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flo·ra |ó|

(latim Flora, -ae, mitónimo [deusa das flores])

substantivo feminino
1. [Botânica] Conjunto das plantas de uma região.
2. Tratado descritivo dessas plantas.
3. [Biologia] Conjunto de microrganismos vivos na pele, nas mucosas, no interior de cavidades
orgânicas (ex.: flora bacteriana, flora intestinal, flora vaginal).

"Flora", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-


2013, https://www.priberam.pt/dlpo/Flora [consultado em 06-01-2018].

Em botânica e ecologia, flora é o conjunto de plantas (geralmente, apenas as plantas


verdes) características de uma região, e objeto de estudo da florística. É possível elaborar
uma flora de gêneros, famílias ou, mais normalmente, espécies botânicas de um
determinado local ou região.

Flora, na mitologia romana, esposa de Zéfiro e deusa das flores


Flora é a potência da natureza que faz florir as árvores e preside a “tudo que floresce”. A
lenda pretende que Flora foi introduzida em Roma por Tito Tácito, juntamente com outras
divindades sabinas. Era honrada quer por populações itálicas não latinas como latinas.
Algumas populações sabinas tinham-lhe consagrado um mês, o correspondente a Abril do
calendário romano.
Ovídio relacionava com o nome de Flora um Mito helênico, supondo que, na realidade, ela
era uma ninfa grega denominada Clóris. Num dia de Primavera em que Flora errava pelos
campos, o deus do vento, Zéfiro, viu-a, apaixonou-se por ela e raptou-a. Desposou-a, em
seguida, num casamento público. Zéfiro concedeu a Flora, como recompensa e por amor, o
reinar sobre as flores, não só sobre as dos jardins como, também, sobre as dos campos
cultivados. O mel é considerado como um dos presentes que Flora ofertou aos homens, tal
como as sementes das inumeráveis variedades de flores. Ao narrar esta lenda, de que é
talvez o inventor, Ovídio refere explicitamente o rapto de Orítia por Bóreas. Este rapto é,
sem dúvida, o seu modelo, mas acrescenta-lhe um episódio singular; é Flora quem está na
origem do nascimento de Marte. Juno, irritada com o nascimento de Minerva, saída
espontaneamente da cabeça de Júpiter, quis conceber um filho sem o auxílio de um
elemento masculino. Dirigiu-se a Flora, que lhe deu uma flor cujo simples contacto era
suficiente para fecundar uma mulher. Foi assim que Juno, sem se unir a Júpiter, deu à luz o
deus cujo nome é o do primeiro mês de Primavera.
Flora tinha um sacerdote particular em Roma, um dos doze flâmines menores, que eram
considerados como instituídos por Numa. Celebravam-se em sua honra as Floralia,
caracterizadas por jogos em que participavam as cortesãs. Flora é o nome da fada das
flores.

cu·pi·do
(latim Cupido, -inis, mitónimo, Cupido [deus romano do Amor, filho de Vénus], do latim cupido, -
inis, desejo. vontade, paixão)

substantivo masculino
1. Personificação do amor.
2. [Figurado] Homem que, julgando ser bonito, se torna ridiculamente amável e galanteador.
3. Pessoa que gosta de arranjar casamentos ou uniões amorosas. = CASAMENTEIRO

"cupido", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-


2013, https://www.priberam.pt/dlpo/cupido [consultado em 06-01-2018].

Cupido, também conhecido como Amor, era o deus equivalente em Itália ao


deus grego Eros. Filho de Vênus e de Marte, deus da guerra. Andava sempre com seu arco,
pronto para disparar sobre o coração de homens e deuses. Teve um romance muito famoso
com a princesa Psiquê, deusa da alma.
Cupido encarnava a paixão e o amor em todas as suas manifestações. Logo que
nasceu, Júpiter, sabedor das perturbações que iria provocar, tentou obrigar Vénus a se
desfazer dele. Para protegê-lo, a mãe o escondeu num bosque, onde ele se alimentou com
leite de animais selvagens.
Cupido era geralmente representado como um menino alado que carregava um arco e um
carcás com setas. Os ferimentos provocados pelas setas que atirava despertavam amor ou
paixão em suas vítimas. Outras vezes representavam-no vestido com uma armadura
semelhante à que usava Marte, talvez para assim sugerir paralelos irónicos entre a guerra
e o romance ou para simbolizar a invencibilidade do amor. Embora fosse algumas vezes
apresentado como insensível e descuidado, Cupido era, em geral, tido como benéfico em
razão da felicidade que concedia aos casais, mortais ou imortais. No pior dos casos, era
considerado malicioso pelas combinações que fazia, situações em que agia orientado por
Vénus.
cú·pi·do
(latim cupidus, -a, -um, desejoso, ávido, apaixonado)

adjectivo
1. Muito desejoso.
2. Que manifesta grande desejo (ex.: olhar cúpido). = CUPIDINOSO

"cupido", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-


2013, https://www.priberam.pt/dlpo/cupido [consultado em 06-01-2018].

Fe·bo |é|

substantivo masculino
[Linguagem poética] O Sol.

"febo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-


2013, https://www.priberam.pt/dlpo/febo [consultado em 06-01-2018].

Febo ("brilhante, luminoso") era o deus romano equivalente ao grego Apolo, de cujo nome
passou a ser um epíteto. Irmão gêmeo de Diana, também conhecida por Ártemis, e também
filho de Júpiter com Latona. Personificava a luz, era o deus das músicas, poesias, deus-sol
e o mais belo de Roma.
De acordo com a mitologia, quando Juno descobriu que a mãe de Febo estava grávida de
seu esposo Júpiter, ficou muito enciumada e pediu para que a deusa Gaia não cedesse
lugar algum da terra para que a pobre mulher pudesse ter seus filhos, tendo, assim, com o
ventre dolorido atravessado o mundo todo sem jamais receber abrigo de quem quer que
fosse, pois todos tinham medo da ira das duas deusas. Depois de muito vagar, Latona
acabou por chegar à Ortígia, encontrando, finalmente, um lugar seguro onde pudesse dar à
luz os seus dois filhos. Ortígia era uma ilha flutuante — não estando fixa em lugar algum —
e portanto não fazendo parte da terra.
Logo após seu nascimento, Febo matou a serpente Píton em Delfos, lugar onde foi
construído o mais célebre de seus templos. Entre seus tantos filhos, o seu mais querido e
também o mais conhecido é o deus da medicina, Esculápio.
ba·co
(quicongo 'mbaku)
(em grego: Βάκχος, transl. Bákchos; em latim: Bacchus; em italiano: Liber ou Liberato)
substantivo masculino
1. [Brasil] Caixão para lavagem de diamantes.
adjectivo
2. [Brasil] Diz-se do pêlo do gado vermelho amarelado.

"baco", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-


2013, https://www.priberam.pt/dlpo/baco [consultado em 06-01-2018].

O mito de Baco é considerado ainda mais antigo por alguns estudiosos. Os romanos o
adotaram, como muitas de suas divindades, estrangeiras à mitologia romana, e o
assimilaram com o velho deus itálico Liber Pater. Algumas lendas mencionam que a cidade
de Nysa, na Índia (atual Nagar) teria sido consagrada a ele.
É o deus do vinho, da ebriedade, dos excessos, especialmente sexuais, e da natureza.
Segundo muitas fontes Príapo é seu filho com Afrodite. As festas em sua homenagem eram
chamadas de bacanais - a percepção contemporânea de que tais eventos eram "bacanais"
no sentido moderno do termo, ou seja, orgias, ainda é motivo de controvérsia.
A pantera, o cântaro, a vinha e um cacho de uvas são os seus símbolos. Outras associações
que não eram feitas com Baco foram atribuídas a Dioniso, como o tirso que ele empunha
ocasionalmente.

Po·mo·na |ô|

substantivo feminino
1. Deusa dos frutos. (Com inicial maiúscula.)
2. [Por extensão] Estação do Outono.

"pomona", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-


2013, https://www.priberam.pt/dlpo/pomona [consultado em 06-01-2018].

Na mitologia romana, Pomona é a deusa da abundância e dos pomares, sendo, por vezes,
confundida por Deméter, deusa da agricultura. O seu nome vem da palavra latina pomum,
que se traduz como "fruto". É apresentada em figura de uma bela ninfa. A tesoura de poda
é seu atributo. Ela é deusa unicamente romana, nunca identificada com qualquer homólogo
grego, e é particularmente associada com o florescimento das árvores.
No ,século XIX, em estátuas e decorações de edifícios ela era geralmente mostrada
carregando um grande prato de frutas ou uma cornucópia. Uma estátua de Pomona nua
pode ser vista na fonte do Central Park, pouco antes do Plaza Hotel em Nova Iorque.
Bolo alimentar é o alimento que foi mastigado juntamente com a saliva, ficando reduzido a
uma pasta mole.
É impulsionado até a faringe com a coordenação dos movimentos dos lábios, da língua e
dos movimentos peristálticos, seguindo, posteriormente, para o esôfago e, finalmente, para
o estômago, onde é digerido fisicamente e quimicamente: o estômago secreta ácido
clorídrico, que dá início à transformação do bolo alimentar. Ao conteúdo resultante do
estômago e do intestino delgado dá-se o nome de quimo. Após passar por processamento
no intestino, passa a ser chamado de quilo.
O suco gástrico é composto por H2, HCl, fi, muco, quimiotripsina e pepsinogênio. As células
pilóricas liberam o hormônio gastrina. O HCl faz cair o pH do estômago. Quimiotripsina
e pepsina têm a função de degradar. O pH do esôfago é altamente alcalino, o muco
esofágico lubrifica a parede do esôfago. Neurotransmissores são secretados
pelos neurônios entéricos, que são: a acetilcolina, norepinefrina e dopamina.

Quimo (do grego chymós, suco,[1][2] pelo latim tardio chymu) é o nome que, em Medicina,
se dá quando o alimento chega ao estômago ,e está transformado em um líquido pastoso.
O quimo é altamente ácido, e formado pelo bolo alimentar + HCl + suco
gástrico + enzimas (pepsina).
Quando o quimo entra no duodeno a acidez estimula a secreção de um hormônio
chamado enterogastrona, que inibe a secreção de gastrina (hormônio que estimula a
secreção do Suco Gástrico).
Do estômago, o quimo passa para o intestino delgadoEmpurrado pelos movimentos
musculares da parede intestinal, e já tendo recebido a bílis (produzida pelo fígado), o suco
pancreático (produzido pelo pâncreas) e o suco intestinal (produzido pelas glândulas
intestinais), o quimo, se transforma em quilo.
A entrada do quimo ácido ao duodeno também ocasiona a secreção de mais dois hormônios:
a secretina e a colecistoquinina (CCK).
A secretina (produzida no duodeno) induz as células centro acinosas que estão na luz dos
ácinos serosos encontrados no pâncreas, a liberar bicarbonato de sódio, para neutralizar a
acidez do quimo.
A colecistoquinina estimula a liberação da bile pela vesícula biliar e a liberação de enzimas
pancreáticas.
O quimo também pode ser expressado com ácido ,que quando em contato com a comida
vira, liquido viscoso como um suco de laranja, que é muito acido.