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FICHA TÉCNICA

SEBRAE RJ
Programa Estadual de Desenvolvimento de Líderes Públicos
Programa Lidera Rio nos Esportes
Andreia Crocamo – Gerente Estadual da Unidade de Políticas Públicas
Carina Ferraz Garcia – Gestora do Programa Lidera Rio nos Esportes
Simone Moura Dias – Analista no Programa Lidera Rio nos Esportes
Marcus Macedo – Consultor Coordenador do Programa Lidera Rio nos
Esportes

Escritório Regional Médio Paraíba SEBRAE RJ
Ana Lúcia de Araújo Lima – Coordenadora Regional
Marilza Reis – Analista

Consultores do Grupo de Trabalho Médio Paraíba
Júlio Lêdo
Lucas Guimarães

Modelo de diagnóstico
Júlio Lêdo
Murilo Vinhaes Santos

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Coordenação do diagnóstico (responsável e região)
Breitner Ayres ­ Quatis
Camila Gonçalves dos Santos ­ Barra Mansa e Rio Claro
Joelcio Silva Almeida ­ Barra Mansa e Rio Claro
Christian Geórgea Junqueira ­ Volta Redonda
Flávio Roberto Pereira ­ Volta Redonda
 Waltair Santos (Kafu) ­ Volta Redonda
Matheus Alvarenga Oliveira ­ Vassouras
Maria Paula Salles Tavares ­ Porto Real
 Murilo Vinhaes Santos ­ Resende e Itatiaia
Paulo Roberto Moreira ­ Barra do Piraí, Piraí e Valença
Mauro Aredes Theodoro ­ Barra do Piraí, Piraí e Valença
Samir Gomes ­ Pinheiral

Compilação dos dados do diagnóstico
Murilo Vinhaes Santos

Redação
Christian Geórgea Junqueira
Lucas Guimarães
Maria Paula Salles Tavares
Murilo Vinhaes Santos

Textos do Relatório e Conclusão
Murilo Vinhaes Santos

Arte final e Projetos Gráficos
Murilo Vinhaes Santos
Ressalte Comunicação Integrada

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MEMBROS DO GRUPO DE TRABALHO MÉDIO PARAÍBA
Albertino Machado (Tininho) Volta Redonda Colégio Batista Americano

Alexander Santos (Karpete) Volta Redonda Ass. de Consultores em Eventos

Esportivos

Álvaro Luiz Bezerra Braga Volta Redonda Kartódromo de Volta Redonda

Breitner Ayres Volta Redonda Clube dos Funcionários da CSN

Christian Geórgea Junqueira Porto Real Sec. de Esporte, Lazer e Cultura

Ernane José Soares Volta Redonda Equipe BASE de Vôlei

Fabiana Lacerda Magalhães Volta Redonda Sec. de Esporte e Lazer

Fernando de Paiva Reis Volta Redonda Volta Redonda Rugby Clube

Flávio Roberto Vieira Pereira Volta Redonda Colégio Estadual Brasília

Jéssica Fonseca Anselmo Volta Redonda Kartódromo de Volta Redonda

Joélcio Silva Almeida Barra Mansa / Itatiaia Sec. de Esporte e Lazer

Margareth Magalhães Figueira Volta Redonda Sec. de Esporte e Lazer

Maria Paula Salles Tavares Porto Real Sec. de Des. Econômico, Trabalho e

Renda

Matheus Alvarenga Oliveira Vassouras MGD Esportivo

Murilo Vinhaes Santos Resende Associação Hall da Fama Brasil

Paulo Roberto Moreira Barra do Piraí Liga Esportiva de Barra do Piraí

Samir Gomes Pinheiral Departamento de Esportes

Waltair Santos de Oliveira (Kafu) Volta Redonda Sec. de Esporte e Lazer
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Apoiadores
Patrocinadores e apoiadores do Lançamento do
Relatório Regional do Esporte 2015

SEBRAE/RJ ­ através do Programa Lidera Rio

ACIAP ­ Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Volta Redonda
GRÁFICA GRUPO ARTE ­ Barra do Piraí
GERAÇÃO Y de Resende
PLAMER ­ Plano Médico de Resende
RESSALTE Comunicação Integrada ­ Resende
AO SR. JÚLIO CÉSAR PUPPO de Porto Real
ACADEMIA OLÍMPICA ­ Volta Redonda
ACEVE ­ ASSOCIAÇÃO DOS CONSULTORES EM EVENTOS ESPORTIVOS
­ Volta Redonda
ACREANO MATERIAL DE CONSTRUÇÃO ­ Volta Redonda
BARRINHAS IMPORTADORA ­ Rio de Janeiro
CAFÉ DA VÓ ­ Volta Redonda
COLÉGIO DO INSTITUTO BATISTA AMERICANO ­ Volta Redonda
INTERFARMA ­ FARMÁCIA JARDIM REAL ­ Porto Real
SABOR DO VALE RESTAURANTE ­ Vassouras
SER WILL ­ Volta Redonda
STAR SAT ­ ANTENAS PARABÓLICAS E COLCHÕES GAZIN ­ Porto Real
THIBER SERVIÇOS INDUSTRIAIS ­ Porto Real
VITÓRIA ESPAÇO GOURMET ­ Volta Redonda

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Apresentação
O Brasil vive um momento de destaque, ao se incluir como realizador de
grandes eventos esportivos mundiais, com a realização dos Jogos
Pan­Americanos e Parapan­Americanos Rio 2007, dos Jogos Mundiais Militares
­ 2011, Copa das Confederações FIFA – 2013 , da Copa do Mundo FIFA –
2014, e das Olimpíadas e Paralimpíadas em 2016. Cabe aqui destacar que as
ações inéditas desenvolvidas na temática do setor esportivo da região do Médio
Paraíba ­ RJ abrem novas oportunidades na área e reforçam o protagonismo
que o esporte vem assumindo no estado do Rio, com o advento dos mega
eventos esportivos, realizados em solo carioca, gerando oportunidades em
nossa região.

O material apresentado é apenas o inicio de um trabalho que resultou de um
intenso movimento que incluiu palestras, capacitações, debates e consultorias,
mobilizando profissionais da área esportiva, representantes de diversas
instituições do Médio Paraíba. Esse trabalho, na medida em que mapeou a
infraestrutura esportiva, sob responsabilidade do órgão gestor do esporte dos
municípios, que compõe essa região, poderá contribuir para a ampliação do
desenvolvimento de programas e projetos nas áreas de esporte e lazer nas
suas diversas manifestações. Convém ressaltar que as instalações esportivas
privadas e as das escolas públicas não estão contempladas neste documento.
Este diagnóstico e seus dados auxiliam na organização, criando mecanismos
com foco na produção e difusão de conhecimentos que melhorem a qualidade
da gestão, fomentando a cadeia produtiva do esporte e promovendo o
reconhecimento do esporte como peça chave no desenvolvimento econômico
do pais.

 O potencial econômico do esporte pode ser observado desde a pesquisa e
desenvolvimento, fabricação e comercialização de produtos esportivos, a
construção, reforma e gestão de instalações esportivas, a contratação de
serviços e promoção de eventos, passando pela geração de emprego e renda,
considerando ainda efeitos suplementares, dos patrocinadores, expectadores,
mídia e do setor de turismo que gira em torno dos eventos esportivos.
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Estimular o desenvolvimento de um apurado conhecimento da cadeia produtiva
do esporte, envolvendo todos os seus stakeholders, promovendo o constante
incentivo ao empreendedorismo, propondo novos caminhos para que se possa
conhecer, expandir e multiplicar os níveis do desenvolvimento econômico
atrelados direta e indiretamente ao setor esportivo na região Médio Paraíba, é a
principal proposta do nosso Grupo de Trabalho. A condução dos trabalhos,
orientado pela metodologia do Programa Lidera Rio nos Esportes do SEBRAE
RJ, resultou em duas propostas, a elaboração de um diagnóstico acerca das
instalações esportivas públicas presentes nos municípios da região do Médio
Paraíba, produzindo assim este Relatório Regional do Esporte 2015 e a
formação do CORDE – Comitê Regional de Desenvolvimento do Esporte na
região Médio Paraíba, e por este trabalho apresentamos este documento.

Desenvolvemos um modelo de questionário que foi encaminhado, juntamente
com um representante do Grupo de Trabalho Médio Paraíba, para a coleta
pessoal dos dados na presença dos gestores do esporte em cada um dos
municípios. No caso de impossibilidade de atendimento, o questionário foi
entregue ao profissional responsável, indicado pelo gestor, para que as
informações fossem inseridas e encaminhadas ao representante do Grupo de
Trabalho Médio Paraíba responsável pelo município (segue no documento a lista
dos responsáveis). No caso de atraso na entrega, ou de dados incompletos,
foram encaminhadas diversas solicitações aos gestores públicos para que os
dados fossem totalmente concluídos, entretanto, por orientação do SEBRAE/RJ,
e seguindo a sua metodologia, cabe ao ente público, a decisão de encaminhar ou
não os dados solicitados. Portanto, em algumas tabelas ou planilhas, onde
estiver descrito "não informado" significa que o gestor responsável pelo
fornecimento deste dado, mesmo após nossas insistentes solicitações, optou por
não informar os dados solicitados. Cabe ressaltar que no geral, houve extrema
boa vontade e cooperação dos gestores municipais em fornecer e validar os
dados fornecidos para nosso diagnóstico. E gostaríamos de deixar publicamente
nossos agradecimentos a todos os gestores dos órgãos responsáveis pelo
esporte e aos prefeitos de cada um dos municípios da região do Médio Paraíba
pela colaboração e participação neste estudo.

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SUMÁRIO
Relatório 2015

Programa Lidera Rio nos Esportes

Grupo de Trabalho Médio Paraíba

Matriz de Priorização de Ações

Ação 1 - Diagnóstico Regional do Esporte e sua Cadeia

Produtiva

Ação 2 – Criação do Comitê Regional do Esporte

Conclusão e mensagem final

Bibliografia 7
O Programa Lidera Rio nos Esportes tem por objetivo estimular os municípios
fluminenses a adotarem programas e políticas estruturantes ligadas à Gestão
do Esporte, para o desenvolvimento e o fortalecimento dos Pequenos
Negócios que atuam no setor.
O programa é uma iniciativa do SEBRAE/RJ em parceria com o Fórum
Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado da Assembleia
Legislativa do Rio de Janeiro, a Secretaria Estadual de Esportes, Lazer e
Juventude, o Ministério do Esporte, como ação integrante da Maratona
Regional para o Desenvolvimento de Pequenos Negócios Esportivos.

Principais vertentes do Programa
Articulação ­ Moderar e intermediar ações
voltadas à gestão do esporte.
Capacitação ­ Aprimoramento do capital
intelectual para a gestão do esporte.
Mercado ­ Transformar em realidade
econômica a cadeia produtiva do esporte.
Políticas Públicas ­ Desenvolvimento,
empreendedorismo e educação.
O Programa Lidera Rio nos
Esportes tem como público alvo
os gestores públicos municipais e
as lideranças empresariais
ligados às áreas do esporte,
desenvolvimento econômico,
educação e lazer, atuando no
desenvolvimento da gestão
esportiva.

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                     Premissas do Programa Lidera Rio nos Esportes:
1. Ser um Programa estadual de aprimoramento e intensificação da gestão do
esporte em âmbito público e privado.
2. Evidenciar o esporte como fonte de desenvolvimento econômico para os
municípios fluminenses, através do encadeamento produtivo das micro
empresas, empresas de pequenos porte e micro empreendedores individuais.
           
              Ações previstas para o Programa Lidera Rio nos Esportes:
1. Seminários Regionais para o desenvolvimento de pequenos negócios
esportivos;
2. Rede Estadual de gestores municipais do esporte;
3. Capacitação de Gestores Públicos e Lideranças Empresariais;
4. Acordos para ampliação das oportunidades com o poder público;
5. Sensibilização Educacional na gestão esportiva para as novas gerações de
empreendedoras;
6. Rodada de Contatos e Articulações ­ Fomenta Esportes Rio de Janeiro.

São esperados os seguintes resultados para o Programa Lidera Rio nos
Esportes:
1. Fortalecimento do ambiente de negócios para micro e pequenas empresas e
micro empreendedores individuais do ramo esportivo;
2. Aprimoramento dos gestores públicos municipais envolvidos direta ou
indiretamente na gestão e operacionalização do esporte;
3. Abertura de diálogo e aproximação entre a iniciativa pública e privada para o
estabelecimento das diretrizes de políticas públicas para o esporte nos
municípios;
4. Integração em rede e uniformização do capital intelectual dos gestores
municipais de esporte;
5. Sensibilização das novas gerações de empreendedores esportivos;
6. Ampliação do acesso a mercados públicos para o segmento da cadeia
esportiva.

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No dia 28 de julho de 2015,
LO O na ACIAP­VR – Associação
SE VAÇÃ
DE

GRUPO DE TRABALHO RO Comercial, Industrial e Agropastoril


AP
MÉDIO de Volta Redonda, foi realizada a
PARAÍBA Maratona Regional do Programa

RJ Lidera Rio nos Esportes, sendo o
objetivo desta primeira etapa do
Programa a sensibilização de
Barra do Piraí Piraí Rio Claro
gestores públicos, profissionais da
Barra Mansa Porto Real Valença área de esporte, empresários e
lideranças quanto aos objetivos e
Itatiaia Quatis Vassouras
metodologia a serem
Pinheiral Resende Volta Redonda desenvolvidos com apoio do
SEBRAE RJ.

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A primeira metade da programação da Maratona Regional contou com as
seguintes palestras:
Apresentação do Programa Lidera Rio nos Esportes, pelo Consultor de
Políticas Públicas do SEBRAE RJ, Sr. Marcus Macedo.
Apresentação do Ministério dos Esportes, pelo Sr. Márcio Marques.
Apresentação sobre as oportunidades para a cadeia do esporte com os
grandes eventos esportivos no Brasil, pelo Consultor, Sr. Lucio Macedo.
Participantes e consultores da Maratona Regional do Programa Lidera Rio nos
Esportes

Na segunda metade da Maratona Regional, o público presente foi dividido em
Mesas Regionais sendo auxiliados pelos consultores do SEBRAE RJ, onde
apresentaram sugestões de ações a serem desenvolvidas durante as próximas
etapas do Programa Lidera Rio nos Esportes, resultando nas seguintes
propostas:

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12
Adicionar um pouquinho de texto

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Nos dias 04 e 05 de agosto foi realizada a Capacitação de Gestores e
Lideranças Empresariais, sob o comando do consultor Júlio Ledo, sobre os
seguintes temas:

1. Gestão do Órgão Municipal de Esportes


1.1. Execução Orçamentária ­ Módulo 1
1.2. Celebração e Gestão de Convênios ­ Módulo 2
1.3. Gestão Orientada para Resultados ­ Módulo 3

2. . Gestão de Eventos Esportivos - Módulo 4


2.1. Calendários Esportivos
2.2. Patrocínio
2.3. Marketing Esportivo

3. Gestão da Cadeia Produtiva do Esporte - Módulo 5


3.1. Compras Públicas
3.2. Formalização de Negócios
3.3. Incremento da Arrecadação Municipal

4. Gestão Social do Esporte - Módulo 6


4.1. Qualidade de Vida
4.2. Inclusão Social

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Participantes da Capacitação do Programa Lidera Rio
nos Esportes:

Após a Capacitação deu­se início a etapa das Consultorias do Programa Lidera
Rio nos Esportes, conduzida pelos Consultores do SEBRAE/RJ Júlio Ledo e
Lucas Guimarães.
As consultorias foram realizadas em sete encontros presenciais entre os meses
de setembro e dezembro de 2015 tendo como objetivo orientar os municípios
(em formato regional) através dos participantes remanescentes da Maratona
Regional e da Capacitação no processo de implantação das agendas de
desenvolvimento da gestão do esporte.
Nesta etapa do Programa, o papel do consultor foi de orientador, estruturador ou
organizador sendo uma referência de orientação sobre o "como fazer" para
implantar as ações concebidas proporcionando uma visão complementar à do
Grupo de Trabalho Regional, apontando os caminhos mais viáveis à efetivação
das ações pretendidas, proporcionado ao Grupo de Trabalho o protagonismo na
implantação das ações.
Com base nas ações propostas nas Mesas Regionais durante a Maratona, a
etapa de Consultorias do Programa Lidera Rio nos Esportes teve início com a
compilação do conteúdo gerado, como, por exemplo, a fusão de ações iguais ou
semelhantes. Tal compilação foi apresentada na primeira reunião de
Consultoria, onde os participantes aplicaram uma Matriz de Priorização que
deveriam elencar as ações prioritárias a serem desenvolvidas dentro do período
pré estipulado para realização das Consultorias.

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Após a aplicação do Critérios e Graus de Relevância de cada ação na Matriz de
Priorização, e analisando o grupo remanescente e prazo para realização as
ações dentro da metodologia da Consultoria do Programa Lidera Rio nos
Esportes, o Grupo de Trabalho do Médio Paraíba decidiu atuar em duas ações
específicas: Realizar o Diagnóstico Regional do Esporte e da sua cadeia
produtiva e a criação do Comitê Regional do Esporte.
A principal justificativa para a opção pelo foco nas duas ações está na
necessidade de se conhecer as instalações esportivas, políticas públicas,
recursos envolvidos, atuação e estrutura da cadeia do Esporte na Região antes
mesmo que o Grupo de Trabalho viesse a planejar e executar eventos
esportivos, o que por si só corrobora com as premissas do Programa Lidera Rio
nos Esportes.
Com esta definição foi possível criar os Planos de Ações conforme, apresentado
na sequência deste documento na forma em que foram alimentados pelos
Consultores e Participantes do Grupo de Trabalho do Médio Paraíba, até o
momento da versão final do Relatório Regional do Esporte 2015.
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Ação 1

DIAGNÓSTICO REGIONAL DO ESPORTE


E SUA CADEIA PRODUTIVA

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A Ação 1 – Diagnóstico Regional do Esporte e sua Cadeia Produtiva foi definida
como a ação prioritária a ser desenvolvida, entendendo­se que o cumprimento
desta etapa seria condicionante para a realização de todas as demais ações
propostas.
O objetivo foi o de obter um diagnóstico que apresentasse a vocação esportiva
da região, além de levantar quantitativamente e qualitativamente os
equipamentos esportivos existentes, eventos, recursos planejados e
efetivamente executados, a existência de políticas públicas consolidadas, leis de
incentivo, empresas instaladas, comércio e serviços relacionados ao esporte e
disponíveis nos municípios, dentre outras, servindo inclusive como ferramenta de
apoio para a formação do CORDE ­ Comitê Regional de Desenvolvimento do
Esporte ­ Ação 2.

Fonte: IETS, com base nos dados do Censo/IBGE (2010) Painel Regional Médio Paraíba, SEBRAE RJ

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De acordo com a publicação "Painel Regional: Médio Paraíba" (Observatório
SEBRAE/RJ, 2015) a região do Médio Paraíba possui 881.042 habitantes, o que
corresponde a 5,5% do total do Estado do Rio de Janeiro, sendo considerada a
7ª maior densidade demográfica (141 hab/km2).
Entre seus 12 municípios, Volta Redonda é o mais populoso e com maior
densidade demográfica: 1.413 hab/km2 (11º no ranking estadual). Em seguida,
estão Porto Real (327 hab/km2) e Barra Mansa (325 hab/km2), com densidades
praticamente iguais.  Em Rio Claro, é aferida a densidade mais baixa da região e
a 4ª menor do estado (apenas 21 hab/km2). Quatis, que tem a menor população
do Médio Paraíba, também apresenta uma densidade pequena (45 hab/km2).  

Parte do trabalho do diagnóstico realizado pelo Grupo de Trabalho do Médio
Paraíba está na obtenção de informações in loco, ou seja, na visitação aos
municípios, Prefeituras e da Cadeia Produtiva do Esporte e também no
comparativo dos resultados obtidos com outros estudos já realizados.
Podemos apontar o panorama do esporte na região do Médio Paraíba tendo
como referência o Índice de Desenvolvimento do Esporte (IDE) – Mapeamento e
Gestão no Estado do Rio de Janeiro em 2010, publicação da Secretaria de
Estado de Turismo, Esporte e Lazer e  Superintendência de Desportos do Estado
do Rio de Janeiro ­ SUDERJ, que teve como base a reaplicação em dezembro
de 2009 do instrumento de coleta desenvolvido pelo IBGE na Pesquisa Perfil dos
Municípios Brasileiros ­ Esporte 2003.
Foram selecionadas oito dimensões a partir das informações levantadas em 88
dos 92 Municípios fluminenses. 

23
Como resultado final do IDE destacamos abaixo, aqueles referentes aos
municípios do Médio Paraíba, aferidos:

24
RELATÓRIO REGIONAL

DO ESPORTE 2015
Médio Paraíba - RJ

25
O Perfil dos Municípios Brasileiros – Esporte 2003, feito pelo IBGE,
 apontou o seguinte resultado para as instalações esportivas nos estados:
Planilha 1

Nesta planilha, se considerássemos que cada município possui SOMENTE
uma quadra e um campo de futebol, diríamos que 96,7% dos municípios do
estado do Rio de Janeiro possuem quadras poliesportivas, enquanto que nos
estados de São Paulo e Minas, este percentual atinge pouco mais de 70%.
Conscientes de que esta estimativa não é verídica, já que vários municípios
possuem mais de uma quadra ou campo de futebol, percebemos que mais do
que 03 municípios do Rio de Janeiro, 225 municípios em Minas Gerais e 167
em São Paulo não possuem sequer uma quadra poliesportiva pública para
seus cidadãos. Seguindo a mesma hipótese, com relação aos Campos de
Futebol, no estado do Rio de Janeiro, 64,1% dos municípios possuem Campos
de Futebol, número este, inferior aos 76,2% de Minas Gerais e 89,3% de São
Paulo. Entretanto, estes números também mostram que mais do que 203
municípios de Minas Gerais, 69 de São Paulo e 33 do Rio de Janeiro, não há
sequer um Campo de Futebol para seus munícipes.
26
Segundo a Organização das Nações Unidas em seu Relatório da Força Tarefa
entre Agências das Nações Unidas sobre o Esporte para o Desenvolvimento e
a Paz ­ Esporte para o Desenvolvimento e a Paz: Em Direção à Realização das
Metas de Desenvolvimento do Milênio (2003), "O esporte também pode ser
uma força para o desenvolvimento econômico local e a geração de emprego
local. Os programas de esportes oferecem oportunidades de emprego, assim
como estimulam a demanda de produtos e serviços. O esporte é também uma
fonte importante de gastos públicos e privados, tais como os gastos em
infraestrutura durante grandes eventos e em consumo. Juntos, esses fatores
demonstram que o esporte tem potencial considerável para iniciar o
desenvolvimento econômico". E complementa: "O esporte acrescenta ainda
mais ao desenvolvimento econômico fornecendo um método barato de
melhorar a empregabilidade, especialmente entre os jovens. Ensinando as
habilidades essenciais para o ambiente de trabalho, tais como o trabalho em
equipe, a liderança, a disciplina e o valor do esforço, oferece aos jovens uma
atividade construtiva que ajuda a reduzir os níveis de criminalidade juvenil e o
comportamento antissocial e, em circunstâncias envolvendo o trabalho infantil,
oferece um substituto significativo para o trabalho".

Certamente a prática de esportes nestes municípios carentes de instalações
esportivas, fica extremamente limitada. Desta forma, a cadeia produtiva do
esporte nestes município também é limitada, deixando de contribuir
devidamente no consumo de produtos e serviços associados aos esportes, para
o incremento na arrecadação de impostos, na geração de emprego e renda e
na abrangência da atuação do esporte como agente social de redução ao
consumo de drogas e da criminalidade.
  
Há de se complementar a análise com o número de ginásios por Estados,
segundo o Perfil dos Municípios Brasileiros – Esporte 2003, feito pelo IBGE,
informação esta introdutória pela sequência de dados obtidos na ação 1 do
Grupo Médio Paraíba.
27
Planilha 2

O quadro acima demonstra que em 2003 o estado do Rio de Janeiro possuía
somente 67 ginásios em todos os 92 municípios do estado, índice de 0,728,
inferior ao índice nacional de 0,753 e bastante inferior aos estados do Mato
Grosso do Sul (1,025) e de São Paulo (1,311), demonstrando a necessidade de
priorizar a construção de ginásios. Também apresenta dados interessantes,
quando mostra que tínhamos em 2003, 1.393 ginásios com capacidade para
mais de 1.600 expectadores em todo o país. Dividindo o número de ginásios por
classe de tamanho da população, pelo número de municípios da mesma classe,
percebemos que o número de ginásios por habitante vai reduzindo
drasticamente ao crescimento populacional. Em municípios entre 5.000 e 20.000
habitantes, este percentual é de 0,64%, enquanto que em municípios com
população acima de 500.000, este índice é de 4,12%, demonstrando que a
população cresce mais de cem vezes, enquanto que o número de ginásios se
multiplicam em menos de sete vezes.
28
Indicadores reconhecidos

internacionalmente para

avaliar a necessidade de

instalação de

equipamentos esportivos

nos municípios

29
Planilha 3

Este índice europeu leva em consideração não só instalações esportivas, mas
também praças e parques de lazer, entendendo que as cidades precisam
oferecer espaços públicos para as manifestações esportivas e de lazer.
Utilizado como parâmetro para que o poder público municipal possa avaliar as
áreas ou bairros da cidade em que existe carência de instalações públicas de
esporte e lazer, demonstra também uma relação de atendimento eficaz nestes
quesitos aos municípios que se aproximam ou superam este índice. 

Campo de futebol na favela Complexo Esportivo da Rocinha

30
Planilha 4

A quantidade de instalações para o número de habitantes demonstra o
resultado das estruturas existentes, neste caso as de acesso público.
Tal constatação reforça a importância da atuação das Secretarias Municipais
de Esporte e Lazer no apoio a realização de eventos, seja por ação própria ou
no apoio as entidades ligadas à cadeia produtiva do esporte da região. O
município de Resende é o de maior índice de habitantes por instalação
esportiva e superou esta carência criando uma Lei Municipal de Incentivo ao
Esporte, se tornando o primeiro e único município de todo o estado do Rio de
Janeiro que dispõe deste mecanismo para incentivar a prática e realização de
eventos esportivos, compensando sua deficiência em instalações esportivas. O
elevado índice populacional por instalação esportiva em alguns municípios,
demonstra a necessidade evidente de novas instalações esportivas para
atender a esta demanda e pode ser avaliada em cada microrregião do
município. 
31
Planilha 5

Considerando o índice de 4,00m²/habitante, multiplicamos a população de cada
um dos 12 municípios da região para encontrar, dentro do valor limítrofe inferior
do critério considerado BOM, a metragem mínima que deveriam ter as áreas de
esporte e lazer dos municípios da região. Nos próximos diagnósticos iremos
considerar estas medidas como parâmetro de comparação.

Àreas de lazer e esporte em espaços públicos para a população

32
AVALIAÇÃO DAS

Instalações Esportivas
Nos Municípios do
Médio Paraíba - RJ

33
Planilha 6

Informações referente somente às instalações esportivas administradas pelo
órgão responsável do esporte no município. Nestes dados não se incluem as
instalações esportivas disponíveis nas escolas públicas, de âmbito municipal,
estadual ou federal. Dados fornecidos pelo órgão responsável pelo esporte ou
pelas instalações esportivas em cada um dos municípios da região do Médio
Paraíba. Importante perceber a carência de instalações esportivas com relação
à população, demonstrado pelo número de habitantes por instalação esportiva.
Mostra também que em alguns casos, como em piscinas, dispomos somente de
cinco unidades para atender a toda a região. Nas pistas de atletismo a carência
é ainda maior, com quatro unidades para suprir as atividades esportivas da
população de mais de 900 mil pessoas.

34
Entretanto, mesmo dispondo de pouquíssimas instalações, estas ainda estão
subutilizadas, pois carecem de projetos estruturados para formarem atletas e
equipes, produzirem eventos, participarem de competições e capacitarem
profissionais que podem iniciar e perpetuar um ciclo virtuoso de geração de
negócios, empregos e renda para todos os participantes e stakeholders
envolvidos.

Este relatório tem a pretensão de iniciar um processo de avaliação e
classificação das instalações esportivas de nível municipal para sua utilização
em eventos, projetos e programas realizados em âmbito municipal e regional,
visando desenvolver o esporte na região, movimentar a cadeia produtiva do
esporte e reforçar a importância da prática esportiva e de lazer para reduzir os
índices de vulnerabilidade social de comunidades em cada município.
Exemplos de Instalações disponíveis na região:

Estádio Raulino de Oliveira em Volta Redonda

Ginásio do Centro de Eventos em Piraí Ginásio Ilha São João em Volta Redonda

35
Planilha 7

Cada instalação esportiva foi também avaliada qualitativamente conforme
critérios referentes a cada tipo de instalação. Dados complementares,
referentes ao estado de conservação e segurança aos frequentadores, se está
apta a ser utilizada, disponibilidade de vestiários, cobertura, arquibancadas,
grades e alambrados, tipos de piso, se atende às medidas padrão de cada
modalidade, se permite a realização de jogos oficiais e sua capacidade de
público. Desta forma, podemos ter um panorama geral das instalações
esportiva em cada município da região.

De posse de um minucioso diagnóstico das instalações esportivas de cada
município da região, fica mais fácil criar uma agenda de eventos regionais para
incentivar a prática esportiva, movimentar o turismo, estimular o consumo de
produtos e serviços da cadeia produtiva do esporte, e desta forma, gerar
aumento da arrecadação de impostos na região. 

36
Planilha 8

Neste gráfico percebemos que as quadras abertas representam quase três
vezes o número de quadras cobertas. Em contrapartida, podemos ressaltar os
municípios de Porto Real, onde todas as quadras do municípios são cobertas e
Resende, que possui somente duas quadras abertas. Volta Redonda, com 29
quadras cobertas é o maior destaque da região.
37
As quadras abertas e cobertas podem ser destinadas a projetos sociais de
iniciação e formação de atletas e equipes esportivas de base, da acordo com a
vocação de cada município. Além disso, atende às comunidades com atividades
de lazer e eventos culturais e religiosos de pequeno porte, desde que sua
administração seja orientada aos desejos da comunidade à qual está inserido.

Planilha 9

Enquanto a maioria, nove entre doze municípios da região, possuem até dois
ginásios, sendo que cinco destes municípios não possuem nem um sequer, Volta
Redonda oferece dez ginásios à sua população, com destaque para a Ilha São
João, que abriga grandes competições esportivas e diversos eventos culturais,
com capacidade para 3.500 espectadores. São 25 ginásios em toda a região. Os
ginásios podem receber, além das modalidades coletivas tradicionais(futsal, vôlei,
basquete e handebol), diversas outras modalidades esportivas, como: badminton,
ginástica artística, ginástica rítmica, lutas, esgrima, tiro esportivo, levantamento
de peso, além de diversas modalidades paralímpicas.
Projetos e programas esportivos podem ser realizados em parceria com as
federações e confederações, transformando o município em local de referência
para modalidades específicas. Como no caso de Saquarema, com o Centro de
Desenvolvimento do Voleibol e Curitiba com a Ginástica Olímpica, entre outras. 

38
Perceber ou desenvolver a vocação esportiva do município cria uma sinergia
entre os habitantes, empresas, indústrias e gestão pública local em torno da
modalidade, facilitando a sua prática e crescimento a nível regional e nacional.
Planilha 10

Esta representação demonstra os campos de futebol de areia ou terra em cada
município. Ainda são dezoito campos deste tipo na região.
Projetos ou programas sociais de iniciação de futebol, ou de outras modalidades,
podem ser realizados nestes campos. Nas áreas de vulnerabilidade social pode
ter um grande viés de utilidade pública, envolvendo crianças, adolescentes e
jovens em atividades esportivas, evitando a ociosidade, evasão escolar, aumento
da criminalidade e do consumo e tráfico de drogas. Utilizando os projetos
esportivos para auxiliar nas políticas públicas associadas à saúde, educação,
assistência social e geração de emprego e renda.

39
Planilha 11

Todos os municípios da região possuem campos de futebol de grama, com
destaque para Barra Mansa e Volta Redonda, que somadas, oferecem mais de
sessenta campos de futebol para seus cidadãos. Volta Redonda, sedia o
Estádio Raulino de Oliveira, com capacidade para mais de 18 mil pessoas, que
tem recebido jogos das principais equipes do futebol carioca pelo Campeonato
Estadual em suas instalações.

Resende, Volta Redonda e Barra Mansa possuem equipes profissionais que
disputam campeonatos estaduais e nacionais. Os campos de futebol dos
municípios podem criar projetos e programas de futebol para abastecer com
atletas de base as equipes da região, aproveitando para criar empregos e renda
aos municípios, gerados indiretamente pelas equipes de futebol profissional.

Outra finalidade para os campos de futebol, é a criação de projetos e
programas de outras modalidades que também utilizam espaços abertos para
seus treinamentos e competições. Citando alguns: Rugby, Hóquei de Grama,
Tiro com Arco, Futebol Americano, Atletismo(arremessos de dardo, martelo,
peso, saltos em distância e triplo), entre outros.

40
Planilha 12

Há uma clara tendência de que os campos de areia ou terra sejam
transformados em campos de grama sintética pelos órgãos gestores do esporte
nos municípios. Volta Redonda seguiu este caminho e não possui mais campos
de areia ou terra nas suas instalações.
O futebol society é a principal modalidade desenvolvida nos campos de grama
sintética. Tem forte apelo social e de lazer nas comunidades em que estão
inseridas. Torneios e competições de diferentes faixas etárias certamente
mobilizará as comunidades em torno destas instalações esportivas. 

Campo de Futebol Society em Grama Sintética

41
Planilha 13

Somente três municípios possuem piscinas públicas para as áreas de esporte e
lazer e quatro municípios dispõe de pistas de atletismo. Considerando que a
corrida é o segundo esporte mais praticado nos municípios, depois do
futebol/futsal, as instalações esportivas de atletismo são muito escassas.
Ocupar intensamente estes espaços é fundamental para descobrir talentos e
desenvolver estas modalidades na região. Extremamente atraente nas
comunidades carentes, por exigir pouquíssimos materiais específicos da
modalidade (somente um par de tênis e uma sunga/maiô), são instalações de
custo altíssimo para sua implantação e que exigem manutenção permanente
para se manterem em atividade.
Podem ser criados polos regionais para os treinamentos de equipes e revelação
de potenciais atletas, podendo agregar nos municípios que possuem estas
instalações, os atletas de toda a região.
42
Planilha 14

Neste perfil de instalação esportiva, chama a atenção os municípios de Barra
Mansa e Barra do Piraí, já que em todos os outros dez municípios, não possuem
em cada município, mais de três quadras públicas de vôlei de areia.
O vôlei de areia é um esporte em que facilmente conseguimos criar equipes, já
que são necessários somente dois atletas. Portanto os custos de incentivo às
equipes é bem acessível. Temos como referência o caso da atleta Maria Elisa
Antonelli, que saiu de Resende e se tornou Campeã Mundial de Vôlei de Praia
em 2014 em parceria com a paulista de Santos, Juliana.
As instalações do vôlei de praia são limitadas para a utilização nos aspectos
técnicos por outras modalidades, mas podem também servir para o
condicionamento físico de atletas de outras modalidades, como o futebol, vôlei e
handebol, entre outras.

43
Planilha 15

16 Pistas de Skate

Os esportes radicais também dispõe de seus espaços públicos, Porto Real é o
grande destaque desta modalidade, com quatro pistas de skate para pouco mais
de dezoito mil habitantes.
Os esportes radicais tem tido forte repercussão de mídia e de público. O Brasil
possui alguns Campeões Mundiais do Skate, dos quais podemos citar Bob
Burnquist, criador da "Megarampa" e o "Mineirinho" Sandro Dias.
Eventos radicais de skate nas pistas públicas municipais são uma forte atração
para adolescentes e jovens e também potencializam a prática da modalidade.
A cadeia produtiva dos esportes radicais ou de aventura, ampliam ainda mais a
gama de produtos e serviços oferecidos e consumidos pelo público consumidor
e espectador. Existe um nicho de mercado especialista em produtos e serviços
voltados para os esportes radicais, que podem incluir: surf, kitesurf, skate,
patins, esqui, escalada, ciclismo de montanha (mountain bike), motocross,
highline/slackline entre outros.
44
Planilha 16

Observando a pirâmide acima, observamos que o futebol e o futsal são os
esportes mais praticados, formando a base da pirâmide, seguido pela corrida de
rua, que tem absorvido mais adeptos a cada dia, principalmente na faixa etária
acima dos 35 anos de idade.
O levantamento das atividades esportivas realizadas na região são balizadores
importantes para a definição de políticas públicas, uma vez que o entendimento
de quais modalidades são realizadas permite o estimulo às organizações
(associações, clubes, ligas), bem como o estimulo à cadeia do esporte.
Foi possível perceber no diagnóstico realizado que o esporte, por muitos visto
apenas como o evento em si, vai muito mais além, como, por exemplo, a
atração de turistas para a região, sendo que estes atletas optam por permanecer
na cidade após o evento, movimentando a rede hoteleira, gastronômica e o
comércio local.
Há também de se destacar que os eventos esportivos geram receitas para os
municípios, uma vez que a existência de empresas capazes de fornecer os
materiais e serviços necessários aos eventos esportivos, gerando emprego e
renda. 45
No levantamento da Cadeia Produtiva do Esporte percebemos a importância do
mapeamento da capacidade produtiva. Foi possível identificar casos em que um
determinado material necessário para a um evento esportivo é adquirido de
empresas de outros estados por simples desconhecimento da produção local.
Há ainda de se estimular que as administrações municipais utilizem o seu poder
de compra através dos processos licitatórios dando tratamento diferenciado e
simplificado para os pequenos negócios sediados na região.
A distribuição da população por faixa etária no Médio Paraíba é praticamente
igual à do Estado do Rio de Janeiro. Já em relação aos municípios há
diferenças, com Porto Real apresentando uma população mais jovem (maior
percentual entre 0 e 19 anos, de 34%) e menos idosa (9%). Em Volta Redonda,
28% dos habitantes possuem menos de 19 anos. A maior participação de
pessoas com 60 anos ou mais ocorre em Valença (15%) e Vassouras (14%).
Planilha 17

Fonte: IETS, com base nos dados do Censo/IBGE (2010).

46
Cada faixa etária permite um perfil de projetos esportivos e de lazer, que devem
estar de acordo com as instalações esportivas e o local de sua realização,
envolvendo seu público beneficiário. Por exemplo:

0 a 14 anos: projetos sociais, visando atender ao maior número possível de
crianças, em áreas de vulnerabilidade social, atendendo prioritariamente ao
público residente na própria comunidade, no horário do contraturno escolar, de
uma a três vezes por semana, de preferência desenvolvendo modalidades
coletivas para a iniciação esportiva.  As atividades devem ser lúdicas, com
diferentes tipos de jogos, brincadeiras, estimulando a criatividade, cooperação,
amizade, valores e princípios sociais, educacionais e de cidadania. As
instalações esportivas podem ser quadras poliesportivas(abertas ou cobertas),
campos de futebol de areia ou terra, piscinas de lazer, praças públicas, áreas de
lazer e espaços públicos em geral. O objetivo é de desenvolver a coordenação,
multilateralidade, habilidades em geral, vivências de diversas modalidades para
que possamos identificar potenciais atletas para o futuro e promover a inclusão
social através do esporte. Nível de investimento de recursos: baixo (professor e
material básico)

15 a 19 anos: projetos de formação de atletas e equipes de diversas
modalidades individuais ou coletivas. atendimento selecionado aos que
demonstram maiores interesses e aptidões, levando­se em consideração o perfil
psicológico, biótipo físico e habilidades específicas a cada modalidade. Os
treinamentos devem ser abertos a indivíduos de quaisquer região, do município
ou fora dele, mantendo­se os treinamentos no contraturno escolar com
atividades de três a cinco vezes por semana em instalações adequadas à prática
esportiva, de preferência que atendam às exigências oficiais da federação
estadual da modalidade. Os treinamentos são específicos dos gestos motores da
modalidade e devem ser priorizadas diversos exercícios em progressão
pedagógica do mais simples aos mais complexos, com muitas repetições e
correções pelo técnico esportivo para que a evolução seja gradual, constante e
seguindo a técnica individual e tática do jogo. Faz parte deste processo,
desenvolver a competição entre os atletas e equipes, determinação, disciplina,
respeito aos participantes e às regras, vontade de vencer, persistência,
colaboração, companheirismo e confiança em si e na sua equipe. 

47
O objetivo é formar e desenvolver atletas e equipes que possam representar o
município em competições regionais, nacionais e internacionais; investir na
conscientização social, política e cidadã dos adolescentes e jovens formadores
de opinião em seus núcleos familiares e nas suas relações pessoais e sociais.
Nível de investimento de recursos: Médio (Comissão Técnica, material para
treinamentos e jogos, transporte para os jogos e se possível, alimentação nos
treinamentos e jogos).

20 a 29 anos: projeto esportivo de alto rendimento, nas modalidades em que os
habitantes e o poder público mais se identificam e incentivam. Formado com
atletas profissionais, alguns selecionados das equipes formadas na própria
cidade e acrescidos de atletas de outras cidades ou regiões. As equipes são
definidas e raramente há abertura para entrada de novos atletas no decorrer
dos treinamentos e competições. Os treinamentos são diários e podem ocorrer
em até dois períodos por dia, de manhã e à noite. As instalações esportivas
devem ser as melhores disponíveis no município e atenderem às necessidades
das comissões técnicas para que os atletas possam atingir o seu ápice no
desempenho físico, tático, técnico e mental durante as competições. É
necessário o envolvimento de diversos setores da sociedade, envolvendo
alimentação, transporte, assistência médica em geral, condicionamento físico,
psicólogo, equipamentos esportivos, vestuário, entre outros. Neste momento, o
nível competitivo é altíssimo e trabalhamos individualmente a superação aos
seus próprios limites para conquistar resultados surpreendentes e inéditos para
si e para a equipe.O objetivo é formar uma equipe vencedora, que seja
acompanhada diariamente pelos habitantes da cidade, criando um sentimento
de orgulho em cada cidadão em fazer parte de um projeto vencedor e que pode
divulgar a cidade, o poder público e todos os patrocinadores nos diversos
veículos da mídia de TV, rádio, jornal, revistas, sites esportivos, redes sociais e
nas mais diversas formas de comunicação, oferecendo um retorno financeiro,
capital político, satisfação popular e sentimento de realização jamais visto ou
sentido em qualquer outra manifestação social. Nível de investimento de
recursos: Alto (Comissão Técnica, material de alta qualidade para treinamentos
e jogos, salários para jogadores, hospedagem, alimentação diária, transporte
para jogos, divulgação da equipe e dos seus patrocinadores, assistência
médica, academia de musculação).
48
30 a 59 anos: Atividades de lazer e esporte de caráter social e orientados para
gerar bem estar e entretenimento, com moderado nível de competitividade.
Corridas de rua, atividades ao ar livre, torneios corporativos, ciclismo de rua e
em trilhas com níveis de dificuldade gradual, são algumas atividades que podem
ser utilizadas nesta faixa etária. Pouquíssimos atletas se mantêm em atividade
de alto nível nesta faixa etária, e em geral, as pessoas estão preocupadas em
manter a forma, se sentir saudável, participar em competições de fim de semana
e fazer atividades em que sintam prazer. Os treinamentos específicos são
semanais, ou no máximo em até três vezes por semana. O objetivo é ter uma
participação maciça e consistente deste público alvo em diversas manifestações
esportivas diferentes, atendendo a gostos e interesses distintos. Associa­se a
imagem de preocupação com a saúde preventiva e bem estar dos cidadãos.
Grande apelo popular em eventos que reúnem milhares de pessoas em torno do
esporte. Nível de investimento de recursos: Médio.(Eventos com som, estruturas
metálicas, infraestrutura e atendimento a milhares de pessoas).

Acima de 60 anos: Atividades de lazer de caráter social e orientados para gerar
bem estar e entretenimento, com baixo nível de competitividade. Atividades ao
ar livre, danças e ginástica aeróbica, Zumba, caminhadas ecológicas, passeios
ciclísticos, são algumas atividades que podem ser utilizadas nesta faixa etária.
As mulheres são a grande maioria e as pessoas estão preocupadas em se sentir
saudável, evitar doenças crônicas, dores, artrites e artroses. Buscam atividades
em que sintam prazer e condições físicas de desempenhar, sem que sejam
criticados ou ridicularizados. Devem ocorrer no máximo em até três vezes por
semana. O objetivo é ter uma participação reduzida, seletiva, mas fiel, deste
público alvo em atividades que sejam próximas da sua residência e que façam
amizades, encontrem pessoas e se sintam produtivas. Associa­se a imagem de
zelo e cuidado atencioso e carinhoso com a saúde preventiva e bem estar dos
cidadãos idosos. Grande apelo emocional em grupos que se sentem gratos pela
atenção que recebem do poder público. Nível de investimento de recursos:
Baixo.(Professores e som).
49
REVELADO

OS RECURSOS
FINANCEIROS
DESTINADOS AO ESPORTE
NOS MUNICÍPIOS
do Médio Paraíba
RJ

50
A sequência do diagnóstico apresenta os recursos financeiros destinado ao
esporte pelas administrações públicas nos municípios do Médio Paraíba.
Planilha 18

Levando­se em consideração que a cidade do Rio de Janeiro como sede dos
Jogos Olímpicos Rio 2016, e que todo o estado sentirá reflexos disto, pois
muitas cidades do estado receberão delegações e equipes olímpicas em fase de
aclimatação para os jogos, esperávamos um volume de recursos investido pelo
Governo Federal muito mais consistente nesta região do estado. Entretanto,
também devemos observar o empenho e a capacidade dos gestores municipais
de atrair recursos federais para esta destinação. A elaboração de projetos
específicos na área de esportes, através de convênios ou de emendas
parlamentares tem sido um entrave para que estes recursos cheguem aos
municípios da região do Médio Paraíba. É extremamente necessário que o
município possua uma equipe com esta destinação, pois além da elaboração,
gestão e acompanhamento dos projetos, ainda pode ser responsável pela
prestação de contas, garantindo assim a aprovação das contas do projeto
realizado e a possibilidade de apresentação de novos projetos e programas.
51
Dificilmente as prefeituras tem conseguido viabilizar financeiramente a
construção de novas instalações esportivas sem contar com a apoio financeiro do
Estado ou da União. Existem diversos programas federais para repasses de
recursos às prefeituras para a construção de quadras, ginásios, e até mesmo
praças esportivas, como os CIE ­ Centros de Iniciação ao Esporte, que tem por
objetivo  "ampliar a oferta de infraestrutura de equipamento público esportivo
qualificado, incentivando a iniciação esportiva em territórios de vulnerabilidade
social das grandes cidades brasileiras". Dos 14 municípios do Estado do Rio de
Janeiro selecionados para receber as instalações do CIE, somente Barra Mansa
está localizada no Médio Paraíba.

Mas os recursos estaduais e federais não são destinados somente para
instalações esportivas, podem ser também para o desenvolvimento de projetos e
programas esportivos de diversas manifestações do desporto, podendo atender a
ao esporte educacional, de participação ou de alto rendimento. Um exemplo
disso é que a Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude do Estado do
Rio de Janeiro viabilizará o repasse de R$ 6 milhões para implementar 60
projetos esportivos no interior fluminense. A iniciativa se dará pelo programa
Jogando Junto, onde, do total de propostas, 50% deverão ser apresentadas
pelas prefeituras do interior. Entretanto, sem que os projetos sejam devidamente
elaborados e acompanhados pelos municípios, a iniciativa pode perder a sua
finalidade, deixando de atender a centenas ou milhares de munícipes.

Portanto, é de extrema importância a capacitação dos gestores esportivos dos
municípios no sentido que estruturem equipes para a elaboração de projetos em
seus municípios, para que desta forma, não se percam as escassas
oportunidades de captação de recursos estaduais e federais destinados ao
esporte, que podem beneficiar imensamente as iniciativas esportivas do
município.
52
Planilha 19

Estes dados representam apenas o equivalente a aproximadamente 15% de
toda a Arrecadação Municipal Anual. Foram apurados somente os impostos de
arrecadações municipais e os royalties de petróleo. A principal arrecadação dos
municípios fica a cargo do ICMS e de transferências específicas para finalidades
já destinadas pelo Governo Federal. Portanto, sem interesse para a finalidade
do esporte municipal. Piraí tem importante receita proveniente do IPTU.

Fábrica da Ambev em Piraí
Light ­ Usina de Fontes em Piraí

53
Planilha 20

Somente a nível de esclarecimento, os percentuais de composição da Receita Municipal Total irão variar de
acordo com a vocação econômica de cada município.

Os prefeitos e secretários de fazenda ou finanças têm que obedecer à Lei de
Responsabilidade Fiscal. O descumprimento das regras previstas na Lei de
Responsabilidade Fiscal implica punições fiscais e penais, como, por exemplo,
sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa (Lei n° 8.429/1992) e no
Decreto­Lei n° 201/1967, que tipifica os crimes de responsabilidade dos
prefeitos e vereadores.
Já a Lei de Responsabilidade Fiscal fixa um teto para as despesas da Prefeitura,
que ficam condicionadas à arrecadação de tributos. Este procedimento muitas
vezes impede um maior investimento na área de esportes, mesmo que seja esta
a vontade do gestor municipal. 

Fábricas da Coca­Cola e da PSA Peugeot Citroen em Porto Real

54
Planilha 21

Volta Redonda tem o maior destaque na área de destinação de recursos para a
área do esporte na região do Médio Paraíba. Também cabe ressaltar o
excelente trabalho realizado pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de
Itatiaia, sendo o único município que obteve receita superior à destinação
prevista para a sua pasta em 2014. Este fato demonstra que os gestores do
esporte na região não podem se acomodar com os recursos previstos para suas
atividades. O trabalho de buscar recursos através de convênios, transferências
voluntárias da união e do governo estadual, emendas parlamentares e
incentivos fiscais tem uma importância fundamental no incremento de receitas
para o esporte.  Cabe às Secretarias de Esporte e Lazer criar equipes de
profissionais especializados em projetos para a captação de recursos,
acompanhamento burocrático dos trâmites legais e posterior prestação de conta
de todos os projetos. É raro encontrar equipes especializadas nesta
competência sob responsabilidade da Secretaria de Esportes, entretanto, a
maioria dos gestores municipais de esporte da região concordou que estes
profissionais fazem falta e poderiam alavancar a obtenção de recursos
destinados ao esporte.
55
Planilha 22

Em dezembro de 2006, quando foi sancionada a Lei de Incentivo ao Esporte, na
defesa da sua relevância para o esporte brasileiro em suas diversas
manifestações, o então presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Sr. Carlos
Arthur Nuzman alegava que o esporte atingiria outro patamar se cada município
destinasse ao menos 1% de toda a sua arrecadação de impostos para o
esporte. Hoje, quase dez anos depois de sancionada a lei que permite às
empresas a destinação de 1% do seu Imposto de Renda (IR) à pagar, para
apoiar e patrocinar projetos esportivos aprovados pelo Ministério do Esporte,
percebemos que a maioria das empresas de médio porte ainda não utilizam este
mecanismo de incentivo ao esporte. E como pedia Nuzman, os municípios, na
sua maioria, continuam bem distantes de atingir este patamar. Na planilha acima
podemos ver que, dos municípios que informaram, somente dois deles estão
acima deste patamar. Mas vale ressaltar que estamos falando somente dos
impostos municipais e dos royalties do petróleo, enquanto que o presidente do
COB se referia ao percentual de 1% sobre a arrecadação total de cada
município.
56
Planilha 23

A Lei Municipal nº 2735, de 22 de dezembro de 2009, institui o Programa de
Incentivo Fiscal para realização de Projetos Esportivos é uma referência no
Estado do Rio de Janeiro. Entre 2009 e 2012, foram apresentados somente
quatro projetos à sua aprovação. Em 2013, o número de projetos esportivos que
pleitearam os benefícios da Legislação aumentou para 31. O aumento do
número de eventos no município se deu a partir da reformulação em 2012 pela
Lei Municipal nº 2.934. Por meio dela, empresas patrocinadoras podem financiar
projetos esportivos em troca de incentivos fiscais no pagamento de tributos, a
exemplo do Imposto Territorial Urbano (IPTU) e do Imposto Sobre Serviços
(ISS).
Em 2014 o Prefeito José Rechuan Júnior foi o vencedor Estadual na categoria
Pequenos Negócios nos Eventos Esportivos do 8º Prêmio SEBRAE Prefeito
Empreendedor e vencedor Nacional na categoria temática Pequenos Negócios
nos Eventos Esportivos com o projeto: "A prática de esportes fomentando o
desenvolvimento econômico através do turismo".
57
A Lei Municipal de Incentivo ao Esporte de Resende investe
diretamente pelas empresas que recolhem impostos no município o
equivalente a R$ 1 Milhão anualmente no esporte em projetos de até
R$ 60.000,00 (sessenta mil reais). É uma iniciativa inovadora no
estado do Rio de Janeiro e desde então tem incentivado diversas
manifestações esportivas, desde esportes radicais a equipes de
modalidades olímpicas, atletas de destaque e competições locais. É
um modelo que deveria ser seguido por todas as prefeituras.
Planilha 24

A relevância de um Calendário Municipal de Eventos se confirma para que as
diversas manifestações esportivas do município possam ocorrer sem ter que
"disputar" público presente e espectador, divulgação nos canais de mídia locais,
recursos provenientes de patrocinadores, apoio de gestão e suporte do órgão
gestor do esporte municipal e para a utilização de instalações esportivas
públicas, podendo atender a todos os organizadores de eventos do município.

58
Utilizar o Calendário Municipal de Eventos em conjunto com as informações do
Relatório Regional do Esporte 2015 pode facilitar a estrutura dos eventos
municipais e potencializar a participação do público e a captação de recursos
com as empresas parceiras e patrocinadores.

De acordo com os dados apresentados acima, 49,25% dos municípios
brasileiros possuem um Calendário Anual de Eventos Esportivos. Em municípios
com até 5 mil habitantes, somente 31,18% têm um calendário de eventos. Estes
percentuais vão crescendo exponencialmente de acordo com o aumento da
população, chegando ao percentual de 84,84% dos municípios com população
acima de 500 mil habitantes terem seu calendário municipal de eventos.
Obviamente as razões para a justificativa da ausência são completamente
opostas. Enquanto nos municípios menores a razão passa pela falta de
necessidade, pela escassez de eventos, nos municípios maiores o argumento é
que são tantas manifestações que exigiria um demasiado esforço para organiza­
lo. Entretanto, ambas estão deixando de potencializar a realização de eventos,
ignorando a cadeia produtiva do esporte e seu aproveitamento na criação de
empregos, arrecadação de impostos, incentivo ao turismo e geração de renda.

59
Planilha 25

Uma das mais difíceis tarefas dos gestores municipais, estaduais ou da união, é
no sentido de criar iniciativas, ações, projetos e programas que envolvam mais de
uma secretaria ou ministério. Segundo os dados acima, a área da educação é a
que mais cria interação com o esporte, seguida pela saúde, cultura,
promoção/ação social e trabalho. Os dados do IBGE acima não apresentam a
quantidades de ações em que há esta integração, somente se o município a
realiza. Portanto, se houver no município somente uma ação em conjunto entre
dois setores, ele já faz parte deste demonstrativo. Certamente o esporte tem
muito mais a ganhar se associando com estes setores que estão entre os que
mais recebem recursos em todas as esferas de governo, enquanto o esporte é
considerado o "primo pobre" desta turma.

Na área educacional podem ser criadas competições estudantis coletivas ou
individuais, programas de treinamento de esportes nas escolas, eventos
escolares (dentro de cada escola), Olimpíadas Escolares, entre outras. Em
conjunto com a área da cultura, podem ser criadas exposições de fotografias ou
vídeos com temas que envolvem o esporte, atividades esportivas que têm
manifestações culturais, como a capoeira, danças, judô e outras lutas orientais,
corridas temáticas, passeio ciclístico por monumentos históricos e etc.

60
Mas nenhuma outra área pode agregar tanto quanto a saúde. Esporte e saúde
estão intimamente ligados. Seminários e palestras sobre esporte e qualidade de
vida, campanhas de prevenção, corridas voltadas à públicos específicos ou
temáticas (Contra o Câncer de Mama, mulheres, terceira idade), passeios
ciclísticos, caminhadas, "Zumba", atividades ao ar livre, entre outras. Para
finalizar, podemos citar ainda outras áreas interessantes, como o turismo, com
diversos eventos que podem atrair turistas para a cidade, trabalho e renda,
criando oportunidades de emprego em atividades ligadas ao esporte e o JADE ­
Jovem Aprendiz do Desporto, contratando adolescentes e jovens à partir de 14
anos para funções administrativas e de auxiliares esportivos em projetos e
programas de esporte.
Planilha 26

O JADE ­ Jovem Aprendiz do Desporto tem uma enorme gama de oportunidades
para adolescentes e jovens entre 14 e 24 anos de idade, que atendendo à Lei
10.097 de 2000, conhecida como a Lei da Aprendizagem que determina que todas
as empresas têm que contratar jovens aprendizes em uma proporção de 5 a 15%
do número total dos seus empregados. Seguindo os dados apresentados pelo
próprio Ministério do Trabalho e Emprego, existem 5.280 vagas ainda não
preenchidas somente na região do Médio Paraíba.

61
São empregos registrados pela CLT com garantia de direitos assegurados e
vigência de dois anos, remunerados pelo salário mínimo hora.

Nas funções de "Auxiliar da Prática Desportiva", "Organizador de Eventos" e
"Assistente Administrativo", os aprendizes tem a possibilidade de vivenciarem na
prática os contextos de Gestão Administrativa, Treinamento do Desporto e
Realização de Eventos, que são três das mais importantes vertentes do esporte.
Certamente as entidades que realizam projetos esportivos terão interesse em
contratar estes aprendizes depois desta formação profissionalizante, contribuindo
para a geração de emprego e renda nos municípios. As empresas de toda a
região também podem se interessar em contratar um colaborador que tenha este
tipo de formação, que pode agregar às suas qualificações funcionais. Uma
excelente oportunidade para os adolescentes e jovens que buscam seu primeiro
emprego e que têm afinidade com o esporte.

62
A
Cadeia Produtiva
do ESPORTE
63
Mapear a Cadeia Produtiva do Esporte é ponto primordial na realização desta
pesquisa, uma vez que tal mapeamento permite auxiliar os realizadores de
eventos na região sobre o tipo de material e/ou serviços disponíveis na
localidade.
Este tipo de informação possibilita, por exemplo, que a compra de um
determinado material seja feita de uma empresa sediada no médio paraíba, ao
invés da compra ser realizada em uma empresa de São Paulo. Este tipo de
levantamento também auxilia as Administrações Municipais no Uso do Poder de
Compras (licitações) como ferramenta de desenvolvimento econômico local.
A compra feita com o mercado local gera um ciclo virtuoso econômico. Este ciclo
se inicia com os empresários locais que passam a ter um novo mercado, ou seja,
nova fonte de receita. Esta nova receita demandará investimento nas empresas
nas diversas áreas, inclusive no emprego de mão de obra, o que resulta em uma
maior e melhor distribuição de renda. O ciclo chega inclusive a administração
pública já que o aumento de receita provoca o aumento na arrecadação
municipal, o que retorna para a população em forma de melhoria nos serviços e
equipamentos oferecidos para a população. Segundo dados do FMI – Fundo
Monetário Internacional, a cada real investido em Compras Públicas há um
retorno de cento e setenta por cento através da geração de novos empregos,
renda e circulação de dinheiro na economia local.
A de se mencionar ainda que a realização dos eventos esportivos precisam estar
diretamente relacionadas a cadeia do turismo, o que por vezes não é pensado de
forma conjunta. Para clarear este pensamento, utilizamos como exemplo a
realização de uma corrida rustica.
Um evento deste perfil atrai participantes de outros municípios, mas, por
normalmente ser realizado no período da manhã, os atletas chegam cedo,
participam da prova e vão embora, pouco movimentando a economia local. O
planejamento de um evento deve trabalhar toda a cadeia, inclusive a do turismo,
e trazendo esta premissa para o nosso exemplo a corrida rústica pode ter
atrelada à sua programação um almoço em um restaurante com comida típica,
uma visitação ou ponto de controle em uma fazenda com produção de itens da
agricultura familiar e um evento cultural a noite que estimule os participantes a
pernoitarem no município.
64
Planilha 27

Esta planilha demonstra o perfil econômico de cada um dos municípios do Médio
Paraíba. Como os dados são referentes aos anos de 2010/2011, podem ter
sofrido pequenas alterações que não irão alterar substancialmente a vocação
econômica de cada município. Bons exemplos deste caso são os municípios de
Resende e Itatiaia que recentemente criaram seus "Polos Industriais" atraindo
um grande número de médias e grandes empresas para a região, 

65
Planilha 28

Níveis de Desenvolvimento do IFDE:
Baixo ­ Inferior a 0,4 Moderado ­ Entre 0,6 e 0,8
Regular ­ Entre 0,4 e 0,6 Alto ­ Acima de 0,8

O fortalecimento econômico, principalmente de Resende e Itatiaia, com a
instalação de unidades de grandes empresas têm transformando a região do
Médio Paraíba RJ em um grande centro de desenvolvimento do estado. Isso fica
evidente quando observamos os valores do IFDM ­ Índice Firjan de
Desenvolvimento Municipal, com dados referentes a 2013, sendo um importante
instrumento de avaliação do desenvolvimento dos municípios de todo o Brasil.

Fábricas Jaguar/Land Rover em Itatiaia e Nissan em Resende

66
Planilha 29

As academias de ginástica são um importante ator no cenário que envolve o
esporte, atividades físicas e manutenção de saúde, além de empregar um
relevante quantitativo de professores de educação física. Segundo os dados
levantados no Diagnóstico Regional do Esporte, o ticket médio das academias
da região do Médio Paraíba varia entre sessenta e duzentos reais, patamar onde
se encontra a grande maioria das academias de ginástica. Entretanto, pudemos
encontrar também unidades com valores mensais abaixo e acima destes
valores, demonstrando uma adequação ao seu público específico e local. O
menor valor percebido nas academias de ginástica foi de R$ 30,00 em
contrassenso ao maior valor aferido, de R$ 400,00. Fato que demonstra que o
mercado possui variação de preço e qualidade de serviço com tamanha
amplitude. 

67
Planilha 30

Os shopping centers e lojas de esporte são importantes colaboradores na cadeia
produtiva do esporte, com diversos estabelecimentos comerciais que
comercializam produtos associados ao esporte, como vestuário, tênis, material
esportivo(bolas, redes, uniformes e acessórios). Os shopping centers também
tem realizado eventos esportivos em suas dependências, interna ou
externamente, com o intuito de atrair público para suas lojas. É um player
interessante que os produtores de eventos esportivos devem dar uma atenção
especial, pois eventos nos shoppings tem muita sinergia e forte apelo com o
público expectador. Podemos aliar entretenimento com boa acessibilidade,
estacionamento seguro, conforto e diversas opções de alimentação e lazer.

68
Planilha 31

Desde meados do século passado, a região sul fluminense sempre foi pujante
no que diz respeito à prática esportiva. A instalação da Academia Militar das
Agulhas Negras em Resende em 1944, e a criação do Recreio do Trabalhador
em Volta Redonda, na década de 1950, foram ações que notoriamente
colaboraram para o desenvolvimento profissional na área da educação física e
esportiva na Região Sul Fluminense.
Em seguida, no inicio da década de 1970, a recém criada Fundação Oswaldo
Aranha, após uma pesquisa intensa que apontou para uma falta de profissionais
da área e um amplo campo de trabalho ligado à educação e ao esporte, criou a
Escola de Educação Física de Volta Redonda. O propósito primeiro foi atender a
uma demanda da população da região naquele momento. É preciso registrar
que este foi o primeiro curso de Educação Física em instituição privada de todo
o estado do Rio de Janeiro, e existiu sozinho por décadas. Hoje existem na
região, além deste, mais dois outros cursos criados no início do século XXI, no
Centro Universitário de Barra Mansa (UBM) e Centro Universitário Geraldo de
Biasi (UGB). Todos os três cursos de Educação Física formam profissionais para
a atuação como bacharel (fora da escola) e como licenciado (na educação
básica).
69
Além disso, a lei Lei 7.195/2016 recentemente sancionada pelo governador Luiz
Fernando Pezão, determina que somente os professores licenciados em cursos
de nível superior podem dar aulas de Educação Física nas escolas de Educação
Infantil e de níveis fundamental e médio, públicas ou particulares do estado do
Rio de Janeiro. Isto aumenta consideravelmente os espaços de atuação do
licenciado em Educação Física. Assim, a história mostra que desde 1971, a
região vem formando profissionais de sucesso da área para atuar, não só aqui,
mas em todo o país.
Hoje a região possui um excelente campo de atuação para o profissional de
Educação Física que se desdobra do atendimento às crianças em escolinhas,
dos jovens nas praças esportivas e academias, e também dos idosos em
programas específicos para tal. 
(Colaboração do Prof. Silvio Henrique Vilela)

Como as três faculdades se situam em municípios mais ao norte da região,
percebemos a necessidade de implantação de um novo campus, ou uma nova
unidade na área de educação física na região mais ao sul, atendendo a este
público, que atualmente tem se deslocado para a Escola Superior de Educação
Física de Cruzeiro (SP) em busca de sua formação nesta área. A cidade de
Resende poderia vir a receber esta unidade, consolidando a oferta de instituições
de ensino e evitando o êxodo dos alunos desta região para o estado de São
Paulo. 

Academia Militar das Agulhas Negras ­ AMAN em Resende

70
Recreio do Trabalhador em Volta Redonda

Universidades de Educação Física na região Médio Paraíba RJ

71
Planilha 32

Depois da regulamentação da profissão de professor de educação física e da
criação do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Educação Física e
em 1998, passou­se a exigir a certificação anual de todos os professores de
educação física em atividade profissional no país.

A qualificação da mão de obra é tema da mais alta importância, uma vez que este
profissional é responsável pelo desenvolvimento de ações que irão impactar na
qualidade de vida da população.
Percebe­se nas Secretarias Municipais de Esporte e Lazer uma natural migração
dos profissionais de educação física para as áreas administrativas, o que por um
lado é extremamente positivo, uma vez que aquele que planeja o evento
esportivo o conhece por profissão, também apresenta um fator preocupante, já
que de modo geral o profissional de educação física não possui formação
acadêmica na elaboração de políticas públicas e tampouco na gestão e
gerenciamento de projetos.
Tal constatação reforça a importância do Programa Lidera Rio nos Esportes, ou
seja, a necessidade da formação dos gestores dos esportes na elaboração,
implantação e monitoramento de um planejamento estratégico para a Cadeia do
Esporte.
72
Ação 2
Criação do

COMITÊ REGIONAL DE
DESENVOLVIMENTO DO ESPORTE
corde.com.br

73
Planilha 33

74
Planilha 34

Grupo de integrantes do CORDE e o consultor SEBRAE RJ Lucas Guimarães

75
A relevância da criação do Comitê Regional de Desenvolvimento do
Esporte:
Durante o programa Lidera Rio nos Esportes, surgiram diversas sugestões para
atividades regionais de desenvolvimento do esporte. Decidimos então, levar
todas as nossas ideias para discussão e aplicarmos uma Matriz de Priorização
que deveriam elencar as ações prioritárias a serem desenvolvidas dentro do
período pré estipulado para realização das Consultorias realizadas pelo
SEBRAE/RJ. Esta matriz, transcrita acima neste documento, determinou seis
ações como de alta prioridade, sendo que duas delas foram as que tiveram as
maiores notas de relevância: a Criação de um  Comitê Regional para
desenvolver atividades ligadas ao desenvolvimento do esporte, incentivando o
comércio local e fortalecendo a cadeia produtiva do esporte e a outra, para a
formação e capacitação de gestores do esporte da região. Decidimos então,
depois de realizar o Diagnóstico e o Relatório Regional do Esporte, iniciar
nossas atividades com a criação do CORDE ­ Comitê Regional de
Desenvolvimento do Esporte, para que esta entidade pudesse ser a
catalisadora de todas estas iniciativas e orienta­las em um sentido, atendendo a
todas as ações propostas em nossa matriz de prioridades. Tendo em mãos o
Relatório Regional do Esporte 2015 ­ Médio Paraíba, poderíamos partir de um
patamar básico, com informações relevantes sobre o ambiente esportivo da
região, criar indicadores para que nosso trabalho pudesse ter parâmetros de
atuação. O CORDE surgiu com esta premissa, tendo o objetivo de integrar o
setor governamental com a iniciativa privada. Envolver as entidades da
sociedade civil e os produtores de eventos e projetos esportivos, buscando sua
organização, priorizando resultados de relevância regional, ao invés de
iniciativas isoladas e pouco impactantes para toda a região.
Entretanto, percebemos que a carência deste trabalho existe em todo o estado
do Rio de Janeiro, e em muitas regiões do país, fato este que motivaram nossa
determinação de que o CORDE tivesse estabelecido em seu estatuto, sua área
de abrangência determinada para todo o território nacional.

76
Para que pudéssemos de alguma forma reduzir um pouco desta carência,
percebemos a necessidade de criar treinamento, seminários e palestras que
abordassem assuntos referentes à elaboração e gestão de projetos, incentivos
fiscais, convênios com entes governamentais, estruturação de calendários
regionais de eventos esportivos, subsídios para a implantação de novos
equipamentos esportivos, geração de emprego e renda nas áreas em torno do
esporte e estabelecer um relacionamento com médias e grandes empresas da
região, para orientarmos o investimento de seus recursos incentivados para
atividades de interesse regional.
O CORDE busca interação com as Secretarias Municipais e/ou órgãos gestores
do esporte em âmbito municipal, estadual e federal para estabelecer parcerias
que possam viabilizar a implantação de projetos e programas regionais de
incentivo e desenvolvimento do esporte em suas três manifestações: de
rendimento, educacional e de participação. Apresentamos neste relatório
diversas sugestões de atividades, projetos e programas nestes três ambitos que
podem ser facilmente implantadas em cada um dos municípios da região sul
fluminense e em quaisquer municípios de todo o Brasil. As representações
políticas, de todos os âmbitos ligados ao esporte, poderão ter o CORDE como
parceiro para implantação destes programas na região do Médio Paraíba no sul
fluminense, atendendo a um público beneficiário de aproximadamente um milhão
de habitantes no eixo Rio ­ São Paulo, maior corredor econômico­financeiro do
país, e em outras localidades, se forem do seu interesse e que atendam as
diretrizes deste comitê. O esporte regional conta com o estabelecimento destas
parcerias para que possamos transformar o esporte como uma ferramenta de
transformação social, criação de novas áreas de lazer, gerando emprego em
todas as áreas afins, descobrindo e desenvolvendo regionalmente talentos,
capacitando gestores, produzindo renda e envolvendo todos os meios de
comunicação para disseminar a cultura de educação e saúde associadas ao
esporte e ao desenvolvimento econômico da região. É um novo patamar, e agora
estamos dando o primeiro passo nesta direção. ACORDE PARA O ESPORTE!!!

77
O lançamento do Relatório Regional do Esporte 2015 aconteceu no dia 10 de
dezembro de 2015 e contou com a presença de Prefeitos, Secretários de
Governo, Gestores Municipais do Esporte, Representantes do Conselho Regional
de Educação Física do Rio de Janeiro/Espírito Santo e de Representantes das
Faculdades de Educação Física estabelecidas na região do Médio Paraíba.
Autoridades Presentes que foram convidadas pela representação de Porto Real
no Grupo Médio Paraíba:
Presidente do Conselho Regional de Educação Física CREF1 – RJ/ES –
Sr. André Dias de Oliveira Fernandes
Conselheira CREF1 – RJ/ES – Sra. Cristiane Belo
Prefeita Municipal de Porto Real – Sra. Maria Aparecida da Rocha Silva
Secretario Municipal de Desenvolvimento Econômico Trabalho e Renda de Porto
Real – Sr. Eduardo Augusto M. Linhares
Diretor de Indústria, Comércio e Serviços Secretaria Munic. de Desenvolvimento
Econômico Trabalho e Renda de Porto Real – Sr. José Ademir Bitencourt 
78
Diretor de Trabalho e Renda ­ Secretaria Munic. de Desenvolvimento Econômico
Trabalho e Renda de Porto Real – Sra. Tatiana Sabino dos Santos
Diretor de Esporte e Lazer ­ Secretaria Municipal de Educação, Esporte, Lazer e
Cultura de Porto Real – Sr. Cel. Oliveira Lima
Coordenadora da Unidade FAETEC/CETEP Porto Real ­ Sra. Amanda Sanches
Coordenador do Curso de Educação Física da UBM ­ Sr. Ronaldo Pimenta
Coordenador do Curso de Educação Física do UniFOA ­ Sr. Silvio Henrique
Vilela

imagens do evento

Maria Paula Tavares com Cida, Prefeita de Porto Real e Christian Junqueira

Marilza Reis do SEBRAE/RJ, equipe da PRF e integrantes da Prefeitura de Porto Real
acompanhando a  Sra. Maria Aparecida da Rocha Silva, a Cida, Prefeita de Porto Real

79
Presidente do Conselho Regional de Educação Coordenador do Curso de Educação Física da UBM ­
Física CREF1 – RJ/ES – Sr. André Dias de Oliveira Sr. Ronaldo Pimenta
Fernandes

Coordenador do Curso de Educação Física do UniFOA Secretário Municipal de Desenv. Econ. Trabalho e
 Sr. Silvio Henrique Vilela Renda de Porto Real – Sr. Eduardo Augusto M.
Linhares

Marilza Reis, analista do SEBRAE/RJ apresentando o programa Lidera Rio e em entrevista à imprensa

80
Público presente de aproximadamente 100 pessoas

André Fernandes do CREF1 Apresentação do Relatório Regional do Esporte 2015 ­ Médio
Paraíba ­ RJ

Lucas Guimarães ­ Consultor do Murilo Vinhaes Santos ­ Gestor da Associação Hall da Fama e
SEBRAE/RJ integrante do CORDE

81
Samir Gomes do Departamento de Esportes da Autoridades Presentes
Prefeitura Municipal de Pinheiral

Público Presente Fabiana Magalhães, Margareth Figueira e Joelcio
Almeida ­ Integrantes do CORDE

Murilo, Fabiana, Ernane, Joelcio, Albertino, Marilza,
Matheus e Paulo Roberto ­ Integrantes do CORDE

Fabiana, Flávio, Murilo, Maria Paula, Christian,
Margareth, Paulo Roberto e Marilza

82
Lucas Guimarães, Murilo Vinhaes, Ernane Soares, Fernando Reis, Flávio Pereira, André Fernandes, Silvio Vilela,
Matheus Oliveira, Albertino Machado, Paulo Roberto Moreira, Joelcio Almeida, Waltair de Oliveira e Samir Gomes.
Christian Junqueira, Maria Paula Tavares, Margareth Figueira, Marilza Reis e Fabiana Magalhães.

Links de matérias do evento


https://www.youtube.com/watch?v=HG31RwTisEg
http://www.avozdacidade.com/mobile/noticiasDetalhes.aspx?
IDNoticia=48985&IDCategoria=5
http://www.revistaporaqui.com.br/Noticia/Index/comite­regional­de­
desenvolvimento­do­esporte
http://www.portoreal.rj.gov.br/municipio­integra­diagnostico­regional­do­
esporte­do­medio­paraiba/
http://www.folhadointerior.com.br/v2/page/noticiasdtl.aspt=CORDE+LAN%C7
A+RELAT%D3RIO+SOBRE+NEG%D3CIOS+NA+%C1REA+ESPORTIVA+&
id=83297

83
Conclusão
Depois de elaborarmos um diagnóstico sobre o esporte na região do Médio
Paraíba no sul fluminense, decidimos que este material não poderia ficar
confinado somente às nossas apreciações, deveria ganhar vida e se transformar
em um Relatório Regional do Esporte 2015 ­ Médio Paraíba/RJ. Afinal de contas,
todas estas informações que aqui divulgamos, são de domínio público, bastando
haver interesse em pesquisa­las e atenção e cuidado ao analisa­las para poder
elaborar este documento.

Vale ressaltar que nosso interesse não é expor as deficiências de cada
município, mas sim, criar indicadores para que possamos saber de que forma
podemos contribuir, através de  parcerias com os gestores públicos do esporte
em toda a região. Podemos e devemos detectar as vocações esportivas de cada
município, para que possamos encontrar formas de incentiva­las em todas as
suas manifestações. E para que isso possa ser percebido devemos observar o
que já acontece em termos destas manifestações esportivas, mesmo em
condições adversas e com pouquíssimos recursos ou instalações adequadas.
Este é o panorama do esporte no Brasil. Dispomos de um potencial esportivo
fantástico. Nossos atletas têm historicamente superado as dificuldades e, dentro
do possível, apresentado bons resultados.

O que temos percebido, é que o esporte deixou de ser encarado pelos
adolescentes e jovens como uma mera diversão ou uma atividade física para
gerar entretenimento, e atualmente se transformou em uma possibilidade real de
geração de renda e de profissão. Uma profissão que precisa ser remunerada e
que requer dedicação integral para que se torne verdadeiramente rentável para o
atleta, e consequentemente para sua família. O esporte deveria ser encarado
como uma política pública, já que sem o auxílio dos governos municipal, estadual
ou federal, não há como investir na formação e manutenção dos clubes, escolas
ou entidades sem fins lucrativos destinadas ao esporte. Os projetos esportivos
para se estruturarem e apresentarem resultados consistentes, nos âmbitos
esportivos e sociais, precisam estar orientados para que seus gestores estejam
capacitados para os enquadrarem dentro dos parâmetros necessários para
aproveitarem os recursos incentivados e os benefícios fiscais disponíveis no
mercado.
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Até mesmo os clubes tradicionais de formação de atletas, que dispõe de milhares
de sócios, como o Tijuca T.C. e o C.R. Flamengo do Rio de Janeiro, Minas Tênis
Clube de Minas Gerais e o E.C. Pinheiros de São Paulo aproveitam os incentivos
fiscais do Governo Federal. 

Pretendemos com isso, demonstrar que o esporte tem se tornado a cada dia mais
profissional e requer a capacitação dos profissionais responsáveis em todas as
áreas de gestão, desde o professor da escolinha de futebol que deseja disputar
um campeonato local com sua equipe, até o gestor municipal do órgão
responsável pelo esporte, ou o Secretário Municipal de Esportes da prefeitura de
sua cidade. E pudemos perceber neste relatório que as gestões mais
capacitadas, ou mais mobilizadas em viabilizar recursos, convênios e projetos,
conseguiram superar as dificuldades pela escassez de recursos e apresentar
excelentes resultados. Este panorama só reforça um dos objetivos do CORDE,
que consiste em formar e capacitar os gestores do esporte. Sem esta
consciência, ficará cada dia mais improvável obter resultados consistentes e
sustentáveis em projetos e programas de esporte.

Juntamente com a falta de capacitação, encontramos poucos municípios com
instalações esportivas adequadas às atividades esportivas de rendimento,
desestimulando as raras iniciativas que podem vir a se tornarem melhor
estruturadas. Com isso, somente as manifestações esportivas de participação, ou
com finalidade social, acabam se proliferando, exigindo pouquíssima capacidade,
carente de resultados esportivos e pouquíssima repercussão e visibilidade dos
cidadãos. E neste quadro, o que mais se destaca é o futebol e o futsal, pelo
número de participantes envolvidos e de projetos em execução. Na sequencia,
com um enorme abismo comparativo ao número de participantes e projetos,
encontramos as corridas de rua, que têm crescido no número de praticantes,
principalmente devido às questões de saúde e estética. Em seguida, o vôlei e o
handebol aparecem com maior frequência nos municípios da região. 

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Entretanto, as instalações esportivas não são as vilãs, responsáveis pela
carência de projetos esportivos bem organizados e estruturados, que ofereçam
bons resultados esportivos e sociais. Todos os projetos esportivos no Brasil
deveriam atender a estes indicadores. Existem muitas instalações esportivas que
estão subutilizadas, não oferecendo opções de práticas esportivas para os
cidadãos. Faltam projetos!!! Sem os devidos incentivos, as manifestações
esportivas estão ficando a cada dia mais escassas. Por isso, deveríamos
considerar o esporte como uma política pública de estado. Os benefícios são
inegáveis para a saúde, educação, redução de criminalidade e bem estar social.
O que vimos neste relatório, é que as transferências de recursos do governo
federal para os municípios da região, referentes à área de esportes, foi
extremamente baixo no ano de 2014, o que requer investimentos estaduais e
municipais para que o esporte aconteça.

Neste âmbito, o município de Resende se destaca, por ser o único de todo o
estado do Rio de Janeiro, que dispõe de uma Lei Municipal de Incentivo ao
Esporte. Com isso, reverte diretamente para pessoas físicas e jurídicas, recursos
incentivados oriundos de empresas ou pessoas físicas que abatem até 50% dos
valores destinados ao projeto, dos seus impostos municipais à pagar (IPTUe
ISS). A prefeitura reverte até 2% de toda a sua arrecadação para o esporte. É
uma excelente iniciativa.

Volta Redonda é outro destaque. Com recursos volumosos destinado ao esporte,
também tem um competente trabalho de captação de recursos governamentais
estaduais e federais, como convênios e emendas parlamentares. Assim se
estruturou como o município com o maior número de instalações esportivas de
alto nível, proporcionando a possibilidade de executar projetos de alto
rendimento em diversas modalidades, com destaque para o futebol, vôlei,
natação e rugby.

Para resumir este texto final, seria muito leviano da nossa parte em encerrar este
assunto, declarando que este ou aquele motivo são os responsáveis pela atual
situação do esporte na região. Cada município apresentou suas virtudes e
dificuldades, este era o nosso intuito. 
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Com base nestes dados, o CORDE procura interagir com os gestores municipais
para auxilia­los a investir nas suas principais virtudes e características positivas,
e da melhor forma possível, trabalhar criativamente para reduzir suas
deficiências. Acreditamos na educação. E disseminar a educação, através da
capacitação e troca de experiências práticas nas diversas manifestações
esportivas da região pode nos auxiliar nesta difícil missão de desenvolver o
esporte na região. Uma coisa é certa, o potencial esportivo da região é imenso,
com projetos competentes acontecendo em diversos locais, o clima é favorável,
existe uma forte cultura esportiva na região e a sociedade civil vibra com os
resultados apresentados até o momento. Acreditamos que organizando nossas
ações, trabalhando em parceria com os diversos atores envolvidos em todo o
processo e fortalecendo a cadeia produtiva do esporte na região, em breve
estaremos apresentando resultados que atendem as expectativas de todos nós, e
que servirão de modelo para serem levados à outras regiões e municípios. Esta é
a força do esporte!!!

Manifestações esportivas nos diversos âmbitos: escolar, de participação e alto rendimento 

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BIBLIOGRAFIA

IBGE ­ Pesquisa de Esporte ­ Suplemento de Esporte da Pesquisa de
Informações Básicas Municipais, Perfil dos municípios brasileiros: esporte 2003
http://ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/pesquisa_esporte2003/default.shtm

TAVARES, Carla. Índice de desenvolvimento do esporte: Mapeamento e Gestão
no Estado do Rio de Janeiro – 2010. Rio de Janeiro: LGN, 2011

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http://www.prefeitoempreendedor.sebrae.com.br/noticias/noticia.php?id=346

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IETS, com base nos dados do Censo/IBGE (2010) Painel Regional Médio
Paraíba, SEBRAE RJ.

Painel Regional Médio Paraíba. SEBRAE – Observatório SEBRAE 2015

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