação. Independe de descumprimento do contrato.

Art. 473. A resilição unilateral, nos casos em que a lei


expressa ou implicitamente o permita, opera mediante
denúncia notificada à outra parte.

Parágrafo único. Se, porém, dada a natureza do contrato,


uma das partes houver feito investimentos consideráveis
para a sua execução, a denúncia unilateral só produzirá
efeito depois de transcorrido prazo compatível com a
natureza e o vulto dos investimentos.

- Denúncia vazia: quando a lei permite que seja formulada sem


necessidade de fundamentos, simplesmente se denuncia. Desmotivada.

- Denúncia cheia: a lei pode determinar que o denunciante fundamente


os motivos pelos quais fora levado a denunciar o contrato. Lei das locações.
A lei ou contrato exige a motivação.

- Arrependimento (art. 420/CC e art. 49/CDC):

Hipótese de extinção mediante ato unilateral de alguém que desfaz o


contrato por arrepender-se de tê-lo feito.

- Em relação à hipótese prevista no CDC, cabe ressaltar que só cabe


para contratos celebrados fora do estabelecimento comercial (pela internet,
telefone)

- Morte (art. 607 e 626)

- Leva à extinção quando o contrato for personalíssimo (intuitu


personae)

- Regra geral, a morte do mandatário extingue o Mandato (682). No


entanto, na hipótese de mandato conferido a vários mandatários, extingue-se
o contrato somente quanto ao de cujus.

- Art. 607: “O contrato de prestação de serviço acaba com a morte de


qualquer das partes. (...)”

- Resolução por Inadimplemento (art. 474 e 475)

- Modalidade de extinção do contrato que pressupõe o inadimplemento


do devedor

- Art. 474: “A cláusula resolutiva expressa opera de pleno direito; a


tácita depende de interpelação judicial.”

- A grande maioria dos contratos tem previsto, ou não, uma cláusula


resolutiva, que é aquela para desfazer caso não seja cumprido, ela se dá por
inadimplemento. Essa cláusula resolutiva expressa, que desfaz o contrato em
determinadas situações de inadimplemento, tendo já a consequência da
cláusula com o descumprimento. Quando não houver cláusula expressa, se
faz necessária a interpelação judicial a outra parte, precisa notificar desse
descumprimento para resolver- tácita.

- Art. 475: “A parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolução


do contrato, se não preferir exigir-lhe o cumprimento, cabendo, em
qualquer dos casos, indenização por perdas e danos.”

- Pode a parte ajuizar ação de adimplemento para forçar o devedor a


cumprir. Não sendo possível o cumprimento, pode requerer a resolução do
contrato, que declare resolvido. No entanto, em ambos os casos poderá haver
indenização por perdas e danos. Em expressa notifica e dá por resolvido.

Na cláusula resolutiva tem prestações recíprocas, alguém pode ser


impontual aí tem resolução por inadimplemento

- Resolução por Onerosidade Exessiva - 478, por eventos


imprevistos.