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A filosofia antes de Sócrates

Pode-se afirmar que mesmo em suas descontinuidades, na história há sempre


um princípio, necessariamente convencional, e que a história da filosofia
ocidental se construiu antes e depois de Sócrates. Alguns aspectos devem ser
considerados, quando se trata de aprofundar os antecedentes da filosofia
grega, os elementos que a constituíram e influenciaram o pensamento filosófico
grego.

Finley destaca, como antecedentes e influências principais da filosofia grega:

a) antecedentes egípcios e babilônicos: entre os filósofos gregos, é possível


encontrar uma ideia que sugere que a origem do pensamento grego é oriental,
ainda que, a rigor, as fontes existentes a esse respeito provenham de um
momento posterior, o qual é correspondente aos períodos neopitagóricos e
neoplatônicos.

Segundo estas vertentes, Tales, de origem fenícia, havia viajado à Ásia e


aprendido junto a sacerdotes egípcios, embora isso não se encontre
demonstrado e, inclusive, haja quem sustente que não é razoável falar de
“ciência” oriental, já que o desenvolvimento alcançado por estes saberes era de
índole técnica.

Contudo, não se pode deixar de perceber que a polis grega era uma cidade
aberta a todo tipo de influências culturais, enriquecendo-se de forma previsível,
assim como também é possível que seus habitantes tenham tido acesso a uma
visão relativista da própria cultura, que desembocara em um pensamento
racional e crítico.

b) Mythos e logos: tanto uma quanto outra expressão significa “palavra”, mas
enquanto a primeira se refere a uma narração simbólica, a segunda supõe um
discurso racional.

A religião grega marcou as bases para o avanço da explicação mitológica para


a razão. Hesíodo assinalava que a teogonia (gênese dos deuses) foi precedida
por uma cosmogonia (gêneses de elementos abstratos). O mundo surge
mediante uma separação entre o céu e a terra, surgindo o amor (Eros) como
força conciliadora.

Os primeiros filósofos, provavelmente, trabalharam a partir desse estado


original de indistinção, que promovia a cosmogonia, uma separação entre
contrários, uma conexão e uma nova união. Intui-se, pois, uma cosmogonia
que avança além da projeção antropomórfica e a filosofia grega pode ser
compreendida, então, como uma continuidade do pensamente religioso, para
uma concepção abstrata das origens do mundo.

Em segundo lugar, a religião grega necessitava de um sacerdócio estável, de


tal forma que pudesse garantir uma ortodoxia doutrinal e, finalmente, a
incoerência da mitologia grega em geral, mesmo que não sendo de crença
obrigatória (a crença era menos importante que a prática do culto),
proporcionou o terreno para a interpretação alegórica e para a busca de
explicações de natureza racional.

c) condições socioeconômicas: a liberdade do cidadão permitiu o ócio,


condição essencial, de acordo com Aristóteles, para que a filosofia seja
possível. Não é casual, nessa linha, a escassa ou inexistente aplicação técnica
que teve o saber desenvolvido pelos antigos gregos. O trabalho manual,
realizado pelos escravos, era depreciável para a elite intelectual.

Outro fator relevante para o desenvolvimento da filosofia foi a introdução da


moeda, ocorrido no século VII, que movimentou um sistema objetivo de
referência, proporcionando um terreno fértil para o pensamento abstrato e
especulativo.

d) os primeiros filósofos: talvez o antecedente mais claro do filósofo sejam os


sábios dos séculos VII e VI, cuja referência mais antiga se encontra,
provavelmente, em Platão. Em um contexto de grandes mudanças políticas,
econômicas e sociais, triunfa a reflexão sobre o indivíduo e a sociedade. Tales
de Mileto, um dos primeiros filósofos, ou seja, um dos que primeiro
compreenderam que “laconizar” não seria apenas cultivar o treinamento mas
também em dedicar-se à filosofia, descobrindo que dizer palavras deste tipo
era obra de um homem perfeitamente formado.Na mesma linha podem ser
mencionados os poetas líricos que se colocaram em um ponto intermediário
entre adivinhos-sacerdotes e filósofos.

Os pré-socráticos
As ideias dos filósofos pré-socráticos podem ser divididas, de acordo com
Léveque, em dois grandes grupos: os partidários do monismo e os próximos ao
pluralismo. Enquanto os primeiros filósofos podem ser considerados monistas,
posto que buscaram o archéen – um só elemento -, exceto os pitagóricos,
claramente dualistas, os que os seguiram são considerados pluralistas, posto
que já não buscavam um só elemento que, ao transformar-se, dá origem a
tudo, mas uma multiplicidade destes que, ao se combinarem entre si, dariam
origem a um universo múltiplo e móvel.

Outra forma de classificação é evocada por Finley:


a) tradição científica jônica (Tales, Anaximandro, Anaxímenes e Heráclito);
b) tradição mística da Itália Meridional – metafísica – (Pitágoras e Parmênides);
c) tradição dos últimos pré-socráticos (Empédocles, Anaxágoras e Demócrito,
que buscam superar Parmênides).

Os filósofos do período pré-socráticos se preocupavam com problemas


cosmológicos, a fim de estudar o mundo exterior na sua origem, como também
nas mudanças a que estão sujeitos. Assim, a classificação destes filósofos se
divide em quatro escolas: Escola Jônica, Escola Itálica, Escola Eleática e a
Escola Atomística.

A intuição metafísica dos pré-socráticos


Os filósofos pré-socráticos deixaram vestígios notáveis na história da filosofia
ocidental: Tales, Anaxímenes, Heráclito, buscaram um sentido último sobre o
qual postular o universo. Não contando com recursos científicos, esta
declaração de unidade nos primeiros filósofos gregos acumulava uma profunda
intuição metafísica.

Gonçalves anota que as primeiras observações dos pré-socráticos, sobre o


princípio comum da natureza, iam além da formulação de uma hipótese
científica que o tempo provaria ser falsa, porque não se tratava unicamente de
declinar a observação empírica ou de sustentar-se nas fantasias construídas
pela tradição mitológica. A mudança presente no mundo devia ter um princípio
anterior: a unidade, porque intuíam uma totalidade no mundo, ou seja, um
sistema sustentado por leis comuns, uma mesma realidade.

Santos acrescenta:

Como poderia ser o mundo um só e muitas coisas, ao mesmo tempo? Poderia,


diversamente, ser somente uma aparência? Tal foi a pergunta que Parmênides
acreditou responder afirmativamente.
Empédocles, por sua parte, pensou resolver a questão postulando uma
realidade combinada a partir de quatro elementos, mas a pergunta não parecia
responder-se. Nem sequer pode fazê-lo Heráclito, ainda quando seu
pensamento rondara a noção de unidade na diversidade.
Seriam Platão e Aristóteles que, com o tempo, haveriam de ter a oportunidade
de buscar uma nova resposta para esta ancestral preocupação dos filósofos
gregos.
Do mesmo modo, Santos considera que não é casual que os primeiros filósofos
gregos foram chamados cosmólogos, em virtude de seu interesse em averiguar
a natureza do cosmos. Esta intencionalidade foi, sem dúvidas, uma
intencionalidade fundadora, que deu origem às linhas teóricas que, com o
passar do tempo, poderiam se identificar no desenvolvimento da filosofia
ocidental:

http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/socrates.htm
Algumas frases e pensamentos atribuídos ao filósofo Sócrates:
- A vida que não passamos em revista não vale a pena viver.

- A palavra é o fio de ouro do pensamento.

- Só sei que nada sei.

- Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.

- É melhor fazer pouco e bem, do que muito e mal.

- Alcançar o sucesso pelos próprios méritos. Vitoriosos os que assim


procedem.

- A ociosidade é que envelhece, não o trabalho.

- O início da sabedoria é a admissão da própria ignorância.

- Chamo de preguiçoso o homem que podia estar melhor empregado.

- Há sabedoria em não crer saber aquilo que tu não sabes.

- Não penses mal dos que procedem mal; pense somente que estão
equivocados.

- O amor é filho de dois deuses, a carência e a astúcia.

- A verdade não está com os homens, mas entre os homens.

- Quatro características deve ter um juiz: ouvir cortesmente, responder


sabiamente, ponderar prudentemente e decidir imparcialmente.

- Quem melhor conhece a verdade é mais capaz de mentir.

- Sob a direção de um forte general, não haverá jamais soldados fracos.

- Todo o meu saber consiste em saber que nada sei.

- Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo de Deus.

http://www.suapesquisa.com/socrates/
Quem foi Sócrates?
Tudo indica que Sócrates nasceu na Grécia, mais especificamente na cidade
de Atenas, no final do século IV a.C. Ele foi um dos mais importantes filósofos
gregos, considerado uma pessoa muito sábia.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
“Tudo indica” porque existe uma grande discussão sobre a existência de
Sócrates. Como não há obras publicadas em sua autoria – somente diálogos
escritos por Platão –, muitos estudiosos se questionam se ele não é um
personagem que o próprio Platão inventou para desenvolver algumas ideias.
ççççççççççççççççççç
Esses diálogos registrados falavam sobre ética, política, moral, entre outros
tópicos. Sócrates foi condenado à morte justamente por “mudar a cabeça” de
alguns jovens que repensaram as tradições de Atenas aristocrática. Ele foi
obrigado, portanto, a tomar um veneno e praticar “suicídio”.
Considerando Sócrates injustiçado, Platão passa a divulgar as suas ideias por
meio dos diálogos. Dessa forma, ele manteria os ensinamentos de seu mestre
sempre vivos.

Qual o método utilizado por Sócrates em seu


projeto filosófico?
“O método utilizado por Sócrates é a Maiêutica – que nada mais é que prática
do questionamento”, conta o prof. Eduardo.

Sócrates chamava essa técnica de “Método da Parteira”. Quando acontecia um


parto normal, a parteira era quem conduzia o parto. Ela não fazia a força, nem
sentia dor. Ela apenas auxiliava nesse momento.

Para a mãe, aquilo tudo era muito difícil e doloroso. Porém, é importante
lembrar que depois que a criança nascesse, a mãe esquecia de todo o choro e
logo vinha uma grande alegria.

Essa é a comparação feita por Sócrates: obter o conhecimento é como um


parto – doloroso, difícil e precisa de empenho para quebrar as nossas
concepções pré-estabelecidas. O filósofo, portanto, tinha função de conduzir
seus questionamentos até chegar ao conhecimento.

De acordo com ele, é quando o filósofo corrige e conduz a pessoa que ela
compreende e torna-se autônoma. Por isso que uma das suas frases mais
famosas é “só sei que nada sei”. Ele era considerado sábio porque estava em
constante aprendizado.

O que é a ética para Sócrates?


Para ele, a ética existe quando nos perguntamos: Quero? Posso? Devo? E
todas as respostas são positivas. Ele também acreditava que os nossos
sentimentos e a nossa inteligência estão ligados ao contexto da nossa alma.

Sendo assim, o prof. Eduardo afirma que seguindo esses dois conceitos, o
filósofo dizia que o homem deveria buscar a vida na verdade. Essa verdade
para Sócrates está no próprio homem e na natureza quando ele atinge o
conhecimento pleno.
O conhecimento, então, é o momento em que o ser humano consegue fazer
uma conexão entre a verdade e a natureza – encontrando o equilíbrio perfeito.

O que é a virtude para Sócrates?


“Para Sócrates, a virtude é a maior forma de se almejar algo que o ser humano
tem. Quanto mais se quer a virtude – que é o objetivo final da vida – mais o
homem vai ter uma vida boa, estando bem consigo mesmo e com os amigos,
exercendo seus talentos e capacidades totais”, explica o professor.

Em outras palavras, o homem vive em virtude da ética, da justiça e da


autonomia de seu pensamento.
Aqui é a grande questão de Sócrates: em seu posicionamento político, ele é
um opositor da democracia ateniense por ela ser restritiva.

Ele denuncia que apenas os “bem-nascidos” tinham acesso à política. Para ele,
todas as pessoas virtuosas deveriam ter acesso à política,
independentemente da sua origem.

https://www.stoodi.com.br/blog/2016/09/22/filosofia-tudo-sobre-
socrates/
SÓCRATES, O MESTRE EM BUSCA DA
VERDADE
O pensamento do filósofo grego Sócrates (469-399 a.C.) marca uma reviravolta
na história humana. Até então, a filosofia procurava explicar o mundo baseada
na observação das forças da natureza. Com Sócrates, o ser humano voltou-se
para si mesmo. Como diria mais tarde o pensador romano Cícero, coube ao
grego "trazer a filosofia do céu para a terra" e concentrá-la no homem e em sua
alma (em grego, a psique). A preocupação de Sócrates era levar as pessoas,
por meio do autoconhecimento, à sabedoria e à prática do bem.

Nessa empreitada de colocar a filosofia a serviço da formação do ser humano,


Sócrates não estava sozinho. Pensadores sofistas, os educadores profissionais
da época, igualmente se voltavam para o homem, mas com um objetivo mais
imediato: formar as elites dirigentes. Isso significava transmitir aos jovens não o
valor e o método da investigação, mas um saber enciclopédico, além de
desenvolver sua eloquência, que era a principal habilidade esperada de um
político.

Sócrates concebia o homem como um composto de dois princípios, alma (ou


espírito) e corpo. De seu pensamento surgiram duas vertentes da filosofia que,
em linhas gerais, podem ser consideradas como as grandes tendências do
pensamento ocidental. Uma é a idealista, que partiu de Platão (427-347 a.C.),
seguidor de Sócrates. Ao distinguir o mundo concreto do mundo das ideias,
deu a estas status de realidade; e a outra é a realista, partindo de Aristóteles
(384-322 a.C.), discípulo de Platão que submeteu as ideias, às quais se chega
pelo espírito, ao mundo real.

Ensino pelo diálogo


Nas palavras atribuídas a Sócrates por Platão na obra Apologia de Sócrates, o
filósofo ateniense considerava sua missão "andar por aí (nas ruas, praças e
ginásios, que eram as escolas atenienses de atletismo), persuadindo jovens e
velhos a não se preocuparem tanto, nem em primeiro lugar, com o corpo ou
com a fortuna, mas antes com a perfeição da alma".

Defensor do diálogo como método de educação, Sócrates considerava muito


importante o contato direto com os interlocutores - o que é uma das possíveis
razões para o fato de não ter deixado nenhum texto escrito. Suas ideias foram
recolhidas principalmente por Platão, que as sistematizou, e por outros filósofos
que conviveram com ele.

Sócrates se fazia acompanhar frequentemente por jovens, alguns pertencentes


às mais ilustres e ricas famílias de Atenas. Para Sócrates, ninguém adquire a
capacidade de conduzir-se, e muito menos de conduzir os demais, se não
possuir a capacidade de autodomínio. Depois dele, a noção de controle
pessoal se transformou em um tema central da ética e da filosofia moral.
Também se formou aí o conceito de liberdade interior: livre é o homem que não
se deixa escravizar pelos próprios apetites e segue os princípios que, por
intermédio da educação, afloram de seu interior.

Opondo-se ao relativismo de muitos sofistas, para os quais a verdade e a


prática da virtude dependiam de circunstâncias, Sócrates valorizava acima de
tudo a verdade e as virtudes - fossem elas individuais, como a coragem e a
temperança, ou sociais, como a cooperação e a amizade. O pensador
afirmava, no entanto, que só o conhecimento (ou seja, o saber, e não simples
informações isoladas) conduz à prática da virtude em si mesma, que tem
caráter uno e indivisível.

Segundo Sócrates, só age erradamente quem desconhece a verdade e, por


extensão, o bem. A busca do saber é o caminho para a perfeição humana,
dizia, introduzindo na história do pensamento a discussão sobre a finalidade da
vida.

O despertar do espírito
O papel do educador é, então, o de ajudar o discípulo a caminhar nesse
sentido, despertando sua cooperação para que ele consiga por si próprio
"iluminar" sua inteligência e sua consciência. Assim, o verdadeiro mestre não é
um provedor de conhecimentos, mas alguém que desperta os espíritos. Ele
deve, segundo Sócrates, admitir a reciprocidade ao exercer sua função
iluminadora, permitindo que os alunos contestem seus argumentos da mesma
forma que contesta os argumentos dos alunos. Para o filósofo, só a troca de
ideias dá liberdade ao pensamento e a sua expressão - condições
imprescindíveis para o aperfeiçoamento do ser humano.

O nascimento das ideias, segundo o


filósofo
Sócrates comparava sua função com a profissão de sua mãe, parteira - que
não dá à luz a criança, apenas auxilia a parturiente. "O diálogo socrático tinha
dois momentos", diz Carlos Roberto Jamil Cury, professor aposentado da
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

O primeiro corresponderia às "dores do parto", momento em que o filósofo,


partindo da premissa de que nada sabia, levava o interlocutor a apresentar
suas opiniões. Em seguida, fazia-o perceber as próprias contradições ou
ignorância para que procedesse a uma depuração intelectual. Mas só a
depuração não levava à verdade - chegar a ela constituía a segunda parte do
processo. Aí, ocorria o "parto das ideias" (expresso pela palavra maiêutica),
momento de reconstrução do conceito, em que o próprio interlocutor ia
"polindo" as noções até chegar ao conceito verdadeiro por aproximações
sucessivas. O processo de formar o indivíduo para ser cidadão e sábio devia
começar pela educação do corpo, que permite controlar o físico.

Já para a educação do espírito, Sócrates colocava em segundo plano os


estudos científicos, por considerar que se baseavam em princípios mutáveis.
Inspirado no aforismo "conhece-te a ti mesmo", do templo de Delfos, julgava
mais importantes os princípios universais, porque seriam eles que conduziriam
à investigação das coisas humanas.
Biografia
Sócrates nasceu em Atenas por volta de 469 a.C. Adquiriu a cultura tradicional
dos jovens atenienses, aprendendo música, ginástica e gramática. Lutou nas
guerras contra Esparta (432 a.C.) e Tebas (424 a.C.).

Durante o apogeu de Atenas, onde se instalou a primeira democracia da


história, conviveu com intelectuais, artistas, aristocratas e políticos. Convenceu-
se de sua missão de mestre por volta dos 38 anos, depois que seu amigo
Quero fonte, em visita ao templo de Apolo, em Delfos, ouviu do oráculo que
Sócrates era "o mais sábio dos homens". Deduzindo que sua sabedoria só
podia ser resultado da percepção da própria ignorância, passou a dialogar com
as pessoas que se dispusessem a procurar a verdade e o bem.

Em meio ao desmoronamento do império ateniense e à guerra civil interna,


quando já era septuagenário, Sócrates foi acusado de desrespeitar os deuses
do Estado e de corromper os jovens. Julgado e condenado à morte por
envenenamento, ele se recusou a fugir ou a renegar suas convicções para
salvar a vida. Ingeriu cicuta e morreu rodeado por seus amigos, em 399 a.C

Contexto histórico: Atenas, capital da


democracia e do saber
Sob o governo de Péricles (499-429 a.C.), a cidade-estado de Atenas, vitoriosa
na guerra contra os persas e enriquecida pelo comércio marítimo, tornou-se o
centro cultural do mundo grego, para o qual convergiam os talentos de toda
parte.

Fídias, o arquiteto e escultor que dirigiu as obras do Partenon, o maior templo


da Acrópole, os dramaturgos Sófocles, Ésquilo, Eurípedes e Aristófanes e o
orador Demóstenes são nomes dessa época.

O regime democrático ateniense - restrito aos cidadãos livres, deixando de fora


estrangeiros e escravos - foi fortalecido por reformas que limitaram os poderes
da burguesia rica e ampliaram os da assembleia e do júri popular. A educação
artística do povo foi estimulada pela exibição de obras de arte em locais
públicos e pelas representações teatrais.

https://novaescola.org.br/conteudo/177/socrates-mestre-
verdade