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RESPONSABILIDADE CIVIL GERAL

Aspectos Jurídicos

A responsabilidade civil é a aplicação de medidas que obriguem uma pessoa


a reparar dano moral ou patrimonial causado a terceiros, em razão de ato por ela
mesma praticado, por pessoa por quem ela responde, por alguma coisa a ela
pertencente ou por simples imposição legal.
A contratação de um Seguro de Responsabilidade Civil Geral se justifica em
razão de o cidadão ser obrigado a reparar eventuais danos que venha causar a terceiros.
O fundamento legal dessa obrigação encontra-se no Código Civil
– Lei 10.406, de 10/01/2002, vigente a partir de 11/01/2003, que define, nos artigos
927, 186, 187, 188, 932 e 942, entre outros, a responsabilidade civilextracontratual.

Art. 927 “Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem,
fica obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos
casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor
do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.”
Art. 186 “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência,
violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato
ilícito.”
Art. 187 “Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede
manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou
pelos bons costumes.”
Art. 188 Não constituem atos ilícitos:
I – os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido;
II – a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover
perigo iminente.
Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as
circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do
indispensável para a remoção do perigo.
Art. 942 “Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam
sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos
responderão solidariamente pela reparação.
Parágrafo único. São solidariamente responsáveis com os autores os coautores e as
pessoas designadas no art. 932.”
Cabe reforçar que o causador de um prejuízo responderá com seus bens pelos
danos causados a terceiros, à exceção dos bens impenhoráveis previstos na legislação,
como, por exemplo: bem de família, salário etc. Caso o responsável não tenha bens que
possam ser penhorados, o terceiro prejudicado não terá seu prejuízo ressarcido.
Outro ponto importante do art. 942 refere-se à responsabilidade solidária.
Há solidariedade quando, na mesma obrigação, concorre mais de um credor,
ou mais de um devedor, cada um com direito, ou obrigado, à dívida toda.
Interessa-nos mais de perto a solidariedade passiva, que tem como uma das
consequências mais relevantes o fato de que, havendo mais de um causador
do dano, todos responderão solidariamente pela obrigação. A vítima, no caso
o credor, poderá cobrar de qualquer um dos devedores solidários até 100%
da obrigação.
Art. 932 “São também responsáveis pela reparação civil:
I – os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;
II – o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas
condições;
III – o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no
exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;
IV – os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por
dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;
V – os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a oncorrente
quantia.”
Como se depreende dos artigos do Código Civil destacados, os elementos
necessários para caracterizar a responsabilidade civil são ação ou omissão, culpa, dano e
relação de causalidade.

Ação ou Omissão
Praticar um ato (ação) ou deixar de fazê-lo (omissão), ao lado de outros
elementos essenciais da responsabilidade civil, pode configurar a obrigação do agente
em responder por prejuízos causados a terceiros, resultantes dessa conduta.

A ação (ou omissão) tanto pode ser dolosa quanto culposa. O que distingue
uma da outra é a intenção, do agente que pratica a ação (ou omissão), de prejudicar ou
não a terceiros.
Uma ação (ou omissão) que tem intenção deliberada de causar danos a
outrem é dolosa.
O dolo, por ser um ato consciente, que alguém induz, mantém ou confirma
outrem em erro, é punido no campo do Direito Penal. Por isso, o Seguro de
Responsabilidade Civil Geral não cobre os danos resultantes de atos dolosos, praticados
pelo segurado.

Culpa
A ação (ou omissão) culposa caracteriza-se pela ausência do desejo de prejudicar,
embora provoque prejuízos. Ainda que o agente não tivesse a intenção deliberada de
causar prejuízo a outrem, ele deverá responder em razão da conduta culposa.
Assim sendo, a culpa, no campo do Direito Civil, obriga à reparação do dano, e
o prejuízo é coberto pelo Seguro de Responsabilidade Civil quando contratada a
cobertura através da apólice correspondente.
A culpa, no sentido restrito, decorre de conduta caracterizada pela negligência,
imprudência ou imperícia.
• a negligência evidencia-se, usualmente, pela omissão. Relaciona-se,
principalmente, com a desídia. É a ação necessária que se deixou de praticar como, por
exemplo, consertar uma marquise que está em mau estado de conservação; deixar de
efetuar manutenção obrigatória em equipamentos, conforme determinação do
fabricante; viajar sem fazer revisão no veículo e demais condutas assemelhadas;
• a imprudência é a ação que não deveria ser praticada. Na imprudência,
o sujeito procede precipitadamente ou sem prever integralmente as consequências da
ação, como, por exemplo, colocar objetos soltos no parapeito da janela de um
apartamento; e
• a imperícia é a ação praticada sem a habilidade ou competência necessária
para fazê-lo, ou seja, o sujeito age ou deixa de agir com ou sem a habilidade técnica que
deveria possuir como profissional habilitado (médico, motorista, engenheiro), como no
caso de instalação elétrica realizada por quem não tem conhecimento de eletricidade.

Dano
Genericamente, significa todo mal ou ofensa que tenha uma pessoa causado a
outrem, de que possa resultar uma deterioração ou destruição à coisa dele ou um
prejuízo a seu patrimônio.
O dano é o elemento fundamental para a configuração da responsabilidade
civil. Não existe, no Direito Civil, repercussão do ato ilícito se não houver a produção de
um dano.
O dano pode ser classificado como:
• pessoal – quando se refere à lesão corpórea ou à doença sofrida por pessoa
física (inclusive morte ou invalidez) em decorrência de ação ou omissão de outra
pessoa.
Hoje, através de jurisprudência, já se determina que o dano moral também
pertença à classe de dano pessoal. O mercado de seguros adota a terminologia “dano
corporal”, em vez de dano pessoal;
• material – quando se refere a dano físico a propriedade, animais,
deterioração de objetos tangíveis, destruição de substâncias etc; e
• imaterial – quando se refere a dano resultante da privação de um direito, da
interrupção de uma atividade ou da perda de um benefício.
Nos casos de interrupção de uma atividade, existem os danos de natureza
pecuniária, como os lucros cessantes e/ou esperados.
Exemplo: se o telhado de uma empresa cai sobre o carro de um taxista, impedindo-o de
exercer sua profissão por algum tempo, ele poderá buscar, judicialmente, uma
indenização por lucros cessantes, ou seja, por aquilo que deixou de ganhar. Terá que
provar ao juiz a média dos seus rendimentos diários para que seja calculada, com
justiça, a indenização devida.
Nas apólices de RCG, só há cobertura para danos imateriais quando estes são
consequência direta de danos corporais e/ou materiais cobertos pela mesma apólice.

Nexo Causal (Relação de Causalidade)


Nexo causal é o quarto elemento que caracteriza a responsabilidade civil.
É a relação de causalidade (nexo causal), ou seja, a relação de causa e efeito entre
a ação ou omissão praticada pelo agente e o dano resultante.
Através da relação de causalidade, identificam-se responsabilidades.

Excludentes da Responsabilidade Civil


Em alguns casos, quando o nexo causal é apurado, a responsabilidade do suposto
causador do dano é extinta, cessando qualquer tipo de responsabilidade
sobre ele.
Essas situações podem ser causadas por culpa da vítima ou de eventos
decorrentes de caso fortuito ou de força maior, que representam os danos causados por
atos da natureza, como terremoto, furacão etc, ou, também, os da natureza humana,
como a morte por causas naturais.
Se a vítima é culpada pelos danos que sofreu, a Justiça não responsabiliza outrem.
Um supermercado não pode ser responsabilizado pelo acidente com uma pessoa
que, pela própria imprudência, cai e se machuca numa de suas lojas. Porém, é preciso
que fique provado que a culpa foi exclusiva do consumidor e que o supermercado em
nada contribuiu para que o prejuízo ocorresse.
Nos termos do Código Civil Brasileiro, são ainda hipóteses de exclusão da
responsabilidade civil: a legítima defesa, o exercício regular de um direito e o estado
de necessidade.
A legítima defesa é considerada como excludente de responsabilidade civil,
quando o agente, com o uso moderado de meios necessários, repelir injusta agressão a
direito seu ou de outra pessoa. Caracteriza-se pela faculdade da autodefesa. Exemplo:
aquele que agride uma pessoa para proteger a própria vida.
O exercício regular de direito reconhecido não implica dever de indenizar quando
o ato é praticado observando-se os limites legais estabelecidos.
Exemplo: o proprietário que ergue uma construção em seu terreno, prejudicando, sem
intenção, a vista de seu vizinho.
Já o estado de necessidade consiste na ofensa ao direito de outra pessoa ou
na deterioração ou destruição de coisa de outro e, ainda, em lesão à pessoa para a
remoção de perigo iminente.
Exemplo: o sacrifício de um automóvel pertencente a um terceiro para salvar vida
humana.
TEORIAS DA RESPONSABILIDADE CIVIL
As teorias da Responsabilidade Civil surgiram da análise da conduta de quem
causa o dano (elemento culpa). Temos, assim, a teoria subjetiva e a teoria objetiva:
• teoria subjetiva – implica a existência do elemento culpa, isto é, a vítima precisa
provar que quem causou o dano é culpado e, ainda, tem que justificar o valor pedido a
título de indenização. Desta forma, deverá a vítima provar que o causador do dano agiu
com imprudência, negligência ou imperícia; e
• teoria objetiva – não necessita da existência do elemento culpa, pois a culpa é
presumida. Compete ao acusado provar que não causou o dano reclamado.
São exemplos de áreas em que se aplicam a teoria objetiva por jurisprudência e
leis especiais: acidentes do trabalho, acidentes aeroviários e ferroviários, poluição
ambiental e outras.
Isso significa que tanto o empregador quanto o transportador, aeroviário ou
ferroviário, ou o agente causador da poluição ambiental (seja pessoa física ou jurídica),
deverão responder pelos danos que causarem, independentemente da existência de
culpa. Isto sem falar dos danos decorrentes das relações de consumo, em que se
ressalta a importância do Código de Defesa do Consumidor na aplicação da teoria
objetiva .
No caso da responsabilidade objetiva, o prejudicado deve provar apenas o dano, a
conduta do agente e o nexo causal entre a conduta e o dano.
Não se questiona, assim, a culpa ou não do causador do dano, pois, havendo
prejuízo, há obrigação de indenizar.
São exemplos de responsabilidade objetiva encontrados em nosso
Código Civil:
• o dono de um edifício ou de uma construção responde pelos danos que
resultarem de sua ruína se esta provier de falta de reparos cuja necessidade seja
manifesta (art. 937 do Código Civil);
• aquele que habitar um prédio, ou parte dele, responde pelo dano proveniente
das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido (art. 938 do Código
Civil); e
• acidentes de trabalho, em estradas de ferro e com aeronaves (contemplados
em leis específicas).
Nos casos dos exemplos acima, os causadores dos prejuízos deverão indenizar
os prejudicados apenas pela ocorrência do dano sem questionar se foram culpados ou
não por ele.
Dado que o Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078/90, criou o sistema de
proteção e defesa do consumidor, importa ressaltar a profunda alteração que tal lei
trouxe ao ordenamento jurídico nacional. Ela determina a responsabilidade objetiva de
todas as empresas fornecedoras de produtos e/ou prestadoras de serviços, como segue
em alguns artigos transcritos parcialmente, a saber:
Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o
importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos
danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação,
construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de
seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua
utilização e riscos;
§ 3º O fabricante, o construtor, o produtor ou importador só não será
responsabilizado quando provar:
I – que não colocou o produto no mercado;
II – que embora haja colocado o produto no mercado, o defeito inexiste;
III – a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.
Art. 13. O comerciante é igualmente responsável, nos termos do artigo
anterior, quando:
I – o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador não puderem
ser identificados;
II – o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante,
produtor, construtor ou importador;
III – não conservar adequadamente os produtos perecíveis.
Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da
existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores
por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações
insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
§ 3o O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando
provar:
I – que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste;
II – a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.
Observe-se que a lei é taxativa no tocante aos expressos dizeres:
“independentemente da existência de culpa”, o que caracteriza a responsabilidade
objetiva.
Vale repetir: o causador do dano responderá, ainda que não tenha sido culpado.
Portanto, a apuração da culpa é irrelevante.
A única exceção a esta regra, relativamente à prestação de serviços, diz respeito à
responsabilidade do profissional liberal, consoante os termos da lei: “A responsabilidade
pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a verificação de culpa”.
Portanto, o profissional liberal responderá com base na responsabilidade
subjetiva, a saber: somente se for culpado pelo evento danoso.
Por fim, convém chamarmos a atenção para a repercussão dessa norma nos
Seguros de RCG, pois a imensa maioria de nossos segurados, pessoas jurídicas
(empresas industriais, comerciais e prestadoras de serviços), está enquadrada na
definição do Código do Consumidor (arts. 12, 13 e 14, acima transcritos); ou seja,
respondem independentemente da existência de culpa.
Falando em definição, e reforçando o perfil dos segurados do Ramo RCG, convém
transcrever a definição de fornecedor, a saber:
Art. 3o. Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional
ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividades de
produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação,
distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.
§ 1o Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.
§ 2o Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante
remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária,
salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista.
É fácil concluir que, após o advento do Código do Consumidor, inúmeros sinistros
que não tinham cobertura passaram a tê-la, o que alterou, significativamente, o modo
de análise e subscrição de risco das empresas seguradoras, já que passaram a
reembolsar os segurados pelos danos causados aos consumidores, independentemente
da existência de culpa; danos esses reconhecidos em sentença judicial ou por acordo
com prévia e expressa autorização das seguradoras.
RESPONSABILIDADE CIVIL CONTRATUAL E EXTRACONTRATUAL
A Responsabilidade Civil pode ter origem em um ato ilícito ou na inexecução de
um contrato (ato ilícito contratual).
A Responsabilidade Civil Contratual implica a existência de um contrato que
caracterize o vínculo jurídico entre as partes, como, por exemplo, um contrato
de locação.
O Ramo RCG não oferece garantia para danos causados a terceiros
em decorrência de descumprimento de cláusula contratual, a saber: inadimplemento
contratual, quebra de contrato etc. Esse risco é alocado em ramo de seguro específico
chamado Garantia de Obrigações Contratuais.
Na Responsabilidade Civil Extracontratual, não existe qualquer vínculo jurídico
entre o causador do dano e a vítima, até que uma ação ou omissão cause o dano,
obrigando à reparação. Nesse caso, alguém contraria uma obrigação legal, praticando
também um ato ilícito.
Em outras palavras, quando o prejuízo é causado, a pessoa que causou o dano
tem o dever de repará-lo.
Assim, o Ramo RCG, no Brasil, atua no campo da Responsabilidade Civil
Extracontratual, no que se refere ao segurado e aos terceiros reclamantes.
Exemplo: o forno de uma padaria explode, causando danos corporais e
materiais aos clientes e às lojas vizinhas. A padaria, portanto, está sujeita a indenizar
terceiros pelas perdas sofridas.

TERCEIROS
Para o Seguro de Responsabilidade Civil, o terceiro é um elemento de aparição
incidental e que sofre o dano. Pode ser qualquer pessoa, desde que não seja o próprio
segurado, seus ascendentes, seus descendentes, seu cônjuge, pessoas que dependam
economicamente ou que residam ou que tenham sociedade econômica ou emprego
com o segurado.
Com a exclusão dessas pessoas das coberturas das apólices de RCG, por não se
enquadrarem na definição de terceiro, evita-se que o segurado seja tentado a agravar o
risco, prejudicando o segurador. Evita-se, também, que o causador do dano se beneficie
do ato ilícito que cometeu.

PRESCRIÇÃO
A prescrição é a perda de um direito ou obrigação não exigida dentro de
determinado prazo, ou seja, é a perda do direito à ação judicial, e acontece quando
alguém que detém esse direito deixa de exercê-lo durante um determinado tempo
previsto na lei.
O prazo prescricional tem início quando, pela primeira vez, o terceiro tem ciência
do dano. A prescrição é interrompida quando é feita a citação da ação movida por quem
sofreu o dano, em face de quem o causou ou por qualquer ato que não deixe dúvidas no
reconhecimento, por parte do devedor, do direito reclamado.
A prescrição pode ser interrompida, começando a correr um novo prazo a partir
da data da interrupção. No que diz respeito ao seguro, a interrupção se dá através de
protesto judicial.
Organizando as Ideias
O princípio geral da Teoria da Responsabilidade Civil é aquele que impõe, a quem
causa dano a outrem, a obrigação de repará-lo.
Por isso, o elemento fundamental para a configuração da responsabilidade civil é
o dano. Existem outros elementos, também importantes, que configuram a
responsabilidade civil, que são ação ou omissão, culpa e nexo causal.
Outro aspecto a destacar diz respeito às teorias da Responsabilidade Civil, que
podem ser de natureza subjetiva e objetiva.
A subjetiva necessita da comprovação do elemento culpa.
A objetiva prescinde desse elemento, devendo aquele que prejudicar alguém
reparar o dano independentemente da comprovação de culpa.
O terceiro e os prazos de prescrição das ações são elementos importantes do
Seguro de Responsabilidade Civil.

CARACTERÍSTICAS E OSPRINCÍPIOS BÁSICOS


DO SEGURO DE RCG

REEMBOLSO
N o Brasil, a maioria das apólices de outros ramos são à base de indenização.
Porém, no caso da Responsabilidade Civil, elas são à base de reembolso.
O princípio do reembolso determina que o segurado primeiro pague ao terceiro
reclamante para depois, então, ter direito ao reembolso junto ao segurador.