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Educação literária — Questionário global sobre o Sermão de Santo António aos Peixes

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1. Apelando aos seus conhecimentos sobre o Sermão de Santo António aos Peixes, do
Padre António Vieira, indique se as afirmações seguintes são verdadeiras (V) ou
falsas (F) e corrija as afirmações falsas.
(A) O Sermão de Santo António aos Peixes foi pregado, em 1654, na cidade de
Arímino.
(B) Depois de ter pregado o sermão, o Padre António Vieira partiu para Portugal,
com o objetivo de defender a causa da libertação dos Índios.
(C) Para o Padre António Vieira, a melhor forma de homenagear Santo António
era pregar sobre ele.
(D) O sermão está dividido em três partes — Exórdio, exposição/confirmação e
peroração —, correspondentes a três capítulos.
(E) O conceito predicável contém uma personificação, que o pregador irá
desenvolver.
(F) A frase que contém a proposição a partir da qual o orador desenvolve a sua
argumentação foi proferida por Santo António.
(G) No exórdio, o recurso às estruturas sintáticas simétricas contribui para captar
a atenção do auditório.
(H) No exórdio, o pregador afirma que o exemplo de Santo António constitui uma
solução para o problema do sal «que não salga».
(I) Tal como Santo António, o Padre António Vieira encontrou um auditório
bastante recetivo à verdadeira doutrina.
(J) Com a frase «Os demais podem deixar o Sermão, pois não é para eles», o
pregador recorre à metáfora, dizendo, literalmente, o contrário daquilo que
pretende afirmar.
(K) A divisão do sermão em dois grandes momentos — louvores e repreensões —
está relacionada com as propriedades do sal.
(L) No Capítulo II, o pregador discorre sobre algumas virtudes dos peixes,
«descendo ao particular».
(M) O facto de os peixes não se deixarem domesticar, preferindo viver longe dos
homens, constitui, para o pregador, um motivo de repreensão.
(N) A referência a Aristóteles, no Capítulo II, consiste num argumento de
autoridade.
(O) Na frase «Ah moradores do Maranhão, quanto eu vos pudera agora dizer
neste caso!», há uma apóstrofe.

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(P) O elogio ao peixe de Tobias relaciona-se com o facto de este fazer tremer o
braço do pescador.
(Q) Tal como a Rémora, Santo António orientou os homens, mostrando-lhes o
caminho do bem.
(R) O pregador afirma que compreendeu uma verdade importante (olhar para o
Céu, sem esquecer o Inferno) quando viu um cardume de quatro-olhos.
(S) No Capítulo IV, o pregador continua a enumerar as virtudes dos peixes.
(T) A ignorância constitui a primeira razão por que o pregador repreende os
peixes.
(U) O facto de os peixes se comerem uns aos outros corresponde, no mundo
humano, ao fenómeno da antropofagia social.
(V) Ao enumerar os vícios dos peixes, antes de «descer ao particular», o pregador
exemplifica com comportamentos humanos.
(W) Os pegadores são considerados «as roncas do mar», devido ao seu imenso
orgulho.
(X) Negando a sua própria natureza, os peixes voadores simbolizam a grande
ambição.
(Y) A referência a Judas surge na condenação dos voadores.
(Z) A expressão «hipocrisia tão santa» sublinha a ideia de que, no polvo, a
aparência esconde a malícia.
(AA)Quando diz que Santo António é «o mais puro exemplar da candura, da
sinceridade e da verdade, onde nunca houve dolo, fingimento ou engano», o
pregador recorre a uma hipálage.
(BB) No último capítulo do sermão, há uma reiteração das repreensões aos peixes.
(CC) Ao longo do sermão, repetem-se exemplos de interpelação direta do ouvinte.
(DD) A leitura do sermão permite concluir que Vieira trabalha a palavra, criando
uma obra em que se articulam as dimensões estética, intelectual e moral.

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Correção
(A) F — Foi pregado na cidade de S. Luís do Maranhão.
(B) V.
(C) F — A melhor forma era pregar como Santo António.
(D) F — A segunda parte, exposição/confirmação, ocupa quatro capítulos. Assim: o
exórdio corresponde ao Capítulo I; a exposição/confirmação, aos Capítulos II, III, IV
e V; a peroração, ao Capítulo VI.
(E) F — Contém uma metáfora.
(F) F — Trata-se de uma frase bíblica, de um dos Evangelhos, e é atribuída a Cristo —
«Vós, diz Cristo Senhor nosso […]».
(G) V.
(H) F — O exemplo de Santo António, que mudou de auditório, constitui uma solução
para a terra «que se não deixa salgar».
(I) F — Tal como Santo António, o Padre António Vieira não conseguiu que as suas
palavras fossem escutadas.
(J) F — Com a frase «Os demais podem deixar o Sermão, pois não é para eles», o
pregador recorre à ironia, recurso expressivo através do qual se afirma
literalmente uma ideia com a intenção de transmitir a mensagem contrária; note-
-se a relação entre a ironia e o facto de o sermão ser «todo alegórico».
(K) V.
(L) F — No Capítulo II, o pregador discorre sobre as virtudes dos peixes em geral; só no
Capítulo III referirá alguns peixes, «descendo ao particular».
(M) F — Esse facto (não se deixarem domesticar) constitui, para o pregador, um motivo
de louvor: «antes louvo muito aos peixes este seu retiro».
(N) V.
(O) V.
(P) F — O elogio ao peixe de Tobias relaciona-se com o facto de este curar a cegueira e
afastar os demónios; o peixe que produz descargas elétricas, fazendo tremer o
braço do pescador, é o torpedo.
(Q) V.
(R) V.
(S) F — No Capítulo IV, o pregador inicia as repreensões aos peixes: «assim como
ouvistes os vossos louvores, ouvi também agora as vossas repreensões».
(T) F — A primeira razão por que o pregador repreende os peixes prende-se com o
facto de estes se comerem uns aos outros, facto agravado pela circunstância de os
grandes comerem os pequenos.
(U) V.
(V) V.

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(W)F — Os pegadores representam os oportunistas e os parasitas, que se «pegam» aos
peixes grandes. / As «roncas do mar» são os roncadores.
(X) V.
(Y) F — A referência a Judas surge na condenação do polvo, o «maior traidor do mar».
(Z) V.
(AA) F — O pregador recorre a uma antítese, aproximando ideias que estabelecem
uma relação de oposição: candura/dolo, sinceridade/fingimento e
verdade/engano.
(BB) F — No último capítulo, o pregador apresenta um último elogio aos peixes,
chegando a considerar-se inferior: «A vossa bruteza é melhor que a minha razão e
o vosso instinto melhor que o meu alvedrio.»
(CC) V.
(DD) V.

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