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No duelo das siglas, ganhou o C.P.

À procura da redenção, a Casa de Portugal transfigurou o seu futebol. Frente ao Chao Pak Kei a
metamorfose não bastou. Para a formação de matriz portuguesa, a continuidade no primeiro escalão
continua em risco.

C.P.M de um lado, C.P.K do outro. As formações da Casa de Portugal em Macau e do Chao Pak Kei
protagonizaram no sábado um dos desafios mais equilibrados da 11ª jornada da Liga de Elite, numa
partida com desfecho ingrato para o onze de matriz portuguesa.
Com o espectro da despromoção cada vez mais tangível, ao conjunto orientado por Pelé só o triunfo
interessava. Consciente de que até ao final do Campeonato cada jogo se afigura uma final, o jovem
técnico são tomense colocou em campo as suas melhores pedras, mas a aposta acabou por se revelar
infrutífera frente a um Chao Pak Kei apostado em regressar aos lugares de topo da classificação.
Com um futebol mais estruturado, a formação orientada por Inácio Hui assumiu o controlo da
partida desde os primeiros instantes do desafio e aos dois minutos visa pela primeira vez o último
reduto da Casa de Portugal, numa iniciativa que não chegou a incomodar o guarda-redes Rodrigo
Quaresma.
A resposta da formação de matriz portuguesa materializou-se três minutos depois, com Miguel
Botelho a rematar de longe, numa iniciativa inconsequente para Lok Ka On e para a baliza do
C.P.K. No outro extremo do reduto de jogo, a defesa da Casa de Portugal começava a evidenciar
problemas para conter as investidas do ataque adversário. Aos oito minutos, Rodrigo Quaresma
opera a primeira defesa do desafio, mas pouco pode fazer, quatro minutos depois, para impedir que
o Chao Pak Kei saltasse para a frente do marcador. A formação orientada por Inácio Hui tirou o
máximo proveito de um livre directo convertido com peso, conta e medida pelo brasileiro Diego
Patriota.
A Casa de Portugal em Macau respondeu à passagem do quarto de hora de jogo, numa iniciativa
conduzida por Miguel Botelho. O jovem dianteiro caiu dentro da área adversária e no Estádio da
Taipa pediu-se grande penalidade, mas o árbitro da partida nada assinalou.
A vencer, o C.P.K entregou a iniciativa de jogo ao onze orientada por Pelé, sem ainda assim perder
o controlo da partida. O emblema de matriz portuguesa só a cinco minutos do fim do primeiro
tempo visa com perigo a baliza de Lok Ka On, mas o inconformado Miguel Botelho não consegue
enquadrar o remate.
Foi necessário esperar até ao início da etapa complementar para que a Casa de Portugal conseguisse
acossar verdadeiramente o adversário. Aos dois minutos do segundo tempo, o mexicano Alejandro
Velasco quase garantiu o empate, ao forçar o guarda-redes do Chao Pak Kei a mostrar trabalho na
resposta a um livre-directo. A iniciativa foi uma excepção numa segunda parte que decorreu a ritmo
morno e trivial até ao 88 minutos. A dois minutos do fim, o onze orientado por Inácio Hui duplicou
a vantagem, com Choi Weng Hou a marcar na sequência de uma jogada de ataque fortuita.
Com a derrota, a Casa de Portugal em Macau – que perdeu o veterano Jean Peres para lesão –
afunda-se mais ainda na classificação. A formação de matriz portuguesa ocupa a nona posição da
tabela, com 7 pontos.