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Burnout - A doença do esgotamento profissional

Síndrome de bumout - do inglês bum out, em português se traduz por


queimar por inteiro, carbonizar-se por dentro, consumir-se. Essas são
pessoas que literalmente não sabem pisar no freio. Esse distúrbio é
precedido de esgotamento físico e mental, ligado intimamente à vida
profissional, como definiu no inicio da década de 70 o psicanalista
americano Herbert J. Freudenberger, após constatá-lo em si próprio.
Síndrome que os japoneses chamam de Karoshi - karo, excesso de
trabalho, shi, morte (morte como excesso de trabalho). Um quadro
clinico grave decorrente do efeito do estresse do trabalho na saúde, que
se não diagnosticado e tratado a tempo pode levar insuficiência cardíaca
repentina ou acidente vascular encefálico e mesmo à morte súbita.

O que fazemos todos os dias pode afetar o nosso corpo, mas não apenas por conta de riscos físico, mas, também pelo poder
da mente, que responde ao que fazemos durante o tempo de trabalho ativando o estresse ou o relaxamento. Todos sabemos
que o estresse devido ao trabalho é um veneno que pode se transformar em sintomas físicos, muitos já sentiram dores de
cabeça após um problema no trabalho, ou mesmo dor nos ombros por conta de uma critica recebida de seu superior, isto
ocorreu porque a resposta fisiológica ao estresse foi acionada.

Sintomas comuns do estresse no trabalho:

A medica Lissa Rankin diz que quando somos expostos ao estresse no trabalho nosso corpo nos envia sinais antes de gritar,
antes de um ataque do coração, derrame, ou do aparecimento de um câncer. Ela fala que é comum notar sintomas típicos
como:

• Dor nas costas

• Dor de cabeça

• Dor nos olhos

• Insônia

• Irritação

• Fadiga

• Tontura

• Distúrbios alimentares e gastrointestinais

• Dificuldade de concentração

Ela afirma que a superprodução de cortisol desarma o sistema imunológico, predispondo o corpo à infecções e ao câncer e
que a estimulação crônica da reação ao estresse, causada pelo estresse no trabalho pode levar à doenças cardíacas, disfunção
da glândula da tireoide, ulceras, doenças autoimunes, obesidade, diabetes, disfunção sexual, depressão, anorexia nervosa e a
síndrome da fadiga crônica.

O medico Gilberto Ururahy diz que a dedicação excessiva ao trabalho é


a principal característica do candidato a sofrer o Burnout, e que
de acordo com pesquisas, ela está associada a outros comportamentos,
como o desejo de ser o melhor e querer sempre demonstrar alto grau de
desempenho. Afirmam estudiosos do assunto que quem sofre de
Burnout avalia a autoestima pela sua capacidade de realização e de
sucesso profissional, para muitos esse desejo de se afinnar e de
realização profissional acabam se transformando em obstinação e
compulsão, que por sua vez acaba por alterar o comportamento do
indivíduo. O portador de burnout tende a querer realizar tudo sozinho e a
qualquer hora do dia, deixa de comer, dormir, sair com os amigos e se
divertir para se dedicar exclusivamente ao seu trabalho.
O portador de burnout tende a querer realizar tudo

sozinho e a qualquer hora do dia, deixa de comer, dormir,

sair com os amigos e se divertir para se dedicar

exclusivamente ao seu trabalho.


Muitas vezes o indivíduo percebe que o seu comportamento está inadequado e se se sente desgastado, mas não busca ajuda de
especialista. Com o tempo, começa a manifestar os sintomas comuns citados acima, até que entra em colapso tisico e mental.
Alguns autores afirmam que estudantes também podem se sentir sobrecarregados de atividades escolares e quando privados
de lazer, podem desenvolver a síndrome de bumout.

Estatísticas de Burnout na Europa e Brasil

• Europa - a síndrome atinge um em cada quatro trabalhadores

• Brasil - Segundo estudos da Universidade de Brasilia, 70% da


população sofrem de estresse crônico, desse total, 30%
apresentam bumout.

Quem são os profissionais mais propensos a sofrer burnout:


Executivos, profissionais da saúde, e de tecnologia, professores,
militares, policiais, taxistas, bancários, controladores de trafego aéreo,
engenheiros, músicos e artistas são os profissionais mais vulneráveis ao
bumout.

Fontes:
Poderosamente - Dra.Larissa Rankin - Ed.Harper Colins
Emoções e Saúde - Gilberto Ururahy & Éric Albert - Editora Rocco
Este não é um fenômeno da vida moderna:
O escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) certo dia sentiu-se incapaz de suportar as pressões do oficio
ministerial que desempenhava na corte de Weimar e, explicando temer o fim da inspiração poética, retirou-se para a Itália, aos
37 anos. Por sorte, tinha um chefe tolerante, o duque Carlos Augusto. Ele chegou a intimar o subordinado a recuperar -se por
completo e a só retomar quando sentisse a "energia poética" restabelecida em sua plenitude. A "licença -prêmio" de Goethe
estendeu-se por quase dois anos. Sabia Gaethe!

Cuide-se com carinho e zelo - mantenha mente e corpo unidos pelo seu próprio Bem-Estar

Segundo o professor de psicologia do comportamento Manfred


Schedlowski, do Instituto Superior de Tecnologia de Zurique (ETH), o
melhor ainda seria, claro, não cair no círculo vicioso da autocobrança
demasiada e da pressão interior. E os terapeutas suíços apostam na
prevenção pela informação. "Na vida profissional de hoje, o stress é
quase normal, e quando sabemos como nos proteger das conseqüências,
o risco do esgotamento é muito menor."
Segundo Schedlowski existem duas regras importantes para prevenir o
burnout:

• Regra número um: administrar com cautela os recursos fisicos.


As medidas anti-stress são simples e eficazes: alimentação
saudável, exercício fisico e uma boa noite de sono.

• Regra número dois: mesmo sobrecarregado, é preciso observar


o equilíbrio entre tensão e relaxamento - é preciso haver
equilíbrio entre trabalho e vida particular.
Cada um tem de encontrar seu próprio mecanismo de compensação do stress. Há pessoas que relaxam preparando -se para
uma maratona; outras repousam curtindo música ou cuidando do jardim. O passatempo pouco importa - o que interessa é ter
um. O mesmo vale para os contatos sociais. Seja entre amigos ou na família, é fato que as relações interpessoais protegem
contra o esgotamento. De resto, quem se isola por causa do trabalho extenuante não terá mais ninguém a quem chamar numa
emergência, quando vier a precisar de ajuda e companhia.
Schedlowski aconselha as vítimas do stress profissional a aprender uma técnica para relaxar - como ioga, meditação,
treinamento autógeno ou relaxamento muscular. E a fazê-lo antes que precise dela com urgência, porque os primeiros sinais
do esgotamento já se anunciam. O passo decisivo, no entanto, é dado na cabeça, constata o psicólogo: "Na vida profissional, é
preciso adotar o mais cedo possível uma postura que dê à saúde e ao bem-estar psíquico no mínimo a mesma importância
atribuída à ascensão na carreira".
Fonte:Mente & Cérebro

O que a Aromaterapia Clinica pode fazer:


A aromaterapia clinica trata a pessoa de forma ampla, inicialmente se busca cuidar dos sintomas que
o indivíduo apresenta, utilizando óleos essenciais (OE) com propriedades terapeuticas que atendam as necessidades do
quadro clinico. E, essencialmente buscamos atender a pessoa em suas necessidades relacionadas ao estresse a tensão e a
ansiedade, pois muitas condições negativas de saúde, principalmente no caso da síndrome de bumout, os sintomas são
gerados e agravadas exclusivamente pelo elevado nível de estresse e tensão. Outra questão de gran de rele vânci a, é essencial
que o profissional se atente aos cuidados para o fortalecimento do sistema neuroendócrino.

Os OE que mais se ajustam as necessidades do sofredor de burnout seguem abaixo:

• Cedro - Cedrus atlas


• Patchouli - Pogostemon cablin

Restauradores da saúde dos nervos e glândula adrenal


Estresse crônico associado a ansiedade, insônia e debilidade mental.

• Abeto negro - Picea mariana

Fortalecedor da saúde do cérebro e dos nervos


Fadiga mental, bumout, apatia, baixa motivação , depressão, ausência de
vitalidade

• Clary sage - Salvia sclarea


• Lavanda -Lavandufa angustifolia

Restauradores sistêmicos e do cérebro


bumout associado a ansiedade, insônia, neurastenia associado a fadiga,
disfunções físicas associadas ao estresse crônico (baixa libido, dores,
problemas menstruais e outros).

• Gerânio - Pelargonium graveolens


• Alecrim - Rosmarinus officinalis

Restauradores neuroendócrino - glândula supra-renal e pâncreas.


Fadiga associada a hipoglicemia, perda de ânimo, diabetes e bumout