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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

Curitiba1 - 2017 Curitiba, março de 2017


1ª edição
CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

ÍNDICE

COMO SURGIU A HIPNOSE E SEU DESENVOLVIMENTO.............................................................................................05


O QUE É HIPNOSE E HIPNOTERAPIA.........................................................................................................................07
O CÉREBRO E A HIPNOSE........................................................................................................................................08
MITOS E VERDADES................................................................................................................................................09
QUAIS HABILIDADES QUE TODO HIPNOTIZADOR DEVE TER.....................................................................................10
TRANSE HIPNÓTICO E QUAIS NÍVEIS ELE PODE CHEGAR.............................................................................................11
LINGUAGEM HIPNÓTICA........................................................................................................................................13
PRÉ TALK.............................................................................................................................................................14
TESTANDO O PRE TALK PASSO A PASSO.................................................................................................................15
RAPPORT E PNL...................................................................................................................................................16
A VOZ HIPNÓTICA..................................................................................................................................................17
ESTADOS MENTAIS E LINHA COMPORTAMENTAL......................................................................................................20
ANAMNESE...........................................................................................................................................................21
PSEUDO HIPNOSE...................................................................................................................................................21
PRIMATAS E A SOBRANCELHA ................................................................................................................................23
O TOQUE NÃO SEXUAL............................................................................................................................................23
LOOP HIPNÓTICO ....................................................................................................................................................24
SOBRECARREGANDO A MENTE ............................................................................................................................24
EXERCÍCIOS PRÁTICOS DO CURSO ..........................................................................................................................25
PESSOAS QUE NÃO ACEITAM E QUEREM SER HIPNOTIZADAS ................................................................................27
A HORA DE FALAR “DURMA” ...............................................................................................................................28
MAIS ALGUMAS DICAS SOBRE HIPNOSE ............................................................................................................29
TESTES DE SUGESTIONABILIDADE ....................................................................................................................33
MANUAL RÁPIDO DE HIPNOSE DE PALCO ...........................................................................................................34
DESPERTANDO COMPORTAMENTOS ....................................................................................................................35
CONSTELAÇÃO HIPNÓTICA ...................................................................................................................................37
INSÔNIA: CURA PELA HIPNOSE DINÂMICA...........................................................................................................38
TRATAMENTO CONTRA O MEDO DE DIRIGIR...........................................................................................................40
TRATAMENTO PARA EMAGRECER...........................................................................................................................41
HIPNOSE NO TRATAMENTO DE FOBIAS...................................................................................................................42
A HIPNOSE COMO FERRAMENTA PARA LEITURA DINÂMICA....................................................................................43
HIPNOSE COMO FERRAMENTA DE SUPERAÇÃO DE OBSTÁCULOS............................................................................43
OS BENEFICIOS DA HIPNOSE NA SUPERAÇÃO EM ESPORTES DE AVENTURA...........................................................44
CONQUISTE O EMPREGO DOS SEUS SONHOS COM A HIPNOSE...........................................................................44
O USO DA HIPNOSE NO ATO DA CONCENTRAÇÃO.................................................................................................45
6 CUIDADOS QUE VOCÊ DEVE TER EM UM ATENDIMENTO...................................................................................46
QUAIS OS RISCOS EM HIPNOTIZAR ALGUÉM?...................................................................................................47
MATÉRIAS NEGATIVAS SOBRE HIPNOSE...............................................................................................................48
A REALIDADE DA HIPNOSE NO BRASIL....................................................................................................................49
CONTATO E FONTES............................................................................................................................................51

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COMO SURGIU A HIPNOSE E SEU DESENVOLVIMENTO

A palavra Hipnose foi criada por James Bread, no século 18, e a raiz da palavra tem origem no grego, Hypnos,
deus do sono. Portanto, inicialmente a hipnose era considerada semelhante ao sono. Mesmo na antiga Grécia e início
da era cristã, usava-se o termo “sono de incubação”, para definir os possíveis estados de transe onde eram operadas
diferentes curas. Durante séculos, a hipnose foi associada às curas, porém com outros nomes. Logo, depois de criar o
termo hipnose, Bread arrependeu-se, pois descobriu que este é um estado muito diferente do dormir.
A Hipnose Clássica remonta ao início do século XVIII (18), a Ericksoriana na metade do século XX e a Condicio-
nativa é mais recente, final do século XX.
Ninguém conhece ao certo a origem da hipnose. O que se sabe com certeza é que os povos antigos como os
maias, os astecas, os persas e os gregos utilizavam a hipnose como meio de cura. Os sacerdotes ou os bruxos provoca-
vam um estado chamado “sono mágico” por meio da imposição das mãos ou rituais caracterizados por cantos e danças
com um ritmo monótono.
O emprego sistemático da hipnose começou com Anton Mesmer (1734-1815). Mesmer estava convencido de
que o magnetismo podia curar muitas doenças. Seu argumento era que se a lua exerce um poder sobre os mares da
terra, também poderia influir nos fluidos do corpo humano e de fato restabelecer a saúde. Segundo Mesmer, todos
nós estávamos sob o poder dos fluidos magnéticos. Para ele, a doença era criada por uma sugestão do organismo que
podia ser solucionada com a transmissão de ondas magnéticas.
As sessões de magnetismo de Mesmer tiveram tanto sucesso que quando o tumulto das pessoas não permitia
praticar o magnetismo na sua clínica, Mesmer “magnetizava” uma árvore fora de sua consulta e pedia aos pacientes
para desfrutarem do magnetismo. Mesmer conseguiu curas espetaculares por meio de seu novo método de magnetis-
mo.
Um cirurgião e oculista escocês chamado James Braid (1795-1860) pesquisou, pela primeira vez de maneira
científica, o fenômeno do sono provocado por um magnetizador. Braid propôs que os imãs e o magnetismo não eram
os responsáveis do estado hipnótico e a consequência das curas. Braid utilizou a palavra “hypnos” que em grego sig-
nifica sono, e explicou a natureza deste estado hipnótico, excluindo a existência de fluidos magnéticos emanados das
mãos ou dos olhos do magnetizador. Como Braid era um oculista acreditava que a fixação do olhar em um ponto lumi-
noso cansava os músculos ao redor dos olhos e que este cansaço produzia o estado hipnótico.
Ou seja, o termo “hipnotismo” surgiu pela primeira vez apenas em 1843, em Manchester, e foi cunhado por
este cirurgião escocês James Braid, para designar o procedimento de indução ao estado hipnótico. Uma vez que hipno
significa sono, a palavra em si não é adequada, já que a hipnose coloca a pessoa num estado especial do cérebro que
se assemelha ao sono, mas que não é o sono.
A teoria de Liebeault (1823-1940) era essencialmente psicológica. Para Liebeault, o sono hipnótico era idêntico
ao sono natural. O grande mérito dessa teoria foi despojar o hipnotismo de seu mistério, correlacionando-o com fenô-
menos conhecidos da vida psicológica normal e do sono. Com isso, o problema da hipnose foi inteiramente transposto
para a esfera da psicologia, e a sugestão foi erigida como núcleo do hipnotismo e chave para sua compreensão.
Bernheim (1843-1917) junto com Liebeault fundou a escola de Nancy. Bernheim recusou a teoria de um fluido
magnético e considerava a sugestão, a idéia, como a ação que hipnotizava.
James Esdaile (1808-1859) era outro cirurgião escocês que praticou milhares de intervenções cirúrgicas sob
sono magnético. Foi perseguido por ter utilizado técnicas hipnóticas como anestesia.
Charcot (1825-1893) foi um famoso neurologista francês da história. Charcot e seus ajudantes hipnotizavam
aos doentes com as técnicas que tinham aprendido do marquês de Puyfontaine. Os doentes costumavam viver crises
violentas e, em muitos casos, os sintomas desapareciam.
Como vimos antes a Hipnose já era praticada a milhares de anos desde as civilizações antigas, claro que de
outras formas do que é praticada hoje em dia.
mentos, mas depois de um período abandonou a prática da hipnose. Contudo, teve como base seu método
de associação livre em seus conhecimentos da hipnose. Freud valeu-se da técnica durante dez anos, no máximo: en-
tre 1886 e 1896. Mais tarde, aderiu ao método catártico, criado com Josef Breuer, que usava o transe para perguntar
a origem dos sintomas a um paciente que, em seu estado de vigília (estado normal, acordado e consciente). Com o
método de Breuer, o paciente hipnotizado era levado a expressar em palavras a fantasia emotiva pela qual se achava

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dominado.
Assim, Freud decidiu abandonar a hipnose como método, embora continuasse tirando proveito de suas des-
cobertas: em primeiro lugar, o hipnotismo era uma prova convincente de que notáveis mudanças somáticas podiam
ser ocasionadas unicamente por influências mentais. Em segundo, mostrava que, na consciência dos homens, existiam
poderosos processos mentais escondidos - que só se poderiam descrever como inconscientes. O inconsciente, aliás,
estivera muito tempo sob discussão entre os filósofos como conceito teórico, mas naquele momento, pela primeira
vez, ele se tornava algo concreto, tangível e sujeito a experimentação.
Pierre Janet (1859-1974) era o diretor do laboratório de psicologia patológica da Salpétriére. Janet pesquisou o
papel das emoções nos transtornos orgânicos e foi um dos fundadores da medicina psicossomática. No entanto, Janet
insistiu que a hipnose não podia curar a origem das doenças.
Coué (1857-1926), farmacêutico e psicólogo, estudou os trabalhos de Liebeault. Começou assim com a hipno-
se, mas mais tarde a deixou e utilizou a sugestão.
Johannes Heinrich Shultz (1884-1962) era um psiquiatra freudiano de origem alemã. Pesquisou a relação entre
a mente e o relaxamento. Com seu conhecimento das técnicas da hipnose elaborou um método de auto-hipnose reco-
nhecido como o Treinamento Autógeno de Schultz.
Milton Erickson (1901-1980) era um famoso psiquiatra, fundador da Sociedade Americana de Hipnose Clínica.
Erickson criou várias técnicas modernas de indução e, além disso, utilizava anedotas e metáforas para facilitar o estado
da hipnose. Suas técnicas oram aplicadas em milhares de pessoas com muito sucesso e resultados comprovados.
Luiz Carlos Crozera é brasileiro, natural da cidade de Jaú, Estado de São Paulo, desenvolveu as técnicas de “con-
dicionamento mental”, empregada na hipnose clínica/terapêutica, idealizador do Projeto Psicoterapia Condicionativa
nas Escolas, autor da Teoria da Concepção, fundador e Diretor do Instituto Brasileiro de Hipnologia e Sociedade Ibero
Americana de Hipnose Condicionativa, pesquisa a mente humana e seus reflexos no comportamento e na fisiologia
empregando a hipnologia desde 1972 o que gerou as bases da Hipnose Condicionativa. Esta linha de hipnose tem já
centenas de cases de sucesso e diversos depoimentos de pessoas que após passarem pelo processo de hipnose condi-
cionativa tiveram suas vidas mudadas literalmente, com mais saúde e bem estar.

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O QUE É HIPNOSE E HIPNOTERAPIA

A hipnose é um estado alterado da consciência, caracterizado por uma focalização extrema da atenção e um
profundo relaxamento físico, que permite uma abordagem do subconsciente da pessoa.
Já a hipnoterapia é a utilização da hipnose para fins terapêuticos. Por meio de métodos de relaxamento e
concentração, é possível o paciente atingir um estágio mental diferente, o chamado transe hipnótico, durante o qual
o terapeuta, em permanente diálogo com a pessoa hipnotizada, consegue que a própria pessoa acesse recursos que
influenciam os sintomas e causas de diversos problemas. A hipnoterapia é um método específico de psicoterapia e
trata tanto da saúde como de comportamentos.
Hipnose Condicionativa é uma técnica de relaxamento profundo que é um sono terapêutico e nesse momento
em estado de hipnose são aplicados técnicas da terapia onde o senso crítico é afastado e a pessoa é conduzida pela voz
do terapeuta e dessa forma permite auxiliar o consciente e o inconsciente, o resultado que esta técnica proporciona ao
cliente são muitos benefícios para a saúde física, mental e emocional.
Na verdade, muitas vezes, o ser humano está “hipnotizado” quando levamos a termo a questão da focalização
extrema da atenção a um determinado contexto, como por exemplo, ao ver televisão, ler um livro muito interessante
e até dirigir (de forma automática). Qualquer circunstância onde seja necessária uma grande concentração pode levar
a um estado hipnótico.
Hoje, no entanto, a hipnose é vista como um tipo de tratamento indicado para determinados quadros psiqui-
átricos e até mesmo como um método muito eficaz para aumentar a resistência imunológica em pacientes com defici-
ência, como na terapia da AIDS.

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O CÉREBRO E A HIPNOSE

Entender o que ocorre com nosso cérebro no processo hipnótico é imprescindível para o bom uso da mesma.
Então devemos entender que o nosso cérebro ( de uma maneira bem simples) realiza todo o processo de ação e rea-
ção, usando 4 funções básicas : os sentidos, o inconsciente, o consciente e a função motora.

Os sentidos

Nossos 5 sentidos captam tudo, ao nosso redor. Realmente podemos ver mais que acreditamos que vemos,
ouvir além do que realmente acreditamos ouvir. Na verdade nossa mente minimiza muito o que captamos do mundo,
já que seria muita informação para absorver. Faça um teste: Quando você estiver procurando algo e não encontrar,
feche os olhos e diga a você mesmo mentalmente: - Vou olhar tudo novamente, sem omitir nada, sem distorcer nada,
vou ver tudo.. Se você realmente fala com confiança, você vai surpreender consigo mesmo.

O inconsciente

Tudo que é capitado pelos nossos sentidos vai para nosso inconsciente, ele guarda cada informação, sensação,
lembranças, tudo que você já viveu. Ele é o responsável por pegar todas as informações dos sentidos e para não sobre-
carregar o consciente, ele omite, distorce e generaliza todas as informações, enviando o mínimo para a mente cons-
ciente. É responsável também pela nossas funções inconscientes como: respiração. E também pelas consciente como:
comer uma maçã. Mas a diferença é que as funções inconscientes são realizadas sem nenhuma análise ou censura, já
as conscientes são, antes de ser realizadas, julgadas e analisadas pela mente consciente.

O consciente

A mente consciente é o nosso juiz e árbitro. É ela que decide se a informação vinda da mente inconsciente é
válida ou não, se é verdadeira ou não, se é real ou não. Ela faz isso com base em nossas experiências. Por isso, para
realizar qualquer processo, a mente consciente busca, o tempo todo, informações na mente inconsciente antes de
realizar qualquer ação. Por exemplo: se eu estivesse segurando uma cebola e te dizer que é uma maçã, você captaria a
imagem, o cheiro e até o sabor com os sentidos, estas informações iriam para o inconsciente para ser armazenado e o
inconsciente mandaria estas informações, distorcida e omitida, para a mente consciente, que analisaria a informação,
voltava para inconsciente para buscar imagens, sabor, textura do que é uma maçã e depois após uma análise, ele daria
o veredicto: - Isso não é uma maçã. E retornaria a ordem para o inconsciente dizendo: não coma isso, isso não é uma
maçã... Ufa!!! É por ter que realizar todo este trabalho, é que nossa mente consciente é tão limitada. Na verdade ela
só consegui analisar 2 segmentos de informação. Algo bem curto.

Função motora

A função motora é tudo que envolve nosso membros, músculos, nervos e tendões. É o nosso corpo em ação.
Após a análise da mente consciente, o inconsciente baseado nas informações da mente consciente, decide o que fazer:
se pega a cebola pensando que é uma maçã ou não. A função motora apenas obedece o que o inconsciente manda,
sem julgar e aceita tudo como real. É por isso que precisamos de um árbitro: nossa mente consciente para julgar pela
nossa função motora.

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MITOS E VERDADES

A hipnose médica, apesar de ser um método terapêutico muito controverso em Psiquiatria, é muito apoiada
pelas principais entidades médicas internacionais. No Brasil, passou por um período de descrença, por ter sido usada
por pessoas não qualificadas, chegando a ser proibida fora do ambiente médico. Existem muitos mitos e verdades so-
bre hipnose, e hoje vamos esclarecê-los.
Bem, se para realizar qualquer coisa ou se para sabermos se algo é verdade ou mentira, precisamos do jul-
gamento da mente consciente. O que aconteceria se a mente consciente não julgasse nada? Comeríamos a cebola
achando realmente que é uma maçã, na verdade sentiríamos o sabor da maçã, na verdade, para sua realidade aquilo
seria uma maçã. Este é um dos papéis da hipnose : tirar a mente consciente do jogo. Como? Sobrecarregando a mente
consciente, assim, enquanto ela esta distraída ou confusa, ela deixa informações passar sem julgamento para a mente
inconsciente. E quando eu digo, segurando uma cebola: - Coma esta maçã... Você pega e come pensando que é uma
maçã deliciosa.

Hipnose e meditação são a mesma coisa

Mito! Geralmente hipnose e meditação são confundidas, pois ambas envolvem estados alterados de consci-
ência. No entanto, a hipnose buscamos sugerir mudança de pensamento, idéia ou atitude. Na meditação, o indivíduo
treina a mente para obter algum benefício, como o relaxamento, e não há preocupação em mudar modelos de pensa-
mentos. São objetivos diferentes.

A hipnose não ativa uma super memória

Verdade! A hipnose pode ser usada para ajudar algumas pessoas a lembrar de algum fato esquecido. Mas
mesmo que possa ser usada para potencializar a memória, não ocorre tão facilmente. Só é possível acontecer com lem-
branças marcantes e que por alguma razão se encontram bloqueadas na mente da pessoa e ainda não se apagaram.

Hipnose não é a mesma coisa que dormir

Verdade! Hipnose e sono são estados de consciência completamente distintos. Durante o sono, não temos
o controle de nossos pensamentos. Já na hipnose, você participa ativamente do que está pensando. Os dois se con-
fundem porque geralmente em uma sessão de hipnose o indivíduo se encontra de olhos fechados, como se estivesse
dormindo, pelo fato de haver maior concentração quando fechamos os olhos.

É impossível acordar do transe

Mito! Estar suscetível à hipnose não quer dizer que a pessoa tem uma mente sugestionável ou fraca. Todos
entram em transe diariamente, ao assistir a um filme, ao estudar, ou seja, requer um certo nível de concentração. Não
há risco de não acordar do transe, o corpo se encarrega disso naturalmente.

O hipnotizado confessa segredos sem querer

Mito! Mesmo em transe, a mente se mantém em vigilância e, dessa forma, protege a integridade das pessoas.
Na hipnose Ericksoniana, a pessoa raramente fala. O inconsciente resolve os problemas mais profundos silenciosamen-
te.

A pessoa fica inconsciente

Mito! Muitas pessoas pensam que na hipnose ocorre a inconsciência, e isso não é verdade. A consciência
deve estar presente para que o paciente participe do processo de cura. O transe hipnótico ocorre por uma dissocia-

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ção consciente / inconsciente.

O indivíduo hipnotizado é dominado pelo hipnoterapeuta

Mito! Na hipnose, o estado de transe é uma auto-hipnose, ou seja, o hipnotizador é um facilitador. Trata-se de
alguém ao lado da pessoa enquanto seu inconsciente trabalha.

QUAIS HABILIDADES QUE TODO HIPNOTIZADOR DEVE TER

Diversos princípios de hipnoterapia foram implementados e utilizados para o tratamento de todos os assuntos
relacionados a todas as áreas da medicina e da psicologia e muito mais. No entanto, antes de você decidir se tornar
um terapeuta, há um monte de coisas que você precisa aprender, além de educação. Estas incluem, entre outras, suas
qualidades pessoais e habilidades. Você também precisa saber que a hipnoterapia não é apenas pêndulos e vozes mis-
teriosas, e as pessoas se comportam da maneira que quiser. É muito diferente do que está representado na televisão,
e é utilizado para o tratamento de pessoas com vários problemas, claro que o show faz parte, porém na hipnoterapia
as coisas são bem mais sérias. Aqui, vamos discutir como se tornar um hipnoterapeuta, já para quem quer apenas hip-
nose de palco ou de rua, vale a pena atentar que você pode ajudar muitas pessoas com pouco esforço, e no caminho
ainda ganhar com isto.

Capacidade

Aos aspirantes hipnoterapeutas ou hipnotizadores de rua aí vai alguns requisitos:


• Um desejo genuíno de ajudar os outros
• A empatia e sensibilidade
• Paciência
• A compreensão da psicologia humana (só estudando)
• Empenho em ajudar as pessoas a encontrar e lidar com seus problemas
• Disposição para lidar com pessoas de todas as origens, idades, crenças...
Se você acha que você está armado com essas habilidades ou pode se armar (algumas das quais tem aperfei-
çoando ao longo de sua formação), então vamos ver o que se precisa de treinamento.

Exigências educacionais

Hipnoterapia é o processo de utilização dos princípios da hipnose para tratar várias condições, incluindo pro-
blemas de comportamento, as emoções enraizadas como culpa, medo e fobias, e como mencionado acima, até mesmo
a perda de peso e parar de fumar . É considerada como um campo de medicina complementar (não confunda com
medicina alternativa). Os requisitos para se tornar um hipnoterapeuta é não parar de estudar, como qualquer outra
boa profissão, e aperfeiçoar isto todos os dias, por isso, antes de escolher a hipnoterapia como uma carreira..
Embora não seja necessário, para ter uma licenciatura em psicologia, psicoterapia ou aconselhamento seria útil se
você escolher uma carreira como um hipnoterapeuta. O ensino destas matérias vai lhe dar uma compreensão mais
profunda da mente humana, e ajudá-lo a compreender a complexidade de solucionar os problemas com hipnoterapia.
Online você pode aprender diversas técnicas utilizadas para hipnoterapia, e também o que se pode fazer na
rua, os limites, os problemas, as soluções. Porém em hipnoterapia quanto mais cursos em sala de aula melhor, afinal
um nem se compara ao outro, e temos no Brasil diversos hipnoterapeutas realmente competentes, um deles é o meu
preferido, Alberto Dell’Isola, professor, psicólogo, hipnotizador de rua, dentre outras qualidades. Um curso online não
vai ter o mesmo impacto que um curso com um professor reconhecido.
De acordo com a Associação Americana de Hypnotherapists Profissionais (AAPH), um mínimo de 100 horas de
estudo em hipnoterapia é o que qualifica uma pessoa como um terapeuta. Este processo pode levar de seis meses a

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um ano. No entanto, para a certificação pelo Conselho Americano de Hipnotizador Examiners (ACHE), você deve com-
pletar, pelo menos, 200 horas de formação. Para se tornar um hipnoterapeuta clínico certificado nos Estados Unidos,
o período mínimo de formação é de 300.
Além de receber educação formal, com professores hipnoterapeutas a compreensão do que o processo de
hipnose envolve, aprender os conceitos básicos de gestão, e ler o máximo possível em hipnoterapia vai garantir o seu
sucesso neste campo. Como qualquer escolha de carreira, o campo da hipnoterapia é aquele que requer um monte de
trabalho duro. Uma vez que você se esforçar, os resultados serão para você ver por si mesmo.

TRANSE HIPNÓTICO E QUAIS NÍVEIS ELE PODE CHEGAR

Podemos perguntar como se mede a profundidade da Hipnose. Bem, não há realmente nenhum meio de men-
surá-la, visto não ser um estado como dormir ou estar acordado. A chamada “profundidade da hipnose” se refere à
intensidade, variabilidade e grau de esforço das articulações específicas do pensamento. Para propósitos práticos, são
descritas certas fases do nível do estado hipnótico, mas eles não devem ser considerados como divisões rígidas. É ex-
tremamente difícil, se não freqüentemente impossível, dizer exatamente onde uma fase começa ou termina. Qualquer
um com experiência prática considerável na prática hipnótica percebe que as divisões criadas são na verdade arbitrá-
rias e completamente artificiais e, quando muito, não são mais que um rude guia para permitir julgar a profundidade
do transe.
As escalas se caracterizam pelo aparecimento de fenômenos próprios a cada nível, decorrentes das alterações
sensoriais, viscerais ou motoras apresentadas. Para efeitos práticos, a maioria dos autores ainda divide a Hipnose em
vários graus que podem ser classificados, de um modo geral, em três estágios ou níveis (estados hipnóticos):

1 - Hipnose Leve (Superficial ou Discreta)

É um estado de “quase” hipnose (pré-hipnose) similar ao que precede o sono e antecede o despertar. Os fe-
nômenos são predominantemente de ordem muscular no início deste estágio: Alterações no tônus da pele, paralisia
de grupos musculares, contrações, tremores, movimentos automáticos; sensação de leveza e entorpecimento geral
dos olhos e membros, alto grau de relaxamento e inibição de movimentos voluntários com lassidão acentuada (sem
disposição para se mover, falar, pensar, agir - O hipnotizado não tosse, mantém-se sério e imóvel; quando retorna do
transe diz que se lembra de tudo que aconteceu, mas pode afirmar que durante o transe tentou mover-se, em vão).
Age como se não estivesse criticamente afetado pelo que acontece no ambiente e a respiração é mais lenta e mais
profunda. 98 % dos candidatos, quando submetidos à hipnose, começam a sentir os membros pesados e finalmente
todo o corpo pesado e mostram uma expressão de cansaço, apresenta-se freqüentemente tremores nas pálpebras e
contrações espasmódicas nos cantos da boca, do maxilar e nas mãos.
Sugestões simples são aceitas prontamente, embora o paciente sinta que poderia desobedecer, mas não o
faz, oferecendo, todavia, resistência às sugestões mais complicadas (obedece também a sugestões pós-hipnóticas sim-
ples).
Um estado de alheamento de tudo que se passa ao redor, embora conserve ainda plena consciência, dando
inclusive a impressão de que sequer está hipnotizado e ao despertar pode expressar dúvida de seu estado hipnótico,
porém indicará o tempo transcorrido incorretamente (estipulará que tenha passado dez minutos quando na realidade
passou-se meia hora). Revela pouca inclinação a falar. Embora em menor intensidade, ocorre o fenômeno do rapport
entre hipnotizado e o hipnotista. Contrações oculares ao despertar.

2 - Transe Médio ou Intermediário

Inibição muscular completa associada a um grau considerável de cansaço e sensação de leveza acentuada. Freqüen-
temente, nesta fase, o hipnotizado fica com os olhos entreabertos aparecendo a parte branca inferior da córnea. Pode
haver catalepsia das pálpebras, de forma que o paciente não pode abrir os olhos; também é possível haver catalepsia

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parcial dos membros, e o paciente não consegue, por exemplo, elevar o braço. Via de regra a respiração está lenta e
regular, e o paciente tem a aparência externa de um adormecido. O fato de que pode permanecer em uma posição
desajeitada, durante algum tempo considerável, é evidência forte que pelo menos a primeira fase de hipnose foi al-
cançada. É bastante impossível para qualquer um no estado desperto normal permanecer perfeitamente imóvel para
talvez meia hora, sem manifestar desconforto! Nota-se ainda, uma hiperacuidade em relação às condições atmosféri-
cas (elevada sensação de frio ou calor).
Já não oferece resistência às sugestões, salvo quando estas contrariam seu código moral ou seus interesses
vitais. Geralmente são aceitas as sugestões pós-hipnóticas. Ao nível médio do estado hipnótico a capacidade de realiza-
ção de sugestões complexas do paciente ainda não foi acionado (só é acionado no nível mais profundo), podendo dar a
impressão aos olhos do público leigo que as experiências vivenciadas pelo paciente não passam de uma boa represen-
tação teatral. Na verdade é isso mesmo o que ocorre, mas o paciente não tem consciência de que está representando,
ele interpreta um papel-personagem de forma profundamente compenetrada - como dizem os atores, ele “encarna
o personagem”. Este ponto é de crucial importância para o desenvolvimento do processo hipnótico e a aceitação de
novas sugestões que facilitem a mudança comportamental.
Em muitos casos há um sentimento de dissociação, como se a mente estivesse separada do corpo. Ele não terá
dúvida quanto ao estado de hipnose que experimentou.
Nesta altura se produzem as sugestões de catalepsia - rigidez completa de alguns dos membros ou mesmo
do corpo todo, de forma que o paciente pode apoiar o peso do hipnotizador ou outra pessoa qualquer enquanto es-
tiver esticado entre dois apoios (experimento conhecido como “ponte humana”). Há amnésia parcial para eventos no
transe, especialmente se sugerida pelo hipnotizador. Sugestões sobe alucinações (motoras ou cinestéticas) podem ser
realizadas. No transe médio já se conseguem efeitos analgésicos e mesmo anestésicos locais, razão por que é o estágio
indicado para pequenas cirurgias, de forma que o paciente não pode sentir a dor de um alfinete esterilizado atraves-
sado na pele de sua mão. Podem ser induzidas alucinações sensórias como de toque, gosto ou cheiro (tato, paladar,
olfato), que pode ser inibidas ou modificadas. Podem ser induzidos movimentos adicionais, automáticos, de forma que
qualquer ação que começou uma vez continuará até que o hipnotizador pare-a; estes movimentos automáticos são
mais difíceis de obter que a rigidez ordinária de um membro ou catalepsia. Lembranças de fatos esquecidos no passado
(hipermnêsia).

3 - Transe Profundo ou Sonambúlico

O hipnotizado comporta-se como um sonâmbulo; sua aparência é a de quem está submerso num sono pro-
fundo, com inibição de todas as atividades espontâneas. 10 a 20 % dos candidatos, quando submetidos à hipnose,
permanecem com os olhos totalmente abertos, mas não aparece a íris (é a condição chamada de “olhos brancos”)
- Neste estado o paciente pode abrir os olhos, andar, conversar, e geralmente se comporta como se desperto. Se os
olhos não estiverem abertos, o hipnotizador pode mandar o hipnotizado abrir, desde que precedido pela sugestão de
que ele continuará em transe (e uma vez que se tenha a convicção de que atingiu-se este estado), isso não vai afetar
o transe; os olhos apresentam uma expressão impressionantemente fixa, estando as pupilas visivelmente dilatadas;
pode apresentar movimentos descontrolados do globo ocular, um olho move para cima e o outro para baixo, ou ainda,
um olho para um lado e o outro em sentido contrário. Freqüentemente terá a boca seca e entreaberta. Apresentará
uma ausência total de reação mesmo quando submetidos a fortes estímulos dos sentidos convencionais como tato,
audição, visão e olfato. No entanto, o hipnotizado está profundamente ligado e pronto para executar as sugestões do
hipnotizador. Pode ocorrer a somatização das sugestões (encostando-se um objeto frio na pele do hipnotizado e dizen-
do ser uma brasa, aparece a bolha como se fosse provocada por uma queimadura).
Alheamento total a tudo que ocorre no ambiente, diminuição da capacidade de análise lógico-racional e crítica
das situações (sobre este estado diz-se o seguinte: é uma consciência da consciência, sem conteúdo de consciência).
Sensações de leveza, de se estar flutuando, inchando ou sensação do desaparecimento ou da aproximação da voz do
hipnotizador. Hiper-sensações (olfativas, táteis, gustativas e cinestésicas).
Geralmente ocorre amnésia completa e espontânea total após o término da sessão, mesmo que não tenha
sido sugerida; ao acordar, declara não se recordar de nada do que se passou. Apesar da amnésia pós-hipnótica, ele terá
absoluta certeza de que estava em estado hipnótico, e o que foi esquecido pelo sujeito agirá, de maneira inconsciente,
no tempo oportuno, e pode constituir, em algumas circunstâncias, magnífica alavanca terapêutica. A amnésia, em es-

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

pecial a sugerida, que atinge a execução de ordens pós-hipnóticas com hora marcada, tem fornecido demonstrações
espetaculares da eficácia da hipnose, especialmente como recurso terapêutico. Mas Basta esclarecer aos pacientes
que o clássico estado de inconsciência e conseqüentemente amnésia pós-hipnótica não são essenciais e que já não
constituem requisito e critério de hipnose, para obtermos uma notável redução do mecanismo dissociativo entre cons-
ciente e inconsciente, e o paciente se recordará de tudo por que passou, ou uma boa parte.
Sugestões altamente complicadas são aceitas e prontamente executadas; sensações como alucinações visuais
e audíveis positivas e negativas durante o transe e mesmo pós-hipnóticas podem ser induzidas; neste estado, o hipno-
tizado aceita as sugestões pós-hipnóticas mais bizarras.
É possível o controle das funções orgânicas (pulsação, pressão, digestão, ritmo da respiração, processos meta-
bólicos, etc.).
A memória funciona excepcionalmente, permitindo lembrar vários fatos a muito esquecidos, possibilitando a
regressão de idade com absoluta precisão de lembranças de fatos mesmo que ocorridos na fase mais infantil.
Sugestões relativas à analgesia e, o que é mais importante, a anestesia pós-hipnótica. Os indivíduos subme-
tidos ao transe profundo podem ser anestesiados pós-hipnóticamente. O hipnotista, indicando a região a ser aneste-
siada, determina as condições específicas como o dia, a hora ou local, quando a anestesia deve produzir efeito. Assim
poderá ser submetido à intervenção médica-odontológica, independentemente de novo transe e na ausência do hip-
notista. A anestesia hipnótica completa, além de ser um dos fenômenos clinicamente importante, é uma das provas
mais convincentes do transe profundo.
Ocorre uma espécie de simbiose psíquica entre o hipnotizador e o paciente.

LINGUAGEM HIPNÓTICA

Conforme o Modelo Milton, é um conjunto de padrões de linguagem utilizado para induzir transes ou um es-
tado alterado de consciência, ainda, utilizar recursos do inconsciente para realizar mudanças desejáveis e solucionar
problemas difíceis.
Assim chamado de Modelo Milton, porque seu criador, Milton Erickson, foi um terapeuta excepcional, tendo
sido pioneiro na abordagem à hipnoterapia que ainda leva o seu nome (hipnoterapia ericksoniana) e é praticada em
todo o mundo.
A abordagem Ericksoniana foi muito mais permissiva do que os estilos anteriores da hipnoterapia. Ele usou um
método de linguagem hipnótica naturalista flexível para a indução de transe.
Variava sempre sua abordagem com a linguagem hipnótica, dependendo do problema e da personalidade individuais
do cliente. Esse estilo coloca exigências maiores sobre os terapeutas; não podem usar o mesmo método para todos.
Erickson coletava informações sobre o cliente através de perguntas e observação para descobrir o que queriam
e que tipo de pessoa eram. Então saberia a melhor maneira de utilizar a linguagem hipnótica e induzir o transe para
aquela pessoa e podia trabalhar com ela em seus próprios termos.
Os Padrões de Linguagem do Modelo Milton são usados para:
• Acompanhar e conduzir o cliente a um estado alterado no qual terá acesso a mais recursos;
• Distrair a mente consciente;
• Acessar recursos inconsciente.

Deleções

“Você pode aprender confortavelmente…” – Permite ao cliente pensar em o que e como é mais apropriado aprender.
“Haverá pessoas que significam muito para você e que lhe ensinaram muito…” – O cliente sabe quem são e pensará
nelas.
“À medida que fizer sentido disso de sua própria maneira…” – Isso permite ao cliente compreender de maneira que
melhor lhe convém.
“Você se sente mais relaxado” – Essa forma de palavras permite que o cliente relaxe no ritmo que melhor lhe convém.

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

“É bom recordar todas as vezes em que foi bem-sucedido” – Isso torna mais fácil para o cliente recordar aqueles mo-
mentos.

Distorções

“Á medida que fecha os olhos, você se torna mais confortável…” – Fechar os olhos torna-se equivalente a ficar mais
confortável.
“Você é facilmente capaz de fazer sentido disso à medida que se torna mais curioso exatamente o que você irá apren-
der…” – Isso surge uma curiosidade natural que ajudará o cliente.
“À medida que se aprofunda no relaxamento e seu conforto aumenta, a facilidade de sua aprendizagem pode se tornar
uma fonte de felicidade…” – Essas distorções são de tal forma escaladas que levam a mente consciente a uma série de
buscas internas no paciente. Não têm qualquer informação específica, assim o cliente faz sentido delas da forma que
melhor lhe convier.
“Ao respirar profundamente e com facilidade, cada respiração o deixará cada vez mais relaxado…” Causa-efeito liga o
que está acontecendo naturalmente (acompanhando) com resultado que você deseja (conduzindo). A causa-efeito é a
transição entre o acompanhamento e a condução.
“Você se sentirá mais relaxado antes ou depois que fechar os olhos…” – Isso pressupões resultado (fechar os olhos).
Outras pressuposições são: “Você quer aprender alguma coisa diferente agora?” (Você aprender alguma coisa.) “Não
entre em transe ainda…” (Você entrará em transe).

Generalizações

“Tudo que sabe está disponível a você em algum lugar de seu inconsciente…” – Usando generalizações universais, o
Modelo Milton impede quaisquer limites auto-impostos.
“Você não deveria se limitar se deseja ser o melhor que puder… Você deve agarrar a oportunidade…” – Operadores
modais são usados para sugerir regras que potencializam para ação.
“Você pode se tornar mais bem-sucedido… Você é capaz de ir mais fundo em sua experiência…” – Esses operadores
modais estabelecem um quadro permissivo da mudança de poder.
Existem padrões hipnóticos para praticamente todo processo hipnótico. Saber aplicar os Padrões Hipnóticos da Lingua-
gem pode te levar a um outro patamar de comunicação e persuasão.
A linguagem hipnótica é responsável por 80% de toda hipnose conversacional. A linguagem hipnótica é uma das gran-
des ferramentas da hipnose conversacional para ressignificar crenças em qualquer pessoa.
E o melhor de tudo é que para utilizar basta apenas estar conversando com qualquer pessoa. Assim como Milton Eri-
ckson há formas de saber qual a melhor forma e qual os padrões devem ser utilizados.
Esse tema é muito importante para está entrando no mundo da hipnose, porque somente esse único elemento é res-
ponsável por 80% de praticamente todos os transes hipnóticos.
Sem contar ainda, que saber hipnotizar conversando com qualquer pessoa, é uma ferramenta transformadora, que lhe
dará um outro patamar de comunicação.

PRÉ TALK

Vamos a Hipnose Conversacional e Gatilhos Mentais, sejam imediatos ou não, mas, especificamente sobre o
que você deve dizer antes de hipnotizar alguém (Pré-Talk). Para abordar esse assunto utilizaremos um exemplo prático
de para iniciar uma abordagem com algum voluntário e assim fazer sua demonstração de hipnose. [PRÁTICA]
Pré-Talk Avançado Utilizando Gatilho Mental
Um dos principais “fantasmas” do hipnotista iniciante é falar para os desconhecidos ou mesmo para os amigos
que faz hipnose. Isso ocorre porque nessa hora deve-se usar as palavras certas. Mas se você souber o que falar, o quão
mais seguro você pode se sentir?

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

Pensando nisso trazemos então um roteiro prontinho do que falar antes de hipnotizar alguém. Essas são algu-
mas das palavras certas que você pode utilizar antes de iniciar a hipnose. Elas servem para criar confiança e engajar a
criatividade, a inteligência, auto estima, a fim de estabelecer uma aceitação e curiosidade acerca do fenômeno. Nesse
Pré-Talk que abaixo transcrevemos utilizamos apenas UM dos diversos gatilhos mentais existentes. Confira logo mais
essa idéia de conversação…
> exemplo de conversação pré-indução:
Hipnotizador: Alguns de vocês nunca foram hipnotizados formalmente. Certamente, você já sabe que experimentamos
o estado de hipnose todos os dias. Enquanto estamos caminhando pela manhã e nos entregamos aos nossos pensa-
mentos, com a atenção voltada para o mundo interior, ali, naquele exato momento, estamos em transe. E quem são
as pessoas que melhor acessam este estado? Quem são as pessoas mais sensíveis a hipnose? Pessoas inteligentes,
pessoas de caráter, pessoas que valorizam a própria imagem, pessoas de auto estima equilibrada…
Note que se o sujeito NÃO se entregar a hipnose posteriormente, ele está negando todas as qualidades que citamos
acima. Ninguém quer mostrar aos outros, publicamente, que NÃO é inteligente ou que NÃO tem caráter…

TESTANDO O PRE TALK PASSO A PASSO

O melhor jeito de evitar um fracasso em um processo hipnótico é conferir cada passo do processo e assim que
encontrar uma falha, tomar outro caminho. Aqui vai um passo a passo do processo
O pré Talk é usado para despertar a expectativa do sujeito, então é necessário ver se ele está realmente curioso com
o que vai acontecer ou não. Para isso é necessário usar um “yes set”. É usar durante a explicação perguntas onde você
possa receber uma resposta positiva do sujeito. Procure receber pelo menos 3 sim.
_ Você está entendendo?
_ você gostaria de experimentar algo que realmente mudará sua visão de seu poder mental?
_ Você tem uma boa imaginação?

Teste indução

Indução é um conjunto de comandos simples e curtos, onde o sujeito deve segui-las e entende-las para alcan-
çar o resultado desejado.
Aqui devemos testar para vê se o sujeito realmente está acompanhando seus comandos , para isso dê um co-
mando onde ele possa responder com algo que está fora do contexto.
“ enquanto você olha para aquele ponto.. E ouvi o suave som da minha voz... E senti o peso do seu corpo repousado
na cadeia.. Você pode perceber um pequeno movimento em um dos seus dedos”.
Observe se ele vai mover o dedo. Se sim, ele está acompanhando, se não, continue com algo diferente até
conseguir uma resposta.

Teste sugestão

Sugestão é sugerir algo que não é real ou que não está acontecendo, mas é aceito como real e pragmático pela
mente inconsciente. É uma realidade alterada.
Para testar a sugestão você pode dar uma sugestão dupla:
“ Você está com a mão colada na mesa.. O que esta mais colado? A palma da mão ou os dedos?”
Veja que em qualquer escolha dele algo vai estar colado. Observe, ouça a resposta dele e veja se a sugestão esta sendo
aceita.
Se for aceita, você pode aumentar o grau do teste:
“ agora, toda a mão esta colada... Você pode tentar levantar ela agora?.. Mas não vai conseguir”.
Esteja sempre pronto a tomar outro caminho rapidamente se a resposta de cada teste for negativa.
Assim você impede de falhar em sua hipnose.

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

Outro Exemplo
Vejamos mais um exemplo de Pré-Talk com gatilho mental, mas agora de forma mais oculta a fim de despertar a curio-
sidade:
Hipnólogo: Então você me disse que está perdida, sempre tentando agradar outras pessoas e sente que nunca recebe
o suficiente de volta. É como se estivesse vivendo com o “freio de mão puxado”. Como se sua vida não andasse. Sabe
o que fazer, sabe como fazer, mas nunca faz, e isso parece uma prisão, não é? (Pacing Descritivo).
Cliente: É exatamente isso.
Hipnólogo: Eu não sei exatamente como se sente ou o que está pensando, mas isso me lembrou o caso de “Pértes”.
Claro que você já conhece essa história porque se parece muito com a sua história… Então nem vou contar… (Pré-Talk
– Indução de Estado/Curiosidade).
Cliente: Agora eu quero saber… Você nunca contou…
Hipnólogo: Tem certeza? Você não precisa ficar curiosa sobre isso, eu já contei… (Intensificando o Estado de Curiosida-
de, gerando expectativa).
Cliente: Ai, por favor… Conte logo, estou morrendo de curiosidade…
Este discurso é bem persuasivo e utiliza gatilhos mentais muito poderosos.
A confiança diminui a tensão interpessoal e faz com que o futuro (ou atual) cliente fique mais à vontade. Ele se
abre mais e revela com liberdade as informações referentes às suas necessidades, desejos, objetivos, sonhos e medos
pessoais. Sem confiança é extremamente difícil e em algum casos até mesmo impossível vender algo, mesmo que o
produto ou serviço seja o melhor do mundo.
“Pessoas amam comprar, mas odeiam quando você tenta vender algo para elas!”
Quando você cria uma atmosfera de confiança e harmonia com uma pessoa a transição do diálogo de relacio-
namento para o de vendas é simples e extremamente eficaz. As reações comportamentais são muito mais efetivas.
Quando você tenta vender algo sem criar um relacionamento o cérebro processa toda a informação de forma
diferente, e antes mesmo de você tentar fazer algum fechamento a venda já estará perdida, pois a metamensagem
passada é a de que você só quer vender e nada mais. Você até poderá ter êxito, mas será um resultado apenas no curto
prazo.
Agora, quando você estabelece rapport, além da facilidade que você terá para vender, você construirá um
relacionamento que possibilitará vendas de longo prazo. Isso sem falar nas objeções que será quase nulas.
Note, diferente de muitos hipnotizadores, eu (Eleandro) gosto de mostrar efeitos físicos, então colo o pé, testo
os dedos magnéticos, faço os olhos colados olhando pra o topo da cabeça para testar se o hipnotizado está obedecen-
do e suscetível, eu também frequentemente troco as pessoas de lugar, se tiver sentada mando levantar, se estiver em
pé mando sentar, mando descruzar as pernas, colocar as mãos soltas ao longo do corpo ou sobre as pernas, e em 100%
dos casos coloco a responsabilidade de ser hipnotizado no próprio hipnotizado, porém isto é uma verdade, afinal se eu
já hipnotizei milhares de pessoas, e você não for hipnotizado, com certeza o problema está em você!
Eu também sempre tento desmitificar a hipnose, você dorme? Então se auto hipnotiza todos os dias, deita na
cama, relaxa, fecha os olhos etc.

RAPPORT E PNL

O Rapport é uma técnica fantástica da PNL e com ela você conseguirá inúmeros benefícios, citarei alguns abai-
xo:
É uma das maneiras mais rápidas e eficientes de gerar “confiança” em um diálogo. Confiamos em pessoas que
são parecidas conosco, com isso fica mais fácil sugestionar/persuadir seu interlocutor, seja para vender um produto,
xavecar ou até mesmo mudar uma crença – Não falo no sentido religioso e sim em uma verdade absoluta sobre algo
que a pessoa acredite.
Quando compreendemos alguém fica mais fácil de conduzi-lo pelo caminho adequado.
- Aumentar suas relações interpessoais.
- Aprimorar um relacionamento.

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- Estabelecer confiança de forma instantânea


- Elementos Universais do Rapport
- Sorriso – é a chave universal do Rapport.
- Otimismo – transmite confiança e sensação de poder.
- Tratar o seu outro pelo nome – o som mais lindo que alguém pode ouvir é o do seu nome pronunciado.
- Paciência – saiba ouvir, pois quando alguém fala é porque quer ser escutado.

Como Criar Rapport?


Para obter Rapport você pode espelhar qualquer parte do comportamento do seu interlocutor ajustando o seu
comportamento verbal e não verbal para se mover junto com ele. Isso é o mesmo que dar um comando para a mente
inconsciente da pessoa, dizendo para confiar em você, pois é parecido com ele.
Esta técnica atinge um nível inconsciente, portanto tem que ser feita com DISCRIÇÃO, ELEGÂNCIA E SUTILEZA,
caso contrário acabará irritando seu interlocutor, pois parecerá uma criança querendo implicar com seu colega imitan-
do todos os seus gestos.
Comportamento que podem ser espelhados:
- Movimentos Corporais: escolha qualquer movimento do corpo que seja constante e espelhe. Ex: Se a pessoa
estiver gesticulando muito com os braços, no momento que você voltar a falar repita os mesmos movimentos que o
seu interlocutor fez ao se expressar.
- Qualidades vocais: iguale a tonalidade, volume, ritmo, velocidade e etc.
- Palavras: use as palavras que ela usa ou/e que coloca ênfase, use também seus termos preferidos, mesmo
que estejam errados, mas é o que interessa para seu interlocutor.
- Respiração: iguale sua respiração no mesmo ritmo da respiração da outra pessoa. (Este é o mais forte, conse-
guindo fazer este com eficácia terá andado metade do caminho. Para ficar mais fácil descubra qual o canal preferencial
– Auditivo, visual ou cinestésico - para saber qual tipo de respiração –Torácica, abdominal ou intermediária).
- Expressões faciais: Levantar sobrancelhas, apertar os lábios, enrugar o nariz e concordar mexendo a cabeça
enquanto a pessoa fala.
Estes são alguns dos espelhamentos possíveis. Ressalto que, sempre faça o espelhamento de forma SUTIL,
para que assim a técnica se torne eficaz. Outra coisa importante, a saber, é que a base fundamental do Rapport é o
acompanhamento, ou seja, primeiro acompanhe para depois conduzir, é como uma dança, primeiro você acompanha
o seu par no ritmo da música e logo depois ele que te acompanhará. Em um nível alto de Rapport é possível que a
pessoa comece a te espelhar, neste momento a pessoa aceita melhor a sugestão, a negociação, a sedução e etc.

A VOZ HIPNÓTICA

Tem uma piada do advogado que, tendo conseguido a absolvição do ladrão, perguntou ao seu cliente:
- Então, que tal achou o meu discurso?
- Esplêndido, senhor doutor, Antes de V. Ex.ª falar estava convencido que tinha roubado, mas depois de o ter
ouvido, já acho que não!

Por uma voz enérgica não se compreende uma voz áspera, desagradável, mas sim aquela que impera no espí-
rito por persuasão, aquela que não admite réplica.
Uma voz dura nunca foi recomendável num hipnotizador, porque de nada lhe serve; em vez de bom êxito, seria
o fracasso no coroamento dos seus esforços.
Muitas pessoas tentam convencer gritando ou empregando grandes e repetidos gestos. Outras há ainda que
para convencer não faz o menor esforço: falam por falar com voz monótona que aborrece. Para falar e principalmente
quando se deseja convencer, deve falar-se com um tom de voz penetrante e sugestivo. Não se deve falar alto. De modo
algum frouxa ou duvidosamente, pois deve ter-se em vista que é mais fácil acreditar numa palavra menos verdadeira
dita de um modo firme, do que em outra voz como se fosse frouxa, sem convicção e, por conseguinte, denotando falta

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

de verdade.
Empregar ao falar, um tom firme, convicto e tranqüilo.
Nada de estender os braços em grandes gestos para acentuar afirmações ou manifestar impaciência.
Não se irritar nunca por ouvir frases desagradáveis, mas em lugar de ira que redunda em perda de energia,
responder com altiva frieza de forma a mostrar que se é superior a quem ofende.
A voz nunca deve trair comoção, nem por outra forma exterior, especialmente pelos músculos do rosto, se
deve manifestar o pensamento que atua no cérebro, ou a emoção determinada por fatos, que pela sua importância,
influenciam no sistema nervoso.
Ser delicado sem ser demasiado atencioso, afinal os favores repetidos, sem serem solicitados, denotam sub-
missão.
Se você conhece o modo de dirigir a voz a vontade, a primeira impressão que inspira é de simpatia. Nada o
altera nem inquieta. Mostra-se sempre sossegado, atencioso, nunca falando mais alto que o necessário para ser ouvi-
do, porém, quem com ele trate, instintivamente o respeita, porque reconhece que por detrás dessas boas qualidades,
possui uma força irresistível que poderá empregar quando lhe aprouver esse poder. Não fale aos montes, senão em
assuntos que conheça bem, nem emita opiniões sobre assuntos para si desconhecidos.
Não fale irrefletidamente. Lembre-se que, se em algumas ocasiões, a palavra é de prata, o silêncio é de ouro.
Aproveite todas as ocasiões para a prática do bem falar.
Um amigo ou uma pessoa íntima pode estar observando o seu progresso, apontando os seus erros e pontos
fracos, podendo mesmo auxiliar, mantendo consigo conversações de exercício e dando uma opinião sincera. No final
de algum tempo, sem dúvida, terá progredido no dom da palavra, pois ela será o mais forte apoio para o seu traba-
lho em quase todas as fases do estudo do hipnotismo. Esta mesma faculdade, será ao mesmo tempo preciosa para
o desenvolvimento da sua personalidade, isto é, da sua influência pessoal, que terá uma ação primordial na sua vida
particular, íntima, de trabalho ou de negócio.
Talvez, se você tiver prestado atenção, acabo de te dar uma dica extra de hipnose conversacional, os pa-
drões de linguagem que aprendi primeiro (pois são os mais fáceis) e que são os mais usados por vendedores porque
funcionam muito bem todas as vezes. Garanto que se você aprender e usar pelo menos cinco desses sete padrões de
linguagem hipnótica, se tornará dez vezes mais persuasivo do que a maioria das pessoas, então vamos lá! Aprenda
sobre os Padrões de Linguagem e melhore sua comunicação. Os tipos de linguagem hipnótica são:

NEGAÇÃO
Eu não quero que você sinta... Mas ..
Eu não quero que você perceba.. Mas...
Eu não quero que você repare... Mas...
“Não quero que você pense nisso”

PODE ou PODERIA
“você poderia sentir...
“você poderia notar...
“você poderia perceber...
“você poderia tomar consciência..
“Pode ser que você não tenha notado..
“Pode ser que você não tenha sentido...
“Pode ser que você não tenha percebido...

ÓBVIO
“você provavelmente já sabe que sentirá...
“você provavelmente já sabe que perceberá...
“você provavelmente esteja sentindo...
“você provavelmente esteja percebendo..
“você logo sentirá que..
você logo perceberá que..

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

você logo notará que..


“Mais cedo ou mais tarde, você se sentirá...
“Mais cedo ou mais tarde,você perceberá...
“Estou certo que você sentirá...
“Estou certo que você perceberá...

DIZER LHE
“Eu não lhe diria para sentir... Porque...
“Eu não lhe diria para perceber..Porque...
“Eu poderia dizer-lhe que você sentirá... Mas...
“Eu poderia dizer-lhe que você perceberá.. Mas...

CONSCIENTIZAÇÃO
“você ainda não sabe, mas essa sensação...
“você ainda não sabe, mas já está sentindo....
“você ainda não sabe, mas já está percebendo..
“você ainda não percebeu, mas já está sentindo..
“Talvez você não tenha sentido...
“Talvez você não tenha percebido...
“Talvez você não tenha reparado...
“Quando você tomar consciência que já está sentindo...
“Quando você tomar consciência que já está percebendo...
“Quando você tomar consciência que já está reparando...

LINHA TEMPORAL
“Sim, você está se sentindo..

JULGAMENTO
“É ótimo ver que você está sentindo...
“É ótimo ver que você está percebendo...
“É ótimo ver que você está reparando...
“É muito bom ver que você está sentindo...
“É muito bom ver que você está percebendo..
“É muito bom ver que você está reparando...
“Vejo o quanto você já está sentindo...
“Vejo o quanto você já está percebendo..
“Vejo o quanto você já está reparando...

INTENSIFICADOR
“você naturalmente vai descobrir que quanto mais.. Mais.
“Talvez você ainda não se deu conta de que quanto mais.. Mais

PRESSUPOR
“Realmente você já pode sentir...
“certamente você já pode perceber ...
“ necessariamente você já pode notar..

TAG QUESTÃO
“Essa sensação realmente é muito confortável, não é?”

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

ESTADOS MENTAIS E LINHA COMPORTAMENTAL

Nossa vida é movida pelos comportamentos. São eles que ditam nosso estado em certo momento da vida. Eles
são como programas que ditam o que, como e a maneira que vamos reagir em determinados momentos. Temos vários
tipos de comportamentos e cada um deles é programado em certo momento da vida. Você tem um comportamento
quando esta em família e outro quando esta diante de uma platéia. Mas a verdade é que podemos mudar nossos com-
portamentos. Mas como? Através de uma mudança na nossa linha comportamental: estado mental ou representação
interna, sentidos internos , sub modalidades internas e fisionomia.

Estado mental ou representação interna

Na verdade, nosso comportamento é uma expressão do que nos representamos interiormente. A cada situa-
ção, existe um comportamento e para cada comportamento existe uma representação interior. Como você se vê inte-
riormente quando esta sob pressão? Pequeno? Apagado? Sem ânimo? Isso com certeza refletirá na sua conversa, no
seu pensamento, na sua capacidade de raciocínio, em toda sua vida. E como você se representa interiormente quando
faz algo que você sabe que faz bem? Grande? Brilhante? Esbelto? Você pode se ver assim quando quiser. Basta mudar
os sentidos internos.

Sentidos interior

Na verdade sua representação interior é formada pelo que você” vê, ouvi e senti interiormente”. E se você no
momento em que se sentisse inseguro, pudesse fechar os olhos e se vê. E de repente, você pudesse mudar sua imagem
fraca para forte? Ouvir palavras motivadoras em vez de palavras de desanimo? Sentir poder no lugar de fraqueza? Se
você pudesse fazer isso, logo o interno refletiria no externo. E para isso você precisa mudar suas sub modalidades.

Sub modalidades

Aquilo que você vê pode se dividir em várias modalidades diferentes como: tamanho, cor, brilho, beleza, etc...
É assim que você muda sua imagem mental. Dê cores vivas, aumente o tamanho, dê virilidade a você interiormente.
No audição: fale com firmeza, diga que você pode, aumente o volume da sua voz, grite interiormente, use uma voz
firme. No tato ou sensação: sinta confiante, sem medo, sinta- se forte, poderoso. Quando você fechar o olhos e co-
meçar a se representar assim interiormente, toda estas mudanças interiores começaram a influenciar seu exterior, sua
fisionomia.
Fisionomia

Você já percebeu que é difícil quando você está rindo em seus pensamentos, segurar o riso no seu rosto? Isso
porque a nossa representação interior reflete na exterior. Por isso quando você estiver se motivando interiormente, dê
uma mão a você mesmo e mude também sua fisionomia. Sorria, levante a cabeça, olhe com firmeza, estufe o peito.
Somente assim você poderá mudar a situação a seu favor.

Realizando a mudança

Então em um momento de insegurança, medo e desânimo, feche os olhos e se veja: fraco, falando baixo e sem
vida. Agora mude isso: levante a cabeça, solte a voz, aumente seu tamanho, coloque cores vivas, sinta confiante, forte.
Abra os olhos, assuma uma postura forte e vá em frente, encare e vença.
Com um pouco de treinamento, logo você poderá mudar seu comportamento a qualquer momento, num piscar de
olhos.

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

ANAMNESE

Anamnese (do grego ana, trazer de novo e mnesis, memória) é uma entrevista realizada pelo profissional de
saúde ao seu doente, que tem a intenção de ser um ponto inicial no diagnóstico de uma doença ou patologia. Em ou-
tras palavras, é uma entrevista que busca relembrar todos os fatos que se relacionam com a doença e à pessoa doente.
A anamnese é também referenciada como Anamnese Corporal, Ficha de Anamnese ou Anamnese Corporal Completa.
Uma anamnese, como qualquer outro tipo de entrevista, possui formas ou técnicas corretas de serem aplica-
das. Ao seguir as técnicas pode-se aproveitar ao máximo o tempo disponível para o atendimento, o que produz um
diagnóstico seguro e um tratamento correto. Sabe-se hoje que a anamnese, quando bem conduzida, é responsável por
85% do diagnóstico na clínica médica, liberando 10% para o exame clínico (físico) e apenas 5% para os exames labora-
toriais ou complementares.
Ficha completa de anamnese no site www.cursodehipnoseoficial.com.br

PSEUDO HIPNOSE

Você tem medo de tentar hipnotizar uma pessoa e falhar? Talvez essa pergunta possa causar um frio na barriga
de alguém e esse frio apreensivo vai aumentando conforme você se imagina apresentando-se para uma grande quan-
tidade de pessoas.
Esse medo se intensifica mais ainda quando você imagina que essa apresentação pode ser na rua onde o de-
safio é ainda maior.
Uma pessoa pode se perguntar como os hipnotizadores profissionais lidam com esse tipo de situação, como
eles conseguem selecionar os mais sugestionáveis rapidamente e fazer uma apresentação de hipnose a prova de fa-
lhas.
A resposta é simples, eles utilizam os testes de sugestionabilidade, ou seja, rotinas que chamamos de Pseudo
Hipnose porque são exercícios pautados em reações fisiológicas e não psicológicas, mas que podem ganhar proporções
psicológicas se o sujeito acreditar que está sendo hipnotizado.
A seguir falarei sobre um teste de sugestionabilidade muito usado pelos hipnotizadores, e o melhor é que essa Pseu-
do-Hipnose também pode ser usada como indução e aprofundamento hipnótico.

O Barquinho Hipnótico.

Esse é um exercício simples, peça para o voluntário juntar os pés e fechar os olhos, mas se ele se sentir des-
confortável, permita que ele mantenha os olhos abertos e fixados em algum objeto no espaço físico onde vocês estão.
Enquanto ele faz o que você pediu, coloque a mão suavemente sobre o ombro dele, então quando o voluntário estiver
pronto, peça para ele se imaginar em pé dentro de um barquinho no meio do oceano, diga: “Imagine-se em pé dentro
de um barquinho no meio do oceano, seus pés estão bem juntos e você pode perceber que esse barco balança para
direita e para esquerda…”.
Nesse momento você tira sua mão do ombro do sujeito e continua sugerindo a experiência, mas deixe claro
que ele não vai cair porque você está ali para segurá-lo, diga: “E esse barquinho balança para frente e para trás, mas
você não precisa ter medo porque estou aqui para te segurar e você não vai cair”.
É importante mesclar a sugestão do balançar com sugestões de relaxamento, dizendo “E enquanto esse barco
balança, você se sente mais e mais relaxado, respirando profundamente e sentindo-se muito bem”.
Talvez você já tenha entendido onde está o truque nessa brincadeira, mas se não, vou explicar. O corpo da pes-
soa balança por dois motivos fisiológicos, primeiro porque os pés dela estão juntos e é muito difícil manter o equilíbrio
nessa condição.
O desequilíbrio pode aumentar se a pessoa estiver de olhos fechados, mas o que realmente torna a rotina do

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

barquinho praticamente a prova de falhas é o fato de você ter colocado sua mão sutilmente no ombro do sujeito en-
quanto ele se preparava e então tirá-la dali. Isso desestabiliza o corpo da pessoa e ela tem a sensação de que seu corpo
balança sozinho.
Agora vejamos como tornar a Pseudo-Hipnose do barquinho em hipnose real. Nesse momento, a pessoa sen-
te seu corpo balançar espontaneamente e talvez esteja rindo ou demonstrando surpresa mesmo de olhos fechados.
Então, você apenas sugere o seguinte “Enquanto seu corpo continua balançando naturalmente para lá e para cá, você
percebe que seus pés estão colados no chão do barco, totalmente grudados e cada número que eu contar, seus pés
ficam mais e mais colados, TENTA DAR UM PASSO, MAS NÃO CONSEGUE! ”.
O sujeito provavelmente não conseguirá. Então você sugere que ele abra os olhos (se estiver de olhos fechados) e os
pés continuarão colados. A partir desse ponto, pode fazer qualquer seqüência de rotinas.

1 SUGESTÕES NEGATIVAS
Se eu disser a você “Não pense em um elefante rosa ”, o que você imaginou? Provavelmente um elefante rosa.
Você não pode evitar pensar no que te mando não pensar, porque a palavra “não” trás para a mente tudo o que vem
junto com ela.
Por exemplo, eu não quero que você entre em transe rapidamente, também não quero que você pense muito
sobre isso (sempre uso esse padrão quando quero induzir uma pessoa a pensar sobre algo que ela quer evitar), não
fique preocupada com essas coisas.
Saiba que o cérebro inconsciente processa primeiro a informação positiva para então concluir que deve evitar
fazer ou pensar naquilo, mas até chegar a essa conclusão, já tem sido sugestionado pela mensagem que o “não” trás.
Essa dica é muito simples, apenas coloque o “não” no início de cada sugestão que você quer transmitir.

2 YES SET
Yes Set ou “sucessão de sins” é um padrão que visa obter pelo menos três sinais de concordância por parte da
pessoa antes de conseguir a sugestão desejada, isto é, mencionar três fatos e então sugestionar, por exemplo, “Nós
estamos aqui conversando (fato), e você está ouvindo o que estou dizendo (fato) e prestando atenção a cada palavra
(fato) e isso pode te deixar ainda mais curioso sobre uma proposta que vou lhe fazer agora.”.
Simples, você também pode concentrar a atenção da pessoa em tudo o que vocês têm em comum em relação ao ne-
gócio e fazendo ela ir dizendo sim, concordo, é verdade… para então aumentar a probabilidade nas vendas.

3 PERGUNTAS EMBUTIDAS
Eu fico me perguntando se você já leu sobre hipnose conversacional em algum lugar. Te perguntei alguma coi-
sa? Não, eu me perguntei, mas me perguntando, fiz você se perguntar. O padrão das perguntas embutidas consiste em
perguntar sem perguntar, colocando as palavras de forma indireta.

4 CITAÇÕES
Esse padrão, particularmente, é um dos que mais gosto e utilizo e consiste em você dizer o que quiser ao
interlocutor usando as palavras de outra pessoa, como por exemplo, um médico, especialista ou pessoa com mais
autoridade.

5 PACING DESCRITIVO.
Você se lembra que Rapport é acompanhar e conduzir o sujeito, não só em sua postura física, mas no tom de
voz e nas “palavras de transe” (vícios de linguagem) como “né, tá, ok”, não é? (“não é? ” É mais um padrão de lingua-
gem, utilizado para amenizar afirmações que possam parecer autoritárias, mas você já sabe disso, não é?)
O Pacing Descritivo é acompanhar o sujeito devolvendo em feedback para ele os principais pontos do que ele está di-
zendo, isso é uma forma de você demonstrar a ele que está escutando com atenção o que ele diz. Vamos a um exemplo:
– Eu estava navegando na internet, quando de repente encontrei um site sobre hipnose, e fiquei interessado por
aprender mais sobre isso.
– Show, então você encontrou esse site sobre hipnose enquanto navegava na internet, e por isso ficou mais interessado

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

em aprender sobre hipnose… será que eu não poderia te ajudar?

6 RATIFICAÇÃO
Isso, muito bem, ótimo, você tem acompanhado todos os vídeos e artigos do nosso site, parabéns! Ratificação
é basicamente validação, sabe quando uma criança está aprendendo a andar e nos primeiros passos, ainda insegura,
os pais lhe dizem “muito bem, isso, continue” e a criança recebe a confirmação de que está indo bem?
Pois é, você deve exercitar a arte da ratificação com as pessoas, especialmente quando ela demonstra estar compreen-
dendo e aceitando a idéia que você está transmitindo, por exemplo, seu cliente te faz uma pergunta sobre o produto
que você está vendendo e você responde “ótima pergunta, muito bem… o nosso produto funciona assim”, isso incen-
tiva o cliente a querer saber mais sobre o que você tem para falar, a ratificação empolga as pessoas a prosseguirem!

7 O USO DO “PORQUE”.
Você deve curtir a nossa Fan Page porque você vai gostar de acompanhar nossos posts no Facebook. Em uma
pesquisa, foi comprado que a palavra “Porque” faz um link para a ação no cérebro do interlocutor e ela por si só, já
pode servir como padrão para influenciar a mente do outro, ou seja, às vezes pouco importa a justificativa para a peti-
ção, ela será mais bem aceita se vier com um “Porque” bem no meio.
Nessa pesquisa, havia uma fila e pessoas aguardando a sua vez para tirar uma cópia de alguma folha, então o pesqui-
sador chegava e dizia para alguém da fila “me deixe passar na sua frente porque preciso tirar uma cópia” e adivinha?
A pessoa na maioria das vezes, permitia que o pesquisador fosse atendido primeiro. Nesse caso, “Porque sim” não é
resposta, mas é uma boa justificativa.

PRIMATAS E A SOBRANCELHA

Poderíamos passar dias estudando expressões faciais, entretanto temos uma que muito nos interessa para o
Rapport e o Pré-Talk, o levantamento de sobrancelhas.
Primatas fazem isto quando reconhecem alguém do seu grupo, você faz isto instintivamente, demonstrando
ser amistoso, reconhecendo alguém do seu grupo, e também deixa de fazer quando tenta mentir, ou mesmo não de-
monstrar qualquer sentimento para alguém, são milhões de anos fazendo a mesma coisa, e o cérebro da outra pessoa
percebe imediatamente, por isso, no aperto de mão, levante sua sobrancelha!
Livro “Emotions Revealed”, Paul Ekman. Weidenfeld & Nicolson. 2003

O TOQUE NÃO SEXUAL

Recentemente alguns cientistas fizeram o seguinte estudo, colocaram um homem de 25 anos com boa aparên-
cia e bem vestido em uma boate para convidar garotas para dançar. Em 100 garotas convidadas 20% aceitaram dançar
com o jovem.
O mesmo convite foi feito em outra noite com o mesmo público, mesmas músicas, mesmo jovem, mesmo ho-
rário e mesmas roupas. Porém, quando o jovem chegava para convidar ele dava um leve toque no pulso. O resultado
foi surpreendente, 85% das garotas aceitaram dançar com ele.
Chamaremos este toque de “não-sexual” porém ele mostra poder, outros estudos feitos com trabalhadores e
seus respectivos chefes mostram que a colaboração não só aumenta surpreendentemente, como também a aprecia-
ção para a realização do pedido!

23 Curitiba, março de 2017


CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

LOOP HIPNÓTICO

O objetivo do loop hipnótico é um modelo da hipnose que ajuda-nos a fazer coisas legais acontecerem. Então
comece a ver o loop hipnótico como um conceito rápido e prático:
Imagine que você quer que alguém experimente uma realidade alterada. Você quer colar a mão desta pessoa em uma
mesa!
Para fazer isso você precisa envolver seus processos cognitivos para acreditar que sua mão está presa. Uma
vez que eles têm essa crença, a imaginação gera uma resposta fisiológica que simula a paralisia. Esta experiência de
paralisia se torna sua nova realidade subjetiva, que confirma ou mesmo reforça a crença inicial, e então ele cria loops
e volta circular. Os quatro elementos chave aqui são:
1- A Crença
2- A Imaginação
3- A Fisiologia
4- A Experiência
A Crença conduz a imaginação, que modifica a fisiologia, para criar uma experiência que confirma/reforça a
crença.
Um exemplo entrando pela crença seria este: A pessoa esta sentada em frente a você. Então você pergunta:
Você é Canhoto ou destro? (não importa a resposta) Coloque sua mão direita em cima da mesa, e a esquerda sobre sua
perna. Fixe seus olhos em um ponto em sua mão. Isso, muito bom, perceba a mesa sob sua mão, o toque na madeira
( ou vidro o material da mesa), perceba o calor no centro de sua mão, enquanto você ouve todos os sons a nossa vol-
ta, imagine uma cola bem forte colando sua mão na mesa, ( neste ponto toque nos dedos), é uma cola muito forte, e
agora lhe pergunto o que esta mais colado seus dedos ou sua mão? (Aqui normalmente a resposta é meus dedos) siga
sugestionando mais a respeito da força da cola e ela vai ir mudando a experiência da pessoa.
Você entrou no loop falando da crença e procurando modificá-la através da imaginação, o toque da mão sobre
a mesa é algo que está acontecendo por isto uma crença real na mente da pessoa, o calor está reforçando esta cren-
ça e abrindo espaço no inconsciente, (ele sabe o que está acontecendo então aceito que ele me direcione, é o que o
inconsciente acredita e aceita). Depois disto vamos para a outra parte do loop a imaginação, isto é simples, imagine
que ... (sugestione), neste caso, imagine uma cola bem forte colando sua mão na mesa. Assim vamos para a fisiologia
neste caso provocando um teste pelo sucesso: é uma cola muito forte, e agora lhe pergunto o que esta mais colado
seus dedos ou sua mão? Aqui entramos na fisiologia pois o mecanismo consciente vai testar e perceber o que esta mais
colado e ao mesmo tempo já entra na experiência pois está vivenciando o que está acontecendo.

SOBRECARREGANDO A MENTE

Já vimos que para conseguirmos um estado de credulidade e aceitação (transe), é necessário sobrecarrega a
mente consciente. E como fazemos isso? Através de: pesquisa transderivacional, confusão sensorial, Confusão mental
e estado de alerta ou perigo.

Pesquisa transderivacional
É quando temos que buscar no inconsciente alguma memória ou o significado de algo. Buscar informações no
inconsciente é um trabalho muito pesaroso para nossa mente, por isso as vezes ficamos irritados com pessoas que per-
guntam muito sobre nosso passado. Quando você usa de uma linguagem vaga, omitindo algumas informações como:
imagine em um carro bonito. Isso gera um trabalho pesado para a mente, porque você não pensará simplesmente num
carro bonito. Sua mente terá que buscar na memória qual tipo, cor, altura, aparência do carro que você acha bonito.
Isso gera uma sobrecarrega na mente consciente que acaba deixando de julgar a informação que vem a seguir: _ E en-
quanto você imagina isso... Você pode relaxar mais e mais. Se você continuar a acrescentar outras informações como:
um lugar bonito, onde você viu este carro... Você pode escolher: de dia ou de noite?.. Isso só aumenta a sobrecarrega,

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gerando o estado de transe, agora é só sugestionar.

Confusão sensorial
É quando há um troca constante de conscientização dos sentidos. Você já percebeu, que você embora sinta,
ouça e enxergue tudo ao mesmo tempo, você só pode tomar consciência de um sentido por vez? Tente ouvi o máximo
de sons possíveis enquanto tenta memorizar a seqüência de um jogo de baralho. É impossível!!! Nossa mente não
consegui isso por causa do seu limite de informações. Por isso quando você diz:_ Olhe para aquele ponto.. Concentre
nele... Enquanto isso ouça o som suave da minha voz... E sinta o ar entrando e saindo. Isso acaba gerando uma sobre-
carrega e a mente entra em transe, aceitando como verdade o que se diz:_ E você poderá sentir agora.. Suas pálpebras
mais pesadas. Passar pela visão primeiro e depois pela audição e por fim o tato, é o método mais eficaz.

Confusão mental
Como já foi dito, a mente consciente tem que entrar e sair da mente inconsciente em busca de memória e
significado das informações recebidas. Quando a informação é confusa e exige uma busca excessiva de significado, isso
causa uma sobrecarrega na mente. Muitas técnicas de PNL deslocam o pensamento para vários locais, e situações,
existe mesmo um vídeo onde um motorista engana um policial usando apenas confusão mental, veja https://www.
youtube.com/watch?v=ByrsmUKWYk4

Estado de alerta ou perigo


Está não é necessariamente uma técnica que cause sobrecarrega na mente consciente, na verdade
esta técnica a desliga totalmente por um instante de tempo. Como já dissemos o processo de reação da mente cons-
ciente é muito trabalhoso, por isso ele não pode ter uma reação instantânea. Todas as nossas reações instantâneas
são automáticas e são realizadas pelo inconsciente: o estender a mão quando algo esta caindo por exemplo. Por isso
em reações de sustos ou em situações onde algo estranho acontece repentinamente, o cérebro desliga o consciente e
deixa para o inconsciente resolver.

EXERCÍCIOS PRÁTICOS DO CURSO

Dedos Magnéticos, Mãos Coladas, Pés colados, Balão e Melancia, Bexiga de ar


Tipos de Pessoas (visual, auditiva, cinestésica)
Que tipo de pessoa você é? Visual, cinestésica ou auditiva?
É possível apresentar características de cada uma das dimensões, mas podemos nos identificar com alguma delas em
particular. Nossa forma de ser está muito relacionada aos nossos sentidos.
Como todos sabem, o ser humano dispõe de cinco sentidos que permitem nosso relacionamento com o mundo que
nos rodeia: olfato, paladar, tato, visão e audição. Mas, geralmente, cada um de nós utiliza um ou dois sentidos mais que
os outros para interagir com o meio e tirar dele informações. Que tal saber um pouco mais sobre quais são os sentidos
que se destacam em você?
Como você se relaciona com o mundo?
Uma teoria enunciada pela corrente da Programação Neurolinguística, nos diz que o mundo em que vivemos é perce-
bido de maneira diferente por cada pessoa. Cada um de nós o capta através desses sentidos, que utilizamos com mais
freqüência segundo nossa personalidade.
É uma perspectiva curiosa, que vale a pena considerar para que nos conheçamos um pouco melhor. É possível que você
mesmo utilize mais de um dos cinco sentidos, ou inclusive, dois deles com mais freqüência. É curioso saber que essa
perspectiva também tem a ver com nossa predominância cerebral, ou seja, existem pessoas que utilizam mais o lado
esquerdo do cérebro, por exemplo, e têm mais tendência a utilizarem a lógica e serem obsessivas por ordem.
Por sua vez, pessoas que utilizam mais o lado direito do cérebro são mais criativas, flexíveis e inovadoras. A psicologia
neuro lingüística se preocupa dessas áreas com a finalidade de averiguar como interpretamos as pessoas e o mundo

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que nos rodeia. Então, você quer saber qual é sua tendência natural? Vamos lá! Descubra se você é uma pessoa visual,
cinestésica ou auditiva.

1. Pessoas visuais
Você é aquele tipo de pessoa que quando lê ou estuda precisa de silencio absoluto? É muito comum, por
exemplo, que pessoas com maior predominância visual precisem de silencio quando querem se concentrar.
Algumas pessoas também gostam de colocar uma música enquanto dirigem, porque se sentem mais relaxadas, mas
quando querem procurar por uma rua ou um lugar específico precisem de mais atenção e então decidam desligar o
som para ficarem mais tranqüilas e concentradas.
São pessoas com muita energia e extremamente observadoras. Apreciam os detalhes das coisas e poucos as-
pectos lhes passam em branco. Na hora de memorizar sentem mais facilidade em se lembrarem de imagem, por isso
precisam de notas que funcionam como um pequeno apoio. Gostam de parques ou bosques para se sentirem relaxa-
das e presam muito pela tranquilidade.

2. Pessoas auditivas
Ou você é do tipo de pessoa que costuma expressar seus sentimentos em voz alta? As vezes os outros se sur-
preendem com essa curiosa mania, mas na realidade muitas pessoas são assim. Verbalizam, falam consigo mesmas e
assim, desabafam.
Também é comum que pessoas com um perfil auditivo gostem de escutar as outras pessoas, é assim, por
exemplo, que conseguem memorizar e reter mais informações: escutam as pessoas em voz alta, quase nunca escre-
vem.
Também são pessoas de personalidade muito expressiva e com grandes dotes de comunicação. Sabem se ex-
pressar muito bem e gostam de escutar aos demais. Nada lhes escapa, podem ser capazes de seguir uma conversa ao
mesmo tempo em que escutam uma música. Podem fazer várias coisas ao mesmo tempo, diferente daquelas pessoas
que são visuais, e que em alguns momentos é difícil se concentrarem caso haja muitos estímulos no ambiente.

3. Pessoas cinestésicas
Quais são seus hobbies? Gosta de trabalhos manuais? Cozinhar? Construir coisas com as mãos? Trabalhar ao
ar livre? Manter um jardim bonito, cultivar, fazer as coisas crescerem com as mãos? É daquelas pessoas que gostam de
praticar esportes? É provável é que você seja uma pessoa cinestésica.
A psicologia neurolinguística demonstra que pessoas cinestésicas, apesar de serem tranquilas, têm um gosto
especial por emoções e tudo aquilo que esteja relacionado com coisas físicas e manuais. São pessoas que gostam de
experimentar coisas sozinhas, antes de contá-las aos outros.
Sua expressividade se traduz no gosto por abraçar, acariciar e inclusive comer. São pessoas de intimidade que,
geralmente, não costumam ter muito interesse em captar detalhes do que as rodeia como são as pessoas visuais, por
exemplo. São mais espontâneas e menos introspectivas ou observadoras.
Podemos concluir dizendo que é possível que apresentemos uma porcentagem de cada uma dessas dimen-
sões. Isso é normal, mas o mais certo é que cada um se identifique mais com alguma delas. As visuais são, por exemplo,
um pouco mais relaxadas do que as auditivas ou as cinestésicas. Porém, as cinestésicas são um pouco mais inquietas e
menos reflexivas.
Está claro que todos dispomos de algumas pinceladas de cada característica, mas o interessante dentro da
perspectiva da psicologia neurolinguística é que nos oferece um prisma de como entendemos a realidade que nos
cerca.
E, como é possível perceber, essas características estão ao mesmo tempo relacionadas com nossa personali-
dade, se somos mais tranqüilos ou mais nervosos, mais reflexivos ou irreflexivos, se gostamos de nos comunicar ou se
somos mais observadores, ou ainda, algo introspectivos.
Nossa forma de ser está intimamente ligada aos nossos sentidos, ao prazer de ver, tocar, experimentar, de nos
comunicarmos.

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PESSOAS QUE NÃO ACEITAM E QUEREM SER HIPNOTIZADAS

Pessoas difíceis de hipnotizar são resistentes e é preciso saber como lidar com elas.
É a máxima que veementemente algumas pessoas afirmam diante do Hipnólogo. Pessoas difíceis de hipnotizar
ostentam o título de resistentes, jamais se submeteriam à hipnose, pois segundo elas, o hipnotismo só funciona com
mentes fracas.
Esse tipo de pessoa até aceita experimentar uma sessão de hipnose, mas internamente discorda de tudo o que
o Hipnólogo fala, logo elas não entram em transe e orgulhosamente dizem “Você não consegue me hipnotizar”.
Eu particularmente, quando lido com esse tipo de provocação, apenas respondo retornando as palavras em
direção ao sujeito, digo: “Desconheço alguém que acha que não consegue fazer algo, terminar fazendo com sucesso”
(note que mudei o sentido do que ele falou, raramente ele vai perceber). Afinal se o Hipnólogo aplica corretamente a
técnica e o indivíduo resiste internamente, mesmo tendo concordado em se concentrar, a culpa é dele e não do Hip-
nólogo.
A idéia ao lidar pessoas difíceis de hipnotizar (principalmente no hipno entretenimento), é atribuir a elas
responsabilidade fundamental no processo, lembrá-las que toda hipnose é essencialmente auto-hipnose e que na
verdade o Hipnólogo é apenas um operador, quem faz o show é o sujeito e que se ele não conseguir entrar em transe
naquele momento, não deve ficar triste, pois em outra oportunidade quem sabe esteja mais sensível à sugestão hip-
nótica.
Outra coisa que as pessoas dizem muito é “Nessa eu não caio, você não vai me pegar” e eu prontamente
respondo que hipnose não é pegadinha para você cair sem saber, o processo é uma parceria entre Hipnólogo e sujeito
para a obtenção da experiência hipnótica, que no entretenimento deve visar o bem estar tanto do sujeito hipnotizado
quanto de quem assiste a apresentação.
Eu tenho um amigo que falhou em ser hipnotizado por mim uma vez (veja como coloco as palavras), mas tudo
bem, eu o confortei dizendo que quando ele se sentisse pronto, era só pedir que eu o hipnotizaria.
Alguns dias depois eu estava fazendo hipnose com algumas pessoas e ele vendo que elas estavam se divertin-
do, quis participar, me pediu para hipnotizá-lo e prometeu que dessa vez se concentraria melhor, foi dito e feito! Ele
conseguiu entrar em transe!
Fiz várias rotinas com ele e o mandei para casa muito feliz por ter tido sucesso em ser hipnotizado por mim.
Você entende como é eficaz responsabilizar o sujeito pelo êxito da indução ao invés de se auto proclamar um Charles
Xavier do X-men? Agir assim evita a quebra do Rapport e incentiva o voluntário a cooperar de verdade com o processo.
Outro ponto que merece especial atenção é o fato de alguns desses sujeitos resistentes desejarem honestamente ser
hipnotizados, entretanto sentem enorme dificuldade em responder aos comandos autoritários das induções instantâ-
neas, isso acontece porque alguns deles são filhos de pais autoritários ou foram vítimas de autoritarismo por parte de
alguém em algum momento da vida (possivelmente na infância), daí desenvolveram um bloqueio instantâneo contra
qualquer tentativa externa de controle, eles inconscientemente fazem o contrário para demonstrar que estão no co-
mando da situação.
Então, como lidar com esses sujeitos? O segredo mais uma vez é atribuir a responsabilidade a eles e usar uma
linguagem permissiva, livre de ordens diretas, ao mesmo tempo em que aplica uma indução mais lenta como o relaxa-
mento progressivo ou mesmo a indução rápida de Dave Elman.
O objetivo é fazer o resistente se conduzir ao transe, já que ele não resistirá a si mesmo.

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A HORA DE FALAR “DURMA”

Muita gente me pergunta, qual a hora de falar “Durma”, bom já fiz inúmeras induções, tanto as de Dave Elman
quanto as de quebra de padrão ou Arm Pull, existem muitas variações da hora certa de falar durma, já vi diversas pes-
soas me olhando depois que eu falo durma, com os olhos arregalados e mesmo assim entrando no transe imediata-
mente.
Já vi também pessoas querendo voltar do transe, depois do cérebro aceitar a palavra DURMA, e vi muitas pes-
soas simplesmente tomando um baita susto.
Agora, a hora mais comum pra falar o durma, em quebra de padrão ou no Arm Pull é quando dá um branco
no cérebro, quando você desequilibra ou faz algo inesperado, em uma parte de segundo a pessoa fica com a mente
totalmente limpa, sai o senso crítico e o subconsciente fica exposto, segundo estudos, o primeiro comando que você
der, ele aceita.
Nas minhas induções, sempre testo quebra de padrão antes de qualquer outra indução, só assim saberei se ela
entra logo em transe ou se farei outro tipo de indução.

Como falar o DURMA

Dave Elman dizia que tem que ser autoritário e paterno. Não como sua mãe dizia, mas sim com seu pai, mais
direto, mais firme, e com a certeza de que o hipnotizado vai dormir.

O que é signo-sinal

Todos os hipnotizadores sabem que para induzir um sujeito ao transe formal, quase sempre é necessário se-
guir todos os passos, mas o que deixa alguns hipnotistas iniciantes com uma pulga atrás da orelha é a dúvida sobre a
possibilidade de induzir alguém pela segunda vez mesmo depois de muito tempo com apenas um estalar de dedos ou
falando a palavra “durma”.
Sim, isso é fácil de fazer e o nome do processo é Signo Sinal e trata simplesmente de uma sugestão pós-hipnó-
tica que diz ao sujeito que mesmo com os olhos abertos, quando o hipnotizador disser a palavra DURMA, ele irá fechar
os olhos e voltará ao estado de transe hipnótico.
O signo-sinal pode ser qualquer coisa, um toque na testa, estalar de dedos, bater de palmas, mensagem de
texto no celular ou qualquer palavra maluca que você quiser inventar.
O importante é que fique claro para o sujeito que “Toda vez que eu disser/fizer tal palavra/ação, você irá fechar
os seus olhos e relaxar profundamente”.
O tempo em que um signo sinal pode ficar instalado é indefinido, depende de pessoa para pessoa e também
do tipo de sugestão utilizado. Você pode induzir alguém hoje, instalar o signo sinal e daqui a 10 anos ativar e a pessoa
voltar ao transe facilmente se ela gostar de ser hipnotizada por você.
Algo que você deve levar em consideração é que se o sujeito sentir-se constrangido ou ameaçado com o signo
sinal, ele poderá bloquear a sugestão e não vai mais responder ao comando.
Já hipnotizei algumas pessoas e na instalação do signo sinal, disse “todas as vezes que eu bater palmas, você
vai dar 3 pulinhos” e a pessoa sentiu-se constrangida com a sugestão, resistiu e apesar do forte desejo de executar o
comando, não fez.

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MAIS ALGUMAS DICAS SOBRE HIPNOSE

A hipnose é formada por duas partes: indução e sugestão.


A Indução é como tudo acontece, para induzir alguém ao transe hipnótico é necessário criar: crença + expec-
tativa + desvio intencional da atenção.

Crença

É necessário que a pessoa que você for hipnotiza confie em você ou pelo menos acredite que você é capaz
disso. Você pode criar uma crença através:
1. rapport, é uma ligação inconsciente que alguém cria com você . É uma técnica da PNL. Pesquise na internet a res-
peito disso.
2. Fama: se você já hipnotizou alguém, sua própria fama já gera uma confiança quase que automática.
3. Demonstração: se você não tem fama, então é melhor criar uma, mas como? Através da pseudo hipnose. São aque-
les teste de sugestionalidade feito por hipnologos, tipo: dedos grudados, olhos colados, braços que levantam ou braços
duros. Estes efeitos acontecem como uma resposta fisiológica. Peça alguém para esticar o braço e pensar que ele está
duro, automaticamente ele vai ficar, ai basta você fazer todo aquele teatro que os hipnologos fazem.

Expectativa

Para que alguém entre em transe é necessário que ele esteja esperando algo e quanto maior for a expectativa
mais facilmente o transe inicia. Mas como gerar expectativa? É muito fácil, basta deixar a pessoa curiosa. Diga o que é
a hipnose e fale um pouco do que vai acontecer com ela, pronto!

Desvio intencional da atenção : O transe é um estado em que a pessoa está concentrada em seus pensamentos. Sem-
pre que você tira a pessoa do seu mundo exterior e leva para os interior, isso gera um transe. E como fazer isso?
1. Imaginação: pedir para a pessoa fechar os olhos e pensar em algo faz com que ela focalize o interior e entre em
transe. O truque esta em ser vago. Não diga para a pessoa pensar em uma laranjeira, diga para pensar numa árvore de
um fruto que goste e enquanto ela pensa nisso relaxa mais e mais. 95% das pessoas respondem bem a esta técnica.
2. Respiração: quando alguém concentra na respiração isso faz o corpo relaxa e a mente entra em transe naturalmente.
Diga: enquanto você concentra em sua respiração, você pode sentir seu corpo relaxado. 70% das pessoas respondem
bem a esta técnica.
3. Pergunta: pergunte sobre lugares, isto faz a pessoa ter que buscar na memória a resposta, indo assim para o interior.
Imagine agora no lugar mais bonito que você queira viajar... E enquanto você pensa nisso.. Sua respiração fica mais
lenta e tranqüila. 30% das pessoas respondem bem a esta técnica.

Induções

Se você quiser mesmo ser um bom Hipnólogo, você precisa ter um bom arsenal de técnicas , para que, você
use cada uma na situação mais apropriada. Para isso você precisa separar as induções por classes, assim fica mais fácil
você recordar das várias induções que você for acumulando com a experiência. As classes de induções são: imaginá-
rias, sensitivas e paternais ou autoritárias

Induções Imaginárias

São todas as induções que usam a imaginação para gerar o estado de transe ( são as minhas preferidas). Existe
alguns elementos deste tipo de indução que são:
Palavras sugestivas
Use as palavras para estimular a mente da pessoa a criar imagens, sons ou sensações. Palavras como: imagine,
recorde, lembre, etc. Só de usar estas palavras a mente já começa a trabalhar.

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Linguagem vaga
Este é o segredo deste tipo de indução. Você não pode ser específico ao pedir para a pessoa imaginar, porque
se ela não quiser imaginar o que você esta sugerindo você não vai conseguir gerar o transe. Deixe que ele escolha o que
imaginar. Tipo:_ imagine em um lugar tranqüilo... com um cheiro agradável... Tão agradável... que chega a fazer você
inspirar mais profundo... Sinta sua respiração mais profunda!!! Aposto que você inspirou fundo agora não é?.
Comando simples
Você não precisa ficar “enchendo lingüiça” quando for usar esta técnica. Basta algumas frases simples para
gerar o transe :_Imagine uma praia.. A areia branca.. E um objeto bonito e colorido na areia. Pronto, você já tem um
transe aqui. Eficaz com 80 % das pessoas.

Induções sensitivas

São aquelas Induções que usam dos sentidos: visão, audição e tato; para gerar um estado de transe. Os ele-
mentos são:
Acompanhar e guiar
Neste tipo de indução deve-se acompanhar a experiência exterior da pessoa, passando de um sentido para
o outro ( visão, audição e tato.. nesta ordem você consegue maximizar o efeito do transe ) e depois guiá-la para o
interior: _ enquanto você esta ai sentado.. Olhando para um ponto.. E ouvindo minha voz.. Você provavelmente já
está sentindo o peso do seu corpo sobre o sofá.. E logo você perceberá... Sua respiração ficando mais profunda.. Mais
profunda!!! Use palavras de transição como: “ enquanto”, “ e”, “ a medida que”, etc.. Para passar de um sentido para o
outro. Assim você mantém a mente consciente ocupada e a faz acreditar que sua sugestão esta realmente acontecen-
do: “ sua respiração ficando mais profunda”.
Concentração e repetição
Usar o sentido para concentrar em algo continuo e monótono acaba cansando a mente consciente e leva a
interiorização: _ Olhe para o balanço... Subindo e descendo.. Subindo e descendo.. Isto gera uma sensação de relaxa-
mento em você, não é?.. Subindo e descendo... Subindo e descendo. Eficaz com 70 % das pessoas.

Induções autoritárias ou paternais

Usadas em induções rápidas, você usa de uma ordem em tom autoritário para gerar o transe. Eficaz com 30 %
a 60 % das pessoas, dependendo da técnica.

Indução de Dave Elman

Colocarei aqui a indução que o Alberto Dell’Isola faz, achei muito didática e muito completa, esta indução não
tem variações e é feita exatamente na seqüência que ele faz, claro que como ele é um mineiro algumas palavras fala-
remos diferente, entretanto o que importa é a seqüência de relaxamento, veja abaixo literalmente a indução de Dave
Elman pelo Alberto:
> Feche os olhos
> Respire bem profundamente
> Relaxe cada vez mais a ponto de permitir que todos os seus músculos ao redor do seus olhos, e responsáveis pelo
funcionamento dos seus olhos, relaxem cada vez mais, e eles fiquem cada vez mais colado, cada vez mais colado, preso
Como naquele dia em que você estava deitado na sua cama e você não precisava acordar cedo, apesar de já estar des-
perto, você continuava com os olhos fechados ouvindo tudo ao seu redor, você sabia, como sabe agora, que se tentasse
poderia abrir a qualquer momento, mas prefere simplesmente relaxar completamente. Você agora vai se entregar a
este relaxamento e permitir que estes olhos fiquem simplesmente fechados, e que estes músculos simplesmente pa-
rem de funcionar para permitir este relaxamento. E você, depois que eu instalar meus dedos vai fazer um teste : Uma
experiência de tentar abrir os olhos, mas o seu relaxamento é tão grande, que você simplesmente não vai conseguir
Vai relaxando cada vez mais (estalo)
> A partir de agora relaxe, e se concentre neste relaxamento e tenta mas não consegue por causa do relaxamento.
No seu tempo, Vai relaxando, cada vez mais; Pode testar mais uma vez, seus olhos estão completamente colados... isso

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

Pronto não precisa testar mais.


> Em algum momento agora eu vou pedir pra você abrir os olhos, mas todas as vezes que você abrir e fechar os olhos
você afunda cada 10 vezes mais no seu relaxamento
> Abra os olhos.... Feche os olhos e afunde 10 vezes mais no seu relaxamento,.... 10 vezes mais relaxada..... Cada vez
mais relaxado....Cada vez mais profundo.....Vai relaxando cada vez mais.....No momento que eu tocar seu pulso, você
vai relaxar 10 vezes mais.....Vai ser como um pano molhado.....Você não precisa me ajudar....Deixa que eu sustento sua
mão....No momento que sua mão cai, você aprofunda mais ainda neste relaxamento....10 x mais profundo.....10 x mais
relaxado....Vou fazer isto outra vez (volta)...Este é um relaxamento que você ainda não teve a chance de experimentar
(toque, na mão) Bem mais profundo, (levanta a mão) Bem mais relaxado....E quando cai você afunda dez vezes mais
10x mais profundo, 10x mais relaxado....Agora em algum instante, vou pedir pra você fazer uma contagem regressiva
de 100 até 1....e a cada número você relaxa cada vez mais....E quando você relaxa, estes números começam a sumir
Eles não são importantes, o importante é você se deixar relaxar...100, pode contar comigo, 99 vai sumindo, Relaxando
98.........Quando os números já não importarem mais, e estiverem sumido, balance a sua cabeça.
Já sumiram ? , Muito bem, Você relaxa cada vez mais....Se sentindo cada vez mais relaxado e calmo (fim)

Nas minhas induções tento seguir uma seqüência lógica, sem complicar muito, muitas pessoas são mais visu-
ais, outras mais auditivas ou sinestésicas, eu tento ver isto antes e ajustar a indução ao tipo que a pessoa está naquele
momento.

Indução de Richard Bandler/ Handshake

A rotina de Richard Bandler não envolve instruções prévias. Após estabelecer o rapport com o sujeito, o hip-
notista convida o convida para participar de alguma rotina hipnótica. No momento em que o sujeito chega bem perto,
o hipnotista simula que deseja apertar a mão do sujeito, como se fosse agradecer ao sujeito por ter se voluntariado a
participar do processo. As mãos chegam a se encostar por uma fração de segundo, como se o aperto de mão realmente
acontecer. No entanto, o ritual de apertar as mãos é interrompido e o roteiro abaixo se inicia.

Segue um exemplo de roteiro:


[Assim que sua mão tocar a mão do sujeito e o ritual do aperto de mão tiver iniciado, gentilmente, eleve a mão do
sujeito, como se interrompesse o ritual do aperto de mão, deixando-a pouco acima do rosto do sujeito. Dê um passo
ao lado, ficando ao lado do sujeito, como se também assistisse ao processo. Em seguida, diga]
-Concentre-se apenas nesse ponto.
[aponte um ponto específico na mão do sujeito e continue]
-Enquanto você se concentra nesse ponto, seus olhos vão ficando cansados... e essa mão vai se aproximando do seu
rosto...
[Frequentemente, fazemos algum tipo de distanciamento entre o sujeito e sua própria mão. Ou seja, é melhor falarmos
“essa mão vai se aproximando...” do que falarmos “sua mão vai se aproximando...”]
-Isso... enquanto ela se aproxima, seus olhos ficam ainda mais cansados... e começam a piscar... mais e mais... e você
vai perdendo o foco...
[acompanhe e conduza cada pequeno movimento da mão ou dos olhos do sujeito do sujeito. Se desejar, empurre leve-
mente a mão do sujeito em direção ao seu rosto. É comum os hipnotistas utilizarem a mão que está livre[ para facilitar
a perda de foco. Isso é feito passando-se essa mão, aberta, com os dedos juntos, de cima para baixo e de baixo para
cima, à frente dos olhos do sujeito. Esse movimento auxilia o sujeito a perder o foco cada vez mais]
-E vai relaxando mais e mais, se sentindo muito bem...
[Se o sujeito der muitos sinais fisiológicos de que está entrando em transe, simplesmente diga “Isso... feche os olhos...
e DURMA”. Se você já tiver hipnotizado o sujeito em outra ocasião, bastará dizer o DURMA e ele entrará automatica-
mente em transe. Alguns sujeitos um pouco mais resistentes, podem demorar a responder à sugestão da aproximação
entre a cabeça e a mão do sujeito. Nesses casos, você dizer: “Essa mão continua sendo atraída pela sua cabeça. No
entanto, ela pode ir lentamente, no seu tempo...”. ao menor sinal de movimentação da mão em direção à cabeça,
acompanhe e conduza. Se o sujeito for extremamente resistente, você pode simplesmente dizer: “Isso... agora, feche
os olhos e imagine...” já encaixe outra indução hipnótica diferente. Lembre-se: o sujeito provavelmente nunca foi hip-

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notizado antes e não perceberá sua mudança de planos. Após a indução, faça o aprofundamento de sua escolha]

Induções Rápidas

Indução rápida é toda a técnica que se aproveita de um momento de desorientação da mente para gerar um
transe hipnótico. Esta técnica se classifica em três grupos: confusão, quebra de padrão e conflito de autoridade ou
susto.

Técnica de confusão
É toda a técnica que usa da linguagem para causar uma confusão no processo mental. A mente quando confusa não
sabe o que fazer e acaba aceitando sugestões para sair da confusão. Os elementos da hipnose por confusão são:
Desvio intencional da atenção
Geralmente tira - se a pessoa de algo que está fazendo e desvia sua atenção para os pensamentos com uma
pergunta. Onde é a farmácia?
Confusão Mental
Usa- se de um falar confuso e de difícil entendimento para distrair a mente crítica da pessoa como:
Assunto opostos : inconsciente e consciente, direta e esquerda, ontem e amanhã, etc.
Histórias : contar uma história e mudar para outra, falando de modo rápido.
Negativa: use o não três vezes na mesma frase, isso deixa a mente bem confusa.
Para ampliar a confusão, você pode perguntar ao final de cada técnica:_ Isso deixa você confuso, não?
Sugestão
Logo após a confusão, usa- se uma sugestão simples e direta: _ me dá o relógio. Esta técnica não é uma mágica
e tem sucesso em 30% das pessoas.

Técnica da Quebra de padrão


É toda a técnica que usa do interrompimento de algum Padrão automático da nossa mente. Os elementos são:
Interrompimento
Observe algum padrão automático de uma pessoa ( aperto de mão, levar algo na boca, pegar algo que esta
caindo, etc..) e interrompa este padrão de maneira sutil, não permitindo que se complete.
Sugestão
Imediatamente após a quebra de padrão, dê um sugestão curta e simples, com uma voz autoritária: DURMA!!!
Aprofundamento
Imediatamente após a sugestão, já se deve começar o aprofundamento do transe para evitar que a mente
recobre da confusão. Esta técnica é eficiente em 70% das pessoas, chegando a 100% naqueles que fizeram testes de
sugestionabilidade.

Técnica de Conflito de autoridade ou susto


É toda técnica que surpreende o indivíduo com algo inesperado, gerando um susto, seguido de uma ordem em
tom autoritário. Os elementos são:
Permissividade
Dê 3 comandos simples para que ele acostume seguir suas ordens e criar expectativa:_ chega para o lado, junte
os pés, olhe para mim.
Susto
Faça algo inesperado e que gere um forte impacto na pessoa ( puxe o braço, dê um toque na testa, etc.. )
Após o susto, seja rápido e dê uma ordem direta e com autoridade, como seu pai fazia:_DURMA!!!

Técnica de ARM PULL


1ª Fase — Pré-Indução;
Certifique-se de que exista EMPATIA (Rapport).
Certifique-se de criar EXPECTATIVA.
2ª Fase — Permissividade;

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

Acostume a pessoa a seguir seus comandos. É só pedir para que ela faça, no mínimo, três coisas, por exemplo:
Dê um passo para frente. Junte os pés. Solte os ombros.
3ª Fase — Indução;
Coloque-se na frente da pessoa e diga: “Olhe nos meus olhos”, enquanto segura um dos braços dela.
Vá balançando o braço do sujeito dizendo: “Relaxe os braço... Isso... Relaxe mais...”
Fique em silêncio por cerca de 5 segundos e, de repente, puxe o braço para baixo sugestionando de forma AUTORITÁ-
RIA: DURMA!
4ª Fase — Aprofundamento;
Aprofunde o mais rápido possível.
“Eu vou contar de dez a um e a cada número que eu contar o sono é mais e mais profundo...”
Indução por Contagem
Este é um método simples que usa a contagem para induzir ao transe.
Primeiramente peça para fechar os olhos e diga:
_ Vou contar de 10 a 1. E você concentre apenas na minha voz.
_ 10... Imagine você sentado... Em um lugar calmo tranqüilo.
_ 9... E enquanto você esta neste lugar... Olhe para os objetos a sua volta... No tamanho... No formato
_ 8... E ouça o som ao seu redor.. Da minha voz.. Os sons pertos... E os longes
_ 7... E sinta o mover do seu corpo enquanto respira... Sinta a temperatura do ar na sua pele.
_ 6... E enquanto você sente a temperatura do ar na sua pele... Pode imaginar uma energia tomando todo seu corpo...
Passando em cada membro.
_ 5... E enquanto você imagina isto... Você pode deixar todos os seus músculos relaxados.. Moles como um pano mo-
lhado.
_ 4... Respire normalmente.. Deixe o ar entrar e sair naturalmente.
_ 3... E esqueça tudo ao seu redor... E concentre apenas na minha voz.
_ 2... Eu vou dizer a palavra agora.. Quando você ouvir esta palavra... Vai abrir os olhos se sentindo motivado e alegre...
Muito feliz.
_ 1... Agora!!!

TESTES DE SUGESTIONABILIDADE

Transe é um estado de interiorização da nossa mente. Sempre que nos voltamos para os pensamentos, entra-
mos em transe. Na verdade entramos e saímos em transe várias vezes por dia. Por isso 98% da população pode entrar
em transe, só que alguns levam 20 minutos para entrar em transe, outros levam 1 minuto. O objetivo dos testes de
sugestionabilidade é descobrir quem são os que vão levar menos tempo para entrar em transe hipnótico.
O objetivo dos testes são identificar quem tem ou consegue:

Capacidade de imaginação

Todos temos capacidade de imaginação, mas em alguns momentos estamos mais criativos e somos mais capa-
zes de imaginarmos coisas mais detalhadas, é neste momento que temos mais facilidade para entrar em transe. Quan-
do digo: Imagine uma cola descendo entre seus dedos e colando... Somente aqueles que imaginarem a cola realmente,
a ponto de sentir, é que vão ficar colados mesmo.

Seguir ordens simples

A pessoa precisa estar disposta a seguir ordens para entrar rapidamente em transe. Se a pessoa não te obede-
cer , você pode tentar até a melhor das técnicas que será quase impossível que ela seja hipnotizada.

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Querer ser hipnotizado

Toda a hipnose é na verdade uma auto hipnose. Na verdade você esta instruindo alguém para que ela mesma
faça uma auto hipnose nela. Por isso se a pessoa não quer ou se falta nela a curiosidade, você vai precisar de muito
tempo para quebrar a resistência dela.

Fórmula final
Então somente aqueles com capacidade alta de imaginação + facilidade para obedecer ordens + com vontade ou curio-
sidade para saber o que é o transe, é que gastarão menos tempo para entrar em transe e entrarão em transe profundo
mais rápido.

Script mãos coladas

Aqui esta um script para mãos coladas. Junte um grupo de 5 pessoas e escolha para uma demonstração aque-
les que ficarem com as mãos mais tempo coladas. Peça que entrelace os dedos de uma mão na outra e estique os
braços. Peça que feche os olhos e diga:
Imagine agora... Uma cola sendo derramada em suas mãos... Imagine que esta cola esta entrando entre seus dedos...
E que ela secou.. E que você está tentando separar suas mãos.. Mas quanto mais você tenta... Mais coladas ficam..
Imagine isso... que você está tentando separar suas mãos.. Mas quanto mais você tenta... Mais coladas ficam.. Vou
contar até 5.. E a cada número seus dedos ficam mais colados... E quando eu acabar a contagem... Você vai continuar
tentando separar as mãos... Mas não vai conseguir... 1... 2.. 3... 4... 5... Tenta separar as mãos e não consegui... Quanto
mais você tenta.. Mais coladas fica.
O objetivo aqui não é colar as mãos e sim descobrir os mais sugestionáveis, geralmente são os que demoram
mais para separar os dedos.

MANUAL RÁPIDO DE HIPNOSE DE PALCO

Para aqueles que desejam usar a hipnose como show ou para divertimento, deixarei aqui um roteiro rápido
para que você não fique perdido sem saber o que fazer. O passo a passo é:

Forme um bom grupo

Convide um grupo de 10 a 20 pessoas. Num grupo como este provavelmente você encontrará cerca de 4 a 5
pessoas altamente sugestionáveis e esta quantidade já é suficiente.

Pré Talk

É agora que você deve vender bem o seu peixe. Explique um pouco sobre hipnose, fale coisas sobre o cons-
ciente e inconsciente, sobre o que é o transe, isso irá gerar uma expectativa e isso é muito bom. Passe muita confiança
nesta hora.

Teste sugestionabilidade

É aqui onde o segredo começa. O objetivo dos testes é descobrir aqueles que realmente querem passar por
uma experiência hipnótica. Assim, se você usar o teste dos dedos colados por exemplo, aqueles que descolarem os
dedos por último ou que ficar com eles colados, inevitavelmente irão entrar em transe rapidamente e bem profundo.

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

Primeira indução

Aqui onde a maioria dos iniciantes ficam com medo, porque não sabem se o sujeito vai aceitar a primeira
indução ou pesam que algo pode dá errado. Não vai!!! Pelo simples fato de aqueles que você escolheu no teste de
sugestionabilidade já estarem em transe leve. Na verdade o testes geram um transe leve nas pessoas e por isso ficam
com as mãos coladas, seu papel agora é só aprofundar este transe. Eu sugiro que o primeiro voluntário, você utilize
uma indução rápida ( embora qualquer técnica aqui irá causar um efeito por causa do transe), para assim causar mais
expectativa nos demais.

Primeira sugestão

As pessoas as vezes me perguntam com qual sugestão começar, eu respondo :_ Com a mais eficiente. Diga:_
vou contar até 3 e vou falar a palavra agora.. Quando você ouvir esta palavra vai abrir os olhos sentindo bem e tranqüi-
lo... Mas quando eu tocar em seu rosto... Você irá fechar os olhos.. E entrará em transe.. 10 vezes mais profundo que
este agora.
Escolho esta por um motivo simples, quanto mais a pessoa entra e sai em transe, mais profundo será o próxi-
mo transe. Assim já previno que no próximo transe, o sujeito vai estar pronto para algo mais complexo.
Sugestões fáceis
As próximas sugestões podem ser aquelas mais fáceis, tipo: colados ( no chão, cadeira, etc.. ), duro (pernas,
braços, etc..) e pesados ( objetos). Assim você já prepara o sujeito para sugestões mais complexas.

Outras sugestões

Nesta altura do campeonato o sujeito já vai estar em transe muito profundo. Agora você pode começar com
alucinações, incorporações, amnésia, etc.

Término

Acabe sempre sugerindo aos sujeitos sentimentos bons, como paz, tranquilidade, etc.. Assim você faz um bom
show e os participantes saem satisfeitos.

DESPERTANDO COMPORTAMENTOS

Descobri com a experiência que a auto hipnose não é só ferramenta para relaxar ou para ajudar a dormir. É
possível despertar comportamentos através desta técnica maravilhosa. Para fazer isso devemos seguir os seguintes
passos:

Defina o que quer


O que você quer? É confiança, determinação, coragem, alegria, paz... Defina o que você esta precisando pri-
meiramente.

O transe
Entre em transe, pode ser bem leve. Se você não tem experiência ou não sabe como fazer, acesse este tópico.
hipnoseparainiciantes2.blogspot.com.br/2014/08/curso-rapido-de-hipnose-parte-2auto.html

Zona de mudança

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Após entrar em transe, se imagine em um lugar tranqüilo e neste lugar imagine um círculo pequeno no chão.
Entre neste círculo.

Evocação
Dentro do círculo, comece a recordar de um momento em que você sentia aquele comportamento ou senti-
mento que você esta precisando. Se você não consegui recordar de algum momento assim pode lembra de alguém que
você conheça e que seja assim, pode ser alguém fictício mesmo.

Ancoragem
Quando você estiver sentindo este comportamento ou sentimento de forma bem clara, ancore com algum
movimento (dedos esfregando um no outro), vivifique mais a imagem, aumente o tamanho, a cor, etc. Escolha uma
ancora para você ativar este sentimento quando quiser, escolha algo bem discreto.

Quebre o estado
Depois de ter feito todos os passos acima, ainda na sua mente, sai de dentro do círculo e imagine em outra
coisa e fique neste lugar por uns 5 segundos. ( eu pessoalmente, gosto de me imaginar numa praia, olhando um objeto
colorido na areia). O objetivo disso é dar tempo para o inconsciente assimilar o processo anterior.

Repetições
Depois que você quebrar o estado, volte para o círculo e repita todo o processo mais duas vezes. Segundo es-
tudiosos, tudo que se repete por 3 vezes diante de nós, cria uma impressão no inconsciente. Diga : _ Ema, Ema, Ema
Qual o nome da clara do ovo? Mesmo você sabendo que é clara, inevitavelmente você pensou em gema.

Ponte para o futuro


Depois volte para o lugar, entre em transe e imagine em uma situação no futuro que você vai precisar do senti-
mento ou comportamento que você evocou antes. E quando você vê que você esta precisando deste comportamento,
ative a ancora e você verá se agindo como queria agir. Esta ponte para o futuro é uma espécie de treinamento. Repita
ela várias vezes e verá que quando estiver em uma situação difícil, inevitavelmente agirá como você treinou.
Despertando a confiança
Depois que estiver entrado em transe e aprofundado ( se você não sabe como fazer me fale que te ajudo). Você
vai fazer assim: Imagine você agora em pé... Dentro de um círculo desenhado no chão... E agora pode recordar de um
momento em que foi muito confiante ... Muito confiante... Sem medo, sem dúvida... (quando você começa a recordar
deste momento, aumente a imagem em sua imaginação, faça as cores ficar mais vivas e enquanto isso esfregue o
dedão no dedo indicador e diga) ... E agora pode sentir que Quanto mais esfrega o dedo um no outro.. Mais confiante
fica... Mais confiante... Mais confiante... ( assim que você passa um tempo neste estado, pare de esfregar os dedos e
diga) ... Agora vou sair do círculo e me imaginar em um lugar calmo... ( fique um pouco de tempo neste lugar e volte ao
círculo e repita todo o processo mais 2 vezes).

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CONSTELAÇÃO HIPNÓTICA

Vários sinais de que o paciente está sob transe, podem ser observados pelo terapeuta são eles:
• Musculatura do rosto relaxada;
• A boca abre naturalmente;
• A simetria facial aumenta;
• Mioclonias súbitas;
• Crescimento do lábio inferior;
• Respiração modificada ;
• Cor da pele modifica - rubor;
• Suor em maior quantidade;
• Mãos mais quentes e rosadas ;
• Contração das pupilas - miose;
• Olhos fora de foco;
• Olhos revirando para dentro da cabeça.;
• Alvoroçar das pálpebras e REM
• Tremores antes da levitação de um braço;
• Levitação - normal e invertida;
• Catalepsia ;
• Calor induzido ;
• Respostas ideomotoras;
• Fenômenos paranormais outros;
• Alucinações positivas e negativas;
• Representações mentais - visuais , auditivas e cinestésicas;
• Sensações específicas - corpo aumentando de volume etc.;
• Rememorações espontâneas, premonições;

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INSÔNIA: CURA PELA HIPNOSE DINÂMICA

Cerca de 30% da população mundial sofre de insônia, porém existem alguns estágios do processo do sono
que vão do bem leve ao mais profundo, e os mesmos se alternam em ciclos. Nesse ciclo são vividos todos os estágios
chamados de NREM (no rapid eye moviment), intercalados com momentos de sono REM (rapid eye moviment). O ciclo
completo tem a duração de aproximadamente duas horas, e é repetido ao longo do sono 3 ou 4 vezes. O sono NREM
é caracterizado pela diminuição das funções fisiológicas ao mínimo, com movimentos do corpo na passagem de uma
fase para outra. O sono REM é caracterizado por uma ativação cerebral e por movimentos oculares rápidos, e o corpo
permanece imóvel nesta fase.
Quantas horas devemos dormir diariamente para ter um bom descanso?
Não há uma quantidade exata de horas que devemos dormir, e isso varia de pessoa para pessoa, de acordo
com a faixa etária. Os recém-nascidos chegam a dormir mais de 20 horas, enquanto o idoso, em geral, dorme pouco.
Alguns indivíduos precisam dormir de 6 a 8 horas, outros se sentem mal se não tiverem 10 horas de sono. Mas o que
se sabe é que dormir bastante não significa dormir bem. O importante não é tanto a quantidade de horas dormidas,
mas sim a qualidade do sono que permite ao indivíduo se sentir bem-disposto e regenerado física e emocionalmente.

Distúrbios do sono
Muitos são os problemas que podem ocorrer durante o sono, como insônia, apneia, sonambulismo, entre ou-
tros. Este distúrbio é um aspecto clínico ou um critério de diagnóstico relacionado a várias formas de psicopatologias,
quase todas condições de depressão ou ansiedade, associadas à dificuldade de iniciar ou manter o sono. Segundo
estatísticas, mais de 30% da população mundial sofrem de insônia.

Tipos mais comuns de insônia:


Insônia idiopata - inicia na infância e é uma dificuldade de manter um sono adequado durante a vida, provavelmente
devida a um defeito dos mecanismos neurológicos controladores do processo sono-vigília. Apesar do sono mais difícil,
esses indivíduos, por carregarem a patologia há muito tempo, têm menos problemas psicológicos e lidam melhor com
a dificuldade do que, por exemplo, os portadores da Insônia psicofisiológica, que é a dificuldade em começar e/ou
manter o sono. A insônia acompanha um baixo desempenho nas atividades quando no estado de vigília, aumento do
nível de tensão e de ansiedade.
Insônia subjetiva, que é a sensação relatada pelo paciente de ter dormido mal ou não o suficiente para descansar, ape-
sar desta queixa não ser comprovada objetivamente; e a crônica, que ataca milhões de pessoas em todo o mundo e,
na maioria dos casos, vem acompanhada de distúrbios físicos, como movimentos involuntários das pernas e problemas
respiratórios.
Pode ser ainda consequência de maus hábitos, como: trabalhar (ou estudar) até a hora de se deitar; assistir televisão
até tarde; excesso de luz acesa. A alimentação e bebidas que podem interferir no sono como café, chá preto, chimar-
rão, chocolate, guaraná e refrigerantes à base de cola contêm elementos que excitam o sistema nervoso. Também a
nicotina do cigarro é prejudicial ao sono e, ao contrário do que se pensa, o álcool não o favorece.

Quando começar a se preocupar?


A insônia começa a ser um problema quando as dificuldades para dormir persistem por mais do que 3 vezes
por semana; quando a dificuldade em iniciar o sono supera os 30 minutos após a ida para a cama; quando há queixas
de mau humor, fadiga e cansaço depois de uma noite mal dormida; quando as atividades profissionais, sociais, familia-
res, etc. começam a ser prejudicadas e, finalmente, quando esse estado perdura por mais de seis meses.

Tratamento
Sendo a insônia um distúrbio complexo e multifacetado, seu tratamento pode exigir inúmeras abordagens.
“A medicina psicossomática lida com símbolos e, para entender essa queixa que o paciente nos apresenta e ajudá-lo
a resolver o problema, nossa primeira pergunta é: o que a insônia significa do ponto de vista simbólico?”, explica Dr.
Leonard Verea, médico psiquiatra, especializado em Medicina Psicossomática e Presidente do Instituto Verea.

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

Como processa
Nossa vida é caracterizada por situações ligadas a causas e efeitos. A Insônia é um efeito ligado a situações mal
resolvidas e/ou não resolvidas, acumuladas ao longo do dia, resultado de eventos estressantes em que o acúmulo de
tensão e ansiedade é evidente, como: morte em família, problemas financeiros, mudança de emprego ou problemas
matrimoniais. O estresse é a reação do nosso organismo à ação de qualquer estímulo, agradável ou desagradável, físico
ou químico, infeccioso ou orgânico, nervoso ou mental, emocional ou afetivo.
A nossa mente processa as informações seguindo dois parâmetros: o do consciente (lógico e racional), que são
as ações, e o do inconsciente (analógico e irracional), que são as emoções. A insônia envolve toda a estrutura analógica
emocional da nossa mente e, por mais que o paciente queira e precise dormir, existe uma força incontrolável, superior
à própria capacidade de absorção, que o leva a desenvolver essa tensão, essa ansiedade que o impede de adormecer
naturalmente.
“A insônia, de uma forma simbólica, é vista como a dificuldade de pôr para fora a ansiedade acumulada e a
necessidade de mais tempo para processar as informações acumuladas durante o dia. Existem inúmeras drogas que o
médico pode prescrever para ajudar o paciente a induzir o estado do sono, porém nenhuma delas pode ser tomada por
longo tempo, para não criar dependência, assim como nenhuma delas ajuda o paciente a resolver as causas geradoras
deste distúrbio. O tratamento com hipnose dinâmica ajuda o paciente a trabalhar tanto o efeito quanto as causas ge-
radoras da insônia. Resolvendo a causa, o efeito deixa de existir”, explica Verea.
“Ao longo do tratamento, utilizamos a ferramenta da hipnose para conseguir entrar em contato com as estru-
turas inconscientes, analógicas, irracionais da mente do paciente, conseguindo ajudá-lo a encontrar novas válvulas
naturais de descarga da tensão acumulada, deixando assim de somatizar essa energia negativa, melhorando a qualida-
de de vida, a auto estima, o repouso e o desempenho no seu cotidiano. Com essa melhora, procedemos à busca das
causas geradoras das tensões mal resolvidas e começamos a pesquisar a vida do paciente: seu relacionamento com a
família de origem e com a família adquirida, a vida profissional e social, costumes e hábitos sexuais e outros fatores, até
encontrarmos as situações mal resolvidas e resolvê-las. O processo é considerado uma terapia breve, que dura alguns
meses. Normalmente não são indicados medicamentos, e os resultados são plenamente satisfatórios na maioria dos
casos”, finaliza.

Desesteriotipando a hipnose dinâmica

A hipnose dinâmica não tem nada de misticismo nem é arte teatral. O hipnotizado mantém a consciência
de que só é hipnotizado quem quer. A hipnose dinâmica é uma técnica que se utiliza da comunicação não verbal
(CNV), permitindo que uma pessoa, em estado alterado de consciência, possa ter acesso a recordações de situações
anteriores, sem perder a consciência, porém com a concentração focalizada, que não deixa que elementos externos
interfiram no processo hipnótico. O inconsciente não está limitado pela lógica, espaço e tempo, podendo lembrar de
tudo. A mente pode comentar, criticar, censurar e a pessoa não perde o controle do que diz. Nesse estado alterado de
consciência é que a pessoa resgata lembranças que possam estar influindo negativamente na sua vida presente e que,
provavelmente, sejam a fonte de seus problemas. Doenças psicossomáticas como síndrome do pânico, obesidade,
impotência feminina e masculina, ansiedade, stress, tabagismo, alcoolismo, dependência de drogas, medos (de dirigir,
de avião, etc.) podem ser tratadas e curadas por meio da hipnose.

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TRATAMENTO CONTRA O MEDO DE DIRIGIR

Muitos são os fatores que conduzem um indivíduo a ter medo de dirigir. Cada um o desenvolve por motivos
particulares, tendo relação com sua história de vida, de pessoas que lhe são próximas, ou mesmo por alheios. O conta-
to com o novo pode ser bastante amedrontador, e para quem nunca dirigiu, o simples fato de se imaginar guiando um
carro, pode trazer tamanha ansiedade que o paralisa. Normalmente, pessoas com alto grau de exigência, perfeccionis-
ta em sua forma de ser, podem desenvolver tal fobia com mais facilidade.
Na hipnose, busca-se um fortalecimento inicial do paciente, em seguida pode-se fazer progressões de idade,
por exemplo, colocando a pessoa num estado de relaxamento e de enfrentamento da situação, ou seja, imaginar-se
dirigindo de uma forma guiada e segura.

Possíveis causas e sintomas


O medo pode ser colocado por quem o ensina, quando há um excesso de recomendações. Mostrando todas as
possibilidades negativas, como acidentes, atropelamentos, motoristas imprudentes e a violência no trânsito. A pessoa
pode ter presenciado um acidente, pode ter perdido alguém que amava. Pode sentir-se insegura, incapaz de dirigir,
medo de errar, além de diferentes causa psicológicas que apenas com um levantamento detalhado de dados poderia
fornecer.
Muitas pessoas até sabem dirigir e dirigiram por um certo tempo, mas, de repente desenvolvem o medo. En-
quanto outras não conseguem nem sentar-se à frente de um volante. Os sintomas são semelhantes a um ataque de
pânico, tais como: ansiedade intensa, taquicardia, sudorese, tremor no corpo, falta de ar, enjôo e boca seca.

Conseqüências
Na medida em que o tempo passa, o medo pode agravar-se ainda mais, conduzindo a pessoa até mesmo a uma
baixa na auto estima, pelo sentimento de incapacidade. Algo que para a maioria das pessoas parece ser muito simples,
para o fóbico parece impossível. Acaba por achar-se inferior. Esquiva-se de pensar ou se colocar numa situação de estar
à frente de um volante. Cria desculpas para si mesmo e para os outros e tem dificuldade de encarar de frente o próprio
medo. O primeiro passo é admitir que o medo existe e buscar ajuda para a superação.

Tratamento
A hipnose é uma das melhores ferramentas para enfrentar e superar o medo de dirigir. Após o levantamento
das possíveis causas que levaram a tal medo, inicia-se com as técnicas visando a solução. Busca-se um fortalecimento
inicial do paciente, em seguida pode-se fazer progressões de idade, por exemplo, colocando a pessoa num estado
de relaxamento e de enfrentamento da situação. Ou seja, imaginar-se dirigindo de uma forma guiada e segura. Aos
poucos, a mente começa a aceitar a idéia com normalidade, até chegar o momento de sentir-se segura para fazer uma
auto escola ou mesmo voltar a dirigir. Com a hipnose também serão trabalhadas cada uma das possíveis causas, como
o perfeccionismo, o medo de errar e a ansiedade.
Para quem não conhece a hipnose clínica ou terapia por hipnose, consiste em um método que provoca um
estado alterado da consciência aumentando a receptividade à sugestão. Sendo assim, o profissional, modifica o pensa-
mento diante do problema, tornando mais fácil a sua superação. O tratamento não é invasivo e pode ser indicado para
qualquer pessoa.
Em poucas sessões já é possível observar mudanças no comportamento, mas é importante salientar que cada
caso é diferente porque algumas pessoas são mais suscetíveis do que outras. Ainda assim, é uma boa opção para quem
deseja perder o medo de dirigir.
Nesse artigo mostrei que o medo de dirigir pode ser superado. Com essas cinco dicas, aos poucos será possível
perceber que o receio e a insegurança vão embora.

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

TRATAMENTO PARA EMAGRECER

A hipnoterapia é uma técnica reconhecida cientificamente que promove o relaxamento, a conexão com a men-
te inconsciente, a supressão de compulsões, o estímulo a novos hábitos e o alívio de traumas.
É importante destacar que o terapeuta não controla a mente do paciente ou passa a dominar a vida dele. Ele apenas
guia o indivíduo, ajudando-o a acessar o subconsciente e criar sugestões das mudanças desejadas. No caso da perda
do peso, as sugestões estão relacionadas à dieta e à prática de exercícios físicos.

Para quem a hipnose para emagrecer é indicada?


A hipnose gera bons resultados em pessoas que estão motivadas a perderem peso e a levarem uma vida com
hábitos saudáveis, mas que acabam sabotando seus próprios planos devidos a pequenos erros na dieta ou na ida à
academia.
São pessoas que não conseguem controlar a visita à geladeira durante a madrugada, não resistem às porções
extras de sobremesas, usam os alimentos para alívio das emoções ou sempre desistem da academia após saírem da
rotina por um dia.

Como a hipnose funciona para a perda de peso?


Uma vez que o indivíduo está no estado de hipnose é fácil para a mente dele aceitar sugestões relacionadas ao
controle da dieta e à prática de exercícios, como:
• Redução da compulsão aos doces;
• Aumento do prazer com a prática de exercícios;
• Aumento da saciedade;
• Redução do apetite;
• Redução da gula;
• Alívio de traumas relacionados ao peso ou à alimentação;
• Diferenciação da fome física e da fome emocional;
• Aumento da disciplina;
• Aversão a alimentos calóricos;
• Realização de cirurgias bariátricas hipnóticas.

Como se dão as cirurgias bariátricas hipnóticas?


Durante o estado de hipnose, o terapeuta guia o indivíduo em relação ao procedimento de colocação de um
balão intra gástrico ou de uma banda gástrica, induzindo o corpo do paciente a acreditar que aquele procedimento foi
realizado. Para criar um ambiente realista é possível alterar a temperatura do consultório, usar cheiros semelhantes ao
da sala de cirurgia e até colocar sons de manipulação de instrumentos cirúrgicos ao fundo.
Ao final da sessão, o paciente sente que o procedimento realmente foi realizado, relatando uma sensação
maior de saciedade, a redução do apetite e até uma incapacidade de ingerir grandes quantidades de comida, o que
acaba contribuindo para a perda de peso.

A hipnose consegue gerar a perda de peso sem alterações na dieta ou nos exercícios?
Não, pois a hipnose não é mágica. Muitos pacientes procuram na hipnose uma solução fácil para o excesso de
peso, não estando dispostos a alterar em nada os hábitos de vida. Nesses casos, a hipnose não gera resultados já que
o peso continua sendo reflexo da diferença entre as calorias consumidas e as calorias gastas.

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HIPNOSE NO TRATAMENTO DE FOBIAS

Você tem medo de quê? De voar de avião? Medo de dentista? Ou será que você tem medo de altura? Seja lá
qual for o seu medo, saiba que um simples curso de hipnose ou a hipnose propriamente dita, pode ajudá-lo a vencê-
-los.
O que acontece no nosso corpo quando sentimos medo? Observe abaixo como o psicólogo PhD formado pela
Universidade de Harvard, Daniel Goleman, descreve as sensações causadas pelo medo no corpo humano, em seu livro
“Inteligência Emocional – A Teoria Revolucionária que Redefine o que é Ser Inteligente”:
“O sangue corre para os músculos do esqueleto, como os das pernas, facilitando a fuga; o rosto fica lívido, já que o
sangue lhe é subtraído (daí dizer-se que alguém ficou “gélido”). Ao mesmo tempo, o corpo imobiliza-se, ainda que por
um breve momento, talvez para permitir que a pessoa considere a possibilidade de, em vez de agir, fugir e se esconder.
Circuitos existentes nos centros emocionais do cérebro disparam a torrente de hormônios que põe o corpo em alerta
geral, tornando-o inquieto e pronto para agir. A atenção se fixa na ameaça imediata, para melhor calcular a resposta a
ser dada”
Já sentiu algo parecido com isso alguma vez na sua vida? De fato, todos nós sentimos. E a psicologia moderna
possui um catálogo com centenas de nomes para os mais diversos tipos de medos. A seguir você pode observar dez
dos mais freqüentes:
1. Acluofobia – Medo da escuridão;
2. Acrofobia – Medo de altura;
3. Aerodromofobia – Medo de viagens aéreas;
4. Catagelofobia – Medo de fracassar;
5. Demofobia – Medo de multidões;
6. Humilhofobia – Medo de ser humilhado;
7. Catsaridafobia – Medo de baratas;
8. Odontofobia – Medo de dentista;
9. Espectrofobia – Medo de fantasmas;
10. Farmacofobia – Medo de tomar medicamentos
Em resumo, há nomes para quaisquer tipos de medos que, por sua vez, podem ser controlados por meio de
técnicas de hipnose.
Um indivíduo sob efeito da hipnose permanece num estado de transe, de alteração do estado de consciência,
fica muito mais sugestionável, isto é, aberto a idéias e influências externas. Daí o poder do Hipnólogo em tratar deter-
minados tipos de fobias por meio de ordens ditadas diretamente em estados de consciência bem específicos. Fazendo
uma analogia, o Hipnólogo agiria como um cavalo de tróia que ultrapassa a barreira de um firewall e atinge o núcleo
de um sistema computacional.
Para ser hipnotizado, no entanto, não é necessário a ação de um Hipnólogo. Um curso de hipnose pode ensinar
técnicas variadas de auto-hipnose, o que seria uma mão na roda para quem tem fobia de hipnólogos.

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A HIPNOSE COMO FERRAMENTA PARA LEITURA DINÂMICA

Você já pensou em aprender leitura dinâmica num curso de hipnose? Parece coisa de louco, mas a hipnose
pode fornecer as bases para o aprendizado de uma leitura rápida e, ao mesmo tempo, assimiladora.
Leitura dinâmica é uma técnica de leitura que exclui a pronúncia das palavras do processo de leitura. Isto é,
apenas as etapas observar e compreender é que acabam fazendo parte do sistema.
A leitura dinâmica também inclui algo muito mais importante. Um tipo de medição que diz quantas palavras
um indivíduo pode ler e reter por minuto. E quanto mais palavras ele puder ler e reter, isto é, observar e compreender
por minuto, maior será a capacidade e a eficácia de sua leitura.
Num curso de hipnose, um determinado aluno pode aprender como fazer para relaxar, memorizar, concentrar,
enganar o cérebro, para que ele pense que uma coisa negativa é outra coisa, positiva. Todos esses elementos podem
ser empregados como técnicas para a leitura dinâmica.
Numa leitura dinâmica, é necessário treinar os olhos para que eles vejam um bloco cada vez maior de texto,
numa única vez. Daí as técnicas de concentração usadas em hipnose podem ser empregadas nesse processo.
Outro recurso da hipnose, a memorização, é essencial na leitura dinâmica, uma vez que não vai adiantar muito
fazer uma leitura se não for possível a retenção da maior parte possível do assunto em questão.
Para que uma leitura dinâmica eficaz possa ser realizada, um indivíduo deve estar relaxado, a quantidade de
luz no local deve ser boa, o silêncio é importante. A postura do corpo, a maneira como a pessoa segura o livro ou texto,
tudo isso influi na leitura e em sua eficácia. E dentro desse contexto, a hipnose pode ser um fator favorável.
A fusão da hipnose com a leitura dinâmica pode trazer benefícios para pessoas de diversas profissões tais
como advogados, jornalistas e psicólogos.
Dessa maneira, um bom curso de hipnose é uma boa porta de entrada para quem deseja ler melhor, com mais
qualidade, reter mais informações e obter melhoras na profissão. Mas também é uma boa porta de entrada para quem
quer aprender a leitura dinâmica como meio para reter informações para a prova do vestibular, para uma prova de
concurso ou, ainda, para um jogo de memória desses que apresentam na televisão.

HIPNOSE COMO FERRAMENTA DE SUPERAÇÃO DE OBSTÁCULOS

O que podemos esperar da hipnose? Nos cursos de hipnose por aí, dizem que ela pode ajudar na superação de
obstáculos. Não somente a hipnose, mas também a auto-hipnose.
A diferença entre uma é outra é que a hipnose é realizada por uma segunda pessoa. Já na auto-hipnose, uma
pessoa pode induzir em si mesma um transe.
O transe provocado em situações de hipnose e auto-hipnose pode enganar o cérebro, fazendo com que situa-
ções de alto estresse se transformem em momentos de alto e auto-relaxamento.
Observe a seguir alguns obstáculos da vida cotidiana que podem ser vencidos com uma ajudinha da hipnose
ou da auto-hipnose:
• A ansiedade gerada nos consultórios odontológicos pode ser reduzida por meio da hipnose e de técni-
cas de auto-hipnose;
• Imagine a tensão enfrentada por jogadores de futebol antes de uma partida decisiva como uma final
de campeonato, por exemplo. Nesses casos, a hipnose a auto-hipnose podem ajudar a manter um bom nível de rela-
xamento necessário para que contusões sejam evitadas e mesmo para que uma vitória seja conquistada;
• Muitas pessoas sentem medo de voar de avião. A hipnose pode fornecer subsídios para que a pessoa
possa entrar em transe e, conseqüentemente, numa situação de relaxamento, tão logo ela exerça uma determinada
ação dentro do avião como, por exemplo, o ato de apertar o cinto;
• O período de estresse gerado antes de uma prova de vestibular pode ser amenizado por meio da hip-
nose e da auto-hipnose, com técnicas que podem ser aprendidas num curso de hipnose. O transe também pode ajudar
o vestibulando a obter um maior nível de concentração durante os estudos e as provas.

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Enfim, a hipnose e a auto-hipnose reúnem uma porção de técnicas que podem ser empregadas na superação
dos mais variados obstáculos do cotidiano de uma pessoa ou de um grupo de pessoas.

OS BENEFICIOS DA HIPNOSE NA SUPERAÇÃO EM ESPORTES DE AVENTURA

Os praticantes dos esportes de aventura agora podem se beneficiar das técnicas aprendidas num curso de
hipnose. Isso porque os esportes de aventura são reconhecidos pela liberação de altas taxas de adrenalina, hormônio
secretado no corpo durante situações de estresse. Dominar situações assim é a finalidade da hipnose aplicada ao âm-
bito dos esportes de aventura.
O século 21 é o século dos esportes de aventura. Em nenhuma outra época atividades esportivas de alto risco
foram incorporadas ao cotidiano de pessoas comuns como o são atualmente.
O que há de comum nessas atividades é que em todas elas existe a liberação da adrenalina, principalmente em
praticantes novatos ou naquele típico praticante que vai realizar a atividade apenas uma vez na vida, somente como
forma de lazer.
Um bom curso de hipnose pode ensinar as pessoas a terem mais domínio sobre si mesmas e a controlar situ-
ações de estresse e liberação de adrenalina. Aliás, isso pode ser crucial em situações de alto risco como, por exemplo,
uma queda decorrente de uma parte amassada da asa em um vôo de parapente ou para quedas.
A hipnose pode fornecer meios para que o praticante de esportes de aventura possa se concentrar nas ativi-
dades mais simples como é a dobragem de um para quedas ou em atividades mais complexas como é o salto de uma
aeronave. A hipnose também pode ajudar no relaxamento, fazendo com que o praticante tenha plena consciência do
que deve ser realizado mesmo em situações de grande estresse, onde conseguir controlar o desespero e realizar o
movimento certo pode ser a diferença entre a vida e a morte.
Dessa maneira, um curso de hipnose pode trazer bons benefícios aos praticantes de esportes de aventura.

CONQUISTE O EMPREGO DOS SEUS SONHOS COM A HIPNOSE

Está curioso para saber como um curso de hipnose pode lhe ajudar a conquistar a vaga de emprego dos seus
sonhos? Calma, já vamos dizer...
Mas antes, vamos divulgar uma estatística proveniente de uma pesquisa realizada pela Revista Você S/A.
Na verdade, não é bem uma pesquisa. A Revista Você S/A diz que se trata de um levantamento. A edição 155
de maio de 2011 traz um guia com as 30 melhores empresas para começar a carreira em 2011. Aliás, vale à pena com-
prar, está muito interessante. Esse levantamento consistia em saber quais eram as competências mais prezadas por
estas empresas nos profissionais. Observe a seguir as cinco habilidades mais citadas:
• Pro atividade: capacidade de antecipar problemas e soluções;
• Disposição para aprender: motivação para o conhecimento;
• Aprendizagem rápida: assimilação ágil;
• Flexibilidade: maleabilidade em resolver questões adversas;
• Responsabilidade: responder pelas próprias ações e pelas dos outros.

Como um curso de hipnose pode ajudar?


Muitas coisas podem ser aprendidas durante um curso de hipnose, mas talvez as que mais podem ser usadas
no cotidiano de uma pessoa são: a maior capacidade de relaxamento, a concentração, memorização, assertividade,
autocontrole, assimilação, reprogramação, ampliação da consciência, auto estima, concretização de sonhos.
Com tantas vantagens, um candidato a vaga de emprego possui grandes chances de conquistar o cargo dos so-
nhos. Dentre as cinco habilidades citadas na Revista Você S/A, todas podem ser completadas com técnicas aprendidas

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num curso de hipnose.


Dessa maneira, quem quiser se dar bem, tanto numa entrevista de emprego quanto no emprego propriamente
dito, vale a pena se matricular num curso de hipnose. Saia da “normose controlada” da televisão e faça um curso de
hipnose!

O USO DA HIPNOSE NO ATO DA CONCENTRAÇÃO

Pense num colchão de ar de dois metros quadrados. Em cada uma das quatro pontas desse colchão, imagine
que há uma bola de futebol. De repente, alguém coloca no centro do colchão uma bola do tamanho de uma bolinha
de gude. Esta bolinha de gude é feita de um material muito pesado, de modo que ao entrar em contato com o colchão,
ela afunda o espaço e as bolas de futebol deslizam para o centro. Isso é concentração.
Um curso de hipnose, por exemplo, pode atrair 50 participantes num dia e 100 no outro. Isso significa que
houve uma concentração maior de pessoas na etapa final do curso.
Em astronomia, um buraco negro indica a presença de algo muito concentrado no espaço. Como a bolinha de
gude do exemplo do início desse texto, o buraco negro curva o espaço (que no exemplo é representado pelo colchão)
atraindo tudo para si. Nem a luz – que é a coisa mais rápida do universo – consegue escapar de um buraco negro.
De acordo com o Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa, concentração é:
“Proporção em massa, volume ou número de mols do soluto em relação ao solvente ou à solução; riqueza”
“Ato ou efeito de agrupar o que se acha disperso ou separado”
“Ato ou efeito de orientar a atenção ou as energias para um tema ou objetivo determinado”
A hipnose – que pode ser aprendida num bom curso de hipnose – pode ajudar as pessoas a melhorar a capacidade de
concentração tendo em vista diversos objetivos. Observe alguns deles a seguir:
• Num vestibular ou concurso público, a hipnose pode melhorar a capacidade de absorver informações
relevantes;
• Em jogos de futebol importantes, a hipnose pode ajudar os jogadores a se concentrarem no esquema
tático exigido pelo técnico, bem como em detalhes técnicos de um jogo específico;
• Quem vai tirar carteira para motorista pode usar a hipnose para se concentrar nos comandos exigidos
pelo instrutor no dia da prova prática, mas também pode se beneficiar do poder da concentração para captar todas as
informações necessárias para a prova teórica.

Dessa maneira, a hipnose pode ajudar as pessoas em diversos aspectos práticos de suas vidas, fornecendo
meios para a conquista de um bom nível de concentração, fator preponderante para a obtenção de pequenas e gran-
des vitórias no decorrer da vida. Faça um curso de hipnose e obtenha uma concentração de chumbo!

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6 CUIDADOS QUE VOCÊ DEVE TER EM UM ATENDIMENTO

O Hipnoterapeuta é o profissional que trabalha utilizando a Hipnose para aplicar terapia e se você é ou preten-
de ser um profissional da hipnoterapia, deve estar atento a essas 6 importantes dicas essenciais para que seu atendi-
mento seja ético completo e satisfatório.

1 Pedir Autorização Para Tocar No Cliente.


Esse cuidado é extremamente importante porque muitas vezes a pessoa que procura tratamento, está carente
de afeto e facilmente pode criar fortes vínculos emocionais com o terapeuta.
O toque pode ser mal interpretado e até mesmo visto como uma tentativa de assédio sexual se não for feito
com autorização ou aviso prévio, por isso seja cuidadoso nesse aspecto!

2 Fazer Atendimento Sentado.


É claro que você pode hipnotizar o paciente em pé e sugerir que ele fica firme e bem equilibrado, porém é bem
mais confortável mantê-lo sentado em uma cadeira ou poltrona confortável para que ele possa se entregar ainda mais
ao processo.

3 Atender Menores de Idade Com Autorização Dos Pais.


Evite atender menores de idade sem autorização ou acompanhamentos dos pais porque isso pode implicar em
complicações jurídicas como processos por abuso de menores.

4 Não Prometer Resultado.


É criminalizado pela constituição brasileira prometer resultados certos ou cura para um paciente. Anúncios do
tipo “Posso curar a depressão em até 3 sessões” ou “garanto solução para o seu problema em apenas uma sessão” não
são recomendados.
É mais interessante e estar em conformidade com a Lei dizer ao paciente que irá tratá-lo e que normalmente
consegue um excelente resultado em até 6 sessões, pois essa é a média de sessões que geralmente são necessárias
para isso.

5 Ajuda Médica.
O Hipnoterapeuta deve trabalhar junto ao psicólogo, psiquiatra, médico, fisioterapeuta, nutricionista ou qual-
quer outro especialista em saúde que possa ajudar no tratamento do cliente.
Em muitos casos, a hipnose pode servir para acelerar o tratamento receitado por um profissional de saúde,
como por exemplo, uma pessoa obesa que precisa emagrecer, mas não consegue se disciplinar para atender as reco-
mendações do nutricionista.

6 Higiene.
É claro e evidente que você toma banho todos os dias e mantém uma higiene pessoal impecável e uma dica
que pode ser útil é evitar o excesso de perfume porque cheiros fortes podem atrapalhar o paciente de se concentrar
corretamente.
Também é possível que um cheiro faça o paciente lembrar-se de um parente falecido ou da ex-namorada e isso
pode atrapalhar bastante o tratamento, então seja moderado!
Espero ter te ajudado com essas 6 importantes dicas que um hipnoterapeuta profissional deve saber e se você
tem alguma opinião ou sugestão para os próximos artigos, pode deixar logo abaixo nos comentários.

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QUAIS OS RISCOS EM HIPNOTIZAR ALGUÉM?

Hipnose pode virar caso de policia e até de hospital, caso o hipnotizador não tenha ética e responsabilidade
com o sujeito hipnotizado. Porém, os riscos da hipnose só existem quando o hipnotizador não está devidamente orien-
tado.
Partindo do pressuposto que todo hipnotista quer o bem do sujeito hipnotizado (quero acreditar nisso), con-
cluímos que a melhor maneira para não passar dos limites em uma apresentação de hipnose é colocar-se no lugar do
sujeito e evitar qualquer rotina que constranja ou ridicularize as pessoas de alguma maneira.
Fatores como o contexto e o ambiente também devem ser observados, por exemplo, fazer o sujeito comer
uma cebola em uma apresentação de rua, não é algo positivo nem como brincadeira, porque se ele (a) estiver indo
para o trabalho ou casa da namorada (o), isso vai ser um problema, não vai? Imagine-se chegando com bafo de cebola
no trabalho, com certeza vai ficar constrangido.
Outra coisa que muitos hipnotistas fazem é a PONTE HUMANA, um fenômeno de catalepsia onde o sujeito é
posto deitado entre duas cadeiras, uma apoiando as pernas e a outra apoiando a cabeça e então alguém sobe na bar-
riga do sujeito e fica em pé sobre ele, alguns costumam quebrar blocos de concreto na barriga do sujeito hipnotizado,
mas e se a pessoa tiver algum problema de coluna? (se não tem, pode ter!).
Será que não vai sentir as dores depois que despertar do transe? E quanto a fazer pessoas imitarem animais
e se arrastarem pelo chão, você gostaria que fizessem isso com sua mãe ou irmã? Se sim, procure um psiquiatra hoje
ainda.
Existem rotinas que só devem ser aplicadas com a permissão do sujeito, por exemplo, o orgasmo hipnótico,
uma rotina em que o hipnotista aperta a mão da pessoa ou toca-lhe em algum lugar e ela simplesmente age como se
estivesse tendo um orgasmo naquele momento.
É engraçado? É! Mas, lembre-se, se não for divertido para o sujeito depois que despertar do transe, isso pode
ocasionar um bloqueio e ele nunca mais querer ser hipnotizado, o que pode até prejudicá-lo futuramente se ele preci-
sar passar por um tratamento com hipnoterapia.
Também é necessário cuidado com o tipo de sugestão aplicada, por exemplo, se você pedir a pessoa que se
imagine no meio de uma guerra, ela pode mesmo em transe, sair correndo e até se machucar!
Alguns hipnotizadores realmente não tem noção, sugerem alucinações com coisas negativas, como por exem-
plo, aranhas ou baratas, e aí eu pergunto, se a pessoa tiver um trauma com aquele inseto, uma fobia?
Ela poderá entrar em uma reação emocional intensa e se esse hipnotizador não tiver o devido treinamento em
terapia, terá sérios problemas em resolver a situação.
É interessante estar atento à forma como se da a sugestão, por exemplo, dizer ao sujeito “E quando você abrir
os olhos, verá a pessoa que mais admira.” Ok. Muito bem, mas e se essa pessoa que ele tanto admira for um familiar
já falecido? O sujeito pode entrar em choque! Nesse caso, é mais interessante usar a fraseologia: “E quando você abrir
os olhos, verá seu artista predileto.”
Outra coisa que deve-se evitar fazer no entretenimento é regressão hipnótica, sugerir que o sujeito volte ao
seus tempos de infância e vivencie experiências ali, isso pode fazer com que ele de algum modo, retorne a experiências
traumáticas que ele nem mesmo lembrava, desencadeando assim reações emocionais negativas como choro, gritos,
agressividade e afins.
Nos shows de hipnose em Las Vegas, os espectadores assinam um termo de responsabilidade reconhecendo
estar ciente de tudo que o hipnotizador pode fazer com elas no palco, por isso, qualquer situação vexatória que elas
venham passar, fica sob a responsabilidade delas, a não ser que essa situação gere dano físico, aí o hipnotizador pode
ser processado, como em um caso que o Hipnólogo Rafael Baltresca costuma contar, onde o hipnotizador ordenou aos
sujeitos que pulassem na piscina imaginaria que estava a sua frente e uma delas quebrou o braço ao bater contra o
piso.
A segurança do sujeito também é sua responsabilidade (você hipnotizador), certifique-se de que ele não caia
no chão ou que no caso de uma apresentação na rua, não corra para o asfalto (acredite, já aconteceu do sujeito sair
correndo porque entendeu que deveria agir assim diante da sugestão do Hipnólogo), por isso tenha cuidado com o
que sugere ao hipnotizado, também já ocorreu do sujeito aceitar a sugestão de que era um lutador e saiu batendo na
pessoa do lado!

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

Tenha em mente que sua função ao hipnotizar é dar as pessoas uma experiência incrível da qual se lembrarão
com alegria para o resto da vida.
Uma dica muito útil é aderir ao conceito H+, H+ é um conceito usado pelo Hipnólogo Igor Ledochowski para
criar conforto e confiança no sujeito, essa idéia consiste no H que representa um desejo intenso de hipnotizar alguém
e no + que aponta para uma intenção positiva em hipnotizar este alguém.
Utilizar o H+ significa assumir uma postura firme e forte diante do sujeito, sem tempo para pensar “E se der
errado?” agindo assim, você transfere ao sujeito essa confiança, o que faz com que ele sinta-se seguro e confortável
para ser hipnotizado por você. A intenção positiva é tão importante quanto o foco para hipnose.
O objetivo desse artigo não é causar alarde, mas simplesmente conscientizar você hipnotizador iniciante que a
hipnose não é um brinquedo, muito pelo contrário, é coisa séria e se não utilizada corretamente, pode prejudicar você
e as pessoas que hipnotizar.
Então, em vez de aprender uma indução ou outra e sair “testando” com as pessoas por aí, estude mais, busque
a teoria por trás da prática, assista vídeos, leia artigos e livros, faça cursos (muitos gratuitos pela internet) e acima de
tudo, coloque-se no lugar das pessoas que você deseja hipnotizar, queira dar a elas experiências positivas ao invés de
apenas demonstrar o seu “poder de mago”.
Agindo assim, as pessoas que forem hipnotizadas por você, ficarão muito agradecidas, pedirão para ser hipno-
tizadas mais vezes e vão falar muito bem de você para os amigos!

MATÉRIAS NEGATIVAS SOBRE HIPNOSE

Advogado é preso por hipnotizar clientes para fins sexuais


Advogado de Ohio se declarou culpado de seis acusações de seqüestro com específica motivação sexual
Michael W. Fine, de 59 anos, levantou suspeita após uma cliente sair de uma reunião com lapsos de memória, descon-
forto na vagina e uma alça do sutiã caída. Ela voltou ao encontro seguinte com uma câmera escondida e o gravou a
colocando em transe, dando ordens sexuais e dizendo que ela estava “fazendo amor com o maior amante do mundo”.
A vítima levou a gravação para a polícia, que a convenceu a voltar ao escritório usando dispositivos de áudio. Quando
Michael a hipnotizou novamente, os oficiais invadiram a sala e o prenderam. Quando o caso de tornou público, outras
mulheres se apresentaram relatando eventos semelhantes.
Fine se declarou culpado de cinco acusações de seqüestro e uma tentativa de seqüestro, todas com uma especifica
motivação sexual. Seus advogados pretendem fechar um acordo judicial para que ele passe 12 anos na prisão.

Médico é preso suspeito de hipnotizar pacientes para estuprá-las em Garanhuns (PE)


Primeira denúncia foi feita em 2008, quando ele passou a ser investigado
Um médico psiquiatra foi preso suspeito de hipnotizar e dopar pacientes para estuprá-las em Garanhuns, cidade do
agreste de Pernambuco. Segundo a polícia, o profissional era investigado desde 2008.
Ele foi identificado como Lindenberg Izaac de Macêdo, de 73 anos. Ao menos três vítimas procuraram a polícia e in-
formaram que passavam por tratamento contínuo com o médico e que notaram que depois da consulta haviam sido
abusadas. O mandado de prisão foi expedido pela 1ª Vara Criminal do município. Ele foi preso e encaminhado ao
presídio de Garanhuns.

Um homem acabou preso após cometer um ato inusitado, ele hipnotizou uma mulher para ter relações íntimas.
Ele hipnotizou a vítima antes de cometer o ato. Kevin Christian Geyer, de 25 anos, se declarou inocente das acusações
ao aparecer na Corte Superior do Condado de Benton, em Washington, nos EUA.
A vítima que não foi identificada alegou que o homem pediu desculpas após cometer o ato. Ela havia visitado a resi-
dência de Geyer, em Kennewick, diversas vezes na expectativa de que o hipnotismo lhe ajudasse com problemas que
vinha sofrendo.

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

Hipnotizador’ acusado de molestar menina de 7 anos é condenado


Martin Smith é acusado de ter cometido abusos durante 9 anos. Um britânico acusado de ter tentado hipnotizar uma
menina de sete anos antes de abusar sexualmente dela foi condenado por um tribunal de Manchester, no norte da
Inglaterra.
Martin Smith, de 45 anos, havia sido extraditado da Espanha neste ano para responder ao processo por 13 acusações
de abuso sexual contra a garota.
Segundo os promotores, Smith tentou hipnotizar, bateu e ameaçou sua vítima - uma menina com quem ele tinha con-
tato regular, mas que não pode ser identificada - durante um período de nove anos, de 1995 a 2004.
O caso ganhou repercussão no país por causa do assassinato dos dois filhos de Smith em um hotel espanhol quando
ele estava preso aguardando a análise do pedido de extradição.

A REALIDADE DA HIPNOSE NO BRASIL

REVISTA ISTO É - Os segredos da hipnose


A técnica, que já foi confundida muitas vezes com charlatanismo, é reabilitada pela ciência em tratamentos de males
que vão da dor ao vitiligo
istoe.com.br/18464_OS+SEGREDOS+DA+HIPNOSE/

REVISTA VEJA - Hipnose dos Picadeiros aos Consultórios


veja.abril.com.br/complemento/ciencia/hipnose-dos-picadeiros-aos-consultorios/
A FAVOR DA SAÚDE (fonte revista veja)
A hipnose é um estado de atenção extrema: desligado dos estímulos externos, o cérebro pode ser induzido de forma
a ajudar no tratamento de três tipos de problemas: alívio da dor, comportamentos indesejáveis e doenças psicosso-
máticas.
No primeiro caso estão pessoas como o inglês Alex Lenkei, hipnoterapista profissional que já passou por seis cirurgias
sem anestesia. Mas a técnica também ajuda mulheres em trabalho de parto e é recomendada pelo Conselho Federal
de Odontologia. No segundo caso, a hipnose atua para reduzir vícios e comportamentos compulsivos: com a guarda
baixa, o paciente pode ser convencido a abandonar o jogo ou as drogas.
Por fim, problemas com base emocional, como o vitiligo, têm no transe hipnótico um aliado. A terapia estimula a pro-
dução dos moduladores imunológicos, moléculas que se ligam às células de defesa e evitam que elas ataquem tecidos
do corpo.

MATÉRIA - UNIVERSIDADE DE HULL


Hipnose tem efeito REAL
veja.abril.com.br/saude/hipnose-tem-um-efeito-real-diz-pesquisa/
MATÉRIA - Tratamentos de saúde realizados com hipnose
Revista veja vejasp.abril.com.br/cidades/tratamentos-realizados-com-hipnose/
Hipnose é coisa séria. Por muito tempo não foi. Atração de circo no passado, agora é oferecida em clínicas. A situação
começou a mudar no fim dos anos 1990, quando exames de tomografia comprovaram o efeito que a prática exerce no
cérebro. Hoje está estabelecido que o método consiste em um estado mental de alta atenção, que permite ao paciente
trabalhar uma série de problemas. Clínicas e hospitais particulares de São Paulo oferecem o serviço como parte do
tratamento para diversas questões. Instituições públicas, como o Hospital das Clínicas e o Instituto do Câncer, só o fa-
zem com recomendação de seu próprio corpo clínico. “Associada a outros métodos de tratamento, a hipnose aumenta
muito a rapidez e a qualidade da terapia”, diz o psicólogo Guilherme Raggi, que pesquisa o assunto no Instituto de
Psicologia da Universidade de São Paulo. “É possível confiar nas clínicas particulares em que o profissional não vende
a hipnose como uma solução fácil”. Veja alguns tratamentos oferecidos na capital.
Tabagismo
Ao baixar a guarda, o paciente permite que o terapeuta crie novas conexões mentais, que substituem a sensação posi-

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

tiva atrelada ao cigarro pelo prazer em algum alimento saudável. Depois de alguns meses de terapia, o fumante deixa
de sentir a necessidade do cigarro.
Dores crônicas
As pessoas sentem a dor em níveis diferentes: as mais sensíveis, ou em tratamentos dolorosos, podem interromper
algumas conexões neuronais e, com isso, reduzir a sensação ruim. A mesma técnica ajuda a diminuir a náusea que se
segue às sessões de quimioterapia.
Distúrbios alimentares
Criada no Rio Grande do Sul e disponível em São Paulo, uma forma curiosa de hipnose ajuda nos casos de compulsão
alimentar: o paciente é convencido de que um balão imaginário foi colocado em seu estômago. Com isso, a saciedade
vem mais rápido e o apetite diminui.
Depressão
Depois de uma consulta de avaliação, que costuma demorar até duas horas, o profissional identifica o perfil psicológico
do paciente e seu nível de hipnose (quase todas as pessoas são hipnotizáveis, mas em graus diferentes). A partir daí,
em sessões semanais, a questão é tratada
Dor de dente
Antes de ligar o famoso motorzinho, o dentista coloca o paciente em estado hipnótico. Induzido, o cliente não ouve
os ruídos tão temidos. O profissional pode até trocar o ruído do obturador pelo som de uma cachoeira, por exemplo.
Durante as cirurgias mais difíceis, a técnica reduz a sensação de dor.
Ansiedade
Um dos usos mais comuns da hipnose trata de crises de ansiedade, síndrome do pânico e fobias dos mais diversos
gêneros. A técnica ajuda a pessoa a substituir o medo por sensações positivas e agradáveis. O pavor de aranha (ou a
claustrofobia de entrar em elevador), por exemplo, pode se transformar numa leve sensação de expectativa.

MATÉRIA - Hipnose funciona?


Revista Super Interessante super.abril.com.br/ciencia/hipnose-funciona/
Sim, ela realmente existe. E não é fraude, truque nem coisa de gente impressionável. Veja como a hipnose consegue
mexer com as estruturas mais profundas da mente humana

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CURSO DE HIPNOTERAPIA E HIPNOSE DE PALCO

Espero que tenham gostado!!!

me escrevam através do email eleandrotersi@gmail.com

Fontes:
Ricardo Almeida Gamero, Alberto Del’Isola, Rafael Baltresca, Filipe Lime e Filipo Lima
www.bbc.com, noticias.r7.com, www.techmestre.com, www.noticias.terra.com.br, www.musicatopisima.com, www.
hipnosenapratica.com.br, www.vivomaissaudavel.com.br, www.melhorcomsaude.com, www.curso-hipnose.com.br,
www.hipnoterapiasocial.com.br
www.hipnoseparainiciantes2.blogspot.com.br, www.memorizacao.blogspot.com.br, www.supermemoria.com.br,
www.verea.com.br, www.clinicadelphos.com.br, www.hipnoseinstitute.org

Parte desta apostila foi criada incluindo de textos online de distribuição livre ou de autoria citada nas fontes e seus
respectivos sites.

51 Curitiba, março de 2017

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