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Geradores de Sinais

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  Geradores de Altas Tensões
(parte 3 ­ Fontes AT diversas)
 

Prof. Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br 

   
De F a I, em preparo de formatação ... 01/07/2011 ­ Grato, Léo

A ­ Ionizador de ar ambiente (multiplicador de tensão) 
B ­ Alta tensão com dimmer e bobina de ignição
C ­ Eliminador de insetos
D ­ Inversor para lâmpada fluorescente
E­ AT com reator de lâmpada compacta ­ Plasma e Chifre Elétrico
F ­ Precipitador eletrostático
G ­ Cerca elétrica
H ­ Motores eletrostáticos
I ­ Laboratório de eletrostática do autor

A ­ Ionizadores de ar ambiente
Há várias boas hipóteses científicas que apontam para melhor bem estar de pessoas sujeitas à presença
de  íons  negativos  no  ar  de  seu  ambiente.  Assim,  para  os  experimentadores  ligados  ao  ramo,
apresentamos aqui alguns diagramas de ionizadores de ar ambiente.

Ionizador em cascata ­ projeto 1
O projeto está baseado em multiplicadores de tensão (veja Multiplicadores de tensão na abertura desse
trabalho  intitulado  Geradores  de  Altas  Tensões).  Tal  projeto,  portanto,  implica  na  montagem  de  um
multiplicador de tensão capaz de geral, no terminal de saída, um potencial elétrico de cerca de 1000 Vcc,
em relação à terra.
Circuito Elétrico e Componentes:
Os capacitores devem ser de poliéster com tensão de trabalho de 450 Vcc para tensão de alimentação de
117  Vac  e  600  Vcc  para  alimentação  de  220  Vac.  A  verificação  de  funcionamento  pode  ser  efetuada
mediante uso de uma pequena lâmpada néon dotada de um resistor de resistência 4M7 colocado em um
de seus terminais; o outro terminal da lâmpada, tocando a agulha de coser, deverá acende­la. O conjunto
todo  pode  ser  colocado  dentro  de  uma  pequena  caixa  plástica,  ficando  apenas  alguns  milímetros  da
agulha para fora. O consumo de energia elétrica é irrisório.

Ionizador transistorizado ­ projeto 2
Tal  projeto  está  baseado  em  oscilador  transistorizado  acionando  bobina  de  ignição  ou  flyback,  com
retificador  à  diodo  de  alta  tensão.  Os  transistores  utilizados,  todos  de  fácil  obtenção,  são  NPN;  três  de
baixa potência (BC548) e um de média potência (BD135) ­­ todos admitem equivalentes.
Circuito Elétrico e Componentes:

Componentes: 
Q1 = Q2 = Q3 = BC548; Q4 = BD135; R1 = R2 = 22 k; R3 = R4 = 1 k; R5 = 3k3; R6 = 100 ohms; R7 = 4k7; D1 = D2 = 1N914;
D3 = TV18 (diodo de alta tensão usado em televisores branco e preto); T1 = bobina de ignição ou flyback de TV branco e
preto.

Notas: 
(1)  Optando  pelo  uso  do  flyback  para  TV  branco  e  preto,  deve­se  enrolar  na  perna  livre  do  núcleo  de
ferrite,  para  funcionar  como  primário,  de  15  a  30  espiras  de  fio  de  cobre  esmaltado  ou  encapado,  de
diâmetro cerca de 0,5 mm. Experimentar ... cada 1 cm de comprimento de faísca (contra um terminal de
terra) equivale a cerca de 10 kV de tensão de saída.
(2)  O  terminal  positivo  do  diodo  de  alta  tensão  (D3)  é  ligado  diretamente  ao  terminal  de  alta  tensão  do
flyback ou bobina de ignição automotiva.

Ionizador dimmerizado ­ projeto 3
Este projeto alimentado diretamente pela rede elétrica local (117 ou 220 Vac), comporta a técnica 'dimmer'
para  acionar  uma  bobina  de  ignição  automotiva  ou  um  flyback  adaptado,  para  gerar  a  alta  tensão  de
ionização do ar ambiente. O 'coração' de um dimmer é um TRIAC ou um SCR; aqui foi utilizado o SCR
MCR106.
Circuito Elétrico e Componentes:

Componentes: SCR1  =  MCR106;  C1  =  8  a  16  µF;  D1  =  1N4007;  D2  =  TV18  (diodo  de  alta  tensão  de
antigos TV); R1 = 220 k; R2 = 1 k ou 2k2; R3 = 1M5; R4 = potenciômetro de 4M7; NE1 = NE2 = lâmpada
néon  comum  de  rabicho;  T1  =  bobina  de  ignição  automotiva  ou  flyback  branco  e  preto,  com  15  ou  30
espiras de fio de cobre esmaltado ou encapado de 1 mm.

B ­ Alta tensão com dimmer e bobina de ignição automotiva
Pode­se obter uma boa alta tensão (acima de 30 kVAC) com a combinação de três componentes de fácil
obtenção  e  ...  nenhuma  solda!  Os  três  componentes  são:  1  dimmer  de  luz  comercial  (para  lâmpadas
incandescentes  de  quartos,  ventiladores,  etc.,  disponível  em  qualquer  loja  de  material  elétrico),  um
capacitor de poliester de 3 µF x 250 V (servem esses usados para partida de ventiladores com motor de
indução) e uma bobina de ignição automotiva (disponível na sucata de muitas oficinas 'autoelétricas').
Circuito Elétrico e Componentes:
Esses três componentes são associados em série e, aos extremos desta associação, aplica­se a  tensão
elétrica  proveniente  da  rede  domiciliar  de  117/220  Vac  (depende  do  dimmer  adquirido,  ou  melhor,
depende da rede elétrica local e do TRIAC posto no dimmer).
Abaixo  mostramos  os  componentes  citados  que  tiveram,  como  base,  uma  placa  de  acrílico  e  pés  de
borracha.

E alguns detalhes desta montagem:

Projeto do dimmer caseiro
Todavia, o interessante da coisa, não é comprar o dimmer já pronto ... e sim construí­lo! A seguir
mostramos o circuito de um dimmer básico e sua aplicação como parte de um gerador de alta tensão,
como descrito acima.
Circuito Elétrico e Componentes:
E detalhes da montagem:

Este esquema de dimmer básico que apresentamos é o modelo amplamente disponível em lojas de
material elétrico. É o modelo típico para a rede domiciliar de 117 VAC para controle da luminosidade de
lâmpadas incandescentes desde 30 W até algumas centenas de watts, dependendo do triac utilizado. A
intenção deste artigo que lhes apresento não é entrar no mérito do funcionamento dos dimmers e sim
como utilizá­lo para gerar altas tensões AC em altas frequências.
Com esta montagem, como gerador de alta tensão, consegui faíscas abundantes com 3 cm de
comprimento.

Cuidado! Não esqueça que a montagem está diretamente ligada à rede elétrica; todo cuidado é pouco.
Além disso, mesmo após desligar o circuito, o capacitor de 3 µF continua carregado e pode possibilitar um
belo choque! Para prevenir isto, foi colocado em paralelo com tal capacitor de poliester um resistor de 150
k, 1/4 W (veja sobre o capacitor nas 3 primeiras fotos).

C ­ Eliminador de insetos
Você já deve ter visto aquele aparelho com uma luz arroxeada e ouvido um ocasional (ou constante) Tléc!
Tléc! Tléc! Se ouvir atentamente, você poderá até captar os gritos dos infelizes insetos no momento em
que são eletrocutados pela descarga de capacitores carregados com cerca de 600 V!

A  versão  High­Tech  desses  eliminadores  de  insetos  compõe­se  essencialmente  de  uma  fonte  de
alimentação de alta tensão com baixa corrente, uma lâmpada (normalmente) fluorescente que serve para
atrair essas indesejáveis criaturas voadoras (e/ou vetores de doenças) e uma grade ou tela adequada que
recebe esta alta tensão.
A versão Low­Tech usa apenas um pequeno ventilador para dirigir os insetos para uma bandeja contendo
água, a partir da qual eles são demasiadamente estúpidos ao tentarem escapar ... a tensão superficial da
água não permitirá isso!
Todavia,  esses  dispositivos  não  são  seletivos  e  liquidam  tanto  os  insetos  amigáveis,  úteis,  como  as
pragas indesejáveis.
Apresentaremos duas versões (eu, particularmente, uso a primeira delas, tanto em casa (interno e horta),
como no Rancho dos Ventos (meu sossego à beira do Rio Pardo).

Circuito típico ­ projeto 1
Este é o circuito que adoto, cujo construção é bastante simples. A montagem requer:

1 base de madeira (pesada; usei uma de ponta de terça de peroba ­­ resto de construção de telhado ­­ de 10 x
10 x 4,5 cm). Esta base tem um furo na lateral e outro no centro, que se cruzam dentro do bloco; serve para
passar o cabo paralelo de alimentação AC do circuito.
1 soquete comum (normalmente usado para lâmpada incandescente)
1 lâmpada compacta negra de 117V x 21 W
20 m de fio de alumínio nu (sem capa ou esmalte) de diâmetro entre 0,5 e 0,8 mm
1 resistor de 10 k x 1/2 W
2 diodos retificadores 1N4007
2 capacitores de poliéster de 1µF x 250 V
1 conector Sindall de 5 seções
4 varetas de madeira dura de diâmetro 6 mm e comprimento 23 cm.
Circuito Elétrico e Componentes:

LCN ­ Lâmpada compacta negra 117V/21W
D1, D2 ­ 1N4007
C1, C2 ­ 1 µF x 250 Vcc

As  varetas,  com  dentes  espaçados  de  3  a  4  mm  (só  na  região  onde  fica  a  parte  ativa  da  lâmpada
compacta negra), são espetados nos 4 furos na base e suportam o enrolamento dos dois fios de alumínio.
Cada fio de alumínio é ligado na fonte de alta tensão (circuito dobrador de tensão) nos pontos M1 e M2.
Os fios são enrolados de modo que o fio positivo (M1) e o fio negativo (M2) fiquem lado a lado (basta ir
enrolando M1  pulando um dente em cada vareta e depois enrolar M2 nos dentes livres).
 

Para fazer o denteado espaçador nas varetas, usei um tubo branco corrugado (cabo plástico flexível de
ligação de torneiras), cortei cerca de 13 cm de comprimento e depois cortei 4 tiras longitudinais de 3 mm
de  largura  cada  uma.  Essas  tiras  foram  coladas  com  cola  epoxi  nas  varetas.  As  grades  formam  hélice
cilíndrica duplas, com passo de 3 a 4 mm. Uma hélice ligada em M1 e a outra em M2. Eis algumas fotos
colhidas lá no Rancho dos Ventos (sobre a mesa do baralho, notebook e Ipad ­­­ he  he  he , ninguém é
de ferro!):
 
Recomendo,  pois  funciona  mesmo!  Um  pincel  macio  é  o  mais  indicado  para  limpeza  dos  fios  mas,
cuidado  ...  mesmo  depois  de  desligado  o  capacitor  continua  carregado;  mantenha  longe  do  alcance  de
crianças. 
Ah!  Em  tempo.  O  fio  de  alumínio  pode  ser  obtido  em  lojas  de  bijuterias;  pena  que,  em  geral,  vem
recoberto de um esmalte colorido, o qual deve ser retirado. Não tenho outras fontes de indicação para a
compra  deste  fio;  se  alguém  o  souber  favor  comunicar­me  e  coloco  aqui  tal  indicação.  Como  último
recurso, tal fio poderá ser substituído por arame galvanizado fino (coisa de 0,6 mm de diâmetro) ­­­ este é
fácil de encontrar em lojas de ferragens (por 'quilo').

Oba! Retificando o texto acima ... quinta ­ 21/07/2011 ... descobri a fonte para o fio de alumínio: fio para
cerca elétrica de 0,5 mm! Comprei um rolo fechado por R$ 50,00 ... não tem marca alguma, indicação de
espessura,  etc.  Problema  do  fio  resolvido!  Agora  falta  resolver  o  problema  do  suporte  para  a  bobina
eletrificada ... a solução do tubo canelado, cortado em tiras, não me agradou.

Circuito quadruplicador ­ projeto 2
Trata­se tão somente de uma linha quadruplicadora de tensão. R1 e R2 fornecem corrente limitante, caso
alguém entre em contato com as grades. As grades podem ser do tipo hélice cilíndrica dupla, como a do
projeto 1, ou haste retilíneas de arame galvanizado colocadas paralelamente (distanciadas de 4 mm) e
interligadas alternadamente; uma associação na saída positiva AT e a outra na negativa.
As lâmpadas indicadas na ilustração, L1 e/ou L2 admitem as seguintes variações:
1­ lâmpadas incandescentes roxas ( uma ou duas) de 5 a 10 W e seus soquetes;
2­ lâmpadas compactas negras de 21 W (as recomendadas);
3­ lâmpadas fluorescentes azul, necessita starter/reator e seus soquetes. 
 
O dispositivo pode ser adaptado para 'insetos tamanho jumbo' ou mesmo pequenos roedores; para tanto,
basta substituir os capacitores de poliéster para outros de valores maiores (1 a 3 µF).

As  grades  (fios  ou  hastes)  metálicas  devem  ser  postas  ao  redor  da  lâmpada,  com  os  devidos  suportes
isolantes.

D ­ Inversor eficiente para lâmpadas fluorescentes de 20/40 W ­ projeto 1
Seja bem vindo o progresso com as caras lâmpadas fluorescentes compactas mas, que não acertaram no
gol  é  um  fato.  Sua  iluminação  é  precária,  não  permitem  uma  leitura  com  luz  adequada  ou  mesmo  uma
área  de  trabalho  devidamente  iluminada.  Têm  suas  restrições  de  uso.  Ainda  perdem,  de  longe,  para  os
longos tubos fluorescentes de 40 W; uma fonte extensa de luz.
Este projeto pretende mostrar o uso da baixa tensão (12 Vcc), alimentando um inversor que, por sua vez,
alimenta uma lâmpada de 40 W (ou duas em série de 20 W), com brilho adequado aos nossos trabalhos
que requerem boa iluminação. O bom hobbysta pode começar montando apenas o inversor sem controle
de brilho (esquema 1) e depois, num requinte, acrescentar o controle de brilho (esquema 2).

Circuito Elétrico e Componentes:

O primeiro trabalho será a construção do transformador de núcleo aberto, usando um bastão de ferrite de
8 cm de comprimento e diâmetro 10 mm (pode ser aproveitado da bobina de antena de um antigo rádio
transistorizado).  O  enrolamento  se  fará  em  três  etapas:  enrolamento  primário  com  58  espiras  de  fio  de
cobre esmaltado de diâmetro 0,61 mm, enrolamento de realimentação (feedback) com  13 espiras de fio
de cobre esmaltado de diâmetro 0,28 mm e enrolamento secundário de 450 espiras (feito em 3 camadas
de  150  espiras  cada)  de  fio  de  cobre  esmaltado  de  diâmetro  0,28  mm.  Todas  as  camadas  e  o  próprio
bastão de ferrite devem ter uma cobertura de papel encerrado. Todos os enrolamentos devem ser feitos
no mesmo sentido, marcando cuidadosamente o início e o fim de cada um deles; isto será importante para
o ajuste de fase da realimentação ligada à base do transistor de potência. Ilustramos:
Layout

Inversor eficiente multiuso ­ projeto 2
Este é realmente um inversor  para vários usos. Tal circuito pode ser usado, por exemplo, para alimentar
uma lâmpada estroboscópica, uma lâmpada de flash fotográfico, uma lâmpada fluorescente, etc. Com os
valores fornecidos, irá gerar mais de 400 Vcc a partir de uma fonte de alimentação de 12 V e carregar um
capacitor de 200 µF x 300V em menos de 5 segundos.

Circuito Elétrico e Componentes:
C1 = 1µF x 100 V, poliéster; R1 = 4k7 x 1 W; D1 = 1N4007; D2 = 1N4948 x 1,2 kV (rápido); R2 = 1k x 1 W; C2 =
300  µF  x  450  V;  T1  =  primário  6,3  V  ­  0  ­  6,3  V  x  2,5  A,  secundário  117  V  (transformador  de  filamento  às
avessas); Q1 = 2N3055 + dissipador.

Notas:
1. A parte física da construção pode seguir várias formas; CI, placa padrão, minibox, conectores Sindall,
etc. Verificar se as conexões de saída estão bem isoladas.
2. C1 deve ser do tipo não polarizado; não é eletrolítico. Poliéster é a recomendação.
3. D1  fornece  um  caminho  de  retorno  para  a  base  e  impede  significativa tensão inversa na junção B­E.
Qualquer diodo para 1A ou maior servirá.
4.  C2  é  posto  para  o  armazenamento  de  energia  para  o  caso  de  aplicações  em  estroboscopia  (flash).
Remover  D2  e  C2  para  uso  com  lâmpadas  fluorescentes  ou  outras  aplicações  que  requerem  tensão
alternada da ordem dos 400 Vac.
5.  D2  dever  um  de  alta  velocidade  (recuperação  rápida).  Para  testes,  um  1N4007  deve  funcionar
suficientemente bem. R2 limita os picos de corrente através de D2.
6.  A  polaridade  de  entrada  em  relação  à  saída  é  importante.  Selecione  para  máxima  tensão  de  saída,
invertendo os fios de saída pretos (primário funcionando como secundário).
7.  Para  operação  contínua  a  colocação  de  um  bom  dissipador  de  calor  no  transistor  Q1  (2N3055  ou
equivalente  NPN,  com  Vceo    >  80,  Ic  >  2A  e  Hfe  >  15)  é  indispensável.  Se  usar  transistor  tipo  PNP,
inverter as polaridades da fonte de alimentação e D1; inverta os fios de saída CC.
8.  Os  componentes  nunca  são  iguais  quer  entre  si  quer  com  aqueles  indicados  na  montagem.  O  meu
transformador T1 não será igual ao seu transformador T1. Assim, algumas experiências com os valores
dos componentes poderá melhorar o desempenho de sua montagem. Esta é a melhor parte de qualquer
projeto!
9. Ao testar, use uma fonte de alimentação variável (indispensável numa bancada!) para que você tenha
uma  idéia  de  quanta  tensão  de  saída  é  produzida  para  cada  tensão  de  entrada.  Os  valores  dos
componentes  não  são  críticos,  mas  seus  comportamentos  são  afetados  sob  diferentes  tensões  de
entrada/saída e cargas distintas; tais condições afetam R1 e C1 (e o ganho de seu específico transistor). 
10.  ATENÇÃO:  A  alta  tensão  de  saída  é  perigosa,  mesmo  sem  capacitor  de  armazenamento;  com  um
deles, pode ser letal! Tome as devidas precauções.

E­ A.T. com reator de lâmpada compacta ­ Plasma e Chifre Elétrico
A lâmpada fluorescente compacta, com seu reator eletrônico posto na própria base da lâmpada também é
alvo de 'transformações' nas mãos dos hobbystas e curiosos da eletrônica. Seu reator fornece os mais de
800  V  (em  alta  frequência)  que  podem  ser  aplicados  em  lâmpadas  de  plasma,  chifre  elétrico,  fonte  AT
para ensaios em eletrostática, etc.

Lâmpadas: Fluorescência versus incandescência
Incandescência é o processo de conversão de energia térmica em energia luminosa ­­ de calor para luz ­­,
que exige a existência de um filamento em alta temperatura (cerca de 1900 ºC). Esta conversão é muito
simples (é direta, efeito Joule), mas as desvantagens são que apenas 5% da energia elétrica consumida
pela  lâmpada  é  utilizada  para  gerar  luz  (95%  é  desperdiçada  em  forma  de  calor)  e  o  tempo  de  vida  é
limitado a cerca de 2 000 horas.
Fluorescência é o processo de conversão da radiação ultravioleta (UV) para luz visível. Os elétrons fluem
através  da  lâmpada  e  colidem  com  átomos  de  mercúrio,  produzindo  fótons  de  luz  UV.  Estes  fótons
incidem no revestimento de fósforo no interior do tubo de vidro e geram a luz visível.
Este  processo  de  conversão  de  dois  estágios  é  muito  mais  eficiente  do  que  o  processo  da  lâmpada
incandescente,  resultando  em  25%  da  energia  elétrica  consumida  para  gerar  luz  visível,  com
temperaturas mais baixa (cerca de 40 ºC) e maior durabilidade (10 000 horas). A carga de tais lâmpadas
compactas é resistiva, mas o reator eletrônico que é conectado entre a rede local AC e a lâmpada, para
controlar sua corrente, é uma carga capacitiva.
Uma lâmpada fluorescente  compacta (LFC) inclui a base de rosca Edison e sua caixa plástica, o reator
eletrônico  e  a  lâmpada  fluorescente  em  forma  de  espiral  compacta  (ou  outra  forma  compacta).  Eis  um
visual:
 

Apesar  de  ineficientes  para  leituras  e  trabalhos  de  escritórios,  além  de  mais  caras,  as  lâmpadas
fluorescentes compactas têm alguns méritos se comparadas às clássicas lâmpadas fluorescentes de tubo
longo. Apresentam menor consumo de energia elétrica (ao redor dos 80%) e têm vida útil de 5 a 15 vezes
maior. Normalmente tais lâmpadas estão disponíveis nas seguintes 'temperaturas de cor':

Branco quente ­ 2700 K
Branco frio       ­ 4000 K
Luz do dia        ­ 6000 K

K  (maiúsculo),  leia­se  kelvin  (sim,  com  k  minúsculo,  pois  é  unidade  de  medida  escrita  por  extenso  ­­­
conforme exige o Sistema Internacional de Unidades ­­­ SI) é a unidade de temperatura absoluta no SI.
Na maioria das aplicações de iluminação, dá­se preferência ao 'branco quente', pois está mais perto do
tubo clássico e se mostra mais agradável às pessoas.

A lâmpada fluorescente compacta usa tubo com gás sob baixa pressão, assim como os tubos clássicos e
a técnica de transformar energia elétrica em energia luminosa também é a mesma. Tais tubos apresentam
em ambas as extremidades dois filamentos (eletrodos) revestidos com bário. Os catodos alcançam altas
temperaturas (coisa dos 900 ºC) e liberam elétrons que são acelerados pela alta tensão entre os eletrodos
e  chocam­se  com  os  átomos  de  argônio  e  mercúrio.  Disso  resulta  plasma  de  baixa  temperatura.  O
mercúrio  passa  a  irradiar  energia  em  forma  de  luz  UV.  A  face  interna  de  tais  tubos,  revestidas  com
polímeros fotoluminescentes, convertem esta luz UV que recebem em luz visível.
O tubo é alimentado por corrente alternada, de modo que a função dos eletrodos fica alternando entre os
estados de anodo e catodo. Devido à frequência utilizada nesta alternância ser muito alta (bem acima da
persistência retiniana), as lâmpadas compactas não 'piscam', em comparação com as lâmpadas clássicas
de tubo. O  conversor chaveado das compactas está inserido dentro do invólucro na base (de rosca) da
própria lâmpada e substitui o reator e 'starter'. 
Vou  colocar  aqui  o  esquema  típico  de  algumas  fluorescentes  clássicas,  ainda  em  uso  por  este  mundo
afora!
Circuito Elétrico e Componentes:

Antes  de  entrar  nestas  transformações  que  daremos  a  tais  reatores,  vejamos  algumas  linhas
esclarecedoras sobre eles; para tanto vamos nos utilizar de um esquema elétrico típico facilmente colhido
na WWW. Optei pela LUXAR 220Vx11W, usando o MJE13003 e outro, usando o BUV46A:
Circuito Elétrico e Componentes:
 
Pinceladas de funcionamento
O circuito da Luxar 11W mostra, na entrada, o setor de alimentação que inclui supressor de interferência
(L2),  fusível  (F1),  ponte  retificadora  (4  x  1N4007)  e  capacitor  eletrolítico  de  filtragem  (C4).  O  setor  de
'partida'  inclui  D1,  C2,  R6  e  DIACs  D2  e  D3;  R1  e  R3  são  resistores  de  proteção.  As  demais  partes
apresentam suas funções normais de operação .
R6, C2 e DIAC produzem o primeiro pulso na base do transistor Q2 e determinam seu desbloqueio. Após
este  início  esta  seção  é  bloqueada  pelo  diodo  D1.  Depois  do  desbloqueio  de  Q2,  este  descarrega  C2;
deste modo não sobra potencial para o DIAC conduzir. A seguir são excitados os transistores ligados ao
pequeno  transformador  TR1.  Este  transformador  tem  por  núcleo  um  anel  de  ferrite,  com  três
enrolamentos.  A  seguir  os  filamentos  são  alimentados  através  de  C3  ao  mesmo  tempo  que  se  eleva  a
tensão no circuito ressonante da L1, TR1, C3 e C6.
MJE13003 ==> possíveis substitutos: BD127, BD128, BD129, 2SC2611, 2SC2482. Com outro invólucro:
MJE13007.

Para  os  técnicos  e  experts  da  eletrônica  que  queiram  por  a  mão  na  massa  e  consertar  tais  reatores
eletrônicos, eis alguns circuitos de referência:
 
 Chifre elétrico
A  alta  tensão  gerada  na  saída  deste  reator  é  suficiente  para  acionar  quer  um  flyback  ou  mesmo  uma
bobina de ignição automotiva. As varetas do chifre elétrico podem ser substituídas por uma lâmpada de
plasma ou por simples lâmpada incandescente (mesmo queimada) para se obter os eflúvios elétricos.

Circuito Elétrico e Componentes:

 
 

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