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4:20 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

é semelhante à de Cristo (Fp 2:5), e o amor 21. Quereis. Ver com. do v. 9. Nos v. 21
de Cristo o guia (2Co 5:14). Esse processo a 31, Paulo começa sua exortação final con­
continua até o cristão alcançar a “medida da tra a loucura do legalismo judaico como um
estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4:13). meio de salvação.
20. Estar presente [...] convosco. Sob a lei. Isto é. sob o sistema legal (ver
Paulo preferiria dar sua mensagem pessoal­ com. de Rm 2:12; Gl 2:16), em busca da sal­
mente. O que ele escrevia podia ser mal vação pelas obras. Obviamente, Paulo não
interpretado e mal aplicado. Se ele esti­ se refere aqui à condenação da lei. pois nin­

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vesse presente, poderia responder a todas guém desejaria estar sob condenação.
as perguntas que surgiriam quando a epístola Ouvis, üu seja, “atentais", "prestais aten­
Idsse lida. Seus inimigos a interpretariam da ção" (ver com. de Mt 7:24).
pior forma possível. Até mesmo Pedro havia A lei. Paulo usa então a palavra “lei em
encontrado algumas coisas difíceis de enten­ sentido diferente. A ilustração do v. 22 é
der nas cartas de Paulo (2Pe 3:16). E, atual­ do Pentateuco, a que os judeus se referiam
mente. muitos obscurecem o significado das como "a lei ou “a lei tie Moisés" (ver com. de
palavras de Paulo em sua epístola aos gaiatas, Lc 24:44). Para convencer os "gálatas insen­
por não estudá-las em seu contexto e por não satos" (Gl 3:1) de seu erro ao se voltar para as
tomar em conta o ambiente real que existia obras da lei ritual em busca da salvação, Paulo
nas igrejas da Galácia. loi à "lei de Moisés, que contém a lei ritual,
Outro tom de voz. Ou, “meu tom de em busca das provas. A pergunta de Paulo
voz". Paulo preferiria mudar sua atitude em tinha a intenção de despertar os gálatas para
relação a eles, porém fatos são fatos. Como investigar a Palavra de Deus. Caso o fizessem
seria agradável para ele se a atitude alterada com sinceridade, descobririam por si mesmos
deles lhe permitisse expressar conliança precisamente o que ele havia procurado lhes
neles novamente, em vez de prolerir essas explicar, a saber, que "a lei aponta para Jesus
palavras de queixa, desconfiança e censura. como aquele de quem eles deviam depender
Seria isso que ele laria, se estivesse presente, para a salvação. Paulo citava o Pentateuco
quando mudassem seu proceder e volvessem para apoiar seus ensinos acerca da mensa­
á anterior lealdade ao evangelho. Paulo ante­ gem de Jesus e tie Sua missão.
cipa sua mudança tie coração quando rece­ 22. Dois filhos. Ismael e Isaque
bessem a epístola. (Gn 16:15; 21:3). Paulo recorre à própria
Porque me vejo perplexo a vosso res­ lei (ver com. de Gl 4:21) em busca de uma
peito. Ou, “perplexo convosco”. Sua perple­ ilustração da diferença entre a escravidão à
xidade (ver com. do v. 19) se deve às coisas lei e a liberdade em Cristo. A cada sábado,
graves que ele diz a respeito deles na epís­ eram lidas nas sinagogas algumas porções
tola. Antes mesmo tie chegar a este ponto do Pentateuco (ver vol. 5, p. 45), portanto,
da leitura, talvez eles já tivessem se arre­ os livros de Moisés eram bem conhecidos de
pendido. Porém, devido às circunstâncias, todos os judeus e gentios que frequentavam
tinha que lhes dizer o que considerava ser a sinagoga. O caso que se narra era um sim­
seu dever. I laviarn demonstrado insinceri­ ples fato da história judaica, mas Paulo a usa
dade e inconstância, e o apé>stolo não queria em sentido alegórico (v. 24) para mostrar a
agravar as coisas com severidade indevida. diferença entre a servidão ao sistema ceri­
Por isso estava perplexo; não sabia como lidar monial e a liberdade proveniente da lé em
com eles. Não via com clareza o que deve­ Jesus Cristo. Na realidade, Abraão teve mais
ria dizer. de dois filhos (ver Gn 25:1, 2), porém Ismael

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CALATAS 4:25

e Isaque eram seus filhos mais velhos c mais Moisés os registrou. Paulo é que elabora uma
importantes. Os falsos mestres haviam des­ alegoria com eles, com o propósito expresso
tacado a bênção de ser filhos de Abraão de ilustrar a lição de fé e liberdade contra
(ver com. de Cd 3:7). Paulo recorda aos gála- obras e escravidão. Ele não diz que tudo isso
las que Abraão teve dois filhos, mas que Joi uma alegoria, mas que é alegoria; isto é,
somente um era o herdeiro das promessas que ele extrai desses fatos uma alegoria ao
da aliança (Gn 17:19-21). O fato de ser des­ estruturar seu relato. Esse método de dis­
cendente de Abraão não era garantia de rece­ curso era comum nos dias de Paulo (compa­
ber as promessas da aliança. rar com o emprego de parábolas, tão comum
A escrava. Agar, uma escrava egípcia nos ensinos de Jesus, ver vol. 5, p. 197-200).
(ver com. de Gn 16:1-4). Seu filho Ismael Uma das maneiras mais eficazes de comuni­
era filho de Abraão, seu primogênito; porém, car a verdade é ilustrá-la mediante um relato
pelo fato de que Agar era escrava, seu filho, apropriado e interessante.
por assim dizer, também era escravo. Duas alianças. Uma delas era a aliança
A livre. Ou seja. Sara, cujo filho Isaque da lé, representada por Sara, a outra, a aliança
herdaria a liberdade dela. das "obras ”, representada por Agar (ver com.
23. Segundo a carne. Ismael era filho de Ez 16:60; Gl 3:15, 17-19; Ub 8:8-10).
do esforço humano de fazer com que as pro­ Monte Sinai. Ver com. de Êx 19:5-8;
messas da aliança se concretizassem; um tes­ 24:7, 8.
temunho vivo da falta de fé de Abraão. Gera para a escravidão. Literalmente,
Mediante a promessa. Isaque era o “traz llilhos] para a escravidão”. Enquanto
filho da promessa, o filho da fé (Gn 12:3; alguém depende das obras da lei para se salvar,
13:14-16; 15:4; 17:3-6, 19-21). O relato de seu não há como escapar do cativeiro. Apesar de
nascimento demonstra uma notável interven­ tudo o que faça para obter a salvação, nunca
ção divina (ver Gn 18:10,21:1, 2; Hh 11:11, 12). encontrará êxito. Ele se obrigou a executar
Cada circunstância do nascimento de Isaque uma tarefa impossível. O legalismo, a letra da
destaca a fé. A fé demonstrada por Abraão é lei. qualquer lei, mata (ver com. de 2Co 3:6).
um exemplo de fé cristã (cf. Rm 4:16-25). Ele 25. Agar. Ou, I lagar.
creu nas promessas de Deus quando seu cum­ Monte Sinai. Ou seja, na alegoria de
primento parecia humanamente impossível. Paulo (ver com. do v. 24). Agar representa
Isaque foi, sobretudo, o filho da promessa de aqui a aliança do Sinai, das obras (ver com.
Deus e da fé de Abraão. Paulo coloca ênfase de Gl 3:19). Por meio de Agar e de seu filho
no falo de que o filho que nasceu da escrava Ismael, Abraão havia tentado fazer cumprir-se
nasceu em uma condição de inferioridade e o plano de Deus. Essa foi sua maneira de
escravidão, e que o filho tia livre nasceu para fazê-lo, mas não a de Deus. Não é plano
uma vida de liberdade. de Deus que a salvação dos seres humanos
24. Alegóricas. Alegoria é uma narra­ se cumpra pelas obras da lei, pela simples
tiva em que as pessoas, coisas e ações têm razão de que é impossível fazê-lo.
um significado metafórico, implícito, mas Corresponde a. Ou, “é comparável a",
não expressamente explicado. Com esta ale­ conforme a alegoria de Paulo.
goria, Paulo ilustra o estado de escravidão Jerusalém atual. Ou seja, o Israel lite­
espiritual em que os gaiatas haviam caído, ral como nação. Israel ainda estava come­
situação ao que parece, haviam desejado. Os tendo o mesmo erro que Abraão cometeu
acontecimentos históricos não eram alegóri­ com Agar e Ismael, ao tentar descobrir
cos, quando ocorreram, nem mesmo quando o propósito de Deus de acordo com um

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4:26 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

plano humano. Os gálatas, ao substituir a fé nas êxito glorioso pertence à igreja cristã. Paulo
promessas de Deus pelas obras, como Abraão aplica à igreja cristã esta promessa original­
havia feito, estavam voltando ao mesmo ti­ mente dada aos israelitas literais, tio glorioso
po de adoração que tinha levado Israel como cumprimento da vontade de Deus para eles
nação à escravidão, ruína e rejeição. como nação portadora de luz para a huma­
Está em escravidão. Ver com. de 2C’o nidade (ver vol. 4. p. 16, 21-23). Como uma
3:14, 15; OI 4:3. mulher oriental que não tinha filhos se ale­
Seus filhos. Ou seja, judeus e proséli­ graria por tê-los, da mesma forma, os gentios
tos individuais. podiam se regozijar porque os privilégios do
26. Jerusalém lá de cima. Assim como evangelho, anteriormente oferecidos a Israel,
a Jerusalém literal representa Israel como tornam-se deles (ver At 11:18). Os judeus
nação, a "Jerusalém lá de cima representa haviam perdido a oportunidade de ser os
a igreja cristã (ver llb 12:22, 23). a nova arautos do Messias a todo o mundo. Na rea­
nação escolhida (I Pe 2:9). A nova Jerusalém lidade, foi da parte dos judeus que se levan­
é a capital do reino da glória (ver Ap 21:2; tou a oposição mais obstinada e persistente
Hb 11:10), mas, neste contexto. Paulo toma á obra do apóstolo dos gentios.
Jerusalém em um sentido figurado; o con­ Mais numerosos os filhos. Trata-se
traste é entre o judaísmo e o cristianismo. tio grande número tie gentios convertidos
A primeira está "em escravidão", a última que estavam respondendo á mensagem
é "livre *. tio evangelho de Paulo e tios outros após­
Livre. Isto é, "livre do "aio” (Cl 3:24, 25), tolos. Quando Paulo regressava à igreja de
da escravidão (Cl 4:3) e da condição de escra­ Jerusalém para informara seus líderes, inva­
vidão (Cl 4:22-25). riavelmente narrava seu êxito entre os gentios
Mãe. Em linguagem figurada, os judeus (ver At 15:12; 21:17-19). Os judeus estavam
com frequência se referiam a Jerusalém ansiosos por fazer prosélitos (cf. Mt 23:15) e.
literal, ou seja, a nação de Israel, como a tie fato, eram bem-sucedidos nisso (ver vol. 5,
“mãe” da geração viva dos indivíduos que p. 49, 50). Quase todos os gentios, tanto os
compunham a nação. Em sentido similar, prosélitos completos à fé judaica como os
a histórica igreja cristã é a "mãe” dos cris­ tementes a Deus, à semelhança de Cornélio,
tãos vivos. quando Pedro o conheceu (ver At 10:1, 2),
Todos nós (ARC). Provavelmente, uma tinham sitio atraídos pelos ideais do judaísmo
referência a "todos de Calatás 3:26, ou seja, que eram comparativamente superiores. «,j
gentios e judeus. Cristo havia removido o Porém, muitos gentios hesitavam em aceitara
muro de separação entre judeus e gentios (cf. circuncisão, portanto, ficavam excluídos tios
LI 2:12-22). Essa boa notícia da unidade pela benefícios tio culto judaico. Quando esses
fé em Cristo levou grande alegria aos gen­ gentios ouviram o evangelho proclamado,
tios, pois passaram a ser aceitos como iguais aceitaram tie bom grado a boa notícia que
aos judeus (ver At 13:44-48). lhes concedia igualdade dc oportunidades
27. Está escrito. A citação é de Isaías com os judeus para receber todos os bene­
54:1 (ver vol. 4. p. 14-17). fícios da salvação proporcionados por Jesus
Alegra-te, ó estéril. Nos dias de Isaías, Cristo. Muitos dos primeiros gentios conver­
o Israel literal tinha sido “estéril no sen­ sos por Paulo, provenientes de várias cida­
tido de que não dava á luz os frutos da jus­ des, provavelmente provinham desse grupo.
tiça (ver Is 5:1-7) e não tinha feito nada para Paulo proclamava a universalidade do evan­
evangelizar o mundo. A perspectiva de um gelho (cf. Rm 1:15-17; C.l 3:26).

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GALA I AS 4:31

Abandonada. Ou seja, a “mulher livre Agora. Iodos conheciam bem as per­


(v. 22, 23), “abandonada porque tinha sido seguições que Paulo havia sofrido, direta-
“estéril’’. mente da parte dos judeus ou instigadas
Da que tem marido. Na alegoria de por eles (ver At 16:19; 19:24-28; ver com.
Paulo, Agar. de 2Co 11:24, 26). Raramente foi incomo­
28. Filhos da promessa. Ver com. do dado pelos gentios, por iniciativa deles. Seu
v. 23. Paulo se refere aos cristãos, cujo pri­ último encarceramento e execução foram o
vilégio é herdar todas as promessas original­ resultado de lalsos relatórios que se origina­
mente feitas a Abraão c seus descendentes ram com os judeus. As piores perseguições
(ver vol. 4, p. 21, 22). Os judeus deixaram que os verdadeiros cristãos tiveram de sofrer
de entrar nelas por causa da incredulidade sempre foram aquelas em que os falsos cris­
(Hb 3:19-4:2), e restou ao povo escolhido tãos tentaram exterminá-los devido às dife­
de todas as nações entrar no “descanso renças de lé e prática.
ordenado por Deus para todos os que se 30. A escrava. I listoricamente, se trata
achegam “confiadamente, junto ao trono de Agar (ver com. de Gn 21:10; GI 4:24).
da graça" (ver com. de Hb 4:9, 16). Os gala- Nesta alegoria, a “escrava" representa a
las haviam crido e estavam se regozijando antiga aliança, o sistema cerimonial, o prin­
na grande verdade da justificação pela fé até cípio da justiça pelas obras (ver com. dos
que os falsos mestres de Jerusalém os con­ v. 24, 25).
venceram a tentar obtê-la por meio das obras. Seu filho. Historicamente, Ismael (ver
Porém, embora estivessem no processo de com. do v. 22); e, na alegoria de Paulo, sim­
passar a “outro evangelho" (GI 1:6, 7), Paulo boliza todos os judeus e cristãos judaizan­
não linha perdido a esperança do retorno tes que defendiam que a salvação estava no
deles ao caminho da fé. reconhecimento do Israel literal como ainda
29. Nascera segundo a carne. 1 listori- sendo o povo escolhido de Deus e em confor­
camente, este era Ismael (ver com. do v. 22). midade com as disposições da antiga aliança
Na alegoria, Paulo (ver com. do v. 24), se e do sistema cerimonial (sobre a atualidade
refere aos judeus e cristãos judaizantes de do conselho de Paulo, ver p. 1031, 1032).
sua época, que buscavam a salvação pelas De modo algum [,..] será herdeiro
exigências restritas da letra da lei (ver com. com. A solução do problema que a igreja da
de 2Co 3:6). Galácia e de outros lugares enfrentava não
Perseguia. Ver com. de Gn 21:8*11; era misturar o judaísmo com o cristianismo,
cl. Gn 16:4, 5. A presença de Ismael tornou mas "expulsar" os princípios dos judaizan­
d i I íci I a cond ição de I saque e a meaçava privates,
- juntamente com todos os que os promo­
lo do direito de primogenitura. De forma viam. A salvação pelas obras é incompatível
semelhante, os judeus e os cristãos judai- com a que vem pela fé (ver com. de Rrn 11:6;
/antes estavam perseguindo os cristãos Ef 2:8, 9). A mistura das duas é impossível,
gentios e tentavam privá-los da promessa pois, uma vez que a lé seja diluída pelas obras,
da aliança da justificação pela fé. deixa de ser a pura lé (comparar com os ensi­
Nasceu segundo o Espírito. A referên­ namentos de Cristo sobre o assunto, ver com.
cia histórica é a Isaque como filho da pro­ de \k 2 21, 22).
messa (v. 23). Paulo se refere aos cristãos que 31. Assim. Isto é, na base da alegoria
participam da promessa de salvação pela fé dos v. 22 a 30.
em Cristo mediante o novo nascimento (ver Irmãos. Apesar de seu erro, Paulo,
com. de Jo 3:3, 5; GI 3:2, 3). antecipando que os gálatas aceitariam seu

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S: I COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

conselho, pensa neles como seus "irmãos igreja cristã (ver com. do v. 26). Apenas os
na fé. filhos da “mulher livre” teriam direito aos

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Somos. Ou seja, os cristãos, tanto judeus privilégios da primogenitura (v. 30). Os cris- ◄
como gentios (ver com. do v. 28). tãos têm acesso pela fé a todas as promes­
A livre. Historicamente, é Sara (ver sas feitas a Abraão e ao antigo Israel (ver
com. do v. 22). Na alegoria de Paulo, é a vol. 4, p. 21,23).

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

4-CPPE, 259; DTN, 32, 4, 5-DTN, 31; PR, 700


34. 37; FEC, 399 12- A A, 208

Capítulo 5
I Paulo aconselha os gaiatas a permanecer na liberdade eia rejeitar a circuncisão,
li () amor é a essência da lei. 19 As obras da carne e 22 o Jruto
do Espírito. 25 Sobre o andar no Espírito.

1 Para a liberdade foi que Cristo nos liber­ 12 Tomara até se mutilassem os que vos in­
tou. Permanecei, pois, firmes e não vos subme­ citam â rebeldia.
tais. de novo, a jugo de escravidão. 13 Porque vós, irmãos, fostes chamados â li­
2 Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes berdade; porém não useis da liberdade para dar
circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. ocasião â carne; sede, antes, servos uns dos ou­
3 De novo, testifico a todo homem que se deixa tros, pelo amor.
circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei. 14 Porque toda a lei se cumpre em um só prec
A De Cristo vos desligastes, vós que procurais to, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
justificar-vos na lei; da graça decaístes. 15 Se vós, porém, vos mordeis e devorais
5 Porque nós, pelo Espírito, aguardamos a es­ uns aos outros, vede que não sejais mutuamen­
perança da justiça que provém da fé. te destruídos.
6 Porque, em Cristo Jesus, nem a circunci­ 10 Digo, porém: andai no Espírito e jamais sa­
são. nem a incircuncisáo têm valor algum, mas tisfareis à concupiscência da carne.
a fé que atua pelo amor. 17 Porque a carne milita contra o Espírito, e o
7 Vós corríeis bem; quem vos impediu tie con­ Espírito, contra a carne, porque são opostos entre
tinuardes a obedecerà verdade? si; para que não façais o que. porventura, seja do
8 Esta persuasão não vem daquele que vos vosso querer.
chama. 18 Mas, se sois guiados pelo Espírito, não es­
9 Um pouco de fermento leveda toda a massa. tais sob a lei.
10 Confio de vós, no Senhor, que não alimenta­19 Ora, as obras da carne são conhecidas e
reis nenhum outro sentimento; mas aquele que vos são: prostituição, impureza, lascívia,
perturba, seja ele quem for, solrerá a condenação. 20 idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias,
11 Eu, porém, irmãos, se ainda prego a cir­ ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções.
cuncisão. por que continuo sendo perseguido? 21 invejas, bebedices, glutonarias c coisas se­
Logo, está desfeito o escândalo da cruz. melhantes a estas, a respeito das quais eu vos

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