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Projeto: Inventores do Brasil

Direção: Bruno Barreto


Roteiro: Fernando Henrique Cardoso e Elio Gaspari

Trata-se de uma série de vários vídeos curtos que apresentam um breve panorama da vida e
obra de algumas das figuras mais importantes do Brasil, na política, na literatura, no
pensamento social. Dirigido por Bruno Barreto e com roteiro de Fernando Henrique Cardoso e
Elio Gaspari, o projeto é composto por vídeos que não duram mais que vinte minutos. Nesta
edição, quatro importantes personagens da história brasileira são apresentados: Campos
Salles, Euclides da Cunha, Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda.

Campos Salles

Ele foi o primeiro presidente a ocupar o Palácio do Catete – prédio que, Segundo Fernando
Henrique Cardoso, era mais pomposo que a sede da presidência norte-americana no mesmo
intervalo.

O país estava quebrado, com problemas de política monetária (crise do Encilhamento) e fiscal
(eram enormes as despesas do governo central com a Guerra de Canudos e com os esforços
para debelar outras rebeliões). Para resolver os problemas econômicos, ele toma duas
medidas: 1) viaja para a Europa e consegue um empréstimo com os irmãos Rotschild,
oferecendo como garantia a alfândega do rio de Janeiro; e 2) implementou medidas para
diminuir a circulação de papel moeda. Como o Brasil nesse período manteve os pagamentos
em dia e o orçamento recuperou o equilíbrio, os títulos de dívida pública observaram uma
valorização de 35%.

Joaquim Murtinho foi outra figura importante, o ministro da fazenda de Campos Salles. Ele
recusou-se a proteger os fazendeiros de café, defendendo que os preços do produto deveriam
ser regulados pelo mercado. Foi ele um dos criados da famosa política dos governadores.

Entre outras medidas tomadas por Salles, está a abertura da concorrência para arrendamentos
das ferrovias. Apesar de tudo, ele saiu do palácio vaiado, aos 61 anos. Foi para são Paulo e
morreu sem dinheiro no ostracismo – precisou vender a sua propriedade rural a um preço bem
abaixo do valor para saldar suas dívidas.

Euclides da Cunha

Fernando Henrique esquematiza: Nabuco trouxe a atenção para o escravo. Euclides trouxe-a
para o povo.

Euclides da Cunha foi correspondente do Estado de São Paulo para cobrir a Guerra de
Canudos, mas ele não presenciou os últimos ataques. Ele acompanhou a última expedição,
ficou 17 dias em canudos, mas só publicou o livro quatro anos depois. No documentário, ele é
descrito como um indivíduo amargo, triste, parecia infeliz. Escreveu num casebre, escuro.
Tinha problemas pessoais, consigo mesmo.

Gilberto Freyre

O autor do clássico Casa Grande e Senzala publicou sua obra mais conhecida em 1933 – ano da
chegada de Hitler ao poder. A coincidência se torna notável porque o seu livro traz a dimensão
racial a um grau de importância análogo à que esta possuía nos discursos de Hitler, embora em
sentidos diferentes.
- ele se circunsrveeu às famílias de Pernambuco e Bahia. Ele descreveu o cotidiano com
detalhes, na vida da casa grande.

- erotismo: o ambiente em que começou a vida brasileira foi de quase intoxicação sexual.
Excesso de poder leva a todas as formas de abuso.

- No livro não há “democravia racial”. Ele a usou em 1970 numa entrevista para a Veja, mas as
duas palavras estavam na pergunta. Ele responde afirmar que o Brasil é a mais avançada
democracia racial do mundo. No caminho, diz ele, de uma democracia racial

Ele era um polemista. Rui Barbosa não conhecia o Brasil. Sobre Sartre, um chato. Sobre cem
anos de solidão, um sub-livro. Sobre Levi Strauss, um mediocrão. Não gostava de Fernando
Pessoa. Os liberais são muito bons para enfeitar.

Apoiou o colonialismo português na áfrica – característica de quase toda a elite brasileira.

Anticomunista por convicção. Em 1964, como muita gente boa, apoiou a deposição de João
Goulart. Continuou apoiando. Trsitão de Ataíde de em Castelo Branco diz que havia terrorismo
cultutal. Ele o ataca.O próprio castelo adimite depois.

Ele comparou Dom Helder Câmara a Kerenski, que abriu o comunismo para a Rússia.

Em 1987 definiu-se como anarquista e defendeu a anistia. Ver entrevista.

Mestiçagem e hibridismo são uma vantagem do Brasil.

Sérgio Buarque

Compromisso democrático.

Ele se opôs aos intelectuais stalinistas.

Foi fundador do PT de 1980, morre em 1982.

Raízes do Brasil:

América Portuguesa X Ibéria

Ele é mal compreendido também por uma frase que não existe no livro: o homem brasileiro é
cordial.

Para ele, o homem cordial que vai pelo impulso do coração. “Eu posso mais que você”. Obra
mais crítica que apologética de nossa cultura.

Escreveu sobre o período monárquico: relação entre escravidão e monarquia. O fim de outro
implica o fim do outro. Ele mostra o jogo de poder, o imperador, retrato de dom Pedro II.
Muito lastro para pouca vela.

Sempre quis a democracia.