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Gravitação

G RAVITAÇ ÃO
Mecânica II (FIS-26)

Prof. Dr. Ronaldo Rodrigues Pelá

IEFF-ITA

4 de junho de 2013

R.R.Pelá Gravitação
Gravitação

Roteiro

1 Gravitação
Introdução
Lei da Gravitação Universal
Campo Gravitacional, Energia Potencial Gravitacional
Campo Central
Equação da Trajetória

R.R.Pelá Gravitação
Introdução
Lei da Gravitação Universal
Gravitação Campo Gravitacional, Energia Potencial Gravitacional
Campo Central
Equação da Trajetória

Roteiro

1 Gravitação
Introdução
Lei da Gravitação Universal
Campo Gravitacional, Energia Potencial Gravitacional
Campo Central
Equação da Trajetória

R.R.Pelá Gravitação
Introdução
Lei da Gravitação Universal
Gravitação Campo Gravitacional, Energia Potencial Gravitacional
Campo Central
Equação da Trajetória

Motivação

Movimento dos corpos celestes: um problema que tem


intrigado o homem desde o inı́cio da civilização.

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Lei da Gravitação Universal
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Campo Central
Equação da Trajetória

Motivação
Gregos: a Terra ocupa o centro geométrico do Universo e
os corpos celestes se movem em torno dela.
Primeira hipótese: corpos celestes descrevem trajetórias
circulares concêntricas tendo a Terra como centro comum.
Tal hipótese, entretanto, não concordava com as
observações.

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Motivação

Solução: Teoria dos Epiciclos, formulada por Ptolomeu.

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Motivação

Essa descrição foi aceita como correta até que, no século


XVI, o monge polonês Nicolau Copérnico propôs que o
movimento dos planetas, incluido a Terra, fosse feito
relativamente ao Sol, que estaria no seu centro.
A ideia havia sido proposta por Aristarco no século III a.C.

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Motivação
A hipótese de Copérnico auxiliou Kepler a descobrir as leis
do movimento planetário.
O passo seguinte foi a discussão da dinâmica de
movimento planetário e a interação responsável por ele.
Foi nesse ponto que Isaac Newton deu sua notável
contribuição, a Lei da Gravitação Universal.

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Lei da Gravitação Universal

Lei da Gravitação Universal


A interação gravitacional entre dois corpos pode ser expressa por
uma força central, atrativa, proporcional às massas dos corpos e
inversamente proporcional ao quadrado da distância entre eles.

Matematicamente:
Gmm 0
F~ = − ûr
r2
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Lei da Gravitação Universal

Se não tivermos massas puntiformes, mas uma delas


estiver distribuı́da numa linha, numa superfı́cie ou num
volume, teremos, respectivamente:
Z
λdl
1 Linha: F~ = −Gm ûr
r2Z
σdA
2 Superfı́cie: F~ = −Gm ûr
Z r2
ρdv
3 Volume: F~ = −Gm ûr
r2

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Equação da Trajetória

Exemplo
A massa M está uniformemente distribuı́da ao longo de um
disco de raio a. Determine a intensidade da força gravitacional
entre o disco e a partı́cula de massa m localizada a uma
distância x acima do disco. Forneça sua resposta em função
de M , m, x, a e da constante de gravitação universal G.

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Campo Gravitacional

Este conceito é análogo ao de campo elétrico


Dependen apenas de 1 corpo, diferentemente da força
(que depende de dois corpos).
É definido como a razão entre a força gravitacional e a
massa (de um corpo de teste).

F~ Gm
~g = 0
= − 2 ûr
m r
O sinal de menos indica que o campo gravitacional é
dirigido sempre para a massa que o produz.

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Campo Gravitacional

De forma análoga ao campo elétrico, um campo


gravitacional pode ser representado por linhas de força.

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Campo Gravitacional

O campo gravitacional também admite uma lei análoga à


Lei de Gauss para o campo elétrico. No caso gravitacional:
I
~ = −4πGmint (S)
~g · dA
S

No caso de uma esfera, a lei de Gauss é útil para mostrar


o seguinte teorema.
A interação gravitacional entre uma massa de forma
arbitrária M e uma massa puntiforme m é igual à interação
entre M e um corpo esférico homogêneo de massa m,
desde que o centro do corpo esférico coincida com a
posição da massa puniforme.
Demonstração: Exercı́cio.
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Energia Potencial Gravitacional

Teorema
Toda força radial cuja intensidade depende exclusivamente da
posição relativa (de 2 partı́culas) é conservativa.

Forças deste tipo são chamadas de “centrais”


Demonstração: Por hipótese, F~ = F (r)r̂. Como F (r) é
uma “função bem comportada”, é suficiente provar que
~ × F~ = ~0. Em coordenadas esféricas:


r̂ r θ̂ r sin θ φ̂

~ ~ 1 ∂ ∂ ∂ = ~0

∇×F = 2
r sin θ ∂r
∂θ ∂φ
F (r) 0 0

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Energia Potencial Gravitacional


Consequência: a Força Gravitacional é conservativa.
Podemos associar uma energia potencial (gravitacional),
0
~ p . Como F~ = − Gmm r̂ e
de modo que F~ = −∇E
r2
~ p = ∂Ep r̂ + ∂Ep θ̂ + ∂Ep φ̂ , temos
∇E
∂r ∂θ r ∂φ r sin θ
∂Ep Gmm0
=− . Tomando Ep (∞) = 0:
∂r r2
Gmm0
Ep = −
r
Para um sistema de partı́culas:
X mi mj N N
G X X mi mj
Ep = −G =−
pares
rij 2 rij
i=1 j=1
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Campo Central

O problema gravitacional de 2 corpos pode ser estudado,


de um modo mais fácil, como um problema de 1 partı́cula
sujeita a uma força central f (r).
Se um corpo é muito mais “pesado” que o outro, isto é fácil
(é o que vamos considerar aqui).
Procure pensar como seria se os 2 corpos têm massas
comparáveis.
Entretanto, há situações em que f (r) tem expressão
diferente da força gravitacional – como as forças
intermoleculares de Van der Walls.
Vamos estudar inicialmente algumas propriedades gerais
dos campos centrais e depois vamos particularizar para o
caso gravitacional.

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Campo Central

Já vimos que toda força central é conservativa. Isso


significa que a energia mecânica de um corpo se movendo
nesta condição é conservada.
Por outro lado, se a força é central, seu torque em relação
à origem é nulo e por conseguinte, o momento angular
também é conservado.

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Exemplo de motivação
O ônibus espacial de 80,0 t está numa Dados: R = 6371 km (raio
órbita circular com 320 km de altitude, da Terra) e g0 = 9,825
sobre a linha do Equador. Quando o m/s2 (gravidade na
ônibus espacial passa sobre o campus superfı́cie)
da Un. Federal do Amapá (UNIFAP) em
Macapá (longitude: −51,085◦ ), no
sentido oeste-leste, seus dois motores
do sistema de manobra orbital (cada um
com empuxo de 27,0 kN) são acionados,
ocasionando uma frenagem (força para
trás no ônibus) por 150 s. Determine o
local em que o ônibus estaciona na
Terra.

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Campo Central
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Leis de Kepler

1 Lei das Órbitas: Os planetas descrevem órbitas elı́pticas


com o sol num dos focos.
2 Lei das Áreas: Uma linha que liga o planeta ao sol
descreve áreas iguais em tempos iguais.
3 Lei dos Perı́odos: O quadrado do perı́odo de revolução
de um planeta é diretamente proporcional ao cubo de sua
distância média ao sol.

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Exemplo
Kepler concluiu que:
(I) As órbitas dos planetas são planas.
(II) As órbitas dos planetas são elı́pticas e o Sol ocupa um dos
focos.
(III) O raio vetor varre áreas iguais em tempos iguais
(velocidade areolar constante).
(IV) O quadrado do perı́odo de revolução é proporcional ao
cubo do semi-eixo maior da órbita.
Newton, entre outras coisas, descobriu que a força
gravitacional é uma força central e isto implica
obrigatoriamente a validade de SOMENTE as afirmações:
a I e II
d III e IV
b I e III
e I, II, III e IV
c II e III
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