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Avaliação de Literatura Nota final

Ensino médio - 2ª Série– 3º bimestre

Aluno No. Turma

Professor Data Valor prova


100
Orientações Conteúdos
 Letra legível, uso de caneta azul ou preta.
 Rasuras nas respostas de questões objetivas: a questão será  Simbolismo português e
anulada. brasileiro: contexto
histórico, características
gerais, autores e obras.
 Pré-modernismo: contexto
histórico, características
gerais, autores e obras.
 Vanguardas Europeias
 Modernismo em Portugal:
Contexto histórico,
características gerais,
autores e obras.

1. (VALOR 5) ITA-2002 Leia os seguintes versos:

Mais claro e fino do que as finas pratas


O som da tua voz deliciava...
Na dolência velada das sonatas
Como um perfume a tudo perfumava.
Era um som feito luz, eram volatas
Em lânguida espiral que iluminava,
Brancas sonoridades de cascatas...
Tanta harmonia melancolizava.
(SOUZA, Cruz e. “Cristais”, in Obras completas.Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995, p. 86.)

Assinale a alternativa que reúne as características simbolistas presentes no texto:


a) Sinestesia, aliteração, sugestão.
b) Clareza, perfeição formal, objetividade.
c) Aliteração, objetividade, ritmo constante.
d) Perfeição formal, clareza, sinestesia.
e) Perfeição formal, objetividade, sinestesia.

2. (VALOR 5) Em relação ao simbolismo no Brasil:


I. ( ) O movimento simbolista no Brasil não possuiuuma história social de fundo como os
franceses.
II. ( ) O maior simbolista brasileiro e fundador foi Cruz e Souza.
III. ( ) A estética simbolista estava focada na forma, principalmente.
IV. ( ) O movimento simbolista foi também uma atitude de espírito.
V. ( ) Os simbolistas no Brasil deixaram de lado os pressupostos franceses.

Estão INCORRETAS:
a) III e V
b) I e II
c) IV e V
d) III e IV
e) I e III

3. (VALOR 10) Leia abaixo o fragmento da carta do poeta Eugenio de Castro a Pinheiro Chagas.

“Livro [Oaristos] de revolta, feit com alma ardente e mocidade viva, pendão vermelho de
combate contra a sensaboria , contra a chateza da poesia do meu tempo. […] Livro novo,
diferente de todos os livros, abrindo um caminho, achando uma solução, dizendo coisas novas
por processos novos”.
Eugenio Pinheiro em carta a Pinheiro Chagas

O livro em questão foi um importate marco para o simbolismo português e traz ecos de algumas
características do movimento. Considerando o fragmento acima, comente sobre a obra do autor
e as características deste simbolismo.
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4. (VALOR 5) UEL-PR Nas duas primeiras décadas de nosso século, as obras de Euclides da Cunha
e de Lima Barreto, tão diferentes entre si, tem como elemento comum:
a) a intenção de retratar o Brasil de modo otimista e idealizante.
b) a adoção da linguagem coloquial das camadas populares do sertão.
c) a expressão de aspectos até então negligenciados da realidade brasileira.
d) a prática de um experimentalismo linguistico radical.
e) o estilo conservador do antigo regionalismo romântico.

5. (VALOR 5) O pré-modernismo abarca uma gama de obras que, nas primeiras décadas do
século XX, problematiza a realidade social e cultural brasileira. Sobre este contexto, é
INCORRETO afirmar:
a) Euclides da Cunha deteve seu olhar na matéria e nos determinismos raciais.
b) Escritores como Lima Barreto, Graça Aranha e Euclides da cunha moveram as águas paradas
da belle époque.
c) A obra de Lima Barreto possui um socialismo maximalista, emotivo nas raízes e penetrante
nas análises.
d) Graça Aranha expressa um espírito antipassadista e premonitória da revolução literária dos
anos 20 e 30.
e) Os escritores da semana de 22 traziam ideias estéticas originais em relação às Últimas
correntes literárias.

6. (VALOR 10) O romance social de Lima Barreto está imbricado na realidade pré-modernista da
arte literária brasileira. Leia o fragmento abaixo de Triste Fim de Policarpo Quaresma, de 1911:

“O tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura.


Uma decepção. E a agricultura? Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam
os livros. Outra decepção. E, quando o seu patriotismo se fizera combatente, o que achara?
Decepções. Onde estava a doçura da nossa gente? Pois ele não a viu combater como feras? Pois
não a via matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma
série, melhor, um encadeamento de decepções.”
A pátria que quisera ter era um mito; um fantasma criado por le no silêncio de seu
gabinete.”
BARRETO, L. Triste fim de Policarpo Quaresma. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br

Há uma forte crítica apresentada nesse fragmento, comente sobre ela:


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7. (VALOR 5) UFPE Os movimentos culturais do final do século XIX e das primeiras décadas do
século XX dialogavam com as mudanças que ocorriam na sociedade, com a afirmação do modo
de produção capitalista e com as novas formas de pensar e de sentir o mundo. Com o
modernismo e as vanguardas artísticas, houve mudanças importantes, pois
a) ( ) o dadaísmo procurou radicalizar nas suas propostas, criticando os valores estabelecidos,
com destaque para a obra de artistas como Marcel Duchamp.
b) ( ) o surrealismo trouxe a exploração do inconsciente, presente na pintura do espanhol
Salvador Dalí e na obra literária do francês André Breton.
c) ( ) com obras que causaram impacto, houve um rompimento frente aos modelos clássicos
que adotavam regras e limites oara o artista.
d) ( ) O Cubismo foi o movimento que mais explorou o subjetivismo, demonstrando intensa
preocupação com o sofrimento humano.

a) V – V - V - V
b) V – V – V – F
c) V – V – F – F
d) V – F – V – V

8. (VALOR 5) Leia o fragmento do poema abaixo:


Pegue um jornal.
Pegue uma tesoura.
Escolha no jornal um artigo com o comprimento que pensa dar ao seu poema.
Recorte o artigo.
Depois, recorte cuidadosamente todas as palavras que formam o artigo e meta-as num saco.
Agite suavemente.
[…]
Tristan Tzara

O poema-manifesto se refere à confecção de poesia dentro de qual movimento vanguardista?


a) Dadaísta
b) Futurista
c) Surrealista
d) Cubista
e) Expressionista

9. (VALOR 10) O movimento modernista no Brasil esteve profundamente relacionado às


Vanguardas Europeias diante do contexto de inovação artística. Leia atentamente os dois textos
abaixo, que estão relacionados entre si, e, em seguida, escreva um pequeno comentário
comparando suas características.

Texto I

Salvador Dali diante de seu quadro A persistencia da memória.

Texto II
Por causa de Jandira

O mundo começava nos seios de Jandira

Depois surgiram peças da criação:


Surgiram os cabelos para cobrir o corpo,
(Às vezes o braço esquerdo desaparecia no caos.)
E surgiram os olhos para vigiar o resto do corpo.
E surgiram sereias da garganta de Jandira:
O ar inteirinho ficou rodeado de sons
Mais palpaveis do que pássaros.
E as antenas das mãos de Jandira
Captavam objetos animados, inanimados.
Dominavam a rosa, o peixe, a máquina.
E os mortos acordavam nos caminhos visíveis do ar
Quando Jandira penteava a cabeleira….
[…]

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10. (VALOR 5) UNIFESP Considere os frgmentos a seguir:


Texto I

Ao longo do sereno
Tejo, suave e brando,
Num vale de altas árvores sombrio.
Estava o triste Almeno
Suspiros espalhando
Ao vento, e doces lágrimas ao rio.
Luis de Camões. Ao longo do sereno

Texto II

Bailemos nós ia todas três, ay irmanas,


So aqueste ramo destas auelanas
E quen for louçana, como nós, louçanas,
Se amigo amar,
So aqueste ramo destas auelanas uerrá baylar.
Aires Nunes. In: Aires Nunes, J.J., Crestomatia arcaica

Texto III

Tão cedo passa tudo quanto passa!


Morre tão jovem ante os deuses quanto
Morre! Tudo é tão pouco!
Nada se sabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala. O mais é nada.
Fernando Pessoa. Obra poética.

Texto IV

Os privilégios que os Reis


Não podem dar, pode Amor.
Que faz qualquer amador
Livre das humanas leis.
Mortes e guerras crueis,
Ferro, frio, fogo e neve,
Tudo sofre quem o serve.
Luis de Camões. Obra Completa.

Texto V

As minhas grandes saudades


São do que nunca enlacei.
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que nunca sonhei!...
Mário de Sá-Carneiro. Poesias.

Assinale a alternativa que contém textos de autoria de poetas do Modernismo português.


a) I e V
b) II e III
c) III e IV
d) III e V
e) IV e V

11. (VALOR 10) Vunesp-1999

Texto 1 - A E I O U
Manhã de primavera. Quem não pensa
Em doce amor, e quem não amará?
Começa a vida. A luz do céu é imensa...
A adolescência é toda sonhos. A.

O luar erra nas almas. Continua


O mesmo sonho de oiro, a mesma fé.
Olhos que vemos sob a luz da lua...
A mocidade é toda lírios. E.

Descamba o sol nas púrpuras do ocaso.


As rosas morrem. Como é triste aqui!
O fado incerto, os vendavais do acaso...
Marulha o pranto pelas faces. I.

A noite tomba. O outono chega. As flores


Penderam murchas. Tudo, tudo é pó.
Não mais beijos de amor, não mais amores...
Ó sons de sinos a finados! O.
Abre-se a cova. Lutulenta e lenta,
A morte vem. Consoladora és tu!
Sudários rotos na mansão poeirenta...
Crânios e tíbias de defunto. U.
in: GUIMARAENS, Alphonsus de. Obra Completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1960, p. 506.

No poema A E I O U, as vogais que encerram cada uma das cinco estrofes são utilizadas não
apenas para efeito de rima, mas para assumir valores simbólicos em relação às fases da vida do
homem descritas em cada estrofe. Releia o poema e, a seguir, aponte:
a) O valor simbólico que A e U apresentam, respectivamente, na primeira e na última estrofes.

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b) Uma característica da poética do Simbolismo que explique esse efeito buscado e obtido pelo
poeta.
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12. (VALOR 10) UNIFESP-2007

Durante os lazeres burocráticos, estudou, mas estudou a Pátria, nas suas riquezas
naturais, na sua história, na sua geografia, na sua literatura e na sua política. Quaresma sabia as
espécies de minerais, vegetais e animais que o Brasil continha; sabia o valor do ouro, dos
diamantes exportados por Minas, as guerras holandesas, as batalhas do Paraguai, as nascentes
e o curso de todos os rios. (...) Havia um ano a esta parte que se dedicava ao tupi-guarani. Todas
as manhãs, antes que a “Aurora com seus dedos rosados abrisse caminho ao louro Febo”, ele se
atracava até ao almoço com o Montoya, Arte y diccionario de la lengua guarani ó más bien tupi,
e estudava o jargão caboclo com afinco e paixão. Na repartição, os pequenos empregados,
amanuenses e escreventes, tendo notícia desse seu estudo do idioma tupiniquim, deram não se
sabe por que em chamá-lo – Ubirajara. Certa vez, o escrevente Azevedo, ao assinar o ponto,
distraído, sem reparar quem lhe estava às costas, disse em tom chocarreiro: “Você já viu que
hoje o Ubirajara está tardando?” Quaresma era considerado no Arsenal: a sua idade, a sua
ilustração, a modéstia e honestidade do seu viver impunham-no ao respeito de todos. Sentindo
que a alcunha lhe era dirigida, não perdeu a dignidade, não prorrompeu em doestos e insultos.
Endireitou- se, consertou o seu pince-nez, levantou o dedo indicador no ar e respondeu: —
Senhor Azevedo, não seja leviano. Não queira levar ao ridículo aqueles que trabalham em
silêncio, para a grandeza e a emancipação da Pátria. Vocabulário: amanuenses: escreventes;
doestos: injúrias.
(Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto)

Examine a frase: Havia um ano a esta parte que se dedicava ao tupi-guarani.


No conjunto da obra, que relação há entre nacionalismo e o estudo de tupi-guarani?
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13. (VALOR 5) Sobre a Revista Orpheu:


I. ( ) Deu nome à primeira geração do Modernismo em Portugal, o Orfismo.
II. ( ) Publicada pela primeira vez em março de 1915, teve duração efêmera.
III. ( ) Fundada por Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, Luís d Montalvor
e Ronald Carvalho.
IV. ( ) Na revista difundia-se ideias como a recuperação dos modelos clássicos de literatura.
V. ( ) Apresentava uma crítica ferrenha ao Futurismo e ao Cubismo com tom passadista.

Estão INCORRETAS:
a) I e II
b) III e IV
c) IV e V
d) I e V
e) II, IV e V

14. (VALOR 10) A eclosão da Primeira Guerra Mundial trouxe grande instabilidade à sociedade
portuguesa nos idos de 1914, ao lado disso, havia também uma grande euforia diante da
Revolução Industrial. Leia o fragmento do poema Ode triunfal, de Álvaro de Campos e relacione-
o ao contexto histórico Modernista Português.

À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica


Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.

Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!


Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
Em fúria fora e dentro de mim,
Por todos os meus nervos dissecados fora,
Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!
Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
De vos ouvir demasiadamente de perto,
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso
De expressão de todas as minhas sensações,
Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!
[…]

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