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Conceção de Projetos e Intervenção Comunitária

ASE

Carla Mendes
ESEC OUT/2017
PROGRAMA

I - Identificação de fases e conteúdos de um


projeto (revisão) (40m)
II -Apresentação síntese de Projeto Trampolim
E6G (20 m)
III - Análise SWOT (2h)
IV – Paisagem Organizacional (45m)
PROJETO INTERVENÇÃO SOCIAL
• SITUAÇÃO ATUAL SITUAÇÃO DESEJADA

PROCESSO DE MUDANÇA
SOCIAL PARTICIPADO

• Um projeto parte sempre de uma vontade de mudar uma


realidade (Variação, transformação ou alteração), deve prever a
responsabilidade centrada na educação, envolver participação
ativa do grupo afetado em todas as fases e um compromisso por
parte de todos os envolvidos (parceiros, agentes e atores sociais)
CICLO DE VIDA DE UM PROJETO
Diagnóstico

Avaliação Planeamento

Execução
Diagnóstico: definição da estratégia do projecto (o marco lógico) ; Fase inicial do Projeto, permite perceber e
delimitar o campo de intervenção. Detetar necessidades; Estabelecer prioridades, Delimitar o Problema;
Fundamentar o projeto; Localizar o Projeto, Rever a Bibliografia, Prever os Recursos.
Planeamento/Estruturação Definimos o que vamos fazer; elaboração do plano operacional , formalização e
incorporação de Objetivos; Metodologia; Calendarização e Recursos humanos, físicos, financeiros e institucionais.
Execução/Desenvolvimento: implementação/execução, acompanhamento e monitorização /controlo .
Avaliação/Encerramento: (avaliação de diagnóstico; avaliação de processo ) avaliação final (relatório final -
prestação de contas, divulgação dos resultados.)
FORMULAR UM PROJETO
(Ponto de Vista Operativo; Ander Egg (1981)

Ponto de Vista Operativo, programar um projeto prevê responder às


seguintes questões:
- O QUÊ? – se quer fazer – Natureza do Projeto
- PORQUÊ? – se quer fazer – Origem e Funcionamento
- PARA QUÊ? – se quer fazer - Objetivos
- QUANDO? – se quer fazer - METAS
-ONDE? – se quer fazer – Localização
- COMO? – se quer fazer – Atividades/Metodologia
- QUEM? O vai fazer – Recursos Humanos
-COM QUÊ? Se vai fazer – Recursos Materiais
Se vai custear – Recursos Financeiros
Diagnóstico
DIAGNÓSTICO
- Identificação dos Problemas (causas prováveis e
consequências)
-Identificação do Problema base de partida
- Grupos afetados
- Necessidades
- Recursos existentes (Humanos, Materiais, Financeiros,
Institucionais)
O diagnóstico é frequentemente apelidado na literatura anglo
saxónica de “análise de necessidades” (needs assessment), sendo um
processo de pesquisa-ação participado, com recurso a técnicas de
pesquisa.

PROBLEMA: Questão a ser considerada, resolvida ou respondida –


(shiefer, 2006:263)
Diagnóstico
INSTRUMENTOS DE RECOLHA E TRATAMENTO DE
DADOS
- ANÁLISE SWOT
- Paisagem Organizacional
- Quadro de Diagnóstico

TÉCNICAS DE RECOLHA E TRATAMENTO DE DADOS


- Sessões Participadas
- Observação da realidade
- Focus Group
- Entrevistas + Questionários
- Conversas Informais com informantes priveligiados –
Diário de Bordo
- Revisão Bibliográfica; Fontes de Verificação
Diagnóstico
• A fase de diagnóstico contempla uma
listagem de problemas que se devem
relacionar uns com os outros. Este
procedimento pode ser realizado de diversas
formas e através de vários instrumentos:
árvore de problemas; quadro de diagnóstico;
Análise SWOT, paisagem institucional, entre
outros.
QUADRO DE DIAGNÓSTICO (expl)
Problema Caraterização Causas Recursos Grupos Necessidades
Base Quantitativa Prováveis Existentes Diretamente identificadas
do problema atingidos
(dados e
números)
Abandono 200 crianças Distância Casa do Crianças Trabalho de
Escolar (70%) de entre casa e Povo; entre os 8 e aproximaçã
vila de baião escola; Centro os 12 anos o ao grupo
abandoram desmotivaçã Jovem alvo,
a escola em o por parte sensibilizaçã
2007 nos das famílias o dos pais,
3.ºs e 4.ºs educação de
anos de adultos
escolaridade

Mário Montez doc


ANÁLISE SWOT
- Albert Humphrey, líder de pesquisa na Universidade de Stanford nas
décadas de 60 e 70.
A sigla SWOT provém da matriz inglesa (Strenghts, Weaknesses,
Opportunities, Threats) ou FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e
Ameaças).
-Ferramenta de análise estratégica. Técnica utilizada para análise de
cenários, sendo utilizada em gestão e planeamento estratégico (aplicada a
vários cenários como por exemplo a indivíduo na procura de emprego ou na
gestão de um Hotel)
-Em intervenção social a SWOT é aplicada na elaboração de diagnósticos ou
em planeamento. É uma técnica simples, mas que prevê uma utilização
adequada.
-Numa tabela representam-se 4 quadrantes. No campo de intervenção social
deve iniciar-se o preenchimento no quadrante dos pontos Fracos e seguir no
sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.
MATRIZ SWOT
Ambiente Interno

STRENGHTS WEAKNESSES
(Pontos Fortes) (Pontos Fracos)

OPPORTUNITIES THREATS
(Oportunidades) (Ameaças)

Ambiente Externo
ANÁLISE SWOT
-Numa tabela representam-se 4 quadrantes. No campo de intervenção social
deve iniciar-se o preenchimento no quadrante dos pontos Fracos e seguir
no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.

Assim, poderemos através deste instrumento, perceber quais os pontos


fracos para os quais existem mais pontos fortes e os pontos fortes ou
oportunidades que existem para fazer face aos pontos facos e ameaças.

Desta forma poderemos perceber onde e como devemos intervir.


MATRIZ SWOT
É dentro do Ambiente INTERNO que sinalizamos as Forças e Fraquezas

FORÇAS – Elementos e caraterísticas do ambiente interno que


representam uma vantagem na intervenção; aspetos internos positivos.

(Expl: desempregado - Boa experiência profissional; hotel – boa


localização com vistas para o mar).

FRAQUEZAS – Elementos e caraterísticas que desfavorecem a intervenção.


Normalmente é algo do nosso controlo, que podemos tentar mudar.

(Expl: desempregado – Poucos conhecimentos informáticos; hotel –


Melhoria no atendimento em diferentes línguas)
MATRIZ SWOT
É dentro do Ambiente EXTERNO que sinalizamos as Oportunidades e as
Ameaças. Fatores sobre os quais não temos ou dificilmente temos
controlo.

OPORTUNIDADES – Sempre que um fator externo potencia um cenário


favorável à nossa intervenção.

(Expl: desempregado – Abertura de Multinacional da área profissional no


local de residência; hotel – Evento Mundial irá decorrer na cidade).

AMEAÇAS – Todos os elementos ou caraterísticas, que criam um ambiente


desfavorável

(Expl: desempregado – Muitos jovens com formação superior; hotel –


temporadas sazonais de tempestades)
MATRIZ SWOT/Trampolim E6G
Ambiente Interno

STRENGHTS WEAKNESSES
(Pontos Fortes) (Pontos Fracos)

OPPORTUNITIES THREATS
(Oportunidades) (Ameaças)

Ambiente Externo
PAISAGEM
ORGANIZACIONAL/INSTITUCIONAL
“Conjunto constituído por todas as instituições e/ou
organizações em diferentes níveis de atuação (âmbitos
local, regional, nacional ou supranacional) e
enquadradas em diferentes setores (sector privado não
lucrativo, setor privado lucrativo e setor público).
(Shiefer, U; MAPA, Manual de Planeamento e Avaliação de Projetos; 2006; pp 260)
PAISAGEM
ORGANIZACIONAL/INSTITUCIONAL
É um diagrama que apresenta a paisagem institucional de uma
realidade. Pode também ser utilizada ao longo do projeto para
compreender as parcerias formais e informais, públicas e privadas do
projeto.

Numa fase de diagnóstico o Diagrama em forma de Arco Iris, mostra


quais os recursos e parcerias existentes na realidade atual, identificando
se o grupo alvo ou a organização se relacionam mais com parcerias ou
recursos ligados ao Estado ou ao Mercado; mais formais ou informais,
mais ágeis ou menos ágeis, etc…numa relação de proximidade ou
afastamento com cada um dos intervenientes.
PAISAGEM
ORGANIZACIONAL/INSTITUCIONAL

IPSS
Escola

Pais
Município CRIANÇA

Mais Estado Mais Mercado /


Menos ÁGIL Privado
Mais ÁGIL
NOTAS PESSOAIS DA AULA
• Na fase de diagnóstico é importante definir quais os métodos e instrumentos de recolha e tratamento de dados
para conhecimento do território ; definir o problema central, grupo afetado, ação a implementar, definir
temporalidade da ação, etc – expl: Conversas informais (informantes priveligiados); inquéritos (administração
direta ou indireta); entrevistas; pesquisa de dados demográficos (Diagnóstico Social da Rede Social; INE; PORDATA;
outros). A pesquisa bibliográfica é fundamental para fundamentar a intervenção.
• Para além de recolher os dados temos de os tratar e analisar para comprovar a necessidade de intervenção.
• Análise de causalidade por problema (ex: diagramas de causa/efeito, árvore de problemas, etc) .
• Priorizar os problemas. Podemos sinalizar diferentes problemas numa mesma comunidade, mas apenas 1 será o
problema central. Não devemos dispersar a intervenção, mas sim focá-la numa problemática, com destinatários
(grupo afetado) categorizados por expl por faixa etária.
• Na fase de diagnóstico é fundamental ir ao território, estar com os atores locais e envolvê-los no processo. “A
intervenção não se faz para a comunidade, faz-se com a comunidade.” Só estando com ela sabemos as reais
necessidades, mas também interesses e potencialidades. Entenda-se por comunidade não apenas os potenciais
destinatários/grupo alvo, mas também outros de interesse como entidades locais alocadas no território (expl:
Trampolim articula com Associações de Moradores e Escola).
• É deveras importante conhecer, mas principalmente aplicar a SWOT, pois permite-nos refletir sobre as 4
dimensões e redefinir a intervenção em qualquer momento.
• Análise de stakeholders (definir a sua influência e importância).
• Só depois de ter conhecimento real do território de intervenção poderemos avançar para o Planeamento.