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EVOLUCIONISMO

SEGUNDO DARWIN
A Tartaruga de Darwin
Em 1835, quando Charles Darwin visitou as Ilhas
Galápagos
durante a sua viagem à volta do mundo, desembarcou
nas ilhas e procurou capturar animais desconhecidos e
catalogá-los. Umas das atrações do arquipélago eram as
suas
tartarugas gigantes, classificadas na espécie Geochelone
nigra,
que abundavam em todas as ilhas. A tripulação
entusiasmou-se com estes animais e, quando partiram,
levaram consigo quatro juvenis. Já de regresso a
Inglaterra, duas das tartarugas morreram e as outras
duas foram enviadas para a Austrália (1841). Uma delas
acabou por morrer em 1929 no Jardim Botânico de
Brisbane, contudo a
Outra, de nome Harriet, viveu 175 anos e acabou por
morrer no Jardim Zoológico de Beerwah em Julho de
2006.

Era o animal mais velho da terra.


SELECÇÃO
ARTIFICIAL
SELEÇÃO ARTIFICIAL
VARIABILIDADE
INTRAESPECIFICA

INFLUÊNCIA DO MEIO

SELEÇÃO NATURAL
VARIABILIDADE INTRAESPECÍFICA

INFLUÊNCIA DO MEIO

SELEÇÃO NATURAL
SOBREVIVÊNCIA DO MAIS APTO PARA O NOVO AMBIENTE

SELEÇÃO NATURAL
SELEÇÃO NATURAL ESTABILIZADORA
SELEÇÃO NATURAL DIRECIONAL
Jogo: Seleção natural

http://www.nhm.ac.uk/nature-online/evolution/what-is-evolution/natural-
selection-game/the-evolution-experience.html

Jogo: Puzzle Darwin

http://www.jigzone.com/puzzles/2F136E85C30?z=0&m=1D2508F43F.6E
5765A
ARGUMENTOS A FAVOR DO

EVOLUCIONISMO DE DARWIN
ARGUMENTOS ANATÓMICOS
Os argumentos anatómicos baseiam-se em estudos de
anatomia comparada, a qual realça as semelhanças e as
diferenças das estruturas anatómicas dos indivíduos.

A apoiar este tipo de argumentos encontram-se:

- órgãos homólogos

- órgãos análogos

- órgãos vestigiais
EVOLUÇÃO DIVERGENTE
Órgãos homólogos - órgãos com o mesmo padrão anatómico, a mesma
origem embrionária (mesmo ancestral comum), mas podem ter funções
diferentes.

À medida que os diferentes grupos se iam adaptando a diferentes nichos


ecológicos sofreram pressões seletivas diferentes, estes órgãos evoluíram de
forma diferente a partir de um ancestral comum, que passou a desempenhar
funções diferentes.
EVOLUÇÃO DIVERGENTE
EVOLUÇÃO DIVERGENTE
Indivíduos de um grupo ancestral comum
colonizam diferentes habitats

Atuação de pressões selectivas distintas.


Para cada meio são selecionados os
indivíduos que apresentam características
vantajosas nesse meio.

Estruturas homólogas

EVOLUÇÃO
DIVERGENTE
Radiação Adaptativa – várias espécies foram formadas a partir de um
ancestral comum, devido ao fato de terem ocupado habitats/ nichos
ecológicos diferentes.
Ocorrem fenómenos de evolução divergente.
Ex. Radiação adaptativa dos mamíferos.
As estruturas homólogas possibilitam a construção de Séries
filogenéticas que traduzem a evolução dessas estruturas nos
vários organismos.
Séries filogenéticas progressivas – os órgãos homólogos
apresentam um desenvolvimento e complexidade crescente ao
longo da série.
Ex: - Sistema nervoso dos vertebrados;
- coração dos vertebrados.
Séries filogenéticas regressivas –
os órgãos homólogos apresentam
um grau de desenvolvimento cada
vez menor, o que leva a admitir
que a evolução se terá dado de
um órgão mais complexo para um
mais simples.
Ex: Evolução dos membros do
cavalo; perda dos membros nas
serpentes; “atrofia” das asas das
aves corredoras.
Estruturas Análogas: órgãos que tem origem e estrutura
diferentes, mas formas semelhantes e que desempenham a
mesma função.
São exemplo de estruturas análogas as asas de insetos e de
aves.
EVOLUÇÃO CONVERGENTE
Evolução
convergente no
sentido de uma
forma hidrodinâmica
Indivíduos de diferentes grupos (sem
ancestral comum) colonizam habitats/
nichos ecológicos semelhantes

Atuação de pressões selectivas idênticas


A seleção natural favorece os indivíduos
que apresentam estruturas que, apesar de
anatomicamente diferentes, desempenham
funções semelhantes em ambientes
semelhantes.

Estruturas análogas
Estruturas vestigiais: São órgãos que não desempenham nenhuma
função, devido à atrofia dos mesmos, que perderam o seu significado
fisiológico. São exemplo de estruturas vestigiais a vértebra coccígea, o
apêndice, a membrana nictitante e os músculos das orelhas.
As estruturas vestigiais constituem um
argumento a favor do evolucionismo, na
medida em que a sua redução transmite-
nos a ideia de que os seres sofrem
alterações.

Revela a ação de uma evolução no sentido


regressivo, privilegiando indivíduos com
estruturas cada vez menores.

Ex: - dentes em algumas espécies de


baleias,
- osso pélvico na baleia,
- dedos laterais nos cavalos,
- ossos das patas em cobras.
Biogeografia. A análise das espécies
nas suas respetivas áreas geográficas
permite concluir que, em ambientes
idênticos, estas apresentam
características semelhantes, mas, em
meios distintos, mesmo quando
pertencem à mesma classe,
apresentam adaptações diferentes.

Uma vez que estas observações


podem ser explicadas pela evolução
convergente (sujeito a pressões
seletivas iguais, os seres desenvolvem-
se estruturas semelhantes) e
divergente (sujeito a pressões
seletivas diferentes, os seres
desenvolvem-se estruturas
dissemelhantes), respetivamente, a
biogeografia é um saber que constitui
um argumento a favor do
evolucionismo.
ARGUMENTOS EMBRIOLÓGICOS
ARGUMENTOS PALEONTOLÓGICOS
Os fósseis, ao revelarem espécies inexistentes atualmente,
contrariam a ideia da sua imutabilidade e apoiam o evolucionismo.
Formas Intermédias / Formas Sintéticas / Fósseis de
Transição
• São fósseis de indivíduos que apresentavam características de duas ou
mais classes atualmente distintas;

• Permitem concluir que essas classes tiveram um ancestral comum e


que sofreram um processo de evolução divergente.

Archaepteryx

possuía características de
ave (penas e bico) e de
réptil (cauda e dentes)
Icthyostega
Possuía características de peixe
(barbatana dorsal) e de vertebrado
terrestre (patas e pulmões)
Pteridospérmicas
(fetos com sementes)

Plantas que possuíam características das atuais


pteridófitas (com folhas semelhantes a fetos) e das
gimnospérmicas (disseminadas por sementes)
ARGUMENTOS BIOQUÍMICOS
EXISTE SEMELHANÇA EM TODOS OS SERES VIVOS ENTRE:

• os compostos químicos orgânicos (ex: , constituição do DNA,


sequência e tipo de aminoácidos das proteínas);

• as vias metabólicas comuns (síntese de proteínas, síntese de energia


química);

• a universalidade do código genético e do ATP como energia biológica


utilizada pelas células;

•as reações imunológicas, baseadas nas reações específicas entre


antigenes e anticorpos, importantes para o esclarecimento de relações
filogenéticas.
Os estudos efetuados mais frequentemente
são:
• Análise de proteínas (insulina, hemoglobina, entre
outros);

• Hibridação do DNA

• Estudos sorológicos
Análise de proteínas
A insulina é uma proteína fundamental para que a glicose seja absorvida
pelas células.
A molécula de insulina dos Mamíferos considerados no quadro é
formada por 51 aminoácidos e apenas difere, no máximo, em três
aminoácidos (posições 8, 9 e 10) de um destes animais para outro. De
acordo com os dados apresentados, indique, justificando os animais que
apresentam:
1 - maior proximidade;
2 - menor proximidade.
3 - Do ponto de vista filogenético, e tendo apenas em conta a molécula de
insulina, deve admitir-se que (assinale as opções corretas):
A – o Homem está mais próximo do carneiro do que o boi do cavalo;
B – o Homem está mais próximo do cavalo do que o boi do carneiro;
C – o Homem está mais afastado do boi do que o porco do carneiro;
D – o Homem está mais afastado do porco do que o porco do cavalo.
Hibridação do DNA

Nesta técnica, misturam-se cadeias


de DNA desenroladas de espécies
diferentes e espera-se que ocorra o
emparelhamento, conforme se
observa na figura.
1 - Indique, justificando, qual das
espécies (chimpanzé ou galinha)
está mais próxima do Homem, do
ponto de vista filogenético.

O chimpanzé uma vez que apresenta


apenas uma base diferente na
sequência de nucleótidos de DNA da
molécula comparada.
TESTES SOROLOGICOS

Injetando soro humano (antigénio) em ratos, estes produzem anticorpos


contra esse soro (anticorpos A).

Juntando depois novamente o soro humano com os anticorpos A produzidos,


haverá precipitação de 100% das proteínas contidas no soro humano.

Misturando anticorpos A com outros soros de outros seres vivos, em função do


grau de precipitação assim se estabelecerá maior ou menor co-relação de
parentesco dessas espécies com o homem.
Argumentos citológicos

Todos os seres vivos são constituídos por células.

Todas as células eucarióticas obedecem a um plano


estrutural comum, como os processos metabólicos que
nelas se desenvolvem são igualmente semelhantes.

A universalidade estrutural e funcional do mundo vivo


constitui um forte argumento a favor de uma origem comum.
Em 1970, através de estudos baseados em critérios moleculares e,
mais especificamente, nas sequências nucleotídicas de RNA
ribossómico de vários tipos de procariontes, Carl Woese concluiu que
existiam dois grupos distintos – arqueobactérias e eubactérias.

Woese propôs uma reorganização da classificação dos seres vivos


baseada em três domínios, que reagrupam os 5 reinos estudados:
Archaea (a que corresponde o reino Archeobacteria)
Bacteria (a que corresponde o reino Eubacteria) e
Eukarya (a que correspondem os reinos Protista, Plantae, Fungi e
Animalia).