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COMEÇANDO DO ZERO

Administração Financeira e Orçamentária


Wilson Araújo

COMEÇANDO NECESSIDADES
DO ZERO PÚBLICAS

Aspectos Introdutórios

INTRODUÇÃO

ESTADO

A necessidade do homem em conviver


socialmente explica a origem da formação do
Estado, para tal houve por bem se estabelecer
regras de conduta a fim de garantir o Direito. MEIOS PARA MANUTENÇÃO DO ESTADO
SURGIMENTO DO ESTADO ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO – AFE
A lógica da formação do Estado tem como “É A PROCURA DE MEIOS PARA
fundamento a necessidade de convivência SATISFAZER ÀS NECESSIDADES
social em comum. PÚBLICAS”
CONCEITO (Alberto Deodato)
DO ESTADO
Aliomar Baleeiro em sua obra “Uma introdução
O Estado é a sociedade humana juridicamente à ciência das finanças” assevera que a
organizada, dentro de um território, com um Atividade Financeira do Estado consiste em:
governo, para realização de determinado fim. • OBTER recursos: Receitas Públicas;
• CRIAR o crédito público:
FINALIDADE Endividamento Público;
• GERIR E PLANEJAR a aplicação dos
Genericamente, pode-se dizer que a finalidade recursos: Orçamento Público;
do Estado é a realização do bem comum. • DESPENDER recursos: Despesa
Pública

FUNÇÕES

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NÍVEIS DE PLANEJAMENTO

O Direito Financeiro estuda e disciplina MODELO CONSTITUCIONAL BRASILEIRO


juridicamente a atividade financeira do Estado,
envolvendo as receitas públicas, as despesas
públicas, os créditos públicos e o orçamento
público.

O Direito Tributário tem por objeto a disciplina


jurídica de uma das modalidades da receita
pública – o Tributo.

PLANEJAMENTO
ORÇAMENTÁRIO

SISTEMA ORÇAMENTÁRIO BRASILEIRO

Atualmente, o processo de integração


planejamento-orçamento acabou por tornar o
orçamento necessariamente MULTI-
DOCUMENTAL, em virtude da aprovação, por
leis diferentes, de vários documentos (Plano
Plurianual - PPA, Lei de Diretrizes
Orçamentárias - LDO e Lei Orçamentária Anual
- LOA).

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VISÃO
JURÍDICO-LEGAL
Hely Lopes Meirelles

Na Administração Pública, não há liberdade


pessoal.
Enquanto na Administração Particular é lícito
fazer tudo que a lei não proíbe, na
Administração Pública só é permitido fazer o
que a lei autoriza.

(Hely Lopes Meirelles)

COMPETÊNCIA LEGISLATIVA
O MUNICÍPIO E O DF

CONSTITUIÇÃO FEDERAL /88


Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao
Distrito Federal legislar concorrentemente
sobre:
I - direito tributário, FINANCEIRO,
penitenciário, econômico e urbanístico;

O MUNICÍPIO E O DIREITO FINANCEIRO

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§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a


competência da União limitar-se-á a
estabelecer NORMAS GERAIS.

CF/88

Seção II
DOS ORÇAMENTOS COMPETÊNCIA EM MATÉRIA
ARTIGOS 165 a 169 ORÇAMENTÁRIA
4.320/64
Art. 1º Esta lei estatui normas gerais de direito
financeiro para elaboração e controle dos
orçamentos e balanços da União, dos Estados,
dos Municípios e do Distrito Federal, de acordo
com o disposto no artigo 5, inciso XV, letra b,
da Constituição Federal.

LRF
101/00

CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1o Esta Lei Complementar estabelece


normas de finanças públicas voltadas para a PRIVATIVA
responsabilidade na gestão fiscal, com amparo
no Capítulo II do Título VI da Constituição. Art. 84. Compete privativamente ao Presidente
da República:
§ 2º - A competência da União para legislar
sobre normas gerais não exclui a competência XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano
suplementar dos Estados. plurianual, o projeto de lei de diretrizes
orçamentárias e as propostas de orçamento
§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas previstos nesta Constituição;
gerais, os Estados exercerão a competência
legislativa plena, para atender a suas Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo
peculiaridades. estabelecerão:

§ 4º - A superveniência de lei federal sobre I - o plano plurianual;


normas gerais suspende a eficácia da lei II - as diretrizes orçamentárias;
estadual, no que lhe for contrário. III - os orçamentos anuais.

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CRIME DE RESPONSABILIDADE com aplicação a um número indeterminado de


situações futuras.
Art. 85. São crimes de responsabilidade os
atos do Presidente da República que atentem
contra a Constituição Federal e, especialmente,
contra:
VI - a lei orçamentária;

Atenção!

Apesar do comando constitucional mencionar


competência privativa, existe entendimento do
Supremo Tribunal Federal que essa
competência é exclusiva e vinculada.
Ou seja, compete somente ao Presidente da
República encaminhar os projetos de lei de
orçamento e ainda dentro dos prazos
estabelecidos na CF ao Poder Legislativo.
Se um membro do Congresso Nacional,
Senador ou Deputado, caso tomasse a
iniciativa de encaminhar um ou todos os
projetos de lei acarretaria uma
inconstitucionalidade formal.

RESPONSABILIDADE DO CN

Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a


sanção do Presidente da República, não
exigida esta para o especificado nos arts. 49,
51 e 52, dispor sobre todas as matérias de
competência da União, especialmente sobre:
II - plano plurianual, diretrizes orçamentárias,
orçamento anual, operações de crédito, dívida
pública e emissões de curso forçado;

NATUREZA JURÍDICA DO ORÇAMENTO

SENTIDO FORMAL

Lei em sentido formal representa todo ato


normativo emanado de um órgão com
competência legislativa, sendo o conteúdo
irrelevante. O STF pode exercer o controle abstrato de
constitucionalidade de normas orçamentárias?
SENTIDO MATERIAL
O STF deve exercer sua função precípua de
Lei em sentido material corresponde a todo ato fiscalização da constitucionalidade das leis e
normativo, emanado por órgão do Estado, dos atos normativos quando houver um tema
mesmo que não incumbido da função ou uma controvérsia constitucional, suscitada
Legislativa. O importante agora é o conteúdo, em abstrato, independentemente do caráter
que define qualquer conjunto de normas geral ou específico, concreto ou abstrato de
dotadas de abstração e generalidade, ou seja, seu objeto.

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Aspectos das Leis Orçamentárias

FUNÇÕES DO ORÇAMENTO

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EXERCÍCIO FINANCEIRO
LEI 4.320/64

PPA

PPA :
SESSÃO LEGISLATIVA 2004-2007
CF/88

Art. 57. O Congresso Nacional reunir-se-á,


anualmente, na Capital Federal, de 2 de
fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22
de dezembro.

LEIS ORÇAMENTÁRIAS PPA :


2008-2011
MODELO CONSTITUCIONAL BRASILEIRO

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METODOLOGIA DO PPA

PROGRAMAS
O Plano foi construído a partir da dimensão
estratégica definida pelo governo e organizado
à luz dos cenários econômico, social, ambiental
e regional. A partir daí foram concebidos os
Programas, que, no modelo de administração
tradicional, respondem pela dimensão tática do
PPA.

Estabelece normas para a elaboração e


execução do Plano Plurianual e dos
Orçamentos da União, e dá outras
providências.

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Art. 1o Para elaboração e execução do Plano


Plurianual 2000-2003 e dos Orçamentos da
União, a partir do exercício financeiro do ano
de 2000, toda ação finalística do Governo
Federal ...

DEVERÁ SER ESTRUTURADA EM


PROGRAMAS orientados para a consecução
dos objetivos estratégicos definidos para o
período do Plano.

PROGRAMAS
FEDERAIS

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INTEGRAÇÃO PLANEJAMENTO
X ORÇAMENTO
PPA
DILMA

PRINCÍPIOS
DO PPA
2012-2015
Os programas aparecem tanto no PPA quanto
no Orçamento, e são, portanto, o elo de
INTEGRAÇÃO entre esses dois instrumentos
de planejamento.

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PROGRAMAS
DO PPA
2008-2011

Dimensões do Plano

PROGRAMAS
DO PPA
2012-2015

PROGRAMAS DO PPA
2012-2015

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OBJETIVO 1

Melhorar as condições socioeconômicas das


famílias pobres e, sobretudo, extremamente
pobres, por meio de transferência direta de
renda.
Retrata no Plano Plurianual a agenda de
META DO OBJETIVO 1
governo organizada pelos Temas das Políticas
Públicas e orienta a ação governamental.
• Incluir 800 mil famílias em extrema
pobreza no Bolsa Família.
Com a finalidade de criar condições para que o
PPA estabeleça relações mais adequadas com
INICIATIVA DO OBJETIVO 1
todos os insumos necessários à viabilização
das políticas, os Programas Temáticos do PPA
• Transferência de Renda às famílias em
2012-2015 estão organizados em Objetivos
condição de pobreza e extrema
que, por sua vez, são detalhados em Metas e
pobreza.
Iniciativas.
OBJETIVO 2

Reforçar o acesso aos direitos sociais básicos


nas áreas de Saúde, Educação e
Assistência Social, para ruptura do ciclo
intergeracional de pobreza.

META DO OBJETIVO 2

· Aumentar o acompanhamento do acesso das


famílias beneficiárias do PBF ao sistema
educacional, considerando as especificidades
dos povos indígenas e comunidades
quilombolas.
EXEMPLOS
INICIATIVA DO OBJETIVO 2

Acompanhamento das condicionalidades de


saúde e educação e monitoramento das
famílias com descumprimentos do PBF,
oferecendo diagnóstico qualificado e dinâmico
da situação dessas famílias e implementação
de ações, em parceria, de aperfeiçoamento na
oferta desses serviços, bem como articulação
de programas complementares

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Orçamento, a fim de respeitar as diferenças


estruturais entre eles. A sobreposição anterior
confundia o PPA com o Orçamento à medida
que mantinha níveis idênticos de agregação
entre os instrumentos.

São instrumentos do Plano que classificam um


conjunto de ações destinadas ao apoio, à
gestão e à manutenção da atuação
governamental, bem como as ações não
tratadas nos Programas Temáticos por meio de
suas Iniciativas.

Os Programas de Gestão, Manutenção e


Serviços ao Estado contemplam despesas
destinadas ao apoio e à manutenção da ação
governamental ou, ainda, àquelas não tratadas
nos Programas Temáticos. De forma geral,
cada Ministério tem um único programa dessa
natureza.

EXEMPLOS

ATENÇÃO

Outra inovação no PPA é a inexistência do


detalhamento das Ações, que agora constam
apenas dos Orçamentos. A alteração visa a
garantir uma distinção entre Plano e

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Art. 165, § 1º:


..., as diretrizes, objetivos e metas da
administração pública federal...

DOM

Art. 165, § 1º:


A lei que instituir o Plano Plurianual
estabelecerá, de forma regionalizada, ...

REGIONALIZADA Art. 4º O PPA 2012-2015 terá como diretrizes:


I – a redução das desigualdades sociais e
regionais;
II – a ampliação da participação social;
III – a promoção da sustentabilidade ambiental;
IV – a valorização da diversidade cultural e
identidade nacional;
V - a excelência na gestão para garantir o
provimento de bens e serviços; e
VI – a garantia da soberania nacional.

Objetivos

Metas
Metas
Físicas

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ADCT

ADCT
Art. 35.
§ 2º - Até a entrada em vigor da lei
complementar a que se refere o art. 165, § 9º, I
e II, serão obedecidas as seguintes normas:

CF/88
Art. 165, § 9º - Cabe à lei complementar:
I - dispor sobre o exercício financeiro, a
vigência, os prazos, a elaboração e a
organização do plano plurianual, da lei de
Art. 165, § 1º: diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária
anual;
A lei que instituir o Plano Plurianual II - estabelecer normas de gestão financeira e
estabelecerá, de forma regionalizada, as patrimonial da administração direta e indireta,
diretrizes, objetivos e metas da administração bem como condições para a instituição e
pública federal para as despesas de capital e funcionamento de fundos.
outras delas decorrentes e para as relativas
aos programas de duração continuada. ADCT
art. 35 § 2º; ADCT:
I - O projeto do plano plurianual, para vigência
até o final do primeiro exercício financeiro do
mandato presidencial subseqüente, será
encaminhado até quatro meses antes do
encerramento do primeiro exercício financeiro e
devolvido para sanção até o encerramento da
sessão legislativa;

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Art. 35 § 2º; ADCT:


I – ..., será encaminhado até quatro meses
antes do encerramento do primeiro exercício
financeiro e devolvido para sanção até o
encerramento da sessão legislativa;

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