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INSTITUTO PAULISTA DE ENSINO

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

Nome da Disciplina: PSICOLOGIA APLICADA À ADMINISTRAÇÃO


Nome do Professor: Alexandre dos Santos
Posição na Grade Curricular: 3º Semestre
Período Letivo: Segundo Semestre de 2011

AULA 2 – Noções sobre o funcionamento do comportamento humano – BEHAVIORISMO

BEHAVIOR (termo inglês) = comportamento

Behaviorismo é a escola psicológica que estuda o comportamento observável

externos: ação, postura, atitude


comportamento observável
internos: através de equipamentos e pelo próprio
sujeito

2 tipos de behaviorismo:
 Metodológico
 Radical

Behaviorismo Metodológico

Relação ESTÍMULO RESPOSTA (S – R)

impressões impulsos
dos sentidos para ação

2 classes de respostas
INVOLUNTÁRIA = faz parte do repertório da espécie (estímulo produz resposta específica)
comportamento
respondente responde ao meio ambiente

exemplo: pupilas, sombrancelhas

VOLUNTÁRIA = emitida de forma consciente


comportamento
operante modifica o ambiente

exemplo: falar, apagar a luz


O behaviorismo metodológico estuda a relação estímulo-resposta a fim de
perceber como se estabelece essa relação, ou seja, conhecer quais são os estímulos
que provocam determinadas respostas observadas e quais respostas foram provocadas
or determinados estímulos.
A partir desse estudo é possível prever situações (estímulos) e ações (respostas),
permitindo que se produzam respostas desejadas a partir dos estímulos controlados.

COMPORTAMENTO = maneira (método) de produzir a resposta desejada.

TIPOS DE CONDICIONAMENTO

Condicionamento associa estímulo neutro com estímulo não condicionado


Respondente (combina)

Repetição dessa associação transforma a relação da resposta com o estímulo, ou


seja, estímulo neutro passa a ter valor e provocar a mesma resposta do estímulo não
condicionado. Assim, o estímulo neutro passa a se chamar estímulo condicionado e a
resposta dada – antes chamada de respondente (pois respondia ao ambiente ou
estímulo não condicionado), agora passa a chamar resposta condicionada (já que
responde ao estímulo condicionado).

exemplo: SINO associado pó de carne salivação

Condicionamento resposta produz efeito no próprio indivíduo


Operante

Efeito produzido sobre o indivíduo tende a aumentar a frequência de respostas


ou diminui-la dada a importância desse efeito. Dizemos aí que este efeito condiciona a
freqüência de respostas, isto é, aumenta ou diminui o aparecimento de uma resposta a
partir da conseqüência da mesma.

PRIVAÇÃO é a situação ambiental de falta de algum elemento que pode


ser condiderado um estímulo (por exemplo, alimento ou água)
o que provoca a necessidade de satisfação dessa necessidade.
Essa situação (necessidade de algo) em geral é que fornece a
possibilidade de uma resposta acontecer, a partir da
manipulação de seus elementos.

Mecanismos de Condicionamento
REFORÇO fator que altera a freqüência natural de respostas dadas a um
estímulo. Esse fator é causado pela modificação do ambiente
tornando-o mais atrativo ou menos ameaçador, por exemplo.

REFORÇAMENTO método planejado de, a partir de reforços, produzir as


respostas desejadas num indivíduo. Esse método pode levar
gradativamente o indivíduo desenvolver uma resposta nova
esperada para lidar com o ambiente.

EXTINÇÃO método planejado de “desaparecer” com respostas dadas a


um estímulo (manipulação).

Estratégias para Condicionamento (recompensas e punições)

As recompensas e punições são estímulos que podem reforçar ou extinguir o


aparecimento de uma resposta. O funcionamento dessas estratégias é análogo – pode-
se apresentar um estímulo positivo ou retirar um estímulo aversivo como forma de
recompensa por atingir a resposta desejada ou, em contrapartida, retirar um estímulo
positivo ou introduzir um estímulo negativo para extinguir uma resposta indesejada ou
sinalizar que a resposta é indesejada.
A generalização de um estímulo acontece quando a mesma resposta é dada a
estímulos semelhantes.
Já a discriminação de um estímulo ocorre quando o indivíduo aprende a dar
respostas diferentes a estímulos similares, já que ele conseguiu percebê-los não como
iguais, mas apenas semelhantes.

Behaviorismo Radical
1. Eu estou falando.
2. Eu escrevi esta palestra.
3. Eu vejo vocês.
4. Eu estou com sede.
5. Eu estou com dor dente.
“O Behaviorismo Radical é uma forma de behaviorismo praticada por
B.F.Skinner e adotada por vários outros psicólogos. Constitue-se numa interpretação
filosófica (isto é, baseada numa ideologia) de dados obtidos através da investigação
sistemática do comportamento (o corpo desta investigação propriamente dita é a
Análise Experimental/Funcional do Comportamento).
Esta interpretação descreve basicamente relações funcionais entre
Comportamento e Ambiente (isto é, relações entre discriminações de mudanças na
realidade observada e descrições das condições em que essas mudanças se dão).
O behaviorista radical rejeita o mentalismo por ser materialista, e acaba com o
dualismo por acreditar que o comportamento é uma função biológica do organismo
vivo. Não preciso da mente para respirar, não explico a digestão por processos
cognitivos, porque explicaria o comportamento por um ou outro?
O behaviorista radical propõe que existam dois tipos de transações entre o
Comportamento e o Ambiente:
a) conseqüências seletivas (que ocorrem após o comportamento e modificam a
probabilidade futura de ocorrerem comportamentos equivalentes, i.e., da mesma
classe);
b) contextos que estabelecem a ocasião para o comportamento ser afetado por suas
conseqüências (e que portanto ocorreriam antes do comportamento e que igualmente
afetariam a probabilidade desse comportamento).
Estas duas classes possíveis de interações são denominadas "contingências" e
constituem as duas classes conceituais fundamentais para a análise do
comportamento. Relações funcionais são estabelecidas na medida em que registramos
mudanças na probabilidade de ocorrência dos comportamentos que procuramos
entender em relação a mudanças quer nas conseqüências, quer nos contextos, quer em
ambos.
Para Skinner, o organismo não é nem gerente nem iniciador de ações, é o palco
onde as interações Comportamento-Ambiente de dão.”
Palestra apresentada no II Encontro Brasileiro de Psicoterapia e Medicina Comportamental, Campinas, out/93. Versão
revisada encontra-se publicada em: Bernard Rangé (org) Psicoterapia comportamental e cognitiva: pesquisa, prática,
aplicações e problemas. Campinas, Editorial Psy, 1995.

Ler págs 207 a 210 e