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Pele Humana

1 A pele é o maior órgão do nosso corpo, reveste e assegura grande parte das relações entre o meio
interno e o externo. Além disso atua na defesa e colabora com outros órgãos para o bom
funcionamento do organismo, como no controle da temperatura corporal e na elaboração de
metabólitos. É constituída de derme e epiderme, tecidos intimamente unidos, que atuam de forma
harmônica e cooperativa.
Se quiser conhecer mais sobre o Sistema Tegumentar dos Animais.
Epiderme
A epiderme é composta por epitélio de revestimento que é um tecido estratificado, pavimentoso e
queratinizado, ou seja, formado por várias camadas de células com diferentes formas e funções. As
células superficiais são achatadas como se fossem escamas e possuem queratina. A epiderme não possui
vasos nem nervos; tem espessura variada, sendo mais grossa nas regiões de atrito como solas dos pés e
palmas das mãos e mais fina sobre as pálpebras e próximo dos genitais.
Se quiser saber mais sobre o epitélio de revestimento, leia o artigo sobre o tecido epitelial.

As células, chamadas queratinócitos ou ceratinócitos, produzidas na camada basal vão sendo


“empurradas” para cima e modificam sua estrutura. Elas se unem por junções (os desmossomos, que
são especializações da superfície) e prolongamentos, se achatam e produzem queratina. Os
ceratinócitos perdem o núcleo e morrem, na superfície do corpo são eliminadas por descamação.
Camadas da epiderme e os diferentes tipos celulares
 Camada Basal ou Germinativa: essa camada está sempre produzindo novas células, que se dividem
por mitose. Estão presentes os melanócitos, células especializadas em produzir a melanina, que é o
pigmento que dá cor à pele e aos pelos. Os prolongamentos dos melanócitos penetram nas células dessa
camada e da espinhosa, espalhando melanina no seu interior. As células de Merkel são
mecanorreceptoras, ou seja, percebem estímulos mecânicos do exterior e os encaminham para as fibras
nervosas.
 Camada Espinhosa: possui células com desmossomos e prolongamentos que ajudam a mantê-las bem
unidas, o que lhes confere aparência espinhosa. As células de Langerhans se encontram espalhadas pela
camada e ajudam a detectar agentes invasores, enviando alerta ao sistema imunológico para defender
o corpo;
 Camada Granulosa: à medida que sobem, os ceratinócitos vão sendo achatados.Na camada granulosa
possuem forma cúbica e estão cheios de grânulos de queratina, que passa a ocupar os espaços
intercelulares;
 Camada Córnea: o estrato córneo fica na superfície do corpo. Formado por células mortas, sem núcleo,
achatadas e queratinizadas. A sua parte mais externa sofre descamação, sendo constantemente
substituída (em períodos de 1 a 3 meses).
Derme
Corte transversal da pele: a epiderme é a parte mais escura, sendo a camada córnea mais externa
(soltando partes) e a derme é a mais clara.
A derme é formada de tecido conjuntivo denso. Sua composição é essencialmente de colágeno (cerca
de 70%) e outras glicoproteínas e fibras do sistema elástico. As fibras elásticas formam uma rede ao
redor das fibras de colágeno que conferem flexibilidade à pele.
A camada imediatamente abaixo da epiderme é chamada de camada papilar pois possui inúmeras
papilas dérmicas encaixadas nas reentrâncias da superfície irregular da epiderme. Em seguida há
a camada reticular que contém mais fibras elásticas, além de vasos sanguíneos e linfáticos e
terminações nervosas, também são encontradas glândulas sebáceas e sudoríparas e as raízes dos pelos.
Hipoderme
Localizada logo abaixo da derme encontra-se a tela subcutânea ou hipoderme, que é uma camada
de tecido conjuntivo frouxo rica em fibras e células adiposas. A gordura que se acumula nessas células
funciona como reserva de energia e isolante térmico.
Estruturas Anexas da Pele
Existem diversas estruturas relacionadas aos tecidos epiteliais e conjuntivos que formam a epiderme e
derme, respectivamente, cada uma com função específica. As glândulas secretam suor ou sebo que
ajudam a controlar a temperatura corporal e lubrificar a pele. As unhas protegem a ponta dos dedos e
ajudam a agarrar objetos. Os pelos têm papel sensorial, por terem terminações nervosas ligadas à base
do folículo; há também outras terminações espalhadas na pele, que permitem a percepção de estímulos
como: temperatura, pressão, tato e mecânicos.
Representação do folículo piloso e pelos, glândulas e outras estruturas presentes na pele
Glândulas Sebáceas
A atividade dessas glândulas é controlada principalmente por hormônios masculinos, e são mais ativas
na época da puberdade. Elas liberam o sebo que produzem no canal do folículo piloso. Não são
distribuídas igualmente por todas as regiões do corpo, havendo grandes glândulas na pele ao redor da
boca, nariz, testa e bochechas, o que torna essas áreas bastante oleosas. Acredita-se que sua principal
função é formar uma barreira gordurosa superficial, evitando a perda de água.
Glândulas Sudoríparas
Essas glândulas têm forma de espiral, são formadas por células epidérmicas, mas se encontram na
derme. Existem dois tipos de glândulas sudoríparas:
As écrinas, que liberam o suor diretamente em aberturas na superfície da pele, os poros. Através da
transpiração essas glândulas regulam a temperatura corporal, pois quando o suor evapora dissipa o calor
junto com ele. E as apócrinas, que eliminam sua secreção (uma substância mais viscosa que o suor)
dentro do canal do folículo. Na fase embrionária formas rudimentares dessas glândulas estão espalhadas
por todo corpo, mas após o nascimento se desenvolvem apenas em regiões como as axilas, no canal do
ouvido, nos mamilos, ao redor do umbigo e na região em volta dos genitais e do ânus. Isso parece ter
alguma relação ancestral com a produção do cheiro e a atração sexual.
Pelos
Anatomia do Pelo
São compostos de células mortas da epiderme compactadas e queratinizadas. Os pelos do corpo e os
cabelos são formados no folículo piloso, que é um tubo epidérmico, rodeado de nervos sensoriais, que
confere sensibilidade às pressões exercidas no pelo. A base do folículo, chamada bulbo, se encontra na
derme e produz sempre células novas, que à medida que vão emergindo recebem melanina (que dá a
cor ao pelo, quanto mais melanina, mais escuro será) e queratina. Outras estruturas ligadas ao folículo
são: o músculo eretor do pelo (músculo liso que movimenta o pelo, deixando a pele arrepiada), as
glândulas sebáceas (lubrificam o pelo) e as glândulas sudoríparas.
Unhas
Anatomia da Unha
Têm formação semelhante a dos pelos, no entanto, as unhas nunca param de crescer enquanto que o
folículo piloso em alguns momentos entra em repouso fazendo diminuir o crescimento dos pelos. A unha
começa a ser formada na raiz, que fica enterrada na pele, onde as células se multiplicam e vão
emergindo. A seguir, as células sintetizam queratina na região da cutícula ou eponíquio, que é uma
dobra de pele, e continuam seu movimento. Quando ficam expostas, as células já estão mortas, bastante
achatadas e queratinizadas, formando a unha como a vemos.
As unhas oferecem um bom indício sobre a saúde da pessoa, podendo ficar quebradiças, mais finas ou
deformadas devido a situações de grande estresse, períodos de febre prolongados ou por uso de drogas
ou medicamentos mais fortes. Ajudam a proteger as extremidades dos dedos, área extremamente
sensível e também auxiliam a agarrar os objetos.
Receptores Sensoriais
Tipos de Receptores Sensoriais
São terminações das fibras nervosas, mielínicas, algumas estão livres associadas às células epiteliais,
outras, encapsuladas. Existem 7 tipos de receptores que captam os estímulos do meio, levam ao sistema
nervoso e devolvem respostas sensoriais; são eles:
 Discos de Merkel: ramificações das extremidades de fibras nervosas sensoriais, cujas pontas têm forma
de disco e estão ligadas às células da epiderme. Percebem estímulos contínuos de pressão e tato;
 Corpúsculos de Meissner: são receptores encapsulados, de adaptação rápida (respondem ao estímulo
no fim), percebem estímulos vibratórios, de pressão e de tato, localizados na superfície da derme;
 Corpúsculos de Paccini: encapsulado, de adaptação rápida, sentem estímulos vibratórios rápidos e
pressão, localizados na derme profunda;
 Corpúsculo de Ruffini: encapsulado, de adaptação lenta (responde ao estímulo continuamente), sentem
a pressão e se localizam na derme profunda;
 Bulbos de Krause: encapsulados, são pouco conhecidos, mas associados aos estímulos de pressão, se
localizam nas bordas da epiderme;
 Terminações dos Folículos Pilosos: são fibras sensoriais enroladas ao redor dos folículos, podem ser de
adaptação lenta ou rápida;
 Terminações Nervosas Livres: são ramificações de fibras mielínicas ou amielínicas não encapsuladas,
são de adaptação lenta e transmitem informações de tato, dor, temperatura e propriocepção. Estão
localizados por toda pele e em quase todos os tecidos do corpo.

Receptores Sensoriais
A princípio há dois tipos de receptores sensoriais: os neurônios sensoriais periféricos que tem
em sua extremidade periférica uma estrutura modificada para a detecção dos estímulos ou
células sensoriais epiteliais associados a um neuroepitélio.
Os receptores sensoriais funcionam como transdutores de energia, e podem converter os
estímulos físicos e químicos do ambiente em impulsos elétricos. Através dos prolongamentos
periféricos dos neurônios aferentes as informações sensoriais são conduzidas para o SNC. E
somente no SNC, é que esta informação será percebida e interpretada.
Um receptor sensorial pode ser tanto um neurônio modificado como uma célula epitelial
especializada conectada a neurônios. No primeiro caso fala-se em células neurossensoriais, e
no segundo, em células epitélio-sensoriais.
De acordo com a natureza do estímulo que são capazes de captar, os receptores sensoriais são
classificados em quatro tipos básicos:
a) Quimiorreceptores: especializados na detecção de substâncias químicas; localizam-se na
língua e no nariz, e são responsáveis, respectivamente, pelos sentidos do paladar e do olfato.
b) Termorreceptores: especializados na captação de estímulos de natureza térmica; estão
distribuídos por toda a pele, ligeiramente mais concentrados nas regiões da face, dos pés e das
mãos.
c) Mecanorreceptores: especializados na captação de estímulos mecânicos, tais como a
compressão ou o estiramento da pele e de órgãos internos. Há dois tipos especiais desses
receptores: fonorreceptores, capazes de detectar variações na pressão do ar, e
estatorreceptores, que detectam a posição do corpo em relação à força de gravidade.
d) Fotorreceptores: especializados na captação de estímulos luminosos; estão localizados nos
olhos.
De acordo com o local de onde captam estímulos, os receptores sensoriais são classificados em
três tipos básicos:
a) Exteroceptores: captam estímulos provenientes do ambiente, tais como luz, calor, sons e
pressão.
b) Proprioceptores: captam estímulos provenientes do interior do corpo; estão localizados nos
músculos, tendões, juntas e órgãos internos.
c) Interoceptores: percebem condições internas do corpo, tais como grau de acidez, pressão
osmótica, temperatura e composição química do sangue, etc.
SISTEMA EXCRETOR
O sistema excretor é formado por um conjunto de órgãos que filtram o sangue,
produzem e excretam a urina - o principal líquido de excreção do organismo. É constituído
por um par de rins, um par de ureteres, pela bexiga urinária e pela uretra.
Os rins situam-se na parte dorsal do abdome, logo abaixo do diafragma, um de cada
lado da coluna vertebral, nessa posição estão protegidos pelas últimas costelas e também
por uma camada de gordura. Têm a forma de um grão de feijão enorme e possuem uma
cápsula fibrosa, que protege o córtex - mais externo, e a medula - mais interna.
Cada rim é formado de tecido conjuntivo, que sustenta e dá forma ao órgão, e por
milhares ou milhões de unidades filtradoras, os néfrons, localizados na região renal.

O néfron é uma longa estrutura tubular microscópica que possui, em uma das extremidades,
uma expansão em forma de taça, denominada cápsula de Bowman, que se conecta com
o túbulo contorcido proximal, que continua pela alça de Henle e pelo túbulo contorcido
distal; este desemboca em um tubo coletor. São responsáveis pela filtração do sangue e
remoção das excreções.

Como funcionam os rins

O sangue chega ao rim através da artéria


renal, que se ramifica muito no interior do órgão,
originando grande número de arteríolas aferentes,
onde cada uma ramifica-se no interior da cápsula
de Bowman do néfron, formando um enovelado de
capilares denominado glomérulo de Malpighi.
O sangue arterial é conduzido sob alta pressão
nos capilares do glomérulo. Essa pressão, que
normalmente é de 70 a 80 mmHg, tem intensidade
suficiente para que parte do plasma passe para a cápsula de Bowman, processo
denominado filtração. Essas substâncias extravasadas para a cápsula de Bowman
constituem o filtrado glomerular, queé semelhante, em composição química, ao plasma
sanguíneo, com a diferença de que não possui proteínas, incapazes de atravessar os
capilares glomerulares.

Imagem: GUYTON, A.C. Fisiologia Humana. 5ª ed., Rio de Janeiro, Ed. Interamericana, 1981.
O filtrado glomerular passa em seguida para o túbulo contorcido proximal, cuja parede é
formada por células adaptadas ao transporte ativo. Nesse túbulo, ocorre reabsorção ativa de
sódio. A saída desses íons provoca a remoção de cloro, fazendo com que a concentração do
líquido dentro desse tubo fique menor (hipotônico) do que do plasma dos capilares que o
envolvem. Com isso, quando o líquido percorre o ramo descendente da alça de Henle, há
passagem de água por osmose do líquido tubular (hipotônico) para os capilares sangüíneos
(hipertônicos) – ao que chamamos reabsorção. O ramo descendente percorre regiões do rim
com gradientes crescentes de concentração. Consequentemente, ele perde ainda mais água
para os tecidos, de forma que, na curvatura da alça de Henle, a concentração do líquido
tubular é alta.
Esse líquido muito concentrado passa então a percorrer o ramo ascendente da alça de
Henle, que é formado por células impermeáveis à água e que estão adaptadas ao transporte
ativo de sais. Nessa região, ocorre remoção ativa de sódio, ficando o líquido tubular
hipotônico. Ao passar pelo túbulo contorcido distal, que é permeável à água, ocorre
reabsorção por osmose para os capilares sangüíneos. Ao sair do néfron, a urina entra nos
dutos coletores, onde ocorre a reabsorção final de água.
Dessa forma, 6 estima-se que em 24 horas são filtrados cerca de 180 litros de fluido do
plasma; porém são formados apenas 1 a 2 litros de urina por dia, o que significa que
aproximadamente 99% do filtrado glomerular é reabsorvido.
Além desses processos gerais descritos, ocorre, ao longo dos túbulos renais,
reabsorção ativa de aminoácidos e glicose. Desse modo, no final do túbulo distal, essas
substâncias já não são mais encontradas.

Imagem: LOPES, SÔNIA. Bio 2.São Paulo, Ed. Saraiva, 2002.

Os capilares que reabsorvem as substâncias úteis dos túbulos renais se reúnem para
formar um vaso único, a 7 veia renal, que leva o sangue para fora do rim, em direção ao
coração.

Regulação da função renal

A regulação da função renal relaciona-se basicamente com a regulação da quantidade


de líquidos do corpo. Havendo necessidade de reter água no interior do corpo, a urina fica
mais concentrada, em função da maior reabsorção de água; havendo excesso de água no
corpo, a urina fica menos concentrada, em função da menor reabsorção de água.
O principal agente regulador do equilíbrio hídrico no corpo humano é o
hormônio ADH (antidiurético), produzido no hipotálamo e armazenado na hipófise. A
concentração do plasma sangüíneo é detectada por receptores osmóticos localizados no
hipotálamo. Havendo aumento na concentração do plasma (pouca água), esses
osmorreguladores estimulam a produção de ADH. Esse hormônio passa para o sangue, indo
atuar sobre os túbulos distais e sobre os túbulos coletores do néfron, tornando as células
desses tubos mais permeáveis à água. Dessa forma, ocorre maior reabsorção de água e a
urina fica mais concentrada. Quando a concentração do plasma é baixa (muita água), há
inibição da produção do ADH e, conseqüentemente, menor absorção de água nos túbulos
distais e coletores, possibilitando a excreção do excesso de água, o que torna a urina mais
diluída.

Imagem: GUYTON, A.C. Fisiologia Humana. 5ª ed., Rio de Janeiro, Ed. Interamericana, 1981.

Certas substâncias, como é o caso do


álcool, inibem a secreção de ADH,
aumentando a produção de urina.
Além do ADH, há outro hormônio
participante do equilíbrio hidro-iônico do
organismo: a aldosterona, produzida nas
glândulas supra-renais. Ela aumenta a
reabsorção ativa de sódio nos túbulos
renais, possibilitando maior retenção de
água no organismo. A produção de
aldosterona é regulada da seguinte
maneira: quando a concentração de sódio
dentro do túbulo renal diminui, o rim produz
uma proteína chamada renina, que age
sobre uma proteína produzida no fígado e Imagem: GUYTON, A.C. Fisiologia Humana. 5ª
encontrada no sangue ed., Rio de Janeiro, Ed. Interamericana, 1981.
denominada angiotensinogênio (inativo),
convertendo-a em angiotensina (ativa).
Essa substância estimula as glândulas
supra-renais a produzirem a aldosterona.

RESUMINDO
Sangue arterial conduzido sob alta pressão nos capilares do glomérulo (70 a 80
mmHg) à filtração à parte do plasma (sem proteínas e sem células) passa para a cápsula de
Bowmann (filtrado glomerular) à reabsorção ativa de Na+, K+, glicose, aminoácidos e passiva
de Cl- e água ao longo dos túbulos do néfron, como esquematizado abaixo.

Túbulo contorcido proximal (células adaptadas ao transporte ativo) à reabsorção ativa de sódio /
remoção passiva de cloro

líquido tubular torna-se hipotônico em relação ao plasma dos capilares

absorção de água por osmose para os capilares na porção descendente da alça de Henle

porção ascendente da alça de Henle impermeável à água e adaptada ao transporte ativo de sais à
remoção ativa de sódio

líquido tubular hipotônico à reabsorção de água por osmose no túbulo contorcido distal

OBS: Ocorre, também, ao longo dos túbulos renais, reabsorção ativa de aminoácidos e glicose.
Desse modo, no final do túbulo distal essas substâncias já não são mais encontradas.

Regulação da função renal - resumo

HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO (ADH): principal agente fisiológico regulador do equilíbrio hídrico,


produzido no hipotálamo e armazenado na hipófise.

Aumento na concentração do plasma (pouca água) à receptores osmóticos localizados no


hipotálamo à produção de ADH à sangue à túbulos distal e coletor do néfron à células mais
permeáveis à água à reabsorção de água à urina mais concentrada.

Concentração do plasma baixa (muita água) e álcool à inibição de ADH à menor absorção de
água nos túbulos distal e coletor à urina mais diluída.

ALDOSTERONA: produzida nas glândulas supra-renais, aumenta a absorção ativa de sódio e a


secreção ativa de potássio nos túbulos distal e coletor.

Elevação na concentração de íons potássio e redução de sódio no plasma sangüíneo

rins

renina (enzima)

ò
angiotensinogênio (inativo) à angitensina (ativa)

córtex da supra-renal

aumenta taxa de secreção da aldosterona

sangue

rins (túbulos distal e coletor)

aumento da excreção de potássio / reabsorção de sódio e água

A ELIMINAÇÃO DE URINA

Ureter

Os néfrons desembocam em dutos coletores, que se unem para formar canais cada vez mais
grossos. A fusão dos dutos origina um canal único, denominado ureter, que deixa o rim em direção
à bexiga urinária.

Bexiga urinária

A bexiga urinária é uma bolsa de parede elástica, dotada de musculatura lisa, cuja função é
acumular a urina produzida nos rins. Quando cheia, a bexiga pode conter mais de ¼ de litro (250 ml) de
urina, que é eliminada periodicamente através da uretra.

Uretra

A uretra é um tubo que parte da bexiga e termina, na mulher, na região vulvar e, no homem, na
extremidade do pênis. Sua comunicação com a bexiga mantém-se fechada por anéis musculares -
chamados esfíncteres. Quando a musculatura desses anéis relaxa-se e a musculatura da parede da
bexiga contrai-se, urinamos.