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DA AUSÊNCIA

Curadoria dos bens do ausente.

Art. 22 - 25

Art. 22 CC – Desaparecimento sem dar notícia do domicílio – sem


representante ou procurador a quem caiba administrar os bens.

- Juiz a requerimento de qualquer interessado ou do MP declarará a ausência e


nomeará um curador.

- Se declarará a ausência e será nomeado curador quando o ausente deixar


mandatário que não queira ou não possa exercer ou continuar o mandato ou se
os poderes forem insuficientes.

- Juiz fixa os poderes e obrigações do curador.

Art. 25- O cônjuge do ausente se não estiver dele separado judicialmente ou de


fato por prazo superior a dois anos antes da declaração da ausência será seu
legítimo curador.

Na falta do cônjuge incumbe aos pais ou aos descendentes a curadoria dos


bens do ausente desde que não haja impedimento destes.

Mais próximos excluem os mais remotos.

Se não houver as pessoas acima, o juiz nomear um curador de sua escolha.

SUCESSÃO PROVISÓRIA

Art. 26 a 36 CC

Art. 26 - Depois de um ano da arrecadação dos bens do ausente ou, se ele


deixou representante ou procurador, passados três anos, poderão os
interessados requerer que se declare a ausência e se abra provisoriamente a
sucessão.

Art. 27 – São interessados: 1) o cônjuge não separado judicialmente; 2) os


herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários; 3) os que tiverem direito
pendente sobre os bens do ausente; 3) os credores de obrigações vencidas e
não pagas.

Produção dos Efeitos da sentença que determinar a sucessão provisória: 180


dias depois de publicada pela imprensa.
Logo após passar em julgado proceder-se-á à abertura do testamento, se
houver e ao inventário e partilha, como se o ausente fosse falecido.

Findo o prazo do art. 26 (um ano da arrecadação dos bens) e não havendo
interessados na sucessão provisória, cumpre ao MP requerê-la junto ao juízo
competente.

Não comparecendo herdeiro ou interessado até trinta dias depois de passar em


julgado a sentença que mandar abrir a sucessão provisória, proceder-se-á à
arrecadação dos bens do ausente na forma dos art. 1819 a 1823 CC.

- Antes da partilha ordenará a conversão dos bens móveis sujeitos à


deterioração ou a extravio em imóveis ou em títulos garantidos pela União.

- Art. 30 – Imissão de posse dos herdeiros nos bens do ausente somente


mediante garantia de restituição deles, mediante penhores ou hipotecas.

- Obs. Quem tiver direito à posse provisória mas não puder prestar a garantia
exigida neste artigo será excluído (mantendo-se os bens que lhes couberem
sob a administração do curador ou de outro herdeiro que dê garantia).

- Ascendentes, descendentes e o cônjuge, provada sua condição de herdeiros,


poderão entrar na posse sem prestar garantia.

- Imóveis do ausente só poderão ser alienados para se evitar ruína, salvo


casos de desapropriação e hipoteca ordenada pelo juiz.

- Empossados nos bens, os sucessores provisórios ficarão representando o


ausente ativa e passivamente.

- Todos os frutos e rendimentos serão do descendente, ascendente ou


cônjuge. Aos demais assistirá o direito de capitalizar a metade desses frutos e
rendimentos e prestar contas anualmente.

- Se o ausente aparecer e ficar provado que a ausência foi voluntária e


injustificada perderá ele em favor do sucessor sua parte nos frutos e
redimentos.

- Excluído da posse na forma do art. 30 CC da posse provisória se justificar


falta de meios poderá requerer que lhe seja entregue metade dos rendimentos
do quinhão que lhe tocaria.

-Art. 35 – provada a época exata do falecimento do ausente considerar-se-á


nessa data aberta a sucessão em favor dos herdeiros que eram àquele tempo.

Art. 36 – Se o ausente aparecer ou se lhe provar a existência depois de


estabelecida a posse provisória, cessarão as vantagens dos sucessores nela
imitidos, devendo tomar medidas assecuratórias precisas até a entrega dos
bens a seu dono.
DA SUCESSÃO DEFINITIVA