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Conjunção
Conjunção é uma das classes de palavras definidas pela gramática geral. As conjunções são palavras
invariáveis que servem para conectar orações ou dois termos de mesma função sintática, estabelecendo entre
eles uma relação de dependência ou de simples coordenação. Já as locuções conjuntivas são um conjunto de
palavras que exercem a função de conjunção em um enunciado.
São exemplos de conjunções:
Portanto, logo, pois, como, mas, e, embora, porque, entretanto, nem, quando, ora, que, porém, todavia,
quer, contudo, seja, conforme.
São chamados de conjunções "essenciais" aqueles elementos que atuam sempre como
conjunção: e, nem, mas, porém, todavia, contudo, entretanto, ou, pois, porque, portanto, se, ora, apesar e c
omo.
As conjunções e as locuções conjuntivas podem ser classificadas em dois grandes
grupos: coordenativas e subordinativas.

Coordenativas
As conjunções coordenadas ligam duas orações do mesmo nível sintático, ou dois elementos de mesma
função dentro de um enunciado.
Copulativas ou Aditivas
As copulativas ou aditivas estabelecem uma relação de ligação entre duas orações expressando uma
ideia de adição, soma ou acréscimo] (ex.: e, nem, mas também, como também, além de (disso, disto,
aquilo), tanto... quanto, bem como, ademais, outrossim).
Fabio jogou bola e descansou.
Agrediu a outro e foi agredido.
Adversativas
As adversativas ligam duas orações ou palavras, expressando ideia de oposição, bem como de contraste
ou compensação entre as unidades ligadas. Também pode gerar um sentido de consequência a algo dito
anteriormente (ex.: mas, apesar, porém, todavia, entretanto, mesmo assim, no entanto, senão, não
obstante, contudo, etc).
Obs.: antes das conjunções adversativas a vírgula é obrigatória.
Eu corri muito, mas não alcancei o ônibus.
Ele era artilheiro do time, todavia não marcou nenhum gol no campeonato.
Disjuntivas
As disjuntivas ou alternativas ligam orações ou palavras, expressando ideia de alternância ou escolha,
indicando fatos que se realizam separadamente (ex.: ou, ou...ou, ora, já...já, quer... quer, seja... seja,
talvez... talvez, não... nem).
Ora a criança chora, ora a criança ri.
"Quer você queira ou não, eu vou trabalhar."
Conclusivas
As conclusivas ligam a oração anterior a uma oração que expressa ideia de conclusão ou consequência.
Servem para dar conclusões às orações (ex.: logo, por isso, pois (depois do verbo), portanto, por
conseguinte, assim, enfim, por fim, consequentemente, de modo que, por consequência, então, destarte,
dessarte).
Não estudou, logo não passou na prova.
Explicativas
As explicativas ligam a oração anterior a uma oração que a explica, que justifica a ideia nela contida.
Expressam a relação de explicação, razão ou motivo (ex.: que, porque, porquanto, pois, por isso (anteposta
ao verbo), já que, visto que, como).
Feche a porta, que está chovendo.
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Subordinativas
As conjunções subordinativas ligam uma oração de nível sintático inferior (oração subordinada) a uma de nível
sintático superior (oração principal). Uma vez que uma oração é um membro sintático de outra, esta oração
pode exercer funções diversas, correspondendo um tipo específico de conjunção para cada uma delas. Um
período formado por conjunções subordinadas que não contém as tais conjunções é chamado de: oração
principal.
Integrantes
Introduzem uma oração (chamada de substantiva) que pode funcionar como sujeito, objeto direto, predicativo,
aposto, agente da passiva, objeto indireto, complemento nominal (nos três últimos casos pode haver uma
preposição anteposta à conjunção) de outra oração. As conjunções subordinativas integrantes são que e se.
Quando o verbo exprime uma certeza, usa-se que; quando não, usa-se "se".
Afirmo que estudei.
Não sei se fizeram ou se farão.
Espero que a ajuda não demore.
Uma forma de identificar o se e o que como conjunções integrantes é substituí-los por "isso", "isto" ou "aquilo".
Afirmo que estudei. (afirmo isto)
Não sei se fizeram ou se farão. (não sei isto)
Espero que a ajuda não demore. (espero isto)
As adverbiais podem ser classificadas de acordo com o valor semântico que possuem.
Causal
Estabelece, na frase, uma relação de causa e consequência entre dois ou mais fatos mencionados
(ex.: : porque, pois, porquanto, como, pois que, por isso que, já que, uma vez que, visto que, visto como, que,
na medida em que).
Foi para lá pois estava doente.
Não fomos à festa porque tínhamos de estudar.
Como o calor estava forte, pusemo-nos a andar pelo passeio público.
Como o frio era grande, aproximaram-se da lareira.
Comparativa
Iniciam uma oração que contém o segundo membro de uma comparação (ex.: que, mais/menos (do) que, (tal)
qual, (tão/tanto) quanto, como, assim como, bem como, como se, que nem).
Indica comparação entre dois membros.
Era mais azul do que é agora.
Levantou-se como se estivesse indo à maratona.
Esse doce estava pior que o outro que acabou.
Concessiva
Inicia uma oração subordinada em que se admite um fato contrário à ação proposta pela oração principal,
mas incapaz de impedi-la (ex.: (muito) embora, ainda que, ainda quando. se bem que, mesmo que, mesmo
quando, posto que, apesar de que, por mais que, nem que, conquanto, malgrado, não obstante, inobstante, em
que pese)
Apesar de não terem pegado ônibus, vi-os chegando ao destino.
Estava cansado, embora tenha chegado ao destino.
Condicional
Iniciam uma oração subordinada em que se indica uma hipótese ou uma condição necessária para que seja
realizado ou não o fato principal (ex.: se, caso, quando, contanto que, salvo se, sem que, dado que, desde que,
a menos que, a não ser que, uma vez que).
Seria mais poeta, a menos que fosse político.
Caso estivesse por perto, nada disso teria acontecido.
Não sairia sem que dormisse antes.
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Ele poderia sair, contanto que terminasse a tarefa.


Ficou decidido que seria ao ar livre exceto se chovesse.
Conformativa
Inicia uma oração subordinada em que se exprime a conformidade de um pensamento com o da oração
principal (ex.: conforme, como, segundo, consoante, de acordo com (todas elas com mesmo valor de
conforme).
Deve-se seguir a instrução de montagem conforme o manual do aparelho.
Tal foi a conclusão de Aires, segundo se lê no Memorial. (Machado de Assis)
Consecutiva
Iniciam uma oração na qual se indica a consequência (ex.: que (precedido de tal, tanto, tão, tamanho, de forma
que, de modo que, de sorte que, de maneira que, que = equivalendo a sem que).
Tamanho foi seu susto que quase infartou.
Falou tanto na reunião que ficou rouco.
Proporcional
Iniciam uma oração subordinada em que se menciona um fato realizado ou para realizar-se simultaneamente
com o da oração principal (ex.: à medida que, à proporção que, ao passo que, enquanto, quanto mais... mais,
tanto mais... mais)
À proporção que nos elevávamos, elevava-se igualmente o dia nos ares.
Tudo isso vou escrevendo enquanto entramos no Ano Novo.
O preço do leite aumenta à medida que esse alimento falta no mercado.
Temporal
Iniciam uma oração subordinada indicadora de circunstância de tempo (ex.: logo que, quando, enquanto, até
que, antes que, depois que, assim que, sempre que, apenas, mal, cada vez que, desde quando, desde que,
todas as vezes que, senão quando, ao tempo que).
Custas a vir e, quando vens, não demora.
Ela sorriu, quando me viu.
Implicou comigo assim que me viu.
Final
Funcionam como adjunto adverbial de finalidade. Introduzem uma oração que expressa a finalidade ou o
objetivo com que se realiza a principal. (ex: a fim de que, para que, que, porque = para que).
Toque o sinal para que todos entrem no salão.
Aproxime-se a fim de que possamos vê-lo melhor.

Observações gerais
Uma conjunção é na maioria das vezes precedida ou sucedida por uma vírgula (",") e muito raramente é
sucedida por um ponto ("."). Seguem alguns exemplos de frases com as conjunções marcadas em negrito:
Aquele é um bom aluno, portanto deverá ser aprovado.
Meu pai ora me trata bem, ora me trata mal.
Gosto de comer chocolate, mas sei que o excesso me faz mal.
Marcelo pediu que fôssemos alegres para a festa.
João subiu e desceu a escada.
Quando a banda deu seu acorde final, os organizadores deram início aos jogos.
Em geral, cada categoria tem uma conjunção típica. Assim é que, para classificar uma conjunção ou locução
conjuntiva, é preciso que ela seja substituível, sem mudar o sentido do período, pela conjunção típica. Por
exemplo, o "que" somente será conjunção coordenativa aditiva, se for substituível pela conjunção típica "e".
Dize-me com quem andas, que eu te direi quem és.
Dize-me com quem andas, e eu te direi quem és.
As conjunções alternativas caracterizam-se pela repetição, exceto "ou", cujo primeiro elemento pode ficar
subentendido.
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As adversativas, exceto "mas", podem aparecer deslocadas. Neste caso, a substituição pelo tipo (conjunção
típica) só é possível se forem devolvidas ao início da oração.
A diferença entre as conjunções coordenativas explicativas e as subordinativas causais é o verbo: se este
estiver no imperativo, a conjunção será coordenativa explicativa: "Fecha a janela, porque faz frio."
O "que" e o "se" serão integrantes se a oração por eles iniciada responder à pergunta "O que…?", formulada
com o verbo da oração anterior. Veja o exemplo:
Não sei se morre de amor (o que não sei? Se morre de amor.)
O uso da conjunção "pois" pode a ser classificada em:

 explicativa, quando a conjunção estiver antes do verbo;


 conclusiva, quando a conjunção estiver depois do verbo;
 causal, quando a conjunção puder ser substituída por "uma vez que".
O uso da conjunção "porque" pode a ser classificada em:

 explicativa, quando o verbo estiver no imperativo;


 causal, quando indicar um fato;
 final, quando a conjunção puder ser substituída por "para que"