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Casos Fbrtuitos - Parte V Antônio Fernando

Na varro
·· Enget.heirocn.
.
Chefe de D isão de Ú ,_ ..oz ',ac c

Transporte ·
nal de Seguus
Professor da ~

rodoviário de 1.2 - substâ~c as e ar+g~ :~


risco de projeção
produtos perigosos 1.3 - substâ~cas
risco de fogo;
e a" ~os :::;~
-
1.4- substâncas e a"!.;DS t:..e
não apresentam risco s;g~ : ca- .::
1.5.- substâncias"'~ to "'Se"S-
veis.
Classe2 - Gases comprimidos

I
liquefeitos, dissolvidos sob pfeSSãc
ou altamente refrigerados.
2.1 - gases permaner'tes
2.2 - gases liquefeitos;
2.3 - gases dissolvidos;
2.4 - gases permanentes a ta
~,.. , ~ , mente refrigerados;
2.5 - gases inflamáveis.
Classe3 - Uquidos inflamáveis.
-- ~1Ii. mml
3.1 - líquidoscomponto de fulgor
abaixo de 23°C;
3.2 - líquidoscom ponto de ful-
g'or compreendido entre 23°C e
6O,5°C.
Nota: Os pontos de fulgor devem
ser medidos em vaso fechado.
Classe 4 - Sólidos ou substân-
C onstantemente temos conhe-
cimento, pelos meios de co-
municação, de acidentes envolvendo
também conhecido como niquelcar-
bonila, utilizado na eletrônica e em re-
vestimentos metálicos sensíveis, fabri-
cias inflamáveis.
4.1 - sólidos inflamáveis;
4.2 - substâncias sujeitasa com-
produtos perigosos, com grandes e ir- cado à razão de 150 kg por ano, tor- bustão espontânea;
reparáveis prejuízos à ecologia, a bens na-se perigoso ao ser humano em 4.3 - substâncias que emitem ga-
materiais e às pessoas. O mais divul- quantidades acima de 45 gramas e a ses inflamáveis em contato com a
gado internacionalmente, envolvendo uma distância mínima de 60 metros do água.
o isocianato de metila, na cidade india- local de vazamento. Classe5 - Substâncias oxidan-
na de Bophal, matou, oficialmente, A relação desses produtos poderia tes e per6xidos orgânicos.
aproximadamente 2.500 pessoas. Ao ocupar dezenas de folhas iguais a es- 5.1 - substâncias oxidantes com
Norte da Itália, na região de Seveso, ta, sem que tivéssemos esgotado o as- exceção dos per6xidos;
uma grande área cultivável foi pratica- sunto completamente. 5.2 - peróxidosorgânicos.
mente inutilizada, devido a vazamen- O que vem a ser produto perigoso? Classe6 - Substâncias tóxicas,
to de produto químico. Em nosso País Como pode ser definido? infectantes e irritantes.
são comuns os acidentes com cargas Produtos perigosos são assim con- 6.1 - substâncias tóxicas;
perigosas, principalmente no trans- siderados como todos aqueles que por 6.2 - substâncias infectantes;
porte rodoviário, comparavelmente a suas características químicas podem 6.3 - substâncias irritantes.
outros países. expor a saúde ou a vida das pessoas, Classe7 - Substâncias radioati-
A cada novo ano são criados, ou em decorrência de uma má manipula- vas.
formulados, mais e mais produtos pe- ção, estocagem inadequada ou con- Classe8 - Corrosivos.
rigosos, para os quais as populações dições ambientais agressivas. Algu- Classe 9 - Substâncias perigo-
locais não são nem um pouco alerta- mas dessas exposições conduzem a sas diversas.
das. O ácido sulfúrico, produzido nos processos irreversíveis de mutilação. As definições mais clássicas para
Estados Unidos à razão de 55 bilhões De um modo geral os produtos pe- essas substâncias são:
de quilos por ano, é um desses produ- rigosos são classificados de acordo a) Explosivas
tos perigosos, para os quais não se dá com o grau de risco em: Capazes de produzirgases ou va-
a devida atenção. Otãp famoso isocia- · Alto (I) pores a uma dada temperaturas e pres-
nato de metila, fabricado à razão de 6 · Médio (11) são e a uma velocidade de reação físi-
milhões de quilos ao ano, utilizado co- · Baixo (111) ca, químicaou físico-química.
mo componente de pesticidas, é tão Existioutra classificação,conside- b) Inflamáveis
perigoso que quantidades da ordem rando os produtos divididosem clas- Substâncias sólidas, líquidasou ga-
de 600 gramas são extremamente no- ses: sosas que a temperaturas abaixo de
civas ao ser humano, a uma distância Classe 1 - Explosivos. 6O,5°C liberamvapores inflamáveis.
mínima de 60 metros de ocorrência do 1.1 - substâncias e artigos com c) Oxidantes
vazamento. O carbonilo de níquel, risco de explosão em massa; São todas as substâncias que pro-

CADERNOSDESEGURO 21
vocam ou contribuemparaa combus-
tão de outras substâncias.
d) Tóxicas
Substâncias que por simples inges-
tão, inalação ou contato com a pele
provocam desde uma simples irritação
até lesões permanentes.
e) Infectantes
São consideradas as que contêm
microorganismos ou toxinas respon-
sáveis por doenças nos organismos vi-
vos.
f) Irritantes
Substâncias que diferem das infec-
tantes por causarem, exclusivamente,
leve desconforto.
g) Radioativas
Substâncias emissoras de radioati-
vidade superior a 7,4 x 107microcurie
por grama.
h) Corrosivas
Provocam danos por ação química
quando através de um simples conta-
-. ~ ~
~."l,;.rJ:"
to direto ou por meio dos gases e va-
pores emanados.
Os riscos existentes envolvendo pais fatores indutores da participação I) Condições ambientais adver-
substâncias perigosas são muitos, de- dos homens nos acidentes: sas
pendendo do tipo de substância en- a) Cansaço . Iluminação (pouca ou excessi-
volvida no acidente. Entretanto, é bom . Visual (devido às condições am- va);
que se diga que em alguns casos, ou bientais, jornada de trabalho, condi- . Ruído contínuo ou intermitente
momentos, há sempre um maior risco. ções orgânicas). (normalmente produzido pelo motor);
Esses momentos são:
· produção;
· manuseio;
· Físico(devido a jornada de traba-
lho, falta de alimentação adequada,
problemas metabólicos etc.).
·· Temperatura excessiva;
Vibração;
· armazenagem (principalmente a b) Stress (inclusive por causas or- . Inacessibilidade dos comandos
granel); gânicas) . do equipamento;
· transporte. c) Desatenção · Nevoeiros;
Para cada uma dessas fases o risco · Motivada por problemas familia- · Chuvas.
é maior ou menor em função da ado- res; Como se vê, um acidente pode ser
ção de medidas de caráter preventivo. · Devido a fome ou sede; devido a uma única causa (p.ex. dire-
Porém, no transporte, apesar de todos · Motivada por falta de dinheiro; ção travada) ou a associação de diver-
os cuidados, há uma maior exposição · Devido a doenças; sas causas (p.ex. veículo sem freio,
ao risco, já que são inúmeros os fato- · Em função de instabilidade no em velocidade elevada e em estrada
res que podem propiciar acidentes. Os emprego; com ml,litascurvas). Ésempre impor-
principais são: . Preocupação com o perigo da tante que em qualquer análise de aci-
a) treinamento e capacidade técni- carga; dentes seja feito um estudo cuidado-
ca do motorista e seus ajudantes; · Causas diversas (medo de assal- so para apuração das causas do aci-
b) condições ambientais adversas; to, preocupação com pneu furado, dente.
passagem de mulheres etc.). O Serviço de Poluição Acidental da .
c) extensão e tipo de trajeto; d) Inaptidão física ao trabalho Feema fez, em 1975, um levantamen-
. d) tipo de pavimentaçãoexistente e) Brincadeiras com os colegas to das indústrias com alto potencial de
durante o trajeto; ou com pessoas de fora risco, chegando a um número bastan-
e)' condições do veículo transporta- f) Premeditação te assustador, e o que é pior: a frota
dor; g) Crime (aqui incluímos - von- de veículos transportadora de todos
f) intensidade de trânsito ao longo tade de causar prejuízos econômi- esses produtos perigosos apresen-
do trajeto. cos ao patrão ou para favorecer ter- ta-se com somente 30% dos mesmos
Os maiores riscos estão por conta ceiros) em condições de utilização e obede-
da extensão e tipo de trajeto, condi- h) Falta de treinamento cendo às legislações vigentes. É real-
ções ambientais adversas e intensida- i) Falta de motivação mente espantoso que vejamos por aí
de de trânsito. É bom que não se es- · Baixo salário; grandes carretas transportando pro-
queça que os demais fatores são tam- · Perspectiva de ser mandado em- dutos perigosos sem um controle apu-
bém.importantes e não devem ser des- bora; rado. De alguns anos para cá a situa-
cuidados. A título de curiosidade, o · Proximidade da aposentadoria; ção melhorou um pouco não só por-
homem participa, direta ou indireta- · Pressão no trabalho; que passou a existir um maior controle
mente, em cerca de 80% dos aciden- · Não possibilidade de ascensão por parte das autoridades, mas tam-
tes. Às vezes sua participação de- . funcional; bém porque passou-se a identificar o
veu-se a um problema mais sério. Pa- · Jornadas de trabalho excessivas; produto através de legendas interna-
ra que possamos entender o assunto cionais. .
corretamente, apresentamos a seguir · Causas diversas. O Decreto-lei n? 2.063, de 6 de ou-
uma tabela onde constam os prinri- j) Inaptidão ao equipamento tubro de 1983, e o Decreto n? 88.821,

22 FUNMG
vistoriado, inspecionado e testado,
antes de retomar à atividade de trans-
porte.
Todo veículo utilizado no transpor-
te de produtos perigosos deverá estar
rotulado, enquanto durar as opera-
ções de carga, transporte, descarga e
transbordo. O rótulo, através de códi-
Risco de fogo gos numéricos indicativos, deverá
apresentar o tipo de produto que está Cuidado explosivo
também da mesma data, regulamen- sendo transportado e o grau de risco
tam o transporte rodoviário de produ- que esse apresenta.
tos perigosos. Ainda regulamentando
o assunto têm-se as Portarias: n? 881,
de24de novembro de 1983; n? 18, de PAINEL DE SEGURANÇA
6 de janeiro de 1984; n? 105, de 14de
fevereiro de 1984; n? 589, de 4 de ou- n? de indicacão de substância tóxica
tubro de 1984 e n? 712, de 19 de no- n? de complemento de substância (grau de risco)
vembro de 1984. 6 - substância tóxica
Normalizando ainda o assunto te- O - ausência de risco
mos as seguintes normas elaboradas 60
pela Associação Brasileirade Normas 1846
Técnicas, registradas no Inmetro:
NBR 7.500 - Transporte, arma-
zenagem e manuseio de materiais. 1846- tetracloreto de carbono
NBR 7.501 - Transporte de car- n? indicativoda ONUsobre o tipo de substância
gas perigosas - terminologia.
NBR 7.502 - Transporte de car-
gas perigosas - classificação.
NBR7.503 - Ficha de emergên- RÓTULO DE RISCO
cia para o transporte de cargas perigo-
sas - características e dimensões -
padronização.
NBR 7.504 - Envelope para o
transporte de carga perigosa - di- n? indicativo de substância tóxica
mensões e utilização - padronização. característica da substância
classe de risco
NBR 8.285 - Preenchimento da
ficha de emergência para o transpor-
te de cargas perigosas - procedimen-
to. A forma de saber-se as caracterís- tros produtos perigosos na unidade de
NBR8.286 - Emprego da simbo- ticas das substâncias é a seguinte: transporte.
logia para o transporte de cargas pe-
rigosas - procedimento. . 1 - Painel de segurança 11 - Cargas e seus acondiciona-
mentos
, Elaboramos a seguir algumas con-
siderações a respeito de providências Pelo número inferior, procurar na
que devem ser tomadas quando do tabela 6 (n? de identificação de risco) Para que o transporte de produtos
transporte rodoviário de produtos pe- da Norma NBR 8.286/83 e verificar o perigosos seja feito com toda a segu-
rigosos. nome do produto, a classedo mesmo rança, os produtos fracionados de-
e o número de identificação de risco. vem ser acondicionados adequada-
I - Veículos e equipamentos No exemplo anterior, com o núme- mente, de forma a poder suportar os
ro 1846verifica-se que o produto é o riscos de carregamento, transporte,
Para que seja executado o trans- tetracloreto de carbono, risco 60, clas- de~carregamento e transbordo.
porte de produtos perigosos deverão se 6,1, grupo 11,provisão especial 1, Eproibido o transporte de produtos
existir equipamentos e veículos espe- quantidade isenta até 100 kg. Pela juntamente com outro tipo de carga,
cíficos, construídos e projetados de análise desses dados sabe-se tratar de salvo se houver compatibilidade entre
acordo com normas também especí- uma substância tóxica que apresenta essas. Entretanto, essa ressalva não
ficas. Independente do regulamento sério risco de env~nenamento. A pro- valerá caso o outro carregamento se-
adotado o Instituto Nacional de Me- visão especialespecíficado limite de ja composto de alimentos ou medica-
trologia, Normalização e Qualidade In- isenção só é válida se não houverou- mentos.
dustrial - Inmetro deverá atestar a
adequação dos veículos e equipamen- 11I - Itinerários
tos, para fins de transporte de produ-
tos perigosos. Além desse atestado os Os veículos que transportem pro-
veículos e equipamentos serão visto- dutos perigosos devem evitar o uso de
riados pelo Inmetro, periodicamente, vias próximas de ou em áreas densa-
em prazos nunca superiores a três mente povoadas, áreas de proteção
anos. Independentemente dessa ins- de mananciais, reservatórios de água
peção, toda a vez que o veículo sofrer ou reservas florestais e ecológicas.
um acidente ou uma avaria deverá ser Cuidado corrosivo Quando obrigatoriamente tiverem

CADERNOSDE SEGURO 23
VII - Serviço de escolta granel que estejam especificados no
certificado de capa citação para o
O transporte de produtos classifi- transporte de produtos perigosos a
cados como extremamente perigosos granel;
estará sujeito, obrigatoriamente, a · providenciar o certificado de ca-
serviço de escolta regulamentado pelo pacitação e o conjunto de equipamen-
Ministério dos Transportes. Caberá a tos necessários às situacões de emer- .
esse serviço a preservação da carga, gência, acidente ou avária;
Cuidado radioatividade dos bens e pessoas, percursos e ins- · instruir o pessoal envolvido na
talações por onde circule a mesma, operação de transporte quanto à cor-
bem como a adoção de providências reta utilização dos equipamentos ne-
que transitar por esses locais, deverá especiais a serem tomadas em caso de
ser comunicado às autoridades com- cessários às situações de sinistro, e
acidente ou em ocorrência de emer- quanto ao uso dos adequados equi-
petentes, com antecedência mínima
gência. pamentos e trajes de proteção indivi-
de 72 horas, o trajeto completo. dual.
Os itinerários para o transporte dos VIII - Situações de emergência É vedada ao transportador autôno-
produtos classificados como extrema- mo a execução do serviço de transpor-
mente perigosos devem ser previa- Os veículos que transportam pro- te de cargas ou produtos classificados
mente aprovados pelas autoridades como extremamente perigosos.
dutos perigosos têm que portar um
com jurisdição sobre as vias a serem envelope contendo uma ficha de in- Apesar de tudo o quanto foi apre-
percorridas. formações com as características sentado, a tendência generalizada é a
A circulação, a parada ou o estacio- físico-químicas, os riscos, as formas de considerar-se como produto peri-
namento de veículo que esteja trans- de prevenção de acidentes e o que de- goso aquele explosivo ou inflamável.
portando produtos perigosos, em via ve ser feito, quanto a eles, em situa- Entretanto, convém salientar que a
de grande fluxo de trânsito, devem ser ções de emergência, acidente ou ava- periculosidade não está afeta única e
evitados nos horários de maior inten- rias. exclusivamente à vida do trabalhador.
sidade de tráfego.
Sempre que houver um serviço de Um defensivo agrícola longe de ser
IV - Estacionamento escolta do veículo transportador cabe- um explosivo ou um inflamável traz
rá a esse a adoção de medidas neces- consigo tanto mal quanto. A diferen-
sárias. ça reside no fato de o produto não ex-
Os veículos transportando produ-
tos perigosos somente poderão esta-
por a vida do indivíduo, mas sim sua
IX - Deveres, obrigações saúde.
cionar em áreas previamente determi- e responsabilidades
nadas pelas autoridades de trânsito ou
em estacionamento e áreas separadas
de instalações, edificações e de outros
O fabricante dos equ ipamentos de As causas dos
transporte de produtos perigosos res-
veículos.
Somente em casos de emergência
ponde pela qualidade e adequação acidentes não são
dos mesmos ao fim a que se destinam.
os veículos transportando cargas ou
produtos perigosos poderão estacio- A operação de carga é de respon- questionadas
nar ou parar nos acostamentos de ro- sabilidade do expedidor e a de descar-
dovias. ga de responsabilidade do destinatá-
rio.
Diariamente lidamos com produtos
V - Pessoalenvolvido Constitui dever do expedido r a perigosos. A nossa falta de conheci-
na operação coordenação de qualquer operação de
mento adequado algumas vezes não
transbordo envolvendo cargas perigo-
nos permite ver o grau de risco que
Todo o pessoal envolvido na ope- sas, bem como sua supervisão, se tal corremos.
ração de carregamento, transporte, operação for realizada sob sua respon- Por exemplo, em nossas férias a ca-
descarregamento e transbordo deve sabilidade.
O expedidor deve tomar todas as minho de um local aconchegante, po-
usar trajes e equipamentos de prote- deremos estar em um engarrafamen-
ção individual compatíveis com os ris- precauções no carregamento dos pro-
to atrás de um veículo transportando
cos causados pela carga transporta- dutos, quanto à preservação de bens,
produto perigoso. O simples vaza-
da. . com especial atenção para a compa-
tibilidade entre os aludidos produtos. mento, mesmo despretencioso, pode
Os condutores de veículos que pôr em risco a vida de nossos familia-
transportem cargas perigosoas, além O expedidor deverá exigir do trans- res.
das qualificações e habilitações im- portador o uso de veículo e equipa-
Obviamente que o nosso objetivo
postas pela legislação de trânsito, de- mentos em boas condições operacio-
aqui não é o de transcrever relações de
vem receber treinamento específico nais e adequadas para a carga a ser
transportada. produtos com seus códigos de risco,
para a operação com tais cargas. já que as normas pertinentes foram
A responsabilidade pela adequação anteriormente comentadas. Porém, é
VI - Documentação do acondicionamento dos produtos é sempre interessante falar algo sobre
do expedidor. eles e seus usos.
Todo e qualquer veículo deverá Constitui-se responsabilidade legal A seguir transcrevemos alguns pro-
portar documentação específica para do transportador: dutos perigosos e suas principais uti-
o tipo de carga perigosa que esteja · controla r e fazer vistoria das con- lizações, com o grau de risco entre pa-
transportando. dições de funcionamento e de segu- rênteses.
O certificado para o despacho e rança da rotina de transporte, execu- Acetal - solvente.
embarque de produtos, um dos docu- ção do serviço e dos equipamentos Acetato de Amila - solvente de
mentos específicos, terá validade pa- utilizados; tintas.
ra apenas uma viagem. · somente transportar produtos a Acetato de Butila - solvente e

24 FI'~E~(j
mais roedores re,es;..~e"':::S ei:'r:>-
lurr>;nescer"ltes
FlJ ~'nato de ','erc :; - 'a::-:.:
ção de cápsu as de e, :; os . ::''$

Gelati'1a E.,p os . a
Guar"~'trosa~ ~cgua.~ d €"':: -
drazina.
Hexanitrod &e~ s... 'e'o
Hexogêr o
Monon~oresorc""a'c ae : :.,c
Nitrato de Cá co
Nitroamido
NitroglicerP'la.
Nitroglicol.
Oxíliquita.
Perclorato de Arro6~c
agente desidradante. tíveis. Pólvora Negra.
Acetato de Etila - solvente para Nitrato de Etila - corantes e dro- Stifinato de Chumbo
revestimentos e plásticos. gas. Sulfeto de Nitrogêr {)
Acetato de Metila - remoção de Óxido de Etileno - desemulsiona- Termita.
tintas e solvente de lacas. mento do petróleo. Tetraceno.
Acetileno - soldagem e corte de Óxido de Propileno - detergente, Tpinitrobenzeno.
metais e outros usos. lubrificante sintético. Trinitroresorci na.
Acetona - solvente para tintas, Propano - solvente, propelente de Trinitrotolueno.
vernizes e lacas, limpezae secagem de aerosol, combustível.
partes de equipamentos de precisão. Tolueno - solvente, detergente. Será que é importante para o "'e'-
Ácido Naftênico - secante de tin- Trietilamina - inibidor de corro- cado segurador criar legislações pe"'-
tas, solvente e detergente. são. tinentes ao transporte de produtos pe-
Álcoois (etílico, metílico, propíli- Xileno - recobrimento protetor, rigosos? O que acontece se L~ car-
colo , solvente. reta acidenta-se por não atender às ie-
Benzeno - solvente e removedor Acetilaneto de Prata - detonador. gislações vigentes?
de tintas. Acetileno Mercuroso. Em primeiro lugar é bom que se dt-
Cloreto de Metila - agente de ex- Ácido Pícrico - explosivos,fósfo- ga que as causas dos acidertes ~ão
tração, propelente de aerosóis, refri- ros, baterias elétricas. são de todo questionadas.
gerante. Acroleína - herbicida.
Dicloreto de Etileno - aditivo pa- Amatolbutiltitril - detonador, car- E se houver a responsabilidade Ct-
ra gasolina, removedor de acabamen- ga de iniciação. vildo transportador e esse não ligar a
tos, desengraxante metálico. Clorato de Amônia. mínima para a legislação viger-te"> at-
Dietileno Glicol - extração de sol- Clorato de Bário - explosivo. vez seja mais barato contratar-se ur'"
vente de petróleo, desidratação de gás Cloreto de Estrôncio - tubos ele- seguro, a um custo baixo, do que :n_
natural. trônicos, pirotécnica. vestir-se em segurança.
Éter Isopropílico - removedorde Cordite.
tintas e vern izes, solvente para óleos, Cresilite - cargas explosivas.
cera e resinas. Diazodinitrofenol - carga primária
Heptano - anestésico, solvente, em cápsulas explosivas.
padrão para determinação do índice Dinamite. BIBLIOGRAFIA
de octanos. Dinitroresorcinol. COMPLEMENTAR
Hidrogênio. Etilenodiaminadinitrato.
Isobutano - refrigerante, fluido Fosfeto de Cálcio - fogos de sina- ORGANIC CHEMISTRY. Boyd & '.'<JMson
para calibração de instrumentos. lizacão. INDUSTRIALCHEMICALS, Fa1tt> . !!'.ese
Monóxido de Carbono - combus- Fósforo Branco - combate a ani- Clark.
DANGEROUS PROPERTIES OK ',Ou&-
TRIAL MATERIALS, SAX, N.!.
THE CONDENSAD CHEMICAL D C'T'Q-
NARY. VAN NOSTRAND REINHOLD
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FLAMMABLEAND COMBUS~ BLE L,. ,

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CHRISTENSEN, H. E. & COLS - The-o-
xic Substances List. Ed. 1974, Edition ..-s ~
Health Educ.
GOSSELlN,R.E.; HODGE.H C S'.' ~
R, P&QLEASON. M. N - C/;n ca ~o' COO11'
of Commercial Products - 11\ iarns &
Co.

(Continua no próxif'1o n...~

CADERNOSDESEG~~:: 25