Você está na página 1de 15

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Centro de Tecnologia
Departamento de Engenharia de Comunicações

Relatório 2
Projeto e implementação de filtro
passa-faixa utilizando a topologia
Sallen-Key do tipo III

Relatório apresentado ao componente cur-


ricular Circuitos para Comunicações, sob
a orientação do professor Antônio Luiz Pe-
reira de Siqueira Campos, como parcela
complementar da nota da segunda uni-
dade.

Anderson Claudio Rodrigues da Silva


Yuri Iohanssen Ribeiro Damasceno

19 de maio de 2017
Sumário
1 Objetivos 2

2 Introdução 3

3 Projeto do circuito 5
3.1 Topologia Sallen-Key tipo III . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
3.1.1 Dedução das equações dos parâmetros do circuito . . . . . . . . . . . . . . . 5
3.1.2 Função de transferência para o filtro solicitado . . . . . . . . . . . . . . . . 6
3.2 Determinação dos valores dos componentes do circuito . . . . . . . . . . . . . . . . 6
3.2.1 Componentes passivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
3.2.2 Amplificador operacional (AMPOP) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
3.2.3 Tabela resumo dos componentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7

4 Simulação do circuito 8
4.1 Simulação do circuito no software LTspice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8

5 Montagem experimental 10

6 Análise dos resultados 12

7 Conclusão 13

Lista de Figuras
1 Topologia Sallen-Key tipo III . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2 Diagrama de amplitude - Projeto do circuito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
3 Diagrama de fase - Projeto do circuito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
4 Diagrama do circuito no software LTspice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
5 Configuração da simulação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
6 Diagrama de amplitude - Simulação do circuito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
7 Diagrama de fase - Simulação do circuito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
8 Circuito montado na matriz de contatos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
9 Diagrama de amplitude - Resultado experimental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
10 Diagrama de fase - Resultado experimental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11

Lista de Tabelas
1 Tabela de valores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2 Tabela de componentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
3 Resultados experimentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11

1
1 Objetivos
1. Projetar um filtro passa-faixas, utilizando a topologia Sallen-Key tipo III
2. Simular o circuito projeto por meio de alguma ferramenta SPICE

3. Fazer a montagem em laboratório do circuito projetado e realizar as medições dos sinais


obtidos
4. Estabelecer comparações entre os valores projetados, os valores obtidos na simulação e os
resultados práticos, e justificar as divergências dos resultados, caso ocorram

2
2 Introdução
Por definição, filtros são sistemas que alteram o sinal de alguma maneira útil. Eles constituem
umas das aplicações mais comuns da eletrônica para comunicações, sendo amplamente utilizados na
aquisição e no processamento de sinais de áudio e vı́deo, em sistemas de telecomunicações, controle e
instrumentação. Um filtro pode ser interpretado como um circuito seletivo em frequência, e por isso
pode ser projetado para deixar passar determinadas frequências e atenuar outras. São comumente
subdivididos em filtros ativos e passivos, mas também podem apresentar uma configuração de
resposta ao impulso finita ou infinita, quando tratados na análise de sinais (são os filtros FIR e
IIR).
Os filtros passivos, são constituı́dos de elementos passivos, isto é, contém apenas capacitores,
indutores e resistores. Os filtros ativos, por sua vez, são constituı́dos tanto de elementos passivos
como de elementos ativos, geralmente, amplificadores operacionais. Por não utilizarem indutores,
os filtros ativos tem tamanho bastante reduzido e são mais econômicos.
Com relação à resposta em frequência, podem ser:
i) Passa-baixas: São caracterizados por deixar passar frequências abaixo de um certo valor de
frequência, chamada frequência de corte, atenuando as frequências maiores que esse valor.
ii) Passa-altas: São caracterizados por deixar passar frequências acima de um certo valor de
frequência, a frequência de corte, atenuando frequências menores que esse valor.
iii) Passa-faixa: Filtros desse tipo deixam passar frequências em torno de uma frequência central,
ou frequência de ressonância, e atenuam frequências fora dessa faixa de valores.
iv) Rejeita-faixa: São filtros que atenuam fortemente frequências em torno de um frequência
central chamada frequência de ressonância, e deixam passar frequências fora dessa faixa de
valores.
Os filtros também são caracterizados por três regiões bem definidas, denominadas faixa de
passagem, faixa de rejeição e faixa de transição.
Um filtro filtro ativo, quanto ao formato da resposta em frequência, pode ser de:
• Bessel
• Butterworth
• Chebyshev
– Tipo 1
– Tipo 2
• Elı́ptico
Cada denominação acima caracteriza como se comporta o filtro nas suas três regiões carac-
terı́sticas.
Quanto a topologia, filtros ativos ainda são subdivididos em:

i) Sallen-Key: Filtros com resistores e capacitores, e AmpOps. e possuem função de trans-


ferência genérica para sua formas mais simples, podendo ser ajustada para passa-baixas,
passa-faixas e passa-altas somente determinando as impedâncias desejadas nesses casos. Em
casos de cascateamento ou de filtros de ordem superiores com essa topologia, a função de
transferência não permanece genérica, porém, ainda sim é de simples e fácil manuseio.
ii) Realimentação múltipla: Empregado quando se deseja um fator de qualidade Q maiores,
da ordem de 15. Porém a medida que Q aumenta nesses circuitos, fica mais difı́cil sintoniza-lo
na forma correta. Como o nome sugere, usa mais de uma realimentação, e são realimentações
no terminal não-inversor e com sinal de entrada aplicado também nesse terminal. São de baixa
complexidade.
iii) Biquadrático: Possuem duas saı́das, geralmente uma passa-baixa e uma rejeita-faixa, e
utilizam mais de um AmpOp. A principal vantagem desses filtros é que é possı́vel variar
independente através de resistores o ganho de tensão, frequência central e largura de banda
desses filtros. Ele também possui menor sensibilidade às variações dos valores dos compo-
nentes que o Sallen-Key e pode-se obter ganhos na ordem de centenas. Apresentam alta
complexidade.

3
iv) Variáveis de estado: Também é possı́vel variar independente o ganho de tensão, frequência
central e largura de banda desses filtros. Além disso, possui 3 saı́das simultâneas, a saı́da
passa-baixas, passa-faixa e passa-faltas. São de alta complexidade.

4
3 Projeto do circuito
3.1 Topologia Sallen-Key tipo III

Figura 1: Topologia Sallen-Key tipo III

3.1.1 Dedução das equações dos parâmetros do circuito


A função de transferência da topologia representada na figura 1 está representada na equação
1.
 
Rb 1
1+ Ra R1 C 1 s
H(s) =   (1)
1 1 1 Rb R1 +Rf
s2 + R1 C 1 + R2 C 1 + R2 C 2 − Ra Rf C 1 s+ R1 Rf R2 C1 C2

Na qual a frequência central f0 é


s
1 Rf + R1
f0 = (2)
2π C1 C2 R1 R2 Rf
e o fator de qualidade Q é

q
Rf +R1 p
ω0 C1 C2 R1 R2 Rf (R1 + Rf ) R1 R2 Rf C1 C2
Q= = 1 1 1 Rb
=   (3)
2ζω0 R1 C1 + R2 C1 + R2 C2 − Ra Rf C1 R1 Rf (C1 + C2 ) + R2 C2 Rf − R Rb
R
a
1

e o ganho G é
Ra
G=1+ (4)
Rb
O ganho A0 é o ganho que o circuito apresenta na frequência central f0 e é calculado através
da expressão 5
G
A0 = (5)
3−G
Para simplificação do cálculo dos parâmetros foram estabelecidas as seguintes relações entre os
componentes do circuito.

R1 = Rf = R
R2 = 2R1 = 2R

5
C1 = C2 = C
Utilizando as relações estabelecidas, as equações 1, 2 e 3 para a função de transferência do
circuito se tornaram as equações 6, 7 e 8.
1
f0 = (6)
2πRC
1 1
Q= Rb
= (7)
2− R 3−G
a

Gω0 s
H(s) = ω0 (8)
s2 + Q (3 − G) s + ω02

3.1.2 Função de transferência para o filtro solicitado


O filtro solicitado devia possuir frequência central f0 = 100 kHz e largura de banda BW =
30 kHz. Isso implicou em um fator de qualidade
f0 100 kHz 10
Q= = = (9)
BW 30 kHz 3
Utilizando a equação 7, obteve-se que
1 3
G=3− =3− = 2,7 (10)
Q 10
Substituindo os parâmetros obtidos na equação 8, obteve-se a função de transferência para o
circuito projetado.

2,7 · 105 s
H(s) = (11)
s2 + 6π · 104 s + 1010
A partir da equação 11, foram gerados os gráficos de amplitude e fase para o circuito (Figuras
2 e 3), utilizando o software MATLAB.
Gráfico de amplitude − Projeto
30

20

10
Amplitude de H (dB)

−10

−20

−30

−40

−50

−60
2 3 4 5 6
10 10 10 10 10
Frequência (Hz)

Figura 2: Diagrama de amplitude - Projeto do circuito

3.2 Determinação dos valores dos componentes do circuito


3.2.1 Componentes passivos
A partir da equação 10, obtém-se a relação entre Ra e Rb .

Ra = (G − 1) Rb = 1,7Rb (12)
Fazendo Rb = 1 kΩ obtém-se Ra = 1,7 kΩ.
Em seguida, determina-se uma relação entre R e C a partir da equação 6
1 1
R= = (13)
2πf0 C 2π · 100 kHz · C

6
Figura 3: Diagrama de fase - Projeto do circuito
Gráfico de fase − Projeto

90

45
Fase de H (º)

−45

−90
2 3 4 5 6
10 10 10 10 10
Frequência (Hz)

Fixando o valor das capacitâncias em 1 nF, obtém-se que


1
R= = 1,6 kΩ (14)
2π · 100 kHz · 1 nF

3.2.2 Amplificador operacional (AMPOP)


O produto ganho-banda (GBW) do AMPOP deve obedecer a relação expressa na equação 15.

GBW ≥ 10f0 · A0 (15)


Utilizando a equação 5, calculou-se o ganho A0 = 9. A partir disso, obteve-se que

GBW ≥ 9 MHz
Por questões de disponibilidade de componentes no laboratório, foi escolhido o AMPOP TL082,
que possui um GBW de apenas 3 MHz. As divergências ocasionadas por essa escolha serão discu-
tidas na análise dos resultados.

3.2.3 Tabela resumo dos componentes


Um resumo dos valores para cada parte do circuito está apresentado na tabela 1. Os valores
de resistências do circuito foram aproximadas por associação de resistores em série. A lista dos
componentes utilizados está tabela 2.

Tabela 1: Tabela de valores


Componente Valor calculado Valor comercial
R1 1,6 kΩ 1,5 kΩ + 100 Ω
R2 1,6 kΩ 1,5 kΩ + 100 Ω
Rf 1,6 kΩ 1,5 kΩ + 100 Ω
Ra 1,7 kΩ 1,5 kΩ + 220 Ω
Rb 1 kΩ 1 kΩ
C1 1 nF 1 nF
C2 1 nF 1 nF

Tabela 2: Tabela de componentes


Componente Valor Quantidade
Resistor 1,5 kΩ 4
Resistor 220 Ω 1
Resistor 100 Ω 3
AMPOP TL082 1

7
4 Simulação do circuito
4.1 Simulação do circuito no software LTspice

Figura 4: Diagrama do circuito no software LTspice

O circuito foi simulado utilizando a função de análise CA (AC Analysis) do software LTspice,
conforme diagrama apresentado na figura 4, com frequência inicial de 100 Hz e frequência final de
1 MHz, conforme mostrado na figura 5.

Figura 5: Configuração da simulação

Os diagramas de fase e de amplitude da simulação são apresentados nas figuras 6 e 7. Pode-se


ver que há uma pequena divergência entre as curvas do projeto e as curvas da simulação. Isso se
deve, provavelmente, ao arredondamento dos valores dos componentes e a não consideração das
não linearidades do amplificador operacional na elaboração do projeto.

8
Gráfico de amplitude − Simulação
30
Simulação
20 Projeto

10
Amplitude de H (dB)

−10

−20

−30

−40

−50

−60
2 3 4 5 6
10 10 10 10 10
Frequência (Hz)

Figura 6: Diagrama de amplitude - Simulação do circuito

Gráfico de fase − Simulação

90 Simulação
Projeto

45
Fase de H (º)

−45

−90

2 3 4 5 6
10 10 10 10 10
Frequência (Hz)

Figura 7: Diagrama de fase - Simulação do circuito

9
5 Montagem experimental
O circuito foi montado em uma matriz de contatos (protoboard ), conforme a figura 8. O AMPOP
foi alimentado com uma tensão simétrica de 15 V, e um gerador de sinais foi conectado à entrada
do filtro. As tensões em relação ao terra na entrada e na saı́da do circuito foram observadas por
meio de um osciloscópio.

Figura 8: Circuito montado na matriz de contatos

A frequência do gerador de sinais foi ajustada para os valores apresentados na coluna 1 da


tabela 3, e utilizando a função do osciloscópio de medição do valor de pico, a tensão de saı́da e
de entrada foi medida. Utilizando outra função do osciloscópio, o defasamento entre a entrada e a
saı́da também foi medido.
Os valores para a frequência central e as frequências de corte inferior e superior foram medidas,
sabendo que, para esse circuito, a frequência central apresenta defasamento nulo entre entrada e
saı́da, e que para as frequências de corte inferior e superior o ganho de amplitude vale A0 · 70,7%
e a fase −45◦ e 45◦ , respectivamente. Os valores obtidos estão na tabela 3.
Utilizando o MATLAB, foram calculados os ganhos experimentais do circuito, cujos valores
estão na tabela 3, e foram gerados os diagramas de amplitude e fase para os resultados experimen-
tais (figuras 9 e 10).
Gráfico de amplitude − Experimental
30
Experimental
Simulação
20 Projeto

10

0
Amplitude de H (dB)

−10

−20

−30

−40

−50

−60
2 3 4 5 6
10 10 10 10 10
Frequência (Hz)

Figura 9: Diagrama de amplitude - Resultado experimental

10
Gráfico de fase − Experimental

90 Experimental
Simulação
Projeto

45

0
Fase de H (º)

−45

−90

2 3 4 5 6
10 10 10 10 10
Frequência (Hz)

Figura 10: Diagrama de fase - Resultado experimental

Tabela 3: Resultados experimentais


Frequência Unidade Vin (V) Vout Unidade Fase (◦ ) Ganho |AV |
100 Hz 2,04 8 mV 89 0,0039
200 Hz 1,02 8,8 mV 85 0,0086
300 Hz 1,00 11,2 mV 86 0,0112
400 Hz 1,00 15,2 mV 92 0,0152
500 Hz 1,02 15,2 mV 90 0,0149
600 Hz 1,00 16,8 mV 92 0,0168
700 Hz 1,08 24,8 mV 87 0,0230
800 Hz 1,18 28 mV 90 0,0237
900 Hz 1,00 28 mV 90 0,0280
1 kHz 1,00 29,6 mV 90 0,0296
2 kHz 1,0 57,6 mV 89 0,0576
3 kHz 0,96 78 mV 90 0,0576
4 kHz 0,98 108 mV 87 0,0813
5 kHz 1,00 136 mV 88 0,1102
6 kHz 1,00 166 mV 88 0,1360
7 kHz 1,02 196 mV 88 0,1660
8 kHz 1,02 228 mV 90 0,1922
9 kHz 1,02 256 mV -82 0,2235
10 kHz 1,02 284 mV 86 0,2510
20 kHz 1,04 598 mV 82 0,2784
30 kHz 1,05 969 mV 82 0,5750
40 kHz 1,06 1,44 V 78 1,3585
50 kHz 1,07 2,1 V 72 1,9626
60 kHz 1,08 3,05 V 74 2,8241
70 kHz 1,11 4,83 V 61 4,3514
78,1 kHz 7,36 7,36 V 45 6,6909
80 kHz 1,16 8,64 V 40 7,4483
88 kHz 1,14 12,4 V 0 10,8772
90 kHz 1,08 10,7 V -10 9,9074
100 kHz 1,01 7,56 V -44 7,4851
100,9 kHz 1,06 7,6 V -45 7,1698
200 kHz 1,01 1,46 V -89 1,4455
300 kHz 1,03 842 mV -97 0,8175
400 kHz 1,04 617 mV -100 0,5933
500 kHz 1,03 481 mV -105 0,4670
600 kHz 1,04 398 mV -110 0,3827
700 kHz 1,05 338 mV -112 0,3219
800 kHz 1,05 282 mV -119 0,2686
900 kHz 1,05 245 mV -119 0,2333
1 MHz 1,07 214 mV -122 0,2000

11
6 Análise dos resultados
O diagrama de amplitude, montado em escala logarı́tmica a partir dos dados da tabela 3,
mostram uma pequena variação e entre a curva teórica e a curva experimental. Mesmo com
os erros foi possı́vel obter uma boa aproximação entre as curvas do resultado experimental, da
simulação e do protótipo.
O AMPOP TL082, apesar de não possuir produto ganho-banda suficiente para aplicação, apre-
senta caracterı́sticas de baixo consumo, causa uma baixa distorção harmônica, na ordem de 0,003%
e alto slew-rate. Com isso foi possı́vel observar uma pequena divergência entre as curvas. Na análise
é importante salientar que a própria curva que caracteriza o comportamento do AMPOP é uma
aproximação feita por alguma regra de interpolação do fabricante.
As diferenças entre a frequência central e as frequência de corte projetadas e experimentais
podem ser atribuı́das aos tipos de componentes usados, cujos valores apresentam tolerâncias, que
chegam à 20% no caso dos capacitores. Podem se originar também do baixo produto ganho-banda
(GBW) do AMPOP utilizado.

12
7 Conclusão
A estrutura Sallen-Key é uma das mais utilizadas no ramo da eletrônica por dois motivos
óbvios, sendo o primeiro a facilidade em ser construı́do e o segundo motivo é que essa estrutura
possui uma função de transferência facilmente dedutı́vel. No entanto, em casos de cascateamento
ou de filtros de ordem superiores com essa topologia, a função de transferência não permanece na
forma genérica.
O TL082 foi razoável para uma aplicação deste tipo. Esse AMPOP apresentou um bom de-
sempenho quanto a resposta em frequência, ruı́do e diferença de fase, o que proporciona um bom
desempenho de filtragem.
Em suma, o objetivo prático do projeto foi alcançado, mesmo influenciados pelos erros de
montagem, limitação fı́sica e de disponibilidade do laboratório, escolha de componentes e erros de
projetos.

13
Referências
[1] A. Sedra, K. Smith. Microeletrônica. Pearson Prentice Hall, 5a edição, 2007.
[2] BOYLESTAD, Robert L; NASHELSKY, Louis. Dispositivos eletrônicos e teoria de circuı́tos.
11. ed. São Paulo: Pearson.

[3] CAMPOS, Antônio Luiz Pereira de Siqueira. Laboratório de princı́pios de telecomunicações.


1. ed. Rio de Janeiro
[4] CATHEY, Jimmie J. Dispositivos e circuitos eletrônicos, 1a ed. São Paulo. Makron Books,
1994 (coleção Schaum).

[5] Tutorial do simulador LTSpice - tutorial, disponı́vel em: http://www.feng.pucrs.br/


~vargas/Disciplinas/Microeletronica-EE(4458G-04)/HSpice-WEB/Manuais/Tutorial%
20HSPICE%20(Marlon).pdf, acesso em 17/05/2017.
[6] Filtros ativos, disponı́vel em: http://www.joinville.udesc.br/portal/professores/
leonardo/materiais/Lab_7_Filtros_ativos.pdf, acesso em 17/05/2017.

14