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TÉCNICA DE SENTENÇA CÍVEL

CP I C

ADMINISTRATIVO – CONCURSO PÚBLICO – MANDADO DE SEGURANÇA –


CANDIDATO REPROVADO EM EXAME SOCIAL

31/08/17
ESTRUTURA
RELATÓRIO

FUNDAMENTAÇÃO

DISPOSITIVO
IMPORTANTE
VISTOS, ETC?

EMENTA?

ADIANTAMENTO DA CONCLUSÃO?

FUNDAMENTAÇÃO NO DISPOSITIVO?

TRANSITADA EM JULGADO DÊ-SE BAIXA E ARQUIVEM-SE?


RELATÓRIO - MS
PARTES, PROCEDIMENTO E PEDIDO
CAUSA DE PEDIR
LIMINAR
INFORMAÇÕES
MANIFESTAÇÃO DO MP
OUTRAS QUESTÕES RELEVANTES
RITO DO MS – LEI 12.016/09
Art. 7o Ao despachar a inicial, o juiz ordenará:
I - que se notifique o coator do conteúdo da petição inicial, enviando-lhe a segunda via
apresentada com as cópias dos documentos, a fim de que, no prazo de 10 (dez) dias,
preste as informações;
II - que se dê ciência do feito ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica
interessada, enviando-lhe cópia da inicial sem documentos, para que, querendo,
ingresse no feito;

(...)

Art. 12. Findo o prazo a que se refere o inciso I do caput do art. 7o desta Lei, o juiz
ouvirá o representante do Ministério Público, que opinará, dentro do prazo
improrrogável de 10 (dez) dias.
Parágrafo único. Com ou sem o parecer do Ministério Público, os autos serão
conclusos ao juiz, para a decisão, a qual deverá ser necessariamente proferida em 30
(trinta) dias.
FUNDAMENTAÇÃO
- PRELIMINARES

COMPETÊNCIA, SUSPEIÇÃO E IMPEDIMENTO; PARTES CAPAZES; PEDIDO CERTO E


DETERMINADO; NOVIDADE; CITAÇÃO VÁLIDA E REGULAR; LEGITIMIDADE; INTERESSE;
(CONDIÇÕES/PRESSUPOSTOS ESPECÍFICOS).

- PREJUDICIAIS

PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA
INCONSTITUCIONALIDADE

- MÉRITO

PM pm – Conclusão
Impugnações (fracas/fortes; parciais/totais)
DISPOSITIVO
ISTO POSTO/ ANTE O EXPOSTO

JULGO PROCEDENTE/IMPROCEDENTE/PARCIALMENTE PROCEDENTE (art. 487 do CPC) OU


EXTINTO (art. 485 do CPC) O PEDIDO e DENEGO (OBS: ART. 6º, § 5º LMS – SEM RESOLUÇÃO DO
MÉRITO) OU CONCEDO A SEGURANÇA/ORDEM)

PARA DECLARAR/(DES)CONSTITUIR/DETERMINAR OU CONDENAR

CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS (início e índice/percentual);

VERBAS SUCUMBENCIAIS (DESPESAS E HONORÁRIOS)

MP; OUTRAS PROVIDÊNCIAS (ofícios, alvarás, mandados de pagamento, intimações)

REEXAME NECESSÁRIO

P.I
LOCAL, DATA, ASSINATURA
CASO CONCRETO - PRELIMINARES

1 – COMPETÊNCIA

2 – INTERESSE (ADEQUAÇÃO)? - DIREITO LÍQUIDO E


CERTO
COMPETÊNCIA

LEI Nº 6956 DE 13 DE JANEIRO DE 2015.

Seção VII
Dos Juízos de Direito de Fazenda Pública

Art. 44 Compete aos juízes de direito em matéria de interesse da Fazenda Pública processar e julgar:
I - causas de interesse do estado e de município, ou de suas autarquias, empresas públicas e fundações
públicas;
II - mandados de segurança quando a autoridade coatora for estadual ou municipal, excetuadas as hipóteses
de competência originária do Tribunal de Justiça;
III - habeas data, quando o órgão ou entidade depositária da informação for estadual ou municipal, excetuadas
as hipóteses de competência originária do Tribunal de Justiça;
IV - mandado de injunção, quando a responsabilidade pela regulamentação do direito for de órgão estadual ou
municipal, excetuadas as hipóteses de competência originária do Tribunal de Justiça;
V - ações de improbidade administrativa e populares que envolvam, direta ou indiretamente, qualquer dos
entes referidos no inciso I, além das sociedades de economia mista vinculadas ao estado e a município, bem
como as ações civis públicas, ressalvado em relação a estas a competência das varas especializadas;
VI - causas em que for parte instituição de previdência social federal e cujo objeto for benefício de natureza
pecuniária, quando o segurado ou beneficiário tiver domicílio na Comarca e esta não for sede de Vara Federal;
VII - justificações previdenciárias e assistenciais relativas a servidores municipais e estaduais;
VIII - processar e cumprir as precatórias pertinentes à matéria de sua competência.
DIREITO LÍQUIDO E CERTO

1. O mandado de segurança, posto não admitir dilação probatória, reclama


a prova preconstituída do direito líquido e certo. Precedente: MS 26.552-
AgR-AgR, Rel. Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, Dje 16/10/2009.
2. O direito líquido e certo, na visão da doutrina, resta assim caracterizado:
“Como se vê, o conceito de direito líquido e certo é tipicamente processual,
pois atende ao modo de ser de um direito subjetivo no processo: a
circunstância de um determinado direito subjetivo realmente existir não lhe dá
a caracterização de liquidez e certeza; está só lhe é atribuída se os fatos em
que se fundar puderem ser provados de forma incontestável, certa, no
processo. E isto normalmente se dá quando a prova for documental, pois esta
é adequada a uma demonstração imediata e segura dos fatos.” (Celso Agrícola
Barbi in Do Mandado de Segurança, Forense, 9ª Edição, p. 53)(...) (STF; MIN.
LUIZ FUX)
OBS: PRAZO DECADENCIAL DE IMPETRAÇÃO

1 - ART. 23 LMS – 120 DIAS

2 - TERMO INICIAL:

ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO.


EXCLUSÃO. PRAZO DECADENCIAL. 1. A jurisprudência do STJ se firmou no
sentido de que o termo inicial para contagem do prazo decadencial para a
impetração do Mandado de Segurança é o ato administrativo, de efeitos
concretos, que determina a exclusão do candidato do certame, ainda que a
causa de pedir envolva questionamento de critério editalício. Precedentes do
STJ. 2. Recurso Ordinário provido (RMS 34496/SP; Ministro HERMAN
BENJAMIN; DJe 12/09/2013)

3 - DECADÊNCIA QUE ATINGE A RELAÇÃO PROCESSUAL E NÃO O


DIREITO MATERIAL – VIA COMUM
CASO CONCRETO - MÉRITO
PEDIDO

1 - INVALIDAÇÃO (ANULAÇÃO) DO ATO ADMINISTRATIVO

CAUSA DE PEDIR

1 – PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA

2 – AUSÊNCIA DE MÁ FÉ NA OMISSÃO DE INFORMAÇÕES

3 – ÊXITO NA PROVA ESCRITA

TESES DEFENSIVAS

1 – SEPARAÇÃO DE PODERES – AUTORIDADE DA BANCA EXAMINADORA

2 – CONDUTA SOCIAL INCOMPATÍVEL COM O CARGO/FUNÇÃO


MÉRITO

SEPARAÇÃO DE PODERES – AUTORIDADE DA BANCA

O controle judicial sobre os atos da Administração é exclusivamente de legalidade.


Significa dizer que o Judiciário tem o poder de confrontar qualquer ato administrativo
com a lei ou com a Constituição e verificar se há ou não compatibilidade normativa
(...)
O que é vedado ao Judiciário, como corretamente têm decidido os Tribunais, é apreciar
o que se denomina normalmente de mérito administrativo, vale dizer, a ele é interditado
o poder de reavaliar critérios de conveniência e oportunidade dos atos, que são
privativos do administrador público.

MANUAL DE DIREITO ADMINISTRATIVO; JOSÉ DOS SANTOS CARVALHO FILHO;


28ª ED. (G.N)
MÉRITO

QUESTÃO PRINCIPAL

(...) 4. É firme a Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do


Superior Tribunal de Justiça no sentido de que, em não havendo
sentença condenatória transitada em julgado, a eliminação de
candidato a cargo público, ainda na fase de investigação social do
certame, por alegada ação penal ou inquérito policial, viola o princípio
da presunção de inocência (...) (TJ/RJ, APELAÇÃO CÍVEL Nº
0249496-21.2014.8.19.0001; RELATOR: DES. JUAREZ FERNANDES
FOLHES).

OBS: Mesmo contexto fático (3 crimes) + renúncia ao direito de


representação (inexistência de denúncia)
MÉRITO

“(...) Consigne-se que a legalidade da fase do estudo social é reconhecida em virtude da necessidade
de avaliar se o candidato tem o perfil indicado para atuar na área de segurança pública. Como
assinalado pela Procuradoria de Justiça (fls. 192/195), a investigação não se limita a aferir a vida
pregressa do candidato quanto às infrações penais que eventualmente tenha praticado, mas também
a sua conduta moral e social no decorrer da vida, objetivando conhecer o padrão de
comportamento do candidato à carreira policial, em razão das peculiaridades do cargo, que
exige retidão, lisura e probidade do agente público. Em que pese a previsão editalícia, a exigência
de que o candidato não esteja respondendo a inquérito policial como simples requisito para
prosseguir no concurso, não está em conformidade com o ordenamento jurídico vigente na medida
em que afronta o princípio constitucional de presunção de inocência, não sendo legítima, assim, a
exclusão de candidato do concurso pelo simples fato de figurar como autor de fato típico em
ocorrência policial que, como também afirmou a Procuradoria de Justiça, de acordo com pesquisa
realizada no site desse Tribunal de Justiça, não deu origem sequer a processo penal. Destarte, o ato
administrativo que excluiu o apelante do certame se mostra ilegal, pois não se pode inferir, de fato, do
conjunto probatório carreado aos autos, que o recorrente tenha praticado qualquer ato incompatível
com a honorabilidade e o pundonor do Policial Militar (...) (TJ/RJ; REL: Des(a). MARIO ASSIS
GONÇALVES - Julgamento: 26/10/2016 - TERCEIRA CÂMARA CÍVEL).
OBSERVAÇÃO

ADMINISTRATIVO. CONCURSO PARA DELEGADO DE POLÍCIA. FASE DE


INVESTIGAÇÃO SOCIAL. CANDIDATA DENUNCIADA PELA PRÁTICA DOS CRIMES
DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA E DE CORRUPÇÃO ATIVA. O Superior Tribunal de
Justiça tem inúmeros precedentes no sentido de que o candidato indiciado em inquérito
policial ou condenado em sentença penal sem trânsito em julgado não pode ser
eliminado do concurso público com base nessas circunstâncias. Essa jurisprudência
pode justificar-se a respeito de cargos públicos de menor envergadura, v.g., o de agente
penitenciário, precisamente a situação examinada no precedente de que trata o RMS
32.657, RO, relator o Ministro Arnaldo Esteves Lima (DJe, 14.10.2010). Outra, no
entanto, deve ser a solução quando se cuida daqueles cargos públicos cujos ocupantes
agem stricto sensu em nome do Estado, incluído nesse rol o cargo de Delegado de
Polícia. O acesso ao Cargo de Delegado de Polícia de alguém que responde ação
penal pela prática dos crimes de formação de quadrilha e de corrupção ativa
compromete uma das mais importantes instituições do Estado, e não pode ser tolerado.
Recurso ordinário desprovido (RMS 43172/MT; Ministro ARI PARGENDLER; DJe
22/11/2013).
OMISSÃO DE INFORMAÇÕES - CONTROVÉRSIA
“(...) É de se notar que, embora se tenha indeferido a concessão do efeito suspensivo sob o fundamento de dever
prevalecer o princípio constitucional da presunção de inocência, assiste razão ao recorrente. Isso porque a
eliminação do recorrido do certame do concurso público não foi apenas pela existência de “registro de
ocorrência (...)” em que foi apontado como autor de lesão corporal, mas também pela omissão de tal
informação no preenchimento de seu inventário pessoal (...) (TJ/RJ; AI 0029704-63.2017.8.19.0000; RELATOR:
DESEMBARGADOR ALEXANDRE FREITAS CÂMARA)

XXXXXXXX

(...) Ressalte-se que, analisando a certidão de reprovação do candidato (índice 000165 – fls. 185), verifica-se que o
motivo da reprovação foi a omissão da existência de dois Registros de Ocorrência: o de nº (...) onde o candidato
figurava como autor do fato do crime de lesão corporal provocada por socos, tapas e pontapés (art. 129 do CP), bem
como o de nº (...) pelo crime de ameaça (art. 147 do CP). Ocorre que com relação a estes feitos, ambos foram
arquivados em face da retratação expressa das vítimas ao direito de representação, conforme se verifica às fls.
160 – índice 000164. De fato, ainda que haja previsão no Edital do concurso, conforme alegado pelo Estado do
Rio de Janeiro, é firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que não havendo
sentença condenatória transitada em julgado, a eliminação de candidato a cargo público, ainda na fase de
investigação social do certame, por ter sido verificada a existência de inquérito ou ação penal, viola o
princípio da presunção de inocência (TJ/RJ; APELAÇÃO CÍVEL Nº 0001376-66.2014.8.19.0053 ; RELATOR:
DESEMBARGADOR JUAREZ FERNANDES FOLHES).
OMISSÃO DE INFORMAÇÕES - CONTROVÉRSIA
DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. PMERJ.
INVESTIGAÇÃO SOCIAL. CANDIDATO QUE OMITE INFORMAÇÕES RELEVANTES NO PREENCHIMENTO DO INVENTÁRIO
SOCIAL. VULNERAÇÃO À EXPRESSA REGRA DO EDITAL. QUEBRA DO DEVER DE LEALDADE COM ADMINISTRAÇÃO.
ELIMINAÇÃO DO CERTAME. PRESUNÇÃO DE LEGALIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO. Ao inscrever-se no concurso, o
impetrante se submeteu às regras do edital, a elas aderindo expressamente. É lícita a eliminação de candidato em concurso público
para a Polícia Militar com base em investigação social, desde que prevista na lei e no edital do concurso. No caso dos autos, o
impetrante foi reprovado no exame social em virtude de ter omitido informações importantes ao preencher seu inventário
pessoal. Omissão que possui relevância visto que demonstra falta de lealdade e transparência para com a comissão
examinadora do concurso, além de não atender aos requisitos do edital. Violação do item 5.11.2 do certame. Escorreita e legal
decisão da instituição ao considerar o candidato inapto para o cargo de soldado da PMERJ. A análise do Poder Judiciário está adstrita
ao exame da legalidade das normas previstas no edital e dos atos praticados na realização do certame. Presunção de legalidade do
ato impugnado que não restou afastada. Recurso provido para reformar a sentença e denegar a segurança, considerando válido o ato
administrativo impugnado. Liminar revogada. (TJ/RJ; APCÍVEL 0112435-21.2014.8.19.0001; RELATOR: Des(a). LINDOLPHO MORAIS
MARINHO - Julgamento: 01/08/2017 - DÉCIMA SEXTA CÂMARA CÍVEL)

XXXXXXXX

APELAÇÃO CÍVEL. Ação pelo procedimento comum ordinário com pedido declaratório de nulidade de ato administrativo. Reprovação
de candidato na etapa denominada exame social do concurso para o Curso de Formação para Soldado da PMERJ. Reprovação
motivada na alegada omissão de existência de registros de ocorrência pelo candidato, que, contudo, não geraram
condenações. Eliminação que atinge frontalmente os princípios constitucionais da legalidade e presunção de inocência,
estando de encontro com os critérios da razoabilidade e proporcionalidade. Ausência de ofensa ao princípio da separação dos
poderes, visto que não caracterizada qualquer invasão do mérito administrativo pelo Poder Judiciário, eis que limitado ao exame da
legalidade, essa violada na espécie. Honorários advocatícios de sucumbência corretamente fixados na sentença, conforme artigo 20, §
4º, do Código de Processo Civil de 1973, aplicável à época do julgado. Sentença de procedência mantida. Precedentes. RECURSO A
QUE SE NEGA PROVIMENTO (TJ/RJ; APCÍVEL 0008911-87.2014.8.19.0007; RELATORA Des(a). PATRÍCIA RIBEIRO SERRA
VIEIRA - Julgamento: 28/06/2017 - DÉCIMA CÂMARA CÍVEL).
OMISSÃO DE INFORMAÇÕES

“A jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de que a omissão em prestar informações,


conforme demandado por edital, na fase de investigação social ou de sindicância da vida
pregressa, enseja a eliminação de candidato do concurso público. Precedentes: AgRg no RMS
34.719/MS, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 23.11.2011; RMS 20.465/RO, Rel.
Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe 13.12.2010; e RMS 32.330/BA, Rel. Ministro Castro Meira,
Segunda Turma, DJe 1º.12.2010”.

ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO


EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. CARGO DE ESCRIVÃO DA POLÍCIA
CIVIL DO ESTADO DA BAHIA. OMISSÃO DE PRESTAR INFORMAÇÕES SOBRE A EXISTÊNCIA
DE INQUÉRITO POLICIAL E PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR NA FASE DE
INVESTIGAÇÃO SOCIAL. EXCLUSÃO DO CERTAME. LEGALIDADE. 1. Não é ilegal o ato de
exclusão de candidato de concurso público para escrivão de polícia civil, quando se constata a
omissão de informações a respeito da existência de inquérito policial e processo
administrativo disciplinar na fase de investigação social. A respeito: AgRg na MC 22.840/RJ, Rel.
Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe 19/08/2014; AgRg no RMS 38.868/MT, Rel. Ministro
Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 14/04/2014; AgRg no RMS 34.719/MS, Rel. Ministro
Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 23/11/2011; RMS 32.330/BA, Rel. Ministro Castro Meira,
Segunda Turma, DJe 01/12/2010. 2. Agravo regimental não provido." (AgRg no RMS 46.453/BA, Rel.
Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 23/06/2015, DJe 04/08/2015.)
OMISSÃO DE INFORMAÇÕES

PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM


MANDADO DE SEGURANÇA. ARGUMENTOS INSUFICIENTES PARA DESCONSTITUIR A
DECISÃO ATACADA. CONCURSO PÚBLICO. POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SANTA
CATARINA. QUESTIONÁRIO DE INVESTIGAÇÃO SOCIAL. PREVISÃO EDITALÍCIA. USO DE
SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE PELO CANDIDATO. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE POR
TRANSAÇÃO PENAL. INFORMAÇÃO RELEVANTE OMITIDA. EXCLUSÃO DO CERTAME.
LEGALIDADE. DIREITO LÍQUIDO E CERTO NÃO CARACTERIZADO.

I - Esta Corte tem entendimento consolidado segundo o qual é legal o ato de exclusão de candidato
de concurso público quando existir omissão de informações sobre seus antecedentes criminais, bem
como inquéritos policiais, na fase do certame em que se verifica a investigação social do candidato. II
- No caso concreto, é importante frisar que o Impetrante não foi eliminado do certame em virtude
de conduta desabonadora, mas, sim, pelo fato de ter silenciado sobre informação relevante
quando legalmente instado a fazê-lo, deixando de atender obrigação imposta a todos os
participantes do concurso. (...) (AgRg no RMS 39.700/SC, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA,
PRIMEIRA TURMA, julgado em 01/10/2015, DJe 08/10/2015)
QUESTÕES ESPECÍFICAS - MS

REEXAME NECESSÁRIO

LMS Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação.


§ 1o Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau
de jurisdição.

HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA

LMS Art. 25. Não cabem, no processo de mandado de segurança, a interposição de


embargos infringentes e a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios, sem
prejuízo da aplicação de sanções no caso de litigância de má-fé.
DESPESAS PROCESSUAIS
DESPESAS PROCESSUAIS (art. 84, CPC; art. 10, Lei estadual 3.350/99; Justiça Federal - Lei
9.289/96)

Lei 3.350/99

Art. 17 - São isentos do pagamento de custas judiciais:


IX - a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios, os Territórios Federais e as respectivas
autarquias e fundações públicas de direito público, exceto quanto aos valores devidos a peritos,
arbitradores e intérpretes;
§ 1º - A isenção prevista neste artigo não dispensa as pessoas de direito público interno,
quando vencidas, de reembolsarem a parte vencedora das custas e demais despesas que
efetivamente tiverem suportado.