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A ORIGEM DO HOMEM NA MEDICINA CHINESA

A antiga tradição oriental tem a sua visão do ser humano como entidade energética. O homem
é um universo dentro de outro universo – um microcosmo dentro de um macrocosmo.

O universo é caracterizado pela presença da luz em diferentes manifestações. E o


mesmo se dá no homem.

Na Medicina Tradicional Chinesa, o ser humano é identificado como uma força de luz que
possui estrutura energética, pois é um emissor de infravermelhos. Possui calor e depende da
luz do sol para a realização dos seus processos vitais.

Portanto, é impossível dissociar o homem da Química e da Física. Afinal, as nossas funções


vitais são manifestações (bio)químicas; e por meio da Física é que conseguimos compreender
que a luz se comporta de duas formas: ora como partícula, ora como onda.

YIN/YANG

A luz, quando partícula, foi definida pela Medicina Tradicional Chinesa como Yin (luz
corpuscular, luz em contração).

E quando onda foi definida como Yang (luz ondulatória, luz em expansão).

Como a luz se comporta dessas duas maneiras em um movimento de transformação contínuo,


foi constatado que o Yin se transforma em Yang e vice-versa.

Juntos, Yin e Yang constituem o TAO, símbolo também chamado de Máximo Supremo –
sobre o qual falarei em breve.

A propósito, muitas pessoas fazem certa confusão, acreditando que Yang é o bem e Yin o
mal.

Nada disso.

Yin e Yang são os dois lados de uma mesma moeda, mas isso não tem nada a ver com bem
e mal.

Yin e Yang representam qualidades opostas, porém complementares, onde uma não pode
existir sem a outra. Expõem a dualidade de tudo que existe no universo. Descrevem as duas
forças fundamentais opostas e complementares que se encontram em todas as coisas:
o Yin é o princípio feminino, noite, Lua que precisa de Fogo para iluminar e aquecer na
escuridão fria noturna, a passividade, contração. O Yang é o princípio masculino, Sol que
precisa de Água para refrescar o calor insuportável, dia, luz, a atividade e a expansão.

O Yin representa os órgãos e o Yang representa as vísceras, onde cada Tao contém um
órgão e uma víscera, o que veremos nos próximos vídeos, um a um.

Assim, cada ser, objeto ou pensamento possui um complemento do qual depende para a sua
existência. Essa dualidade existe dentro de nós. Nada existe no estado puro: nem na atividade
absoluta, nem na passividade absoluta, mas sim em transformação contínua.

Yin contém a semente do Yang e o Yang contém a semente do Yin. Um exerce influência
sobre o outro.
Sendo assim, a teoria Yin/Yang é importantíssima na Medicina Tradicional Chinesa, para
compreender os processos orgânicos naturais, bem como as alterações que levam às
enfermidades.

Porque não há vida saudável sem equilíbrio entre Yin e Yang.