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2015

Endodontia II

Helinaldo
Helinaldo Corrêa da Conceição Universidade do Estado do Amazonas
helinaldouea@gmail.com
04/03/2015
Helinaldo Correa nasceu em Manicoré Amazonas em 19-11-1985

Cursou até o 3 º período de Matemática na UFAM Campos Humaitá – Am

Foi monitor de Prótese Parcial Removível entre Agosto a Dezembro de 2014

Atualmente cursa Odontologia na UEA Campos Manaus – Am.

Curriculum Lattes:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4462273Y5

Blogger: http://correamani.blogspot.com.br/

Wordpress: http://helinaldouea.wordpress.com

Twitter: https://twitter.com/Aldohelinaldo

Helinaldo Corrêa da Conceição


helinaldouea@gmail.com
Endodontia I

1. Anatomia interna e cirurgia de acesso dos dentes anteriores


2. Técnicas Radiográficas em Endodontia

3. Odontometria e técnica de instrumentação do sistema de canais radiculares

4. Soluções irrigadoras e técnicas de irrigação em Endodontia

5. Obturação do sistema de canais radiculares.

6. Anatomia interna e cirurgia de acesso dos dentes posteriores

7. Tratamento emergencial em dentes molares

Endodontia II

1. Medicação intracanal
2. Tratamento endodôntico em dentes vivos e necrosados
3. Doenças da polpa dental
4. Doenças do Periápice
5. Traumatismo Dental
6. Tratamento endodôntico em dentes com rizogênese incompleta
7. Instrumentação de Molares
8. Urgências e Emergências em Endodontia
9. Técnicas anestésicas mais utilizadas em Endodontia

Helinaldo Corrêa da Conceição


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(Aula I) Medicação intracanal

A primeira linha de defesa do tecido pulpar é a dentina peritubular. A polpa secreta


proteínas para obliterar os túbulos dentinários. Na periferia da câmara do tecido pulpar
temos a camada odontoblástica. Ela secreta dentina reacional frente a um processo
carioso e quando a bactéria é altamente patogênica, essa camada odontoblástica sofre o
processo de necrose e passa a ser chamada de tratos mortos. Na polpa há as células
mesenquimais indiferenciadas essas são células totipotentes e são capazes de se
diferenciar em outras (odontoblastos), esses odontoblastos recém-diferenciados pelas
células mesenquimais são responsáveis por formar dentina reacional diferente da
dentina primária. A dentina reacional é uma camada de defesa é uma dentina a tubular
justamente para obliterar os túbulos e evitar a invasão de bactérias da cárie para o tecido
pulpar. Ás vezes essa dentina reacional causa uma alteração na morfologia da câmara
pulpar. E a tal da queda no vazio quando o dente é acessado não vai existir.

Sessão única => Polpa viva (dente com vitalidade pulpar)

• Previne contaminação entre as sessões


• Menor tempo
• Sintomatologia pós-operatória
• Sucesso a longo prazo

Múltiplas sessões=> polpa necrosada

Objetivos da Medicação Intracanal

Promover a eliminação de bactérias que sobreviveram ao preparo químico-mecânico


Ação antimicrobiana melhor reparo dos tecidos perirradiculares, maior sucesso.

• Atuar como barreira físico-química

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• Impedir a proliferação de bactérias remanescentes
• Impedir infecção ou reinfecção por bactérias da saliva

Incisivo central inferior

1º pré-molar inferior

2º pré – molar inferior

Condições clínicas no momento da obturação


Polpas vitais = Obturação imediata sempre que possível
Necrose Pulpar = Medicação Intracanal
Objetivos da Medicação Intracanal = Controlar a exsudação persistente
Exsudato
• Irritantes permanecem atuando sobre os tecidos perirradiculares
• Impede adequado selamento do canal radicular
Medicamentos
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• Atividade antimicrobiana
• Inibição da resposta inflamatória
• Ação física de preenchimento
• Ação Higroscópica
Classificação
• Derivados fenólicos
Potencial bactericida:
Ex: Eugenol, PMCC, PMC
Agem por contato direto e pela liberação de vapores
Irritantes
Associados a cânfora
Curta ação antimicrobiana (42 a 72 horas)
• Aldeídos
Potentes bactericidas
Ex: Formocresol e Tricresol
Agem por contato direto e pela liberação de vapores
Curta ação antimicrobiana (42 a 72 horas)
O Formocresol deixado por 5 min irá fixar superficialmente a polpa, deixado por 7 dias
ele irá mumificar a polpa.
• Halógenos
São representados pelos compostos que contêm cloro ou iodo.
• Bases ou Hidróxidos
• Corticóides /Antibióticos
IMPORTANTES‼‼

Veículos que podem ser associados ao Ca (OH)2


Hidrossolúveis
Aquosos: Soro fisiológico, anestésico, otosporim.
Viscoso: Propilenoglicol, polietilenoglicol 400, glicerina.
Oleosos: Azeite de Oliva, paramonoclorofenol.
Com relação à polpa temos:

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POLPA VIVA: Canal Parcialmente Instrumentado
• Otosporim
• Decadron colírio
Levado em seringas ou mecha de algodão estéril na embocadura.
POLPA VIVA: Canal Totalmente Instrumentado
• Hidróxido de cálcio + veículo
• Consistência de creme dental
Levada ao canal com lima / seringa especial/ instrumentos endodônticos acionados a
motor
POLPA NECROSADA: Canal Parcialmente Instrumentado
• Formocresol
• Paramonoclorofenol Canforado
• Tricresolformalina
• Clorexidina Gel
• NaOCl (Hipoclorito de sódio)
Colocar com mecha de algodão estéril

POLPA NECROSADA: Canal Totalmente Instrumentado / Retratamento


• Pasta HPG – Hidróxido de cálcio + PMCC + Glicerina
• Hidróxido de cálcio + veículo Biologicamente ativo (PMCC) + veículo
Hidrossolúvel (Viscoso ou Aquoso)
(Aula II) Tratamento endodôntico em dentes vivos e necrosados

O dente pode está:

• Bio: presença de polpa viva


• Necro: presença de tecido necrosado (polpa morta)

Objetivos da endodontia:

• Limpeza (remoção de tecido presente no canal)


• Desinfecção dos sistemas de canais (remover microrganismos)
• Forma (dar forma, conicidade ao canal, cônico afunilado)

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Meios de obtenção de limpeza, desinfecção e forma:

• Instrumentação manual
• Instrumentação mecanizada (instrumentação usada: lima de níquel titânio
movidos a motor)
• Soluções irrigadoras ( hipoclorito de sódio, clorexidina, EDTA 17%)
• EDTA por 3 minutos, e então, eram irrigados, novamente, com 3 ml de
hipoclorito de sódio. Quanto à utilização do EDTA, na endodontia, ele tem o seu
uso consagrado na eliminação da lama dentinária (smear-layer) após o preparo
químico-mecânico dos canais radiculares (Moraes et al, 2000)

Algumas terminologias dada para técnica da biopulpectomia: instrumentação, preparo


químico-mecânico, preparo químico-cirúrgico ou microcirurgia, usamos mais o
preparo bio-mecânico que é o preparo observando o lado biológico.

Limite CDC (canal dentina-cemento 0,5mm) trabalhamos até o canal dentinário, por
isso instrumentamos a até 0,5 mm do final do canal.

Biopulpectomia ou Pulpectomia

É indicada para dentes com vitalidade. Pulpectomia é a remoção da polpa sã, porém o
dente tá hígido, sem doença nenhuma, o dente tá vivo, ou em dentes que está doendo a
carie já atingiu a polpa.

Indicações

• Reação inflamatória irreversível


• Finalidade protética
• Finalidade periodontal (tratamentos: pastas com octaselato de potássio,
dessensibilizantes e o lazer, caso nenhum resolva ai vc vai o tratamento
endodôntico)
• Trauma (exposição da polpa por carie)

Característica de biopulpectomia é o sangramento pulpar, vamos ter duais técnicas para


realizá-la:

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• Em canais amplos e retos (usar-se a lima extirpa polpa)
• Em canais atresiados e curvos (instrumentação normal)

Técnica

1. Raio-x inicial ( pra ver a raiz, se tem curvatura, se ela está totalmente formada)
Encontrar o CTP, que é o tamanho do dente - 4mm de segurança.
2. Cirurgia de acesso (objetivo da cirurgia de acesso é o acesso direto aos sistemas
de canais radiculares, pra melhorar a limpeza a desinfecção e a obturação do
canal).
3. Isolamento absoluto
4. Descolar a polpa (descolar os prolongamentos odontoblástico da parede do
canal, usando uma lima 10 ou 15, coloco um stop no CTP entro e saiu com a
lima, contra as paredes do canal)
5. Uso da extirpa polpa (porém não se usa mais)

Obs: dente bio o ideal é que seja feita em sessão única, pois não tem infecção.

Já em canais atresico realiza-se a biopulpectomia, remoção da polpa através da


técnica de instrumentação ou fragmentação dos canais.

Na biopulpectomia no lugar de entrar com a extirpa polpa eu faço a instrumentação


do canal, de que forma? eu entro com uma lima que trave na embocadura do canal e
vou entrar com ela até o CTP e removo a polpa ainda viva, sem problema pois não
tem bactéria, nem infecção, entro no CTP direto e faço a radiografia. Exemplo um
dente que medi 23mm eu tiro 4 meu CTP é 19, então coloco o stop na lima que
travou na embocadura do canal e entro 19mm direto, então quando é BIO entro
direto no CTP, quando é necro entro da mais grossa pra mais fina até o CTP.

Necropulpectomia ou penetração desinfetante

No dente necrosado tem bactérias colonizando todo o sistemas de canais, então se


eu entrar de uma vez só esses microrganismos que estão morando na parede pode
ser empurrado pro ápice e pode levar um desconforto pro paciente, pode levar a dor,

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edema, agudizar. Na necro instrumentamos por terços, primeiro coloco uma lima
que trave na embocadura do:

• Terço cervical
• Terço médio
• Terço apical

Algumas terminologias dada para técnica da necropulpectomia: penetração


desinfetante, esvaziamento ou desinfeção inicial.

Técnica

1. Raio-x inicial
Calculo r o CTP, que é o tamanho do dente - 4mm de segurança.
2. Cirurgia de acesso
3. Isolamento absoluto
4. Selecionar um instrumento que trave na embocadura do canal

Exemplo: travou na #80—12mm

#70---14mm

#60---16mm

#55---19mm raio-x de comfirmação do CTP

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5. Medir da ponta do instrumento no raio-x pra ponta do ápice, exemplo falta
3 então coloco mais 3 e recuo 0,5, ou seja coloca só 2,5..deixando
0,5(limite CDC).
6. Uso das brocas Gates, é ela que vai preparar o terço cervical e o terço
médio.
Regra das Gates: sempre tem que ficar 4mm aquém do que será o CTR.
7. continuar descendo
#50---21
#45—21,5

Obs: Dentes BIO você pode deixar até 2 mm do ápice, mais na clinica deixar sempre
com 0,5 assim como pra necro também.

8. Instrumentação do terço apical


#50—21,5
#55---21,5
#60---21,5

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Lembrando sempre de irrigar, inundar e aspirar e deixa o canal inundado, pois o
hipoclorito também serve como lubrificante.

9. Realizar a patencia (é um ato obrigatório em dentes com lesão)


Depois que vc instrumentou todo o canal, Entro com uma lima 10 ou 15
entro 0,5 a mais do CTR entra e sai do canal, isso serve pra retirar bactérias
que sobravam no terço apical.

(Aula III) Doenças da polpa dental

Pulpopatias são as doenças que envolvem a polpa e as periapicopatias são as que


acometem o periápice.

Para se estabelecer o diagnóstico das pulpopatias, se faz necessário conhecer os sinais e


sintomas. Então, a gente tem que conhecer a doença, se dói, se dói muito pouco, se dói
com quente, se dói com frio, quando dorme, quando levanta todo tipo de dor. Devemos
conversar com o paciente para que ele fale como é essa dor, coletar sinais e sintomas
para fechar o diagnóstico.

As doenças da polpa se dão por alguns motivos. O principal é o microbiano. Ex.: cárie.
É cheia de microrganismos, toxinas que agridem a polpa e aí começa a desenvolver a
doença pulpar.

Estímulo físico: trauma.

fatores fatores
fatores físicos
microbianos quimicos
•Cárie dental; •Materiais •Traumas;
•Infecção retrógada; forradores e •Térmicos;
•Infecção via restauradores •Mudanças
hematogênica; definitivos; barométricas;
•Fratura dental; •Condicionamento
•Procedimentos •Radiação
ácido da
operatórios polpa/dentina
iatrogênicos

Estímulo químico; cavidade muito profunda tirou o tecido cariado, não atingiu a polpa,
mas fez o ataque ácido agrediu a polpa de maneira irreversível.

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Natureza da dor: provocada (ex.: quando morde) ou espontânea (dói a qualquer hora).
Geralmente quando o paciente te procura no consultório é porque tá doendo, então
devemos questionar sobre essa dor. Localizada (quando ele identifica o dente) ou difusa
(dói numa região). Intermitente (dor que vai e volta) ou contínua (dói direto). Rápida ou
lenta.

Vou precisar dessas informações pra fechar o diagnóstico. Claro que preciso fazer os
testes. Só de olhar numa radiografia, por exemplo, eu não tenho como afirmar. Se for
uma cavidade muito profunda... será que expôs a polpa? Será que não expôs? Será que
não é só uma sobreposição de imagem? Por isso preciso fazer os testes.

Endoice: faz o isolamento relativo, seca o dente, faz a bolinha de algodão, aperta o
spray e coloca a bolinha no dente (o mais cervical possível, se tiver cárie, põe lá). A
técnica usada é dizer por paciente pra levantar o braço se sentir desconforto (nunca dizer
“dor” pro paciente) e conforme esse desconforto for diminuindo, ele vai abaixar o
braço. Se não sentir nada, é porque o dente já está necrosado. É bom fazer em outro
dente, sadio, pra ver o limiar de dor. Se tiver vivo, TEM que doer.

Percussão: com o cabo do espelho, bate na vestibular, na lingual, na incisal... vê se tem


abaulamento, se sai pus, se tem fístula, vê mais ou menos onde seria o ápice da raiz.

Comentário do Romilton:

Sobre o limiar da dor. Tem um paciente que apresentava quatro dentes. Um


traumatizado, uma lesão por trauma (nesse ele sentiu), um estava escuro (ele não sentiu
nada, onde foi feito o tratamento) e dois que estavam hígidos, ele também não sentiu
nada.
Tudo isso conta. Se ele tem uma restauração muito extensa, aí ele não vai sentir tanto.
Às vezes o limiar de dor é baixo, não é toda vez que ele vai sentir. A maioria das vezes
é isso que acontece você coloca o estimulo e dói só que às vezes você coloca e o dente
não vai doer, é quando você desconfia se esse dente está realmente necrosado. Aí você
faz em outros dentes e também não dói, com isso, pode ser que o limiar de dor seja alto,
a polpa pode estar bem atrésica e não responde com tanta velocidade como a outra

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polpa, às vezes a pessoa sente um desconforto tão mínimo que ele nem diz que tá
doendo.
Também podemos abrir mão de fazer outros testes, o do calor por exemplo. Nesse teste
eu aqueço a guta percha deixando ela bem molinha, passa vaselina no dente e encosto a
guta percha e vamos ver se vai dor ou não. Tem o teste da cavidade, onde eu abro o
dente sem anestesia, a medida que vai se aproximando da polpa, o normal é sentir dor
mas as vezes você só descobre quando abre mesmo, que é quando o paciente não vai
sentir nada. Esse teste é só em último caso. Aqui o que vamos fazer sempre é com o
endo ice.

Nas pulpopatias, nós temos as pulpopatias agudas e as crônicas.

Na aguda, temos:
• - Pulpite reversível.
• - Fase de transição
• - Pulpite irreversível sintomática
Obs.: A fase de transição é só a nível didático. O que vai existir mesmo, na
nomenclatura atual, é pulpite reversível e irreversível.
Na crônica:
• - Pulpite irreversível assintomática (agravamento da aguda)

Então vamos nos deparar com algumas questões, casos que precisa fazer endo
e casos que não precisa fazer endo.
PULPITE REVERSÍVEL
Vou precisar fazer endo? Não, porque como o próprio nome diz, ela é reversível, ainda
dá pra reverter o caso. O que é pulpite reversível? Basicamente é a cárie e como a cárie
dói, vamos ter aquela dor aguda, localizada.
Como vou saber se vou fazer a endo ou não? Geralmente não tem exposição pulpar,
então ela vai ser uma dor curta, que quando você põe o estímulo, ele sente que doeu e
parou rápido, já é um quadro diferente. Então você olha e como não tem exposição
pulpar e a dor é provocada (geralmente com gelo, e é uma dor curta) e localizada. Já
vamos saber que é uma pulpite reversível.
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O tratamento aqui é a remoção da cárie, fazer um tratamento expectante se tiver muito
profunda. Aqui o dente tá vivo, dor de curta duração, sem dor a palpação e percussão e
finaliza com uma radiografia pra fechar o diagnóstico.
Prognósticos da polpa e do dente são favoráveis.
A pulpite reversível tem outro nome histológico, que é HIPEREMIA PULPAR, onde
tem só uma dilatação e aumento de vasos dentro da polpa.
Se não tratada a causa, evolui pra uma pulpite irreversível (pulpite serosa ou pulpite
em fase de transição). Trata-se da fase inicial da pulpite aguda (irreversível). Dentro da
polpa, além dos fenômenos vasculares, vai ter exsudato seroso, por isso o nome de
pulpite serosa ( a nível histológico). Posso observar uma congestão, edema, infiltração
moderada de neutrófilo e hemorragia, tudo isso dentro da polpa. O nome dessa
pulpite na clínica vai ser pulpite irreversível sintomática e, a nível histológico, pulpite
serosa. Ela é o inicio da pulpite irreversível e aqui a dor já é com um declínio lento. O
uso de analgésico pelo paciente resolve no início, depois já não resolve. Tem que
atuar na causa pra resolver o problema.
LOCALIZADA: Fácil de estabelecer o dente envolvido, paciente sabe qual dente
que está causando a dor;

FREQUÊNCIA:

o Intermitente: Vai e volta; possui intervalos assintomáticos. Difere da outra (a


anterior), que é provocada.

PROGNÓSTICO:

o Desfavorável para a polpa. Dependendo do caso, pode ser favorável ou não para
o dente, porque já é endodontia, não tem outro jeito.

Nesse caso ainda continua sendo pulpite irreversível, a nível histológico já representa
pulpite purulenta. Em alguns livros iremos ver pulpite purulenta, pulpite irreversível
assintomática.

É denominada purulenta, porque histologicamente já vai estar presente pus.


Caracterizada por:

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• Áreas de abscesso na polpa dental;
• Evolução da fase de transição;
• A polpa afetada encontra-se na cavidade pulpar fechada;
• Alivia com o frio e piora com o calor.

Por que aqui é ao contrário? Porque logo no início é um fenômeno vascular, ocorre um
aumento de vasos lá. Quando se coloca gelo, acontece a vasoconstrição e assim, a
sensação de alívio. Paciente diz que o dente dói muito, mas quando toma água gelada
passa, por isso que ele costuma fazer compressa de gelo. Por isso
que é o contrario, quando ele toma alguma coisa quente piora, pois já tem pus, e quando
você coloca ocorre a vasodilatação.
As três pulpites são uma evolução uma da outra, a pulpite reversível começa só com a
hiperemia pulpar por conta da cárie, tem um agente agressor, logo terá um sistema de
defesa, ou seja, é só um fenômeno vascular, por isso que é hiperemia, mas o nome
clínico é pulpite reversível.

Pulpite reversível evolui para pulpite irreversível, isso clinicamente. Então, das pulpites
agudas, na clinica só teremos pulpite reversível ou pulpite irreversível.

Pulpite reversível não é feito canal, só remove a carie, restaura, faz-se tratamento
expectante. Quando eu vou fazer endodontia numa pulpite reversível? Porque às vezes,
a cárie está muito profunda, e quando ela vai sendo removida, falta muito pouco para
expor a polpa, e coloca-se Dycal®, forramento e sela. Esperam-se alguns dias para
saber se vai ter reação dolorosa ou não. Caso tenha relato de dor, é porque já foram
usadas brocas, o que já afetou a polpa, passando-a de reversível para irreversível.

Não é necessário que haja exposição pulpar para que se torne pulpite irreversível. Os
prolongamentos odontoblásticos dos túbulos dentinários dentinários estão sendo
afetados, o que vai afetar a polpa também. A cárie, mesmo na superfície, libera
endotoxinas que vão afetar os túbulos dentinários, que às vezes irá afetar de forma
irreversível o local.

A pulpite irreversível possui início e fim. No inicio, ela é localizada, é uma dor que é
longa, mas ainda é mais suportável, apesar de doer muito. Costuma doer e parar e
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também cessa com analgésico e histologicamente é pulpite serosa, pois tem exsudato
seroso, tem células de defesa. Já expôs a polpa, vai ter que realizar o canal. Alguém
pergunta: Radiograficamente vai ter alguma lesão periapical? Não, pois para ter lesão
periapical o dente tem que estar necrosado. Em todos esses aqui o dente está vivo, pois
ele está respondendo. Se colocar o Endo-ice®, o dente vai doer. Deitado, aumenta a
pressão intracraniana, o que pode fazer doer mais.

DURAÇÃO DA DOR: prolongada, às vezes pode cessar com o gelo. Aqui, às vezes, dói
tanto que o paciente não sabe dizer onde dói;

QUANDO VAI TER DOR À PERCUSSÃO? Quando começa a envolver o periápice.


Nesse caso o ligamento periodontal está tranquilo, quem esta sofrendo é a polpa, por
isso o teste de percussão vertical vai dar negativo.

Quando é que eu vou ter dor à percussão? Quando começa a envolver o periápice..
Então, DIFUSA, DIFÍCIL LOCALIZAÇÃO, A FREQUENCIA AQUI É
CONTÍNUA, VAI DOER E NÃO VAI MAIS PARAR. O prognóstico para a polpa
também não é favorável.

Relembrando: tem a agressão (cárie, trauma) e atingiu a polpa, resultando em


pulpite reversível (ou hiperemia pulpar), porque so há um aumento dos vasos
sanguíneos.
Essa fase de transição de pulpite aguda, isso aqui é pulpite irreversível.
Então nós temos só duas pulpites agudas: reversível e irreversível. A irreversível tem
um início, que também é chamado de fase de transição ou pulpite serosa e um fim
que é a pulpite purulenta.
Por que pulpite serosa? Porque tem exsudato seroso.
Por que pulpite purulenta? Porque já tem áreas de micro abscesso na polpa. Já tem pus
lá dentro.
Na pulpite inicial (serosa) tem aquela dor um pouco mais amena, intermitente, cessa
com analgésico, mas na purulenta é contínua.
Aí é tudo uma evolução. Daqui, o dente "morre", a polpa até então estava resistindo,
mas o dente necrosou. Esse processo é rápido. E como depois que a polpa necrosa o
dente para de doer, o paciente geralmente não procura o dentista depois disso.
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Existem três tipos de necrose:
1. Necrose por coagulação
2. Necrose por liquefação
3. Necrose gangrenosa
A necrose por coagulação ocorre por conta de uma congestão, quando por algum
motivo ocorre a obliteração dos vasos que levam nutrientes para a polpa. (trauma) por
exemplo.
A necrose por liquefação se dá geralmente por conta de microrganismos e a polpa fica
com um aspecto meio amolecido, meio líquido.
A necrose gangrenosa (mais comum na polpa) é a mistura das duas necroses anteriores.
*Dente com mancha rosa pode ser reabsorção interna.
PULPITES CRÔNICAS (OU IRREVERSÍVEL ASSINTOMÁTICA).
Na aguda a gente tem a reversível e a irreversível sintomática. Na crônica e
assintomática, porque não há dor.
Divide-se em:
Pulpite crônica hiperplásica: pulpite hipertrófica ou pólipo pulpar. É uma proliferação
intensa de tecido cronicamente inflamado. A polpa inflamada fica exposta no meio oral,
ela tem alta resistência e não dói. Reação de granulação rico em fibras com numerosos
capilares sanguíneos.
Polpa exposta com alta resistência, a polpa parecendo uma couve-flor exposta,
inflamada e não dói. Tecido Hiperplásico, reação de granulação rico em fibras com
numerosos capilares sanguíneos. Se for cortado, irá sangrar bastante.

Ele fica mostrando no slide “aqui é polpa, polpa, polpa”. Acontece com individuo
jovem, mais com criança 12-13 anos, tem a pulpite hiperplásica, a polpa cresceu, tecido
de granulação, fibroso, número de vasos sanguíneos elevados. Quando vai doer?
Quando ela morder alguma coisa em cima, ou cutucar com uma sonda, mas geralmente
não dói, ausência de dor espontânea, apenas dor provocada. No momento que ela for
pressionada, terá presença de dor.

Pergunta: Tem que fazer canal??

Helinaldo Corrêa da Conceição


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Tem que fazer canal, o único caso que não se faz canal é a pulpite reversível, dá
reversível em diante tem que ser feito o canal. Tem que tirar a polpa, fazer a
pulpotomia, quando tira sangra bastante.

Pulpite Crônica Ulcerativa

Uma inflamação crônica tem exposição pulpar ulcerada, também não dói e qualquer
obstrução da cavidade impedindo a drenagem natural da polpa afetada, pode agudizar o
processo. Nesse caso a polpa tem uma aparência de ulcerada, parece que ela está ferida,
“quando a gente faz a pulpotomia quando é tirada apenas a polpa coronária e fica o
vermelho na luz do canal, ela é desse mesmo jeito”, e ela não dói, o dente está aberto,
ela tá com o aspecto de ferida, mas não dói. Quando ela vai doer? Dá o exemplo do
cara no sitio que comeu a goiaba e a semente no dente, obstruindo o canal. Quando não
tem nada obstruindo ela está fazendo a drenagem natural, obstruiu e começa a gerar
pressão, gerando a dor.

Normal ela não dói, mas pode agudizar, quando ela é obstruída “qualquer obstrução da
cavidade impedindo a drenagem natural da polpa afetada, pode agudizar o processo”, no
caso que era crônica com a obstrução pode agudizar.

Nódulos de Calcificação

Uma doença na polpa, esses nódulos aparecem na polpa, está relacionado com a idade,
as pessoas mais velhas tem nódulos mais frequente. A etiologia não é conhecida, mais
fator de idade, trauma, muita força mastigatória em determinado elemento onde a polpa
acaba fibrosando, e calcifica, tendo os nódulos pulpares. Radiograficamente aparece
dentro da polpa umas imagens radiopacas, a polpa tem que ser radiolúcida, mas aparece
algumas imagens radiopacas. “Dói? Não! O que eu tenho com isso?” Se for preciso
fazer o canal, e no momento de abrir o dente “tem uma pedra”, e não é fácil fazer o
acesso, e com mais calculo pulpar fica mais difícil fazer a endo. Ela começa aqui, mas
pode formar em todo o canal, vai da câmara pulpar para a raiz.

Reabsorção Interna

Helinaldo Corrêa da Conceição


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Etiologia desconhecida, alguns autores falam: as vezes a pessoa teve trauma. Todo o
dente é coberto de cemento, quando não é tem esmalte, nenhuma parte da dentina está
exposta para o meio. Quando se tem um trauma, e o cemento sai do seu lugar expondo
pré-dentina, o organismo reconhece como se não fosse dele, então as células
mesenquimais indiferencidas começam a se transformar em odontoblastos e começam a
reabsorver, mecanismo de defesa, essa é uma das teorias. Etiologia ainda é
desconhecida, mas na radiografia é possível ver a reabsorção interna. O que deve ser
feito? O canal mais rápido possível, para tirar a polpa acabando com esse fenômeno
inflamatório, para parar com a reabsorção. “Se a reabsorção fosse bem aqui”, aí aparece
a mancha rosa, o dente fica rosado, e faço a endodontia normal, como deve ser feito,
“instrumenta, prova do cone...CTP, CTR e obtura” Como obtura com condensação
lateral? Não obtura, tem que pegar o compactador de Max Paden derreter e colocar
tudo dentro ou o injetor de guta percha e vai condensando, e coloca guta percha
amolecida e ela estabiliza, pois a polpa que desencadeava todo esse processo
inflamatório, não está mais lá.

Acho que é feito uma pergunta sobre a mancha rosa se é extravasamento, ele diz
que não, mas sim a localização, no caso em questão ela está bem no meio, ela pode ser
em algumas posições, e quando ela tá na região cervical, perto do colo do dente, da
coroa, da a impressão de mancha rosa, porque a polpa aumenta e como o esmalte é
translucido vai mostrar a cor da polpa. E no caso em questão não tem como a coroa
estar rosa, pois a reabsorção está lá embaixo.

Sintomatologia da Reabsorção Interna? Também não dói não. As vezes o paciente


diz que o dente está rosa, mas muitas vezes ela vai tratar outra dente e viu, fez uma
radiografia por algum motivo e viu.

Se for uma lesão muito cervical e eu colocar a guta-percha na coroa, ela vai ficar
escura? Pode ser que fique escuro, mas eu primeiro trato depois a parte estética, só não
vai perder o dente. Mas pode fazer uma faceta de porcelana, uma coroa, faceta direta,
desgasta e coloca uma lâmina de porcelana.

(Aula IV) Doenças do Periápice

Helinaldo Corrêa da Conceição


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Periapicopatias crônicas

Processos supurativos que apresentam proliferação microbiana de pequena Intensidade,


longa duração, reabsorção óssea e são geralmente assintomáticos.

O macrófago apresenta o antígeno ao linfócito TCD4 que vai interpretar o agente


agressor de baixa intensidade (crônico) se fosse de alta intensidade (agudo), neste caso
de crônico a resposta é especifica, tem especificidade nessa patologia, o macrófago
apresenta o antígeno ao TCD4 que vai interpretar, vai recrutar linfócito B para se
diferenciar em plasmócitos e secretar imunoglobulina ou antígeno especifico a esse de
baixa intensidade.

As periapicopatias ocorrem devido: a progressão da inflamação pulpar (a polpa


necrosou), todo tecido que necrosou entra em contato com o LPs.

Na opinião de vocês para ter lesão eu preciso ter bactéria?

Para ter lesão precisa ter bactéria opinião de vários autores.

Etiologia
Helinaldo Corrêa da Conceição
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Físico = instrumentação, trauma, sob obturação (cone de guta percha
passando 1mm)
Químico = Medicação intracanal
Bacteriano = bactéria (baixa intensidade)
Progressão das inflamações pulpares
Sequela de um abscesso apical agudo
Tratamento inadequado do canal

Quadro Clínico

Geralmente assintomático
Detectado pelo exame radiográfico
Pode estar associado a uma fístula

Tipos de Patologia

Pericementite crônica
Abscesso apical crônico
Granuloma apical
Cisto apical

Pericementite crônica
Processo de evolução lenta e sintomatologia leve ( dor surda ).
Excetuando as originadas a partir de condição traumática
Fase de transição – Granuloma apical.
Abscesso apical crônico

Condição inflamatória crônica, caracterizada pela intermitente formação de pus nos


tecidos que circundam a porção apical de um dente.

Presença de fístula “Sinus Tract”


Parúlides (abscesso gengival)
Granuloma apical

Helinaldo Corrêa da Conceição


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É uma massa de tecido conjuntivo neoformado com inflamação crônica, que se forma
em resposta a estímulos nocivos de baixa intensidade oriundos do canal radicular.
Infecção ou irritação ( decomposição ou necrose da polpa dental)...
Histopatologia: ↑ fibroblastos, fibras, vasos, células mononucleares inflamatórias e
ilhotas epiteliais...
Radiografia

Área radiolúcida de forma circular ou ovoide.


Diagnóstico

Assintomático
Reabsorção óssea circunscrita
Podem chegar até 10 mm
Percussão - Negativa
Mobilidade - Negativa
Palpação - Negativa
Teste de vitalidade - Negativa

Cisto apical

É uma cavidade patológica fechada revestida de epitélio, contendo um material líquido


ou semi-sólido.

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Cisto baia Cisto verdadeiro

Cisto baia
Simon denomina de cisto baia uma lesão inflamatória apical com epitélio tapizando uma
cavidade interrompida pelo ápice, que se acha protruso no interior da cavidade.
Cisto verdadeiro
Uma lesão inflamatória com epitélio recobrindo completamente uma cavidade sem a
abertura ou a conexão do forame apical e canal radicular.

(Aula V) Traumatismo Dental

Lesões de extensão, intensidade e gravidade variável, de origem acidental ou


intencional.

Urgência odontológica atendimento rápido

4 a 30 % da população em geral

Tratamento é complexo (prognóstico muitas vezes é duvidoso)

Documentação minuciosa do caso radiografias, fotografias, anotações

Etiologia
Anatomia
Convulsões
Maloclusões
Quedas/Colisões
Espancamento

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Acidentes de transito
Brigas
* Há diversos motivos para que ocorram os traumatismos dentários
Os principais mecanismos que caracterizam os impactos determinantes do traumatismo
são:
A energia do impacto = Força, intensidade.
Resiliência = Consistência e textura.
A forma = Objeto rombo, pontiagudo.
A direção = Forma central, inclinado.
Faixa etária de 1 a 3 anos de idade
O trauma pode afetar um ou mais dentes, mas geralmente a prevalência maior é no sexo
masculino. O lado direito e esquerdo pode ser igualmente afetados.
As luxações apresentam o tipo de traumatismo mais comum na dentição decídua à
prevalência é de 14 a 36 %.
O que devemos saber no primeiro momento:
Quando ocorreu? (Principalmente)
Onde ocorreu?
Como ocorreu?
Anamnese
Se a área estiver contaminada (área da lesão), devemos fazer uma limpeza.
Assepsia da região afetada com gazes e soro fisiológico para tentar promover uma
hemostasia e desinfecção dos tecidos lacerados (podemos usar a clorexidina).
Observe: O teste de sensibilidade pulpar não deve ser realizado neste momento. Pois
pode causar um falso negativo.
Injuria por luxação
Concussão=> Lesões que envolvem estruturas de suporte dentário, sem perda e
sem ruptura do ligamento. Ex: Só um baque. Pois, não há mobilidade,
sangramento e nem deslocamento.
Teste
No teste de percussão é positivo.
O teste de mobilidade é ausente
Teste de vitalidade pulpar é positivo
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Então, isso significa que a polpa esta vital.
Radiografia
Encontramos nada
Tratamento
Nada, no máximo um alívio oclusal se estiver em contato prematuro. Desaparece com
até um dia, uma semana.
Avaliação radiográfica:
Um mês, dois meses, um ano.
Subluxação=> Envolve estruturas de suporte dentário, mas não temos perda de
substância, porém já temos ruptura do ligamento. Então, temos: Sangramento e
pode ter mobilidade leve.
Teste
Palpação – positiva
Percussão – positiva
Mobilidade – Ausente e/ou pode existir uma mobilidade leve.
Sensibilidade pulpar – negativo inicialmente
Tratamento
Não há necessidade, no máximo alívio oclusal, evitar trauma e mastigação.
Medicamento
Analgésico e anti-inflamatório
Contenção
Em alguns casos deve ser feita a contenção com fios ortodônticos por 15 dias, mas
geralmente não é necessário.
Luxação Lateral=> Ocorre deslocamento excêntrico do elemento dentário
geralmente para palatino ou lingual.
Observa-se:
Sangramento Sulcular
Há comprometimentos de fibras
Há deslocamento
Teste
Percussão – Positiva
Palpação – Positiva
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Mobilidade – Positiva
Sensibilidade – Negativa inicialmente
A chance de o dente necrosar é muito grande, porém se o paciente é jovem e fizermos a
manobra correta, pode ser que esse dente mantem a vitalidade, e caso contrario, terá
reabsorção no dente, calcificação e aumento do espaço periodontal. Também pode ter
fratura alveolar.
Tratamento:
Manter o dente no local
Manter a pressão digital ou fórceps durante pelo menos cinco minutos.
Logo, em seguida, devemos fazer a contenção.
Sem fratura alveolar – contenção flexível => 15 dias
Com fratura alveolar – contenção rígida => 30 dias
Devemos tirar todo e qualquer trauma, bem como, fazer o alivio oclusal.
Medicação
Analgésico e anti-inflamatório
Tratamento Endodôntico
Não deve ser feito de imediato
Devemos fazer um controle de 15 dias, 1 mês, 2 meses, 3 meses, 6 meses, 1 ano até 5
anos.
Com 1 mês já podemos fazer o teste de vitalidade, porém podemos esperar uns 2 ou 3
meses para fazer esse teste.
Luxação intrusiva=> Deslocamento dentário no sentido apical, ou seja, em
direção ao alvéolo.
É a que provoca maior dano, principalmente, quando ela vai de encontro ao germe
dental.
Ela pode provocar:
Anquilose
Calcificação
Necrose
Reabsorção
• Inflamatória
• Substitutiva
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Observe: Não só na dentição decídua como na permanente.
Teste
Percussão: Som metálico (pois há atrito entre o dente e o osso)
Palpação – positiva
Mobilidade – Negativa
Sensibilidade – Negativa
Observe: Ás vezes existe fratura na raiz.
IMPORTANTE‼!
DENTE COM RIZOGÊNESE INCOMPLETA
Posicionamento ortodôntico ou cirúrgico
Fazer o tratamento endodôntico
Fazer uso de medicação intracanal por 60 ou 90 dias (Hidróxido de cálcio)
No dente com rizogênese incompleta não fazemos o tratamento endodôntico porque
ainda pode ocorrer o fechamento do ápice (apicigênese).
Apicigênese=> É o processo fisiológico de fechamento normal do ápice radicular de
dentes vitais que permite o termino do desenvolvimento da dentina radicular e também
a formação do canal cementário, permitindo assim, que o canal radicular adquira forma
e comprimentos normais.
Apicigênese é definida como um tratamento da polpa com vitalidade em dente imaturo
para permitir a complementação da formação radicular. Nestes dentes com exposição
pulpar por cáries ou traumatismos, deve-se permitir a continuidade da formação
radicular através de uma pulpotomia. Em dentes permanentes jovens, com exposição e
vitalidade pulpar a inflamação fica, por muito tempo, limitada à sua porção superficial,
sendo que o sucesso depende da extensão do dano pulpar e da possibilidade do dente ser
restaurado.
As caraterísticas desta terapia são: manter a integridade da bainha de Hertwig,
deposição de dentina nas paredes do dente e desenvolvimento radicular normal,
anatômico e histológico. A indicação da apicigênese é em dente imaturo com formação
radicular incompleta e lesão da polpa coronária, mas com polpa radicular sadia. A coroa
deve estar preservada e com condições de ser restaurada

Helinaldo Corrêa da Conceição


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Apificação=> É o fechamento apical induzida do ápice radicular de dentes necrosados,
pela formação posterior de tecido mineralizado, determinando ou não o aumento do
comprimento radicular. Devemos usar medicação para intervir o fechamento do ápice.
O índice de reabsorção externa é elevadíssimo, então, o uso de medicação intracanal é
uma tentativa de evita-la. O tratamento endodôntico deve ser feito depois de 60 ou 90
dias, mas devemos fazer avaliação periódica para sabermos se esta evoluindo para uma
reabsorção, abscesso e fistula.
As características desta terapia são: indução de barreira apical, canal amplo, paredes
finas e friáveis e menor comprimento da raiz. A indicação de apicificação é para
pacientes jovens, com incompleta formação radicular e com dente possível de ser
restaurado.
Luxação extrusiva=> Há um deslocamento coronário do elemento dentário.
Mobilidade e sangramento (abundante), ou melhor, “dente cresceu”.
Teste
Negativo
Há aumento no espaço do ligamento periodontal, existem diferenças nas alturas dos
elementos dentários, pois até 2 mm não precisamos reposicionar. Acima disso, devemos
reposicionar fazendo uma pressão digital. Ex: contenção flexível.
Depois de 4 horas se o dente teve um deslocamento acima de 4 mm, talvez exige um
tratamento cirúrgico para reposicionar esse dente.
Devemos extrair, limpar e reimplantar o dente segundo alguns autores.
Avaliação
15 dias, 2 meses, 6 meses.
Avulsão=> O dente sumiu (concurso)
Avaliar o grau de envolvimento radicular e o meio de transporte
DENTE COM RIZOGÊNESE INCOMPLETA
Ex: A mãe reimplantou o dente
Verificamos se o dente estar bem reimplantado
Fazer uso de anti-inflamatório e antibiótico
Fazer uso de vacina antitetânica
Tirar o dente de oclusão
Pode ser que haja vascularização
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Pode ter canal pequeno e calcificação
Ex: A mãe não reimplantou o dente
O dente no leite e no soro é viável por 6 horas
Pegamos o dente e limpamos com jato de soro fisiológico e removemos o coagulo do
alvéolo.
Contenção flexível
Antibiótico
Vacina antitetânica
Esperar revascularizar
O dente muito sujo=> deixar banhado no cloreto de sódio por 20 min.
Remover os restos necróticos com jato de soro e reimplantar o dente.
DENTE COM RIZOGÊNESE COMPLETA
Tratamento endodôntico no máximo em 10 dias
O prognostico é desfavorável (anquilose e reabsorção)
O controle deverá ser feito anual.
(Aula VI) Tratamento endodôntico em dentes com rizogênese incompleta

Aspectos radiográficos

Ápice aberto

Aspectos histológicos

Ausência de dentina apical revestida por cemento

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(Figura I) (Figura II)
Diferença
Pulpectomia=> Iremos remover toda a porção de tecido, no caso, a polpa. Se quisermos
remover apenas uma parte, ou seja, somente em um terço, chamamos de pulpectomia
parcial (remoção em parte do terço cervical ou médio do dente) no modo emergencial.
Pulpotomia=> Tratamento para rizogênese incompleta a princípio a extirpação do
tecido pulpar coronário e depois a colocação de um material sobre esse remanescente.
(Figura I)
Paciente jovem chega ao consultório com dor e no teste de sensibilidade o dente está
vital, esse paciente sofreu no parque uma queda e fraturou esmalte e dentina (fratura
simples) do elemento 21. Radiograficamente o ápice não se encontra fechado
completamente.
Vitalidade – positiva
Percussão – Negativa
Observe: Estágio de Nolla
Tratamento:
Pulpotomia, pois o dente está vital, ou seja, devemos induzir a apicigênese, ou
melhor, formação do ápice. (apicigênese)
(Figura II)
Paciente estava com cárie e foi procurar atendimento odontológico para fazer uma
restauração. Então, anteriormente ele estava com uma cárie, fez restauração e não sentiu
mais nada. A polpa estava muito próxima do corno pulpar e acabou necrosando o dente.
Vitalidade – Negativa
Percussão – Positiva
Observe: O dente esta Necrosado

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Pulpectomia (apicificação), ou seja, colocar o material que entre em contato com o
ligamento periodontal para que estimule a formação do tecido mineralizado, na região
para posteriormente fazer a obturação.

(Figura III) Primeiro molar superior

Lima Hedströem
Chamadas de limas H, são torneadas a partir de uma haste circular com uma canaleta.
São muito eficazes de seu bordo cortante sobre a dentina. Não deve ser giradas, pois são
ineficazes e podem fraturar. Estão indicadas na instrumentação de canais retos e na
preparação do terço cervical antecedendo o uso de limas de Gates-Glidden ou do uso do
Orifice Shapers.

(Lima Hedströem)

Observe: O movimento da lima Hedströem é a limagem para cima e para baixo


raspando contra as paredes. Se eu utilizo essa lima para fazer a instrumentação em um
canal de um dente permanente, principalmente, em um dente com necrose pulpar
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associado a uma lesão periapical, o movimento de limagem faz com que o remanescente
da limagem vá para a região periapical. Por isso, não usamos esse tipo de lima para
fazer a instrumentação. A lima ideal seria a lima K, pois o movimento dela é esquerda,
direita e tração.

Diagnostico e conduta clínica


Quando um dente sofre um trauma, a vascularização é rompida, ele não recebe mais
suprimento sanguíneo e dessa forma, os odontoblastos não conseguem formar dentina e
os cementoblastos não conseguem formar cemento e a formação do dente é
interrompida. Então, quando vamos tratar um dente que tem rizogênese incompleta
devemos ter um cuidado maior porque é um dente que tem paredes mais frágeis, esses
dentes não podem ser submetidos a processos de instrumentação normal, com o uso de
Gates-Glidden, por exemplo, porque ela pode destruir todo o dente, já que a estrutura
dele é mais frágil que o normal.
Professor dá exemplo de um paciente, cuja radiografia mostrava que o dente em
questão não tinha formação apical completa, os testes de vitalidade foram negativos e o
paciente relatou que tinha sofrido trauma no elemento, sendo esse trauma bastante
próximo à polpa. Então o trauma impossibilitou que houvesse a formação radicular
completa.
Então na rizogênese incompleta devemos observar os aspectos: o primeiro é o
radiográfico, observamos o ápice radicular aberto e o segundo é o histológico que
seria ausência de dentina apical e de revestimento de cemento no final da raiz.
Características dos casos de rizogênese incompleta:
Paredes radiculares extremamente finas e frágeis (por isso, não conseguimos, por
exemplo, usar a Gates-Glidden, pois ela pode “rasgar” a raiz). Então tratamento
endodôntico em dentes assim você usa uma ou duas limas, sem muito vigor na
instrumentação. Você vai tentar desinfetar da melhor maneira possível.

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Abertura apical com diâmetro superior ao do canal radicular. A abertura é
divergente, portanto é difícil definir o CTR.
Para o diagnóstico, observaremos a idade do paciente (geralmente pacientes jovens) e a
radiografia, que deve ser de boa qualidade. O paciente pode ter sofrido um trauma, ou
ter uma cárie muito extensa, que atingiu a polpa, enfim, todos esses casos que ocorrem
antes que a formação apical estivesse completa.
Na hora que iremos realizar um tratamento desse tipo, há essa grande dificuldade que é
a divergência do canal na porção final, então nesses casos selecionamos a
odontometria na parte anterior à divergência. O CTR vai ser ali no limite da
divergência (1 mm antes).
Como se dá a instrumentação?
Iremos usar limas de grosso calibre (terceira série, por exemplo) e entrar
gradativamente, muitas vezes sem uso de Gates. Faremos a penetração desinfetante.
Pegamos uma lima que se adapte a embocadura do canal e entramos devagar com ela.
Muitas vezes, mesmo limas maiores não se adaptam, então o que terá que ser feito?
Pressão lateral contra as paredes. (Entrar um pouquinho com a lima, jogar contra a
parede, às vezes até lançar mão do movimento de limagem). Como que se define o
movimento de limagem? Introdução da lima, pressão lateral contra as paredes e
tração.
Outro cuidado que temos que ter é com a solução irrigadora. A irrigação deve ser
cautelosa, com bastante cuidado, às vezes lançar mão até da clorexidina; dependendo do
caso, usar o hipoclorito menos concentrado (diluir água sanitária na água destilada 1:1,
aí cai a concentração). Dá pra usar hipoclorito 2,5%? Dá, porém com bastante cuidado,
porque pode ter extravasamento e causar complicações.
Para tratarmos, estaremos diante de duas situações: Apicigênese e apicificação.

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Apicigênese é o tratamento endodôntico em dentes com rizogênese incompleta em
dentes com vitalidade pulpar. Então o paciente tem uma cárie muito extensa, aí
quando vamos remover expomos a polpa e o dente ainda não tinha completado sua
formação.
BISHOP et ai (2001 ), concluíram que os problemas com as técnicas de apicigênese
incluem reabsorção interna, calcificações distróficas no canal que podem complicar uma
endodontia de sucesso, e necrose pulpar. Após três meses a um ano, o tratamento é
considerado de sucesso senão houver sinais de doença clínica ou radiográfica e se a raiz
se desenvolveu de um modo apical e engrossou lateralmente.
Na apicigênese propiciaremos a manutenção da polpa pra que os odontoblastos
continuem formando o terço apical. Então realizaremos uma manobra chamada
pulpotomia (remoção da porção coronária da polpa). Então, a apicigênese é a formação
fisiológica da polpa por meio da pulpotomia.
FRANK (1966) em seu artigo, acredita que fazendo um preparo químico mecânico nos
dentes não-vitais e com ápices incompletos, retirando todo tecido necrosado, fazendo
uma boa irrigação com hipoclorito de sódio, secando e obturando provisoriamente com
hidróxido de cálcio junto com paramonoclorocanforado, o ápice desse dentes sofrem um
processo fisiológico e terminam sua formação apical.
Apicificação é o tratamento endodôntico em dentes com rizogênese incompleta
portadores de necrose pulpar.

A apicificação é conseguida por meio de trocas de hidróxido de cálcio Ca(OH)2 e MTA


(Mineral Trioxide Aggregate). O Ca(OH)2 em contato com o tecido periapical favorece
a formação de tecido mineral, então forma uma barreira ali. Como não tem mais polpa
viva, onde o Ca(OH)2 está tocando fecha por mineralização, ocorre uma necrose
química e vai ter formação de tecido cemento-osteóide.
Na apicificação eu propicio o ápice a continuar se formando. Na apicigênese fecha onde
está.
Na apicificação eu realizo várias trocas de curativo até ocorrer àquela formação. Como
vou verificar isso? Com um cone de guta percha!
Você coloca Ca(OH)2 e pede para o paciente retornar depois de sete dias. Quando ele
voltar, tira o Ca(OH)2 e irriga de novo, pra melhorar a limpeza. Aí você pega um cone

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de guta percha e bater ali. Se vc sentir que ta tocando em tecido duro, tá bom teve a
formação. Se não, se bater tipo em um colchão é a região periapical. O tratamento pode
durar de 3 meses a 2 anos. Pode levar o Ca(OH)2 ao canal com lima, espiral de Lentulo,
McSpadden, pode levar o Ca(OH)2 um pouquinho mais duro e condensar com
condensador de Paiva.
PITIFORD et ai (1996) fizeram um estudo examinando as respostas das polpas dentais
de macacos, onde foram realizados capeamentos com MTA e hidróxido de cálcio. Após
três meses, os autores não notaram nenhuma inflamação pulpar em cinco das seis
amostras com MTA, e os seis dentes deste grupo tiveram uma ponte de dentina
completa. Em contraste, todas as amostras capeadas com hidróxido de cálcio mostraram
inflamações e a formação de ponte de dentina só ocorreu em duas amostras. Baseado
neste estudo nota-se que o MT A tem grande potencial para ser usado como material de
capeamento pulpar, durante a terapia da polpa vital.

Como o Hidróxido de Cálcio age?


Ele libera íons hidroxila, que são extremamente básicos. Quando eles entram em contato
com o tecido, essa alcalinidade forma uma necrose no tecido e essa necrose de contato
induz a mineralização.
O Ca(OH)2 tem a mesma radiopacidade da dentina, mas pra ver na radiografia podemos
misturar com substâncias radiopacificadora, como Óxido de Zinco, na proporção de 2:1,
iodofórmio, entre outros.

Nós iremos levar o Ca(OH)2 ao canal em veículos aquosos (água destilada, soro
fisiológico, solução anestésica) ou oleosos(glicerina, paramono, azeite de oliva).

Professor fala da Pasta Calen, que foi desenvolvida pelo professor Mário Leonardo.
Ela é composta por Ca(OH)2, Paramonoclorofenol canforado e Polietilenoglicol, você
compra na dental. Como usa? Tem um tubete de glicerina e a seringa ML (Mario
Leonardo), aí você tira o embolo, coloca a agulha e enche com glicerina pra lubrificar
a saída da agulha. Depois tira o tubete de glicerina, coloca a pasta e preenche todo o
canal.

Helinaldo Corrêa da Conceição


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Sequência do tratamento de dentes com rizogênese incompleta:
• Abertura coronária
• Cateterismo
• Preparo cervical (lima mais grossa pra mais fina)
• Determinar o CTR (1 mm aquém da divergência)
• Colocar curativo de demora

Obs: o localizador apical não é indicado em casos de rizogênese incompleta.


Outras opções pra tratar dentes com rizogênese incompleta portadores de necrose
pulpar:
• Obturação imediata com pasta LC (pasta com Ca(OH)2, agente
radiopacificador em veículo oleoso). É conhecida como pasta milagrosa. Ela
libera ‘ions hidroxila de forma mais lenta devido à presença do veículo
oleoso.
• Tampão com Ca(OH)2 ou MTA (mais indicado hoje em dia, tem
propriedades melhores que o Ca(OH)2, ele é mais biocompatível, tem
melhor vedamento das paredes, não dissolve tão fácil).
• Trocas de curativo com Hidróxido de cálcio (Ca(OH)2) (MAIS ACEITO)

O cone de guta não vai travar no ápice, então temos que ter a barreira com Ca(OH)2 ou
fazer um tampão de MTA pra fazer o limite.
MTA

Confecção do tampão apical:

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Desinfecção inicial e irrigar, coloca medicação e manda o paciente pra casa ou faz logo
o tampão apical e obtura. Depende da experiência do profissional. Você mistura o
Ca(OH)2 com veiculo aquoso ou oleoso e vai levando ao ápice, condensando, formando
uma barreira de 2 a 4 mm.
Perguntaram se pode obturar com a pasta LC em dentes normais. Sim, mas o cimento
tem melhor adesividade. A pasta LC também pode ser usada em casos de lesão muito
extensa e infecção persistente, além da rizogênese incompleta.

Apicigênese (pulpotomia) cai em concurso‼!


Devem ser observados os seguintes aspectos:
• Consistência firme da polpa
• Hemorragia suave
• Sangue com coloração vermelho vivo
• Polpa rosa avermelhada
Não tem muitos casos, mas é relatado na literatura. PODE dar certo.
Você remove a polpa coronária e coloca HC na embocadura do canal.
Técnicas:
Imediata: Remoção da polpa com broca ou cureta + otosporim por 10 minutos, depois
suga e irriga com soro e faz tampão com HC e restaura o dente
Mediata: Remove a polpa + curativo de demora com otosporim + selamento provisório.
Na outra sessão coloca hidróxido de cálcio e restaura
Outra técnica: remove a polpa, irriga com agua de cal, por hidróxido de cálcio e restaura
o dente.
Pulpotomia alta: remove polpa só na exposição pulpar.
Professor fala que proteção pulpar só é em caso de rizogênese incompleta. Quando
expõe em dente permanente normal, eh pulpectomia.
Após pulpotomia, proservar e radiografar.

(Aula VII) Instrumentação de Molares

Helinaldo Corrêa da Conceição


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# 10
# 15
#20
Largo I para o preparo cervical
# 15
#20
S1
S2
F1
F2 (opcional)

Helinaldo Corrêa da Conceição


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INSTRUMENTAÇÃO EM DENTES MOLARES
Valem lembrar que molar, é dente difícil mesmo. Senão ia ser dente moleza e não
molar. É difícil a posição dele, a localização dos canais, é complicado. Então molar é
pra especialista, na minha opinião.

Molar inferior

Helinaldo Corrêa da Conceição


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Molar superior

Então a grande dificuldade desse dente é a sua complexa anatomia. Ele tem um sistema
de canais dentro de si que dificulta bastante à limpeza. Se você for fazer um dente molar
hoje, tem que ter níquel-titânio. Se for fazer um dente molar com a lima manual não dá.
Além de ser cientificamente errado você está fazendo um procedimento atrasado. Por
quê? Por causa das curvaturas fisiológicas da raiz dele. E isso dificulta a ação do
instrumento manual. A partir da lima 25 atuando no molar, você já tem desvio nas
raízes mesiais dos molares inferiores e nos canais vestibulares dos molares
superiores, o palatino é um incisivo central e o canal distal quando se encontra
apenas um também é um incisivo. Ou seja, a lima 25 é a última que pode atuar no
molar. A 30 já desvia porque o aço dela é muito resistente. Não tem flexibilidade.

Outra dificuldade dos molares é a presença de deltas-apicais, várias forâmens apicais. E


isso exige uma técnica de obturação mais apurada. Se você for pela técnica de
condensação lateral e se for um dente necrosado, muitas vezes você não consegue
obliterar essas áreas de ramificação. Se tiver bactéria ai, o responsável pela desinfecção
vai ser a solução irrigante e depois a obturação com cimento endodôntico, que só é
possível com uma técnica que derreta a guta percha. A mais usada é a max paden que
é uma broca que você liga no seu contra-ângulo normal e ai pelo atrito ela derrete
a guta percha. Essa é a técnica indicada pra fazer molar.

Mas aqui vamos aprender a técnica com a protaper manual. Chamamos isso de técnica
híbrida. Uma técnica que a gente mesmo desenvolveu. Então a técnica é a seguinte:
primeira coisa, bom e velho CTP, se você sabe o comprimento médio do dente, esse

Helinaldo Corrêa da Conceição


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CTP é uma maneira didática. O comprimento médio do molar é 21 ou 22, legal, acha o
CTP desconta 2 mm por margem de segurança, ai você vai pra cirurgia de acesso. É
complicado, na endodontia gente, você não vê mesmo! Na endodontia você VIAJA!
Você não consegue enxergar que nem em outras disciplinas, então você tem que
imaginar. Você imagina a anatomia, por quê? Os canais sempre estão no mesmo lugar.
Por exemplo, tem a cúspide distovestibular, o canal distovestibular está sempre abaixo
dessa cúspide. Então é uma coisa previsível. Igual às mulheres né?!

Então vamos acessar, o quê que é importante na hora de acessar? Raio-x inicial pra você
ter uma documentação, você vai realizar a abertura coronária visualizando primeiro o
ponto de eleição. O ponto de eleição do molar é bem no centro do dente, com a broca
esférica até cair no vazio. Depois vamos lembrar a direção de trepanação, qual que é
essa direção? Paralelo ao longo eixo do dente. Diferente dos incisivos e caninos que
você entra perpendicular ao longo eixo do dente num ângulo de 45 graus ou 90 graus.
No molar SEMPRE É PARALELO. Pra quem está começando é bom sempre medir na
radiografia pra verificar quanto deve entrar com a broca. Quando eu caio no vazio, o
que proporciona? TETO. Teto são áreas que podem conter contaminação ou polpa
necrosada, então eu tenho que remover isso. Eu começo removendo com a própria broca
esférica, jogo ela um pouquinho para o lado e vou removendo de dentro pra fora. Então
faço isso em todas as paredes. Pego o explorador para verificar se ainda tem teto, se
travar ainda tem teto. Então continuo removendo. Depois disso uso uma broca tronco-
cônica pra dar divergências às paredes , deixando elas todas lisas sem irregularidades.
Podemos optar pelo endo-Z (endo-zecria) a desvantagem dessa broca é o preço. Então
podemos usar uma 2082 que é diamantada, e ela não tem corte na ponta. Mas com o
tempo você vai precisar do corte na ponta. No molar, ainda tem uma característica
anatômica que vai dificultar nossa instrumentação, que é uma área que seria a cópia da
região do ligamento para dentro da raiz (da junção cemento-esmalte pra dentro da raiz)
essa área é determinada constrição cervical. E isso dificulta a entrada da lima, essa
“barriguinha” vai jogar minha lima para o outro lado. Eu entro no canal mesial e a
minha lima esta para a distal, entenderam? Então eu tenho que tirar essa constrição com
o meu preparador cervical: uma gattes ou um largo, pra que a minha lima entre reto no
canal. Outra situação é que as outras paredes vão sendo prejudicadas em relação à

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limpeza e modelagem. Isso ai você tira automático. Na hora que você entra com a gattes
ela remove isso.

A forma final do molar inferior é trapezoidal, com a base maior para mesial. Então
tenho 2 canais na mesial e 1 na distal, posso ter dois na distal também.

Então vamos lá, acesso do molar inferior, temos o canal disto vestibular, canal mesio
vestibular temos: o rostrum canalis que é uma linha que leva você ao canal. E temos
também o canal distal. O molar inferior pode ter 4 canais também, mesio vestibular
,mesio lingual, disto vestibular e distolingual.

E o molar superior? Como que ele é? A mesma coisa. Ponto de eleição no mesmo local.
Tem autor que manda você preservar a ponte de esmalte, mas você tem que fazer o
canal, se a ponte de esmalte não ficar beleza...DANE-SE. Você tem que acessar, a lima
deve entrar reta no canal independente de ponte de esmalte. Broca esférica paralela ao
longo eixo dos dentes. Cair no vazio, dar forma de conveniência e fazer desgaste
compensatório, remoção da constrição cervical. Alguns autores mandam você fazer uma
leve inclinação pra palatina, por quê? Porque o canal palatino é o maior. Uso meu
explorador pra ver se eu retirei todo teto, ele deve passar liso. E no final passo uma
tronco-conica ou uma endo Z pra deixar lisa a parede. O primeiro molar superior que é
o bixo, por que ? 4 canais. O quarto canal esta na raiz mesial que é mais grossa. Vou
cair no vazio,inclino um pouquinho pra palatina e acho o canal palatino,o outro canal
que eu tenho que localizar é o mesiovestibular, então eu vou desgastando a mesio
(cúspide). Numa linha reta entre o mesio e o palatino eu tenho o quarto canal ou
mesiopalatino. Ai depois eu faço um semicírculo entre o mesial e o palatino, o canal
distovestibular pode estar em qualquer lugar neste semicírculo, então eu vou cutucando
ate achar.eles estão bem pertinho um do outro. Nunca estão longe um do outro. No
máximo 2 ou 3 mm de distância. A forma final é triangular com base maior pra
vestibular, que é onde estão os dois canais (mesio e o disto).

Vou fazer agora o cateterismo, com uma lima fina pra conhecer o canal, oscilando e
forçando pra baixo. Isso é super importante, porque vai mostrar pra você as dificuldades
que você vai ter no tratamento do molar. Verificar se ta entrando reto. Entrar com a #10
até o CTP. Fazer a mesma coisa com a #15. (antes disso você já fez isolamento) a #15
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também deve chegar legal no CTP. Faz a mesma coisa com a #20, mas essa não tem a
obrigação de chegar no CTP, porque dependendo do tamanho da região apical onde ela
chegou , ela pode levar bactéria pra região periapical. A #10 e a #15 entram no meio da
bactéria , sem leva-las para o periápice. A #20 como já é mais gordinha pode levar. Por
isso ela não tem a obrigação de chegar onde a #10 e a #15 chegaram anteriormente. Isso
para canal atresico. Então coloquei aqui didaticamente, CTP-2, só pra vocês terem uma
medida. Pra facilitar o aprendizado. Então a 10 e a 15 podem entrar legal, e a 20 na
medida menos 2. Se ela entrar todo não tem problema. E por fim cateterismo com a #25.
A 25 tem menos obrigação ainda de entrar ate onde as outras chegaram. A 25 entra só
pra delimitar a embocadura do canal , pra gattes entrar sem forçar muito, sem desviar o
canal. Então didaticamente a #25 entra em ctp-3mm. Agora você vai fazer o preparo
cervical com a broca largo 1 e 2 de 28mm. Como ela é pequenininha, você pode entrar
com ela inteira, então na hora que o contra-ângulo tocar na cúspide você já sabe que ta
bom, sem precisar medir (se o dente tiver coroa). No canal distal do inferior ou no
palatino do superior você pode usar a 3 pra definir a região cervical. A largo também
faz desinfecção e favorece a irrigação. Depois de usar a gattes ou a largo, você vai fazer
a odontometria, você vai colocar as limas no canal até o CTP e radiografar. Confirmou a
odontometria, vai preparar o terço apical. Com as mesmas limas...15,20,25. Por quê?
Porque a 25 é a ultima a ter elasticidade aceitável para atuar no molar. Então você vai
instrumentar o terço apical com essas limas no CTR. A partir da 30 pode ter desvio.
Usamos o aço porque é mais resistente que o níquel-titânio, a parte mais fragio do
níquel – titânio é a ponta. No distal inferior ou palatino dos superiores, por ele serem
retos e volumosos eu tenho que continuar. Então uso a 30,35 e 40. Por quê? Porque eles
são retos e amplos. As raízes curvas dos molares são? A mesial do inferior, e as
vestibular do superior. Então como elas são retas posso usar aço-inox (distal do inferior
e palatina do superior). Na raiz mesial eu vou utilizar o sistema protaper, então eu vou
usar a branca que é a S2 e a ponta 19, a ponta dela parece uma lima 19. Porém esse
sistema tem uma característica especial, ele tem conicidade variada. Não que nem a
nossa lima manual que tem uma conicidade fixa de taper 2. Sobe de dois em dois até o
cabo. Essa não, no começo é taper 2 , depois taper 5 , isso tudo pra você usar menos
lima na instrumentação. É o único instrumento do mercado que tem conicidade variada,
todos os outros têm conicidade fixa. Então pra finalizar a instrumentação eu uso a s2
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que é o branquinho e a F1 que são limas de preparo apical. S=shaper (limas pra preparo
cervical) e F=finish (limas pra preparo apical). Então terminamos com a F1. Essa é a
técnica hibrida que a gente preconiza aqui na universidade. SÓ A GENTE NO MUNDO
FAZ ASSIM! NINGUÉM MAIS.

Limas Protaper e suas cores

O sistema protaper são 8 instrumentos. Ele faz a modelagem com limas especiais, eles
têm cone de papel especial com o mesmo diâmetro da lima e cones de guta-percha
especial com o mesmo diâmetro da lima. Você usa só 1 então. Poe o cone lá e está
obturado o canal. Corta e condensa. Você não precisa ficar enchendo de acessório.
Lembrar sempre da manobra de patência. O quê que é a potência? Passar um
pouquinho do CTR pra desobstruir a área que pode não ter sido instrumentada.
As limas de potência universais são 10 e 15. Dente com lesão apical é obrigatório.

E por fim, obturação. A técnica que utilizamos pra obturar é a técnica da compressão
hidráulica que esta descrita do hélio pereira Lopes. Vocês devem dar uma lida nisso.
Essa compressão é você pegar um cone M , se você terminou na F1. No canal distal o
palatino você vai colar um cone M + 2 ou 3 acessórios. E na raiz mesial técnica hibrida.

Então a sequencia da protaper é: cateterismo com a 10 e 15, preparo cervical com a s1


tem a mesma função da largo e depois odontometria e vai direto no CTR com a S1 S2 E
F1 . Os cones usados são M ou FM, pois é a técnica do cone único.

(Aula VIII) Urgências e Emergências em Endodontia

Helinaldo Corrêa da Conceição


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“Uma Emergência verdadeira rompe o equilíbrio do paciente e o impede de executar
atividades rotineiras” (Torabinejad, 2010)
Endodontia em 90% dos casos.
Na maioria dos casos, o paciente está com dor, e o que gera dor é a polpa, ou região
perirradicular, então vai ter que fazer uma intervenção endodôntica. Não quer dizer que
será feito o tratamento de canal. Às vezes vai precisar fazer, às vezes não vai, mas
alguma coisa eu vou ter que fazer. Não adianta só passar uma dipirona na veia, porque a
dor vai passar por um momento, mas uma hora depois vai voltar à dor. Então, resolveu?
Não né. Então, se a pessoa só medicar não vai resolver, tem que haver alguma
intervenção. E em qualquer doença, pra resolvê-la, tem que remover a causa e cessar o
efeito. Por exemplo, se houver um espinho no meu dedo, eu vou tomar uma
dipirona?não né, eu vou remover o espinho. A mesma coisa ocorre com o dente.( Gente,
o prof fala várias vezes: não, né?)

Qual a diferença de urgência e emergência?

Emergência é quando há risco de morte. Dificilmente nós vamos pegar um paciente com
risco de morte, eu nunca ouvir dizer que um cara morreu por estar com dor de dente. A
pessoa sente muita dor, porque já está interferindo na vida do cara, então temos que
intervir. Claro que infecções cruzadas, generalizadas podem levar a óbito mas não uma
dor dente.

Na urgência, não tem aquela questão de atender a pessoa naquele momento. Você pode
marcar outra consulta, quando a pessoa quebrou a restauração por exemplo, claro que
está incomodando, machucando a gengiva e a língua, entrando alimento, dando mau
cheiro, porém é algo que dar pra esperar. Mas quando o cara chega desesperado de dor,
e não conseguiu dormir, nem comer, nem dirigir, nesse caso já é uma situação que eu
tenho que intervir o mais rápido possível.

Torabinejad dá uma dica de fazer algumas perguntas pra você saber diferenciar quando
vai ser uma urgência ou emergência:

1. Seu problema está interferindo no sono, alimentação, trabalho, na concentração


e em outras atividades diárias?

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2. Há quanto tempo esse problema o aflinge?
3. Precisou tomar algum medicamento para aliviar a dor? Ele foi eficaz?

Então, após isso, você vai fechar o diagnóstico. Se for uma emergência, ele vai ter que
fazer um tratamento imediato, quando o paciente está com muita dor . Se for urgência,
eu vou marcar uma consulta( conveniência), em pacientes que precisam de atendimento
mas podem esperar para serem atendidos em outra consulta, está incomodando mas
pode esperar.

Existem situações que não requerem terapia endodôntica:

Hipersensibilidade dentinária ( na globo aparece a propaganda do colgate sensitive, de


alguém tomando água gelada e sente dor, e após passar colgate sensitive alivia a dor). É
uma dor aguda ( forte), pode até ser comparada com uma dor de quem já fez
clareamento, fugaz ( bate o vento e dói), localizada, e provocada após estímulos
mecânicos, osmóticos, térmicos( açaí, sorvete, café muito quente) e bacterianos. Muitas
vezes é associada a recessão gengival promovendo a exposição dentinária na região
cervical do dente. As vezes, o paciente se queixa de dor e você faz o teste com endoice e
ele sente dor, e você faz o acesso, mas precisava abrir o dente?não .não precisava, era
apenas sensibilidade dentinária pois o paciente tinha recessão gengival e tinha dentina
exposta; não vai ser uma recessão enorme, as vezes é uma recessão muito discreta, de 1
a 2 mm, já é o suficiente pra incomodar bastante.Em casos em que a pessoa tem 3mm
de raíz pra fora, a pessoa nem sente mais, mas 1 mm de dentina exposta dói muito, pois
já expos os túbulos dentinários. Então não tem necessidade de abrir o dente, se o mesmo
está hígido. O quê que faz?recomenda-se colgate sensitive ( alívio temporário), pois
essas pastas sensodyne, colgate sensitive vem com umas partículas, que quando você
esfrega ou escova, essas partículas entram nos túbulos dentinários e vedam, então por
isso a pessoa sente aquele alívio imediato. Outras alternativas de aliviar ou cessar a dor
desse paciente com sensibilidade, seria fazer restaurações ( resina, ionômero de vidro),
verniz fluoretado, laser terapia, pode passar adesivo também, mas ele pode ficar um
pouco menos de tempo. A dor não cessa pra sempre, mas fica um bom tempo sem dor,
se surgir dor um tempo depois, repete-se o método. Pode até jogar um jato de ar, pra

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saber se o paciente ainda sente dor. Então, é importante lembrar que ninguém vai fazer
logo a endodontia em um dente logo de cara, muito menos a exodontia. Por exemplo,
quando eu corto o meu pé, eu vou amputar logo de cara?não né?vou passar methiolat, se
não resolver, eu passo rifocina, se não resolver, eu dou um ponto, ou dois, ou vários, e
se não der jeito aí tem que amputar mesmo.

Pulpite Reversível: A dor é semelhante a descrita para hipersensibilidade dentinária. Os


exames revelam cárie profunda ou recidivante( que são restaurações com cárie, e isso
acontece ou porque o paciente não escovou os dentes, ou porque o dentista não removeu
toda a cárie, por ter receio de expor a polpa). Lembrando que não é porque a cárie é
profunda que o tratamento vai ser a endodontia, pois a pulpite pode ocorrer em
restaurações extensas, recentes ou fraturadas sem exposição pulpar. O quê que acontece
muito?o paciente fala que sua restauração de amálgama não é estético e quer mudar pra
um material da cor do dente, então o dentista retira aquela restauração enorme de
amálgama, ficando muito próximo da polpa, e por isso, o condicionamento ácido pode
agredir a polpa pela grande proximidade, nesse caso pode gerar uma pulpite reversível.
O tratamento é a remoção do tecido cariado ou restauração defeituosa e aplicação de um
curativo a base de hidróxido de zinco e eugenol em dentes posteriores e em restaurações
com resina é conveniente aplicar o cimento de hidróxido de cálcio e selar a cavidade
com ionômero de vidro e restaurar de forma definitiva após duas semanas se o dente
estiver assintomático.

• Condições que requerem terapia endodôntica:

Pulpite irreversível sintomática. Nesse caso, já atingiu a polpa, e as principais


características são : dor espontânea, e de longa duração, pulsátil, exarceba a noite. Na
pulpite irreversível, será feito o tratamento endodôntico e eu tenho que observar em
relação : se eu estou com tempo disponível ou com limite de tempo.

Tempo Disponível: faz-se o tratamento endodôntico

Limite de tempo:

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Em dentes unirradiculares( incisivos centrais, laterais, caninos, e alguns pré-molares):
faz-se a pulpectomia( remoção total da polpa) e depois medicação com o corticosteróide
( Otosporin) pois é um antiinflamatório e a polpa ainda está viva e as vezes pode ficar
um restinho de polpa lá no ápice, ou no corno pulpar e se ficar resto de polpa o paciente
pode sentir dor.

Em dentes multirradiculares( molares): faz-se a pulpectomia do canal mais amplo e


medicação com corticosteróide. Em molares inferiores tem-se geralmente 3 canais, mas
pode ser que tenha 4 ou 2, mas geralmente são 3. Os dois canais estão na mesial, sendo
que um vai estar na vestibular, e chama-se mésio-vestibular , e o outro vai estar na
lingual, e chama-se mésio-lingual, e outro canal vai estar na distal. O canal mais amplo
é o distal.

Já em molares superiores, há 2 canais na vestibular, e 1 canal na palatina, sendo que o


canal mais amplo é a palatino

Selamento coronário( provisório= cotosol, CIV, óx. de zinco e eugenol) e prescrição de


analgésicos/antiinflamatórios (ibuprofeno) 1 ou 2 dias, e pra pacientes com intolerância
a AINES recomenda-se o paracetamol.

Dor de Origem perirradicular:

Já tem agressão microbiana( liberação de mediadores químicos), compressão de fibras


nervosas sensoriais, lig. periodontal que possui espaço limitado para se expandir,
gerando a dor de origem perirradicular.

OBS Importante : A cárie chegou na polpa, a polpa então necrosou, e se encheu de


microorganismos e estes vão se proliferar no sistema de canais radiculares, liberando
mediadores químicos até chegarem no periápice; e encontrarem o nosso sistema de
defesa e nessa interação de microorganismos e macrófagos há formação de pus que é o
exsudato, e esse exsudato vai comprimir as fibras nervosas, pois o mesmo não tem
espaço para escoar pois ele fica entre o osso e o dente, por isso o paciente sente dor, e
sente o dente crescido em alguns casos.

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O lig. periodontal possui espaço limitado para se expandir, gerando a dor de origem
perirradicular.

O tratamento: eliminção ou pelo menos a redução da população bacteriana intracanal (


através da instrumentação). Além disso, tem a patência, permitindo a drenagem,
eliminação da causa principal da agressão, isto é, bactérias alojadas no 1/3 apical do
canal, em íntimo contato com o lig. periodontal.

Necrose Pulpar com periodontite apical aguda:

Dor intensa;
Test positivo de percussão e as vezes palpação;
Dor ao toque, o paciente sente o dente crescido;
Radiograficamente pode haver ou não o espessamento do lig.
periodontal

OBS: Como o conteúdo tóxico do canal é o responsável pela inflamação perirradicular,


então a limpeza completa do canal em toda a sua extensão, por meio de técnicas
progressivas de instrumentação, é o melhor procedimento de escolha para alívio da dor.

Tratamento: Opção 1: Instrumentação completa do sistema de canais, irrigação com


NaOCL A 2,5%), selamento coronário e prescreve analgésico/ antiinflamatório, alívio
da oclusão.

Opção 2: Quando há limitação da técnica, do tempo e da anatomia). Instrumentação dos


1/3 cervical e médio, irrigando com NAOCL a 2,5%, colocação de uma mecha de
algodão embebido em NAOCL na câmara pulpar impedindo a proliferação microbiana(
máx. 7 dias), selamento coronário e prescrição de analgésicos/antiinflamatório, alívio da
oclusão.

OBS: Deve-se tomar cuidado com pré-molar, na hora de usar o cotosol, pois ele toma
presa por expansão e quando ele entra em contato com a umidade ele vai começar a
tomar presa, aí ele expande. Se o pré-molar estiver só com a parede vest. e ling. e vc põe
o cotosol, na outra consulta o paciente volta sem a coroa. Então deve-se usar CIV.

Helinaldo Corrêa da Conceição


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Abcesso Perirradicular agudo:

Dor espontânea, pulsátil, e dor a mastigação;


Teste de percussão e palpação é positivo;
Pode haver mobilidade e também envolvimento sistêmico como febre;
O tratamento evolui conforme o estágio de evolução do abcesso.

Estágio inicial : sem tumefação, a dor é excruciante. O diagnóstico clínico é usualmente


confundido com a periodontite apical aguda e só é confirmado quando há visualização
de exsudato purulento drenado pelo canal após abertura coronária.

O abcesso tem 3 fases: 1) fase intraóssea ( dor pulsátil, mobilidade, vermelhidão), 2)


fase subperiosteal ( dor difusa, edema, fleimão), 3)fase submucosa ( fístula e aí cronifica
e o paciente para de sentir dor).

Complicações do AAA

Angina de Ludwig – CCD

Trombose do Seio Cavernoso

Osteomielite Supurativa Aguda

Sinusite Maxilar.

Abscesso Fênix ou Flare - Up


Etiologia
Microrganismos
Iatrogênia
Extrusão apical de detritos contaminados
Desequilíbrio da microbiota endodôntica
Introdução de novas bactérias no canal
TRATAMENTO
Revisão da instrumentação, patência foraminal.
Hidróxido de calcio + PMCC
Selamento coronário e alívio da oclusão

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PRESCRIÇÃO
Analgésico / anti-inflamatório
Ibuprofeno 600mg
Prescrição de antibiótico
Amoxicilina com clavulanato de potássio ou Metronidazol
Vitamina C
Não odontogênicas
Mialgia facial
Dor do miocárdio
Sinusite maxilar
Otite
Neuralgias
O músculo temporal geralmente refere dor apenas para os dentes maxilares, mas pode
também referir para os dentes anteriores ou posteriores, dependendo da localização do
ponto de gatilho. (OKESON, 2008)
O músculo masseter refere a dor apenas para os dentes posteriores, mas pode referir dor
tanto para os dentes inferiores quanto superiores, dependendo da localização do ponto
de gatilho. O feixe anterior do músculo digástrico refere dor apenas para os dentes
mandibulares anteriores. (OKESON, 2008)

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVARES, S. Endodontia clínica, 1a ed, 1990

BERGER, C. R. Endodontia clínica, 2002

COHEN, S.; HARGREAVES, K.M. Caminhos da polpa, 2007

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ESTRELA, C. Ciência Endodôntica, 9a ed, 2004

IMURA, N. ; ZUOLO, M. L. Endodontia para o clínico geral, 1998

INGLE, J. I.; BEVERIGE, E. E. Endodontia , 3a ed, 1989

LEONARDO, M.R. Endodontia: tratamento de canais radiculares-princípios


técnicos e biológicos, 2005

LOPES, H. P.; SIQUEIRA JÚNIOR, J. F. Endodontia: Biologia e técnica, 3ª ed.,


2010.

OKESON, P. JEFFREY. Tratamento das desordens temporomandibulares e


oclusão. 2008

SOARES, I. J.; GOLDBERG, F. Endodontia: técnicas e fundamentos, 2011.

MORAES, Ivaldo Gomes de et al. Influência do hidróxido de cálcio e do EDTA na


marcação da infiltração marginal de azul de metileno em obturação de canais
radiculares. Rev. FOB V.8, n. 1/2, p.37-44, jan./jun. 2000

LENZi, Henrique et al. Ação do EDTA sobre a camada residual nos terços cervical,
médio e apical do canal radícula. R. Ci. méd. biol., Salvador, v. 2, n. 2, p. 208-218,
jul./dez. 2003

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