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Dúvidas frequentes sobre o Ministério de Intercessão

Neste mês vamos procurar responder algumas perguntas que normalmente nos são formuladas
pelos intercessores. Pretendemos ajudar na elucidação destas dúvidas para que a intercessão
realizada nos Grupos de Oração aconteça de forma correta para que possamos atingir os objetivos
do Ministério de Intercessão.
1. Como formar a equipe de intercessão?
Para que uma pessoa faça parte da equipe de intercessão deverá passar pelas seguintes fases:
a) Participar de um Seminário de Vida no Espírito Santo.
b) Participar ativamente de um Grupo de Oração.
c) Ser convidada pela coordenação do Grupo de Oração para participar do Ministério de
Intercessão.
d) Concluir as formações no Grupo de Perseverança.
e) Concluir a formação básica da RCC (Módulo Básico – antiga Escola Paulo Apóstolo).
f) Concluir a formação específica do Ministério de Intercessão.
g) Participar dos Sacramentos (Confissão e Eucaristia).
- O intercessor poderá participar das formações específicas do Ministério de Intercessão em paralelo
com a formação básica da RCC.
- Deve-se evitar convidar pessoas para o Ministério de Intercessão que não apresentem verdadeira
aptidão para ser um intercessor. Para isso, a coordenação do Grupo de Oração deve discernir
juntamente com o futuro intercessor se existe de fato elementos na vida desta pessoa que justifique
este chamado.
2. Por que o local da intercessão deve ser exclusivo aos intercessores?
O local onde acontece a intercessão deve ser restrito aos intercessores para se garantir privacidade
para a equipe. Durante o período em que os intercessores estão intercedendo é importante que não
haja dispersão a fim de que os intercessores possam se concentrar na oração. Para isso é
importante que o local da intercessão (no Grupo de Oração ou nos eventos) seja escolhido com o
critério de não haver circulação de pessoas ou mesmo atendimento de pessoas para oração. Este
local pode ser uma capela onde haja o sacrário ou, se esta capela não oferecer a privacidade
necessária, ou seja, for um local de frequente circulação de pessoas, outro local deve ser utilizado
na paróquia ou na casa de um dos intercessores. O Santíssimo Sacramento não precisa
necessariamente estar exposto durante a intercessão, porém é altamente recomendado que a
intercessão aconteça diante de um sacrário com a hóstia consagrada em seu interior. No entanto,
como explicado acima, deve-se obedecer ao critério do local oferecer privacidade, se não for
possível, a intercessão poderá ser realizada em outro local onde não haja sacrário, mas deve ser
um local digno para se realizar a intercessão.
3. O intercessor deve interceder enquanto participa da Reunião de Oração de seu Grupo de
Oração?
O Ministério de Intercessão é uma das equipes de serviço do Grupo de Oração, sendo assim, todos
os que dela fazem parte são participantes do mesmo Grupo de Oração onde fervorosamente
louvam, vivem os carismas e ouvem a Palavra proclamada. O Intercessor é um participante assíduo
do seu Grupo de Oração! Durante a Reunião de Oração, os intercessores estão dentro do grupo,
participando e vivendo o Pentecostes. Todo servo na RCC, em qualquer esfera, é antes de tudo um
participante do Grupo de Oração. Todos os ministérios/serviços nascem e são caracterizados pelo
exercício continuado dos carismas no Grupo de Oração. Portanto, todos devem participar
permanentemente dele (cf. At 2,42-47). A Reunião de Oração é, após a Santa Missa, a principal
fonte de abastecimento espiritual para todos os servos e, portanto, do intercessor também. Por isso,
o intercessor deve estar livre para participar da Reunião de Oração. O ideal é que o intercessor não
esteja preocupado em interceder neste momento, porque esta postura não o permitirá manter total
atenção na Reunião de Oração. A intercessão para a Reunião de Oração deve acontecer durante a
semana, na reunião de intercessão e durante os demais dias através da oração pessoal do
intercessor.
4. O intercessor pode receber pessoas para prestar atendimento de oração durante a
intercessão?
Durante a intercessão o intercessor deverá seguir a sequência da reunião de intercessão e nesta
sequência não está previsto o atendimento de oração que deverá ser prestado pelo Ministério de
Oração por Cura e Libertação, que possui formação para isto. O ofício do intercessor é interceder e
Interceder é colocar-se no lugar de alguém; é se interpor; é mediar-se; é atuar no lugar de outro;
significa representar alguém clamando por ele junto a Deus. Interceder é investir horas na presença
de Deus em fervorosa oração, em prol de alguém ou de alguma causa. Intercessão é um combate
travado contra o inimigo para resgatar almas para Jesus; é trazer à luz filhos espirituais. Portanto,
interceder é estar entre Deus e os homens por uma causa e isso significa abrir guerra frontal contra
satanás. Desta forma não é recomendável o atendimento individual de oração por pessoas durante
a intercessão no Grupo de Oração ou em eventos da RCC.
5. Como proceder com a caixinha de pedidos de oração?
Ao orar pelas intenções da caixinha, deve-se deixar o Espírito Santo inspirar a oração, pedindo dons
de revelação impondo-se as mãos sobre a caixinha, e nunca ler os pedidos. Após um período os
papeis da caixinha devem ser queimados e, para isso, uma celebração com a participação das
pessoas que frequentam a Reunião de Oração poderia ser preparada especialmente para este fim.
Para manter o sigilo dos pedidos deve-se providenciar uma forma de lacrar a caixinha e a mesma
deve ser guardada em lugar seguro na igreja ou na casa de algum intercessor escolhido pelo
coordenador do Grupo de Oração. A caixinha deve sempre estar disponível em local bem visível na
Reunião de Oração para que as pessoas depositem suas intenções. É importante que a caixinha
seja levada em todas as reuniões de intercessão e o quanto possível na celebração das Santas
Missas depositando-a próximo ao altar com a permissão prévia do pároco.
6. O que fazer quando o intercessor não participa com regularidade da intercessão ou do
Grupo de Oração?
É imprescindível a presença do intercessor nas reuniões do Grupo de Oração, tanto quanto no dia
da reunião da intercessão. O dia e a hora do grupo de intercessão devem ser respeitados e levados
a sério. A intercessão é um ministério que deve ser exercido no dia-a-dia do intercessor, a pessoa
continua a interceder mesmo fora das reuniões, em sua vida diária, em meio aos afazeres (podemos
orar em línguas no nosso íntimo bem como a oração do nome de Jesus). Se uma pessoa, mesmo
sendo boa intercessora, tem dificuldades em frequentar a reunião do Grupo de Oração e a reunião
da intercessão, ela não deve atuar no Ministério de Intercessão. Naturalmente que doenças,
viagens, prioridades de estado (família, estudos etc.) fazem parte da vida dos intercessores,
acarretando por vezes ausências que não podem ser vistas como infidelidade à aliança. Contudo, se
se fizer necessária uma ausência prolongada, o intercessor deverá pedir licença da equipe. Nesses
casos é importante buscar auxílio para o discernimento tanto para o afastamento quanto para o
retorno.
7. Quantas pessoas devem fazer parte da equipe de intercessão?
A quantidade de intercessores em uma equipe de intercessão deve ser o suficiente para que seja
possível evitar que eventuais desfalques da equipe impeçam que haja a reunião. Recomendamos
que a equipe seja formada com no mínimo seis e no máximo 12 intercessores. No entanto, se um
Grupo de Oração que ainda não possui um número de servos suficiente, a equipe poderá ser
formada com um número inferior a seis intercessores, porém, é necessário que se procure formas
de aumentar o número de servos no Grupo de Oração a fim de que a equipe de intercessão seja
formada ao menos com o número mínimo de intercessores sugerido.
Considerações finais:
Sabemos que outras situações que não foram aqui abordadas poderão ocorrer ou estão ocorrendo
na equipe. Por isso, orientamos que os intercessores peçam na oração o auxílio do Espírito Santo e
procurem, juntamente com a coordenação do Grupo de Oração, resolver os conflitos com
discernimento e caridade, buscando sempre a melhor solução. No entanto, é fundamental a todos
nós o entendimento de que a nossa intercessão, quando realizada com maturidade, forma um
“cinturão”, uma “muralha” de proteção para toda a RCC e, por isso, é necessário que o exercício do
nosso ministério seja realizado com muita responsabilidade e com alto nível de comprometimento. A
intercessão é a última instância de proteção contra o inimigo e contra os nossos erros e pecados,
por isso, o intercessor não pode deixar brechas e nem vacilar. É necessário estar vigilante em
tempo integral.
Que Nossa Senhora, a primeira intercessora, nos ajude no cumprimento do nosso ministério.
Núcleo nacional do Ministério de Intercessão da RCCBRASIL

"A Intercessão é uma oração de pedido que nos conforma perfeitamente com a oração
de Jesus. Interceder é pedir, suplicar em favor de outro. Desde Abraão, é próprio de um
coração que está em consonância com a misericórdia de Deus”. (Catecismo nº
2634,2635)
A palavra INTERCESSÃO, em si, quer dizer: a ação de “por-se entre”. O intercessor é
aquele que se engaja numa batalha espiritual em favor das necessidades de alguém, de
algum grupo, família, país, paróquia, etc.
Pelo Batismo Sacramental nos tornamos filhos adotivos de Deus e participamos do
mesmo munus Sacerdotal, Profético e Real de Nosso Senhor Jesus Cristo, conquistados
por meio de sua Paixão, Morte e Ressurreição (cf. 1 Pd 2,1-9). Portanto, antes de tornar-
se um ministério, ser intercessor é viver a graça santificante recebida no batismo pelo
qual somos inseridos no corpo místico de Cristo (a Igreja).
Jesus possui um sacerdócio eterno! “É por isso que lhe é possível levar a termo a
salvação daqueles que por ele vão a Deus, porque vive sempre para interceder em seu
favor” (Hb 7,25).
Jesus intercedeu por nós com a vida para que nós vencêssemos a morte! (Heb 9,11-14)
Para cumprirmos o mandato de Jesus, ele derrama sobre nós seu Espírito Santo,
condição indispensável para a missão que nos capacita e nos une a Ele. (cf. Jo 14,16-
17.25-26;15, 26-27;17,7ss; Rom 8,26).
Devemos levar todos os participantes dos grupos de oração, a assumirem sua graça
batismal, intercedendo em todo o momento, nas suas orações pessoais, e principalmente
participando da missa, a mais perfeita intercessão.
Na Renovação Carismática Católica pela vivência da Efusão do Espírito Santo, o
Senhor suscita ainda o carisma da intercessão, ou seja, participantes discernidos no
grupo de oração (pelo núcleo), que se identificam mais intensamente com as
dificuldades, doenças e problemas das pessoas do grupo e da humanidade. Ao
exercerem o ministério de intercessão, pelo exercício dos carismas, e na escuta do
Senhor, eles louvam, intercedem e clamam em equipe por essas tristes realidades e
“brechas”, conseqüências do pecado!
Para tanto, o intercessor deve tomar certas atitudes diariamente para que seu ministério
vá se conformando à vontade de Deus:
1-Arrepender-se (ser quebrantado): O intercessor quebrantado, é aquele que
constantemente examina sua consciência (cf. 1 Tim 1,5), buscando reconhecer suas
fraquezas, limitações e quedas pessoais.
A confissão dos pecados faz com que o intercessor possa apresentar-se diante do Senhor
de mãos limpas e coração puro, como um canal desobstruído à sua graça (cf. Sl 31,5-6).
2-Ser Liberto: O intercessor precisa libertar-se de tudo que impede sua comunhão com a
Santíssima Trindade. Não há como se libertar do “homem velho” sem antes ser
quebrantado. A libertação operada pelo Senhor Jesus Cristo permite ao intercessor
relacionar-se com Deus e deixar que o Espírito Santo venha em auxílio às suas
fraquezas (cf. Rom 8,26-27).
O processo de libertação deve gerar arrependimento e a confissão dos pecados
restaurando a mente (cf. Rm 12,2), a vontade (cf. Gl 2,20) e as emoções (Hb 12,25) do
intercessor.
3-Ser Adorador: Todo intercessor deve ser antes um adorador (cf. Jo 4,23-24). Ter um
coração adorador para estar constantemente diante do trono de Deus (cf. Ap 4,8c-11). O
ADORADOR INTERCESSOR toma consciência de que quem venceu inimigo é o
Senhor Jesus, portanto é Diante Dele que receberá as armas da vitória!
Ser um Adorador é estar mesmo que seja no seu quarto; na presença do Rei. Após
dialogar com Ele, prostrar-se e apenas contemplá-lo.
4-Ser Guerreiro: Qual intercessor que não enfrenta batalhas? Porém sabemos que Cristo
é o vencedor da guerra. O intercessor não guerreia por si mesmo, sozinho ou na equipe
de intercessão, é o General Jesus Cristo quem o(s) convoca(m) para a batalha e lhe(s)
garante(m) a vitória!
O intercessor guerreiro, como soldado combatente, deve revestir-se diariamente da
armadura de Deus (cf. Ef 6,10-17), não como uma “fórmula mágica”, mas tomando
posse de cada peça da armadura que for revestindo.
Essas são apenas algumas atitudes que o intercessor deve tomar, porém na oração
pessoal o Espírito Santo poderá revelar-lhe outras.
Encontra-se disponível na RCC um vasto material de formação para o ministério (03
apostilas lançadas pela Escola Paulo Apóstolo, livros de formação, etc.), mas a principal
formação do intercessor está contida na Palavra de Deus, pois é por intermédio dela que
mantemos desperta a memória do Senhor (cf. Is 62,6-7) e recordamos-lhe suas
promessas.
Também mensalmente disponibilizamos a rede de intercessão (disponível neste site),
que visa dar orientações aos intercessores e colocá-los em unidade e concórdia nas
intenções de oração. Para esse ano estamos divulgando uma grande campanha nacional
de intercessão chamada LEVANTA BRASIL! (busque informar-se com os
coordenadores da renovação de sua diocese).

Vicente Gomes de Souza Neto


Coordenador Nacional do Ministério de Intercessão na RCC