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Estudos Bíblicos – Livro de Daniel – Capítulo 02

Jadilson Torres

Oremos:

Em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo, que o nosso Deus abençoe o seu e o
meu coração durante este estudo, e que seja proveitoso para o nosso crescimento
espiritual em Cristo Jesus. Senhor, nos dê o entendimento por meio do Espírito Santo.
Abra nossos olhos e nos dê a compreensão espiritual de sua palavra para que possamos
crescer em espírito e caminhar conforme a sua vontade em todos os dias de nossas
vidas. Perdoa-nos Senhor, todos os pecados que cometemos contra ti e contra o próximo.
Prepara-nos, e purifica-nos pelo sangue de nosso Senhor Jesus Cristo para que
possamos agora receber a benção do estudo de sua palavra. Assim te pedimos e te
agradecemos em nome de Jesus Cristo, seu filho amado, nosso Senhor e salvador,
amém.

O capítulo inicia-se novamente posicionando os acontecimentos no tempo em que


acontecem.
O foco do capítulo é o sonho que o rei Nabucodonosor teve, do qual porém não se
lembrava e menos ainda poderia saber a interpretação.
Ao mandar chamar os "sábios" usualmente consultados nessas ocasiões, a saber :
magos, astrólogos, encantadores e caldeus, lhes prometeu dons, dádivas e grandes
honras caso o dessem a conhecer o sonho e sua interpretação. Ora, é fácil notar que tudo
isso seria excelente para qualquer pessoa e portanto seria amplamente desejado por
qualquer um deles. Mas em contrapartida, disse o rei que se qualquer um deles não
pudesse declarar o sonho e a sua interpretação, seriam despedaçados e suas casas
feitas em monturos. Logo, a sentença se estenderia também às famílias destes.
Interessante analisarmos o texto exposto até aqui: Os reis tinham o costume de
consultar esse tipo de pessoa que se dedica ao ocultismo.
Ora, sabemos que estes não estão com Deus, e sim com o inimigo.
É notório que essas pessoas podem operar coisas sobrenaturais, pois aquele a
quem servem tem poder, embora limitado, para operar tais façanhas.
É sabido também que muitos destes ocultistas, são charlatães que nada podem
fazer de espetacular mas são hábeis mentirosos e manipuladores e com essas
características conseguem manipular habilmente às suas crédulas vítimas.
O texto bíblico em estudo nos leva a perceber que o rei também sabia dessas
coisas pois logo notou que os "sábios" convocados o queriam ludibriar com palavras
mentirosas. Sem saída, eles foram forçados a admitir que não poderiam declarar o sonho
e que ninguém o poderia fazer, apenas os "deuses" cuja morada não é com a carne.
Pontuemos esse trecho: Aqui os ocultistas declaram francamente que deles
mesmos nada provém, mas sim de "deuses" – nos quais parecem confiar, mas pelo
entendimento deles não possuem acesso irrestrito, já que esse sonho do rei não lhes foi
declarado. Entendamos o motivo disso: Quem são esses "deuses" que os ocultistas
mencionaram? Obviamente os demônios do exército do inimigo. Ora, esses espíritos
imundos nada podem fazer quando se trata de algo que Deus deseja. Deus deu ao rei um
sonho e fê-lo esquecer. Nenhum dos espíritos malignos pôde descobrir o sonho e isso
nos leva a entender que o canal existente entre Deus e os seus é inexpugnável, ninguém
tem acesso, apenas Deus e aquele que Nele confia. Sendo assim, nossos sonhos, e por
extensão, nossas orações pessoais, quando feitas conforme nos é instruído na Bíblia (Em
silêncio e a portas fechadas) são algo apenas entre nós e Deus e nenhum espírito pode
vir a descobrir, e menos ainda agir para impedir que as graças pedidas sejam alcançadas.
O Senhor é maravilhoso!!!
Lemos a seguir que o rei irou-se e decretou que todos os sábios do reino fossem
mortos, já que nenhum seria capaz de dar-lhe a conhecer o seu sonho e a interpretação ,
de nada estavam servindo.
Obviamente, Daniel e seus amigos, estando entre os sábios do reino, também
seriam mortos, mas nós sabemos que Deus jamais abandona aos seus queridos.
Certamente Daniel também sabia disso, mas ao invés de se sentar e esperar para
ver o que Deus faria para livrar a ele e seus amigos (testando a Deus, a meu ver – Algo
que conscientemente não devemos fazer) fez algo maravilhoso. Se pôs em posição de
confiança em Deus, e declarou ao rei que lhe desse tempo para que pudesse dar a
interpretação. Ora, Daniel por si só, apesar de ser um homem de Deus não poderia
declarar o sonho ao rei e muito menos oferecer a sua interpretação.
Aqui poderíamos pensar que que Daniel foi ousado, mas não foi isso. Ele apenas
fez o que Deus pede a todos nós: Que confiemos Nele e que orando a Ele o façamos já
com a certeza de que o que pedimos será alcançado. Preciso abrir um parênteses nesse
ponto: É evidente que se orarmos e pedirmos por coisas tolas e que evidentemente não
poderiam ser condizendes com a vontade de Deus, estas não ocorrerão pois
independente do que queremos ou achamos que precisamos, é a vontade de Deus que
prevalece, e Ele sempre fará a sua vontade. Logo, a nossa oração deve ser adequada.
A vontade de Deus é suprema. Sua vontade é boa, perfeita e agradável. Fecha
parênteses.
Ora, Daniel pediu a Deus para lhe dar o conhecimento do sonho e sua
interpretação e fez algo ainda mais interessante e totalmente de acordo com a vontade de
Deus: Pediu ao seus amigos que pedissem misericórdia a Deus para que esse segredo
fosse revelado a fim de que não fossem mortos. Ou seja: Oraram uns pelos outros,
atitude que agrada a Deus. Além disso, oraram por algo que estava de acordo com a
vontade de Deus. Não se sentaram e esperaram "para ver" o que Deus faria. Oraram!!!
A oração é o meio de ação de que o ser humano que confia em Deus dispõe para
agir com relação às coisas do mundo imaterial.
O sonho foi então revelado e Daniel ao receber a revelação por meio de uma visão
à noite, não foi correndo dizê-lo ao rei. Daniel demonstrou com isso não ser subserviente
ao rei, e sim ser servo de Deus, confiar em Deus e ser grato a Deus!!!
A primeira atitude de Daniel foi louvar a Deus.
Assim devemos também nós proceder ao obter uma graça buscada e elevada em
petição a Deus.
Em seguida, Daniel orou a Deus, creditou a Deus a graça alcançada e todas as
coisas que sabe acontecerem por meio de Deus.
Após isso, ao ser introduzido na presença do rei, Daniel declarou o mesmo que os
ocultistas haviam declarado antes dele: Que não havia ninguém que pudesse declarar o
sonho e a sua interpretação. Porém, ainda diante do rei, exaltou a Deus, afirmando que
somente Deus é capaz de revelar segredos como esse.
Antes ainda de revelar o segredo, Daniel se pôs em posição de humildade,
afirmando que Deus revelou o segredo a ele, não por ele ser mais sábio que outros
homens. Ora, isso é uma grande verdade, e todos os filhos de Deus devem buscar ser
humildes como Daniel demonstrou ser, pois não há um só homem ou mulher sobre a face
da Terra que seja superior ou inferior ao seu irmão. Somos todos absolutamente iguais,
estamos todos "no mesmo barco", porém desempenhamos funções diferentes, conforme
a vontade de Deus. Infelizmente, o coração pecador do homem muitas vezes o leva a
pensar que em virtude da função que desempenha, seja superior ao seu irmão. Cuidemos
para que não caiamos nessa armadilha.
O sonho foi então descrito por Daniel ao rei.
A Bíblia deixa bastante claro do que se trata o sonho, quando menciona a estátua
construída pela mistura de diversos metais e lodo com ferro em seus pés, significando a
decadência dos reinos humanos. Interessante se faz ler na palavra essa descrição,
encontrada em Daniel, 2:31 a 45, não vejo necessidade de comentar pois está tudo
extremamente claro na Bíblia. Leia, portanto.
Gostaria no entanto de pontuar algumas coisas.
Primeiramente, que o sonho se refere ao futuro da humanidade e dos reinos
humanos constituídos. O sonho nos permite antever o surgimento do reino eterno do
nosso Senhor, que tornará todos esses "reinos" existentes, que em nossa concepção
carnal são surpreendentes, em nada e que somente o reino de Deus é eterno.
Em segundo lugar, vimos que ao final, o rei reconheceu a grandeza de Deus, e
mais uma vez o santo nome de nosso Senhor foi exaltado como convém que seja, para
sempre, amém!
Ao fim, o rei engrandeceu a Daniel, lhe dando muitos e grandes dons e o pondo por
governador de toda a província de Babilônia, como também por principal governador de
todos os sábios da Babilônia. Daniel pediu então ao Rei, e constituiu ele sobre os
negócios da província de Babilônia a Sadraque, Mesaque e Abednego, mas Daniel estava
às portas do rei.
Não esqueceu Daniel pois de seus amigos, e estes também tomaram parte na
benção concedida por Deus através do rei.
Deus nunca abandona aos seus. Devemos buscá-lo em oração e louvá-lo
constantemente, e ele sempre nos livrará de pessoas mal intencionadas e situações de
risco, conforme a sua vontade.

Deus continua sendo o mesmo. Ele não mudou e não mudará jamais. Confie
em Deus, siga a Deus, creia em Deus, Ore a Deus, Busque a Deus, Estude a sua
palavra. Que Deus abençoe a todos nós que confiamos Nele, em nome de Jesus
Cristo, seu filho amado, nosso Senhor e Salvador, Amém.