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4DIAGRAMAS TENSÃO-DEFORMAÇÃO DE CÁLCULO - ELU

4
4.1 Diagrama tensão-deformação do concreto
Conforme visto na Figura [1.3], os diagramas tensão-deformação do concreto variam de
acordo com suas resistências. A ABNT NBR 6118 ignora tal fato e permite que se adote um único
diagrama, independente da resistência do
σc concreto. Define o item 8.2.10.1 que o
diagrama tensão-deformação à
compressão, a ser usado no cálculo, será
0,85 fcd o diagrama mostrado na Figura 4.1, onde
o trecho curvo corresponde a uma
  ε 
2
 parábola do segundo grau, a tensão limite
σ c = 0,85 fcd 1 − 1 − c   do concreto é fixada em 0,85 fcd e o limite
  2‰  
de encurtamento do concreto é definido
εc como sendo 3,5‰.

2‰ 3,5‰

Figura 4.1 - Diagrama tensão-deformação de cálculo


do concreto
O valor máximo de σc é tomado igual a 0,85 fcd devido a três fatores:
− efeito Rüsch, que considera a variação da resistência do concreto em função das
velocidades de carregamento (Figura 4.2);
− ganho de resistência do concreto ao longo do tempo; e
− influência da forma cilíndrica do corpo de prova.
O efeito Rüsch é mostrado na Figura 4.2, onde, para diferentes velocidades de
carregamento, o concreto
σc/fc apresenta diferentes formas da
1,0 limite de ruptura curva tensão-deformação.
Para durações maiores do
duração do tempo de carregamento, a
A B carregamento: tensão de ruptura σc tende
0,8
— 2 minutos para valores próximos de 80%
C D — 20 minutos da resistência correspondente
fluência ao carregamento de curta
— 100 minutos
— 3 dias duração (fc).
limite de fluência
εc
8‰

Figura 4.2 - Efeito Rüsch


Deve ser levado em conta que as cargas permanentes nas estruturas são geralmente
aplicadas rapidamente mantendo-se constante ao longo do tempo, de tal forma a permitir o
desenvolvimento do fenômeno da fluência (item [1.4.10.1]). Assim, se o nível de tensão inicial for
superior à resistência de longo prazo (ponto A da Figura 4.2) poderá, após certo tempo, ocorrer o
colapso do elemento estrutural por ter sido atingido o limite de ruptura (ponto B da Figura 4.2). Por
outro lado, se o nível de tensão inicial for inferior à resistência de longo prazo (ponto C da

2005 4-1 ufpr/tc405


Figura 4.2) não haverá ruptura, mesmo com o desenvolvimento do fenômeno da fluência (ponto D
da Figura 4.2).
Desta forma, para que não ocorra à ruína, é necessário que o limite de fluência seja atingido
antes do limite de ruptura. Isto é feito limitando a resistência do concreto a um valor inferior à
resistência de curto prazo. Daí, decorre o fato da ABNT NBR 6118 adotar para a máxima
resistência de cálculo do concreto o valor 0,85 fcd. Este valor leva em conta não só o efeito Rüsch,
como também o ganho de resistência do concreto ao longo do tempo e a influência da forma
cilíndrica do corpo de prova.
Como simplificação1 pode ser adotado, para representar o diagrama tensão-deformação do
concreto, o diagrama mostrado na Figura 4.3, o
σc qual corresponde a uma adaptação do
item 17.2.2-e da ABNT NBR 6118. Este
diagrama pode ser representado pela
0,85 fcd Equação 4.1.

εc
0,7‰ 3,5‰

Figura 4.3 - Diagrama tensão-deformação


simplificado de cálculo do
concreto
σ c = 0,85 f cd 0,7‰ ≤ ε c ≤ 3,5‰ Equação 4.1

4.2 Diagrama tensão-deformação do aço


4.2.1 Convenção
Para representar tensões será usado o eixo vertical, correspondendo a parte superior às
tensões de tração e a inferior as tensões de compressão. No caso do aço, para diferenciar tração
de compressão será usada a plica (') nas tensões de compressão.
Para representar deformações será usado o
σs eixo horizontal, sendo os alongamentos
tensões de alongamentos representados a direita e os encurtamentos à
tração esquerda. Para diferenciar alongamento de
encurtamento, será usada a plica (') nos
ε's εs encurtamentos (Figura 4.4).
As deformações e as tensões serão
consideradas, nos diagramas, sempre em valores
encurtamentos tensões de absolutos.
compressão
σ's

Figura 4.4 - Convenção para diagrama


tensão-deformação do aço.
4.2.2 .Diagrama tensão-deformação do aço
Para os aços, a ABNT NBR 6118, item 8.3.6, apresenta o diagrama simplificado mostrado
Figura 4.5, onde no trecho inclinado é válida a Lei de Hooke e o limite de alongamento é fixado
em 10‰. O limite de encurtamento é tomado igual a 3,5‰, compatível com o limite do concreto
(Figura 4.1 e Figura 4.3). Este diagrama pode ser representado pela Equação 4.2.

1
Ver SEÇÕES TRANSVERSAIS DE CONCRETO ARMADO SUJEITAS A SOLICITAÇÕES NORMAIS, M. A. Marino,
COPEL, 1979.
2005 4-2 ufpr/tc405
σs

fyd

σs = εs Es
ε's εyd εs
3,5‰ εyd 10‰

Es = 210.000 MPa
fyd

σ's
Figura 4.5 - Diagrama tensão-deformação
de cálculo do aço
σ s = ε s E s ≤ f yd Equação 4.2
Os valores de fyd e εyd, para os aços destinados a estruturas de concreto armado estão
mostrados na Tabela 4.1. Os valores de fyd são determinados pela Equação [3.19] com o
coeficiente de minoração da resistência γs igual a 1,15 (Tabela [3.7]). Os valores de εyd são
definidos pela Lei de Hooke, onde o Módulo de Elasticidade Es é tomado igual a 210 GPa
(item [1.5.5]).
Aço fyk fyd εyd
CA-25 250 MPa 217 MPa 1,035‰
CA-50 500 MPa 435 MPa 2,070‰
CA-60 600 MPa 522 MPa 2,484‰
Tabela 4.1 - Aços - valores de cálculo - ELU1
Exemplo 4.1: Determinar, para a viga abaixo representada:
– a posição da linha neutra (x);
– a força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd);
– a força resistente de cálculo atuante na armadura superior (R'sd);
– a força resistente de cálculo atuante na armadura inferior (Rsd); e
– os esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd).
Dados:
– concreto: C25;
– aço: CA-50;
– armadura superior: 2 φ 12,5 mm;
– armadura inferior: 3 φ 16 mm;
– encurtamento do concreto: 2,5‰ para a fibra mais comprimida; e
– alongamento da armadura: 10,0‰ para a barra mais tracionada.
Considerar:
– estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15); e
– diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (σc = 0,85 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰).

1
Para combinações excepcionais, o valor de fyd deve ser tomado igual a fyk (γs = 1,0 – Tabela [3.7]).
2005 4-3 ufpr/tc405
2,5‰

5 cm

MSd

45 cm
NSd

5 cm
20 cm 10,0‰

Solução: A posição da linha neutra fica definida pelo diagrama de deformações. As


tensões na região de concreto comprimido serão determinadas pela Equação 4.1
e as tensões nas armaduras serão definidas pela Equação 4.2. As resistências
de cálculo correspondem às forças atuantes na região de concreto comprimido
(Rcd = Acc σc), na região da armadura comprimida (R'sd = A's σ's) e na região da
armadura tracionada (Rsd = As σs). Os esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)
ficam definidos pelas forças Rcd, R'sd e Rsd, como mostrado na figura abaixo.

εc
d' R'sd ε's
A's y
Rcd x
σc MSd
MRd
d
0,7‰
NSd NSd
As
Rsd
bw εs
∆l
esforços resistentes solicitações de
de cálculo cálculo

a. Dados - uniformização de unidades (kN e cm)


fck = 25 MPa = 2,5 kN/cm 2
γ c = 1,40 (ELU - combinação normal)
f 2,5
fcd = ck = = 1,79 kN/cm 2
γ c 1,40
f yk = 500 MPa = 50 kN/cm 2
γ s = 1,15 (ELU - combinação normal)
f yk 50
f yd = = = 43,5 kN/cm 2
γ s 1,15
E s = 210 GPa = 210 000 MPa = 21000 kN/cm 2
π × 1,25 2
A s,sup = A 's = 2 × = 2,45 cm 2
4
π × 1,6 2
A s,inf = A s = 3 × = 6,03 cm 2
4
ε c = 2,5‰
ε s = 10,0‰

2005 4-4 ufpr/tc405


b w = 20 cm
d = 50 cm
d' = 5 cm
h = 55 cm
b. Posição da linha neutra (x) εc = 2,5‰
 εc  linha
x =   d
 εc + εs  neutra
x
x εc
βx = =
d εc + εs d = 50 cm
2,5‰
βx = = 0,20
2,5‰ + 10,0‰
x = β x d = 0,20 × 50 = 10,0 cm
x = 10,0 cm ◄
εs = 10‰

c. Posição da deformação 0,7‰ (y) εc = 2,5‰


 ε − 0,7‰   ε − 0,7‰ 
y =  c  x =  c  d
 εc   εc + ε s  y
x
y  ε − 0,7‰ 
β y = =  c 
d  εc + ε s  d = 50 cm
 2,5‰ − 0,7‰  0,7‰
βy =   = 0,144
 2,5‰ + 10 ‰ 
y = β y d = 0,144 × 50 = 7,2 cm
y = 7,2 cm εs = 10‰
y 7,2
= = 0,72
x 10,0
y = 0,72 x
d. Força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)
σ c = 0,85 fcd 0,7‰ ≤ ε c ≤ 3,5‰
σc = 0,85fcd =
σ c = 0,85 × 1,79 = 1,52 kN/cm 2
1,52 kN/cm2
R cd = b w y × σ c
{ {
área tensão bw = 20 cm
( )(
R cd = b w β y d 0,85 fcd )
R cd = 0,85 β y (b w d) fcd Rcd
Rcd = 0,85 × 0,144 × 20 × 50 × 1,79 = 219,1 kN
R cd = 219,1kN ◄
y = 7,2 cm

2005 4-5 ufpr/tc405


e. Deformação da armadura comprimida (ε's) d' = 5 cm εc = 2,5‰
 x − d'   x − d' 
ε 's =   εc = 


 d − x  εs
 x   
x
 d 
'
 β x −  d = 50 cm
ε’s
 d ε
  βx 
c

 
'  
εs = 
 d' 
 β x −  εs = 10‰
 d ε
 1− βx  s

 
 
 5 
 0,20 − 
ε 's =  50  2,5‰ = 1,25‰
 0,20 
 
 
f. Força resistente de cálculo atuante na região da armadura comprimida (R'sd)
σ 's = ε 's E s ≤ f yd
1,25 20 cm
σ 's = × 21 000 = 26,25 kN/cm 2 < 43,5 kN/cm 2
1000
R 'sd = A 's × σ 's
{ { R'sd
área tensão

R 'sd = 2,45 × 26,25 = 64,3 kN 5 cm

R 'sd = 64,3 kN ◄

g. Força resistente de cálculo atuante na região da armadura tracionada (Rsd)


σ s = ε s E s ≤ f yd
10,0 20 cm
σs = × 21 000 = 210 kN/cm 2 > 43,5 kN/cm 2
1000
σ s = 43,5 kN/cm 2
R sd = A s × σ s
{ {
área tensão
R sd = 6,03 × 43,5 = 262,3 kN
R sd = 262,3 kN ◄
Rsd

5 cm

2005 4-6 ufpr/tc405


h. Esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)

y/2 = 3,6 cm
d' = 5 cm
Rcd = 219,1 kN
R'sd = 64,3 kN
h/2 = 27,5 cm
+ +
CG
+ +

esforços h/2 = 27,5 cm solicitações

h - d = 5 cm Rsd = 262,3 kN

NRd = R sd - R cd - R 'sd
NRd = 262,3 - 219,1 - 64,3 = -21,1 kN
NRd = -21,1 kN compressão ◄
h  h y h 
MRd = R sd  − (h − d) + R cd  −  + R 'sd  − d' 
2  2 2 2 
  55    55 7,2     55 
MRd =  262,3 ×  − ( 55 − 50 )   +  219,1×  −   +  64,3 ×  −5 
  2    2 2    2 
MRd = [ 262,3 × ( 27,5 − 5 ) ] + [ 219,1 × ( 27,5 − 3,6 ) ] + [ 64,3 × ( 27,5 − 5 ) ] = 12 585,0 kNcm
MRd = 125,8 kNm positivo ◄
i. Condição limite de segurança
A condição limite de segurança corresponde à igualdade da Equação [3.20]:
Rd = Sd
NRd = NSd = −21,1 kN compressão
MRd = MSd = 125,8 kNm momento positivo
j. Consideração do espaço ocupado por barras na região de concreto comprimido
Deve ser observado que na determinação do valor da força resistente de cálculo
atuante na região de concreto comprimido (Rcd) foi ignorada a existência da armadura
superior, tomando-se a seção de concreto comprimido sem o desconto de 2,45 cm2 (área
correspondente a 2 φ 12,5 mm).
A consideração do espaço ocupado por armadura na região de concreto comprimido
pode ser feita de duas maneiras:
− descontando da área de concreto comprimido a área da armadura existente nesta
região (altera o valor de Rcd, bem como seu ponto de atuação que deixa de ser y/2
por se tratar de seção vazada); ou
− descontando da tensão atuante na barra comprimida, a tensão atuante no concreto
comprimido (altera apenas o valor de R'sd).
A primeira solução é a mais trabalhosa pois implica na definição do centro de
gravidade de uma seção vazada (deixa de ser y/2). A segunda solução é a mais simples,
como demonstrado a seguir:
NRd = R sd - R cd - R 'sd + A 's × σ c
1424 3
tração

NRd = R sd − R cd − ( ) (
A 's × σ 's + A 's × σc )
NRd = R sd − R cd − (
A ' × σ' − σc
1s442s44 3
)
R 'sd,mod

2005 4-7 ufpr/tc405


Desta forma, alterando-se o valor da força resistente de cálculo atuante na região da
armadura comprimida (R'sd), tem-se:
( ) (
R 'sd,mod = A 's × σ 's − σ c = A 's × σ 's − 0,85fcd)
R 'sd,mod = 2,45 × [26,25 − ( 0,85 × 1,79 )] = 60,6 kN
NRd = R sd - R cd - R 'sd,mod
NRd = 262,3 - 219,1 - 60,6 = -17,4 kN
NRd = -17,4 kN compressão
h  h y h 
MRd = R sd  − (h − d) + R cd  −  + R 'sd,mod  − d' 
2  2 2 2 
  55     55 7,2     55 
MRd =  262,3 ×  − ( 55 − 50 )   +  219,1 ×  −   +  60,6 ×  −5
  2    2 2    2 
MRd = [ 262,3 × ( 27,5 − 5 ) ] + [ 219,1 × ( 27,5 − 3,6 ) ] + [ 60,6 × ( 27,5 − 5 ) ] = 12 501,7 kNcm
MRd = 125,0 kNm positivo
21,1 − 17,4
∆NRd = = 21,3%
17,4
125,8 − 125,0
∆MRd = = 0,6%
125,0
Como pode ser observado, a consideração do espaço ocupado por barras na região
de concreto comprimido só é significativa na determinação do esforço resistente de cálculo
NRd (diferença de 21,3%).
k. Observações
− As equações e notações aqui apresentadas são as mesmas do Capítulo [5]. São
válidas para a resolução de qualquer tipo de problema referente a seções
retangulares submetidas à flexão normal simples ou composta.
− A ABNT NBR 6118, item 17.2.2-e, adota para a relação y/x, calculada como 0,72 no
item c deste Exemplo, o valor fixo de 0,8 (y = 0,8 x), não considerando, desta forma,
as relações tensão-deformação que ocorrem na região de concreto comprimido.

4.3 Domínios da ABNT NBR 6118


Na resolução do Exemplo 4.1, item b, a posição da linha neutra pode ser determinada como
mostrado na Figura 4.6, resultando na Equação 4.3. Esta equação mostra que um único valor de
βx, que deveria corresponder a uma única posição da
εc linha neutra, pode ser obtido com infinitas combinações
linha das variáveis εc e εs (os conjuntos εc = εs = 1‰,
neutra εc = εs = 2‰ e εc = εs = 3,5‰, dentre outros,
x correspondem a βx = 0,5). Afim de evitar infinitas
soluções para a posição de linha neutra em um peça
d sujeita a solicitações normais, a ABNT NBR 6118,
item 17.2.2-g, estabelece que o estado limite último é
caracterizado quando a distribuição das deformações na
seção transversal pertencer a um dos domínios definidos
na Figura 4.7.
εs

Figura 4.6 – Posição da linha neutra


x εc
βx = = Equação 4.3
d εc + εs

2005 4-8 ufpr/tc405


encurtamentos
εc = 3,5‰
εc = 2‰
d’

3
h As’
7
a
d
b 3 2
4
h 4
7 1
As 5
4a

εs = εyd
εs = 10‰

alongamentos

Figura 4.7 - Domínios de estado limite último de uma seção transversal


Na Figura 4.7 as retas e domínios correspondem a:
reta a: tração uniforme (εs’ = 10‰ e εs = 10‰),
obtida por força de tração centrada;
domínio 1: tração não uniforme, sem compressão (εs’ ≤ 10‰ e εs = 10‰),
obtida por força de tração excêntrica;
domínio 2: flexão simples ou composta sem ruptura à compressão do concreto e com
máximo alongamento do aço tracionado (0‰ ≤ εc ≤ 3,5‰ e εs = 10‰),
obtida por momento fletor isolado ou força de compressão excêntrica;
domínio 3: flexão simples (seção subarmada) ou composta com ruptura à compressão
do concreto e com escoamento do aço tracionado (εc = 3,5‰ e
εyd ≤ εs ≤ 10‰),
obtida por momento fletor isolado ou força de compressão excêntrica;
domínio 4: flexão simples (seção superarmada) ou composta com ruptura à compressão
do concreto e aço tracionado sem escoamento (εc = 3,5‰ e 0‰≤ εs ≤ εyd),
obtida por momento fletor isolado ou força de compressão excêntrica;
domínio 4a: flexão composta com armaduras comprimidas (εc = 3,5‰ e εs ≤ 0‰),
obtida por força de compressão excêntrica;
domínio 5: compressão não uniforme, sem tração (2‰ ≤ εc ≤ 3,5‰ e -2‰ ≤ εs ≤ 0‰),
obtida por força de compressão excêntrica;
reta b: compressão uniforme (εc = 2‰ e εs = 2‰),
obtida por força de compressão centrada.
Deve ser observado, na Equação 4.3, que:
− a reta a (tração uniforme) corresponde ao valor βx = -∞ (εs é igual a 10‰ e εc é quem
sofre variação até chegar ao valor -10‰); e
− a reta b (compressão uniforme) corresponde ao valor βx = -+∞ (εc é igual a 2‰ e εs é
quem sofre variação até chegar ao valor -2‰).
A definição dos domínios de estado limite último de uma seção transversal (Figura 4.7) vai
implicar que se imponha limites para a equação estabelecida no item c do Exemplo 4.1 que define
a posição de deformada 0,7‰ (ordenada y), como mostrado na Figura 4.8. Ao contrario de βx, que
pode sofrer uma variação de -∞ a +∞, βy deverá ficar limitado como estabelecido na Equação 4.4,
obedecendo a condição de y ≤ h.

2005 4-9 ufpr/tc405


εc

y
x

d
h
0,7‰

εs

Figura 4.8 – Posição da deformada 0,7‰



≥ 0,0
y  ε c − 0,7‰ 
β y = =   Equação 4.4
d  ε c + ε s  h
≤ d

As retas a e b, bem como os domínios mostrados na Figura 4.7, podem, também, ser
representados por valores de βx obtidos da Equação 4.3. Para tal torna-se conveniente usar a
convenção de sinais apresentada na Figura 4.9 (encurtamentos positivos para o concreto e
alongamentos positivos para as armaduras). A origem da ordenada βx ocorre no ponto O, posição
da fibra de concreto mais comprimida ou menos tracionada. As ordenadas x (posição da linha
neutra), d (posição da armadura mais tracionada)
εc O e d’ (posição da armadura menos tracionada1),
também são posicionadas a partir da fibra de
x concreto mais comprimido (ponto O), com sentido
d' βx positivo na direção da armadura mais tracionada
d (mesmo sentido positivo de βx).
ε’s
A’s
As εs

Figura 4.9 – Convenção de sinais para βx


Usando a convenção de sinais apresentada na Figura 4.9, as retas a e b, bem como as
retas limite entre os domínios, mostradas na Figura 4.7, podem ser representadas pelas seguintes
equações:
reta a (tração simples)
ε c = −10‰ ε s = 10‰
Equação 4.5
− 10‰
β x,a = = −∞
- 10‰ + 10‰
reta 1-2 (limite entre os domínios 1 e 2)
ε c = 0‰ ε s = 10‰
Equação 4.6
0‰
β x,12 = = 0,000
0‰ + 10‰
1
Observar que a armadura A’s passou a ser chamada de armadura menos tracionada e não mais de armadura
comprimida. Como a Figura 4.9 mostra, esta armadura, dependendo da posição da linha neutra, poderá estar
tracionada. Observar, também, que a própria armadura As, dependendo da posição da linha neutra, poderá estar
comprimida (ver domínios 4a e 5 da Figura 4.7).
2005 4-10 ufpr/tc405
reta 2-3 (limite entre os domínios 2 e 3)
ε c = 3,5‰ ε s = 10‰

Equação 4.7
3,5‰
β x,23 = = 0,259
3,5‰ + 10‰
reta 3-4 (limite entre os domínios 3 e 4)
ε c = 3,5‰ ε s = ε yd

3,5‰
β 25
x,34 = = 0,772 CA − 25
3,5‰ + 1,035‰
Equação 4.8
3,5‰
β 50
x,34 = = 0,628 CA − 50
3,5‰ + 2,070‰

3,5‰
β 60
x,34 = = 0,585 CA − 60
3,5‰ + 2,484‰
reta 4-4a (limite entre os domínios 4 e 4a)
ε c = 3,5‰ ε s = 0‰

Equação 4.9
3,5‰
β x,44a = = 1,000
3,5‰ + 0‰
reta 4a-5 (limite entre os domínios 4a e 5)
d 
ε c = 3,5‰ ε s =  − 1 × 3,5‰
h 

3,5‰ h Equação 4.10


β x, 4 a 5 = =
d  d
3,5‰ +  − 1 × 3,5‰
h 
reta b (compressão simples)
ε c = 2‰ ε s = −2‰
Equação 4.11
2‰
β x,b = = +∞
2‰ - 2‰
Além das deformações εc e εs, é conveniente, também, representar ε’s (encurtamento da
armadura comprimida ou alongamento da armadura menos tracionada) como função de βx
(Figura 4.10). Na resolução do Exemplo 4.1, item 0, foi mostrado que ε’s pode ser determinado
pela Equação 4.121.

1
Observar que a Equação 4.12, que segue a convenção de sinais da Figura 4.9, diferente, no sinal, da equação
apresentada no Exemplo 4.1, item 0.
2005 4-11 ufpr/tc405
εc
d'

x
ε’s
d

εs (+)

εs ε’s (+)

Figura 4.10 – Deformações das armaduras


 d ' 
 − β x 
 d ε
 β x  c
 
  ε 's > 0 ⇒ alongament o Equação 4.12
ε 's =  ⇒
 d '  ε 's < 0 ⇒ encurtamen to
 − β x 
 d ε
 1 − β x  s
 
 

Exemplo 4.2: Determinar, para a seção abaixo representada, o diagrama NRd x MRd.
Dados:
– concreto: C25;
– aço: CA-50;
– armadura superior: 2 φ 12,5 mm;
– armadura inferior: 2 φ 12,5 mm;
Considerar:
– estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15); e
– diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (σc = 0,85 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰).
εc

5 cm

MSd

45 cm
NSd

5 cm
20 cm εs

Solução: A solução do problema consiste na determinação de pares de valores NRd, MRd


para diversas posições da linha neutra. Estas posições da linha neutra poderão
ser as retas a e b e as retas limites dos domínios da Figura 4.7. Com os valores
de βx definidos pelas retas, os alongamentos e encurtamentos poderão ser
calculados usando as equações mostras a partir da página 4-10 (Equação 4.5 a
Equação 4.12). As tensões na região de concreto comprimido serão
determinadas pela Equação 4.1 e as tensões nas armaduras serão definidas
pela Equação 4.2. As resistências de cálculo correspondem às forças atuantes
2005 4-12 ufpr/tc405
na região de concreto comprimido (Rcd = Acc σc), na região da armadura
comprimida (R'sd = A's σ's) e na região da armadura tracionada (Rsd = As σs). Os
esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd) ficam definidos pelas forças Rcd, R'sd e
Rsd, como mostrado na figura abaixo.
εc
d' R'sd ε's
A's y
Rcd x
σc MSd
MRd
d
0,7‰
NSd NSd
As
Rsd
bw εs
∆l
esforços resistentes solicitações de
de cálculo cálculo

a. Dados - uniformização de unidades (kN e cm)


fck = 25 MPa = 2,5 kN/cm 2
γ c = 1,40 (ELU - combinação normal)
f 2,5
fcd = ck = = 1,79 kN/cm 2
γ c 1,40
f yk = 500 MPa = 50 kN/cm 2
γ s = 1,15 (ELU - combinação normal)
f yk 50
f yd = = = 43,5 kN/cm 2
γ s 1,15
E s = 210 GPa = 210 000 MPa = 21000 kN/cm 2
π × 1,25 2
A s,sup = A 's = 2 × = 2,45 cm 2
4
π × 1,25 2
A s,inf = A s = 2 × = 2,45 cm 2
4
b w = 20 cm
d = 50 cm
d' = 5 cm
h = 55 cm
d' 5
= = 0,10
d 50
h 55 εc
= = 1,10 d'
d 50
b. Alongamentos e encurtamentos (εc, εs e ε’s)
x
εc ⇒ Figura 4.7 (Equação 4.5
a Equação 4.11) ε’s
d
εs ⇒ Figura 4.7 (Equação 4.5
a Equação 4.11)
εs (+)

εs ε’s (+)

2005 4-13 ufpr/tc405


 d ' 
 − β x 
 d ε
 β x 
c

 
'  
ε s = ou (Equação 4.12)
 d ' 
 − β x 
 d ε
 1 − β x 
s

 


c. Posição da deformação 0,7‰ (y) εc
 ε − 0,7‰   ε − 0,7‰ 
y =  c  x =  c  d
 εc   εc + εs  y
x

≥ 0,0 d
y  ε c − 0,7‰  h
β y = =   (Equação 4.4)
d  ε c + ε s  h 0,7‰
≤
 d

εs

d. Força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)


σ c = 0,85 fcd 0,7‰ ≤ ε c ≤ 3,5‰
σc = 0,85fcd
R cd = b w y × σ c
{ {
área tensão
( )
R cd = b w β y d × 0,85 fcd
bw

R cd = 0,85 β y b w d fcd
Rcd

e. Força resistente de cálculo atuante nas armaduras As (Rsd) ou A’s (R’sd)


σ s = ε s × E s ≤ fyd bw
R sd = A s × σ s

Os valores de Rsd e R’sd são determinados da


mesma forma (mesmas equações).
Se a armadura (As ou A’s) estiver alongada (εs
ou ε’s positivo) a força resultante (Rsd ou R’sd)
correspondera a força de tração. Caso contrário, a
força de compressão. d As
A figura apresenta somente o caso da
armadura As (são mostrados d e Rsd). Para a Rsd
armadura A’s apareceriam d’ no lugar de d e R’sd no
lugar de Rsd.

2005 4-14 ufpr/tc405


f. Esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd) ⇒ convenção de sinais

y/2
Rcd

h/2
MRd (+) d' MSd (+)
d
CG
NRd (+) NSd (+)
R'sd
esforços h/2 solicitações

Rsd

NRd = R sd - R cd + R 'sd (positivo para tração)


h  h y  h
MRd = R sd  − (h − d) + R cd  −  + R 'sd  d' − 
 2   2 2   2
 h h- y '  ' h 1
MRd = R sd  d −  + Rcd   + R sd  d −  (positivo para sentido horário)
 2   2   2 
g. Reta a (tração simples) ε’s = 10‰
εc = −10‰ 

ε s = 10‰  Equação 4.5
β x = −∞  A’s
g.1 deformação da armadura A’s (ε’s) reta a
 d'  NSd
 − βx 
ε 's =  d ε As
 1− βx  s
 
 
εs = 10‰
 0,10 − ∞ 
ε 's =   × 10‰ = 10‰
 1− ∞ 
g.2 posição da deformação 0,7‰ (βy)

≥ 0,0
y  ε c − 0,7‰ 
β y = =  
d  ε c + ε s  h
≤
 d
 − 10‰ − 0,7‰ 
βy =   = −∞ ⇒ β y = 0,000
 − 10‰ + 10‰ 
y
βy =
d
y
0,000 = ⇒ y = 0,00 cm
50
g.3 força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)
R cd = 0,85 β y b w d fcd
R cd = 0,85 × 0,000 × 20 × 50 × 1,79 = 0,00 kN

1
Esta equação segue a convenção de sinais apresentada na Figura 4.9 e por isto difere um pouco da equação
apresentada no Exemplo 4.1, item 0.
2005 4-15 ufpr/tc405
g.4 força resistente de cálculo atuante na armadura As (Rsd)
σ s = ε s × E s ≤ fyd
10
σs = × 21000 = 210 kN / cm 2 > 43,5 kN / cm 2 ⇒ σ s = 43,5 kN / cm 2
1000
R sd = A s × σ s
R sd = 2,45 × 43,5 = 106,58 kN
g.5 força resistente de cálculo atuante na armadura A’s (R’sd)
σ 's = ε 's × E s ≤ fyd
10
σ's = × 21000 = 210 kN / cm2 > 43,5 kN / cm2 ⇒ σ's = 43,5 kN / cm2
1000
R 'sd = A 's × σ 's
R 'sd = 2,45 × 43,5 = 106,58 kN
g.6 esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)
NRd = R sd - R cd + R 'sd
NRd = 106,58 - 0,00 + 106,58 = 213,16 kN (tração)
 h h- y '  ' h
MRd = R sd  d −  + Rcd   + R sd  d − 
 2  2   2
 55   55 − 0,00   55 
MRd = 106,58 ×  50 −  + 0,00 ×   + 106,58 ×  5 −  = 0,00 kNcm
 2   2   2 
MRd = 0,00 kNm
NRd = 213,16 kN (tração )

reta a  ◄
M = 0,00 kNm
 Rd
h. Reta 1-2
ε c = 0‰  reta 1-2

ε s = 10‰  Equação 4.6 A’s MSd
β x = 0,000  ε’s
h.1 deformação da armadura A’s (ε’s) NSd
 d'  As
 − βx 
ε 's =  d ε
 1− βx  s
  εs = 10‰
 
 0,10 − 0,000 
ε's =   × 10‰ = 1‰
 1 − 0,000 
h.2 posição da deformação 0,7‰ (βy)

≥ 0,0
y  ε c − 0,7‰ 
β y = =  
d  ε c + ε s  h
≤ d

 0‰ − 0,7‰ 
βy =   = −0,070 ⇒ β y = 0,000
 0‰ + 10‰ 
y
βy =
d
y
0,000 = ⇒ y = 0,00 cm
50

2005 4-16 ufpr/tc405


h.3 força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)
R cd = 0,85 β y b w d fcd
R cd = 0,85 × 0,000 × 20 × 50 × 1,79 = 0,00 kN
h.4 força resistente de cálculo atuante na armadura As (Rsd)
σ s = ε s × E s ≤ fyd
10
σs = × 21000 = 210 kN / cm 2 > 43,5 kN / cm 2 ⇒ σ s = 43,5 kN / cm 2
1000
R sd = A s × σ s
R sd = 2,45 × 43,5 = 106,58 kN
h.5 força resistente de cálculo atuante na armadura A’s (R’sd)
σ 's = ε 's × E s ≤ fyd
1
σ's = × 21000 = 21,0 kN / cm2 < 43,5 kN / cm2 ⇒ σ 's = 21,0 kN / cm2
1000
R 'sd = A 's × σ 's
R 'sd = 2,45 × 21,0 = 51,45 kN
h.6 esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)
NRd = R sd - R cd + R 'sd
NRd = 106,58 - 0,00 + 51,45 = 158,03 kN (tração)
 h h- y '  ' h
MRd = R sd  d −  + Rcd   + R sd  d − 
 2   2   2
 55   55 − 0,00   55 
MRd = 106,58 ×  50 −  + 0,00 ×   + 51,45 ×  5 −  = 1240,43 kNm
 2   2   2 
MRd = 12,40kNm (positivo)
εc =
NRd = 158,03 kN (tração ) 3,5‰

reta 12  ◄
M = 12,40 kNm (positivo ) reta 2-3
 Rd
i. Reta 2-3 A’s MSd
ε c = 3,5‰  ε’s
 NSd
ε s = 10‰  Equação 4.7
β x = 0,259  As
i.1 deformação da armadura A’s (ε’s)
 d' 
 − βx  εs = 10‰
ε's =  d ε
 βx  c
 
 
 0,10 − 0,259 
ε's =   × 3,5‰ = −2,23‰
 0,259 
i.2 posição da deformação 0,7‰ (βy)

≥ 0,0
y  ε c − 0,7‰ 
β y = =  
d  ε c + ε s  h
≤
 d
 3,5‰ − 0,7‰ 
βy =   = 0,207
 3,5‰ + 10‰ 
y
βy =
d

2005 4-17 ufpr/tc405


y
0,207 = ⇒ y = 10,35 cm
50
i.3 força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)
R cd = 0,85 β y b w d fcd
Rcd = 0,85 × 0,207 × 20 × 50 × 1,79 = 314,95 kN
i.4 força resistente de cálculo atuante na armadura As (Rsd)
σ s = ε s × E s ≤ fyd
10
σs = × 21000 = 210 kN / cm 2 > 43,5 kN / cm 2 ⇒ σ s = 43,5 kN / cm 2
1000
R sd = A s × σ s
R sd = 2,45 × 43,5 = 106,58 kN
i.5 força resistente de cálculo atuante na armadura A’s (R’sd)
σ 's = ε 's × E s ≤ fyd

σ's =
(− 2,23 ) × 21000 = − 46,83 kN / cm2 ⇒ σ' = −43,5 kN / cm2
1442443 s
1000
σ 's > 43,5 kN / cm 2

R 'sd = A 's × σ 's


R 'sd = 2,45 × (− 43,5 ) = −106,58 kN
i.6 esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)
NRd = R sd - R cd + R 'sd
NRd = 106,58 - 314,95 - 106,58 = −314,95 kN (compressão)
 h h- y '  ' h
MRd = R sd  d −  + Rcd   + R sd  d − 
 2  2   2
 55   55 − 10,35   55 
MRd = 106,58 ×  50 −  + 314,95 ×   − 106,58 ×  5 −  = 11 827,36 kNcm
 2   2   2 
MRd = 118,27 kNm (positivo)
NRd = 314,95 kN (compressão )

reta 23  ◄
M = 118,27 kNm (positivo )
 Rd
j. Reta 3-4 εc =
ε c = 3,5‰  3,5‰

ε s = 2,07‰  Equação 4.8 reta 3-4
β x = 0,628 
A’s MSd
j.1 deformação da armadura A’s (ε’s)
ε’s
 d' 
 − βx  NSd
ε's =  d ε
As
 βx  c
 
 
 0,10 − 0,628 
ε 's =   × 3,5‰ = −2,94‰ εs =
 0,628 
j.2 posição da deformação 0,7‰ (βy) 2,07‰

≥ 0,0
y  ε c − 0,7‰ 
β y = =  
d  ε c + ε s  h
≤ d

2005 4-18 ufpr/tc405


 3,5‰ − 0,7‰ 
βy =   = 0,502
 3,5‰ + 2,07‰ 
y
βy =
d
y
0,502 = ⇒ y = 21,10 cm
50
j.3 força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)
R cd = 0,85 β y b w d fcd
R cd = 0,85 × 0,502 × 20 × 50 × 1,79 = 763,79 kN
j.4 força resistente de cálculo atuante na armadura As (Rsd)
σ s = ε s × E s ≤ fyd
2,07
σs = × 21000 = 43,5 kN / cm 2 OK
1000
R sd = A s × σ s
R sd = 2,45 × 43,5 = 106,58 kN
j.5 força resistente de cálculo atuante na armadura A’s (R’sd)
σ 's = ε 's × E s ≤ fyd

σ's =
(− 2,94 ) × 21000 = − 61,74 kN / cm2 ⇒ σ' = −43,5 kN / cm2
1442443 s
1000
σ 's > 43,5 kN / cm 2

R 'sd = A 's × σ 's


R 'sd = 2,45 × (− 43,5 ) = −106,58 kN
j.6 esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)
NRd = R sd - R cd + R 'sd
NRd = 106,58 - 763,79 - 106,58 = −763,79 kN (compressão)
 h h- y '  ' h
MRd = R sd  d −  + Rcd   + R sd  d − 
 2  2   2
 55   55 − 21,10   55 
MRd = 106,58 ×  50 −  + 763,79 ×   − 106,58 ×  5 −  = 17742,34 kNcm
 2   2   2 
MRd = 177,42 kNm (positivo)
NRd = 763,79 kN (compressão )

reta 34  ◄
M = 177,42 kNm (positivo )
 Rd
k. Reta 4-4a εc =
ε c = 3,5‰  3,5‰

ε s = 0‰  Equação 4.9 reta 4-4a
β x = 1,000 
A’s MSd
k.1 deformação da armadura A’s (ε’s)
ε’s
 d' 
 − βx  NSd
ε's =  d ε
As
 βx  c
 
 
εs = 0‰
 0,10 − 1,000 
ε 's =   × 3,5‰ = −3,15‰
 1,000 

2005 4-19 ufpr/tc405


k.2 posição da deformação 0,7‰ (βy)

≥ 0,0
y  ε c − 0,7‰ 
β y = =  
d  ε c + ε s  h
≤ d

 3,5‰ − 0,7‰ 
βy =   = 0,800
 3,5‰ + 0‰ 
y
βy =
d
y
0,800 = ⇒ y = 40,00 cm
50
k.3 força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)
R cd = 0,85 β y b w d fcd
R cd = 0,85 × 0,800 × 20 × 50 × 1,79 = 1217,20 kN
k.4 força resistente de cálculo atuante na armadura As (Rsd)
σ s = ε s × E s ≤ fyd
0,0
σs = × 21000 = 0,00 kN / cm 2
1000
R sd = A s × σ s
R sd = 2,45 × 0,00 = 0,00 kN
k.5 força resistente de cálculo atuante na armadura A’s (R’sd)
σ 's = ε 's × E s ≤ fyd

σ 's =
(− 3,15 ) × 21000 = − 66,15 kN / cm 2 ⇒ σ ' = −43,5 kN / cm 2
144
42444
3 s
1000
σ's > 43,5 kN / cm2

R 'sd = A 's × σ 's


R 'sd = 2,45 × (− 43,5 ) = −106,58 kN
k.6 esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)
NRd = R sd - R cd + R 'sd
NRd = 0,00 - 1217,20 - 106,58 = −1323,78 kN (compressão)
 h h- y '  ' h
MRd = R sd  d −  + Rcd   + R sd  d − 
 2  2   2
 55   55 − 40,00   55 
MRd = 0,00 ×  50 −  + 1217,20 ×   − 106,58 ×  5 −  = 11527,05 kNcm
 2   2   2 
MRd = 115,27 kNm (positivo)
NRd = 1323,78 kN (compressão )

reta 44a  ◄
M = 115,27 kNm (positivo ) εc =
 Rd 3,5‰
l. Reta 4a-5
reta 4a-5

ε c = 3,5‰  MSd
 A’s
 50   ε’s
εs =  − 1 × 3,5‰ = -0,32‰  Equação 4.10
 55   NSd
55 
βx = = 1,100  As
50 εs

2005 4-20 ufpr/tc405


l.1 deformação da armadura A’s (ε’s)
 d' 
 − βx 
ε's =  d ε
 βx  c
 
 
 0,10 − 1,100 
ε 's =   × 3,5‰ = −3,18‰
 1,100 
l.2 posição da deformação 0,7‰ (βy)

≥ 0,0
y  ε c − 0,7‰ 
βy = =    
d  ε c + ε s  h
≤ d

 3,5‰ − 0,7‰ 
βy =   = 0,880
 3,5‰ − 0,32‰ 
y
βy =
d
y
0,880 = ⇒ y = 44,00 cm
50
l.3 força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)
R cd = 0,85 β y b w d fcd
R cd = 0,85 × 0,880 × 20 × 50 × 1,79 = 1338,92 kN
l.4 força resistente de cálculo atuante na armadura As (Rsd)
σ s = ε s × E s ≤ fyd

σs =
(− 0,32) × 21000 = − 6,72 kN / cm2 ⇒ σ = −6,72 kN / cm2
1442443 s
1000
σ s < 43,5 kN / cm 2

R sd = A s × σ s
R sd = 2,45 × (− 6,72 ) = −16,46 kN
l.5 força resistente de cálculo atuante na armadura A’s (R’sd)
σ 's = ε 's × E s ≤ fyd

σ 's =
(− 3,18 ) × 21000 = − 66,78 kN / cm 2 ⇒ σ ' = −43,5 kN / cm 2
144
42444
3 s
1000
σ 's > 43,5 kN / cm 2

R 'sd = A 's × σ 's


R 'sd = 2,45 × (− 43,5 ) = −106,58 kN
l.6 esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)
NRd = R sd - R cd + R 'sd
NRd = −16,46 - 1338,92 - 106,58 = −1461,96 kN (compressão)
 h h- y '  ' h
MRd = R sd  d −  + Rcd   + R sd  d − 
 2   2   2
 55   55 − 44,00   55 
MRd = −16,46 ×  50 −  + 1338,92 ×   − 106,58 ×  5 −  = 9391,76 kNcm
 2   2   2 
MRd = 93,92 kNm (positivo)
NRd = 1461,96 kN (compressão )

reta 4a5  ◄
M = 93,92 kNm (positivo )
 Rd

2005 4-21 ufpr/tc405


m. Reta b εc =
ε c = 2,0‰  2‰

ε s = −2,0‰  Equação 4.11 reta b
β x = +∞ 

A’s
m.1 deformação da armadura A’s (ε’s)
 d'  ε’s
 − βx 
NSd
ε's =  d ε
 βx  c As
 
 
 0,10 − ∞ 
ε 's =   × 2,0‰ = −2,0‰ εs =
 ∞  -2‰
m.2 posição da deformação 0,7‰ (βy)

≥ 0,0
y  ε c − 0,7‰ 
β y = =  
d  ε c + ε s  h
≤ d

 2‰ − 0,7‰  h
βy =   = ∞ ⇒ β y = = 1,100
 2‰ − 2 ‰  d
y
βy =
d
y
1,100 = ⇒ y = 55,00 cm
50
m.3 força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd)
R cd = 0,85 β y b w d fcd
R cd = 0,85 × 1,100 × 20 × 50 × 1,79 = 1673,65 kN
m.4 força resistente de cálculo atuante na armadura As (Rsd)
σ s = ε s × E s ≤ fyd

σs =
(− 2) × 21000 = − 42,00 kN / cm2 ⇒ σ = −42,00 kN / cm2
1442443 s
1000
σ s < 43,5 kN / cm 2

R sd = A s × σ s
R sd = 2,45 × (− 42,00 ) = −102,90 kN
m.5 força resistente de cálculo atuante na armadura A’s (R’sd)
σ 's = ε 's × E s ≤ fyd

σ's =
(− 2) × 21000 = − 42,00 kN / cm2 ⇒ σ' = −42,00 kN / cm2
1442443 s
1000 ' 2
σ s < 43,5 kN / cm

R 'sd = A 's × σ 's


= 2,45 × (− 42,00 ) = −102,90 kN
R 'sd
m.6 esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd)
NRd = R sd - R cd + R 'sd
NRd = −102,90 - 1673,65 - 102,90 = −1879,45 kN (compressão)
 h h- y '  ' h
MRd = R sd  d −  + Rcd   + R sd  d − 
 2  2   2
 55   55 − 55   55 
MRd = −102,90 ×  50 −  + 1673,65 ×   − 106,58 ×  5 −  = 0,00 kNcm
 2   2   2 
MRd = 0,00 kNm

2005 4-22 ufpr/tc405


NRd = 1879,45 kN (compressão )

reta b  ◄
M = 0,00 kNm
 Rd
n. Diagrama NRd x MRd MRd
200 kNm

150 kNm
domínio 4

domínio 3 100 kNm


domínio 4a
domínio 2
50 kNm
domínio 5
domínio 1
NRd NRd
(compressão) (tração)
2000 kN 15000 kN 1000 kN 500 kN 500 kN

Tendo sido estabelecido valores para βx que definem os limites dos domínios, como também
as relações entre βx e as deformações do concreto e das armaduras (Equação 4.3 e
Equação 4.12) torna-se possível uma formulação matemática para os domínios da
ABNT NBR 6118. Considerando a convenção de sinais da Figura 4.9, tem-se:
domínio 1: -∞ ≤ βx ≤ 0,000
 β 
ε c =  x  × 10‰ ε c < 0 ⇒ alongament o ( − )
 1- β x 

ε s = 10‰ ε s > 0 ⇒ alongament o ( + )


Equação 4.13
d
'

 − βx 
ε 's =  d  × 10‰ ε ' > 0 ⇒ alongament o ( + )
 1− βx  s

 
 
domínio 2: 0,000 ≤ βx ≤ 0,259
 β 
ε c =  x  × 10‰ ε c > 0 ⇒ encurtamen to ( + )
 1- β x 

ε s = 10‰ ε s > 0 ⇒ alongament o ( + )


Equação 4.14
d '

 − βx 
εs =  d
'  × 10‰ ε ' > 0 ⇒ alongament o ( + )
s
 1− βx  < 0 ⇒ encurtamen to ( − )
 
 

2005 4-23 ufpr/tc405


0,772 CA − 25

domínio 3: 0,259 ≤ βx ≤ 0,628 CA − 50
0,585 CA − 60

ε c = 3,5‰ εc > 0 ⇒ encurtamen to ( + )

 1− βx 
ε s =   × 3,5‰ ε s > 0 ⇒ alongament o ( + )
 βx 
Equação 4.15
 d' 
 − βx 
εs =  d
'  × 3,5‰ ε ' > 0 ⇒ alongament o ( + )
s
 βx  < 0 ⇒ encurtamen to ( − )
 
 
CA − 25 0,772 

domínio 4: CA − 50 0,628  ≤ βx ≤ 1,000
CA − 60 0,585 
ε c = 3,5‰ ε c > 0 ⇒ encurtamen to ( + )

 1− βx 
ε s =   × 3,5‰ ε s > 0 ⇒ alongament o ( + )
 βx 
Equação 4.16
d '

 − βx 
εs =  d
'  × 3,5‰ ε ' > 0 ⇒ alongament o ( + )
s
 βx  < 0 ⇒ encurtamen to ( − )
 
 
h
domínio 4a: 1,000 ≤ βx≤
d
ε c = 3,5‰ ε c > 0 ⇒ encurtamen to ( + )

 1− βx 
ε s =   × 3,5‰ ε s < 0 ⇒ encurtamen to ( − )
 βx 
Equação 4.17
d'

 − βx 
ε 's =  d  × 3,5‰ ε < 0 ⇒ encurtamen to ( − )
 βx  s
 
 

2005 4-24 ufpr/tc405


h
domínio 5: ≤ βx≤ +∞
d
 
 βx 
εc =   × 2‰ ε c > 0 ⇒ encurtamen to ( + )
  3 h 
βx −  ×  
  7 d

 
 1− β 
εs =  x  × 2‰ ε s < 0 ⇒ encurtamen to ( − ) Equação 4.18
  3 h 
βx −  ×  
  7 d

 d' 
 − βx 
ε 's =  d  × 2‰ ε 's < 0 ⇒ encurtamen to ( − )
  3 h 
βx −  ×  
  7 d

4.4 Simbologia específica


4.4.1 Símbolos base
bw largura da viga
d altura útil da viga - distância da fibra de concreto mais comprimida até o centro de
gravidade da armadura tracionada
d' distância da fibra de concreto mais comprimida até o centro de gravidade da
armadura comprimida
fc resistência à compressão do concreto
fcd resistência à compressão do concreto de cálculo
fck resistência à compressão do concreto característica
fc28 resistência do concreto aos 28 dias
fk resistência característica
fm resistência média
fyd resistência ao escoamento do aço de cálculo
fyk resistência ao escoamento do aço característica
gk valor característico da ação permanente
h altura da viga
l vão
s desvio padrão
x altura da linha neutra
y altura do retângulo de tensões σc
z braço de alavanca
Acc área de concreto comprimido
As área da seção transversal da armadura longitudinal tracionada
A's área da seção transversal da armadura longitudinal comprimida
Es módulo de elasticidade do aço
MRd momento fletor resistente de cálculo
MSd momento fletor solicitante de cálculo
NRd força normal resistente de cálculo
NSd força normal solicitante de cálculo
Qk valor característico da ação variável
Rcd força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido
Rd esforço resistente de cálculo
Rsd força resistente de cálculo atuante na armadura tracionada
R'sd força resistente de cálculo atuante na armadura comprimida
Sd solicitação de cálculo

2005 4-25 ufpr/tc405


βx valor adimensional que define a posição da linha neutra
βy valor adimensional que define a região de concreto comprimido
εc deformação específica do concreto
εs deformação específica do aço à tração
ε's deformação específica do aço à compressão
εyd deformação específica de escoamento do aço
φ diâmetro das barras da armadura
γc coeficiente de ponderação da resistência do concreto
γg coeficiente de ponderação para as ações permanentes diretas
γq coeficiente de ponderação para as ações variáveis diretas
γs coeficiente de ponderação da resistência do aço
σc tensão à compressão no concreto
σs tensão à tração na armadura
σ's tensão à compressão na armadura
4.4.2 Símbolos subscritos
inf inferior
mod modificado
sup superior

4.5 Exercícios
Ex. 4.1: Defina os diagramas tensão-deformação de cálculo para:
− concreto C20 (parábola-retângulo); e
− aço CA-50.
Complete o quadro abaixo e defina os diagramas usando as seguintes escalas:
− deformação: 1 cm = 1‰
− tensão do concreto: 1 cm = 5 MPa
− tensão da armadura: 1 cm = 100 MPa
σc σs
ε
(MPa) (MPa)
0,0‰
0,5‰
1,0‰
1,5‰
2,0‰
2,5‰
3,0‰
3,5‰
4,0‰
5,0‰
10,0‰

Ex. 4.2: Determinar, para a viga abaixo representada:


a. a posição da linha neutra (x) e o correspondente domínio;
b. a força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd);
c. a força resistente de cálculo atuante na armadura superior (R'sd);
d. a força resistente de cálculo atuante na armadura inferior (Rsd);
e. os esforços resistentes de cálculo (NRd e MRd); e
f. as solicitações de cálculo (NSd e MSd) para a condição limite de segurança (Rd = Sd).
Dados:
− concreto: C25;
− aço: CA-50;
− armadura superior: 2 φ 10 mm;

2005 4-26 ufpr/tc405


− armadura inferior: 3 φ 12,5 mm;
− encurtamento do concreto: 3,5‰ para a fibra mais comprimida; e
− alongamento da armadura: 7,0‰ para a barra mais tracionada.
Considerar:
− estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15);
− diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (σc = 0,85 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰); e
− solicitações e esforços referidos ao centro de gravidade da seção transversal da viga.
3,5‰

5 cm
MSd

40 cm
NSd

5 cm
15 cm 7,0‰

Ex. 4.3: Determinar os valores da força normal resistente de cálculo (NRd) e do momento
fletor resistente de cálculo (MRd) correspondentes ao estado de deformação mostrado na viga
abaixo representada.
Dados:
− concreto: C20;
− aço: CA-50;
− armadura superior: 2 φ 12,5 mm;
− armadura inferior: 3 φ 16 mm;
− encurtamento do concreto: 2,0‰ para a fibra mais comprimida; e
− alongamento da armadura: 10,0‰ para a barra mais tracionada.
Considerar:
− estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15);
− diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (σc = 0,85 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰); e
− solicitações e esforços referidos ao centro de gravidade da seção transversal da viga.
2,0‰

5 cm

MSd

55 cm
NSd

5 cm
20 cm 10,0‰

Ex. 4.4: Determinar os valores da força normal resistente de cálculo (NRd) e do momento
fletor resistente de cálculo (MRd) correspondentes ao estado de deformação mostrado na viga
abaixo representada.
Dados:
− concreto: C20;
− aço: CA-25;
2005 4-27 ufpr/tc405
− armadura: 3 φ 16 mm;
− encurtamento do concreto: 3,5‰ para a fibra mais comprimida; e
− alongamento da armadura: 3,5‰ para a barra mais tracionada.
Considerar:
− estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15);
− diagrama tensão-deformação simplificado modificado do concreto (σc = 0,80 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰); e
− solicitações e esforços referidos ao centro de gravidade da seção transversal da viga.
3,5‰

5 cm

35 cm MSd

NSd

5 cm
3,5‰
45 cm

Ex. 4.5: Determinar os valores da força normal resistente de cálculo (NRd) e do momento
fletor resistente de cálculo (MRd) correspondentes ao estado de deformação mostrado na viga
abaixo representada.
Dados:
− concreto: C20;
− aço: CA-25;
− armadura: 4 φ 16 mm;
− encurtamento do concreto: 3,5‰ para a fibra mais comprimida; e
− alongamento da armadura: 3,5‰ para a barra mais tracionada.
Considerar:
− estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15);
− diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (σc = 0,85 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰); e
− solicitações e esforços referidos ao centro de gravidade da seção transversal da viga.
3,5‰

20 cm
10 cm MSd

NSd
80 cm

60 cm 3,5‰

20 cm 20 cm

2005 4-28 ufpr/tc405


Ex. 4.6: Determinar os valores da força normal resistente de cálculo (NRd) e do momento
fletor resistente de cálculo (MRd) correspondentes ao estado de deformação mostrado na viga
abaixo representada.
Dados:
− concreto: C30;
− aço: CA-50;
− armadura: 2 φ 16 mm;
− encurtamento do concreto: 3,5‰ para a fibra mais comprimida; e
− alongamento da armadura: 1,75‰ para a barra mais tracionada.
Considerar:
− estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15);
− diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (σc = 0,85 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰); e
− solicitações e esforços referidos ao centro de gravidade da seção transversal da viga.
3,5‰

10 cm MSd

10 cm NSd

30 cm

= = = = = 5 cm
1,75‰
10 cm
Ex. 4.7: Determinar a curva força normal resistente de cálculo x momento fletor resistente de
cálculo (NRd x MRD) para a viga abaixo representada.
Dados:
− concreto: C20;
− aço: CA-50;
− armadura superior: 2 φ 10 mm; e
− armadura inferior: 3 φ 12,5 mm.
A curva deverá ser traçada para o intervalo de pontos definidos a seguir:

εc εs
Ponto NRd MRd
(encurtamento) (alongamento)

1 0,0‰ 10,0‰
2 2,0‰ 10,0‰
3 3,5‰ 10,0‰
4 3,5‰ 7,0‰
5 3,5‰ 3,5‰
6 3,5‰ 0,0‰

Considerar:
− estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15);
− diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (σc = 0,85 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰);
− solicitações e esforços referidos ao centro de gravidade da seção transversal da viga.

2005 4-29 ufpr/tc405


εc

5 cm

MSd

40 cm
NSd

5 cm
20 cm εs

Ex. 4.8: A viga abaixo indicada está submetida a um momento fletor solicitante de cálculo
(MSd) igual a 125 kNm. Sabendo-se que o encurtamento da fibra de concreto mais comprimida (εc)
é igual a 3,5‰, para a condição limite de segurança (Rd = Sd), pede-se:
a. a posição da linha neutra (x) e o correspondente domínio;
b. a tensão no concreto (σc) na região comprimida;
c. a altura do bloco de concreto comprimido (y);
d. valor do braço de alavanca (z) correspondente ao binário formado pelas forças
resistentes;
e. a força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido (Rcd);
f. a força resistente de cálculo atuante na armadura tracionada (Rsd);
g. o alongamento da armadura (εs) necessário para resistir ao momento fletor solicitante
de cálculo;
h. a tensão na armadura (σs) necessária para resistir ao momento fletor solicitante de
cálculo; e
i. a área de armadura (As) necessária para resistir ao momento fletor solicitante de
cálculo.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15);
− diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (σc = 0,85 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰); e
− solicitações e esforços referidos ao centro de gravidade da seção transversal da viga.
3,5‰

MSd = 125 kNm


45 cm

As
5 cm
20 cm εs

Ex. 4.9: A viga abaixo indicada está submetida a um momento fletor solicitante de cálculo
MSd. Sabendo-se que:
− o encurtamento da fibra de concreto mais comprimida (εc) é igual a 3,5‰;
− a linha neutra (x) encontra-se 25 cm abaixo da fibra mais comprimida; e
− a armadura de compressão (A's) corresponde a 4,0 cm2,
pede-se:
2005 4-30 ufpr/tc405
a. o domínio correspondente ao estado de deformação;
b. o alongamento (εs) da armadura tracionada;
c. o encurtamento (ε's) da armadura comprimida;
d. a tensão no concreto (σc) na região comprimida;
e. a tensão na armadura comprimida (σ's);
f. a tensão na armadura tracionada (σs);
g. o valor da força resistente de cálculo na região de concreto comprimido (Rcd);
h. o valor da força resistente de cálculo na armadura comprimida (R'sd);
i. o valor da força resistente de cálculo na armadura tracionada (Rsd);
j. a área de armadura tracionada (As) necessária para absorver o momento fletor
solicitante de cálculo; e
k. o valor do momento fletor solicitante de cálculo (MSd).
Dados:
− concreto: C25; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15);
− diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (σc = 0,85 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰);
− solicitações e esforços referidos ao centro de gravidade da seção transversal da viga;
e
− condição limite de segurança (Rd = Sd).
40 cm 3,5‰
5 cm

4,0 cm2 20 cm 25 cm MSd

35 cm
As

20 cm 5 cm εs

Ex. 4.10: A viga abaixo indicada está submetida a um momento fletor solicitante de cálculo
MSd. Sabendo-se que:
− o encurtamento da fibra de concreto mais comprimida (εc) é igual a 3,5‰; e
− a linha neutra (x) encontra-se 25 cm acima da fibra mais comprimida,
pede-se:
a. o valor da força resistente de cálculo na região de concreto comprimido (Rcd);
b. o valor da força resistente de cálculo na armadura tracionada (Rsd);
c. a área de armadura tracionada (As) necessária para absorver o momento fletor
solicitante de cálculo; e
d. o valor do momento fletor solicitante de cálculo (MSd).
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15);
− diagrama tensão-deformação simplificado modificado do concreto (σc = 0,80 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰);
− solicitações e esforços referidos ao centro de gravidade da seção transversal da viga;
− condição limite de segurança (Rd = Sd).

2005 4-31 ufpr/tc405


40 cm
5 cm εs

As 20 cm

35 cm 25 cm MSd

20 cm 3,5‰

Ex. 4.11: Determinar os valores da força normal resistente de cálculo (NRd) e do momento
fletor resistente de cálculo (MRd) correspondentes ao estado de deformação mostrado na viga
abaixo representada.
Dados:
− concreto: C25;
− aço: CA-25;
− armadura superior: 2 φ 10 mm;
− armadura inferior: 3 φ 12,5 mm;
− encurtamento do concreto: 2,0‰ para a fibra mais comprimida; e
− alongamento da armadura: 10,0‰ para a barra mais tracionada.
Considerar:
− estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15);
− diagrama tensão-deformação simplificado modificado do concreto (σc = 0,80 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰); e
− solicitações e esforços referidos ao centro de gravidade da seção transversal da viga.
20 cm 2‰

5 cm
MSd
65 cm
NSd
5 cm

40 cm 10‰

Ex. 4.12: Uma viga calha, tal como ilustrada na figura, ao ser submetida a um carregamento
permanente uniformemente distribuído, sofreu uma deformação de flexão. Para a seção crítica
(máxima solicitação), constatou-se que o encurtamento da fibra mais comprimida do concreto
atingiu o máximo permitido pela ABNT NBR-6118 e foi igual ao alongamento da armadura. Nestas
condições, e considerando a condição limite de segurança (Rd = Sd), determinar:
a. a armadura As (cm2) necessária para que o estado de deformação supra referido seja
provocado somente por momento fletor (carregamento gk);
b. a força resistente de cálculo Rcd (kN) atuante na região de concreto comprimido,
componente do binário (momento fletor) estabelecido no item a; e
c. o carregamento característico gk (kN/m) atuante nas condições estabelecidas nos itens
a e b.
Dados:
− concreto: C20;
− aço: CA-50; e
− altura útil: d = h - 5 cm.
2005 4-32 ufpr/tc405
Considerar:
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15);
− diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (σc = 0,85 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰); e
− solicitações e esforços referidos ao centro de gravidade da seção transversal da viga.
20 20 20

gk = ? kN/m 40

5m
15

Seção Transversal
(dimensões em cm)

Ex. 4.13: A viga abaixo indicada, em equilíbrio estático, está submetida somente a um
momento fletor de cálculo MSd. Sabendo-se que o encurtamento da fibra de concreto mais
comprimida é igual a 3,5‰ e que a armadura tracionada é composta por três barras de 20 mm,
pede-se:
a. o alongamento da armadura tracionada necessário para promover o equilíbrio entre os
esforços externos e internos atuantes na viga;
b. a tensão na armadura necessária para promover o equilíbrio entre os esforços
externos e internos atuantes na viga; e
c. o valor do momento fletor de cálculo MSd atuante na viga.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15);
− diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (σc = 0,85 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰).
3,5‰

MSd
40 cm

As
5 cm
15 cm εs

Ex. 4.14: As colunas AB e CD, de seções transversais iguais a 30 cm x 30 cm, estão


submetidas à compressão centrada e recebem as reações da viga simplesmente apoiada AC.
a. Sendo a carga gk (permanente e uniformemente distribuída) igual a 260 kN/m,
determine a área de aço As (cm2), necessária em cada coluna. Considerar, na ruptura
à compressão centrada, a deformação do concreto igual a 2‰.
b. Através de controle tecnológico (ruptura dos corpos de prova cilíndricos),
constatou-se, durante o processo de concretagem, que a resistência média do

2005 4-33 ufpr/tc405


concreto (fc28) resultou em 25,55 MPa e o desvio padrão (s) em 7,0 MPa. Nestas
condições, e considerando a armadura calculada no item a, qual é efetivamente o
máximo carregamento gk permitido sobre a viga?
c. Cite pelo menos uma recomendação para evitar ou solucionar os problemas
associados ao item b.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15); e
− diagrama parábola-retângulo para o concreto.
Obs:
− considerar o peso próprio da viga incluído na carga gk; e
− admitir a probabilidade de 5% de ocorrência, na obra, de valores inferiores à
resistência característica do concreto (fm = fk + 1,65 s).
gk = 260 kN/m

A C
l = 10 m
B D

As
NSd

2‰

corte longitudinal de diagrama de


uma coluna deformações

Ex. 4.15: A viga abaixo indicada está submetida a um momento fletor solicitante de cálculo
(MSd) que provoca o encurtamento da fibra de concreto mais comprimida (εc) igual a 2,5‰. Tendo
em vista que esta viga obedecerá, rigorosamente, o estabelecido para os domínios da
ABNT NBR 6118 (correspondência entre alongamentos e encurtamentos), determinar:
a. o valor do momento fletor solicitante de cálculo (MSd) correspondente ao estado de
deformação acima definido (MSd = MRd); e
b. a armadura tracionada (As) necessária para resistir o momento fletor solicitante de
cálculo (MSd) estabelecido de acordo com o item a.
Dados:
− concreto: C20;
− aço: CA-25;
Considerar:
− estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15);
− diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (σc = 0,85 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰).

2005 4-34 ufpr/tc405


2,5‰

MSd

50 cm

AS
5 cm
55 cm εs

Ex. 4.16: Considere que a peça, cuja seção transversal é mostrada abaixo, está solicitada
apenas por um momento fletor de cálculo MSd. Na condição limite de segurança - estado limite
último (MRd = MSd), a fibra de concreto mais comprimida deformou até o valor máximo admissível
por Norma e a linha neutra ficou situada 31,25 cm abaixo desta fibra. Nestas condições, pede-se:
a. os valores das forças resistentes de cálculo (kN) atuantes na região de concreto
comprimido (Rcd) e na região da armadura tracionada (Rsd); e
b. o valor do momento fletor solicitante de cálculo MSd (kNm) capaz de provocar o estado
de deformação acima definido; e
c. o valor da armadura de tração As (cm2) necessária para resistir ao momento fletor MSd.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15);
− diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (σc = 0,85 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰).

60 cm εc

15 cm
MSd

50 cm

As

20 cm 5 cm εs

Ex. 4.17: Determinar, para a viga abaixo representada:


a. o valor limite para a carga Qk (carga acidental direta – valor característico)
correspondente às condições mínimas de segurança estabelecidas pela
ABNT NBR 6118; e
b. a armadura necessária (cm2) para a condição estabelecida no item a.
Sabe-se, que para o estabelecido no item a, a viga apresenta as deformações indicadas no
desenho.

2005 4-35 ufpr/tc405


Dados:
− concreto: C20;
− aço: CA-50;
− viga:
ƒ bw = 20 cm;
ƒ d = 45 cm; e
ƒ h = 50 cm.
Considerar:
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15); e
− diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (σc = 0,85 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰).
Obs:
− considerar o peso próprio da viga incluído na carga gk.

Qk

gk = 20 kN/m

1,0 m 2,0 m 2,0 m 1,0 m

2,5‰

MSd
45 cm

As
5 cm

20 cm 10‰

estado de deformação na seção M


(posição da carga Qk)
Ex. 4.18: Determinar o momento solicitante de cálculo (MSd) e a correspondente armadura
tracionada (As), capazes de provocar, na viga abaixo representada, um encurtamento na fibra de
concreto mais comprimida (εc) igual a 3,5‰ associado a uma altura (y) da região de concreto
comprimida igual a 24 cm.
Dados:
− concreto: C30; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15);
− diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (σc = 0,85 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰).

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εs
5

As 20

20
MSd

20

15 30 15 3,5‰
dimensões em cm
Ex. 4.19: Determinar, para a viga abaixo representada, qual o momento resistente de
cálculo MRd para a condição de força normal nula. Sabe-se que o referido momento encontra-se
no domínio 2. Admitir, para este domínio, variação linear da curva MRd x NRd.
Dados:
− concreto: C20;
− aço: CA-50;
− armadura superior (A’s): 2 φ 10 mm; e
− armadura inferior (As): 2 φ 12,5 mm.
Considerar:
− estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15);
− diagrama tensão-deformação simplificado do concreto (σc = 0,85 fcd para
0,7‰ ≤ εc ≤ 3,5‰); e
− momentos fletores referidos ao centro de gravidade da seção geométrica.

εc
5 cm

A’s MSd
55 cm

As
εs
20 cm

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MRd

domínio 3

domínio 2
(reta)

NRd NRd
(compressão) (tração)

domínio 1

2005 4-38 ufpr/tc405