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BOMBAS

HIDRÁULICAS
SUMÁRIO

BOMBAS (introdução) 07
Classificação das bombas 07
DINÂMICAS OU TURBO-BOMBAS 08
BOMBA CENTRIFUGA 08
Principio de funcionamento 08
Classificação das bombas centrífugas 10
Partes componentes das bombas centrífugas 10
Alguns rotores 11
Admissão e descarga 11
Bomba Centrífuga Radial 12
Bomba de fluxo misto 13
Bomba de fluxo axial 13
Bomba periférica regenerativa 14
BOMBAS VOLUMETRICAS 14
BOMBAS ALTERNATIVAS 14
Classificação 14
Indicação das dimensões 15
Principio de funcionamento 16
Principais componentes 18
Generalidades 18
Tipos de bombas alternativas 19
BOMBAS ROTATIVAS 19
Classificação 20
Principio de funcionamento 20
Características 20
Aplicação 21
Principais componentes 21
Generalidades 21
Tipos de bombas rotativas 22
Aspectos gerais das bombas rotativas 23
ALGUMAS BOMBAS 24
COMPARAÇÃO ENTRE BOMBAS VOLUM. E TURBO – BOMBAS 25
VANTAGENS E DESVANTAGENS DAS ROTATIVAS 26
Principais usos das bombas 26
Tarefas típicas em inspeções em bombas 26
Defeitos de funcionamento e suas eventuais causas 27

BOMBAS
Bombas são máquinas operatrizes hidráulicas, que conferem energia ao líquido com a
finalidade de transportá-lo de um ponto para outro. Elas recebem energia de uma fonte motora
qualquer e cedem parte desta energia ao fluido sob forma de energia de pressão, cinética, ou
ambas, isto é, elas aumentam a pressão do líquido, a velocidade ou ambas essas grandezas. A
energia cedida ao líquido pode-se medir, como veremos, pela diferença entre os trinômios de
Bernoulli na saída e na entrada da bomba.
Chama-se bombear, a ação de adicionar energia a um líquido, para movê-lo de um ponto
para outro.

As grandezas características mais importantes de uma bomba são:


Capacidade ou Vazão - é a quantidade de líquido bombeado na unidade de tempo
3
(m /h, L/min, GPM. etc).

Altura manométrica ou altura de elevação - é a altura de coluna líquida que a bomba


seria capaz de manter na sua descarga se não houvesse resistência alguma a passagem do
líquido por parte da tubulação e seus acessórios. Está correlacionada à pressão de sucção.

Potência - é a quantidade de energia consumida pela bomba na unidade de tempo. Pode


ser definida também a potência útil da bomba que é a energia efetivamente entregue ao
liquido na unidade de tempo.

Eficiência ou rendimento - é a razão percentual entre a potência útil e a potência


consumida pela bomba. ou seja é a relação entre a potência entregue pela bomba ao líquido e
a potência recebida por ela do acionador.

Classificação das bombas.


Dinâmicas ou Turbo-bombas:
Bombas centrífugas.
Bombas de fluxo misto.
Bombas de fluxo axial
Bombas periféricas ou regenerativas.

Volumétricas ou Deslocamento positivo:

Bombas alternativas:
Pistão.
Embolo.
Diafragma.

Bombas rotativas:
Engrenagens.
Lóbulos.
Parafusos.
Palhetas deslizantes.
DINÂMICAS OU TURBO-BOMBAS

São máquinas nas quais a movimentação do líquido é produzida por forças que se
desenvolvem na massa líquida, em conseqüência da rotação duma roda (Rotor) com um certo
número de palhetas especiais.
BOMBAS CENTRÍFUGAS

Quando o movimento geral do líquido dá-se em direção inclinada em relação ao eixo de


rotação.

Principio de funcionamento
Antes de mostrarmos o principio de funcionamento das bombas centrífugas vamos
examinar as partes fundamentais neste funcionamento, que são:

 O impelidor (ou Rotor)


 A carcaça

O impelidor consta essencialmente de palheta ou pás que impulsionam o líquido.A


carcaça, que envolve o impelidor, contêm o líquido dentro do qual gira o impelidor.

Para o funcionamento, é necessário que a carcaça esteja completamente cheia de líquido,


e, portanto que o impelidor esteja mergulhado no líquido.
O funcionamento da bomba centrífuga baseia-se praticamente na criação de uma zona de
baixa pressão e de uma zona de alta pressão.

A criação da zona de baixa pressão decorre do seguinte:

O líquido recebendo através das pás o movimento de rotação do impelidor, fica sujeito à
força centrífuga que faz com que as partículas do líquido se desloquem em direção a periferia
do impelidor. Este deslocamento acarreta a criação de um vazio (Baixa pressão) na região
central, vazio este que será preenchido por igual quantidade de líquido proveniente da fonte,
estabelecendo-se assim a primeira condição para o funcionamento que é um fluxo continuo.
A criação da zona de alta pressão na periferia, alta pressão esta que é a responsável pela
possibilidade de transporte do fluido, deve-se ao fato de que o líquido que parte para a
periferia sob a ação da força centrífuga vai encontrar um aumento progressivo na área de
escoamento. .

Então, como Q=S.V, veremos que a velocidade diminuirá pois o fluxo é contínuo
(Q=CTE) e a área de escoamento (S) aumenta progressivamente. Se considerarmos, agora o
teorema de Bernoulli aplicado entre a entrada (1) e a saída (2) terá:

Considerando-se Z1 = Z2 e como vimos que V2 < V1, então isto implicará em que P2 seja
maior que Pl para a igualdade da equação de Bernoulli, possa existir.

Portanto a pressão aumentará a menos das perdas por atrito.

Estando assim criada a alta pressão na periferia, alta pressão esta necessária para que a
bomba cumpra a sua função.

Analisando o que dissemos, poderíamos afirmar que resumidamente o que ocorre é o


impelidor fornecendo energia cinética ao fluido, sendo em seguida, parte desta energia
transformada em energia de pressão devido ao aumento progressivo de área da carcaça.

Este aumento progressivo da área, na carcaça pode ser obtido de duas formas:

Utilizando a carcaça em voluta Utilizando a carcaça com difusores

Classificação das
bombas centrífugas
De acordo com a posição do eixo
Bombas de eixo horizontal: são mais comuns e aplicáveis a todos os fins.

Bombas de eixo vertical: são aplicadas quando há particularidades no sistema


como:

 Economia de espaço
 Problema com a altura de sucção

De acordo com o modo de entrada do fluido


Bombas com impelidor de sucção simples: estas bombas são utilizadas sempre
que a vazão desejada não for elevada.

Bombas de sucção dupla: estas bombas são particularmente adotadas para


grandes capacidades.

De acordo com o número de impelidores


Bombas de um estágio: constituídas de um único impelidor, são aplicáveis a
todos os fins.

Bombas de dois ou mais estágios: (multi-estágios). Constituídas de dois ou mais


impelidores em série, são particularmente aplicáveis quando temos grande altura
manométrica.

Partes componentes das bombas centrífugas


Faremos agora um estudo das principais partes componentes das bombas centrífugas.
Assim sendo estudaremos:
1 . A carcaça
2 . O impelidor ou rotor
3 . O eixo
4. A luva do eixo
5. Os anéis de desgaste
6. A caixa de gaxetas
7 . Os selos mecânicos
8 . Os acoplamentos
9 . Os mancais
Os corte de uma
bomba mostram a
localização de algumas
destas partes.

Alguns
rotores
Rotor semi-
aberto de palheta única
A - Rotor aberto
B - Rotor semi-aberto
C - Rotor fechado

Rotor de sucção dupla

Admissão e descarga
Bomba Centrífuga Radial
Bombas centrífugas são aquelas cuja energia fornecida ao fluido é cinética

Bomba de fluxo misto


Bombas de fluxo misto são aquelas cuja parte da energia é fornecida devido a força
centrífuga e parte devido a força de arraso.
Bomba de fluxo axial
Bombas de fluxo axial são aquelas cuja energia cinética é transmitida a massa liquida por
força puramente de arrasto

Bomba periférica regenerativa


Bombas regenerativas são aquelas em que o fluido é arrastado através de um impelidor
com palhetas na periferia.
BOMBAS VOLUMETRICAS

As bombas volumétricas ou de deslocamento positivo, são aquelas em que a


movimentação do líquido é diretamente causada pela movimentação de um órgão mecânico
da bomba, que obriga o líquido a executar o mesmo movimento de que ele está animado. O
líquido sucessivamente enche e depois é expulso de espaços com volume determinado no
interior da bomba, donde o nome de bombas volumétricas. Nessas bombas, as forças
transmitidas ao líquido, têm a mesma direção do movimento geral do líquido. Conforme o
tipo do órgão mecânico que produz o movimento, essas bombas podem ser:

 Bombas alternativas
 Bombas rotativas

BOMBAS ALTERNATIVAS

Classificação
As bombas alternativas podem ser classificadas:

Quanto ao tipo do acionador


Bombas de ação direta: Quando o acionador é uma máquina de vapor atuando:
diretamente no pistão do cilindro de líquido.

Bombas de força: Quando o acionador é um motor elétrico ou de combustão


interna atuando através de um sistema biela/manivela.
Quanto ao número de cilindros de liquido
Simplex: Um cilindro de líquido
Duplex: Dois cilindros de líquido
Triplex: Três cilindros de líquido

Quanto a ação de bombeamento


Simples efeito: Aspiração e descarga em um só lado do pistão.
Duplo efeito: Aspira de um lado do pistão e descarrega do outro.

Quanto ao tipo da peça propulsora do liquido


De pistão
De êmbolo
De diafragma

Quanto a extensão do curso do pistão


De curso fixo
De curso variável

Quanto a posição do cilindro


Horizontal
Vertical

Indicação das dimensões


As bombas alternativas de ação direta são indicadas por três números, que significam,
pela ordem:

Diâmetro do cilindro de vapor


Diâmetro do cilindro de líquido
Curso

Exemplo: uma bomba 7 X 5 X 10 significa que o diâmetro do cilindro de vapor tem 7


polegadas; o de líquido 5 polegadas; e o curso dos pistões tem 10 polegadas.

As bombas de força são indicadas por dois números, que significam, pela ordem:

Diâmetro do cilindro
Curso

Exemplo: Uma bomba de 6x4 significa que o diâmetro do cilindro de líquido tem 6
polegadas e o curso dos pistões é de 4 polegadas.

Principio de funcionamento
As bombas alternativas são máquinas do tipo em que a cada ciclo elas deslocam um
volume fixo de líquido, sem permitir o seu retorno.
Por aspiração, o líquido enche sucessivamente os espaços de câmara uma cilíndrica e,em
seguida, é impulsionado para fora da bomba por uma peça móvel.
Teoricamente, as bombas alternativas têm condições de alcançar qualquer pressão.
A energia cedida ao líquido pelas bombas alternativas é predominantemente de pressão.
A operação de uma bomba alternativa se processa em duas fases distintas: Aspiração e
descarga
Na fase de aspiração o movimento do pistão tende a produzir o vácuo no interior do
cilindro provocando o escoamento do líquido para dentro do mesmo. Isto porque a pressão na
linha de sucção é superior a existente no cilindro da bomba. É essa diferença de pressão que
provoca a abertura da válvula de sucção e mantém fechada a válvula de descarga.
Na fase de descarga o pistão exerce força sobre o líquido, empurrando-o para a linha de
descarga, provocando a abertura da válvula de descarga e mantendo fechada a válvula de
sucção.

Vê-se, portanto que as pressões variam periodicamente em cada fase de operação.

Nas bombas de êmbolo, o órgão que produz o movimento do líquido, é um êmbolo que
se desloca com movimento alternativo, dentro de um cilindro.
Em uma análise inicial, assim poderíamos explicar o funcionamento da bomba de
êmbolo: No curso de aspiração, o movimento do êmbolo tende a produzir vácuo. A pressão do
líquido no lado da aspiração (maior que zero) faz com que a válvula de admissão se abra e o
cilindro se encha; enquanto isso ocorre, a válvula de recalque mantém-se fechada pela própria
diferença de pressões.
No curso de recalque, o êmbolo força o líquido, empurrando-o para fora do cilindro,
através da válvula de recalque. Mantendo neste curso fechada a válvula de admissão, devido a
diferença de pressão.
Pela sucinta explicação dada, pode-se observar que o movimento do líquido é
efetivamente causado pelo movimento do êmbolo, sendo da mesma grandeza e tipo do
movimento deste.
.
Gostaríamos de chamar a atenção para os seguintes fatos:

 A descarga através da bomba é intermitente.

 As pressões também variam periodicamente em cada ciclo.

 Esta bomba é capaz de funcionar como bomba de ar, fazendo vácuo, se não
houver líquido a aspirar.

 Nestas bombas, quando a velocidade é constante, a descarga e a pressão são


praticamente constantes, embora rigorosamente falando, haja pequenas flutuações.

 Essas bombas também podem fazer vácuo.

 Os outros tipos de bombas rotativas têm características semelhantes.

Principais componentes
Os órgãos principais de uma bomba alternativa são:

O cilindro
O pistão
As Válvulas

O pistão se movimenta no interior do cilindro e é o órgão transmissor de energia ao


líquido.

As válvulas são órgãos que controlam a entrada e a saída de líquido no cilindro.

Nas bombas de forças, têm-se ainda os sistemas Biela/Manivela responsáveis pela


transformação do movimento em alternativo.

Os principais componentes de uma bomba alternativa são: carcaça ou corpo, êmbolo ou


pistão e haste.

Carcaça
É a parte fixa dentro da qual se movimenta o embolo. Possui as aberturas para sucção e
descarga providas de válvulas do tipo de retenção que só permitem o fluxo de líquido em um
sentido. de entrada na sucção e de saída na descarga. Tem também abertura para a passagem
da haste que transmite o movimento de vai e vem do embolo alojado internamente. Na
abertura fica localizado o sistema de selagem que impede o vazamento do líquido da carcaça
para fora.

Embolo
É uma peça cilíndrica que executa o movimento alternativo dentro do cilindro. No seu
movimento de recuo cria um espaço vazio dentro do cilindro provocando a admissão do
líquido pela válvula de sucção. No movimento inverso, de avanço, expele o líquido
succionado anteriormente através da válvula de descarga.
Este trabalho é facilitado pelas válvulas de retenção.

Haste
É o componente que transmite o movimento alternativo do acionador para o embolo,
fazendo o papel do eixo nas bombas centrifugas.

Generalidades
As bombas alternativas de pequeno porte de um tipo especial com curso variável. São
empregadas na dosagem de produtos químicos. Estes produtos (inibidor de polímeros,
hidrazina, Inibidor de corrosão, etc) são injetados em quantidades adequadas e controladas de
acordo com análises feitas nos produtos. Geralmente estas bombas possuem curva vazão x
stroke, que possibilita conhecer a vazão de acordo com a abertura do stroke. Esta vazão ainda
pode ser checada pelo desnível de um medidor de nível no vaso de sucção. Estas bombas
servem para esta finalidade porque são bombas volumétricas (bombeiam praticamente o
mesmo volume em cada revolução) atendendo então a condição de dosagem desejada, e
produzem pressões elevadas, atendendo a condição imposta pela injeção dos produtos na linha
de processo.
Com a válvula de descarga fechada as bombas alternativas tem comportamento
semelhante às bombas rotativas, por isto, nunca deverão operar com descarga bloqueada.

Tipos de bombas alternativas


Temos dois tipos principais de bombas alternativas: de ação simples e ação dupla.
As bombas alternativas de ação simples descarregam o líquido apenas por um lado do
embolo, enquanto que nas de ação dupla o 1iquido é admitido e expelido pelos dois lados.
O acoplamento da haste da bomba ao acionador é feito por um dispositivo que
transforma o movimento rotatório do acionador em movimento alternativo.
Em um dos lados do cilindro temos o líquido a ser bombeado, no qual, quando se tem o
volume aumentando, o líquido é acionado para o interior do cilindro e quando o volume
diminui, o líquido é expulso para o exterior.
As duas válvulas de retenção uma na entrada e outra na saída, obrigam o líquido a
manter apenas um único sentido de escoamento.O movimento das válvulas de retenção da
seção e da descarga é provocado pela diferença de pressão entre os lados interno e externo do
cilindro.
A repetição dos movimentos do embolo no interior do cilindro dá o escoamento do
líquido, num regime intermitente ( pulsátil ). Esta característica de descontinuidade na vazão é
indesejável num bombeamento, por isso são usados para diminuí-las alguns melhoramentos,
tais como:
Bomba de dupla ação - é quando em ambos os lados do embolo existe
possibilidade de admissão e descarga de líquido, consistindo, portanto, como se
existissem duas bombas, ou seja, enquanto em um dos lados está ocorrendo admissão
de liquido, no outro ocorre a descarga. Desta forma. os intervalos entre as descargas é
menor e diminui-se com isto as variações na vazão.

Bomba duplex de ação dupla - consta de uma bomba com dois cilindros,
funcionando defasados, a fim de diminuir o efeito da variação da vazão.

BOMBAS ROTATIVAS

As bombas rotativas pertencem á classe das bombas chamadas de bombas de


deslocamento positivo ou bombas volumétricas.
São assim chamadas porque sempre bombeiam o mesmo volume de líquido por rotação,
independente da pressão de descarga.
Nas bombas rotativas, a transformação de energia se realiza por meio de deslocamento
do líquido impulsionado pela ação de um ou vários órgãos girantes. Esses órgãos girantes
podem ter os mais diferentes formatos conforme será visto mais adiante; Entretanto, têm a
mesma função específica.
A maioria das bombas rotativas fornece um fluxo constante de líquido sem grandes
variações de pressão.
Teoricamente, as bombas rotativas são capazes de criar qualquer pressão
independentemente da rotação e da pressão de descarga. Na prática, entretanto, tem-se que
levar em consideração as fugas internas do líquido.

Classificação
As bombas rotativas são agrupadas de acordo com o elemento que transmite energia ao
líquido. Tem-se, então:

 Engrenagens
 Lóbulos
 Fusos
 Palhetas
 Excêntricos
 Pistão rotativo

Principio de funcionamento
A ação de bombeamento se processa quando os órgãos transmissores de energia giram.
Eles provocam a formação de vácuo parcial na sucção da bomba, permitindo a entrada de
líquido a fim de ocupar os flancos vazios; a seguir o líquido é arrastado gradativamente, sob
pressão, e expulso destes flancos para fora da bomba.

Características
Desprezando-se as fugas, as bombas rotativas descarregam uma vazão constante
independente da variação de pressão de descarga, assim, a curva usual PQ é praticamente uma
linha horizontal onde:
Capacidade teórica: É o volume que os elementos giratórios podem deslocar sem carga
ou pressão. Numa bomba de engrenagem, seria calculada em função do volume real dos
espaços entre os dentes.
Deslizamento ou retorno: E o volume de líquido que volta da descarga a sucção, devido
as folgas entre as peças móveis e entre essas e a carcaça.
Descarga efetiva: É aquela que sai da boca de recalque e igual a que corresponde á
capacidade teórica menos a de retomo.
O deslocamento de uma bomba rotativa varia de forma diretamente proporcional com a
velocidade, só que a capacidade pode ser afetada por viscosidades e outros fatores. Os
líquidos densos e viscosos podem limitar a capacidade da bomba em altas velocidades devido
ao líquido que não pode fluir na carcaça com a rapidez necessária para enchê-la
completamente.
O deslizamento ou perda em capacidade pelos vazios entre a carcaça e o elemento
rotativo, supondo viscosidade constante varia ao aumentar a pressão de descarga.
Por exemplo: à 600 RPM e 0,0 KGF/ cm2 de pressão de descarga, uma bomba tem
capacidade de 6,82 l/s. Porém a 21 KGF/cm2 e a mesma velocidade, a capacidade é de 5,8 l/s.
A diferença 1,0 l/s é o deslizamento ou perda.
A potência requerida por uma bomba rotativa, curva característica PQ, aumenta com a
viscosidade do líquido. A eficiência diminui com o aumento da viscosidade. Isto pode
também ser verdade, naturalmente, com outras classes de bombas. Porém, como as rotativas
tem um uso geral para líquidos viscosos, é importante lembrar esta característica.
Igual as bombas centrífugas, freqüentemente, se usam as tabelas ou gráficos de
características para dar os dados necessários sobre a capacidade da bomba, potência
necessária e coluna. Muitas tabelas de características para as bombas rotativas contém uma
coluna para viscosidade, mostrando o efeito de uma viscosidade aumentada ou diminuída
sobre o comportamento da bomba.

Aplicação
O campo de aplicação das bombas rotativas é bastante extenso, atende a uma grande
variedade de líquidos, numa ampla faixa de viscosidade e vazão. São empregadas nas
Industrias Química, Petroquímica, Alimentícias, Açucareiras, Cosméticas, Cerâmica,
Laticínios, de Bebidas, de Mineração, de Papel e celulose, de Tintas, de Construção naval,
Casas de força, Fabricas de amido, e principalmente em sistemas de lubrificação forçada.

Principais componentes
Basicamente, uma bomba rotativa compõe-se de uma carcaça, dentro da qual giram os
órgãos transmissores de energia ao líquido. Esses órgãos podem: ser: Engrenagens, lóbulos,
parafusos, palhetas, excêntricos, pistões etc.

Como órgãos complementares, tem-se ainda:

 Eixo
 Mancais
 Buchas
 Caixa de mancais
 Suportes
 Elementos de vedação (junta, anel 'O', retentor, gaxeta ou selo
mecânico).

As bombas projetadas para transferir líquidos densos e viscosos são equipadas com uma
câmara de aquecimento por onde se faz circular vapor.
As bombas de construção mais aprimoradas vêm dotadas de uma válvula de alívio na
carcaça para protegê-la contra elevação excessiva de pressão.

Generalidades
Bombas rotativas são aquelas que possuem a parte móvel girando dentro da carcaça, que
pelo seu movimento rotação cria una cavidade que capta o 1iquido na região de sucção e o
conduz até a região de descarga, Estas bombas, pela sua característica de funcionamento, em
cada giro completo de seu elemento móvel, transportam sempre o mesmo volume de liquido
praticamente independente da pressão contra a qual estão bombeando, Na verdade à medida
que aumenta a pressão na descarga, tem-se um maior vazamento de líquido para a sucção
através das folgas existentes internamente, o que faz diminuir um pouco a vazão com o
aumento de pressão para a mesma rotação.
Nas bombas rotativas não existe comunicação livre entre a sucção e a descarga corno
acontece com as bombas centrifugas. Uma bomba rotativa parada não permite a passagem do
líquido da descarga para a sucção e vice-versa, senão pelas folgas existentes, enquanto que
numa bomba centrifuga parada, a passagem de líquido se faz livremente através do rotor, Por
esta característica as bombas rotativas são chamadas de bombas de deslocamento positivo.
As bombas rotativas têm vazão praticamente continua e são empregadas para operação
com produtos mais viscosos.
Estas bombas, funcionando com a válvula de descarga fechada, elevam a pressão a um
valor bastante alto cujo lilimite vai depender das folgas internas. Nas bombas rotativas há
necessidade de um sistema de proteção contra sobre-pressão. Ele é composto, simplesmente
de uma linha que interliga a descarga com a sucção através de uma válvula de alivio de
pressão. Esta válvula é calibrada para uma determinada pressão que quando é atingida,
provoca sua abertura.
As bombas rotativas. pelo fato de serem bombas de deslocamento positivo, não precisam
necessariamente ter a carcaça e a sucção. Cheias com o líquido a ser bombeado, para partir.
Elas têm a capacidade de expelir os gases e vapores contidos na carcaça e sucção, o líquido é
succionado pelo vácuo parcial criado diretamente pelo movimento das suas partes internas.
Nas bombas centrifugas o vácuo parcial que succiona o liquido o liquido para dentro da
carcaça, é criado pelo próprio liquido contido nela ao ser expelido para a descarga da bomba
pela força centrifuga. Deste modo se não houver liquido dentro da carcaça, o rotor expelirá
apenas gases ou vapores que não produzirão o vácuo suficiente, causando o fenômeno da
perda de sucção.
Um outro ponto importante a salientar para as bombas rotativas e centrifugas é que as
rotativas dão pressão ao líquido na sua descarga, enquanto que as centrifugas dão velocidade.

Tipos de bombas rotativas


Existem quatro tipos principais de bombas rotativas, todas elas funcionando com o
mesmo principio que é captar o liquido na sucção mantendo-o dentro de uma cavidade que o
transporta ate a descarga.

Bomba rotativa de palhetas - esta bomba possui um rotor cilíndrico com ranhuras
radiais dentro das quais são montadas as palhetas. Este rotor é montado excentricamente
dentro de uma carcaça cilíndrica. Com o movimento de rotação do rotor as palhetas deslizam
sobre a superfície cilíndrica interna da carcaça, sendo pressionada contra ele pela força
centrifuga devido ao movimento de rotação, e também pelo efeito de um sistema de molas
dentro das ranhuras conforme o tipo de bomba.
As bombas de palhetas são empregadas para pressões não muito altas. Trabalham
geralmente com líquidos viscosos e são lubrificadas pelo próprio líquido de bombeamento.

Bomba rotativa de lóbulos - é uma bomba com dois rotores de sucção em forma de
número oito, com eixos paralelos, girando em sentido contrário dentro de uma carcaça.
A bomba de lóbulo pode ser considera como um caso limite de uma bomba de
engrenagens de dois "dentes" apenas.

Bomba rotativa de engrenagem - é constituída por duas engrenagens cilíndricas. Retas


ou helicoidais, que giram em sentidos contrários, alojadas com ajustagem conveniente dentro
da carcaça.
O liquido existente nos espaços é empurrado pelos dentes e, forçado a sair pela descarga
da carcaça.
Bomba rotativa de parafusos - é formada de parafusos de rosca sem fim que giram
casados em sentidos contrários, com folgas convenientes dentro de uma cavidade da carcaça.
Estes parafusos ao girarem, conduzem o 1íquido mantido entre eles e a carcaça.

Aspectos gerais das bombas rotativas


A bomba rotativa é muito usada para bombeamento de líquidos altamente viscosos, com
alta pressão, mas com vazões reduzidas.
Não entraremos em maiores detalhes na descrição das bombas rotativas visto que estas se
assemelham bastante às bombas alternativas no comportamento geral, apenas diferenciando-
se por apresentarem bombeamento uniforme.
A capacidade da bomba rotativa varia diretamente com a velocidade da bomba e pode ser
afetada pela viscosidade do líquido. O consumo de energia aumenta com a elevação da
viscosidade do líquido, enquanto que a eficiência diminui com a válvula de descarga fechada,
o comportamento da bomba rotativa é igual ao da bomba alternativa.
As bombas rotativas devem partir com a carcaça cheia visto que, necessitam do 1íquido
para lubrificação das partes móveis e para a selagem das folgas de suas partes móveis.
O procedimento de partidas, paradas e cuidados operacionais são idênticos às bombas
alternativas.
ALGUMAS BOMBAS
Bomba de pistão possui um movimento alternativo dentro do cilindro e é o pistão que
movimenta o líquido.

Bomba de êmbolo possui o funcionamento idêntico


as bombas de pistão, sendo recomendadas para serviços
de pressão mais elevadas.

Bomba de diafragma é uma membrana acionada por uma


haste com movimento alternativo. Um exemplo típico da
aplicação de bombas de diafragma é o que retira gasolina do
tanque e manda para o carburador de um motor de combustão
interna.

Bombas de engrenagens consistem em duas rodas dentadas,


trabalhando dentro de uma caixa com folgas muito pequenas em
volta e dos lados das rodas. O fluido é aprisionado nos vazios entre
os dentes e a carcaça, e empurrando pelos dentes e forçados a sair
pela tubulação da direita.

Bomba de lóbulos é similar à bomba de engrenagens.


Bomba de parafusos tem movimentos sincronizados
através de engrenagens. O fluido é admitido pelas
extremidades, e devido ao movimento de rotação e aos filetes
dos parafusos, é empurrado para a parte central onde é
descarregado.

Bombas de palhetas deslizantes são compostas de um cilindro


(rotor), cujo eixo de rotação é excêntrico ao eixo da carcaça. O rotor
possui ranhuras radiais onde se alojam palhetas rígidas com
movimento livre nesta direção. Devido a sua rotação, a força
centrífuga projeta as palhetas contra a carcaça formando câmaras
entre elas de tal sorte que o fluido fique aprisionado.

COMPARAÇÃO ENTRE BOMBAS VOLUMÉTRICAS E


TURBO - BOMBAS
É interessante fazermos desde já, uma comparação, entre as características gerais das
bombas volumétricas e das turbo-bombas, para mostrar as oposições existentes entre elas.
Em todas as bombas volumétricas, há uma proporcionalidade, isto é, uma relação
constante entre a descarga e a velocidade da bomba.

Q=S.V

Esta proporcional idade é evidente, porque a descarga é proporcional à velocidade do


órgão mecânico que impulsiona o líquido, que por sua vez é proporcional a velocidade da
bomba. Esta proporcionalidade é independente da altura a que o líquido está sendo elevado.
Nas turbo-bombas, não há essa proporcionalidade. A descarga é função da velocidade da
bomba e da altura de elevação, mas nem teoricamente, guarda proporcionalidade com
nenhuma delas.
Nas bombas volumétricas o movimento do líquido dentro da bomba e o movimento do
órgão impulsionador são exatamente os mesmos, mesma natureza, mesma velocidade, em
grandeza, direção e sentido.
Nas turbo-bombas, embora os dois movimentos sejam relacionados entre si, não são
absolutamente iguais.
As bombas volumétricas transmitem energia ao líquido sob forma exclusivamente de
pressão, isto é, só aumentam a pressão e não a velocidade.
Nas turbo-bombas a energia é transmitida sob a forma cinética e de pressão, isto é, há
aumento tanto de pressão como de velocidade.
VANTAGENS E DESVANTAGENS DAS ROTATIVAS
As bombas rotativas apresentam os seguintes tópicos positivos:

1. Vazão uniforme
2. Auto-escorvante
3. Relativa tolerância para entrada de ar ou gás
4. Ausência de ponto morto
5. Projeto compacto, ocupando espaço reduzido.
6. Requerem fundações mais simples
7. Eficiência elevada
8. Apresentam baixa vibração
9. Aplicável para diversos líquidos em larga faixa de viscosidade.

Todavia, pode-se considerar como desvantagens:

1. Inadequação para grandes vazões


2. Desgastam-se rapidamente no bombeio de líquidos com abrasivos.
3. Apresentam desempenho muito sensível as tolerâncias de usinagem e
diminutas folgas internas.
4. Requerem mais cuidados de ajustes de manutenção.

Principais usos das bombas.


 Abastecimento de água.
 Sistemas de esgotos.
 Drenagem.
 Rede de incêndio.
 Indústria química.
 Serviço marítimo.
 Sistemas hidráulicos.
 Produção de petróleo.
 Processamento de petróleo.
 Sistema de condensado.
 Sistema de água de refrigeração.
 Sistema de alimentação de caldeira.
 Sistema de lubrificação.
 Ignição.
 Usinas de celulose e papel.
 Indústria de alimentos e bebidas.
 Serviço nuclear.

Tarefas típicas em inspeções em bombas.


 Verificar ponto de operação (pressão e vazão),
 Verificar corrente consumida para motor e tensão na rede.
 Verificar vibrações e ruídos anormais.
 Verificar nível de óleo ou graxa.
 Verificar vazamento da caixa de gaxetas.
 Verificar temperatura dos mancais.
 Verificar pressão de sucção.
 Verificar pressão do sistema de compensação de empuxo axial( bombas
de vários estágios).
 Verificar pressão do sistema de lubrificação forçada.
 Intervalo de lubrificação dos mancais.
 Verificar temperatura dos mancais.
 Verificar o estado do filtro ou crivo na sucção quanto a entupimento.
 Verificar alinhamento.
 Verificar níveis de vibração.
 Controlar a posição do pino de controle de desgaste do sistema de
compensação do empuxo axial ( bombas de vários estágios).
 Medir da resistência de isolação do motor.
 Inspeção no painel elétrico, objetivando verificar principalmente o relê
de nível e as proteções elétricas.
 Verificar parafusos de fixação da bomba, do acionador e da base.
 Lubrificação do acoplamento ( quando aplicável) e estado do elemento
elástico.
 Verificar tubulações e conexões auxiliares, visores e registros quanto a
incrustações internas.
 Aferir os instrumentos de medição e proteção.
Defeitos de funcionamento e suas eventuais causas.
Defeitos de funcionamento Eventuais Causas
Bomba com vazão nula 1,3,4,6,11,14,16,17,23
Bomba com vazão insuficiente 3,4,6,7,8,9,11
Pressão insuficiente da bomba 14,16,29,30,31
Bomba perde escorva após a partida 3,6,7,8,11
Bomba sobrecarga no motor 15,16,18,19,20,23,24,26,27,29,33,37
Vazamento excessivo na caixa de 2,13,26,32,33,34,35,36,38,39,40
gaxeta
Desgaste excessivo das gaxetas 2,12,13,26,28,32,33,34,35,36,38,39,4
0
Vibrações ou ruídos excessivos 2,3,4,9,11,21,23,24,25,26,27,28,30,35
,36,41,43,44,45,46
Desgastes excessivos dos mancais 24,26,27,28,35,36,41,42,43,44,45,46
Bomba esquenta e/ou trava 1,4,5,21,24,27,28,35,41
( D ) = Defeito ( C ) = Correção

1- ( D ) A bomba não está escovada


( C ) A bomba e a tubulação de sucção devem ser enchidas. Verificar a válvula
de pé conexões quanto ao vazamento.

2- ( D ) Excesso de pressão na câmara de gaxeta


( C ) Deve ser verificada a tubulação de equilíbrio da pressão. Idem para as
vedações internas de acesso à câmara de gaxeta.
3- ( D ) Altura geométrica de sucção negativa muito elevada.
( C ) Devem ser verificadas as perdas de carga na tubulação de sucção. Deve
ser calculados o NSPH disponível da instalação e comparado com o NSPH requerido
da bomba. Se necessário, diminua a altura de sucção.

4 - ( D ) Insuficiente altura geométrica de sucção positiva, quando bombeando


água quente.
( C ) Deve ser verificado se a água quente está se convertendo em vapor. Use
um manômetro; se a água se move descompassadamente é sinal de demasiada
formação de vapor. A baixa pressão no flange de sucção pode fazer com que a água se
converta em vapor a uma temperatura consideravelmente mais baixa que a normal,
com a conseqüente diminuição de altura geométrica de sucção positiva, podendo
toma-se nula. A pressão requerida depende da temperatura da água, capacidade de
bomba e tipo de rotor; pôr isso a bomba deverá Ter as características necessárias ao
serviço de água quente. Calcular o NSPH disponível (da instalação) e comparar com
NSPH requerido ( da curva da bomba).
5- ( D ) Tubulação de equilíbrio do empuxo axial inexistente ou com registro
fechado.
( C ) Deve ser instalada uma tubulação e eliminado o registro.

6- ( D ) Bolsa de ar na tubulação da sucção.


( C ) Sendo sucção negativa , deve ser verificado se a tubulação de sucção está
com aclive no sentido da bomba. Quando for sucção positiva, deve ser verificado o
declive da tubulação em relação a bomba. Também se a produção , na boca de sucção,
é do tipo excêntrica e com sua parte horizontal no plano superior.

7- ( D ) Entrada de ar na tubulação de sucção.


( C ) Deve ser verificados o alinhamento da tubulação e o estado das conexões
quanto a entrada do ar.

8- ( D ) Entrada de ar na bomba, através de gaxetas.


( C ) Deve ser ajustado o aperta-gaxeta até fluir o líquido bombeado. Deve ser
trocada a gaxeta , se necessário. Deve verificar as tubulações auxiliares e a posição do
anel cadeado.

9- ( D ) Válvula de pé subdimensionada.
( C ) Deve ser verificado o estado da válvula quanto o entupimento. A área útil
de passagem deverá ser de uma e meia vez da área do tubo. Usando-se o filtro , ou
crivo, a área útil de passagem deverá ser de três a quatro vezes a área do tubo de
sucção.

11 - ( D ) Insuficiente submergência da tubulação de sucção.


( C ) se o tubo de sucção não puder ser rebaixado ou se houver redemoinho na
zona de aspiração causando a entrada de ar, deve ser feito uma proteção com uma
prancha de madeira. Isto elimina o turbilhonamento.
12 - ( D ) Ligação do líquido de selagem/lubrificação das gaxetas entupido ou sem
passagem de líquido.
( C ) Deve ser verificado e limpo o tubo ou deve ser regulada a válvula de
controle deste fluxo.

13 - ( D ) Anel cadeado posicionado erradamente na caixa de gaxeta.


( C ) Deve ser reposicionado o anel corretamente.

14 - ( D ) Rotação muito baixa.


( C ) Deve ser verificado se o motor está devidamente ligado à linha e
recebendo plena voltagem. O motor pode estar com uma fase aberta ou a freqüência da
rede demasiadamente baixa.

15 - ( D ) Rotação muito alta.


( C ) Deve ser verificado se a rotação do motor confere com a do sistema(a
potência requerida por uma bomba centrífuga varia com o cubo da rotação).

16 - ( D ) Sentido de rotação errada.


( C ) Deve ser comparados sentido de rotação do motor com o sentido de
rotação da seta localizada na bomba. Se errada, inverta duas fases do motor com a
linha.

17 - ( D ) Altura manométrica total do sistema demasiadamente e elevada em


relação a bomba.
( C ) Deve ser verificando se as válvulas estão totalmente, abertas, deve ser
calculada perda de carga na tubulação e nas válvulas. Se forem demasiadas, um tubo
de diâmetro maior corrigirá.

18 - ( D ) kwa manométrica total do sistema menor do que aquela para qual a


bomba foi fornecida.
( C ) Deve ser reduzido o diâmetro do rotor a medida devidamente calculada ou
de acordo com indicações da curava características da bomba. Pode-se ajustar a vazão
através do resisto de recalque.

19 - ( D ) Peso especifico do líquido diferente daquele para o qual a bomba foi


fornecida.
( C ) Deve ser substituído o motor de acordo com a nova carga hidráulica.

20 - ( D ) Viscosidade do líquido diferente daquela para a qual a bomba foi


fornecida.
( C ) Deve ser substituído o motor de acordo com a nova carga hidráulica.

21 - ( D ) Operação com vazão insuficiente para a bomba.


( C ) Deve ser aumentado e instalado a vazão. Válvula de vazão mínima ou
orifício calibrador.

23 - ( D ) Corpos estranhos no rotor.


( C ) A bomba deve ser desmontada e o rotor totalmente limpo.
24 - ( D ) Desalinhamento.
( C ) Deve ser verificado e corrigido o alinhamento da bomba do motor.

25 - ( D ) Fundação inadequada.
( C ) Deve ser construída uma fundação adequada, de acordo com o peso e
potência do conjunto motor-bomba.

26 - ( D ) Eixo empenado.
( C ) Devem ser constituídas umas fundações adequadas, de acordo com peso e
potência do conjunto motor-bomba.

27- ( D ) Rotor raspando na carcaça.


( C ) A carcaça poderá Ter sido deformada pelo peso da tubulação
indevidamente apoiada. Eixo empenado poderá ser a causa. Corrija ou substitua a
parte danificada e corrija as causas.

28 - ( D ) Mancais gastos.
( C ) Devem ser substituídos os mancais e verificado o estado do eixo.

29 - ( D ) Anéis de desgastes gastos.


( C ) Devem ser substituídos os anéis e verificado o estado do rotor.

30 – ( D ) Rotor danificado.
( C ) Deve ser reparado e substituído o rotor, assim como verificado e corrigido
a causada avaria.
31 – (D) Junta do corpo da bomba defietuosa, permitindo vazamento.
(C) Deve ser substituída a junta de acordo com a especificada pelo fabricante.

32 – (D) Eixo ou luva protetora do eixo gasta ou com sulcos.


(C) Gaxeta demasiadamente apertado ou líquido de selagem/lubrificação
inadequados.

33 – (D) Engaxetamento erroneamente instalado.


(C) Verifique o estado das gaxetas. Fazer o engaxetamento correto.

34 – (D) Tipo de gaxeta inadequado às condições de serviço.


(C) Trocar as gaxetas pelas indicadas pelo fabricante.

35 – (D) Eixo fora do centro, por motivo de mancais gastos ou desalinhamento.


(C) Devem ser verificados as condições do eixo e o estado dos mancais,
substituindo-os se necessário.

36 – (D) Desbalanceamento do rotor, causando vibrações.


(C) Deve ser verificado e trocado, se necessário, os anéis de desgaste traseiro e
dianteiro. Balancear o rotor.

37 – (D) Aperta gaxeta muito apertado, impedindo a lubrificação do engaxetamento.


(C) Ajustar o aperta gaxeta até existir um pequeno gotejamento de água.
38 – (D) Falha no sistema de água de refrigeração/lubrificação na caixa de gaxetas.
(C) Para bombas de grande vazão, verificar o funcionamento do mecanismo de
redução de pressão.

39 – (D) Folgas excessivamente grandes entre o eixo ou luva e a carcaça, no fundo


da caixa de gaxeta. Luva protetora desgastada ou muito reusinada.
(C) Deve ser substituída a luva protetora com a folga original.

40 – (D) Sujeira ou substâncias abarasivas em suspensão no líquido de refrigeração


e lubrificação das gaxetas, provocando o desgaste do eixo ou luva protetora.
(C) Para líquidos bombeados como lamas etc, que contém elementos abrasivos
a solução é providenciar uma fonte de água limpa para refrigerar/lubrificar as gaxetas.

41 – (D) Empuxos excessivos causados por falhas mecânicas dentro da bomba.


(C) Veja item 5.

42 – (D) Quantidade excessiva de graxa ou óleo nos depósitos dos mancais.


(C) Quando for lubrificação à graxa deve ser colocada somente a quantidade
recomendada pelo manual de serviço do fabricante. Em bombas com lubrificação a
óleo o nível correto corresponde a linha de centro da esfera ou rolete inferior.

43 – (D) falta de lubrificação.


(C) Deve ser conservado sempre o lubrificante no nível indicado e usar sempre
o recomendado pelo fabricante.

44 – (D) Mancais erroneamente colocados (danificados durante a montagem ou uso


de mancais não casados).
(C) Deve ser verificado a colocação e o estado dos mancais. Certos tipos de
mancais, tais como mancais com rolamentos de contato angular e mancais de escora,
tem posição definida de colocação no sentido de empuxo axial e devem ser
obedecidas.

45 – (D) Sujeira nos mancais.


(C) É a principal causa de falha no funcionamento dos mancais. Ao primeiro
sinal de sujeira ou água no lubrificante, o mesmo deve ser removido e limpo. Refazer
a lubrificação conforme recomendação do fabricante.

46 – (D) Mancais enferrujados.


(C) Devem ser substituídos os rolamentos em todos os mancais de acordo com
as partes afetadas.
Bibliografia:

Apostila – Bombas, SENAI – Unidade Dendezeiros

Apostila – Curso de Bombas Hidráulicas, SENAI – Espírito Santo