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Aula 06 (Prof.

Vicente Camillo)

Noções de Contabilidade p/ TERRACAP (Técnico Administrativo) - Com videoaulas

Professores: Gabriel Rabelo, Luciano Rosa, Vicente Camillo

04661519183 - Marcos Vinicios Miranda da Rocha


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AULA 07: OPERAÇÕES BANCÁRIAS.

Conteúdo

1. APRESENTAÇAO............................................................... 2

2. OPERAÇÕES DE CAPTAÇÃO: DEPÓSITOS À VISTA ................ 4

3. OPERAÇÕES DE CAPTAÇÃO: DEPÓSITOS DE POUPANÇA ...... 8

4. OPERAÇÕES DE CAPTAÇÃO: CERTIFICADO DE DEPÓSITO


BANCÁRIO (CDB) .................................................................. 18

5. OPERAÇÕES DE CAPTAÇÃO: LETRAS FINANCEIRAS (LF)...... 19

6. OPERAÇÕES DE CAPTAÇÃO: LETRA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO


(LCI) 22

7. OPERAÇÕES DE CAPTAÇÃO: LETRA DE CRÉDITO DO


AGRONEGÓCIO ..................................................................... 26

8. OPERAÇÕES DE CAPTAÇÃO: CESSÃO DE CRÉDITOS ........... 28

9. OPERAÇÕES ATIVAS: INTRODUÇÃO ................................. 33

10. OPERAÇÕES ATIVAS: CONTRATOS DE MÚTUO ................... 34

11. OPERAÇÕES ATIVAS: FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO ......... 38

12. OPERAÇÕES ATIVAS: CREDITO CONSIGNADO ................... 40

13. OPERAÇÕES ATIVAS: MICROCRÉDITO .............................. 44


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14. OPERAÇÕES ATIVAS: ARRENDAMENTO MERCANTIL ............ 51

15. OPERAÇÕES ATIVAS: CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO (CCB)


58

16. LISTA DE QUESTÕES APRESENTADAS E GABARITO ............ 62

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1.! APRESENTAÇAO
Estimado(a) aluno (a), tudo bem?

Fico muito satisfeito em ministrar esta aula de operações bancárias


no curso de NOÇÕES DE CONTABILIDADE P/ TERRACAP
(TÉCNICO ADMINISTRATIVO) e poder te auxiliar na aprovação
deste concurso tão estimado!

Bom, meu nome é Vicente Camillo, sou economista formado pela


Universidade Estadual Paulista (UNESP) e atualmente trabalho na
Comissão de Valores Mobiliários, cuja sede (meu local de trabalho) é
no Rio de Janeiro/RJ. Lá trabalho com a regulação das companhias
abertas, além de representar a autarquia em fóruns nacionais e
internacionais sobre governança corporativa e desenvolvimento.

Ministro aulas de Economia e Sistema Financeiro aqui no Estratégia


Concursos, além de também colaborar em outros cursos virtuais e
presenciais nas disciplinas de Economia, Sistema Financeiro e
Finanças Públicas.

Além do meu e-mail vdalvocamillo@gmail.com e do Fórum de


Dúvidas disponível na área restrita aos alunos matriculados no
curso, você pode me encontrar em minha página pessoal do
Facebook, onde posto, rotineiramente, materiais, dicas, exercícios
resolvidos e assuntos relacionados. É só acessar em:
https://www.facebook.com/profvicentecamillo.
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O aluno interessado na aprovação neste certame necessita cumprir


com dois objetivos: compreender a matéria e saber resolver as
questões. Nada adianta saber tudo sobre a matéria, mas não ter a
prática (a manha) na resolução de questões. Afinal, o que importa
é pontuar o máximo possível na prova!

Por isto que me comprometo na oferta destes dois pressupostos


necessários para sua aprovação. A apresentação da teoria será feita
de modo a facilitar a compreensão e memorização da mesma. A

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resolução de questões permite colocar em prática o esforço da
compreensão.

Espero que aprecie a experiência e apresente o resultado tão


esperado: a aprovação!

Sucesso e bons estudos!

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2.! OPERAÇÕES DE CAPTAÇÃO: DEPÓSITOS À VISTA
Antes de analisar as operações bancárias, necessitamos apresentar
brevemente o mercado bancário, composto por instituições
financeiras que captam depósitos à vista e, portanto, multiplicam a
moeda em circulação na economia. São elas: bancos comerciais,
bancos múltiplos com carteira comercial, caixas econômicas,
cooperativas de crédito e bancos cooperativos.

Estas instituições são também denominadas como instituições


bancárias ou monetárias. Não se assuste, pois as duas entidades
representam a mesma coisa. Do mesmo modo, as instituições não
bancárias são também chamadas de não monetárias.

Fique com o esquema:

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Mas, como seria este processo de multiplicar a moeda?

As instituições bancárias, assim como qualquer outra entidade,


possuem ativos e passivos. Seus ativos correspondem às aplicações
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que possuem. Por exemplo, títulos públicos, ações de empresas,


entre outros investimentos diversos.

O financiamento destas aplicações é feito de diversas formas e


corresponde ao passivo destas instituições.

A modalidade de financiamento que nos interessa são os depósitos à


vista. Todos os indivíduos que realizam transações bancárias já
realizaram depósitos à vista. Consistem nos valores líquidos,

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prontamente disponíveis aos correntistas, que representam custo
zero para as instituições financeiras captadoras.

Desta forma, quando nos dirigimos ao banco para realizar um saque


da conta corrente, o dinheiro estará ali pronto para ser sacado e
utilizado. Até aqui tudo bem!

Mas, apesar de não ser tão aparente assim, nossas disponibilidades


líquidas (depósitos à vista) não estão totalmente reservadas no caixa
do banco. Elas são circulantes e financiam diversas outras aplicações
do banco. Assim, caso você tenha um saldo de R$ 1 mil em conta
corrente, parte deste valor provavelmente estará financiando outro
indivíduo com saldo negativo.

Consequentemente, se todos os correntistas forem ao banco sacar


toda sua disponibilidade, o banco não terá como pagar a todos.

Por isto diz-se que os bancos multiplicam os depósitos à vista. Ou


seja, eles elevam a quantidade de depósitos à vista em posse do
público não financeiro (empresas, governos e pessoas).

Na teoria econômica, este valor a mais é dado pelo multiplicador


bancário, o qual multiplica a quantidade de depósitos à vista,
resultando na quantidade de moeda em circulação, conceito visto no
curso de Economia.

Isto é, a possibilidade de receber depósitos à vista, além de


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categorizar as instituições financeiras como bancárias (monetárias),


permite que elas multipliquem a quantidade de moeda em circulação
na economia.

No entanto, os depósitos à vista não estão inteiramente à disposição


das instituições financeiras. Parte destes recursos deve ser
direcionada ao Banco Central, na forma de depósito compulsório
(atualmente 45%, sem remuneração), às aplicações em crédito rural

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(34%) e aplicações em microcrédito (2%) com taxas de juros
predeterminadas.

Antes de finalizar o tópico, uma recente questão sobre o assunto:

01. FGV - Analista Bancário (BNB)/2014/

O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é composto por um


conjunto de instituições que se dedica a manter o fluxo de
recursos entre unidades superavitárias (poupadoras) e
unidades deficitárias (tomadoras / investidoras). O SFN
mantém a ordem no mercado financeiro por meio de normas
e procedimentos. O SFN é composto por um sistema
normativo, além dos agentes que o operam, tais como
instituições (especiais e auxiliares) e intermediários
financeiros – monetários e não monetários.

Considerando as diferenças entre esses agentes, é correto


afirmar que:

a) intermediários financeiros captam recursos junto ao público e


investem na Bolsa de Valores; as instituições auxiliares, embora
também captem junto ao público, investem no mercado imobiliário;

b) intermediários financeiros monetários captam recursos junto ao


público e emprestam esses recursos, criando moeda escritural; as
instituições auxiliares colocam em contato poupadores e investidores
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e não criam moeda escritural;

c) intermediários financeiros monetários captam recursos junto ao


público e emprestam esses recursos, criando moeda escritural; as
instituições auxiliares colocam em contato poupadores e
investidores, criando também moeda escritural;

d) intermediários financeiros não monetários captam depósitos à


vista e as instituições especiais não captam depósitos à vista;

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e) instituições especiais fazem empréstimos especiais, enquanto as
instituições auxiliares auxiliam o Banco Central a regular o sistema.

Como visto, a captação de depósitos à vista por instituições


financeiras monetárias (bancárias) promove a criação de moeda. As
demais entidades participantes (não monetárias ou auxiliares) não
participam deste processo de criação de moeda, pois não captam
depósitos à vista.

GABARITO: LETRA B

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3.! OPERAÇÕES DE CAPTAÇÃO: DEPÓSITOS DE POUPANÇA


A caderneta de poupança é a forma de aplicação mais popular e
tradicional existente no Brasil.

A fim de curiosidade, em 2013 os depósitos superaram os saques em


R$ 71,047 bilhões — alta de 42,9% em relação a 2012.

A captação líquida é recorde da série histórica do Banco Central,


iniciada em 1995, e supera o resultado de 2012 (R$ 49,719 bilhões).

Muito dinheiro, não é?

Pois bem, vamos às definições.

A caderneta de poupança funciona como uma aplicação voltada a


pequenos poupadores. Apesar de apresentar baixa rentabilidade real
(valor da rentabilidade descontada da inflação) há liquidez diária,
isenção de imposto de renda para pessoas físicas, garantias
prestadas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e outras
facilidades operacionais.

Para facilitar a exposição, vejamos as características principais da


caderneta de poupança abaixo:
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!! Liquidez Diária – os saldos aplicados na caderneta de


poupança podem ser movimentados diariamente. Ou seja, tanto as
aplicações, como os saques, podem facilmente ser realizados nas
instituições financeiras autorizadas sem burocracias.

!! Isenção de Imposto de Renda – os rendimentos auferidos


pelos valores depositados na caderneta de poupança são isentos de
Imposto de Renda. Este fator é um dos grandes diferenciais da
caderneta de poupança, pois acaba compensando a baixa
rentabilidade real da aplicação.

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Atenção! A banca pode tentar te confundir, pois mesmo que os
rendimentos da poupança são isentos de IR, os contribuintes que
possuem mais de R$ 300 mil aplicados devem declarar estes
valores.

No caso de pessoas jurídicas com fins lucrativos aplica-se uma


alíquota de 22,5% sobre os rendimentos auferidos na caderneta de
poupança sobre as aplicações de até 180 dias. No caso de aplicações
de 181 a 365 dias, a alíquota é de 20%; de 361 dias a 720 dias,
17,5%; acima de 720 dias, 15%. No caso de pessoa jurídica sem fins
lucrativos não há a cobrança de imposto de renda

!! Garantia do FGC - o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), cujas


características serão vistas na Aula 04, garante depósitos de até R$
250 mil na caderneta de poupança. Mas, como assim professor?

O FGC é uma instituição civil sem fins lucrativos cujos recursos são
derivados de contribuições compulsória dos bancos que dele fazem
parte. Desta forma, em caso de crise de liquidez de determinado
banco que o impossibilite de cumprir com saques de seus clientes, o
FGC garante até R$ 250 mil por CPF em cada banco.

Desta forma, caso você tenha R$ 260 mil depositado em caderneta


de poupança no Banco A, e ele quebre, o FGC irá garantir até R$ 250
mil e você perderá “apenas” R$ 10 mil. Mas, o FGC cobre os prejuízos
por pessoa em cada banco. Desta forma, caso você tenha duas contas
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de poupança nos Bancos A e B, cada uma no valor de R$ 250 mil, e


os dois bancos quebrem, o FGC irá garantir todos os R$ 500 mil
depositados.

!! Data de Aniversário – a caderneta de poupança também faz


aniversário. Isto mesmo, você não está lendo errado. A data de
aniversário corresponde à data de abertura
da conta poupança.

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A data de aniversário é relevante pois nela ocorre o crédito do
rendimento. Desta forma, caso você tenha criado a poupança em
01.01 de determinado ano, os rendimentos mensais serão creditados
sempre no dia 01 de cada mês subsequente.

Os bancos, interessados na captação de valores via poupança,


oferecem cadernetas de poupança “inteligentes”, que possuem data
de aniversário no dia do depósito. Desta forma, mesmo que você
criou a conta no dia 01 e depositou os valores no dia 20, por exemplo,
há a criação de uma subconta com aniversário no dia 20, pelo que o
valor depositado nesta data fará aniversário (e renderá juros) sempre
no dia 20. Portanto, como existem 28 possíveis datas de aniversário
(os depositados realizados em 29, 30 e 31 fazem aniversário no dia
01), é possível a criação de até 28 subcontas de poupança.

Por fim, cumpre citar que, no caso de pessoal jurídica com finalidade
lucrativa, a remuneração da caderneta de poupança é feita
trimestralmente. Ou seja, apenas de 3 em 3 meses os valores
fazem aniversário e, deste modo, são remunerados.

!! Demais Facilidades Operacionais –a viabilidade e


atratividade ao pequeno investidor da caderneta de poupança,
somado ao aumento da renda brasileira e da formalização bancária
registrada na década passada fizeram os bancos ofertarem mais
facilidades aos detentores (e interessados) de contas poupança.
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Medidas como as transferências automáticas da conta corrente para


a conta poupança, possibilidade de movimentação online, facilidades
na abertura de até 28 subcontas, cada uma com uma data de
aniversário, dentre outros fatores, ampliaram o interesse da
caderneta de poupança.

Outra característica importantíssima da poupança é a forma de


remuneração.

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Modificada em 03.05.12, para possibilitar a redução da Taxa Selic, a
remuneração da caderneta de poupança passou a seguir 2 regras
distintas:

1.! Taxa Selic acima de 8,5% ao ano – remuneração de 0,5%


ao mês mais TR.

2.! Taxa Selic igual ou abaixo de 8,5% ao ano – remuneração


mensal equivalente a 70% da Taxa Selic mais TR.

Bom, vamos compreender melhor o porquê desta forma de cálculo.

A função e determinação da Taxa Selic já foram citadas em aulas


passadas. Em geral, a Taxa Selic remunera os títulos públicos e serve
de balizador na determinação de diversas taxas de juros praticadas
na economia.

Pois bem, o Governo Federal percebeu que, caso a Selic se situasse


abaixo de 8,5%, a remuneração da poupança passava a ser mais
atrativa de acordo com sua antiga regra (0,5% ao mês mais TR),
muito devido à possibilidade de isenção de IR.

Assim, quem se interessaria por comprar títulos públicos, ou realizar


aplicações em outras modalidades? Ninguém!

A solução encontrada foi modificar a maneira de remuneração da


poupança. Isto abriu espaço para a queda da Taxa Selic, realizada
até meados de 2013, pois a poupança rende apenas 70% da Selic
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mais TR.

E o que significa TR?

A Taxa Referencial (TR), criada no Governo Collor, pretendia servir


de índice de correção da taxa de juros. Como, à época, a inflação
apresentava índices galopantes, e o Governo Collor tentou controlar
preços para controlar a inflação, ele criou a TR a fim de desindexar a
correção da taxa de juros à inflação.

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Ou seja, a ideia era que os juros fossem reajustados por uma
pequena taxa mensal (a TR) e não pela crescente e elevada inflação.
Evidentemente isto não deu certo, mas a poupança permanece com
este reajuste até os dias atuais.

O calcula da TR é complicado e não serve para nada no concurso do


BB. Mas, fique sabendo que TR é variável e possui valor reduzido
(em 2013 não chegou a 0,2%).

Vejamos como a FCC cobra estes temas em concursos:

02. (FCC - Escriturário (BB)/2010) As cadernetas de poupança


remuneram o investidor à taxa de juros de 6% ao ano com
capitalização

a) mensal e atualização pelo Índice Nacional de Preços ao


Consumidor Amplo − IPCA.

b) trimestral e atualização pela Taxa Referencial − TR.

c) semestral e atualização pelo Índice Geral de Preços − IGP.

d) mensal e atualização pela Taxa Referencial − TR.

e) diária e atualização pelo Índice Geral de Preços do Mercado − IGP-


M.

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Questão importantíssima, que merece nossa atenção.

Como citado, a mudança recente na remuneração da caderneta de


poupança colocou duas novas regras.

Quando a Taxa Selic se encontrar abaixo de 8,5% a.a., a


remuneração da poupança é de 70% da Selic mais TR. Caso
contrário, é de 0,5% a.m. mais TR, o que resulta em 6% ao ano com
capitalização mensal mais TR.

Portanto, e Letra D está correta tão somente se a Taxa Selic estiver


acima de 8,5% a.a.

GABARITO: LETRA D

03. (FCC - Escriturário (BB)/2011) As aplicações em


cadernetas de poupança

a) não contam com proteção adicional do Fundo Garantidor de


Crédito (FGC).

b) realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês terão como data de


aniversário o último dia útil do mês seguinte.

c) de pessoas jurídicas com fins lucrativos sofrem tributação de


22,5% sobre o rendimento nominal.

d) são permitidas apenas para contribuintes maiores de idade.


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e) são vedadas para pessoas jurídicas imunes à tributação ou sem


fins lucrativos.

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Vejamos as alternativas:

a) As proteções concedidas pelo FGC serão vistas em aula posterior.


No momento, cabe saber que, no caso da caderneta de poupança, a
proteção é de R$ 250 mil por instituição.

b) realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês terão como data de


aniversário o primeiro dia útil do mês seguinte.

c) A Banca considerou esta questão como correta.

De fato, nas aplicações de até de 180 dias na caderneta de poupança


para pessoas jurídicas há a incidência de alíquota de 22,5% sobre o
rendimento.

No entanto, se o prazo de aplicação for mais de 180 dias a alíquota


é menor.

d) são permitidas para qualquer cidadão

e) as entidades sem fins lucrativos estão autorizadas a aplicar valores


na caderneta de poupança com isenção de imposto de renda sobre a
renda gerada.

GABARITO: LETRA C

04. CESPE - Analista do Banco Central do Brasil/Área 3 -


Política Econômica e Monetária/2013/ 04661519183

Com relação às operações de captação e operações ativas


praticadas no mercado financeiro brasileiro, julgue o item a
seguir.

Os depósitos à vista não são remunerados, enquanto os


depósitos em poupança, independentemente da taxa Selic,
têm remuneração básica definida pela taxa referencial e
remuneração adicional de 0,5% ao mês.

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De fato, o depósito à vista não é remunerado. Como representa a
forma mais líquida de moeda escritural, não cabe remuneração. É
como se fosse papel moeda, só que na forma eletrônica (escritural).

Os depósitos a prazo dependem sim da Taxa Selic para fins de


remuneração.

O exemplo mais comum é o da caderneta de poupança.

Modificada em 03.05.12, para possibilitar a redução da Taxa Selic, a


remuneração da caderneta de poupança passou a seguir 2 regras
distintas:

Taxa Selic acima de 8,5% ao ano – remuneração de 0,5% ao mês


mais TR.

Taxa Selic igual ou abaixo de 8,5% ao ano – remuneração mensal


equivalente a 70% da Taxa Selic mais TR

Desta forma é possível concluir que a remuneração da poupança


(depósito a prazo) pode variar, dependendo da Taxa Selic.

GABARITO: ERRADO

Bom, estamos quase no final! Ufa!

Resta comentar para onde é destinada esta enorme quantia de


dinheiro arrecadada com a poupança. 04661519183

Afinal, os valores depositados na poupança não são remunerados


porque o Governo gosta de poupadores, mas sim porque este
dinheiro é utilizado em outras finalidades, que geram receitas
superiores e permitem o pagamento do rendimento da poupança.

Vejamos:

I - 65% (sessenta e cinco por cento), no mínimo, em operações de


financiamento imobiliário, sendo:

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a) 80%, no mínimo, do percentual acima (o que totaliza 52% do total
arrecadado) em operações de financiamento habitacional no âmbito
do Sistema Financeiro da Habitação (SFH); e

b) o restante (cerca de 13% do total) em operações de


financiamento imobiliário contratadas a taxas de mercado;

II - 20% (vinte por cento) em encaixe obrigatório no Banco Central


do Brasil; e

III - os recursos remanescentes em disponibilidades financeiras e em


outras operações admitidas nos termos da legislação e da
regulamentação em vigor.

É fácil de perceber que a captação da caderneta de poupança


financia boa parte do mercado imobiliário nacional.

Ou seja, 65% do total captado na poupança são direcionados ao


financiamento imobiliário, sendo 52% direcionados ao SFH e 13% às
operações de financiamento imobiliário contratadas livremente no
mercado.

20% são retidos no Banco Central como compulsório e o restante


(15%) aplicado em disponibilidades financeiras e em outras
operações admitidas pela legislação.

Este é o motivo da baixa taxa de juros mensal praticada no mercado


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imobiliário. Como o funding destes financiamentos possui baixa


remuneração, a concessão destes empréstimos pode ser feita
também a um custo inferior.

Abaixo, mais uma questão sobre o tema:

05. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) Um investidor procurou


uma agência do BB e disse ao gerente que queria aplicar seus
recursos sem muito risco, preferindo uma rentabilidade baixa
a correr risco de perder dinheiro. O investidor informou,

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ainda, que gostaria de poder reaver seus recursos com
rapidez, caso precisasse, embora não fosse esse o seu
objetivo.

Em função da demanda apresentada pelo cliente, seria correto


o gerente indicar aplicação no (a)

Caderneta de poupança.

Questão que nos faz pensar um pouco.

Se o investidor procura pouco risco e liquidez, mesmo que a aplicação


apresente uma baixa rentabilidade, o mais indicado é a caderneta de
poupança.

Ressalta-se que o recente aumento da Taxa Selic tornou novamente


a poupança uma aplicação com melhor retorno.

GABARITO: CERTO

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4.! OPERAÇÕES DE CAPTAÇÃO: CERTIFICADO DE DEPÓSITO
BANCÁRIO (CDB)
O certificado de depósito bancário (CDB) é promessa de pagamento
à ordem da importância do depósito, acrescida do valor da correção
e dos juros convencionados.

Esta é a definição legal.

Mas, vamos facilitar: o CDB, um dos mais importantes instrumentos


de investimento e captação de recursos pelas instituições financeiras,
é um título de renda fixa que promete pagar ao seu investidor uma
remuneração pactuada, que podem ser transferidos mediante
endosso, datado e assinado pelo seu titular, ou por mandatário
especial.

As características do CDB são determinadas no momento de sua


contratação. Na ocasião, prazo e forma de rendimento são
previamente definidos. Sua remuneração, que pode ser prefixada ou
pós-fixada, é baseada em diversos indexadores. O mais utilizado é a
Taxa-DI Cetip.

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5.! OPERAÇÕES DE CAPTAÇÃO: LETRAS FINANCEIRAS (LF)
As Letras Financeiras (LF) constituem-se como um dos principais
títulos emitidos por instituições financeiras com a finalidade de
captação de recursos. Ou seja, a emissão de LF é uma das principais
operações passivas realizadas por instituição financeira.

As instituições financeiras que podem emitir LF, com as seguintes


condições, quando existentes, são:

!! bancos múltiplos,

!! bancos comerciais,

!! bancos de desenvolvimento " observado o limite


correspondente ao valor do Patrimônio de Referência, Nível I, da
instituição, e realização de estudo de viabilidade, que deve conter,
no mínimo, análise econômica e financeira acerca da utilização da LF
diante de outras fontes de recursos da instituição, considerando o
montante, o prazo, as taxas, os indexadores, a composição do
passivo e as demais condições da emissão, bem como demanda
potencial por títulos de longo prazo e a destinação planejada para os
recursos captados (estudos devem permanecer à disposição do
Banco Central do Brasil pelo prazo mínimo de cinco anos, na sede da
instituição emissora)

!! bancos de investimento,
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!! sociedades de crédito, financiamento e investimento,

!! caixas econômicas,

!! companhias hipotecárias,

!! sociedades de crédito imobiliário,

!! cooperativas de crédito " apenas para fins de composição


do Patrimônio de Referência, e

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!! Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES).

A lista de emissores é extensa, o que reforça a importância das LF


como instrumento de captação das instituições financeiras, sobretudo
se considerarmos, pelo prazo mínimo de vencimento das LF (como
visto adiante), a possibilidade da instituição emissora em alongar o
prazo do seu passivo, o que possibilita um melhor gerenciamento
(casamento) entre os ativo e passivo da instituição financeira.

As principais características das LF são:

!! Valor de emissão # Mínimo de R$ 300 mil (com cláusula de


subordinação) e de R$ 150 mil (sem cláusula de subordinação). A
existência de cláusula de subordinação indica que, em um eventual
inadimplemento deste crédito pela instituição emissora, o credor do
título não possui garantias para a satisfação do crédito, ou seja, ele
está em último na fica de credores (acima apenas dos acionistas).

!! Remuneração " Taxa de juros prefixada, combinada ou não


com taxas flutuantes ou com índice de preços, sendo vedada a
emissão com cláusula de variação cambial

!! Prazo de vencimento " Mínimo de 24 meses, vedada a


recompra ou o resgate, total ou parcial, antes do vencimento
pactuado. No entanto, esta é a regra. Admitem-se as seguintes
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exceções em relação a recompra ou o resgate, total ou parcial, antes


do vencimento pactuado:

o! LF com prazo de vencimento superior a 48 meses que não


tenha a taxa DI na composição de sua remuneração pode ser emitida
com cláusula de opção de recompra pela instituição emissora ou de
revenda para a instituição emissora

o! Troca de LF de emissão própria, pelas instituições autorizadas


a emiti-las, apenas em bolsas de valores ou mercados organizados

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de valores mobiliários, a qualquer tempo, por outra LF de sua
emissão que atenda às seguintes condições cumulativamente: (i)
valor nominal unitário igual ou superior ao do título objeto da troca,
(ii) prazo de vencimento superior ao prazo remanescente do título
objeto da troca, observado o prazo mínimo de 24 meses e (iii) mesma
condição de subordinação do título objeto da troca, admitindo-se, no
entanto, a troca de LF sem cláusula de subordinação por LF com
cláusula de subordinação

Por fim, é importante mencionar que as LF podem ser distribuídas


publicamente, em mercados organizados de valores mobiliários,
desde que os emissores tenham registro na CVM. O objetivo desta
possibilidade é a captação de poupança popular, ou seja, emitir este
título para subscrição do público, desde que atendidas as
características anteriores.

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6.! OPERAÇÕES DE CAPTAÇÃO: LETRA DE CRÉDITO
IMOBILIÁRIO (LCI)
A LCI, instrumento de captação de algumas instituições financeiras,
é caracterizada como sendo um instrumento de investimento de
renda fixa que possui lastro em créditos imobiliários .

Isto é, o investidor que adquire uma LCI, além de conceder funding


para operações ativas de financiamento imobiliário, possui como
garantia para o principal mais a remuneração do valor investido os
próprios créditos imobiliários garantidos por hipoteca ou por
alienação fiduciária de coisa imóvel. Sendo assim, na prática, o
investimento em LCI está garantido pelo próprio imóvel financiado
com os recursos obtidos com a negociação da LCI.

A LCI poderá ser garantida por um ou mais créditos imobiliários, mas


a soma do principal das LCI emitidas não poderá exceder o valor total
dos créditos imobiliários em poder da instituição emitente, além de
não poder ter prazo de vencimento superior ao prazo de quaisquer
dos créditos imobiliários que lhe servem de lastro.

Importante mencionar que, para o investidor, outro grande atrativo


da LCI, além da garantia, é a isenção de imposto de renda sobre os
ganhos conferidos pela aquisição do título.

As instituições autorizadas a emitir LCI são:

!! bancos comerciais,
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!! bancos múltiplos com carteira de crédito imobiliário,

!! Caixa Econômica Federal,

!! sociedades de crédito imobiliário,

!! associações de poupança e empréstimo,

!! companhias hipotecárias e

!! demais espécies de instituições que, para as operações


a que se refere este artigo, venham a ser expressamente

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autorizadas pelo Banco Central do Brasil " É o caso dos bancos
de investimento, que foram expressamente autorizados pelo Bacen a
emitir LCI através da CIRCULAR Nº 3.614, DE 14 DE NOVEMBRO DE
2012.

Em regra, a LCI é emitida na forma nominativa (através de um


certificado que confira sua propriedade). No entanto, a critério do
credor, poderá ser dispensada a emissão de certificado, devendo a
LCI sob a forma escritural ser registrada em sistemas de registro e
liquidação financeira de títulos privados autorizados pelo Banco
Central do Brasil.

Os prazos mínimos de vencimento da LCI, contados a partir da data


em que um terceiro adquira a LCI da instituição emissora, são: (i) 36
meses, quando atualizada mensalmente por índice de preços; (ii) 12
meses, quando atualizada anualmente por índice de preços; ou (iii) -
90 dias, quando não atualizada por índice de preços.

Cabe salientar que, no caso da LCI com vencimento mínimo de 36


meses, é vedado o pagamento dos valores relativos à atualização
monetária apropriados desde a emissão, quando ocorrer o resgate
antecipado, total ou parcial, em prazo inferior ao estabelecido (36
meses).

Por fim, cabe comentar as vedações aplicáveis às instituições


emissoras de LCI. A elas é vedado:
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!! recomprar ou resgatar, total ou parcialmente, LCI antes dos


prazos mínimos estabelecidos anteriormente;

!! efetuar o pagamento dos valores relativos à atualização


monetária apropriados desde a emissão, quando ocorrer a recompra,
pela instituição emissora, ou o resgate, total ou parcial, antes do
prazo de vencimento pactuado; e

!! emitir LCI:

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o! enquanto o saldo credor total das letras de crédito imobiliárias
emitidas anteriormente for superior ao valor do saldo devedor total
do crédito ou dos créditos que as lastreiam;

o! cujo valor, acrescido ao valor do saldo credor das letras de


crédito imobiliário emitidas anteriormente, exceder o valor do saldo
devedor do crédito ou dos créditos que as lastreiam; e

o! com lastro em operações de crédito lançadas contra prejuízo.

Abaixo, segue uma questão do assunto para finalizar:

06. CESPE - Analista do Banco Central do Brasil/Área 3 -


Política Econômica e Monetária/2013/

Com relação às operações de captação e operações ativas


praticadas no mercado financeiro brasileiro, julgue os itens a
seguir.

Caso seja atualizada mensalmente por índices de preços, a


letra de crédito imobiliário (LCI) tem prazo mínimo de
vencimento de 36 meses; caso não seja atualizada por índice
de preços, esse prazo passa para 60 dias.

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A LCI é um título de renda fixa que permite isenção de Imposto de
Renda e representa uma fonte de recursos para o setor imobiliário,
pois possui como lastro créditos imobiliários.
Emitida por instituições financeiras – bancos comerciais, múltiplos e
de investimento, além de sociedades de crédito imobiliário,
associações de poupança e empréstimo e companhias hipotecárias –
pode ser remunerada por taxa pré ou pós fixada.
A desvantagem da LCI é que ela não pode ser resgatado a qualquer
momento. O prazo mínimo de vencimento desse ativo varia de acordo
com o indexador que possui. São 36 meses quando o título for
atualizado mensalmente por índice de preços ou 12 meses se for
atualizado anualmente por esse indexador. Se não utilizar índice de
preços, é de 90 dias.
O prazo é contado a partir da aquisição do título.
Portanto, há 3 prazos de vencimento possíveis. Isto ocorre com a
finalidade de preservar o valor real do rendimento da LCI em períodos
inflacionários. Os períodos citados pela questão estão corretos.
GABARITO: ERRADO

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7.! OPERAÇÕES DE CAPTAÇÃO: LETRA DE CRÉDITO DO
AGRONEGÓCIO
A LCA é um título de emissão exclusiva de instituição financeira
pública e privada.
É utilizado para captar recursos para participantes da cadeia do
agronegócio e possui como principal atrativo ao investidor a isenção
de impostos de renda em relação aos rendimentos auferidos nesta
aplicação.
Outro importante atrativo é a prestação de garantias, como direitos
creditórios vinculados a produtores rurais, suas cooperativas, e
terceiros, inclusive empréstimos e financiamentos relacionados com
a produção, comercialização, beneficiamento ou industrialização de
produtos ou insumos agropecuários ou de máquinas e implementos
utilizados nesse setor.
O risco primário da LCA é da instituição financeira. Na inadimplência
do banco, o lastro está penhorado por lei ao investidor final que pode
requisitar sua propriedade ao juiz quando o banco não pagar o ativo.
No entanto, os direitos creditórios vinculados, para surtir efeito como
garantia, deverão ser registrados em sistema de registro e de
liquidação financeira de ativos autorizado pelo Banco Central do
Brasil e poderão ser mantidos em custódia, o que facilita sua
execução em caso de inadimplemento do título.
Adiante, algumas características relevantes da LCA que devem ser
04661519183

memorizadas para a prova:


!! O valor da LCA não poderá exceder o valor total dos direitos
creditórios do agronegócio a eles vinculados.
!! Os emitentes de LCA respondem pela origem e autenticidade
dos direitos creditórios a eles vinculados.
!! A identificação dos direitos creditórios vinculados à LCA poderá
ser feita em documento à parte, do qual conste a assinatura dos
representantes legais do emitente, fazendo-se menção a essa

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circunstância no certificado ou nos registros da instituição
responsável pela manutenção dos sistemas de escrituração.
!! Os direitos creditórios vinculados à LCA não serão penhorados,
sequestrados ou arrestados em decorrência de outras dívidas do
emitente desses títulos, a quem caberá informar ao juízo, que tenha
determinado tal medida, a respeito da vinculação de tais direitos aos
respectivos títulos, sob pena de responder pelos prejuízos resultantes
de sua omissão, fato que fortalece a eficácia da garantia do título.
!! A LCA poderá ser emitida sob a forma escritural, hipótese em
que:
o! tais títulos serão registrados em sistemas de registro e de
liquidação financeira de ativos autorizados pelo Banco Central do
Brasil; e
o! a transferência de sua titularidade operar-se-á pelos registros
dos negócios efetuados na forma exposta acima.

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8.! OPERAÇÕES DE CAPTAÇÃO: CESSÃO DE CRÉDITOS
A cessão de créditos está prevista nos arts. 286 a 298 do Código Civil,
além da Resolução nº 2836/2001 do Conselho Monetário Nacional.
Antes de analisarmos o tema, seguem os dispositivos do Código Civil
citados:

Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser
a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a
cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de
boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.

Art. 287. Salvo disposição em contrário, na cessão de um crédito


abrangem-se todos os seus acessórios.

Art. 288. É ineficaz, em relação a terceiros, a transmissão de um


crédito, se não celebrar-se mediante instrumento público, ou
instrumento particular revestido das solenidades do § 1o do art. 654.

Art. 289. O cessionário de crédito hipotecário tem o direito de fazer


averbar a cessão no registro do imóvel.

Art. 290. A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor,


senão quando a este notificada; mas por notificado se tem o devedor
que, em escrito público ou particular, se declarou ciente da cessão
feita.

Art. 291. Ocorrendo várias cessões do mesmo crédito, prevalece a


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que se completar com a tradição do título do crédito cedido.

Art. 292. Fica desobrigado o devedor que, antes de ter conhecimento


da cessão, paga ao credor primitivo, ou que, no caso de mais de uma
cessão notificada, paga ao cessionário que lhe apresenta, com o título
de cessão, o da obrigação cedida; quando o crédito constar de
escritura pública, prevalecerá a prioridade da notificação.

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Art. 293. Independentemente do conhecimento da cessão pelo
devedor, pode o cessionário exercer os atos conservatórios do direito
cedido.

Art. 294. O devedor pode opor ao cessionário as exceções que lhe


competirem, bem como as que, no momento em que veio a ter
conhecimento da cessão, tinha contra o cedente.

Art. 295. Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se
responsabilize, fica responsável ao cessionário pela existência do
crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade lhe
cabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé.

Art. 296. Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde


pela solvência do devedor.

Art. 297. O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do


devedor, não responde por mais do que daquele recebeu, com os
respectivos juros; mas tem de ressarcir-lhe as despesas da cessão e
as que o cessionário houver feito com a cobrança.

Art. 298. O crédito, uma vez penhorado, não pode mais ser
transferido pelo credor que tiver conhecimento da penhora; mas o
devedor que o pagar, não tendo notificação dela, fica exonerado,
subsistindo somente contra o credor os direitos de terceiro.

Antes de prosseguir, ressalto a importância em conhecer o texto


04661519183

legal, pois as questões não variam muito além disto.

A cessão de crédito corresponde ao negócio jurídico pelo qual o


credor de uma obrigação (cedente) transfere a um terceiro
(cessionário) sua posição no negócio, mediante contrato,
independentemente da autorização do devedor (cedido), de forma (i)
gratuita ou onerosa, (ii) total ou parcial, (iii) convencional, legal ou
judicial, (iv) pro soluto ou pro solvendo:

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!! Gratuita ou Onerosa " Na cessão gratuita, o cedente não
exige uma contraprestação do terceiro, enquanto que na cessão
onerosa há exigência da contraprestação.
!! Total ou Parcial " Na cessão total há a transferência de todo
o crédito, enquanto que na parcial, não.
!! Convencional, Legal ou Judicial " A cessão convencional
ocorre quando é celebrada através da livre e espontânea vontade das
partes e formalizada mediante contrato. A cessão legal depende de
lei e, como não poderia ser diferente, não resulta da vontade das
partes. Já a cessão judicial se faz em juízo, quando o crédito já está
sendo demandado, mesmo na fase de execução, ou quando em
inventário.
!! Pro Soluto ou Pro Solvendo " A cessão pro soluto ocorre
quando o cedente responde pela existência e legalidade do crédito,
mas não responde pela solvência do devedor, quando que na cessão
pro solvendo responde também pela solvência do devedor. A regra
geral é a de que o cedente garante apenas a existência do crédito
cedido. No entanto, se também garantir a solvência do devedor, a
cessão é pro solvendo (fato que sempre ocorre quando a cessão é
onerosa, ou, quando gratuita, há má-fé do cedente).

Como mencionado nos dispositivos legais acima, a cessão de crédito


deve ser formalizada em contrato; caso contrário é ineficaz perante
04661519183

terceiros.

Em se tratando de cessão de créditos feita por instituição financeira,


elas estão autorizadas a ceder, a instituições da mesma natureza,
créditos oriundos de operações de empréstimo, de financiamento e
de arrendamento mercantil, com ou sem coobrigação da instituição
cedente. Ou seja, a instituição cedente pode ser responsável pelo
crédito cedido junto com o devedor do mesmo.

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Nestas situações, não será admitida (i) a recompra, a prazo, de
créditos vincendos, anteriormente cedidos e (ii) a aquisição de
créditos com recursos originários de aceites cambiais.

É importante mencionar que as instituições financeiras e as


sociedades de arrendamento mercantil podem também ceder
créditos oriundos de operações de empréstimo, financiamento e
arrendamento mercantil para pessoas não integrantes do Sistema
Financeiro Nacional desde que realizadas sem coobrigação da
instituição cedente, sem recompra dos créditos cedidos e liquidação
à vista das operações.

E, para finalizar, vejamos a questão abaixo:

07. CESPE - Analista do Banco Central do Brasil/Área 3 -


Política Econômica e Monetária/2013/

Com relação às operações de captação e operações ativas


praticadas no mercado financeiro brasileiro, julgue o item a
seguir.

A cessão de créditos pode ocorrer com ou sem coobrigação da


instituição cedente, não sendo admitida, nesse tipo de cessão,
a recompra a prazo de créditos vincendos anteriormente
cedidos.

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A cessão de créditos é o negócio pelo qual o credor transfere a
terceiro sua posição na relação obrigacional. A operação tem como
princípio básico a compra de direitos creditórios, ou seja, o cedente
fornecedor vende ao terceiro créditos performados ou a performar
oriundos de suas negociações comerciais. Ou seja, a empresa que
pratica operações mercantis com recebimento a prazo, pode vender
estes direitos creditórios à instituição financeira e, com isso, obter
empréstimos.

A coobrigação do cliente é uma das formas de garantia prestadas


nesta operação de crédito, caracterizada pela responsabilidade de
pagar ou de substituir o crédito cedido em caso de inadimplência do
tomador ou outras situações previstas no contrato de cessão. Caso o
tomador (cliente da empresa) não pague os créditos cedidos, a
empresa é obrigada a pagar, ou substituir este crédito por outro. A
coobrigação é apenas uma das formas de garantia prestadas. Deste
modo, ela pode ser substituída por outra forma de garantia.
Quando se opta pela coobrigação, não é admitida a recompra a prazo
de créditos vincendos anteriormente cedidos, pois estes valores já
foram cedidos à instituição financeira e ainda não estão vencidos.

GABARITO: CERTO

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9.! OPERAÇÕES ATIVAS: INTRODUÇÃO
As operações ativas correspondem àquelas registradas no ativo das
instituições financeiras, ou seja, são aquelas nas quais as instituições
financeiras aplicam os recursos captados de terceiros ou de seus
sócios.

O conceito é muito simples e objetivo.

Por exemplo, vamos considerar um banco de investimento. Suas


principais operações ativas são financiamento de capital de giro e
capital fixo, subscrição ou aquisição de títulos e valores mobiliários,
depósitos interfinanceiros e repasses de empréstimos externos.

Ou seja, o banco de investimento aplica os recursos captados nas


operações citadas acima e delas irá realizar suas receitas e
resultados.

Nesta aula iremos analisar principalmente as características legais


das operações ativas solicitadas pelo Edital. As características
econômicas não são motivo de preocupação, pois todas possuem
como fundamento a geração de resultados às instituições financeiras.
O que as diferencia, em grande parte, são as disposições jurídicas a
que se aplicam.

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10.! OPERAÇÕES ATIVAS: CONTRATOS DE MÚTUO
A definição do mútuo está no Código Civil: é o empréstimo de
coisas fungíveis, no qual o mutuário é obrigado a restituir ao
mutuante o que dele recebeu em coisa do mesmo gênero,
qualidade e quantidade.

São diversos conceitos em uma definição só.

Primeiro, fungível caracteriza o bem que pode ser substituído por


outro que apresente as mesmas características, ou seja, de mesma
espécie, qualidade e quantidade. Por exemplo, se o contrato de
mútuo prever o empréstimo em dinheiro, o mesmo bem (dinheiro)
deverá ser devolvido pelo mutuário ao mutuante. Ou seja, nesta
situação há a devolução de bem do mesmo gênero, qualidade e
quantidade.

As partes no contrato de mútuo são o mutuante (aquele que


emprestou) e o mutuário (quem tomou o empréstimo, consumiu o
bem fungível motivo do mútuo e o restituiu na forma prevista).

No contrato de mútuo há a transferência do domínio do bem


emprestado ao mutuário, por cuja conta correm todos os riscos
dela desde a tradição. Ou seja, a partir do momento em que o bem
se encontra na posse do mutuário, ele arca com todos os possíveis
riscos que podem acometer o bem. Como há a transferência do
domínio do bem, o mutuante precisa ser proprietário do mesmo, ou
04661519183

deter autorização para promover o mútuo. Inclusive, em se tratando


de contrato real, sua eficácia (validade) depende da transferência do
bem; ou seja, não havendo a tradição, o contrato não é válido.

Os contratos de mútuo podem ser gratuitos ou onerosos. Neste caso


é lícito cobrar uma remuneração pela transferência do domínio do
bem mutuado, juros, criando a obrigação para o mutuário de
restituir o equivalente ao que recebeu, acrescido de juros e demais
encargos contratados.

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TERRACAP – AULA 07
! Prof. Vicente Camillo
!
Em regra, o mútuo feito a pessoa menor, sem prévia
autorização de seu responsável, não poderá ser reavido do
mutuário ou de seus fiadores. Neste sentido, considera-se que as
partes em um contrato de mútuo devem ser genericamente capazes.

Mas, há exceções a esta regra de mútuo a menores sem prévia


autorização do seu responsável, as quais estabelecem que o objetivo
do mútuo pode ser reavido do menor ou de seus fiadores . São elas:

!! se a pessoa, de cuja autorização necessitava o mutuário


para contrair o empréstimo, o ratificar posteriormente;

!! se o menor, estando ausente essa pessoa, se viu


obrigado a contrair o empréstimo para os seus alimentos
habituais;

!! se o menor tiver bens ganhos com o seu trabalho. Mas,


em tal caso, a execução do credor não lhes poderá ultrapassar
as forças;

!! se o empréstimo reverteu em benefício do menor;

!! se o menor obteve o empréstimo maliciosamente.

Outra importante característica do mútuo, quando possuir finalidade


econômica (ocorre quando o mutuante contrate no exercício da
atividade empresarial, ou exerça profissionalmente a atividade de
mutuante), é a ocorrência de juros remuneratórios.
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Apesar de exigir apenas a finalidade econômica, a incidência de juros


remuneratórios é mais comum nos contratos de mútuo que envolvem
dinheiro, como o mútuo bancário. É o caso, por exemplo, das
operações de financiamento bancário (cujos recursos emprestados
devem ser empregados em finalidade específica), ou operações
variadas de crédito.

Tal característica está prevista no art. 591 do Código Civil:

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!

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! ! ! CONTABILIDADE GERAL PARA
TERRACAP – AULA 07
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!
Art. 591. Destinando-se o mútuo a fins econômicos, presumem-se
devidos juros, os quais, sob pena de redução, não poderão exceder
a taxa a que se refere o art. 406, permitida a capitalização anual.

O artigo estabelece que a taxa de juros não poderá ultrapassar a taxa


a que se refere o art. 406, dispositivo que segue abaixo:

Art. 406. Quando os juros moratórios não forem convencionados, ou


o forem sem taxa estipulada, ou quando provierem de determinação
da lei, serão fixados segundo a taxa que estiver em vigor para a mora
do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional.

Sendo assim, é possível inferir que “a taxa de juros remuneratórios


deverá ser igual ou inferior a taxa que estiver em vigor para a mora
do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional, que são
flutuantes, fixadas mensalmente pelo Conselho de Política Monetária
do Banco Central – COPOM, e correspondente a taxa SELIC, ou seja,
a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia para
os títulos federais, instituída pela Lei n. 8.981/95.”1

E, quase sempre, vem esta pergunta à mente: se o limite da taxa de


juros no contrato de mútuo é a Taxa SELIC, qual o motivo dos
contratos cobrarem, em muitas vezes, percentuais mais elevados:

A resposta: “mesmo que fixados no limite máximo [juros], poderão


ser cobrados cumulativamente aos remuneratórios, mesmo que
04661519183

juntos ultrapassem o limite do art. 591, isto porque a cumulação de


juros remuneratórios e moratórios é admitida em nossa
jurisprudência, v. g. Súmula do Superior Tribunal de Justiça n. 102.”2

A título de curiosidade, segue o enunciado da referida Súmula:

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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Sumula 102 do STJ - A INCIDENCIA DOS JUROS MORATORIOS
SOBRE OS COMPENSATORIOS, NAS AÇÕES
EXPROPRIATORIAS, NÃO CONSTITUI ANATOCISMO VEDADO
EM LEI.

Por fim, é importante citar que os contratos de mútuo extinguem-se


com o (i) pagamento no prazo avençado cumprindo-se todas as
obrigações pactuadas, (ii) por meio de dação em pagamento, (iii)
novação (criação de novo contrato sobre o anteriormente
estabelecido), (iv) compensação (extinção da obrigação em que os
sujeitos da relação obrigacional são, ao mesmo tempo, credores e
devedores), (v) confusão (credor e devedor reúnem-se na mesma
pessoa) e (vi) remissão (perdão).

Abaixo, uma questão para complementar e finalizar o assunto:

08. CESPE - Analista do Banco Central do Brasil/Área 3 -


Política Econômica e Monetária/2013/

Com relação às operações de captação e operações ativas


praticadas no mercado financeiro brasileiro, julgue o item a
seguir.

Os contratos de mútuo apresentam características idênticas


aos empréstimos para capital de giro, visto que ambos
envolvem operações com prazos inferiores a 90 dias e
04661519183

apresentam poucas exigências quanto às garantias exigidas.

O empréstimo de capital de giro é operação tradicional bancária com


o objetivo de suprir as necessidades de caixa (liquidez) das
empresas. Como os prazos de recebimento e pagamento destas é,
geralmente, descasado, elas podem utilizar recursos concedidos por
instituição financeira, a fim de alinhar os prazos. O prazo médio deste
tipo de financiamento é de 180 dias.

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O contrato de mútuo possui as mesmas características dos
empréstimos para capital de giro, no entanto o prazo médio é
superior a 180 dias.

Desta forma, ambos possuem prazo superior a 90 dias.

Adicionalmente, cumpre citar que pode haver necessidade de


prestação de garantias para a realização dos contratos. Por exemplo,
o empréstimo para capital de giro pode ser garantido com direitos
creditórios da empresa.

GABARITO: ERRADO

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11.! OPERAÇÕES ATIVAS: FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO


Sobre financiamento imobiliário, discutiremos alguns assuntos
relacionados ao Sistema de Financiamento Imobiliário. A boa notícia
é que são poucos e básicos, sem maiores dificuldades.

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O Sistema de Financiamento Imobiliário - SFI tem por finalidade
promover o financiamento imobiliário em geral, segundo condições
compatíveis com as da formação dos fundos respectivos. As
entidades que operam no SFI são:

!! Caixas econômicas,
!! Bancos comerciais,
!! Bancos de investimento,
!! Bancos com carteira de crédito imobiliário,
!! Sociedades de crédito imobiliário,
!! Associações de poupança e empréstimo,
!! Companhias hipotecárias e,
!! Outras entidades, a critério do Conselho Monetário
Nacional.

As operações de financiamento imobiliário em geral são livremente


efetuadas pelas entidades autorizadas a operar no SFI, podendo
empregar recursos provenientes da captação nos mercados
financeiros e de valores mobiliários.

Neste contexto, é importante não confundir o Sistema Financeiro de


Habitação (SFH), que possui participação relevante da Caixa
Econômica Federal, com o Sistema de Financiamento Imobiliário.
Enquanto neste as taxas são praticadas livremente e de acordo com
o acordado entre as partes, naquele há vinculação de recursos
04661519183

captados (FGTS e caderneta de poupança) a operações de


financiamento da habitação, o que resulta em baixas taxas de juros.

Adicionalmente, o SFH tem como objetivo facilitar e promover a


construção e a aquisição da casa própria ou moradia, especialmente
pelas classes de menor renda da população, o que dá a ele um caráter
também social, diferentemente do SFI.

Por exemplo, parte dos recursos captados na caderneta de poupança


é direcionado para o financiamento imobiliário, mais precisamente

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65% do total captado na poupança, sendo que 52% é direcionado ao
SFH e 13% às operações de financiamento imobiliário contratadas
livremente no mercado no SFI. Este é um exemplo de captação
realizada no mercado financeiro e mostra que boa parte dos recursos
captados na caderneta de poupança financia aquisições imobiliárias
nos dois sistemas de financiamento.

Para o mercado de capitais, há o exemplo da emissão pública de


letras de crédito imobiliárias, cujas disposições foram vistas na aula
passada.

Mesmo que pactuada livremente entre as partes, toda operação de


financiamento imobiliário deverá observar as seguintes condições
essenciais:

!! reposição integral do valor emprestado e respectivo


reajuste;
!! remuneração do capital emprestado às taxas
convencionadas no contrato;
!! capitalização dos juros;
!! contratação, pelos tomadores de financiamento, de
seguros contra os riscos de morte e invalidez permanente.

Importante notar que, dadas as características do setor imobiliário,


as operações de financiamento nele realizadas devem observar a
contratação de seguros contra morte e invalidez permanente. Afinal,
04661519183

como os prazos de amortização são alongados, faz-se necessária


uma garantia de quitação do contrato, mesmo diante de
contingências que podem acometer o tomador do financiamento.

12.! OPERAÇÕES ATIVAS: CREDITO CONSIGNADO


O empréstimo consignado é uma operação de crédito (empréstimo
pessoal) cujo pagamento é descontado diretamente, em parcelas

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mensais fixas, da folha de pagamento ou do benefício previdenciário
do contratante. A consignação em folha de pagamento ou de
benefício depende de autorização prévia e expressa do cliente para a
instituição financeira. Este tipo de operação pode ser contratado em
até 72 meses.

Segundo a Lei 10.820/2003, que dispõe sobre o crédito consignado,


os empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT
poderão autorizar, de forma irrevogável e irretratável, o desconto
em folha de pagamento ou na sua remuneração disponível dos
valores referentes ao pagamento de empréstimos,
financiamentos e operações de arrendamento mercantil
concedidos por instituições financeiras e sociedades de
arrendamento mercantil, quando previsto nos respectivos
contratos.

O mesmo se aplica aos aposentados, que, titulares de benefícios


de aposentadoria e pensão do Regime Geral de Previdência
Social, poderão autorizar o Instituto Nacional do Seguro
Social – INSS a proceder aos descontos referidos.

A Lei 8.112/91 também prevê o mesmo dispositivo aos funcionários


públicos, ao estabelecer que mediante autorização do servidor,
poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de
terceiros, a critério da administração e com reposição de
04661519183

custos, na forma definida em regulamento.

É possível inferir desta definição a possibilidade de realização do


crédito consignado em operações de empréstimo, financiamento ou
arrendamento mercantil, tanto para funcionários celetistas, como
estatutários. Em ambos os casos, o pagamento das prestações é feito
de forma direta, ou seja, através de desconto na folha de pagamento
ou em momento anterior ao do crédito devido pelo empregador ao

!∀#∃%&∋()∗+,∗&−./(00#&&&∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!∀#∃%&∋!61!()!23!
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empregado como remuneração disponível ou verba rescisória. Esta é
a essência do crédito consignado.

Importante mencionar que, para fins de desconto em folha,


considera-se a renda disponível do empregado (depois dos impostos
e parcelas previdenciárias) e/ou verbas rescisórias, entendidas como
as importâncias devidas em dinheiro pelo empregador ao empregado
em razão de rescisão do seu contrato de trabalho.

Talvez a informação mais importante em relação ao crédito


consignado seja o limite de desconto aplicável atualmente.

O limite é de 35% da renda disponível, sendo que 5% podem


ser destinados exclusivamente para (i) a amortização de
despesas contraídas por meio de cartão de crédito; ou (ii) a
utilização com a finalidade de saque por meio do cartão de
crédito.

Importante mencionar que este limite de 35% foi definido em


outubro de 2015. Até então, o limite era de 30%, sendo que os
valores poderiam ser utilizados de acordo com a vontade do devedor.

Porém, em função da retração econômica, aumento da inadimplência


e juros elevados, o limite foi aumentado em 5%, sendo que a
utilização destes 5% adicionais deve observar ao menos 1 dos
critérios acima mencionados.
04661519183

Continuando, são obrigações do empregador referentes ao crédito


consignado:

!! prestar ao empregado e à instituição consignatária, mediante


solicitação formal do primeiro, as informações necessárias para a
contratação da operação de crédito ou arrendamento mercantil;
!! tornar disponíveis aos empregados, bem como às respectivas
entidades sindicais que as solicitem, as informações referentes aos
custos envolvidos; e

!∀#∃%&∋()∗+,∗&−./(00#&&&∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!∀#∃%&∋!64!()!23!
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!
!! efetuar os descontos autorizados pelo empregado,
inclusive sobre as verbas rescisórias, e repassar o valor à
instituição consignatária na forma e no prazo previstos em
regulamento.

Este último aspecto está em relevo, dada sua relevância. Grave esta
disposição: é obrigação do empregador fazer o desconto, seja
na renda ou nas verbas rescisórias, e repassar o valor à
instituição financeira que concede o crédito consignado, que
deverá ser realizado até o quinto dia útil após a data de
pagamento ao mutuário de sua remuneração disponível.

Há, inclusive, uma contrapartida ao empregador para cumprir esta


função: descontar na folha de pagamento do mutuário os
custos operacionais decorrentes da realização da operação.
No entanto, o empregador, salvo disposição contratual em
contrário, não será corresponsável pelo pagamento dos
empréstimos, financiamentos e arrendamentos concedidos
aos seus empregados, mas responderá como devedor
principal e solidário perante a instituição consignatária por
valores a ela devidos em razão de contratações por ele
confirmadas na forma desta Lei e de seu regulamento que
deixarem, por sua falha ou culpa, de ser retidos ou
repassados. 04661519183

Estas regras são pouco abordadas, mas são ótimas para uma questão
difícil no certame e, mais importante, são recentíssimas (integradas
ao ordenamento jurídico em janeiro de 2015). Portanto, não as
esqueça.

Por fim, cabe citar a regra estabelecida pelo Bacen em relação às


operações de crédito, incluindo o consignado, que favorece o
estabelecimento da possibilidade de portabilidade do crédito.

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O Bacen decidiu que fica vedada às instituições financeiras, na
prestação de serviços e na contratação de operações, a
celebração de convênios, contratos ou acordos que impeçam
ou restrinjam o acesso de clientes a operações de crédito
ofertadas por outras instituições, inclusive aquelas com
consignação em folha de pagamento.

04661519183

13.! OPERAÇÕES ATIVAS: MICROCRÉDITO


A concessão de crédito feita no mercado financeiro geralmente
abarca empresas formais, pequenas, médias e grandes. Mas, quase
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! ! ! CONTABILIDADE GERAL PARA
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! Prof. Vicente Camillo
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sempre exclui uma parcela da população que necessita de recursos,
seja para se tonar parte da economia formal, ou mesmo para
promover investimentos.

Desta forma, estabelece-se a chamada “Microfinanças˜. O termo


microfinanças, portanto, refere-se à prestação de serviços financeiros
adequados e sustentáveis para população de baixa renda,
tradicionalmente excluída do sistema financeiro tradicional, com
utilização de produtos, processos e gestão diferenciados3.

A atividade de microcrédito é definida como aquela que, no contexto


das microfinanças, se dedica a prestar esses serviços exclusivamente
a pessoas físicas e jurídicas empreendedoras de pequeno porte,
diferenciando-se dos demais tipos de atividade microfinanceira
também pela metodologia utilizada, bastante diferente daquela
adotada para as operações de crédito tradicionais. É entendida como
principal atividade do setor de microfinanças pela importância para
as políticas públicas de superação da pobreza e também pela geração
de trabalho e renda.

O microcrédito urbano é tecnicamente conhecido como Microcrédito


Produtivo Orientado (MCPO), cujas definições estão consolidadas na
Lei 11.110/2005. O Banco do Nordeste possui uma importante linha
de microcrédito urbano, chamada de Crediamigo. Adiante veremos
as definições do MCPO e do Crediamigo. 04661519183

O Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO)


tem como objetivo incentivar a geração de trabalho e renda
entre os microempreendedores populares (pessoas físicas e
jurídicas empreendedoras de atividades produtivas de pequeno

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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! ! ! CONTABILIDADE GERAL PARA
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! Prof. Vicente Camillo
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porte, com renda bruta anual de até R$ 120 mil), através da
disponibilização de recursos para o microcrédito produtivo orientado.

Pois bem, temos um Programa que possui um objetivo (já


comentado) e utiliza como instrumento para a consecução deste
objetivo uma forma específica de crédito.

Esta forma de crédito, propriamente chamada de microcrédito


produtivo orientado, é concedida para o atendimento das
necessidades financeiras de pessoas físicas e jurídicas
empreendedoras de atividades produtivas de pequeno porte,
utilizando metodologia baseada no relacionamento direto com os
empreendedores no local onde é executada a atividade econômica,
devendo ser considerado, ainda, que:

!! o atendimento ao tomador final dos recursos deve ser feito por


pessoas treinadas para efetuar o levantamento socioeconômico e
prestar orientação educativa sobre o planejamento do negócio, para
definição das necessidades de crédito e de gestão voltadas para o
desenvolvimento do empreendimento;

!! o contato com o tomador final dos recursos deve ser mantido


durante o período do contrato, para acompanhamento e orientação,
visando ao seu melhor aproveitamento e aplicação, bem como ao
crescimento e sustentabilidade da atividade econômica; e
04661519183

!! o valor e as condições do crédito devem ser definidos após a


avaliação da atividade e da capacidade de endividamento do tomador
final dos recursos, em estreita interlocução com este.

Em resumo, considera-se microcrédito produtivo orientado a forma


de crédito que atende as necessidades de pequenos
empreendedores, cuja metodologia deve (i) considerar o
relacionamento direto com o empreendedor, (ii) ser feita por pessoa
treinada para efetuar o levantamento socioeconômico e prestar
orientação educativa sobre o planejamento do negócio, (iii) manter

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contato durante o período do contrato, para acompanhamento e
orientação, visando ao seu melhor aproveitamento e aplicação, e (iv)
o valor e as condições do crédito devem ser definidos após a
avaliação da atividade e da capacidade de endividamento do tomador
final dos recursos.

Evidente que esta modalidade de crédito possui uma forte conotação


social e de orientação técnica, pois além de conceder o crédito há
diversas outras atividades realizadas pelo emprestador junto ao
tomador.

As instituições financeiras autorizadas a operar o PNMPO são:

!! Instituições Financeiras Oficiais # Aquelas controladas por


Ente Público (União, Estados e DF)

!! Bancos múltiplos com carteira comercial

!! Bancos comerciais e Caixa Econômica Federal

!! Instituições de microcrédito produtivo orientado:

•!Cooperativas singulares de crédito


•!Agências de fomento
•!Sociedades de crédito ao microempreendedor e à empresa de
pequeno porte
•!Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, que
desenvolvam atividades 04661519183

de crédito destinadas a
microempreendedores.

Ressalta-se que os bancos de desenvolvimento, as agências de


fomento, os bancos cooperativos e as centrais de cooperativas de
crédito também poderão atuar como repassadores de recursos das
instituições financeiras acima definidas para as instituições de
microcrédito produtivo orientado também acima definidas. Desta
forma, estas instituições figuram como intermediárias entre as

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! ! ! CONTABILIDADE GERAL PARA
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!
instituições financeiras e as instituições de microcrédito produtivo
orientado.

Isto ocorre porque as instituições financeiras atuarão no PNMPO


por intermédio das instituições de microcrédito produtivo
orientado nominadas no por meio de repasse de recursos,
mandato ou aquisição de operações de crédito que se
enquadrarem nos critérios exigidos pelo PNMPO. Ou seja, em
regra, as IFs não atuam diretamente na concessão de microcrédito,
mas sim através de intermediários.

Para que possam atuar diretamente no PNMPO, as instituições


financeiras deverão constituir estrutura própria para o
desenvolvimento desta atividade, devendo habilitar-se no Ministério
do Trabalho e Emprego demonstrando que suas operações de
microcrédito produtivo orientado serão realizadas em conformidade
as exigências legais disposta no início deste tópico.

Já as instituições financeiras públicas federais poderão atuar no


PNMPO por intermédio de sociedade na qual participe direta ou
indiretamente, desde que tal sociedade tenha por objeto prestar
serviços necessários à contratação e acompanhamento de operações
de microcrédito produtivo orientado e que esses serviços não
representem atividades privativas de instituições financeiras,
devendo essa sociedade habilitar-se no Ministério do Trabalho e
04661519183

Emprego.

Continuando, há que citar a origem dos recursos destinados ao


PNMPO. São as seguintes:

!! Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT

!! Parcela dos recursos de depósitos à vista destinados ao


microcrédito # Os bancos múltiplos com carteira comercial, os
bancos comerciais e a Caixa Econômica Federal devem manter
aplicados, em operações de crédito destinadas à população de baixa

!∀#∃%&∋()∗+,∗&−./(00#&&&∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!∀#∃%&∋!6:!()!23!
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! ! ! CONTABILIDADE GERAL PARA
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renda e a microempreendedores, valor correspondente a, no mínimo,
2% dos saldos dos depósitos à vista captados pela instituição.

!! Orçamento geral da União ou dos Fundos Constitucionais de


Financiamento, somente quando forem alocados para operações de
microcrédito produtivo rural efetuadas com agricultores familiares no
âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura
Familiar – PRONAF

!! Outras fontes alocadas para o PNMPO pelas instituições


financeiras ou instituições de microcrédito produtivo orientado.

Abaixo, uma questão recentíssima sobre o assunto:

09. CESPE - Ana (BACEN)/Área 3 - Política Econômica e


Monetária/2013

Com relação às operações de captação e operações ativas


praticadas no mercado financeiro brasileiro, julgue o item a
seguir.

A operação de microcrédito pode ser realizada com empreendedor


urbano ou rural, pessoa natural ou jurídica, devendo ser executada
com base em metodologia específica, na qual se efetive a análise de
receitas e despesas, assim como os mecanismos de controle e
acompanhamento do volume de inadimplência, desconsiderando-se
04661519183

a avaliação dos riscos da operação, haja visto que essa operação


corresponde a uma política social apoiada pelo governo brasileiro.

Vimos neste tópico a definição de microcrédito produtivo orientado.


Trata-se de operação realizada com empreendedor urbano ou rural,

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pessoa natural ou jurídica, devendo ser executada com base em
metodologia específica, na qual se efetive a análise de receitas e
despesas, assim como os mecanismos de controle e
acompanhamento do volume de inadimplência, CONSIDERANDO-SE
a avaliação dos riscos da operação.

GABARITO: ERRADO

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14.! OPERAÇÕES ATIVAS: ARRENDAMENTO MERCANTIL
A discussão sobre arrendamento mercantil é muito interessante, por
se tratar de operação na qual a instituição que realiza o leasing
(arrendadora) adquire o bem escolhido pelo cliente (arrendatário)
para a utilização deste.

Portanto, é preciso definir a função de cada uma das partes nesta


operação:

!! Arrendador " Segundo a definição legal, trata-se de pessoa


jurídica que realiza a operação de arrendamento mercantil. No
entanto, o Conselho Monetário Nacional estabeleceu que podem
obter tratamento tributário favorecido nas operações de leasing
apenas (i) as pessoas jurídicas que tenham como objeto principal de
sua atividade a prática de operações de arrendamento mercantil
(sociedades de arrendamento mercantil), (ii) bancos múltiplos com
carteira de arrendamento mercantil, (iii) bancos múltiplos com
carteira de investimento, de desenvolvimento e/ou de crédito
imobiliário, (iv) os bancos de investimento, (v) os bancos de
desenvolvimento, (vi) as caixas econômicas e (vii) as sociedades de
crédito imobiliário, sendo que as pessoas numeradas dos itens iii ao
vii podem apenas realizar o leasing financeiro. Portanto, muita
atenção: a Lei permite a realização do arrendamento mercantil por
pessoa jurídica, mas, na prática, dada o benefício tributário, apenas
04661519183

as instituições elencadas acima realizam estas operações


!! Arrendatário " Pessoa física ou jurídica que escolhe o bem
a ser arrendado e possui sua posse (mas não a propriedade) até o
final do contrato.
!! Bem arrendado " escolhido pelo arrendatário para ser por
ele utilizado pelo menos no período de duração do arrendamento; o
bem é adquirido pela instituição arrendadora e, por isto, é de sua
propriedade, apesar da posse do bem ser do arrendatário.

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Das definições acima é possível concluir que, no arrendamento
mercantil, a operação ativa é realizada sobre a negociação de um
direito de uso de um bem por um período de tempo determinado.
Como contrapartida, o arrendador recebe um único pagamento por
isto, ou uma série periódica de pagamentos até o final do contrato.

E o arrendamento mercantil pode ser classificado em financeiro ou


operacional, a depender dos riscos e benefícios inerentes à
propriedade do bem.

As definições, características e explicações seguem abaixo:

!! Arrendamento Mercantil Financeiro


o! As contraprestações e demais pagamentos previstos no
contrato, devidos pelo arrendatário, sejam normalmente suficientes
para que a arrendadora recupere o custo do bem arrendado durante
o prazo contratual da operação e, adicionalmente, obtenha um
retorno sobre os recursos investidos;
o! As despesas de manutenção, assistência técnica e serviços
correlatos à operacionalidade do bem arrendado sejam de
responsabilidade do arrendatário
o! O preço para o exercício da opção de compra seja livremente
pactuado, podendo ser, inclusive, o valor de mercado do bem
arrendado.

Em resumo, trata-se de leasing financeiro aquele cujos


04661519183

pagamentos prestados pelo arrendatário são suficientes para cobrir


os custos do arrendador e, adicionalmente, fornecer retorno a este.
Como as despesas durante o uso do bem são do arrendatário e este
pode optar pela aquisição da propriedade do bem ao final do contrato
por preço livremente pactuado (em geral um valor residual),
entende-se que no arrendamento mercantil financeiro há
substancial transferência de riscos e benefícios ao

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arrendatário. Este é o fundamento do leasing financeiro, não se
esqueça!

!! Arrendamento Mercantil Operacional


o! ocorre quando a próprio produtor ou fabricante do bem faz o
arrendamento, ficando responsável pela manutenção técnica do bem
o! as contraprestações a serem pagas pelo arrendatário
contemplem o custo de arrendamento do bem e os serviços inerentes
a sua colocação à disposição do arrendatário, não podendo o valor
presente dos pagamentos ultrapassar 90% (noventa por cento) do
"custo do bem;
o! o prazo contratual seja inferior a 75% (setenta e cinco por
cento) do prazo de vida útil econômica do bem;
o! o preço para o exercício da opção de compra seja o valor de
mercado do bem arrendado; e
o! não haja previsão de pagamento de valor residual garantido.

Neste caso, entende-se como arrendamento mercantil


operacional aquele no qual os riscos e benefícios da operação estejam
de maneira substancial com o arrendador. As definições acima nos
permite concluir isto, sobretudo se considerarmos que a produção do
bem cabe ao arrendador, assim como sua assistência técnica..

E, por fim, cabe citar que o prazo mínimo de arrendamento é de


dois anos para bens com vida útil de até cinco anos e de três
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anos para os demais.

Por exemplo, se considerarmos o leasing de um veículo popular com


vida útil de 5 anos, é possível realizar um arrendamento deste bem
com prazo mínimo de 2 anos.

Abaixo, questões sobre o assunto:

10. CESPE - Escriturário (BB)/2007/2

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O leasing, também conhecido como arrendamento mercantil,
e o factoring, também conhecido como fomento mercantil,
têm sido dois institutos importantes para o crescimento das
empresas brasileiras. Com o crescimento do mercado,
crescem, também, as garantias, como os seguros.
Considerando esses institutos jurídicos, julgue o próximo
item.

Na operação de leasing, uma empresa transfere o direito de


usufruto de determinado bem de sua propriedade a outra
(cliente), em troca do recebimento de prestações periódicas.

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Exatamente como definimos acima: operação na qual a instituição


que realiza o leasing (arrendadora) adquire o bem escolhido pelo

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cliente (arrendatário) para a utilização deste. Destacando que o
direito de propriedade é da empresa que faz o leasing.

GABARITO: CERTO

11. FGV - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RJ)/2007

O contrato celebrado entre uma sociedade de arrendamento


mercantil, titular de bem móvel, que se obriga a entregar o
bem objeto do contrato ao arrendatário, pessoa natural ou
jurídica, mediante o respectivo pagamento das prestações
determinadas e com a incumbência de prestar assistência
técnica permanente durante o prazo acordado, denomina-se:

a) lease-back.

b) leasing puro.

c) leasing financeiro.

d) leasing operacional.

e) leasing de retorno.

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Como vimos acima, quando a empresa que produz o bem faz o


leasing, ficando responsável pela sua manutenção, há leasing
operacional.

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GABARITO: LETRA D

12. ESAF - Procurador do Banco Central do Brasil/2002

O arrendamento mercantil é tipo de contrato financeiro que:

a) faculta que o bem objeto seja mantido sob posse e guarda


do arrendatário por tempo indeterminado.

b) pode ser analisado como forma especial de venda e compra


de bens.

c) constitui mútuo travestido de locação de bens, sujeito,


portanto, à disciplina exclusiva daquele contrato.

d) não admite revisão ainda com a obsolescência do bem.

e) pode recair sobre bens de consumo em geral.

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Às respostas:

a) Incorreto. O contrato de leasing é por tempo determinado

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b) Correto. Como no final do contrato existe a opção de compra pelo
arrendatário, trata-se de uma forma especial de compra e venda.

c) Incorreto. Não se trata de mútuo, pois não é um empréstimo, além


de possuir legislação própria

d) Pode ser revisto sim, pois se trata de um contrato

e) Incorreto. A natureza dos bens objeto de uma operação de


arrendamento mercantil deve permitir sua contabilização no ativo
imobilizado do arrendatário. Por isso se trata de bens duráveis
(móveis ou imóveis), não podendo ser de consumo em geral.

GABARITO: LETRA B

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15.! OPERAÇÕES ATIVAS: CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO
(CCB)
A Cédula de Crédito Bancário é título de crédito executivo
extrajudicial emitido, por pessoa física ou jurídica, em favor de
instituição financeira ou de entidade a esta equiparada (as quais
devem integrar o Sistema Financeiro Nacional), representando
promessa de pagamento em dinheiro, decorrente de operação de
crédito, de qualquer modalidade.

A ideia esposada acima é muito objetiva: a CCB é um título que


representa um crédito extrajudicial (valor a receber sem necessidade
de declaração judicial) da instituição financeira ou entidade a ela
equiparada, considerando que ambas integram o SFN, em relação a
uma pessoa física ou jurídica qualquer (devedor).

O surgimento da CCB teve como objetivo facilitar a concessão de


financiamentos bancários, considerando que estes sofriam de
insegurança e instabilidade oriundas de controvérsias existentes nos
tribunais, relacionadas, entre outras questões, à possibilidade de
capitalização dos juros e à conferência de força executiva aos
contratos de concessão de crédito celebrados pelas instituições
financeiras e seus clientes. Talvez o exemplo mais comum é a
concessão de crédito rotativo, que em geral é formalizado por CCB.

Por isso, a CCB foi constituída como sendo uma promessa de


04661519183

pagamento em dinheiro, necessariamente lastreada em uma


operação de crédito de qualquer modalidade e submetida ao regime
jurídico dos títulos de crédito. Ou seja, o cliente da instituição
financeira toma um crédito e simultaneamente firma o compromisso
com a instituição financeira em torno da CCB.

Como é considerada um título de crédito, a CCB representa dívida em


dinheiro, certa, líquida e exigível, seja pela soma nela indicada, seja
pelo saldo devedor demonstrado em planilha de cálculo, ou nos

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extratos da conta corrente, podendo ser emitida, com ou sem
garantia, real ou fidejussória, cedularmente constituída.

Estas características, estudadas na disciplina de Direito Comercial,


indicam que a CCB não adimplida representa, por si só, uma dívida
da pessoa jurídica ou física inadimplente contra a instituição
financeira credora, que pode instituir garantias, como avais e
garantias reais (constituída por bem patrimonial de qualquer espécie,
disponível e alienável, móvel ou imóvel, material ou imaterial,
presente ou futuro, fungível ou infungível, consumível ou não, cuja
titularidade pertença ao próprio emitente ou a terceiro garantidor da
obrigação principal), para satisfazer o crédito que detém.

Não é difícil de compreender o porquê a CCB está categorizada na


aula de operações ativas. A instituição financeira pode conceder
algum credito a seu cliente e formalizá-lo através da CCB, documento
no qual ficará registrado as características da operação (valor, prazo
de pagamento, juros, garantias etc.), representando a natureza da
operação de crédito realizada.

Na CCB poderão ser pactuadas as seguintes questões:

!! os juros sobre a dívida, capitalizados ou não, os critérios


de sua incidência e, se for o caso, a periodicidade de sua
capitalização, bem como as despesas e os demais encargos
decorrentes da obrigação;
04661519183

!! os critérios de atualização monetária ou de variação


cambial como permitido em lei;

!! os casos de ocorrência de mora e de incidência das multas


e penalidades contratuais, bem como as hipóteses de
vencimento antecipado da dívida;

!! os critérios de apuração e de ressarcimento, pelo


emitente ou por terceiro garantidor, das despesas de

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cobrança da dívida e dos honorários advocatícios, judiciais ou
extrajudiciais, sendo que os honorários advocatícios
extrajudiciais não poderão superar o limite de dez por cento
do valor total devido;

!! quando for o caso, a modalidade de garantia da dívida,


sua extensão e as hipóteses de substituição de tal garantia;

!! as obrigações a serem cumpridas pelo credor;

!! a obrigação do credor de emitir extratos da conta corrente


ou planilhas de cálculo da dívida, ou de seu saldo devedor, de
acordo com os critérios estabelecidos na própria Cédula de
Crédito Bancário; e

!! outras condições de concessão do crédito, suas garantias


ou liquidação, obrigações adicionais do emitente ou do
terceiro garantidor da obrigação, desde que de acordo com as
normas legais aplicáveis.

Dos termos acima é possível perceber que a CCB formaliza tudo


em relação à operação pactuada entre a instituição financeira e seu
cliente, desde o valor do crédito, até suas garantias, obrigações da
instituição financeira e a forma de cômputo da remuneração desta.

Mas, fique atento ao seguinte: mesmo que a garantia do crédito


esteja presente na CCB, é possível o estabelecimento de garantia em
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documento separado à CCB, desde que se faça menção a este fato


na Cédula de Crédito Bancário.

O credor poderá exigir que o bem constitutivo da garantia,


evidentemente quando há garantia seja real, seja coberto por seguro
até a efetiva liquidação da obrigação garantida, em que o credor será
indicado como exclusivo beneficiário da apólice securitária e estará
autorizado a receber a indenização para liquidar ou amortizar a
obrigação garantida.

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E, para terminar, uma questão cobrada no último certame do Bacen
sobre o assunto:

13. CESPE - Analista do Banco Central do Brasil/Área 3 -


Política Econômica e Monetária/2013/

Com relação às operações de captação e operações ativas


praticadas no mercado financeiro brasileiro, julgue o item a
seguir.

A cédula de crédito bancário (CCB), um título executivo


extrajudicial, representa dívida em dinheiro, a qual é certa,
líquida e exigível e pode ser emitida com ou sem caução
pessoal ou fiança.

04661519183

A Cédula de Crédito Bancário (CCB) está disciplinada nos artigos 26


a 45 da Lei n. 10.931/04.

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A CCB é um título de crédito que pode ser emitido por pessoa física
ou jurídica em favor de uma instituição do Sistema Financeiro
Nacional, representando uma promessa de pagamento, em dinheiro,
decorrente de operação de crédito de qualquer modalidade.

Toda vez que alguém contrata um empréstimo ou qualquer outro


crédito (como cartão de crédito) com uma instituição financeira é
emitido contra si uma cédula de crédito bancário.

A principal característica da CCB é ser um título executivo


extrajudicial, ou seja, não depende do aval do juiz para cobrança, e
representa dívida em dinheiro, certa, líquida e exigível, seja pela
soma nela indicada. Para tanto, basta que a instituição financeira
apresente o saldo devedor demonstrado em planilha de cálculo ou
nos extratos da conta corrente elaborados pela Instituição
Registradora.

Por fim, a emissão de CCB prescinde caução pessoal, ou fiança. Ou


seja, não se faz necessária a prestação de garantias para emissão da
CCB, apesar de existir esta possibilidade, como vimos anteriormente.

GABARITO: CERTO

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16.! LISTA DE QUESTÕES APRESENTADAS E GABARITO

01. FGV - Analista Bancário (BNB)/2014/

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O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é composto por um
conjunto de instituições que se dedica a manter o fluxo de
recursos entre unidades superavitárias (poupadoras) e
unidades deficitárias (tomadoras / investidoras). O SFN
mantém a ordem no mercado financeiro por meio de normas
e procedimentos. O SFN é composto por um sistema
normativo, além dos agentes que o operam, tais como
instituições (especiais e auxiliares) e intermediários
financeiros – monetários e não monetários.

Considerando as diferenças entre esses agentes, é correto


afirmar que:

a) intermediários financeiros captam recursos junto ao público e


investem na Bolsa de Valores; as instituições auxiliares, embora
também captem junto ao público, investem no mercado imobiliário;

b) intermediários financeiros monetários captam recursos junto ao


público e emprestam esses recursos, criando moeda escritural; as
instituições auxiliares colocam em contato poupadores e investidores
e não criam moeda escritural;

c) intermediários financeiros monetários captam recursos junto ao


público e emprestam esses recursos, criando moeda escritural; as
instituições auxiliares colocam em contato poupadores e
investidores, criando também moeda escritural;
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d) intermediários financeiros não monetários captam depósitos à


vista e as instituições especiais não captam depósitos à vista;

e) instituições especiais fazem empréstimos especiais, enquanto as


instituições auxiliares auxiliam o Banco Central a regular o sistema.

Como visto, a captação de depósitos à vista por instituições


financeiras monetárias (bancárias) promove a criação de moeda. As
demais entidades participantes (não monetárias ou auxiliares) não

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participam deste processo de criação de moeda, pois não captam
depósitos à vista.

GABARITO: LETRA B

02. (FCC - Escriturário (BB)/2010) As cadernetas de poupança


remuneram o investidor à taxa de juros de 6% ao ano com
capitalização

a) mensal e atualização pelo Índice Nacional de Preços ao


Consumidor Amplo − IPCA.

b) trimestral e atualização pela Taxa Referencial − TR.

c) semestral e atualização pelo Índice Geral de Preços − IGP.

d) mensal e atualização pela Taxa Referencial − TR.

e) diária e atualização pelo Índice Geral de Preços do Mercado − IGP-


M.

Questão importantíssima, que merece nossa atenção.

Como citado, a mudança recente na remuneração da caderneta de


poupança colocou duas novas regras.

Quando a Taxa Selic se encontrar abaixo de 8,5% a.a., a


remuneração da poupança é de 70% da Selic mais TR. Caso
contrário, é de 0,5% a.m. mais TR, o que resulta em 6% ao ano com
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capitalização mensal mais TR.

Portanto, e Letra D está correta tão somente se a Taxa Selic estiver


acima de 8,5% a.a.

GABARITO: LETRA D

03. (FCC - Escriturário (BB)/2011) As aplicações em


cadernetas de poupança

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a) não contam com proteção adicional do Fundo Garantidor de
Crédito (FGC).

b) realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês terão como data de


aniversário o último dia útil do mês seguinte.

c) de pessoas jurídicas com fins lucrativos sofrem tributação de


22,5% sobre o rendimento nominal.

d) são permitidas apenas para contribuintes maiores de idade.

e) são vedadas para pessoas jurídicas imunes à tributação ou sem


fins lucrativos.

Vejamos as alternativas:

a) As proteções concedidas pelo FGC serão vistas em aula posterior.


No momento, cabe saber que, no caso da caderneta de poupança, a
proteção é de R$ 250 mil por instituição.

b) realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês terão como data de


aniversário o primeiro dia útil do mês seguinte.

c) A Banca considerou esta questão como correta.

De fato, nas aplicações de até de 180 dias na caderneta de poupança


para pessoas jurídicas há a incidência de alíquota de 22,5% sobre o
rendimento.

No entanto, se o prazo de aplicação for mais de 180 dias a alíquota


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é menor.

d) são permitidas para qualquer cidadão

e) as entidades sem fins lucrativos estão autorizadas a aplicar valores


na caderneta de poupança com isenção de imposto de renda sobre a
renda gerada.

GABARITO: LETRA C

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04. CESPE - Analista do Banco Central do Brasil/Área 3 -
Política Econômica e Monetária/2013/

Com relação às operações de captação e operações ativas


praticadas no mercado financeiro brasileiro, julgue o item a
seguir.

Os depósitos à vista não são remunerados, enquanto os


depósitos em poupança, independentemente da taxa Selic,
têm remuneração básica definida pela taxa referencial e
remuneração adicional de 0,5% ao mês.

De fato, o depósito à vista não é remunerado. Como representa a


forma mais líquida de moeda escritural, não cabe remuneração. É
como se fosse papel moeda, só que na forma eletrônica (escritural).

Os depósitos a prazo dependem sim da Taxa Selic para fins de


remuneração.

O exemplo mais comum é o da caderneta de poupança.

Modificada em 03.05.12, para possibilitar a redução da Taxa Selic, a


remuneração da caderneta de poupança passou a seguir 2 regras
distintas:

Taxa Selic acima de 8,5% ao ano – remuneração de 0,5% ao mês


mais TR.
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Taxa Selic igual ou abaixo de 8,5% ao ano – remuneração mensal


equivalente a 70% da Taxa Selic mais TR

Desta forma é possível concluir que a remuneração da poupança


(depósito a prazo) pode variar, dependendo da Taxa Selic.

GABARITO: ERRADO

05. (CESPE - Escriturário (BB)/2002) Um investidor procurou


uma agência do BB e disse ao gerente que queria aplicar seus

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recursos sem muito risco, preferindo uma rentabilidade baixa
a correr risco de perder dinheiro. O investidor informou,
ainda, que gostaria de poder reaver seus recursos com
rapidez, caso precisasse, embora não fosse esse o seu
objetivo.

Em função da demanda apresentada pelo cliente, seria correto


o gerente indicar aplicação no (a)

Caderneta de poupança.

Questão que nos faz pensar um pouco.

Se o investidor procura pouco risco e liquidez, mesmo que a aplicação


apresente uma baixa rentabilidade, o mais indicado é a caderneta de
poupança.

Ressalta-se que o recente aumento da Taxa Selic tornou novamente


a poupança uma aplicação com melhor retorno.

GABARITO: CERTO

06. CESPE - Analista do Banco Central do Brasil/Área 3 -


Política Econômica e Monetária/2013/

Com relação às operações de captação e operações ativas


praticadas no mercado financeiro brasileiro, julgue os itens a
04661519183

seguir.

Caso seja atualizada mensalmente por índices de preços, a


letra de crédito imobiliário (LCI) tem prazo mínimo de
vencimento de 36 meses; caso não seja atualizada por índice
de preços, esse prazo passa para 60 dias.

A LCI é um título de renda fixa que permite isenção de Imposto de


Renda e representa uma fonte de recursos para o setor imobiliário,
pois possui como lastro créditos imobiliários.

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Emitida por instituições financeiras – bancos comerciais, múltiplos e
de investimento, além de sociedades de crédito imobiliário,
associações de poupança e empréstimo e companhias hipotecárias –
pode ser remunerada por taxa pré ou pós fixada.
A desvantagem da LCI é que ela não pode ser resgatado a qualquer
momento. O prazo mínimo de vencimento desse ativo varia de acordo
com o indexador que possui. São 36 meses quando o título for
atualizado mensalmente por índice de preços ou 12 meses se for
atualizado anualmente por esse indexador. Se não utilizar índice de
preços, é de 90 dias.
O prazo é contado a partir da aquisição do título.
Portanto, há 3 prazos de vencimento possíveis. Isto ocorre com a
finalidade de preservar o valor real do rendimento da LCI em períodos
inflacionários. Os períodos citados pela questão estão corretos.
GABARITO: ERRADO

07. CESPE - Analista do Banco Central do Brasil/Área 3 -


Política Econômica e Monetária/2013/

Com relação às operações de captação e operações ativas


praticadas no mercado financeiro brasileiro, julgue o item a
seguir.

A cessão de créditos pode ocorrer com ou sem coobrigação da


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instituição cedente, não sendo admitida, nesse tipo de cessão,


a recompra a prazo de créditos vincendos anteriormente
cedidos.

A cessão de créditos é o negócio pelo qual o credor transfere a


terceiro sua posição na relação obrigacional. A operação tem como
princípio básico a compra de direitos creditórios, ou seja, o cedente
fornecedor vende ao terceiro créditos performados ou a performar
oriundos de suas negociações comerciais. Ou seja, a empresa que

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TERRACAP – AULA 07
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pratica operações mercantis com recebimento a prazo, pode vender
estes direitos creditórios à instituição financeira e, com isso, obter
empréstimos.

A coobrigação do cliente é uma das formas de garantia prestadas


nesta operação de crédito, caracterizada pela responsabilidade de
pagar ou de substituir o crédito cedido em caso de inadimplência do
tomador ou outras situações previstas no contrato de cessão. Caso o
tomador (cliente da empresa) não pague os créditos cedidos, a
empresa é obrigada a pagar, ou substituir este crédito por outro. A
coobrigação é apenas uma das formas de garantia prestadas. Deste
modo, ela pode ser substituída por outra forma de garantia.
Quando se opta pela coobrigação, não é admitida a recompra a prazo
de créditos vincendos anteriormente cedidos, pois estes valores já
foram cedidos à instituição financeira e ainda não estão vencidos

GABARITO: CERTO

08. CESPE - Analista do Banco Central do Brasil/Área 3 -


Política Econômica e Monetária/2013/

Com relação às operações de captação e operações ativas


praticadas no mercado financeiro brasileiro, julgue o item a
seguir.
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Os contratos de mútuo apresentam características idênticas


aos empréstimos para capital de giro, visto que ambos
envolvem operações com prazos inferiores a 90 dias e
apresentam poucas exigências quanto às garantias exigidas.

O empréstimo de capital de giro é operação tradicional bancária com


o objetivo de suprir as necessidades de caixa (liquidez) das
empresas. Como os prazos de recebimento e pagamento destas é,
geralmente, descasado, elas podem utilizar recursos concedidos por

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instituição financeira, a fim de alinhar os prazos. O prazo médio deste
tipo de financiamento é de 180 dias.

O contrato de mútuo possui as mesmas características dos


empréstimos para capital de giro, no entanto o prazo médio é
superior a 180 dias.

Desta forma, ambos possuem prazo superior a 90 dias.

Adicionalmente, cumpre citar que pode haver necessidade de


prestação de garantias para a realização dos contratos. Por exemplo,
o empréstimo para capital de giro pode ser garantido com direitos
creditórios da empresa.

GABARITO: ERRADO

09. CESPE - Ana (BACEN)/Área 3 - Política Econômica e


Monetária/2013

Com relação às operações de captação e operações ativas


praticadas no mercado financeiro brasileiro, julgue o item a
seguir.

A operação de microcrédito pode ser realizada com empreendedor


urbano ou rural, pessoa natural ou jurídica, devendo ser executada
com base em metodologia específica, na qual se efetive a análise de
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receitas e despesas, assim como os mecanismos de controle e


acompanhamento do volume de inadimplência, desconsiderando-se
a avaliação dos riscos da operação, haja visto que essa operação
corresponde a uma política social apoiada pelo governo brasileiro.

Vimos neste tópico a definição de microcrédito produtivo orientado.


Trata-se de operação realizada com empreendedor urbano ou rural,
pessoa natural ou jurídica, devendo ser executada com base em
metodologia específica, na qual se efetive a análise de receitas e
despesas, assim como os mecanismos de controle e

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acompanhamento do volume de inadimplência, CONSIDERANDO-SE
a avaliação dos riscos da operação.

GABARITO: ERRADO

10. CESPE - Escriturário (BB)/2007/2

O leasing, também conhecido como arrendamento mercantil,


e o factoring, também conhecido como fomento mercantil,
têm sido dois institutos importantes para o crescimento das
empresas brasileiras. Com o crescimento do mercado,
crescem, também, as garantias, como os seguros.
Considerando esses institutos jurídicos, julgue o próximo
item.

Na operação de leasing, uma empresa transfere o direito de


usufruto de determinado bem de sua propriedade a outra
(cliente), em troca do recebimento de prestações periódicas.

Exatamente como definimos acima: operação na qual a instituição


que realiza o leasing (arrendadora) adquire o bem escolhido pelo
cliente (arrendatário) para a utilização deste. Destacando que o
direito de propriedade é da empresa que faz o leasing.

GABARITO: CERTO
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11. FGV - Auditor Fiscal da Receita Estadual (SEFAZ RJ)/2007

O contrato celebrado entre uma sociedade de arrendamento


mercantil, titular de bem móvel, que se obriga a entregar o
bem objeto do contrato ao arrendatário, pessoa natural ou
jurídica, mediante o respectivo pagamento das prestações
determinadas e com a incumbência de prestar assistência
técnica permanente durante o prazo acordado, denomina-se:

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a) lease-back.

b) leasing puro.

c) leasing financeiro.

d) leasing operacional.

e) leasing de retorno.

Como vimos acima, quando a empresa que produz o bem faz o


leasing, ficando responsável pela sua manutenção, há leasing
operacional.

GABARITO: LETRA D

12. ESAF - Procurador do Banco Central do Brasil/2002

O arrendamento mercantil é tipo de contrato financeiro que:

a) faculta que o bem objeto seja mantido sob posse e guarda


do arrendatário por tempo indeterminado.

b) pode ser analisado como forma especial de venda e compra


de bens.

c) constitui mútuo travestido de locação de bens, sujeito,


portanto, à disciplina exclusiva daquele contrato.

d) não admite revisão ainda com a obsolescência do bem.


04661519183

e) pode recair sobre bens de consumo em geral.

Às respostas:

a) Incorreto. O contrato de leasing é por tempo determinado

b) Correto. Como no final do contrato existe a opção de compra pelo


arrendatário, trata-se de uma forma especial de compra e venda.

c) Incorreto. Não se trata de mútuo, pois não é um empréstimo, além


de possuir legislação própria

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d) Pode ser revisto sim, pois se trata de um contrato

e) Incorreto. A natureza dos bens objeto de uma operação de


arrendamento mercantil deve permitir sua contabilização no ativo
imobilizado do arrendatário. Por isso se trata de bens duráveis
(móveis ou imóveis), não podendo ser de consumo em geral.

GABARITO: LETRA B

13. CESPE - Analista do Banco Central do Brasil/Área 3 -


Política Econômica e Monetária/2013/

Com relação às operações de captação e operações ativas


praticadas no mercado financeiro brasileiro, julgue o item a
seguir.

A cédula de crédito bancário (CCB), um título executivo


extrajudicial, representa dívida em dinheiro, a qual é certa,
líquida e exigível e pode ser emitida com ou sem caução
pessoal ou fiança.

A Cédula de Crédito Bancário (CCB) está disciplinada nos artigos 26


a 45 da Lei n. 10.931/04.

A CCB é um título de crédito que pode ser emitido por pessoa física
ou jurídica em favor de uma instituição do Sistema Financeiro
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Nacional, representando uma promessa de pagamento, em dinheiro,


decorrente de operação de crédito de qualquer modalidade.

Toda vez que alguém contrata um empréstimo ou qualquer outro


crédito (como cartão de crédito) com uma instituição financeira é
emitido contra si uma cédula de crédito bancário.

A principal característica da CCB é ser um título executivo


extrajudicial, ou seja, não depende do aval do juiz para cobrança, e
representa dívida em dinheiro, certa, líquida e exigível, seja pela
soma nela indicada. Para tanto, basta que a instituição financeira
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apresente o saldo devedor demonstrado em planilha de cálculo ou
nos extratos da conta corrente elaborados pela Instituição
Registradora.

Por fim, a emissão de CCB prescinde caução pessoal, ou fiança. Ou


seja, não se faz necessária a prestação de garantias para emissão da
CCB, apesar de existir esta possibilidade, como vimos anteriormente.

GABARITO: CERTO

QUESTÕES GABARITO

01 B

02 D

03 04661519183
C

04 ERRADO

05 CERTO

06 ERRADO

07 CERTO

08 ERRADO

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09 ERRADO

10 CERTO

11 D

12 B

13 CERTO

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