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COMEÇANDO DO ZERO

Direito Previdenciário – Aula 04


Frederico Amado

SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO

Salário de contribuição é a base de cálculo sobre a qual incidirá a contribuição previdenciária do segurado
empregado, doméstico, avulso, contribuinte individual e facultativo, assim como da cota patronal do emprega-
dor doméstico, normalmente formado por parcelas remuneratórias do labor, ou, no caso do segurado facultati-
vo, o valor por ele declarado, observados os limites mínimos e máximos legais.

I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim enten-
dida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a
retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de
utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados,
quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou,
ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa.

§ 10. Considera-se salário-de-contribuição, para o segurado empregado e trabalhador avulso, na condição


prevista no § 5º do art. 12 (dirigente sindical), a remuneração efetivamente auferida na entidade sindical ou
empresa de origem. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.97)

II - para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, ob-
servadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do
valor da remuneração;

III - para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua
atividade por conta própria, durante o mês;

§ 11. Considera-se remuneração do contribuinte individual que trabalha como condutor autônomo de veículo
rodoviário, como auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em automóvel cedido em regime de co-
laboração, nos termos da Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974, como operador de trator, máquina de terra-
plenagem, colheitadeira e assemelhados, o montante correspondente a 20% (vinte por cento) do valor bruto
do frete, carreto, transporte de passageiros ou do serviço prestado, observado o limite máximo a que se refere
o § 5º.” LEI 13.202/2015

IV - para o segurado facultativo: o valor por ele declarado.

LIMITES DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO

§ 3º O limite mínimo do salário-de-contribuição corresponde ao piso salarial, legal ou normativo, da categoria


ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e
o tempo de trabalho efetivo durante o mês. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97)

Por força da Lei 13.189/2015, irá incidir contribuição previdenciária sobre o valor da compensação pecuniária
a ser paga no âmbito do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), INTEGRANDO O SALÁRIO DE CONTRI-
BUIÇÃO (vigência em 1/11/2015). Trata-se de compensação pecuniária equivalente a 50% do valor da redu-
ção salarial e limitada a 65% do valor máximo da parcela do seguro-desemprego, enquanto perdurar o perío-
do de redução temporária da jornada de trabalho, para as empresas que aderiram ao Programa de Proteção
ao Emprego, que será custeada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAP).

De acordo com o artigo 1º, da Lei Complementar 103/2000, os estados e o Distrito Federal ficam autorizados
a instituir, mediante lei de iniciativa do Poder Executivo, o piso salarial de que trata o inciso V, do artigo 7º, da
Constituição Federal, para os empregados que não tenham piso salarial definido em lei federal, convenção ou
acordo coletivo de trabalho, podendo abarcar os empregados domésticos.

O limite máximo fixado pela Emenda 20/1998 foi de R$ 1.200,00, posteriormente majorado pela Emenda
41/2003 para R$ 2.400,00.

2017 – R$ 5.531,31Portaria MF 8/2017

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§ 1º Quando a admissão, a dispensa, o afastamento ou a falta do empregado ocorrer no curso do mês, o salá-
rio-de-contribuição será proporcional ao número de dias de trabalho efetivo, na forma estabelecida em regu-
lamento.

§ 2º O salário-maternidade é considerado salário-de-contribuição.

Em regra, o salário de contribuição será composto pelas parcelas remuneratórias decorrentes do labor, inclu-
sive abarcando a gratificação natalina (13º salário), conforme referendado pela Súmula 688 do STF, É legíti-
ma a incidência da contribuição previdenciária sobre o 13º salário.

Inclusive, após a Lei 8.620/93, é válida a incidência da contribuição previdenciária em separado sobre a grati-
ficação natalina, conforme entendimento pacificado pelo STJ (REsp 1066682, de 09.12.2009).

Horas extras: “inf. 514 - DIREITO PREVIDENCIÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA


SOBRE O ADICIONAL DE HORAS EXTRAS.

Incide contribuição previdenciária sobre os valores pagos a título de horas extras. A incidência decorre do fato
de que o adicional de horas extras integra o conceito de remuneração. Precedentes citados: AgRg no REsp
1.311.474-PE, DJe 17/9/2012, e AgRg no AREsp 69.958-DF, DJe 20/6/2012. AgRg no REsp 1.222.246-SC,
Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 6/12/2012”.

O salário-maternidade é considerado como salário de contribuição.

O total das diárias de viagem integrará o salário de contribuição, se excedentes a 50% da remuneração men-
sal.

Havia se formado uma controvérsia sobre a legalidade ou não da contribuição previdenciária incidente sobre a
quantia paga a título de terço de férias gozadas, se posicionando o STF e o STJ pela impossibilidade da co-
brança, haja vista não serem incorporadas na aposentadoria do trabalhador.STF, AI 712.880 AgR, de
26.05.2009.STJ, Pet 7.296 / PE, de 28.10.2009.

De acordo com a Súmula 458, do STJ, “a contribuição previdenciária incide sobre a comissão paga ao corre-
tor de seguros”, por se tratar de verba remuneratória do labor, devendo compor o salário de contribuição.

DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO. NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA


SOBRE A IMPORTÂNCIA PAGA NOS QUINZE DIAS QUE ANTECEDEM O AUXÍLIO-DOENÇA. RECURSO
REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ).

Não incide contribuição previdenciária a cargo da empresa sobre a importância paga nos quinze dias que an-
tecedem o auxílio-doença. REsp 1.230.957-RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 26/2/2014.
NÃO INTEGRAM O SC (§9º)-

A) Os benefícios da previdência social, exceto o salário maternidade;

Informativo 536 do STJ

DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE


O SALÁRIO-MATERNIDADE. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ).

Incide contribuição previdenciária a cargo da empresa sobre os valores pagos a título de salário-maternidade.
REsp 1.230.957-RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 26/2/2014.

DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE


O SALÁRIO PATERNIDADE. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ).

Incide contribuição previdenciária a cargo da empresa sobre os valores pagos a título de salário paternidade.
Esse salário refere-se ao valor recebido pelo empregado durante os cinco dias de afastamento em razão do
nascimento de filho (arts. 7º, XIX, da CF; 473, III, da CLT; e 10, § 1º, do ADCT). Ao contrário do que ocorre

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com o salário-maternidade, o salário paternidade constitui ônus da empresa, ou seja, não se trata de benefício
previdenciário.

Desse modo, em se tratando de verba de natureza salarial, é legítima a incidência de contribuição previdenci-
ária. Ademais, ressalte-se que o salário paternidade deve ser tributado, por se tratar de licença remunerada
prevista constitucionalmente, não se incluindo no rol dos benefícios previdenciários. Precedente citado: AgRg
nos EDcl no REsp 1.098.218-SP, Segunda Turma, DJe 9/11/2009. REsp 1.230.957-RS, Rel. Min. Mauro
Campbell Marques, julgado em 26/2/2014.

B) As ajudas de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos termos da Lei nº 5.929, de 30 de ou-
tubro de 1973 (hipóteses de transferência provisória ou permanente);

C) A parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do
Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976;

No entanto, em 2015, o STJ voltou a decidir que incide contribuição na alimentação m pecúnia.

1. A jurisprudência desta Corte pacificou-se no sentido de que o auxílio-alimentação in natura não sofre a inci-
dência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não
no Programa de Alimentação do Trabalhador- PAT. 2. Entretanto, quando pago habitualmente e em pecúnia,
a verba está sujeita a referida contribuição.

D) As importâncias recebidas a guisa de aviso prévio indenizado, férias e terço indenizados, licença-prêmio
indenizada, incentivo à demissão e multa de 40% sobre o FGTS, pois ostentam natureza indenizatória;

“STJ - AVISO PRÉVIO INDENIZADO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA A Turma reafirmou que não há in-
cidência de contribuição previdenciária sobre a verba paga ao trabalhador a título de aviso prévio indenizado,
tendo em vista sua natureza indenizatória. Ressaltou-se que o salário de contribuição é o valor da remunera-
ção, considerados os rendimentos destinados a retribuir o trabalho (art. 28 da Lei n. 8.212/1991), o que não se
verifica na verba em questão, pois, durante o período que corresponde ao aviso prévio indenizado, o empre-
gado não presta trabalho algum, nem fica à disposição do empregador. REsp 1.221.665-PR, Rel. Min. Teori
Albino Zavascki, julgado em 8/2/2011”.

DIREITO TRIBUTÁRIO E PREVIDENCIÁRIO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE


O AVISO PRÉVIO INDENIZADO. RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ).

Não incide contribuição previdenciária a cargo da empresa sobre o valor pago a título de aviso prévio indeni-
zado. REsp 1.230.957-RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 26/2/2014.

Terço de férias gozadas – STF e STJ

“O Supremo Tribunal Federal, em sucessivos julgamentos, firmou entendimento no sentido da não inci-
dência de contribuição social sobre o adicional de um terço (1/3), a que se refere o art. 7º, XVII, da Constitui-
ção Federal” (STF, RE 587.941 AgR, de 30.09.2008).

“As Turmas que compõem a Primeira Seção do STJ consolidaram o entendimento no sentido de afastar a
contribuição previdenciária do terço de férias também de empregados celetistas” (STJ, EDcl no AgRg no
AREsp 85.096, de 26.06.2012).

E) As importâncias referentes ganhos eventuais e os abonos expressamente desvinculados do salário; indeni-


zação por tempo de serviço, anterior a 05 de outubro de 1988, do empregado não optante pelo Fundo de Ga-
rantia do Tempo de Serviço - FGTS;

F) A parcela recebida a título de vale-transporte, na forma da legislação própria. Contudo, de acordo com o
STJ (AgRg no REsp 1.079.978, de 20.10.2008), se for pago em dinheiro, integrará o salário de contribuição;
Entrementes, em 2010, ao julgar o RE 478.410 (Informativo 578), o STF tomou posição diversa da do STJ,
afirmando que mesmo o vale-transporte pago em dinheiro não integrará o salário de contribuição, por não afe-
tar o caráter não salarial da verba, sendo esta a posição a ser adotada atualmente.

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Posição atual do STJ - 3. Em razão do pronunciamento do Plenário do STF, declarando a inconstitucionalida-


de da incidência da contribuição previdenciária sobre as verbas referentes a auxílio-transporte, mesmo que
pagas em pecúnia, faz-se necessária a revisão da jurisprudência do STJ para alinhar-se à posição do Pretório
Excelso. 4. Recurso Especial parcialmente conhecido e, em parte, provido” (REsp 1.194.788, de 19.08.2010).
G) A ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de mudança de local de tra-
balho do empregado, na forma do art. 470 da CLT;

1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que incide a contribuição previdenciária sobre adicional
de transferência em razão de sua natureza salarial. (STJ, 1ª Turma, AgRg no REsp 1511255, de 6/8/2015).

“A jurisprudência do STJ, firmou-se no sentido de que o adicional de transferência (ajuda de custo) possui na-
tureza salarial, conforme firme jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, pois, da leitura do § 3º do art.
463 da CLT, extrai-se que a transferência do empregado é um direito do empregador, sendo que do exercício
regular desse direito decorre para o empregado transferido, em contrapartida, o direito de receber o corres-
pondente adicional de transferência (STJ, 2ª Turma, REsp 1494371, de 16/6/2015).

H) As diárias para viagens, desde que não excedam a 50% (cinqüenta por cento) da remuneração mensal;

I) A importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário, quando paga nos
termos da Lei nº 6.494, de 07 de dezembro de 1977;

J) A participação nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou creditada de acordo com lei específi-
ca (Lei 10.101/2000);

K) O abono do Programa de Integração Social-PIS e do Programa de Assistência ao Servidor Público-PASEP;

L) Os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos pela empresa ao empregado


contratado para trabalhar em localidade distante da de sua residência, em canteiro de obras ou local que, por
força da atividade, exija deslocamento e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Minis-
tério do Trabalho;

Dica importante:

Em vários casos abaixo, o legislador valeu-se da seguinte premissa: se a parcela paga é extensível a todos os
empregados e dirigentes da empresa, não irá compor o salário de contribuição. Caso limitada a alguns, a con-
trario sensu, irá integrar o salário de contribuição, pois será uma remuneração disfarçada.

M) A importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-doença, desde que este
direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa;

N) As parcelas destinadas à assistência ao trabalhador da agroindústria canavieira, de que trata o art. 36 da


Lei nº 4.870, de 1º de dezembro de 1965;

O) O valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa de previdência com-
plementar, aberto ou fechado, desde que disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observa-
dos, no que couber, os arts. 9º e 468 da CLT;

P) O valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio da empresa ou por ela
conveniado, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos, despesas
médico-hospitalares e outras similares, desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigen-
tes da empresa;

Q) O valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utiliza-


dos no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços;

R) O ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado e o reembolso creche pago em conformi-
dade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de idade, quando devidamente
comprovadas as despesas realizadas;

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Vale ressaltar que, na forma da Súmula 310, do STJ, “o auxílio-creche não integra o salário de contribuição”.

S) o valor relativo a plano educacional, ou bolsa de estudo, que vise à educação básica de empregados e
seus dependentes e, desde que vinculada às atividades desenvolvidas pela empresa, à educação profissional
e tecnológica de empregados, nos termos da Lei n º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e: (Redação dada
pela Lei nº 12.513, de 2011)

1. não seja utilizado em substituição de parcela salarial; e (Incluído pela Lei nº 12.513, de 2011)

2. o valor mensal do plano educacional ou bolsa de estudo, considerado individualmente, não ultrapasse 5%
(cinco por cento) da remuneração do segurado a que se destina ou o valor correspondente a uma vez e meia
o valor do limite mínimo mensal do salário-de-contribuição, o que for maior.

T) A importância recebida a título de bolsa de aprendizagem garantida ao adolescente até quatorze anos de
idade, de acordo com o disposto no art. 64 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990;

U) Os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais;

V) O valor da multa prevista no § 8º do art. 477 da CLT.

X) o valor correspondente ao vale-cultura; Lei 12.761/2012

CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS

1) do trabalhador e demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre as aposentado-
rias e pensões do RPGS, na forma do artigo 195, inciso II, da CRFB;

2) do empregador, da empresa e da entidade equiparada na forma da lei, incidente sobre a folha de salários, e
demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço,
mesmo sem vínculo empregatício, consoante previsão do artigo 195, inciso I, “a”, da CRFB.

As contribuições previdenciárias constituem modalidade de contribuição para o custeio da seguridade social,


afetadas ao pagamento dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, conforme determina o artigo
167, inciso XI, da CRFB.

Esses recursos ingressarão no fundo previsto no artigo 250, da CRFB, instituído pelo artigo 68, da Lei Com-
plementar 101/2000, sendo denominado de Fundo do Regime Geral de Previdência Social, vinculado ao Mi-
nistério da Previdência Social e gerido pelo INSS, com a finalidade de prover recursos para o pagamento dos
benefícios desse regime previdenciário.

É prevalente na doutrina a natureza tributária das contribuições previdenciárias, espécie de contribuição para
o custeio da seguridade social, entendimento ratificado pelo Supremo Tribunal Federal em inúmeros julgados

De acordo com artigo 43, §2º, da Lei 8.212/91, inserido pela Lei 11.941/2009, artigo que trata das contribui-
ções previdenciárias a serem arrecadadas na Justiça do Trabalho, considera-se ocorrido o fato gerador das
contribuições sociais na data da prestação do serviço.

Assim sendo, se ainda havia qualquer dúvida acerca do momento da ocorrência do fato gerador em concreto
das contribuições previdenciárias patronais e dos trabalhadores em geral, agora é indene de dúvida que a hi-
pótese de incidência tributária se realiza na data da prestação do serviço, e não do seu pagamento ou de ou-
tro marco qualquer.

Assim sendo, o aspecto material da hipótese de incidência das contribuições previdenciárias é a prestação do
serviço remunerado pelos trabalhadores (exceto para os segurados facultativos), enquanto o aspecto temporal
se realiza na data da prestação da atividade, apuradas mês a mês, concedendo-se um prazo para pagamen-
to.

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Vale frisar que, por força do Princípio da Solidariedade e da regra do artigo 12, §4º, da Lei 8.212/91, o apo-
sentado pelo Regime Geral de Previdência Social que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade
abrangida por este Regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribui-
ções previdenciárias para fins de custeio da Seguridade Social, mesmo sem poder gozar de nova aposentado-
ria neste regime previdenciário (SOBRE A REMUNERAÇÃO, E NÃO SOBRE A APOSENTADORIA).

CONTRIBUIÇÕES DOS TRABALHADORES

Empregado, trabalhador avulso e empregado doméstico – ART. 20, LEI 8212/91:

SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO (R$)

ALÍQUOTA PARA FINS DE RECOLHIMENTO

Nestes casos (segurado empregado, trabalhador avulso e empregado doméstico), a responsabilidade tributá-
ria pelo recolhimento da contribuição previdenciária não será dos segurados e sim das empresas, empregado-
res e equiparados, que deverão perpetrar os descontos e repassar à Secretaria de Receita Federal do Brasil
as respectivas quantias, sendo uma hipótese de substituição tributária originária, na forma do artigo 30, inci-
sos I e V, da Lei 8.212/91.

Art. 30. A arrecadação e o recolhimento das contribuições ou de outras importâncias devidas à Seguridade
Social obedecem às seguintes normas:

I - a empresa é obrigada a:

a) arrecadar as contribuições dos segurados empregados e trabalhadores avulsos a seu serviço, descontan-
do-as da respectiva remuneração;

b) recolher os valores arrecadados na forma da alínea a deste inciso, a contribuição a que se refere o inciso IV
do art. 22 desta Lei, assim como as contribuições a seu cargo incidentes sobre as remunerações pagas, devi-
das ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes indivi-
duais a seu serviço até o dia 20 (vinte) do mês subsequente ao da competência;

V - o empregador doméstico é obrigado a arrecadar e a recolher a contribuição do segurado empregado a seu


serviço, assim como a parcela a seu cargo, até o dia 7 do mês seguinte ao da competência; (Redação dada
pela Lei Complementar nº 150, de 2015)

Com relação ao segurado empregado e ao trabalhador avulso, haverá presunção absoluta de desconto das
suas contribuições previdenciárias pelo empregador, empresa ou equiparado, que deverá responder exclusi-
vamente pelo pagamento, caso não tenha retido os valores ou não os repassado à União, na forma do artigo
33, §5º, da Lei 8.212/91

LEI 8212/91, ARTIGO 33: § 5º O desconto de contribuição e de consignação legalmente autorizadas sempre
se presume feito oportuna e regularmente pela empresa a isso obrigada, não lhe sendo lícito alegar omissão
para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pela importância que deixou de receber ou
arrecadou em desacordo com o disposto nesta Lei.

A PRESUNÇÃO DE RECOLHIMENTO EM FAVOR EMPREGADO DOMÉSTICO FOI INSTITUÍDA PELA LC


150/2015:

Art. 34. No cálculo do valor da renda mensal do benefício, inclusive o decorrente de acidente do trabalho, se-
rão computados: (Redação dada pela Lei Complementar nº 150, de 2015)

I - para o segurado empregado, inclusive o doméstico, e o trabalhador avulso, os salários de contribuição refe-
rentes aos meses de contribuições devidas, ainda que não recolhidas pela empresa ou pelo empregador do-
méstico, sem prejuízo da respectiva cobrança e da aplicação das penalidades cabíveis, observado o disposto
no § 5º do art. 29-A; (Redação dada pela Lei Complementar nº 150, de 2015)

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No caso dos empregados e avulsos, as empresas deverão fazer os recolhimento até o dia 20 ao do mês sub-
sequente ao da competência ou, se não for dia útil bancário, no imediatamente anterior, conforme inovação da
Lei 11.933/2009, ao passo que o empregador doméstico terá até o dia 7 (LC 150/2015) do mês seguinte ao da
competência para recolher a contribuição descontada do empregado doméstico, ou o dia útil imediatamente
anterior.

Nova redação do artigo 30, inciso I e V, da Lei 8.212/91.

CONTRIBUINTE INDIVIDUAL E SEGURADO FACULTATIVO

Art. 21. A alíquota de contribuição dos segurados contribuinte individual e facultativo será de vinte por cento
sobre o respectivo salário-de-contribuição;

No caso destes segurados, em regra, a alíquota da contribuição previdenciária foi fixada em 20% sobre o sa-
lário de contribuição, cabendo ao próprio segurado promover diretamente o recolhimento tempestivo do tribu-
to, sob pena de não se filiar ao RGPS, até o dia 15 ao do mês seguinte ao da competência, ou no dia útil ime-
diatamente posterior.

Artigo 21, da Lei 8.212/91.

RECOLHIMENTO SIMPLIFICADO - art 21

§ 2º No caso de opção pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição, a
alíquota de contribuição incidente sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição será de:

I - 11% (onze por cento), no caso do segurado contribuinte individual, ressalvado o disposto no inciso II, que
trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado e do segurado facultativo,
observado o disposto na alínea b do inciso II deste parágrafo;

II - 5% (cinco por cento): (Incluído pela Lei nº 12.470, de 2011)

a) no caso do microempreendedor individual, de que trata o art. 18-A da Lei Complementar nº 123, de 14 de
dezembro de 2006; e (Incluído pela Lei nº 12.470, de 2011) (Produção de efeito)

b) do segurado facultativo sem renda própria que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito
de sua residência, desde que pertencente a família de baixa renda.

Nos termos do artigo 18-A, da Lei Complementar 123/2006, alterado pela LC 155/2016, considera-se Mi-
croempreendedor Individual (MEI) o empresário individual que se enquadre na definição do art. 966 da Lei
nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil, ou o empreendedor que exerça asativida-
des de industrialização, comercialização e prestação de serviços no âmbito rural, que tenha auferido receita
bruta, no ano-calendário anterior, de até R$ 81.000,00, que seja optante pelo Simples Nacional e que
não esteja impedido de optar pelo Simples Nacional.

§ 3º O segurado que tenha contribuído na forma do § 2º deste artigo e pretenda contar o tempo de contribui-
ção correspondente para fins de obtenção da aposentadoria por tempo de contribuição ou da contagem recí-
proca do tempo de contribuição a que se refere o art. 94 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, deverá com-
plementar a contribuição mensal mediante recolhimento, sobre o valor correspondente ao limite mínimo men-
sal do salário-de-contribuição em vigor na competência a ser complementada, da diferença entre o percentual
pago e o de 20% (vinte por cento), acrescido dos juros moratórios de que trata o § 3º do art. 5º da Lei nº
9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 12.470, de 2011) (Produção de efeito)

§ 4º Considera-se de baixa renda, para os fins do disposto na alínea b do inciso II do § 2º deste artigo, a famí-
lia inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal - CadÚnico cuja renda mensal seja
de até 2 (dois) salários mínimos.

Por força do artigo 4º, da Medida Provisória 83/2002, convertida na Lei 10.666/03, a partir da competência de
abril de 2003, o contribuinte individual prestador de serviços à pessoa jurídica deixou de ser o responsável tri-

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butário pelo recolhimento da sua contribuição previdenciária, que passou a ser de responsabilidade da pessoa
jurídica tomadora do serviço, à razão de 11% sobre o salário de contribuição, e não mais de 20%, conforme
explicitado no artigo 216, §26, do RPS.

DEC 3048, ARTIGO 216

§ 26. A alíquota de contribuição a ser descontada pela empresa da remuneração paga, devida ou creditada ao
contribuinte individual a seu serviço, observado o limite máximo do salário-de-contribuição, é de onze por cen-
to no caso das empresas em geral e de vinte por cento quando se tratar de entidade beneficente de assistên-
cia social isenta das contribuições sociais patronais. (Incluído pelo Decreto nº 4.729, de 2003)

Lei 8.212/91, artigo 30:§ 4º Na hipótese de o contribuinte individual prestar serviço a uma ou mais empresas,
poderá deduzir, da sua contribuição mensal, quarenta e cinco por cento da contribuição da empresa, efetiva-
mente recolhida ou declarada, incidente sobre a remuneração que esta lhe tenha pago ou creditado, limitada a
dedução a nove por cento do respectivo salário-de-contribuição. (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999).

Lei 10.666/2003 - Art. 4º Fica a empresa obrigada a arrecadar a contribuição do segurado contribuinte indivi-
dual a seu serviço, descontando-a da respectiva remuneração, e a recolher o valor arrecadado juntamente
com a contribuição a seu cargo até o dia 20 (vinte) do mês seguinte ao da competência, ou até o dia útil ime-
diatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia.

§ 1º As cooperativas de trabalho arrecadarão a contribuição social dos seus associados como contribuinte in-
dividual e recolherão o valor arrecadado até o dia 20 (vinte) do mês subsequente ao de competência a que se
referir, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia.

§ 2º A cooperativa de trabalho e a pessoa jurídica são obrigadas a efetuar a inscrição no Instituto Nacional do
Seguro Social - INSS dos seus cooperados e contratados, respectivamente, como contribuintes individuais, se
ainda não inscritos.

§ 3º O disposto neste artigo não se aplica ao contribuinte individual, quando contratado por outro contribuinte
individual equiparado a empresa ou por produtor rural pessoa física ou por missão diplomática e repartição
consular de carreira estrangeiras, e nem ao brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial in-
ternacional do qual o Brasil é membro efetivo.

Lei 10.666/2003 - Art. 5º O contribuinte individual a que se refere o art. 4º é obrigado a complementar, direta-
mente, a contribuição até o valor mínimo mensal do salário-de-contribuição, quando as remunerações recebi-
das no mês, por serviços prestados a pessoas jurídicas, forem inferiores a este.

SEGURADO ESPECIAL

ART. 195, §8º, CF: “§ 8º O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem
como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem emprega-
dos permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resul-
tado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei”.

Art. 25. A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os in-
cisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea a do inciso V e no inciso
VII do art. 12 desta Lei, destinada à Seguridade Social, é de:

I - 2% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção;

II - 0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção para financiamento das prestações
por acidente do trabalho.

ARTIGO 25, LEI 8212/91:

§ 1º O segurado especial de que trata este artigo, além da contribuição obrigatória referida no caput, poderá
contribuir, facultativamente, na forma do art. 21 desta Lei (COMO SE FOSSE CONTRIBUINTE INDIVIDUAL).

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Em regra, não caberá ao segurado especial a responsabilidade pelo recolhimento da sua contribuição previ-
denciária, e sim ao adquirente da produção, salvo se comercializada no exterior, diretamente no varejo a pes-
soa física, a produtor rural pessoa física ou a outro segurado especial, até o dia 20 do mês subsequente ao da
competência ou no dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário.

III - a empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa são obrigadas a recolher a contri-
buição de que trata o art. 25 até o dia 20 (vinte) do mês subsequente ao da operação de venda ou consigna-
ção da produção, independentemente de essas operações terem sido realizadas diretamente com o produtor
ou com intermediário pessoa física, na forma estabelecida em regulamento; (Redação dada pela Lei nº
11.933, de 2009).

X - a pessoa física de que trata a alínea "a" do inciso V do art. 12 e o segurado especial são obrigados a reco-
lher a contribuição de que trata o art. 25 desta Lei no prazo estabelecido no inciso III deste artigo, caso co-
mercializem a sua produção: (Inciso alterado e alíneas acrescentadas pela Lei 9.528, de 10.12.97)

a) no exterior; b) diretamente, no varejo, ao consumidor pessoa física; c) à pessoa física de que trata a alínea
"a" do inciso V do art. 12; d) ao segurado especial;

CF, ARTIGO 149:

§ 2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico de que trata o caput deste artigo: (Inclu-
ído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

I - não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de
2001)

EMPRESA E EQUIPARADO

Art. 15. Considera-se: (LEI 8212/91)

I - empresa - a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com
fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e fundacio-
nal;

Parágrafo único. Equiparam-se a empresa, para os efeitos desta Lei, o contribuinte individual e a pessoa física
na condição de proprietário ou dono de obra de construção civil, em relação a segurado que lhe presta servi-
ço, bem como a cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, a missão diplo-
mática e a repartição consular de carreira estrangeiras.” (NR)

Incluem-se na base de cálculo da contribuição previdenciária da empresa e equiparada as parcelas remunera-


tórias do trabalho, excluindo-se as de cunho indenizatório, a exemplo das listadas no §9º, do artigo 28, da Lei
8.212/91.

Por sua vez, não se considera como remuneração direta ou indireta, os valores despendidos pelas entidades
religiosas e instituições de ensino vocacional com ministro de confissão religiosa, membros de instituto de vida
consagrada, de congregação ou de ordem religiosa em face do seu mister religioso ou para sua subsistência
desde que fornecidos em condições que independam da natureza e da quantidade do trabalho executado. Ar-
tigo 22, § 13, da Lei 8.212/91.

§ 14. Para efeito de interpretação do § 13 deste artigo: (Incluído pela Lei nº 13.137, de 2015)

I - os critérios informadores dos valores despendidos pelas entidades religiosas e instituições de ensino voca-
cional aos ministros de confissão religiosa, membros de vida consagrada, de congregação ou de ordem religi-
osa não são taxativos e sim exemplificativos; (Incluído pela Lei nº 13.137, de 2015)

II - os valores despendidos, ainda que pagos de forma e montante diferenciados, em pecúnia ou a título de
ajuda de custo de moradia, transporte, formação educacional, vinculados exclusivamente à atividade religiosa
não configuram remuneração direta ou indireta. (Incluído pela Lei nº 13.137, de 2015)

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De seu turno, ao contrário do que ocorre com o salário de contribuição, que limita o valor das contribuições
previdenciárias dos segurados do RGPS, inexiste teto para o pagamento das contribuições previdenciárias
devidas pelas empresas e equiparadas.

Deverá a empresa promover o recolhimento até o dia 20 do mês subsequente ao da competência respectiva,
conforme inovação da Lei 11.933/2009, ou no dia útil imediatamente anterior, se não houver expediente ban-
cário, pois antes o prazo era até o dia 10 (Lei 11.488/2007) ou o dia 02 (Lei 9.063/95) no regime mais antigo.

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