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TÍTULO

ENERGISA GERAÇÃO CENTRAL SOLAR COREMAS – SUBESTAÇÃO E DERIVAÇÃO


DA LINHA DE TRANSMISSÃO
MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Data de elaboração 02/09/2013

Elaborado por A.C.M.


ENERGISA GERAÇÃO CENTRAL SOLAR COREMAS –
SUBESTAÇÃO E DERIVAÇÃO DA LINHA DE
TRANSMISSÃO
MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Revisão Revisado por Fecha Comentário

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ENERGISA GERAÇÃO CENTRAL SOLAR COREMAS –
SUBESTAÇÃO E DERIVAÇÃO DA LINHA DE
TRANSMISSÃO
MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

INDICE
1 OBJETIVO ................................................................................................................... 5
2 LOCALIZAÇÃO ............................................................................................................ 6
3 DESCRIÇÃO TÉCNICA DA SUBESTAÇÃO ..................................................................... 7
3.1 Descrição geral ................................................................................................... 7
3.2 Setor de 69 kV .................................................................................................... 7
3.3 Setor de 34,5 kV ................................................................................................. 9
3.4 Serviços auxiliares ............................................................................................ 10
3.5 Como cargas em corrente continua podemos citar: alimentação auxiliar do
sistema de proteção, controle e supervisão da subestação, os circuitos de
fechamento e abertura dos disjuntores, o sistema de telecomunicação da
subestação e a iluminação de emergência da subestação.Sistema de aterramento 11
3.6 Iluminação e tomadas ...................................................................................... 12
3.7 Sistema de climatização e ventilação .............................................................. 13
3.8 Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas...................................... 13
3.9 O nível da resistência ôhmica não deverá ser superior a 10 ohms em qualquer
época do ano.Sistema de Proteção, Controle e Supervisão ....................................... 13
4 DESCRIÇÃO DOS EQUIPAMENTOS .......................................................................... 16
4.1 Características técnicas dos equipamentos de 69 kV ...................................... 16
4.2 Transformador de força ................................................................................... 23
4.3 Características técnicas dos equipamentos de 34,5 kV ................................... 26
4.4 Equipamentos internos na casa de comando .................................................. 33
5 REQUISITOS DE SEGURANÇA................................................................................... 37
6 OBRA CIVIL............................................................................................................... 40
6.1 Terraplenagem e limpeza do terreno .............................................................. 40
6.2 Fechamento perimetral ................................................................................... 40
6.3 Acessos e vias interiores .................................................................................. 40
6.4 Prédio de controle............................................................................................ 40

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6.5 Fundações ........................................................................................................ 42


6.6 Bancada do transformador de potência .......................................................... 42
6.7 Depósito de coleta de óleo .............................................................................. 42
6.8 Canalizações elétricas ...................................................................................... 43
6.9 Drenagem de águas pluviais ............................................................................ 43
7 LOOP NA LINHA DE TRANSMISSÃO 69 KV EXISTENTE ............................................ 44

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1 OBJETIVO
O objetivo do presente Memorial Descritivo destina-se a descrever as características
técnicas da Subestação coletora/elevadora (34,5/69 kV)da planta solar fotovoltaica
Energisa Geração Central Solar Coremas.
Esta Subestação deverá atender a planta fotovoltaica de 30 MW possibilitando a sua
conexão, mediante seccionamento, LOOP, com a linha de 69 kV que cruza a área para
interligar com a energia gerada.
Levar-se-á em conta que o seccionamento será calculado para 63 MVA, uma vez que
esta é a capacidade de potência, em regime permanente, da linha Coremas-São
Gonçalo (LT CMA/SGL), a qual será seccionada, conforme especificado no documento
de Informação de Acesso 023/2013.
A planta fotovoltaica encontra-se próxima ao município de Coremas, no estado da
Paraíba.
Em geral, a instalação se realizará seguindo as mais rigorosas normas de segurança, de
acordo com a legislação brasileira, e caso não existam estas normas, serão aplicadas as
normas internacionais.

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2 LOCALIZAÇÃO
A Subestação será localizada próxima ao município de Coremas, na Paraíba, nordeste
do Brasil.
As coordenadas UTM do empreendimento são as seguintes:
 X: 612509.48 m E
 Y: 9228737.33 m S
 Fuso: 24 M.
 Altitude: Aprox. 235 m sobre o nível do mar.
Correspondendo a uma área de terreno de 100,096 Ha.
Abaixo um plano da localização aproximada:

ENERGISA GERAÇÃO
CENTRAL SOLAR COREMAS

Figura 01: Localização do parque fotovoltaico.

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3 DESCRIÇÃO TÉCNICA DA SUBESTAÇÃO

3.1 Descrição geral


A subestação coletora/elevadora, 34,5/69 kV consiste em:
 Um sistema de 69 kV em arranjo de barra principal e de transferência com as
seguintes posições:
o Uma (1) posição de entrada de linha.
o Uma (1) posição de saída de linha.
o Uma (1) posição de transformador elevador.
o Uma (1) posição de transferência.
 Um (1) transformador de 33,33MVA, 34,5/69 kV, Ynd11, com regulação em
carga.
 Um sistema de 34,5 kV composto por um módulo com os seguintes cubículos:
o Um (1) cubículo do transformador de potência.
o Dois (2) cubículos dos transformadores auxiliares.
o Seis (6) cubículos dos circuitos da rede MT.
3.2 Setor de 69 kV

3.2.1 Equipamentos
Um sistema de 69 kV em arranjo de barra principal e transferência tem o seguinte
arranjo:
 Cada uma das duas (2) posições de linha (entrada e saída) será composta pelos
seguintes equipamentos:
o Um (1) disjuntor tripolar a SF6.
o Uma (1) chave seccionadora tripolar de abertura central com lâmina de
terra.
o Uma (1) chave seccionadora tripolar de abertura central sem lâmina de
terra.
o Uma (1) chave seccionadora vertical tripolar.
o Três (3) para-raios.
o Um (1) transformador de potencial indutivo.
o Três (3) transformadores de corrente.
 A posição de transformador será composta pelos seguintes equipamentos:
o Um (1) disjuntor tripolar a SF6.
o Duas (2) chaves seccionadoras tripolares de abertura central sem lâmina
de terra.
o Uma (1) chave seccionadora vertical tripolar.
o Três (3) transformadores de corrente.

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o Três (3) para-raios.


 A posição de transferência será composta pelos seguintes equipamentos:
o Um (1) disjuntor tripolar a SF6.
o Duas (2) chaves seccionadoras tripolar de abertura central sem lâmina
de terra.
O barramento principal terá ligado três (3) transformadores de potencial.

3.2.2 Interligação dos equipamentos


O cabo para interligação dos equipamentos deverá ser de alumínio liga CAL. O
diâmetro do cabo deverá ser compatível com a corrente nominal e corrente de curto-
circuito prevista, de maneira a não elevar o valor de temperatura máxima nos
condutores e conectores a valores que ultrapassem a 40 °C sobre a temperatura
ambiente.
Todos os equipamentos terão terminais de linha do tipo barra com 4 furos NEMA,
exceto o transformador de potência que terão terminais do tipo pino liso, com
conectores de adaptação para terminais de linha do tipo barra 4 furos padrão NEMA.
3.2.3 Estruturas suportes
A estrutura de concreto necessária do sistema de 69 kV consiste em:
 Quatro (4) pórticos de saída de linha, com vigas para suporte de três (3) chaves.
 Seis (6) estruturas suporte de barramento.
 Quatro (4) bases para disjuntor.
 Seis (6) suportes para seccionador tripolar, abertura central, sem aterramento.
 Dois (2) suportes para seccionador tripolar, abertura central, com aterramento.
 Nove (9) suportes para transformador de corrente.
 Cinco (5) suportes para transformador de potencial indutivo.
 Nove (9) suportes para pára-raios.
As estruturas suportes do setor de 69 kV serão constituídas por peças pré-fabricadas
de concreto armado tais como: postes duplo “T”, anéis, capitéis, suportes Jabaquara e
vigas.
Os anéis, os suportes Jabaquara e os capitéis serão chumbados aos postes que por sua
vez serão engastados ao solo, e as vigas, finalmente, serão fixadas aos anéis ou aos
suportes Jabaquara por meio de parafusos.
As colunas deverão suportar os esforços totais previstos dos condutores e cabos de
terra, sem que o movimento em seus extremos exceda 2% da altura.
As vigas serão calculadas para suportar os esforços longitudinais dos condutores, sem
que sua flecha horizontal exceda de 1% de sua largura e as cargas verticais, sem que a
flecha no plano vertical exceda de 1/300 de sua largura.

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Todos os parafusos, porcas e arruelas utilizadas deverão ser em aço galvanizado a


fogo.

3.3 Setor de 34,5 kV


Consiste em um modulo de cubículos de média tensão (pré-fabricados e isolamento
SF6) instalados no interior do edifício. Esses cubículos irão visar os seguintes serviços:
 Seis (6) cubículos de proteção de linha.
 Um (1) cubículo de proteção de transformador de potência
 Dois (2) cubículos de proteção de transformador de serviços auxiliares.

3.3.1 Equipamento intempérie


Na saída dos bornes do enrolamento secundário do transformador de potência até a
sua conexão com o cubículo de entrada de 34,5 kV, será da seguinte maneira:
 Um (1) barramento de 34,5 kV.
 Uma (1) terna por fase de cabo de alumínio isolado EPR para conexão do
transformador com o cubículo do transformador.
 Uma (1) terna de cabo de alumínio isolado para conexão do resistor de
aterramento.

3.3.2 Configuração dos cubículos


A aparelhagem com que está equipado cada tipo de cubículo é a seguinte:

3.3.2.1 Cubículo de proteção de linha:


 Um (1) disjuntor tripolar de corte em SF6.
 Três (3) transformadores de corrente.
 Três (3) transformadores de potencial.
 Três (3) detectores de presença de tensão.
 Três (3) para-raios.

3.3.2.2 Cubículo de proteção de transformador


 Um (1) seccionador tripolar
 Um (1) disjuntor tripolar de corte em SF6.
 Três (3) transformadores de potencial.

3.3.2.3 Cubículo de transformador de serviços auxiliares


 Três (3) fusíveis calibrados.
 Um (1) interruptor-seccionador tripolar em carga com aterramento.
 Três (3) transformadores de corrente.

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3.4 Serviços auxiliares

3.4.1 Serviços auxiliares CA


Os serviços auxiliares serão supridos por dois (2) transformadores de 75 kVA, 34,5/0,38
kV, alimentado pelos cubículos de 34,5 kV da própria planta solar fotovoltaica.
Cada um dos TSA´s será destinado para cada parte em que está dividida a SE, a parte
de Energisa Geração e a parte de Energisa Paraiba.
Os secundários dos transformadores de serviços auxiliares (TSA) serão ligados aos
quadros de serviços auxiliares CA (QSA-CA) através de um (1) disjuntor geral em seu
respectivo quadro, que alimentará a barra de 380 V do QSA-CA, onde serão ligados
todos os disjuntores de saída para as cargas CA.
Os QSA-CA serão responsáveis pela alimentação de todas as cargas em 380/220 V CA
de cada parte da subestação, tais como: retificador/carregador de baterias, iluminação
e aquecimento dos painéis e cubículo dos equipamentos de média tensão, iluminação
e tomadas da Sala de Controle, iluminação da Sala do Painel de Média Tensão,
iluminação do pátio de 69 kV, iluminação externa e alimentação do sistema de
climatização da Sala de Controle.
Para casos de contingência, será previsto a colocação de um gerador diesel de 50 kVA
na subestação.

3.4.2 Serviços auxiliares CC


Os serviços auxiliares CC de cada uma das duas partes da SE (Energisa Geração e
Energisa Paraíba) serão supridos, cada qual, por um (1) Retificador/Carregador de
baterias, trifásico 380 Vca/125 Vcc, dual, com seletor manual e automático da unidade
a operar acoplado a um banco de baterias estacionárias, Ni-Cdde 100 Ah, tempo de
descarga de 10 h.
Conforme foi dito anteriormente, a alimentação CA de cada Retificador/Carregador de
baterias será a partir do quadro de serviços auxiliares de corrente alternada (QSA –
CA).
Os Retificadores/Carregadores de baterias alimentarão os barramentos dos dois (2)
quadros de serviços auxiliares CC, que por sua vez suprirão todas as cargas em
corrente contínua da subestação.
Cada QSA-CC terá dois disjuntores gerais de entrada que alimentará o barramento
onde estão ligados todos os disjuntores de saída para as cargas.
Cada QSA-CC deverá também dispor de um voltímetro digital.
Um quadro e um Retificador/Carregador estarão localizados na sala de controle do
edifício da subestação da Energisa Geração, enquanto que o outro quadro e

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Retificador/Carregador estão localizados na cabine distribuição Energisa Paraíba.


Ambas pertencentes ao perímetro da SE.

3.5 Como cargas em corrente continua podemos citar: alimentação auxiliar do


sistema de proteção, controle e supervisão da subestação, os circuitos de
fechamento e abertura dos disjuntores, o sistema de telecomunicação da
subestação e a iluminação de emergência da subestação.Sistema de
aterramento
Todos os equipamentos, as partes condutoras da subestação ou as não destinadas a
conduzir corrente deverão ser aterrados, sendo a seção mínima dos condutores de
cobre nu, de aterramento e da malha, 70 mm².
A malha de aterramento não deve ter resistência à terra superior a 5 (cinco) ohm, e
deve atender às exigências de norma referentes a valores admissíveis de tensões de
passo e de toque. A depender das condições do solo locais, e após análise do projeto
do sistema de aterramento e das características da proteção do sistema de
suprimento, observadas as recomendações da norma ANSI/IEEE STD 80 – 2000 podem
ser aceitos valores maiores para a resistência de aterramento da malha do
consumidor.
Seguindo os alinhamentos estabelecidos nas normas NBR-5419 e NBR-5410, será
definida a configuração mais conveniente para o aterramento de segurança e de
serviço, em função da resistência do terreno, corrente de curto-circuito, tempo de
atuação das proteções colocadas em jogo e características físicas da obra em
particular.
O sistema de aterramento da subestação será composto por eletrodos horizontais,
cabos de cobre de seção de 70 mm² e eletrodos verticais, hastes de aço cobreado do
tipo COPPERWELD de 20 mm (3/4”) de diâmetro e 3 m de comprimento com
espessura mínima de cobre 0,254 mm enterrado à 0,6 m de profundidade, além disso,
ao redor do fechamento da subestação a uma distância de 1m a partir dele, tanto para
o interior como para o exterior, um cabo perimetral é colocado e ligado ao resto da
malha de terra, para evitar tensões de contato superiores às permitidas. As conexões
cabo-cabo e cabo-haste da malha de terra serão feitas por meio de soldas exotérmicas.
Na vizinhança do fechamento são encontrados os pontos mais problemáticos.
Serão conectadas ao aterramento de proteção todas as partes metálicas não
submetidas à tensão normalmente, mas que podem estar como consequência de
avarias, acidentes, sobre tensões por descargas atmosféricas ou tensões indutivas. Por
este motivo, uniram-se á malha de terra:
 Os chassis e bastidores dos aparatos de manobra.
 Os painéis de fechamentos dos conjuntos de armários metálicos.
 As portas metálicas dos locais.

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 As cercas e fechamentos metálicos.


 A estrutura metálica.
 As blindagens metálicas dos cabos.
 As tubulações e dutos metálicos.
 As carcaças de transformadores, motores e outras máquinas.
Serão conectadas diretamente a terra, sem uniões removíveis intermediárias, os
seguintes elementos, que serão considerados de aterramento de serviço:
 Os neutros do transformador de potência.
 Os neutros de transformadores de medida.
 Os elementos de derivação a terra dos seccionadores de aterramento.
 Os para-raios.
 Os disjuntores.

3.6 Iluminação e tomadas

3.6.1 Quadro de controle, iluminação e tomadas.


Na subestação haverá iluminação principal e iluminação de emergência.
A iluminação principal de cada parte da SE demarcada para Energisa Geração e
Energisa Paraíba será alimentada pelo QSA-CA respectivo.
Igualmente, a iluminação de emergência será alimentada pelo QSA-CC respectivo.

3.6.2 Iluminação exterior


A iluminação do pátio de 69 kV será feita por meio de luminárias tipo projetor, com
alojamento para o reator/ignitor, à prova de tempo, gases, poeira e vapor, com
lâmpada de vapor metálico ou de sódio de 220 V, 400 W.
As iluminações externas dos prédios serão feitas com luminárias de uso em iluminação
pública com lâmpadas vapor de sódio, 220 V, 150 W, montadas em braços metálicos
tubulares.
As luminárias serão fixadas em poste de concreto armado ou a parede, para uso
exclusivo da iluminação.
As luminárias deverão ter alojamento para o reator/ignitor, e base acoplada na parte
superior para o relé fotoelétrico.

3.6.3 Iluminação interior


As iluminações interiores serão feitas por meio de luminárias de sobrepor com
lâmpadas fluorescentes de 220 V, 32 W, fixadas no teto.

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As iluminações de emergência serão feita através de luminária tipo plafonier com


lâmpadas fluorescentes de 127 V, 100 W, fixadas no teto e luminárias tipo arandela
fixadas na parede.
A Sala de Controle da Energisa Geração e a Cabine Distribuição Energisa Paraíba
possuirão cada uma, um quadro de distribuição de luz e força que alimentará os
circuitos de iluminação e tomadas. Os quadros alimentarão ainda o sistema de ar
condicionado, o exaustor da sala de baterias, a bomba de recalque e a iluminação
externa.

3.6.4 Tomadas
De acordo com a NBR 5410:2004 todas as tomadas de corrente fixas das instalações
devem ser do tipo com contato de aterramento (PE). As tomadas de uso residencial e
análogo devem ser conforme ABNT NBR 6147 e ABNT NBR 14136, e as tomadas de uso
industrial devem ser conforme IEC 60309-1.
As quantidades e posições dos pontos de tomadas serão feito acordo com a NBR
5410:2004

3.7 Sistema de climatização e ventilação


Os sistemas de climatização serão compostos por sistema Multi-Split e unidades
internas repartidas pelas salas dos edifícios.
Os sistemas de ventilação serão compostos por extratores e as aberturas necessárias.

3.8 Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas


As edificações serão dotadas de Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas –
SPDA, que atenderam às prescrições da Norma ABNT-NBR-5419 – Proteção de
Estruturas contra Descargas Atmosféricas, revisão de agosto de 2005.
O SPDA será composto de pontas Franklin e cabo para-raios que irão proteger os
equipamentos do pátio da subestação.Além disso, acima do edifício, haverá as pontas
necessárias para proteger o mesmo.

3.9 O nível da resistência ôhmica não deverá ser superior a 10 ohms em qualquer
época do ano.Sistema de Proteção, Controle e Supervisão
O sistema de Proteção, Controle e Supervisão - SPCS será instalado na Sala de Controle
da edificação da Energisa Paraíba e Energisa Geração e será responsável pela aquisição
de dados, proteção, medição, comando, automatismo e supervisão dos respectivos
vãos da subestação.
O SPCS será modular, com arquitetura do tipo processamento distribuído, composto
por unidades autônomas de aquisição de dados, proteção, controle, comando e

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supervisão, interligadas a uma unidade central de processamento através de uma rede


TCP-IP/Ethernet, por meio de fibra ótica. As unidades autônomas deverão ter as
funções de proteção totalmente independentes das funções de controle, comando e
supervisão e possuir uma interface gráfica e um sistema de auto-diagnóstico.
O SPCS terá ainda as características descritas a seguir:
 Possuir protocolo de comunicação aberto, de modo a ser expandido usando
equipamentos de diferentes fabricantes.
 Possuir sistema de armazenamento de dados através de memória não volátil.
 Ter a capacidade de ser parametrizado remotamente. Possuir um GPS para
sincronização dos dados.
 Possuir um subsistema contra intrusão e incêndio instalado na sala de controle
e sala do painel de média tensão.
 Possuir um sistema de auto-diagnóstico.
 Possuir um sistema de interface homem-máquina (IHM) constituído por um
microcomputador industrial com monitor 15’’. Teclado padrão ABNT e mouse
que permita a supervisão e a operação de toda a subestação, a partir da Sala de
Controle.

3.9.1 Funções de proteção, controle, comando e supervisão


O sistema digital deverá exercer as funções de proteção, controle, comando e
supervisão para:
Duas posições de linha de 69 kV:
 Com os seguintes relés de proteção:
o Proteção de distância (21), sobrecorrente direcional (67), função de
sobretensão (59), função de subtensão (27), função de
sub/sobrefrequência (81), proteção contra falha de disjuntor (50BF),
religamento (79), função de verificação de sincronismo (25), e relé
anunciador (30).
 Medições de corrente, tensão potência ativa, potência reativa.

Uma posição de transformador:


 Com os seguintes relés de proteção:
o Proteção de sobrecorrente de fases e de neutro (50-51-50N-51N-51G),
sobrecorrente direcional (67), função de subtensão (27), função de
sobretensão (59) e função de sub/sobrefrequência (81), com proteção
contra falha de disjuntor (50BF), proteção diferencial de transformador
(87) e com relé anunciador (30).

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o Proteção de sobrecorrente de aterramento no neutro (50-51G).


o Proteções próprias do transformador.
 Medições de corrente, tensão, potência ativa, potência reativa.

Seis (6) cubículos de proteção de linha de 34,5kV dispondo cada uma de:
 Relé de proteção:
o Proteção de sobrecorrente de fases e de neutro (50-51, 50N-51N), rele
de subtensão (27), função de sobretensão (59), função de
sub/sobrefrequência (81) e proteção contra falha de disjuntor (50BF).
 Medições de corrente, tensão, potência ativa, potência reativa e frequência.
Um (1) cubículo de proteção do transformador de potência dispondo das seguintes
proteções:
 Relé de proteção:
o Proteção de sobrecorrente de fases e de neutro (50-51, 50N-51N),
função de sobretensão (59), proteção contra falha de disjuntor (50BF).
 Medições de corrente, tensão, potência ativa, potência reativa.
Dois (2) cubículos de proteção dos transformadores auxiliares dispondo cada um de:
 Relé de proteção:
o Proteção de sobrecorrente de fases e de neutro (50-51, 50N-51N), rele
de subtensão (27), função de sobretensão (59),função de
sub/sobrefrequência (81), proteção contra falha de disjuntor (50BF) e
relé anunciador (30).
 Medições de corrente, tensão, potência ativa, potência reativa e frequência.
No desenho “SOFV1311PB1SPE0002 – Diagrama unifilar de medição e proteção” estas
distribuições podem ser vistas.

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4 DESCRIÇÃO DOS EQUIPAMENTOS

4.1 Características técnicas dos equipamentos de 69 kV

4.1.1 Para-raios 69 kV
 Descrição
Para proteger a instalação contra sobretensões de origem atmosférica ou qualquer
outra causa que possa surgir, serão montados nove (9) para-raios monofásicos, uso
externo, com contador de descargas.
 Características elétricas

CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS DO PARA-RAIO 69 kV

Quantidade: Nove (9)

Tensão nominal de rede 69 kV

Tensão residual 60 kV

Tensão teste a impulso atmosférico 350kV

Frequência 60 Hz

Serviço Intempérie

Intensidade nominal de descarga (8/20µs) 10 kA

Corrente nominal de descarga com onda 8/20s


100kA
(Crista)

Distância de fuga mínima 25 mm/kV

Classe de descarga de linha 2

Porcelana / Vidro com


Tipo de isolador
resina epóxi

4.1.2 Demais características, conforme Especificação da Transmissão Unificada – ETU


405, disponibilizada.Transformador de potencial 69 kV
 Descrição

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Para alimentar diversos aparelhos de medida e proteção está previsto a instalação de


cinco (5) transformadores de potencial indutivo.
 Características elétricas

Os transformadores de potencial elétrico indutivo terão as seguintes características:


CARACTERÍSTICAS DOS TRANSFORMADORES DE POTENCIAL

Tensão nominal 72,5 kV

Tensão suportável nominal à freqüência industrial, nos 3 kV


enrolamentos secundários (60 Hz, 1 min)

Tensão suportável de impulso atmosférico (1,2 x 50 µs) 350 kV

Número de enrolamentos primário 1

Número de enrolamentos secundários com derivação 2

Grupo de ligação 2

Tensão suportável nominal à freqüência industrial (60 Hz, 19 kV


1 min)

Classe de exatidão e carga do 1º enrolamento 0,3P200

Classe de exatidão e carga do 2º enrolamento 0,3P200

Carga de exatidão simultânea 275 VA

Potência térmica 1000 VA

Fator de sobretensão contínuo (Fstcont) 1,15

Fator de sobretensão durante 30 s. (Fst30s) 1,5

Tensão primária 69.000/

Tensão secundária do enrolamento na extremidade Aprox. 115 V

Tensão secundária do enrolamento na derivação 115/

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TRANSMISSÃO
MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Relação nominal 350/600 x


350/600:1:1

Demais características, conforme Especificação da Transmissão Unificada – ETU 402,


disponibilizada.

4.1.3 Transformadores de corrente de 69 kV


 Descrição

Serão instalados nove (9) transformadores de corrente, que alimentam os circuitos de


medição e de proteção da usina fotovoltaica, estando três (3) em cada uma das duas
posições de linha e três (3) na posição de transformação.
Os transformadores de corrente serão desenhados de acordo com a legislação vigente
e atender as especificações técnicas.
Os transformadores de corrente serão para utilização intempérie, unipolares, com
suportes isolantes, do tipo óleo, com resfriamento natural, totalmente herméticos.
 Características elétricas do TC da saída de linha

Os transformadores de corrente da posição de transformador e de saída e entrada de


linha terão as seguintes características:

Características dos transformadores de corrente

Tensão nominal 72,5 kV

Tensão suportável nominal à freqüência industrial, nos 3 kV


enrolamentos secundários (60 Hz, 1 min)

Tensão suportável de impulso atmosférico (1,2 x 50 µs) 350 kV

Número de enrolamentos primário 1

Número de enrolamentos secundário com derivação 2

Tensão suportável nominal à freqüência industrial (60 140 kV


Hz, 1 min)

Classe de exatidão e carga do 1º enrolamento 0,3C50

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TRANSMISSÃO
MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Classe de exatidão e carga do 2º enrolamento 10B200

Fator térmico mínimo 1,2 pu

Corrente suportável nominal de curta duração (It/1s) 16 kA


(mínima)

Corrente suportável nominal de curta duração (Id) 40 kA


(mínima)

Corrente secundária nominal 5A

Relação de correntes nominais 150/200 x


300/400-5-5 A

4.1.4 Demais características, conforme Especificação da Transmissão Unificada –


ETU 402, disponibilizada.Disjuntores 69 kV
 Descrição

Para a subestação está prevista a instalação de quatro (4) disjuntores tripolares de SF6
para instalação intempérie.
 Características elétricas

Características dos disjuntores

Tensão nominal 72,5 kV

Tensão suportável nominal à freqüência industrial 140 kV


(60 Hz, 1 min)

Tensão suportável nominal à freqüência 2 kV


industrial, nos serviços auxiliares (60 Hz, 1 min)

Tensão suportável de impulso atmosférico (1,2 x 350 kV


50 µs)

Corrente nominal (mínima) 1250 A

Fator de primeiro pólo 1,5

Capacidade de interrupção nominal (mínima) 20 kA

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TRANSMISSÃO
MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Capacidade de estabelecimento nominal (valor de 50 kA


crista)

Ciclos de operção O-0,3s-CO-3min-CO

4.1.5 Demais características, conforme Especificação da Transmissão Unificada –


ETU 403, disponibilizada.Chave seccionadora 69 kV sem lâmina de terra
 Descrição

Para garantir o corte visível e as condições de segurança necessárias, está prevista a


montagem de seis (6) seccionadores tripolares de abertura central. O comando das
lâminas será motorizado.
 Características elétricas

Características das chaves seccionadoras sem lâmina de terra

Corrente nominal 1.250 A

Tensão nominal 72,5 kV

Tensão suportável nominal à freqüência industrial 140 kA


(60 Hz, 1 min), a seco e sob chuva, à terra e entre
pólos

Tensão suportável nominal à freqüência industrial 160 kV


(60 Hz, 1 min), a seco e sob chuva, à terra e entre
contatos abertos

Tensão suportável nominal à freqüência industrial 2 kV


nos circuitos auxiliares (60 Hz, 1 min)

Tensão suportável de impulso atmosférico (1,2 x 350 kV


50 µs) à terra e entre pólos

Tensão suportável de impulso atmosférico (1,2 x 385 kV


50 µs) entre contatos abertos

Corrente suportável nominal de curta duração 25 kA


(mínima)

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MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Corrente suportável nominal de curta duração 63 kA


(valor de crista)

Forma de Montagem Horizontal

Duas colunas de
Tipo construtivo
abertura central

Comando dos seccionadores principais Elétrico

4.1.6 Demais características, conforme Especificação da Transmissão Unificada –


ETU 404, disponibilizada.Chave seccionadora com lâmina de terra
 Descrição

Serão instaladas duas (2) chaves seccionadoras com lâmina de aterramento. O


comando das lâminas principais será motorizado e da lâmina de terra será manual e
deverão possuir intertravamento elétrico e mecânico, de forma que a manobra de
abertura ou fechamento das lâminas de terra só poderá ser feita com as lâminas
principais abertas.
 Características elétricas

Características das chaves seccionadoras com lâmina de terra

Corrente nominal 1.250 A

Tensão nominal 72,5 kV

Tensão suportável nominal à freqüência industrial 140 kA


(60 Hz, 1 min), a seco e sob chuva, à terra e entre
pólos

Tensão suportável nominal à freqüência industrial 160 kV


(60 Hz, 1 min), a seco e sob chuva, à terra e entre
contatos abertos

Tensão suportável nominal à freqüência industrial 2 kV


nos circuitos auxiliares (60 Hz, 1 min)

Tensão suportável de impulso atmosférico (1,2 x 350 kV


50 µs) à terra e entre pólos

SOFV1311PB1SME0001 Pag. 21
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SUBESTAÇÃO E DERIVAÇÃO DA LINHA DE
TRANSMISSÃO
MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Tensão suportável de impulso atmosférico (1,2 x 385 kV


50 µs) entre contatos abertos

Corrente suportável nominal de curta duração 25 kA


(mínima)

Corrente suportável nominal de curta duração 63 kA


(valor de crista)

Forma de Montagem Horizontal

Duas colunas de
Tipo construtivo
abertura central

Comando dos seccionadores principais Elétrico

Comando dos seccionadores de aterramento Manual

4.1.7 Demais características, conforme Especificação da Transmissão Unificada –


ETU 404, disponibilizada.Chave seccionadora vertical 69kV
 Descrição

Serão instaladas três (3) chaves seccionadoras verticais. O comando da lâmina


principal do seccionador de abertura vertical será motorizado. Serão previstos todos os
intertravamentos mecânicos e/ou elétricos de modo a evitar a operação incorreta dos
seccionadores em campo.
 Características elétricas

Características das chaves seccionadoras reversa 69 kV

Corrente nominal 1.250 A

Tensão nominal 72,5 kV

Tensão suportável nominal à freqüência industrial 140 kA


(60 Hz, 1 min), a seco e sob chuva, à terra e entre
pólos

Tensão suportável nominal à freqüência industrial 160 kV

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MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

(60 Hz, 1 min), a seco e sob chuva, à terra e entre


contatos abertos

Tensão suportável nominal à freqüência industrial 2 kV


nos circuitos auxiliares (60 Hz, 1 min)

Tensão suportável de impulso atmosférico (1,2 x 350 kV


50 µs) à terra e entre pólos

Tensão suportável de impulso atmosférico (1,2 x 385 kV


50 µs) entre contatos abertos

Corrente suportável nominal de curta duração 25 kA


(mínima)

Corrente suportável nominal de curta duração 63 kA


(valor de crista)

Forma de Montagem Vertical

Tipo construtivo Dupla Abertura

Comando dos seccionadores principais Elétrico

4.2 Transformador de força

4.2.1 Descrição Geral


Será instalado um (1) transformador de potência.
O transformador de potência trifásico terá dois enrolamentos com enrolamento em
condutor de cobre, imerso em óleo isolante, com terminais acessíveis através de
buchas condensivas. O óleo isolante deverá ser de origem mineral, naftênico e não
inibido.
O transformador apresenta seus componentes principais acondicionados em um
tanque em chapa de aço que suporta o vácuo pleno, enquanto seus acessórios estão
montados junto ao tanque constituindo-se numa peça única.
A base deverá ser dimensionada para permitir que o transformador completo, com
óleo, seja assentado ou arrastado diretamente (sem rodas) sobre a base concreto ou
trilhos.
No memorial “SOFV1311PB1SET0001-Transformador de Potência” este equipamento é
descrito mais detalhadamente.

SOFV1311PB1SME0001 Pag. 23
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MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

4.2.2 Características elétricas

Características elétricas do transformador de força

Tipo do transformador Força

Número de fases 3

Construção Convencional

Potência nominal 33,5 MVA

Tensão nominal AT 69 ± 16*0,625% Com


comutador sob carga

Tensão nominal BT 34,5 kV

Ligação AT Estrela com neutro


acessível

Ligação MT Triângulo

Grupo de ligação Ynd11

Frequência 60 Hz

Isolamento Óleo

Resfriamento ONAN

Comutador Automático sob carga

Tipo de instalação Externa

Níveis de isolamento:
 Tensão suportável nominal de impulso atmosférico:
o Primário: 350 kV
o Neutro do Primário: 350 kV
o Secundário: 170 kV
 Tensão suportável nominal à frequência industrial (1 min):
o Primário: 140 kV
o Neutro do Primário:140 kV
o Secundário: 70 kV

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MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

4.2.3 Equipamento do transformador

4.2.3.1 Transformadores de corrente


O transformador está equipado com:
 Um (1) transformador de corrente tipo bucha no neutro do transformador de
potência.
 Três (3) transformadores de corrente no primário do transformador de potência.
 Quatro (4) transformadores de potência no secundário do transformador de potência.

E suas características elétricas são:

Transformador de corrente no neutro do transformador

Relação de transformação 700/5

Tensão nominal 34,5 kV

Potência e classe de exatidão do enrolamento de 10B200


proteção

Tensão teste a impulso atmosférico 170 kV

Tensão teste a frequência industrial (1 min) 70 kV

Transformadores de corrente no primário do transformador

Relação de transformação 600/5ARM

Tensão nominal 69 kV

Potência e classe de exatidão do enrolamento de 10B200


proteção

Tensão teste a impulso atmosférico 350 kV

Tensão teste a frequência industrial (1 min) 140 kV

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MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Transformadores de corrente no secundário do transformador

Relação de transformação 1200/5ARM

Tensão nominal 34,5 kV

Potência e classe de exatidão do enrolamento de 10B200


proteção

Tensão teste a impulso atmosférico 170 kV

Tensão teste a frequência industrial (1 min) 70 kV

4.3 Características técnicas dos equipamentos de 34,5 kV

4.3.1 Equipamento intempérie

4.3.1.1 Barramento de 34,5 kV


 Descrição

As buchas de saída do transformador de força estarão ligadas aos cabos de 34,5kV


mediante um barramento retangular de cobre, formado por duas barras de 80x8 mm
por fase, instaladas ao tempo, próximo a entrada de MT do transformador.
 Características elétricas

Barramento de 34,5 kV

Tensão nominal 34,5 kV

Tensão máxima de operação 36,2 kV

Corrente nominal 1250 A

Corrente de curto-circuito 25 kA

Frequência 60 Hz

4.3.1.2 Para-raios
 Descrição

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MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Serão instalados três (3) para-raios em óxido de zinco (ZnO), tipo estação, nas saídas
do transformador de potência.
 Características elétricas

Para-raios de 34,5 kV

Tipo Óxido de Zinco

Tensão nominal 34,5 kV

Tensão residual 30 kV

Corrente nominal de descarga (8 x 20 µs) 10 kA

Frequência 60 Hz

4.3.1.3 Cabo de média tensão de alimentação do transformador de potência


 Descrição

Cada ligação entre o barramento na entrada do transformador de potência e a


cubículo de 34,5kV de proteção do transformador é feita através de uma terna de cabo
unipolar de alumínio classe de tensão 36,2 kV e secção 500 mm², isolado em EPR e
terminais flexíveis para cabo de isolamento seco.
 Características elétricas

Cabo de média tensão

Tensão específica (U) 34,5 kV

Condutor Al-EPR

Seção do condutor 1x3x500 mm²

Isolamento EPR

4.3.1.4 Resistor de aterramento


 Descrição

Para limitar a corrente máxima de falta no sistema de 69kV para valores de segurança
a atuação das proteções, para evitar danos no equipamento e assegurar o aterramento

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CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

do neutro, será instalado um (1) resistor entre o neutro do transformador e terra, 700
A, 10s.
 Características elétricas

Resistor de aterramento

Tensão nominal do sistema 69kV

Máxima tensão de operação contínua 20 kV

Frequência nominal 60 Hz

Corrente nominal inicial mínima 700 A

Tempo permissível para circulação da corrente


10 s
nominal

Grau de Proteção mínimo IP-55

4.3.1.5 Transformador de serviços auxiliares


 Descrição

Serão instalados dois (2) transformadores de serviços auxiliares no pátio da SE. Serão
instalados para suprir os serviços auxiliares da subestação e edificações. Serão
alimentados pela própria planta fotovoltaica.
 Características técnicas

Transformador de serviços auxiliares

Tipo Seco

Potência aparente nominal 75 kVA

Tensão nominal primário 34,5 kV

Tensão nominal secundário 0,38/0,22 kV

Conexão Delta – Estrela aterrada

Frequência 60 Hz

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CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

4.3.1.6 Cabo de conexão do transformador de serviços auxiliares com módulo de 34,5


kV
 Descrição

Cada ligação entre o barramento na entrada do transformador de serviços auxiliares e


ocubículo de serviços auxiliares do módulo de cubículos de 34,5kVé feita através de
uma (1) terna de cabo unipolar de alumínio de secção240 mm², isolado em EPR e
terminais flexíveis para cabo de isolamento seco.
 Características elétricas

Cabo de conexão do transformador de serviços auxiliares

Tensão específica 34,5 kV

Condutor Alumínio (AL)

Seção do condutor 240 mm²

Isolamento EPR

4.3.2 Equipamento dos cubículos


O cubículo terá uma concepção modular onde cada módulo corresponderá a uma
entrada de 34,5 kV. Cada módulo terá basicamente os seguintes compartimentos:
 Compartimento de barramento principal.
 Compartimento de aparelhagem.
 Compartimento de conexão de cabos.
 Compartimento de baixa tensão.

Portanto, as características de construção de cada cubículo são análogas, variando


apenas os equipamentos instalados em cada uma delas de acordo com as
necessidades de cada tipo de serviço.

4.3.2.1 Para-raios
 Descrição

Serão instalados três (3) para-raios em óxido de zinco (ZnO), na cubículo de


proteção de linha e na cubículo de proteção de transformador.

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MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

 Características elétricas

Características elétricas do para-raios 34,5 kV

Tipo Óxido de zinco

Tensão nominal 34,5 kV

Tensão residual 30 kV

Corrente nominal de descarga (8x20 µs) 10 kA

Frequência 60 Hz

4.3.2.2 Transformador de potencial


 Descrição

Na posição de barramento, deve se montar e cabear corretamente o transformador de


potencial indutivo. Serão instalados três (3) transformadores de potencial para
alimentar os diversos aparatos de medida e proteção.
 Características elétricas

Características elétricas do transformador de potencial 34,5 kV

Tensão nominal 34,5 kV

Tensão máxima de rede 36,2 kV

Tensão teste a frequência industrial (1 min.) 70 kV

Frequência 60 Hz

Relação de transformação 34500:3/115:3 -


115:3

Potência e classe de exatidão do enrolamento de 0,3P200


medição

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MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

4.3.2.3 Transformador de corrente


 Descrição

Serão instalados transformadores de corrente, que alimentam os circuitos de medição


e de proteção das distintas posições.
Os transformadores de corrente devem ser desenhados de acordo com a legislação
vigente e atender as especificações técnicas.
Os transformadores de corrente serão instalados no cubículo de linha, no cubículo de
proteção do transformador de potência, transformadores auxiliares e de linhas.
 Características elétricas

Características elétricas do TC dos cubículos de linha (10 MW)

Tensão nominal 34,5 kV

Tensão máxima de operação 36,2 kV

Relação de transformação 200/5-5

Potência e classe de exatidão do enrolamento de 10B100


proteção

Características elétricas do TC do cubículo do TSA

Tensão nominal 34,5 kV

Tensão máxima de operação 36,2 kV

Relação de transformação módulo I 200/5 A

Potência e classe de precisão do enrolamento de 10B100


medição

4.3.2.4 Disjuntores
 Descrição

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MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Serão instalados disjuntores tripolares com SF6 em todos os cubículos: Transformador


de potência, transformador de serviços auxiliares e proteção de linha. Suas
características são determinadas abaixo.
 Características elétricas

Características elétricas dos disjuntores

Meio de interrupção e isolação SF6

Tensão nominal 34,5 kV

Tensão a frequência industrial (1s) 70 kV

Nível básico de isolamento 170 kV

Frequência Nominal 60 Hz

Corrente nominal: Cubículos de Linha: 630 A


Transformador de Potência: 1250 A
Transformadores Auxiliares: 1250A

4.3.2.5 Chave seccionadora com lâmina de terra


Serão utilizadas chaves com lâmina de terra exclusivamente para o aterramento dos
circuitos ligados aos cubículos e serão mecanicamente interligados com disjuntores, de
modo que eles só poderão fechar se o interruptor estiver aberto, para evitar manobras
indevidas.
Serão três posições (Aberto-Fechado-Aterramento) com acionamento manual.
Os seccionadores serão desenhados para a mesma corrente nominal que os
disjuntores dos cubículos.
 Descrição

Para o conjunto de dois módulos de cubículos está prevista a instalação de chaves


seccionadoras tripolares com aterramento.
 Características elétricas dos seccionadores do cubículo do transformador de
potência

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MEMORIAL DESCRITIVO DETALHADO DAS
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Características elétricas dos seccionadores do cubículo do TRAFO

Tensão nominal 34,5 kV

Corrente nominal 1.250 A

Corrente suportável de curta duração 25 kV

Tensão a frequência industrial 1s. 70 kV

Nível básico de isolamento 170 kV

4.3.2.6 Fusíveis
 Descrição

Serão instalados fusíveis calibrados em cada um dos cubículos de proteção dos


transformadores de serviços auxiliares.
 Características elétricas

Características elétricas dos fusíveis

Tensão nominal 34,5 kV

Corrente nominal 3x4A

4.4 Equipamentos internos na casa de comando

4.4.1 Retificador-carregador
 Descrição

Será instalado um (1) retificador de baterias para suprir os serviços auxiliares CC na


Casa de Comando Energisa Geração e outro na Cabine Distribuição Energisa Paraíba.
O retificador-carregador será trifásico e terá sua saída acoplada ao circuito de corrente
contínua, em paralelo com as baterias. O mesmo abrigará os equipamentos de
transformação e retificação de tensão, além dos de proteção, medição, controle e
sinalização, estes com instalação aparente, na parte frontal do painel do retificador.

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 Características elétricas

Instalação Interna

Corrente nominal do retificador 35 A

Rendimento mínimo 80%

Fator de potência mínimo 0,92

Alimentação de corrente alternada

Número de fases 3

Tensão nominal 380 V

Tensão máxima de operação Un+10% V

Tensão mínima de operação Un -10% V

Frequência assinalada 60 Hz

Corrente de curto-circuito (1s) 10 kA

Sistema elétrico de corrente contínua

Tensão nominal 125 V

Tensão máxima de operação 130 V

Tensão mínima de operação 108 V

4.4.2 Bateria de acumuladores


 Descrição

Será instalado um (1) banco de baterias para suprir os serviços auxiliares em corrente
contínua na Casa de Comando Energisa Geração e outro na Cabine Distribuição
Energisa Paraíba.
A bateria de acumuladores será do tipo estacionária, chumbo ácida.
Cada um dos elementos da bateria compor-se-á de placas positiva e negativa imersas
em eletrólito ácido, acondicionadas em recipiente plástico com polos acessíveis. Os

SOFV1311PB1SME0001 Pag. 34
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CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

mesmos serão dotados de chapas conectores, válvula à prova de explosão para


dissipação de gases e válvula lateral para medição de densidade do eletrólito e
temperatura das placas.
A bateria terá os seus elementos acomodados numa estante metálica, interligados, de
forma a prover o sistema CC com uma tensão nominal de 125Vcc.
Em condições normais de operação, a bateria estará em regime de flutuação, isto é, a
carga será alimentada diretamente pelo circuito retificador.
 Características elétricas

Características elétricas da bateria

Tipo Chumbo-ácida

Tensão de um elemento 2,0 V

Tensão final de descarga por elemento 1,75 V

Tensão de flutuação por elemento 2,15 V

Tensão final de carga por elemento 2,30 V

Capacidade de descarga de bateria 100 Ah/10h

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CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

4.4.3 Quadro de serviços auxiliares CA/CC


 Descrição

Os quadros de serviços auxiliares, instalados na sala de comando da Energisa Geração


e na cabine distribuição da Energisa Paraíba serão do tipo SIMPLEX com instalação
abrigada. Na parte frontal estarão montados os instrumentos indicadores, chaves
comutadoras para instrumentos, lâmpadas de sinalização e disjuntores termos-
magnéticos dos circuitos de serviços auxiliares CA.
O acesso ao interior do quadro faça se por portas localizadas na parte posterior do
mesmo, enquanto o acesso dos cabos far-se-á pela parte inferior até alcançar a régua
de bornes terminal. A fiação interna se ramificará no interior dos painéis em calhas
plásticas realizando as ligações entre equipamentos, instrumentos e régua de bornes.
 Características elétricas

Características elétricas do quadro de serviços auxiliares CA/CC

Tipo Simplex

Instalação Abrigada

Tensão máxima 600V

Tensão nominal CA 380/220 V

Tensão nominal CC 125 Vcc

Corrente nominal 250 A

ICC simétrica 10 kA

Grau de proteção IP-44

SOFV1311PB1SME0001 Pag. 36
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CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

5 REQUISITOS DE SEGURANÇA

A Empresa e Subfornecedores deverão seguir as normas e padrões que serão


estabelecidos pelo Cliente (ENERGISA S.A.), com relação às questões relativas à
Segurança, Meio Ambiente e Conduta de Pessoal, que devem ser seguidas para os
prestadores de serviços e sub-contratadas nas instalações do Cliente.
O fornecedor deverá manter as áreas a ele destinadas assim como a de seus
subfornecedores em perfeita ordem e organização de acordo com as normas e
padrões do Cliente.
Qualquer subempreitada referente a este fornecimento somente poderá ser feita
com a aprovação do Cliente, mediante contrato escrito.
Deverão ser levados em conta os itens de segurança relativos às Normas
Regulamentadoras de Saúde e Segurança no Trabalho, NR- 10:
 Especificação das características relativas à proteção contra choques elétricos,
queimaduras e outros riscos adicionais:
o As instalações de alta tensão do pátio da subestação, lado 69 kV, são
aparentes, aéreas, e sem barreiras ou invólucros. Acesso somente a
trabalhadores qualificados autorizados pela empresa.
o Nas instalações de baixa tensão, temos painéis elétricos abrigados, de
aço com total proteção a choques elétricos assegurada pelos invólucros,
caixas dos cubículos metálicos, onde sua abertura requer o uso chaves
e/ou de ferramentas específicas, tanto na parte frontal como na
traseira. Acesso somente a trabalhadores autorizados e qualificados
pela empresa.
o Nos quadros de comando, QSA-CA, QSA-CC e QL`s em baixa tensão, os
barramentos serão protegidos por barreira metálica de forma que o
acionamento das alavancas dos disjuntores seja uma operação segura.
 Indicação de posição dos dispositivos de manobra dos circuitos elétricos:
o Os painéis com acionamento local (equipamento) ou remoto (sala de
controle) tem sinaleiros verde – desligado e vermelho – ligado, assim
como os sinalizadores de posição de das chaves de comando da chave
seccionadora e do disjuntor.
o Através da IHM (Interface Homem Máquina) do Sistema de Proteção,
Medição e Controle e Supervisão, é possível a visualização de medições
instantâneas, estado dos relés, comandos de abrir-fechar,
intertravamentos, aquisição de dados, entre outros, com funções de
comando e controle totalmente independentes.

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o Nos quadros de comando, QSA-CA, QSA-CC e QL`s em baixa tensão, os


disjuntores tem indicação Verde - “D” , desligado e Vermelho – “L”,
ligado.
 Descrição dos sistemas de identificação de circuitos elétricos e equipamentos:

ETIQUETA DE EQUIPAMENTOS: Tipo / número sequencial


Ex. chave seccionadora: SEC-01
ETIQUETA DE PAINEIS: Tipo / número sequencial
Ex. painel de alta tensão P34,5-3
Cabos de potência – alimentadores:
Marcação das fases com fitas adesivas coloridas azuis, brancas e vermelhas.
ETIQUETA DE CABOS
Cabos de potência: CA / tensão /origem-destino
Ex. CA/34,5/TR-1-P34,51
 Recomendação de restrições e advertências quando ao acesso de pessoas aos
componentes das instalações:
o O acesso a subestação 69 kV só será permitido a trabalhadores
devidamente autorizados e qualificados.
o Qualquer trabalhador de prestador de serviços de conservação e/ou
manutenção predial só poderá ter acesso se tiver participado de
treinamento de segurança em instalações e serviços em eletricidade,
com anuência formal da empresa.
o Todos os muros e cercas de divisa da subestação serão sinalizados com
placas de advertência, no mínimo a cada 20 metros, onde estará escrito
PERIGO DE MORTE – ALTA TENSÃO sobreposto ou abaixo do símbolo de
perigo de morte. As dimensões mínimas desta placa 350mm x 250mm.
o Sinalização adequada de todos os riscos (elétricos, mecânicos, etc.)
 Precauções aplicáveis em face das influências externas:
o A resistividade da terra depende do tipo de solo e de suas condições
naturais tais como umidade, temperatura e salinidade. Além disso, a
resistividade do solo pode ser alterada devido à contaminação e
compactação do solo. Foi projetada uma caixa de inspeção para
medições da resistência do sistema de aterramento da subestação, para
se fazer este controle.
 O princípio funcional dos dispositivos de proteção, constantes do projeto
destinados à segurança das pessoas.

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o A segurança do operador desta subestação é que a operação


éautomática ou acionada a partir da sala de controle através de uma
IHM (Interface Homem Máquina) do Sistema de Proteção, Supervisão e
Controle.
o Os circuitos de alimentação da iluminação externa (ao tempo) são
dotados de DR (Dispositivos Diferencial Residual).
 Descrição da compatibilidade dos dispositivos de proteção com a instalação
elétrica:
Todos os dispositivos de proteção deverão atender às normas NBR 9523, NBR 14038,
NBR 7117, NBR 7118, NBR 5410 e NR-10.

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6 OBRA CIVIL

6.1 Terraplenagem e limpeza do terreno


Para garantir uma área plana serão realizados movimentos de terra necessários para
obter uma superfície nivelada e compacta.
As obras a realizar serão a retirada de terra vegetal, escavação e enchimento
compactado nas áreas correspondentes para a cota de explanação.
Será realizada uma cobertura de brita na área que compreende o pátio da subestação,
local onde serão instalados equipamentos tais como disjuntores, chaves
seccionadoras, para-raios, TP’s, TC’s, etc.

6.2 Fechamento perimetral


O fechamento que delimitará o terreno destinado para hospedar a subestação será
composto por um alambrado. O portão é de giro.

6.3 Acessos e vias interiores


Para permitir o acesso às equipes de transporte e de manutenção necessárias para a
montagem e conservação dos elementos instalados na subestação, será realizada uma
série de vias pavimentadas.

6.4 Prédio de controle


O edifício será constituído de estrutura em concreto, com fechamento em alvenaria de
tijolos cerâmicos revestidos com argamassa de cimento e areia. Conforme descritivo a
seguir:
 FUNDAÇÕES – O terreno deverá ser limpo, com fundo nivelado e compacto
onde será executada a fundação com uma base radier em concreto armado
espessura de 10 cm, ou conforme projeto específico.
 CONCRETO ARMADO – Para lajes das fundações, dos pilares, das lajes das vigas
e cintas o concreto a ser utilizado deverá ter fck 20,0 MPa no mínimo ou de
acordo com o indicado no projeto estrutural. As armaduras deverão seguir as
especificações técnicas do projeto estrutural.
 SUPERESTRUTURA – Toda parte estrutural da obra será executada conforme
projeto estrutural, e de acordo com as normas estabelecidas pela ABNT
(Associação Brasileira de Normas Técnicas).

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 FORRO – Será o teto de laje, espessura de 8 cm, do tipo maciça, ou em lajes


pré-moldadas, executada conforme projeto específico em atendimento às
normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
 COBERTURA – A cobertura será feita em telha Canalete 49.
 REVESTIMETNOS – Todas as paredes internas e externas da construção deverão
ser chapiscadas com argamassa de cimento e areia. Após o chapisco, haverá
um reboco com argamassa mista de cimento, cal ou aditivo e areia.
 ESQUADRIAS DE MADEIRA, ALUMÍNIO E DE AÇO – As janelas serão em alumínio
anodizado branco e portas em aço que permitam a passagem dos
equipamentos. Entre a sala de cubículos, a sala de controle e a sala de
operação deverão existir portas corta fogo. As demais portas internas serão de
madeira.
 PISO – Toda área de piso, tanto interna como externa deverá receber
regularização com argamassa cimento/areia. Nas salas de cubículos e de
controle deverá ser aplicado piso vinílico e nos demais ambientes será usado
cerâmica PEI-5 conforme indicações em planta.
 PINTURA – Pintura PVA látex, duas demãos, nas paredes internas, inclusive nos
tetos, com massa corrida. As áreas molhadas serão pintadas em PVA látex
sobre emassamento acrílico. As pinturas das esquadrias metálicas, quando não
forem em alumínio, serão pintadas com esmalte sintético. A pintura externa
será textura nas fachadas e o muro será pintado com cal.

O prédio terá as seguintes salas:


 Sala de cubículos de meia tensão.
 Sala de operação e de controle e painéis de subestação.

O edifício deve ter equipamentos de ar condicionado adequado para a aclimatação das


salas para assegurar que as condições de trabalho no prédio cumprem com os
regulamentos aplicáveis. Todas as portas externas do prédio devem incluir barras anti-
pânico.

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Ao lado do prédio está instalado um tanque de água e um sistema de bombeamento


necessário para o abastecimento de água para as diversas instalações. Haverá um
sistema de tratamento de água que consistira em um separador de grassas, uma fossa
séptica e um filtro biológico.
Independente do edifício de controle é necessário construir:
 Uma (1) guarita.
 Prédio de controle de ENERGISA PARAIBA.

6.4.1 Proteção contra incêndios


Ele deve ter um sistema de proteção contra incêndio na subestação. Este sistema deve
levar em conta tanto o pátio de conexões como o edifício de controle (portas,
corredores, móveis, fiação, armários de controle...).

6.5 Fundações
Deverão ser feitas todas as fundações necessárias para a subestação dos
equipamentos exteriores. As fundações serão realizadas mediante anéis de concreto.

6.6 Bancada do transformador de potência


Para a instalação de transformador de potência será construída uma bancada de
concreto armado. A bancada tem uma cubeta para a coleta de óleo do transformador,
em caso de derrame do mesmo. A fim de poder coletar o óleo do transformador
dispuseram se os tubos necessários para ligar a sua cubeta com o seu deposito de
coleta.
A concretagem da bancada do transformador deve ser contínua, sem produzir juntas
do concreto vertical na bandeja de coleta de óleo, nem bolsas de ar.
Esta cimentação será assentada em uma camada de concreto em massa, chamado
concreto magro, 10 cm de espessura sobre o terreno compactado.
Entre as bancadas dos dois transformadores, será construído um muro corta fogos.

6.7 Depósito de coleta de óleo


Para a eventual necessidade de se coletar o óleo do transformador, esta será feita
através do tudo de concreto de diâmetro de 200 mm com uma inclinação de 2% que
irá interligar a cubeta da bancada a um depósito de coleta de óleo, o qual terá
capacidade suficiente para ambos os transformadores.

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6.8 Canalizações elétricas


Serão construídas todas as canalizações elétricas necessárias para colocar os cabos
correspondentes de potência e controle, que irão em valas independentes, isso é,
nunca irão no mesmo canal os cabos de potência e controle.
Estes canalizações são formadas por valas, calhas e tubos, que liga os distintos
elementos da instalação para o seu correto controle e operação.
As valas serão construídas de blocos de concretos pré-fabricados, colocados sobre um
material de enchimento filtrante que terá um conjunto de tubos porosos que iram
constituir parte da rede de drenagem, por meio da qual qualquer filtração será
evacuada mantendo se as canalizações livres de água.

6.9 Drenagem de águas pluviais


A drenagem das águas pluviais será feita através de uma rede de coleta constituída por
tubos que canalizam as mesmas através de um coletor para a parte externa da
subestação, derramando em valas próximas.
Será realizada com tubos de diferentes diâmetros sobre soleira de concreto que irá dar
a inclinação adequada para a evacuação rápida das águas. Também serão construídas
calhas de passagem ou através de valas ou segundo o exigido pelo circuito.

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7 LOOP NA LINHA DE TRANSMISSÃO 69 KV EXISTENTE

Constará do escopo de fornecimento a necessidade de um loop de aproximadamente


500 metros, para interligar a Linha de Transmissão 69 kV existente ao pórtico de
entrada e ao pórtico de saída de linha da SE 69 kV.

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