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Projeto da Solução

Analista de Sistemas

Em muitos projetos, a tentação para codificar antes de planejar acaba


vencendo e o desenvolvimento de sistemas inicia sem especificações
consistentes. Quando isso ocorre, os profissionais enfrentam grandes
problemas para compreender os requisitos, os analistas se preocupam
somente som os algoritmos decorrentes dos procedimentos, os programadores
encontram muitas inconsistências entre os diversos programas e o produto
final, se o projeto for levado até o fim, atenderá a poucos requisitos de forma
completa, os clientes ficarão insatisfeitos e o produto sofrerá manutenções
intermináveis para tentar abranger os requisitos restantes.

O objetivo da etapa de Projeto da Solução é atacar o problema descrito na


etapa anterior (Análise do problema) sem perder de vista os requisitos
apreendidos, planejando como o sistema será construído e se constituirá no
produto de software descrito no Documento de Especificação de Produto.

Nesta etapa inicia-se o trabalho de modelagem do sistema. O responsável por


fazer isso é o analista de sistemas.

As três atividades que esse profissional executa para modelar o sistema são: a
prototipação da interface, que é responsável pela interação ator versus
sistema, os diagramas de sequência, que demonstram como o sistema age
internamente para resolver os eventos disparados pelo ator, e, finalmente, o
diagrama de classes, produto da análise que apresenta a estrutura do sistema.

De acordo com a experiência e as preferências do analista, ele pode iniciar seu


trabalho por qualquer um dos produtos. Ele pode realizar os casos de uso,
modelando os diagramas de sequência e descobrir a colaboração necessária
entre as classes e o comportamento que a interface deve ter quando o usuário
disparar os eventos. Dessa forma, a modelagem inicia por descobrir classes e
seu comportamento, mesmo que o analista não saiba exatamente quais os
atributos dessa classe.

Ele também pode optar por fazer a prototipação em primeiro lugar. Ele produz
um protótipo inicial a partir das especificações de casos de uso e faz
levantamentos junto ao usuário para completar e validar a interface. A
prototipação é a melhor ferramenta para levantamento de atributos, que serão
depois alocados para as classes. Feito o protótipo, o analista modela o
comportamento interno do sistema e as mensagens trocadas entre as classes,
com os diagramas de sequência, e, finalmente, faz o diagrama de classes.
Outra alternativa é iniciar com o diagrama de classes. Ao fazer a análise de
discurso nos casos de uso, o analista identifica os conceitos do domínio e seus
relacionamentos, traçando um modelo inicial para depois partir para a
elaboração dos outros produtos.

Existem muitas técnicas pessoais para executar o trabalho. O importante é


que, ao final das três atividades, o sistema esteja bem formado, modelado de
forma robusta e as classes possuam os atributos do usuário e as
responsabilidades para a execução das operações. Com o decorrer do tempo,
do uso e da experiência pessoal de cada profissional, a técnica evoluirá
naturalmente.